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Governo Anastasia: Epamig estimula produção de azeite

 A Epamig  em 2004 estimulou o plantio de oliveiras.  Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas.

Azeite de oliva ganha força no reino do café

 

Fonte: Marcos de Moura e Souza | De Maria da Fé (MG) – Valor Econômico

Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.

Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan.

“Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora”, diz Luiz da Costa. “Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria.” A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto – o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.
No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina – que prensa 100 quilos por hora – funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.

Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.

Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.

Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.

Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado.

“O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia”, diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a ? 100, diz ele.

No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro – e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.

Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.

Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. “Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques”, diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar.

“Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio”, diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira “A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus.Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig“, diz Cavalini.

Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. “Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco “. Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: “É uma realidade na região e é um negócio promissor.”

Link da matéria:  http://www.valor.com.br/empresas/2606028/azeite-de-oliva-ganha-forca-no-reino-do-cafe

Governo Anastasia: desenvolvimento econômico para o Norte de Minas

Governo Anastasia faz plano diretor para a exploração de gás natural, meta é criar matriz de crescimento no Norte, Noroeste e Alto Parnaíba.

Gás para desenvolver

Estudo mostra que, em 10 anos, produção em Minas pode ser de 37 milhões de metros cúbicos e superar consumo do país hoje, com receita de R$ 4 bi
 

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Com a promessa de levar desenvolvimento econômico e social às regiões pobres do Norte e do Noroeste de Minas Gerais e ao Alto Paranaíba, o gás natural encontrado na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco tem potencial para dar vazão, dentro de 10 anos, a um consumo superior a todo o gás que o Brasil importa hoje da Bolívia. O volume projetado chega a 37 milhões de metros cúbicos por dia, 7 milhões acima da conta de importação do insumo boliviano, conforme estudo encomendado pelo governo do estado à empresa de consultoria e negócios Gas Energy, sediada em Porto Alegre. A estimativa foi feita a partir das informações das empresas envolvidas nos trabalhos de prospecção e de cálculos sobre o crescimento do uso do gás natural na indústria e no comércio, indicando uma receita ao redor de R$ 4 bilhões por ano de toda essa quantidade esperada das reservas mineiras.

Se confirmados os números, Minas passará da condição de importador do gás fornecido pela Petrobras e distribuído no estado pela Companhia de Gás do estado (Gasmig), subsidiária da Cemig, para fornecedor do insumo. Isso, significa, ainda, a possibilidade de diversificação da indústria para segmentos mais nobres em que o gás natural pode ser decisivo, a exemplo de produtos químicos, cerâmica, vidros e alimentos. O estudo consiste num plano diretor para a exploração de gás natural que o governo contratou como a primeira iniciativa para preparar o estado para receber e transformar o gás em riqueza, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Ainda há muito trabalho para mapearmos as reservas de gás e a qualidade do insumo encontrado na Bacia do São Francisco. Se as empresas (que estão conduzindo as pesquisas e prospecções) confirmarem as atuais expectativas, estaremos preparados para enfrentar as necessidades de infraestrutura para produção e distribuição e desenvolver o consumo”, afirmou a secretária, ao apresentar ontem o levantamento. 

Os royalties pela exploração do combustível limpo e rico alcançariam R$ 480 milhões anuais, injetados no Tesouro estadual e nos cofres dos municípios beneficiados pela produção em terra e aqueles localizados na área de influência dos investimentos na extração. A título de comparação, os royalties da atividade de mineração em Minas somaram R$ 788,8 milhões em 2011. O dinheiro é partilhado entre o estado, os municípios mineradores e a União.

Viabilidade A Gas Energy estudou a demanda de gás em Minas e as possibilidades de crescimento do consumo à luz da experiência de outros mercados, mas as estimativas só valem num cenário em que seconfirmarem as perspectivas de exploração viável economicamente do gás e de sua qualidade. Outro pressuposto é que o insumo seja vendido a preços competitivos. Foi usado o padrão de cotações da indústria de gás natural não convencional dos Estados Unidos, de US$ 5 por milhão de BTU (R$ 0,33 por metro cúbico de gás) na boca do poço, ou seja, sem contar os gastos com transporte, em razão de os depósitos já encontrados em Minas se constituírem do mesmo tipo de gás.

Os trabalhos do consórcio Cebasf, do qual o estado detém 49% das ações por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), resultaram no primeiro poço perfurado em Minas que identificou o insumo em depósitos não convencionais. Neles, o gás ocorre em longas extensões de rochas, de baixa porosidade e depende de que sua liberação dos depósitos seja induzida. O presidente do conselho da Gas Energy, Marco Tavares, observou que a necessidade inicial de investimentos na produção de gás não convencional é menor, mas a cada cinco anos novos aportes têm de ser feitos para garantir a produtividade dos poços. Como as jazidas estão distribuídas ao longo de uma área extensa, demandam um contínuo processo de perfuração.

“Se o gás for competitivo, teremos uma indução grande do consumo e a atração de grandes projetos do setor privado”, disse Marco Tavares. O potencial de consumo do gás da parte mineira da Bacia do Velho Chico equivale a mais de 12 meses de vendas da Gasmig no ano passado, de 3 milhões de metros cúbicos de gás. O preço do insumo pago pela companhia à Petrobras é de US$ 10 por milhão de BTU, ou seja o dobro do valor estimado pela Gas Energy na perspectiva de o estado se transformador em produtor do insumo.

Petrobras pesquisa

A Petrobras conclui no fim deste mês o levantamento de dados no poço Pedras, que a estatal começou a perfurar em novembro do ano passado no município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A companhia informou estar, também, negociando junto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um plano de avaliação de descoberta de outro poço no município, batizado de Oséas, onde poderá iniciar nova fase de estudos. As empresas Shell Brasil, que tem a mineradora Vale como parceira, o consórcio Cebasf e a Petra Energia intensificaram os estudos à procura de gás no São Francisco.

secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werrncek, disse, ontem, que até o fim do ano que vem os grupos que se dedicam aos trabalhos de prospecção terão informações mais claras sobre os volumes e a qualidade do gás. Os investimentos na produção do insumo também poderão começar nesse período, mas para um cenário de aproveitamento da riqueza nova para os mineiros, será preciso perfurar cerca de 200 poços por ano. A porção mineira da Bacia do São Francisco está mapeada em 39 blocos em que 12 empresas estão trabalhando.

Link da matéria para assinantes: ttp://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/04/05/interna_economia,31042/gas-para-desenvolver.shtml

Governo Anastasia: inovação e tecnologia

Governo Anastasia: inovação e tecnologia – fábrica de placas de silício já tem investidores. Unidade poderá ajudar a formar polo tecnológico

Eike e BNDES poderão ser sócios em fábrica de chip

Fonte: Chico Santos – Valor Econômico

Poderá ser implantada mesmo em Minas Gerais a primeira fábrica brasileira de placas de silício, os chamados “wafers” para a montagem de semicondutores. Embora ainda pendente de anúncio oficial, o grupo carioca EBX, do empresário Eike Batista, e o BNDES chegaram a um acordo para criar a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), que deverá ter também a participação minoritária da WS Consultant, presidida pelo ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer.

Segundo o Valor apurou, no começo da tarde de ontem foi batido o martelo para a construção da fábrica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O anúncio da instalação, sem definição dos investidores, já havia sido feito na semana passada pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). O investimento estimado é de R$ 500 milhões e especialistas calculam que a indústria vai precisar de pelo menos dois anos para entrar em produção.

Se não houver retrocesso no projeto, a construção da fábrica de “wafers” é vista por analistas como, em termos de avanço tecnológico, algo próximo à decisão de construir a Embraer, por volta dos anos 70. A unidade demandará mão de obra sofisticada, favorecendo o surgimento de um polo tecnológico no seu entorno.

Com a produção local das placas de silício ficará mais fácil a instalação de uma unidade de semicondutores no país. A portuguesa Nanium vem há algum tempo negociando um local para construir essa fábrica de semicondutores que o Brasil também não possui até hoje.

O Valor procurou o BNDES e o grupo EBX, mas nenhum dos dois quis falar ontem sobre o assunto. De acordo com uma fonte próxima às negociações, o mais provável é que o grupo de Eike Batista seja majoritário no projeto, cabendo ao BNDES uma participação entre 25% e 30%.

O grupo de Eike Batista já mostrou que quer crescer na área de tecnologia da informação. Ontem foram divulgadas novas informações sobre o acordo anunciado na terça-feira, entre a SIX Automação, subsidiária da SIX Soluções Inteligentes, de Eike com a IBM. A multinacional comprou 20% do capital da SIX Automação. As empresas não revelaram o valor da operação.

Os planos são de atuação conjunta em pesquisa e desenvolvimento em um centro de soluções tecnológicas que será criado na SIX Automação.

O acordo também abrange terceirização de atividades operacionais de TI do grupo EBX com a IBM em valor estimado de US$ 1 bilhão em dez anos. A SIX Automação nasceu da compra da AC Engenharia, em 2011.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2603642/eike-e-bndes-poderao-ser-socios-em-fabrica-de-chip

Alcoa: empresa pode promover corte produtivo

Alcoa recebeu apoio do Governo de Minas para construção de depósito de bauxita em Poços de Caldas. Empresa quer reduzir custos de operações.

Alcoa adia decisão sobre corte produtivo no Brasil

Fonte: Valor Econômico

Alcoa anunciou ontem que adiou por 60 dias sua decisão sobre eventual redução na produção das fábricas em Poços de Caldas (MG) e em São Luis (MA). Segundo informou a empresa em nota, ainda não foi encontrada uma solução definitiva para reduzir custos e tornar suas operações mais competitivas no país, mas a empresa “vislumbra potenciais avanços”.

Na última semana, por exemplo, foi assinado um protocolo com o governo de Minas Gerais, que permite que a empresa construa uma área de depósito de resíduos de bauxita em sua unidade de Poços de Caldas. “Essa importante medida permitirá à companhia manter a operação da refinaria de alumina no município”, afirmou no documento. A iniciativa é necessária, pois a área de depósito de resíduos atualmente em operação na cidade já está próxima de seu esgotamento.

Segundo a Alcoa, o novo prazo para a decisão ocorre em resposta à solicitação do Governo Federal, que tem sinalizado uma possível redução dos custos de energia, que exercem forte pressão sobre as operações das empresas do setor de alumínio. O governo estima um prazo de 60 dias para apresentar soluções e evitar impactos na produção da americana no Brasil, segundo informou a companhia.

No início de janeiro, alegando dificuldades para suportar os altos custos operacionais, que se somam ao declínio nos preços do alumínio no mercado internacional, a multinacional americana anunciou corte de 12% da produção mundial, o equivalente a 531 mil toneladas do metal.

“As operações brasileiras ficaram de fora por pouco, mas com uma condição temporária”, afirmou na ocasião ao Valor o presidente da Alcoa para a América Latina e Caribe, Franklin Feder. Assim, a subsidiária na América Latina teria inicialmente até 31 de março para encontrar uma solução para reduzir seus custos no país e tornar suas operações competitivas. Caso contrário, as duas unidades brasileiras da companhia iriam compor uma nova lista de cortes. “A unidade de Poços de Caldas (MG) e uma linha da Alumar, em São Luis (MA), estão em risco”, completou Feder na época.

Ao menos do lado do preço do alumínio, no entanto, as perspectivas para a Alcoa continuam ruins. Em 2011, as cotações internacionais do metal recuaram 19%. Apesar de apresentar recuperação, com valorização de 6,73% desde o início do ano, ontem o alumínio ficou nos US$ 2.126 a tonelada, patamar bem abaixo do piso que o mercado considera competitivo, de US$ 2.500 a tonelada. 

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2601646/alcoa-adia-decisao-sobre-corte-produtivo-no-brasil

Cemig tem lucro recorde em 2011 e investe em gás

Governo de Minas: Cemig trabalha para para ampliar atuação da Gasmig, empresa também está de olho na expansão do setor hoteleiro.

Cemig planeja fornecer gás natural para residências


Companhia de energia de Minas Gerais teve lucro recorde de R$ 2,4 bilhões no ano passado

Fonte: Gabriel Ferreira – Brasil Econômico

Mesmo tendo batido alguns recordes em 2011, os executivos da Cemig esperam dar novo fôlego aos negócios nos próximos anos. Os diretores da empresa esperam que a subsidiária de exploração e venda de gás natural, a Gasmig, tenha importância cada vez maior a partir de 2012.

Atualmente, apenas clientes industriais têm acesso ao produto. Em breve, os 807 quilômetros da rede de distribuição de gás da empresa devem começar a atender também consumidores residenciais.

Empresa investirá em exploração para atender também à demanda de novos clientes do setor hoteleiro

Além das residências, a Cemig também iniciou obras para atender aos hotéis da região de Poços de Caldas, no interior mineiro. “Hoje só não temos presença forte nesses segmentos porque nossa produção ainda não tem capacidade para atendê-los plenamente”, afirma Luiz Fernando Rolla, diretor financeiro e de relações com os investidores da Cemig.

Para contornar o problema, a empresa vai aumentar os investimento em exploração. No ano passado, o volume investido nessa área foi de R$ 1 milhão. Para 2012, a expectativa é que o valor destinado à exploração chegue a R$ 15 milhões. Em 2011, o volume de gás natural vendido pela Cemig cresceu cerca de 11% em relação ao ano anterior.

Resultados

Não foi só o setor de gás natural que teve um bom crescimento em 2011 para a Cemig. O lucro líquido da empresa chegou aos R$ 2,4 bilhões, valor nunca antes atingido e 7% maior que o de 2010. O volume de vendas, superior aos 70 mil gigawatts-hora também foi recorde, com crescimento de 6%. “Os números são ainda mais expressivos quando pensamos que 2010 já havia sido um ano muito bom para nós”, diz Rolla.

Anastasia: governador anuncia nova fase do Choque de Gestão

Antonio Anastasia anuncia Gestão para Cidadania e traça metas para 2012 com foco nas políticas sociais e foco na redução da pobreza. 

“Choque social” metas

Fonte: O Tempo

Com foco nas políticas sociais, o governador Antonio Anastasia (PSDB) lançou ontem, na Cidade Administrativa, as metas do governo do Estado para 2012, como parte da terceira fase do chamado Choque de Gestão. A todo instante, durante o evento, Anastasia reafirmou a importância de um governo voltado ao atendimento do cidadão no qual seja ele o protagonista.

O pacote é mais uma demonstração de que os gestores tucanos estão preocupados em vincular a imagem do partido a programas sociais e participativos, caráter historicamente associado às plataformas petistas.

“Faremos um trabalho conjunto em prol das metas do governo, contando e querendo uma participação crescente da população, com a melhoria de vida do mineiro”, declarou o governador. Ele ressaltou que, apesar de “o quadro atual não ser confortável” do ponto de vista das finanças, é preciso ser criativo para desenvolver as políticas públicas de atendimento.

Batizado de Gestão para a Cidadania, o programa traz dez pontos considerados prioritários para este ano e foca num modelo social de governo. Entre as metas, estão a redução da pobreza e da desigualdade, o direito à moradia, melhorias em saúde, educação e cultura, além da ampliação da infraestrutura dos serviços públicos.

O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, chegou a comparar o plano de metas ao Orçamento Participativo. “Nosso projeto é mais do que o OP, vai além. Ele quer traçar a discussão do caminho que a sociedade quer tratar no futuro. São as escolhas da população”, explicou.

O funcionalismo, no entanto, acabou ficando esquecido na nova plataforma. O plano não cita concessões de reajustes salariais para os servidores do Estado.

Questionado sobre o fato, Anastasia afirmou que essa questão já foi resolvida no ano passado. “Foi aprovada a lei que fixa parâmetros de reajustes dos servidores para os próximos anos”.

Foco. O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, entende que o fato de as gestões tucanas priorizarem a redistribuição de renda não é novo. “Sempre foi nosso foco. Essa é a matriz da social-democracia, sempre teve esse foco e vamos continuar dessa forma. Esse plano de metas mostra isso”, disse.

Já Tadeu Guimarães salientou que o governo estadual nunca deixou de lado as políticas sociais. “O social sempre foi tratado pelo Choque de Gestão. Agora, o que diferencia é trazer o cidadão para criar a questão social também”, completou.

Prioridade

Copa. Entre as metas anunciadas pelo governo, estão projetos voltados à Copa do Mundo de 2014. Além da entrega das obras do Independência e do Mineirão, serão criados o guia do turista e uma agenda cultural em Minas.

Governador vai discutir a dívida na Câmara

O governador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem que, no próximo dia 19, irá à Câmara dos Deputados para debater a dívida dos Estados com a União. O encontro, que terá a participação de governadores de outros Estados em situação semelhante, faz parte da negociação conduzida pelo grupo de deputados criado na Casa para tratar do tema.

Anteontem, Anastasia se reuniu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “A questão da dívida é nacional. Tudo dependerá de uma decisão nacional, dentro da necessidade de rever indicadores, que, se, antes, eram adequados, agora, não são mais, e o fluxo de pagamento está onerando muito os Estados”, ressaltou.  Atualmente, a dívida de Minas com o governo federal passa de R$ 60 bilhões. (IL)

Promessa
Anel sairá do papel neste ano

Na semana seguinte ao feriado da Semana Santa, a presidente Dilma Rousseff deverá vir a Belo Horizonte para autorizar a abertura da licitação para as obras de revitalização do Anel Rodoviário da capital. O anúncio foi feito ontem, pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicos (Setop), Carlos Melles (DEM).

O secretário explicou que, como o projeto do Anel foi uma das plataformas de campanha de Antonio Anastasia em 2010, vem sendo empreendido um esforço do governo pela sua viabilização.

“O projeto Executivo para a obra já está pronto. No dia 14 de março, ele foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem)”, disse Melles, completando: “Ele está praticamente pronto e só aguarda análise do órgão para a assinatura do termo de compromisso para o início das obra, que sai do papel até o fim do ano”.

De acordo com o democrata, o projeto, orçado em R$ 17 milhões, foi desenvolvido em parceria pela Setop e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Metrô. Enquanto a reforma do Anel pode se confirmar em breve, outro clamor antigo da população, a expansão do metrô da capital, só deve ter andamento em 2013. Segundo Anastasia será lançado, em breve, o edital de contratação para a realização da sondagem da topografia da área. Porém, a parceria com a empresa privada só deve ser firmada no ano que vem.

Já Melles disse que não há má vontade do governo de Minas, mas uma “dependência do governo federal”. (IL)

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199640,OTE&IdCanal=1

Governo Anastasia: Gasmig em expansão

Governo Anastasia: Gasmig – O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás.

Gasmig avança plano de interiorização

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Os primeiros caminhões com gás natural para abastecer empresas no interior de Minas Gerais devem começar a rodar no início do segundo semestre. O combustível será fornecido pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) que hoje atende a apenas cerca de 30 cidades do Estado por meio de sua rede de gasodutos.

O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás. Nenhuma delas terá gasoduto na porta de seus consumidores. O gás será transportado, compactado ou liquefeito, em caminhões-tanque.

A iniciativa faz parte do esforço da Gasmig de ampliar a base de clientes. Além da interiorização, a empresa faz campanha para convencer os mineiros a converterem seus carros para usar gás natural veicular (GNV). E,com atraso, vai passar a vender gás encanado para residências. É a última das grandes empresas de gás do país ainda sem gás residencial.

Hoje, mais 90% dos consumidores do combustível são clientes industriais. No ano passado, ela conseguiu evitar dos efeitos da desaceleração do setor manufatureiro que afeta Minas e todo o Brasil por causa da entrada em operação de um gasoduto que passou a abastecer o Vale do Aço, onde empresas como ArcelorMittal, Usiminas e Cenibra. Com isso, a Gasmig aumentou em 52% do volume vendido (batendo o recorde de 1 bilhão de metros cúbicos por ano) em 2011 e aumentou em 31% do faturamento (batendo também a marca do R$ 1 bilhão). Este ano, sem nenhum outro novo sendo inaugurado, a previsão é que o faturamento cresça entre 5% a 6%.

Os clientes da Gasmig estão concentrados na região do Vale do Aço (que já representa 41% do gás vendido por ela) e na região metropolitana de Belo Horizonte (45%). “O projeto de levar o gás para outras cidades é importante para que possamos abrir novas fronteiras e atender a esse mercado no interior de Minas Gerais que ainda não tem a opção do gás”, diz Noman, que está há pouco mais de um ano no comando da Gasmig. Antes, foi por duas vezes secretário de governo durante os mandatos de Aécio Neves.

Gasmig é uma sociedade anônima controlada direta e indiretamente pelo Estado de Minas: a estatal de energia Cemig detém 55,2% das ações; a Petrobras Gás (Gaspetro); 40%, o Estado de Minas; 4,38%; e o município de Belo Horizonte, 0,43%.

Todo o gás vem do Rio de Janeiro. A Cemig é uma das empresas que faz prospecções em busca de gás no vale do Rio São Francisco.

Noman diz que já tem estimativas sobre o tamanho da demanda não atendida por gás no Estado. “Mapeamos o mercado de indústrias que querem gás. Eu já tenho hoje mapeado quase 1 milhão de metros cúbicos por dia de demanda não atendida”, disse Noman. É quase um terço do que a Gasmig pretende comercializar este ano: 3,4 milhões de metros cúbicos por dia, ante os 2,9 milhões de metros cúbicos do ano passado.

As primeiras cidades a receberem gás natural por caminhão prometido para o segundo semestre são Ipatinga e Governador Valadares e em seguida Pouso Alegre, segundo Noman. Em Montes Claros, cidade mais norte de Minas que tem atraído investimentos e novas fábricas, o combustível, segundo o executivo, deve chegar no fim do ano ou no início de 2013.

“Vamos abastecer essas primeiras quatro cidades primeiramente com gás comprimido (GNC) ou com gás liquefeito (GNL) comprado de Paulínia (SP)”, informou Noman. “Depende de quem ganhar a concorrência que já está aberta. Estou contratando uma empresa para comprimir, transportar e me entregar o gás lá para que eu o coloque na rede.”

Segundo o executivo, transportar gás por caminhão poderá ser uma fórmula temporária no processo de interiorização. “Depois que essa demanda [no interior] for toda testada, quando tiver postos com GNV, residências consumindo, esse mercado começa a crescer e aí viabiliza um gasoduto.”

Mas antes disso, há questões ainda em aberto. Onde a Gasmig descomprimirá o GNC ou onde regaseificará uma eventual carga de GNL? Noman não dá detalhes. Diz apenas que esses não são processos complexos, que a empresa está em fase de obter licenças para futuras instalações. Diz também que o modelo a ser implementado ainda será apresentado aos acionistas. Noman afirmou ainda que não tem claro quanto custará a empresa o transporte de gás para o interior nessa primeira fase. Os R$ 100 milhões reservados para investimento este ano cobrirão obras com gás de rua em Belo Horizonte e com pequenos ramais dos 800 km de gasoduto da empresa.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2590680/gasmig-avanca-plano-de-interiorizacao


Governo Anastasia: Cemig compra parte da Abengoa

 Governo Anastasia: Cemig – Empresa brasileira fez acordo para levar 50% da parceira espanhola nas concessões da Unisa por U$ 586 milhões.

 

Cemig compra fatia da Abengoa

Cemig está em negociações avançadas com a Abengoa para adquirir a fatia remanescente de 50% em quatro concessões de transmissão de energia no Brasil. A empresa espanhola também anunciou ter firmado acordo para vender a participação à sua parceira no Brasil.

O negócio, por meio da Transmissora Aliança de Energia (Taesa), empresa de transmissão de energia da Cemig, prevê a aquisição do restante das ações detidas pela Abengoa no capital da União de Transmissoras de Energia Elétrica (Unisa). A Unisa, por sua vez, é controladora das transmissoras STE, ATE, ATE II e ATE III.

Em documento ao mercado, a Abengoa informou ter fechado acordo para vender sua participação nas concessões no Brasil para a Cemig por ? 586 milhões, sendo ? 376 milhões equivalentes a ingressos em caixa e os ? 210 milhões restantes a redução da dívida bruta da companhia. A empresa espanhola já havia vendido à Cemig, em junho do ano passado, metade da sua participação nas mesmas quatro concessões.

A operação ainda depende de aprovação de órgãos reguladores no Brasil.

Fonte: Brasil Econômico – Reuteurs

Link para assinantes: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers.html


Antonio Anastasia é recebido pelo papa: governador convida Bento XVI para visitar Minas

Fonte: O Tempo

Anastasia convida papa Bento XVI para visitar Minas

Governador Antonio Anastasia e o papa Bento XVI

governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, foi recebido no Vaticano ontem pelo papa Bento XVIAnastasia convidou o papa para visitar o Estado em 2013, durante uma viagem programada ao Brasil, e o presenteou com uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais.

O papa virá ao país em 2013 para participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho. O evento reúne jovens católicos de todo o mundo.

Em nota, o governo mineiro informou que o papa deverá analisar o convite. “Temos grande honra e alegria, representando o povo de Minas, de apresentar o respeito dos mineiros à sua santidade papa Bento XVI“, disse Anastasia, que acrescentou: “Ele vai analisar o convite, e vamos torcer e rezar para que ele possa aceitá-lo. Levamos o abraço, o respeito e a reverência de todos os mineiros cristãos à sua santidade”.

Gestão Anastasia: professores em Minas recebem o quinto melhor salário do pais

Gestão da Educação
Fonte: Turma do Chapéu

Professores: Minas Gerais está entre os cinco salários mais altos

Educação

Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo mostra que o governo de Minas não só já paga o novo piso salarial dos professores, como também oferece valores entre os cinco mais altos do país. Vale lembrar que o piso é para uma jornada de 40 horas semanais e que, em Minas, os valores são proporcionais para uma jornada de 24 horas semanais.

Vale notar que, na lista, Estados governados pelo PT, como a Bahia, não pagam o piso. Aliás, o pior salário é o do Rio Grande do Sul, cujo governador, Tarso Genro, andou crispando os bigodes com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, justamente por causa do piso. Alguém viu os petistas de Minas exigindo que o governador de seu partido cumpra a lei?

Nós, da TdC, achamos que professor tem que ser bem remunerado, mas também consideramos que esse debate tem que se dar à luz da capacidade do Estado e longe de briguinhas ideológicas. Fica aí a tabela da Folha, devidamente registrada.

Anastasia amplia investimento em Saúde – Programa criado no Governo Aécio garante melhorias dos hospitais do SUS

Gestão eficiente da saúde, Gestão Aeçio/Anastasia

Fonte: Turma do Chapéu e Agência Minas

Governo de Minas beneficia 12 hospitais do SUS na da região Leste do Estado

Criado em 2003, no governo de Aécio Neves, o Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp) investiu R$ 53,3 milhões em 12 hospitais do Leste de Minas em 2011. Desde o início do programa, já foram investidos R$ 700 milhões em hospitais de todas as regiões do Estado, sendo que este ano estão previstos investimentos de R$ 130 milhões.

O Pro-Hosp financia a modernização, instalação de equipamentos, expansão e qualificação de pessoal em hospitais filantrópicos que atendam pelo SUS. Confira no texto abaixo e, no vídeo, o governador Antonio Anastasia fala sobre investimentos em saúde no interior de Minas.

Governo de Minas já investiu mais de R$ 50 milhões em hospitais do Leste de Minas 

Recursos do Pro-Hosp são utilizados para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e UTIs

Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor

O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas, tem mudado a realidade de muitos hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente na região no Leste do Estado, o programa alcançou, em 2011, o volume de R$ 53,3 milhões investidos.

Os recursos foram liberados para hospitais das cidades de Governador Valadares, Mantena, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Guanhães, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp no Leste de Minas são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial, treinamento de funcionários e custeio hospitalar.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Resplendor, é um dos vários exemplos da eficiência do Pro-Hosp. Beneficiada pelo programa desde 2004, a instituição foi transformada em uma unidade microrregional, para atender os pacientes do SUS do próprio município e também das cidades de Aimorés, Itueta, Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Goiabeira, Cuparaque e Alvarenga.

Até o ano passado, o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do Pro-Hosp, que foram usados na ampliação da estrutura e na compra de equipamentos, entre outros benefícios. “O Pro-Hosp mudou a cara do hospital. Antes, nós fazíamos apenas atendimentos básicos. Com os recursos do Governo de Minas, remodelamos o prédio e reequipamos todas as áreas. Hoje, temos condições até de atender casos de média complexidade, inclusive fazer cirurgias, sem precisar encaminhar o paciente para outros locais”, diz o diretor do hospital, Agnaldo Maria Polito.

Um dos equipamentos adquiridos com recursos do Pro-Hosp foi um mamógrafo. A chegada do aparelho, em 2006, fez com que as mulheres da região deixassem de se deslocar até 160 quilômetros até Governador Valadares para fazer um exame essencial para o diagnóstico precoce de câncer de mama.

Pro-Hosp já investiu R$ 700 milhões em todo o Estado

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares em 105 cidades de todas as regiões, com recursos provenientes da Tesouro Estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões.

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Eike Batista confirma investimento da Foxconn em Minas

Desenvolvimento em Minas

FonteLino Rodrigues – O Globo

Eike anuncia que nova fábrica da Foxconn terá sede em Minas Gerais

BNDES teria interesse no negócio. Para ONG, tédio causou suicídios na China

SÃO PAULO e PEQUIM. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX e homem mais rico do país, disse ontem que a fábrica de telas sensíveis ao toque que será montada em sociedade com a taiwanesa Foxconn terá sede em Minas Gerais. Segundo ele, que não especificou a cidade, os estudos estão em fase adiantada e, além da EBX e da Foxconn, o BNDES mostrou interesse no negócio. O investimento previsto é de US$ 2,5 bilhões.

Eike não deu detalhes sobre o montante que será investido pelo que ele chamou de consórcio brasileiro. Mas disse que os brasileiros terão uma participação de 60% no empreendimento. Para ele, os atuais parceiros são suficientes, embora não tenha descartado outros investidores.

– Por enquanto, nós (EBX) e a Foxconn estamos tocando esse negócio. O BNDES já disse que quer entrar – afirmou Eike, antes de participar do evento CEO Conference, organizado pelo BTG Pactual para investidores.

Eike contou que na conversa que teve com o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, no início do mês, a parceria com a maior fabricante mundial de componentes eletrônicos foi aprovada. Além de ter ficado feliz com a sociedade, Cook teria dito que, em breve, montará lojas no Brasil.

– Ele (Cook) me disse que ficou muito feliz em saber que estamos fazendo essa parceria com a Foxconn – disse Eike, lembrando que todo o esforço da taiwanesa e de outras multinacionais que estão se instalando no Brasil é para fugir das alíquotas de importação.

O projeto da Foxconn no Brasil, anunciado no ano passado, prevê US$ 12,5 bilhões em investimentos no país. No Brasil desde 2003, a empresa taiwanesa possui quatro fábricas em território brasileiro e, além da Apple, produz equipamentos para multinacionais como Sony, Nokia e Dell. As telas que serão produzidas na unidade de Minas Gerais, afirmou Eike, não serão destinadas apenas à Apple.

Mas as condições de trabalho nas fábricas chinesas onde iPads e iPhones são produzidos são melhores do que em unidades têxteis e demais instalações na China, segundo uma associação sem fins lucrativos que investiga o assunto. Auret van Heerden, presidente da Fair Labor Association (FLA), não apresentou conclusões imediatas, mas assinalou que tédio e alienação podem ter contribuído para o estresse que levou alguns funcionários da Foxconn ao suicídio.

A FLA estuda as condições de trabalho nos oito maiores fornecedores da Apple na China, após relatos de suicídios, uma explosões e condições de escravidão envolvendo a Foxconn. Após as primeiras visitas à empresa – que fabrica 70% dos produtos Apple – , Heerden disse que as instalações são de primeira classe e que as condições físicas são bem acima da média.

“Fiquei surpreso ao entrar no pátio da Foxconn, quão tranquilo ele é comparado a uma fábrica de roupas”, disse. “Então os problemas não envolvem o ambiente nocivo de uma unidade têxtil. É mais uma questão de monotonia, tédio e, talvez, alienação.”

Além da Foxconn, investigadores da FLA – que lida com suicídios na China desde os anos 1990 – visitarão instalações, como de Quanta, Pegatron e Wintek.

(*) Com agências internacionais

Redução da pobreza por Aécio coloca o Estado em posição de destaque – para Marcus Pestana PSDB é inovador em Minas

Boa gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Turma do Chapéu

Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas

Minas Gerais vem avançando mais rápido que o resto do país na redução da pobreza e na melhoria dos indicadores sociais, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em 2001, Minas tinha 9% de sua população em situação de extrema pobreza, índice que caiu para 3% em 2009. No mesmo período, a queda foi de 5,6% para 2,3% na Região Sudeste, e de 10,5% para 5,2% no Brasil. O Choque de Gestão contribuiu para mudar a realidade de Minas. A boa gestão de Aécio Neves, baseada na meritocracia, trouxe ganhos para os mineiros com o plano de continuidade mantida pelo governador Antonio Anastasia. A gestão eficiente ajudou a transformar a realidade sociais e econômica em todo os estado.

Para o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, essa melhora se deve às políticas públicas dos governos do partido, com Aécio Neves e Antonio Anastasia, que beneficiaram as áreas mais pobres do Estado. Leia o texto abaixo e confira os avanços nos indicadores sociais.

Redução da pobreza em Minas é resultado da inovadora política social do Governo do PSDB, diz Marcus Pestana

População em pobreza extrema caiu de 9% para 3% no Estado,redução superior à média nacional. Renda per capita da população cresce 39,4%

Marcus PestanaMarcus Pestana, presidente do PSDB-MG

A redução da pobreza e da desigualdade em Minas Gerais registrada pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, é, segundo o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, resultado da política social desenvolvida desde 2003 pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia. Os avanços na melhoria da qualidade de vida dos mineiros atestados pelo instituto de pesquisa do governo federal confirmam o êxito do Governo de Minas nas ações de combate à pobreza e na redução das desigualdades entre as regiões do Estado.

Segundo a pesquisa, realizada com base em dados do IBGE de 2001 a 2009, a população mineira em situação de pobreza extrema caiu de 9%, em 2001, para 3% em 2009. A queda é bem maior que a verificada na região Sudeste – que diminuiu de 5,6% para 2,3% – e a do Brasil, onde houve redução de 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Políticas sociais de Minas são modelo para o país

Na avaliação de Marcus Pestana, a correta decisão do Governo de Minas de criar a Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), destinada a atender às demandas das regiões mais pobres do Estado, foi fundamental para redirecionar o crescimento do Estado e desenvolver os municípios do semiárido castigados pelas secas.

“Tivemos uma ativa ação do Governo de Minas, no governo Aécio Neves e no governo Antonio Anastasia, com políticas sociais que viraram verdadeiros modelos para o país. Ter uma secretaria com um corte regional, com foco no semi-árido mineiro, foi uma sinalização fortíssima do governo do PSDB de Minas da sua decisão de combater as desigualdades regionais e sociais de renda. A secretaria catalisa ações do governo, agiliza parcerias com outras secretarias temáticas e promove um efeito mobilizador muito grande no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Mucuri. Os resultados já aparecem, as políticas exitosas do Governo de Minas, empreendidas pelo governo liderado pelo PSDB, agora, se configuram nestes dados divulgados pelo Ipea”, afirmou o deputado.

Marcus Pestana, ex-secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais no governo Aécio Neves, destacou que ações de programas como o Saúde em Casa, Ensino Fundamental de 9 anos, Poupança Jovem, Travessia e Proacesso, entre tantos outros, repercutiram diretamente na vida da população mais pobre, melhorando os indicadores de educação e saúde e de geração de renda.

“Minas foi o primeiro estado a incluir as crianças de 6 anos na escola, criou o projeto Travessia que atende as demandas de cidades pobres; o Poupança Jovem, que diminuiu a evasão escolar. Criou o Saúde em Casa, que tem um impacto fundamental na estratégia da saúde da família, além de todos os investimentos no combate à mortalidade infantil. O Estado também promoveu uma intervenção estruturante. Melhorou as estradas para facilitar o acesso da população à educação, às faculdades, ou ao produtor rural, que, agora, tem melhores condições para escoar sua produção. Essa decisão política de agir principalmente nas regiões mais pobres repercutiu nestes resultados que agora o Ipea divulga”, afirmou Pestana.

Os avanços de Minas Gerais foram confirmados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Segundo ele, as políticas públicas inseridas em um contexto de desenvolvimento social viabilizaram a melhora nos indicadores em Minas e em outros estados do país. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou.

Veja como Minas melhorou

  • Melhor qualidade de vida
    A pesquisa do Ipea aponta a evolução de indicadores sociais registrados entre 2001 e 2009 em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, na educação, saneamento básico e emprego, entre outros indicadores.
    Minas apresenta a nona maior renda domiciliar do país e a oitava menor taxa de pobreza extrema entre os estados brasileiros. É considerada em extrema pobreza a população com renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês em setembro de 2009. Ainda segundo o Ipea, Minas responde por 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,3% da população brasileira. O estudo do instituto teve por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
  • Crescimento de renda
    Em 2001, o indicador de renda domiciliar per capita de Minas era de R$ 452,9, elevando-se para R$ 631,2 em 2009. Com esse aumento de 39,4% no período, o estado apresentou crescimento além da média nacional e também da região. O Brasil, que apresentava a renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7, em 2009, perfazendo aumento real de 23,5% no período.
  • Redução da Mortalidade infantil
    A mortalidade infantil em Minas também diminuiu acentuadamente. Em 2001, a taxa era de 21,7 mortes a cada 1.000 crianças nascidas vivas, caindo para 17,4 em 2007. Considerando esses valores, o Estado avançou mais que a média nacional. No Brasil, os patamares de mortalidade infantil eram de 26,3, em 2001, e chegaram a 20 em 2007.
  • Queda do analfabetismo
    No combate ao analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais, Minas também apresenta padrões superiores ao do país. Em 2001, 11,7% dos mineiros eram analfabetos, sendo que a taxa nacional era de 12,4% dos brasileiros. Em 2009, os analfabetos compunham 8,5% dos habitantes de Minas e 9,7% da população brasileira.
  • Mais água tratada e energia
    A pesquisa do Ipea aponta que a cobertura de água encanada em Minas saltou de 91% para 95,6% da população atendida. No Brasil, o aumento foi de 81,4%, em 2001, para 87,7% da população, em 2009. Com relação à energia elétrica, Minas Gerais também encontra-se em melhor situação do que a média brasileira. Este serviço está praticamente universalizado no Estado, inclusive na área rural, com 96,4% de cobertura.
  • Desemprego em queda
    A taxa de desemprego em Minas é menor que na região Sudeste e no Brasil. Em 2009, o índice foi de 7%, contra 9% em 2001. No Sudeste, as taxas foram de 10,5% (2001) e 8,6% (2009); para o Brasil, 9,2% (2001) e 8,2% (2009).

Fonte: Pesquisa IPEA

 

Gestão deficiente no DNIT faz Dilma trocar seis superintendentes regionais

Governo sem gestão, gestão do PT

Fonte: Fábio Fabrini, de O Estado de S. Paulo

Dilma mudará cúpula do Dnit em seis Estados

Por ineficiência, superintendentes deverão perder postos em MG, GO, CE, MA, MS e RS

BRASÍLIA – Fonte de tensão entre o Planalto e aliados, a “faxina” em postos-chave do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), desencadeada no ano passado após denúncias de cobrança de propina, não acabou. O governo prepara a troca de mais seis superintendentes regionais da autarquia, ligados a partidos da base de apoio à presidente Dilma Rousseff ou cujas gestões são consideradas ineficientes.

Governo prepara trocas em departamento coordenado pelo ministro Paulo Sérgio Passos (PR)
Governo prepara trocas em departamento sob ministro Paulo Sérgio Passos (PR) - Wilson Pedrosa/AE - 10.02.2012Nos próximos dias, deve ser oficializada a saída de Sebastião Donizete de Souza, que comanda o Dnit em Minas. O engenheiro foi indicado pelos deputados federais mineiros do PR – partido que detinha o comando da autarquia até a crise – e seu desempenho não tem agradado ao governo.

O argumento é que projetos importantes para o Estado, que tem a maior malha rodoviária do País, não caminharam na velocidade desejada. É o caso da duplicação da BR-381 e da reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, ambas ainda no papel. São cotados para assumir o cargo os engenheiros Alexandre Oliveira, que trabalha na superintendência em Contagem; e Marcelo Chagas, da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária, em Brasília.

No Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Nogueira – que sucedeu interinamente ao ex-governador Marcelo Miranda, exonerado da superintendência por envolvimento em supostas irregularidades – também deve deixar o cargo em breve, dando lugar ao engenheiro José Luiz Viana, servidor de carreira do Ministério dos Transportes.

Os pedidos de exoneração foram enviados à Casa Civil, que precisa dar aval à saída dos superintendentes, a ser oficializada em portaria do ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes).

O governo avalia também a troca dos superintendentes em mais quatro Estados. Um deles é o Rio Grande do Sul, onde a função vem sendo desempenhada por Vladimir Roberto Casa, ligado ao petista Hideraldo Caron, ex-diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, que deixou o cargo em meio à crise do ano passado. Outra mudança ocorre no Ceará, onde deve sair José Abner de Oliveira Filho, por suposta insatisfação com o andamento das obras no Estado.

No Maranhão, o visado é Gerardo de Freitas Fernandes, primo do deputado Pedro Fernandes (PTB), secretário das Cidades no governo Roseana Sarney (PMDB). Segundo fonte ligada ao Planalto, um dos motivos é a execução do projeto de duplicação da BR-135. Em função da baixa qualidade do projeto, o governo teve de anular a licitação para as obras.

Link da matéria:  http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-mudara-cupula-do-dnit-em-seis-estados,835428,0.htm

Veja também:
link Dnit promete ‘concurso interno’ para evitar loteamento de cargos 
link Mágoa dos aliados com as demissões preocupa Planalto 
link Ainda incompleta, ‘faxina’ mirou Transportes e Dnit

Gestão Aécio e Anastasia melhora ações de combate à miséria: IPEA revela que Minas tem o melhor índice do Sudeste

Gestão Eficiente, Gestão em Minas

Fonte: Marina Rigueira – Estado de Minas

Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Minas Gerais vem reduzindo os índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior do que outros estados do Sudeste e do que a média brasileira. No entanto, possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população. Os dados foram comentados pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.

De acordo com Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à do Sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).

Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. Para Pochmann, a ampliação dos investimentos sociais e dos programas de transferência de renda explicam, em grande parte, esse quadro. Esses investimentos se transformaram em estímulo ao crescimento econômico, em uma política que inverteu uma máxima do ex-ministro Delfim Neto, de que era necessário primeiro fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Agora, a distribuição vem antes e é condição para o crescimento. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou o presidente do Ipea.

Cemig terá participação acionária na Gás Brasiliano Distribuidora, empresa mantida pela Gaspetro

Fonte: Mariana Durão, Sergio torres 0 Estado de S.Paulo

Cemig terá 40% em empresa da Gaspetro

Em negociação sigilosa desenvolvida pela futura presidente da Petrobrás, Graça Foster, a partir do segundo semestre do ano passado, a petroleira, por intermédio da subsidiária Petrobrás Gás (Gaspetro), acertou com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) um acordo que deverá resultar, ainda neste ano, na transferência de 40% do controle acionário da Gás Brasiliano Distribuidora (GBD), com sede em São Bernardo (SP).

Assinado ontem, o acordo prevê novos investimentos na GBD e o ingresso da Cemig no capital social da companhia, integralmente controlada pela Gaspetro. Na futura sociedade, a subsidiária da Petrobrás ficará com 60% da GBD, com a empresa mineira assumindo os demais 40%.

Nem a Petrobrás nem a Cemig, nos respectivos comunicados ao mercado, revelaram os valores para a efetivação do negócio. Em seu comunicado, distribuído pela internet, a Petrobrás informa que a implementação do acordo, “assim como a execução dos contratos resultantes, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes”.

De acordo com a estatal, ainda neste ano deverão ocorrer a conclusão da operação de transferência de parte do controle acionário da Gaspetro e a entrada da Cemig na sociedade.

No fato relevante em que anuncia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a assinatura do acordo de investimentos com a Gaspetro, a Cemig limita-se a comunicar que “manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente informados sobre a conclusão da operação”.

A subsidiária da Petrobrás adquiriu a Gás Brasiliano em maio de 2010 por US$ 250 milhões, mas só em agosto de 2011 o governo de São Paulo aprovou o negócio. Assim que assumiu a empresa, a Gaspetro anunciou que até 2015 deverão ser distribuídos 2,45 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Em 2010, ao assinar os termos de compra, a distribuição anunciada era de 1,25 milhão de metros cúbicos diários. Na ocasião, a então diretora de Gás e Energia da Petrobrás divulgou o compromisso da empresa com o desenvolvimento local. “Assumimos um compromisso com a Secretaria de Energia do Estado (de São Paulo) para desenvolver a região onde a Gás Brasiliano atua”, disse Graça Foster em evento da Prefeitura de São Bernardo.

Segundo a Petrobrás, o gás natural da GBD será usado na planta de fertilizantes que está sendo construída em Uberaba. Daí a importância da parceria com a Cemig, cuja rede de transporte e distribuição abrange a região.

Artigo: Marcus Pestana diz que foco no programa Saúde da Família melhora prestação de serviços do SUS à população

Gestão da Saúde em Minas, Gestão Eficiente

Fonte: Artigo do deputado federal Marcus Pestana – O Tempo

O papel central da estratégia de saúde da família

O caminho é longo e não há atalhos

Nunca é demais lembrar que as pesquisas de opinião pública identificam a saúde como principal preocupação dos brasileiros. Há, em geral, uma frustração de expectativas e uma avaliação negativa em relação ao SUS. É inegável que os avanços foram muitos e que a saúde hoje no Brasil é muito melhor que há 23 anos, quando a pedra fundamental do SUS foi lançada. Mas estamos longe de entregar aos cidadãos os direitos e princípios constitucionais.

É evidente que, para atender às cobranças da população, os gestores de saúde têm que se desdobrar em ações de curto prazo que gerem impactos imediatos no atendimento à população.

Mas, em longo prazo, numa perspectiva estratégica, o imediatismo e a pressa não construirão o sucesso. Só uma ação transformadora consistente, estruturante e sistêmica poderá produzir resultados satisfatórios. Isso implica em construir um consenso e uma convicção de que o avanço passa pela consolidação de redes de atenção integral à saúde das pessoas coordenadas fortemente por uma atenção primária qualificada e eficaz. Sem isso, o sistema parecerá permanentemente aos olhos dos cidadãos um caleidoscópio fragmentado, desconexo, quase indecifrável.

É fundamental dispor de bons hospitais, assegurar acesso a medicamentos, ter bons centros de diagnóstico e atenção especializada. Mas para defender a qualidade de vida das pessoas e melhorar a gestão e os resultados do sistema não há outro caminho. Sugiro a leitura de “As Redes de Atenção à Saúde”, de Eugênio Vilaça.

A estratégia da Saúde da Família foi o caminho escolhido para enfrentar o desafio. São mais de 30 mil equipes em todo o Brasil, sendo mais de 4.000 em Minas Gerais. Uma equipe multidisciplinar responsável por uma população e um território geográfico definidos, motivada e bem-treinada, produz um fantástico efeito organizador no sistema e uma forte melhoria nos níveis de saúde da população. A combinação de ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, atendimento primário, acompanhamento das doenças crônicas pode deslocar, em grande parte, o centro de gravidade do sistema das portas de hospital e dos balcões de farmácia para os pontos de atenção da saúde da família.

Os problemas não são poucos. Vão desde traços culturais de desconfiança da população e de muitos profissionais do setor, o fascínio pela tecnologia até a difícil formação e fixação de médicos da família nas pequenas cidades, na periferia das grandes cidades e nas cidades mais pobres e distantes.

Daí a importância de iniciativas tomadas pelo governo de Minas, nos últimos anos, de desencadear uma série de ações no âmbito do Programa Saúde em Casa: a contratualização de metas, a qualificação da gestão da clínica através de protocolos e linhas guias, a construção de mais de 2.000 unidades de saúde, o Canal Minas Saúde, a Educação Permanente, o Tele Saúde, o Plano Diretor.

O caminho é longo, mas não há atalhos que valham a pena.

Choque de Gestão de Aécio e Anastasia lançado em Minas será adotado por Dilma

Em busca da Gestão Eficiente

DILMA COPIA CHOQUE DE GESTÃO DE AÉCIO E ANASTASIA EM MINAS

Presidente pretende construir uma bandeira depois da ‘faxina’ que marcou seu primeiro ano de governo e pediu à sua equipe foco na gestão do Estado

BRASÍLIA – O governo de Dilma Rousseff terá como bandeira a reforma do Estado. Foi o que ela explicou em detalhes à sua equipe ministerial, reunida na última segunda-feira. Não se trata, porém, de discutir o tamanho da máquina pública, como se fez no passado recente, quando ganharam força teses sobre o enxugamento estatal. O que Dilma quer é foco na gestão.

“Não tem essa história de Estado mínimo. Isso é uma tese falida, usada pelos tupiniquins. O Estado tem de ser eficiente”, costuma dizer a presidente.

A reforma que Dilma tem em mente é gerencial. É fazer com que a máquina administrativa funcione e devolva ao cidadão os serviços pelos quais ele paga. “Isso é revolucionário”, definiu. É com essa estratégia que a presidente quer construir uma “marca” de governo depois da “faxina” que derrubou sete ministros no ano passado, seis deles alvejados por denúncias de corrupção.

Dilma está convencida de que o surgimento da nova classe média vai demandar cada vez mais serviços públicos de qualidade.

No diagnóstico da presidente, esse grupo de pessoas saídas da pobreza não fará como a classe média tradicional, que praticamente prescindiu do Estado, recorrendo a escolas particulares, planos de saúde e previdência privada. “Não se iludam! Essas pessoas não vão deixar de procurar escolas públicas nem o SUS e o INSS”, argumentou ela.

Na primeira reunião ministerial do ano, Dilma expôs o que espera da equipe para não tropeçar na gestão, como ocorreu no primeiro ano de governo, marcado por crises políticas e pela queda no volume de investimentos do setor público, em grande parte por causa de problemas gerenciais. Obcecada por metas, ela cobrou desempenho dos auxiliares e avisou que, de agora em diante, todos serão avaliados pelos resultados apresentados a cada seis meses.

 

Novo PSDB: ‘Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos’, comentou Marcus Pestana em artigo

Gestão do PSDB, Gestão Eficiente

Fonte: Artigo – deputado federal (PSBD-MG) – Marcus Pestana

As perspectivas do PSDB em Minas e no Brasil

Partido lançará candidato em centenas de cidades

Permanente é a cobrança sobre o papel e as ações do PSDB. Não é para menos. Em toda democracia consolidada, tão importante quanto acompanhar o dia a dia do governo e sua base política é estar de olho nos movimentos da oposição. Uma oposição firme, qualificada, norteada pelo interesse público e nacional é boa para o país, para a democracia e para o próprio governo.

Desde o afastamento de Collor, o desencadeamento do Plano Real e as eleições presidenciais de 1994, o sistema político brasileiro gravita em torno de dois eixos organizadores, duas colunas vertebrais: o PT e o PSDB. Não necessariamente será sempre assim. Existem outros atores, como Eduardo Campos e Gilberto Kassab, se movimentando. O PMDB tem também uma grande estrutura nacional, embora muito heterogênea e sem lideranças de expressão. Mas tudo indica que no médio prazo (estamos falando de 2014) o jogo continuará tendo sua órbita definida pelos projetos liderados pelo PT e pelo PSDB.

O PSDB tem um papel central graças ao seu protagonismo nas profundas transformações promovidas no país pelo governo FHC, pela forte presença nos governos estaduais em Estados estratégicos e pelas expressivas lideranças nacionais que formam seus quadros.

Em 2012, no plano nacional, teremos quatro tarefas essenciais: 1) organizar o partido para colher um expressivo resultado nas eleições municipais; 2) aprofundar o debate sobre o realinhamento programático visando consolidar um projeto para o futuro do Brasil; 3) avançar o processo de modernização da estrutura e da dinâmica do partido (mobilização, comunicação, recadastramento etc.); e 4) fortalecer o partido em Estados onde a estrutura é incipiente ou frágil. A Executiva Nacional, liderada pelo deputado Sérgio Guerra, está atenta a esses desafios.

A sucessão presidencial receberá atenção especial a partir de 2013 e aí deveremos afunilar a escolha do nome que nos representará. Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos. A visão hegemônica hoje converge para um projeto liderado por Aécio Neves, que é a maior expressão da nova geração de políticos brasileiros. Mas isso será discutido no momento certo. Temos outros nomes preparados e experientes.

Aqui em Minas, teremos um ano marcado pelas eleições municipais, em que o PSDB lançará candidato em centenas de cidades. Daremos ênfase em nossas candidaturas em grandes e importantes cidades como Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim e Ribeirão das Neves. Em Belo Horizonte, teremos papel decisivo.

Também será dada grande prioridade à consolidação e deslanche das ações do governo Anastasia, este notável gestor público, que, apesar das limitações de natureza fiscal, introduzirá inovações que aprofundarão as conquistas do governo Aécio Neves.

E assim, como no plano nacional, em 2013 começaremos a preparar o partido para os embates futuros. Nomes, experiência, história, ideias e compromisso com Minas não nos faltam.

Novo posicionamento: Governo Anastasia apresenta novo modelo de remuneração dos professores e assegura vencimentos acima do piso nacional da educação

Gestão da Educação, Gestão Eficiente

Fonte: Agência Minas

Profissionais da Educação já podem consultar projeção de remuneração até 2015

Modelo unificado de remuneração implementado pelo Governo de Minas adota valor acima do Piso Nacional da Educação

Reprodução
Servidor da educação poderá consultar seu posicionamento no Portal do Servidor
Servidor da educação poderá consultar seu posicionamento no Portal do Servidor

A partir desta quinta-feira (26), o servidor da educação poderá consultar, no Portal do Servidor, um documento que vai mostrar seu posicionamento no modelo unificado de remuneração, adotado em Minas Gerais e em vigor a partir deste ano. O documento vai especificar o valor a ser recebido pelo servidor no contracheque de fevereiro, bem como as projeções até 2015.

Com o modelo unificado de remuneração, 65% dos professores receberão reajuste superior a 50%, com relação aos valores recebidos em dezembro de 2010. Esse reajuste será feito de forma escalonada até 2015, sendo que a primeira parcela será paga no contracheque de janeiro de 2012, creditado em fevereiro, no quinto dia útil. Além disso, serão concedidos reajustes anuais aos profissionais da Educação, de acordo com a política remuneratória do Governo do Estado. O primeiro reajuste já está assegurado para abril de 2012.

O modelo unificado assegura aos professores remunerações acima do piso nacional da educação. Todos os professores posicionados na carreira no nível de licenciatura plena (atual nível de ingresso) ganharão pelo menos R$ 1.320,00 por uma jornada de 24 horas semanais, ou 85% proporcionalmente a mais do que o piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), que é de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas semanais.

As mudanças no processo de remuneração dos professores representarão um aporte de mais de R$ 2,1 bilhões na folha de pessoal da Educação. Até 2015, a folha anual da pasta chegará a R$ 9,8 bilhões. Esse valor corresponde a um aumento de 58% da folha em relação a dezembro de 2010 e de quase 200% em relação a 2003.

Novo posicionamento irá considerar tempo de efetivo exercício no cargo

O novo posicionamento nas carreiras dos profissionais da educação no modelo unificado de remuneração levará em consideração o tempo de serviço do servidor enquanto ocupante de cargo efetivo ou designado na Secretaria de Estado de Educação. A medida também vale para os servidores da Fundação Caio Martins, Fundação Helena Antipoff ou dos Colégios Tiradentes da Polícia Militar, desde a data de início de seu exercício até 31 de dezembro de 2011.

O tempo de serviço será considerado na sua integralidade, contando-se anos completos e meses. Porém, serão descontados os períodos de Licença para Tratar de Interesses Particulares (LIP), Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família, faltas, adjunção e disposição sem ônus para o Estado, bem como Afastamento Voluntário Incentivado (AVI), conforme definição em legislação específica.

Para os servidores efetivados em decorrência da Lei Complementar 100/2007, a contagem de tempo terá início a partir da data da primeira designação para o exercício de função pública. O tempo de designação de servidores efetivos que anteriormente foram designados em cargos das carreiras da educação básica também será considerado.

Será possível somar o tempo de serviço de cargos diferentes pertencentes às carreiras da Educação Básica, desde que sejam vinculados a uma mesma admissão. Para os servidores aposentados que fazem jus à paridade, os critérios de contagem de tempo são os mesmos previstos para os servidores em atividade, porém neste caso o tempo será contado até a data da aposentadoria, ou até a data do afastamento preliminar à aposentadoria.

Pagamento das reposições

Para evitar acúmulo na taxação das aulas de reposição referentes à paralisação parcial dos professores realizada em 2011, o Governo de Minas autorizou a elaboração de uma folha extra para agilizar o pagamento de faltas greve. O sistema que faz as taxações das aulas ministradas ficará aberto, a partir de 26 de janeiro, para lançamento de todas as reposições de faltas greve até 6 de fevereiro. A folha extra com os lançamentos das reposições será creditada no dia 17 de fevereiro, sexta-feira anterior ao carnaval.

A medida foi tomada para agilizar o pagamento das aulas de reposição já ministradas, evitando eventuais atrasos. O pagamento das faltas greve repostas já estava sendo feito, tanto que no contra cheque de dezembro do ano passado, cujo pagamento foi creditado no dia 06 de janeiro, houve 55.654 pagamentos referentes à reposição de aulas.

Um terço da jornada

Em 2012, a Secretaria de Estado de Educação regulamentará a jornada de 1/3 para as atividades extraclasse, em respeito à Lei Federal 11.738/2008. A Lei Estadual 19.837/2011, que unificou o modelo remuneratório das carreiras da educação de Minas Gerais, prevê, no seu artigo 23, que os parâmetros e critérios para a implantação da jornada de 1/3 da carga horária para atividades extraclasse serão estabelecidos em decreto.

Para a elaboração do decreto, é necessário, primeiramente, completar o processo de enturmação (redistribuição dos alunos em turmas) para o ano de 2012, de forma a identificar o número de horas-aula necessário no sistema, e, portanto, o quantitativo exato de professores. A Secretaria de Estado de Educação já está realizando esse processo e, a partir de sua conclusão, será elaborado o plano e o decreto de regulamentação acima mencionado. Atualmente, há 188.938 cargos de professor na rede estadual.

Antonio Anastasia lança Plano Agrícola do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – produtores rurais terão acesso a linhas especiais de crédito

Fonte: Agência Minas

Plano Agrícola disponibilizará R$ 1,55 bi para produtores do Norte, Jequitinhonha e Mucuri


Superintendente do BNB, José Mendes Batista, assina parceria ao lado do governador Antonio Anastasia

O governador Antonio Anastasia lançou, nesta quinta-feira (19), no Palácio Tiradentes, o Plano Agrícola do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Serão contemplados 167 municípios situados na área de atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), sendo 165 municípios daquelas regiões, além de Arinos e Formoso, localizados no Noroeste do Estado. O plano prevê a liberação de R$ 1,55 bilhão, até 2015, por meio de financiamento contratado diretamente pelos produtores interessados junto ao BNB.

“São valores importantes alocados em uma região do Estado que merece ter essa confiança, esse crédito, esse reconhecimento e esforço, mercê da tenacidade de sua gente e do grande desdobramento que se faz. Sabemos que as sementes ali lançadas frutificam e florescem, trazendo a prosperidade para uma região singular na história de Minas Gerais. O grande Norte, como se diz no vocábulo mais popular, é a bola da vez no sentido positivo da expressão. E estamos com o foco muito grande no pequeno agricultor. Criamos, neste governo, a Subsecretaria da Agricultura Familiar com esse objetivo, de que as pessoas tenham a verdadeira inclusão”, afirmou Anastasia.

O BNB deverá destinar, no mínimo, 50% dos recursos para mini e pequenos produtores, incluindo a agricultura familiar com o Plano Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e, no máximo, 20% para grandes produtores.

A linha de crédito se destina ao custeio, investimento e comercialização da produção agropecuária, entre elas a bovinocultura de leite e corte, fruticultura, produção de cachaça e silvicultura. Ela atenderá agricultores, cooperativas e associações de produtores, além de empresas ligadas às cadeias produtivas. O BNB está destinando ao financiamento agrícola R$ 300 milhões neste ano; R$ 350 milhões, para 2013; R$ 400 milhões, para 2014, e R$ 500 milhões, para 2015. Dependendo da demanda, os valores poderão ser adiantados.

Atenção especial

O lançamento do plano agrícola para atender especificamente o Norte e os vales do Jequitinhonha e Mucuri, regiões onde se concentram alguns dos municípios mais pobres do Estado, faz parte das ações do Governo de Minas para reduzir as diferenças regionais e oferecer melhores oportunidades de geração de emprego e renda à população.

“É uma região que tem merecido, ao longo dos últimos anos, uma atenção muito especial, porque é uma região com imensa potencialidade na área agrícola, industrial, na área de serviços, na área mineral. Ou seja, é uma região rica que ficou, durante muitas décadas, um pouco afastada do centro de esforços dos governos como um todo para a prosperidade e a criação de valor agregado. Mas, felizmente, esse período passou. Somos testemunhas dos grandes esforços realizados para levar prosperidade, renda e desenvolvimento a essa importantíssima região do Estado, uma região cujo povo, sertanejo, querido, amigo e trabalhador, tem um grande capital humano, se desdobra dia e noite para o desenvolvimento e tem potencialidades muito belas”, destacou o governador.

Todo financiamento será feito com base em projetos que apresentem viabilidade técnica e financeira. O agricultor ou entidade que solicitar o financiamento terá que se comprometer a utilizar as tecnologias aprovadas e testadas pelos órgãos de pesquisa e modernizar as suas atividades agroindustriais. Também precisará adotar assistência técnica adequada ao seu empreendimento, disponibilizada por profissionais competentes, sejam de instituições públicas ou privadas, e incluir, quando necessário, nos seus projetos técnicos, itens voltados para a preservação e recuperação ambiental.

Além da melhoria da produção e agregação de valor aos produtos, o Governo de Minas e o Banco do Nordeste vão estimular a capacitação gerencial e tecnológica necessárias à produção, industrialização, certificação, divulgação e comercialização dos produtos e serviços do setor agropecuário mineiro e colocarão suas instalações à disposição para realização de reuniões, cursos, palestras e seminários vinculados a essas atividades.

Para viabilizar as ações foi assinado um termo de Cooperação Técnica e Financeira entre o BNB e o Governo de Minas, que também tem o objetivo estimular a realização de feiras e exposições agropecuárias e a promoção de produtos regionais, visando difundir e ampliar a sua comercialização, além de estimular a criação de selo de qualidade e de identificação geográfica dos produtos do setor agropecuário mineiro.

“Agora nós observamos que a agricultura de modo especial tem recebido, nos últimos anos, um grande aplauso de todo o Brasil. A famosa âncora verde da economia brasileira vem se consolidando cada vez mais, felizmente para nós, garantindo números positivos para a economia brasileira. E Minas Gerais se orgulha muito de participar desse esforço”, disse Anastasia.

Em 2011, as exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram o valor de US$ 9,7 bilhões. O valor recorde apresentou um crescimento de 27,6% em relação a 2010. O desempenho do Estado superou a média nacional do setor, que registrou aumento de 23,8%.

Crédito para desenvolvimento

A solenidade contou a presença do superintendente estadual do BNB, José Mendes Batista, que destacou a importância do crédito para o desenvolvimento dos agricultores da região. “Hoje nós estamos formalizando uma parceria que temos com o Governo do Estado, que é construtiva, focada e desenvolvimentista, o que é muito importante. Nossa intenção é dar perenidade ao trabalho. As pessoas passam, mas o desenvolvimento da região tem que continuar, os projetos têm que continuar. Quase 99% dos nossos produtores são pequenos e nós temos que dar um apoio especial a eles”, destacou.

Para a agricultura familiar, o prazo para pagamento do financiamento pode chegar até 10 anos, com até cinco anos de carência, e juros  que variam entre 1% a 5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente. Para os médios e grandes produtores, o prazo do financiamento pode chegar até 12 anos com até quatro anos de carência. As atividades de reflorestamento têm prazo diferenciado, podendo chegar até 16 anos com até sete anos de carência. Os juros variam de 5% a 8,5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas com pontualidade.

Governo de Minas e Servas mobilizam mineiros em apoio às vitimas das chuvas, supermercados doam 50 toneladas de produtos

Movimento Minas Solidária

Fonte:  Blog do PCO

Comboio da Solidariedade

Um comboio de oito caminhões carregados de água mineral, alimentos não perecíveis, material de limpeza doméstica, de higiene pessoal e utensílios domésticos será entregue nesta segunda-feira, às 9h, na Praça da Liberdade, ao governador de Minas, Antonio Anastasia e à presidente do SERVAS, Andrea Neves.

O presidente da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), José Nogueira, é quem fará a entrega simbólica das doações. O carregamento, estimado em um total de 50 toneladas, será destinado a aliviar o sofrimento de moradores de municípios que enfrentam problemas causados pelas chuvas e que são assistidos emergencialmente pelo Movimento Minas Solidária, do Servas.

Todo o material deste carregamento foi doado diretamente dos estoques dos supermercados. Ou seja, não se refere a doações feitas por consumidores eventualmente coletadas em lojas. As redes de supermercados que fizeram doações de seus estoques para este carregamento são: Supermercados BH, Bretas, Carrefour, Epa, Extra, Super Nosso, Verdemar e Wal-Mart. A organização da doação pelos supermercados foi feita pela Associação Mineira de Supermercados (AMIS).

Link do post: http://www.blogdopco.com.br/artigos.php?id=17226

Marcus Pestana cobra aprimoramento do marco legal da ocupação do solo e uma visão mais sustentável dos impactos ambientais

Chuvas em Minas, Governo Anastasia, falta de investimentos federais

Fonte: Artigo do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana – O Tempo

Mudanças climáticas, catástrofes e ação de governo

Mais uma vez abrimos o ano absorvidos pelos nefastos efeitos das chuvas. São fatos recorrentes. As manchetes da imprensa povoadas de situações pessoais, familiares e comunitárias dramáticas. Mortes, desmoronamentos, enchentes, milhares de pessoas desabrigadas, estradas interrompidas, pontes destruídas. Só em Minas, são mais de cem municípios em situação de emergência.

A reversão da situação que ano a ano se repete não é fácil, nem se dará da noite para o dia. Mas faz-se necessária uma ação articulada e consistente entre as três esferas de governo e a sociedade, com intervenções de curto, médio e longo prazos que evitem a repetição previsível do quadro de catástrofes.

No primeiro plano há uma dimensão que se apresenta em escala mundial. O tema do século XXI é a sustentabilidade do desenvolvimento. Isto tem a ver com os padrões de crescimento econômico e seus impactos ambientais. Mudanças climáticas, aquecimento global, efeito estufa, desmatamento, matriz energética limpa, elevação do nível do mar são temas na ordem do dia. O tema é carregado de polêmicas em relação à sua real dimensão e seus efetivos impactos. Mas a observação a olho nu da realidade nos permite acreditar que algo grave está ocorrendo. O encontro Rio+20, que ocorrerá no Brasil, será uma boa oportunidade para aprofundar a discussão.

Paralelo a esse debate, temos que fazer o nosso dever de casa. É evidente que dentro do quadro dramático que assistimos em muitas cidades, a ação de curtíssimo prazo é assistencial e de reconstrução (alimentos, prevenção de endemias, medicamentos, recuperação de estradas e pontes, remoção de famílias de áreas de risco etc.). Mas a ação de médio e longo prazo tem que buscar virar o jogo para minimizar crescentemente os fortes efeitos das mudanças climáticas.

A começar pelo aprimoramento do marco legal que regula o uso e a ocupação do solo. A ação preventiva é sempre melhor e mais barata para a sociedade. E nesse caso é preciso tolerância zero com novas ocupações em áreas de risco.

Mas é evidente que as famílias que procuram se fixar em áreas de riscos, em geral de baixíssima renda, não o fazem porque querem, mas por falta de alternativas. É preciso uma ousada e agressiva política habitacional, fortemente subsidiada, focada nessa faixa da população.

Existem também situações de ocupação do solo historicamente consolidadas. E não envolvem apenas famílias de baixa renda. Dificilmente será viável a remoção, em larga escala, de toda a população que vive, por exemplo, às margens dos rios Doce, Muriaé, Pomba ou Paraíba do Sul. Ou de todas as encostas nas grandes cidades. Nesse caso, são inevitáveis investimentos mais pesados em barragens, dragagens, contenções.

O importante é que o governador Anastasia chamou a si a liderança do processo. E tem mantido relação republicana e democrática com a presidente Dilma. Precisamos fazer chegar esses princípios à definição dos investimentos federais.

Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=193149,OTE&IdCanal=2

Defesa Cvil de Minas inicia trabalho com Força-Tarefa para atendimento às cidades atingidas pelas chuvas

Fonte: Estado de Minas

Força-tarefa já chegou

Técnicos da Secretaria Nacional da Defesa Civil chegaram ontem a Minas Gerais. Eles compõem uma equipe de geólogos e hidrólogos que vai atuar nas áreas de risco. A “força-tarefa” foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira depois de reunião com seis ministros no Palácio do Planalto. Eles vão trabalhar, em parceria com a equipe da Defesa Civil mineira, na identificação das áreas sujeitas a deslizamentos e inundações, de onde moradores devem ser retirados. O objetivo “número um”, segundo a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, é “evitar mortes”.

Doze geólogos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) começaram as visitas por Ouro Preto, na Região Central, de onde partirão para outros municípios atingidos pelas chuvas. Segundo a assessoria de imprensa da SGB, o órgão já faz um trabalho de monitoramento permanente das regiões de riscos. A vistoria “emergencial” vai mostrar novas áreas com possibilidade de deslizamento formadas justamente pelas últimas chuvas. Além disso, eles vão visitar casas para dar dicas aos moradores de como identificar situações de risco. Já a Agência Nacional de Águas (ANA) enviou dois hidrólogos a Minas.

A previsão é de que os técnicos fiquem até o fim de março, mas, se os estragos do período chuvoso se prolongarem, a permanência pode ser estendida. Além de Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro também recebem geólogos e hidrólogos do governo federal, somando 50 técnicos nos três estados. O Exército também está trabalhando diretamente com os agentes das defesas civis na remoção das famílias e no transporte de alimentos.

Prefeitos de municípios atingidos pelas chuvas dizem que a falta de técnicos é um problema constante e pedem para que equipes do governo federal dêem assistência permanente. “Não tenho pessoas qualificadas na prefeitura para apontar quais são as áreas de risco e quais projetos posso fazer para evitar novos problemas. Os recursos são importantes, mas não precisamos apenas deles”, comenta o prefeito de Piranga, Eduardo Sérgio Guimarães (PSDB), na Zona da Mata.

Custo do Socorro

R$ 30 milhões
Ajuda do governo federal aos municípios mineiros atingidos
50
Geólogos e hidrólogos do governo federal em MG, RJ e ES
15 mil
Homens do Exército mobilizados em Minas e Rio

Aécio Neves cobra agilidade na liberação de recursos, senador se solidariza com as vítimas das chuvas em Minas

Chuvas em Minas, sem planejamento, Governo do PT sem gestão, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves cobrou agilidade do governo federal na liberação de recursos para os municípios atingidos pelas chuvas. Em entrevista, o senador disse que o governo tem feito baixos investimentos na prevenção de calamidades no país e solidarizou-se com as vítimas das chuvas que atingem 137 municípios em Minas.

“Minas vem infelizmente vivendo outra grande tragédia. Tragédia em parte resultado de questões que não dependem da ação humana como o volume crescente das chuvas, mas o drama é acrescido, o drama aumenta em razão da descoordenação das ações, sobretudo, de parte do governo federal.

Para termos uma ideia, nos últimos dez anos, entre os anos de 2000 e 2010, o governo federal investiu em prevenção de catástrofes em todo o país, apenas R$ 750 milhões, menos de R$ 1 bilhão em dez anos, um valor irrisório pela dimensão das tragédias que o Brasil viveu nesse período. E, ao mesmo tempo, investiu cerca de R$ 6 bilhões em socorro às vítimas dessas tragédias, o que mostra um descompasso, uma absoluta falta de coordenação e de planejamento. Infelizmente, esse drama também vem aumentando, e estamos em Minas Gerais percebendo isso, em razão da enorme burocracia do governo federal, seja no reconhecimento do estado de calamidade e de emergência das cidades atingidas, seja para a própria liberação dos recursos prometidos e que ainda não chegaram a essas cidades.

Essa burocracia excessiva vem causando ainda maiores transtornos aumentando ainda mais o drama das populações atingidas. É fundamental que haja uma articulação mais efetiva de todos os níveis de governo não apenas no momento das tragédias, mas durante todo o ano.

Mas por outro lado, é preciso reconhecer o esforço do governador Antonio Anastasia vem fazendo, um esforço que se iniciou lá atrás, ainda no nosso governo, com a consolidação da Cedec de Minas Gerais, que é reconhecida pelo governo federal como a mais bem estruturada de todo o país. Esta ação do Governo do Estado tem buscado minimizar o impacto desta tragédia.

Lamentavelmente, estamos ainda em estado de absoluta alerta. Não temos ainda expectativa de que a estiagem vá começar nos próximos dias, e é fundamental que a população esteja absolutamente atenta e que o governo federal tome todas as providências para liberação, o mais rapidamente possível, dos recursos acertados.

E uma outra questão, uma questão extremamente grave, que salta aos nossos olhos e causa indignação a todos os brasileiros, que é a absoluta falta de critérios técnicos para liberação desses recursos, privilegiando alguns estados aliados do governo federal em detrimento de estados e de cidades onde a calamidade foi maior.

Quem perde com isso é a população brasileira, mas lamentavelmente, esta tem sido uma marca do governo federal. Essa absoluta ausência de critérios técnicos, ora privilegiando os partidos que dominam os ministérios, ora privilegiando a liberação de emendas parlamentares para aprovação de determinados projetos de interesse do governo, ora privilegiando, como me parece ser o caso atual, estados governador por aliados do governo federal, como eu disse, em detrimento daqueles onde as tragédias vêm alcançando uma maior dimensão.

Portanto, é muito importante que haja uma fiscalização, cada vez maior, da sociedade, e também dos partidos de oposição, e é o que faremos, acompanhando a liberação desses recursos e denunciando sempre que os critérios utilizados não sejam os critérios técnicos.”

Copa 2014 em Belo Horizonte: Minas terá 22 cidades como destino para turistas

Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais

Fonte: Estado de Minas

Minas terá mais cidades divulgadas na Copa

Arquitetura colonial, grutas, arte contemporânea, estâncias hidrominerais e muitos outros atrativos. Minas abre suas portas para os turistas e já se destaca, de antemão, como destino prioritário dos estrangeiros durante a Copa 2014. O estado tem o maior número de municípios definidos pelo Ministério do Turismo (Mtur) como preferenciais nas ações de promoção oficial aos visitantes. Isso significa que, de 184 destinos próximos das 12 cidades-sede selecionados pelo órgão, 22 são mineiros. Na lista, estão Brumadinho (Inhotim), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Tiradentes, no Campo das Vertentes, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, Caxambu, no Sul, e Araxá, no Alto Paranaíba.

A posição de Minas agradou ao secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus Filho, para quem o bom resultado é fruto de estratégia de planejamento e gestão do governo. Ele destaca que vêm sendo adotadas ações, com antecedência, para estruturação dos destinos, o que contribui para aumento da competitividade nos mercados nacional e internacional. E citou, como principais, a qualificação profissional, sinalização nas cidades e conscientização da população.

“O primeiro lugar nos surpreendeu, pois estamos na frente de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário, ressaltando que o turista deverá visitar, em média, três cidades além do destino escolhido para acompanhar os jogos. “Para atender à demanda, estamos trabalhando com os receptivos mineiros roteiros prioritários para a Copa para que os visitantes conheçam os atrativos e aumentem a sua permanência no estado”, explica. Para o secretário, tantos destinos indicados em Minas é a comprovação da pluralidade cultural e natural de Minas: “A Pesquisa de Demanda Internacional no Brasil, divulgada pelo MTur em 2010, mostrou que 32,7% dos turistas que viajam a lazer procuram atrativos de natureza, ecoturismo e aventura e, 18%, cultura”.

Seleção O Mtur selecionou 88 produtos e 184 destinos brasileiros em municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) dos campos do Mundial. A ideia, segundo os técnicos, é incentivar o visitante a conhecer os atrativos localizados no entorno das sedes, aumentando o fluxo turístico, distribuição de renda e geração de emprego. Pela estimativa oficial, o Brasil vai registrar 7,8 milhões de viagens domésticas no período.

O estudo começou há três meses, quando técnicos do MTur e do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) promoveram uma oficina de trabalho para definir a matriz de seleção dos destinos e produtos. Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial e, entre campanhas e convênios, o ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012.

Para a promoção internacional do turismo brasileiro, a expectativa é a de que a Embratur invista R$ 139 milhões. Os destinos foram escolhidos pelo MTur seguindo o critério de distância de até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) das cidades-sede (Belo Horizonte) do Mundial. Em Minas Gerais, foram selecionados:

3 milhões
de brasileiros e 600 mil estrangeiros deverão circular pelo país no mês da Copa

CIDADES INDICADAS

No raio de 50 km
Mariana, Sabará e Brumadinho (Inhotim)

Até 150 km
Ouro Preto, Congonhas, Lagoa Santa, Sete Lagoas e Cordisburgo

Até 300 km
Tiradentes, São João del-Rei, Prados, Coronel Xavier Chaves, Resende Costa, Lagoa Dourada, Diamantina e Serro

Acima de 300 km
Caxambu, São Lourenço, Lambari, Três Corações e Araxá

Comitiva do Governo Anastasia pede à União R$ 3,9 bilhões para obras de prevenção e recuperação das cidades mineiras atingidas pelas chuvas

Chuvas em Minas, Gestão Pública

Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas

MG pede R$ 3,9 bi para 318 projetos

O governo de Minas pediu ontem ao governo federal R$ 3,9 bilhões para obras de prevenção e de recuperação dos municípios atingidos pelas chuvas deste ano. Uma comitiva, representando o governador Antonio Anastasia (PSDB), entregou à ministra de Planejamento, Miriam Belchior, 318 projetos de intervenções apontadas por prefeituras mineiras e pelo próprio Executivo estadual. Ainda não há previsão de liberação dos recursos. Os pedidos envolvem drenagens, dragagens, desassoreamento de rios, construções de pontes, calçamento de ruas, entre outros.

Segundo o governador, do total solicitado ao governo federal, R$ 1,5 bilhão é para projetos de competência do governo de Minas e R$ 2,4 bilhões para obras de responsabilidade dos municípios. “O portfólio de projetos foi entregue hoje (ontem) e vai ser discutido, naturalmente. Não se pretende que haja liberação nestes dias, até porque há projetos estruturantes, processos longos, como construção de barragens, que demandam recursos expressivos”, comentou Anastasia.

Entre as intervenções prioritárias apresentadas pelo governo de Minas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão as obras de contenção de cheias na bacia do Córrego da Ferrugem, em Contagem, e sua expansão para controle de cheias no Córrego Riacho das Pedras. Há também projeto de requalificação urbana e ambiental do Ribeirão Arrudas e de construção de bacias de contenção para o Córrego Cachoeirinha e da Onça, além da ampliação dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário nas bacias do Rio das Velhas e Paraopeba.

São 206 intervenções para prevenção e 112 de recuperação de municípios atingidos. “Detalhamos ao Ministério do Planejamento projetos de prevenção, com obras de drenagem, de contenção de encostas, de dragagem de rios que, se implementados, vão beneficiar as regiões do estado que mais sofrem com o período chuvoso”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, que esteve presente na reunião com o governo federal. O levantamento das obras foi feita por técnicos dogoverno de Minas.

Segundo Anastasia, as obras são demandas de mais de 100 municípios. “São valores expressivos que vão ser analisados de acordo com a capacidade do orçamento da União”, afirmou. O histórico de liberação de recursos para recuperação de cidades destruídas pelas chuvas, no entanto, não é animador. No ano passado, o governo federal prometeu a liberação de R$ 50 milhões para obras de recuperação das cidades afetadas entre 2010 e 2011, e o governo de Minas, R$ 20 milhões. Pouco mais da metade desses recursos foi efetivamente investida.

Além do pedido do governo de Minas, mais recursos podem ser demandados. Em reunião com os prefeitos da Zona da Mata mineira, região mais atingida este ano, um representante do Ministério da Integração Nacional disse que técnicos da pasta passarão pelas cidades nos próximos dias para ajudar as prefeituras a elaborar projetos de recuperação – o ministro da Integração, Fernando Bezerra, chegou a dizer que verbas ficam retidas por falhas nos projetos das obras.

Antecipação da Bolsa-Família
Mais de 289 mil famílias mineiras terão pagamento da Bolsa-Família antecipado em Minas. O benefício será liberado a partir do dia 18 em 104 municípios mineiros que decretaram estado de emergência por causa das enchentes. Em fevereiro, as pessoas poderão fazer o saque dia 14. A medida, conforme informações do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), visa ao atendendimento dos beneficiários que moram nas cidades que se declararam em situação de emergência devido às enchentes. Ao todo, segundo dados de dezembro de 2011, serão pagos R$ 33.399.771 para 289.453 mil famílias. De acordo com o coordenador-geral de Logística de Pagamentos de Benefícios MDS, Gustavo Camilo, a previsão é que esse número aumente.

Governos Aécio e Anastasia investiram R$ 736,9 milhões em prevenção e reparos a danos causados pelas chuvas, Governo do PT repassou apenas 25% deste total

Gestão sem eficiência, chuvas em Minas, descaso
Nos últimos 4 anos, 75% dos investimentos preventivos em Minas foram dos governos Aécio e Anastasia. Governo Federal liberou apenas 25%

Entre 2008 a 2011, os investimentos do governo de Minas Gerais em prevenção e reparos a danos causados pelas chuvas no Estado foram de cerca de R$ 736,9 milhões; enquanto o Governo Federal do PT destinou – em repasses- somente R$ 186 milhões, ou seja, 25% do valor destinado pelo Governo de Minas em todos os municípios mineiros.

Os investimentos  da CEMIG-  de R$ 118 milhões- foram aplicados na execução de um plano de prevenção de acidentes na rede elétrica com vistas sobretudo ao período chuvoso.

Os demais recursos são aplicados Governo do Estado em obras de infraestrutura, na assistência aos municípios em situação de emergência, na capacitação de agentes dos sistema estadual de defesa civil, na construção de depósitos para armazenamento de donativos, dentre outas ações.

Dentre as obras de prevenção com vistas ao período chuvoso destacam-se a que permitiu o controle de cheias no Córrego Ferrugem e a revitalização no Rio Arrudas, ambos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que contaram também com o repasse de recursos federais. São obras que ajudaram a reduzir o impacto das chuvas na Capital e municípios circunvizinhos.

O quadro a seguir mostra os recursos investidos em Minas Gerais na prevenção e no reparo de danos causados pelas chuvas, no período de 2008 a 2011:

Sem planejamento: Governo do PT age de forma reativa e gastos com enchentes chega a US$ 1,4 bilhão

Gestão pública sem eficiência, sem recursos

Fonte: Flávia Furlan e Cláudia Bredarioli – Brasil Econômico

Perdas do país com enchentes podem atingir US$ 4 bi ao ano

Expectativa para 2030 supera em quase três vezes o atual US$ 1,4 bi de prejuízos anuais com inundações

Os prejuízos econômicos do Brasil com as enchentes-que hoje giram em torno de US$ 1,4 bilhão por ano – podem atingir até US$ 4 bilhões em 2030, ampliando dos atuais 33 milhões pessoas para 43 milhões a população exposta ao risco de inundações. Mas o cálculo, da seguradora Swiss Re, aponta também para a possibilidade de redução de até um terço dessas perdas se forem tomadas medidas de prevenção, adaptação e transferência de risco que garantam as ações de desenvolvimento que o país precisa.

No ano passado, o Brasil ganhou destaque no cenário mundial das catástrofes em razão dos deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro, que deixaram 1.348 mortos. O número levou o país ao segundo lugar no ranking calculado pela Munich Re (veja quadro) que aponta os eventos com mais vítimas fatais, atrás apenas do tsunami que atingiu o Japão. Em razão da tragédia japonesa, aliás, 2011 marcou um novo recorde de perdas econômicas globais com catástrofes naturais, somando US$ 380 bilhões em prejuízos, segundo a seguradora. O pico anterior havia sido registrado em 2005, com perdas de US$ 220 bilhões.

“Felizmente, uma sequência de graves catástrofes naturais, como a do ano passado é uma ocorrência muito rara”, avalia Torsten Jeworrek, membro do Conselho da Munich Re. Cerca de 27 mil pessoas foram vítimas de 820 catástrofes naturais em 2011. Desse total, 90% dos eventos registrados foram relacionados ao clima.

“Essas catástrofes naturais graves são lembretes de que as decisões sobre onde construir edifícios ou cidades inteiras merecem consideração cuidadosa e séria sobre esses riscos”, diz Peter Hoppe, chefe da unidade de pesquisas de riscos Geo da Munich Re.

E esse é justamente o principal risco brasileiro. O prejuízo humano que se viu na região serrana fluminense decorreu especialmente do fato de muitas pessoas morarem em áreas de risco. Pior do que isso: sem ter para onde ir, boa parte dessa população retornou às suas casas depois de passadas as chuvas, voltando a se expor ao risco.

Mais de 40% da população brasileira sujeita aos riscos das enchentes residem no Sudeste e um quarto no Nordeste, segundo os dados da Swiss Re. A seguradora estima também que mais da metade das perdas anuais do país atualmente se concentrem no Sudeste, 15% no Sul e 13% no Nordeste.

A análise da consultoria chama a atenção ainda para os riscos que um eventual pouco caso com as ações de prevenção possam trazer aos ambiciosos planos de desenvolvimento para o país, considerando especialmente os possíveis atrasos em obras para os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014.

“As principais rodovias do Sudeste (por exemplo, entre Rio de Janeiro de São Paulo) atravessam áreas de risco. O projeto do trem de alta velocidade, planejado para fazer a ligação entre as capitais paulista e fluminense, por exemplo, pode estar exposto a riscos de inundações por cortar o vale do rio Paraíba do Sul”, avalia o relatório da resseguradora.

Sob as águas
Independentemente dos alertas dados – e do aprendizado que poderia ter sido tirado da catástrofe no Rio – o que tem sido visto nos últimos dias são números crescentes de vítimas e de prejuízos em decorrência da intensificação das chuvas. Os sistemas de alerta do país estão funcionando, mas ainda falta ação coordenada em rede com outros órgãos envolvidos no socorro, especialmente a Defesa Civil.

Com isso, Minas Gerais conta com mais de 100 municípios em estado de emergência, com mais de 2 milhões de pessoas vítimas dos efeitos das chuvas. O governador, Antonio Anastasia, vai solicitar ao governo federal pelo menos R$ 1,5 bilhão para serem investidos nos locais atingidos. A proposta deverá ser apresentada à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, amanhã.

No Rio, quase 35 mil pessoas já estão fora de suas casas. O governador, Sérgio Cabral, afirmou que todo o estado está em alerta máximo. O número de afetados no Espírito Santo passou de 17,7 mil para mais de 139 mil. ■ Com agências

Iniciado no Governo Aécio, Poupança Jovem muda a realidade de mais de 13 mil estudantes em Montes Claros

Gestão social, gestão eficiente,

Fonte: Agência Minas

Com 13,6 mil inscritos, Poupança Jovem muda realidade de estudantes em Montes Claros

O incremento das atividades do Programa Poupança Jovem foi um dos destaques da atuação da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em 2011. A iniciativa do Governo de Minas passou a ser coordenada pela Unimontes em fevereiro, com o convênio firmado junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). São atendidos 13,6 mil alunos no município, matriculados em 38 escolas estaduais de ensino médio, localizadas na área urbana e na zona rural. Elas estão divididas em 10 polos regionalizados.

O Poupança Jovem é destinado a estudantes do ensino médio público estadual que residem em locais com alto índice de evasão escolar, violência ou baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). De acordo com as normas estabelecidas, para cada ano letivo concluído, o estudante recebe benefício de R$ 1 mil. Ao final de três anos, o Governo de Minas deposita R$ 3 mil na conta do estudante. Só terá direito ao recurso o aluno que concluir regulamente o ensino médio e cumprir as metas e obrigações determinadas pelo programa.

“Podemos destacar como um dos principais resultados do programa, a queda do percentual de evasão escolar e o impacto positivo na vida dos alunos”, afirma a coordenadora do Poupança Jovem no âmbito da Unimontes, Kelly Cristina Alencar Soares Baldez. “Verificamos que, quando o aluno adere ao Poupança Jovem, ele passa por uma mudança comportamental. Esse foi um ponto primordial no trabalho realizado”, avalia.

Uma das primeiras ações desenvolvidas pela equipe da Unimontes foi o trabalho de dois meses nas escolas para aumentar a adesão dos estudantes do ensino médio. Isso fez com que 4,7 mil alunos se tornassem parte do programa, atingindo a meta da instituição, de beneficiar 13,6 mil inscritos em Montes Claros.

Ainda na fase inicial das atividades, foi realizado um treinamento para os 124 profissionais envolvidos no programa, incluindo educadores, assistentes sociais, psicólogos, professores de inglês, dinamizadores culturais e outros mobilizadores, juntamente com os professores-referência das escolas estaduais beneficiadas.

Durante a capacitação, foi repassada a orientação sobre os principais temas abordados junto aos alunos, reforçando o princípio de cidadania. Entre outros assuntos, foram relacionados ética, cidadania, prevenção das drogas, sexo seguro, empreendedorismo, carreira profissional e combate ao bullying.

Ao longo do ano, os temas voltados para a formação da cidadania foram discutidos durante os encontros do “Giro Jovem”, promovidos em locais próximos às escolas ou nas comunidades onde moram os alunos. Seguindo as estratégias do programa, as orientações sobre os valores, direitos e deveres e outras questões importantes como a prevenção contra as drogas, a importância do sexo seguro e a cultura da paz foi repassada através de dinâmicas de grupo, palestras, bate papo, debates, encenações teatrais e shows. Todos os temas foram discutidos de forma lúdica, a partir do interesse dos adolescentes. Além disso, eles foram despertados para o trabalho social e voluntário junto à comunidade.

Dentro da proposta, são formados grupos de 25 alunos que, sempre acompanhados de um educador social, escolhem uma ação a ser realizada na comunidade onde estão inseridos. Durante o ano de 2011, eles atuaram em prol da melhoria das condições de vida, como a revitalização de uma praça no bairro Delfino Magalhães; campanhas do agasalho, de prevenção à dengue e de arrecadação de brinquedos para crianças carentes; bem como a mobilização para a ajuda ao Asilo São Vicente de Paulo – Betânia/Lar dos Velhinhos.

Incentivo e autoestima

As atividades do Poupança Jovem influenciaram positivamente a vida de Weslaine Cardoso da Silva, de 17 anos, uma das alunas inscritas no programa. “Aprendi a respeitar mais as pessoas, independente da forma que elas são. Posso dizer que o programa trouxe um novo olhar para minha vida”, afirma a estudante do 3° ano do ensino médio, da Escola Estadual Levi Durães Peres (bairro Santa Lúcia).

Ela destaca que, durante o “Giro Jovem”, adquiriu conhecimentos sobre como deve se comportar numa entrevista de emprego. “Além disso, passei a ter iniciativa para resolver meus próprios problemas”, acrescenta a aluna.

Outra beneficiada pelo programa em Montes Claros, que revela mudança de comportamento, é Stefani Moreira Aquino Toledo, de 16 anos, aluna do 2º ano na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro. “Aprendi muito sobre ética e moral. Passei a ter uma consciência sobre a importância da cidadania”, diz.

A aluna ressalta que as discussões nas palestras e debates dos encontros do “Giro Jovem” ajudaram a chamar a atenção de outros jovens para a relevância da participação deles em projetos sociais. “Assim, estou contribuindo para uma sociedade melhor”, avalia Stefani, que mora no bairro Monte Carmelo.

Uma das atividades do Poupança Jovem é orientar os alunos para a inserção no mercado de trabalho. Através da parceria com uma grande empresa nacional, que instalou sua mais nova unidade num dos shoppings do município, o programa colheu bons resultados.

“Ela teve como uma de suas políticas sociais a disponibilização de vagas para jovens sem experiência, o que permitiu aos nossos educandos, colocarem à prova suas competências”, disse o professor Hadson Tolentino Barbosa, das turmas da 3ª série, na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro.

Como resultado prático, dez alunas cumpriram com êxito todas as quatro etapas do processo de seleção da empresa e foram oficialmente contratadas. Uma delas é deficiente auditiva. “O programa não possui nenhuma obrigação com a qualificação ou contratação dos jovens, mas incentiva o aprimoramento, identificando qualidades e deficiências para a busca por uma colocação no mercado profissional”, completa Hadson.

Cursos de inglês e empreendedorismo

Além do ensino convencional, os alunos inscritos no Poupança Jovem em Montes Claros participam de aulas de inglês, duas vezes por semana, nos polos regionais. As aulas acontecem sempre em horários fora do turno escolar, sendo ministradas por professores que atuam no programa.

Ao longo de 2011, também foi oferecido o curso de Introdução ao Empreendedorismo, através de parceria com o Centro Vocacional Tecnológico (CVT). Foram capacitados 302 alunos do ensino médio das escolas das regionais 2 (Antônio Canela, Professora Dulce Sarmento, Elói Pereira, João de Freitas Neto e Cristina Guimarães) e 6 (Professora Helena Prates, Hamilton Lopes, Benjamin Versiane e Filomeno Ribeiro).

Os alunos do 3° ano do ensino médio de três escolas (Alcides Carvalho, Professor Plínio Ribeiro e Francisco Lopes da Silva) tiveram ainda a oportunidade de conhecer os cursos profissionalizantes oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Eles visitaram a unidade do Senai em Montes Claros, dentro do projeto “Casa Aberta”.

Cultura da paz

A coordenação do Programa Poupança Jovem em Montes Claros também se preocupa com o combate à violência entre os jovens. Nesse sentido, foram desenvolvidas diversas atividades junto aos alunos, propagando a cultura da paz. O ponto alto  aconteceu no dia 21 de setembro (Dia Mundial da Paz). Na oportunidade, todos os pólos regionais realizaram trabalhos voltados para a questão.

Um deles foi uma manifestação em favor da paz, que contou com a participação de moradores dos bairros Santa Lúcia e Delfino Magalhães. A iniciativa envolveu aproximadamente 362 alunos das Escolas Estaduais Delfino Magalhães, Levi Durães Peres e Salvador Filpi.

Também foi realizada a campanha “Paz no Trânsito”, iniciativa dos alunos do 1° e do 2° anos do ensino médio do Colégio Tiradentes. Eles distribuíram materiais educativos para conscientizar motoristas sobre prudência, obediência à sinalização e cuidados para evitar acidentes.

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