Arquivo

Posts Tagged ‘PMDB’

Aécio Neves: senador diz que Serra ao entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo amplia relevância nacional

Aécio oposição, eleições 2012

FonteRaquel Ulhôa – Valor Econômico

Chalita vai fortalecer discurso, avalia Aécio

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à pré-candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, após recuo da aproximação com o PT, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que o petista Fernando Haddad terá um “discurso constrangido” de oposição à gestão municipal (Serra/Kassab) e o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, é que “estará mais livre para fazer uma oposição vigorosa”.

Ao comentar o quadro pré-eleitoral de São Paulo, Aécio elogiou a entrada de Serra na disputa e negou que sua candidatura tenha relação direta com a eleição de 2014. Ou seja, não considera o paulista fora da disputa presidencial. “O homem público é refém das circunstâncias que o cercam”, diz. Para ele, 2014 não está decidido.

O senador preferiu direcionar sua análise para o quadro atual. Disse que o PT deu “um tiro nos dois pés”, com a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceita pela cúpula partidária, de fazer aliança com Kassab. “Por um lado, fez ressurgir a candidatura mais vigorosa do Serra, que nós queríamos, mas estava adormecida. Por outro, desmoraliza o discurso que as bases e a militância do PT fazem de oposição à administração de Serra e Kassab nos últimos oito anos”.

Aécio previu que a viabilidade eleitoral de Haddad poderá começar a ser questionada internamente no PT. Fez referência a mensagens postadas ontem pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Twitter, na qual a petista diz que o PT errou no processo eleitoral em São Paulo (ver matéria nesta página).

Quase no mesmo tom de Marta, o senador tucano afirmou que, no “açodamento de fazer alianças a qualquer custo, o PT cometeu um equívoco e vai pagar um preço por esse equívoco”.

Aécio afirmou que Serra “volta a ser ator relevante na política nacional”. E terá protagonismo mais importante em 2014, sendo ou não candidato. Ele considerou a decisão do ex-governador um “gesto de grandeza”, que vai na direção da expectativa do partido. E afirma que a candidatura de Serra ajuda a “reunificar as oposições” e terá reflexo nas eleições do resto do país, pela dimensão nacional da disputa em São Paulo.

Aécio já está engajado na campanha de Serra em busca de ampliar o leque de alianças. Ontem, reuniu-se com o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), e com o líder do partido na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Uma parte do partido, em São Paulo, queria ficar com Chalita.

Com relação à disputa de 2014, Aécio diz não ser possível, agora, antever o que vai acontecer, em relação à participação ou não de Serra. Para ele, não é hora de antecipar 2014. “Não temos que antecipar a agenda de 2014 em função disso. Não está resolvido 2014. Não deve estar e não tem por que antecipar. Não interessa à oposição definir algo tão fora do timing assim.”

Caso Dnocs mantém ferida aberta – partidos com espaço no Governo Dilma loteiam o estado e brigam por mais poder

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Com a faca nos dentes

Partidos da base de apoio de Dilma Rousseff voltaram a expor a luta renhida que travam por nacos de poder. PT, PMDB, PSB e PP estão, novamente, envolvidos em casos escabrosos de disputa por porções do Estado para uso político-partidário. Pelo que, afinal, brigam tanto? Pelo bem do país é que não é.

A crise do momento foi detonada depois que um afilhado político do líder do PMDB na Câmara foi posto sob suspeita de malversação de dinheiro público. Trata-se de irregularidades milionárias cometidas de forma recorrente nos últimos anos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), da alçada do Ministério da Integração Nacional.

Uma cabeça já rolou e outras estão ameaçadas de cair. Fala-se agora em mudar toda a estrutura subordinada à Integração, desde o Dnocs à Sudene, passando pela Codevasf. Mas o que poderia ser uma evolução em direção a uma maior eficiência da máquina pública revela-se mera briga por feudos. A sensação é de um regresso à era medieval.

Especificamente neste imbróglio, se engalfinham os peemedebistas, o PSB do ministro da Integração e o Planalto. Pouco interesse eles mostraram pelas falcatruas em si, tratadas como mero “fogo amigo”, percalços de um governo naturalmente fatiado. Pouco se interessaram em perceber que o órgão de obras contra as secas mal atua para atenuá-las.

O Globo mostra hoje a penúria em que vivem municípios nordestinos afetados pela falta d’água. Do Dnocs que tanta sanha provoca nos políticos aliados ao petismo, as populações pouca atenção recebem, na forma de esporádicos caminhões-pipa, se tanto. Enquanto isso, no extremo sul do país agonizam cidades gaúchas e catarinenses castigadas por estiagem severíssima, sem apoio algum.

Este é apenas “mais um capítulo da conhecida novela da degradação da administração pública causada pela norma lulopetista de barganhar cargos pela via do fisiologismo, do toma lá dá cá”, resume o jornal em editorial na edição de hoje.

Não é só na Integração Nacional que a barganha rola solta. Também na saúde, comensais do governo petista atracam-se na lama. Lá o que PT e PMDB disputam é o butim da Funasa. Os peemedebistas estão contrariados por perder poder desde que Alexandre Padilha assumiu o ministério. Melhorias efetivas no órgão de orçamento polpudo e alta capilaridade? São desconhecidas.

Neste caldo de enfrentamento, uma declaração do líder do PMDB, padrinho dos caciques do Dnocs defenestrados ou em processo de defenestração, resume bem os valores e o ânimo que movem este governo e seus “aliados”.

“O governo vai brigar com metade da República, com o maior partido do Brasil? Que tem o vice-presidente da República, 80 deputados, 20 senadores? Vai brigar por causa disso? Por que faria isso?”, disse Henrique Eduardo Alves à Folha de S.Paulo. Ele pôs a faca nos dentes para, em seguida, lembrar o envolvimento dos ministros petistas Fernando Pimentel e Paulo Bernardo em escândalos que o PMDB ajudou a abafar. Parece coisa de máfia, e é.

Assim como é mafioso o que acontece no Ministério das Cidades, novamente nas manchetes policiais. O caso da participação em negociações com empresários e lobistas interessados num projeto milionário da pasta, revelado pela Folha no fim de semana, resultou ontem na demissão do chefe de gabinete Cássio Peixoto. Ele estaria “desmotivado“. O que não dá para entender é como seu superior, o ministro Mário Negromonte, ainda continua lá.

A presidente da República prometeu para este início de ano uma reforma ministerial que se mostrou inexistente. Todas as trocas na sua equipe – com exceção, talvez, de Graça Foster na Petrobras – foram feitas de maneira reativa, para jogar ao mar mais um suspeito de corrupção denunciado pela imprensa.

Dilma Rousseff deve ter achado que agora poderia levar seu governo adiante, com cobranças apaziguadas após as primeiras baixas. Mas as primeiras semanas de 2012 deixaram claro que seu governo, em boa medida, está carcomido por interesses espúrios, por brigas comezinhas, por disputas menores – em síntese, sem rumo e sem alma.

São pecados de uma gestão que, até agora, não mostrou a que veio. Não se enxerga numa única disputa de poder protagonizada pelo PT e seus aliados o interesse público como motivação. Tudo gira em torno de brigas por estruturas paralelas, fontes sujas de receita, negócios escusos. Que projeto de país, afinal, nos oferecem?

Leia mais

Michel Temer vira coadjuvante no Governo Dilma que isola o PMDB das principais decisões, Noblat revela que estilo da presidente vai afastar aliados

Fonte: Artigo de Ricardo Noblat – Blog do Noblat

O peso do PMDB

Que houve? Agenda cheia? Esquecimento? Descortesia calculada? Ou indo além: simplesmente desprezo? Michel Temer, 71 anos, vice-presidente da República, foi operado no último dia 3 no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, para a retirada de pedras da vesícula. Sabe o grau de atenção que lhe dedicou a presidente Dilma? Grau zero.

Temer ficou de três a quatro dias no hospital. Depois foi para sua casa na capital paulista. Enquanto se recuperava para voltar ao Palácio do Jaburu, às margens do Lago Paranoá, em Brasília, Dilma esteve duas vezes em São Paulo. Não o visitou. O mais formidável: não lhe deu um único telefonema.

Na terça-feira passada, o nome de Temer apareceu na agenda oficial de audiências concedidas por Dilma. Não foi a primeira vez que ela o recebeu. Foi a primeira vez que o nome dele ganhou espaço na agenda. Para quê? Para sugerir que Temer seria ouvido sobre a reforma ministerial.

Era só o que faltava! Temer usufrui o que o ex-general Ernesto Geisel, o penúltimo presidente da República do regime militar de 1964, chamou de “as miçangas do poder” – mas é só. Dê-se por satisfeito. Seu papel é decorativo e protocolar. Não participa de decisões relevantes – fica sabendo delas.

Dilma comunicou a Temer que a reforma se limitaria à substituição de Fernando Haddad por Aluizio Mercadante no Ministério da Educação – e de Mercadante por um técnico no Ministério da Ciência e Tecnologia. Lula fez Haddad ministro de Dilma. Tirou-o para disputar a prefeitura de São Paulo.

Não foi a reforma dos sonhos de Dilma. Nem a dos partidos. Dilma sonhou com uma reforma que implicasse a troca de ministros, a extinção pura e simples de alguns dos atuais 38 ministérios e a fusão de outros. Acabou forçada a demitir por antecipação seis ministros envolvidos com malfeitos.

Por fim, Lula (sempre ele) deteve a mão de Dilma antes que ela baixasse com o cutelo sobre o pescoço de outros auxiliares. Que diabo você imaginava fazer, Dilminha? Um assassinato em massa? Queria acabar abandonada pelos partidos reunidos com tanto trabalho para apoiá-la?

O PT quis emplacar o sucessor de Mercadante no Ministério da Ciência e Tecnologia. Aí foi Dilma que não deixou e emplacou seu próprio candidato. Dilma quis trocar Mário Negromonte, ministro de Cidades da cota do PP, por Márcio Fortes, seu queridinho. Aí foi o PP que não deixou.

Partido algum desejou tanto a reforma quanto o esvaziado PMDB, dono da segunda maior bancada de deputados federais e da primeira de senadores. O PT exibe um plantel de 13 ministros. O PMDB, de cinco – Agricultura, Minas e Energia, Previdência, Turismo e Assuntos Estratégicos.

Os cinco valem pouquíssimo. Nenhum faz política pública capaz de mudar a vida das pessoas. Ou melhor: o de Minas e Energia faz. O ministro, ali, é Edison Lobão, senador do PMDB do Maranhão. Mas o ministério é feudo de Dilma. Porque sabe disso, Lobão se dá bem com ela e sobrevive.

A maioria dos ministros não se dá bem com Dilma. Correção: Dilma não se dá bem com a maioria dos ministros. Prefere governar com os secretários-gerais dos ministérios – parcela expressiva deles escolhida por ela. Dilma escalou no mínimo quatro dos cinco secretários de ministérios do PMDB.

Cresce de forma velada a chiadeira de políticos e de partidos com a presidente. E até o PT não deixa de chiar pelos cantos. Afinal, quem gosta de ouvir desaforos? Quem tolera ser humilhado? Quem se conforma em ser mantido à distância? Nem mesmo Luiza, que estava no Canadá.

Consequências? Por enquanto nenhuma. Que Dilma continue tocando tudo ao seu modo – desde que Lula concorde, naturalmente. Com a economia nos trinques, o brasileiro está bestificado. E a popularidade de Dilma sobe como um foguete. Mais adiante…

O PMDB se dividirá. Outros partidos abandonarão o governo. E a eleição de 2014 talvez não seja tão fácil para o PT como foi a mais recente.

Verbas indenizatórias: senadores do PT lideram gastos e usam 60% a mais de recursos do que a maior bancada do Senado

Fonte: Portal da Transparência do Senado Federal

Senadores do PT lideraram gastos das verbas indenizatórias em 2011

O Portal da Transparência do Senado já colocou à disposição do cidadão os dados sobre os gastos dos senadores no uso das verbas indenizatórias em 2011.  Entre os 81 senadores, os do PT foram os que mais utilizaram os recursos para despesas para o exercício do mandato.  A bancada de 13 senadores gastou R$ 2.824.567,45, uma média de R$ 217 mil por parlamentar.  Este valor é 60% superior a média do PMDB que é de R$ 131 mil, que tem uma bancada com 17 parlamentares, a maior do Senado Federal.

Entre os senadores do PT, Paulo Paim (PT/RS) liderou o uso das verbas indenizatórias. O senador gastou R$ 313 mil e no ranking geral ocupa a quinta posição entre os que mais utilizaram os recursos do ‘Cotão’.  A amazonense Vanessa Grazziontin (PCdoB) gastou R$ 403 mil, a senadora foi a campeã no uso das verbas indenizatórias. A lista dos senadores do PT que mais gastaram conta ainda com Humberto Costa (PE),  Wellington Dias (PI) e Anibal Diniz (AC).

O senador Aécio Neves  (PSDB/MG) economizou, em 2011, R$ 113 mil da verba indenizatória a que teria direito.  Entre 2001 e 2002, como presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves também economizou recursos  públicos. Foi a primeira vez em que a Câmara devolveu recursos ao Tesouro Nacional.

O ‘Cotão’ – como o benefício é mais conhecido – é utilizado para as despesas da atividade parlamentar dos senadores. O dinheiro pode ser utilizado para gastos com assessoria, passagens aéreas, hospedagem, alimentação, consultorias e divulgação da atividade parlamentar.

Link dos dados do Portal da Transparência: http://www.senado.gov.br/transparencia/default.asp

Governo Dilma do PT monta esquema para preservar ministro da Integração Nacional acusado de privilegiar o filho e Pernambuco com recursos

Gestão Pública deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo

Planalto atua para blindar ministro do PSB

Intenção é evitar atrito com legenda aliada, considerada alternativa ao peso do PMDB na coalizão governista

Governo vê campanha para derrubar Fernando Bezerra, que privilegiou o filho deputado na liberação de verbas

DE BRASÍLIA – O Palácio do Planalto vai trabalhar para preservar o ministro Fernando Bezerra (Integração), como forma de não ampliar o saldo de ministros que deixaram o governo Dilma Rousseff ­- sete até agora.

A orientação para blindá-lo tem dois pressupostos.

A tentativa de resistir ao que é considerado pelo governo como uma campanha para derrubá-lo, às vésperas da reforma ministerial, e o temor do desgaste com o PSB, partido do ministro.

Cogita-se que, no limite, a troca empurraria o partido, comandado pelo governador Eduardo Campos (PE), para fora da coalizão de Dilma.

A oposição pediu explicações sobre reportagem da Folha publicada ontem dando conta de que o filho de Bezerra, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), foi o campeão de emendas liberadas pela Integração em 2011.

“Isso não é normal. Ocorreu um privilégio e isso tem de ser explicado. Como o Congresso vai reagir?”, disse o presidente do DEM, o senador José Agripino (RN). O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), divulgou nota no mesmo sentido.

Pernambuco, base política do ministro, também foi o Estado que mais recebeu verba da Integração para o programa de prevenção de enchentes em 2011.

Por enquanto, porém, diversos dirigentes oposicionistas têm agido de forma protocolar. Nas crises que derrubaram ministros no ano passado, o discurso era sempre pela demissão sumária.

Por trás dessa cautela inicial está o desejo de alimentar as tradicionais divergências entre PT e PSB.

Petistas temem que Eduardo Campos seja candidato à Presidência da República já em 2014. Por isso, não querem fortalecê-lo com cargos nem volumosos repasses.

Trata-se, portanto, de um terreno espinhoso para Dilma. Isso porque o PSB, apesar das pretensões nacionais, tem se colocado como alternativa de poder no Congresso, o que a deixa menos refém do PMDB, hoje a maior força aliada ao PT.

A influência do PSB aumentou depois que Campos selou uma aliança com o PSD de Gilberto Kassab.

Na linha de mover esforços na defesa de Bezerra, Dilma ordenou que Miriam Belchior (Planejamento), procurasse jornais para afirmar que o colega não havia privilegiado Pernambuco em verbas de prevenção às chuvas.
(NATUZA NERY, LEANDRO COLON E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

Pela 2ª vez nova farsa de Antônio Júlio é desmontada: Dimas Toledo não era presidente de Furnas quando houve doação para hospital

Mentiras do PT, farsa, fraude – Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio

Fonte: Turma do Chapeú

Rogério Correia e a fraude da Lista de Furnas. De novo!

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja

Nilton Monteiro e Rogério Correia, na Veja: quanto mais mexe, pior fica

Ou o silêncio de pedra sobre o que realmente interessa!

Hoje faz 24 dias que a revista Veja publicou as gravações feitas pela Polícia Federal e que pegaram o flagrante das conversas telefônicas entre o deputado Rogério Correia, seu assessor e o falsário Nilton Monteiro, combinando detalhes da fraude dos papéis conhecidos como a “Lista de Furnas”.

Até hoje, o deputado se recusa a dar uma explicação para a sociedade, para os seus eleitores, sobre o que ele fazia no telefone e o que significavam as suas conversas.

Encurralado pela descoberta da polícia, o deputado ao mesmo tempo que faz silêncio sobre fatos tão graves e inegáveis, inicia um esforço para  tentar voltar a confundir a opinião publica sobe o assunto.

Esse esforço patético conta com o apoio do amigo Antônio Júlio, que trouxe à tona uma versão absolutamente fantasiosa sobre a Lista de Furnas.

Confundindo alhos com bugalhos, o deputado encontrou uma forma no mínimo criativa de tentar legitimar a tal lista, na linha do  Mandrake: “meu nome tá lá, eu não recebi…, mas a lista é verdadeira”.

Veja o esforço do deputado que tenta confundir uma doação absolutamente regular, aprovada em ata pública da empresa Furnas Centrais Elétricas para um hospital do interior de Minas com a relação de políticos que supostamente teriam recebido dinheiro em espécie do caixa dois de empresas fornecedoras de Furnas.

As duas situações são completamente antagônicas – a única coincidência é que o valor nas duas é o mesmo – e mostram o esforço em tentar forjar um paralelo que só revela o desespero do deputado Rogério Correia.

Veja todas as diferenças e nenhuma semelhança entre a doação feita por Furnas a um hospital com os papéis que relacionariam doações de Caixa Dois para políticos:

A doação

  • Ao contrário do que o deputado Antônio Júlio afirma, e pode ser facilmente comprovado, na época em que a doação foi pedida e aprovada pela empresa ao hospital, Dimas Toledo não era presidente da empresa.
  • O pedido encaminhado à reunião da diretoria da estatal e que aprovou a doação sequer foi encaminhado por ele, mas por outro diretor. Ou seja, o Dimas Toledo não tem rigorosamente nada a ver com isso. Só essa mentira já demonstra a má fé do deputado que, para tentar dar credibilidade a sua versão, envolve, do nada,  o nome dele numa situação com a qual ele não tem nada a ver
  • Veja outra mentira do deputado Antônio Julio. Em declaração que deu, o deputado falou que fez o pedido durante o período eleitoral, mas foi desmentido pela nota distribuída da estatal, que diz que o pedido é datado de 03 de janeiro de 2002, fora, portanto, do período eleitoral.
  • Ou seja, só essas duas mentiras já são suficientes para desmascarar a estória e mostrar que ela não para em pé.

Mas continuemos:

Trata-se de uma doação feita oficialmente pela empresa Furnas a uma entidade filantrópica, da mesma forma que foi feita a centenas de outras. Não dá sequer pra confundir o que é doação com o que é convênio. São coisas absolutamente distintas. Como na dá para confundir as regras de doações e convênios realizadas hoje com as existentes no período em questão.

A lista

Os papéis chamados Lista de Furnas são claros quando afirmam que:

  • Tratam-se de recursos não contabilizados, ou seja, saídos de um caixa dois, o que impediria qualquer doação registrada contabilmente como a doação feita ao hospital.
  • Os papéis falsificados da Lista afirmam que os recursos nunca saíram do caixa de Furnas, mas de empresas fornecedoras listadas por eles. Os recursos teriam sido repassados em dinheiro a um coordenador regional, que os teria entregue,  também em dinheiro, aos deputados.

Em suma, tentar confundir uma doação oficial, saída do caixa oficial de Furnas para um hospital, com uma suposta doação saída de empresas diferentes, em dinheiro vivo e, nessas condições entregues a políticos para campanha eleitoral é, no mínimo, passar  um recibo de muito desespero.

A pergunta é por que o deputado Rogério Correia está tão desesperado?

  • Será por que os boatos são verdadeiros e ele já sabe o que existem nas outras gravações feitas pelo Policia Federal e que a gente ainda não sabe?
  • Por que ao invés de fazer factóides que ofendem a inteligência das pessoas ele não explica cabalmente as conversas em que foi pego em flagrante? Por que está se escondendo para não dar explicações?

O deputado tenta sair da situação de acusado para de acusador, na linha de que o ataque é a melhor defesa, mas cada fala sua vai abrindo um novo flanco de suspeitas.

Ele diz agora que quer investigar Furnas só até o início de 2003.

  • Por quê? Se o diretor Dimas Toledo permaneceu na empresa até 2005, por que ele não quer investigar  Furnas no governo Lula? Por que ele não quer que o diretor indicado pelo PT de Minas, Rodrigo Botelho Campos, seja ouvido?

E mais, reconhecer que estatais atendem a pedidos de políticos, não é novidade alguma no país.

Se o deputado acha que isso é prova de irregularidade defendemos que sejam tornadas públicas todas as doações feitas não só por Furnas, mas pela EletrobrasPetrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa, de 2003 pra cá.

Se a tese do deputado Rogério Correia de que atender a pedidos de rotina, regulares,  encaminhados por parlamentar, é prova  de malfeito, vamos investigar todos os que foram atendidos  da mesma forma nos últimos anos.

Pensando bem, é por essas e outras que o deputado Rogério Correia está tão isolado.

No mais, sabemos que a Justiça garante ao cidadão o direito de não prover prova contra si mesmo, mas não muda de assunto, não, deputado, explica os telefonemas!

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/rogerio-correia-pt-lista-furnas-fraude/

Farsa de Antônio Júlio para proteger Rogério Correia é desmascarada – dinheiro que deputado alega ter recebido foi doação oficial de Furnas à Santa Casa

Lista de Furnas, fraude, mentiras do PT, 

Fonte: Coluna do Baptista Chagas de Almeida – Estado de Minas

Pela culatra I
A tentativa do deputado estadual Antônio Júlio (PMDB) de tentar ressuscitar a já morta e enterrada Lista de Furnas ficou pior que o soneto. A empresa do setor elétrico, de fato, aprovou doação de R$ 150 mil a hospital de Três Pontas, a Santa Casa de Misericórdia. O benefício feito, no entanto, está devidamente registrado na contabilidade da estatal. E com um detalhe importante: também está registrado em ata de reunião da diretoria de Furnas que aprovou a doação ao hospital.

Pela culatra 2
Para complicar ainda mais a tentativa de manipulação dos fatos pelo deputado Antônio Júlio – aquele que era presidente da Assembleia Legislativa na época dos supersalários e ganhava mais que o então presidente dos Estados Unidos George Bush – Dimas Toledo não era presidente de Furnas quando a doação ao hospital de Três Pontas foi aprovada. A estatal, aliás, faz rotineiramente esse tipo de ação filantrópica. No ano passado, por exemplo, as doações somaram R$ 5 milhões.

%d blogueiros gostam disto: