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Posts Tagged ‘Antonio Anastasia’

Anastasia comenta instalação de consulado em Belo Horizonte

Governador de Minas disse que consulado do Estado Unidos em BH é resultado da mobilização da sociedade civil no Estado.

Medida deve beneficiar 100 mil em MG e RS


Fonte: Paulo Peixoto – Folha de S.Paulo


Cerca de 100 mil mineiros e gaúchos serão beneficiados com a reabertura de consulados em Belo Horizonte e Porto Alegre, em 2014. Eles não terão mais de ir à embaixada americana em Brasília ou aos consulados de São Paulo, Rio e Recife para solicitar o visto de entrada no país.

De outubro de 2010 a setembro de 2011, a embaixada e os três consulados concederam vistos a 63 mil mineiros e a 29 mil gaúchos.

governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), disse que abertura do consulado em Belo Horizonte é “resultado dos esforços empreendidos por governo, entidades de classe, políticos e setores da sociedade civil do Estado”.

Nota do governo diz que “a decisão mostra o reconhecimento da importância que Minas tem nas relações entre Brasil e EUA”.

Anastasia: governador anuncia nova fase do Choque de Gestão

Antonio Anastasia anuncia Gestão para Cidadania e traça metas para 2012 com foco nas políticas sociais e foco na redução da pobreza. 

“Choque social” metas

Fonte: O Tempo

Com foco nas políticas sociais, o governador Antonio Anastasia (PSDB) lançou ontem, na Cidade Administrativa, as metas do governo do Estado para 2012, como parte da terceira fase do chamado Choque de Gestão. A todo instante, durante o evento, Anastasia reafirmou a importância de um governo voltado ao atendimento do cidadão no qual seja ele o protagonista.

O pacote é mais uma demonstração de que os gestores tucanos estão preocupados em vincular a imagem do partido a programas sociais e participativos, caráter historicamente associado às plataformas petistas.

“Faremos um trabalho conjunto em prol das metas do governo, contando e querendo uma participação crescente da população, com a melhoria de vida do mineiro”, declarou o governador. Ele ressaltou que, apesar de “o quadro atual não ser confortável” do ponto de vista das finanças, é preciso ser criativo para desenvolver as políticas públicas de atendimento.

Batizado de Gestão para a Cidadania, o programa traz dez pontos considerados prioritários para este ano e foca num modelo social de governo. Entre as metas, estão a redução da pobreza e da desigualdade, o direito à moradia, melhorias em saúde, educação e cultura, além da ampliação da infraestrutura dos serviços públicos.

O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, chegou a comparar o plano de metas ao Orçamento Participativo. “Nosso projeto é mais do que o OP, vai além. Ele quer traçar a discussão do caminho que a sociedade quer tratar no futuro. São as escolhas da população”, explicou.

O funcionalismo, no entanto, acabou ficando esquecido na nova plataforma. O plano não cita concessões de reajustes salariais para os servidores do Estado.

Questionado sobre o fato, Anastasia afirmou que essa questão já foi resolvida no ano passado. “Foi aprovada a lei que fixa parâmetros de reajustes dos servidores para os próximos anos”.

Foco. O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, entende que o fato de as gestões tucanas priorizarem a redistribuição de renda não é novo. “Sempre foi nosso foco. Essa é a matriz da social-democracia, sempre teve esse foco e vamos continuar dessa forma. Esse plano de metas mostra isso”, disse.

Já Tadeu Guimarães salientou que o governo estadual nunca deixou de lado as políticas sociais. “O social sempre foi tratado pelo Choque de Gestão. Agora, o que diferencia é trazer o cidadão para criar a questão social também”, completou.

Prioridade

Copa. Entre as metas anunciadas pelo governo, estão projetos voltados à Copa do Mundo de 2014. Além da entrega das obras do Independência e do Mineirão, serão criados o guia do turista e uma agenda cultural em Minas.

Governador vai discutir a dívida na Câmara

O governador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem que, no próximo dia 19, irá à Câmara dos Deputados para debater a dívida dos Estados com a União. O encontro, que terá a participação de governadores de outros Estados em situação semelhante, faz parte da negociação conduzida pelo grupo de deputados criado na Casa para tratar do tema.

Anteontem, Anastasia se reuniu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “A questão da dívida é nacional. Tudo dependerá de uma decisão nacional, dentro da necessidade de rever indicadores, que, se, antes, eram adequados, agora, não são mais, e o fluxo de pagamento está onerando muito os Estados”, ressaltou.  Atualmente, a dívida de Minas com o governo federal passa de R$ 60 bilhões. (IL)

Promessa
Anel sairá do papel neste ano

Na semana seguinte ao feriado da Semana Santa, a presidente Dilma Rousseff deverá vir a Belo Horizonte para autorizar a abertura da licitação para as obras de revitalização do Anel Rodoviário da capital. O anúncio foi feito ontem, pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicos (Setop), Carlos Melles (DEM).

O secretário explicou que, como o projeto do Anel foi uma das plataformas de campanha de Antonio Anastasia em 2010, vem sendo empreendido um esforço do governo pela sua viabilização.

“O projeto Executivo para a obra já está pronto. No dia 14 de março, ele foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem)”, disse Melles, completando: “Ele está praticamente pronto e só aguarda análise do órgão para a assinatura do termo de compromisso para o início das obra, que sai do papel até o fim do ano”.

De acordo com o democrata, o projeto, orçado em R$ 17 milhões, foi desenvolvido em parceria pela Setop e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Metrô. Enquanto a reforma do Anel pode se confirmar em breve, outro clamor antigo da população, a expansão do metrô da capital, só deve ter andamento em 2013. Segundo Anastasia será lançado, em breve, o edital de contratação para a realização da sondagem da topografia da área. Porém, a parceria com a empresa privada só deve ser firmada no ano que vem.

Já Melles disse que não há má vontade do governo de Minas, mas uma “dependência do governo federal”. (IL)

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199640,OTE&IdCanal=1

Governo Anastasia tem novo secretário de Defesa Social

Governo Anastasia: gestão da pública – Rômulo Ferraz assume com a responsabilidade de melhorar as condições de segurança em Minas.

Posse com cobranças

Ao assumir Secretaria de Defesa Social, o procurador Rômulo Ferraz recebeu a missão de frear o crescimento da criminalidade em Minas. E foi avisado pelo governador que a pasta é complexa

Com a licença aprovada pelo MP, Rômulo Ferraz aceitou convite de Anastasia para comandar a segurança

novo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, foi empossado na tarde de ontem e, durante a solenidade, não faltaram cobranças e desafios apontados pelas principais autoridades da segurança pública que participaram do evento. A redução dos índices de criminalidade, o aumento das vagas nos presídios mineiros e uma integração mais eficiente entre as instituições que cuidam da segurança no estado foram algumas das demandas apontadas em discursos e nas primeiras conversas com o novo secretário. A prioridade, reforçada por Rômulo Ferraz em seu discurso de posse, será diminuir os números da violência em Minas, principalmente crimes violentos.

“Quando aceitei o convite do governador Anastasia, tracei um planejamento para um período de dois anos e meio, que é o próprio mandato do governador. Desde 2003, os índices de violência sofreram uma queda gradual e no ano passado eles saíram dessa vertente de queda. Então a prioridade no momento é criar todas as condições de segurança para trabalharmos rapidamente em cima da redução dos índices. Vamos sentar com os comandos das polícias para avaliar essa situação do ponto de vista técnico”, disse Rômulo, depois da cerimônia de posse.

chefe da Polícia Civil de Minas, Jairo Lellis Filho, ressaltou que as conversas com o governo estadual são positivas, mas que ainda existem vários setores da segurança pública que precisam de novos investimentos e ele espera se encontrar em breve com o novo secretário. “Temos um concurso em andamento, com previsão de contratação de novos delegados e escrivães. Espero que dentro de poucos dias possamos estar novamente com a equipe do governador para conversar, não só sobre colocar gente nova dentro da academia, mas também um novo concurso. Temos necessidades de outros concursos, novas viaturas, unidades, reparos físicos em construções. Pela segurança, vamos continuar batendo às portas do governo. Chegou o momento em que precisamos de mais pessoal”, cobrou Lellis.

Já a defensora pública-geral de Minas Gerais, Andréa Tonet, espera manter um diálogo constante com o novo secretário e pediu mais espaço para o trabalho dos defensores dentro dos presídios. “Nossos pedidos se referem ao sistema prisional, onde temos grande atuação, e o canal direto é a Secretaria de Defesa Social, que comanda as penitenciárias. O que queremos é um espaço maior para trabalhar dentro das unidades, com acesso mais franco dos profissionais para exercer sua função. Tenho certeza de que com Rômulo o trabalho vai ser mais fácil, porque antes de tudo vejo nele um humanista preocupado com os problemas sociais”, disse Andréa.

governador Antonio Anastasia (PSDB), que já passou pelo cargo durante o governo de Aécio Neves (PSDB), também ressaltou a complexidade da secretaria e a grande demanda e desafios que serão enfrentadas por Rômulo. “É uma pasta complexa e  em que não faltarão cobranças, mas imprescindível para a sociedade. Sei muito bem disso por experiência própria”, afirmou Anastasia. O governador aproveitou a oportunidade para cobrar mais apoio do governo federal para a segurança pública, reforçando que o trabalho deve ser integrado entre União e os estados para que os resultados sejam melhores. “Lamentamos uma certa omissão da esfera federal com a área da segurança, que não vem de agora, mas é antiga, talvez desde a Constituição de 1988, ou até antes. Em certas ações, um trabalho amplo é fundamental para esse setor, e não depende somente dos estados”, cobrou Anastasia.

Despedida

Coube ao ex-secretário Lafayette Andrada abrir a solenidade de posse de seu sucessor. Em discurso, ele exaltou as principais ações do governo durante sua gestão e avaliou os maiores desafios enfrentados durante os 14 meses que esteve no comando da segurança. Ele ainda apontou alguns problemas a serem enfrentados nos próximos anos, como a superlotação das cadeias, hoje com 48 mil presos ocupando 30 mil vagas. Ele recebeu os cumprimentos do governador Antonio Augusto Anastasia depois de agradecer o apoio.

Aécio Neves: senador busca recursos para investimentos em segurança

Gestão da Segurança em Minas

Aécio Neves negocia com BID novos recursos para segurança em Minas

Senador participa de reunião nesta terça-feira em Washington

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participa, nesta terça-feira (13/03), de reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), para buscar recursos para projetos de segurança pública do Governo de Minas.  A viagem do senador acontece a pedido do governador do Estado, Antonio Anastasia e tem o objetivo de renovar a parceria firmada por Minas com o BID em ações de prevenção à criminalidade.

O novo financiamento, no valor R$ 150 milhões, se aprovado, será destinado a ampliar e melhorar os programas Fica Vivo – que oferece oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer a jovens moradores de áreas com índices elevados de homicídios – e Mediação de Conflitos – que desenvolve ações para solucionar situações com risco de violência, também em regiões com alta criminalidade –, entre outros. Também haverá investimentos em novos Centros Integrados de Adolescentes (CIAS), espaços de internação e recuperação de menores infratores.

“A reunião visa a consolidar essa negociação, para que no início do primeiro semestre possamos ter esses recursos do BID se somando aos recursos do Estado. É bom dizer que Minas continua sendo dos estados brasileiros que mais investem em segurança pública. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento, sobretudo, dos crimes violentos e dos homicídios, e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos”, afirmou o senador Aécio Neves.

Minas é modelo para Brasil

Aécio acrescentou que o governador Antonio Anastasia determinou às forças de segurança uma ação muito firme para redução da criminalidade no Estado em razão do crescimento de indicadores verificado ano passado. Ele lembrou que Minas é modelo no país por ter revertido a violência no Estado ao longo de nove anos, com quedas sucessivas na ocorrência de crimes violentos.

“O governador está preparando uma ação muito firme, reativa a esse pequeno aumento da criminalidade que houve no ano passado, para que possamos retomar aquela curva descendente com a qual convivemos durante todos os meus dois mandatos de governador. Com os crimes, a cada mês, decrescendo, diminuindo, e fazendo com que nosso modelo de segurança se transformasse numa referência para todo o Brasil”, disse Aécio Neves.

Governo federal é omisso na segurança pública

O senador afirmou, ainda, que esses recursos ganham mais importância na medida em que o governo federal tem sido omisso em relação às políticas de segurança nos estados, além de reduzir ano a ano os investimentos no combate à criminalidade.

“Sabemos que esse é um desafio permanente. Os investimentos que o governo federal faz em segurança pública são pífios. Eu próprio apresentei um projeto no Senado Federal obrigando que os recursos do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam transferidos mensalmente para os estados, como acontece, por exemplo, com os recursos da educação, sem que haja possibilidade do contingenciamento. Porque, na verdade, o governo federal vem segurando esses recursos até o final do ano. Os estados não conseguem fazer o planejamento para a sua utilização e a distribuição é feita de forma muito pouco republicana, atendendo geralmente os mais amigos”, alertou o ex-governador Aécio Neves.

Aécio Neves: senador dá início ao trabalho para ampliar oposição

Aécio oposição

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

Aécio põe em curso estratégia de atrair partidos da base de Dilma

Aécio Neves: senador prepara seminário em Pernambuco sobre Segurança Pública com a presença do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012 / Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012Pressionado por aliados a assumir sua candidatura a presidente da República em 2014, agora que seu principal adversário interno, José Serra, está – em tese – fora da disputa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prefere adiar sua entrada em cena. Nos bastidores, no entanto, sua pré-campanha está em curso. Um de seus objetivos é seduzir a base política da presidente Dilma Rousseff.

O senador já iniciou conversas com partidos da base do governo para tentar atraí-los para sua futura candidatura. Dois anos e sete meses antes das eleições, o movimento envolve diálogos com lideranças do PSB, PSD, PDT e do PMDB, segundo interlocutores de Minas Gerais bastante próximos do senador.

“Tenho que contar com o desgaste da base do governo”, disse o próprio Aécio em uma conversa reservada no começo da semana, conforme apurou o Valor. Nas palavras de um parlamentar de seu grupo, o objetivo dessas aproximações iniciais é “fraturar” a base do governo e formar um arco maior de apoio, aumentando a musculatura de sua candidatura.

A face pública de sua pré-candidatura passa por uma agenda de viagens pelo Brasil que deve começar nas próximas semanas. Ele prestigiará candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados pelo país. Mas estará também de olho nos possíveis ganhos que as viagens poderão trazer para seus planos em 2014.

“[As viagens] não deixam de ser uma possibilidade de reduzir o desconhecimento que as pessoas têm sobre mim no Nordeste e Norte, principalmente”, disse o senador a um interlocutor em Belo Horizonte ouvido pela reportagem. “Vou rodar o país pelas eleições municipais.”

Tucanos dizem que já contam mais de uma centena de convites feitos a Aécio por políticos que disputam as eleições este ano. O comando do PSDB mineiro, no entanto, quer aliviar a agenda dele em Minas, onde tem um eleitorado fiel.

“Temos que ajudá-lo, racionalizando o número de compromissos no Estado. Ele precisa ser mais conhecido país afora. Tem que privilegiar outros Estados, mas com foco nas eleições municipais. Como potencial candidato a presidente – e independentemente disso – como líder da oposição, ele tem de atender aos compromissos nas capitais e nas maiores cidades pelo Brasil”, disse o presidente do diretório estadual, o deputado federal Marcus Pestana.

Fora do calendário eleitoral, Aécio está preparando outro palco antes de outubro. Será um seminário do PSDB em Pernambuco que terá a segurança pública como tema. O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (2002 a 2010) – cuja política de segurança levou a um enfraquecimento dos grupos armados no país – foi convidado e só falta definir uma data para fechar a participação. Os tucanos estão conversando também com ex-integrantes da equipe do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que se notabilizou nos anos 90 pela política de “tolerância zero” contra a criminalidade.

Segurança é um dos temas a que Aécio quer dar relevo no projeto que o PSDB pretende apresentar como alternativa ao PT. O que ele tem dito é que antes de definir um nome, é preciso saber o que o candidato do PSDB levará para a campanha. E que as eleições municipais ajudarão a moldar esse discurso. “Até o fim do ano vamos definir projetos objetivos”, tem dito o tucano.

As linhas gerais do projeto tucano com que Aécio trabalha são saúde, segurança e gestão com resultado.Os tucanos ligados a ele defendem que o partido precisa desmontar o que dizem ser a aparente boa gestão do PAC, atacar o que chamam de aparelhamento do governo pelo PT, o que consideram ser a omissão do governo na saúde, e defender a flexibilização do currículo nas escolas de acordo com cada região do país.

Aécio tem dito que vai voltar a defender prévias (como fez em 2010) por julgar que esse é um modo eficiente de mobilizar seu partido. Na sua opinião, o ideal é que a decisão interna seja tomada até dezembro de 2013, o que daria tempo para o candidato trabalhar alianças.

A pressão para que assuma publicamente sua candidatura extrapola o PSDB e mobiliza aliados como o DEM. “Tenho que acalmar meus aliados e não assumir uma candidatura agora sob o risco de me desgastar”, disse Aécio esta semana ao interlocutor em Minas ouvido pela reportagem.

Mas numa reunião com presidentes estaduais de sete partidos aliados (PP, PR, DEM, PV, PSD, PTB e PPS) do governador tucano de Minas, Antônio Anastasia, ocorrida segunda-feira em Belo Horizonte,Aécio falou mais à vontade como candidato à Presidência, contou um dos participantes à reportagem.

“Ele falou da importância de os partidos da base em Minas estarem bem unidos nas eleições deste ano para ele poder mostrar os resultados como um bom exemplo para o país nas eleições presidenciais, para mostrar o que ele construiu e de onde ele vem”, disse um político mineiro veterano e que há anos é amigo de Aécio. “É a primeira vez que eu o vejo falando como candidato”.

O mesmo político, que conversou com a reportagem sob a condição de não ser nomeado, descreve assim a movimentação atual de Aécio por partidos da base de Dilma. “Ele tem falado com os partidos da base, sobretudo com Pernambuco [o governador Eduardo Campos, do PSB]. No PMDB, até com o [senador José] Sarney, por causa do avô dele.” Sarney foi o primeiro presidente civil após duas décadas de governo militar. Eleito vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, assumiu o posto após a morte do avô de Aécio.

Marcus Pestana, deputado federal e presidente do diretório estadual do PSDB em Minas, vai mais longe: “Aécio está se movimentando nos bastidores com o PSB, PSD, PDT e o PMDB. Pauta-se pelo elementar: quem tem 50% mais um dos votos, ganha. E por isso tem de atrair parte do eleitorado da Dilma. Para o êxito de seu possível projeto futuro, é preciso atrair parte das forças políticas e também do eleitorado.”

Todos esses movimentos, continua Pestana, não são públicos porque envolve governistas da base de Dilma e porque, segundo diz, governo faz um acompanhamento “policialesco” sobre esse tipo de contato.

Uma exceção talvez seja Eduardo Campos, presidente do PSB. Campos ajudou a eleger Dilma e seu partido integra a base de seu governo. Os dois conversaram no fim de semana, sobre as eleições municipais em São Paulo – onde o diretório local quer apoiar Serra – e sobre outros temas, segundo Pestana.

Os tucanos próximos a Aécio notam que ele não precisa fazer muito esforço para seduzir integrantes de legendas que são hoje pró-governo. Dizem que já há um grande desgaste na base do governo nesse um ano e pouco de administração. O caso do PMDB – que nesta semana divulgou uma carta assinada por dezenas de parlamentares manifestando desagrado com o papel do partido no governo – é citado por aliados de Aécio como emblemático.

Antonio Anastasia é recebido pelo papa: governador convida Bento XVI para visitar Minas

Fonte: O Tempo

Anastasia convida papa Bento XVI para visitar Minas

Governador Antonio Anastasia e o papa Bento XVI

governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, foi recebido no Vaticano ontem pelo papa Bento XVIAnastasia convidou o papa para visitar o Estado em 2013, durante uma viagem programada ao Brasil, e o presenteou com uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais.

O papa virá ao país em 2013 para participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho. O evento reúne jovens católicos de todo o mundo.

Em nota, o governo mineiro informou que o papa deverá analisar o convite. “Temos grande honra e alegria, representando o povo de Minas, de apresentar o respeito dos mineiros à sua santidade papa Bento XVI“, disse Anastasia, que acrescentou: “Ele vai analisar o convite, e vamos torcer e rezar para que ele possa aceitá-lo. Levamos o abraço, o respeito e a reverência de todos os mineiros cristãos à sua santidade”.

Aécio Neves: cientista político mostra o caminho acertado do senador em fazer oposição

Eleições, Aécio Oposição

Fonte: artigo de Alberto Carlos Almeida na Época

O jeito Aécio de fazer oposição

A candidatura Serra à prefeitura de São Paulo, caso confirmada nas prévias do PSDB, abre caminho para Aécio ser candidato à Presidência em 2014. Se Serra perder a eleição paulistana, estará mais do que sepultado politicamente; se ganhar, terá entrado no alçapão da prefeitura de São Paulo e será obrigado a abandonar seu eterno sonho de se tornar presidente. Pensando na corrida ao Palácio do Planalto, cada vez mais a paráfrase de um nossos maiores escritores, o mineiro Guimarães Rosa, se torna verdadeira para o PSDB: chegou a hora e vez de Aécio Neves.É interessante notar que muitos intelectuais, vários jornalistas e alguns políticos ligados à oposição têm criticado constantemente a decisão de Aécio de fazer uma oposição moderada ao governo Dilma. Os críticos afirmam que ele tem sido oposicionista de menos, ainda mais quando se comparam suas aparições públicas à de alguns senadores e deputados da oposição, entes muito mais aguerridos do que Aécio.

Há duas regularidades importantes que dizem respeito a tais críticas: a maioria delas se origina na elite de São Paulo e elas têm como principal motivação uma avaliação quase exclusivamente intelectual da conjuntura. Não supreende a distância que separa os críticos de Aécio: ele não é de São Paulo e não tem vícios intelectuais, Aécio foi formado na boa escola mineira de fazer política.

Os críticos intelectuais dizem que, se Aécio não fizer uma oposição dura a Dilma, ele não terá condições de derrotá-la em 2014. Em geral, recorre-se ao argumento de que Lula e o PT fizeram isso o tempo inteiro antes de vencer o pleito de 2002. Esquecem de dizer, todavia, que, para vencer aquela eleição, Lula contratou Duda Mendonça, passou a se vestir em ternos caros e da moda, aparou a barba, afastou-se do movimento dos sem-terra, reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso para se comprometer a pagar o empréstimo do Fundo Monetário Internacional e divulgou a Carta aos Brasileiros para acalmar o mercado financeiro. A atual moderação de Aécio não é nada diante da vitoriosa inflexão que Lula fez em 2002.

Cabe perguntar onde estavam esses críticos quando Serra fez o mesmo Não apenas em 2009, um ano antes da eleição, mas também em 2010, quando colocou Lula de forma elogiosa em seu programa eleitoral de candidato de oposição. Mais moderação do que isso é impossível.

A decisão de não fazer oposição frontal a Dilma não é uma decisão intelectual. É uma decisão política. Analisada sob esse ponto de vista, fica bem claro o acerto de Aécio. Não faz o menor sentido bater forte num governo tão bem avaliado como o de Dilma. Bater em governo bem avaliado não resulta na piora de sua avaliação. Jamais isso ocorre. Resulta, sim, no isolamento político de quem bate. Aécio não quer isso.

Mais importante ainda: não faz o menor sentido bater duro em Dilma simplesmente para agradar à carência intelectual de quem já é contra o governo e vai votar de qualquer maneira na oposição ao PT em 2014. Isso seria chover no molhado. Aécio age corretamente, porque está se situando mais ao centro. Ele deixa aberta a porta de negociação para aqueles que hoje apoiam o governo, mas eventualmente poderão romper com Dilma quando 2014 se aproximar. Aécio se colocaria no canto no canto do ringue se fizesse agora, mais de dois anos da eleição presidencial, uma oposição dura ou contundente ao governo do PT.

Aécio já tem os votos certos da oposição. O que ele quer, e mineiramente precisa conquistar, são os votos daqueles que mudam de voto, daqueles que votariam em Dilma, mas no futuro poderão não fazê-lo. Radicalizar agora afastaria o provável candidato da oposição daquilo que ele mais precisa: cativar o eleitor que ocupa o centro político. Os críticos intelectuais, lamentavelmente, não ocupam esse centro.

Serra é paulista demais, e o eleitorado mineiro não gosta disso. Essa rejeição ficou registrada nas urnas de 2002 e 2010. Aécio é suficientemente oposicionista para conquistar o voto antipetista de São Paulo. Os mapas eleitorais das duas últimas eleições presidenciais revelam a divisão geográfica da força do PT e do PSDB: o Nordeste vota PT, São Paulo vota contra o PT. Minas se divide: quanto mais próximo do Nordeste, maior a força do PT; quanto mais próximo de São Paulo, mais forte é o PSDB. Aécio, em que pese o nariz torcido de segmentos da elite paulista, terá o voto oposicionista de São Paulo à medida que se tornar mais conhecido naquele Estado.

Quando esses mesmos críticos vierem perguntar, em 2014, o que é preciso para o PSDB conquistar mais votos no Nordeste, poderá ser dito que Aécio já fazia isso em 2012, quando escolhera o caminho da oposição moderada. Se o assunto é política, quem vê mais longe é o saber político. Para a maioria dos nordestinos, bater demais num governo petista é o mesmo que bater demais em algo que ele gosta.

Se Serra se tornar o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, ele daria uma enorme prova de compromisso partidário, colocando-se claramente a favor da candidatura de Aécio em 2014. A eleição para a prefeitura de São Paulo, a julgar pelo ocorrido em 2010, não tem peso nenhum na eleição presidencial. Em 2008, Kassab, aliado incondicional de Serra, foi reeleito prefeito da capital paulista, mas Serra foi derrotado dois anos mais tarde na eleição presidencial.

O apoio de Serra a Aécio colaboraria, sim, para que o PSDB caminhasse unido rumo a 2014. Imagina-se que essa união seja o desejo de Serra e de qualquer tucano que queira ver seu partido mais competititvo no próximo pleito presidencial.

Alberto Carlos Almeida é cientista político, autor dos livros A cabeça do brasileiro e O dedo na ferida: menos imposto, mais consumo.

 
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