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Copa 2014: Governo Anastasia cumpre cronograma da Fifa

Gestão Eficiente – Estádio estará pronto em dezembro deste ano, 34 hoteís já estão em construção em Belo Horizonte

Sem vigília e sem cobranças 

Muito se fala sobre 2014. Mas, antes disso, haverá a Copa das Confederações em 2013. Minas Gerais pretende não só testar, mas passar no teste e com louvor. A obra do Mineirão estará pronta até 21 de dezembro de 2012, seis meses antes da Copa das Confederações. Sabe-se, pela experiência de outras Copas, que a obra do estádio é simbólica e acaba ditando o ritmo das demais.

Se a Fifa se preocupa com atrasos nas obras para a Copa, provavelmente traria tranquilidade à instituição uma visita a Minas Gerais para ver de perto a obra do Mineirão e outros preparativos para a Copa, não a de 2014, como já foi dito, mas a de 2013.

Não obstante as ausências da Fifa, precisamos ressaltar que, em Minas, não há necessidade de vigília ou cobranças para que os trabalhos sejam feitos.

No momento, 34 hotéis estão em construção em Belo Horizonte, 17 estão em licenciamento e outros 23 estão previstos na região metropolitana da capital. A capacidade de leitos, atualmente de cerca de 30 mil, poderá aumentar para até 53 mil. Bem mais do que a Fifa recomenda, o equivalente a um terço da capacidade do estádio, ou seja, cerca de 21 mil leitos.

Pode até ser que todos não estejam prontos para a Copa de 2013, mas isso é hipótese, o fato concreto é que seis novos hotéis já estão em funcionamento na Grande Belo Horizonte, todos inaugurados de 2011 para cá.

Até o fim deste ano, cerca de 5.000 pessoas serão capacitadas dentro de projetos do governo em parceria com a iniciativa privada. Há treinamento para agentes de informação turística, guias de turismo, auxiliares de cozinha, camareiras, garçons, recepcionistas. Além disso, há cursos de línguas, informática, gestão de negócios, planejamento de emergência hospitalar externa e princípios de medicina de catástrofe.

Com intuito de interiorizar a Copa, o governo, por meio da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa), realizou três seminários em cidades mineiras que são candidatas a Centro de Treinamento de Seleção (CTS), local escolhido pelas seleções para realizar treinamento cerca de duas a três semanas antes do início da Copa. Dezenove cidades de Minas concorrem a ser CTS.

No quesito mobilidade, já foi inaugurado o novo viaduto da avenida Abraão Caram – importantíssimo no acesso ao Mineirão. Três corredores exclusivos para ônibus articulados, os chamados Bus Rapid Transit (BRT), estão em construção. Os BRTs transportarão por dia, em média, 700 mil passageiros, e um deles também será fundamental para facilitar o acesso ao estádio.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves já está em obras para a reforma do terminal 1. O projeto executivo para ampliação da pista e do pátio já está na reta final. A previsão é de que a obra do governo federal fique pronta em 2013. Após a reforma, o aeroporto terá a capacidade ampliada de 10,2 milhões (2011) para 16,5 milhões de passageiros ao ano.

Em Minas, a Copa já começou!

Fonte: Artigo de Sergio Barroso, secretário da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo O Tempo

Copa 2014: Estádio de Brasília pode se tornar escândalo político, obras já sofreram 11 aditamentos e tiveram acréscimo de R$ 236 milhões

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: UOL e Jogo do Poder

Jeito petista de governar: obra do estádio de Brasília dispara; já subiu mais de um terço do valor inicial e vai subir ainda mais.

A construção do Estádio Nacional de Brasília, que vai receber os jogos da Copa de 2014, caminha para se tornar um escândalo político e administrativo sem precedentes, comandado pelo petista Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal.

Orçado inicialmente em R$ 671 milhões, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Malversação de recursos públicos:

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

Leia mais em: Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2012/02/24/custo-de-estadio-do-df-dispara-r-236-mi-e-vai-subir-mais-tribunal-de-contas-ve-sobrepreco.htm

Estádio Nacional Mané Garrincha: custo estimado atual de R$ 907 milhões e subindo

Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

No dia 26 de outubro de 2011, o UOL Esporte perguntou ao governo do Distrito Federal qual era a previsão de custo total da construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, que está sendo erguido na capital federal para a Copa do Mundo de 2014. A resposta: R$ 671 milhões. Agora, em fevereiro de 2012, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

UMA OBRA SEM PREÇO DEFINIDO

Obra Preço
Construção da arena R$ 719 milhões
Construção da cobertura R$ 176 milhões
Contratação de empresa de fiscalização e gerenciamento da obra R$ 12 milhões
Construção de um túnel de 300 metros a definir
Construção de estacionamento e heliponto a definir
Aquisição de sistema de transmissão a definir
Obras de tratamento acústico e instalação de um sistema de comunicação visual a definir
Compra de gramado a definir
Compra de arquibancadas a definir
Construção de sistemas de drenagem, iluminação e projeto paisagístico da área externa a definir

UOL Esporte solicitou, no dia 16 de fevereiro deste mês, como vem fazendo desde outubro do ano passado, uma entrevista com alguma autoridade ou técnico do governo do Distrito Federal, para que pudessem ser esclarecidos estes e outros pontos controversos da empreitada do Estádio Nacional. Em resposta, recebeu uma nota da assessoria de imprensa do órgão, que diz: “O Governo do Distrito Federal tem a preocupação constante em estar em entendimento com o Tribunal de Contas do Distrito Federal“. Ao TCDF, a Novacap e as empreiteiras têm até março deste ano para apresentar suas explicações.

Além das licitações que ainda serão feitas para completar o Estádio Nacional, que farão com que o custo final ultrapasse com folga a cifra de R$ 1 bilhão, nada faz crer que o 11º aditamento do contrato principal, publicado no Diário Oficial do DF no dia 27 de janeiro deste ano, será o último.

É que os aditamentos acontecem conforme vão surgindo novas necessidades e compromissos assumidos pelo DF, que não estavam previstos no contrato inicial.

Eis um exemplo: conforme chama a atenção o Tribunal de Contas do DF, na época da licitação, o governo distrital ainda não havia assumido a responsabilidade de sediar também a Copa das Confederações. Por isso, o cronograma físico-financeiro inicial da obra previu o término do estádio para julho de 2013. Por outro lado, a exigência para sediar a Copa das Confederações é de que o estádio deve estar apto para operar em dezembro de 2012.

Para cumprir o compromisso assumido com o governo federal e com a Fifa, a Novacap antecipou a entrega da obra para o final deste ano. Entre as medidas tomadas para tanto, um terceiro turno de trabalho foi criado, o que acarretou aumento de custos.

Na última quinta-feira, o UOL Esporte fez derradeira tentativa de ouvir uma autoridade do DF sobre o assunto, mas foi informado de que não havia técnicos disponíveis, já que estes só voltarão ao trabalho na próxima segunda-feira. Ainda é Carnaval em Brasília.

Oposição: PSDB parte para cima do Governo Dilma, Aécio avisa que partido vai apontar ineficiências da gestão petista

Sem gestão pública, ineficiência pública, Gestão do PT, 
Fonte: Baptista Chagas de Almeida – Estado de Minas

PSDB pretende ir às armas

Tucanos vão usar os palanques das disputas municipais para aumentar o tom dos ataques contra o governo Dilma

Horário eleitoral no rádio e na TV também será usado para as críticas

Os tucanos vão aproveitar as eleições municipais deste ano para começar a bater asas com ataques mais fortes ao governo da presidente Dilma Rousseff. O confronto será feito com base em pontos fracos que o PSDB identificou na atual gestão (veja quadro). Nas cidades em que houver horário gratuito de rádio e televisão, o comando da legenda vai aproveitar para apresentar propaganda de caráter nacional e mostrar as diferenças sobre o que pensam o PSDB e o  PT. “O rolo compressor do governo deu um tiro no pé nos estados e municípios com os vetos da presidente Dilma à regulamentação da Emenda 29. Isso precisa ser mostrado ao eleitorado”, reclama o senador Aécio Neves (PSDB-MG), dando um exemplo da estratégia a ser usada.

Aécio destaca que, há dez anos, a União era responsável por 58% dos investimentos em saúde. Hoje, aplica 45%. Os estados e municípios, que investiam 42%, atualmente são responsáveis por 55%. “No mesmo período, a receita da União foi a única que teve crescimento real, mas o dinheiro a mais não vai para a saúde, é usado para fazer obras sem licitação”, ataca o senador.

Diante de pesquisas indicando que a população já colou no PT a imagem da corrupção, os tucanos vão procurar também mostrar a ineficiência da gestão na infraestrutura do país. A Copa do Mundo de 2014 será um dos principais alvos. “As obras estão atrasadas por causa do modelo de gestão. Durante oito anos do governo Lula, o PT não fez as concessões dos aeroportos por uma questão ideológica. Agora é obrigado a correr contra o tempo, por causa do caos, dos atrasos e das filas em todas as capitais importantes”, destaca Aécio.

O presidenciável tucano não cita a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, mas é severo sobre o setor: “Não dá para aceitar que o currículo de uma escola de Rio Branco, no Acre, seja o mesmo de uma escola em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. São realidades completamente diferentes. Sem respeitar as características de cada região, o resultado só pode ser os altos índices de repetência e de evasão escolar”.

Pelo país afora O PSDB pretende dar um caráter nacional às eleições de outubro, sem deixar de lado as peculiaridades de cada região ou município. A definição da estratégia estabelece três diretrizes. A prioridade é a candidatura própria. Se não for possível, aliança com os partidos de oposição e com eventuais aliados que não têm tanto compromisso assim com o governo federal. Em último caso, aliança com os candidatos que tenham o PT como principal adversário.

“A eleição presidencial não é este ano, mas o PSDB pode discutir agora alguns problemas nacionais”, pondera Aécio Neves. E avisa: “A partir de 2013 os tucanos vão às armas”.

>> Os alvos tucanos

Área    Principais críticas

Saúde    Omissão do governo e os vetos à Emenda 29
Inchaço    Aparelhamento do serviço público
Má gestão    Gastos muito elevados com a máquina pública e custeio e poucos investimentos
Corrupção    Pesquisas mostram que o problema colou no PT
Copa 2014    Caos na infraestrutura, dos aeroportos às estradas e no transporte público
Educação    Desde a universalização no governo Fernando Henrique Cardoso, nada mais foi feito

Você se lembra?

 (Paulo de Araujo/CB/D.A. Press - 27/9/11)

Nessa tentativa de desvio, preferem criar um clima no país como se a corrupção fosse do governo e não no governo – Do ex-deputado José Dirceu (PT-SP), em dezembro, em resposta a críticas de tucanos ao governo Dilma

Diante desta pérola, só nos resta a todos constatar que o governo não é do governo. E estamos conversados– Do senador Aécio Neves (PSDB-MG) (foto), sobre a frase postada no blog de José Dirceu em dezembro* 

Copa 2014: Gestão de Aécio Neves e Antonio Anastasia nas obras do Mineirão transforma BH na segunda sede mais importante do mundial

Choque de Gestão, gestão eficiente

Fonte: Agência Minas

O governador Antonio Anastasia acompanhou em Zurique (Suíça), na sede da Fifa, nesta quinta-feira (20), o anúncio dos calendários dos jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações, em 2013. Belo Horizonte receberá, no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), seis jogos da Copa do Mundo e três partidas da Copa das Confederações. Em entrevista após o anúncio da Fifa, Anastasia comemorou o fato de Belo Horizonte ser a cidade-sede onde acontecerá o maior número de jogos, depois do Rio de Janeiro.

“Ficamos extremamente satisfeitos com o anúncio de que Belo Horizonte receberá, nas duas Copas, nove jogos. Seremos, depois do Rio de Janeiro, a cidade que terá o número maior de jogos. E mais importante, na Copa do Mundo, sendo o Brasil, como todos esperamos, o primeiro lugar no seu grupo de classificação na primeira fase, ele jogará duas vezes em Belo Horizonte, as oitavas de final e a semifinal. Portanto, a cidade foi extremamente prestigiada com nove partidas internacionais e possivelmente dois jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e certamente também na Copa das Confederações, onde já teremos garantido pelo menos uma semifinal, além de outros dois jogos de relevância”, afirmou Anastasia.

O governador participou de uma videoconferência com jornalistas, após o anúncio da Fifa, acompanhado do secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sergio Barroso, e do presidente do Comitê Executivo Organizador da Copa do Mundo de Belo Horizonte, Tiago Lacerda. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, também participou da videoconferência, ao lado de jornalistas, na capital mineira.

“Temos o compromisso de fazer de Belo Horizonte a melhor sede para a Copa do Mundo de 2014. Nós todos estamos torcendo para que o Brasil seja o primeiro do seu grupo na Copa do Mundo na fase de classificação, a primeira fase. Assim, o Brasil jogará duas vezes em Belo Horizonte, nas oitavas e depois na semifinal, seguindo o caminho para o hexacampeonato, no Maracanã. Estamos muito felizes”, afirmou Anastasia.

As estatísticas são favoráveis ao Brasil. Desde 1978 o Brasil é o primeiro colocado na fase inicial. Outro dado a favor: no Mineirão, em 20 jogos oficiais e amistosos, a Seleção Canarinho ganhou 15, empatou três e perdeu apenas dois jogos.

Durante o período de preparação para as Copas, a Fifa reconheceu o trabalho desenvolvido em Belo Horizonte e direcionou a tabela para que a capital mineira possa ter dois jogos decisivos da Seleção Brasileira, um na Copa do Mundo e outro na Copa das Confederações. Se o Brasil ficar em primeiro lugar no seu grupo, na fase inicial – o que acontece há nove mundiais –, irá jogar as oitavas de final, no Mineirão. Se passar pelas quartas de final, jogará também a semifinal, em Belo Horizonte. Na Copa das Confederações, em 2013, a capital mineira será o palco de outra semifinal.

“Ficamos muito satisfeitos, fizemos uma mobilização pública pela abertura da Copa no Mineirão, o que nos deu muita visibilidade e, com isso, o reconhecimento pela boa gestão que vem sendo realizada em Minas. Agora é como costumo dizer, temos que valorizar o que é nosso e serão nove jogos”, destacou Sergio Barroso.

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda,  também ressaltou a satisfação com a tabela: “Estou extremamente satisfeito com o calendário apresentado pela Fifa, que privilegia BH, em reconhecimento pelo trabalho que está sendo desenvolvido em conjunto pela PBH e Governo de Minas. Belo Horizonte poderá ter dois jogos da seleção brasileira em fases decisivas da Copa do Mundo”, disse o prefeito.

Gestão de Aécio inovou em viabilizar obras do Mineirão

Empresa montada por BNDES, Bradesco, Itaú, Santander e outras instituições, a EBP preparou reforma do estádio e tem projetos que já totalizam R$7,2 bi

Fonte: Agnaldo Brito – Folha de S. Paulo em 13/02/2011

Escritório de projetos mobiliza R$ 7,2 bilhões para infraestrutura

 

Criado por nove bancos, a EBP vira um modelo para desengavetar projetos governamentais

Para instituições, benefício é indireto, pois projeto concedido é sempre um potencial tomador de crédito

Com dois anos de vida, a EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos) – escritório focado em empreendimentos para o setor público e criado por nove grandes bancos comerciais e de investimento – deve mobilizar pelo menos R$ 7,2 bilhões em capital para infraestrutura no país.

A iniciativa foi idealizada com o propósito de vencer o crônico problema brasileiro da falta de projetos de interesse público com qualidade para fazer girar as concessões. O modelo começa a desengavetar iniciativas.

Com dez empreendimentos em carteira, a empresa comemora o primeiro negócio posto em pé: o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, palco da Copa do Mundo de 2014. O projeto, com valor de R$ 608 milhões, foi modelado, leiloado e contratado num prazo de 14 meses.

Além do Mineirão, outros negócios devem sair em breve. Entre eles está a concessão da BR-101 no Espírito Santo, de hospital e rodoviária na capital mineira, da estrutura logística para conexão dos centros de compra popular em São Paulo (25 de março e Brás) e do saneamento básico na zona oeste do Rio e na região metropolitana de Vitória.

Só esses dois projetos de saneamento podem mobilizar mais de R$ 3,5 bilhões e universalizar coleta e tratamento de esgoto nas duas áreas. São negócios de peso, como de peso é o grupo que criou a EBP.

O capital da empresa é dividido em nove partes iguais, assim composto: BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Banco Votorantim, Citibank, Santander, Banco Espírito Santo e HSBC.

A empresa nasceu com capital de R$ 30 milhões disponível para bancar estudos e consultorias. Segundo o diretor-geral, Hélcio Tokeshi, a empresa ainda dispõe de R$ 100 milhões para usar em novos empreendimentos que serão assumidos pela EBP.

Resposta ao vácuo de desenvolvimento de projetos de infraestrutura, a EBP começou quase como um conceito. Virou um negócio que em 2011 começa a ter retorno.

Para os bancos, o benefício é indireto. Um projeto concedido é sempre um potencial tomador de crédito, embora quem assuma o empreendimento não tenha a obrigação de recorrer a nenhuma das instituições que são sócias da EBP.

A companhia opera quase como uma extensão dos governos, ao assumir a confecção do projeto, da engenharia à estrutura financeira, dos estudos técnicos ambientais à definição do leilão.

“Um governo não tem como manter um time de especialistas para desenvolver um grande projeto de interesse de um Estado ou de uma prefeitura. Custaria caro e essas equipes ficariam ociosas”, diz Tokeshi.

10 PESSOAS

Apesar de mobilizar bilhões de reais, a EBP é uma empresa minúscula. Tem dez pessoas, comandadas pelo economista Hélcio Tokeshi, egresso da consultoria McKinsey & Company. É esse grupo que gerencia a rede de técnicos e especialistas que põe os projetos em pé.

Copa 2014 – Antonio Anastasia: “Teremos bons jogos em Belo Horizonte. Agora, nosso compromisso é fazer da cidade a melhor sede do Mundial”, ressaltou

Fonte: Ana Maria Campos – Estado de Minas

Governador comemora as seis partidas do Mundial que serão em BH e afirma que projeto é fazer da cidade a melhor sede

Zurique – No anúncio do calendário da FIFA para 2013 e 2014, na sede da entidade, numa região bucólica de Zurique, São Paulo e Rio de Janeiro levaram respectivamente a abertura e a final da Copa do Mundo, como esperado. Belo Horizonte receberá seis partidas do Mundial: quatro da primeira fase, uma oitava de final e uma semifinal – se o Brasil ficar em primeiro lugar no seu grupo na etapa inicial, vai jogar as oitavas no Mineirão. Se passar pelas quartas, fará sua semifinal também em BH. Na Copa das Confederações, em 2013, a capital mineira será palco de uma das semifinais.

Apesar de ser anfitrião da partida que decide o Mundial, o Rio vai receber o escrete verde e amarelo somente na final – se o time chegar lá -, já que não haverá jogos do Brasil no Maracanã na primeira fase da Copa.

Ao distribuir as partidas, a FIFA usou critérios diplomáticos para contemplar todos da melhor forma, sem deixar de atender os interesses da própria federação, além de levar em conta o tamanho dos estádios e o poderio econômico das cidades. São Paulo conquistou o direito de receber uma semifinal do Mundial no último minuto do segundo tempo, durante reunião pela manhã do comitê executivo da FIFA, horas antes do anúncio no auditório da entidade, pontualmente às 17h50 (13h50, no horário de Brasília).

A cerimônia em Zurique foi um evento para poucos. Transmitida ao vivo para o mundo inteiro, ocorreu no auditório com capacidade para 210 espectadores. Nem metade dos assentos estava ocupada. O evento não durou 15 minutos. Na plateia, jornalistas e representantes das 12 cidades-sede. Entre governadores, apenas o de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), assistiram pessoalmente. Eles foram recebidos por representantes da FIFA e da CBF e fizeram um tour pelo prédio da entidade antes de acompanhar o anúncio.

A definição das tabelas da Copa do Mundo e da Copa das Confederações foi cercada de mistério até a última hora. Na véspera, Agnelo jantou com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, um dos protagonistas da solenidade, ao lado de Joseph Blatter e Jérome Valcke, respectivamente presidente e secretário-geral da Fifa. O local escolhido foi o Zeughauskeller Restaurant, de comida típica e cervejas exóticas.

Anastasia, que se hospedou no mesmo hotel do governador do Distrito Federal, evitou dar declarações à imprensa sobre previsões para o Mineirão. Depois do anúncio, ele pegou o carro na garagem subterrânea da FIFA e foi embora. Pouco tempo depois, participou de uma videoconferência, direto da Suíça, com jornalistas e o prefeito Marcio Lacerda, na sede da Prefeitura de Belo Horizonte.

VIDEOCONFERÊNCIA O governador comemorou o fato de a capital mineira ser a cidade-sede onde ocorrerá o maior número de jogos, depois de Rio e Brasília. “Teremos bons jogos em Belo Horizonte. Agora, nosso compromisso é fazer da cidade a melhor sede do Mundial. Estamos muito felizes com a confirmação de, pelo menos, sete jogos. E mais importante, na Copa do Mundo, sendo o Brasil, como todos esperamos, o primeiro lugar no seu grupo de classificação na primeira fase, ele jogará duas vezes em Belo Horizonte, nas oitavas de final e nas semifinais.”

Acompanhando o discurso do governador, o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, disse estar feliz com o anúncio e considerou a disputa de até três jogos da Seleção Brasileira em Belo Horizonte uma honra. Assegurou mais uma vez que o Mineirão estará concluído em dezembro de 2012 e destacou outras melhorias, como a transformação do Mineirinho em centro de imprensa para a Copa’2014, com ênfase na cobertura dos jogos no estado, e a reforma do aeroporto da Pampulha, visando a atender o mercado de aviação executiva.

Para o presidente do Comitê Executivo Organizador da Copa do Mundo de Belo Horizonte, Tiago Lacerda, São Paulo tem um importante papel econômico no contexto nacional e, por isso, prevaleceu na escolha para a abertura dos jogos do Mundial. “Diria até que está além do que esperávamos. O mais importante é que o pleito de BH foi bastante natural. Nenhum centavo a mais foi investido para valorizar um jogo específico”, comentou.

O presidente do comitê assegurou que não haverá problemas de transporte na capital mineira durante o Mundial e valorizou a importância de uma semifinal. (Com Bruno Freitas)

Gestão eficiente e estágio adiantado das obras do Mineirão mantêm Belo Horizonte no páreo para abrir jogos da Copa 2014

Fonte: Artigo de Sergio Barroso – Secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo do Governo de Minas – Estado de Minas

Mineirão, o pecado da competência

Modelamos uma parceria público-privada (PPP) inovadora e exemplar, estamos com o cronograma de obras em dia e seremos o primeiro estádio a ficar pronto

O magistral compositor Tom Jobim costumava dizer que, no Brasil, o sucesso é uma ofensa pessoal. Se ainda estivesse entre nós, ele poderia atualizar sua conhecida frase, valendo-se da preparação do país parasediar a Copa 2014: no Brasil, a competência é um pecado. Esse é o sentimento que se tem quando entra em pauta a escolha do estádio que receberá o jogo de abertura, uma das vitrines de maior destaque do evento e de grande alcance em todos os continentes.

A Fifa abriu a possibilidade para que as cidades-sede apresentassem suas candidatura ao jogo de abertura. Entraram em campo Belo Horizonte, São Paulo, Salvador e Brasília. A cada dia, torna-se mais reconhecido nacionalmente o grande esforço que o Mineirão vem fazendo para conquistar a partida inicial do certame. Planejamos, modelamos uma parceria público-privada (PPP) inovadora e exemplar, estamos com o cronograma de obras em dia e seremos o primeiro estádio a ficar pronto, em dezembro de 2012, aptos a estrear na Copa das Confederações, em 2013.

Teremos, ao final, um estádio com capacidade real para 65 mil pessoas – sem puxadinhos e adaptações -, cercado por uma esplanada de 80 mil m2 para realização de eventos culturais, religiosos e de outras modalidades esportivas. O estádio contará ainda com o Museu do Futebol, com 1.630 m2, e mais de 7 mil m2 para lojas, bares e restaurantes. Tudo dentro dos mais elevados padrões da FIFA e dos melhores estádios do mundo.

No centro de nossas preocupações, sempre esteve o legado que a Copa 2014 deixará para Minas. Em primeiro lugar, está sendo uma excelente oportunidade para dotar o estado de uma magnífica arena multiuso, para atender partidas de futebol, espetáculos culturais e eventos religiosos de grande envergadura. Em segundo lugar, está em marcha a realização de um conjunto significativo de obras de infraestrutura na cidade, com vistas a facilitar sobretudo a mobilidade urbana. Belo Horizonte vai ganhar até a Copa três corredores exclusivos para os ônibus articulados, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit), que transportarão 750 mil passageiros por dia.

Minas também vai consolidar sua rede hoteleira, e com isso o estado vai se firmar como principal centro de turismo de negócios, uma atividade capaz de gerar emprego e renda de maneira permanente e sustentável. Vinte e seis hotéis já estão em construção e outros 15 estão em fase final de licenciamento. Com isso serão criados 15.875 novos leitos.

Por outro lado, também fica cada vez mais patente que nem todos trilharam o caminho da eficiência e continuam patinando na incerteza dos dias que virão. Já se sabe hoje que o Brasil não contará com todos os estádios para a Copa das Confederações. E que em pleno 2014, às vésperas do Mundial, o país ainda terá que lidar com a realização dos testes tão necessários para a realização de um evento capaz de encher de orgulho a nação verde-amarela.

Esse é o contraponto entre a competência e o seu contrário. Entre o mérito e o seu oposto. Quem a Fifa deve recompensar? Minas Gerais acreditou e continua acreditando que a disputa aberta pela Fifa era mesmo para valer. Por isso, continuamos a defender o Mineirão como o melhor estádio para abrir a Copa 2014. Essa é a nossa crença, esse o nosso bom combate, certos de podermos sensibilizar a Fifa com a qualidade do nosso trabalho e dos nossos argumentos. Para os mineiros, competência é virtude.

Link do artigo:  http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2011/09/25/interna_opiniao,7927/mineirao-o-pecado-da-competencia.shtml

Governo Anastasia: Minas faz festa para inaugurar relógio da Copa 2014 – Estado é o mais adiantado nos preparativos

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia inaugura relógio de contagem regressiva para a Copa de 2014

Belo Horizonte foi escolhida para ter esse evento em reconhecimento ao trabalho feito no Mineirão e pelo trabalho de mobilidade urbana, que é um exemplo para as demais cidades-sedes da Copa

O governador Antonio Anastasia inaugurou, na noite desta sexta-feira (16), o cronômetro que fará a contagem regressiva para o início da Copa do Mundo de 2014. A cerimônia, que marca os 1.000 dias para a abertura do maior evento futebolístico do planeta, foi realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, uma das 12 cidades-sede dos jogos do mundial de futebol no Brasil.

O relógio, de oito metros de altura, em formato de ampulheta e espelhado, foi acionado pelo governador Anastasia às 20h35. A cerimônia foi acompanhada de perto por cerca de 150 convidados, entre eles secretários de Estado, deputados, vereadores e personalidades do esporte, cultura e lazer. Profissionais de cerca de 40 veículos de imprensa, nacional e internacional, fizeram a cobertura do evento.

A solenidade teve início com a entrada do governador Antonio Anastasia, acompanhado do vice-governador e presidente do Comitê Gestor das Copa, Alberto Pinto Coelho, do ministro do Esporte, Orlando Silva, do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Personalidades e crianças uniformizadas de verde-e-amarelo entraram no Palácio com balões em formato de coração alusivos ao evento. Jovens da categoria de base dos clubes mineiros, Atlético, Cruzeiro e América, e os respectivos mascotes (Galo, Raposão e Coelho) também prestigiaram a festa.

Durante o acionamento, o Tambores de Minas, juntamente com o grupo de tambores do Valores de Minas, do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), apresentaram a música “Oh Minas Gerais”. Também foi apresentado um vídeo com imagens do Estado. O espetáculo contou ainda com show de fogos, apresentação do coral venezuelano “Bocapella” e números circenses.

Reconhecimento

O ministro do Esporte, Orlando Silva, em entrevista após o evento, afirmou que a escolha de Belo Horizonte para a realização da cerimônia que dá o ponta-pé para a abertura da Copa é um reconhecimento ao bom trabalho realizado em Minas.

“Belo Horizonte foi escolhida para ter esse evento em reconhecimento ao trabalho feito no Mineirão e pelo trabalho de mobilidade urbana, que é um exemplo para as demais cidades-sedes da Copa. É uma forma de dizer muito obrigado ao trabalho de Belo Horizonte para a Copa do Mundo”, disse o ministro do Esporte.

Minas Gerais é o estado onde os preparativos para a realização da Copa do Mundo estão mais adiantados. Com previsão de abertura para 21 de dezembro de 2012, o novo Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) terá capacidade para 64,5 mil torcedores com 100% de visibilidade. Atualmente, 1.300 operários trabalham na obra e 100 máquinas e caminhões trabalham em ritmo acelerado.

O governador Anastasia e a presidente Dilma Rousseff visitaram nesta sexta-feira (16) as obras do Mineirão. A presidente ressaltou, durante a visita, a parceria entre o Governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte. “Vi a extraordinária obra feita pelo Governo do Estado e pela prefeitura no sentido de viabilizar, com a parceria de empresários privados, um estádio em um prazo excepcional que vai atender não só à Copa do Mundo, mas também à Copa das Confederações. É, de fato, um dos estádios com tempo de resolução dos mais extraordinários do Brasil”, destacou.

Cerca de 90% da demolição da área externa do Mineirão está concluída para a construção da esplanada, que será um espaço multiuso para atividades de lazer. Na área interna, a demolição foi praticamente concluída. Já tiveram início os trabalhos no estacionamento norte, bem como a produção de pré-moldados para a esplanada fora do canteiro de obras. Todos os novos amortecedores (absorventes dinâmicos TMD) também já foram instalados sob as arquibancadas.

Independência

As obras de modernização do Estádio do Independência estarão concluídas em dezembro deste ano. Estão em andamento a montagem da cobertura, a construção do estacionamento externo, revestimentos internos das paredes e a vedação dos prédios e das arquibancadas. As obras de fundação e contenção dos prédios de serviço e arquibancadas, a montagem da estrutura pré-moldada das arquibancadas e a drenagem do subleito do futuro gramado já estão prontas.

O Independência terá capacidade ampliada de 10 mil para 25 mil pessoas, com seis portões de acesso e estacionamento para 422 vagas. Duas novas torres de serviço vão abrigar bares, lanchonetes e lojas. Serão construídas 18 cabines de imprensa para transmissão dos jogos por rádio e TV e 72 postos de trabalho para imprensa escrita. A área VIP e de camarotes terá capacidade para 2.200 pessoas. O novo gramado terá sistema de drenagem e de irrigação mais eficientes. A nova iluminação vai melhorar a qualidade da transmissão de jogos realizados à noite.

Mobilidade urbana

O Governo de Minas, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, está realizando diversas obras que irão melhorar o transporte e o tráfego na capital. O plano de mobilidade estadual foca em três principais áreas: Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte; infraestrutura de transporte urbano e intermunicipal na região; e acesso aos Centros de Treinamento de Seleções (CTS) e destinos indutores de turismo.

Também está sendo feito um diagnóstico dos principais acessos a destinos turísticos situados num raio de 100 km da capital, para posterior definição de quais trechos deverão ser restaurados. Em Belo Horizonte, o projeto mais importante é a implantação de três BRT (veículo de trânsito rápido) nos corredores das avenidas Antônio Carlos, Pedro I, Cristiano Machado e área Central da capital.

Copa 2014: Já são 52 novos empreendimentos hoteleiros em Belo Horizonte, revela artigo de Alberto Pinto Coelho

Fonte: Alberto Pinto Coelho – Vice-governador de Minas Gerais e presidente do Comitê Gestor das Copas (MG)

O legado da Copa

Minas está demonstrando como é possível fazer do megaevento esportivo um instrumento para acelerar o desenvolvimento e beneficiar toda a sociedade

O imponente cronômetro inaugurado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, ontem, data que assinala o marco de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, já está registrando, na linha do tempo, a contagem regressiva para a realização desse megaevento esportivo que, a cada quatro anos, mobiliza a atenção do mundo inteiro.

Belo Horizonte foi escolhida para sediar esse ato oficial da Fifa exatamente porque, entre todos os estados indicados como sedes da Copa do Mundo, Minas é o que vem cumprindo rigorosamente em dia seu dever de casa na realização das obras necessárias, como a modernização do Estádio do Independência, com previsão de conclusão para dezembro, o novo Mineirão – arena multiuso, com conclusão prevista para dezembro de 2012, da melhoria da mobilidade urbana e da garantia de serviços essenciais, como saúde, segurança e hotelaria.

Desde o anúncio da escolha do Brasil pela Fifa para sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014, em 30 de outubro de 2007, mais da metade do prazo para o início da competição já se escoou inexoravelmente. No caso de Minas, temos bons motivos para comemorar o cumprimento dos compromissos assumidos não somente com a Fifa, mas, sobretudo, com a população mineira.

Devemos, nesse marco dos mil dias que antecedem a Copa, ter sempre em conta que esse evento esportivo dura apenas um mês. Muito mais importante é considerar o legado que ele proporcionará a Belo Horizonte, às cidades que acolherão delegações internacionais e ao próprio estado.

Aí, sem dúvida, reside o principal ganho que a realização da Copa do Mundo pode proporcionar. Assim, estão sendo construídos também dois corredores exclusivos para o transporte rápido de ônibus, os chamados BRTs, que facilitarão o acesso dos vetores Norte e Leste à Região Central. Até o final de 2013 estará também concluída a reforma do atual terminal do Aeroporto Internacional Presidente Tancredo Neves

Motivados pela crescente expansão da demanda e pela atratividade do evento, já são até o momento 52 novos empreendimentos hoteleiros em Belo Horizonte, sendo que 28 estão em construção ou contam com alvará, e os outros 24 em processo de licenciamento. Também estão em elaboração planos de ação específicos nas áreas de segurança e saúde pública. Na área do turismo destacam-se os incrementos aos circuitos e pontos turísticos da capital, das cidades históricas, além de roteiros turísticos, entre eles o da “Rota Lund”, na região das grutas. Outro investimento de significativa importância corresponde ao extenso programa de capacitação de profissionais em todas as áreas, o que dotará a Região Metropolitana de BH de um padrão de serviços até então não experimentado.

Todas essas são iniciativas que devem se transformar em atividades econômicas permanentes. Cabe destacar, no conjunto desse extraordinário trabalho que Minas realiza para afirmar-se como modelo de boa gestão nos preparativos para a Copa do Mundo, a harmônica cooperação entre o governo do estado, governo federal, Prefeitura de Belo Horizonte e os parceiros privados que estão envolvidos nesse mutirão de vontades. Jogando para vencer com projetos bem elaborados que reverterão em conquistas para a melhoria dos serviços públicos, despertando atratividades turísticas e potencializando a vocação da capital para o turismo de negócios, Minas está demonstrando como é possível fazer da Copa um instrumento para acelerar o desenvolvimento e beneficiar toda a sociedade.

Copa 2014: Minas recebe investimentos na rede hoteleira e amplia oferta no número de leitos, Belo Horizonte concentra boa parte das novas unidades

Fonte:  Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Com mineira Vert, grupo Wyndham abre hotéis no país

Minas Gerais vive mesmo uma onda de investimentos em hotéis – movimento que se repete em várias capitais e em cidades de médio porte do interior. Segundo balanço da prefeitura de Belo Horizonte até início de julho, há 22 hotéis em construção na cidade e outros 24 em fase licenciamento das obras. A capital tem hoje 103 hotéis

Sem muito alarde, a maior rede de hoteleira em número de quartos do mundo, a americana Wyndham, abre em dezembro mais um hotel no Brasil. O edifício fica na Barra da Tijuca, no Rio, e será já o segundo com a bandeira Ramada no país. O primeiro funciona desde o começo do ano em Lagoa Santa, Minas Gerais. Outros oito estão para começar a ser erguidos ou já estão em obras. A entrada da marca no mercado brasileiro se dá pelas mãos de uma companhia estreante na administração de hotéis, a mineira Vert.

As duas empresas assinaram um acordo de parceria preferencial em dezembro e já têm, além da unidade que está quase pronta no Rio e a de Lagoa Santa (MG), uma em construção em Belo Horizonte; outro em Contagem (MG), cujo lançamento de vendas será feito em dezembro; e mais seis em fase final de negociação em Minas, Bahia e São Paulo. Os executivos da Vert, empresa constituída há um ano e sediada em Belo Horizonte, consideram que em todos os seis a construção já é certa.

“Na Wyndham, eles achavam que esse desenvolvimento que conseguimos em poucos meses de parceria só aconteceria em três ou quatro anos”, diz a diretora-presidente da Vert Hotéis, Érica Drumond, cuja família é dona do Ouro Minas, o mais luxuoso hotel de Belo Horizonte. Com 15 marcas e 7,2 mil hotéis em seis continentes, o grupo Wyndham teve receita líquida de US$ 3,8 bilhões em 2010.

A estimativa da Vert é que serão necessários investimentos de R$ 460 milhões para entregar todos os dez hotéis com a bandeira Ramada, a maioria prevista para começar a funcionar entre 2013 e 2014. Para outros sete hotéis de marcas da própria Vert que estão em construção ou em fase final de negociação, serão necessários mais R$ 305 milhões.

“Vivemos um momento em que recursos para investir não são mais o problema, o que é mais difícil é a questão geográfica, além dos preços do terreno e da mão de obra”, diz Amilcar Mielmiczuk, diretor de desenvolvimento da Vert.

Minas Gerais vive mesmo uma onda de investimentos em hotéis – movimento que se repete em várias capitais e em cidades de médio porte do interior. Segundo balanço da prefeitura de Belo Horizonte até início de julho, há 22 hotéis em construção na cidade e outros 24 em fase licenciamento das obras. A capital tem hoje 103 hotéis.

“Há uma década, o país passou por um ciclo de investimento hoteleiro que trouxe US$ 4 bilhões. Neste novo ciclo, estimamos que esse valor fique entre US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões”, diz José Ernesto Marino Neto, presidente da consultoria BSH International, especializada em hotelaria. A Copa e as Olimpíadas não são a razão central desse novo boom, mas sim o crescimento da economia brasileira. Foi Marino quem ajudou a formatar a parceria da Wyndham com a Vert no fim de 2010.

Cinco dos primeiros hotéis da rede americana no Brasil serão de categoria econômica (sob a bandeira Encore Ramada). Três deles em Belo Horizonte, um em Salvador e outro em São Paulo. Outros três (estes com a bandeira Ramada Hotel, dois deles Minas e outro no Rio) estarão na categoria “midscale” (de três a quatro estrelas). É a mesma categoria do hotel da Wyndham/Vert em funcionamento em Lagoa Santa. A parceria terá ainda um hotel “upscale” em Minas. Os preços das diárias devem variar de R$ 180 a R$ 350.

Segundo Érica Drumond, do total necessário para os hotéis da Wyndham e da Vert que estão planejados, cerca da metade já foi captado com investidores diversos, que geralmente compram um quarto do hotel a ser construído.

É o modelo de financiamento mais usual no Brasil, segundo Marino. Em São Paulo, diz, dos 45 mil quartos de hotel, 30 mil estão nas mãos de pequenos investidores. Em Belo Horizonte, dos cerca de 18 mil quartos, quase a metade pertence a esse tipo de investidor.

MG atrai novos empreendimentos

Fonte: Letícia Casado – Valor Econômico

Escolhido pelo grupo americano Wyndham para sua estreia no Brasil, Minas Gerais atrai também novos investimentos de outras redes hoteleiras. Até 2014, a Bristol vai erguer oito hotéis no Estado; a Atlântica, ao menos cinco; e a Vista, sete. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas, o grupo Accor deve construir outros oito. A entidade prevê que o número de quartos em Belo Horizonte e região suba dos atuais 15.181 para 16.900.

Para estimular a construção, está em vigor na cidade uma medida que permite que empresas apresentem à prefeitura projetos de hotéis que utilizem o dobro da área permitida nos terrenos. A medida é temporária, mas atraiu mais de 40 novos projetos. A preocupação agora é que essa enxurrada de empreendimentos acabe superando em muito a demanda, diz a presidente da ABIH MG, Rafaela Fagundes Vale, dona da Rede Clan de Hotéis. “É por isso que estamos trabalhando junto ao governo do Estado e da prefeitura para que ampliem espaços para eventos, aeroportos, que façam uma nova rodoviária e captem mais eventos para aquecer o turismo”, afirma.

Os planos de expansão da mineira Vista incluem a inauguração de dez hotéis até 2014, dos quais sete em Minas Gerais e três em Goiás, segundo seu diretor de planejamento, Jamil Roiz de Paiva. Dos projetos em andamento, cinco estão em estágio avançado “com obras previstas para começar em 60 dias”, diz. O de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, será o maior, com 250 apartamentos.

A Bristol aposta em um cinco estrelas próximo ao estádio do Mineirão, numa obra orçada em R$ 56 milhões, diz Luis Fantin, superintendente de marketing. O projeto é um dos oito que a rede tem em MinasGerais. Já a Atlântica vai construir um hotel em Confins, outro em Contagem, e “ao menos três em Belo Horizonte, mas é possível que sejam quatro”, diz Mateus Cabau, diretor de desenvolvimento. Procurada, a rede Accor não retornou o pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

Obras da Copa 2014: “Falta de transparência e a urgência nos prazos poderão resultar em desperdício de dinheiro e em chances de corrupção”, alertou Aécio Neves

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Mil dias

A ausência de um planejamento eficiente e as falhas nos projetos têm sido, aliás, as primeiras e principais causas das mazelas em obras públicas

Na próxima sexta, 16 de setembro, estaremos a exatos mil dias para que a bola comece a rolar na abertura da Copa no Brasil. O que deveria ser motivo de comemoração em um país apaixonado por futebol, infelizmente serve também para confirmar, de forma dramática, a instalação da política do improviso na administração pública brasileira.

Estamos atrasadíssimos e caminhando a passos lentos em direção a um calendário inexorável, apesar de o Brasil ter sido escolhido como sede da Copa em outubro de 2007.

Quatro anos atrás. A dimensão dos problemas que teremos, ao que tudo indica, pode ser mensurada pelo cidadão que já enfrenta congestionamento nos aeroportos ou observa que grande parte das obras nas cidades-sede permanece no papel. Isso a menos de dois anos da Copa das Confederações, a grande avant-première de 2014.

No caso dos aeroportos, cruciais para o transporte num país continental como o nosso, fomos vítimas de uma posição ideológica arcaica do governo, que considerava as concessões e as parcerias com o setor privado (PPPs) quase crime de lesa pátria.

Visão que parece superada com o anúncio feito de concessão de alguns de nossos terminais, embora, acredito, com atrasos já irremediáveis.

Igualmente conhecida é a precariedade das rodovias federais e do transporte coletivo nas capitais que terão jogos. Para explicar esse quadro desolador, há um fator predominante: a má gestão. A ausência de um planejamento eficiente e as falhas nos projetos têm sido, aliás, as primeiras e principais causas das mazelas em obras públicas.

Soma-se nesse contexto a iniciativa do governo de flexibilizar as licitações para a Copa. O novo regime de contratação das obras, RDC, está sendo implantado sem o necessário debate no Congresso e sem a devida análise dos órgãos de fiscalização.

As mudanças nas normas das licitações podem até ter aspectos inovadores, mas serão introduzidas em contratos com cifras vultosas.

A falta de transparência nessas contratações e a urgência nos prazos poderão resultar em desperdício de dinheiro e em chances de corrupção.

Infelizmente, outros dois velhos conhecidos do país. Por fim, não podemos nos esquecer que, durante o maior evento esportivo do planeta, os olhos do mundo estarão voltados para nós. Nossa infraestrutura e serviços de segurança serão avaliados diariamente, e nosso potencial turístico apresentado a milhões de pessoas. O Brasil poderá ganhar ou perder muito.

Em Copa do Mundo, só há um domínio em que o improviso deve prevalecer: nos gramados, quando estiver em campo o talento da seleção. Talento, aliás, que anda meio sumido. Mas, para isso, o Mano ainda tem tempo.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aeroporto da Pampulha pode ganhar investimentos para a Copa 2014

Fonte: Junia Oliveira – Estado de Minas

Aeroporto da Pampulha ganha com a Copa

Uma boa dose de otimismo e um balde de realismo sobre os projetos de Belo Horizonte para o Mundial de futebol de 2014. Por enquanto, vale o que está anunciado, como o BRT (bus rapid transit, na sigla em inglês), com possibilidade de uma ou outra novidade. Mais um a entrar para o time das expectativas é o Aeroporto da Pampulha, na capital. O secretário de estado Extraordinário da Copa, Sérgio Barroso, informou que o terminal também poderá ser beneficiado, pois a Infraero firmou compromisso de fazer investimentos na melhoria da pista, além de aumentar as vagas de estacionamento para aeronaves executivas.

Segundo Barroso, a ideia é evitar o mesmo problema da África do Sul, na última Copa. A expectativa é de que mais de 1 mil aviões executivos sejam usados durante o evento no Brasil e, que desse total, grande parte venha para BH. O custo das obras está sendo avaliado, inicialmente, em R$ 20 milhões e seria bancado exclusivamente pelo governo federal. Ainda não há previsão para início dos trabalhos. Outro espaço que poderia ser usado para dar suporte à demanda é o Aeroporto do Carlos Prates, na Região Noroeste da capital, mas essa possibilidade ainda não foi para a mesa de negociações.

“Não há data para começar, é apenas um compromisso da Infraero de fazer as melhorias até a Copa, algo que poderia ser feito em curto espaço de tempo”, afirmou. Por enquanto, de concreto para o terminal da Pampulha estão definidas obras de revitalização das subestações de energia elétrica principal e do terminal de passageiros. O contrato foi assinado no início do mês, com valor de R$ 2,6 milhões. O serviço contempla, entre outros, a substituição dos painéis elétricos, transformadores, grupos geradores e rede de dutos. A conclusão está prevista para julho de 2012.

A grande preocupação do comitê da Copa é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de BH. “Precisamos dele pronto e não há mais justificativas: o projeto executivo, as liberações, as licenças ambientais, tudo está pronto”, ressaltou. Também é esperado sinal verde para as melhorias na LMG-800, para que a saída do aeroporto não se restrinja à Linha Verde e à Avenida Antônio Carlos, além da expansão da MG-424.

Organizadores das 12 cidades-sedes da Copa estiveram ontem em BH, no seminário “Transporte e tráfego”. No encontro, a BHTrans apresentou o novo centro de controle operacional, que vai proporcionar um monitoramento mais amplo da cidade. Mais câmeras serão instaladas nos pontos estratégicos da cidade. Os agentes de tráfego vão usar mapas digitais e, por meio de palm tops, passarão informações em tempo real para a central. Os atuais 10 painéis de mensagem, informando a situação de trânsito nas principais avenidas, passarão para 19. Os equipamentos vão começar a funcionar até o início de 2013.

METRÔ A Prefeitura de BH (PBH) espera para o mês que vem anúncios do governo federal para o metrô da capital. A expectativa é de que seja divulgado o apoio à proposta de parceria público-privada (PPP) feita pela administração municipal e prefeituras de Betim e Contagem, além do governo do estado. Apesar disso, o secretário Sérgio Barroso foi categórico: “Não conto com o metrô funcionando para Copa”.

O presidente do Comitê Executivo da Copa em BH, Tiago Lacerda, disse que a União marcará a data de anúncio de investimentos ligados ao PAC 2. Segundo ele, os projetos estão avançando, mas não estão mais vinculados à Copa.

As prioridades para o Mundial

A infraestrutura de transporte urbano e intermunicipal no Vetor Norte da Grande BH e no acesso aos centros de treinamento de seleções é a maior preocupação. Veja algumas das intervenções previstas

Implantação de seis terminais de ônibus metropolitanos do sistema BRT (São Benedito/SantaLuzia, Ressaca/Contagem, Morro Alto/Vespasiano, Ribeirão das Neves, Justinópolis/Ribeirão das Neves e Alvorada/Sabará). Outros quatro devem ser modernizados

Melhoraria na LMG-800 para acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves e a destinos turísticos da região metropolitana

Aumento da capacidade da MG-424, via alternativa à Linha Verde para acesso ao aeroporto

Implantação de nova rodovia, com cerca de 15 quilômetros, no contorno norte de Lagoa Santa, ligando a MG-424, nas proximidades do aeroporto, até a MG-010, que dá acesso a destinos turísticos como a Serra do Cipó e o Parque do Sumidouro

Elaboração de diagnóstico sobre os principais acessos a destinos turísticos situados num raio de 100 quilômetros da capital para definição de quais trechos devem ser restaurados

Em BH, o projeto considerado mais importante é a implantação de três BRTs: Antônio Carlos / Pedro I, Área Central e Cristiano Machado. O projeto BRT Pedro II/Carlos Luz foi abandonado

Corruptur e Presidencialismo de coalizão: Ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), prorroga convênio alvo de fraude e de desvio de dinheiro público

Suspeita de fraude chega à Copa

Fonte: Alana Rizzo e Tiago Pariz – Estado de Minas

CRISE 
O ministro do Turismo, Pedro Novais, ampliou convênio de qualificação de pessoal para o Mundial de 2014, apesar de indícios de corrupção levantados por procuradores da República

Brasília – O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB), prorrogou convênio alvo de fraude e de desvio de dinheiro público, apesar das apurações do Ministério Público Federal. A pasta repassou R$ 1,1 milhão para a Associação Brasileira de Transportes Aéreos Regionais (Abetar) para capacitação profissional visando à Copa do Mundo. O inquérito materializa a preocupação do governo com a corrupçãoenvolvendo projetos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O dinheiro fazia parte do programa Bem Qualificar Copa.

A decisão do ministro, que assinou a prorrogação do convênio, foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de março de 2011, quase um ano depois de extensão assinada pelo então secretário-executivo Mário Moyses. A pasta já havia desembolsado no ano anterior todo o valor previsto no contrato. Antes mesmo do fim do convênio, em 7 de julho, a Abetar pediu ao ministério um novo prazo para concluir os cursos e o aditivo de R$ 553,8 mil. Com base em nota técnica da ex-coordenadora de Qualificação Freda Dias, o pedido foi aceito e a prorrogação de ofício validada até 2013 pelo ex-secretário-executivo Frederico da Costa.

A Abetar, que já recebeu R$ 4,5 milhões do governo federal em outros contratos, deveria oferecer cursos de qualificação a distância para funcionários de empresas aéreas e dos aeroportos regionais. As investigações da Procuradoria da República em São Paulo e da Polícia Federal revelam indícios de má aplicação dos recursos, superfaturamento, favorecimento de diretores da entidade e uso de empresas fantasmas. A análise do material didático mostra ainda a utilização de trechos copiados da internet e de cursos de capacitação de grandes empresas brasileiras. O conteúdo dos cursos incluía aulas de ética, cidadania e comportamento.

A investigação foi aberta no ano passado pela Procuradoria da República em São José dos Campos (SP). Segundo o MPF, a diretoria da Abetar contratava – sem licitação – empresas ligadas ao presidente da entidade, Apóstole Lazaro Chryssafidis, o Lack, para executar serviços previstos no convênio. Uma delas, a CH2 Comunicação, está registrada no apartamento de Lack e em nome do sobrinho dele. Em depoimento, Andreas Lazaro confirmou que a empresa, fundada em 2006, tinha sido criada exclusivamente para atender demandas do tio.

A segunda empresa – Tovi Treinamemento – é fantasma, de acordo com o MPF. Não tem sede nem funcionários. Ela estava em nome de uma antiga assistente administrativa da Abetar  responsável pela produção do conteúdo dos cursos. A outra sócia é a filha de Helen Maria de Lima e Silva, contadora e amiga de Lack, que aparece em diversos contratos da entidade com o Ministério do Turismo.

A terceira empresa contratada pela associação é o Instituto Nova Cidadania, que deveria funcionar em uma sala ao lado da Abetar, mas nunca abriu as portas. A diretora da entidade é a própria Hele. A presidente é outra funcionária da Abetar. A quarta empresa investigada  é a ARC Consultoria Empresarial, da ex-diretora do ministério Anya Ribeiro de Carvalho, funcionária comissionada.

Em nota, a Abetar negou qualquer irregularidade na destinação do dinheiro público e afirmou que “as contratações foram estabelecidas diante de rigorosos critérios de seleção e procuraram os melhores profissionais de mercado para o desenvolvimento das atividades.” A entidade afirma que as prestações de contas foram aprovadas pelos órgãos competentes . O Ministério do Turismo informou que o ministro Pedro Novais prorrogou o convênio em decorrência de atrasos no repasses dos recursos. A pasta informou ainda que encaminhou processo do convênio com a Abetar para a Controladoria Geral da União (CGU) em 12 de agosto, três dias depois da Operação Voucher.

Só na reforma
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), informou ontem aos líderes aliados que a presidente Dilma Rousseff não quer trocar mais nenhum ministro até a reforma ministerial que deve acontecer para as eleições municipais do ano que vem. A ideia é que mesmo alguns ministros que não pretendem concorrer nas eleições sejam substituídos.

Ontem à noite, para tentar uma reaproximação de parte da bancada do partido com o Palácio do Planalto, deputados peemedebistas organizaram um jantar com a presença da presidente, do vice, Michel Temer, além de ministros das principais pastas.

Todos os titulares da Esplanada filiados ao PMDB  foram convidados, incluindo Pedro Novais, do Turismo. “O jantar é uma confraternização. Uma retribuição pelo reencontro de segunda-feira com a base, o que demonstra boa vontade dela com os partidos aliados”, explicou Henrique Eduardo Alves (RN), líder peemedebista na Câmara, na entrada do evento. Cerca de 90 pessoas eram esperadas para o jantar.

Copa 2014: “O Mineirão tem feito muito bem o seu dever de casa”, disse Sergio Barroso, secretário Extraordinário da Copa em Miinas

Questão de mérito

Fonte: Artigo Sergio Barroso – O Globo

A escolha do estádio onde será realizada a abertura da Copa do Mundo de 2014 por critérios técnicos é uma questão de respeito aos cidadãos. A boa gestão, o planejamento, o cumprimento de diretrizes e acordos firmados, o rigor nos prazos, enfim, o profissionalismo deve estar em primeiro plano. Valorizar o contrário de todas essas boas práticas não é a política mais adequada nem o exemplo mais salutar da Copa.

Belo Horizonte, Brasília, Salvador e São Paulo se candidataram a sediar a abertura. Um evento que contará com a presença de 600 jornalistas, cerca de 600 mil turistas, bilhões de telespectadores e uma centena de chefes de Estado. Na final, esperamos que estejam o Brasil e seu adversário. E, claro, que o Brasil conquiste o hexa.

Por toda essa visibilidade é que Minas Gerais formalizou a candidatura e, desde então, redobrou esforços para cumprir todas as recomendações da Fifa. O Mineirão tem feito muito bem o seu dever de casa. Começou as obras de reforma em janeiro de 2010 e vai terminá-las em dezembro de 2012, dentro do prazo. Definiram-se as garantias financeiras em dezembro de 2010, com a assinatura do contrato do Governo de Minas com a empresa Minas Arena. Também foi atendida a recomendação para que as obras fossem custeadas via PPP, com dinheiro da iniciativa privada – e não com investimento direto do poder público.

O desempenho do Mineirão até agora recebeu elogios explícitos e insuspeitos do presidente do Tribunal de Contas da União, Valmir Campelo, responsável pela relatoria de todas as obras da Copa. Ele chegou mesmo a dizer que Minas serve de modelo para outras cidades-sede.

Uma obra depende muito de dinheiro – mas não apenas. Há flutuações do mercado de trabalho e de produtos da construção civil. Até mesmo a meteorologia pode interferir no cronograma. Quanto menor o tempo para a execução da obra, maior o risco de não serem cumpridos os prazos – não é preciso ser engenheiro para saber disso.

Os que acreditam, como eu, numa escolha do local de abertura por critérios técnicos e objetivos gostaram da entrevista do presidente da Fifa, Joseph Blatter, ao GLOBO. Ele admite que o país possa vir a dar “uma lição de sucesso” na organização. Certamente, esse otimismo se baseia nos bons exemplos que ele colheu na sua visita ao Brasil.

O que Minas oferece a mais é a garantia de que o Mineirão estará pronto em dezembro de 2012 com infraestrutura moderna, conforto e mobilidade eficiente no entorno, sem nada a desejar a qualquer arena do mundo. O que se espera da Fifa é reciprocidade. Torcemos para que a meritocracia seja o principal critério para a escolha da sede da abertura da Copa.

A Fifa já bateu o recorde na demora em definir quem abrirá o Mundial. No caso da África do Sul, a escolha se deu em 27 de junho de 2007. Agora, a decisão está prevista para o próximo 22 de outubro. Faltam pouco mais de mil dias para o começo da Copa – nessa altura do campeonato, correr riscos com projetos que sequer saíram do chão pode ser um aventura temerária.

SERGIO BARROSO é secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo do Governo de Minas.

PSDB de Minas denuncia uso político de relatório do Tribunal de Contas referente às obras de modernização do Mineirão

PSDB de Minas denuncia uso político de relatório do TCE e tentativa de desviar atenção dos mineiros da MP 527 que estarrece o país

Fonte:PSDB-MG

O PSDB de Minas Gerais denuncia o uso político e irresponsável  que deputados da oposição ao governo do Estado vem fazendo de um relatório preliminar, ainda em fase inicial de avaliação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), referente às obras de modernização do Mineirão.

O Diretório Estadual alerta para tentativa de desviar a imprensa e a opinião pública dos verdadeiros fatos que alarmaram o país nesta quinta-feira (16/06), quando por meio da Medida Provisória 527, o governo federal rompeu com todos os procedimentos de controle previstos da Lei 8.666 que regula os processos de licitação pública.

A MP 527, cujo texto-base foi aprovado na noite de quarta-feira na Câmara, cria um verdadeiro balcão de negócios sob pretexto de agilizar os eventos esportivos que o país sediará em 2014.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (17/06), o TCE de Minas Gerais informa claramente que não procedeu qualquer validação das informações que constam no relatório inicial datado de dezembro de 2010.

O vazamento do relatório por parte dos deputados da oposição seis meses depois, e na mesma data em que a MP 527 chocou o país, comprova a estratégia de transferir do governo do PT a obrigação de esclarecer publicamente sobre seu ato, este sim abrindo o mais perigoso precedente  para que desvios e fraudes ocorram nas obras preparatórias para a Copa no país.

PSDB estuda medida jurídica contra MP que libera controle sobre gastos da Copa do Mundo

Secretário-geral do PSDB diz que partido estuda medida jurídica contra MP que libera  controle sobre gastos da Copa do Mundo

Fonte: PSDB-MG

O secretário-geral do PSDB nacional, deputado federal Rodrigo de Castro, disse hoje que partido estuda medidas jurídicas contra MP do governo federal que impedem a fiscalização pela população dos gastos nas obras da Copa do Mundo. A MP 527 foi aprovada pela base do governo na Câmara dos Deputados.

Veja entrevista com Rodrigo de Castro

“Essas medidas do governo do federal restringem a transparências das informações sobre a Copa do Mundo. Vão contra, inclusive, a promessa do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disse que todos os gastos públicos poderão ser acompanhados pela internet por qualquer cidadão brasileiro. Ou seja, o governo federal, o governo do PT, está cometendo um verdadeiro crime com relação à Copa do Mundo. Não sabemos quanto vai custar a Copa do Mundo, não sabemos como será empregado esse dinheiro.

É um absurdo tão amado pelos brasileiros, um evento tão esperado por todos nós e que tem toda a nossa torcida ser desmoralizado pelo governo federal. Esperamos que os órgãos, tanto o Tribunal de Contas da União quanto os órgãos da Justiça, tomem providências. Esperamos que tanto os órgãos do Poder Judiciário quanto o Tribunal de Contas da União tomem medidas em relação a esse abuso por parte do governo federal. Da minha parte acionei o Departamento Jurídico do PSDB para estudar as medidas cabíveis no sentido de impedir esse abuso com o contribuinte brasileiro.

Queremos a Copa, torcemos pela Copa. Queremos um evento bonito, com muito futebol, que o Brasil saia vencedor, mas queremos uma Copa honesta. Não queremos uma Copa em que os gastos sejam escondidos e que o governo federal adote medidas que vão contra o bem da população.

Queremos um evento de alto nível com muito futebol para mostrar ao mundo a nossa capacidade de organização. E é justamente por isso que o governo federal não pode proceder dessa maneira. Queremos mudanças já em relação à atitude da Copa do Mundo. Mais transparência, mais informações, licitações honestas, licitações abertas e que, principalmente, que toda a transparência, toda a fiscalização seja facilitada e não dificultada como é o caso.”

Carta de Formulação e Mobilização Política

Com a aprovação do texto-base da MP 527, o governo do PT sujeita as bilionárias obras da Copa e das Olimpíadas a toda a sorte de manipulações e falcatruas. Orçamentos de bilhões resguardados por sigilo só têm serventia para quem quer fazer negócios escusos. O que hoje é transparente e aberto à fiscalização da sociedade foi transformado em ouro em pó para ser negociado no câmbio negro pelo petismo. O gramado está livre para a corrupção.

O governo do PT conseguiu nesta semana o que tanto perseguiu: tornar as bilionárias obras da Copa e das Olimpíadas uma ação entre amigos, sujeitas a toda a sorte de manipulações e falcatruas. A MP 527, cujo texto-base foi aprovado na noite de quarta-feira na Câmara, cria um verdadeiro balcão de negócios sob pretexto de agilizar os eventos esportivos que o país sediará em 2014 e 2016. Protegida por sigilo, a corrupção ganhará os gramados.

A medida provisória proposta pelo governo implode o rigoroso modelo de licitações adotado no país desde 1993. Para “flexibilizar” obras que teve oito anos para realizar, mas em quatro nada fez, a gestão petista aboliu a transparência dos contratos pagos com recursos públicos e concedeu à Fifa e ao COI (Comitê Olímpico Internacional) poderes acima de todas as esferas da República.

O texto aprovado com o voto de 272 governistas anteontem torna sigilosos os orçamentos das obras da Copa e das Olimpíadas e permite que seus custos sejam aumentados indefinidamente. Tudo ao abrigo da luz do sol, nos escurinhos onde as ilicitudes se movimentam com desenvoltura. É o ambiente onde o PT mais se sente à vontade.

Hoje a estimativa de custos de uma obra pública é divulgada no edital de licitação, calculada a partir de estudos e projetos previamente realizados. Vence quem se dispuser a realizar o serviço pelo menor preço. O valor pode até aumentar durante a execução, mas até um máximo de 25% para empreendimentos novos e 50% para reformas. Tudo isso cai por terra agora.
Com “caráter sigiloso”, o orçamento não será mais publicado de antemão, nem será divulgado ao longo da realização do empreendimento. Só “estritamente” órgãos de controle o conhecerão, e depois da obra. As empreiteiras ficarão responsáveis por todo o pacote, desde o projeto até a entrega das chaves, sem fornecer seus detalhes. E os aditivos contratuais não terão mais limite – melhor seria dizer que o limite dos gastos será a estratosfera.

Há outros agravantes: pelo texto aprovado pela base aliada no Congresso, cabe tudo no novo “regime diferenciado” criado pela MP. Cidades que nem terão jogos da Copa, situadas a até 350 quilômetros das sedes, também poderão “flexibilizar” a contratação de obras. Empreendimentos que nada têm a ver com esportes também ficam livres de amarras; basta que estejam, de alguma forma, vinculados aos jogos.

Regras tão obscenas e danosas ao interesse público foram penduradas numa medida provisória cujo objeto era estruturar a Secretaria de Aviação Civil. Não bastasse isso, mudanças de última hora – como a que retirou o acesso permanente de órgãos de controle aos orçamentos – foram incluídas como contrabando na MP pelo relator, o deputado petista José Guimarães, antes célebre por ter tido um assessor detido com dólares na cueca.

As reações não tardaram a aparecer. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou o novo regime diferenciado de contratações criado pelo governo do PT “escandalosamente absurdo”. A União dos Auditores Federais de Controle Externo alertou: “É mais complicado, demorado e custoso resgatar recursos públicos que já foram aplicados indevidamente do que, por meio de atuação preventiva, evitar que eles sejam gastos de maneira irregular, ineficiente ou ineficaz.”

“Corrupção e fraudes são pragas corriqueiras em obras públicas no Brasil. O governo federal conhece bem essa realidade. Parece mais empenhado em ocultá-la, contudo, do que em combatê-la”, manifesta-se a Folha, em editorial. Para O Estado de S.Paulo, também em editorial, a MP é um “verdadeiro habeas corpus preventivo para a bandalheira”: “O único interesse que essa obscenidade preservará será o da corrupção”.

O pior é que o governo Dilma nem esperou a aprovação da MP – que terá destaques votados na Câmara no próximo dia 28 e ainda passará pelo Senado – para dar uma banana para os órgãos de fiscalização.

A Folha de S.Paulo mostra hoje que, em ofício endereçado ao TCU, o Ministério dos Esportes avisa que a prestação de contas de novos contratos relacionados a obras e serviços contratados para a Copa, de valor estimado em R$ 10 bilhões, “vai depender da ‘conveniência do Poder Executivo'”. (Não custa lembrar que, em dois anos, os custos das arenas da Copa já subiram 58%.)

O padrão de opacidade que o PT quer impor à realização das obras da Copa e das Olimpíadas no Brasil só tem paralelo na China, mostra O Estado de S.Paulo. França, Coreia do Sul, Japão, Alemanha, África do Sul, Sidney, Atenas e Londres colocaram à disposição de sua população, de forma detalhada, o andamento dos gastos, em alguns casos com atualização em tempo real. Os próceres governistas, porém, desdenham do interesse do público brasileiro: “Se queremos sediar [a Copa], a regra é essa”, disse o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira.

Orçamentos de bilhões resguardados por sigilo só têm serventia para quem quer fazer negócios escusos. Imagine-se quanto uma empreiteira não pagará para conhecer a proposta de uma concorrente. O que hoje é transparente e aberto ao escrutínio e à fiscalização da sociedade foi transformado em ouro em pó para ser negociado no câmbio negro pelo petismo.

Felizmente este cheque em branco para a corrupção encontrará muita dificuldade para prosperar. Nas votações que estão por vir, o Congresso tem tudo para derrubar o acinte que os governistas aprovaram na noite de anteontem. O governo Dilma terá que pôr todos os seus tratores novamente em campo para institucionalizar a roubalheira. Sem a proteção do sigilo.

Deputado do PSDB diz Governo federal é omisso em relação à Copa do Mundo

Governo federal é omisso em relação à Copa do Mundo, afirma deputado Carlaile Pedrosa

Fonte: Blog do PSDB-MG 

Enquanto Minas Gerais trabalha com seriedade e transparência para sediar a Copa do Mundo de 2014, o governo federal ainda não vestiu a camisa do evento internacional. Faltam empenho e vontade política, afirma o deputado Carlaile Pedrosa (MG). “Sentimos que o Executivo está muito omisso”, reprova.

O tucano acrescenta que o Estado está no caminho certo, motivo pelo qual reivindicará a abertura do evento. Ele destaca o empenho do governador Antonio Anastasia e do senador Aécio Neves (MG). “O Aécio iniciou e o Anastasia está dando seguimento e tem trabalhado muito para a Copa”, disse. Para Pedrosa, o compromisso com o povo é marca do PSDB.

A reforma do estádio Mineirão, a capacidade da rede hoteleira, as obras de transporte público, o treinamento de mão de obra para receber os visitantes são pontos favoráveis à capital mineira, segundo o tucano. A única preocupação está relacionada à ampliação e modernização do aeroporto de Confins. Mesmo assim, a obra depende do governo federal.

Aliás, a situação dos aeroportos é preocupante no país inteiro e, na visão dos críticos, pode representar um vexame nacional. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em abril, traz uma radiografia da área. Dos 13 aeroportos em obras para atenderem as cidades-sede, nove estão com cronograma atrasado.

Juntamente com o governador Anastasia, Pedrosa recepcionou na segunda-feira (06/06) a comitiva do Segundo Fórum Legislativo das Cidades-Sede. Na Assembleia Legislativa, houve uma exposição do secretário extraordinário da Copa, Sergio Barroso, sobre os planos de Belo Horizonte para o evento.

Presente à visita, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Walmir Campelo, encarregado de analisar as contas referentes ao mundial, parabenizou o trabalho do Estado para sediar o evento. “O ministro elogiou o que está acontecendo em Belo Horizonte: a seriedade, a transparência”, garantiu o tucano.

Belo Horizonte é a quarta cidade a receber a comitiva de parlamentares do 2º Fórum Legislativo das Cidades-Sede da Copa, uma iniciativa das comissões de Turismo e Desporto da Câmara e de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. Integrantes da Comissão de Viação e Transporte também acompanharam a visita.

O deputado recorda ainda a recente proposta de privatização dos terminais brasileiros. “Eles estão dando mão à palmatória.” E ressalta que o PT sempre condenou a privatização das telecomunicações, um marco para a economia do país. Apesar disso, ele duvida da capacidade do governo de colocar o plano em ação.

A presidente Dilma anunciou recentemente que pretende conceder à iniciativa privada os aeroportos de Brasília, Guarulhos (SP) e Viracopos, em Campinas.

Leia matéria no blog do PSDB: http://www.blogpsdb.com.br/wordpress/?p=30112

Romário elogia ritmo das obras do Mineirão e diz que Belo Horizonte pode pleitear abertura da Copa 2014

Baixinho é só elogios

Fonte: Estado de Minas

Em visita ao Mineirão, parte do Fórum Legislativo nas Cidades-Sedes do Mundial, o craque, hoje deputado, destacou ritmo das obras e disse que estádio pode pleitear abertura

O hoje deputado federal e eterno ídolo da torcida brasileira Romário (PSB-RJ) esteve em Belo Horizonte para o II Fórum Legislativo nas Cidades-Sedes da Copa de 2014, reunião promovida pelas comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo e do Desporto e Turismo, do Senado e da Câmara, respectivamente. O Baixinho retornou a um dos poucos estádios do Brasil onde sua arte máxima, balançar as redes, não ficou em tanta evidência.

O craque afirmou ainda que aguarda a ida do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, ao Congresso, para que fale sobre a organização do Mundial e esclareça as recentes denúncias de corrupção que o cercam.

Mesmo com o estádio descaracterizado, com a terra revolvida tomando o lugar da grama e máquinas e operários no posto de torcedores, Romário não se furtou a arriscar algumas embaixadas. O uniforme de deputado, terno e sapato, atrapalhou um pouco, no entanto, a habilidade é algo que não se perde com o tempo. “Já fiz belos jogos aqui, mas gol, só um. Um gol importante, é verdade, contra o Cruzeiro. Está tudo muito diferente da última vez que vim”, relembra.

Sobre a despedida de outro craque do futebol nacional, Ronaldo, que ocorre hoje às 21h50 no Pacaembu, em São Paulo, no amistoso entre Brasil e Romênia, o artilheiro do tetra voltou a exibir a velha e conhecida marra. “O futebol perde muito. Veremos a despedida de um dos maiores de todos os tempos, o maior artilheiro de todas as Copas. Depois de mim, foi o melhor”, alfineta o artilheiro.

O ex-camisa 11 evitou polemizar sobre Ricardo Teixeira, cartola que, junto a dirigentes da Fifa, é acusado de receber propina, que serviria inclusive para influenciar na escolha de países para sediar a Copa. O convite idealizado por Romário, membro da Comissão de Desporto e Turismo, foi aprovado no final de maio. “Fiz o convite principalmente porque o Ricardo Teixeira é o presidente do Comitê Organizador Local (COL) e acho que ele deve falar não somente sobre as denúncias, mas também sobre o andamento dos trabalhos para Copa do Mundo”, declarou o deputado.

O Baixinho criticou o aumento dos gastos na comparação com a previsão inicial e exigiu transparência. “O que se gastará hoje na Copa do Mundo é o dobro do que foi orçado um ano atrás”, analisa. Ele considera que Minas Gerais pode pleitear a abertura da competição. “O Mineirão está dentro do cronograma e segue o que foi acordado. O estádio sai na frente daqueles que estão na briga para abertura da Copa”, opina Romário, que também teceu elogios ao Castelão, arena de Fortaleza (CE).

Saudade Outro ídolo que voltou a entrar no palco que tanto conhece foi o hoje deputado estadual Marques (PTB), ídolo da torcida atleticana. “Sempre fica aquele sentimento de nostalgia. Já joguei aqui para 100 mil pessoas gritando meu nome. O Mineirão me marcou muito”, declarou Marques, que preside a Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da Assembleia. Para o deputado, a explanação feita aos deputados agradou. “A única coisa que preocupa ainda é a questão aeroporto, que não foi resolvida por completo”, destaca.

Os deputados federais e estaduais, acompanhados pelo secretário de Estado Extraordinário para a Copa do Mundo, Sérgio Barroso, e pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e relator das ações para a Copa, Valmir Campelo, visitaram também o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. Campelo enalteceu o andamento dos trabalhos no estado. “Neste momento, Minas Gerias é o mais adiantado e está de parabéns”, elogia o ministro.

O EM VIU
Matando a saudade
Acostumados a encarar as cobranças da torcida atleticana, dois ex-jogadores do Galo voltaram ao Mineirão ontem com funções e responsabilidades bem diferentes: o ex-atacante e deputado estadual Marques (PTB-MG) e o ex-goleiro e deputado federal Danrlei (PTB-RS) fizeram parte da comitiva que participou do Fórum Legislativo nas Cidades-Sedes. “Foi muito bom voltar ao Mineirão. É inesquecível ver aquele mar de torcedores gritando seu nome. Hoje, minha função não é mais defender um clube, uma instituição, mas zelar pelos interesses de todos os brasileiros. A experiência tem sido positiva”, comentou o gaúcho, que defendeu o Galo em 2004 e 2005. (Renan Damasceno)

PARA SABER MAIS
Treze jogos  e um gol
Romário visitou o Mineirão ontem pela primeira vez como deputado federal, mas como jogador o baixinho já jogou 13 vezes no estádio da Pampulha – três vitórias, três empates e sete derrotas. Foram seis partidas com a camisa do Flamengo, cinco pelo Vasco e duas pelo Fluminense, marcando seu solitário gol na vitória do cruz-maltino sobre o Cruzeiro por 3 a 1, nas semifinais da Copa João Havelange, em 23 de dezembro de 2000. Ele marcou o terceiro gol ao avançar pela esquerda, aproveitando contra-ataque – o empate dava vaga na final ao time celeste. Sua estreia foi na derrota do Vasco para o Atlético por 1 a 0, em 7 de dezembro de 1986, e a última foi no empate sem gols com o Galo, quando perdeu um pênalti em 27 de novembro de 2005, partida que marcou a queda do Atlético para a Série B.

Antonio Anastasia se reúne com Dilma e reitera que cronograma de obras para Copa 2014 está no prazo

O governador Antonio Anastasia participou, nesta terça-feira (31), em Brasília (DF), do encontro que reuniu prefeitos e governadores das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 com a presidente da República, Dilma Rousseff. Anastasia reiterou que o cronograma das obras no Estado está sendo rigorosamente cumprido e se mostrou otimista quanto aos investimentos no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

“A presidente convidou os governadores e prefeitos dos estados e cidades que são sede da Copa do Mundo para uma reunião, uma espécie de balanço da situação dos estádios, aeroportos, da questão relativa à infraestrutura e, felizmente, Belo Horizonte e Minas Gerais estão com o cronograma em dia, especialmente o estádio Mineirão conforme, aliás, foi apresentado. Nós fizemos referência à necessidade da obra do Aeroporto Internacional de Confins. Apresentamos também a etapa das obras do Aeroporto de Confins para o seu aumento e eu acredito, portanto – estava presente o ministro da Aviação Civil -, que o Aeroporto de Confins receberá as obras necessárias para que Belo Horizonte tenha uma condição ainda melhor não só para a Copa do Mundo, mas o aeroporto é fundamental para o desenvolvimento do Estado como um todo”.

Anastasia citou o compromisso da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República em incluir o Aeroporto de Confins entre aqueles a terem sua administração repassada à iniciativa privada. Na reunião desta terça-feira (31) foi anunciada a privatização dos aeroportos de Garulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF).

“Eu gostaria que já estivesse na primeira leva, mas compreendo que esses aeroportos estão com gargalos maiores, digamos assim, pelos números apresentados. Há o compromisso do ministro Wagner, ministro da Aviação Civil, de fato, de colocar o Aeroporto de Confins, como o Galeão, nessa segunda leva, porque nós sabemos que os investimentos necessários são muito importantes e a expansão dos aeroportos hoje, não só no Brasil como no mundo, tem uma participação privada importante.”

Em relação à possibilidade de Belo Horizonte sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, o governador destacou as ações e investimentos realizados, mas reiterou que a decisão cabe à Fifa e ao Comitê Organizador da Copa.

“Eu acho que nós estamos cumprindo bem o nosso dever e é claro, não é decisão que cabe ao governo federal nem ao governo estadual, mas sim à Fifa e ao Comitê Organizador da Copa. Acho que Belo Horizonte tem que fazer o seu dever de casa, como eu disse, tem deixado o estádio em boas condições, temos que reformar o aeroporto que, basicamente, são os elementos mais importantes. A questão hoteleira também está em bom andamento, inclusive, o BNDES anunciou o aumento da linha de crédito para hotéis, estamos tendo vários empreendimentos em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, o que vai significar um aumento da rede hoteleira, ou seja, Belo Horizonte será considerada”.

Desenvolvimento Social

Após a reunião com Dilma Rousseff, Antonio Anastasia teve um encontro com a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, quando foi discutido o lançamento do Programa Brasil Sem Miséria, na próxima quinta-feira (2). O governador colocou Minas Gerais à disposição para dar continuidade às parcerias com o governo federal em relação às políticas sociais.

“O projeto Porta a Porta nosso tem servido também como exemplo para a possibilidade de identificar os chamados invisíveis. O Norte de Minas, o Jequitinhonha e o Mucuri são regiões fundamentais e importantes para a participação do Ministério do Desenvolvimento Social. Temos boas parcerias e vamos cada vez mais adensar essas parcerias, porque o esforço contra a miséria deve ser coletivo, o governo federal, estados e municípios, todos juntos nesse contingente”, afirmou o governador.

PT também privatiza: má gestão da Infraero leva Dilma a anunciar privatização de aeroportos

Dilma anuncia privatização de aeroportos

Fonte: Filipe Coutinho – Folha de S.Paulo

Empresa privada será responsável por gestão e obras de ampliação; Infraero poderá ter até 49% de sociedades

Governo vai entregar à iniciativa privada a administração de Guarulhos, Viracopos e Brasília; edital sai até dezembro
O governo anunciou que entregará à iniciativa privada a administração dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF). Em reunião com governadores e prefeitos das 12 cidades-sede da Copa-2014, Dilma Rousseff disse que o edital de licitação sairá até dezembro.

Quase um ano após o então presidente Lula anunciar investimentos bilionários na Infraero, o governodecidiu agora fazer concessões via SPEs (Sociedades de Propósito Específico), a serem constituídas por investidores privados, com participação de até 49% da estatal.

Na prática, a medida tira poder da Infraero na gestão de aeroportos considerados estratégicos. Dilma estava insatisfeita com o modelo de gestão da estatal aeroportuária e julgava que ela não estava dando conta da demanda.

Na reunião, Dilma afirmou que, com esse novo modelo, a Infraero vai ser tornar mais “atrativa” para uma futura abertura de capital.

“É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade”, disse a presidente.

Segundo o ministro Orlando Silva (Esporte), escalado pelo governo para explicar o modelo, definido somente ontem por Dilma, será permitido que empresas aéreas brasileiras e estrangeiras participem da licitação.

“Isso vai trazer capacidade operacional e tecnologia, além de agilidade em obras.”

No modelo, a empresa privada será responsável pela gestão dos aeroportos e pelas obras de ampliação.

Segundo o governo, apesar de a Infraero ser acionista minoritária, a estatal participará das “principais decisões” da companhia.

“A demanda cresceu a dois dígitos por ano. A demanda não é para a Copa, é para hoje.” Silva disse que os investimentos anunciados por Lula estão mantidos.

Os editais, entretanto, podem trazer diferenças entre os três aeroportos. Isso porque Brasília e Viracopos têm hoje receitas baixas, enquanto Cumbica, em Guarulhos, é o que tem a maior receita.

Os critérios do edital de concessão serão elaborados por empresas especializadas.

Para agilizar as ampliações nos aeroportos, porém, o governo terá de contar com o apoio do Congresso a fim de criar um regime diferenciado de licitação para as obras da Copa -até agora as tentativas foram frustradas.

MOBILIDADE URBANA
Ontem, a presidente e os governadores e prefeitos decidiram que vão se reunir a cada três meses para monitorar o andamento das obras.

Dilma disse que as obras de mobilidade urbana que não tiverem saído do papel até o fim do ano deixarão de ser classificadas como da Copa. Ou seja, as cidades-sede poderão perder benefícios fiscais e financiamentos.

“Com isso, todo governador vai querer acelerar a obra”, resumiu o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Belo Horizonte poderá sediar jogo de abertura da Copa 2014, ritmo adiantado das obras pode sensibilizar comitê

Trabalhando pelas beiradas

Fonte: Thiago Herdy – O Globo

COPA 2014
Belo Horizonte acelera ritmo das obras no Mineirão e espera convencer comitê organizador a confirmar a cidade como palco da partida de abertura do Mundial, numa disputa particular com São Paulo e Brasília

BELO HORIZONTE – A cada impasse que surge relacionado à construção do Itaquerão, em São Paulo, até então o mais forte candidato à abertura da Copa do Mundo de 2014, uma comemoração discreta e silenciosa se dá do outro lado da Serra da Mantiqueira. Desde o dia em que foi escolhida como uma das sedes do maior evento esportivo do planeta, Belo Horizonte pleiteia o jogo de abertura – publicamente e nos bastidores – numa briga que tem a capital paulista como principal adversária.

Brasília também corre por fora. Mas para compensar as desvantagens relacionadas a infra-estrutura de aeroportos, mobilidade urbana e hotelaria – cujas melhoras ainda precisam ser executadas – Belo Horizonte garante até o fim de 2012 entregar justamente o que ainda falta aos paulistas: um estádio completamente modernizado, novinho em folha, com 69 mil lugares e nos padrões exigidos pela Fifa.

– Acho que deviam dar uma contrapartida àqueles que estão fazendo as coisas direito, o que é a lei da reciprocidade – comenta, mineiramente, o secretário extraordinário da Copa do Mundo do governo de Minas, Sérgio Barroso, antes de lançar uma provocação ao comitê organizador. – Se fazemos tudo como eles mandam, por que não anunciam agora, no fim de julho, que Belo Horizonte vai ser abertura da Copa?

Demolições adiantadas
O secretário se refere ao principal evento da Fifa no país este ano, entre os dias de 29 e 30 de julho no Rio de Janeiro, ocasião em que devem ser sorteados os jogos das eliminatórias da Copa e divulgados mais detalhes da Copa das Confederações, prevista para 2013. Barroso sabe que Brasília também é outra concorrente perigosa, mas cita a pouca tradição futebolística da cidade como algo desfavorável à sua escolha.

– Temos clubes que estão sempre na ponta dos principais campeonatos nacionais, de enorme tradição no futebol brasileiro. Acho que eles deveriam homenagear essa paixão na hora da escolha – afirma.

Quem observa a aparência do Mineirão hoje tem a impressão de que pouco ainda foi feito depois de um ano fechado para a reforma. Mas os executores garantem que as demolições internas estão praticamente concluídas e que resta apenas 20% do trabalho de demolição na área externa. Terraplanagem, escavações e recuperação estrutural estão previstos para serem finalizados em agosto. Janeiro de 2012 é o limite para as fundações e conclusão de 50% da esplanada no entorno do estádio. A partir de então, o volume de operários em campo passará dos atuais 330 para mais de 2 mil.

O governo de Minas já investiu R$11,7 milhões na obra, executada pelo consórcio Minas Arena (formado pelas construtoras Egesa, Construcap e Hap Engenharia), único participante e vencedor da licitação aberta para conclusão da obra. Os R$654,5 milhões necessários à execução do restante poderão ser repassados ao consórcio pelo governo ao longo dos 25 anos de concessão do estádio, com correção e garantia de rentabilidade, dentro do modelo de parceria público-privada.

O investimento imediato será realizado pelas empresas, parte com recursos próprios, parte graças a empréstimo do BNDES. O consórcio tem assegurado um repasse mínimo mensal do governo estadual, mas quanto maior for o seu lucro, menor será a contrapartida do estado. Trocando em miúdos, se a gestão do estádio for muito bem sucedida, ganham consórcio e governo, que pagará muito pouco pela reforma. Se não der o lucro esperado, o contribuinte pagará a obra e isso será a garantia de lucro do consórcio em duas décadas e meia.

Diversidade de receita
A construção de uma arena multifuncional – com dezenas de lojas, estacionamento para mais de 4 mil carros e a esplanada externa – é apontada como um dos trunfos pelos idealizadores do projeto, que apostam na diversidade de receita (o que inclui aluguéis de espaço, de camarotes e publicidade), como um dos itens que viabilizaram a parceria com a iniciativa privada. Na visão de Sérgio Barroso, isso parece ser justamente um dos entraves à construção do Itaquerão, em São Paulo.

– Uma rentabilidade grande num estádio de futebol só ocorre através de uma modalidade múltipla de uso, a receita do futebol em si não dá um resultado adequado. Em São Paulo haverá muitos concorrentes, como Morumbi, Pacaembu e Palestra Itália. Fica difícil para a iniciativa privada garantir um investimento grandioso em uma obra dessas, por causa da dificuldade de retorno e dos riscos envolvidos – diz o secretário mineiro para a Copa 2014.

Além de sonhar com a abertura da Copa, Minas Gerais também briga para ter o maior número de centros de treinamento de seleções possível. Pelo menos 17 cidades responderam ao questionário da Fifa para pleitear o recebimento de equipes, mas apenas seis foram reconhecidas como aptas a participar: Uberlândia, Juiz de Fora, Matias Barbosa, Extrema, Araxá e Montes Claros. O governo tenta viabilizar a reforma de aeroportos nas outras cidades candidatas para que a lista de aptos a brigar pelos centros aumente.

Aécio Neves diz que Mineirão é o melhor para abrir a Copa 2014

Para o senador Aécio Neves, o Mineirão é o melhor estádio para abrir a Copa do Mundo de 2014. Veja a entrevista dele em Brasília, ao participar de um evento sobre a preparação dos estados e das cidades-sede do próximo mundial.

Copa 2014: BH vai ganhar hotel de luxo com 336 apartamentos e vai gerar 370 empregos diretos, investimento de R$ 220 milhões

Sai elefante branco, entra hotel de luxo

Fonte: Paulo Henrique Lobato – Estado de Minas

TURISMO
Dono da bandeira Ramada vai investir R$ 220 mi para concluir Beira Rio, em BH. Grupo tem 13 projetos no país

Maior elefante branco de Belo Horizonte, enfim o inacabado arranha-céu de 32 andares que começou a ser erguido, no início da década de 1980, na esquina da Rua Rio de Janeiro com Avenida do Contorno, no Centro, será transformado num luxuoso hotel. O imponente prédio, com 44 mil metros quadrados de área construída, receberá aporte de R$ 220 milhões para ser repaginado e inaugurado, em julho de 2012, com o batismo de Ramada Plaza Boulevard. O empreendimento terá 336 apartamentos e vai gerar 370 empregos diretos. Este é o maior investimento, no Brasil, previsto, para os próximos três anos, pelo grupo norte-americano Wyndham, dono da marca Ramada e líder mundial do setor em número de hotéis, com mais de 7 mil endereços nos cinco continentes.

A famosa bandeira do grupo internacional estreou no Brasil, ontem, com a inauguração do Ramada Airport Lagoa Santa, na cidade homônima da Região Metropolitana de BH. O prédio, de 140 quartos, recebeu investimento de R$ 38,5 milhões e será administrado pela Vert Hotéis, especialista em reforma, decoração e administração de empresas deste mercado. De olho na Copa do Mundo de 2014 e no bom desempenho da economia doméstica, o Wyndham e a Vert fecharam parceria para investir, em conjunto, de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão nos próximos três anos. A cifra será usada para erguer outros 13 hotéis no país, sendo sete em Belo Horizonte.

O empreendimento mais caro será o do espigão inacabado da Rio de Janeiro com a Contorno. Apesar de carregar o rótulo de maior elefante branco da capital, o arranha-céu, que conta com um imponente heliponto e foi erguido para abrigar um hotel, o Beira Rio Palace, sempre foi cobiçado por grandes investidores, pois, além de boa parte da estrutura ter sido concluída ainda na década de 1980, sua localização é considerada privilegiada. Mas o edifício tem outro atrativo de peso para o setor hoteleiro: uma área de 5 mil metros quadrados que pode ser usada para eventos. “Não há outro hotel em BH com este espaço. Atende uma demanda que já existe”, justificou Amilcar Mielmiczuk, diretor de Desenvolvimento da Vert.

CARTÃO DE VISITA Outro interesse do Wyndham e da Vert no antigo prédio do Beira Rio é a missão de transformar a reforma numa espécie de cartão de visita para a expansão dos negócios das duas empresas em outras capitais do Brasil. “Será uma grande vitrine. O edifício, marco da feiura, vai ser o símbolo da renovação da região”, profetiza Mielmiczuk, acrescentando que, além dos 336 apartamentos e da área de 5 mil metros quadrados, o Ramada Plaza Boulevard contará com três restaurantes e igual número de andares para escritórios. Por enquanto, o inacabado espigão abriga apenas um estacionamento particular, que deverá ser desativado. Os R$ 220 milhões que serão investidos pelo grupo americano incluem a compra do imóvel, segundo informou, Mielmiczuk, que participou do almoço de inauguração do Ramada Airport Lagoa Santa.

O governador Antonio Anastasia (PSDB), que prestigiou o evento, afirmou que o empreendimento na cidade vizinha à capital vai “fortalecer o Aeroporto Internacional (Tancredo Neves, em Confins) e é um passo importante para a Copa de 2014”. O tucano avaliou que a abertura de novos hotéis em Minas é “uma avenida de grandes oportunidades”.

HELIPONTO ERA O MARCO
O projeto originário do edifício previa a construção de um hotel, que seria batizado de Beira Rio em alusão ao Ribeirão Arrudas – parte do leito foi coberto, em 2008, pelo famoso bulevar da capital. O hotel que jamais foi inaugurado tinha um projeto arrojado para a época, cujo destaque era a fama de ser o único da capital com heliponto. Até então, o Othon Palace, inaugurado, no fim da década de 1970, na Avenida Afonso Pena, era visto como o único concorrente de peso na capital. Mas, poucos anos depois de começar o Beira Rio começar a ser erguido, o recurso secou. O espigão entrou no ostracismo: a fachada começou a ser sujada por pichadores e o interior, invadido pela poeira. Em 2006, o poder público ventilou a possibilidade de transformá-lo, em parceria com a iniciativa privada, num prédio residencial, mas os herdeiros do empresário que começou a construí-lo declinaram da proposta por avaliarem que teriam baixa margem de lucro.

Contra a incompetência: Ministério Público cobra mais agilidade da Infraero nas obras de modernização dos aeroportos

MPF pede à Infraero agilidade em obras de modernização de aeroportos para a Copa de 2014

Fonte: Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Empresa Brasileira de Infraestutura Aeroportuária (Infraero) agilidade nas licitações das obras de adequação dos aeroportos do país para a Copa de 2014. O MPF sugere medidas como agilidade com eficiência dos procedimentos licitatórios e respeito à Lei 8.666/93 (Lei de Licitações). Além disso, pede à Infraero que não recorra à dispensa emergencial de licitação para as obras. A estatal tem 30 dias para responder à recomendação.

De acordo com o documento enviado à Infraero, elaborado por um grupo de trabalho, serão investidos R$ 5,6 bilhões na modernização dos aeroportos brasileiros para a Copa de 2014. O MPF alerta que poucas ações visando às obras foram implementadas até o momento, apesar de a escolha do Brasil como sede do evento ter sido feita em 2007.

O MPF quer evitar o descumprimento da lei, tanto por falta de planejamento quanto propositalmente, de modo a criar uma situação emergencial que justifique a dispensa de licitação. “A situação emergencial para fins de dispensa de licitação deve decorrer por fato imprevisível”, diz o texto.

Os procuradores da República Athayde Ribeiro Costa, Gilberto Barroso de Carvalho Júnior e Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que assinam o documento, alertam para as consequências de uma situação emergencial “fabricada”. Eles citam decisões da Justiça e do Tribunal de Contas da União (TCU) que consideram ilícitas situações emergenciais decorrentes da falta de planejamento do gestor.

“A Copa do Mundo de 2014 tem data certa e, por isso, torna-se inescusável a eventual dispensa de licitação com fundamento em situação emergencial criada por inércia do gestor público”, avisam os procuradores.

A recomendação lembra ainda que uma das obras da Infraero para a Copa de 2014 – a reforma do Aeroporto de Confins – já está sendo questionada pelo TCU.

O documento também faz recomendações à Infraero para evitar licitações com base em instrumentos normativos que possam ser criados sem atender aos princípios da ampla competitividade e da economicidade.

Sob suspeita: Depois da BR-381, agora TCU suspende licitação da reforma de Confins – gestão do PT pode prejudicar preparativos para a Copa

TCU põe freio na reforma de Confins

Fonte: Geórgea Choucair – Estado de Minas

AVIAÇÃO
Ministro do tribunal determina a suspensão da licitação da obra por causa de indícios de sobrepreço de R$ 46 milhões e outros problemas. Conograma para a Copa está ameaçado

O cronograma para as obras de modernização e ampliação do terminal 1 de passageiros no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, está ameaçado. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão temporária da licitação das obras, orçadas em R$ 295 milhões. Uma avaliação preliminar do tribunal aponta indícios de que o edital apresenta sobrepreço de R$ 45,98 milhões no valor da obra, previsão de Benefício de Despesas Indiretas (BID) excessivo nos itens de fornecimento de materiais e especificação técnica insuficiente do sistema de segurança e no de inspeção de bagagens, entre outras irregularidades.

O despacho, do ministro Valmir Campelo, ocorreu na quarta-feira passada. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tem 15 dias para apresentar justificativas dos indícios de irregularidades. Depois disso, a Secretaria de Fiscalização de Obras 1 (Secob), do TCU, vai fazer nova avaliação do projeto. As propostas das empresas interessadas no edital, bem como os documentos de habilitação, estavam marcados para ser abertos na segunda-feira, em Brasília, às 9h. No site da Infraero, o edital ainda está no ar e mantém a data de abertura das propostas. A Infraero alega que está adequando o documento de modernização e está empenhada em minimizar o prazo dessas mudanças.

As obras do terminal 1 deveriam começar em maio deste ano, já que o tempo médio do processo de licitação é de três meses. O prazo estipulado pela Infraero para a realização das obras é de 28 meses. Ou seja, para que o terminal esteja pronto até a Copa de 2014 e opere com tranquilidade durante o mundial de futebol, as obras do terminal teriam que começar antes do segundo semestre de 2011.

Pelo projeto do terminal 1, os veículos não vão poder mais transitar entre o terminal de passageiros e a área comercial, espaço que será transformado em uma via de trânsito mais larga, restrita à circulação de pessoas. O projeto prevê que o terminal de passageiros aumente de 60,3 mil metros quadrados para 67,6 mil metros quadrados, elevando a capacidade dos atuais 5 milhões para 8,5 milhões de pessoas por ano.

Restrição Ao analisar o edital, o ministro Campelo avaliou que a proibição de participação de consórcios pode restringir o universo de possíveis participantes. Foi constatado ainda que há uma cobrança de habilitação de competências distintas nos serviços, que pode ser comprovada por poucas empresas, prejudicando seu caráter competitivo.

O ministro relatou que o edital adotou um Benefício de Despesas Indiretas (BDI) com valor superior ao considerado aceitável pelo TCU. Foi previsto um BID de 23,35% para os serviços na aquisição de materiais. O índice é acima do considerado como viável pelo TCU, de 13,04%. Outra incongruência verificada no edital foi no item “diversos-pessoal”, que sozinho está orçado em R$ 280,67 mil por mês. Como a previsão é que a execução da obra aconteça em 28 meses, o valor total desse item alcançaria o valor de R$ 7,85 milhões. Também foi constatado que a especificação técnica para a planilha orçamentária (conjunto de sistema de segurança e inspeção de bagagens) está insuficiente. A falha impede a avaliação do preço apontado, de R$ 10,36 milhões.

O aeroporto de Confins vai contar com R$ 465,5 milhões de investimento do governo federal, de um total de R$ 5,15 bilhões previstos no orçamento da União, de 2011 a 2014, para melhorias em 13 aeroportos das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo no Brasil. Em Confins, há previsão ainda de que a pista de pouso e decolagem, que tem 3 mil metros de extensão, seja ampliada em 600 metros, possibilitando operações até com Airbus A380, maior aeronave comercial de passageiros, com capacidade para até 800 pessoas. Além das obras no terminal de passageiros, Confins terá o pátio de aeronaves expandido de 86 mil para 300,4 mil metros quadrados. Para esse empreendimento o edital ainda está em fase de conclusão e a Infraero planeja investir cerca de R$ 170,5 milhões.

Atrasos preocupam empresas
As obras em Confins e no resto dos aeroportos brasileiros estão atrasadas desde o ano passado, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) e analistas do setor. “Essas obras já deveriam ter começado no início ou meados de 2010. Os investimentos são necessários, independentemente da Copa do Mundo, já que o transporte de passageiros vem crescendo”, afirma Simone Escudero, diretora de projetos e estudo de mercado da All Consulting. O aeroporto de Confins transportou 7,2 milhões de passageiros no ano passado, contra 5,6 milhões em 2009, segundo a Infraero. Há dois anos que o aeroporto opera acima da capacidade, de 5 milhões de passageiros ao ano.

O setor aéreo transportou 154,32 milhões de passageiros em 2010 no Brasil. O crescimento foi de 20,4% em relação a 2009, quando foram transportados 128,13 milhões de passageiros. O Snea já tinha alertado desde o início do ano passado que os grandes aeroportos brasileiros iriam enfrentar sérias dificuldades de operação antes mesmo da Copa do Mundo 2014. O sindicato fez um levantamento dos principais problemas de 16 aeroportos nas 12 cidades-sede dos jogos do mundial de futebol e apontou que o passageiro enfrentava, há um ano, filas nos check-in, salas de embarque lotadas, falta de estacionamento para aeronaves e veículos e pátios com impossibilidade de pernoitar os aviões.

“A Copa do Mundo de 2014 só trouxe à tona um problema que o país já está enfrentando, que é de infraestrutura dos aeroportos. Temos um contigente de turistas aumentando e os aeroportos não estão comportando esse aumento de demanda. Se as cidades-sede do mundial se comprometeram a comportar esse fluxo, vão ter que fazer isso. O problema é que no Brasil tudo é deixado para a última hora”, analisa Simone.

Em julho de 2010, a Infraero concluiu as obras do novo estacionamento de veículos de Confins. O novo espaço conta com mais 1.538 vagas, totalizando 2.938. A obra, que teve investimento de R$ 8,6 milhões, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. (GC)

Copa 2014: TCU condena projeto de reforma do Maracanã e diz que obras do Mineirão, coordenadas por Aécio e Anastasia, é referência de boa gestão

TCU aponta problemas em obras do Maracanã

Fonte: O Estado de S.Paulo

O Maracanã, que será palco da final da Copa do Mundo de 2014, continua em reforma, mas o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta irregularidades na licitação das obras do estádio, que também receberá jogos na Copa das Confederações em junho de 2013.

Segundo o Jornal Nacional, da TV Globo, para o TCU, o projeto básico da reforma apresentado pelo Estado do Rio tem irregularidades. Segundo análise dos auditores, os projetos necessários não foram elaborados. Desta forma, não há como se saber o verdadeiro custo da obra.

Parte do gasto com as obras será pago pelo governo do Rio de Janeiro (R$ 305,5 milhões) . O restante será concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cerca de R$ 400 milhões.

O TCU comparou as propostas de reforma do Maracanã com o Mineirão, em Belo Horizonte. Enquanto para o estádio carioca foram apresentadas apenas 37 plantas sobre as intervenções necessárias para a reforma, em Minas foram desenvolvidos 1.309 projetos.

Em documento, o Tribunal afirma que “como não há projetos de engenharia suficientes para caracterizar os serviços contratados, a planilha beira a mera peça de ficção”.

Só 20%. Segundo o TCU, o BNDES deveria liberar apenas 20% dos recursos, até que o governo do Estado do Rio apresente o projeto executivo com todas as obras detalhadas. Assim, o Maracanã só receberia, em um primeiro momento, R$ 80 milhões dos R$ 400 milhões já aprovados.

O governo do Estado não vê irregularidades e informa que o projeto executivo foi contratado junto com a obra e estará pronto em 15 de abril.

Segundo o governo, o TCU do Rio aprovou o edital de licitação e o projeto básico. Como não houve questionamento dos 20 licitantes que participaram do projeto, a licitação é considerada apta pelo governo do Rio.

O TCU afirmou que o relatório propõe medidas preventivas para evitar que as obras cheguem a ser paralisadas no futuro por causa de irregularidades.

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Obras do Mineirão se mantêm no prazo previsto pelo cronograma e BH sonha com jogo de abertura da Copa

Obras de vento em popa

Fonte: Luciane Evans – Estado de Minas

COPA DE 2014
Secretário Sérgio Barroso garante que nada vai atrapalhar cronograma e que o Mineirão será entregue ao torcedor em 31 de dezembro de 2012

Na corrida para ser o primeiro estádio de futebol do país pronto para a Copa do Mundo de 2014, o Mineirão acelera os passos da sua reforma . No fim de dezembro começou a terceira e última fase das obras. Diante disso, ontem, o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo, Sérgio Barroso, anunciou, para alegria dos torcedores, que o estádio estará pronto dentro do prazo, em 31 de dezembro de 2012. Na data, será feita uma festa de inauguração para 64 mil pessoas.

“Estaremos aqui para um belo evento de réveillon. O Mineirão será o primeiro a estar concluído e o mais bonito estádio do Brasil. Será entregue para a Copa das Confederações e também para o Campeonato Mineiro de 2013”, prometeu o secretário, dizendo que as obras estão de “vento em popa” e que, apesar de a Justiça ter suspendido, na semana passada, o pregão para a contratação de serviços de fiscalização das intervenções de modernização, nada vai atrapalhar o cronograma.

Ao custo de R$ 12 milhões, a primeira e segunda etapas, 20% do total das obras, já foram concluídas. No fim de dezembro, foi dada a largada para a terceira e maior fase ao custo de R$ 654 milhões. Esta semana, depois de demolido o local onde ficavam as cadeiras inferiores, começa a ser colocado tapume no entorno do estádio. A previsão é de que, até meados do mês que vem, no lugar não haja mais cadeiras vermelhas da arquibancada superior.

“Está tudo caminhando conforme o esperado. Além desses R$ 666 milhões (referentes às três etapas), teremos que gastar mais R$ 40 milhões para aquisição de mobiliário e equipamento”, contabilizou o secretário, dizendo que o valor inicial de custo, de R$ 743 milhões, foi uma estimativa inicial.

Para dar agilidade às intervenções, como esperam as autoridades e os torcedores, são cerca de 70 trabalhadores na obra, que conta ainda com oito máquinas e caminhões. Todo o esforço, segundo Sérgio Barroso, não sofreu nenhuma alteração por causa da decisão judicial de suspender a concorrência para a escolha da empresa responsável por fiscalizar a obra. Ela foi dada, sexta-feira, pela 5ª Vara da Fazenda Pública e Autarquia de Belo Horizonte.

Na ação, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) alegou que, pela natureza dos serviços, a empresa não pode ser escolhida levando em conta somente o preço e, sim, pelo critério de melhor técnica e preço.

Marcelo Sant’Anna/EM/D.A Press

“A liminar não afeta nem atrapalha o andamento da obra, não teremos atrasos. É uma suspensão temporária. A Advocacia Geral do Estado está trabalhando para reativar a licitação” – Sérgio Barroso, secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo

Suspensão temporária De acordo com o secretário, nos próximos dias, essa situação será regularizada. “A liminar não afeta nem atrapalha o andamento da obra, não teremos atrasos. É uma suspensão temporária. A Advocacia Geral do Estado está trabalhando para reativar a licitação, temos até mesmo a opção de não fazê-la, se for o caso. Mas o estado vai querer fazer, porque nós precisamos de um controlador de obras”, afirmou, garantindo que as intervenções não estão deixando de ser fiscalizadas.

“O estado tem competência para isso. Esperamos resolver o assunto em breve. Há outras formas de fiscalização. Se a lei nos obrigar passar pela questão de preço e técnica, nós assim o faremos”, destacou o secretário. Ele garantiu ainda que o Independência será liberado ainda este ano.

TRÊS FASES DA OBRA
ETAPA ATUAL
Começou em 22 de dezembro e é a última fase da reforma do estádio. A previsão de custo é de R$ 654 milhões

O que está sendo feito:
O local onde ficavam as cadeiras inferiores está sendo demolido. As cabines de imprensa também começaram a ser removidas.
Do lado de fora, equipes fazem trabalho de topografia, estudo que identifica as estruturas de concreto, além de placas e árvores. A sondagem – análise do solo – vem sendo feita no interior e no exterior do estádio

Próximo passo:
Ainda esta semana começa a ser colocado o tapume no entorno de todo o complexo do Mineirão. Até 20 de março, todas as cadeiras vermelhas da arquibancada superior, já doadas para estádios municipais, terão sido transferidas. Também será construída a cobertura adicional das arquibancadas e a esplanada, onde vai funcionar o estacionamento coberto e área de serviço, com a abertura de lojas e restaurantes. Também será erguida a passarela ligando o estádio ao Mineirinho

PRIMEIRA ETAPA
Janeiro a junho de 2010 – Corrigiu as anomalias estruturais das vigas de sustentação. O estádio ainda estava aberto para atividades

SEGUNDA ETAPA
Junho a dezembro de 2010 – Essa fase foi marcada pelo rebaixamento do gramado em 3,4 metros e pela demolição de parte da arquibancada inferior e da geral
Na primeira e segunda etapas foram gastos R$ 12 milhões

Copa 2014: Governo Anastasia quallificará 10 mil pessoas em Belo Horizonte, são 25 cursos gratuitos inglês, transportes e turismo

BH e região terão recursos para treinar 10 mil pessoas

Fonte: Zu Moreira – O Tempo

Copa 2014. Cursos serão gratuitos e devem acontecer ainda no primeiro semestre

Segundo o secretário-adjunto de Estado de Emprego e Renda, Hélio Rabelo, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o governo estadual assinaram na última quarta-feira convênio que vai permitir a qualificação gratuita de cerca de 10 mil pessoas em Belo Horizonte e nos circuitos turísticos do entorno, com vistas à Copa do Mundo de 2014. O acordo faz parte do Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Copa do Mundo, lançado ano passado pelo ministro Carlos Lupi, com o objetivo é qualificar no país 150 mil trabalhadores até 2014, com um investimento de cerca de R$ 125 milhões, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

“Temos que nos preparar para não termos problemas no futuro”, disse Rabelo. A ideia, segundo ele, é que a licitação das empresas e instituições de ensino responsáveis seja feita no próximo mês, com o início dos cursos, com carga horária de 200 horas, previsto para este semestre. “O Estado definiu quais os cursos, a quantidade de alunos e as cidades beneficiadas e o governo federal vai realizar as licitações e liberar os recursos”, explica Rabelo, acrescentando que empresas mineiras terão prioridade na concorrência.

Ao todo, o Planseq da Copa do Mundo prevê a realização de 25 cursos gratuitos, inclusive de noções básicas de inglês, nas áreas de transporte e turismo. Em Minas, segundo Rabelo, o plano irá atender primeiro o trade turístico: camareiro, cozinheiro, garçom, guia de turismo, manobrista, mensageiro, telefonista, recepcionista, artesão, vendedor ambulante e empreendedor individual.

Orçamento. A Secretaria de Estado de Emprego e Renda terá neste ano cerca de R$ 13 milhões para investir em qualificação profissional no Estado. Desse total, cerca de R$ 9 milhões serão aplicados no programa Usina do Trabalho. Desde 2008, segundo o governo de Minas, cerca de 31 mil trabalhadores receberam os cursos. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) ainda não fechou os números de 2010. Porém, a expectativa é que a meta não seja cumprida, devido às eleições e à mudança no sistema de concorrência. Antes a instituição era contratada com dispensa de licitação. Agora, será por meio de pregão eletrônico.

Belotur libera R$ 1 milhão para projetos de atração turística
A Belotur vai liberar cerca de R$ 1 milhão para 14 projetos de eventos com potencial turístico. Os contemplados foram selecionados por meio de edital lançado no ano passado. O resultado foi divulgado nesta semana. O projeto que recebeu mais recursos, R$ 350 mil, foi o Encontro Mundial de Artes Cênicas (Ecum), que em abril realiza sua sétima edição. Em segundo lugar ficou o festival Comida di Buteco, com R$ 287 mil, em recursos. A tradicional Banda Mole, que neste ano desfila no dia 26 de fevereiro, recebeu R$ 39,5 mil. A Prefeitura de Belo Horizonte promete lançar neste ano mais dois editais contemplando, a cada processo, os eventos que serão realizados de maio a agosto e de setembro a dezembro. (ZM)

 

 

Secretariado: Antonio Anastasia agradece Aécio e Itamar e diz que equipe foi escolhida com base na competência

Entrevista: Antonio Anastasia fala após anúncio da nova equipe de Governo

Fonte: Agência Minas

Governador, vários secretários permaneceram, outros são novos. Como o senhor definiria o governo do senhor com a nomeação desses secretários?

Em primeiro lugar, o compromisso com o resultado, com a eficiência, com a probidade e, naturalmente, o primeiro compromisso que vamos reiterar no nosso secretariado na sua reunião no dia 3, após a posse coletiva, será o cumprimento das leis, das metas determinadas no Plano de Governo, que tivemos aprovação no dia 3 de outubro, recente, último, nas eleições. O secretariado é altamente competente. É um secretariado experimentado, experiente. Alguns são secretários, outros estão entrando agora, mas tenho certeza que Minas Gerais tem um secretariado de altíssimo gabarito para darmos cumprimento àquilo que nos compromissamos nas eleições.

Governador, e a base aliada, todo mundo satisfeito?

Veja bem, na realidade, para composição de uma equipe de Governo, existem diversos critérios. O primeiro, como disse e reitero, é sempre, naturalmente, o da competência e da dedicação ao assunto. Conversamos com todos os partidos que nos apoiaram, naturalmente acredito que todos os partidos tenham a sua contemplação, mas as negociações políticas são permanentes. Mas a nossa primazia, como sempre, é atender às determinações do Plano de Governo e cumprir aquilo que assumimos compromisso, que são as nossas metas, ou seja, primeira delas, que me permito repetir e repetirei durante todos esses anos, espero sempre como boas notícias, que é a geração de empregos de qualidade para os mineiros.

Governador, o senhor agradeceu a participação do senador Itamar e do senador Aécio aqui durante o anúncio. Qual foi a participação deles nessa escolha?

Na verdade, meu agradecimento a eles, como também aos partidos aliados, é um agradecimento decorrente do nosso companheirismo permanente. Atividades de governo, atividade política, aprendemos isso ao longo das últimas décadas, é sempre atividade de grupo. O Governo, mais do que tudo, é uma atividade que resulta desse grupo. Então, é muito importante que tenhamos, juntamente com nossos parlamentares, como fiz referência ao vice-governador Alberto, aos nossos secretários e aos nossos senadores, que são grandes líderes políticos, claro, a demonstração que formamos um grupo político, um grupo político forte e que hoje é majoritário em Minas e que hoje vamos trabalhar pelos mineiros.

Como vai ser essa Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo? Especificamente, vai cuidar só das obras ou também da gestão de recursos, como vai ser?

Hoje temos no Estado o Núcleo Gestor da Copa, mas agora, faltando quatro anos para a Copa e já afunilando, porque quatro anos é pouco tempo para uma obra dessa magnitude, resolvemos, à semelhança de outros estados, criar a secretaria extraordinária com o objetivo de agregarmos ali toda coordenação em relação à Copa, a articulação com a Prefeitura de Belo Horizonte, o acompanhamento da obra do Mineirão, das obras do Independência, das obras viárias, do Turismo, ou seja, uma secretaria chamada matricial, ou seja, ela perpassa diversas áreas e tem de ter uma coordenação efetiva, porque o projeto da Copa do Mundo, feito inclusive um planejamento estratégico com a Fundação Dom Cabral, juntamente com a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo do Estado, é muito complexo. Então, devemos atender, porque voltamos a reiterar a disposição de Belo Horizonte ter melhores condições não só para sediar, que é a nossa pretensão, a abertura, mas termos aqui condições espetaculares da Copa do Mundo, e, mais ainda, a questão do legado. Que tenhamos aqui, em Belo Horizonte e no Estado de Minas, um bom legado da Copa do Mundo. Por isso, Sérgio Barroso, um executivo experimentado, que presidiu a Cargill tantos anos, e que é hoje o secretário de Desenvolvimento Econômico, tem todas as condições de coordenar todas essas áreas.

O senhor acha então que, com essa secretaria, o governo vai conseguir colocar todas as obras necessárias até a Copa do Mundo em dia?

Não é o fato da secretaria que vai transformar. Já conseguiríamos, evidentemente. É claro que a secretaria vai ser a responsável por essa coordenação e por essa articulação. Tenho certeza que Minas Gerais fará o seu dever de casa e teremos aqui tudo pronto, a tempo e a hora, em boas condições, para a Copa do Mundo em meados de 2014.

Governador, o PMDB, pelo menos a bancada na Assembleia, esperava ter algum cargo e chegou, inclusive, a se reunir com o senhor e anunciar que faria parte da base aliada. Segundo o líder da bancada, ontem, o PMDB não vai fazer parte da base porque não recebeu nenhum cargo. Essa conversa com o partido ainda continua, ainda há espaço para o PMDB dentro do governo, nos próximos cargos que serão anunciados?

Como tinha dito quando recebemos aqui, com muito gosto, a bancada estadual do PMDB, as eleições passaram, vamos continuar conversando, naturalmente. O PMDB é um partido importante, tem deputados experimentados na Assembleia, e eu tenho certeza que o diálogo vai continuar, inclusive agora, com os novos secretários, com a nossa liderança na Assembleia, para que, quando a Assembleia reabrir seus trabalhos, tenhamos esse diálogo aberto, de maneira muito profícua para as duas partes.

O senhor teve que ceder muito, as escolhas pessoais do senhor? O senhor precisou ceder muito?

Não, não houve nem cessão, nem falta de cessão. Em relação, portanto, a essa questão de cessão, isso nem existe. Porque, na realidade, há um critério. Primeiro, que é o critério de confiança. Todos os cargos são de confiança do governador. E, segundo, naturalmente, ouvimos os partidos, ouvimos os diversos segmentos, verificamos com equipe de transição a questão do plano de governo, e foi montado um secretariado que, puderam perceber, muito qualificado. E, ao mesmo tempo, experimentado, para implementarmos as nossas metas. Foi feito de maneira muito tranquila e cordial.

Governador, o senhor tinha anunciado que o secretariado ia ser mais técnico. Vimos que foi mais essa questão política. Por que isso mudou?

Em primeiro lugar, eu nunca anunciei nada disso. Na realidade, durante esse período todo, e os senhores são testemunhas, eu não falei uma palavra sequer sobre secretariado, a não ser que eu anunciaria na data de hoje, como estou fazendo. Todas as outras ilações e imaginações decorreram de palavras de terceiros, ou, naturalmente, de algumas interpretações. Me mantive reservado, como acho que deve ser nesse momento, até porque tive, durante esse período, as diversas conversas com as pessoas que pretendíamos trazer. O secretariado tem uma composição, naturalmente, mista, de pessoas de origem parlamentar e aquelas que não são parlamentares. Sempre achei muito artificial essa distinção, e disse isso durante a campanha, quando diziam que eu não era político, era técnico, isso não existe. Como também não existe para o secretário. O cargo de secretário de Estado, pela definição da nossa Constituição, é um cargo político. Todos os secretários são políticos e exercem função política, sem exceção.

O Planejamento e Gestão vai ganhar mais espaço ou mais atribuições dentro do governo, de fato, governador?

Eu vi essa especulação da imprensa e ela não tem o menor fundamento. A reforma administrativa manterá as atuais funções da Secretaria de Planejamento exatamente as que são, claro, com algum aperfeiçoamento como também nas outras secretarias em termos de melhorar a gestão. Mas, não terá nenhuma atribuição nova.

Há ainda a necessidade de criação de novas secretarias ou desmembramento de alguma?

Não. Todas elas foram aqui apresentadas e nós vamos assinar uma lei delegada no dia 1º para fazer as nomeações dos secretários no dia 2.

Governador, vai aumentar de alguma forma a máquina com esse aumento de secretarias, vão ser contratadas mais pessoas, vai aumentar os gastos de alguma forma?

Não. Não teremos aumento porque as secretarias criadas decorrem de desdobramentos da atual estrutura. Então, hoje, nós temos, por exemplo, uma Subsecretaria da Casa Civil, ela vai se transformar em Secretaria com a transformação de Assuntos Institucionais; já temos hoje uma Subsecretaria do Trabalho, que se transforma em Secretaria do Trabalho; temos uma Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos que é Extraordinária de Gestão Metropolitana; e a Copa do Mundo é o Núcleo Gestor que se transforma em Secretaria Extraordinária. Então, nós estamos fazendo tudo com muita cautela para não termos nenhum aumento.

Mas, é bom lembrar que, durante esse período, nós passamos a ter no Estado algumas novas necessidades, a questão da geração de empregos, eu volto a dizer, é muito importante; o desenvolvimento econômico, para nós, é um assunto muito grave, que é uma prioridade para nós. Eu fiquei muito satisfeito com a aceitação do convite à ex-ministra Dorothea Werneck, uma mineira ilustre que estava fora de Minas há algum tempo, mas que é uma referência internacional em termos de desenvolvimento econômico.

Então, essa questão do binômio econômico e emprego será sempre uma prioridade importante juntamente com as questões sociais. Aliás, a criação do Escritório de Prioridades tem essa visão também, de fazermos os programas integrados e a visão que colocamos no Programa de Governo da Minas Logística e das Redes Integradas de Desenvolvimento.

Os projetos estruturadores continuam, governador?

Continuam, é claro, isso desde o primeiro governo é uma marca registrada do Governo de Minas Gerais e vamos continuar com eles funcionando normalmente.

Queria uma palavrinha do senhor a respeito do seu secretariado. É um secretariado muito político, o senhor sofreu muita pressão? Demorou demais para sair esse nomes, foi difícil compor com os partidos?

Na realidade, nos achamos mais conveniente aguardar para a composição do secretariado de uma só vez. Cada governo tem o seu estilo e a sua forma. Vocês são testemunhas, jornalistas e articulistas, que nós guardamos reserva sobre esse assunto, tendo as conversas, ouvindo num primeiro momento todas as lideranças políticas, partidos, conversando muito com o coordenador do Plano de Governo, professor Cláudio Beato, com a equipe de transição constituída, e com todos os segmentos interessados. Conversamos com lideranças empresariais do Estado, recebemos lideranças sindicais, presidentes de entidades sindicais, trabalhadores do Estado, para então fazermos aqui esse perfil que foi apresentado hoje com os nomes. Fizemos convites nas últimas 48 horas, entre segunda e terça-feira, por isso qualquer especulação anterior era completamente sem base, porque os convites só foram feitos nos últimos dois dias, com base nos perfis que foram traçados. Naturalmente, contemplamos os partidos que nos apoiam, contemplamos a competência técnica em primeiro lugar, no que está um secretariado bem balanceado. Nós temos condições de fazer aqui o que é mais importante, que é cumprir os compromissos que assumimos com os mineiros em 3 de outubro.

O senhor acha que com isso não vai ter problema na Assembleia, por exemplo, porque o PMDB ficou de fora, vai fazer agora um blocão com o PT.

Veja bem, nós fizemos uma composição que é atual no nosso governo. Nosso atual governo já tem os atuais partidos e esses partidos continuam no nosso governo. E, é claro que em referência ao PMDB, com quem tenho boas relações, já recebi a bancada estadual, nós vamos continuar conversando, naturalmente, porque a questão política, como eu disse, ela nunca é estática. Ela é sempre dinâmica, ela sempre evolui. E nós estamos sempre abertos ao diálogo.

O senhor acha que vai aumentar o gasto do Estado com novas secretarias?

Não, porque nós estamos transformando subsecretarias ou secretarias extraordinárias em definitivas. Então, na realidade, a estrutura já existe. Nós vamos fazer essa compatibilização para melhorar o funcionamento, mas é uma estrutura já existente.

É o secretariado do seu sonho?

Claro, não há dúvida. Secretariado que tenho certeza que nós vamos governar muito bem, nestes próximos quatro anos, Minas Gerais.

A ex-ministra Dorothea Werneck entra na cota pessoal do senhor, me explica como que foi o critério para chegar ao nome dela?

Todos os secretários são uma escolha do governador, naturalmente. Agora, a ministra Dorothea foi uma vontade nossa de trazê-la, com a sua experiência, sabendo que ela retornou ao Brasil depois de um período no exterior. É uma pessoa altamente preparada, muito bem qualificada, está muito entusiasmada, vai poder servir ao seu Estado, Minas Gerais, e tenho certeza que será uma grande secretária de Desenvolvimento Econômico, dando seqüência ao trabalho tão bem realizado pelos ex-secretários Brumer, Marcio Lacerda e Sérgio Barroso. Sérgio Barroso agora será responsável pelo grande projeto nosso, projeto fundamental, projeto âncora, que é a Copa do Mundo.

Ela foi indicada por algum partido político?

Não, ela não tem indicação partidária.

Uso sustentável: 43 mil cadeiras do Mineirão serão doadas para cinco estádios mineiros

As cadeiras do Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão) estão perto de deixar a Pampulha. O Novo Mineirão, em obras, ganhará novas cadeiras retráteis, o que amplia a área de circulação entre as fileiras e o conforto dos torcedores, para atender aos requisitos do Caderno de Encargos da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Com a substituição, 43 mil assentos serão doados pelo Governo Antonio Anastssia para cinco estádios em diferentes regiões do Estado.

Do total, 25 mil assentos serão destinados ao Estádio João Havelange (Parque do Sabiá), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. As demais serão doadas para o Estádio Castor Cifuentes (oito mil), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); Democrata Futebol Clube (cinco mil), em Governador Valadares, no Leste do Estado; Guarani Esporte Clube (duas mil), em Pará de Minas, no Centro-Oeste do Estado; e Associação Esportiva Recreativa Usipa (três mil), em Ipatinga, no Leste de Minas Gerais. Isso representa 80% das 56 mil cadeiras, já que há uma perda prevista com a retirada. Caso a operação para retirar as cadeiras consiga atingir percentual superior ao projetado, o Governo do Estado avaliará os pedidos restantes para doação do acervo residual.

Diante da impossibilidade de utilização das cadeiras no futuro projeto do Mineirão, o Governo de Minas optou pela doação dos assentos, medida em consonância com a estratégia de reaproveitamento de materiais do estádio adotada desde o início das obras.

Com o anúncio de que as atuais cadeiras não atendem aos requisitos da Fifa, começou a corrida pelos assentos do Mineirão. Desde o início do ano, o Governo de Minas, por meio do Núcleo Gestor das Copas, recebeu 22 ofícios de estádios de todo o Estado. O número de pedidos é duas vezes maior que o acervo de cadeiras disponível. Todas as solicitações foram analisadas e a definição foi informada aos administradores dos estádios beneficiados por meio de ofício. Todos deverão vir a Belo Horizonte para acertar e oficializar os detalhes da doação.

Critério

Para definir os estádios que vão receber as cadeiras foi observada a importância do estádio no cenário do futebol mineiro, a exemplo do Parque do Sabiá, em Uberlândia; a localização geográfica das arenas esportivas, procurando atender diferentes regiões do Estado; e o perfil dos clubes responsáveis pelos estádios, favorecendo equipes da primeira divisão, como é o caso do Democrata, de Governador Valadares, e do Villa Nova, de Nova Lima, e também agremiações que não estão na primeira divisão do campeonato mineiro, como é o caso do Guarani Esporte Clube, de Pará de Minas.

Além disso, foi avaliada a capacidade dos administradores efetuarem a operação de retirada das cadeiras. A responsabilidade pela remoção dos assentos, bem como o transporte, será dos responsáveis pelas arenas beneficiadas. Estimativas de empresas especializadas apontam para um custo médio de R$ 9 por cadeira retirada (o valor de cada cadeira está estimado em R$ 90). Já o custo com o transporte depende da distância a ser percorrida e do volume de cadeiras a ser transportado.

De problema a solução

A reutilização de materiais tem sido um dos pilares das obras no Mineirão. O Governo de Minas tem procurado reaproveitar ao máximo os materiais de demolição, escopo da segunda fase das obras de modernização do estádio (rebaixamento do gramado e demolição da geral e de parte da arquibancada inferior).

O rebaixamento do gramado, iniciado em 9 de agosto e próximo da conclusão, gerou 68,8 mil metros cúbicos de terra. O material, que exigiu a realização de 5,7 mil viagens de caminhão, foi integralmente utilizado em uma obra de Requalificação Urbana e Ambiental do ribeirão Arrudas, executada pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop/MG).

Já a demolição da geral e de parte da arquibancada inferior, ambas concluídas, gerou aproximadamente 3,8 mil metros cúbicos de concreto e 1,4 mil de alvenaria. Os resíduos gerados nas primeiras demolições (concreto armado, alvenaria e argamassa), depois de preparados, estão sendo usados na construção de rampas para o acesso das máquinas ao interior do estádio. Com a continuidade das obras – demolição integral da geral e de parte da arquibancada inferior – os resíduos restantes foram encaminhados para a Usina de Reciclagem da Prefeitura de Belo Horizonte, localizada no quilômetro 531 da BR-040, distante aproximadamente 14 quilômetros do Mineirão.

O gramado também ganhou novo endereço. Toda a grama do Mineirão foi reaproveitada no Plug Minas, projeto social do Governo do Estado que atende jovens de 14 a 24 anos. Os 13 mil metros quadrados geraram uma economia de R$ 156 mil ao Governo do Estado.

Etapas da obra

O projeto de modernização contempla três fases. A primeira, começada no início de 2010 e já concluída (8 de julho), buscou corrigir problemas nas estruturas de sustentação do Mineirão. Na segunda fase, em andamento e com previsão de conclusão em dezembro deste ano, acontece a demolição de parte da arquibancada inferior, a extinção da geral e o rebaixamento do gramado.

Na terceira e última etapa, que deve ser iniciada no início de 2011, serão realizadas as demais intervenções – a cobertura adicional das arquibancadas; a esplanada no entorno do Mineirão, onde funcionarão o estacionamento coberto e área de serviço, com a abertura de lojas e restaurantes; a passarela ligando o Mineirão ao Mineirinho; entre outras. De acordo com o cronograma da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), o Mineirão será reinaugurado no início de 2013.

 

Valor Econômico: Anastasia lidera em todas as pesquisas e recebe apoio de Ciro

Anastasia lidera em todas as pesquisas e recebe apoio de Ciro

Fonte: César Felício – Valor Econômico

Como o 3º colocado tem 0,48%, disputa deve acabar em 1º turno

O governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB), que tenta a reeleição, ultrapassou o senador Hélio Costa (PMDB), que tem o apoio do PT, nas intenções de voto dos dois últimos institutos de pesquisa que ainda apontavam o pemedebista à frente do tucano. Segundo o Datatempo, instituto vinculado ao jornal “O Tempo”, Anastasia chega a 39,6% do total, enquanto Costa atinge 35,4%. Apesar da diferença pequena, é quase certo que a eleição mineira terminará no primeiro turno: o terceiro colocado na pesquisa, José Fernando Aparecido (PV), está com apenas 0,48%.

Na pesquisa feita pelo instituto de pesquisa do jornal “Estado de Minas”, Anastasia também está com 40% e Hélio Costa com 33%. Os jornais não publicaram ontem o levantamento para o Senado, mas de acordo com a pesquisa do Ibope divulgada anteontem o ex-governador Aécio Neves (PSDB) está virtualmente eleito para a primeira vaga, com 67% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente e ex-governador Itamar Franco (PPS) aparece com 44% e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), com 30%. No levantamento do Ibope, Anastasia e Hélio Costa oscilaram dentro da margem de erro. O tucano apareceu com 42% e o pemedebista com 34%.

Desde anteontem Anastasia começou a divulgar o vídeo em que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), candidato presidencial por duas vezes, anuncia o seu apoio. “O Brasil sempre teve grande admiração por Minas. Aécio e Anastasia mostraram um jeito novo de governar, e por isso sempre tiveram o meu apoio e o do PSB. Se você acha que por esta razão eu vou pedir votos para o Anastasia, nada disso. Como amigo de Minas, eu sei muito bem que o mineiro sabe ouvir as pessoas de fora que gostam de Minas, mas na hora de decidir, as questões de Minas são decididas em Minas”, afirmou Ciro em sua mensagem, se ajustando a um dos eixos da estratégia da campanha televisiva de Anastasia: a de, indiretamente, caracterizar a candidatura do adversário como uma iniciativa gestada em Brasília. Na propaganda de Hélio Costa, é destacado a todo o momento o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff.

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