Pesquisa do Vox Populi registra Aécio Neves em primeiro lugar na corrida presidencial em 2010

Pesquisa do Vox Populi registra Aécio Neves em primeiro lugar na corrida presidencial em 2010

Fonte: IstoÉ

Pesquisa espontânea do instituto Vox Populi obtida com exclusividade pela revista IstoÉ coloca o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como favorito para as eleições presidenciais de 2010. O tucano, que registrou 11% da preferência dos eleitores, fica atrás apenas do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 13% das intenções de voto, mas não pode concorrer ao cargo pela terceira vez consecutiva. Na pesquisa espontânea, os nomes dos possíveis candidatos não são apresentados aos entrevistados.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em terceiro no levantamento, seguido pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 6%. O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) somou 3%, na frente da senadora Marina Silva (PV-AC), com 2%, e de Heloísa Helena (Psol), com 1%. O instituto ouviu 2 mil pessoas e concluiu os trabalhos no dia 2 de novembro. De acordo com a IstoÉ, 53% não souberam responder e outros candidatos somaram 1%.

A reportagem da IstoÉ, que chega às bancas na manhã deste sábado, afirma também que a candidatura de Aécio já é bem vista pelo empresariado. Em jantar na semana passado, o governador de Minas foi aplaudido durante cinco minutos por uma plateia composta por nomes como Luiz Trabuco (Bradesco), Roberto Ermírio de Moraes (Votorantim), Ivan Zurita (Nestlé), entre outros. Além disso, ele teria mais possibilidade de formar alianças e já contaria com a simpatia do PDT e do ministro das Comunicações, Hélio Costa, por exemplo.

Em outra pesquisa da Vox Populi, desta vez na modalidade estimulada (quando nomes de candidatos são apresentados aos entrevistados), divulgada na noite de terça-feira pelo Jornal da Band, Aécio aparecia com 18%, enquanto Dilma somava 20% e Ciro, 19%. No cenário com José Serra, o governador paulista somava 36%, na frente da candidata petista, que registrou 19%. A margem de erro desse levantamento é de 2,4 pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na terça apontava, no entanto, que Aécio era o candidato com menor rejeição (5%), seguido de Ciro (8%), Heloisa (10%), Serra (11%) e Dilma (12%).

Aécio Neves se encontra com senador Marcos Maciel dos Democratas em Minas

 O governador Aécio Neves se reuniu,  quinta-feira (26), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, com o senador Marco Maciel (DEM-PE). Detalhes da conversa ainda não foram divulgados, mas com certeza esteve na pauta a indefinição do PSDB para escolha do candidato para as eleições à Presidência da República

Ministros do STJ são condecorados por Aécio Neves

O governador Aécio Neves condecorou nesta quinta-feira (26), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, os ministros do  Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nilson Vidal Naves, Luiz Felipe Salomão e Mauro Luis Campbell Marques com a Medalha Juscelino Kubitschek; o ministro Antonio Herman de Vasconcellos e Benjamim com a Grande Medalha da Inconfidência e o ministro João Otávio de Noronha com a Medalha Santos Dumont. Todos foram agraciados com as respectivas comendas neste ano, mas não puderam comparecer nos dias oficiais das entregas das medalhas. Em seu discurso, o governador destacou que a condecoração aos cinco ministros é uma homenagem ao trabalho do Judiciário brasileiro. 

“Se a credibilidade das instituições públicas é fundamental para que os cidadãos confiem no futuro da Nação, o Judiciário constitui o eixo central e simbólico desse sentimento de que pertencemos a uma sociedade realmente democrática, na qual todos os indivíduos são iguais em direitos e deveres. É grande o nosso orgulho, por tê-los hoje entre nós. E é maior ainda a nossa alegria, pela oportunidade que nos oferecem de lhes manifestar o agradecimento público dos mineiros e do Governo de Minas pelos relevantes serviços que já prestaram à nação”, disse o governador. 

Ao discursar em nome dos agraciados, o ministro Nilson Naves também afirmou que a entrega das comendas aos ministros é um reconhecimento à importante atuação do STJ desde a sua criação, em 1988. “Tais insígnias muito nos dignificam, a mim e aos meus ilustres colegas, e honram também a Corte porque hoje representamos o Superior Tribunal de Justiça. São medalhas expressivas”, enfatizou. 

Participaram da solenidade de entrega das medalhas o presidente do Tribunal de Justiça, Sérgio Resende; o secretário de Estado de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, a auditora-geral do Estado, Maria Celeste Guimarães, e o advogado-geral do Estado, José Bonifácio Andrada.

Preservação da Cultura mineira: Aécio Neves lança Linha Verde Literária uma homenagem a poetas e escritores mineiros

Governador Aécio Neves e Francisco Aníbal Machado Gontijo, neto de Aníbal Machado

O Governo Aécio Neves prestou homenagem à literatura mineira,  quinta-feira (26), ao criar a Linha Verde Literária. O projeto deu nome de grandes escritores e poetas mineiros do século XX a 12 viadutos e uma trincheira da via expressa que liga o Aeroporto Internacional Tancredo Neves ao centro de Belo Horizonte.

A solenidade de lançamento do projeto aconteceu no térreo da futura sede do Governo de Minas, na Cidade Administrativa, complexo que está sendo construído às margens da Linha Verde.

“Ao darmos o nome de algumas das principais referências culturais de Minas Gerais na literatura aos viadutos, estamos nos aproximando um pouco, aqueles que nos visitam, da história de Minas Gerais. Muitos dos visitantes que chegarão pela Linha Verde vão se deparar com Carlos Drumond de Andrade, com Otto Lara Resende, com Guimarães Rosa, e vão encontrar uma identidade ainda maior com o que Minas tem de melhor, que é a sua história, que são os seus valores”, afirmou Aécio Neves, em entrevista.

Leia mais em:  http://minasempauta3.wordpress.com/2009/11/27/linha-verde-literaria-e-criada-por-aecio-neves-para-homenagear-grandes-expressoes-da-cultura-mineira/

 

Ciro Gomes conversa com governador de Brasília e defende apoio a Aécio Neves

Ciro defende nome de Aécio para Arruda

Fonte: Do Alto da Torre – Eduardo Brito – Jornal de Brasília

A longa conversa entre o governador José Roberto Arruda e o deputado Ciro Gomes, durante o almoço de ontem na residência oficial de Águas Claras, foi uma espécie de prolongamento do encontro de dois dias atrás entre Ciro e o govenador mineiro Aécio Neves. Após o encontro com Aécio, Ciro avisou que, se o governador de Minas Gerais for o nome do PSDB a presidente da República, retirará sua própria candidatura para apoiá-lo. Na conversa com Arruda, Ciro aprofundou o tema. Disse que a entrada de Aécio na corrida presidencial criaria um fato novo e, mais, proporcionaria aos eleitores um nome novo. Dessa forma, sensibilizaria partidos e principalmente votantes que hoje estariam fechados com a ministra Dilma Rousseff. Mesmo evitando assumir compromissos, Arruda concordou: acha que Aécio, de quem é muito próximo, tem mesmo essa capacidade.

Eleição vai, eleição vem e o PMDB continua numa boa – leia artigo de Merval Pereira em O Globo

A síndrome do PMDB

Fonte: Merval Pereira – O Globo

O diagnóstico do líder do governo Romero Jucá de que o PMDB, antes de ser a solução, pode ser o grande problema para a montagem da chapa oficial à sucessão de Lula, é o mais fiel retrato de nosso presidencialismo de coalizão. Maior partido do Congresso, o que tem o maior número de prefeitos e vereadores no país, e com 9 governadores, o PMDB não consegue se unir para lançar um candidato próprio desde que cristianizou sucessivamente Ulysses Guimarães e Orestes Quércia. 

Mas nenhum presidente eleito consegue governar sem um bom acordo com o PMDB, mesmo que não tenha sido apoiado oficialmente por ele na eleição presidencial. 

Apoio, aliás, que não garante que a extensa e eficiente máquina partidária trabalhará integralmente pelo candidato oficial do partido. 

Isso quer dizer que mesmo que a convenção, no segundo semestre do próximo ano, confirme o acordo político que está sendo costurado agora, o PMDB pode dar o vice-presidente da chapa oficial, mas certamente não estará integralmente ao lado da ministra Dilma Rousseff na campanha eleitoral. 

Foi o que aconteceu, por exemplo, na eleição de 2002, quando o PMDB deu o vice, a deputada Rita Camata, mas não se empenhou na campanha do tucano José Serra. 

Existe sempre ainda a possibilidade, que não é pequena, de a cúpula do partido simplesmente não ter condições de entregar ao governo o apoio formal, pois no PMDB quase sempre não há maiorias para uma definição. 

A situação atual é exemplar do estado de espírito permanente desta grande federação de líderes regionais. 

A direção nacional, capitaneada pelo deputado federal Michel Temer, quer formalizar o apoio, o que daria a ele a vice-presidência na chapa oficial e ao governo 5 minutos diários de propaganda de televisão. 

Teoricamente esse apoio formal viria acompanhado da máquina partidária, a mais capilarizada do nosso sistema partidário, o que é fundamental nas eleições presidenciais, especialmente quando se trata de conseguir os votos do interior do país. 

Mas essa máquina tão impressionante, que atrai a cobiça de todos os candidatos a presidente, nunca está integralmente à disposição do candidato escolhido, e nada indica que estará desta vez, mesmo com toda a força popular do presidente Lula. 

Há setores importantes do partido que já estão comprometidos com a candidatura da oposição, como a seção paulista do PMDB, comandada por Orestes Quércia, que apoia o governador José Serra, ou a de Pernambuco, com o senador Jarbas Vasconcellos. Ou a do Rio Grande do Sul, capitaneada pelo senador Pedro Simon. 

E há os estados que, em disputa acirrada com o PT, podem acabar indo para a oposição, em vez de servirem de segundo palanque para a candidata oficial Dilma Rousseff. 

A Bahia, do atual ministro Geddel Vieira Lima, e Minas Gerais, do atual ministro Hélio Costa, são bons exemplos de estados fortes comandados pelo PMDB que não estão confortáveis com as alianças regionais. 

Há ainda uma terceira face peemedebista, que defende a candidatura própria, que já lançou o governador do Paraná Roberto Requião. Nada indica que exista espaço para uma aventura desse tipo, que já foi tentada em outras ocasiões, sem sucesso, pelo ex-presidente Itamar Franco ou pelo ex-governador Garotinho. 

Mas esse movimento é um claro indício de que mais setores peemedebistas não se satisfazem com o apoio à candidata oficial Dilma Rousseff. 

Por seu turno, a oposição, na impossibilidade de vir a ter o apoio formal do PMDB, trabalha para impedir que a convenção oficialize o acordo que já foi acertado. 

Na pior das hipóteses, consegue que o tempo de propaganda da televisão e do rádio que cabe ao PMDB seja dividido por todos os candidatos, sem engordar apenas a cota da candidatura oficial. 

Mas não basta à oposição neutralizar os acordos do governo com sua base aliada, ela precisa ampliar seus pontos de apoio, sob pena de ficar não apenas com menos tempo de propaganda oficial na televisão, como também sem máquina partidária para trabalhar por seu candidato. 

A base de apoio do PSDB, apenas com o DEM e o PPS, é muito frágil diante da ampla coalizão que está sendo montada pelo governo. 

As negociações regionais estão começando a ser montadas, e não há uma definição do candidato oposicionista que sirva de atrativo para os partidos que não conseguem se entender com o PT. 

Mesmo com o presidente Lula fazendo o meio de campo, está difícil chegar a um acordo em alguns estados, e o temor dos aliados, sobretudo as pequenas siglas, é de que, sem a intermediação de Lula, o PT tente ampliar seu espaço dentro da coalizão. 

Mais do que para os eleitores, será para os políticos e seus partidos que a mensagem oposicionista realçará o perigo que representa um PT sem quem o controle. 

Mas para que o passo seguinte seja dado, isto é, que partidos da base aliada sejam compelidos a deixar a proteção governamental para se aventurar na oposição, é preciso que se defina o candidato oposicionista e que este comande as negociações dos palanques regionais. 

Os pré-candidatos tucanos já estão fazendo essas negociações, mas nenhum deles pode assumir compromissos definitivos. 

Por isso as pressões para que seja antecipada a definição da candidatura, o que vem sendo reivindicado pelo governador mineiro AécioNeves. 

Tudo indica que ele terá essa primeira vitória. 

Mas, no final das contas, quem sairá vencedor, seja qual for o resultado das negociações com governo ou oposição, será sempre o PMDB. 

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/11/27/a-sindrome-do-pmdb/?searchterm=Aécio%20Neves

Estado de São Paulo publica matéria em que Aécio Neves questiona “generosidade do Planalto” no pacote de incentivos do IPI

Governador enfatiza que desonerações tiram recursos de Estados e municípios e não da União

 Fonte: Eduardo Kattah – Estado São Paulo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reforçou o coro das reclamações dos governos estaduais e criticou ontem a estratégia de comunicação do governo federal no anúncio de pacotes de incentivo fiscal, com desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Embora tenha dito que não é contra a redução do IPI, Aécio alertou que as medidas têm provocado “desconforto aos governadores e aos mais de 5,5 mil prefeitos brasileiros”. 

O governador mineiro disse que 57% da arrecadação do tributo “deixará de entrar não no caixa da União, mas dos Estados e municípios”. “Não acho adequado, não acho correto que tente se passar a impressão de que há apenas no Brasil uma enorme generosidade ancorada no Palácio do Planalto.” 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou anteontem a redução para zero da alíquota do IPI para móveis de madeira, painéis de madeira, móveis de plástico, aço e ratã. E comunicou também a renovação por mais seis meses da alíquota zero do imposto para um grupo de 38 categorias de produtos de materiais de construção. 

Para Aécio, o governo não tem tido cuidado na comunicação dos pacotes. Ele acredita que os entes federados não se colocariam contrários à medida, que “estimula a economia em setores que precisavam de algum estímulo”. “Na comunicação faltou um pouco de generosidade do governo federal para com Estados e municípios, que vêm fazendo um enorme esforço para o equilíbrio de suas contas, para garantir o superávit brasileiro”, ressaltou o governador mineiro. “Era preciso que a população soubesse que também os Estados e municípios estão abdicando de receitas para estimular esses setores da economia”. 

A reclamação de Aécio Neves se segue às manifestações de outros governos estaduais e de prefeituras em relação ao corte do IPI. Anteontem, o secretário de Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro, disse que pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um socorro de R$ 560 milhões por causa da perda de receita com as reduções no IPI. Apesar de deixar a Bahia em situação difícil, ele avalia que a decisão do governo federal “é acertada”.

Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Moacyr Elias Fadel Júnior, só neste mês os municípios conseguiram receber um pouco mais do Fundo de Participação dos Municípios. “E estávamos esperançosos para o ano que vem, mas novamente quem vai pagar o preço são os prefeitos.” 

Em Porto Alegre, o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Marcus Vinícius Vieira de Almeida, disse que desonerações de impostos têm aspectos negativos e positivos para os municípios. 

Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), comemorou a ampliação dos cortes de IPI. O governador disse que Pernambuco, em particular, será beneficiado pela decisão do governo federal.

Estado de São Paulo: “País precisa de ‘nova convergência’, diz Aécio”

 Fonte: Eduardo Kattah – Estado de São Paulo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu ontem a necessidade de uma nova convergência política para que o País avance no futuro governo. Pré-candidato à Presidência em 2010, ele mantém a posição de anunciar sua candidatura ao Senado caso a definição sobre o presidenciável tucano não ocorra até janeiro, mas tem procurado amenizar as cobranças por uma decisão do partido, evitando o tom de ultimato.

“Eu continuarei dizendo que nós temos que de alguma forma aliar as nossas preocupações com o momento pré-eleitoral com aquelas que teremos durante e também após as eleições”, insistiu, após solenidade no novo centro administrativo do Estado. “Para que tenhamos um governo em condições de fazer reformas, em condições de tomar as medidas que precisam ser tomadas, o Brasil precisará de uma nova convergência política”.

Aécio disputa a vaga de candidato à Presidência do PSDB com o governador de São Paulo, José Serra, mas tem assegurado apoio ao paulista caso ele seja o escolhido. Serra quer empurrar para março do ano que vem a definição do candidato.

O principal argumento do tucano mineiro é sua capacidade de aglutinar outras forças partidárias, inclusive legendas que hoje estão na base de sustentação do governo Lula. Anteontem, porém, ele ponderou, afirmando que acredita que Serra também tem condições de buscar atrair alguns aliados, partidos e forças não partidárias da sociedade civil.

FIDELIDADE

Diante do prazo estabelecido por ele mesmo, Aécio afirma que seu nome continua à disposição do partido. “Acho que o Brasil está pronto para uma nova convergência política, e caberá ao partido tomar a decisão. Qualquer que seja ela, estarei participando desse projeto”.

Questionado novamente sobre sua relação com deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que recentemente afirmou que poderia abdicar de sua candidatura presidencial caso Aécio seja o candidato tucano, o governador mineiro desconversou e preferiu filosofar. “Na política, você tem que acreditar em determinados momentos na movimentação natural das correntes, como no mar. Vamos deixar agora que as correntes se manifestem, se movimentem, e, como dizia Tancredo, depois que a onda bater na areia, vamos ver como que fica a espuma”.

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/11/27/pais-precisa-de-nova-convergencia-diz-aecio/?searchterm=Aécio%20Neves

Pré-sal: Aécio Neves acredita que a questão dos royalties está perto de um entendimento

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que estão querendo roubar o Rio de Janeiro na questão do pré-sal. 

Essa discussão precisa de um pouco mais de serenidade. Conversei, por telefone, essa semana, com o governador Cabral e acho que ele caminha para compreender que algo dessa importância precisará privilegiar, e acho que o termo é esse, privilegiar os estados produtores ou limítrofes à produção, mas sem desconhecer que o Brasil é um só país, somos uma federação, mas somos uma só nação, com as mesmas responsabilidades, com os mesmos objetivos, com as mesmas expectativas de desenvolvimento. Acho que estamos muito próximos de um entendimento e acho que o próprio governador Cabral, nos próximos dias, dará sinais claros nessa direção.

Posição do PSDB tem uma avaliação de Aécio Neves

O senhor acha que já cumpriu o seu papel nesse processo pré-eleitoral? Ontem o senhor disse aqui mesmo na entrevista que considera o papel mais importante defender essa convergência para distencionar essas relações, um papel mais importante até do que o de ser candidato. Como o senhor vê esse processo tendo em vista que essa definição no PSDB, muitas vezes, fica parecendo que depende de uma posição do Serra e não de uma definição do partido? 

Dependerá ao final do sentimento que o partido tiver e se for na direção do governador Serra, é um extraordinário candidato. Continuarei dizendo que temos que, de alguma forma, aliar as nossas preocupações com o momento pré-eleitoral com aquela que teremos durante e também após as eleições. O Brasil precisará para que tenhamos um governo em condições de fazer reformas, em condições de tomar as medidas que precisam ser tomadas, precisam de uma nova convergência política. Me preocupo desde já, e talvez seja uma característica da minha natureza política, não apenas com número de pesquisas, mas com a construção da base de sustentação daquele que será o futuro governo porque senão corremos o risco realmente de ter dificuldades extremadas no momento em que vencermos as eleições. 

Tenho cumprido meu papel com absoluto desprendimento e com muita lealdade. Lealdade aos meus companheiros de Minas, lealdade para com os meus correligionários do PSDB e lealdade para com o Brasil. Eu tenho dito o que eu penso. Uma nova convergência, aglutinar forças que hoje estão próximas ao governo para um novo projeto de Brasil é essencial para que esse projeto seja viabilizado e caberá ao PSDB, no momento que achar oportuno, tomar essa decisão. 

Eu, com relação ao meu destino, já disse de forma muito clara o que penso, meu nome está à disposição do partido até o momento em que eu achar que não é mais possível construir em torno do meu nome essa aliança e esse prazo é ainda até o final do mês de dezembro.

Aécio Neves faz alerta em relação ao prolongamento da isenção do IPI que pode prejudicar estados e municípios

Mais uma redução de IPI. O senhor acha que o governo está fazendo uma reforma tributária pessoal, a cada dia reduzindo? 

Olha, não tenho posição contrária ao IPI, mas faço aqui de forma clara, um alerta, gera algum desconforto aos governadores e aos mais de 5,5 mil prefeitos brasileiros, quando no momento em que o governo anuncia essas isenções, sequer divide essa responsabilidade com estados e municípios. 

57% daquilo que se deixará de ser arrecadado com a isenção de IPI anunciada, refere-se a estados e municípios, deixarão de entrar não no caixa da União, mas dos estados e municípios. Acho que poderia ter havido um cuidado de uma comunicação aos estados e aos municípios. Não acredito que se colocariam contrários a essa medida. Ela estimula a economia em setores que precisavam de algum estímulo. Apenas não acho adequado, não acho correto que se tente passar a impressão de que há no Brasil uma enorme generosidade ancorada no Palácio do Planalto. 

Repito, essa diminuição em alguns casos e isenção em outros de IPI, 57% dela é de responsabilidade dos estados e dos municípios. E os municípios e os estados já vivem hoje algumas dificuldades. Repito, acho que na comunicação faltou um pouco de generosidade do governo federal para com os estados e municípios que vêm fazendo enorme esforço para o equilíbrio das suas contas para a garantia do superávit brasileiro, enfim, acho que era preciso que a população soubesse que também os estados e municípios estão abdicando de receitas para estimular esses setores da economia.