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Serra acusa campanha de Dilma de abuso de poder e comparou as estratégias da adversária à propaganda nazista

Serra compara campanha petista à propaganda nazista

Fonte: João Guedes – O Globo

O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, acusou a campanha da petista Dilma Rousseff de abuso de poder e comparou as estratégias da chapa adversária à propaganda nazista, em discurso realizado na noite de terça-feira, em Caxias do Sul.

– Nenhuma campanha (desde a redemocratização) chegou a este nível de transgressão das regras do jogo democrático, de utilização de órgãos do governo para se ganhar uma eleição. Eu nunca vi uma máquina da mentira funcionando como agora. Pegar uma coisa completamente absurda e ficar repetindo o tempo inteiro, no melhor estilo da propaganda nazista ou facista – disse, em referência a tentativa de associar seu nome às privatizações.

” Eles usam as armas da mentira e da violência. Na campanha, seis ou sete vezes tivemos choques com o pessoal do PT “


O ex-governador paulista ainda declarou que o PT tenta “nivelar por baixo” a eleição. Alegando que seu partido é diferente, atribuiu ao governo Lula um recorde “nacional e provavelmente mundial” de dez ministros afastados por irregularidades.

– Eles usam as armas da mentira e da violência. Na campanha, seis ou sete vezes tivemos choques com o pessoal do PT – afirmou.

(Leia também: Serra promete a evangélicos vetar projeto que criminaliza homofobia )

(Leia também: Lula diz que é cretinice atacar Dilma e que votar em Serra é retrocesso)

O comício em Caxias do Sul teve participação dos principais nomes do PSDB gaúcho, com exceção da governadora Yeda Crusius, que sofre com a baixa popularidade depois de quatro anos de governo marcado por denúncias de corrupção e medidas impopulares. Serra ainda dividiu o palanque com caciques do PMDB gaúcho como ex-governador Germano Rigotto, o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça, derrotado na eleição para o governo gaúcho, além de parlamentares da sigla.

Antes do evento, ao desembarcar na cidade gaúcha, Serra criticou a política econômica do governo federal, garantindo haver “desequilíbrios galopantes” nas contas públicas e nas contas externas.

– Estamos caminhando para o maior déficit de conta corrente da história e, ao mesmo tempo, para o enfraquecimento das contas públicas. Isso é decorrência natural de política econômica de muitos erros.

Leia mais:

Serra diz que depoimento de Erenice desmente Dilma

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/26/serra-compara-campanha-petista-propaganda-nazista-922883999.asp

Amaury Jr passou a monitorar despachante depois que houve a quebra de sigilo na Receita Federal

Dossiê: despachante diz que era monitorado por jornalista

Fonte: Roberto Maltchik – Globo

Amaury Ribeiro Jr. voltou a acusar petista de roubar dados de sigilo

Após a revelação de que dados fiscais de pessoas ligadas ao PSDB foram violados, o jornalista Amaury Ribeiro Junior passou a monitorar os passos do despachante Dirceu Garcia, que o acusou de encomendar o material em troca de R$ 12 mil. Em depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 22, o despachante afirma que era procurado mensalmente pelo jornalista, desde junho, sempre interessado em saber se estava tudo bem com ele.

Segundo o relato, as ligações culminaram, em setembro, com o pagamento de R$ 5 mil para que Dirceu ficasse calado sobre o escândalo. Segundo o despachante, a última conversa entre os dois, para tratar da encomenda de documentos junto aos órgãos oficiais de São Paulo, ocorreu em outubro do ano passado.

Os dois depósitos que totalizaram R$ 5 mil teriam sido oferecidos por livre e espontânea vontade, depois que o nome do despachante Ademir Estevam Cabral apareceu no curso das investigações. Dirceu disse que Amaury perguntou (…) quanto ele estava precisando e que teria respondido que precisava de R$ 2 mil. O jornalista, no entanto, teria dito que o valor era pouco e que daria R$ 5 mil. Esta negociação teria ocorrido em São Paulo, entre 2 e 4 de setembro.

No depoimento que prestou anteontem à PF, Amaury foi questionado especificamente sobre este episódio, mas se valeu do direito de permanecer calado. Ele foi indiciado pela suposta prática de quatro crimes, entre os quais, corrupção ativa e quebra de sigilo.

Amaury voltou a afirmar que deu prosseguimento à sua investigação sobre as privatizações em 2007, após rumores de que um grupo ligado ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estaria promovendo uma investigação clandestina contra o ex-governador de Minas Aécio Neves.

Ele disse ainda que recebeu de um suposto integrante desta equipe a informação de que tal investigação estaria em curso.

Afirmou que ouviu relatos de que pessoas ligadas ao PMDB e à campanha de Dilma estariam ?sofrendo pressão?. O parlamentar nega as acusações.

No depoimento, o jornalista também disse que soube por um repórter da Veja que o coordenador de comunicação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência, deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), teria introduzido militantes do PT de São Paulo na pré-campanha de Dilma para vazar informações estratégicas. Afirmou que dois militantes teriam sido escalados para trabalhar como voluntários na campanha e disse acreditar que ambos eram os agentes inflitrados. Procurado, Rui Falcão não
comentou o novo depoimento.

O jornalista também se valeu do direito ao silêncio para não explicar por quantas vezes ou em quais circunstâncias se hospedou no flat de Jorge Siqueira, funcionário de empresa que presta serviços ao comitê de Dilma em Brasília, como revelou O GLOBO na última sexta-feira. Ele apenas assinalou que Rui Falcão tinha a chave do apartamento e, por isso, tem certeza que o deputado foi o responsável pela cópia de sua documentação. O jornalista nega que tenha encomendado ilegalmente a
devassa de informações fiscais junto à Receita Federal.

Rui Falcão protagonizou uma disputa por poder dentro da campanha de Dilma com o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Fernando Pimentel. Já a Marka, empresa ligada a Falcão, entrou na briga por uma fatia da prestação de serviços de comunicação ao comitê com a Lanza, de Luiz Lanzetta.

Lanzetta era o coordenador do grupo de inteligência que implodiu após os primeiros rumores de que informações ilegais seriam utilizadas.

No depoimento de anteontem, os investigadores fizeram inúmeras perguntas a Amaury sobre sua relação com Lanzetta e com o diretor do Estado de
Minas, Josemar Gimenez.

Em todas as respostas, porém, ele ficou calado. Também não esclareceu se estava a serviço do jornal durante suas viagens a São Paulo, entre setembro e outubro de 2009, período em que foram violados os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, e da filha de José Serra, Verônica Serra. O ?Estado de Minas? nega que Amaury estivesse a serviço em suas idas à capital paulista.

À PF, o despachante Dirceu disse também que, em 2009, o jornalista teria pedido que ele assinasse recibo de R$ 300, em nome do jornal Correio Braziliense.

Amaury, por sua vez, disse aos investigadores que não se lembra de ter feito tal pedido.

Amaury Jr contou à Polícia Federal que Rui Falcão infiltrou espiões no comitê, briga foi pelas verbas de comunicação da campanha de Dilma

Jornalista diz que Falcão infiltrou 2 espiões no comitê

Fonte: Leandro Colon – O Estado de S.Paulo

À PF Amaury Ribeiro Jr. contou que por trás da manobra estava a briga pelo dinheiro dos serviços de comunicação da campanha da petista Dilma

O jornalista Amaury Ribeiro Jr. disse à Polícia Federal que o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT), infiltrou dois espiões no comitê eleitoral em Brasília. Por trás disso, estava a briga pelo milionário dinheiro pago pelos serviços de comunicação da campanha.

Segundo Amaury, essas pessoas foram apresentadas por Falcão como “voluntários” e militantes do PT paulista. O jornalista afirmou no depoimento dado na segunda-feira, cujo teor foi obtido pelo Estado, que acredita ser esse “grupo do PT Paulista” – segundo palavras dele – a origem dos vazamentos de informações sigilosas da coordenação de comunicação entre abril e maio deste ano.

A briga por espaço e dinheiro levou à revelação do polêmico dossiê com dados fiscais sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que circulou pelas mãos de integrantes da campanha de Dilma. Amaury é apontado pela PF como o responsável pela encomenda da violação ilegal dos dados de Eduardo Jorge e de outros tucanos, incluindo a filha e o genro do presidenciável José Serra. O jornalista, por sua vez, afirma que Rui Falcão furtou esses dados e insinua que ele vazou o material pela imprensa com a versão de que integrantes da campanha de Dilma estariam preparando um dossiê contra o PSDB.

O objetivo do grupo paulista seria desgastar a equipe do jornalista Luiz Lanzetta, contratado, por R$ 150 mil mensais, para cuidar da assessoria de imprensa de Dilma em Brasília. A “espionagem” serviria para Falcão saber o que o grupo de Lanzetta vinha fazendo em Brasília.

Rui Falcão trabalhava por um grupo de São Paulo, contrário à contratação de Lanzetta, que teve de deixar a campanha em junho quando estourou o escândalo do dossiê. Foi Lanzetta quem convidou Amaury em abril para fazer parte do grupo de inteligência da campanha. Numa reunião num restaurante em Brasília, teriam discutido o dossiê contra Serra produzido por Amaury.

Outra linha. As oito páginas do último depoimento de Amaury mostram que a PF quer insistir na ligação do jornal Estado de Minas com a atuação do jornalista na violação do sigilo. É uma linha de investigação que tenta afastar da campanha de Dilma a quebra ilegal dos dados. É que Amaury diz que iniciou as investigações em 2007 depois de saber que aliados do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) ligados a José Serra estariam investigando o ex-governador Aécio Neves.

No depoimento de segunda-feira, Amaury Ribeiro – indiciado por encomendar os dados fiscais dos tucanos – reafirmou o que dissera antes, não confessou a quebra de sigilo, e acrescentou a existência de duas pessoas infiltradas na campanha de Dilma, cujos nomes não foram revelados por ele. “Tendo sido os mesmos os responsáveis pelo acompanhamento do que se passava na referida casa”, disse, citando a casa do Lago Sul onde funcionava a coordenação de comunicação da campanha.

O delegado Hugo Uruguai não perguntou, entretanto, qual o nome das duas pessoas que teriam sido infiltradas pelo PT paulista na campanha de Dilma em 2010. Por outro lado, fez várias perguntas sobre as relações de Amaury com o jornal do qual era empregado no período da violação do sigilo fiscal dos tucanos, ocorrida entre 29 de setembro e 8 de outubro de 2009. O jornalista recusou-se a respondê-las. Disse, no primeiro depoimento, que estava em férias quando os dados foram violados e que se desligou do jornal logo depois. Bilhetes aéreos e o depoimento do despachante Dirceu Garcia – que comandou a operação de violação – mostram que Amaury esteve em São Paulo naqueles dias.

Anteontem, Amaury ficou calado quando a PF perguntou sobre quem pagou as despesas de viagem e hospedagem durante a violação do sigilo dos tucanos. A investigação mostra que o jornalista encomendou as declarações de renda – protegidas por lei – do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, da filha e do genro do presidenciável José Serra. Procurado pela reportagem, o jornal Estado de Minas não se pronunciou sobre o assunto.

Polícia Federal indicia Amaury Jr, mas não revela quem pagou pela quebra de sigilo. Jornalista confirma que Rui Falcão do PT furtou dados

Jornalista que encomendou dados de tucanos é indiciado

Fonte: Roberto Maltchik – O Globo

Acusado no escândalo do dossiê, Amaury responderá por quatro crimes

Após seis horas e meia de depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado ontem pelos crimes de corrupção ativa, violação de sigilo, uso de documentação falsa e pagamento de suborno a testemunha. Amaury é acusado de encomendar a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Em seu quarto depoimento na PF, Amaury reafirmou que seu banco de dados particular foi furtado pelo coordenador de comunicação da campanha do PT, deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), mas voltou a negar que tenha obtido o material ilegalmente.

Os quatro indiciamentos estão baseados em provas materiais e testemunhais obtidas pela PF no último mês. A principal foi o depoimento do despachante Dirceu Garcia, que admitiu ter recebido R$ 12 mil de Amaury para devassar o Imposto de Renda dos tucanos. Dirceu também disse que, em setembro último, ganhou mais R$ 5 mil do jornalista para “ficar calado” sobre as encomendas feitas por ele e consumadas nas delegacias da Receita em Santo André (SP) e Mauá (SP). As declarações de Dirceu foram confirmadas por cópias de extratos bancários, bilhetes aéreos e outros documentos.

As quebras de sigilo fiscal ocorreram nos dias 30 de setembro e 8 de outubro do ano passado, enquanto Amaury gozava férias no jornal “Estado de Minas”.

Ao fim das férias, Amaury pediu demissão. Em abril deste ano, foi chamado pelo jornalista Luiz Lanzetta, da Lanza Comunicações, para trabalhar no núcleo de inteligência da pré-campanha de Dilma Rousseff. O núcleo só foi desfeito após sua existência ser revelada por reportagem da revista “Veja”, em maio. O “Estado de Minas” nega ter pagado pelas incursões de Amaury a São Paulo.

No depoimento de ontem, o jornalista voltou a dizer que levantava informações há mais de dez anos sobre as privatizações ocorridas no governo Fernando Henrique. E que passou a buscar novos elementos depois que ficou sabendo, em 2007, da suposta existência de um grupo clandestino de inteligência comandado pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) para espionar o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Porém, Amaury se valeu do direito de ficar calado para não responder a novas perguntas feitas pelo delegado Hugo Uruguai.

Ele foi questionado e não respondeu sobre sua ligação com Dirceu Garcia. A respeito do suborno ao despachante, Amaury apresentou como álibi documentos que comprovariam que estava em Manaus nas datas dos pagamentos, feitos em duas parcelas iguais, a partir de uma agência do Bradesco no mesmo prédio onde funciona a Lanza Comunicações, em Brasília.

Ao sair da PF, o advogado Adriano Bretas entregou à imprensa uma série de documentos supostamente levantados por Amaury durante investigações sobre as privatizações do governo passado. Na papelada, ele anexou 12 páginas de documentos confidenciais da CPMI do Banestado. Amaury diz que nos documentos há supostas irregularidades envolvendo pessoas ligadas ao PSDB. Os documentos citam transações financeiras que teriam sido feitas pelo ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e por Gregório Marin Preciado, parente de Serra.

Ambos tiveram o sigilo fiscal violado em 8 de outubro de 2009, na Receita Federal de Mauá.

Em nota, Amaury disse que não tem “militância partidária” e apresentou um histórico profissional.

Em defesa apresentada à PF por escrito, disse que “rechaça, veementemente, qualquer responsabilidade criminal sua no episódio investigado” e “nega, terminantemente, que tenha praticado qualquer delito no lídimo desempenho de sua atividade de jornalismo investigativo.” Sobre o indiciamento, o advogado do jornalista afirmou que a decisão da PF é positiva.

– A defesa vê o indiciamento de forma positiva, porque agora as especulações a respeito do fato vão ser cessadas. Vai ser esclarecido que ele não cometeu crime algum. Ele ratificou que não houve da parte dele quebra ou encomenda da quebra de sigilo de quem quer que fosse – disse Adriano Bretas.

Amaury era o único personagem ligado diretamente ao escândalo da quebra de sigilo que ainda não tinha sido indiciado.

Além dele, são investigados os despachantes Dirceu Garcia e Ademir Cabral, o contador Antônio Carlos Atella e a servidora do Serpro Adeildda Ferreira dos Santos. Sem data para a conclusão do inquérito, a PF informou que o relatório final deve ser concluído nos próximos dias.

– Amaury está sendo usado de bode expiatório para ocultar os fatos que ele apurou de forma lícita – afirmou Bretas.

 

 

 

Polícia Federal ouve esta semana Erenice Guerra, ligada a Dilma; e Amaury Jr por fabricação de dossiê contra o PSDB

PF interroga Erenice e jornalista a menos de uma semana do 2º turno

Fonte: Vannildo Mendes – Estado de S.Paulo

A seis dias da eleição presidencial, a tensão da campanha se transfere hoje de manhã para a Polícia Federal, em Brasília, onde dois personagens ligados à campanha de Dilma Rousseff (PT) – a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. – darão depoimentos, em inquéritos separados, a partir de 9 horas. O que disserem ou deixarem de dizer certamente influirá no discurso e nas propagandas dos dois lados nesta reta final e dará munição para o debate entre Dilma e José Serra (PSDB), à noite, na TV Record.

Erenice será a primeira a ser ouvida. Terá de explicar, em inquérito comandado pelo delegado Roberval Ricalvi, se tinha conhecimento das irregularidades praticadas por seus filhos Israel e Saulo Guerra, na intermediação de negócios entre empresas privadas e estatais – escândalo que atingiu fortemente a campanha da candidata petista e levou a ministra a perder o cargo no dia 16 de setembro.

Ribeiro Jr. será inquirido em seguida por outro delegado, Hugo Uruguai, sobre a violação do sigilo fiscal de vários dirigentes do PSDB, entre eles o vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, e Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra. O jornalista é suspeito de ter encomendado e pago, a terceiros, a invasão desses sigilos em computadores da Receita Federal em Mauá e Santo André, no ABC paulista.

Os depoimentos se seguem, também, a denúncias divulgadas no final de semana, pela revista Veja, de que altas figuras do Planalto fariam pressão, em áreas do Ministério da Justiça, para que fossem produzidos dossiês contra adversários políticos do governo.

Erenice. À ex-ministra da Casa Civil, o delegado Ricalvi deverá pedir informações sobre como as ações de seu filho Israel Guerra poderiam ocorrer, tão próximas dela, sem seu conhecimento. Divulgado no início de setembro, o envolvimento de Israel incluía a cobrança por sua empresa, a Capital Assessoria e Consultoria, de uma “taxa de sucesso” para atender a empresas interessadas em contratos públicos. Um deles, denunciado pelo empresário Fábio Bacarat, já ouvido pela PF, rendeu ao filho de Erenice pagamentos mensais de R$ 25 mil. Em outro, ele teria ganho R$ 5 milhões para ajudar a empresa aérea MTA a obter contratos e encomendas dos Correios.

Desde seu início, o episódio marcou a campanha de Dilma, que chegou até a levar reprimendas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por estar sendo muito boazinha com a ex-ministra. Depois de dizer-se solidária com ela, e exigir provas, acabou afirmando que “as pessoas erram e Erenice errou”. Ao Jornal Nacional, da TV Globo, ela afirmou em entrevista na semana passada, em sua defesa, que “ninguém controla um governo inteiro”.

Quanto a Erenice, por enquanto sofreu uma multa do Tribunal Superior Eleitoral por ter usado o site da Presidência para se defender e ironizar José Serra por uma candidatura “aética e já derrotada”. Foi punida também pela Comissão de Ética da Presidência, por não ter informado, ao assumir a Casa Civil, os parentes que tinha empregados no serviço público.

Indiciamento.
O jornalista Amaury Ribeiro Jr., que já prestou três depoimentos até agora sobre a quebra de sigilo dos tucanos, vive situação mais delicada: poderá sair do depoimento indiciado por corrupção ativa e violação de sigilo. A PF diz ter provas de que ele pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Garcia, de São Paulo, em outubro de 2009, para obtenção ilegal dos dados. Os policiais investigam também se foi Amaury Ribeiro Jr. quem pagou recentemente R$ 5 mil como “cala boca” para que o despachante silenciasse sobre o episódio.

A PF abriu esse inquérito no final de junho, após ser divulgado que o comitê de Dilma produzia dossiês contra tucanos e familiares de Serra. Mas nem o jornalista nem seu advogado confirmaram presença. Se não forem, porém, tratando-se de segunda convocação, a PF pode recorrer ao recurso da condução coercitiva.

Os dados contra os dirigentes tucanos comprados pelo jornalista acabaram em poder da pré-campanha de Dilma, que foi acusada de encomendar dossiês contra Serra. A PF obteve a quebra de sigilo dos envolvidos e faz cruzamento de dados para confirmar de onde saiu o dinheiro.

Em nota, o jornalista negou as acusações e afirmou que “jamais pagaria pela obtenção de dados fiscais sigilosos de qualquer cidadão”. No último depoimento, em 15 de outubro, ele revelou ao delegado Hugo Uruguai que recebeu a missão de investigar dirigentes tucanos do jornal onde trabalhava, o Estado de Minas, para proteger o governador mineiro, Aécio Neves, de espionagem ilegal que estaria sendo feita pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), a serviço de Serra.

Ele sustenta que deixou o jornal no final de 2009, mas deixou um relatório completo da apuração, levando uma cópia consigo – e uma “equipe de inteligência” do PT invadiu clandestinamente o apartamento, que ele ocupava, e copiou os dados.

PONTOS SENSÍVEIS
Caso Erenice – Os filhos da ex-ministra Erenice Guerra, Israel e Saulo, sucessora de Dilma, são acusados de operacionalizar um esquema de tráfico de influência na Casa Civil

Reincidente – Erenice já figurou em outros escândalos. O mais recente foi no ano passado, quando apareceu como pivô do encontro entre Lina Vieira e a então ministra Dilma Rousseff

Caso Amaury – Em 2009, seis pessoas ligadas ao PSDB e ao candidato José Serra tiveram seus sigilos fiscais quebrados. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. é apontado como mandante

Ligação com PT – Na semana passada, em depoimento à Polícia Federal, o jornalista acusou o petista Rui Falcão de furtar de seu computador o dossiê com dados fiscais violados em 2009

Merval Pereira diz que PT mente quando fala de privatização, mentira é método para enganar eleitores, inclusive intelectuais

Mentira como método

Fonte: Merval Pereira – O Globo, publicano no Blog do Noblat

O PT estabeleceu um método de atuação política nos últimos anos que, por ter dado certo do ponto de vista de resultados, passou a ser um parâmetro a balizar os seus concorrentes, o que lhe dá vantagens claras. O partido, apesar de todas as encrencas em que se meteu, é a legenda preferida de 25% dos eleitores, e o PMDB vem em segundo com menos de 10%.

É claro que a presença de Lula no governo dá ao partido essa preferência, que pode desaparecer com o fim do mandato do presidente mais popular da História recente do país. Mas é essa popularidade que dá também ao governo a possibilidade de nivelar por baixo a atividade política, utilizando a mentira como arma eleitoral.

Um exemplo típico é o debate sobre privatizações, que havia dado certo na eleição de 2006 e hoje continua dando resultados, embora mais modestos, já que o PSDB perdeu o medo de assumir as vantagens da privatização para o desenvolvimento do país, embora ainda timidamente.

Logo depois da eleição de 2006, o marqueteiro João Santana, o mesmo que comanda a campanha de Dilma hoje, deu uma entrevista a Fernando Rodrigues, da “Folha”, revelando que a discussão sobre as privatizações fora utilizada como uma maneira de reavivar “emoções políticas” no imaginário do brasileiro comum.

O erro de Alckmin, ensinava Santana na entrevista, foi “não ter defendido as privatizações como maneira de alcançar o desenvolvimento”.

Santana admitia na entrevista que a impressão generalizada de que “algo obscuro” aconteceu nas privatizações, explorada na campanha de Lula, deveu-se a um “erro de comunicação do governo FH, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones”.

Perguntado se não seria uma estratégia desonesta explorar esses sentimentos populares que não exprimem necessariamente a verdade dos fatos, João Santana foi claro: “Trabalho com o imaginário da população. Numa campanha, trabalhamos com produções simbólicas.”

O tema, como se vê, não era uma bandeira ideológica que Lula defendesse ardorosamente, assim como continua não sendo hoje, mesmo porque o governo Lula privatizou bancos e linhas de transmissão de energia, e até exploração de madeira na Floresta Amazônica, projeto, aliás, aprovado com o apoio de várias ONGs e do PSDB.

Na campanha atual, a candidata do PT continua demonizando as privatizações com frases que não combinam com a realidade de seu governo.

No recente encontro com intelectuais no Rio, ela disse em tom exaltado, provocando aplausos generalizados: “Fazer concessões no pré-sal é privatizar, é dar a empresas privadas um bilhete premiado.”

Se, entre intelectuais, Dilma pode dizer semelhante absurdo e ainda ser aplaudida, o que dizer entre os eleitores mais desinformados sobre o assunto?

Será que aquela plateia não sabia que o governo Lula já licitou, utilizando o sistema de concessão, vários blocos do pré-sal sem que houvesse necessidade de fazê-lo se realmente considera que estava privatizando o pré-sal?

A acusação de que o candidato tucano, José Serra, privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional, além de equivocada no tempo — o que valeu ao tucano um direito de resposta — está errada no conteúdo.

A privatização se deu no governo do hoje senador eleito Itamar Franco, que era contrário à ideia. Quem liderou a pressão para a venda foi a Força Sindical, central que hoje está integrada ao governo Lula.

Com relação à privatização da Vale, a história real é ainda mais estarrecedora.

O governo teve uma ocasião perfeita para reverter a privatização da Vale, se quisesse. Foi em 2007, quando o deputado Ivan Valente, do PSOL, apresentou um projeto nesse sentido que foi analisado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara.

O relator do projeto foi o deputado José Guimarães, do PT, aquele mesmo cujo assessor fora apanhado com dólares na cueca num aeroporto na época do mensalão.

Pois o relator petista votou pela rejeição ao projeto de lei, alegando em primeiro lugar que “não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje”.

Segundo o petista, “a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, (…) o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional”. José Guimarães assinalou que com a privatização a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.

E o número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização — em 1996 eram 13 mil e em 2006 já superavam mais de 41 mil. Também a arrecadação tributária da empresa cresceu substancialmente: em 2005, a empresa pagou dois bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.

Se o candidato tucano, José Serra, simplesmente lesse o relatório do deputado petista em um debate, ou na propaganda eleitoral, estariam respondidas todas as acusações da campanha adversária.

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=335055&ch=n

Escândalo – Blog do Noblat publica matéria de O Globo: ‘Veja – Dilma e Gilberto Carvalho pediam dossiês’

VEJA – Dilma e Gilberto Carvalho pediam dossiês

Fonte: O Globo publicado no Blog do Noblat

Gravações feitas no gabinete do ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior, de conversas com altos funcionários do Ministério da Justiça, revelam o desconforto de Pedro Abramovay, que sucedeu a Tuma no cargo, com supostos pedidos do Palácio do Planalto para a confecção de dossiês.

As informações são de reportagem de capa da revista “Veja” desta semana. Numa conversa com Tuma Júnior, Abramovay teria feito a seguinte queixa:

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho (chefe de Gabinete da Presidência da República) pra fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.”

“Veja” informa que os registros foram “gravados legalmente e periciados”, sem dar detalhes sobre quem fez as gravações nem quem teria autorizado o grampo.

Sobre a referência aos “aloprados”, a reportagem explica que Abramovay trabalhava na liderança do PT no Senado e com o senador petista Aloizio Mercadante em 2006, quando petistas foram presos em um hotel de São Paulo ao tentar comprar um suposto dossiê contra José Serra.

Segundo a “Veja”, na conversa com Tuma Júnior, Abramovay “sugere ter participado do episódio e se arrependido”. Conta que quase teria sido preso na época e até teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, teria afirmado ele.

Abramovay, que era secretário de Assuntos Legislativos do Ministério, assumiu a Secretaria Nacional de Justiça em junho, depois que Tuma Júnior foi afastado do cargo em meio a denúncias de manter relacionamento com integrantes da máfia chinesa, em São Paulo. Procurado pela “Veja”, ele negou o teor das fitas.

“Nunca recebi pedido algum para fazer dossiê, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder – ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”, disse.

Tuma Júnior confirmou à revista os diálogos:

“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”, replicou, acrescentando: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”.

Sem revelar nomes, Tuma Júnior segue: “Posso assegurar que está tudo bem documentado”, diz o ex-secretário Nacional de Justiça.

Em passeata ontem em Diadema, no ABC paulista, Grande São Paulo, ao lado da candidata à Presidência Dilma Roussef (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula não comentou a reportagem da “Veja”. Lula disse não ter lido a reportagem.

– Não vi a (Veja) de hoje nem a de ontem.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/10/23/veja-dilma-gilberto-carvalho-pediam-dossies-334989.asp


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Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abromovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho

Leia matéria da Veja: A casa cai – “Não aguento mais receber pedidos de Dilma para fazer dossiês”, disse Pedro Abramovay

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Veja: “Quase fui preso como um dos aloprados”, disse Abramovay sobre pedidos de dossiês de Dilma e Gilberto Carvalho

Intrigas de estado

Fonte: Revista Veja – Reprodução Blog do Noblat

Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” (Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior)

É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.

VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.

“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.

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Depoimento de Amaury Jr preocupa campanha de Dilma por expor briga entre grupos de Fernando Pimentel e Rui Falcão, disputa teria abortado dossiê contra Serra

Vazamento de depoimento preocupa os petistas

Fonte: O Globo

Caso dossiê: campanha de Dilma teme desgaste na reta final do 2º turno

O vazamento do depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Jr. à PF causou preocupação no comando petista por ressuscitar uma disputa interna de poder na fase da pré-campanha de Dilma Rousseff entre os grupos do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do deputado estadual Rui Falcão (PT-SP). O temor é que o episódio possa criar novo desgaste na reta final da campanha.

O comando petista tenta tirar o assunto de cena, temendo uma repercussão negativa num momento em que Dilma retomou o crescimento nas pesquisas.

Ontem, a coluna Panorama Político, do GLOBO, informou que o episódio causou um mal-estar na campanha e que Dilma não quer nem ouvir falar em Rui Falcão. Ele só não teria caído da campanha em junho, quando estourou o episódio, para não agravar a crise.

Apesar das negativas oficiais, integrantes da campanha confirmaram que houve um enfrentamento entre o grupo paulista e o mineiro entre os meses de março e maio deste ano. No dia 1ode junho, O GLOBO revelou que no meio dessa disputa de poder foi abortado um dossiê, cujo alvo principal seria Verônica Serra, filha do tucano José Serra.

A criação de um núcleo de inteligência e a elaboração do dossiê acabou derrubando o jornalista Luiz Lanzetta, sócio da Lanza Comunicação, empresa contratada pela campanha de Dilma.

Logo depois, também foi afastado o petista Fernando Pimentel.

O deputado Rui Falcão foi mantido no cargo de coordenador de comunicação. Mas está fora do núcleo duro da campanha e não é mais chamado para reuniões importantes.

No dia 7 de setembro, quando a polêmica já tinha perdido fôlego, o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), chegou a afirmar pelo twitter que Amaury, ao deixar o jornal Estado de Minas, plantou, por intermédio de Pimentel, o dossiê na campanha petista. A mensagem causou grande desgaste interno na campanha petista

Aécio Neves diz que ‘Lula sai menor do que entrou nesta eleição’ e comenta: ‘presidente decpciona ao virar cabo eleitoral de Dilma’

‘Lula sai menor do que entrou nesta eleição’

Fonte: Adriana Vasconcelos e Cristiane Jungblut – O Globo

Aécio diz que presidente o decepcionou ao abandonar papel institucional para virar cabo eleitoral de Dilma

O senador eleito pelo PSDB de Minas, Aécio Neves, voltou a criticar ontem o comportamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação não só à agressão sofrida pelo candidato do PSDB à Presidência, José Serra, e à investigação da Polícia Federal sobre as quebras de sigilos fiscais de tucanos. Para Aécio, Lula, como um chefe de Estado, não pode esquecer o papel institucional que ocupa para virar cabo eleitoral de sua candidata, a petista Dilma Rousseff. Aécio diz que Lula saiu menor ao misturar as funções de presidente e de cabo eleitoral nesta campanha.

– Vejo com muita tristeza a opção feita pelo presidente Lula, que abandonou seu papel institucional para virar um cabo eleitoral. Com essa postura, o presidente sai menor do que entrou nesta eleição – afirmou Aécio ao GLOBO.

Anteontem, Lula ironizou a agressão sofrida por Serra acusando o tucano de simular um ferimento na cabeça e comparando-o com o goleiro da seleção chilena Roberto Rojas, que, numa partida das eliminatórias da Copa de 1989, forjou um ferimento. A exemplo de outros petistas, Lula também insiste na tese de que as violações de sigilos fiscais de tucanos constatadas na Receita teriam sido fruto da disputa entre Aécio e Serra pela vaga de candidato tucano à Presidência.

– A democracia é maior do que uma eleição e um conjunto de forças políticas. Por isso, não posso deixar de externar minha tristeza com o comportamento de uma pessoa a quem sempre julguei manter uma relação de amizade e de respeito – acrescentou Aécio.

Embora tenha feito questão de destacar que sempre teve relação de amizade com o presidente, a quem respeitou pela sua história de vida e trajetória política, Aécio admitiu estar decepcionado com o comportamento de Lula nesta campanha eleitoral. Já durante o primeiro turno, Aécio não perdoou a forma agressiva como Lula tentou interferir na disputa estadual.

Parlamentares do DEM e do PSDB afirmaram que Lula já vinha aumentando os ataques à oposição, mas que, ainda assim, ficaram surpresos com o tom adotado anteontem. O líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen (SC), disse que Lula acaba incentivando a violência ao adotar o tom jocoso que adotou na quinta. Ele disse ainda que Lula extrapola, pois estaria abandonando a postura de magistrado, de chefe da República, e assumindo mais sua função de principal cabo eleitoral da candidatura petista.

– Vamos fazer um ato de desagravo no Rio a tudo que Lula está fazendo – disse Paulo Bornhausen. Ao saber que a campanha de Dilma também faria um ato no Rio, o líder do DEM brincou: – Vou usar um capacete.

 

 

 

 

Aécio Neves lamenta postura de Lula que “deixa de ser chefe de Estado para ser líder de facção”

‘Lula deixa de ser chefe de Estado para ser líder de facção’, diz Aécio

Fonte: Luciano Coelho –  O Estado de S.Paulo

Senador lamenta postura do presidente em se envolver ‘de forma equivocada’ nas investigações da PF

O senador eleitor por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta sexta-feira, 22, que o presidente Lula passou de chefe de Estado para líder de facção política, ao lamentar esta postura.”O presidente se despe da condição de Chefe de Estado para virar líder de facção política. Ele adentrar em discussões e analise de relatórios da Polícia Federal de forma equivocada, violentando as instituições de Estado em favor de sua candidata”, avaliou Aécio Neves, dizendo que o PT está usando a PF de forma política. “Está no DNA do PT trabalhar com investigações, quebra de sigilo, informações forjadas e dossiês”, completou.

O senador chegou em Teresina, acompanhado pelo secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, para reforçar a campanha de Serra e do candidato a governador Silvio Mendes. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, viajou junto com Aécio, porque foi convocado de urgência para uma reunião estratégia em São Paulo. O deputado Rodrigo de Castro afirmou que o PSDB estuda a reação aos ataques petistas. No entanto, assegurou que a postura dos tucanos não é de ataque e nem de agressão.

“As agressões contra Serra lamentáveis A democracia pela qual tanto lutamos é um patrimônio maior que uma eleição ou um grupo político. O presidente da República ao reagir de forma ofensiva a um candidato que foi efetivamente agredido, ao adentrar em discussões ou análise de relatórios da Polícia Federal, de forma absolutamente equivocada, violenta as instituições de Estado, como vem fazendo em favor de sua candidata.

Ele não contribui para o fortalecimento da democracia. Lamento a posição do presidente, por quem tenho apreço pessoal , amizade pessoal, mas nesse momento final da campanha não está agindo como todos os brasileiros gostariam que agisse. Ele é o presidente de todos. Ele pode apoiar e é natural que apoie, mas é importante que ele mantenha as instituições de Estado fortalecidas e imunes a interferência eleitoral”, avaliou Aécio Neves sobre a postura do presidente Lula depois das agressões ao tucano José Serra no Rio de Janeiro.

Sobre a quebra do sigilo fiscal, Aécio disse que é uma inverdade e foi desmentida pelos fatos. “O que vimos foi a Polícia Federal agindo de forma parcial. Quando se lê o relatório do jornalista investigado, se vê que não tem nada nessa direção. Ao contrário, o que ele diz é que foi um membro do PT o responsável pelo vazamento das informações. Isso desmente o presidente da República em ambos os casos. Mas quando se fala em aloprados, quebra de sigilo, forjar informações, dossiê, todos os brasileiro sabem e é fácil saber onde isso ocorre, é no PT. Isso está no DNA do PT e não do PSDB”, afirmou o senador eleito.

Quando questionado se tinha alguma ligação com o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Aécio Neves, afirmou que não e disse que “um delegado da Polícia Federal, de forma incorreta, vaza parcialmente um depoimento. Quando se lê o depoimento, não tem nada nessa direção. É a utilização de uma instituição séria e importante com a Polícia Federal dentro de um jogo político. O PT está vinculado a espionagem e a quebra de sigilo”, enfatizou o tucano mineiro.

Ele disse que Serra é mais eficiente pelo preparo e experiência. “Vamos lutar até ultimo momento e estamos assistindo a recuperação de Serra em algumas regiões. Vamos lutar com nossas armas, sem ofender, sem agredir e sem deixar de ter respeito por nossos adversários. Serra tem melhores condições de dar continuidade ao que há de bom até aqui e avançar muito mais”, assinalou.”Se alguém chegar aqui de fora do Brasil, vai achar que fomos descobertos a partir de 2003, porque para trás não haveria nada. O Brasil avança, reconheço isso, mas começou muito antes do governo Lula. O PT votou contra o plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Reconheço o avanço do governo do PT, mas precisa agir e reconhecer que cada governo que passou colocou um tijolo no desenvolvimento brasileiro”, completou.

O senador tucano afirmou que o Brasil precisa de gestão de qualidade para poderemos enfrentar os desafios no campo social e vencê-los. “Foi assim que fizemos em Minas Gerais, que fizemos em São Paulo e no Paraná. Aqui no Piauí, Silvio Mendes representa o que há de mais moderno na gestão pública. O PSDB é um grupo de companheiros que trocam experiências e se ajudam mutuamente para fazer os estados avançarem.

Se o Piauí optar pela vitória de Sílvio Mendes, vamos ter oportunidade de contribuir para dar um salto de qualidade no desenvolvimento econômico e nos indicadores econômicos e sociais. Sìlvio Mendes é um dos mais modernos administradores da sua geração e terá o apoio para acrescentar experiências de outras gestões tucanas de outros estados. A eleição é se ganha no dia e o eleitor tem a oportunidade de agir com absoluta liberdade, sem qualquer imposição para escolher o seu destino”, finalizou Aécio Neves.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lula-deixa-de-ser-chefe-de-estado-para-ser-lider-de-faccao–diz-aecio-,628446,0.html

Escândalo: Estadão ver indícios de que dinheiro pago a despachante saiu da conta de chefe da campanha de Dilma

PF investiga se saiu do PT o pagamento da violação de sigilo

Fonte: Leandro Colon –  O Estado de S.Paulo

O que se sabe, até agora, é que antigo chefe de campanha de Dilma tem conta no banco de onde saiu o dinheiro

A Polícia Federal investiga se os R$ 5 mil depositados na conta do despachante que comandou o esquema de violação de sigilo dos tucanos em São Paulo saíram de pessoas ligadas à campanha de Dilma Rousseff (PT).

O dinheiro foi depositado em dinheiro, no dias 9 e 17 de setembro, na boca do caixa da agência 1526 do Bradesco no Centro Empresarial Varig, em Brasília. O endereço fica a 100 metros do escritório do empresário na capital.

Ontem, a polícia recebeu a informação de que a mesma agência tem como cliente o jornalista Luiz Lanzetta, que comandou até junho a assessoria de imprensa da campanha de Dilma e integrou o núcleo de inteligência da pré-campanha da petista. Foi ele quem convidou o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, financiador direto da quebra do sigilo para integrar o grupo petista em abril deste ano.

Documento revelado ontem pelo Estado mostra que dois depósitos de R$ 2,5 mil foram feitos na conta do despachante Dirceu Rodrigues Garcia em setembro, a poucos dias do primeiro turno eleitoral. Em depoimento à PF no dia 6 de outubro, ele contou que o dinheiro foi oferecido por Amaury há um mês e meio. Garcia disse que o montante serviria para ele não comentar nada sobre a violação. “Esclarece que só aceitou o dinheiro oferecido por Amaury para ficar calado porque está passando por dificuldades financeiras”, diz um dos trechos do depoimento.

“Amaury por diversas vezes pediu ao declarante que se fosse procurado para se explicar na polícia, deveria neste caso ficar calado”, disse aos policiais. Anteontem, após a revelação de seu envolvimento no caso, o despachante minimizou o que disse à PF e afirmou que o dinheiro era apenas uma “ajuda de custo”.

A PF quer saber por que os depósitos foram feitos em Brasília. Amaury mora e trabalha em São Paulo e vivia antes em Belo Horizonte. Um manuscrito inserido no inquérito menciona que a agência em que o depósito foi feito é de Brasília.

Procurado pelo Estado, Lanzetta negou envolvimento com o episódio. “Não conheço esse despachante e provavelmente não estava em Brasília nesse período em setembro”, disse. “Querem transformar uma coincidência em fato”, reforçou o advogado Antônio dos Santos Júnior.

Folha denuncia que Polícia Federal se submete ao PT ao afirmar não ter sido comprovado uso de dados fiscais em campanha

PF realiza investigação de conveniência

Fonte: Josias de Souza – Folha de S. Paulo

Órgão se submete a interesses do PT ao afirmar não ter sido comprovado o uso de dados fiscais em campanha

“INVESTIGADORES”, GOVERNO E PARTIDO NEGLIGENCIAM HIPÓTESE QUE ACOMODA CASO NO COMITÊ DE DILMA

Na condução de um inquérito policial, o investigador precisa raciocinar com hipóteses. Desde as mais amplas até as mais específicas.

No Fiscogate, o campo para a escolha de hipóteses é vasto, já que ninguém sabe aonde quer chegar a Polícia Federal de Lula.

Ao “investigar” a violação fiscal de pessoas ligadas ao tucano José Serra, a PF reuniu indícios relevantes.

Na melhor das hipóteses, a encrenca estaria elucidada. Na pior das hipóteses, não. Tomada pela fala de seu diretor-geral, a PF agarrou-se à primeira alternativa.

“Não foi comprovada utilização [dos dados fiscais] em campanha política”, disse Luiz Fernando Corrêa.

Com essa frase, o manda-chuva da PF revelou-se um delegado precário. Submete o trabalho de sua corporação às conveniências do comitê petista de Dilma Rousseff.

Chama-se Amaury Ribeiro Jr. o pivô do inquérito da PF. Descobriu-se que ele encomendou dados fiscais. Coisa de outubro de 2009.

O PT vendeu a tese de que Amaury, em depoimento, dissera ter agido para “proteger” Aécio Neves de Serra. Hoje sabe-se que não há menção a Aécio no inquérito.

Mas a PF, o PT e Lula decretaram: os sigilos foram violados em meio a uma disputa de Aécio e Serra. Mediam forças pela vaga de presidenciável do PSDB.

Agarrados à hipótese específica, “investigadores”, governo e partido negligenciam a mais ampla, que evolui para 2010 e acomoda o caso no comitê de Dilma.

Amaury Ribeiro Jr. tomou parte de reuniões de um “grupo de inteligência” da pré-campanha da pupila de Lula. Mas isso não parece interessar à PF.

Ao ser inquirido, Amaury disse que Rui Falcão (PT-SP), personagem da campanha de Dilma, roubou informações de seu laptop. A PF dá de ombros.

Amaury insinua que os dados surrupiados de seu computador foram convertidos em dossiê. Não deu queixa à polícia. Faltou-lhe nexo.

Para o governo, Amaury só merece ser ouvido nos trechos em que fala de Aécio. Os pedaços do inquérito que remetem ao comitê não merecem existir.

O que a PF faz em reação às pressões do governo e do PT é o que deixa de fazer por convicção, compromisso com a verdade ou precaução.

Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2210201008.htm

 

Em editorial O Globo afirma que existem evidências de influência partidária do PT na Polícia Federal

Evidências de influência partidária na PF

Fonte: O Globo – Editorial

O grau de aparelhamento do Estado na Era Lula por grupos sindicais, pela companheirada em geral e por organizações ditas sociais não é medido pelo simples ? embora preocupante ? inchaço da máquina burocrática. É negativo o fato de os cargos de confiança nos últimos sete anos e dez meses terem passado de aproximadamente 18 mil para mais de 20 mil postos, preenchidos sem necessidade de concurso público, exigência de aptidão profissional e outros requisitos normais nas atividades privadas.

Piores, porém, são as distorções observadas na atuação do Estado em decorrência deste aparelhamento. Por exemplo, no suporte a atividades ilegais de organizações políticas companheiras (MST), no não cumprimento de determinações judiciais por injunções partidárias – caso da desocupação de parte do Jardim Botânico, impedida pelo PT fluminense -, e assim por diante. Há incontáveis exemplos de degradação do Estado causada por esta intoxicação político-partidária de instrumentos que deveriam agir balizados pela Constituição, pelo verdadeiro interesse público, mas que passaram a se subordinar aos poderosos de turno. O ministro da Justiça da primeira fase da Era Lula, Márcio Thomaz Bastos, colocou em circulação o adjetivo republicano, quando tratou de defender a atuação da Polícia Federal, subordinada à sua Pasta, na investigação do escândalo do mensalão, denunciado em 2005.

Uma PF republicana não se submeteria a pressões de governo.

Reconheça-se que a Federal costuma desagradar a poderosos de ocasião.

E nem é mesmo seu papel agradar a eles. Nem assim devemos considerá-la imune à forte onda de partidarização do Estado, talvez nunca antes observada neste país. A investigação meia-sola empreendida pela PF para supostamente elucidar o roubo de dados de declarações do imposto de renda de tucanos ilustres é grave evidência de que até mesmo a PF deixou de ser ?republicana?. Toda a história de vazamento de dados privados de Eduardo Jorge, vicepresidente do PSDB; da filha do candidato José Serra, Verônica; e do marido dela, bem como de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro de FH, tem um desfecho que parece feito sob encomenda para o PT e sua candidata.

A PF prestou grande serviço ao partido, e não à nação, ao validar, sem qualquer crítica, o depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Jr. de que começara a levantar os dados quando trabalhava no jornal “Estado de Minas”, para “proteger” o então aspirante a candidato a presidente Aécio Neves, nos embates deste com o tucanato paulista (Serra). Em vez de deixar sem investigação as duas pontas políticas desse caso – o lado mineiro e o surgimento no comitê de Dilma Rousseff dos dados surrupiados num esquema de corrupção rasteira existente na Receita – , a PF deveria, ao contrário, ir fundo nestas frentes. Como o jornal mineiro teria deslocado um repórter para montar um dossiê preventivo a fim de Aécio se defender de Serra. Como essas informações foram parar no comitê de Dilma – segundo reportagem da “Folha” -, para o qual o repórter passara a trabalhar. Estas perguntas se juntarão a uma de 2006, também não respondida: qual a origem das cédulas arrecadadas pelos aloprados do PT para comprar um dossiê também contra Serra. Polícia não existe para deixar perguntas sem respostas. Quando isso acontece com frequência, algo vai mal. E o adjetivo “republicano” foi revogado há tempos.

Polícia Federal continua a deixar perguntas fundamentais sem respostas

 

Vale Tudo: Merval Pereira diz que Lula participou de duas das mais vergonhosas tentativas de farsa política do país

Sobre farsas

Fonte: Merval Pereira – O Globo –  publicado no Blog do Noblat

Não satisfeito de ter transgredido todas as normas legais relativas à campanha eleitoral no afã de eleger a candidata que tirou da cartola, o presidente Lula na reta final da eleição perdeu qualquer vislumbre de constrangimento que porventura ainda tivesse e passou a fazer campanha política 24 horas por dia, antes, durante e depois do expediente oficial de presidente da República, em todas as dependências oficiais do governo.

E participou diretamente nos dois últimos dias de duas das mais vergonhosas tentativas de farsas políticas da história recente do país.

Ontem, ele se despiu dos rigores do cargo e assumiu o papel do cabo eleitoral mais energúmeno que possa haver.

(Antes que algum petista desavisado ache que estou xingando Sua Excelência, devo esclarecer que utilizo o termo energúmeno no sentido de “fanático”. A palavra parece um palavrão, mas não é. Na coluna de ontem, escrevi que Serra fora atingido por um “artefato” e houve petistas exaltados que vissem no termo um sentido alarmante que ele não tem. Usa-se a palavra para definir “qualquer objeto manufaturado”. Como não sabia o que havia atingido o candidato tucano, usei a palavra. E acertei, como veremos).

Voltando ao caso, o cabo eleitoral Lula da Silva disse que a agressão sofrida por Serra era uma “mentira descarada”.

Segundo ele, depois de ver imagens das redes Record e SBT, ficou convencido de que Serra fora atingido por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema “de algum assessor da publicidade da campanha que sugeriu parar de caminhar e pôr a mão na cabeça para criar um factoide”.

Para encerrar o festival de irresponsabilidades, Lula comparou o caso ao do goleiro chileno Rojas, que fingiu ter sido atingido por um rojão num jogo contra o Brasil.

Ontem, o Jornal Nacional demonstrou, com o auxílio de um perito, que quem criou um factoide com claros objetivos políticos foram as reportagens que montaram dois momentos diferentes como se fossem uma sequência, tentando desqualificar o que foi uma atitude política digna dos regimes fascistas.

Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal “artefato”) que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.

A agressividade dos cabos eleitorais petistas em si mesma já era motivo para preocupação, pois em democracias não é aceitável que grupos tentem impedir outros de se manifestar.

Desse ponto de vista, é lamentável o que ocorreu ontem em Curitiba, quando a candidata oficial foi recebida com bolas de água jogadas de cima de prédios. Se atingissem alguém, elas seriam tão perigosas quanto o “artefato” que atingiu Serra.

O que não é comparável é a origem dos dois fatos. O primeiro foi uma ação política orquestrada com a intenção de agredir o candidato oposicionista. A outra é uma irresponsabilidade.

Na quarta-feira, Lula havia anunciado para os jornalistas a conclusão de um inquérito que a Polícia Federal realizou sobre a quebra de sigilo fiscal de parentes e pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra.

O próprio presidente, depois de ter tentado desqualificar as denúncias sugerindo que se tratava de uma ação eleitoreira de Serra, viu-se obrigado a convocar a Polícia Federal para investigar o caso.

Soube em primeira mão o resultado do inquérito e pareceu satisfeito, tanto que anunciou aos jornalistas, sem que fosse perguntado, que a Polícia Federal iria revelar “a verdade dos fatos”, que nada tinha a ver com “as versões”.

De fato, a Polícia Federal retirou todo caráter político da investigação, e anunciou que o responsável pela compra dos sigilos quebrados era o jornalista Amaury Ribeiro Junior quando ainda trabalhava no jornal “Estado de Minas”.

O PT passou então a espalhar a versão de que se tratava de uma briga interna dos tucanos, e que o serviço sujo fora feito para ajudar Aécio Neves na disputa interna com Serra pela indicação a candidato do partido a presidente.

A suposição era de que o jornal “Estado de Minas” mantinha estreita ligação com Aécio e designara seu repórter investigativo para devassar a vida de seu adversário.

O próprio Amaury Ribeiro Junior disse que fizera os levantamentos “para proteger Aécio”, mas em nenhum momento afirmou que fora designado pelo jornal para tal tarefa, apenas insinuava o vínculo.

Não bastou que o jornal e Aécio desmentissem essa hipótese, a rede de intrigas petista passou a anunciar como verdade o “fogo amigo” tucano como gerador da quebra dos sigilos fiscais.

Pois ontem a verdade veio à tona: o jornalista não estava mais trabalhando para o “Estado de Minas” quando encomendou a quebra de sigilo dos parentes de Serra e de pessoas ligadas a ele no PSDB, e agora acusa o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma, de ter roubado os dados de seu computador.

Esses dados, juntamente com a informação de que havia sido criado um grupo de espionagem dentro da campanha, foram vazados para a imprensa em decorrência de uma disputa de poder entre Fernando Pimentel, responsável pela contratação dessa equipe de “jornalistas investigativos” para trabalhar no “setor de inteligência” da campanha, e Rui Falcão.

Agora a Polícia Federal tem a obrigação de prosseguir nas investigações para saber quem financiou o jornalista Amaury Ribeiro Junior desde a compra dos sigilos até que surgisse oficialmente como membro da campanha dilmista no tal “setor de inteligência”.

Do jeito que as coisas ficaram, a sensação é de que a Polícia Federal foi usada pelo governo para revelar, às vésperas do segundo turno da eleição, apenas informações que prejudicassem o campo oposicionista.

A nota indignada do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, repudiando o uso político das investigações, só pode ser considerada se a atitude da Polícia Federal corresponder a ela, o que não aconteceu até agora.

 

 

Nota do PSDB repudia ações de Dilma e Lula na montagem da versão sobre dossiê contra tucanos idealizado pelo PT

Leia nota divulgada pelo PSDB nesta quinta-feira

Fonte: PSDB

Nota do PSDB

O Brasil assiste atônito à mais grave evidência de uso político e partidário das instituições do Estado, agravada pela manipulação de documentos oficiais sob responsabilidade direta do Poder Público.

Primeiro, o presidente da República anuncia ao País que a Polícia Federal se pronunciará sobre a investigação a respeito da quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB, numa demonstração explícita de que o conteúdo do posicionamento de uma investigação policial, que se pretendia isenta e sigilosa, seria favorável ao seu partido, o PT.

O Brasil então quer saber:

Se o assunto é tão relevante a ponto de merecer a participação direta do presidente da República, por que a Polícia Federal não divulgou a íntegra dos depoimentos?

A resposta é simples. A leitura dos depoimentos joga por terra toda a farsa montada pelo PT para esconder as vergonhosas e inaceitáveis ações que ocorreram verdadeiramente dentro do comitê da campanha da candidata Dilma Rousseff, em Brasília.

Nas últimas 24 horas o PT, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff usaram de todos os meios para dizer aos brasileiros que a criminosa ação de venda e de vazamento de dados sigilosos da Receita Federal ocorreu a partir de uma disputa interna do PSDB entre José Serra e Aécio Neves. Disseram isso publicamente a jornalistas e aos eleitores brasileiros.

A candidata Dilma Rousseff afirmou literalmente que o jornalista sob investigação, Amaury Ribeiro Júnior, em seu depoimento à Polícia Federal, teria declarado “que fez o trabalho dentro de um conflito entre dois candidatos à presidência dos tucanos”. Dilma avalizou perante o País inteiro a versão de que o vazamento de dados fiscais da família de José Serra foi uma iniciativa com o objetivo de proteger o governador Aécio Neves contra dossiês feitos por pessoas ligadas ao governador Serra.

A leitura do depoimento prestado pelo jornalista à Polícia Federal, no entanto, revela exatamente o contrário e joga por terra a tentativa do PT de fraudar a verdade: em nenhum momento o jornalista disse ter feito qualquer investigação com o objetivo de proteger o governador de Minas de ações de pessoas ligadas ao governador Serra.

O depoimento é inequívoco ao mostrar as digitais dos responsáveis por negociações e estratégias inaceitáveis num processo de disputa eleitoral de um País democrático. Os nomes estão declarados pelo jornalista e não são de tucanos, e sim do PT.

O depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior traz revelações importantes e necessárias para conhecimento e reflexão dos eleitores brasileiros. São elas:

1-      O jornalista diz textualmente que houve pelo menos duas reuniões de integrantes do comitê da campanha de Dilma Rousseff, com data, hora e endereços identificados em Brasília, com o objetivo de contratar serviços de espionagem contra José Serra.

2-      Que o comitê da candidata Dilma analisou propostas financeiras feitas para contratação de serviços de espionagem contra integrantes do próprio PT e contra integrantes do PSDB.

3-      Que havia uma disputa interna por poder entre dirigentes do PT dentro do comitê da candidata em Brasília.

4-      E, por fim, o jornalista atribui claramente a Rui Falcão, do PT, o vazamento dos dados fiscais obtidos por ele.

O depoimento do jornalista revela mais:

Que a obtenção dos dados fiscais ocorreu no final de setembro em data na qual Amaury Ribeiro Júnior não trabalhava mais para o jornal Estado de Minas. Documentos da empresa mostram que o jornalista encontrava-se em férias, tendo voltado em 14 de outubro para pedir demissão.

Que enquanto trabalhava no jornal, suas despesas eram custeadas pela empresa e, durante o período das férias, suas despesas passaram a ser custeadas por pessoas. Quem pagava as despesas de Amaury? Por que ele sempre passava por Brasília antes de seguir para São Paulo, conforme demonstra a investigação?

As perguntas que o País quer ver respondidas são de quem era o dinheiro que o despachante Dirceu Rodrigues Garcia disse à Polícia Federal ter recebido em sua conta corrente em agosto deste ano?

O presidente da República e Dilma Rousseff devem ainda explicar ao País quem autorizou a integrantes do comitê da candidata a fazer negociações de contratos para espionagem e que envolveriam até a contratação de transporte de dinheiro de Caixa 2, conforme afirmou o jornalista em seu depoimento à Polícia Federal.

Todos, incluindo o PSDB, esperam os esclarecimentos que se fazem necessários e urgentes ao País.

Brasília, 21 de outubro de 2010.

 

 

Repúdio ao Governo Lula: Hélio Bicudo, fundador do PT, hoje desligado do partido fala em vídeo sobre o “Manifesto em Defesa da Democracia”

Brasil, 22 de Setembro de 2010.
Inconformados com a marcha para o autoritarismo do governo federal do PT antes das eleições presidenciais de 31/10/2010, brasileiros notáveis lançam em praça pública o “Manifesto em Defesa da Democracia”.

Entre eles: Dom Paulo Evaristo Arns (Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo), Hélio Bicudo (Fundador do PT), Ferreira Goullar (Poeta, Ganhador do Prêmio Camões – 2010), Miguel Reali Jr. (ex-Ministro da Justiça, Professor Titular de Direito Penal da USP), José Carlos Dias (ex-Ministro da Justiça) e Henry Sobel (Rabino, ex-Presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista – CIP).

Contratado para espionar: Amaury Jr diz que Rui Falcão, coordenador de campanha da Dilma, foi quem furtou dados do laptop

Responsável por quebra de sigilo de tucanos diz que Rui Falcão copiou os arquivos

Fonte: Fernando Mello – Revista Veja Online

VEJA teve acesso ao depoimento de Amaury Ribeiro Junior à Polícia Federal, no qual ele confirma que foi convidado para integrar equipe de espiões da pré-campanha petista

O jornalista Amaury Ribeiro Junior, que encomendou a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha de José Serra, e de outras pessoas ligadas ao PSDB, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que os dados obtidos por ele com a cooperação de servidores da Receita Federal de São Paulo foram copiados em abril deste ano por Rui Falcão, um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. VEJA obteve a transcrição integral do termo de declaração de Ribeiro Junior à PF, que está anexado ao inquérito do caso. Em nenhum momento, em seu depoimento, ele diz ter agido para “proteger” Aécio Neves, tese sustentada pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, e outros dirigentes do partido. A credibilidade de Ribeiro Junior é relativa, já que ele está no olho do furacão do escândalo da quebra de sigilos, mas sua narrativa ajuda a jogar luz sobre alguns pontos da operação criminosa que culminou com a criação de um dossiê que seria usado para prejudicar Serra na campanha.

Ribeiro Junior afirma que começou a investigar pessoas ligadas ao PSDB “há dez anos”, quando ainda trabalhava no jornal O Globo. Seu “foco”, diz, eram as privatizações do governo FHC. Depois disso, ele passou pelas redações do antigo Jornal do Brasil e da revista Istoé, onde afirma ter continuado a recolher informações sobre o partido. No final de 2007, foi contratado pelo jornal O Estado de Minas e, segundo conta, continuava nutrindo interesse especial pelos tucanos. Em 2008, Ribeiro Junior diz ter recebido uma dica passada por “fontes da comunidade de informações”. Haveria um grupo de espiões que, segundo Ribeiro Junior, trabalharia para Serra, investigando outro tucano, Aécio Neves. No depoimento, o jornalista afirma que, por conta própria, “decidiu retomar as investigações das privatizações, agora (naquele momento) focando também pessoas ligadas a José Serra”.

As quebras de sigilo realizadas na Receita Federal ocorreram em outubro do ano passado. Nesse período, Ribeiro Junior havia decidido se demitir do jornal, alegando que precisava cuidar do pai, que estava doente e faleceu pouco depois. O jornalista aproveitou para tirar férias em seu último mês na empresa, antes de formalizar a demissão. Foi durante as férias dele que as quebras de sigilo foram perpetradas. Ele viajou a São Paulo para pegar o material. De posse das informações, não voltou a trabalhar no jornal mineiro, apesar de garantir ter deixado uma cópia dos papéis na redação. O jornal O Estado de Minas nunca publicou nenhuma reportagem sobre o assunto.

Pois bem. Por volta de abril deste ano, Ribeiro Junior diz ter sido convidado para trabalhar na pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele foi chamado por Luiz Lanzetta, também jornalista, incumbido de formar um “núcleo de inteligência”, ou seja, espionagem, para a petista. Ribeiro Junior foi a Brasília e se hospedou em um flat no apart-hotel Meliá. O lugar pertence a um certo “Jorge”, que segundo Amaury lhe foi apresentado como “responsável pela administração dos gastos da casa do Lago Sul (a sede do tal grupo de inteligência) e da campanha de Dilma Rousseff. Ribeiro Junior diz ter levado para o apartamento um laptop com suas “apurações”, ou seja, a investigação ilegal sobre a família de Serra. E afirmou à PF “ter certeza” que o material “foi copiado por Rui Falcão, pois somente ele tinha a chave do citado apartamento, pois já havia residido no mesmo”. O jornalista também afirmou à polícia que foi até a recepção do apart-hotel e verificou que o nome de Falcão constava como sendo o ocupante do apartamento.

Rui Falcão vive em São Paulo e acaba de se reeleger deputado estadual pelo PT. Naquele período, no entanto, era um dos mais atuantes articuladores da pré-campanha de Dilma Rousseff. Ele representava o grupo do PT paulista, que, liderado pela ex-prefeita Marta Suplicy, disputava espaço internamente com o PT de Minas Gerais, cujo principal representante àquela altura era o ex-prefeito de Belo Horizonte, e amigo pessoal de Dilma, Fernando Pimentel. O PT tenta emplacar a versão de que as quebras de sigilo encomendadas por Ribeiro Junior foram motivadas por um suposto “fogo amigo” entre Serra e Aécio, mas o único momento em que essa expressão aparece no depoimento do jornalista é quando ele se refere à briga interna entre os grupos petistas de espionagem na tal casa do Lago Sul. Depois que o escândalo do dossiê estourou, Ribeiro Junior foi contratado pela TV Record, do bispo Edir Macedo, que apóia a candidatura Dilma.

Reinaldo Azevedo diz que Amaury Jr, PT e Polícia Federal são uma combinação de farsas

Amaury, a PF e uma combinação de farsas

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

A VEJA online publica uma reportagem de Fernando Mello com dados do depoimento à Polícia Federal do ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr, atual contratado de Edir Macedo. Em nenhum momento o rapaz afirma que estava atuando a serviço de Aécio Neves, então governador de Minas, ou para protegê-lo.

E como é que essa versão circula por aí? Escrevi a respeito na madrugada. Trata-se de uma armação de caráter político, quase anunciada por Lula ao antecipar a repórteres que a PF traria novidades sobre o caso, antes da entrevista coletiva do delegado responsável pelo inquérito. A única “novidade” foi a informação de que Amaury havia confessado ter encomendado as quebras de sigilo, o que a Folha já havia noticiado. O policial não fez especulação política.

E como é que essa especulação está presente em todo canto? Ora, trata-se de uma plantação vinda de áreas da própria PF, estimulada, obviamente, por Amaury.

A reportagem da VEJA Online informa também que o contratado de Edir Macedo contou à polícia que os dados de seu computador foram surrupiados por Rui Falcão sem o seu conhecimento ou consentimento. Huuummm… Pobre rapaz ingênuo esse Amaury! A versão que parece complicar a vida do homem de comunicação da campanha de Dilma Rousseff é só cortina de fumaça para, vejam só!, proteger o PT e o próprio ex-jornalista. Por quê? Tio Rei explica.

1 – Ao afirmar que Falcão surrupiou os dados, Amaury pretende sustentar a tese de que ele não estava trabalhando para a campanha do PT. Logo, o partido não teria encomendado coisa nenhuma. Isso interessa a quem? Ao PT e a Amaury,  apenas um romântico lutando contra maldades tucanas…

2 – Ao afirmar que Falcão surrupiou os dados, Amaury alega, então, a sua inocência num dos crimes ao menos — a divulgação de dados sigilosos — e complica só aparentemente a vida do petista, que vai negar que isso tenha acontecido, é claro. Como Amaury não tem, prova, será a sua palavra contra a do outro. Isso interessa a quem? Embora Falcão e Amaury não sejam exatamente da mesma enfermaria, a versão acaba sendo útil a todo mundo porque a) o ex-jornalista se coloca como vítima de Falcão; b) Falcão se coloca como vítima do ex-jornalista; c) mitiga-se, no conflito, o papel de Amaury como estafeta do PT. É engenhoso. Márcio Thomaz Bastos terá pessado por ali?

Ao principal
Esse aspecto, no entanto, é secundário. Amaury aposta na tolice alheia ao armar a versão de que o Magricela Cerebral e Malvado invadiu o quarto do Gordinho Buliçoso e Ingênuo para fazer uma cópia de seu computador… Tenham paciência! Quando a turma do Lanzetta contratou os serviços do ex-jornalista, certamente sabia do que ele era capaz, não? Aliás, qualoquer um, quando o contrata, sabe, não é mesmo, Edir Macedo?

Link do post: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/amaury-a-pf-e-uma-combinacao-de-farsas/ 

 

 

 

Dossiê do PT: Serra rebate versão de Amaury Jr e diz que versão de vazamentos é “mentira petista

Serra diz que versão de jornalista para vazamentos é ‘mentira petista’

Fonte: Globo Online

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, rebateu nesta quinta-feira, em Maringá (PR), a versão do jornalista Amaury Ribeiro Jr. de que o pedido de quebra dos sigilos fiscais de alguns tucanos foi feito para proteger o ex-governador Aécio Neves (PSDB) , que estaria preocupado com a disputa interna do partido para a escolha do candidato destas eleições. Serra disse que Amaury trabalhava para o PT e que essa versão do jornalista “é uma mentira petista”.

( Leia também: Jornalista Amaury Ribeiro afirma à PF que coordenador de campanha de Dilma roubou dados sigilosos de tucanos )

( Entenda o escândalo da Receita )

– Isso aí é uma mentira petista. Ele (Amaury) é articulado com o PT, trabalhava para o PT, foi contratado pelo Fernando Pimentel, ganhava do PT. E mais ainda: os dados sobre os sigilos quebrados foram passados para a ‘Folha de S.Paulo’ vindos do comitê do PT. Foi o PT que passou para a imprensa, logo o PT tinha os dados dele. E ele estava em processo de negociação para vender. Isso é que é o mais importante. Agora, vocês sabem, eles sabem fazer factoides e muitos jornalistas embarcam nos factoides. Mas a realidade é essa. Essa foi uma ação da campanha do PT, como foi também essa ação do Cardeal, que a imprensa ignora, ninguém me perguntou até hoje sobre isso – disse o candidato tucano.

Perguntado em seguida se também seria factoide a notícia de que sua mulher, Monica Serra, teria feito um aborto, Serra voltou a disparar pesado contra o PT, afirmando que isso “é uma coisa suja”.

( Quem é quem no escândalo do sigilo fiscal )

( No RS, Dilma se isenta de culpa na contratação de jornalistas de suposto grupo de espionagem )

– É, isso é uma coisa suja. É uma sujeira que foi feita, uma reportagem irresponsável e que vem sendo divulgada como uma baixaria, inclusive com folhetos ilegais, clandestinos. Eles atacaram minha família, minha filha, depois meu genro, agora minha mulher, daqui a pouco só falta meus netos. Daqui a pouco vão dizer que meu neto puxou a orelha de um coleguinha na escola e vão soltar panfletos clandestinos a esse respeito. É muita baixaria! Eu nunca tinha visto tanta baixaria. Nunca vi numa campanha ataques a família de candidatos como eles fazem – acusou.

Leia mais:

Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra

PF diz que não foi comprovada utilização de dossiê em campanha eleitoral

 

 

 

 

 

 

Aécio Neves diz que no caso Amaury Jr quem deve explicações em relação a dossiês e quebra de sigilos, como no caso do caseiro, é o PT

Aécio atribui declaração de jornalista à disputa eleitoral

Fonte: Gabriela Guerreiro – Folha de S. Paulo

O ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) atribuiu nesta quinta-feira à disputa eleitoral a informação de que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que fez parte do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma Rousseff (PT), teria levantado informações sigilosas de familiares do candidato José Serra (PSDB) para proteger o próprio Aécio dentro do partido. Ao negar manter qualquer ligação com Amaury, o ex-governador disse que tem como meta eleger Serra presidente.

“É muito estranho que às vésperas da eleição uma versão de um depoimento busque criar o antagonismo no campo adversário. Serra e eu estamos absolutamente unidos, imunes a estas intrigas, e quem deve explicações em relação a dossiês, em relação a quebra de sigilos, como vimos no caseiro, algum tempo atrás, é sempre o PT.”

O jornalista confirmou ontem em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de Serra. Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista.

Amaury justificou a ação ao afirmar que iniciou seu trabalho de investigação contra Serra quando era funcionário do jornal “Estado de Minas” para “proteger” Aécio – que na época disputava dentro do PSDB a indicação para concorrer à Presidência da República.

Na tentativa de mostrar que há unidade dentro do PSDB, Aécio inaugurou hoje em Goiânia um comitê de campanha de Serra. Acompanhado do candidato ao governo do Estado, Marconi Perillo (PSDB), Aécio disse que “Serra representa não apenas a vitória de um projeto político, de um partido político, mas a vitória da própria democracia”.

O ex-governador respondeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, durante discurso em Goiânia esta semana, fez ataques a Perillo. “É triste ver que, no afã da vitória, na volúpia pela vitória, se descambe para ataques tão pessoais e grosseiros como esses. É preciso que a gente compreenda que, na democracia, o adversário não é seu inimigo necessariamente.”

Em mais um ataque a Lula, o tucano disse que “jamais na história desse país se viu um presidente descendo do patamar da Presidência da República para avançar tanto nas eleições”.

Aécio disse ainda que a eleição de Serra vai garantir que “as instituições democráticas no Brasil não estarão a serviço de uma facção política ou de um governo circunstancial”.

PESQUISAS

Ao tentar justificar a liderança de Dilma nas pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial, Aécio disse que “os institutos de pesquisa erraram muito”. “Talvez em nenhuma outra eleição tenham errado tanto. Alguns dos principais institutos de pesquisa do Brasil erraram da nossa avaliação final da campanha 24 horas da eleição em mais de 20 pontos percentuais. Isso é grave”, afirmou.

 

 

 

 

Jornal da Globo: Heraldo Pereira diz que não se pode acreditar que Aécio e PSDB façam parte da quebra de sigilo fiscal: “isso não cola, é história para boi domir’, comentou

Fonte: Jornal da Globo 20 de outubro de 2010

Despachante confirmou que Amaury Ribeiro Jr ofereceu ajuda financeira por estar preocupado com desennrolar do caso da quebra de sigilo

PF identifica envolvidos ligados à quebra de sigilo na Receita Federal

Fonte: Jornal da Globo

Amaury Ribeiro Júnior, que atuou na pré-campanha de Dilma Rousseff, teria encomendado a um despachante em São Paulo a quebra de sigilo ilegal. Ele negou ter comprado as informações à PF.

Merval repudia agressão a Serra, as baixarias da campanha e diz dosiê contra tucanos não isenta PT da culpa de ter contratado jornalista para obter dados ilegalmente

Baixos instintos

Fonte: Artigo de Merval Pereira publicado em O Globo

A agressão sofrida pelo candidato tucano à Presidência da República, José Serra, ontem no Rio, atingido por um artefato atirado por manifestantes petistas que tentavam impedir que os simpatizantes da oposição fizessem uma passeata em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, é apenas o sinal mais visível da agressividade que tomou conta da campanha eleitoral.

Lembra episódio semelhante ocorrido na campanha presidencial de 1989, quando o candidato Collor foi agredido por manifestantes brizolistas também no Rio.

São também daquela campanha, radicalizada pelas disputas dentro da esquerda entre Brizola e Lula e pelo estilo belicoso do então candidato do PRN, que acabou sendo eleito por uma pequena margem de diferença para Lula num segundo turno tão acirrado quanto o deste ano, as lembranças do uso de depoimentos de uma antiga namorada de Lula. Ela afirmou que ele teria querido forçá-la a fazer um aborto.

O depoimento foi tão chocante que até hoje está marcado na história das campanhas eleitorais mais sujas já havidas no país.

Tão revoltante que, 20 anos depois, quando o hoje presidente Lula se reconciliou com o antigo agressor, senador por Alagoas e membro ativo da base aliada do governo no Congresso, sua filha Lurian, objeto daquela disputa abjeta, teve uma reação de espanto que não fez questão de esconder.

Pois hoje os papéis se inverteram, e são os ativistas ligados à campanha petista que espalham pela internet calúnias contra a mulher do candidato José Serra a respeito de aborto, um tema que dominou boa parte da campanha, com ênfase neste segundo turno.

O tema entrou no debate político ainda no fim do ano passado, quando o governo divulgou a versão do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que endossava a aprovação de projeto de lei que descriminaliza o aborto, alegadamente em respeito à autonomia das mulheres.

Houve uma reação imediata de diversos setores religiosos, ainda mais porque a descriminação do aborto é um tema recorrente nos programas de governo petistas.

Aliás, foi relembrando todas as medidas assumidas pelo governo nesse campo que a presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB divulgaram folhetos com um apelo “a todas as brasileiras e brasileiros” para seguir a orientação da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 sobre como “votar bem”, escolhendo candidatos que sejam “a favor da vida”.

O documento lista as diversas medidas e compromissos assumidos pelo governo Lula desde 2005 no sentido de legalizar o aborto, até fevereiro deste ano, quando o Congresso do PT que indicou Dilma Rousseff aprovou o III Plano Nacional de Direitos Humanos, “no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antissocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso país”.

Esse documento foi apreendido pela Polícia Federal em uma gráfica em São Paulo, a pedido do PT ao Tribunal Superior Eleitoral, numa atitude claramente antidemocrática.

Sem entrar no mérito da questão do aborto, qualquer cidadão ou entidade tem o direito de defender suas posições religiosas ou políticas, desde que não receba financiamento do governo, como o imposto sindical.

A gráfica Pana, que imprimiu o panfleto encomendado pela Mitra Diocesana de Guarulhos, foi acusada pelo PT de ser propriedade de uma família ligada ao PSDB, o que é verdade.

Só que esse fato nada tem a ver com os panfletos da Igreja, pois a mesma gráfica já prestou serviços ao próprio PT, como a impressão de 75 mil cópias do “jornal” da CTB, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, com quatro páginas coloridas, aliás ilegal, com reportagens favoráveis à eleição de Dilma à Presidência.

Militantes petistas tentaram invadir a gráfica para impedir a distribuição dos panfletos da Igreja, em mais uma demonstração de como são capazes de pressionar agressivamente os adversários.

O hábito de tentar confundir a opinião pública faz com que os petistas igualem o panfleto da Igreja às propagandas ilegais dos sindicatos.

E leva a que tentem transformar em “fogo amigo” a quebra de sigilos fiscais da família do candidato José Serra, atribuindo ao jornal “O Estado de Minas” uma suposta “defesa de Aécio Neves”.

A estranha versão do jornalista Amaury Ribeiro Jr., de que sua reportagem, jamais publicada pelo jornal mineiro, serviu para que fizesse os relatórios que interessaram à campanha da candidata oficial, Dilma Rousseff, serviu para que o PT tentasse se eximir de culpa na quebra dos sigilos fiscais do PSDB – embora de concreto mesmo exista apenas o fato de que o jornalista que encomendou a quebra ilegal dos sigilos acabou trabalhando na campanha petista, num núcleo de investigação que se destinava a produzir dossiês contra seus adversários políticos.

O jornal que supostamente encomendou as investigações nega que soubesse da ilegalidade ou que o assunto em questão tenha sido objeto de reportagens de Amaury Ribeiro Jr.

E o ex-governador Aécio Neves refutou as insinuações petistas de que o dossiê que apareceu na campanha de Dilma no início do ano tenha sido originado de uma disputa interna entre ele e o hoje candidato José Serra.

Mesmo que, no limite, a quebra do sigilo fiscal dos parentes de Serra tenha sido providenciada por Amaury Ribeiro Jr. com o conhecimento do jornal “O Estado de Minas”, com o intuito de ajudar o então governador Aécio Neves na sua disputa particular com Serra dentro do PSDB, esse “fogo amigo” não isentaria o PT da culpa de ter contratado para sua campanha o jornalista e seus dados obtidos ilegalmente, com o intuito de produzir dossiês contra o candidato do PSDB.

Seja qual for o resultado da eleição do dia 31, esta campanha já está marcada como a mais nefasta à democracia brasileira, com movimentos do baixo mundo se tornando mais importantes do que os compromissos dos candidatos com o futuro do país.

Com o ambiente político convulsionado do jeito que está, não será fácil ao presidente eleito estabelecer um clima propício ao diálogo.

 

 

 

Amaury Ribeiro Jr pagou despachante para obter dados ilegais da Receita Federal de membros do PSDB, farsa foi montada em Brasília

Quebra de sigilo: encomenda foi de Amaury Ribeiro

Fonte: O Globo – Publicado no Blog do Noblat

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia afirmou que o jornalista Amaury Ribeiro Jr foi a pessoa que lhe encomendou a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra.

Segundo o “Jornal Nacional”, que exibiu nesta quarta-feira uma entrevista com Dirceu, a Polícia Federal apurou que Amaury saiu de Brasília para São Paulo num voo de 7 de outubro do ano passado. No dia seguinte, ele teria acesso aos documentos sigilosos.

O despachante afirmou que o encontro com o jornalista foi breve e que ele teria dito que sua missão estava cumprida, ao ver, satisfeito, as declarações de renda dos tucanos.

– Esperei ele conferir a documentação e ele me passou o valor combinado. Conferi o valor e fui embora – disse Garcia ao “Jornal Nacional”.

O despachante contou que recebeu R$ 700 por declaração de renda e que, no total, foram 12 documentos:

– Eram doze, então deu um total de R$ 8.400.

Garcia disse ainda que só voltou a se encontrar com Amaury no mês passado, depois que o caso ganhou destaque na imprensa:

– Ele me ofereceu um auxílio, né, e quis saber como tava a situação – disse Rodrigues Garcia ao “Jornal Nacional”, confirmando que Amaury lhe ofereceu dinheiro: – Aceitei.

Foram, segundo Garcia, R$ 5 mil, em dois depósitos feitos na conta do despachante em duas datas: dias 9 e 19 de setembro. O despachante negou que tenha entendido o pagamento como um “cala boca”:

– Não, não, não. Jamais. Eu entendi como um auxílio, uma ajuda – afirmou.

Acusado de ter falsificado as assinaturas de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, e de outros tucanos para obter as declarações de renda, o auxiliar contábil Antonio Carlos Atella negou que conhecesse o despachante que negociou com Amaury:

– Não sei quem é. Nunca vi mais gordo. E esse jornalista, de onde é? – disse ele.

Demonstrando irritação, Atella disse ter prestado seu serviço de cidadão ao país, ao afirmar em depoimento que o trabalho foi encomendado pelo office-boy Ademir Cabral, que agiu como intermediário no vazamento:

– Agora é com vocês. Se foi a Dilma, se não foi.

Entre as pessoas que tiveram seus dados sigilosos vazados na Receita Federal de Mauá, além da filha de Serra, está o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Amaury, que trabalhava na época no jornal “O Estado de Minas”, afirmou em seu depoimento que acessou os dados para proteger o então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), durante a disputa da pré-campanha tucana.

Segundo o depoimento de Amaury, que não quis dar entrevistas, o jornal teria pagado R$ 12 mil em despesas para que ele viajasse até São Paulo, onde contratou os serviços de Dirceu Garcia.

Ele disse à polícia que começou a investigação sobre tucanos após saber que esse grupo estava investigando a vida do governador mineiro.

Amaury Ribeiro disse ainda que, depois de sair do jornal mineiro, foi procurado por pessoas ligadas à pré-campanha da petista Dilma Rousseff. Esses petistas estariam interessados no material obtido na investigação de Amaury.

O jornalista foi flagrado em um restaurante de Brasília, no dia 20 de abril deste ano, em encontro com Luiz Lanzetta, um dos assessores da campanha petista, e com ex-delegado da PF Onézimo Souza. Com a denúncia do suposto dossiê, Lanzetta – ligado ao então coordenador da campanha de Dilma e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – foi afastado da campanha.

Leia mais em Despachante diz que Amaury pagou por quebra de sigilo de pessoas ligadas a José Serra

Link da matéria no blog: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/10/21/quebra-de-sigilo-encomenda-foi-de-amaury-ribeiro-334265.asp

Para inglês ver: Em nota Polícia Federal tenta explicar uso eleitoral pelo PT de investigação sobre sigilo fiscal de membros do PSDB

PF nega uso de dados da Receita em campanha

Fonte: Solange Spigliatti, Estado de S. Paulo – publicado no Blog do Noblat

Ainda de acordo com a nota, a PF refuta ‘qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos’

A Polícia Federal divulgou nota nesta quarta-feira, 20, sobre as investigações para apurar quebra de sigilo de dados da Receita Federal.

Após 120 dias de investigação, com depoimentos de 37 pessoas e diversas diligências, sete pessoas foram indiciadas. Além disso, a investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior.

Entre as provas colhidas estão as de que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias. Esses dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política, segundo a nota.

O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal, segundo a PF.

Veja a íntegra da nota:

“Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:

1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;

2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;

3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;

4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;

5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;

6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação”.

Itamar Franco critica Lula por ‘mentir descaradamente’

Itamar critica Lula por ‘mentir descaradamente’

Fonte: Paulo Peixoto, Folha.com publicado no Blog do Noblat

O ex-presidente Itamar Franco, eleito senador pelo PPS de Minas Gerais, fez um duro discurso contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato de campanha pró-José Serra (PSDB) na sua cidade, Juiz de Fora. Itamar disse que Lula “mente descaradamente”.

O ataque de Itamar foi combinado com um novo apelo que ele fez a Serra, mesmo sem a presença do presidenciável no ato: que o tucano suba o tom para “desmascarar as mentiras” ditas pela maioria dos petistas. “Não digo que são todos, mas grande parte”, afirmou.

Há uma semana, o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se dizendo vítima de mentiras e cansado das “mesquinharias” de Lula ao não reconhecer o legado do PSDB na Presidência, chamou o atual presidente para um debate “cara a cara”.

Itamar também saiu em defesa da memória do ex-presidente Juscelino Kubitschek, por causa das muitas vezes em que Lula repetiu que tem feito mais do que os outros presidentes –o que, segundo o senador eleito, tem sido repetido também pela presidenciável Dilma Rousseff (PT).

“Será que Minas vai aceitar que, de repente, uma voz do além, junto com a sua candidata ventríloqua, venha dizer a nós… Esqueceram os outros presidentes da República, e nós somos tantos presidentes da República. Nós poderíamos rememorar, basta saber história, e eles não sabem muito história.”

Itamar acrescentou: “Será que nós em Minas vamos aceitar que se diga ‘nunca antes’ e que nós vamos esquecer do que o presidente Kubitschek fez por Minas e pelo Brasil na hora do nosso voto?” 

Reinaldo Azevedo diz que Lula promove escândalo ao tentar criar factóide eleitoral com a Polícia Federal

É um escândalo: Lula tenta criar factóide eleitoral com a PF

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo – Veja

É um escândalo!

Acabo de ver no Jornal Nacional que Lula concedeu uma entrevista antecipando o que seria o conteúdo da entrevista concedida pelo delegado da Polícia Federal que investigou o caso da quebra dos sigilos. E Lula sugere que nada era como parecia. O que ele queria dizer?

Que a investigação provaria que seu partido não estava ligado à quebra do sigilo. É uma piada. Ficou claro que a tentativa foi criar um fato eleitoral. Amaury teria dito à PF que praticou a sujeirada toda para “proteger Aécio Neves”.

É o estado a serviço de um partido. É a polícia do estado a serviço do governo. Lula estava anunciando o que estava pronto para ser uma nova tramóia. A PF, porém, foi discreta, e as acusações a Aécio ficaram por conta do que os jornalistas “apuraram” nos bastidores da polícia, que revelou o conteúdo do depoimento de Amaury, que acusou os… tucanos!

Instituições na lona!

Link do post: <http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/e-um-escandalo-lula-tenta-criar-factoide-eleitoral-com-a-pf/>

Baixaria Petista: PSDB acusa PT de usar Polícia Federal para provocar racha na campanha de Serra

PSDB diz que PT usa a PF para tentar provocar racha na campanha de Serra

Fonte: Globo Online

A direção do PSDB acusou na tarde desta quarta-feira o PT de usar a Polícia Federal para provocar uma divisão no comando da campanha de José Serra. Segundo nota assinada pelo presidente do partido, Sérgio Guerra, a PF estaria tentando vincular o ex-governador e senador eleito Aécio Neves às ações do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que admitiu em depoimento ter encomendado um dossiê contra o presidenciável tucano.

A PF afirmou nesta quarta-feira não haver provas de que o dossiê com dados sigilosos de tucanos foi utilizado pela campanha petista.

( Entenda o escândalo da Receita )

“A mesma Polícia Federal que diz que só vai investigar o escândalo de Erenice Guerra depois das eleições, surge com um depoimento com o claro objetivo de tentar criar constrangimentos ao PSDB”, diz a nota, referindo-se ao fato de que Amaury teria responsabilizado Aécio pela encomenda do suposto dossiê, que seria usado contra Serra, quando os dois tucanos disputavam a vaga de candidato do PSDB à Presidência.

Lamento profundamente que tais ocorrências contaminem um processo eleitoral que deveria ser marcado pelo debate de ideais

Em nota à imprensa, Aécio disse que repudia com “veemência e indignação” a tentativa de vinculação de seu nome “às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr.”.

O senador eleito diz ainda que não conhece e nunca teve qualquer tipo de relação com o jornalista.

“Como disse o senador Sergio Guerra, quem deve explicações aos brasileiros é o PT, já envolvido anteriormente na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo e, agora, na quebra de sigilos fiscais de membros do PSDB. Lamento profundamente que tais ocorrências contaminem um processo eleitoral que deveria ser marcado pelo debate de ideais e de avanços para o país”, diz Aécio no texto.

Eduardo Jorge diz que PF não pode sustentar a versão divulgada

Para o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, que teve o seu sigilo fiscal quebrado, a polícia não pode sustentar essa versão porque os documentos teriam saído do comitê da campanha de Dilma Rousseff, segundo informação que ele teve quando foi avisado de que fora vítima do esquema.

– A polícia está se deixando manipular por interesses partidários. Mas é fácil desmontar essa versão (de que não há conotação política). É só eles responderem sobre como os sigilos chegaram ao PT e quem entregou os documentos para os petistas – disse ele, que nesta quarta-feira passou o dia em São Paulo.

A polícia está se deixando manipular por interesses partidários

Com a ressalva de que não acredita na hipótese de Aécio ter encomendado o dossiê, Eduardo Jorge declarou:

– Essa versão da polícia de que não tem link político é falsa. Ora, se o jornalista diz que fez para proteger o Aécio, já teria viés político – disse o vice-presidente do PSDB, reafirmando que não conversou com o Aécio nas últimas horas por não acreditar na possibilidade de fogo amigo dentro do partido.

Sérgio Guerra, também criticou o posicionamento da PF.

– As pessoas esquecem que os dados saíram do comitê do PT, então não tem nada mais contraditório do que dizer que não tem caráter político – disse ele.

Sobre o envolvimento do nome de Aécio, retrucou:

-Essa é uma denúncia na linha de dispersão.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/20/psdb-diz-que-pt-usa-pf-para-tentar-provocar-racha-na-campanha-de-serra-922831977.asp

 

 

 

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