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Merval: ‘o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves’, comentou

Aécio oposição, Aécio 2014

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

Fonte: Merval Pereira – O Globo

Novo fôlego

A confirmação da candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo refaz a disputa paulistana, dando ao PSDB uma perspectiva de vitória que antes não tinha. O apoio do PSD à candidatura de Fernando Haddad poderia levar à vitória do candidato petista no primeiro turno.

O governo federal trabalhando politicamente junto com a prefeitura seria um apoio muito forte, ainda mais que o PSDB não tinha um candidato viável politicamente.

Os quatro pré-candidatos têm uma repercussão muito limitada regionalmente e não têm peso nacional para se contrapor ao trabalho da presidente Dilma e de Lula.

Serra, ao contrário, mesmo tendo sido derrotado em 2010 por Dilma para a Presidência, ganhou dela no estado e na cidade de São Paulo.

Revertida essa jogada política de Lula, agora a candidatura tucana tem a possibilidade de montar um grande arco de alianças que lhe dará tempo de televisão suficiente durante a campanha eleitoral para que Serra tente reduzir seu nível de rejeição – que se deve muito ao temor de que use a prefeitura mais uma vez como trampolim para cargos mais altos, como presidente da República em 2014.

Por isso, todos os seus correligionários, a começar pelo prefeito Gilberto Kassab, estão anunciando que ele desistiu de seus planos de concorrer pela terceira vez à Presidência.

Abrindo caminho para a candidatura de Aécio Neves pelo PSDB, Serra dará garantias ao eleitorado paulistano de que continuará até o fim de seu mandato se for eleito prefeito.

E continuará podendo sonhar com a Presidência da República em 2018, quando não haverá nem Dilma nem Lula para representar o PT, caso Aécio não seja vitorioso em 2014.

Não há muitas dúvidas sobre a vitória de Serra nas prévias do próximo domingo, mas ela terá que ser uma vitória maiúscula para dar uma partida forte na candidatura, e tudo indica que será.

O adiamento por uma semana, que está sendo tentado pelo governador Geraldo Alckmin, tem o objetivo de dar mais tempo para as costuras políticas necessárias a essa vitória.

Não há qualquer outro pré-candidato que restou na disputa que tenha a capacidade de unir o partido com a expectativa de vitória que Serra traz com sua presença na disputa.

O fato de o ex-governador aparecer nas pesquisas de opinião em primeiro lugar, embora com alto índice de rejeição, dá um novo ânimo ao PSDB paulista e, ao contrário, já coloca dúvidas nas hostes petistas.

O líder regional do PT Jilmar Tatto, do grupo da senadora Marta Suplicy, já aventou a possibilidade de trocar de candidato diante da realidade política que mudou.

Fernando Haddad tem pouca visibilidade para o eleitor e aparece com cerca de 4% de preferência nas primeiras pesquisas.

Isso é sinal de que pode crescer muito, mas também de que terá de se esforçar muito mais do que, por exemplo, a ex-prefeita Marta Suplicy, que pretendia se candidatar e tem um recall também alto para iniciar a disputa.

A presença de Serra, além de instalar novamente a dúvida no front adversário, mobiliza os partidos para a formação de um amplo leque de alianças partidárias, tão heterogêneo quanto qualquer aliança que se forme no país atualmente: PSD, DEM, PTB, PPS, PDT e até mesmo o PSB são partidos que podem compor essa aliança eleitoral, dando tempo de televisão suficiente para que a candidatura de Serra tenha uma boa base inicial.

Uma coisa é certa: a partir do momento em que Serra anunciar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves.

A disputa mais provável em 2014 será entre a reeleição de Dilma e o candidato do PSDB, pois tudo indica que Lula não terá ânimo pessoal para enfrentar uma nova campanha depois do tratamento a que está sendo submetido para curar o câncer na laringe.

Ele será o grande eleitor, o grande apoio do PT, mas dificilmente será o candidato, ainda mais que a presidente Dilma está se revelando uma candidata bastante viável até o momento.

É provável que essa popularidade que ela ganhou no primeiro ano de governo, apesar de todos os pesares, seja reduzida com o decorrer do mandato, pois o desgaste é inerente à função, e a perspectiva da situação econômica do país não parece ser das melhores, sobretudo devido à crise internacional.

As previsões são de um crescimento médio nos próximos anos em torno de 3%, o que não é o suficiente para manter esse sentimento de bem-estar que o crescimento de 2010 provocou.

Ao anunciar a candidatura, Serra deve anunciar também que não disputará a indicação para candidato do PSDB à Presidência em 2014.

Pode até não declarar explicitamente seu apoio ao senador Aécio Neves, como muitos tucanos gostariam que fizesse, mas terá que deixar claro que se dedicará à Prefeitura de São Paulo nos quatro anos de um eventual mandato.

A derrota quase certa que se avizinhava para os tucanos seria um golpe de mestre do ex-presidente Lula, que montaria assim um esquema político na capital que pudesse alavancar uma candidatura petista forte contra a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin em 2014 – o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está sendo preparado para tal missão -, retirando dos tucanos a base política mais importante.

A entrada de Serra na disputa traz para o PSDB a perspectiva de vitória e, mais que isso, a possibilidade de vir a ter em 2014 uma candidatura à Presidência que conte efetivamente com o apoio dos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, coisa que até hoje não aconteceu de fato.

Cientista política faz avaliação sobre os desafios da oposição em 2012

Fonte: Fabiano Santos*  – Valor Econômico

O grande desafio da oposição em 2012

Várias análises têm mostrado que a disputa partidária no Brasil, sobretudo a que gira em torno das eleições presidenciais, encontrar-se-ia bem estruturada em três blocos. Um primeiro segmento votaria no PT e na esquerda de uma maneira mais ampla. Um segundo segmento corresponderia ao eleitorado conservador, por isso rejeita o PT e tem optado pelos candidatos do PSDB em aliança ou não com o DEM, antigo PFL.O terceiro segmento seria o assim chamado eleitor “pivotal”, mediano ou de centro. Mais volátil, decide seu voto ao longo da campanha, sopesando custos e benefícios esperados de cada opção. Sendo a tese correta teríamos, então, um eleitorado dividido em dois blocos, segundo o tipo de decisão de voto: aqueles que votam na esquerda e os que a rejeitam fariam parte de um mesmo grupo, a saber, dos que votam prospectivamente, de acordo com visões de mundo e em programas. O segundo grupo seria formado exclusivamente pelo eleitor de centro, o “pivotal”, eleitor que decide seu voto retrospectivamente, com base no desempenho do governo e no que apreende ao longo de campanhas eleitorais.

Uma premissa importante dessa estória repousa no papel ocupado pelas forças que ofertam candidatos e políticas ao eleitor. Pela esquerda, de fato, o PT e partidos aliados de esquerda têm feito sua parte, administrando conflitos internos de maneira a não comprometer seus objetivos primordiais, quais sejam, manter a Presidência e ministérios sob seu comando, além de continuar aplicando políticas de resgate da dívida social brasileira. O problema mora no lado conservador, no bloco anti-esquerda. A disputa fratricida, com desdobramentos editoriais de estrondoso sucesso, além de propostas de CPI, não depõe a favor das lideranças de um projeto de oposição à altura das necessidades do país. Nem, ademais, das legítimas aspirações de sua clientela eleitoral cativa, na qual se inclui boa parte de nossas elites econômicas, além de “formadores de opinião”.

Na democracia, tão importante quanto se ter um governo legitimado pelo voto e que tenta verter em políticas prioridades reveladas pela maioria da população é a existência de uma ou várias forças de oposição a este governo. Mais especificamente, é a existência de um partido ou coalizão de forças que se apresente como alternativa crível para o conjunto do eleitorado que distingue um regime político como democrático. Se a disputa entre lideranças é fator inarredável da vida dos partidos, é também verdadeiro que a partir de certo limite o conflito deixa de ser um dos componentes inevitáveis da convivência democrática e passa a comprometer a credibilidade dos atores que dele fazem parte. Passa a comprometer a capacidade destas lideranças em articular interesses e ideias alternativas às que preponderam no governo em torno de uma agenda consistente de políticas. Difícil precisar quando tal limite é ultrapassado; entretanto, há indícios importantes de que o processo vem ocorrendo no âmbito da oposição.

Um exemplo consiste na recente criação do PSD e seu posicionamento de neutralidade que assumiu vis-à-vis o governo. Ora, não é possível dissociar a decisão de políticos de orientação conservadora de criar um novo partido, cujo código de conduta é a possibilidade de vir a fazer parte de qualquer governo, da incapacidade dos tucanos de se manterem como alternativa viável de projeto de poder. Pois bem, se a estória de criação do PSD torna-se um padrão, então, claramente não estaremos mais diante de uma vida partidária estruturada em torno de dois blocos na disputa presidencial, convivendo com uma pluralidade de forças, de oposição e sustentação ao governo, no âmbito legislativo. A dinâmica da política brasileira estaria se aproximando mais dos processos de construção e ruptura de coalizões, tal como teorizada pelo cientista político norte-americano William Riker, em 1963.

Em sua obra clássica, “The Theory of Political Coalitions”, Riker apresenta a política como um jogo de soma-zero sendo seu prêmio fundamental a conquista de posições no governo. Como estas posições são limitadas, ou “escassas”, os parceiros de hoje podem tornar-se os inimigos de amanhã. Visões de mundo, conflitos em torno de interesses de atores sociais, sejam baseadas em classes ou identidades alternativas, nada mais seriam do que elementos secundários de um mesmo e mais fundamental objetivo, a saber, controlar a máquina governamental. Neste cenário, uma oposição não se torna governo porque vence eleições a partir da articulação de interesses e ideias alternativas as que ocupam o poder. Uma oposição “conquista” o governo por conta de um rearranjo de forças ocorrido no âmbito da coalizão predominante, que eventualmente se torna muito grande. Eleições teriam muito pouco a dizer neste processo, seriam uma espécie de epifenômeno de algo mais essencial – a luta intra-elites pela ocupação de espaço no poder do Estado.

Nenhuma teoria sobre a política representa aquilo que ocorre verdadeiramente no processo de disputa pelo poder. A política resulta das escolhas promovidas pelos atores que participam deste processo, escolhas que são feitas em circunstâncias históricas concretas. Se a política brasileira continuará bem estruturada em torno de dois blocos, que representam alternativas relativamente claras para os eleitores, não sabemos de antemão. Isso dependerá de decisões e cursos de ação adotados pelas lideranças dos partidos que têm protagonizado o conflito político desde meados dos anos 90 do século passado. Pelo lado do governo, não vejo indícios de que esta dinâmica possa vir a ser quebrada. Pelo lado da oposição, não obstante, observo caminho mais tortuoso, no qual personalidades têm se colocado acima das instituições. Isto não é bom para a democracia. Não é bom para o país.

*Fabiano Santos é cientista político, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj) e colunista convidado do “Valor”. Raymundo Costa volta a escrever na próxima semana.

Aliança DEM, PSDB e PMDB: Folha reconhece erro no 1º clichê de matéria sobre Aécio e corrige informação na 2ª edição

Folha repara erro e matéria que fala da proposta do DEM de formar aliança com PSDB e PMDB à prefeitura de São Paulo

Matéria publicada, ontem (23/12), pela Folha de S.Paulo trouxe no título a informação de que o senador Aécio Neves estimularia uma composição do PSDB de São Paulo com o PMDB de Gabriel Chalita de olho nas eleições à prefeitura de São Paulo.

Muita gente reparou com estranheza que o título não tinha nada a ver com o conteúdo da matéria, já que a reportagem dizia apenas que Aécio havia sido procurado pelo DEM com a proposta.

Pois bem, parece que o próprio jornal percebeu o erro e mudou a matéria no segundo clichê, desta forma aproximou o título da segunda tiragem do conteúdo real da matéria. 

Primeiro clichê como foi publicado originalmente

Segundo clichê com a mudança na matéria e no subtítulo

Leia a duas matérias na íntegra

Farsa da Lista de Furnas: Deputados da Assembleia de Minas pedem investigação de Rogério Correia (PT-MG) por participação em estelionato

Fraudes do PT, estelionato do PT, PT de Minas, Corrupção do PT

Fonte: Assessoria de Imprensa do PSDB-MG

PSDB, PPS, PP e DEM pedem investigação do deputado Rogério Correia (PT-MG) por fraude na Lista de Furnas

Os partidos políticos PSDB, PPS, PP e DEM, representados por seus dirigentes estaduais, protocolaram no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nessa sexta-feira (16/12), representação em que pedem que o deputado estadual Rogério Correia (PT/MG) seja investigado pelo crime de improbidade administrativa pela participação  na fraude conhecida como a “Lista de Furnas”.

Os partidos denunciam o uso da estrutura do Poder Legislativo mineiro em assunto diverso e estranho à atividade parlamentar, como a obtenção de modelos de assinaturas de parlamentares, com o objetivo de prover, com modelos oficiais, um notório estelionatário, que se encontra preso, acusado de falsificar notas promissórias de mais de R$ 300 milhões.

Os potenciais crimes vieram a público com a revelação de diálogos  do conhecido falsário  Nilton Monteiro com  o deputado Rogério Correia, o seu principal assessor Simeão de Oliveira e o ex-deputado Agostinho Valente nos quais há, de forma inequívoca, uma trama para constranger e caluniar adversários políticos.

Os partidos pedem ao MP que sejam investigadas as seguintes questões:

·   Uso de servidor dos quadros da Assembleia Legislativa, Simeão de Oliveira, em horário de expediente, para localizar documentos oficiais assinados por deputados estaduais e federais e da estatal federal Furnas Centrais Elétricas e para repassá-los a um falsário, com objetivos escusos, conforme revelam diálogos publicados pela revista Veja.

·   Uso do servidor do Legislativo Carlos Alberto Torezani, assessor jurídico da bancada do PT/PCdoB, em horário de expediente, para acompanhar, defender e orientar Nilton Monteiro, em depoimento.

·   Uso de  estrutura da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, como gabinete e linhas telefônicas para finalidades ilegais e incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar.

Lista de Furnas: Rodrigo de Castro diz que PSDB vai tentar cassação de Rogério Correia na Assembleia

Fonte: O Tempo

Para PSDB, Correia tem que responder por “bisbilhotice”

Brasília. O PSDB defende que a eventual punição ao deputado estadual mineiro Rogério Correia (PT), acusado de ter forjado a chamada lista de Furnas, sirva como exemplo para que petistas não mais venham a se envolver em atividades de “bisbilhotice”. A informação é do deputado federal Vaz de Lima (SP), que, junto com os colegas tucanos Rodrigo de Castro (MG) e Bruno Araújo (PE), apresentou uma representação para que a Procuradoria Geral da República (PGR) apure o caso.

De acordo com reportagem da revista “Veja”, Correia seria um dos responsáveis pela elaboração de um documento que traz o nome de 156 políticos, ligados principalmente ao PSDB e ao DEM (então PFL), que teriam recebido supostos financiamentos ilegais para a campanha de 2002. O dinheiro teria saído da Furnas Centrais Elétricas.

“Nossa representação é uma maneira pública de dizermos para a sociedade brasileira que a elaboração de falsos dossiês não é uma boa prática política”, afirmou Vaz de Lima. “Não é assim que se constrói uma democracia. Nós lutamos por anos contra o regime militar justamente para acabar com a bisbilhotice na vida das pessoas”, completou.

Vaz de Lima disse ainda que a provocação à PGR tem o propósito final de “lavar a honra” dos acusados, sobretudo a do deputado federal e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) e a do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Eles são integrantes da oposição ao governo do PT e tiveram prejuízo moral e político”, argumenta.

Resposta. Sobre a acusação que lhe imputam os tucanos, Correia disse que, como deputado, cumpriu seu papel de investigar. “Não é bisbilhotice, senão, o mensalão é bisbilhotice. Eles mesmos estão se chamando de bisbilhoteiros. Só eles podem fazer oposição?”, retrucou. (Com Aline Labbate)

Assembleia
Acusadores já falam até em cassação

Brasília. A possível investigação do petista Rogério Correia na Procuradoria Geral da República (PGR) também desperta outra expectativa nos tucanos: a de ver provado que o PT “vem aparelhando instituições, como sindicatos e entidades civis, e se aproveita disso para práticas criminosas”. Essa é a opinião do secretário geral do PSDB, o deputado mineiro Rodrigo de Castro.

De acordo com ele, o PSDB em Minas também deverá levar o caso para apuração na Assembleia Legislativa mineira. “Rogério Correia já era deputado estadual naquela época, portanto, ele tem que responder perante os seus pares por esse ato”.

Castro lembrou também que seu partido está orientando todos os atingidos pela lista de Furnas a acionarem o deputado estadual petista judicialmente. “Confirmando-se a participação dele, o mínimo que pode acontecer é a perda do mandato”, prevê.

A PGR ainda não se manifestou se abrirá a investigação contra Correia. (TF)

PT no poder e a Lista de Furnas: “exemplo de honradez e moralidade no trato da coisa pública deve vir de cima”, diz artigo do ITV

Gestão petista, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato,  falsidade ideológica 

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela

Exemplo que não vem de cima

Este ano de 2011 foi marcado pela eclosão de seguidos casos de corrupção no governo federal. Trata-se de uma das mais malditas heranças da gestão Lula, que se notabilizou pela leniência com que os malfeitos perpetrados por seus subordinados eram tratados. Quando o exemplo não vem de cima, a situação tende a piorar. É o que pode acontecer com o mensalão.

Sabe-se agora que o mais grave caso de corrupção ocorrido na história política do país pode acabar sem nenhum acusado punido. As penas do esquema gigante de compra de apoio parlamentar e desvio de dinheiro público posto em marcha pelo governo Lula podem prescrever antes que o julgamento chegue ao fim, segundo a edição de hoje da Folha de S.Paulo.

O jornal se baseia em declaração dada por Ricardo Lewandowski. Ele é um dos 11 ministros responsáveis por julgar o caso no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita desde abril de 2006, quando foi oferecida denúncia pela Procuradoria Geral da República (PGE). Sua participação é destacada: será o responsável por revisar o voto do relator, Joaquim Barbosa.

O principal trecho da entrevista de Lewandowski à Folha é este: “Como há réus primários, corre-se então o risco de que as penas para muitos ali sejam prescritas? ‘Sem dúvida nenhuma. Com relação a alguns crimes não há dúvida nenhuma que poderá ocorrer a prescrição’.”

Formação de quadrilha, cuja pena varia de um a três anos de reclusão, é um dos crimes que podem ficar sem punição. “Como o caso está em curso, não é possível saber quais os crimes imputados que irão prescrever. É necessário primeiro saber se serão condenados e a extensão das penas”, completa o jornal.

Se a prescrição se concretizar, terá sido coroada de êxito a estratégia insistentemente perseguida pelo PT de varrer o escândalo para debaixo do tapete. O partido de Lula, Dilma Rousseff e José Dirceu vem, dia após dia, buscando transformar em cidadãos acima de qualquer suspeita os corruptos denunciados pela PGE pela prática de sete crimes.

A lista de falcatruas atribuídas a 40 acusados (um morreu, outro foi excluído do processo e hoje são apenas 38) pelo mensalão pelo então procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, é extensa e bem fornida.

Os crimes são os seguintes: formação de quadrilha (22 suspeitos, incluindo José Dirceu, Marcos Valério, José Genoino e Delúbio Soares); corrupção ativa (11 suspeitos); corrupção passiva (13 suspeitos, incluindo João Paulo Cunha); lavagem de dinheiro (34 suspeitos, incluindo Duda Mendonça, Paulo Rocha e Professor Luizinho); evasão de divisas (12 suspeitos), peculato (11 suspeitos) e falsidade ideológica (Marcos Valério).

A denúncia chegou ao STF em agosto de 2007 e hoje aguarda parecer do relator para ser votada. São mais de 130 volumes e 600 páginas de depoimentos. “Quando eu receber o processo eu vou começar do zero. Tenho que ler volume por volume”, disse Lewandowski. Para completar, a corte deve perder dois integrantes no ano que vem, alongando o processo.

O PT também joga com o calendário eleitoral para empurrar a discussão ainda mais para frente e aumentar a chance de ninguém pagar pelos malfeitos: sustenta que as eleições municipais de 2012 poderiam “contaminar” o processo, que deveria, então, só ser deliberado no ano seguinte. O escândalo, recorde-se, surgiu em 2005.

Quando, naquela época, se viram acuados pelo mensalão, os petistas dobraram a aposta e investiram fundo no submundo do crime, como mostra a edição da revista Veja desta semana. Para tentar se contrapor às acusações, próceres do PT encomendaram a falsificação de um dossiê com supostas irregularidades cometidas por parlamentares do PSDB e do DEM. Tudo agora devidamente desmascarado pela Polícia Federal.

Não espanta que um partido cujo projeto de poder ancorou-se em esquema tão criminoso considere natural que assaltos ao dinheiro do contribuinte continuassem a acontecer diuturnamente, como foi sendo revelado, semana após semana, ao longo deste 2011. Ou que um caso de tráfico de influência explícito, como o do ministro Fernando Pimentel, seja considerado assunto “privado” pela presidente da República.

O exemplo de honradez e moralidade no trato da coisa pública deve vir de cima. Nestes nove anos de gestão petista, os sinais recebidos pela sociedade foram justamente o contrário do que se espera dos governantes. Se a previsão de Ricardo Lewandowski se realizar, o Brasil estará, indelevelmente, fadado a ser um país sem futuro. E com um passado de ficha suja.

Leia no Instituto Teotônio Vilela

Aécio Neves diz que é importante ouvir lideranças baianas na construção de projeto alternativo para o Brasil

Fonte: Assessoria de imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves inicia viagens pelo Nordeste

“A Bahia é a cara do Brasil”

O senador Aécio Neves participa em Salvador, de encontro com lideranças políticas e empresariais.  Aécio Neves foi recebido no aeroporto pelos deputados federais ACM Neto (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB), pelos ex-deputados João Almeida e Lomanto Júnior, entre outros. Vários membros da Juventude Tucana receberam o senador com muito entusiasmo, entre eles o líder do movimento no Estado, deputado Adolfo Viana, e de Salvador, Tiago Assis.

Aécio Neves e Thiago Assis

“A Bahia, assim, como Minas Gerais, é um resumo do Brasil. Para um partido que quer construir um projeto alternativo ao que está aí para o país, como é o caso do PSDB e DEM, é fundamental ouvir o povo baiano e suas lideranças”, disse o senador.

Do aeroporto o Aécio seguiu para dar entrevista para o Programa do Bocão, onde afirmou “Vou ajudar fazer o PT a voltar para oposição , em 2014”.

 

Aécio Neves em entrevista para o Programa do Bocão

Dois ex-governadores da Bahia, Cesar Borges e Paulo Souto, receberam o senador Aécio Neves no evento organizado, no Hotel Fiesta, pelo DEM e PSDB. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia, também estava presente ao lado do seu antecessor, deputado Rodrigo Maia.  O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e outras cerca de 250 lideranças participaram do encontro. Do Hotel Aécio participará de inaugurações de obras em Dias D’Ávila.

Pimentel do PT é mais um ministro de Dilma na berlinda: oposição diz que existe indícios de tráfico de influência em trabalho de consultoria

Suspeita de irregularidades, sem transparência, sem ética

Fonte: Mônica Tavares, Fábio Fabrini e Thiago Herdy – O Globo

Para oposição, há indícios de tráfico de influência

Líderes querem que Pimentel se explique no Congresso; para Planalto, cifras não são ‘tão astronômicas assim’

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE. Os partidos de oposição querem que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explique ao Congresso os contratos de sua empresa, a P-21 Consultorias e Projetos Ltda. Como revelou O GLOBO ontem, o escritório de Pimentel faturou ao menos R$ 2 milhões em 2009 e 2010, período entre ele deixar a Prefeitura de Belo Horizonte e assumir o ministério, tendo atuado ainda como um dos homens-fortes da campanha da então candidata à Presidência Dilma Rousseff. Para parlamentares, suas atividades de consultoria têm indícios de tráfico de influência, ePimentel precisa dissipá-los.

No Palácio do Planalto, a avaliação foi que a atividade de consultor de Pimentel é de amplo conhecimento e foi empreendida quando ele não ocupava cargo público. As cifras também não foram consideradas “tão astronômicas assim”, não havendo razão para suspeitas.

Esta semana, o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), vai discutir com os demais líderes oposicionistas a apresentação de um pedido de convocação de Pimentel. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que vai fazer um requerimento de informações ao ministro. Para ele, o caso sugere que a expectativa de nomeação de Pimentel servia como “cartão de visitas para arregimentar clientes”.

– O caso parece ter muita similitude com o do ex-ministro Palocci. Mostra que as pessoas do PT que teriam influência num eventual governo Dilma, enriqueceram e usaram dessa posição para isso – acusou ACM Neto, afastando a hipótese de investigação por improbidade administrativa, a exemplo do que ocorreu com Palocci, porque Pimentel não tinha cargo público à época das consultorias.

Porém, tanto ACM Neto quanto o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acreditam que o MP deveria investigar a possibilidade de tráfico de influência:

– Óbvio que Pimentel precisa dar explicações convincentes, a consultoria foi em um período complicado e o que parece é que ele estava negociando com o poder público, que o cliente era o poder público – disse Torres.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), destaca que a construtora mineira Convap, uma das clientes de Pimentel, assinou dois contratos, no valor de R$ 95,3 milhões, com a Prefeitura de Belo Horizonte, da qual o ministro é aliado e onde mantém influência, especialmente na Secretaria de Obras Públicas:

– Pimentel foi prefeito e mantém pessoas de sua confiança na administração de Belo Horizonte. Ele precisa vir a público para que não pairem dúvidas.

O presidente do PSDB em Minas, deputado federal Marcus Pestana, cobra explicações:

– Temos uma relação de respeito com o ex-prefeito e ministro, mas aguardamos esclarecimentos. As pessoas têm o direito de trabalhar e ganhar dinheiro, mas é preciso ver se há conflito de interesses.

O líder do bloco governista na Assembleia Legislativa de Minas, deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), pretende pedir ao MP que investigue as circunstâncias em que foram prestadas as consultorias e o sucesso de clientes de Pimentel em contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte.

Sociólogo analisa os caminhos que Aécio Neves deve percorrer para conquistar nova parcela do eleitorado

Eleições 2014, social-liberalismo, PT, PSDB

Fonte: Artigo de Alberto Carlos Almeida – Valor Econômico

O PT, os outros e a democracia

Há três informações extremamente relevantes para se compreender o cenário político brasileiro no que tange à disputa entre o PT e os demais partidos e, em particular, o embate PT versus PSDB. A primeira informação diz respeito ao mínimo de votos nacionais que a atual oposição pode obter na corrida presidencial. Nas três vezes que o PT derrotou o PSBD, a menor proporção de votos dos vitoriosos em primeiro turno foi em 2002, quando Lula obteve 46,4% dos votos. A maior votação em primeiro turno foi em 2006, quando Lula alcançou 48,6%. Na eleição de 2010, o presidente em exercício alcançou 80% na soma de ótimo e bom. O cenário era francamente desfavorável para a oposição. Mesmo assim, o PSDB obteve 37% dos votos no primeiro turno. Enganam-se os que acham que esse foi o pior resultado dos tucanos. De modo algum. Em 2002, o então candidato do governo ficou com somente 23,2% de votos no primeiro turno.

Moral dos números: mesmo nas condições mais adversas possíveis, o voto oposicionista no Brasil é capaz de mobilizar, no mínimo, 37% dos eleitores. Portanto, é razoável supor que em 2014 o carismático e agregador Aécio Neves poderá alcançar uma proporção de votos maior do que esta. O principal obstáculo de Aécio para atingir esse desempenho é a eventual candidatura de Marina Silva. Marina construiu “recall” nacional em 2010. Sempre que um candidato faz isso, entra na eleição seguinte com mais musculatura. Foi assim com Lula nas diversas vezes que disputou e também foi assim com Ciro Gomes. Aécio sabe disso e, não por acaso, Marina recebeu recentemente o título de cidadã mineira.

A sociedade brasileira, quando se trata de eleição presidencial, é dividida entre os votos certos do PT e os votos certos do PSDB ou as ideias que ambos representam. Os dois partidos têm, cada um, pelo menos 40% de votos válidos certos. Isso significa que a eleição presidencial brasileira é definida pelos 20% de eleitores centristas. Esses são os eleitores mais pragmáticos, aqueles que não têm nenhum tipo de predisposição para votar nos petistas ou nos tucanos. Simplesmente votam, mais do que os 80% do eleitorado que formam os votos certos, com o bolso e baseados quase que exclusivamente na avaliação que fazem do governo.

É importante dizer que o Lula dos 80% de avaliação como ótimo e bom não foi capaz de fazer esses 80% votarem em Dilma. Isso é absolutamente normal. Os primeiros 20% que avaliam Lula como ótimo e bom são petistas fanáticos. Praticamente qualquer coisa que o PT fizer no governo será avaliada positivamente. Os 20% seguintes são simpatizantes do PT e daí para a frente (com mais 20% se obtêm 60% e somando-se mais 20 têm-se os 80 de Lula no fim de 2010) qualquer eleitor adicional que avalie positivamente um governo do PT poderá vir a votar no PSDB. Não há nada de errado nisso. O eleitor reconhece o bom desempenho de um governo do PT, mas, mesmo assim, não gosta do PT e por isso tende a votar na oposição. O mesmo raciocínio vale para um eventual governo tucano.

A oposição pode ficar quatro anos sem fazer oposição ou até mesmo fazendo uma oposição tíbia, tímida, quase inexistente. Quando chegar o ano eleitoral, porém, seu eleitorado de 40% estará lá presente e pronto a dar-lhe os votos. O Brasil é um país eleitoralmente dividido entre o que PT e PSDB representam. Essa divisão está profundamente enraizada e tem a ver com nossas crenças mais fundamentais. É ela que assegura que o Brasil sempre terá alternância no poder. Basta que um governo tenha desempenho ruim, e a oposição será chamada a se tornar governo.

A segunda informação diz respeito àquilo em que acreditam os parlamentares do PT e dos demais partidos grandes no que tange à economia. Uma pesquisa feita regularmente junto a nossos representantes em Brasília atestou que os parlamentares petistas são bem mais a favor do controle público sobre a economia do que os representantes do PSDB, PMDB e DEM. A divisão é bastante clara: de um lado, o PT; de outro, os três maiores partidos. Deputados federais e senadores do PT defendem que a economia seja controlada mais pelo governo do que pelas empresas privadas. Por outro lado, os parlamentares tucanos são bem mais favoráveis à economia de mercado. Todos sabem que essa diferença não é novidade. O fato é que está comprovada e devidamente documentada por uma pesquisa acadêmica.

A terceira informação também é conhecida de todos e comprovada pelas pesquisas do Datafolha. A simpatia partidária pelo PT, nacionalmente, atinge a casa de 25% do eleitorado, enquanto o mesmo indicador para o PSDB é de 6%. Mais importante do que isso, considerando-se a série histórica de pesquisas, a simpatia pelo PT vem aumentando desde 1989. Naquele ano, essa simpatia era de 7%, passou dos 10% em 1994, atingiu 21% em 2002, caiu em 2006 por causa do escândalo do mensalão e voltou a crescer no ano passado, atingindo seu patamar mais elevado. No mesmo período, a simpatia partidária do PMDB só fez diminuir e a do PSDB saiu de 2% e atingiu o máximo de 6%.

A evolução da simpatia partidária reflete o esforço de cada partido para construir uma marca clara diante do eleitorado. O PT sempre fez questão de defender ideias mais estatizantes juntamente com um discurso geral em defesa de políticas públicas que favorecessem os mais pobres. O PT construiu perante o eleitorado uma imagem de centro-esquerda. É essa imagem que assegura a simpatia partidária nacional de 25%.

Os adversários do PT não fizeram isso. Quem foi mais longe na construção dessa identidade foi abatido por seus próprios erros e ficou eternamente demonizado. Trata-se de Fernando Collor. O caçador de marajás sabia que seu adversário era o PT, e exatamente por isso buscou um discurso popular e mobilizador daqueles por ele nomeados de “descamisados”. Também por isso Collor colocava a sociedade contra funcionários públicos inescrupulosos que agiam em prejuízo da própria sociedade. Não podemos nos esquecer de que Collor escolheu um sindicalista para ministro do trabalho (Antônio Rogério Magri), justamente porque ele tinha total clareza de que o PT era seu principal adversário. O ideólogo de Collor foi o diplomata José Guilherme Merquior, que adaptou a ideologia de centro-direita ao Brasil por meio da ideia de “social-liberalismo”. É eleitoralmente inviável ser exclusivamente liberal em um país tão pobre e desigual como o Brasil.

Não existe mágica na política. É possível, sim, construir uma identidade de centro-direita no Brasil. A terminologia mais adequada seria mesmo a da identidade social-liberal. O eleitorado desse discurso, dessa visão de mundo, que é o eleitorado que não vota no PT, já assegura 40% dos votos em primeiro turno para quem defender esse credo. Ele terá que ser defendido de maneira popular, de forma a conquistar o coração dos eleitores. O que não falta são propostas e motes que façam do credo liberal adaptado às condições tropicais algo tão popular quanto o seu oposto. Vamos a alguns exemplos.

Grande parte da população brasileira não tem acesso ao transporte aéreo por causa de excesso de regulamentação. A construção de aeroportos regionais e o funcionamento de pequenas empresas com aeronaves menores pode ser viabilizado por meio de mais mercado e menos governo. O mesmo diz respeito ao barateamento do preço dos automóveis por meio da redução dos impostos sobre o consumo. A lista é longa. É fundamental que ela venha unida a uma simbologia não-elitista, a uma simbologia popular. O adversário é o PT e o país é o desigual Brasil, assim a centro-direita não pode dar chances de ser chamada de elitista.

Portanto, não se pode cair, por exemplo, na armadilha ultradireitista de Reinaldo Azevedo. Se fosse na França, ele seria ideólogo do movimento de Le Pen. Toda vez que o PSDB, ou aqueles ligados ao partido, defendem pontos de vista elitistas, se afastam da realpolitik brasileira e dão argumentos para seus adversários jogarem-nos no corner elitista e direitista. Foi esse o caso, por exemplo, do episódio da estação de metrô de Higienópolis. Aécio não é bobo, não cai nessa armadilha.

A adoção de uma versão revisitada do social-liberalismo pode ser o caminho viável para a construção de uma identidade oposta à do PT. Em todos os países do mundo desenvolvido há duas identidades claras, uma à direita e outra à esquerda do centro político. O Brasil está desbalanceado, só tem à esquerda. Cedo ou tarde isso será construído à direita. Se a atual oposição acelerar esse processo, será bom para ela, para seu principal adversário e para a democracia.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo”

Partidos que formam bloco de apoio ao Governo de Minas se articulam para ampliar atuação nas eleições municipais

Movimento Suprapartidário, Eleições 2012, 

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

Artilharia pesada no ano que vem

Base do governo Anastasia articula blocão com 20 partidos para atuar nas eleições nas 50 maiores cidades do estado

Os aliados do governador Antonio Anastasia (PSDB) querem trazer o PSB, do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e outros 10 partidos para ampliar a atuação conjunta da base nas eleições de 2012. Depois de acertar uma espécie de divisão das 50 maiores cidades mineiras – exceto Belo Horizonte – entre PSDB, PDT, PP, PR, PPS, PTB, PSD, DEM e PV, o grupo está convidando mais legendas e determinou pesquisas nas regiões para saber quem tem mais chance de emplacar prefeitos em cada prefeitura. No próximo encontro, Anastasia e o senador Aécio Neves (PSDB) participarão das conversas.

Além dos socialistas, estão sendo convidados a ingressar no grupo PSL, PMN, PSDC, PSC, PRTB, PTC, PTdoB, PTN, PHS e PRP. Embora todos garantam que a sucessão na capital está fora da pauta, o convite ao PSB não deixa de ser uma forma de aproximação com o prefeito, também cortejado pelos petistas para uma candidatura que excluiria, segundo o PT municipal, os tucanos. Ontem foi o segundo encontro da base de Anastasia, que mês passando acertou a intenção de caminhar juntos nas cidades com mais de 50 mil eleitores.

Algumas legendas apresentaram na reunião suas pré-candidaturas às prefeituras do interior e colocaram algumas prioridades. O PR, anfitrião do encontro, por exemplo, quer viabilizar os deputados federais Aracely de Paula e Aelton Freitas em Araxá e Uberlândia, respectivamente, e o estadual Deiró Marra em Patrocínio. “Queremos conhecer as prioridades dos partidos em cada cidade e ver os potenciais candidatos para que a base esteja unida sempre que possível e ver qual o melhor nome a ser apoiado pelo governo”, afirmou o presidente do PR de BH, Leonardo Portela.

A presidente do PPS, deputada estadual Luzia Ferreira, disse que o partido ainda prepara sua lista, mas antecipou que Poços de Caldas e Ipatinga, onde a legenda tem a prefeitura e almeja a reeleição, estarão incluídas.

Segundo o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que coordena o grupo, uma comissão com nomes do PSDB, PSD, DEM e PR foi designada para articular as pesquisas que serão “orientadoras” das ações da base. Caso haja interesse de mais de um partido em uma mesma cidade, segundo Pinto Coelho, pode haver dois nomes da base concorrendo. “Em nenhum momento vamos tirar a autonomia partidária, as pesquisas servem de roteiro, mas não quer dizer que só aquele que estiver em melhor posição vai sair. Quando for possível teremos a convergência”, afirmou.

Outra diretriz, segundo o vice-governador, é um movimento suprapartidário de apoio a uma eventual candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. “Evoluiu para isso, mas com a ressalva de que a visão estadual dos partidos não se sobrepõe à nacional. Mas não podemos deixar de considerar esse fato”, disse.

ALIADOS HISTÓRICOS Segundo o presidente do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, a ampliação da base é apenas a reunião dos partidos que estão desde 2002 (primeira eleição de Aécio ao governo) com o governo estadual. “Principalmente nas cidades que não tiverem segundo turno vamos nos mobilizar para estar unidos. O foco também está nos municípios onde a polarização é com forças que fazem oposição a Anastasia”, afirmou.

Os tucanos já têm candidatos próprios em 29 das 50 cidades, mas, segundo Pestana, o partido pode abrir mão pela unidade da base. “O PSDB, como principal partido da aliança, tem de ter a compreensão que deve crescer, mas sem atropelar os aliados históricos”, disse. A próxima reunião será em fevereiro na sede do PSDB, com a presença de Aécio e Anastasia.a

Proposta do PT é contra Minas e estado perde com partilha dos royalties do petróleo

Fonte: PSDB/MG

Inacreditável: PT fica de novo contra Minas nos royalties do petróleo

O PT arranjou um outro jeito de ficar contra Minas, agora no royalty do petróleo. Conheça o assunto:

Existiam duas propostas sobre os royalties do petróleo em votação no Senado.

A primeira, de iniciativa do senador Dorneles, previa que  a União abrisse mão de uma maior parcela de recursos dos royalties do petróleo em favor dos estados não produtores.

O PSDB e o DEM votaram a favor dessa proposta, em defesa da Federação  e por considerar que há uma excessiva concentração de receitas na mão da união.

Além disso, apoiaram essa iniciativa porque ela dava mais recursos aos estados não produtores: cerca de R$ 11 bilhões.

Venceu a outra proposta apoiada pelo PT que concentra os recursos nas mãos da União e repassa aos estados não produtores  apenas  cerca de R$ 9 bilhões.

Ou seja, Minas, assim como os outros estados não produtores e produtores, vão receber menos recursos. Mais uma vez, graças ao PT.

Marcus Pestana defende que a reforma política deve se aproximar da sociedade, reduzir custos das campanhas e fortalecer partidos

Fonte: Artigo do deputado federal (PSDB-MG) Marcus Pestana – Publicado em O Tempo

Reforma política: as resistências e o estado da arte

Há uma percepção generalizada de que o nosso sistema político precisa ser reformado. Evidências de seu esgotamento saltam aos olhos. No entanto, há enorme distância entre intenção e gesto.

Na Câmara, o debate se aproxima dos momentos decisivos, com a discussão e votação do relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) na Comissão Especial.

Uma informação importante: nenhuma alteração será introduzida nas regras do jogo para as eleições municipais de 2012.

Para recuperar o fio da meada é importante resgatar os três grandes objetivos da reforma política. Primeiro, aproximar a representação política da sociedade, eleito do eleitor. Segundo, baratear as milionárias campanhas e fechar as portas para a corrupção. Terceiro, fortalecer os partidos.

Para avançar em relação ao atual sistema proporcional nominal, teríamos três modelos: o distrital puro, presente nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França (Minas, por exemplo, seria dividida em 53 distritos de cerca de 260 mil votos, e o deputado seria o majoritário), a lista fechada pré-ordenada que existe em Portugal e na Espanha (onde se vota nos partidos e não nas pessoas) e o distrital misto de tipo alemão (metade na lista, metade nos distritos).

A primeira e a terceira opções têm a simpatia do PSDB. A segunda tem a preferência do PT, PPS e DEM. O PMDB apareceu com uma quarta proposta, o distritão, onde o distrito seria o Estado todo e seriam eleitos os mais votados por voto majoritário, aguçando o personalismo e o individualismo.

Nenhuma proposta tem maioria. Qualquer mudança que precise de emenda constitucional, portanto de 3/5 dos votos, não passa. O financiamento público exclusivo só parece viável com a lista fechada.

O relator Henrique Fontana, depois de ouvir muita gente, chegou a uma fórmula confusa e original. Metade das vagas seria preenchida pela lista pré-ordenada, a outra metade pelo sistema atual. O financiamento seria praticamente público. Dificilmente, a proposta passará na Câmara e no Senado.

Diante de tamanho impasse, mesmo defendendo o distrital misto, propus mudanças mais simples. A manutenção do atual sistema nominal proporcional, mas com a redução da base territorial da circunscrição. Ou seja, Minas seria dividida em 13 circunscrições (regiões), com cerca de 1 milhão de votos, e em cada uma seriam eleitos quatro deputados pelo sistema proporcional atual.

O financiamento seria privado, mas não ao indivíduo, e sim ao partido, que deveria distribuir pelo menos metade do total arrecadado igualmente, para equalizar oportunidades. Essa ideia cria mais vínculo entre eleitos e eleitor, barateia a campanha, dá mais transparência e avança no fortalecimento da solidariedade partidária.

Mas os pequenos e os médios partidos são contra. Resumo da ópera: o estado da arte é um impasse certo que poderá resultar na continuidade de tudo como está, embora todos concordem que é preciso mudar.

Aécio critica falta de coragem do Governo do PT para criar ‘pacto de governabilidade’ – FHC diz que é possível sem aderir ao Governo do PT

Fonte: Marcelo Portela – Estado de S.Paulo

Aécio e FHC defendem apoio a ”faxina” da petista

Senador prega ”pacto de governabilidade” e ex-presidente diz que é possível ”convergência” sem adesão ao governo

BELO HORIZONTE – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu ontem em Belo Horizonte um “pacto de governabilidade” da oposição com o Executivo federal para aprofundar a “faxina” em órgãos públicos e aprovar grandes reformas necessárias ao País. Em evento separado, ainda na capital mineira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também afirmou que é possível uma “convergência”, mas sem “adesão” ao governo petista.

“Falta ao governo, na minha avaliação, a coragem necessária para chamar as oposições e acertar conosco um pacto de governabilidade que impeça que aqueles que querem se locupletar, aqueles que queiram se aproveitar do Estado para objetivos menos nobres tenham o status que estão tendo hoje”, disse Aécio

O ex-presidente FHC, homenageado no 2.º Fórum Liberdade e Democracia, avaliou que o apoio ao governo “depende um pouco da atitude do próprio governo, de querer realmente fazer a faxina”.

“Tem que estar ao lado do Brasil. Se a presidente quiser fazer faxina, se estiver ao lado do Brasil, nós estamos ao lado do Brasil”, afirmou FHC.

Já o senador tucano criticou o tom midiático da “faxina”. “Hoje, vemos que o governo tem como prioridade dar satisfação para a imprensa em relação a uma chamada faxina, que tenho minhas dúvidas sobre a amplitude disso. E de forma contraditória, no mesmo momento, dar satisfação à sua base de apoio. É claro que o resultado é esse que estamos acompanhando todo dia.”

Aécio disse que PSDB, DEM e PPS precisam ter “discernimento para separar as questões de Estado daquelas questões de governo”. Em resposta aos que defendem a radicalização da oposição da oposição e críticas mais ferozes ao governo, Aécio mandou recados: “Eu digo sempre: oposição ao governo, contem comigo. Ao Brasil, jamais”.

Para o presidente do PT, Rui Falcão, as propostas dos tucanos são só “retórica” e Aécio só busca “espaço no seu próprio partido”. “Ele busca cavar espaço para uma eventual candidatura à Presidência da República e espera declinar o prestígio da presidente Dilma para então se apresentar abertamente”, disse.

Deputados aliados de Anastasia formam bloco de oposição ao Governo para cobrar investimentos em Minas

Tucanos comandam blocão

Fonte: Juliana Cipriani e Isabella Souto – Estado de Minas

Legendas aliadas do governador Anastasia decidem formar grupo de oposição a Dilma Rousseff, para fortalecer Aécio Neves e, ao mesmo tempo, pressionar o prefeito de BH a tomar posição 

A sucessão presidencial de 2014 contaminou ontem as conversas políticas em Belo Horizonte. No mesmo dia em que 13 partidos aliados do governador Antonio Anastasia (PSDB) acertaram a formação de um bloco de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o Movimento Pró-Minas da Dilma, formado por PT, PMDB, PRB, PCdoB e PR, contra-atacou apresentando uma agenda de investimentos federais previstos para o estado (leia na página 7). No centro da disputa, uma possível candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência.

Em um café da manhã marcado por críticas ao governo federal, os aliados de Anastasia decidiram formar uma comissão para se reunir com Aécio e empenhar o apoio ao seu nome como candidato a presidente. Segundo os líderes partidários, os governos do ex-presidente Lula e de Dilma pouco ou nada fizeram por Minas Gerais. Como bandeiras, os partidos colocaram a defesa de três pontos: recursos para o anel rodoviário, o metrô da capital e Belo Horizonte para abrir a Copa do Mundo de 2014.

Os aliados de Anastasia reclamaram a falta de recursos federais. “O governo federal não liberou um centavo para a Copa do Mundo, e o estado colocou R$ 400 milhões. Se BH é um canteiro de obras elas têm como referência e são todas encaminhadas pelo governo de Minas”, afirmou o presidente da Assembleia, deputado Dinis Pinheiro (PSDB). Até o presidente do PR municipal, Leonardo Portela, aliado de Dilma, fez coro às críticas. “Realmente Minas esperava uma atenção maior da presidente, até pelo fato de ela ser mineira. Podemos dizer que até agora tem deixado a desejar.” Outras queixas foram a falta de recursos para segurança pública e a atuação da guarda municipal em Belo Horizonte.

Em uma demonstração de força, representantes do PSDB, DEM, PR, PP, PSDC, PTN, PSC, PHS, PRTB, PMN, PPS, PTB e PSD afinaram o discurso e prometeram, como primeiro ato, apoiar uma candidatura à Prefeitura de BH apoiada por Aécio e Anastasia, com ou sem o prefeito Marcio Lacerda (PSB). O encontro ocorre enquanto o prefeito não decide se caminhará com PT ou PSDB, que juntos o elegeram em 2008, mas colocam resistências para reeditar a aliança em 2012.

O PSB de Lacerda não foi convidado para o encontro na casa do presidente da Câmara, vereador Léo Burguês (PSDB). “Não chamamos porque aqui estão aqueles alinhados com Aécio e Anastasia em qualquer ocasião e que, mais do que definir candidato, querem contribuir para voltar a ter grandes obras em BH”, afirmou o tucano.

De acordo com o presidente do PSDB da capital, deputado estadual João Leite, o grupo estará em rumos opostos ao PT e ao PMDB, que, apesar de estarem no governo federal, não trouxeram obras para BH. “Não queremos como aliados aqueles que não têm feito nada pela cidade”, disse. Segundo o tucano, o acordo é apoiar Lacerda até o fim do seu governo, mas não é impossível um entendimento para concorrer à reeleição.

ALMOÇO Mais tarde uma reunião entre o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, e representantes do PPS, PV e PRP, foi apontada como uma alternativa de aliança caso os tucanos sejam os preteridos por Marcio Lacerda (PSB), dividido entre PT e PSDB. Presente no almoço, o pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, o deputado estadual João Vitor Xavier (PRP) disse que foi apenas uma primeira conversa e ainda será preciso muito debate para a definição das chapas. “A partir dessas conversas é que saberemos se haverá união ou cisão.”

Pestana fez várias críticas ao PT, que classificou como decadente e em crise de identidade. Para petistas e tucanos estarem no mesmo lado nas eleições, de acordo com Pestana, será preciso um processo “respeitoso” e de “afinidade”. “Não sei o que o PT vai fazer. Em festa de Inhambu, tucano não entra. Quem está com problema de decadência e afirmação de identidade é o PT”, afirmou, quando questionado sobre a hipótese de reedição da dobradinha. Marcus Pestana emendou que em eleições passadas o PT fez alianças “desastrosas”, a última delas em 2010, quando indicou o ex-ministro Patrus Ananias como vice do ex-senador Hélio Costa (PMDB) na disputa para o governo do estado e saiu derrotado.

Participaram ainda do almoço os pré-candidatos a prefeito, os deputados estaduais Délio Malheiros (PV), Luzia Ferreira (PPS), João Leite (PSDB).

Aparato
O café da manhã na casa do presidente da Câmara, Léo Burguês, teve uma boa cobertura institucional. Apesar de ser um ato político, foi acompanhado pela estrutura de comunicação do Legislativo, que se encarregou da divulgação. De acordo com o Ministério Público, o uso da estrutura para eventos partidários não é permitido e pode caracterizar uso da máquina administrativa.

PSDB faz ofensiva e avança nas negociações pela candidatura própria à Prefeitura de Belo Horizonte

Tucanos ensaiam voo solo em BH

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

PARTIDOS
Executiva Municipal do PSDB convoca reunião de emergência e articula candidatura própria para a prefeitura da capital mineira

O PSDB está fazendo uma ofensiva e avança nas negociações pela candidatura própria à Prefeitura de Belo Horizonte. Cansados de esperar por sinalização do prefeito Marcio Lacerda (PSB) sobre uma possível aliança para a reeleição do socialista, os tucanos estão intensificando as conversas com os possíveis aliados. A Executiva Municipal do partido convocou uma reunião de emergência para segunda-feira para tentar acertar os rumos nas eleições de 2012. Por enquanto, cresce a articulação pela candidatura do deputado federal Rodrigo de Castro.

Depois da manifestação de lideranças municipais em prol da candidatura própria tucana, o partido adiantou as conversas para ampliar a base de apoio. Conseguiu a adesão do PR. Em conversa com o presidente do PSDB de BH, deputado estadual João Leite, o presidente do PR, Leonardo Portela, garantiu que o partido caminhará com os tucanos, independentemente das circunstâncias.

O dirigente já havia conversado com o presidente do PMDB municipal, deputado federal Leonardo Quintão, que chegou a ofertar a vaga de vice na chapa, mas não houve resposta. “Ouvimos honrados o convite, mas a gente tem hoje um caminho mais estreito e compartilha a visão de mundo com o PSDB. Os projetos do PR hoje são os mesmos do PSDB”, afirmou Leonardo Portela.

Um dos assuntos da reunião da Executiva será um possível acordo com o PRB, partido da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff (PT). O partido estuda uma aliança que envolveria Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana de BH. Em Contagem, o deputado federal George Hilton (PRB) deve ser candidato a prefeito. Em uma eventual aliança, Hilton seria apoiado pelos tucanos em sua candidatura e, em troca, o partido caminharia com a candidatura do PSDB. Também nesta semana, João Leite se reuniu com o vice-presidente nacional do PSC, Everaldo Dias Pereira, e acertou a adesão.

As próximas conversas serão com PPS e DEM. A convocação para uma reunião emergencial foi feita diante das investidas dos partidos, que querem uma definição dos tucanos. De acordo com o deputado João Leite, o maior interesse da legenda atualmente é pela candidatura própria. As articulações seguem diante da inércia do prefeito, que até agora não se posicionou sobre a reedição da aliança que o elegeu em 2008. “Estamos conversando com todo mundo. Ele (Marcio Lacerda) não nos convidou, então, naquilo que interessar para a gente, vamos construindo um caminho”, disse.

Ainda segundo o tucano, o PSDB somente deve mudar de posição se isso for interessante para alavancar a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência em 2014. “O desejo do partido hoje é pela candidatura própria, só vamos mudar se isso for melhor para o nosso projeto nacional”, disse.

Jornal Nacional: OAB apoia iniciativa de Aécio Neves e da oposição que pretende limitar trâmite de Medidas Provisórias

Aécio no Jornal Nacional: OAB apoia iniciativa liderada por Aécio Neves contra MPs

Fonte: Jornal Nacional

A oposição, liderada por Aécio Neves, critica a mistura de vários assuntos de interesse do governo na mesma MP. Atualmente, as MPs começam a valer assim que são publicadas no Diário Oficial.

Leia também discurso histórico de Aécio Neves: http://www1.folha.uol.com.br/poder/899074-veja-integra-do-discurso-do-senador-aecio-neves.shtml

Aécio Neves e senadores da oposição recebem apoio da OAB, senador defende restrições no uso de Medidas Provisórias

Aécio Neves e senadores da oposição recebem apoio da OAB na restrição ao uso de MPs pelo governo federal

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves, acompanhado dos senadores Itamar Franco, Demóstenes Torres, Pedro Simon, Aloysio Nunes, Pedro Taques, Randolfe Rodrigues e Ricardo Ferraço receberam nesta quinta-feira  (05-05-11), em Brasília, apoio do presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, à discussão sobre o uso abusivo de Medidas Provisórias (MPs) pelo governo federal. A reunião na OAB ocorreu um dia depois dos senadores do PSDB, DEM e PPS se retirarem do plenário em protesto contra a votação da MP 513 do Executivo que tratava de nada menos que oito assuntos diferentes.

Em entrevista nesta quinta-feira, o senador Aécio Neves explicou que o apoio da OAB à discussão de propostas que impeçam o abuso por parte do Executivo na edição MPs busca ampliar esse debate para o conjunto da sociedade brasileira e dos partidos políticos representados no Congresso Nacional, e não apenas as oposições.

“Viemos aqui hoje para buscar junto a OAB apoio a uma tese que não é da situação da oposição, nem sequer do Parlamento, deve ser da sociedade brasileira, que  a regulamentação do rito de tramitação das medidas provisórias. Um instrumento que todos nós compreendemos necessário ao exercício do Poder Executivo, mas que não pode continuar sendo utilizado da forma abusiva, como vem ocorrendo hoje. A OAB, com a responsabilidade que tem, com a presença permanente que tem nos grandes temas nacionais, com a credibilidade alcançada ao longo de décadas de defesa da democracia e do Estado de direito, é um instrumento muito importante para que esse debate vá além das fronteiras do Congresso Nacional, porque o que está em jogo são  prerrogativas de um Poder que pertence não aos parlamentares, mas pertence à sociedade brasileira”, afirmou.

Contrabando de matérias

Aécio Neves  chamou “contrabando de matérias” a inclusão de diversos assuntos numa mesma MP com o objetivo de driblar o Legislativo. “Medidas Provisórias que não preenchem os requisitos da relevância e da urgência e, agora, a meu ver, de forma escandalosa,  aquilo que podemos chamar de contrabando de matérias dentro de medidas provisórias. Fomos obrigados, inclusive com a solidariedade de alguns parlamentares da base,  a deixar o plenário para criar um fato político e mostrar que não podemos aceitar que seis, sete temas, aliás nem que dois temas, sejam tratados dentro de uma mesma Medida Provisória se eles não têm relação entre si”, disse.

O presidente da OAB também classificou condenou o artifício utilizado pelo governo. A Constituição autoriza a edição de MPs pelo Executivo apenas quando cumpridos os critérios de relevância e urgência.  “Acredito que a Ordem, ao apoiar  a discussão em relação a um tratamento republicano para as Medidas provisórias, está defendendo a República, defendendo a Constituição,  que é uma obrigação da Ordem dos Advogados do Brasil.  Não podemos mais conceber que  numa medida provisória que trata, por exemplo, de residência médica nela seja  incluída a questão de flexibilização de licitação na Copa do Mundo. É algo que precisa ter um tratamento adequado”, afirmou.

O presidente da OAB acrescentou que a maioria de votos mantida pelo governo no Congresso não pode significar a submissão do Parlamento a decisões do Executivo.

“Isso não é papel do Legislativo votar situações completamente dispares em razão de uma maioria que o governo tem. É necessário que nós tenhamos cautela. Isso só vai fortalecer também o Executivo no seu papel dentro do cenário político brasileiro”, disse.

Aécio Neves defende restrições no uso de MPs

O Senado discutirá na próxima semana a PEC 11 de autoria do presidente da Casa, José Sarney, que altera a tramitação de MPs, e também o substitutivo do senador Aécio Neves que propõe restrições à edição de MPs.

Entre elas, que uma MP passe a vigorar após análise de uma comissão mista de senadores e deputados, a quem caberá verificar se foram cumpridos os requisitos de urgência e relevância, como determina a Constituição. Hoje uma MP passa a vigorar assim que é editada pelo governo. Outra mudança proposta substitutivo é o veto de que o governo crie cargos e novos ministérios e órgãos por meio de MP.

A votação da matéria já foi adiada três vezes a pedido do governo. Com a mudança proposta no substitutivo, o Congresso retomará sua prerrogativa como Poder Legislativo.

“É importante que a sociedade brasileira compreenda que esse é um tema que diz respeito aos seus direitos porque a prerrogativa do Congresso Nacional não é do senador ou do deputado, mas sim do povo brasileiro”, afirmou o senador após a última reunião da Comissão de Constituição e Justiça, quarta-feira passada, em que se adiou mais uma vez a votação.

Leia também discurso histórico de Aécio Neves: http://www1.folha.uol.com.br/poder/899074-veja-integra-do-discurso-do-senador-aecio-neves.shtml

Os próximos passos da oposição – Adriana Vasconcelos analisa os novos rumos sob a liderança de Aécio Neves

Os próximos passos da oposição

Fonte: Blog da Adriana Vasconcelos – Globo online

A rebelião promovida ontem pela oposição no Senado, que levou os representantes do PSDB, DEM, PPS e dissidentes da base governista a deixarem o plenário, foi apenas o ponto de partida da estratégia definida pelas lideranças desses partidos para tentar furar o bloqueio da maioria mantida pela presidente Dilma Rousseff nas duas Casas do Congresso.

Na visita que a oposição fará hoje, ao meio dia, ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcanti, além de denunciar os abusos cometidos pelo Executivo na edição de medidas provisórias – como a aprovada ontem pelo Senado que tratava nada menos do que oito assuntos diferentes e, por isso, foi apelidada de “Árvore de Natal” – o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve buscar o apoio da entidade ao substitutivo que apresentou ao texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador José Sarney (PMDB-AP), que altera o rito de tramitação das medidas provisórias.

A votação da matéria já foi adiada três vezes a pedido do governo. Aécio sugere em seu texto que as Mps só entrem em vigor após a aprovação de sua admissibilidade por uma comissão especial de senadores e deputados, que teriam um prazo de três a cinco dias para se pronunciar.

O tucano ainda propõe que o instrumento não possa ser usado mais para tratar da criação ou transformação de cargos, empregos, funções públicas, órgãos e entidades públicas.

A estratégia da oposição não para por ai. Determinado a buscar o apoio da sociedade civil para suas ações, o senador Aécio – que não esconde de ninguém seus planos de disputar a vaga de candidato do PSDB à disputa presidencial de 2014 = apresentou ontem em plenário um projeto de lei e uma proposta de emenda constitucional (PEC) propondo a compensação imediata de estados e municípios que forem afetados por novas isenções fiscais federais.

Na próxima semana, o tucano planeja apresentar mais dois projetos: um com o qual pretende proibir o contingenciamento dos recursos destinados para a segurança pública, tema de forte apelo popular, e outro propondo que o recursos da Cide (imposto sobre os combustíveis) sejam destinado na sua totalidade para os estados, assim como a administração das estradas federais, ainda que de maneira gradual.

– Cerca de 70% da arrecadação do país fica hoje nas mãos da União. Por isso é que assistimos a romaria de tantos governadores e prefeitos de pires na mão. Precisamos garantir condições mínimas para que os estados e municípios não fiquem numa situação de dependência total do governo federal. Especialmente aqueles mais pobres, que em muitos casos são obrigados a abrir mão até do seu direito de fazer oposição para sobreviver – argumenta Aécio, antecipando que pretende buscar o apoio dos governadores e prefeitos aos seus projetos.

A expectativa do tucano mineiro é que a oposição, com essa nova pauta e atitude, possa superar os rachas internos que levaram à criação do PSD e estanque a debandada de seus quadros.

Leia também discurso histórico de Aécio Neves: http://www1.folha.uol.com.br/poder/899074-veja-integra-do-discurso-do-senador-aecio-neves.shtml

Estadão: PSD vai controlar máquina de pelo menos R$ 60 bi e já conta com filiação de dois governadores, cinco vices, seis senadores e cerca de 41 deputados federais

PSD vai controlar máquina de pelo menos R$ 60 bi

Fonte: Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

Novo partido criado pelo prefeito Gilberto Kassab já conta com filiação de dois governadores, cinco vices, seis senadores e cerca de 41 deputados federais; ”vocação governista” serve como atrativo para políticos com pretensões a disputar 2012

O PSD, partido a ser fundado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, ainda não tem um viés ideológico definido, mas nasce com vocação governista e com alto poder de fogo na eleição municipal de 2012: terá sob seu domínio máquinas públicas em Estados e prefeituras com orçamentos acima de R$ 60 bilhões.

O poder das estruturas locais será decisivo na eleição. Na capital, Kassab administra um orçamento de R$ 31,7 bilhões. Os governadores Omar Aziz (AM) e Raimundo Colombo (SC), que anunciaram o ingresso na legenda de Kassab, comandam, respectivamente, recursos de R$ 10,4 bilhões e R$ 17,9 bilhões.

Com o registro em cartório marcado para a próxima semana, o PSD surgirá no cenário político nacional com, pelo menos, cinco vice-governadores. Além de Kassab, outro prefeito de capital deve fechar com a legenda, o de Maceió, Cícero Almeida (PP).

Na Câmara, são 41 deputados federais comprometidos a entrar na sigla, número que pode chegar a até 45. No Senado, dois parlamentares anunciaram o ingresso na legenda, número que pode chegar a seis – entre os que estão no radar do PSD, os senadores Jayme Campos (DEM-MT) e Ciro Nogueira (PP-PI).

A estratégia inicial da cúpula do partido, desenhada por Kassab, é fortalecer o PSD politicamente, para depois poder viabilizá-lo juridicamente. O pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), último passo para criação oficial da sigla, quando forem coletadas as quase 500 mil assinaturas, deve ser feito apenas no fim de junho.

O desafio inicial do partido será montar o PSD no maior número possível de cidades, de modo que a legenda tenha candidato a prefeito ou se alie a algum partido que lance um nome.

Passa também pelos planos da legenda fortalecer siglas aliadas, que podem servir de linha auxiliar nos projetos eleitorais do PSD. Em São Paulo, onde nasce o partido, seus líderes têm costurado a ida de aliados para legendas como PPS e PV.

Na tentativa de desvincular o PSD da crise envolvendo a debandada de seis vereadores paulistanos do PSDB, os articuladores da nova sigla recomendaram aos parlamentares tucanos que migrassem para outros partidos.

A direção do PSD também quer manter a legenda em evidência, divulgando com frequência filiações de repercussão. Nesta semana, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou a saída do DEM e o ingresso no novo partido. A decisão já havia sido tomada há cerca de três semanas.

Sem oposição. O fato de a legenda não ser oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tem sido um atrativo para lideranças políticas com intenção de migrar para o PSD.

“O fato de ser governista, de estar aliado com a bancada governista, deve pesar favoravelmente a nossa entrada nesse novo partido, que já nasce grande”, destaca o prefeito de Maceió, que se reuniu na última sexta-feira com Kassab em São Paulo.

Em Alagoas, além do prefeito, o PSD deve receber o deputado federal João Lyra (PTB), o mais rico integrante da Câmara, e o estadual Dudu Holanda (PMN).

Ao lado do PMN, o DEM tem sido um dos principais partidos de origem dos quadros do PSD.

A estimativa em Santa Catarina é que 85% do diretório do DEM migre para a nova legenda. A cúpula estadual do DEM deve seguir com o governador para o PSD. São esperados pelo menos 43 prefeitos das 293 cidades do Estado, 44 vice-prefeitos, 406 vereadores, 3 deputados federais e 7 estaduais. Aliados de Colombo esperam filiar 114 mil pessoas.

No Piauí, um quarto do DEM deve aportar no PSD. “O desejo de participar do PSD é de várias siglas, em razão do nível de insatisfação com os partidos, em diversas proporções”, afirmou o deputado Júlio César Lima, que sai do DEM para fundar o PSD.

Kassab visita o Estado no sábado, onde anuncia novas filiações. Júlio César diz ter atraído o presidente regional do DEM no Piauí, o ex-deputado José de Andrade Maia Filho, e mantém conversas avançadas com o deputado Hugo Napoleão, um dos fundadores do DEM, que foi inclusive presidente nacional da sigla.

Três deputados estaduais, do DEM, PPS e PDT, já assinaram o ato de apoio à fundação do PSD.

No Rio, o principal prejudicado com a criação do PSD será o PR do ex-governador Anthony Garotinho. Como no plano estadual ele tenta manter oposição ferrenha ao governador Sérgio Cabral (PMDB), pelo menos cinco dos nove deputados eleitos pela legenda para a Assembleia devem rumar para o PSD.

O deputado Arolde de Oliveira (DEM) e a suplente de deputada Solange Amaral, ex-candidata pelo DEM à prefeitura em 2008, também migram para a nova legenda. / COLABORARAM ALFREDO JUNQUEIRA, LIEGE ALBUQUERQUE, ANGELA LACERDA, ANNA RUTH DANTAS, TIAGO DÉCIMO, EVANDRO FADEL, EDUARDO KATTAH, JULIO CASTRO e LUCIANA COELHO.

Atração

CÍCERO ALMEIDA
PREFEITO DE MACEIÓ, HOJE DO PP

“O fato de ser governista deve pesar favoravelmente para nossa entrada nesse novo partido, que nasce grande”

JÚLIO CESAR LIMA
DEPUTADO DO PIAUÍ (EX-DEM)

“O desejo de participar do PSD é de várias siglas, em razão do nível de insatisfação com os
partidos”

Requerimento: Minas não recebe recursos federais e deputados do Bloco Transparência e Resultado da Almg querem saber quais os investimentos para o Estado

Minas excluída do mapa de Mantega

Fonte: Isabella Souto  – Estado de Minas

LEGISLATIVO
PSDB e partidos aliados na Assembleia denunciam que nas palestras que o ministro tem feito no exterior o estado fica de fora dos investimentos considerados prioritários pelo governo no país

Os deputados do Bloco Transparência e Resultado – formado pelo PSDB, DEM, PPS, PTB, PR, PTdoB, PHS, PRTB, PTC e PRP – apresentaram ontem no plenário da Assembleia Legislativa um requerimento em que cobram do governo federal investimentos para Minas Gerais nos próximos quatro anos do governo Dilma Rousseff (PT). Ao analisar documento produzido pelo Ministério da Fazenda com a projeção de obras avaliadas em R$ 186,8 bilhões, os parlamentares verificaram que o estado natal da presidente da República não é citado como beneficiário de nenhum centavo.

No documento, que serve de base para palestras do ministro da Fazenda Guido Mantega no exterior, um mapa do Brasil apresenta a previsão do repasse de bilhões de reais para obras como o Rodoanel de São Paulo e o Porto de Santos, duas hidrelétricas em Rondônia, o trem-bala ligando o Rio de Janeiro e São Paulo, a Usina de Belo Monte, no Pará, e estradas em estados como Bahia, Santa Catarina e Goiás. “Na apresentação de Mantega, o mapa de Minas Gerais fica ilhado, cercado por investimentos, sem nada para si”, diz a nota divulgada pela bancada.

Os deputados reclamam ainda que obras urgentes para os mineiros, como o metrô de Belo Horizonte, a duplicação de parte da BR-040 e da BR-381 não são contempladas no mapa de investimentos apresentado pelo ministro da Fazenda. “São problemas que afligem os mineiros e que dependem de investimentos federais”, afirma a nota. A BR-381, no trecho entre a capital e João Monlevade, é conhecida como a rodovia da morte. Só no ano passado, morreram 111 pessoas e 1.430 ficaram feridas. Só agora, depois de anos de descaso, o governo sinaliza para a duplicação da rodovia. Hoje e amanhã, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realiza audiências públicas para discutir dois lotes do projeto executivo de duplicação.

Apelos O requerimento dos deputados foi encaminhamento ao presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PSDB), com o pedido para que a Casa faça “veementes apelos” ao ministro Guido Mantega e à Presidência da República.

Na reunião plenária realizada durante a tarde, o deputado Rômulo Viegas (PSDB) reclamou da ausência de Minas na lista de prioridades do Palácio do Planalto. “É hora de a presidente Dilma reconhecer o estado, já que se diz mineira, e não de retirar investimentos de Minas Gerais”, discursou o tucano. No requerimento, os deputados assinalam ainda que, “além de injustificável, a exclusão do povo mineiro como beneficiário de obras públicas de longo alcance social demonstra que o governo do PT coordena sua ação governamental dando as costas para os brasileiros que residem nas Minas e nos Gerais”.

Para anular intenções de Serra, Aécio busca aproximação com Kassab – revela Estado de Minas

Mais água na fervura

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

PARTIDOS
Aécio tem encontro reservado com ex-senador democrata articulador da nova sigla PSD, que vem sendo apontada como arma para barrar a candidatura do mineiro à Presidência

Em meio à maior crise vivida pelo DEM, principal aliado do PSDB, o senador tucano Aécio Neves (MG) busca uma aproximação com o PSD, novo partido fruto da dissidência dos democratas, que tem o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, na linha de frente. O mineiro aproveitou um jantar na segunda-feira, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para estreitar laços com alguns dos articuladores da legenda. Na visita, teve encontro reservado com o presidente de honra do DEM, ex-senador Jorge Bornhausen, que estaria, junto com o ex-governador José Serra (PSDB), atuando nos bastidores pela viabilização do PSD.

A conversa foi mantida em sigilo. Para parte do PSDB, a criação do partido é vista como uma tentativa de enfraquecer os democratas. Isso porque, no DEM, estaria boa parte da munição de Aécio para tentar se viabilizar como candidato da oposição à Presidência. O mineiro tem a preferência da maioria dos caciques do DEM, que não querem correr o risco de enfrentar uma terceira derrota de José Serra ao Palácio do Planalto.

Atuando nos bastidores, Bornhausen confirmou ontem que não vai se filiar ao novo partido de Kassab, ao contrário do filho, o vice-presidente do DEM, Paulo Bornhausen, que anunciou sua mudança junto com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. O pai não quis revelar o teor da conversa com Aécio. Segundo Jorge Bornhausen, foi apenas um encontro amigável e ele estaria “aposentado”.

Antigo aliado de Serra, o ex-senador estaria entre os que, agora, defendem Aécio como nome forte da oposição para a disputa de 2014. Jorge Bornhausen, no entanto, evita assumir uma posição. “Encerrei minha carreira política e agora vou encerrar a parte partidária eleitoral. Não tenho que defender ninguém como candidato. Isso quem tem que fazer são os partidos de oposição”, afirmou.

De acordo com o anfitrião, deputado federal Marcos Montes (DEM-MG), o jantar em Uberaba foi apenas social. Participaram a senadora Kátia Abreu (TO), o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e outros políticos mineiros.

Aécio já havia buscado uma aproximação com Kassab. Na comemoração do Primeiro de Maio em São Paulo, havia declarado “apreço” pelo prefeito. Os dois estiveram no palanque com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A sangria no DEM vem ocorrendo desde o início do ano e se agravou com o anúncio de seu principal nome em cargo executivo, Kassab, de que deixaria os quadros da legenda. Em março, o senador José Agripino Maia (RN) foi eleito presidente da sigla, na tentativa de acalmar a situação. Ainda assim, a expectativa é de que, ao fim, o DEM perca cerca de 15 parlamentares.

Serra pode estar por trás da operação de criação do PSD e de desarticular a oposição – ação ajuda PT

Manobras por trás da crise no DEM

Fonte: Baptista Chagas de Almeida e Juliana Cipriani – Estado de Minas

Oposição
Tucanos acusam o ex-governador José Serra de ser o operador da criação do novo partido liderado pelo prefeito de São Paulo. Democratas sofrem mais duas significativas baixas 

A crise no DEM aberta com a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para fundar um partido, seguida de uma debandada nos quadros democratas, teria como pano de fundo uma articulação do ex-governador José Serra (PSDB). Fontes ligadas aos tucanos dão conta de que o candidato derrotado ao Palácio do Planalto seria o operador da criação da legenda – PSD – que aos poucos está minando a oposição. Já caciques do DEM atribuem a derrocada a manobras de bastidor do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e avisam aos que pregam uma fusão com os tucanos que a legenda vai continuar de pé.

Na mesa, as cartas para a sucessão presidencial de 2014. Serra, que trabalhou nos bastidores para fazer de Kassab seu sucessor na Prefeitura de São Paulo, derrotando o atual governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, teria interesse em esvaziar o DEM diante do fortalecimento do senador Aécio Neves(PSDB) entre os democratas como possível candidato à Presidência. Junto com isso, alimentaria a crise no PSDB paulista.

Entraram ontem na lista da debandada do DEM o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o vice-presidente nacional do partido, Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, aliado de Serra. O filho informou ainda que o pai o acompanhará na sangria. Pelas contas do partido, a baixa final deve ser de 10 a 15 parlamentares. O número não assusta os que ficaram.

O novo presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), não se intimida com as desfiliações e nega que o único caminho seja uma fusão com o PSDB. “A essência do partido, os melhores talentos e convicções permanecem. Não nos abatemos e quem sai é porque estava determinado, teve razões de governismo ou oportunismo para querer sair”, afirmou. De acordo com ele, o DEM continua existindo na dimensão de que a oposição precisa. Agripino e líderes como os deputados federais Antônio Carlos Magalhães Neto e Rodrigo Maia são defensores da candidatura de Aécio Neves à Presidência. As baixas no DEM foram de nomes mais ligados aos serristas.

OPOSIÇÃO MENOR O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), que integra a resistência do partido, acredita que o governo Dilma esteja usando de seu poder para sangrar a oposição. Para ele, a oposição está menor do que a representação do número de eleitores que votaram contra o atual governo. “O governo está fazendo jogo desleal, usando pessoas de má-fé acertadas com ele para tirar integrantes dos partidos de oposição”, disse.

Para Caiado, no entanto, o DEM tem forças para resistir. O parlamentar minimizou as baixas. “Pelo contrário, agora o partido está composto por pessoas que realmente têm afinidade e uma posição política ideológica. Os oportunistas já se foram e quando assumirmos o poder vamos ver quem queremos de volta, o povo está observando isso”, disse.

Ronaldo Caiado, que não vai deixar a legenda, também é contrário a uma eventual fusão com o DEM. De acordo com o parlamentar, o partido é o quarto do Brasil e tem tempo de televisão e fundo partidário para continuar na briga. “Também temos quadros competitivos e não temos nenhuma preocupação em fazer fusão ou dissolver o partido. O governo Dilma que quer essa união para liberar prefeitos e vereadores e, deste modo, pressioná-los a migrar para a base de governo.”

Insatisfação geral também em MinasSe nacionalmente o DEM vive um momento de turbulência, em Minas Gerais não é diferente. A insatisfação de parte da legenda com o presidente estadual democrata, o secretário de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, pode levar a baixas no estado. Como uma espécie de última tentativa de resolver o impasse, um grupo de três deputados estaduais vai ao presidente nacional da legenda, José Agripino Maia (RN), pedir que o comando mineiro seja “enquadrado”.

Os deputados Gustavo Valadares, Gustavo Corrêa e Jayro Lessa almoçaram ontem em um restaurante da capital, onde fecharam questão sobre a visita a Brasília. Os três dizem estar insatisfeitos com a maneira com que Melles vem conduzindo o partido. “Vamos à executiva nacional passar ao presidente a situação de Minas, que está insustentável. Se não houver mudança, vamos pensar seriamente em tomar outro caminho”, afirmou o porta-voz do DEM, Gustavo Valadares.

O descontentamento, que já era grande e vinha desde o período de articulações eleitorais, piorou recentemente. Melles, nomeado secretário de estado, deveria colocar um substituto para conduzir o partido e não ouviu os colegas da legenda. Escolheu o deputado federal João Bittar. Os parlamentares reclamam de ter sido avisados da posição por mensagens via celular quase de madrugada.

O deputado federal Marcos Montes, também insatisfeito com as atitudes de Melles, reforça as críticas da bancada estadual. “A substituição foi feita à revelia, um ato ditatorial que desagradou a todos pela forma que foi construído. Está na contramão do partido que queremos”, afirmou. Sobre uma possível saída do DEM, no entanto, Montes afirmou que dependerá de uma articulação política maior para levar o senador Aécio Neves (PSDB) a uma candidatura à Presidência. O presidente do DEM de Minas Gerais, Carlos Melles, disse estar no exterior e que só comentaria o assunto ao voltar ao Brasil, mas negou que o partido esteja em crise. (JC)

Para cientista político Aécio está certo quando diz que a oposição tem que ser propositiva – “É preciso apresentar alternativas”, comentou

Dividida, oposição busca rumo para evitar novas baixas e reagir ao governo Aécio bêbado

FonteAdriana Vasconcelos – O Globo

DEM minimiza perdas para PSD; tucanos elegem nova cúpula em maio

BRASÍLIA. Desnorteada com a terceira derrota consecutiva para o PT na disputa presidencial, a oposição vive um de seus momentos mais críticos. Divididos e sem estratégia para se contrapor à presidente Dilma Rousseff, PSDB, DEM e PPS lutam pela sobrevivência, já que a criação do PSD abriu a janela para oposicionistas que andavam loucos para aderir ao governo.

O DEM perdeu para a nova legenda 11 deputados federais, a senadora Kátia Abreu (TO), o vice-governador de São Paulo, Afif Domingos, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. O novo presidente do partido, senador José Agripino (RN), diz que as perdas não o assustam:

– Vamos sobreviver. Muitas defecções se devem a uma indução governista, ao canto da sereia do Palácio do Planalto.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), pondera que a oposição não pode perder de vista os 44 milhões de eleitores que apoiaram o candidato José Serra. Mas lamenta os rachas no DEM e no PSDB:

– Esse bate cabeça no PSDB atrapalha na definição do rumo. No DEM, a coisa se resolveu pelo pior caminho.

Para o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleisher, a oposição está sem rumo e perdendo densidade. Na sua opinião, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “tentou botar ordem no galinheiro” ao convocar a oposição a uma reflexão sobre seu papel e destacar a necessidade da busca de bandeiras que atendem demandas da nova classe média. Ele elogiou ainda a iniciativa dosenador Aécio Neves (PSDB-MG) de propor, da tribuna do Senado, uma ação mais propositiva da oposição.

– Aécio está certo. A oposição tem de ser propositiva, não pode simplesmente ficar dizendo não, não e não. É preciso apresentar alternativas.

Para Aécio, a força da oposição não será medida pelo número de assentos no Congresso, mas na capacidade de se sintonizar com a sociedade:

– O exercício longo de um governo, como o atual que já vai para nove anos, gera desgastes, ainda mais diante de problemas que começam a surgir, como a alta da inflação.

No PSDB, além da divisão histórica entre grupos de Aécio e Serra, há o próximo embate interno: a eleição do novo comando partidário, em maio. Se depender de Aécio, o atual presidente, deputado Sérgio Guerra (PE), continua no posto; já Serra teria outras alternativas, e há quem ainda aposte que ele gostaria de comandar o PSDB. Para Guerra, apesar de tudo, o partido chegará unido à convenção:

– Se tiver racha, acaba no dia 28 de maio, quando teremos a convenção. Tem de acabar, se somos verdadeiramente partidários.

E segue:

– Estamos vivendo um ataque especulativo. Esse ataque ganhou dimensão com a criação do PSD. A oposição tem agora um grande desafio. O combate não pode ser o mesmo.

Editorial de O Globo: ‘Aécio confirmou a expectativa de ser o líder da oposição no governo Dilma’

A chance de uma oposição de fato

Fonte: Editorial – O Globo

O candidato oposicionista José Serra saiu derrotado no confronto com a petista Dilma Rousseff, mas com 44 milhões de votos no patrimônio.

Além disso, estados de peso na Federação, como São Paulo e Minas Gerais, continuaram no lado oposto ao do Planalto. No Congresso, a bancada oficial ganhou muito espaço. Na ponta do lápis, tem condições de reunir quorum qualificado para aprovar emendas constitucionais.

Mas, na vida real, por ser a base parlamentar do governo uma salada ideológica, mantida no mesmo prato pela força agregadora do clientelismo e da fisiologia, o poder dela é relativo, e depende de cada tema em votação.

Se o cenário não é animador para a oposição – PSDB, DEM e PPS -, também não justifica o estado de certa catalepsia em que parlamentares dos três partidos assumiram em fevereiro. Para completar o baixo astral, a crise entre lideranças no DEM se agravou com   projeto do prefeito Gilberto Kassab de abrir espaço em São Paulo por meio da criação de um partido (PSD), uma alternativa para demistas desgostosos.

Diante deste quadro, o discurso de estreia no Senado de Aécio Neves (PSDB-MG), quarta-feira, funciona como um toque de reunir para uma oposição sem norte, ainda aturdida com a terceira derrota consecutiva em pleito presidencial. No estilo mineiro, sem confundir “agressividade com firmeza”, Aécio confirmou a expectativa de ser o líder da oposição no governo Dilma Rousseff, ao demonstrar precisão nas críticas ao grupo que se encontra no poder desde janeiro de 2003. “Ao contrário do que alguns nos querem fazer crer, o país não nasceu ontem”, disse o senador mineiro, sem esquecer de, numa projeção histórica, colocar no mesmo ciclo as gestões de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Lula.

Sem medo de defender as privatizações – grave falha tucana em 2006 e 2010 -, o senador mineiro alvejou o aparelhamento da máquina pública, a hipertrofia no Estado – a ponto de o governo intervir numa empresa privada, a Vale -, o “desarranjo fiscal” e a não realização de reformas constitucionais. Não citou, mas duas delas são a previdenciária e a trabalhista. Referiu-se, ainda, aos problemas na infraestrutura do país, por falta de investimentos públicos, decorrência de uma política de gastos desequilibrada, e levantou a atraente bandeira da defesa de uma real Federação, com o fim da concentração tributária na União. Aécio Nevesouviu alguns apartes irônicos da bancada da situação – é do jogo -, mas conseguiu instalar um marco oposicionista neste início de governo. O discurso serve de agenda para a oposição, mas também como parâmetro ao governo.

Ao dizer também não confundir “adversário com inimigo”, o ex-governador de Minas responde afirmativamente ao aceno de Dilma, logo depois de ganhar as eleições, de que estenderia a mão a todos. Um dos piores cenários políticos para o governo Dilma Rousseff seria não contar com uma oposição verdadeira, consciente, e disposta a conversar. Para a presidente, conhecedora do preço que precisa pagar a certos aliados em troca de apoio parlamentar, é positivo que haja espaço de negociação ampla no Congresso, para encaminhar questões delicadas que a conjuntura possa impor à agenda do país.

Marcos Coimbra fala do novo PSD de Kassab é diz que é “muito barulho por nada”

Muito barulho por nada

Fonte: Marcos Coimbra – artigo publicano no Estado de Minas

O partido novo seria de mentira, feito somente para driblar a legislação. Antes de 2014, o novo/falso partido se fundiria a algum existente

Chega a ser impressionante a falta de perspectiva de alguns jornais quando discutem as movimentações do prefeito Gilberto Kassab. Quem os lê fica com a sensação de que elas são relevantes. Só que não têm a menor importância.

Desde o início do ano, Kassab estava anunciando que sairia do DEM, que pretendia deixar o partido pelo qual conseguira os mandatos de deputado federal, vice-prefeito e prefeito de São Paulo. Não por acaso, depois que havia ficado patente que a maioria de seus correligionários abandonava o serrismo e mostrava preferência por Aécio.

Sua primeira intenção foi migrar para o PMDB, coisa que fazia sentido, pois, no estado, o partido estava de portas abertas, à disposição de quem chegasse para ocupá-lo. Com a morte de Quércia e a posse de Michel Temer na vice-presidência da República, ficara acéfalo e parecia uma presa fácil.

Por dois motivos, essa opção teve que ser abandonada. De um lado, requeria o endosso da direção nacional peemedebista, o que se revelou complicado. De outro, implicava alto risco de perda do cargo, pela interpretação da Justiça Eleitoral a respeito da titularidade dos mandatos. Para ela, quem sai de um partido sem uma boa razão não leva o mandato que recebeu por seu intermédio. Kassab podia se mudar para onde lhe aprouvesse, mas teria que abrir mão da prefeitura.

Havia, no entanto, uma maneira de circundar esses obstáculos. Bastava criar um novo partido e a mágica estava feita. Como os tribunais entendem que sair de um partido para fundar outro livra o eleito da perda do mandato, o caminho era esse. Que tinha, além disso, a vantagem de não exigir a aprovação de ninguém.

Por mais vantajosa que fosse, essa alternativa ainda apresentava problemas. Partido novo é partido sem cadeiras conquistadas no pleito anterior, donde sem acesso à propaganda eleitoral gratuita e aos recursos do fundo partidário. Sem ambos, incapaz de disputar competitivamente as eleições.

Como, para cada dificuldade, costuma haver um remédio, inventaram uma solução. O partido novo seria de mentira, feito somente para driblar a legislação. Antes de 2014, o novo/falso partido se fundiria a algum existente. Seria apenas uma baldeação de Kassab e dos companheiros de aventura que amealhasse, enquanto não arribassem a um partido de verdade.

Durante alguns dias, vimos Kassab à procura de um nome para sua legenda. Que foi PDB e passou a ser PSD (o que deve ter feito com que muita gente ilustre, da estirpe de Juscelino e Tancredo, se revirasse na tumba). É uma escolha tão importante quanto a da cor da gravata que ele vai usar amanhã.

Contam-se nos dedos os políticos que têm relevância pessoal e liderança para fazer o que o prefeito resolveu fazer. E ele não é um deles.

Atualmente, talvez só existam dois, um em cada campo de nossa política. Lula, caso saísse do PT, ou Aécio, caso se retirasse do PSDB, fariam diferença, cada um à sua maneira e em sua escala. Deixariam lacunas imensas nos seus partidos de origem, levando consigo gente expressiva, em número e qualidade. Mudariam o jogo político e eleitoral. Obrigariam, por exemplo, a que novos cálculos para 2014 tivessem que ser feitos.

E Kassab? A única coisa certa é que sua saída é ruim para o DEM, que vai mal das pernas e sofre mais um revés. Mas sua entrada em um novo partido e sua posterior ida para outro não querem dizer (quase) nada.

Como mostram todas as pesquisas, ele tem, hoje, uma imagem apenas sofrível na cidade que administra. Não exerce liderança política, moral ou intelectual nas oposições. Pior: não tem votos. Seu projeto de governar São Paulo esbarra em Alckmin, mais querido que qualquer antecessor e forte candidato a permanecer no Palácio dos Bandeirantes na próxima eleição.

Mas é provável que nada disso tenha importância e que Kassab esteja apenas dando suporte aos planos de Serra, de tê-lo em algum lugar em que possa (talvez) ser útil no futuro. Com o aecismo em alta no DEM, pouco a fazer na sua sucessão e sem espaço na eleição de governador, ele não tem mesmo o que perder.

Arregimentar uma tropa de políticos de menor expressão e ver no que vai dar é melhor que ficar vendo o tempo passar.

 

Ao lado de Aécio e Anastasia, Pestana assume PSDB em Minas com o desafio de formar alianças para prefeitura de BH em 2012”

PSDB em divórcio na capital

Fonte: Leonardo Augusto – Estado de Minas

PARTIDOS
Novo presidente da legenda em Minas julga “muito difícil” reedição de aliança com o PT nas eleições para a PBH e quer centrar força na disputa das 50 maiores cidades do estado

Cristina Horta/EM/D. A Press

O governador Anastasia (E), ao lado de Aécio, cumprimenta Marcus Pestana, que assume a legenda em Minas e vai investir na modernização

O novo presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana, assumiu o cargo ontem afirmando ser “muito difícil” a reedição, nas eleições municipais do ano que vem, da aliança formada entre o partido e o PT em torno da candidatura do prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) em 2008. Pestana, que substitui Nárcio Rodrigues no comando do PSDB estadual, disse que os tucanos foram muito mal recebidos na prefeitura. Com a vitória de Lacerda em 2008, o PT, que por mais de 20 anos governava ou participava da administração da capital, passou a ter o PSDB ao seu lado na prefeitura. “O PT estava muito cristalizado na máquina municipal”, justificou Pestana. Entre os principais postos assumidos pelo PSDB com a chegada de Lacerda ao poder estavam a presidência da BHTrans e a Secretaria de Saúde.

Para o governador Antonio Augusto Anastasia e o senador Aécio Neves a questão deverá ser analisada a seu tempo, no próximo ano. Na avaliação do senador, no entanto, há mais proximidade da administração Lacerda com as ideias tucanas do que com as petistas. “Em 2008, foi uma aliança boa para a cidade. Naquele momento nos pareceu ser o melhor caminho. As lideranças do partido vão decidir o que será feito no tempo certo, mas nós estamos muito confortáveis. Não sei se todos estão, até porque, do ponto de vista da administração, Lacerda tem muito mais similaridade conosco. Isso facilita nosso entendimento. Vejo nele qualidades de gestão pública que não vejo no PT”, afirmou.

As avaliações de Pestana e de Aécio colocam ainda mais pressão sobre Lacerda. Há cerca de um mês, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também afirmou ser difícil a construção de nova aliança entre petistas e tucanos para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte. Com fogo de todos os lados, e liderança política ainda em teste, Lacerda evita qualquer declaração sobre possíveis cenários políticos para 2012.

Assim como os petistas, Pestana vê duas possibilidades para a disputa do ano que vem. O partido mantendo aliança apenas com o prefeito, sem o PT, ou lançando candidato próprio. “Temos grandes nomes para a disputa, como o presidente da Câmara, Leo Burguês, o deputado estadual João Leite, e os deputados federais Eduardo Azeredo e Rodrigo de Castro”, diz Pestana. O novo presidente do PSDB, no entanto, afirma que o quadro político na capital só será definido depois da Semana Santa de 2012.

Além dos esforços pela prefeitura da capital, o PSDB vai centrar forças ainda na disputa das 50 maiores cidades do estado, sempre com muito cuidado para não melindrar aliados, conforme Pestana. “É uma construção política complexa: afirmar a identidade partidária e negociar com habilidade com a ampla base aliada”, diz o presidente do PSDB. Nas eleições do ano passado para o governo de Minas, o candidato tucano, Antonio Augusto Anastasia, que venceu a disputa, contou com o apoio de outros 12 partidos: PP, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, PPS, DEM, PSDC, PMN e PSB.

Segundo Pestana, também serão metas da administração do PSDB estadual a modernização do partido, com a inserção da legenda nas chamadas novas mídias, como o twitter e o facebook, e a aproximação com ambientalistas, juventude e movimento sindical. O partido governa hoje 148 municípios de Minas Gerais.

Morde e Assopra: Kassab lança PSD, se aproxima de Dilma e mantém aliança com PSDB de Serra – Alckimin é acuado

Kassab lança PSD ”próximo” a Dilma, mas mantém aliança ”inquebrável” com Serra

Fonte: Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

No lançamento do seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, admitiu uma aproximação com o governo federal, embora tenha destacado a manutenção de sua aliança com o PSDB.

Em um ato político para cerca de cem pessoas na Assembleia Legislativa paulista, o prefeito disse que sua “aproximação” com o governo federal é um dos motivos para deixar o DEM: “Essa aproximação sempre existiu, e essa é a razão da minha saída do DEM. Eu me sinto desconfortável num partido que quer votar sempre contra porque é contra”.

O prefeito, no entanto, classificou o PSD como “independente” e disse que não pretende deixar a oposição: “Estaremos do lado do governo federal nos projetos que forem os melhores para o País. E contra os que não acreditamos que sejam os melhores”.

Elogiou, então, a presidente Dilma Rousseff e voltou a dizer que “torce” para que ela faça um bom governo, embora tenha destacado que ajuda não significa “alinhamento” nem “adesão”. Sobre o candidato derrotado à Presidência, o tucano José Serra, Kassab enfatizou que com ele mantém “relações inquebráveis”. Enfatizou que permanece aliado do tucano seja qual for seu projeto político. “Onde ele (Serra) estiver, estarei ao seu lado”, afirmou.

“Eu votei no candidato Serra. E me orgulho muito. Mas hoje o Brasil tem um novo presidente. Seja como cidadão, seja como eleitor, seja como dirigente deste novo partido, estou ao lado daqueles que torcem para o sucesso da presidente”, afirmou o prefeito, que tem conversado com líderes do PT e da base aliada.

Após cinco meses de negociações, Kassab lançou o PSD acompanhado de 20 parlamentares e prefeitos que pretendem migrar para a legenda. No partido, Kassab quer viabilizar seu futuro político e disputar o governo de São Paulo em 2014.

A articulação é vista com desconfiança e desconforto pelo Palácio dos Bandeirantes por duas razões: Alckmin vê em Kassab um potencial adversário à sua reeleição e, além disso, o vice-governador, Guilherme Afif Domingos, também deixou o DEM e acompanhou o prefeito. Para o Palácio, a figura de Afif simbolizava a aliança PSDB-DEM. Nos bastidores, cogita-se tirar força política de Afif, que também ocupa a secretaria de Desenvolvimento Econômico, no governo.

Quanto a Alckmin, com quem se desgastou após a disputa pela Prefeitura em 2008, o prefeito disse que o ajudará a fazer um “grande” governo. “Fomos corresponsáveis pela sua eleição.”

Além de Afif, também o secretário de Negócios Jurídicos da prefeitura, Cláudio Lembo, assinou a ficha de inscrição no PSD. Ambos deixam o DEM.

Fusão. Depois de negociar com PMDB e PSB, Kassab descartou a fusão. “Não faremos fusão. Fomos convidados por duas legendas respeitáveis e definimos nas últimas semanas que o partido caminhará com as próprias pernas nas eleições do ano que vem. Coligados ou com candidatura própria”, disse o prefeito. O Estado revelou há uma semana que a fusão imediata do novo partido com o PSB havia sido descartada, e o acordo havia esfriado.

Para que o PSD tenha o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão necessárias cerca de 490 mil assinaturas em nove Estados.

Trampolim: Guilherme Afif Domingos deixa o DEM e migra para o PSD – vice-governador de SP é contra fusão com PSB

‘O partido nasce para disputar a eleição de 2012 com o PSDB”

Fonte: Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

Vice-governador de SP diz que só aceitou trocar o DEM pela nova sigla após possibilidade de fusão ter sido descartada

Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo
Um dos principais adversários da fusão do PSD com o PSB, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos defende o apoio da nova legenda à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), caso ele esteja bem avaliado para disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes.”Kassab tem 50 anos de idade. É uma pessoa que tem inteligência para saber qual é a sua vez. E quando é a sua vez”, afirmou Afif em entrevista ao Estado.

Por que sair do DEM e fundar um novo partido?

Essa é uma decisão que foi bastante amadurecida, com o compromisso de que nós estávamos saindo para formar um novo partido, e não para fazer um bypass de uma fusão para escapar da fidelidade partidária. Era uma questão de incompatibilidade com o DEM, de um grupo político que está junto há muito tempo. Desde a campanha de 1989. A conversa foi exatamente no sentido: é para reeditar um projeto que todos nós sonhamos de fazer um partido novo? Se for nessas condições, eu vou. Se for para fazer um bypass, não conte comigo.

E a fusão com o PSB?

O PSD é um partido que vai disputar a eleição.

E depois disso?

Não sabemos o que vai acontecer. Depende do sucesso das adesões, das articulações. Estou confiante. Mas quando você sai para um projeto desses, você tem que ter uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. Isso nós temos.

A queda da popularidade de Kassab é atribuída à movimentação política nos últimos meses.

É um equívoco de interpretação. O problema é a ênfase da notícia. O jornalismo gosta de novidade. A novidade está na cena política, não na gestão. Tem muita coisa na gestão que continua fazendo e vai fazer mais.

O PSD já nasce com uma imagem de legenda trampolim?

O importante não é a imagem, é o som, o que você vai dizer. Até então a imagem era feita por aquilo que você não disse. O que foi interpretado. Daqui para a frente, é o que estamos dizendo e o que vamos fazer.

No Palácio dos Bandeirantes, houve descontentamento com o ingresso do sr. em um partido que apoia o projeto de Kassab se lançar governador em 2014.

Outra versão que não cabe. O partido nasce para disputar a eleição de 2012, em aliança com o próprio PSDB. A nossa divergência não foi com o PSDB, foi com o DEM. Aqui em São Paulo, além do aspecto de estarmos juntos, existe o compromisso firmado nas urnas. Sou o vice-governador e vou cumprir a aliança até o fim.

Quando o sr. diz até o fim, inclui a eleição de 2014?

Cumprir o mandato, como vice-governador. Cumprir as funções do governo. Agora, o que vai acontecer no jogo político, ninguém pode adivinhar. Mas a nossa intenção é que a gente trabalhe para o Geraldo ter sucesso e que vá para a reeleição. E ele terá o nosso apoio, sim.

E o projeto de Kassab de se tornar governador?

Kassab tem 50 anos de idade. É uma pessoa que tem inteligência para saber qual é a sua vez. E quando é a sua vez.

Ele abriria mão para Alckmin para disputar o Senado?

Aí você tem as composições. São feitas para isso. Até vice-governador ele pode ser.

Como Alckmin reagiu ao ser informado de sua saída do DEM?

Disse pessoalmente, na sexta-feira. Enquanto os nomes do partido não tinham noção do que eu tinha escrito nos mandamentos do PSD, com exceção do Kassab, ele foi a primeira pessoa a saber. Você tem que ter clareza e transparência no relacionamento. Isso eu tenho com o Geraldo, e a recíproca é verdadeira.

Aliados dele defendem que o sr. deixa a pasta do Desenvolvimento, que seria cota do DEM.

Quem define isso não são os aliados, é o governador.

O sr. é cotado para ser o candidato a prefeito em 2012.

Esse é um assunto a ser discutido a muitas mãos. É uma decisão dos comandos dos partidos que farão aliança. É uma questão aberta. Não há nomes, buscam-se nomes.

O sr. não descarta a hipótese?

Sou uma pessoa regularmente inscrita e em dia com minha vida política. Agora, vou sentar à mesa e buscar uma solução. Se recair sobre mim, não tenho motivo para não aceitar. Porém isso é uma decisão de dez mãos. Não é interesse individual.

Reforma Política: Aécio Neves mobiliza oposição contra regra de flexibilização da infidelidade partidária

Oposição se articula para barrar ”janela de infidelidade”

Fonte: Marcelo Moraes O Estado de S.Paulo

Preocupados com o impacto que a eventual aprovação de uma janela de troca partidária possa provocar sobre seus quadros, integrantes da oposição já se preparam para tentar barrar a proposta, embutida na discussão da reforma política.

PSDB, DEM e PPS, siglas da oposição ao Planalto, sabem que a permissão de mudança de partido, conhecida como “janela de infidelidade”, deverá abrir a porta para que vários de seus quadros partam em direção da base da presidente Dilma Rousseff, eleita pela aliança entre PT, PMDB, PDT, PC do B e PSB.

Na condição de coordenador do PSDB para as propostas de reforma política, o senador Aécio Neves(MG) já avisou que o partido se baterá contra o projeto.

Aécio opera para impedir, inclusive, que a medida seja sequer discutida dentro da comissão especial que trata da reforma política no Senado.

Mas a dificuldade da oposição para barrar o avanço dos debates nesse sentido será muito grande, já que parlamentares de todos os partidos reclamam do engessamento da regra que proibiu a troca de legenda sem razão prevista na legislação eleitoral.

Conforme a lei, só podem mudar de partido os políticos que comprovarem perseguição política, expulsão, mudança radical de rumo programático ou a criação de um novo partido. Este último item é que levou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a criar, a partir de hoje, o PSD.

Antes da lei, aprovada por decisão do Poder Judiciário, era costumeira a troca frequente de filiação. Alguns parlamentares chegavam a passar por mais de dois partidos em um mesmo ano.

Na avaliação de Aécio seria um erro para o Congresso aprovar uma reforma política que fosse baseada apenas nesse ponto. “Nós fazermos a reforma política pela janela é andar para trás”, afirma. “Eu acho que isso significa você não fazer reforma, mas sim encontrar uma solução para problemas absolutamente casuísticos”, acrescenta.

O temor de Aécio se justifica. Historicamente, na política brasileira os partidos aliados ao governo costumam engordar sua fileiras. O próprio DEM, que perdeu Kassab, foi uma das maiores siglas do País quando fazia parte da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O senador defende que o projeto fique de fora da pauta da comissão especial de reforma política. “Se lá na frente isso vier a ser discutido, no final do mandato, por alguma razão específica, tudo bem. Mas eu acho que a janela não tem que estar nem na discussão da comissão”, diz.

Aécio Neves amplia espaço de articulação política e já se transforma em líder da oposição

Cabo de guerra entre tucanos

Fonte: Denise Rothenburg – Estado de Minas

Partidos
Com as eleições dos comandos municipais do PSDB, que se iniciam na próxima semana, começa a tomar corpo a briga pela liderança da oposição entre Aécio Neves e José Serra

José Cruz/ABr – 01/3/11
Aécio Neves foi procurado ontem por senadores do DEM em busca de aproximação maior entre as legendas

Com todos os holofotes da oposição voltados para a guerra interna do DEM, segue na penumbra uma outra disputa que começa a tomar corpo dentro do ninho tucano: a briga pela liderança da oposição entre o ex-governador de Minas Aécio Neves e o ex-governador de São Paulo José Serra. A disputa começa na semana que vem, com as eleições dos comandos municipais do PSDB, que prosseguem pelos próximos dois meses, até a convenção do partido, em 29 de maio.

Candidato derrotado a presidente da República, Serra tenta, desde o fim da campanha presidencial, encontrar um lugar ao sol na estrutura partidária que lhe permita ter a mesma visibilidade do senador Aécio Neves. Foram, até agora, três movimentos.

O primeiro em direção à Presidência do partido. Logo que terminou a campanha presidencial, numa reunião na casa de Andrea Matarazzo, Serra chegou a mencionar que o presidente da legenda deveria ser o deputado Sérgio Guerra (PE), como forma de conduzir mineiros e paulistas em raias paralelas e evitar que Aécio, vitorioso em Minas, ficasse com a presidência tucana.

O secretário-geral tucano, Rodrigo de Castro (MG), entendendo o movimento paulista e de olho na própria recondução, logo abraçou a candidatura de Guerra, num abaixo-assinado em favor da reeleição do presidente do partido. O grupo mais próximo a José Serra, ao perceber aliados de Aécio ao lado de Sérgio Guerra e ciente de que o paulista continuaria em segundo plano, lançou o nome do ex-governador de São Paulo como possível presidente do PSDB.

Com a maioria das bancadas do partido fechadas com Sérgio Guerra, grupos aliados do ex-governador paulista insinuaram a condução de Serra ao comando do Instituto Teotônio Vilela, responsável pelos estudos partidários. O ex-candidato a presidente não deu uma resposta, e a bancada do Senado – da qual Aécio hoje faz parte – terminou por indicar o ex-senador Tasso Jereissati, do Ceará. A bancada tratou da indicação como uma forma de homenagear um senador combativo e ex-presidente do partido. Os deputados aceitaram, e esta porta também se fechou para Serra.

O último movimento de Serra para se fortalecer foi avalizar a ida de Gilberto Kassab para o PMDB paulista e, assim, ter um aliado como a maior estrela regional peemedebista. A bala terminou voltando como um bumerangue sobre o próprio Serra. E a arma contra ele foi montada com a ajuda do Palácio do Planalto e do próprio PMDB aliado ao governo. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, chiou. O PT também. Diante da confusão, Antonio Palocci, o ministro da Casa Civil, e a presidente Dilma estimularam os movimentos de Eduardo Campos para atrair Kassab ao PSB. As ações do governo fizeram com que Serra perdesse seu maior aliado dentro do DEM e ainda irritasse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Alckmin e Aécio tiveram que correr para segurar os deputados do DEM e do PPS de São Paulo e de Minas em seus respectivos partidos. E conseguiram. Kassab não levará um grupo grande como havia prometido ao governo Dilma, nem tem assegurada a hipótese de fusão com o PSB.

Aproximação Ontem, senadores do DEM foram a Aécio Neves e, numa reunião a portas fechadas, disseram a ele que é hora de se aproximar ainda mais do partido para consolidar sua posição diante do principal aliado atualmente. Enquanto Aécio se movimenta em busca do DEM, o grupo de Serra se prepara para a convenção do dia 29 da mesma forma que os mineiros: contando aliados.

Por enquanto, o grupo de Aécio Neves está levando a melhor. Até porque Serra tem a questão paulista para resolver. Afinal, a briga entre ele e Geraldo Alckmin pelo papel de personagem principal da política tucana no estado ficou amortecida durante a campanha presidencial, mas voltou com força agora, na hora de definir quem controlará os espaços partidários no estado. Até o dia 29 de maio, o PSDB terá um quadro parecido com o que viveu o DEM. A diferença é que, pelo menos por enquanto, dali ninguém sai.

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