O Tempo: para Teodomiro Braga caso Aécio pode ser mostra de como será a campanha 2010

Fonte:  Portal O Tempo - 07/11/200 – Coluna Teodomiro Braga

Aleivosias e calúnias

Para muitos destes militantes, as eleições serão uma guerra pela própria sobrevivência. As baixarias veiculadas nos últimos dias em blogs da internet contra o governador Aécio Neves, que as classificou de “aleivosias” e “calúnias”, foram uma amostra de como deverá ser a próxima campanha presidencial, a primeira que o PT irá disputar sem ter Lula como candidato. Os especialistas preveem para 2010 uma campanha de nível mais baixo do que a 1989, quando os marqueteiros de Fernando Collor não vacilaram em patrocinar a divulgação de depoimento da ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, em que ela acusava o candidato petista de ser racista e de ter lhe proposto a fazer aborto.

Uma das razões para se prever uma pesada campanha em 2010 é a ativa participação que se espera de parte dos milhares de militantes políticos que passaram a desfrutar das benesses do poder nestes últimos sete anos, por conta do aparelhamento da máquina governamental verificado a partir de 2003. Para muitos destes militantes que hoje ocupam cargos importantes em ministérios ou empresas estatais, as eleições serão uma guerra pela própria sobrevivência (ou melhor, pelo emprego), na qual farão o que for preciso para alcançar a vitória nas urnas.

Outro motivo para se prever uma campanha de baixíssimo nível em 2010 é a força crescente desta poderosa arma de comunicação sem limites e sem responsabilidades em que se transformou a internet. Em 1999, não havia Twitter e nem blogs para disparar petardos contra adversários. Nas eleições de 2006 a internet já tinha a dimensão atual, mas o passeio eleitoral que Lula deu em Alckmin tornou dispensável o emprego de armas mais pesadas pela tropa de choque petista.

Nas eleições para prefeito em 2008, tivemos em Belo Horizonte uma demonstração do poder de fogo eleitoral da internet. A campanha de Leonardo Quintão surpreendeu o candidato da aliança PT-PSDB no primeiro turno, ao espalhar por email uma enxurrada de denúncias contra Marcio Lacerda. A campanha de Lacerda fez um pesado contra-ataque no segundo turno, no qual, em meio a acusações fortes contra Quintão, incluiu a veiculação de um vídeo do humorista Tom Cavalcanti que representou a pá de cal nas chances do candidato do PMDB.

O tiroteio desencadeado contra Aécio na internet nos últimos dias, confirmando os prognósticos pessimistas sobre o pleito de 2010, em nada afetou a sua disposição de brigar pela candidatura do PSDB na disputa pela sucessão de Lula. Ao manter seu ultimato para forçar o partido a definir o seu candidato até dezembro, Aécio criou uma nova situação que o colocou no centro da cena política – e, portanto, na mira do alvo dos adversários. Com a iniciativa, Aécio, de certa forma, antecipou o calendário eleitoral, fazendo começar mais cedo que previa o festival de baixaria que deverá marcar as eleições presidenciais de 2010.
Teodomiro Braga escreve no espaço aos sábados

E-mail: teodomiro@otempo.com.br
Publicado em: 07/11/2009

http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1473&IdColunaEdicao=10045

Bom Dia Minas comenta a decisão de Aécio sobre o prazo dado ao PSDB para definir o candidato do partido à eleição para a Presidência da República

O governador Aécio Neves deu prazo até dezembro para que o PSDB defina o candidato do partido às eleições presidenciais do ano que vem. O governador Aécio Neves deu prazo até dezembro para que o PSDB defina o candidato do partido às eleições presidenciais do ano que vem.  De acordo com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, o partido ainda não definiu quando será anunciado o nome do candidato à presidência. Ele espera que, até dezembro, haja entendimento entre Aécio Neves e José Serra.

Clique aqui e assista a reportagem do Bom Dia Minas

Estado de Minas: “Aécio justifica ultimato de definição do candidato tucano à Presidência”

Fonte: Leonardo Augusto – Estado de Minas

Governador diz que definição do candidato até dezembro o colocará em condições de ampliar alianças. Caso contrário, reafirma que disputará o Senado

O governador Aécio Neves (PSDB) justificou na quinta-feira a pressão que exerce sobre a cúpula tucana por uma decisão mais rápida na escolha de quem será o candidato do partido à Presidência da República afirmando não se tratar “apenas de uma manobra política”, mas de “um gesto de correção para com o PSDB”. Aécio disse que, até dezembro, se considera “em condições de ampliar alianças, de apresentar um projeto novo para o Brasil falando do pós-Lula, agregando outras forças políticas”, argumentou. O governador defende que a decisão ocorra até o mês que vem. Já o governador de São Paulo, também pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto no ano que vem, quer que a definição aconteça em março.

Aécio, que voltou a frisar ser candidato ao Senado caso a escolha do nome do partido na briga pelo governo federal não ocorra até dezembro, fez relação entre sua eventual candidatura à Presidência da República e o impacto em Minas, caso participasse da disputa pela sucessão de Lula no ano que vem. “Tenho responsabilidade com Minas que antecede todas as outras. Construímos aqui algo novo, que precisa ter continuidade. Para o estado é fundamental que este projeto possa ter continuidade nos próximos anos e, eventualmente, uma candidatura minha à presidência, de alguma forma, impulsiona esse projeto, dá mais visibilidade a ele”, avaliou.

Caso não seja o escolhido do partido, Aécio disse que caberá respeitar e, “de forma muito clara, dizer que mergulharei nas questões mineiras. Ajudarei a eleger aqui o nosso candidato a governador e ajudarei a dar a vitória, em Minas, espero que consiga, a um outro candidato que o PSDB venha a escolher”.

Continuidade

O pré-candidato do PSDB na sucessão em Minas é o vice-governador Antônio Augusto Anastasia. Aécio afirmou não ter dúvidas de que o partido tem possibilidade concreta de vitória no estado. “As pessoas vão dizer se querem continuidade do projeto ou se querem a ruptura. Espero que a resposta seja pela primeira opção.” O principal candidato da oposição deverá sair do PT, que tem como pré-candidatos o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Pelo PMDB, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, também já afirmou que pretende disputar o Palácio da Liberdade no ano que vem.

Durante visita a obras na Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte, o governador disse “não ser o caminho natural” uma possível candidatura de dois tucanos ao Senado no ano que vem. As eleições em 2010 envolverão duas das três vagas de cada estado. Em Minas, além da possibilidade de Aécio disputar vaga no Senado, um dos atuais ocupantes de cadeira na Casa, Eduardo Azeredo (PSDB), já demonstrou interesse em disputar a reeleição.

Mudança

As primeiras três secretarias estaduais serão transferidas
para o Centro Administrativo do governo até 15 de janeiro, segundo afirmou ontem o governador Aécio Neves. O cronograma prevê ainda que a quarta secretaria mude no mês seguinte. Ainda conforme cálculos do governador, os 16 mil servidores estarão no centro até 1º de setembro. Sobre a redução de jornada de trabalho para os funcionários públicos estaduais, Aécio disse que a questão será definida “tecnicamente sem que haja perda de produtividade”.

Fonte site UAI: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/11/06/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=134863/em_noticia_interna.shtml

Folha On Line: Aécio Neves reafirma que dezembro é o prazo limite para definir sobre candidaturas à presidência

Aécio Neves reafirma que dezembro é o prazo limite para definir sobre candidaturas à presidência

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), negou nesta quinta-feira (05/11) que o ultimato dado ao PSDB para definir o candidato que disputará à Presidência da República em 2010 seja uma manobra política.

Aécio disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a indicação de seu partido para se candidatar à Presidência. Ele defende que o PSDB defina o seu candidato até dezembro, enquanto Serra espera que a escolha seja feita em março de 2010.

“Quando determino um prazo, não faço isso apenas como uma manobra política. Faço isso como um gesto de correção para com o partido, dizendo que até dezembro me considero em condições de ampliar essa aliança, de apresentar um projeto novo para o Brasil, falando do pós-Lula, agregando outras forças políticas”, afirmou Aécio em entrevista divulgada por sua assessoria.

Ontem, Aécio admitiu que poderá concorrer ao Senado caso o PSDB não tome uma decisão até o início de 2010.

Na semana passada, reportagem da Folha informou que Aécio exigiu que PSDB defina seu candidato até dezembro. Caso contrário, lançará sua candidatura ao Senado.

“Se o partido em dezembro ainda não tiver decidido seu candidato a presidente, seja por prévias ou não, eu sou candidato ao Senado já a partir de janeiro. Não posso esperar. Preciso então cuidar de Minas”, disse Aécio à Folha.

Fonte: Folha Online – “Aécio nega que ultimato ao PSDB para definir candidato seja manobra política

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u648210.shtm

 

Caso Aécio Neves: Lucia Hippolito escreve artigo equilibrado e mostra quem pode estar por trás do baú de maldades

A patrulha da lama se assanha

por Lucia Hippolito

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.

E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.

Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.

A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.

Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.

No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.

São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo — ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.

Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.

E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.

(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu”. Quando não, “coisa dos dois” em conluio.)

Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.

A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)

Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.

Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique… E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.

Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.

Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.

É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.

Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.

Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que “estacionam” em certos blogs e sites — ou são seus titulares –, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.

Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.

No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que “quem bate perde”. Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.

Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.

Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.

A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.

A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)

Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.

Junto com a notícia veio a especulação: “já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?”

“É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?”

“É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?”

Não se sabe.

A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.

Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/11/04/a-patrulha-da-lama-se-assanha-237968.asp

 

Armação contra Aécio, a jornalista Lúcia Hipoolito avisa: “A patrulha da lama se assanha

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.

E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.

Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.

A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.

Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.

No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.

São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo — ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.

Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.

E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.

(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu”. Quando não, “coisa dos dois” em conluio.)

Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.

A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)

Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.

Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique… E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.

Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.

Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.

É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.

Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.

Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que “estacionam” em certos blogs e sites — ou são seus titulares –, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.

Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.

No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que “quem bate perde”. Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.

Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.

Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.

A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.

A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)

Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.

Junto com a notícia veio a especulação: “já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?”

“É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?”

“É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?”

Não se sabe.

A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.

Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/11/04/a-patrulha-da-lama-se-assanha-237968.asp

 

 

 

 

Jornalistas de peso constatam: é falsa a notícia sobre a agressão de Aécio à namorada em festa

É falsa e tem objetivos políticos eleitorais a notícia de que o governador de Minas, Aécio Neves, pré-candidato à presidente pelo PSDB, teria agredido a namorada, a estilista Letícia Weber, em uma festa no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro

É o que revela a apuração dos fatos feita por dois dos jornalistas políticos mais bem informados do país: Ricardo Noblat, do Blog do Noblat, e o Lauro Jardim, editor da coluna Radar, da revista Veja e do Portal Abril.com.

Eles apuraram os fatos, conversaram com pessoas que participaram da festa e apontam as motivações políticas entorno da divulgação da notícia.

Ricardo Noblat – 02/11/2010, em seu Twitter : www.twitter.com/blogdonoblat

Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.

Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.

“Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político,” me disse Letícia. Aécio não quis comentar.

Letícia disse mais: “isso me parece exploração política.” Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

 

Lauro Jardim – Blog Radar on-line – 03/11/2009 – 6h02

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/eleicoes-2010/comecou-a-baixaria/

Começou a baixaria – Eleições 2010

A insidiosa campanha de boatos na internet sobre Aécio Neves, que circula cm força na web desde o fim de semana, visa a atingir exatamente a característica mais festejada do governador mineiro: a capacidade de conciliação e de entendimento entre contrários.

A baixaria tenta também alcançar outra de suas marcas atestadas nas pesquisas de opinião – a boa imagem junto ao eleitorado feminino.

Enfim, está inaugurada no final de 2009 a era de baixarias na campanha 2010.

 

Agência Reuters: Aécio Neves insiste em decisão rápida e diz que pode ir ao Senado

Aécio insiste em decisão rápida e diz que pode ir ao Senado

BELO HORIZONTE (Reuters) – Mesmo após conversa no final de semana com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, manteve sua exigência de que o partido defina até dezembro o candidato tucano à sucessão presidencial. Aécio disse que, fora deste prazo, vai concorrer ao Senado.

“Até o final do mês de dezembro contem comigo”, disse Aécio a jornalistas nesta terça-feira referindo-se à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

Aécio acredita que uma decisão em março, como deseja o governador de São Paulo, José Serra, outro interessado ao posto de candidato a presidente pela legenda, compromete a articulação de alianças.

“Se o partido optar, e eu respeitarei essa decisão, por alongar um pouco mais esse prazo eu vou voltar-me integralmente para Minas Gerais… A forma de eu poder e até tentar dar ou ajudar a dar aqui, ao lado dos meus companheiros, uma vitória a um outro candidato do PSDB seria mergulhando aqui na nossa campanha, sendo candidato ao Senado”, esclareceu.

O mineiro disse que mantém conversas com outros partidos na tentativa de atrair alianças em torno da candidatura tucana ao Palácio do Planalto, citando nominalmente PTB, PP e PDT, aliados de seu governo em Minas e vinculados à gestão Lula no plano federal.

“O que eu percebo é que todas elas aguardam uma definição mais clara no campo das oposições para poderem se posicionar”, avaliou, esclarecendo que os contatos com as legendas são informais.

Aécio vem conversando com Serra, mas nenhum deles altera sua posição em relação ao prazo. Durante toda esta semana o governador paulista estará em Istambul, na Turquia, participando da conferência Urban Age, sobre o futuro das cidades.

Fonte: http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE5A20PE20091103

Blog do Noblat publica nova nota sobre posição de Aécio Neves: “Isso é uma aleivosia tão grande”

Aécio chama de “aleivosia” o que dizem dele na internet

Recebi há pouco da assessoria do governador Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, transcrição de entrevista coletiva concedida por ele hoje. Além de perguntas sobre sua possível candidatura à sucessão de Lula e um eventual apoio do PTB, houve esta:

Qual é a fala do senhor sobre tudo que está na internet?

- Isso é uma aleivosia tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana. Sempre fiz política e vou continuar fazendo no patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa.

Decifrando a pergunta: foi publicado em blogs e no twitter que Aécio, durante uma festa no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, na semana retrada, empurrara e dera um tapa em Letícia, sua namorada.

Ele desmentiu a informação. Letícia também.

 

Rodrigo Viana questiona em blog: “Juca Kfouri virou garoto de recados de Serra?”

Pela imprensa, o recado para Aécio: é Serra!

Até onde eu sei, Juca Kfouri é um jornalista sério. Caso raro na imprensa esportiva, não cultiva amizade com   dirigentes de clubes e confederações. Pelo contrário: há anos, ele é uma pedra no sapato de Ricardo Teixeira (CBF). Ele também foi um dos que denunciaram as falcatruas da turma que tomou conta do Corinthians alguns anos atrás. Publicou material exclusivo sobre as investigações

Digo tudo isso porque estranhei muito a nota que ele publicou em seu blog, sobre Aécio Neves, durante o feriado. Para quem andava fora do ar nos últimos dias: Juca disse que Aécio teria batido na namorada durante evento no Rio. Informação publicada às 12h09 de 01 de novembro

Aécio Neves com Lula, Dilma e Ciro Gomes em Minas

Essa foto pôs os tucanos paulistas em pé de guerra contra Aécio: a nota de Juca foi um recado ao mineiro?

Se Aécio bateu, o público merece saber. É inaceitável uma agressão física contra a mulher. Não há dúvidas… Vale dizer:  o governador de Minas nega a agressão.

Estranho porque Juca abriu o texto no blog da seguinte forma: “Aécio Neves, o governador tucano de  Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.”

Juca é um jornalista bem informado. Por que qualificar Aécio como “governador que luta para ter jogo inaugural da Copa em BH”?

Ora, a maneira correta seria definir Aécio como ”o governador que disputa com Serra a indicação do PSDB para concorrer à presidência”.

Muito mais importante do que a abertura da Copa é a eleição, não acham?

Por que, então, Juca preferiu essa fórmula de dar a noticia?

Ora, dirão alguns, o blog dele é sobre esportes. Então, qual  sentido de dar uma nota que não tem nada a ver com esportes? O que a vida particular de Aécio tem a ver com a abertura da Copa de 2014, quando Aécio nem mais será governador de Minas?

A nota, certamente, serve aos interesses de Serra. Não quero dizer com isso que Juca esteja a serviço da candidatura Serra. Longe de mim levar o leitor a esse tipo de conclusão. Mas é estranho.

A nota de Juca, do jeito que foi redigida, cumpre (involuntariamente?) um papel importante. Manda a Aécio o recado: “você tem telhado de vidro, se botar as manguinhas de fora, virá pancada pra valer”.

Prestem atenção ao último parágrafo do texto de Juca: “A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.”

Uai, a preocupação não era com a Copa? Não. Parece que não.

Se Juca tivesse lembrado a qualidade de Aécio (pré-candidato tucano, contra Serra), o recado talvez  ficasse muito explícito – também para o público externo. Do jeito que foi publicada, a nota serve ao jogo interno tucano. E como!

Lembremos que, alguns dias antes de Juca dar a notícia, Joyce Pascowitch havia publicado a informação, mas sem citar nomes. Talvez, tenha faltado coragem à Joyce. Talvez ela temesse retaliações… Até porque, dizem, o Aécio é truculento com os jornalistas em Minas. Quem ousou desafiá-lo, teve a cabeça cortada.

Aécio não deve estar muito satisfeito com Juca. Mas Juca talvez tenha gente forte a seu lado, para equilibrar o jogo.

Juca teria alguma proximidade pessoal com Serra? Não sei. Mas achei na internet uma entrevista da Soninha (ex-petista, hoje é do PPS, e secretária do Kassab; ela conhece bem o Serra, dizem por aí), que dá uma pista.

Em entrevista à revista “Brasileiros”, Soninha conta como se aproximou de Serra. Diz que foi através de José Luis Portela (tucano, amigo de Serra, e amigo também de … Juca Kfouri) – http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/25/textos/670/.

Vejam o que mais Soninha conta:

Engraçado que a aproximação com o Portela não era nem por ser palmeirense, porque foi a mesma aproximação que eu tive com o Juca Kfouri, que é corintiano; foi por causa da militância no futebol. O Portela foi o artífice do estatuto do torcedor quando foi secretário executivo. Eu até naquela época achava muito engraçado e falava: “Ai meu Deus, agora eu estou cheia de amigo tucano”. E aí, o Portela já conhecia o Serra do governo Montoro, de muitos anos atrás, aí, por causa do Palmeiras, a gente várias vezes se encontrou pra ver jogo juntos, na casa do Juca, sempre por causa de futebol e acabou fazendo amizade assim.”

Pela fala de Soninha, não fica claro se era Portela (ou se era o próprio Serra) quem assistia aos jogos na casa do Juca Kfouri.

Não haveria nada de errado em um jornalista assistir jogos com Serra, ou com um amigo de Serra (Portela). Nada de errado nisso (só lamento um corinthiano, como Juca, assistir jogo ao lado de palmeirense; isso dá um azar danado!!).

Como não vejo nada de errado em um jornalista redigir uma nota que caia como uma luva na luta interna dos tucanos. Por coincidência, uma nota que atende aos interesses de Serra.

O que sei é o seguinte: Serra está em campo, tenham certeza.

Não é coincidencia que a nota contra Aécio tenha saído no mesmo fim-de-semana em que FHC lançou o manifesto do Dia dos Mortos, contra Lula.

Serra e FHC jogam juntos.

Os colunistas do Partido da Imprensa (Dora Kramer, Miriam Leitao, Elio Gaspari) passaram semanas pedindo aos tucanos “mais ação” contra Lula. E os demos cobraram de Serra uma decisão.

Aécio também foi à luta: compareceu ao canteiro de obras do São Francisco ao lado de Lula, mandou avisar que em dezembro sai ao Senado, e numa entrevista a Carta Capital deixou claro que não aceita a vice de Serra.

Em público, Serra deu a resposta: “é preciso ter nervos de aço”. Passou a imagem de um homem frio e calculista, que decide só na hora certa, sem aceitar pressão.

Nos bastidores, também agiu de forma fria e calculista. Através de FHC, lançou um petardo contra Lula (como a dizer: tucanos e anti-lulistas, uni-vos, a guerra está próxima, e logo seu general estará à frente da tropa). É uma forma de dizer aos colunistas afoitos: calma, na hora H a pancadaria contra o governo virá.

E, para o Aécio, Serra deu outro recado:  o jogo será pesado, não pense que terá brincadeira pela frente.

Há precedentes. Em 2006, Serra disputava com Alckmin a indicação do PSDB para enfrentar Lula. Por coincidência, a “Época” publicou uma matéria especial sobre a Opus Dei, em que uma das informações era: Alckmin participava de reuniões da Opus Dei.

No fim, Serra desistiu e o Alckmin da Opus Dei desapareceu do noticiário.

O curioso é Juca Kfouri não se interessar pela vida privada de FHC ou do próprio Serra (e de Soninha). A preocupação da imprensa brasileira com a vida privada dos candidatos é sempre seletiva.

Se for tucano, e de São Paulo, não vale mexer com a família (seria uma “grosseria”), mas valem umas estocadinhas de leve.

Se for nordestino, pode bater à vontade (desde que não seja amigo do doutor Roberto Marinho, como Collor era).

Se for mineiro, mesmo que seja tucano, pode bater – mas com jeitinho, pra não magoar demais.

Serra manda recados através da imprensa. Conta com bons amigos para isso.

Alguns nem palmeirenses são. Juca Kfouri teria se prestado a esse papel? Não creio. Mas foi uma baita coincidência.

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/pela-imprensa-o-recado-para-aecio-e-serra

Blog Estado Anarquista: “Começou a temporada de caça a Aécio” – o fogo amigo tucano

Começou a temporada de caça a Aécio
O “fogo amigo” tucano
O rompimento de Aécio e Serra é definitivo. O mineiro não só não será vice do paulista, como poderá liderar uma dissidência que  apoiaria  outra candidatura  como a de  Ciro Gomes, por exemplo.
Há mais de mês disse neste blog que Aécio se rebelaria contra a  estratégia tucana que focava a sucessão apenas em Serra. Logo depois  o governador mineiro diria que  não podia ser “refém” das  indefinições do governador paulista. Mas só agora a grande mídia toca no assunto.
Para simplificar vamos recapitular  os fatos e a estratégia de Aécio: Esta estratégia foi traçada há coisa de três meses e é simples, como devem ser os planos dos bons políticos. Ela escora-se em duas certezas: a de que Aécio não  teria como desbancar a candidatura de Serra à presidência e a de ele se elege  para o Senado com o pé nas costas.
Então, enquanto  a maioria  pensa apenas em  2010, ele, aos 49 anos, pensa prioritariamente em 2014, sendo certo que, havendo  fato novo, ele está pronto para montar no cavalo que passar arreado. Embora suas relações com Serra sejam, desde sempre, de cordial antipatia  ele não pode romper com um correligionário gratuitamente.
Pareceria coisa de traíra. Quando é assim, são necessários bons pretextos. Um deles foi o calendário de campanha deliberadamente alongado por Serra, o que ficou parecendo como uma  indefinição a respeito de sua própria candidatura. Foi quando Aécio disse que não ficaria aguardando  “até o último suspiro”.
Finalmente, na semana passada, houve a divulgação, sem prévio conhecimento de Aécio  de um pesquisa na qual o eleitor reage  satisfatoriamente a uma chapa Serra/Aécio. Desta vez a bronca foi grande e pública. Serra e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, tiveram que  se explicar. Já era tarde. Dois dias depois  Aécio, como que deixando  escapar sem querer,  disse que seria candidato ao Senado. Sem  o mineiro como vice, a candidatura do paulista perde grande parte de seu gás.
Agora o arremate:  Aécio que desde o início agiu de forma mais ou menos combinada com Ciro Gomes e César Maia (que lidera  uma dissidência no DEM contra  Serra), poderá, mais lá da frente,  afastar-se  ostensivamente de seu colega paulista, adotando um postura  independente. Isto poderá resultar num apoio informal  e suprapartidário da  máquina política mineira à candidatura de Ciro que teria, assim, definitivamente viabilizadas suas pretensões.
Na verdade, Aécio e César querem desvencilhar-se  do discurso neoliberal  tucano, obsoleto, que está  grudado em Serra. Há  15 dias, quando a grande mídia  ainda discutia a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo, este blog informou que sua candidatura à presidência era irreversível e contava com a “compreensão” do presidente Lula. E aqui, juntam-se as duas pontas: Aécio e Ciro estão fazendo tabela desde o início.
O ex-governador cearense chegou a dizer várias vezes que renunciaria à sua para apoiar a candidatura   de seu amigo mineiro. A recíproca é verdadeira. Tudo isto, enfim,  é o enredo visível, da superfície. O que está subjacente e precisa ser considerado primordialmente é que o eixo ideológico brasileiro sofreu  um  importante deslocamento  neste último ano, com o posicionamento de Lula numa postura nacionalista, estatizante e  mais distributivista (populista para os desafetos), onde não falta um forte aroma getulista.
Percebendo isto, FHC ataca na direção contrária, acusando o presidente de tentar implantar no Brasil um “arremedo” de peronismo. Teoricamente, com reparos importantes,  ele não está totalmente errado,  mas estas sua declarações  agravam  ainda mais o  desastre eleitoral  de Serra: tanto Vargas quanto Perón  sempre foram absolutamente imbatíveis em termos eleitorais.
Para concluir, preparem-se  para uma ofensiva dos serristas bem ao seu estilo (lembrem-se do que  eles fizeram, há  oito anos, com a Roseana Sarney), na base da baixaria, das intrigas e da fabricação de escândalos, desta vez contra  Aécio, o novo alvo dos caçadores midiáticos. As altas e escabrosas fofocas deste feriadão são apenas o prenúncio disso.
Fonte:  Estado Anarquista – 03/11/2009 – 11h59