Arquivo

Posts Tagged ‘Aécio Neves da Cunha’

“Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão”, comentou Sérgio Guerra

PSDB Nacional, Gestão Eficiente, Eleições 2012

“O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional”

Entrevista – Sérgio Guerra – presidente do PSDB

O deputado federal é categórico ao afirmar que a candidatura de José Serra em São Paulo não significa que o caminho presidencial para Aécio Neves esteja livre. Sobre a disputa em Belo Horizonte, o pernambucano não vê problema na aliança com petistas, desde que em benefício de “um governo que trabalhe bem”.

Nacionalmente, por que é importante para o PSDB apoiar a reeleição de Marcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte?

O lema do nosso partido, em Minas Gerais ou em qualquer outro lugar, é governar bem e fazer da administração o que a população espera que seja feito. Então, antes de interessar ao nosso projeto eleitoral, interessa ao PSDB que o governo de Belo Horizonte seja bem-sucedido. Nós queremos a qualidade da administração municipal, não importa que o responsável não esteja exatamente ligado à nossa legenda. Em outra situação, com qualquer outro candidato, o fato de o PSDB estar associado a um governo que trabalha bem só faz ajudar o partido.

Os tucanos sonham com a possibilidade de o PSB de Lacerda aderir ao projeto presidencial do PSDB em 2014?

O nosso partido procura ter uma relação o mais próximo possível com o PSB. Eu, pessoalmente, acho que não será fácil, daqui a três anos, que as duas legendas se juntem na eleição presidencial. Mas, enquanto isso, nós vamos desenvolvendo um bom trabalho conjunto. Lembrando que nós estamos associados de forma natural em muitos Estados do Brasil, no Paraná, em Alagoas, em Pernambuco, aí em Minas. Então, se houver uma futura aliança ou aproximação, será algo que foi construído ao longo de muito tempo.

Em Belo Horizonte, o PSDB só apoiará Lacerda caso haja adesão formal?

Não aceitamos nada que não seja uma aliança formal. Não faz sentido fazer uma aliança que se desenvolve, inclusive, no governo – já que estamos juntos na prefeitura – sem o papel passado.

E as conversas que dão conta de que o PSDB pleiteia ser vice de Lacerda? Só valem se o PT abandonar a aliança?

Sobre essa questão, eu, pessoalmente, não tenho posição. É um assunto que fica para os diretórios estadual e municipal resolverem. É claro que nós ficamos atentos, porque, em cidades com mais de 200 mil eleitores, as composições são discutidas também pela cúpula nacional. Mas não vamos nos intrometer na formação da chapa, de prefeito e vice.

Por que o PSDB se opõe ao PT nacionalmente e, em Belo Horizonte, aceita caminhar com o partido?

Não há nenhum problema nisso. Nós não vamos eleger agora o presidente da República, mas o prefeito da capital. Os compromissos do prefeito da capital são assumidos com a cidade que vai governar. Em torno desses compromissos, fazem-se as alianças e se constrói o governo. Em Belo Horizonte, vamos conviver com o PT na mesma coligação. Nós, do PSDB, estamos abertos a entendimentos locais, mas, rigorosamente, não apoiamos o PT em eleições nacionais e nos Estados.

O que Marcio Lacerda tem para atrair, ao mesmo tempo, tucanos e petistas?

Eu conheço pouco o prefeito Marcio. Mas, pelo conceito de administrador que tem, sei que é muito bom. Por isso, recebe os apoios.

Hoje, a administração de Lacerda está mais próxima do modo tucano ou do petista de governar?

Ele está mais próximo da boa administração. E, aqui entre nós, a especialidade de administrar bem não é do PT, é nossa.

Em uma eventual candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, Lacerda ficaria com o PSDB ou com o PT de Dilma?

Não dá para prever porque a situação local é uma coisa, e a nacional, outra. Minas é Minas. Os mineiros conseguem se unificar bastante. Historicamente, essa é uma característica de Minas: produzir uma política inovadora de união. Mas, no caso em si, eu não teria condição de opinar.

É verdade que a candidatura de Aécio Neves já é ponto pacífico no PSDB?

Não. O que é verdade é que uma parcela muito grande do PSDB deseja a candidatura do ex-governador Aécio Neves. Mas, só vamos tratar disso depois das eleições municipais. Antes, nada será definido. Ainda não temos base para dizer se a definição vai ocorrer um mês depois da eleição, três meses depois. Não dá para saber a data. O que posso dizer é que o partido quer escolher o candidato com antecedência, para não acontecer como da última vez, quando deixamos para a última hora.

Quais as credenciais de Aécio Neves para disputar a Presidência da República?

Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão, uma grande competência administrativa. O senador também tem uma imensa capacidade de ampliação de espaços, que só se faz com habilidade de articulação. Ele sabe ceder e afirmar as suas posições com convicção.

Um eventual governo tucano com Aécio seria diferente do de Dilma?

O principal, a política de distribuição de cargos do PT em troca de apoio, nós mudaremos. É uma falta de respeito com o interesse público. Nós confrontaremos muitos grupos para que isso não ocorra no nosso governo. De forma alguma conviveremos com o loteamento do poder.

A candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo deixa o caminho livre para Aécio Nevespostular o Planalto?

O nosso partido não enxerga isso com a perspectiva da disputa para presidente. A candidatura de Serra tem o objetivo de governar bem a principal cidade do país, São Paulo. Mas é bom ficar claro que não há disputa no nosso partido. O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional. Somos um partido que se renova sempre, sem desprezar as antigas lideranças. Aqueles que têm interesse e capacidade podem disputar a indicação do partido.

Mas o processo de escolha do candidato será alterado?

As prévias serão instaladas. Vamos fazer uma campanha de filiação. Vamos fazer uma campanha de captação de militantes nos seguintes termos: ao aderir ao PSDB, o cidadão também escolhe o seu candidato a presidente. Mas o que todo mundo concorda é que só vamos tratar disso com vigor e tranquilidade depois da eleição municipal. Queremos a unidade, que só se consegue após um processo limpo de definição de nomes.

O que deve mudar da última campanha presidencial do PSDB para a próxima?

Acho que as escolhas terão que ser mais abertas, e as coligações, mais sólidas. A defesa do nosso legado terá que ser muito mais nítida e efetiva. Erramos no passado porque não defendemos o nosso legado quando deveríamos tê-lo feito. Temos que mostrar que não temos dono, que atuamos como um partido cada vez mais aberto. Queremos nos relacionar com trabalhadores, estudantes, com a sociedade organizada. Vamos fazer um novo partido, que valorize o seu passado como nunca fez antes.

No primeiro ano de governo, Dilma Rousseff bateu recordes de popularidade. A aprovação dela deve permanecer em alta nos próximos anos?

O governo de Dilma não resiste a uma campanha bem feita. Há um movimento de opinião pública geral que as campanhas facilitam. Há muita mentira que vai aparecer.

Então, a fatia do eleitorado que vota na oposição deve aumentar em 2014?

Os elementos qualitativos já estão colocados para que possamos ter uma vitória. Agora, a utilização dessas potencialidades vai depender de conjunturas, algumas delas fora do nosso alcance. O PSDB tem que ser um exemplo de democracia interna se quiser convencer os brasileiros.

Alguns dos partidos que hoje dão sustentação a Dilma poderão estar com o PSDB na próxima eleição presidencial?

Tenho a convicção de que alguns estarão conosco. Conversamos sobre isso, mas o controle do governo sobre a base ainda é absoluto. (Telmo Fadul)

Fonte: Entrevista com Sérgio Gueraa, presidente do PSDB nacional- O Tempo

Aécio Neves: artigo diz que Governo do PT perpetua ineficiência

Gestão Ineficiente, Governo do PT

Crescimento?

O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.

O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.

Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.

O mais grave é que a indústria de transformação, que tem maior intensidade tecnológica, portanto maior valor agregado e estratégico, cresceu menos ainda -ínfimos 0,1%. Ou seja, nada. Abrir mão de avanços na indústria de transformação equivale a abdicar de inovar e desenvolver tecnologia, configurando um ciclo perverso que nos torna reféns de países que fazem exatamente o contrário.

Por fim, as lições. É preciso esquecer o retrovisor e olhar para o futuro, que, no curto prazo, nos cobra ações que neutralizem os efeitos nocivos da sobrevalorização do real e, no médio e longo prazos, nos exige as reformas estruturais (tributária, previdenciária e de relações trabalhista), cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira e, sobretudo, turbina o processo de desindustrialização.

A indústria de transformação, que por longas décadas manteve participação superior a 30% na formação do PIB, hoje oscila ao redor de 15% e com tendência de continuar caindo diante da inação oficial.

É ainda mais grave constatar que 2012 começa como terminou 2011: um dia após o anúncio do “pibinho”, confirmou-se a queda de 2,1% na produção industrial em janeiro, comparada a dezembro. A CNI aponta queda de 1,4% no faturamento no período.

Esse cenário afeta a todos e, em especial, setores mais expostos à concorrência externa, bem como economias regionais voltadas ao comércio internacional. Igualmente preocupante é ver, na contramão do sentido de urgência que a crise exige, que o governo toma medidas anacrônicas e ufanistas, que conduzem à perpetuação das ineficiências, ao encarecimento do custo de vida e ao afastamento dos investimentos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Aécio Neves: senador dá início ao trabalho para ampliar oposição

Aécio oposição

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

Aécio põe em curso estratégia de atrair partidos da base de Dilma

Aécio Neves: senador prepara seminário em Pernambuco sobre Segurança Pública com a presença do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012 / Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012Pressionado por aliados a assumir sua candidatura a presidente da República em 2014, agora que seu principal adversário interno, José Serra, está – em tese – fora da disputa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prefere adiar sua entrada em cena. Nos bastidores, no entanto, sua pré-campanha está em curso. Um de seus objetivos é seduzir a base política da presidente Dilma Rousseff.

O senador já iniciou conversas com partidos da base do governo para tentar atraí-los para sua futura candidatura. Dois anos e sete meses antes das eleições, o movimento envolve diálogos com lideranças do PSB, PSD, PDT e do PMDB, segundo interlocutores de Minas Gerais bastante próximos do senador.

“Tenho que contar com o desgaste da base do governo”, disse o próprio Aécio em uma conversa reservada no começo da semana, conforme apurou o Valor. Nas palavras de um parlamentar de seu grupo, o objetivo dessas aproximações iniciais é “fraturar” a base do governo e formar um arco maior de apoio, aumentando a musculatura de sua candidatura.

A face pública de sua pré-candidatura passa por uma agenda de viagens pelo Brasil que deve começar nas próximas semanas. Ele prestigiará candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados pelo país. Mas estará também de olho nos possíveis ganhos que as viagens poderão trazer para seus planos em 2014.

“[As viagens] não deixam de ser uma possibilidade de reduzir o desconhecimento que as pessoas têm sobre mim no Nordeste e Norte, principalmente”, disse o senador a um interlocutor em Belo Horizonte ouvido pela reportagem. “Vou rodar o país pelas eleições municipais.”

Tucanos dizem que já contam mais de uma centena de convites feitos a Aécio por políticos que disputam as eleições este ano. O comando do PSDB mineiro, no entanto, quer aliviar a agenda dele em Minas, onde tem um eleitorado fiel.

“Temos que ajudá-lo, racionalizando o número de compromissos no Estado. Ele precisa ser mais conhecido país afora. Tem que privilegiar outros Estados, mas com foco nas eleições municipais. Como potencial candidato a presidente – e independentemente disso – como líder da oposição, ele tem de atender aos compromissos nas capitais e nas maiores cidades pelo Brasil”, disse o presidente do diretório estadual, o deputado federal Marcus Pestana.

Fora do calendário eleitoral, Aécio está preparando outro palco antes de outubro. Será um seminário do PSDB em Pernambuco que terá a segurança pública como tema. O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (2002 a 2010) – cuja política de segurança levou a um enfraquecimento dos grupos armados no país – foi convidado e só falta definir uma data para fechar a participação. Os tucanos estão conversando também com ex-integrantes da equipe do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que se notabilizou nos anos 90 pela política de “tolerância zero” contra a criminalidade.

Segurança é um dos temas a que Aécio quer dar relevo no projeto que o PSDB pretende apresentar como alternativa ao PT. O que ele tem dito é que antes de definir um nome, é preciso saber o que o candidato do PSDB levará para a campanha. E que as eleições municipais ajudarão a moldar esse discurso. “Até o fim do ano vamos definir projetos objetivos”, tem dito o tucano.

As linhas gerais do projeto tucano com que Aécio trabalha são saúde, segurança e gestão com resultado.Os tucanos ligados a ele defendem que o partido precisa desmontar o que dizem ser a aparente boa gestão do PAC, atacar o que chamam de aparelhamento do governo pelo PT, o que consideram ser a omissão do governo na saúde, e defender a flexibilização do currículo nas escolas de acordo com cada região do país.

Aécio tem dito que vai voltar a defender prévias (como fez em 2010) por julgar que esse é um modo eficiente de mobilizar seu partido. Na sua opinião, o ideal é que a decisão interna seja tomada até dezembro de 2013, o que daria tempo para o candidato trabalhar alianças.

A pressão para que assuma publicamente sua candidatura extrapola o PSDB e mobiliza aliados como o DEM. “Tenho que acalmar meus aliados e não assumir uma candidatura agora sob o risco de me desgastar”, disse Aécio esta semana ao interlocutor em Minas ouvido pela reportagem.

Mas numa reunião com presidentes estaduais de sete partidos aliados (PP, PR, DEM, PV, PSD, PTB e PPS) do governador tucano de Minas, Antônio Anastasia, ocorrida segunda-feira em Belo Horizonte,Aécio falou mais à vontade como candidato à Presidência, contou um dos participantes à reportagem.

“Ele falou da importância de os partidos da base em Minas estarem bem unidos nas eleições deste ano para ele poder mostrar os resultados como um bom exemplo para o país nas eleições presidenciais, para mostrar o que ele construiu e de onde ele vem”, disse um político mineiro veterano e que há anos é amigo de Aécio. “É a primeira vez que eu o vejo falando como candidato”.

O mesmo político, que conversou com a reportagem sob a condição de não ser nomeado, descreve assim a movimentação atual de Aécio por partidos da base de Dilma. “Ele tem falado com os partidos da base, sobretudo com Pernambuco [o governador Eduardo Campos, do PSB]. No PMDB, até com o [senador José] Sarney, por causa do avô dele.” Sarney foi o primeiro presidente civil após duas décadas de governo militar. Eleito vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, assumiu o posto após a morte do avô de Aécio.

Marcus Pestana, deputado federal e presidente do diretório estadual do PSDB em Minas, vai mais longe: “Aécio está se movimentando nos bastidores com o PSB, PSD, PDT e o PMDB. Pauta-se pelo elementar: quem tem 50% mais um dos votos, ganha. E por isso tem de atrair parte do eleitorado da Dilma. Para o êxito de seu possível projeto futuro, é preciso atrair parte das forças políticas e também do eleitorado.”

Todos esses movimentos, continua Pestana, não são públicos porque envolve governistas da base de Dilma e porque, segundo diz, governo faz um acompanhamento “policialesco” sobre esse tipo de contato.

Uma exceção talvez seja Eduardo Campos, presidente do PSB. Campos ajudou a eleger Dilma e seu partido integra a base de seu governo. Os dois conversaram no fim de semana, sobre as eleições municipais em São Paulo – onde o diretório local quer apoiar Serra – e sobre outros temas, segundo Pestana.

Os tucanos próximos a Aécio notam que ele não precisa fazer muito esforço para seduzir integrantes de legendas que são hoje pró-governo. Dizem que já há um grande desgaste na base do governo nesse um ano e pouco de administração. O caso do PMDB – que nesta semana divulgou uma carta assinada por dezenas de parlamentares manifestando desagrado com o papel do partido no governo – é citado por aliados de Aécio como emblemático.

Aécio Neves: senador diz que Serra teve visão de partido

Aécio oposição, Eleições 2012, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

Serra para a prefeitura de São Paulo? Abre um caminho melhor para o senhor, não precisa mais de prévias dentro do PSDB, o que o senhor está pensando? 

Olha, eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido, foi um gesto, como já disse, de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional ainda com maior vigor. Será uma eleição onde projetos divergentes estarão em debate. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente, após as eleições municipais. Sempre defendi as prévias como instrumento de mobilização do partido, de difusão das idéias do partido. E acho que as prévias, independentemente do resultado da eleição em São Paulo, deveriam estar incorporadas definitivamente na agenda do PSDB. Algo até curioso, porque é um caminho inverso ao que o PT vem fazendo. O PT, a cada eleição, em todas as partes do Brasil, avança para ser um partido no qual as decisões são tomadas pela cúpula, ou por um dirigente, uma liderança maior, que é o presidente Lula. Por isso, até mesmo no quadro específico de Belo Horizonte, não tenho dúvidas de que o apoio do PT será à candidatura de Marcio Lacerda, porque é uma decisão da direção nacional do partido. Não acredito, sinceramente, que um conjunto de delegados do partido tenha autonomia para contrariar o que o supremo chefe do partido determina.

O senhor está falando dessa aliança que o PSDB vai apoiar o PSB, mas a direção nacional do PSB falou que tem até intervenção se forem apoiar candidatos tucanos, principalmente em São Paulo. O senhor tem um bom trânsito com Eduardo Campos, é possível tentar reverter essa posição do diretório?

Tenho conversado com ele. Acho que deveria prevalecer o sentimento da base do partido em São Paulo. Tanto do ponto de vista municipal, da cidade de São Paulo, quando no estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos. Ele obviamente participa da base de sustentação da presidente Dilma, tem com ela seus compromissos. Mas qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Não tenho dúvida que a identidade hoje em São Paulo do PSB é muito maior com o PSDB. E uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB. Espero que essa questão paulista possa evoluir para que, repito, a aliança natural que existe hoje, um partido que participa do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de continuar conosco, no PSB, possa ser liberada pela cúpula. Mas essa é uma decisão que o PSB haverá de tomar.

Aécio Neves: senador fala da agenda de viagens pelo Brasil para fortalecer oposição

Aécio oposição, Eleições 2012, gestão do PT, gestão deficiente

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte 

O senhor começa agenda de viagens pelo país. Como deve ser a participação nas eleições municipais? O senhor já está pavimentando o caminho para 2014 nessas viagens?

Eu sei que eu vou ficar rouco em repetir, mas eu não vejo essa relação tão direta. Eu vou estar à disposição dos meus companheiros de partido no Brasil inteiro, buscando fortalecê-lo nas eleições municipais. Fortalecer os candidatos do PSDB com eventuais aliados nossos que tenham como adversários aqueles cujo governo combatemos hoje, cujo modelo de gestão nós combatemos que é o PT. Então, vamos deixar uma coisa para cada momento. Portanto, vou viajar ao Brasil, principalmente no segundo semestre. Faço algumas viagens ainda no primeiro semestre, mas outras no segundo semestre, com foco municipal. Vamos discutir as questões regionais as questões locais, fortalecendo o palanque do PSDB. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre de 2013, seja um momento para que o PSDB, no que depender de mim, através de prévias, possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação.

Uma eventual eleição do Serra em São Paulo facilitaria para o PSDB internamente trabalhar a antecipação da questão de 2014? Porque a dificuldade que o partido teve na última decisão em relação à eleição de 2010 foi justamente isso, de ter tempo hábil. Havia uma diferença de tempo entre o grupo que o senhor defendia e que o Serra defendia. A eventual eleição do Serra facilita esse trabalho interno?

A eventual eleição do Serra fortalece muito o projeto do PSDB independentemente de quem seja o candidato do PSDB. Portanto, todos nós vamos estar unidos, à disposição para, da forma que pudermos, ajudá-lo nesta eleição, e ele já mostra um enorme potencial desde a sua largada. Então, não acho que ela mude o calendário das decisões internas do PSDB. Temos que concentrar todas as nossas forças em apoiá-lo, em ajudá-lo nas suas eleições. Acho até que, mais uma vez, a imposição da qual foi vítima o PT, inclusive o de São Paulo, na definição de um candidato que não era o candidato das bases, pode levar o PT ainda ater percalços neste caminho. Porque se nos próximos 60, 90 dias, não houver um crescimento vigoroso, importante, do candidato do PT, vão haver questionamentos internos se essa era realmente a melhor alternativa,a  melhor candidatura. Então, são coisas da política. Um quadro que parecia, para nós, adverso, poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT. Vamos trabalhar para vencer as eleições no maior número possível de municípios e, repito, acho que a definição ou o encaminhamento para a definição da candidatura presidencial do PSDB deve se dar a partir do segundo semestre do ano de 2013, independentemente do resultado da eleição de São Paulo.

Aécio Neves: senador fortalece alianças para eleições municipais em Minas

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves na chegada à reunião com os presidentes do PSDB, PP, DEM, PV, PTB, PR, PSD e PPS

Sobre a reunião

Na verdade, é mais uma reunião entre os líderes principais, presidentes e representantes, dos partidos que vêm participando do nosso projeto em Minas Gerais desde 2002. Portanto, é um entendimento que caminha com muita naturalidade, que passa não apenas por Belo Horizonte, que tem suas peculiaridades, mas principalmente pelas principais cidades do Estado. Estaremos buscando, sempre que possível, alianças com esses companheiros. O nosso governo, o nosso projeto, vitorioso em Minas em 2002, 2006 e 2010, foi vitorioso porque contou com essa ampla aliança, e é preciso que ela prevaleça, obviamente respeitadas as circunstâncias de cada município, mas que ela prevaleça na maior parte dos principais municípios do Estado, já pensando em 2014. Então, vamos buscar sempre, óbvio que quando o PSDB tiver uma candidatura viável, lançá-la, mas, quando não houver, temos toda a disposição de disputar as eleições apoiando candidatos dentro desse arco de alianças. Então, essa reunião é preparatória, vamos falar de algumas cidades, mas sempre buscando garantir um fortalecimento da identidade que une esses companheiros, ou que vem unindo esses companheiros de todos esses partidos desde 2002.

Vão avançar sobre os redutos, as 13 cidades petistas, não vão? Uma estratégia mais firme, forte?

Olha, temos uma expectativa muito positiva de vitória em várias cidades hoje administradas pelo PT, seja na reunião metropolitana, como Betim e Contagem, por exemplo, seja na região Leste do Estado, em Valadares, seja em Teófilo Otoni. Enfim, há um conjunto de cidades onde a força dessa aliança pode nos trazer perspectivas fortes de vitória. E, na verdade, é também a consolidação do apoio ao governador Anastasia e ao projeto que ele vem conduzindo em Minas Gerais. Esse é grupo político que vem, repito, vencendo as eleições ao longo dos últimos 10 anos em Minas.

Municípios em que PT e PSDB estavam juntos em 2008, como ficam agora, em 2012?

Temos que compreender que a realidade municipal, nas eleições municipais, deve prevalecer. Obviamente, estimularemos sempre alianças com esse grupo de partidos que estão aqui hoje, participando dessa reunião, mas não há da nossa parte nenhum rancor ou medida de força que impeça onde para o municípios, para a população, determinada aliança seja importante. Não vai haver um veto do PSDB a essa aliança. Não haverá estímulos. Mas o PSDB  é um partido que não governa com ódio ou com rancor. É um partido que, na verdade, conduz as suas decisões com muita generosidade e pensando na população. A candidatura de Marcio Lacerda surgiu quando ele era ainda meu secretário de Desenvolvimento Econômico porque achávamos que ele tinha o melhor perfil para administrar Belo Horizonte. Nosso foco não foi a vitória do PSDB ou a derrota dos nossos adversários, foi o que era melhor para Belo Horizonte. E hoje as avaliações mostram que Marcio Lacerda é o prefeito de capital mais bem avaliado do País. Por isso que repito, todos aqueles que foram, lá atrás, contra à sua candidatura, mas que agora querem vir para nosso palanque são bem-vindos.

O PSDB nacional tem algum desconforto hoje com esta situação de Belo Horizonte?

Nenhum, ao contrário. Na verdade, a candidatura de Marcio Lacerda nasceu de uma construção nossa com apoio do então prefeito Fernando Pimentel. Para nós, ela sempre foi absolutamente natural. E a boa avaliação da administração Marcio Lacerda mostra que estávamos certos e vamos continuar contribuindo para sua administração . Ao contrário, acho que nacionalmente o PSDB de Minas Gerais, certamente é um dos mais fortalecidos no país. E é um bom exemplo da boa convivência, da boa coalizão com forças políticas diversas.

Aécio Neves: artigo critica concentração da União

Gestão Pública Deficiente. Gestão do PT

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Até quando?

O país fica a cada dia menos federalista e mais concentrador. Trata-se de crônica doença do Estado brasileiro, que se adensou perigosamente como nunca antes na nossa história.

Pouco importa a natureza do problema. O poder central contrapõe-se a qualquer iniciativa, por menor que seja, que possa lhe ameaçar ínfima fatia de um falso protagonismo salvacionista.

O governo que tudo pode, e só ouve o que lhe interessa. Simplesmente dá de ombros diante de prefeitos já incorporados à paisagem dos protestos inúteis sobre a Esplanada dos Ministérios, mobilizados por migalhas de recursos.

Agora, outro capítulo da anemia do pacto federativo se desenrola no campo dos Estados – governados por partidos diversos – engolfados por dívidas impagáveis com a União.

A aritmética é simples: mesmo depois de mais de uma década de pagamentos substantivos, o valor nominal dessa dívida é maior hoje do que era no início do financiamento.

E antes que me digam que aumentou em função do teto fixado para pagamento pelos Estados, respondo que a qualidade dos serviços públicos a que a população tem direito não pode ser regida pela lógica da matemática financeira.

A fórmula, do fim dos anos 90 e importante naquele momento, não nos serve mais.

Ofende o bom senso a diferença entre as generosas taxas praticadas para empréstimos subsidiados à iniciativa privada pelo BNDES -com claro prejuízo do poder público, que toma recursos no mercado a taxas muito mais altas para satisfazer a poucos escolhidos-, e aquelas que corrigem as dívidas dos Estados.

Se é importante que o desenvolvimento seja estimulado por financiamentos mais baratos para todos, como justificar que os Estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, sejam penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas? Como a União, ao mesmo tempo, incentiva o investimento privado e penaliza o investimento público?

Por que o governo federal não usa, na correção das dívidas dos Estados com a União, o mesmo indexador que usa para corrigir as suas?

O que não pode continuar prevalecendo é a lógica perversa que vem pautando o Planalto, de autorizar e estimular todas as demandas -ainda que justas- que geram ônus financeiro exclusivo para os entes federados, enquanto se exime de partilhar responsabilidades, optando por alternativas que fragilizam a federação e reforçam a concentração de recursos na União.

Este é o momento de perguntar até quando apenas o governo federal – e não o país- vai se beneficiar dos sucessivos recordes de arrecadação. Ao fechar os olhos para essa realidade, o Planalto dilapida o que ainda nos resta de federação.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna

Aécio Neves: senador participará de encontro com lideranças políticas

Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Aécio Neves participa de encontro com líderes de partidos em Minas

Senador diz que viajará pelo país em apoio aos candidatos aliados

senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves anunciou que participa, na próxima segunda-feira (05/03), em Belo Horizonte, de reunião com lideranças dos partidos aliados para debater as eleições deste ano nos principais municípios mineiros. O senador disse que o encontro dará início ao processo de definição das alianças que serão formadas para as disputas municipais. 

“Vamos iniciar um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro”, afirmou.

Aécio Neves disse que o encontro político marcará uma nova mobilização dos partidos responsáveis pelos avanços sociais ocorridos em Minas Gerais nos últimos nove anos, hoje reconhecidos em todo país e pelo governo federal. 

“As principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais. Será um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais deste ano”, afirmou.

Prioridade social

O senador Aécio Neves afirmou ainda que as coligações a serem feitas pelo PSDB e por aliados possuem chances expressivas de vitórias nas cidades mais populosas de Minas. Mas, segundo ele, as alianças devem ser feitas com base em prioridades comuns, em especial no campo social. Levantamento nacional realizado pelo Ipea, divulgado mês passado, comprovou que Minas tem reduzido a pobreza numa velocidade maior que a média do país.  

Aécio Neves saudou a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo e disse que compatibilizará a agenda no Senado com viagens pelo país em apoio aos candidatos do PSDB nas eleições municipais.

“A candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional. Ali também serão debatidos temas de interesse nacional. Estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que  possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está”, afirmou.

Aécio Neves: senador diz que Serra ao entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo amplia relevância nacional

Aécio oposição, eleições 2012

FonteRaquel Ulhôa – Valor Econômico

Chalita vai fortalecer discurso, avalia Aécio

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à pré-candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, após recuo da aproximação com o PT, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que o petista Fernando Haddad terá um “discurso constrangido” de oposição à gestão municipal (Serra/Kassab) e o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, é que “estará mais livre para fazer uma oposição vigorosa”.

Ao comentar o quadro pré-eleitoral de São Paulo, Aécio elogiou a entrada de Serra na disputa e negou que sua candidatura tenha relação direta com a eleição de 2014. Ou seja, não considera o paulista fora da disputa presidencial. “O homem público é refém das circunstâncias que o cercam”, diz. Para ele, 2014 não está decidido.

O senador preferiu direcionar sua análise para o quadro atual. Disse que o PT deu “um tiro nos dois pés”, com a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceita pela cúpula partidária, de fazer aliança com Kassab. “Por um lado, fez ressurgir a candidatura mais vigorosa do Serra, que nós queríamos, mas estava adormecida. Por outro, desmoraliza o discurso que as bases e a militância do PT fazem de oposição à administração de Serra e Kassab nos últimos oito anos”.

Aécio previu que a viabilidade eleitoral de Haddad poderá começar a ser questionada internamente no PT. Fez referência a mensagens postadas ontem pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Twitter, na qual a petista diz que o PT errou no processo eleitoral em São Paulo (ver matéria nesta página).

Quase no mesmo tom de Marta, o senador tucano afirmou que, no “açodamento de fazer alianças a qualquer custo, o PT cometeu um equívoco e vai pagar um preço por esse equívoco”.

Aécio afirmou que Serra “volta a ser ator relevante na política nacional”. E terá protagonismo mais importante em 2014, sendo ou não candidato. Ele considerou a decisão do ex-governador um “gesto de grandeza”, que vai na direção da expectativa do partido. E afirma que a candidatura de Serra ajuda a “reunificar as oposições” e terá reflexo nas eleições do resto do país, pela dimensão nacional da disputa em São Paulo.

Aécio já está engajado na campanha de Serra em busca de ampliar o leque de alianças. Ontem, reuniu-se com o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), e com o líder do partido na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Uma parte do partido, em São Paulo, queria ficar com Chalita.

Com relação à disputa de 2014, Aécio diz não ser possível, agora, antever o que vai acontecer, em relação à participação ou não de Serra. Para ele, não é hora de antecipar 2014. “Não temos que antecipar a agenda de 2014 em função disso. Não está resolvido 2014. Não deve estar e não tem por que antecipar. Não interessa à oposição definir algo tão fora do timing assim.”

Aécio Neves: senador atuará em São Paulo para fortalecer candidatura de Serra à prefeitura

Aécio oposição, eleições 2012

Fonte: Chico de Gois e Germano Oliveira – O Globo

Aécio diz que fará tudo para que Serra vença

Senador evita comentar possibilidade de colega, se eleito, renunciar para disputar candidatura tucana à Presidência em 2014

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo

BRASÍLIA. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O mineiro disse que fará tudo para que o colega de partido seja eleito. Mas não quis fazer prognóstico a respeito de 2014, negando-se a dizer se defende que, uma vez eleito, Serra cumpra o mandato de prefeito até o fim – o que o impediria de concorrer à Presidência em 2014, deixando o caminho mais livre para a candidatura do mineiro.

Para Aécio, a decisão de Serra de participar das prévias do partido representa um gesto de grandeza que contempla as expectativas do PSDB. Aécio avaliou que a eleição em São Paulo tem significado nacional pela importância política da capital paulista. E afirmou que, ao aceitar disputar as prévias, Serra voltou a se tornar protagonista em âmbito nacional.

Aécio disse que ainda é cedo para falar sobre as eleições de 2014, mas adiantou que irá ajudar o PSDB a formar palanques em vários estados.

– 2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO), e não tem por que antecipar as decisões.

Aloysio e Aécio defendem que PSDB procure PSB

O tucano mineiro evitou analisar como Serra irá lidar com a questão da renúncia da prefeitura, em 2002, e do governo de São Paulo, em 2010, para concorrer à Presidência:

– Serra saberá conduzir esse processo. Quem está na vida pública não é dono de seu destino. Torço para que ele vença a eleição.

Já o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), serrista de primeira hora, propôs que as prévias do PSDB sejam adiadas, para que haja tempo para Serra fazer uma campanha entre os tucanos. Para ele, o adiamento não causará qualquer problema ao partido. Aloysio defendeu as prévias:

– Não tem por que revogar só porque Serra é candidato. Além do mais, ele mesmo já havia se declarado favorável às prévias.

Aloysio e Aécio defenderam que o PSDB procure o PSB para formar uma aliança; os socialistas são disputados também pelo PT. Aloysio lembrou que o PSB fez parte do governo Serra na prefeitura e no governo do estado. Para o senador paulista, é importante também procurar o PDT, embora respeitando o fato de o partido ter um pré-candidato a prefeito.

Entrada de Serra na disputa municipal divide socialistas

A entrada de Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo provocou uma divisão no PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ele é aliado de Dilma e quer conversar com o PT sobre a candidatura do petista Fernando Haddad, já que não deseja ficar mal com a presidente Dilma Rousseff, que tem o PSB em seu Ministério. Mas o PSB paulista, presidido por Márcio França, secretário de Turismo do governo tucano de São Paulo, quer apoiar Serra. Campos irá a São Paulo na segunda-feira para tentar a unidade do partido no estado.

– A posição do PSB em São Paulo, que tem uma secretaria de estado, é ficar com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Gilberto Kassab. Até a semana passada, os dois não estavam com Serra, mas agora anunciaram que entrarão na disputa pela prefeitura de São Paulo ao lado de Serra. Então nossa tendência é ficar com Serra – disse França.

Campos estará em São Paulo na segunda-feira para uma palestra na Associação Comercial, mas pode ter encontros na capital para discutir o futuro do partido na cidade .

– Márcio França está no seu papel de defender o apoio a Serra porque ele está num governo tucano, mas o governador Eduardo Campos se dá muito bem com Dilma e pode desejar conversar com Haddad – disse um assessor do governador Campos, que ontem recebeu Dilma em Pernambuco e que, no carnaval pernambucano, esteve com Kassab.

O próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pôs ontem mais lenha na fogueira entre o PSB nacional e o estadual.

– Temos a expectativa de que o PSB apoie nosso candidato em São Paulo. Como o PSB não terá candidato em São Paulo, esperamos o apoio deles, já que apoiamos o PSB em outras cidades do estado – disse Alckmin ontem.

Márcio França disse que o PSB tem aliança nacional com o PT, mas que as alianças municipais têm de ficar a critério do partido nos estados.

– Estamos com o PSDB no Paraná, em Minas Gerais, no Amazonas, na Paraíba e em Alagoas – lembrou França.

“2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin, Marconi Perillo, e não tem por que antecipar as decisões

Torço para que ele (Serra) vença a eleição
Aécio Neves

Merval: ‘o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves’, comentou

Aécio oposição, Aécio 2014

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

Fonte: Merval Pereira – O Globo

Novo fôlego

A confirmação da candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo refaz a disputa paulistana, dando ao PSDB uma perspectiva de vitória que antes não tinha. O apoio do PSD à candidatura de Fernando Haddad poderia levar à vitória do candidato petista no primeiro turno.

O governo federal trabalhando politicamente junto com a prefeitura seria um apoio muito forte, ainda mais que o PSDB não tinha um candidato viável politicamente.

Os quatro pré-candidatos têm uma repercussão muito limitada regionalmente e não têm peso nacional para se contrapor ao trabalho da presidente Dilma e de Lula.

Serra, ao contrário, mesmo tendo sido derrotado em 2010 por Dilma para a Presidência, ganhou dela no estado e na cidade de São Paulo.

Revertida essa jogada política de Lula, agora a candidatura tucana tem a possibilidade de montar um grande arco de alianças que lhe dará tempo de televisão suficiente durante a campanha eleitoral para que Serra tente reduzir seu nível de rejeição – que se deve muito ao temor de que use a prefeitura mais uma vez como trampolim para cargos mais altos, como presidente da República em 2014.

Por isso, todos os seus correligionários, a começar pelo prefeito Gilberto Kassab, estão anunciando que ele desistiu de seus planos de concorrer pela terceira vez à Presidência.

Abrindo caminho para a candidatura de Aécio Neves pelo PSDB, Serra dará garantias ao eleitorado paulistano de que continuará até o fim de seu mandato se for eleito prefeito.

E continuará podendo sonhar com a Presidência da República em 2018, quando não haverá nem Dilma nem Lula para representar o PT, caso Aécio não seja vitorioso em 2014.

Não há muitas dúvidas sobre a vitória de Serra nas prévias do próximo domingo, mas ela terá que ser uma vitória maiúscula para dar uma partida forte na candidatura, e tudo indica que será.

O adiamento por uma semana, que está sendo tentado pelo governador Geraldo Alckmin, tem o objetivo de dar mais tempo para as costuras políticas necessárias a essa vitória.

Não há qualquer outro pré-candidato que restou na disputa que tenha a capacidade de unir o partido com a expectativa de vitória que Serra traz com sua presença na disputa.

O fato de o ex-governador aparecer nas pesquisas de opinião em primeiro lugar, embora com alto índice de rejeição, dá um novo ânimo ao PSDB paulista e, ao contrário, já coloca dúvidas nas hostes petistas.

O líder regional do PT Jilmar Tatto, do grupo da senadora Marta Suplicy, já aventou a possibilidade de trocar de candidato diante da realidade política que mudou.

Fernando Haddad tem pouca visibilidade para o eleitor e aparece com cerca de 4% de preferência nas primeiras pesquisas.

Isso é sinal de que pode crescer muito, mas também de que terá de se esforçar muito mais do que, por exemplo, a ex-prefeita Marta Suplicy, que pretendia se candidatar e tem um recall também alto para iniciar a disputa.

A presença de Serra, além de instalar novamente a dúvida no front adversário, mobiliza os partidos para a formação de um amplo leque de alianças partidárias, tão heterogêneo quanto qualquer aliança que se forme no país atualmente: PSD, DEM, PTB, PPS, PDT e até mesmo o PSB são partidos que podem compor essa aliança eleitoral, dando tempo de televisão suficiente para que a candidatura de Serra tenha uma boa base inicial.

Uma coisa é certa: a partir do momento em que Serra anunciar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves.

A disputa mais provável em 2014 será entre a reeleição de Dilma e o candidato do PSDB, pois tudo indica que Lula não terá ânimo pessoal para enfrentar uma nova campanha depois do tratamento a que está sendo submetido para curar o câncer na laringe.

Ele será o grande eleitor, o grande apoio do PT, mas dificilmente será o candidato, ainda mais que a presidente Dilma está se revelando uma candidata bastante viável até o momento.

É provável que essa popularidade que ela ganhou no primeiro ano de governo, apesar de todos os pesares, seja reduzida com o decorrer do mandato, pois o desgaste é inerente à função, e a perspectiva da situação econômica do país não parece ser das melhores, sobretudo devido à crise internacional.

As previsões são de um crescimento médio nos próximos anos em torno de 3%, o que não é o suficiente para manter esse sentimento de bem-estar que o crescimento de 2010 provocou.

Ao anunciar a candidatura, Serra deve anunciar também que não disputará a indicação para candidato do PSDB à Presidência em 2014.

Pode até não declarar explicitamente seu apoio ao senador Aécio Neves, como muitos tucanos gostariam que fizesse, mas terá que deixar claro que se dedicará à Prefeitura de São Paulo nos quatro anos de um eventual mandato.

A derrota quase certa que se avizinhava para os tucanos seria um golpe de mestre do ex-presidente Lula, que montaria assim um esquema político na capital que pudesse alavancar uma candidatura petista forte contra a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin em 2014 – o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está sendo preparado para tal missão -, retirando dos tucanos a base política mais importante.

A entrada de Serra na disputa traz para o PSDB a perspectiva de vitória e, mais que isso, a possibilidade de vir a ter em 2014 uma candidatura à Presidência que conte efetivamente com o apoio dos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, coisa que até hoje não aconteceu de fato.

Fernando Henrique Cardoso diz que Serra tomou atitude correta ao lançar candidatura à prefeitura de São Paulo

PSDB fortalece oposição

O anúncio de que José Serra vai concorrer à Prefeitura de São Paulo fortalece a oposição e acende a luz vermelha no PT. O PSDB que quer Aécio Neves como nome do partido para disputar a presidência em 2014 começa deixar bem definida a estratégia para acabar com hegemonia do PT.

Fonte: Gustavo Chacra – Correspondente Nova York – O Estado de S.Paulo

Para FHC, disputa em SP ‘revitaliza’ Serra e não o tira do páreo presidencial

Ex-presidente acha correta decisão do tucano de candidatar-se à Prefeitura; ‘Não significa que ele não possa ser outra coisa’

 candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo permitirá a ele “voltar à cena política com força” e foi a decisão mais adequada para o ex-governador e para o PSDB, afirmou ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista exclusiva ao Estado. “Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política”, analisou o ex-presidente.

Segundo FHC, a eleição para prefeito não significa que o ex-governador abandona o projeto de disputar a Presidência no futuro. “Política é uma coisa muito dinâmica. Tem sempre a cláusula de prudência. Política não é uma coisa em que os horizontes se fecham”, disse, ao comentar sobre a possibilidade de o tucano, mais uma vez, deixar um cargo para se candidatar a outro, como aconteceu quando era prefeito e governador de São Paulo.

O ex-presidente falou com o Estado em Nova York, onde lidera uma comitiva de 12 CEOs de empresas brasileiras ligadas à Comunitas, entidade criada por Ruth Cardoso para incentivar o investimento social corporativo.

O anúncio da candidatura de José Serra à Prefeitura não esvazia as prévias do PSDB?
Não estou no Brasil e não acompanhei de perto esta evolução. Quem está coordenando é o governador Geraldo Alckmin. Agora, o peso eleitoral do Serra é de tal magnitude que eu acho que o partido vai se ajustar à realidade política.

Mas não faltam caras novas no PSDB? Afinal, há anos Serra e o Alckmin se revezam em candidaturas em São Paulo. O PT tenta essa renovação agora com Fernando Haddad.
As prévias foram uma tentativa nesta direção. Mas quando você tem alguém com a densidade política do Serra, que se disponha a ser candidato a prefeito, do ponto de vista do PSDB há uma importância estratégica porque existe realmente viabilidade de ganhar São Paulo.

O sr. mencionou que o senador Aécio Neves (MG) é o candidato óbvio do PSDB para 2014.
Foi uma pergunta feita pela revista The Economist: quem é o candidato óbvio? Eu respondi que o Serra vai sair candidato, não vai desistir. E eles perguntaram quem seria o outro. É o Aécio. É uma coisa que todo o mundo sabe. São os dois que estão despontando com mais força.

Mas com o Serra se candidatando a prefeito…
Abre espaço para uma outra candidatura para presidente. Agora, sempre tem que colocar aquela cláusula de prudência. A política é muito dinâmica. O Serra pode ganhar ou pode perder. Nos dois casos, o fato de ele ser candidato agora reforça a presença dele como um líder. Todo líder político, enquanto quiser se manter ativo na política, tem de ter a expectativa de poder. Tem que ser candidato. Eu, por exemplo, quando deixei a Presidência, disse que não seria mais candidato a nada e não fui. Disse que estava saindo de cena. No começo, as pessoas não acreditaram. Como não sou ingênuo, ao tomar esta decisão, estava mesmo saindo de cena. Para quem não tomou esta decisão ainda, a melhor coisa a fazer é se candidatar. Você pode se candidatar em vários níveis. O Serra, ao tomar a decisão de se candidatar (para a Prefeitura), volta à cena política com força. Onde ele é necessitado neste momento? Onde o partido o vê com bons olhos neste momento? É aí (na Prefeitura). Isso significa que amanhã ele não pode ser outra coisa? Não.

Mas não pega mal para o Serra, que já foi prefeito uma vez e saiu para se candidatar (o tucano deixou a Prefeitura em 2006, para disputar a Presidência, e o governo do Estado, em 2010, para mais uma vez entrar na disputa presidencial)?
Ele vai tomar as precauções devidas porque ele tem de ganhar a eleição. Provavelmente ele vai reafirmar a disposição dele (de permanecer na Prefeitura). Mas não vi, não falei com ele. Política não é uma coisa em que o horizonte se fecha. De repente, o que estava fechado se abre. Acho que a decisão do Serra foi a mais adequada neste momento para ele e para o partido. Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política.

Mas para a Presidência, o Serra e o Aécio continuam sendo os dois nomes fortes do PSDB?
Eu acho que sim.

Marcus Pestana diz que Patrus Ananias é um ‘colecionador de equívocos’ – As políticas sociais de Aécio são modelos para o Brasil

Aécio oposição, gestão social
 
Fonte: Denise Motta – IG Minas Gerais

‘PT é inseguro, dividido e decadente’, diz líder do PSDB em Minas

Deputado federal Marcus Pestana rebateu duras críticas do ex-ministro Patrus contra senador Aécio Neves

“Colecionador de equívocos”. Com este adjetivo, o presidente estadual do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, rebateu as duras críticas do ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias (PT) ao senador Aécio Neves (PSDB). Na tarde deste sábado (25), Patrus negou que irá subir no palanque de Aécio, a favor da reeleição do atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). O ex-ministro ainda disse nunca ter visto o senador tucano visitando a periferia e conversando com pobres.

Foto: Divulgação Ampliar
Pestana (à direita) rebate críticas de ex-ministro a Aécio Neves (à esquerda)
“Ele não tem segurança política. Como líder político, Patrus tem acumulado equívocos e derrotas. Ele fez um esforço retórico para jogar para uma plateia interna. As políticas sociais do Aécio são modelos para todo Brasil. O PT é inseguro, dividido e decadente”, rebateu o deputado federal tucano.
Para Pestana, o PT vive um dilema e as declarações de Patrus demonstram “preconceito e insegurança”. “Respeito o Patrus como pessoa, mas ele é um colecionador de equívocos. Quem tem firmeza e coerência não tem medo de misturar com o diferente”, afirmou o dirigente tucano, que espera uma “autocrítica” de Patrus, revendo o posicionamento contra o PSDB. O tucano também disse que Patrus se aliou ao que há de mais “atrasado na política”, ao ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-ministro das Comunicações de Lula, Hélio Costa (PMDB), na eleição de 2010. Ele criticou a aliança dos petistas com o ex-governador de Minas Newton Cardoso, em 2006, e disse esperar que Patrus “coloque a cabeça no travesseiro” e “pense melhor nessas ideias”.

O presidente do PSDB mineiro ainda destacou que os atores da aliança entre o PT e o PSDB, em torno do PSB de Lacerda foram Aécio e o atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). “Como já disse o Romário sobre um jogador novo no Flamengo: chegou agora e quer sentar na janelinha”, ironizou. Apesar do contra-ataque, Pestana disse que o ex-ministro de Lula será recebido de “braços abertos” se mudar seu posicionamento e que os tucanos não desejam uma campanha “envergonhada”. “Tem que aparecer todos: Patrus, Pimentel, Aécio e Antonio Anastasia (governador de Minas)”.

Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/pt-e-inseguro-dividido-e-decadente-diz-lider-do-psdb-em-minas/n1597652472175.html

Anastasia amplia investimento em Saúde – Programa criado no Governo Aécio garante melhorias dos hospitais do SUS

Gestão eficiente da saúde, Gestão Aeçio/Anastasia

Fonte: Turma do Chapéu e Agência Minas

Governo de Minas beneficia 12 hospitais do SUS na da região Leste do Estado

Criado em 2003, no governo de Aécio Neves, o Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp) investiu R$ 53,3 milhões em 12 hospitais do Leste de Minas em 2011. Desde o início do programa, já foram investidos R$ 700 milhões em hospitais de todas as regiões do Estado, sendo que este ano estão previstos investimentos de R$ 130 milhões.

O Pro-Hosp financia a modernização, instalação de equipamentos, expansão e qualificação de pessoal em hospitais filantrópicos que atendam pelo SUS. Confira no texto abaixo e, no vídeo, o governador Antonio Anastasia fala sobre investimentos em saúde no interior de Minas.

Governo de Minas já investiu mais de R$ 50 milhões em hospitais do Leste de Minas 

Recursos do Pro-Hosp são utilizados para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e UTIs

Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor

O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas, tem mudado a realidade de muitos hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente na região no Leste do Estado, o programa alcançou, em 2011, o volume de R$ 53,3 milhões investidos.

Os recursos foram liberados para hospitais das cidades de Governador Valadares, Mantena, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Guanhães, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp no Leste de Minas são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial, treinamento de funcionários e custeio hospitalar.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Resplendor, é um dos vários exemplos da eficiência do Pro-Hosp. Beneficiada pelo programa desde 2004, a instituição foi transformada em uma unidade microrregional, para atender os pacientes do SUS do próprio município e também das cidades de Aimorés, Itueta, Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Goiabeira, Cuparaque e Alvarenga.

Até o ano passado, o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do Pro-Hosp, que foram usados na ampliação da estrutura e na compra de equipamentos, entre outros benefícios. “O Pro-Hosp mudou a cara do hospital. Antes, nós fazíamos apenas atendimentos básicos. Com os recursos do Governo de Minas, remodelamos o prédio e reequipamos todas as áreas. Hoje, temos condições até de atender casos de média complexidade, inclusive fazer cirurgias, sem precisar encaminhar o paciente para outros locais”, diz o diretor do hospital, Agnaldo Maria Polito.

Um dos equipamentos adquiridos com recursos do Pro-Hosp foi um mamógrafo. A chegada do aparelho, em 2006, fez com que as mulheres da região deixassem de se deslocar até 160 quilômetros até Governador Valadares para fazer um exame essencial para o diagnóstico precoce de câncer de mama.

Pro-Hosp já investiu R$ 700 milhões em todo o Estado

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares em 105 cidades de todas as regiões, com recursos provenientes da Tesouro Estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões.

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Redução da pobreza por Aécio coloca o Estado em posição de destaque – para Marcus Pestana PSDB é inovador em Minas

Boa gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Turma do Chapéu

Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas

Minas Gerais vem avançando mais rápido que o resto do país na redução da pobreza e na melhoria dos indicadores sociais, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em 2001, Minas tinha 9% de sua população em situação de extrema pobreza, índice que caiu para 3% em 2009. No mesmo período, a queda foi de 5,6% para 2,3% na Região Sudeste, e de 10,5% para 5,2% no Brasil. O Choque de Gestão contribuiu para mudar a realidade de Minas. A boa gestão de Aécio Neves, baseada na meritocracia, trouxe ganhos para os mineiros com o plano de continuidade mantida pelo governador Antonio Anastasia. A gestão eficiente ajudou a transformar a realidade sociais e econômica em todo os estado.

Para o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, essa melhora se deve às políticas públicas dos governos do partido, com Aécio Neves e Antonio Anastasia, que beneficiaram as áreas mais pobres do Estado. Leia o texto abaixo e confira os avanços nos indicadores sociais.

Redução da pobreza em Minas é resultado da inovadora política social do Governo do PSDB, diz Marcus Pestana

População em pobreza extrema caiu de 9% para 3% no Estado,redução superior à média nacional. Renda per capita da população cresce 39,4%

Marcus PestanaMarcus Pestana, presidente do PSDB-MG

A redução da pobreza e da desigualdade em Minas Gerais registrada pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, é, segundo o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, resultado da política social desenvolvida desde 2003 pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia. Os avanços na melhoria da qualidade de vida dos mineiros atestados pelo instituto de pesquisa do governo federal confirmam o êxito do Governo de Minas nas ações de combate à pobreza e na redução das desigualdades entre as regiões do Estado.

Segundo a pesquisa, realizada com base em dados do IBGE de 2001 a 2009, a população mineira em situação de pobreza extrema caiu de 9%, em 2001, para 3% em 2009. A queda é bem maior que a verificada na região Sudeste – que diminuiu de 5,6% para 2,3% – e a do Brasil, onde houve redução de 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Políticas sociais de Minas são modelo para o país

Na avaliação de Marcus Pestana, a correta decisão do Governo de Minas de criar a Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), destinada a atender às demandas das regiões mais pobres do Estado, foi fundamental para redirecionar o crescimento do Estado e desenvolver os municípios do semiárido castigados pelas secas.

“Tivemos uma ativa ação do Governo de Minas, no governo Aécio Neves e no governo Antonio Anastasia, com políticas sociais que viraram verdadeiros modelos para o país. Ter uma secretaria com um corte regional, com foco no semi-árido mineiro, foi uma sinalização fortíssima do governo do PSDB de Minas da sua decisão de combater as desigualdades regionais e sociais de renda. A secretaria catalisa ações do governo, agiliza parcerias com outras secretarias temáticas e promove um efeito mobilizador muito grande no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Mucuri. Os resultados já aparecem, as políticas exitosas do Governo de Minas, empreendidas pelo governo liderado pelo PSDB, agora, se configuram nestes dados divulgados pelo Ipea”, afirmou o deputado.

Marcus Pestana, ex-secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais no governo Aécio Neves, destacou que ações de programas como o Saúde em Casa, Ensino Fundamental de 9 anos, Poupança Jovem, Travessia e Proacesso, entre tantos outros, repercutiram diretamente na vida da população mais pobre, melhorando os indicadores de educação e saúde e de geração de renda.

“Minas foi o primeiro estado a incluir as crianças de 6 anos na escola, criou o projeto Travessia que atende as demandas de cidades pobres; o Poupança Jovem, que diminuiu a evasão escolar. Criou o Saúde em Casa, que tem um impacto fundamental na estratégia da saúde da família, além de todos os investimentos no combate à mortalidade infantil. O Estado também promoveu uma intervenção estruturante. Melhorou as estradas para facilitar o acesso da população à educação, às faculdades, ou ao produtor rural, que, agora, tem melhores condições para escoar sua produção. Essa decisão política de agir principalmente nas regiões mais pobres repercutiu nestes resultados que agora o Ipea divulga”, afirmou Pestana.

Os avanços de Minas Gerais foram confirmados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Segundo ele, as políticas públicas inseridas em um contexto de desenvolvimento social viabilizaram a melhora nos indicadores em Minas e em outros estados do país. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou.

Veja como Minas melhorou

  • Melhor qualidade de vida
    A pesquisa do Ipea aponta a evolução de indicadores sociais registrados entre 2001 e 2009 em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, na educação, saneamento básico e emprego, entre outros indicadores.
    Minas apresenta a nona maior renda domiciliar do país e a oitava menor taxa de pobreza extrema entre os estados brasileiros. É considerada em extrema pobreza a população com renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês em setembro de 2009. Ainda segundo o Ipea, Minas responde por 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,3% da população brasileira. O estudo do instituto teve por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
  • Crescimento de renda
    Em 2001, o indicador de renda domiciliar per capita de Minas era de R$ 452,9, elevando-se para R$ 631,2 em 2009. Com esse aumento de 39,4% no período, o estado apresentou crescimento além da média nacional e também da região. O Brasil, que apresentava a renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7, em 2009, perfazendo aumento real de 23,5% no período.
  • Redução da Mortalidade infantil
    A mortalidade infantil em Minas também diminuiu acentuadamente. Em 2001, a taxa era de 21,7 mortes a cada 1.000 crianças nascidas vivas, caindo para 17,4 em 2007. Considerando esses valores, o Estado avançou mais que a média nacional. No Brasil, os patamares de mortalidade infantil eram de 26,3, em 2001, e chegaram a 20 em 2007.
  • Queda do analfabetismo
    No combate ao analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais, Minas também apresenta padrões superiores ao do país. Em 2001, 11,7% dos mineiros eram analfabetos, sendo que a taxa nacional era de 12,4% dos brasileiros. Em 2009, os analfabetos compunham 8,5% dos habitantes de Minas e 9,7% da população brasileira.
  • Mais água tratada e energia
    A pesquisa do Ipea aponta que a cobertura de água encanada em Minas saltou de 91% para 95,6% da população atendida. No Brasil, o aumento foi de 81,4%, em 2001, para 87,7% da população, em 2009. Com relação à energia elétrica, Minas Gerais também encontra-se em melhor situação do que a média brasileira. Este serviço está praticamente universalizado no Estado, inclusive na área rural, com 96,4% de cobertura.
  • Desemprego em queda
    A taxa de desemprego em Minas é menor que na região Sudeste e no Brasil. Em 2009, o índice foi de 7%, contra 9% em 2001. No Sudeste, as taxas foram de 10,5% (2001) e 8,6% (2009); para o Brasil, 9,2% (2001) e 8,2% (2009).

Fonte: Pesquisa IPEA

 

Gestão Aécio e Anastasia melhora ações de combate à miséria: IPEA revela que Minas tem o melhor índice do Sudeste

Gestão Eficiente, Gestão em Minas

Fonte: Marina Rigueira – Estado de Minas

Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Minas Gerais vem reduzindo os índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior do que outros estados do Sudeste e do que a média brasileira. No entanto, possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população. Os dados foram comentados pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.

De acordo com Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à do Sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).

Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. Para Pochmann, a ampliação dos investimentos sociais e dos programas de transferência de renda explicam, em grande parte, esse quadro. Esses investimentos se transformaram em estímulo ao crescimento econômico, em uma política que inverteu uma máxima do ex-ministro Delfim Neto, de que era necessário primeiro fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Agora, a distribuição vem antes e é condição para o crescimento. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou o presidente do Ipea.

Charge: Contra os Direitos Humanos – Dilma visita Cuba de olhos fechados

Governo do PT, Liberdade de Expressão, censura, ditadura

Enquanto o mundo luta em favor dos Direitos Humanos, Dilma e PT ignoram o que ocorre em Cuba. O que o PT e a a ditadura criada por Fidel de Castro têm em comum: ambos são contra a liberdade de expressão e apoiam governos autoritários.

 

Aécio Neves: “A sua omissão em relação à defesa dos direitos humanos é uma marca que ela (Dilma) carregará.”

Aparelhamento da máquina pública: Senador Aécio Neves volta a criticar a falta de meritocracia no Governo DIlma do PT

Aécio Oposição

Governo federal

Aécio Neves criticou o uso de critérios políticos pela gestão federal, em detrimento da meritocracia. Para o senador, o tempo irá mostrar que o aparelhamento da máquina pública é ruim para o Brasil.

O tempo vai mostrar isso. Não podemos ter ilusão de que no primeiro momento de um governo recém eleito vamos ver todas as mazelas aparecerem. Com o tempo, vai ficar muito claro que o governo do aparelhamento não é bom para o Brasil. O Brasil merecia um governo baseado muito mais na meritocracia, do que na filiação partidária. Algumas áreas do governo, como a Petrobras, os bancos oficiais, deveriam estar imunes a indicações que não tenham na capacidade técnica a sua razão maior, e sim na sua capacidade política.”.

Aécio também lamentou a falta de uma política industrial de médio e de longo prazo por parte do governo federal. Ele alertou, ainda, para o processo de desindustrialização da economia brasileira.

“Hoje há um processo gravíssimo de desindustrialização do Brasil. Há 10 anos, tínhamos na nossa pauta de exportações 60% de produtos manufaturados. Hoje é o inverso. Exportamos 60% de commodities, de produtos primários. Deveríamos preservar os setores onde somos competitivos – isso é essencial – não com políticas paliativas e emergenciais de diminuição de tributos circunstanciais, mas com política de médio e de longo prazo. É isso que vai fazer com que a indústria nacional se recupere. Vimos os índices de janeiro. É declinante o desempenho, inclusive na geração de empregos. Isto é absolutamente grave, porque o governo do PT não se preocupou, em 10 anos, em construir uma política industrial para o Brasil”, observou Aécio.

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Farsa do PT, PT mente, fraudes, irregularidades

Fonte: Turma do Chapéu

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

… o que o PT faz? Ora, o PT resolve tentar desqualificar o perito internacional  e… mente, de novo.

O perito  Larry F. Stewart é considerando o maior especialista no mundo em fraude de papéis. Foi chefe do laboratório do FBI, coordenou as investigações da morte de Kennedy e Martin Luther King, além de processos contra criminosos nazistas.

Há alguns anos atrás, depôs num tribunal de Nova York e apresentou o resultado de uma pericia. Uma assistente dele o questionou, dizendo ter sido ela, e não ele,  a autora da perícia.  Foi aberta uma investigação contra ele por possível perjúrio já que ele tinha jurado ter sido o autor do trabalho.

Em nenhum momento o resultado da perícia foi questionado. Na verdade, o resultado da pericia feita por Larry F. Stewart, nesse caso, foi reconhecido pela Justiça e levou à condenação da ré. A seriedade e qualidade das perícias feitas por ele nunca foram questionadas.  O questionamento se deu apenas em torno da autoria da mesma e não do seu conteúdo.

No decorrer da investigação ela foi desmentida  e ele foi inocentado.

PT, desesperado por ter sua fraude desmascarada em todos os jornais de hoje, ataca o perito, tentando ir contra as provas que mostram a farsa montada por Rogério Correia e o falsário Nilton Monteiro.

Veja nos links e na reprodução a seguir as notícias que estão tirando o sono de Rogério Correia e do PT. E entenda por que eles estão desesperados:

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/pt-mente-perito-lista-furnas/

 

Laudo feito por perito americano comprova fraude na elaboração de Lista de Furnas

PT mente, irregularidades, farsa do PT,

Fonte: Vanildo Mendes – O Estado de S.Paulo

PSDB paga laudo para anular Lista de Furnas

Segundo perito americano, documento de 2006 com doações a tucanos foi falsificado

Um laudo de 56 páginas, encomendado pelo PSDB ao perito americano Larry F. Stewart, ex-integrante do serviço secreto dos Estados Unidos e especialista em fraude de documentos, ajuda a desmontar a Lista de Furnas – uma relação de 156 políticos de oposição, a maioria tucanos, supostamente beneficiados com doação de caixa 2 na eleição de 2002. A lista falsa trazia os nomes dos ex-governadores José Serra (São Paulo), Eduardo Azeredo e Aécio Neves (Minas).

No laudo, o perito assegura que o documento, trazido a público em 2006 pelo lobista Nilton Monteiro, é uma fraude grosseira. “Após análise da combinação de todas as incompatibilidades e fatores relatados, concluo que a fotocópia apresentada e o original da lista de Furnas são, de fato, fraudulentos”, afirma. A direção do PSDB afirmou ter pago R$ 200 mil.

Segundo ele, “há indicações de que os dois documentos podem ter sido assinados pelo mesmo autor”, o falsário. A relação de supostos beneficiários de caixa dois é descrita em cinco folhas assinadas pelo então presidente de Furnas Centrais Elétricas, Dimas Fabiano Toledo. O documento teria sido fabricado à base de colagem sobre folhas diferentes, com enxerto posterior de nomes e aposição de assinaturas e rubricas falsas.

Em algumas folhas, a assinatura verdadeira do ex-diretor de Furnas teria sido colada. Em outras, conforme o perito, ela foi simplesmente falsificada, seja por decalque, ou imitação livre. “A caligrafia encontrada nos dois documentos questionados (original e cópia) muito provavelmente não é a de Dimas”, diz o especialista. “Estou convencido de que a letra não é a dele e que trata-se de falsificações.”

Conforme o laudo, a lista de furnas foi montada com duas partes de documentos diferentes e depois xerocopiada, como se fosse uma peça única e coerente. A primeira parte, das páginas 1 a 4, quando analisada sob luz ultravioleta, “comporta-se diferente da página 5”, possivelmente enxertada em outra ocasião.

Além disso, acrescenta, “a página 5 parece ter uma composição de fibras diferente das outras páginas”. As duas observações foram baseadas na análise química, que mostrou que a copiadora usada para produzir a página 5 é diferente da que foi usada para produzir as quatro primeiras. Até os logotipos da empresa, segundo Stewart, “são incompatíveis com os verdadeiros, fornecidos pela empresa”.

Embora o laudo do perito americano não faça parte dos autos do processo sobre o chamado mensalão mineiro, que corre na 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio, o PSDB o usará como argumento técnico e de convencimento da Justiça, por ocasião das alegações finais. Segundo o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB em Minas, a lista de Furnas foi montada para “salvar a barra” do governo Lula, às voltas com o escândalo do mensalão petista em 2005.

Com a expectativa de julgamento próximo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o laudo do perito americano será usado também como blindagem frente à estratégia petista de defesa. “Com essa fraude grosseira, eles pretendiam provar que todos os partidos são iguais e fazem captação de recursos de caixa dois para financiar suas campanhas”, disse Pestana.

Processado por dezenas de políticos citados na lista, Monteiro está preso desde outubro por estelionato e falsificação.

Pestana acusa dois políticos petistas – o deputado estadual Rogério Correia (MG) e o ex-deputado estadual Agostinho Valente (hoje no PDT), de serem cúmplices na montagem da fraude, conforme revelou inquérito da Polícia Civil de Minas. Correia deverá ser alvo de um processo ético por quebra de decoro. Ele negou que a lista de Furnas seja fraude e Valente, hoje filiado ao PDT e sem mandato, não foi localizado.

Para o advogado William dos Santos, defensor de Monteiro e do deputado Correia, o laudo de Stewart “foi comprado” pela parte interessada e, por isso, não tem credibilidade. “Ele (Stewart) foi contratado para dizer o que o PSDB queria”, afirmou. “Não é uma perícia oficial, não tem valor jurídico algum e foi feita só para confundir.”

Pestana explicou que o PSDB recorreu ao especialista americano ao perceber que o PT, a cada eleição, requenta a lista de Furnas e certamente repetirá a estratégia nas eleições deste ano.

Novo PSDB: ‘Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos’, comentou Marcus Pestana em artigo

Gestão do PSDB, Gestão Eficiente

Fonte: Artigo – deputado federal (PSBD-MG) – Marcus Pestana

As perspectivas do PSDB em Minas e no Brasil

Partido lançará candidato em centenas de cidades

Permanente é a cobrança sobre o papel e as ações do PSDB. Não é para menos. Em toda democracia consolidada, tão importante quanto acompanhar o dia a dia do governo e sua base política é estar de olho nos movimentos da oposição. Uma oposição firme, qualificada, norteada pelo interesse público e nacional é boa para o país, para a democracia e para o próprio governo.

Desde o afastamento de Collor, o desencadeamento do Plano Real e as eleições presidenciais de 1994, o sistema político brasileiro gravita em torno de dois eixos organizadores, duas colunas vertebrais: o PT e o PSDB. Não necessariamente será sempre assim. Existem outros atores, como Eduardo Campos e Gilberto Kassab, se movimentando. O PMDB tem também uma grande estrutura nacional, embora muito heterogênea e sem lideranças de expressão. Mas tudo indica que no médio prazo (estamos falando de 2014) o jogo continuará tendo sua órbita definida pelos projetos liderados pelo PT e pelo PSDB.

O PSDB tem um papel central graças ao seu protagonismo nas profundas transformações promovidas no país pelo governo FHC, pela forte presença nos governos estaduais em Estados estratégicos e pelas expressivas lideranças nacionais que formam seus quadros.

Em 2012, no plano nacional, teremos quatro tarefas essenciais: 1) organizar o partido para colher um expressivo resultado nas eleições municipais; 2) aprofundar o debate sobre o realinhamento programático visando consolidar um projeto para o futuro do Brasil; 3) avançar o processo de modernização da estrutura e da dinâmica do partido (mobilização, comunicação, recadastramento etc.); e 4) fortalecer o partido em Estados onde a estrutura é incipiente ou frágil. A Executiva Nacional, liderada pelo deputado Sérgio Guerra, está atenta a esses desafios.

A sucessão presidencial receberá atenção especial a partir de 2013 e aí deveremos afunilar a escolha do nome que nos representará. Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos. A visão hegemônica hoje converge para um projeto liderado por Aécio Neves, que é a maior expressão da nova geração de políticos brasileiros. Mas isso será discutido no momento certo. Temos outros nomes preparados e experientes.

Aqui em Minas, teremos um ano marcado pelas eleições municipais, em que o PSDB lançará candidato em centenas de cidades. Daremos ênfase em nossas candidaturas em grandes e importantes cidades como Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim e Ribeirão das Neves. Em Belo Horizonte, teremos papel decisivo.

Também será dada grande prioridade à consolidação e deslanche das ações do governo Anastasia, este notável gestor público, que, apesar das limitações de natureza fiscal, introduzirá inovações que aprofundarão as conquistas do governo Aécio Neves.

E assim, como no plano nacional, em 2013 começaremos a preparar o partido para os embates futuros. Nomes, experiência, história, ideias e compromisso com Minas não nos faltam.

Artigo: Aécio Neves fala do déficit de qualidade na Educação e lembra a luta do escritor Bartolomeu Campos de Queirós pela democratização do ensino

Gestão da Educação de Qualidade

Fonte: Artigo Aécio Neves – Folha de S.PAulo

Educar

Vamos deixar de lado, por um instante, aquilo que a educação no Brasil tem de números, numa matemática cruel que pouco soma e muito subtrai – um dos piores cenários da exclusão social no âmbito da nossa sociedade. E falar de outro tipo de deficit educacional: o deficit da qualidade.

Não existe, sabemos, a menor possibilidade de uma nação figurar entre as grandes do mundo – e esta é uma justa e viável aspiração do povo brasileiro – se os bancos escolares não servirem de ponto de partida para o nascimento de cidadãos plenos, bem informados e academicamente preparados. Mas também cidadãos donos de suas próprias ideias e convicções, resultado de um esforço coletivo aluno-professor-instituição que vá muito além das demandas do mercado de trabalho.

Trato desse tema hoje e escolho essas palavras para fazer uma homenagem ao escritor Bartolomeu Campos de Queirós, falecido neste mês.

Reconhecido internacionalmente, reverenciado em Minas Gerais e respeitado por tantos autores nacionais, Bartô – permitam-me o afeto da amizade – dedicou sua inteligência apurada e sua militância sensível às causas da educação e da literatura.

“O homem é feito de real e de ideal”, dizia ele, no depoimento que acompanhou o manifesto fundador do Instituto Brasil Literário, organização não governamental cuja causa ele abraçou com dedicação. Sendo assim, prosseguia, a educação não pode se contentar em informar o que já foi feito e, sim, abrir a porta para a imaginação e a fantasia.

Se a escola é o lugar da transformação, e não somente o da informação, não há como aceitar a redução dos currículos à acumulação estatística de saberes específicos.

Ao liberar o direito de todos de criar, recriar, imaginar e romper o limite do provável – dizia ele – a educação estará exercendo o imprescindível dom da democratização.

Em lugar de impor dogmas, cabe fermentar, no cultivo da dúvida e da inquietação, o direito cidadão de firmar sua trajetória cultural e intelectual. Refletir deixa de ser, assim, um privilégio de classe.

Aprendemos muito com pessoas como Bartolomeu. Ele estava convencido de que a literatura poderia ser o grau zero para o profícuo estímulo da imaginação criadora.

Dirão os céticos: tudo isso é romântico demais quando se trata de reparar, já, agora, deficiências bem pragmáticas no ensino brasileiro.

As prioridades cobram atitudes imediatas, é verdade. Mas que qualquer iniciativa se assente em base humanista, sem desprezar a dimensão que a educação encerra de valores fundamentais ao ser humano.

Como disse nosso escritor: “A gente só suporta o dia de hoje porque tem uma perspectiva do amanhã”.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.

Ricardo Setti critica Câmara por protelar votação de PEC do senador Aécio Neves que restringe trâmites das MPs

Fonte: Ricardo Setti – Ricardo Setti

Para o Legislativo voltar a legislar

Num de seus últimos discursos antes do recesso parlamentar que termina agora no começo de fevereiro, no dia 13 de dezembro passado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a protestar contra a demora na tramitação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda Constitucional nº 11/2011, que restringe o uso de Medidas Provisórias (MPs) pelo governo federal.

A PEC foi apresentada em março do ano passado por um grupo de senadores, tendo à frente o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e Aécio, como relator, apresentou um texto substitutivo que, no dia 17 de agosto, foi aprovado pela unanimidade dos 74 senadores presentes.

A PEC, que melhora a democracia que temos, desde então, permanece paralisada na Câmara dos Deputados

É interessante para os amigos do blog ler a reportagem que VEJA publicou em sua edição de 24 de agosto a respeito dos avanços da medida e das maracutaias que o atual rito de tramitação das MPs propicia. O texto é do jornalista Fábio Portela. O título original segue abaixo, em negrito. A reportagem também mostra que, diferentemente do que dizem muitos de seus críticos, Aécio desempenha um trabalho relavante como senador.

Urgente e relevante

Uma proposta do senador Aécio Neves quer acabar com um dos grandes males da política brasileira: o hábito de governar por medidas provisórias

Já que a palavra da moda em Brasília é “faxina”, a presidente Dilma Rousseff poderia aproveitar o momento para higienizar também as poluídas relações entre o Executivo e o Legislativo. A oportunidade para isso está posta.

O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda  constitucional (PEC) que disciplina o uso de um instrumento legal que há muito vem sendo deturpado: a medida provisória (MP). Por esse mecanismo, o governo pode pôr em vigor uma lei antes mesmo que ela seja analisada pelo Congresso. O recurso foi criado para ser usado em casos extremos e urgentes, como a ameaça de invasão do país por outra nação, por exemplo. Mas sua aplicação foi banalizada – e, de instrumento para uso excepcional, as MPs viraram um atalho rotineiro para o governo aprovar seus projetos sem levar em conta o Legislativo.

Abusos e “contrabandos”

Hoje, o Palácio do Planalto faz praticamente tudo o que precisa por meio de MPs. Desde a redemocratização, foram publicadas 1 129 delas. Só neste ano já são 21. A maioria não tem nada de urgente ou relevante, como a que dispõe sobre alterações no Parque Nacional da Mapinguari ou a que disciplina a atuação dos médicos-residentes.

Além de terem perdido seu caráter original, as MPs causam outros problemas. Em excesso, atravancam a pauta do Congresso, já que os textos precisam ser votados pelos parlamentares para vigorar de forma definitiva. E, na mão de deputados espertalhões, correm o risco de virar instrumentos para contrabando, como se diz na gíria brasiliense.

Isso porque, algumas vezes, parlamentares adicionam ao documento parágrafos inteiros que tratam de assuntos sem nenhuma relação com o tema original. Assim, uma MP sobre saúde pode acabar liberando recursos para a Copa do Mundo.

A MP 517, por exemplo, que dispunha sobre impostos em operações bancárias, recebeu trinta “contrabandos” no Congresso.

“Desde que tomei posse no Senado, não discutimos um único projeto de lei, porque a pauta de votação está tomada pelas MPs”, diz o senador Aécio Neves (PSDB-MG), relator da PEC que pretende pôr um freio nesse abuso. “Na prática, o governo impõe sua agenda ao Congresso”, afirma.

Como é a proposta que o Senado aprovou

A proposta é simples e efetiva: Câmara e Senado terão poder para analisar se as medidas provisórias cumprem as exigências da Constituição, ou seja, se elas são, de fato, urgentes e relevantes.

As que não passarem pelo crivo do Congresso ficarão de fora.

A proposta também proíbe os “contrabandos”. Só poderão ser acrescentadas às MPs proposições relacionadas ao tema original.

A ideia já foi aprovada por unanimidade no Senado; agora, falta a Câmara. Ao seguirem o exemplo dos senadores, os deputados estarão dando ao Brasil uma prova de maturidade e independência. E o Legislativo poderá finalmente cumprir sua função primordial: a de legislar.

Aécio Neves propõe lei que vai garantir dedução de imposto para quem doar a instituições filantrópicas que cuidem de crianças e adolescentes

Fonte: Agência Senado

Aécio Neves apresenta proposta que permite que as doações a abrigos sejam deduzidas do Imposto de Renda

As doações feitas por empresas a entidades sem fins lucrativos que prestem serviços de atendimento institucional a crianças e adolescentes poderão ser deduzidas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). É o que pretende o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com o Projeto de Lei do Senado (PLS) 754/2011.

O projeto altera a legislação do IRPJ (Lei 9.249/95) para permitir a dedução das doações a entidades civis legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços de acolhimento de crianças e adolescentes, até o limite de 2% do lucro operacional da empresa.

A ideia do senador é estimular o investimento nos abrigos que atendem crianças e adolescentes que tiveram direitos ameaçados ou violados – pela família, pela sociedade ou pelo Estado – e se encontram sob medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ao justificar o projeto, Aécio lembra que é nessas instituições que as crianças encontram espaço de cuidado e proteção. Entretanto, ressalta o senador, a situação da maioria dos abrigos é crítica. Segundo ele, faltam recursos para reformas, compra de móveis, contratação de pessoal, entre outros problemas, e nestas condições torna-se quase impossível oferecer um serviço de qualidade aos institucionalizados.

“Os abrigos são responsáveis por prover às crianças e aos adolescentes acolhidos todos os seus direitos fundamentais, utilizando todos os recursos oferecidos pelas políticas públicas para zelar por sua integridade física e emocional”, destaca Aécio Neves.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mencionados pelo senador, cerca de 80 mil crianças e adolescentes viviam em abrigos em 2003.

O projeto, apresentado em dezembro de 2011, será examinado inicialmente pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Depois, seguirá para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde receberá decisão terminativa. Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa.

Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.

Aécio Neves agradece Fernando Henrique e diz que PSDB precisa trabalhar para fortalecer os diversos segmentos do partido

Aécio oposição, eleição 2014

Fonte: Silvia Amorim e Thiago Herdy – O Globo

Serra discorda da opinião de FH sobre Aécio

Ex-presidente declarou que o senador mineiro é o candidato natural do PSDB à Presidência; tucanos se dividem

SÃO PAULO e BELO HORIZONTE. O ex-governador de São Paulo, José Serra, disse ontem discordar das opiniões do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista à revista britânica “The Economist”, mas que, por se tratar de um amigo, não comentaria as declarações. O trecho de maior repercussão foi aquele em que Fernando Henrique apontou o senador Aécio Neves (MG) como o “candidato óbvio” do PSDB para a eleição presidencial de 2014. Ele também falou em “erros enormes” na campanha de Serra em 2010 e disse que o mineiro tem hoje mais chances de vitória em 2014 do que Serra.

– São opiniões dele (FH). Não estou de acordo com algumas delas, mas não vou polemizar com um amigo – afirmou o ex-governador Serra, sem dar detalhes sobre os pontos em que discorda do ex-presidente.

 

À revista, FH disse ainda que Aécio tem mais condições de fazer alianças políticas.

– Aécio é de uma cultura brasileira mais tradicional, mais disposta a estabelecer alianças. Ele tem apoio em Minas Gerais. São Paulo não é assim, é sempre dividido, é muito grande.

O senador Aécio Neves agradeceu ontem ao ex-presidente Fernando Henrique pela referência a seu nome como “candidato natural” do PSDB à Presidência em 2014. Em viagem particular, o senador divulgou uma declaração por meio de sua assessoria, em que afirma considerar o período após as eleições municipais como o momento certo para a definição de um nome, “entre os vários de que dispõe”.

– Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário e de suas estruturas, a juventude, as mulheres, os sindicatos, além do esforço para ampliar o alcance do nosso discurso – disse Aécio, sem citar o seu principal adversário na luta interna dentro do partido pela indicação nacional, o ex-governador José Serra.

As declarações de Fernando Henrique provocaram reações diferentes no partido. O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), em viagem a Miami, endossou as afirmações:

– Aécio tem muito apoio no partido. Isso é a verdade .

Mas ele ponderou que essa discussão deve ser feita somente após as eleições municipais:

– Agora é hora de o partido se preparar para enfrentar a próxima eleição.

Já aliados de Serra contestaram Fernando Henrique. Alguns classificaram as declarações como “fora de hora”.

– É muito difícil discordar do Fernando Henrique, mas não é bem isso. Aécio é um possível candidato forte, mas não é o único, nem natural – disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP). Para ele, manifestações como as de FH neste momento mais atrapalham do que ajudam.

– Acho que manter a isonomia nesse processo é fundamental para a construção da unidade do partido – disse.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, preferiu não entrar na polêmica. Ele disse que o partido tem grandes nomes, mas que o tema precisa ser “amadurecido”.

O fato é que as declarações de FH pautaram conversas no PSDB nos últimos dois dias. Alguns tucanos viram nas palavras do ex-presidente uma espécie de apoio para que Aécio intensifique suas articulações políticas para 2014.

Ala do PSDB ligada a Aécio defende que o partido comece a trabalhar, mesmo que sutilmente, o nome domineiro já nas eleições municipais. Em São Paulo, tucanos interpretaram as palavras do ex-presidente como um alerta a Serra.

– Acho que ele está tentando mostrar ao Serra que o candidato natural é o Aécio e que, se ele quer brigar por 2014, tem que se recolocar no cenário político desde já, aceitando ser candidato a prefeito em São Paulo – disse um tucano.

A cúpula do PSDB em São Paulo ainda não descarta o nome de Serra para disputar a prefeitura.

Eleições 2014: Aécio Neves agradece citação de Fernando Henrique e diz que ex-presidente tem perfil agregador

Eleições 2014, The Economist, Aécio oposição

Fonte: Christiane Samarco – Estado de S.Paulo

Aécio agradece a FH, e Serra discorda do ‘amigo’

Senador, apontado pelo ex-presidente como nome ‘óbvio’ para 2014, se diz honrado, enquanto Serra diverge ‘sem polemizar’ 

Após ter sido citado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o “candidato óbvio” do PSDB à Presidência em 2014, o senador Aécio Neves (MG) divulgou nota ontem em que agradece pelos elogios e valoriza o próprio perfil “agregador”. “Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário e para ampliar o alcance do nosso discurso”, afirmou. Já José Serra, que não desistiu da disputa ao Planalto, preferiu evitar a polêmica com o ex-presidente: “São opiniões dele. Não estou de acordo com algumas delas, mas não vou polemizar com um amigo”.

Na mesma entrevista, publicacada na seção Americas view do site da revista britânica The Economist, FHC criticou “erros enormes” da campanha de Serra a presidente em 2010 e disse que o ex-governador paulista poderá abrir caminhos para novas lideranças daqui pra frente. Para FHC, Serra “não formou alianças e ficou isolado mesmo internamente” durante a campanha.

O g0vernador Geraldo Alckmin optou pela neutralidade diante da polêmica. “Temos grandes nomes no PSDB preparados para essa responsabilidade. É um tema a ser amadurecido. Mas está longe ainda”, afirmou ontem.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), admitiu ontem, “com muita serenidade”, que fora de São Paulo, onde, segundo ele, Serra é o presidenciável natural, “há uma preferência neste momento por um nome novo, em função das derrotas de 2006 e 2010”. E concluiu: “Esse nome novo é o do Aécio.” Duarte Nogueira observou apenas que a política é dinâmica e amanhã o cenário pode mudar.

Mas na avaliação do presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana, o futuro já tem nome na percepção hegemônica do partido: “Nove entre dez tucanos que olham para 2014 hoje veem a cara doAécio”. Ele entende que FHC apenas “jogou luzes sobre o cenário futuro com um diagnóstico preciso dos erros do passado” e tem autoridade política e intelectual para fazê-lo.

Aécio fez questão de destacar que o momento para definir o “melhor nome, entre os vários de que dispõe o partido” será depois das disputas municipais de outubro deste ano. “No momento certo, independentemente de quem será o nome, o PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao País que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT”, disse na nota de oito linhas.

Paulistas. Vice de Serra no governo de São Paulo, Alberto Goldman contestou FHC, afirmando que “o importante na escolha do próximo presidente não é só a capacidade de fazer alianças, mas de enfrentar os grandes problemas que o País ainda tem e de dar ao desenvolvimento um ritmo compatível com o potencial do Brasil”. / COLABORARAM LUCAS DE ABREU MAIA e FELIPE FRAZÃO

Para Fernando Henrique em 2014, Aécio Neves é o candidato natural do PSDB

Cenário Político

Fonte: Uirá Machado – Folha de S.Paulo

Para FHC, Aécio é candidato ‘óbvio’ do PSDB para 2014

Ex-presidente critica Serra e diz que partido cometeu ‘erros enormes’ em 2010

Em entrevista à revista ‘Economist’, tucano atribui fracasso eleitoral a arrogância da legenda e isolamento de Serra

Em entrevista na qual faz diversas críticas ao PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atribui a José Serra parte da responsabilidade pela derrota tucana nas eleições de 2010 e afirma que o “candidato óbvio” do partido para disputar a Presidência em 2014 é o senador mineiro Aécio Neves.

As declarações foram publicadas pelo blog “Americas View”, da revista britânica “The Economist”.

Para o ex-presidente, Aécio está mais apto a formar alianças, e Serra deveria abrir espaço para outros.

“No caso do PSDB, o ex-governador Serra faz o papel do Lula: ele tem coragem, gosta de competir. Eu não sei até que ponto ele vai se convencer de que [a disputa] não é para ele, a abrir espaço para outros”, diz o tucano.

FHC prevê também uma “briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio” na corrida para 2014. Ele, no entanto, diz que o cenário estará mais claro apenas depois das eleições municipais.

Outra avaliação de FHC é que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não está no páreo.

As declarações representam uma mudança de tom do ex-presidente.

Em maio do ano passado, em entrevista ao portal iG, FHC já havia afirmado que Aécio tinha uma vantagem sobre Serra, mas dizia que a questão não estava fechada e ainda considerava Alckmin no cenário.

A entrevista de FHC deve aumentar a tensão entre Serra e Aécio, que disputam a indicação do partido para concorrer à Presidência em 2014.

No final do ano passado, quando Aécio disse publicamente que queria disputar a Presidência em 2014, Serra rebateu pelo microblog Twitter: “Querer colocar o carro adiante dos bois só atrapalha e desorganiza a oposição”.

Ao rever o desempenho tucano em 2010, FHC avalia que o PSDB cometeu “erros enormes” na campanha. Não fosse por isso, afirma, seu partido poderia ter vencido a disputa com a hoje presidente Dilma Rousseff.

“O que estou tentando dizer é que era possível ter vencido. Foi falha nossa”, diz FHC na entrevista, que foi publicada na última quinta.

O ex-presidente é então questionado se o PSDB poderia ter vencido com “o mesmo candidato”.

“Bem, talvez não”, diz.

Para FHC, um dos fatores que pesaram contra os tucanos foi o isolamento do partido, em parte provocado pelas características de Serra.

“Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente”, diz FHC, que concorda quando a entrevistadora pergunta se Serra afastou as pessoas: “Sim. E foi muito ruim”.

Procurado, Serra afirmou por meio de sua secretária que não havia lido a entrevista e não poderia comentá-la.

SONHO COM LULA

Na entrevista, FHC conta que teve um sonho recente com o ex-presidente Lula: “Sonhei que nós, Lula e eu, estávamos propondo juntos consenso nacional [risos]”.

Na vida real, o tucano propõe que o petista se afaste um pouco para permitir a chegada de novos líderes.

“Deixe-me falar sem personalizar: nos últimos 20 anos, houve apenas dois líderes”, diz, logo após concordar que ele ainda é uma das vozes mais importantes do PSDB, “pela falta de alternativas”.

FHC pondera, porém, que há uma nova geração: “É uma questão de tempo. Provavelmente, se Lula não estivesse envolvido – o mesmo se aplica a mim-, seria melhor”.

Quanto a 2014, FHC diz que ninguém sabe qual será o papel de Lula. Porém, ele afirma que o petista deve querer disputar a eleição, porque é “um animal muito competitivo, um animal político”.

Aécio Neves diz que após uma ano de gestão da presidente Dilma, oposição terá uma postura mais dura com o governo

Oposição, combate ao malfeito, reformas, gestão do PT

Fonte: Redação do Jogo do Poder

“Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país”

A oposição deverá ter uma postura mais dura com a presidente Dilma Rousseff. Para o senador Aécio Neves, o governo do PT deixou de liderar no primeiro ano de gestão a discussão que poderia promover as principais reformas do país. Ontem em São Paulo, após encontro político com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador Aécio disse que a oposição será mais ‘contundente’ nas cobranças.

–  Eu vejo muito esta avaliação de que a oposição deveria ser mais contundente, o senador Aécio em especial deveria ser mais duro. Todos nós temos as nossas circunstâncias. Acho que o primeiro ano é o ano do governo. O que deve estar sendo questionado neste ano não é um tom mais ou menos virulento das oposições. O que teria de estar sendo questionado é a absoluta ausência de iniciativa do governo federal nas questões estruturantes. Onde está a reforma política que precisa ser conduzida. Não há a possibilidade – fala aqui um congressista de muitos mandatos, ex-presidente da Câmara -, não há possibilidade no Brasil, que vive hoje quase que um estado unitário, não há possibilidade de nenhuma reforma estruturante, ser aprovada sem que o governo federal esteja à frente dela.

Aécio Neves comentou ainda que o governo da presidente Dilma perdeu a oportunidade de impor as reformas com a colaboração da oposição. O senador acredita que em ano eleitoral o governo não tomará nenhuma iniciativa que mexa com a estrutura do país. Ele criticou o fato de o governo continuar surfando nos dados relativos à questão econômica.

–  Ai eu pergunto, onde está a reforma política que poderia, pelo menos ordenar um pouco mais essa farra de partidos políticos que se transformou o Congresso Nacional? Onde está a reforma tributária que podia caminhar no sentido da simplificação do sistema e da diminuição da carga tributária? Onde está a reforma da Previdência pelo menos para os que estão entrando agora na vida útil trabalhista? Onde está a própria reforma do estado brasileiro? Esse gigantismo do Estado, para que serve? Só que o ambiente futuro não será o que vivemos nos últimos anos. E aí, certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país – lamentou.

O senador teme que o ambiente futuro pode não ser tão próspero como nos últimos anos e que a falta de iniciativa do governo Dilma Rousseff possa comprometer o crescimento do país com a perda de competitividade no cenário mundial.

–  Certamente, as pessoas vão perceber de forma muito clara que perdeu-se uma enorme oportunidade de fazer, no primeiro ano, mudanças aí sim que fossem estruturantes e positivas para o país. O primeiro ano foi nulo e o governo foi refém da armadilha que ele se impôs.

Aécio voltou a criticar a visão simplista da cúpula do PT, sintetizada na defesa do malfeito que o ex-ministro do Governo Lula e réu do mensalão José Dirceu faz da atual gestão do governo federal.

–  A montagem de uma base extremamente heterogênea com denúncias de todo o lado e terminando ainda talvez com essa, que seja visão do PT, não digo nem de todo, mas de uma parcela do PT sintetizada pela voz do blogueiro-mor José Dirceu: a corrupção não é do governo, a corrupção é no governo.


Aécio Neves condena falta de transparência da gestão do PT e diz que declaração de Zé Dirceu é um ‘escárnio

Gestão do PT, Sem Gestão Pública, corrupção no Brasil

Fonte: Redação do Jogo do Poder

A corrupção “é no governo, e não do governo”, disse José Dirceu em artigo

Senador critica descaso do governo Dilma por fazer obras e realizar compras sem licitação, desde 2007 houve crescimento de quase 100%

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou a falta de transparência na gestão do PT à frente do Governo Federal. Ele lamentou declaração do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu,  réu do mensalão, que disse que as práticas de corrupção “é no governo, e não do governo”. O senador repudiou a prática de realizar compras e obras públicas sem a realização de licitação. De acordo com levantamento de O Estado de S.Paulo, desde 2007 já foram gastos quase R$ 14 bilhões em compras e contratações de serviços com dispensa ou inexigibilidade de licitação.

–       Houve um aumento, de 2007 para cá, extremamente abusivo, impressionante, de quase 100% das obras feitas sem licitação. É o caminho inverso da administração moderna, o caminho inverso ao da transparência. Diminuem-se os projetos feitos por licitação, 17% em relação a 2010, não estamos falando de 2011, e aumenta-se de forma extremamente vigorosa as obras contratadas sem licitação. Portanto, um péssimo exemplo e uma sinalização absolutamente equivocada – lamentou o senador.

Sobre a declaração de José Dirceu, Aécio lamentou a fala do ex-ministro do Governo Lula, para o senador o gesto revela como o PT trata a questão da transparência na administração pública.

–       E tudo isso, acho que se encerra com uma declaração feita no final do ano passado, por um dos principais próceres do PT, o ex-ministro José Dirceu, quase que um escárnio, dizendo que a corrupção “é no governo, e não do governo.” Isto nos leva a ter uma única constatação, o governo não é do governo. Então, uma questão que deveria estar sendo tratada com absoluta seriedade, no momento em que lideranças do PT deviam estar fazendo uma mea culpa em relação a tudo aquilo que ocorreu no ano passado, que deixou indignada a sociedade brasileira, ele encerra o ano com essa absurda declaração e, iniciamos o ano a meu ver com uma agenda que não é positiva, é extremamente negativa.

%d blogueiros gostam disto: