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Siderurgia: Votarantim aposta na unidade de Sete Lagoas

Clientes automotivos, de linha branca e máquinas e equipamentos são os grandes clientes desse segmento.

 

Votorantim espera melhor desempenho

 

Fonte: Genilson Cezar – Valor Econômico

A recuperação dos preços do aço no mercado interno alimentam as expectativas de um melhor desempenho da Votorantim Siderurgia em 2012. A empresa já concluiu mais de 70% das obras de construção de sua nova usina de laminação para produção de vergalhões em Três Lagoas (MG), que deverá entrar em operação no final deste ano. Serão 400 mil toneladas que se acrescentarão à capacidade atual da siderúrgica, que chegou a 1,8 milhão de toneladas em 2011. Foi bem mais que nos anos anteriores – 1,6 milhão de toneladas em 2010 e 1,2 milhão de toneladas vendidas em 2009 -, mas, em contrapartida, os preços despencaram: de R$ 2.267 por tonelada, em 2009, para R$ 1.776, em 2011. A receita, portanto, sofreu o impacto de queda: caiu 17%, de R$ 3,7 bilhões em 2010, para R$ 3,1 bilhões.

“Ainda que a demanda por aço no mercado brasileiro tenha crescido, o menor consumo mundial de aços longos, principalmente nos países mais desenvolvidos, gerou excesso de oferta, cenário que, aliado ao real valorizado, motivou a importação e afetou os preços do mercado interno”, informa relatório da administração da siderúrgica. “Essa conjuntura provocou uma queda de margem em todo setor siderúrgico, incluindo nosso negócio de aços longos.”

O Ebitda (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou queda de 72%, totalizando R$ 200 milhões, como resultado do menor preço de venda e da alta no principal insumo, a sucata, consequência indireta da alta do minério. Por isso, para este ano, uma das principais prioridades da empresa, segundo o relatório, é a atuação direta em captura de sucata e produção de ferro gusa, visando reduzir custos variáveis.

“Estamos acumulando e integrando novos ativos, como as minas e as fazendas, para ficarmos menos dependentes de insumos básicos e travar os custos na cadeia de produção”, comenta Albano Chagas Vieira, diretor-superintendente da Votorantim Siderurgia. A preocupação não é descabida. O Brasil fechou o ano com produção de 35,2 milhões de toneladas de aço bruto, um aumento anual de 6,8%, mas sofrendo com as agressivas exportações de produtos longos e até de aços planos de países como Turquia e Ucrânia.

A siderurgia brasileira desacelerou no decorrer do ano por conta do esfriamento econômico do país, que levou a uma menor demanda por aço, principalmente planos. Previa fabricar 38 milhões de toneladas, volume revisto duas vezes no ano. Clientes automotivos, de linha branca e máquinas e equipamentos são os grandes clientes desse segmento. A forte entrada de bens importados nessas áreas vem tomando mercado das usinas de planos.

De acordo com Vieira, no entanto, a Votorantim Siderurgia acredita nos planos de expansão que vem executando nos últimos anos. Em 2009, a empresa desembolsou R$ 500 milhões na modernização da usina de Barra Mansa (RJ), que hoje produz 700 mil toneladas de produtos acabados. Em 2010, entrou em operação em carga total a usina de Resende, também no sul fluminense, onde foi investido R$ 1,1 bilhão. A usina ganhou capacidade para um milhão de toneladas de aço bruto e 530 mil toneladas de produtos acabados.

Um das maiores apostas da empresa é a construção da Sitrel, uma joint venture com o empresário Grendene Bartelle, para laminação de aços longos localizada em Mato Grosso do Sul, cujo investimento, numa primeira fase, está orçado em R$ 200 milhões. A expectativa é de que a Sitrel comece a operar no segundo semestre de 2012.

Siderurgia: Usiminas quer retomar a competitividade

Empresa reforçou seu portfólio de produtos. Novo laminador tem capacidade inicial de 2,3 milhões de toneladas por ano.

Usiminas concentra-se na retomada das margens

 

Fonte: Roberto Rockmann – Valor


Sob novo controle desde o início do ano, a palavra de ordem na Usiminas em 2012 é retomada. A intenção da diretoria é traçar um conjunto de ações para recuperar a competitividade e as margens operacionais. Em 2011, a siderúrgica mineira encerrou com produção de 6,7 milhões de toneladas de aço e vendas de 5,9 milhões de toneladas, uma queda de 8% e 10%, respectivamente, na comparação anual, enquanto a margem Ebitda atingiu 10,6%, uma baixa de 9,8 pontos percentuais em relação ao apurado em 2010.

“Estamos no início de um projeto, estruturando com maior velocidade possível nossas estratégias para direcionar a Usiminas para a retomada de sua competitividade e melhoria das margens”, afirma Julián Eguren, que assumiu a presidência da empresa em janeiro, substituindo Wilson Brumer, que esteve dois anos à frente do cargo. A troca no comando se deu em meio à reorganização societária da siderúrgica, que em janeiro anunciou um novo acordo de acionistas. O grupo Techint adquiriu as ações da Camargo Corrêa e da Votorantim, passando a integrar, ao lado da Nippon Steel e da Caixa de Empregados (CEU), o bloco de controle da Usiminas.

No caminho da retomada, foram feitas mudanças na diretoria executiva. A vice-presidência de siderurgia foi dividida em duas: comercial e industrial. “Isso permitirá uma atuação mais focada nos problemas e nos diferenciais, além de trazer mais agilidade à tomada de decisão”, diz Eguren.

A área industrial focará no aumento da eficiência operacional, controlando de forma rigorosa os custos e o capital de giro. “Teremos um plano detalhado de manutenção de cada linha, com indicadores precisos que ajudem o planejamento e que permitam reagir às mudanças conforme a demanda e deem flexibilidade na gestão dos principais insumos.”

Já a vice-presidência comercial atuará de forma mais integrada com o cliente. Nesse contexto, foi criada a diretoria de supply chain, que será responsável por acompanhar de forma minuciosa todo o processo de atendimento ao cliente, do pedido à entrega, minimizando o custo logístico e trazendo mais agilidade ao processo. “Enfrentamos um mundo cada vez mais volátil e competitivo. Nesse contexto a área comercial está concentrada em recuperar o espaço perdido para os produtos importados. Para isso, é fundamental estarmos mais próximos dos nossos clientes, melhorando o nível de serviço e de produtos”, analisa.

A empresa reforçou seu portfólio de produtos. O novo laminador de tiras a quente, na Usina de Cubatão (SP), tem capacidade inicial de 2,3 milhões de toneladas por ano. O equipamento permitirá à empresa expandir sua lista de bens mais nobres para o segmento industrial, em mercados como o de tubos de grande diâmetro, autopeças, máquinas e equipamentos industriais e construção civil. A efetivação do projeto é vista como a conclusão de um ciclo de investimentos para agregar valor ao mix produtivo da Usiminas.

Com o novo laminador e com os investimentos na duplicação da capacidade produtiva de aços galvanizados e na implantação da tecnologia CLC (que permite a produção de chapas grossas especiais para a indústria naval e para a cadeia do pré-sal) a Usiminas passa a contar com produtos mais competitivos e com maior conteúdo tecnológico.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/especiais/2605812/usiminas-concentra-se-na-retomada-das-margens

Siderurgia: Gerdau vai produzir laminados em Ouro Branco

O produto é empregado nas indústrias da construção civil, petrolífera, automobilística e de máquinas e equipamentos.

 

Gerdau segue avanço dos emergentes

 

Fonte: Rosangela Capozoli – Valor Econômico

Grupo Gerdau vai cortar R$ 500 milhões nos seus investimentos previstos para o período de 2012 a 2016. Não se trata de um recuo, mas de “cautela” em relação ao desempenho da economia mundial, uma pausa para ganhar fôlego. O corte significa 4,63% do total de recursos, ou seja, agora serão R$ 10,3 bilhões, dos quais 70% consumidos no mercado interno. “Os recursos serão empregados na continuidade dos investimentos em aços planos no Brasil, expansão da capacidade instalada de aços especiais no mercado interno e nos EUA, além da ampliação da produção de laminados na usina de Cosigua (RJ) e início da operação do laminador e da sinterização na Índia”, explica André Gerdau Johannpeter, diretor-presidente do conglomerado.

Segundo maior fabricante de aços longos no mundo, o Grupo Gerdau prepara-se também para iniciar a operação do laminador de bobinas de laminados a quente. O produto, que será fabricado na Açominas, em Ouro Branco (MG), é empregado nas indústrias da construção civil, petrolífera, automobilística e de máquinas e equipamentos. “A capacidade instalada será de 770 mil toneladas por ano”, acrescenta. Um outro laminador, com capacidade para produzir 1,1 milhão de toneladas de chapas grossas por ano, deverá ser implantado até o próximo ano. Juntos, os dois laminadores exigirão desembolsos de R$ 2,4 bilhões.

Os aportes financeiros da Gerdau para o quinquênio de 2012 a 2016 abrangem também ampliações das capacidades de produção de aço e laminados em Calvert City e Midlothian, ambas nos EUA. A Guatemala também deverá ser brindada com uma nova trefilaria e um laminador de vergalhões e perfis leves, enquanto na Colômbia será reativada a usina de aços para construção civil em Yumbo e serão ampliadas as capacidades dos laminadores das plantas de Tocancipá e Tuta. Ainda está nos planos da companhia para 2012 inaugurar um terminal portuário próprio na Colômbia para embarcar carvão e coque para o Brasil, México e Estados Unidos. Já na Índia, será implantado um laminador de aços especiais e vergalhões.

“As perspectivas para o mercado mundial de aço apontam para o crescimento da demanda em 2012, principalmente em países emergentes, como China, Brasil e Índia, os quais têm apresentado bons patamares de crescimento econômico”, projeta. Por outro lado, a companhia acompanha de perto a situação dos países europeus, cujas economias enfrentam um momento de forte desaceleração. “De todo modo, daremos continuidade à trajetória de crescimento da Gerdau”, afirma.

No ramo de aços especiais, usados principalmente pela indústria automotiva, o plano de investimentos da companhia prevê a elevação da produção nos EUA, um novo laminador e lingotamento contínuo na usina de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, além da ampliação da laminação da unidade de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Na Índia, será implantado um laminador de aços especiais e vergalhões. Diante da perspectiva de continuidade da expansão da demanda, a siderúrgica, que em 2011 ampliou a capacidade instalada do laminador de perfis estruturais para atender a forte demanda no ramo de construção civil, de 520 mil toneladas/ano para 700 mil toneladas, tem novos planos nessa área. “Já iniciamos estudos para expandir para 1 milhão de toneladas a capacidade de produção anual de perfis estruturais”, anuncia.

Em relação à produção própria de minério de ferro, a siderúrgica tem como meta atingir a autossuficiência da Gerdau Açominas, principal unidade consumidora dessa matéria-prima. O volume de recursos minerais da Gerdau é de 2,9 bilhões de toneladas, localizados em Miguel Burnier, Várzea do Lopes e Gongo Soco, no Estado de Minas Gerais. O volume excede as necessidades de abastecimento do grupo, que exportou, no ano passado, 2 milhões de toneladas provenientes do Brasil, com receita de R$ 2,3 bilhões.

Mineradoras: empresas investem em inovação

Mineradoras e siderúrgicas buscam novas técnicas para melhoria dos processos de reaproveitamento e beneficiamento de produtos.

Minério mais escasso dá impulso a novas técnicas

Fonte:  Carmen Nery –  Valor Econômico

Com a menor disponibilidade na natureza do minério granulado (“lump ore”, no jargão do setor), o de maior volume (mede entre 6 e 30 mm) e que pode ir direto aos alto fornos, mineradoras como a Vale e a MMX vêm adotando novas técnicas para aproveitamento do minério fino do tipo “pellet feed”, de granulometria de até 0,15 mm, praticamente uma poeira que precisa passar pelo processo de pelotização antes de ser lançada ao forno.

Vale é responsável por 56% do mercado mundial de pelotas e desenvolve novos aglomerantes e processos físicos no Centro de Tecnologia de Ferrosos em Nova Lima (MG), diz Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale (ITV), que conta com uma unidade no Pará, dedicada ao desenvolvimento sustentável, e outra em Minas Gerais, voltada a pesquisas em mineração. Segundo Mello, muitos estudos estão concentrados na crescente mecanização e na exploração em camadas mais profundas, já que o minério na superfície é cada vez mais escasso.

A empresa também desenvolveu uma técnica para reaproveitamento de materiais ultrafinos, sobras do processo da mineração que antes eram depositadas em lagos artificiais. A ideia é desmistificar o conceito de que só é possível lavrar minério uma única vez. O investimento total no projeto é de cerca de US$ 2,4 bilhões. “É possível aproveitar 50% dos rejeitos”, diz Lúcio Cavalli, diretor de projetos ferrosos da Vale.

Com o esgotamento das jazidas dos minérios nobres no quadrilátero, em Minas Gerais, a MMX está introduzindo na unidade de Serra Azul uma planta com capacidade para beneficiar o itabirito duro – processo em que a separação de material contaminante, como a sílica, é mais complexo. “A MMX é a pioneira neste processo no Brasil”, observa Antonio Schettino, diretor de operações da empresa.

As siderúrgicas apostam nas inovações em produtos. Com quatro centros de P&D – dois no Brasil, um nos EUA e um na Espanha – a Gerdau vem desenvolvendo aços especiais sobretudo para a indústria automotiva. Um exemplo são os aços nanoligados. No Brasil, três novos produtos no segmento de aços especiais chegaram ao mercado em 2011.

Mercados estratégicos como o automotivo e o de óleo e gás, por exemplo, requerem soluções cada vez mais tecnológicas. “As siderúrgicas devem não apenas para atender a demanda, mas se antecipar às novas tendências de uso e aplicação do aço”, diz Rômel Erwin de Souza, vice-presidente de tecnologia e qualidade da Usiminas, que conta com um centro de tecnologia para dar suporte ao desenvolvimento de processos e produtos, especialmente os de destinação mais nobre.

Com o objetivo de integrar valor à indústria de óleo e gás, a Usiminas investiu cerca de R$ 540 milhões na tecnologia CLC, que permite a produção de chapas grossas com alta resistência mecânica e melhor desempenho em soldagens – características ideais para melhor performance em grandes profundidades marítimas, como a camada pré-sal.

CSN vem trabalha para ser o maior player na área de construção civil, segundo Eneida Jardim, gerente comercial de desenvolvimento de mercado. O objetivo é atender a crescente industrialização dos processos de construção com produtos como o Light Steel Franing – estruturas leves de aço que formam redes e substituem os tijolos e o concreto. “Uma casa de 50m² que em alvenaria levaria dois meses para ser construída, fica pronta em 20 dias neste sistema.”

Link da matéria: http://www.valor.com.br/especiais/2605804/minerio-mais-escasso-da-impulso-novas-tecnicas

Governo Anastasia: Epamig estimula produção de azeite

 A Epamig  em 2004 estimulou o plantio de oliveiras.  Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas.

Azeite de oliva ganha força no reino do café

 

Fonte: Marcos de Moura e Souza | De Maria da Fé (MG) – Valor Econômico

Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.

Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan.

“Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora”, diz Luiz da Costa. “Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria.” A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto – o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.
No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina – que prensa 100 quilos por hora – funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.

Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.

Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.

Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.

Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado.

“O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia”, diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a ? 100, diz ele.

No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro – e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.

Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.

Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. “Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques”, diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar.

“Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio”, diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira “A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus.Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig“, diz Cavalini.

Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. “Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco “. Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: “É uma realidade na região e é um negócio promissor.”

Link da matéria:  http://www.valor.com.br/empresas/2606028/azeite-de-oliva-ganha-forca-no-reino-do-cafe

Aécio Neves: senador luta por criação de novo Tribunal Federal em Minas

Aécio Neves: senador apresentou requerimento pedindo tramitação em regime de urgência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2011.

Senador Aécio quer agilizar criação da 6ª Região do TRF em MG

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves defendeu ainda maior rapidez na tramitação da proposta que cria a 6ª Região do Tribunal Regional Federal (TRF) em Minas Gerais, antiga reivindicação do Estado. O senador apresentou na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado requerimento pedindo tramitação em regime de urgência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2011 que trata do tema. O requerimento foi aprovado.

Hoje, Minas Gerais integra a 1ª Região do TRF (TRF 1), ao lado de outros 13 estados e o Distrito Federal, o que gera um grande volume de processos, congestionando o tribunal. Atualmente, 87,2% dos processos não conseguem ser apreciados no prazo de um ano. Como vêm de Minas Gerais 42% dos processos julgados pelo TRF, a criação de um tribunal para atender apenas ao Estado beneficiaria também os demais integrantes da primeira região, desafogando os julgamentos.

“”Gostaria que a PEC 65 pudesse ser colocada em votação, para que pudéssemos iniciar a solução de um histórico e gravíssimo problema que diz respeito à Justiça Federal, com a criação da vara exclusiva para Minas Gerais, já que hoje a 1ª da Justiça Federal tem nas demandas de Minas Gerais 42% do total das demandas que ali chegam. Interessa não apenas a Minas Gerais como a todos os outros estados que participam da 1ª Região””, discursou o senador durante sessão da CCJ que discutiu a proposta de autoria do senador Clésio Andrade.

Governo Anastasia: desenvolvimento econômico para o Norte de Minas

Governo Anastasia faz plano diretor para a exploração de gás natural, meta é criar matriz de crescimento no Norte, Noroeste e Alto Parnaíba.

Gás para desenvolver

Estudo mostra que, em 10 anos, produção em Minas pode ser de 37 milhões de metros cúbicos e superar consumo do país hoje, com receita de R$ 4 bi
 

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Com a promessa de levar desenvolvimento econômico e social às regiões pobres do Norte e do Noroeste de Minas Gerais e ao Alto Paranaíba, o gás natural encontrado na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco tem potencial para dar vazão, dentro de 10 anos, a um consumo superior a todo o gás que o Brasil importa hoje da Bolívia. O volume projetado chega a 37 milhões de metros cúbicos por dia, 7 milhões acima da conta de importação do insumo boliviano, conforme estudo encomendado pelo governo do estado à empresa de consultoria e negócios Gas Energy, sediada em Porto Alegre. A estimativa foi feita a partir das informações das empresas envolvidas nos trabalhos de prospecção e de cálculos sobre o crescimento do uso do gás natural na indústria e no comércio, indicando uma receita ao redor de R$ 4 bilhões por ano de toda essa quantidade esperada das reservas mineiras.

Se confirmados os números, Minas passará da condição de importador do gás fornecido pela Petrobras e distribuído no estado pela Companhia de Gás do estado (Gasmig), subsidiária da Cemig, para fornecedor do insumo. Isso, significa, ainda, a possibilidade de diversificação da indústria para segmentos mais nobres em que o gás natural pode ser decisivo, a exemplo de produtos químicos, cerâmica, vidros e alimentos. O estudo consiste num plano diretor para a exploração de gás natural que o governo contratou como a primeira iniciativa para preparar o estado para receber e transformar o gás em riqueza, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Ainda há muito trabalho para mapearmos as reservas de gás e a qualidade do insumo encontrado na Bacia do São Francisco. Se as empresas (que estão conduzindo as pesquisas e prospecções) confirmarem as atuais expectativas, estaremos preparados para enfrentar as necessidades de infraestrutura para produção e distribuição e desenvolver o consumo”, afirmou a secretária, ao apresentar ontem o levantamento. 

Os royalties pela exploração do combustível limpo e rico alcançariam R$ 480 milhões anuais, injetados no Tesouro estadual e nos cofres dos municípios beneficiados pela produção em terra e aqueles localizados na área de influência dos investimentos na extração. A título de comparação, os royalties da atividade de mineração em Minas somaram R$ 788,8 milhões em 2011. O dinheiro é partilhado entre o estado, os municípios mineradores e a União.

Viabilidade A Gas Energy estudou a demanda de gás em Minas e as possibilidades de crescimento do consumo à luz da experiência de outros mercados, mas as estimativas só valem num cenário em que seconfirmarem as perspectivas de exploração viável economicamente do gás e de sua qualidade. Outro pressuposto é que o insumo seja vendido a preços competitivos. Foi usado o padrão de cotações da indústria de gás natural não convencional dos Estados Unidos, de US$ 5 por milhão de BTU (R$ 0,33 por metro cúbico de gás) na boca do poço, ou seja, sem contar os gastos com transporte, em razão de os depósitos já encontrados em Minas se constituírem do mesmo tipo de gás.

Os trabalhos do consórcio Cebasf, do qual o estado detém 49% das ações por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), resultaram no primeiro poço perfurado em Minas que identificou o insumo em depósitos não convencionais. Neles, o gás ocorre em longas extensões de rochas, de baixa porosidade e depende de que sua liberação dos depósitos seja induzida. O presidente do conselho da Gas Energy, Marco Tavares, observou que a necessidade inicial de investimentos na produção de gás não convencional é menor, mas a cada cinco anos novos aportes têm de ser feitos para garantir a produtividade dos poços. Como as jazidas estão distribuídas ao longo de uma área extensa, demandam um contínuo processo de perfuração.

“Se o gás for competitivo, teremos uma indução grande do consumo e a atração de grandes projetos do setor privado”, disse Marco Tavares. O potencial de consumo do gás da parte mineira da Bacia do Velho Chico equivale a mais de 12 meses de vendas da Gasmig no ano passado, de 3 milhões de metros cúbicos de gás. O preço do insumo pago pela companhia à Petrobras é de US$ 10 por milhão de BTU, ou seja o dobro do valor estimado pela Gas Energy na perspectiva de o estado se transformador em produtor do insumo.

Petrobras pesquisa

A Petrobras conclui no fim deste mês o levantamento de dados no poço Pedras, que a estatal começou a perfurar em novembro do ano passado no município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A companhia informou estar, também, negociando junto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um plano de avaliação de descoberta de outro poço no município, batizado de Oséas, onde poderá iniciar nova fase de estudos. As empresas Shell Brasil, que tem a mineradora Vale como parceira, o consórcio Cebasf e a Petra Energia intensificaram os estudos à procura de gás no São Francisco.

secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werrncek, disse, ontem, que até o fim do ano que vem os grupos que se dedicam aos trabalhos de prospecção terão informações mais claras sobre os volumes e a qualidade do gás. Os investimentos na produção do insumo também poderão começar nesse período, mas para um cenário de aproveitamento da riqueza nova para os mineiros, será preciso perfurar cerca de 200 poços por ano. A porção mineira da Bacia do São Francisco está mapeada em 39 blocos em que 12 empresas estão trabalhando.

Link da matéria para assinantes: ttp://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/04/05/interna_economia,31042/gas-para-desenvolver.shtml

Governo Anastasia atrai investimentos para Ribeirão das Neves

Governo Anastasia: Ribeirão das Neves vira polo de geração de empregos – atacadistas e empresas de tecnologia começam a chegar à região.

Investimentos de R$ 1,13 bi começam a mudar a cidade

Conhecido como um dos municípios mais carentes da Grande BH, Ribeirão das Neves atrai empresas interessadas no Vetor Norte e varejistas que já apostam no crescimento da renda
 
Fonte: Paulo Henrique Lobato – Estado de Minas

Grandes áreas verdes ao longo do trecho da BR-040 que corta a cidade de Ribeirão das Neves, uma das mais carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com renda per capita de R$ 483,34 (a média do estado é de R$ 773,41), estão sendo ocupadas por fábricas e galpões, transformando a região numa espécie de minidistrito industrial. Os investimentos previstos pelos novos empreendimentos somam R$ 1,13 bilhão, nos próximos dois anos, com promessa de pelo menos 8,3 mil empregos, entre diretos e indiretos. Os números foram gerados por uma combinação de fatores, como isenção de impostos municipais por 10 anos, doação de grandes terrenos e oferta de farta mão de obra.

A proximidade de Neves com o Anel Rodoviário de BH (40 km) e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (25 km), reforçou o interesse de indústrias. Muitas fixaram faixas nos portões para fisgar trabalhadores. Há empresas que informam na faixa até mesmo o salário inicial e os benefícios oferecidos, como planos médico e odontológico. Por sua vez, gigantes do varejo, entre elas Ricardo Eletro e Drogaria Araújo, já abriram filiais na área urbana, interessadas tanto no salto de emprego previsto quanto no aumento do poder de compra das classes C, D e E. “Nossa economia vai melhorar muito”, propagandeia o prefeito do município, Walace Ventura.

Ele sonha com o dia em que Neves deixará de ser conhecida como município dormitório: “Muita gente não precisa mais procurar emprego em outra cidade”. Uma dessas pessoas é o jovem Estevão Bragança, de 25 anos: “Trabalhava em Belo Horizonte, no comércio. Gastava duas horas e meia para chegar à capital e outras duas horas e meia na volta para casa. Perdia, portanto, cinco horas do dia apenas com transporte. Agora é diferente. Consegui emprego como vigilante numa firma que abriu as portas em Neves há sete meses. O trajeto de casa para o serviço passou a ser de 20 minutos”, comparou o jovem, acrescentando que o mesmo ocorreu com vários amigos dele.

Por enquanto, a cereja do bolo da futura economia do município, de quase 297 mil habitantes, promete ser a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), orçada em US$ 500 milhões – aproximadamente R$ 913,5 milhões – e que deve de gerar quase 300 vagas diretas. O anúncio oficial da fábrica ocorrerá em Brasília, nos próximos dias, numa cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador Antonio Anastasia. No evento, serão revelados os sócios do empreendimento. Especula-se que o grupo EBX, do bilionário Eike Batista, seja um deles. A unidade deve ser inaugurada em dezembro de 2013. Até lá, porém, outras grandes empresas já terão iniciado suas atividades.

PERECÍVEIS A Atende Logística, especializada em alimentos perecíveis, está terminando a construção de seu centro de distribuição no município, que demandou investimento de R$ 90 milhões. O imóvel ocupa uma área de 100 mil metros quadrados e terá como um dos clientes a Brasil Foods (BRF), dona das marcas Sadia, Perdigão, Batavo, Cotochés e Elegê. “São 500 empregos diretos”, revelou o prefeito. O pintor José Barreto Nobre é um dos contratados. “Tenho muitos amigos que estavam desempregados e, com a chegada de indústrias e varejistas à região, conseguiram trabalho. A economia de Neves está mudando”, contou o rapaz enquanto observava uma obra no terreno vizinho.

O movimento observado por Nobre é a construção de uma unidade da Lubribel, empresa do ramo de lubrificantes. A companhia investe R$ 4 milhões no local. Perto de lá, também às margens da BR-040, operários trabalham na terraplenagem do terreno que receberá um centro de distribuição do grupo DMA, controlador dos supermercados Epa, Via Brasil e Mart Plus. O local deve entrar em operação em outubro, depois de investimento de R$ 40 milhões. Pelos cálculos da prefeitura, 540 pessoas devem trabalhar no empreendimento.

O grupo Aliança, proprietário das marcas Apoio Mineiro e Super Nosso, também já viu em Ribeirão das Neves uma ilha de oportunidades. Vai erguer ali dois ‘atacarejos’ – locais destinados a vendas no atacado e no varejo. Um vai ser erguido ao custo de R$ 25 milhões, no distrito de Justinópolis. Outro, orçado em R$ 27 milhões, vai funcionar próximo ao Bairro Porto Seguro.

Prefeito manda recado à Foxconn

“Avise à multinacional que temos uma boa área, com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados, para oferecer (gratuitamente) a eles.” A oferta do prefeito de Ribeirão das Neves, Walace Ventura, tem endereço certo. Foi feita, segundo ele, aos diretores da taiwanesa Foxconn, que pesquisa terrenos na Região Metropolitana de Belo Horizonte para construir uma fábrica de telas e componentes para iPad.A empresa ainda não estimou o número de empregos diretos que devem ser gerados, mas o investimento na fábrica, da ordem de R$ 2,5 bilhões, sinaliza que o número total de vagas será alto.

Várias cidades mineiras disputam o gordo aporte. Nos bastidores, porém, especula-se que o pequeno município de Funilândia, com cerca de 4 mil habitantes e localizado próximo ao aeroporto de Confins, tem maiores chances de receber o investimento. Em outubro de 2011, por exemplo, representantes da Foxconn sobrevoaram a cidade de helicóptero para conhecer algumas áreas.

visita de diretores da taiwanesa a Funilândia não desanima o prefeito de Neves, que já recorreu aos governos do estado e federal. O mesmo, no entanto, fizeram outras cidades.

Independentemente da ida da Foxconn para Neves, a prefeitura anda tem vários problemas para sanar que dificultam, inclusive, a atração de investimentos, como ruas de terra, buracos no asfalto e transporte público precário. 

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/04/05/internas_economia,287272/investimentos-de-r-1-13-bi-comecam-a-mudar-a-cidade.shtml

Governo Anastasia: inovação e tecnologia

Governo Anastasia: inovação e tecnologia – fábrica de placas de silício já tem investidores. Unidade poderá ajudar a formar polo tecnológico

Eike e BNDES poderão ser sócios em fábrica de chip

Fonte: Chico Santos – Valor Econômico

Poderá ser implantada mesmo em Minas Gerais a primeira fábrica brasileira de placas de silício, os chamados “wafers” para a montagem de semicondutores. Embora ainda pendente de anúncio oficial, o grupo carioca EBX, do empresário Eike Batista, e o BNDES chegaram a um acordo para criar a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), que deverá ter também a participação minoritária da WS Consultant, presidida pelo ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer.

Segundo o Valor apurou, no começo da tarde de ontem foi batido o martelo para a construção da fábrica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O anúncio da instalação, sem definição dos investidores, já havia sido feito na semana passada pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). O investimento estimado é de R$ 500 milhões e especialistas calculam que a indústria vai precisar de pelo menos dois anos para entrar em produção.

Se não houver retrocesso no projeto, a construção da fábrica de “wafers” é vista por analistas como, em termos de avanço tecnológico, algo próximo à decisão de construir a Embraer, por volta dos anos 70. A unidade demandará mão de obra sofisticada, favorecendo o surgimento de um polo tecnológico no seu entorno.

Com a produção local das placas de silício ficará mais fácil a instalação de uma unidade de semicondutores no país. A portuguesa Nanium vem há algum tempo negociando um local para construir essa fábrica de semicondutores que o Brasil também não possui até hoje.

O Valor procurou o BNDES e o grupo EBX, mas nenhum dos dois quis falar ontem sobre o assunto. De acordo com uma fonte próxima às negociações, o mais provável é que o grupo de Eike Batista seja majoritário no projeto, cabendo ao BNDES uma participação entre 25% e 30%.

O grupo de Eike Batista já mostrou que quer crescer na área de tecnologia da informação. Ontem foram divulgadas novas informações sobre o acordo anunciado na terça-feira, entre a SIX Automação, subsidiária da SIX Soluções Inteligentes, de Eike com a IBM. A multinacional comprou 20% do capital da SIX Automação. As empresas não revelaram o valor da operação.

Os planos são de atuação conjunta em pesquisa e desenvolvimento em um centro de soluções tecnológicas que será criado na SIX Automação.

O acordo também abrange terceirização de atividades operacionais de TI do grupo EBX com a IBM em valor estimado de US$ 1 bilhão em dez anos. A SIX Automação nasceu da compra da AC Engenharia, em 2011.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2603642/eike-e-bndes-poderao-ser-socios-em-fabrica-de-chip

Governo do PT: cai desempenho da indústria

Produção da indústria brasileira caiu 3,9% em fevereiro sobre igual período de 2011. Mineração foi um dos setores mais afetados em Minas.

Indústria tem pior resultado desde 2009

Governo do PT: indústria tem o menor nível de atividade desde 2009


Produção do setor cai 3,9% em fevereiro, sobre igual mês de 2011, mas mostra melhora sobre janeiro último, com avanço de 1,3% na atividade

produção da indústria brasileira caiu 3,9% em fevereiro sobre igual mês de 2011. Foi a sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde setembro de 2009 (-7,6%), segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado causa preocupação, já que a indústria tem tem peso importante na economia e na geração de empregos. Não é à toa que o governo federal anunciou ontem uma série de medidas para estimular diversos setores do país.

Em relação a janeiro último, porém, a indústria já aponta melhora. A produção industrial brasileira subiu acima do esperado em fevereiro na comparação com janeiro, ao avançar 1,3% e registrar a maior taxa de crescimento desde a alta de 2,2% em fevereiro de 2011, segundo os dados do IBGE. Segundo o economista da Link Investimentos Thiago Carlos, o crescimento da produção de janeiro para fevereiro ficou acima do esperado graças a alguns eventos específicos.

 “Depois de as férias coletivas terem afetado a produção de caminhões e as chuvas em Minas Gerais terem prejudicado a extração de minério de ferro, a recuperação mais forte do que se previa em ambos os segmentos influenciou positivamente os resultados da produção industrial de fevereiro”, disse o economista. Ele afirmou, porém, que ainda não se pode dizer que a indústria brasileira esteja em recuperação, devido aos problemas de competitividade e aos gargalos de infraestrutura.

O dado de janeiro ante dezembro foi revisado de queda de 2,1% para baixa de 1,5%. Na comparação anual, o IBGE também revisou o dado de janeiro, com a queda informada anteriormente, de 3,4%, passando para baixa de 2,9 por cento.

Dos 27 setores pesquisados, 18 apresentaram expansão, com destaque para a maior influência exercida por veículos automotores, com crescimento de 13,1% em fevereiro de 2012, eliminando parte da queda de 31,2% verificada em janeiro último. Já as maiores quedas sobre janeiro veio de máquinas e equipamentos (-4,8%), que interrompeu três meses de taxas positivas que acumularam ganho de 10,6%. Redação, com Reuters

Alcoa: empresa pode promover corte produtivo

Alcoa recebeu apoio do Governo de Minas para construção de depósito de bauxita em Poços de Caldas. Empresa quer reduzir custos de operações.

Alcoa adia decisão sobre corte produtivo no Brasil

Fonte: Valor Econômico

Alcoa anunciou ontem que adiou por 60 dias sua decisão sobre eventual redução na produção das fábricas em Poços de Caldas (MG) e em São Luis (MA). Segundo informou a empresa em nota, ainda não foi encontrada uma solução definitiva para reduzir custos e tornar suas operações mais competitivas no país, mas a empresa “vislumbra potenciais avanços”.

Na última semana, por exemplo, foi assinado um protocolo com o governo de Minas Gerais, que permite que a empresa construa uma área de depósito de resíduos de bauxita em sua unidade de Poços de Caldas. “Essa importante medida permitirá à companhia manter a operação da refinaria de alumina no município”, afirmou no documento. A iniciativa é necessária, pois a área de depósito de resíduos atualmente em operação na cidade já está próxima de seu esgotamento.

Segundo a Alcoa, o novo prazo para a decisão ocorre em resposta à solicitação do Governo Federal, que tem sinalizado uma possível redução dos custos de energia, que exercem forte pressão sobre as operações das empresas do setor de alumínio. O governo estima um prazo de 60 dias para apresentar soluções e evitar impactos na produção da americana no Brasil, segundo informou a companhia.

No início de janeiro, alegando dificuldades para suportar os altos custos operacionais, que se somam ao declínio nos preços do alumínio no mercado internacional, a multinacional americana anunciou corte de 12% da produção mundial, o equivalente a 531 mil toneladas do metal.

“As operações brasileiras ficaram de fora por pouco, mas com uma condição temporária”, afirmou na ocasião ao Valor o presidente da Alcoa para a América Latina e Caribe, Franklin Feder. Assim, a subsidiária na América Latina teria inicialmente até 31 de março para encontrar uma solução para reduzir seus custos no país e tornar suas operações competitivas. Caso contrário, as duas unidades brasileiras da companhia iriam compor uma nova lista de cortes. “A unidade de Poços de Caldas (MG) e uma linha da Alumar, em São Luis (MA), estão em risco”, completou Feder na época.

Ao menos do lado do preço do alumínio, no entanto, as perspectivas para a Alcoa continuam ruins. Em 2011, as cotações internacionais do metal recuaram 19%. Apesar de apresentar recuperação, com valorização de 6,73% desde o início do ano, ontem o alumínio ficou nos US$ 2.126 a tonelada, patamar bem abaixo do piso que o mercado considera competitivo, de US$ 2.500 a tonelada. 

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2601646/alcoa-adia-decisao-sobre-corte-produtivo-no-brasil

Aécio Neves: senador vota a favor dos portadores de deficiência

Aécio Neves: senador cobra que governo federal envie ao Congresso projeto que estenda benefício também para servidores públicos.

Aécio Neves vota a favor de aposentadoria especial para portadores de deficiência

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves cobrou do governo federal envio de proposta que garanta a aposentadoria especial para servidores públicos portadores de deficiência, nos mesmos moldes do projeto aprovado, com seu voto, nesta terça-feira (03/04), pelo Senado Federal, beneficiando trabalhadores do setor privado. O projeto aprovado (PLC 40/2010) permitirá a aposentadoria de homens portadores de deficiência após 30 anos de trabalho e das mulheres, após os 25 anos. Nos casos mais severos, 25 anos de trabalho para homens e de 20 anos para mulheres.

Aécio Neves elogiou a unanimidade de votos do plenário em favor do projeto de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB) e do ex-deputado Leonardo Mattos, ambos de Minas Gerais.

“O projeto apresentado em 2005 é aprovado em um dos raros consensos nessa Casa. Foi aprovado com atraso, mas é um avanço para os trabalhadores do setor privado portadores de deficiência. Cabe agora ao governo, pois é de sua competência exclusiva, encaminhar projeto que estenda esse benefício também para os servidores públicos”, discursou o senador no plenário do Senado.

CSN: siderúrgica pode optar por Belo Vale

Mineração: projeto de proteção ambiental que tramita na Câmara Municipal pode tirar investimento da CSN e de outras mineradoras de Congonhas

CSN arma plano B para hipótese de proteção da serra

Tombamento da Casa de Pedra, em Congonhas, pode ainda afetar a Vale

Fonte: O Tempo

Belo Vale pode ser o destino da usina siderúrgica planejada pela CSN para a cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, segundo fontes ligadas ao projeto. A cidade, de 7.500 habitantes, estaria sendo sondada devido ao impasse político que se desenhou em Congonhas: tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que delimita o tombamento da serra Casa de Pedra, área pretendida pela CSN em seu processo de expansão. O prefeito de Belo Vale, porém, não foi localizado pela reportagem para comentar a informação.

Além de comprometer os planos da CSN de atingir uma produção anual de 100 milhões de toneladas de minério de ferro na cidade até 2015, a eventual aprovação, pela Câmara, do projeto de proteção à serra pode afetar também intenções da Vale na região, segundo a mesma fonte.

Até então, a Vale e outras mineradoras que atuam nas proximidades, como a Ferrous, ficaram à margem do debate público sobre a questão. Procurada para comentar os impactos do tombamento da serra Casa de Pedra, a Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, se limitou a responder que, “atualmente, não existem projetos de expansão aprovados para a região”. Já a Ferrous, também por meio da assessoria, disse que não iria se manifestar.

Pressão. No discurso oficial, a CSN nunca condicionou a aplicação do seu plano de investimentos de R$ 12 bilhões ao veto do projeto que inviabiliza a mineração no local, mas o próprio prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PT), já admite publicamente que a cidade pode deixar de ganhar uma grande injeção de recursos caso o atual projeto seja aprovado pela maioria dos nove vereadores.

A polêmica ganha maior dimensão porque o Ministério Público de Minas Gerais já emitiu um relatório para os vereadores da cidade aconselhando a aprovação do projeto de lei tombando a serra, em razão do acervo espeleológico e das nascentes. O órgão também já declarou que, caso o projeto que protege a serra seja vetado, vai pedir à Unesco que Congonhas perca o título de Patrimônio da Humanidade, já que o cenário que compõe a obra dos 12 profetas de Aleijadinho estaria comprometido. A Prefeitura de Congonhas rechaçou essa possibilidade.

Do outro lado, a CSN apresentou estudo garantindo a sustentabilidade do projeto. Para balizar a votação, marcada para o dia 8 de maio, os vereadores aguardam estudo independente encomendado pela Casa.

Compromisso
Siderurgia teria R$ 8 bilhões

No protocolo de intenções assinado em dezembro de 2007 entre o governo de Minas Gerais e a CSN, o plano de investimentos da siderúrgica era de R$ 9 bilhões para Minas Gerais. Em março de 2011, a empresa reviu seu plano para R$ 15 bilhões, dando maior peso a investimentos em mineração.

Desse total, cerca de R$ 8 bilhões seriam aplicados na construção de uma usina siderúrgica em Congonhas e numa fábrica de aços longos em São Brás do Suaçuí. Em outubro de 2011, a empresa apresentou novo planejamento, com investimentos previstos de R$ 12 bilhões até 2020, e não 2013, como no protocolo inicial.

Não há detalhamento sobre qual percentual desse montante seria destinado à siderúrgica, mas a previsão inicial era de produção de 1 milhão de toneladas de aço por ano.

Por meio de nota, a prefeitura diz que os investimentos vêm sendo exaustivamente negociados e que o projeto industrial terá apoio desde que sejam dadas garantias ambientais. Segundo a nota, 34 contrapartidas sociais foram negociadas pela prefeitura com a empresa e o governo. (PG)

Ibama adia LI da MMX

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) retirou da pauta, ontem, a votação do pedido de Licença de Instalação (LI) do projeto de expansão de Serra Azul, da mineradora MMX.

A votação não aconteceu porque a empresa ainda não conseguiu, do Ibama, uma anuência para supressão de vegetação em área de Mata Atlântica. O pedido de licença deve voltar à pauta do Copam no próximo mês. (PG)

Dívida dos Estados: artigo revela gestão voraz da União

Dívida dos Estados – A “derrama” do século 2 significa a luta do povo brasileiro diante da voracidade dos juros e da correção da dívida pública dos estados.

Derrama do século 21

A renegociação da dívida dos estados com a União é uma questão de Estado, o que a torna imperativa e urgente

Fonte: Artigo de *Bonifácio Mourão -Estado de Minas

Como no século 18, Minas Gerais sai mais uma vez à frente na defesa da autonomia e liberdade do povo dos estados e municípios brasileiros, contra as altas taxas dos juros e da correção da dívida pública, que, com alguma semelhança, caracterizaram a “derrama” contestada pelos inconfidentes. O movimento do século 21, porém, chama-se fortalecimento da Federação brasileira. Mais uma vez, Minas Gerais, por se sentir sufocada pelos juros cobrados de sua dívida contraída em 1988 com a União, não suporta mais sacrificar os investimentos em benefício de seus cidadãos para pagar juros exorbitantes.

O valor nominal da dívida, de R$ 11,8 bilhões, elevou-se para R$ 14,8 bilhões, depois do aditivo. Até dezembro de 2010, Minas pagou R$ 22,5 bilhões. Com correção pelo IGP-DI e juros de 7,5%, o saldo devedor, em 2011, chegou a R$ 58,6 bilhões. Mesmo tendo o pagamento mensal garantido pelo Fundo de Participação dos Estados (FPE), o que torna o estado um tomador sem risco, e considerando as regras atuais de juros e correção, em 2028, prazo final do contrato, o saldo devedor será de R$ 243,3 bilhões, uma elevação de 1.544%.

Nesse contexto, a União precisa, com urgência, reduzir o comprometimento da receita de 13% para 9%, diminuir os juros de 7,5% para 4,5% e mudar o índice de correção, retroativo a 1988, do IGP-DI para IPCA, para que o estado possa sobreviver a essa “derrama” da era contemporânea.
Mesmo sendo um dos quatro estados mais endividados e que paga a maior taxa de juros (7,5% ao ano), Minas não está sozinha nesta situação. São 25, dos 27 estados da Federação, que se veem na penúria, com comprometimento entre 8% e 13% de sua receita líquida real (RLR).

Em novembro de 2011, a Assembleia Legislativa de Minas criou uma Comissão Especial da Dívida Pública, pluripartidária, para estudar o processo de endividamento do estado junto à União e formular uma proposta de renegociação dos contratos em vigor. Quando apresentei um requerimento para que se realizassem reuniões, em cinco estados de cada uma das regiões do país, para discutir o pagamento da dívida, foi uma forma republicana de se obter uma saída para todos os estados, de forma democrática, participativa e consensual.

Como na Inconfidência Mineira, a “derrama” do século 21 pode se tornar um dos mais importantes movimentos sociais da história do país. Significa a luta do povo brasileiro diante da voracidade dos juros e da correção da dívida pública dos estados.

Na época da Inconfidência, o Brasil colônia sofria com os abusos políticos e com a cobrança de altas taxas de impostos. Hoje, os estados caminham na mesma direção, porém são devedores sem riscos e, por essa condição, deveriam receber tratamento especial. É preciso dar aos estados a isonomia dos empréstimos feitos pelo BNDES a empresas privadas e a outros países em que os juros são de no máximo 5,6%.

Três séculos depois, a luta é igual, ou mais importante até, em defesa da governabilidade dos estados, para que não se coloque em risco todo o projeto de nação. O que desejamos é o restabelecimento da República Federativa do Brasil, para que ela possa dar a seus cidadãos melhor qualidade de vida, por meio de uma justa distribuição de seus recursos.

Depois de ser o relator da Constituinte mineira, relatar os trabalhos da Comissão Especial da Dívida Pública da ALMG é a segunda mais importante atuação da minha carreira parlamentar. E ao atingir o objetivo proposto, já terá valido a pena minha contribuição como político e profissional do direito. A renegociação da dívida dos estados com a União é uma questão de Estado, o que a torna imperativa e urgente.

* Bonifácio Mourão – Deputado estadual pelo PSDB, líder do governo e relator da Comissão Especial da Dívida Pública da ALMG

Governo do PT: gestão deficiente das estradas mineiras

 Governo do PT: gestão deficiente  – projetos mal elaborados e pesquisas deficientes não atraem a atenção para  parcerias público-privada.

NÃO TEMOS PEDÁGIO – Nem pistas duplicadas, asfalto adequado, acostamentos, sinalização, socorro…


Com projetos de privatização desatualizados ou parados no TCU, BRs de minas continuam submetendo motoristas a toda sorte de problemas em pistas cada vez piores

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Projetos baseados em informações desatualizadas e pesquisas de qualidade ruim fizeram as concessões de rodovias mineiras pararem nas pranchetas de projetistas, sem seduzir a iniciativa privada, ou serem brecadas pelos tribunais de controle do Poder Executivo. Desde 2007, quando foi iniciada a operação da MG-050, nenhum trecho de estradas de Minas Gerais foi mais ampliado e preparado para ser administrado em sistema de concessão ou por meio de parceria público-privada (PPP). Entre a cobrança e os buracos, os usuários que dependem de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convivem com asfalto deteriorado, falta de sinalização, pistas estreitas e acidentes. Segundo levantamento da autarquia, dos 96 editais lançados para manutenção e projetos entre 2009 e o ano passado, 56 (58,3%) estão parados na burocracia ou sendo contestados na Justiça. Apenas 40 estão em fase de execução (41,7%).

Nesta semana o Ministério do Planejamento divulgou apresentação preparada pela ministra Miriam Belchior para investidores nova-iorquinos interessados no Brasil. Entre os projetos que pretendem atrair dólares destacam-se as concessões das BRs 040 e 116 em Minas Gerais, programadas para o segundo semestre. O que não foi dito aos norte-americanos é que os projetos estão atolados em questionamentos desde 2008, quando foram apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e depois interrompidos.

Enquanto o impasse persiste, a necessidade de obras é grande. As estradas estão entre as três mais mortais de Minas Gerias, perdendo apenas para a BR-381, na saída para Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte. Apenas na 040 e somente em um acidente no trecho não duplicado, em Felixlândia, morreram 15 passageiros de um ônibus que bateu em uma carreta. No ano passado, os dois acidentes com maior número de vítimas no estado ocorreram na mesma estrada, ambos na Região Central: o primeiro, com sete mortos, em Cristiano Otoni, no sentido Rio de Janeiro, e o segundo, com cinco, em Três Marias, a caminho de Brasília.

De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, além das BRs 040 e 116, o mercado tem demonstrado interesse em participar de concorrências para concessões da BR-381, entre a capital e Governador Valadares, da BR-262, de João Monlevade à divisa com o Espírito Santo, e da BR-050, no Triângulo, como uma continuação da Rodovia Anhanguera, que vem de São Paulo. “Os estudos defasados e os projetos acabam inviabilizando a aprovação pelos órgãos fiscais”, indicou a associação. “Sem dúvida, a privatização é o melhor modelo de conservação e administração. O setor público fica na posição de fiscalizar e pode pôr no contrato de concessão exigências de segurança, qualidade e conforto”, avalia o especialista em transporte e trânsito da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues. Quanto às reclamações sobre o pagamento de pedágio, o engenheiro faz uma analogia: “Você prefere beber água suja de graça ou água limpa, pagando?”

Inconsistências comuns barraram por anos no TCU os projetos de concessão das BRs 040 e 116. Ambos tinham estudos de viabilidade econômica defasados, com atraso de 24 meses, segundo os processos. O Relatório de Estudos de Tráfego Preliminares foi baseado em pesquisa realizada por apenas sete dias seguidos, prazo curto para uma simulação que considere vários períodos.

Os 816,7 quilômetros com privatização prevista na BR-116 e os 937 da BR-040 apresentaram inconsistências também no sistema de cálculo da tarifa básica de pedágio, inicialmente de R$ 5,48 e de R$ 2,60, respectivamente. Uma reformulação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), baixou o preço para R$ 5,43 e R$ 2,47, mas mais uma vez as contas não foram aprovadas. O TCU determinou que na BR-040, por exemplo, a cobrança não poderia exceder R$ 2,20.

Técnicos do tribunal não aprovaram ainda os custos apresentados para ampliar e adequar as duas vias para a concessão. Não passaram pelo crivo do tribunal as obras de terraplanagem, obras de arte especiais, sistema de drenagem, adequação de sinalização dos padrões de segurança, faixa de domínio e iluminação. “A resposta da ANTT não contemplou os detalhes, critérios ou justificativas possíveis de demonstrar a estimativa de recursos prevista.” No primeiro ano seriam investidos para a BR-040 R$ 200,46 milhões, e R$ 100,4 milhões para a 116.

A ANTT informou que aguarda decisão do TCU sobre os processos. O tribunal informou que técnicos da agência estão trabalhando com os da corte para suprir as inconsistências. Procurado, o Dnit não se pronunciou sobre o assunto.

Ponto crítico
A privatização é solução para as estradas?

José Natan Emídio Neto
Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros

EM TERMOS

Pedágio não pode passar de R$ 1,50 por eixo, porque pesa demais nos custos e tira o lucro dos caminhoneiros. Do Tocantins para baixo, o Brasil aguenta pagar pedágio em um nível desses, pois compensa e pode melhorar as condições de rodagem. Agora, aqui em Minas Gerais só o pedágio da Fernão Dias (BR-381) é que vale a pena. Nos outros, o prejuízo é muito grande. E há  casos em que nem o pedágio ajuda. Para a Rodovia da Morte (BR-381), por exemplo, não dá para esperar duplicação e pedágio. Ali tem de ser uma recuperação rápida.
Moacyr Duarte
Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias

SIM

O preço compensa. É calculado sobre o movimento e é assim em todo o mundo. As pessoas sentem esse impacto onde não havia pedágio, mas depois percebem que vale a pena. Os caminhoneiros desgastam menos os pneus, o combustível rende mais, o tempo de viagem é menor e a segurança de uma via ampliada e bem sinalizada é muito melhor. É uma questão de foco: como cada empresa cuida da sua rodovia, pode fazer isso de forma muito melhor. O Estado não tem essa flexibilidade, não garante agilidade de socorros médico e mecânico.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/gerais/2012/04/03/interna_gerais,30807/nao-temos-pedagio-nem-pistas-duplicadas-asfalto-adequado-acostamentos-sinalizacao-socorro.shtml

CVM conclui que não houve mudança no controle da Usiminas

Usiminas não fará oferta a minoritários que podem recorrer à Justiça para garantir direitos.


SIDERURGIA

Previ, maior fundo de pensão do Brasil, vai avaliar se busca seus direitos na Justiça

Fonte: Denise Carvalho – Brasil Econômico

grupo Techint está livre de ter de pagar o “tag along” para os acionistas minoritários da siderúrgica mineira Usiminas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o regulador do mercado de capitais, concluiu que não houve mudança de controle ou modificação na predominância de novo grupo controlador na operação em que a Techint ingressou no capital da companhia. Desse modo, a autarquia afastou a hipótese de incidência da oferta pública de aquisição (OPA), o que levaria à realização de “tag along”.

Parecer da CVM afirma que não houve mudança no controle acionário da siderúrgica mineira

Esse mecanismo é uma proteção aos acionistas minoritários detentores de ações ordinárias (que dão direito a voto) que garante o pagamento do preço mínimo de 80% do valor pago por ação ou lote de ações em caso de venda de empresa. Na compra de 25,97% do capital votante da siderúrgica que pertencia à Camargo Corrêa e à Votorantim e da fatia de 1,69% da Caixa dos Empregados da Usiminas (CEU), o grupo Techint pagou cerca de R$ 5 bilhões, o equivalente a R$ 36 por ação.

No argumento, a CVM destacou que o Novo Acordo de Acionistas, ao manter, na essência, os mesmos mecanismos e princípios de governança do acordo original, não dará à Techint o direito de eleger a maioria dos membros do conselho de administração e dos administradores. A Previ, maior fundo de pensão do país, que apresentou o pedido de avaliação à CVM pelo pagamento do “tag along”, avaliará se vai buscar seus direitos no Tribunal de Justiça.

Cemig tem lucro recorde em 2011 e investe em gás

Governo de Minas: Cemig trabalha para para ampliar atuação da Gasmig, empresa também está de olho na expansão do setor hoteleiro.

Cemig planeja fornecer gás natural para residências


Companhia de energia de Minas Gerais teve lucro recorde de R$ 2,4 bilhões no ano passado

Fonte: Gabriel Ferreira – Brasil Econômico

Mesmo tendo batido alguns recordes em 2011, os executivos da Cemig esperam dar novo fôlego aos negócios nos próximos anos. Os diretores da empresa esperam que a subsidiária de exploração e venda de gás natural, a Gasmig, tenha importância cada vez maior a partir de 2012.

Atualmente, apenas clientes industriais têm acesso ao produto. Em breve, os 807 quilômetros da rede de distribuição de gás da empresa devem começar a atender também consumidores residenciais.

Empresa investirá em exploração para atender também à demanda de novos clientes do setor hoteleiro

Além das residências, a Cemig também iniciou obras para atender aos hotéis da região de Poços de Caldas, no interior mineiro. “Hoje só não temos presença forte nesses segmentos porque nossa produção ainda não tem capacidade para atendê-los plenamente”, afirma Luiz Fernando Rolla, diretor financeiro e de relações com os investidores da Cemig.

Para contornar o problema, a empresa vai aumentar os investimento em exploração. No ano passado, o volume investido nessa área foi de R$ 1 milhão. Para 2012, a expectativa é que o valor destinado à exploração chegue a R$ 15 milhões. Em 2011, o volume de gás natural vendido pela Cemig cresceu cerca de 11% em relação ao ano anterior.

Resultados

Não foi só o setor de gás natural que teve um bom crescimento em 2011 para a Cemig. O lucro líquido da empresa chegou aos R$ 2,4 bilhões, valor nunca antes atingido e 7% maior que o de 2010. O volume de vendas, superior aos 70 mil gigawatts-hora também foi recorde, com crescimento de 6%. “Os números são ainda mais expressivos quando pensamos que 2010 já havia sido um ano muito bom para nós”, diz Rolla.

Aécio Neves: senador apoia candidatura própria do PSDB no Rio

Aécio Neves: senador vai participar do lançamento da candidatura do deputado federal Otávio Leite à prefeitura do Rio.

PSDB lança candidato próprio no Rio

Fonte:  Raymundo Costa – Valor Econômico

Há 12 anos fora do governo estadual e sem nunca ter eleito um prefeito do Rio de Janeiro, o PSDB decidiu fazer a aposta de candidatura própria na cidade, nas eleições municipais de 2012. Trata-se do deputado federal Otávio Leite, escolhido pela executiva nacional do partido para uma missão considerada quase impossível: tornar competitivo os tucanos numa disputa entre dois grandes e tradicionais conglomerados políticos. A candidatura de Leite foi decidida pela executiva nacional do PSDB, contrariando outras correntes locais do partido.

O primeiro conglomerado, considerado favorito, é formado pela dupla pemedebista Sérgio Cabral (governador) e Eduardo Paes (atual prefeito) e o PT, à frente de uma coligação de 19 partidos. O núcleo do outro conglomerado é político-familiar, constituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, hoje no PR, e o três vezes ex-prefeito Cesar Maia, hoje no DEM, depois de trafegar do PMDB ao PDT e PTB. Rodrigo, filho de Maia será o cabeça da chapa. Clarissa, filha de Garotinho e Rosinha (também ex-governadora), a candidata a vice-prefeito.

O próprio Leite foi da juventude pedetista, na eleição disputada por Brizola a presidente em 1989. Afilhado do presidente Juscelino Kubitschek, autor do projeto que tornou obrigatório o registro do programa de governo dos candidatos a presidente, Otávio Leite contará com a presença de renomados tucanos em sua campanha para tentar abrir passagem entre a candidatura favorita de Eduardo Paes, o prefeito candidato à reeleição, e a de Rodrigo Maia. Ele deve lançar a candidatura no dia 20 com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da dupla rival tucana Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Visto em retrospecto, o apoio dos caciques tucanos ainda pode ser considerado pouco para o tamanho da empreitada. Desde o restabelecimento das eleições diretas nos três níveis do Executivo (em 1982 para os governos estaduais e em 1985 para os municipais), apenas dois candidatos do PSDB passaram bem pelas urnas do Rio: ex-governador Marcello Alencar, eleito em 1994 pela legenda, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, tendo como abre-alas o Plano Real. Alencar era um tucano saído do brizolismo.

Com breves intervalos, como Moreira Franco, eleito para o governo estadual em 1986, desde o restabelecimento das diretas os palácios do Rio de Janeiro sempre tiveram como inquilino um antigo correligionário de Leonel Brizola, eleito em 1982 – Brizola voltou em 1990, depois do intervalo Moreira Franco, foi sucedido por Marcello Alencar e, na sequência, por Anthony Garotinho (1998), sua mulher, Rosinha Matheus (2002), até a chegada do grupo que hoje controla o PMDB do Rio com forte influência no PMDB nacional.

FHC ganhou a reeleição no primeiro turno, em 1998, mas perdeu para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio. Em 2002, com Serra, o PSDB foi ao fundo do poço, com pouco mais de 360 mil votos. À época havia um nome regional e competitivo na disputa presidencial – justamente Garotinho, que dividiu com Lula a maior fatia do eleitorado carioca.

Terceiro e quarto maiores colégios eleitorais do país, respectivamente, Rio de Janeiro e Salvador são duas cidades em que o PSDB é muito vulnerável, portanto, são posições que a cúpula tucana julga necessário reforçar, se quiser manter vivo o projeto de reconquistar a Presidência da República. A Executiva recomendou que os caciques prestigiem os candidatos no maior número possível de capitais e grandes cidades, o que não é tarefa fácil: Serra estará empenhado na própria eleição, enquanto Aécio Neves precisa assegurar para os tucanos os maiores colégios eleitorais mineiros, se não quiser comprometer seu projeto presidencial de 2014.

A aposta de Otávio Leite é que o eleitorado esteja cansado do que chama de “mexicanização da política do Rio”. Num primeiro momento, com o desmembramento do brizolismo- Marcello Alencar, Garotinho, Cesar Maia e o ex-prefeito Saturnino Braga – e agora o “cabralismo”, núcleo constituído pelo PMDB desde que Sérgio Cabral era presidente da Assembleia Legislativa. Ele conta – ou sonha – com o ingrediente nacional, a polarização entre PT e PSDB, na cidade que ainda hoje guarda ares de capital da República.

O candidato tem currículo modesto, mas vencedor: vereador logo na primeira eleição que disputou, ampliou progressivamente seu eleitorado até 2006, quando teve mais de 90 mil votos para deputado federal. Foi eleito vice-prefeito de Cesar Maia, em 2004, mas em 2010 não passou dos 86 mil votos, novamente, para deputado federal. Agora está empenhado em aprovar uma emenda que julga bem do gosto do carioca: proibir a antecipação de feriados. Leite acha que a antecipação da comemoração do dia do servidor público, nas últimas eleições, aumentou em cerca de oito pontos a abstenção na Zona Sul do Rio, onde supõe se situar o maior foco de oposição à “mexicanização da política do Rio”.

Anastasia: governador anuncia nova fase do Choque de Gestão

Antonio Anastasia anuncia Gestão para Cidadania e traça metas para 2012 com foco nas políticas sociais e foco na redução da pobreza. 

“Choque social” metas

Fonte: O Tempo

Com foco nas políticas sociais, o governador Antonio Anastasia (PSDB) lançou ontem, na Cidade Administrativa, as metas do governo do Estado para 2012, como parte da terceira fase do chamado Choque de Gestão. A todo instante, durante o evento, Anastasia reafirmou a importância de um governo voltado ao atendimento do cidadão no qual seja ele o protagonista.

O pacote é mais uma demonstração de que os gestores tucanos estão preocupados em vincular a imagem do partido a programas sociais e participativos, caráter historicamente associado às plataformas petistas.

“Faremos um trabalho conjunto em prol das metas do governo, contando e querendo uma participação crescente da população, com a melhoria de vida do mineiro”, declarou o governador. Ele ressaltou que, apesar de “o quadro atual não ser confortável” do ponto de vista das finanças, é preciso ser criativo para desenvolver as políticas públicas de atendimento.

Batizado de Gestão para a Cidadania, o programa traz dez pontos considerados prioritários para este ano e foca num modelo social de governo. Entre as metas, estão a redução da pobreza e da desigualdade, o direito à moradia, melhorias em saúde, educação e cultura, além da ampliação da infraestrutura dos serviços públicos.

O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, chegou a comparar o plano de metas ao Orçamento Participativo. “Nosso projeto é mais do que o OP, vai além. Ele quer traçar a discussão do caminho que a sociedade quer tratar no futuro. São as escolhas da população”, explicou.

O funcionalismo, no entanto, acabou ficando esquecido na nova plataforma. O plano não cita concessões de reajustes salariais para os servidores do Estado.

Questionado sobre o fato, Anastasia afirmou que essa questão já foi resolvida no ano passado. “Foi aprovada a lei que fixa parâmetros de reajustes dos servidores para os próximos anos”.

Foco. O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, entende que o fato de as gestões tucanas priorizarem a redistribuição de renda não é novo. “Sempre foi nosso foco. Essa é a matriz da social-democracia, sempre teve esse foco e vamos continuar dessa forma. Esse plano de metas mostra isso”, disse.

Já Tadeu Guimarães salientou que o governo estadual nunca deixou de lado as políticas sociais. “O social sempre foi tratado pelo Choque de Gestão. Agora, o que diferencia é trazer o cidadão para criar a questão social também”, completou.

Prioridade

Copa. Entre as metas anunciadas pelo governo, estão projetos voltados à Copa do Mundo de 2014. Além da entrega das obras do Independência e do Mineirão, serão criados o guia do turista e uma agenda cultural em Minas.

Governador vai discutir a dívida na Câmara

O governador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem que, no próximo dia 19, irá à Câmara dos Deputados para debater a dívida dos Estados com a União. O encontro, que terá a participação de governadores de outros Estados em situação semelhante, faz parte da negociação conduzida pelo grupo de deputados criado na Casa para tratar do tema.

Anteontem, Anastasia se reuniu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “A questão da dívida é nacional. Tudo dependerá de uma decisão nacional, dentro da necessidade de rever indicadores, que, se, antes, eram adequados, agora, não são mais, e o fluxo de pagamento está onerando muito os Estados”, ressaltou.  Atualmente, a dívida de Minas com o governo federal passa de R$ 60 bilhões. (IL)

Promessa
Anel sairá do papel neste ano

Na semana seguinte ao feriado da Semana Santa, a presidente Dilma Rousseff deverá vir a Belo Horizonte para autorizar a abertura da licitação para as obras de revitalização do Anel Rodoviário da capital. O anúncio foi feito ontem, pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicos (Setop), Carlos Melles (DEM).

O secretário explicou que, como o projeto do Anel foi uma das plataformas de campanha de Antonio Anastasia em 2010, vem sendo empreendido um esforço do governo pela sua viabilização.

“O projeto Executivo para a obra já está pronto. No dia 14 de março, ele foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem)”, disse Melles, completando: “Ele está praticamente pronto e só aguarda análise do órgão para a assinatura do termo de compromisso para o início das obra, que sai do papel até o fim do ano”.

De acordo com o democrata, o projeto, orçado em R$ 17 milhões, foi desenvolvido em parceria pela Setop e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Metrô. Enquanto a reforma do Anel pode se confirmar em breve, outro clamor antigo da população, a expansão do metrô da capital, só deve ter andamento em 2013. Segundo Anastasia será lançado, em breve, o edital de contratação para a realização da sondagem da topografia da área. Porém, a parceria com a empresa privada só deve ser firmada no ano que vem.

Já Melles disse que não há má vontade do governo de Minas, mas uma “dependência do governo federal”. (IL)

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199640,OTE&IdCanal=1

Aécio Neves: senador diz que oposição vai mostrar o Brasil real

Aécio Neves: líder da oposição endurece tom de críticas contra o governo do PT. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, protestou.

Aécio Neves afirma que oposição do governo vai mostrar o Brasil real

“O governo está absolutamente paralisado. 15 meses se passaram e nenhuma reforma estruturante chegou a esta Casa. As grandes obras e projetos estão com seus prazos já vencidos”, diz Aécio

 Aécio Neves: líder da oposição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez duras críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff durante discurso, nesta quarta-feira (28/03), no Senado. Aécio Neves disse que, vencido o primeiro ano de gestão da presidente, o governo não realizou as mudanças prometidas aos brasileiros e não possui um projeto para o país.

O senador afirmou que, em lugar de uma gestora implacável, a presidente tem se mostrado incapaz de dar soluções aos problemas que o Brasil vive em todos os setores. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, afirmou Aécio Neves.

“O país não tem projeto. Responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso. Multiplicam-se números, multiplicam-se promessas, a maioria delas impossíveis de serem cumpridas. O governo perdeu a capacidade de propor, assim como já havia perdido o compromisso com o diálogo democrático. Impõe a estados e municípios cada vez mais obrigações, ignorando as dificuldades por que passam”, disse o senador em seu discurso.

Em entrevista, Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que a oposição vai mostrar o Brasil real à sociedade brasileira. Ele destacou que as promessas feitas em campanha pela presidente serão comparadas às realizações de sua gestão periodicamente, dando início a uma nova estratégia da oposição

“Todo governo tem uma carência. Essa carência terminou. Nós, da oposição, não apenas do PSDB, mas do Democratas, do PPS e outros senadores e parlamentares que fazem oposição, vamos inaugurar uma nova fase, da cobrança. A fase onde vamos colocar, de um lado, as promessas e os compromissos do governo, e de outro, a realidade. O governo está absolutamente paralisado. Paralisado do ponto de vista das iniciativas políticas – 15 meses se passaram e nenhuma reforma estruturante chegou a esta Casa –, e do ponto de vista administrativo – as grandes obras e projetos estão com seus prazos já vencidos e muitos deles sem qualquer planejamento em relação a quando vai terminar. Vamos mostrar o país real”, afirmou.

Ex-governador de Minas, o senador destacou que não há maior desperdício de dinheiro público do que uma obra inacabada ou paralisada.

“Não existe maior desperdício de dinheiro público, maior acinte para com a população, do que uma obra inacabada. Uma obra iniciada sem planejamento, sem financiamento, porque seus benefícios jamais existirão. Mas os recursos ali alocados estarão perdidos. Vamos, mensalmente, apresentar os resultados do PAC, o andamento das principais obras e os resultados das políticas sociais. O que hoje avança no Brasil, e avança de forma muito vigorosa, é a propaganda oficial”, observou.

Economia

O senador Aécio Neves voltou a alertar para o fraco desempenho da economia brasileira, em especial no setor industrial. E afirmou que não há como aceitar mais a propaganda do governo federal.

“Não dá mais para aceitarmos a propaganda oficial de que estamos vivendo em um país das maravilhas. O Brasil foi o país que menos cresceu em toda a América do Sul. O processo de desindustrialização é grave, isso durará anos e essa sim é a herança maldita que o governo do PT vai deixar para o Brasil, o retorno aos idos da década de 1950, quando éramos simplesmente exportadores de commodities, de matérias-primas. Nós, que já tivemos na composição do nosso PIB, 26% de contribuição da indústria, de manufaturados, hoje não chega a 15% essa participação”, disse.

Cancelamento UPPs

Aécio Neves informou também o envio de requerimento ao Ministério da Justiça pedindo explicações para o cancelamento da implantação de 218 de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em Minas Gerais. As unidades foram prometidas pelo governo federal em 2010.

“Simplesmente anuncia-se o cancelamento do programa. E o que vai se colocar no lugar? E os estados que esperavam essa parceria com o governo federal? Na segurança pública, o que o governo vem cometendo é uma irresponsabilidade com o país. O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário (Funpen) têm sido, há vários anos, em todo o período do governo do PT, contingenciados ao final de cada ano. Com isso, os estados não planejam a sua segurança com participação de investimentos federais. E no final do ano esses recursos são distribuídos de forma muito pouco republicana”, afirmou.

Governo Anastasia: Gasmig em expansão

Governo Anastasia: Gasmig – O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás.

Gasmig avança plano de interiorização

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Os primeiros caminhões com gás natural para abastecer empresas no interior de Minas Gerais devem começar a rodar no início do segundo semestre. O combustível será fornecido pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) que hoje atende a apenas cerca de 30 cidades do Estado por meio de sua rede de gasodutos.

O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás. Nenhuma delas terá gasoduto na porta de seus consumidores. O gás será transportado, compactado ou liquefeito, em caminhões-tanque.

A iniciativa faz parte do esforço da Gasmig de ampliar a base de clientes. Além da interiorização, a empresa faz campanha para convencer os mineiros a converterem seus carros para usar gás natural veicular (GNV). E,com atraso, vai passar a vender gás encanado para residências. É a última das grandes empresas de gás do país ainda sem gás residencial.

Hoje, mais 90% dos consumidores do combustível são clientes industriais. No ano passado, ela conseguiu evitar dos efeitos da desaceleração do setor manufatureiro que afeta Minas e todo o Brasil por causa da entrada em operação de um gasoduto que passou a abastecer o Vale do Aço, onde empresas como ArcelorMittal, Usiminas e Cenibra. Com isso, a Gasmig aumentou em 52% do volume vendido (batendo o recorde de 1 bilhão de metros cúbicos por ano) em 2011 e aumentou em 31% do faturamento (batendo também a marca do R$ 1 bilhão). Este ano, sem nenhum outro novo sendo inaugurado, a previsão é que o faturamento cresça entre 5% a 6%.

Os clientes da Gasmig estão concentrados na região do Vale do Aço (que já representa 41% do gás vendido por ela) e na região metropolitana de Belo Horizonte (45%). “O projeto de levar o gás para outras cidades é importante para que possamos abrir novas fronteiras e atender a esse mercado no interior de Minas Gerais que ainda não tem a opção do gás”, diz Noman, que está há pouco mais de um ano no comando da Gasmig. Antes, foi por duas vezes secretário de governo durante os mandatos de Aécio Neves.

Gasmig é uma sociedade anônima controlada direta e indiretamente pelo Estado de Minas: a estatal de energia Cemig detém 55,2% das ações; a Petrobras Gás (Gaspetro); 40%, o Estado de Minas; 4,38%; e o município de Belo Horizonte, 0,43%.

Todo o gás vem do Rio de Janeiro. A Cemig é uma das empresas que faz prospecções em busca de gás no vale do Rio São Francisco.

Noman diz que já tem estimativas sobre o tamanho da demanda não atendida por gás no Estado. “Mapeamos o mercado de indústrias que querem gás. Eu já tenho hoje mapeado quase 1 milhão de metros cúbicos por dia de demanda não atendida”, disse Noman. É quase um terço do que a Gasmig pretende comercializar este ano: 3,4 milhões de metros cúbicos por dia, ante os 2,9 milhões de metros cúbicos do ano passado.

As primeiras cidades a receberem gás natural por caminhão prometido para o segundo semestre são Ipatinga e Governador Valadares e em seguida Pouso Alegre, segundo Noman. Em Montes Claros, cidade mais norte de Minas que tem atraído investimentos e novas fábricas, o combustível, segundo o executivo, deve chegar no fim do ano ou no início de 2013.

“Vamos abastecer essas primeiras quatro cidades primeiramente com gás comprimido (GNC) ou com gás liquefeito (GNL) comprado de Paulínia (SP)”, informou Noman. “Depende de quem ganhar a concorrência que já está aberta. Estou contratando uma empresa para comprimir, transportar e me entregar o gás lá para que eu o coloque na rede.”

Segundo o executivo, transportar gás por caminhão poderá ser uma fórmula temporária no processo de interiorização. “Depois que essa demanda [no interior] for toda testada, quando tiver postos com GNV, residências consumindo, esse mercado começa a crescer e aí viabiliza um gasoduto.”

Mas antes disso, há questões ainda em aberto. Onde a Gasmig descomprimirá o GNC ou onde regaseificará uma eventual carga de GNL? Noman não dá detalhes. Diz apenas que esses não são processos complexos, que a empresa está em fase de obter licenças para futuras instalações. Diz também que o modelo a ser implementado ainda será apresentado aos acionistas. Noman afirmou ainda que não tem claro quanto custará a empresa o transporte de gás para o interior nessa primeira fase. Os R$ 100 milhões reservados para investimento este ano cobrirão obras com gás de rua em Belo Horizonte e com pequenos ramais dos 800 km de gasoduto da empresa.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2590680/gasmig-avanca-plano-de-interiorizacao


Aécio Neves: artigo do senador ganha comentário de João Leite

Aécio Neves: senador – para o deputado estadual do PSDB, ex-governador de Minas reafirmou em artigo compromisso com a transformação do país.

 

Senador Aécio Neves e o futuro 

Senador Aécio Neves fala da necessidade de se investir em ciência e inovação

Artigo do deputado estadual João Leite (PSDB-MG)

O artigo do senador Aécio Neves, na edição desta segunda-feira na Folha São Paulo, surge num momento oportuno e ao mesmo tempo preocupante para o futuro do país.

Infelizmente, há anos, o que se constata é uma diferença grande de ritmos de crescimento entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Enquanto a Índia, por exemplo, é a segunda economia que mais avança no mundo, acumulando crescimentos anuais de até 8%, o Brasil segue no dilema dos cortes de investimentos públicos para terminar os anos, ao menos, acima do vexame de taxas de desaceleração da economia.

E quando se olha para a mesma Índia, nos dias de hoje, se vê rapidamente o que a difere do Brasil: o país asiático está avançando para se transformar num novo polo de conhecimento e inovação tecnológica do mundo.

Esta diferença visível entre Brasil e Índia, além de remeter ao artigo de ontem do senador Aécio Neves, também remete ao discurso e às ações referentes à tecnologia, pesquisa científica e inovação que ele colocou em prática ao se tornar governador de Minas Gerais em 2003.

Mais do que o alerta que ele já fazia àquela época – de que o mundo iria se dividir entre os países que produziam o conhecimento e os que dependiam dele -, Aécio Neves foi o primeiro governador a cumprir a Constituição Mineira e determinou a aplicação de no mínimo 1% da receita líquida do ICMS em pesquisas científicas via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Ao contrário dos cortes no âmbito federal, em Minas Gerais, nos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, os investimentos em pesquisa científica, via Fapemig, aumentaram 11 vezes de 2003 a 2011, chegando a R$ 300 milhões/ano.

A preocupação do senador Aécio Neves em investir em tecnologia e conhecimento também trouxe frutos para a saúde de Minas Gerais e até do Brasil. Um exemplo foi a transformação da Fundação Ezequiel Dias (Funed) em um dos mais importantes laboratórios públicos do país.

Fruto do investimento no trabalho de seus pesquisadores, a Funed elevou o Brasil ao grupo seleto de países que produz o Tenofovir, medicamento usado por portadores do vírus da AIDS. No ano passado, o laboratório público do Governo de Minas entregou ao Ministério da Saúde 28 milhões de comprimidos do medicamento que beneficiaram 30 mil pacientes em todo o país.

Também foi o laboratório mineiro que garantiu que 100% da demanda do Ministério da Saúde por vacina contra a meningite C fosse atendida. A Funed repassou seis milhões de doses para aplicar em crianças de até dois anos de idade.

E no momento em que o governo federal anuncia novos cortes em pesquisa científica, o Governo de Minas mantém sua diretriz em sentido contrário. Desta vez, envolvendo também o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), ao criar uma linha de financiamento de R$ 100 milhões para empresas inovadoras que cresceram com o apoio da Fapemig e se preparam para alçar voos mais ousados no mercado da produção científica e da inovação tecnológica.

Com esta medida, Minas Gerais é o primeiro estado no Brasil a criar um aporte financeiro capaz de dar fôlego financeiro às empresas que, em um primeiro momento, eram apenas “boas ideias”.

Assim como já alertava e realizava ações efetivas e concretas à frente do Governo de Minas há nove anos, no seu artigo da Folha S. Paulo, o senador Aécio Neves reafirma o seu compromisso com a transformação e o avanço do país. Pena que esse compromisso não seja partilhado por mais gente.

Aécio Neves: senador quer mudança no ICMS

Aécio Neves: senador defende a promoção de mudanças no ICMS: “Tem que vir com compensação” – disse senador e ex-governador de Minas Gerais.

Senador Aécio Neves: mudança no ICMS tem que vir com compensação

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: seandor

O Senador Aécio Neves defende que se promova alterações na legislação de ICMS do país, mas salienta que os estados não podem ter perdas de receita sem que se garanta a eles outras fontes de recursos. O senador Aécio Neves aponta como saída que parte do pagamento da dívida dos estados com a União volte para os estados para serem investidos em áreas específicas, como educação, saúde ou infraestrutura. Uma reforma tributária, na avaliação do senador, seria a melhor forma de se equacionar essa questão do ICMS, mas o senador Aécio Neves não vê disposição do governo federal em realizá-la. Os projetos que estão tramitando no Congresso que tratam do ICMS, principal imposto dos governos estaduais, alerta o senador Aécio, podem comprometer as finanças dos estados, hoje já enfraquecidos com redução de receita e aumento de despesas e responsabilidades. Ele acredita que em se abrindo a renegociação da dívida com os estados, o retorno para eles de fatia do pagamento, pode evitar maior desequilíbrio das contas estaduais.

PSDB Minas tem novo portal

Com destaque para mídias sociais, Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a interagir com a modernas ferramentas online.

PSDB-MG lança novo portal e amplia interação na WEB

O PSDB de Minas Gerais lança, a partir desta segunda-feira (26/03), novo portal na internet que integra, em um só espaço, as ações do partido e dos secretariados PSDB Mulher, PSDB Jovem, PSDB Sindical e da seção mineira do Instituto Teotônio Vilela (ITV-MG).

O novo portal (www.psdb-mg.org.br) forma uma grande rede de comunicação que tem como objetivo divulgar as atividades dos tucanos em Minas e aproximar o partido de suas bases em todo o Estado, de forma ágil e contemporânea.

Com destaque para as mídias sociais, o Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a usar e interagir com as mais modernas ferramentas de comunicação da atualidade, como os blogs, o Twitter, o Facebook, Youtube e Flickr.

Para levar as informações do partido a todos os cantos de Minas, o PSDB criou uma Central de Blogs em que reúne páginas de todos os municípios mineiros, onde o partido tem representatividade, seja com um diretório ou comissão provisória. Os blogs vão mostrar ideias e as ações desenvolvidas em suas cidades. Atualmente, o PSDB está presente em 827 dos 853 municípios de Minas

O Portal do PSDB-MG mostra a trajetória do partido em Minas e no país e traz a biografia dos 21 parlamentares eleitos pelo partido, do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, integrando o portal às páginas pessoais de cada um deles.

Também estão disponíveis a lista com os nomes de todos os 155 prefeitos e 137 vices-prefeitos tucanos eleitos, além dos representantes dos diretórios e das comissões provisórias em cada município mineiro.

Mais interação

Pelo portal, os membros dos diretórios municipais poderão ter acesso a documentos oficiais e informações sobre legislação eleitoral. Ainda podem entrar em contato diretamente, por email, com a Secretaria do partido e com os setores Jurídico e Financeiro.

As enquetes são uma novidade do novo Portal do PSDB-MG para promover maior interação com a sociedade. Serão disponibilizadas periodicamente com temas diferenciados para avaliar o posicionamento dos mineiros em relação aos grandes temas nacionais.

Por meio do Fale Conosco, os usuários podem mandar sugestões ou pedir informações diretamente para o setor responsável.

Simpatizantes do PSDB também podem solicitar a pré-filiação ao partido por meio do portal. Na seção Filie-se, ele preenche um formulário com todos os dados que são enviados ao partido. Em seguida, um representante do Diretório Estadual fará o contato com o interessado para que os procedimentos legais sejam adotados e a filiação formalizada.

Mais notícias

O portal também será uma referência na difusão das ações desenvolvidas pelos tucanos mineiros. Por meio da Agência de Notícias serão divulgadas informações oficiais, notícias, artigos, entrevistas, vídeos, fotos, boletins de rádio e newsletters relacionados aos parlamentares eleitos pelo partido, ao Governo de Minas, administrado pelo governador Antonio Anastasia, e também às ações das prefeituras tucanas.

O Portal do PSDB-MG será a principal ferramenta dos profissionais de imprensa que terão acesso a todo o material informativo produzido pelo partido e que poderá ser republicado em seus meios de comunicação.

 Acompanhe o PSDB-MG na WEB

Portal PSDB –  http://www.psdb-mg.org.br
@psdbmg
PSDB MG – https://www.facebook.com/pages/PSDB-MG/184630004955946
PSDB-MG – http://www.youtube.com/user/PSDBMG
PSDBMinasGerais – http://www.flickr.com/photos/psdbminasgerais/

Aécio Neves: senador defende a inovação, ciência e tecnologia

Aécio Neves: senador em artigo comenta manifesto em favor da inovação e tecnologia. Aécio critica Governo Dilma por cortar verbas do setor.

Futuro

Aécio Neves

Fonte: Opinião – Folha de S.Paulo

A comunidade científica e lideranças empresariais se reuniram para divulgar, dias atrás, um alerta à nação. “Em Defesa da Ciência, da Tecnologia e da Inovação” é o título do manifesto. Trata-se de protesto público, clamoroso, contra os sistemáticos cortes que o governo federal vem impondo à área de pesquisa, no que diz respeito ao orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O documento denuncia ainda que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vêm sofrendo contingenciamentos regulares. Em outras palavras: ou são congelados ou são dirigidos para outras áreas. “O desenvolvimento científico e tecnológico do país não pode ser comprometido”, diz o documento.

Não pedem muito os signatários. Apelam à presidente Dilma que restabeleça a proposta original, de R$ 6,7 bilhões para o orçamento de 2012 do ministério (o corte decretado chega a R$ 1,5 bilhão) e que preserve os recursos do FNDCT. O que setores importantes da sociedade reivindicam é que o governo perceba a gravidade da ameaça que paira sobre o país.

Governos responsáveis precisam estar comprometidos com o amanhã. A responsabilidade de uma administração não se limita ao período para o qual um governo foi eleito.

Todo governante precisa considerar o futuro como parte dos seus compromissos. Ele não nasce do acaso. Bases seguras para o desenvolvimento não se restringem a investimentos em infraestrutura. É fundamental o investimento em capital humano. Inovação é o novo nome do nosso tempo.

Subscrevem a petição tanto a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), quanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as federações estaduais de Bahia, Minas, Paraná, Rio e São Paulo, assim como a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e a Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec).

Está claro, portanto, que não se trata da defesa de vantagens corporativas, mas, sim, de uma questão de amplo interesse nacional. A indústria assumiu essa posição porque entende a importância da pesquisa científica e da criatividade no ambiente altamente competitivo de uma economia globalizada. Pesquisadores se mobilizam em torno dessa cobrança porque sabem que a tecnologia e o conhecimento são a porta de entrada no novo mundo que se organiza.

Ao cortar verbas do setor, o governo Dilma ignora a dimensão do desafio que se apresenta para o país e o esforço heroico de brasileiros e instituições em que a inteligência e a imaginação teimam em resistir. Resistem em nome do Brasil que somos e do Brasil que ousamos querer ser.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/33463-futuro.shtml

Aécio Neves: líder da oposição visita o Acre

Aécio Neves: lider da oposição – No Acre senador critica ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional.

Senador cobrou uma política de investimentos específica para a região

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participou de encontro com lideranças políticas no estado do Acre, nesta quinta-feira (22/03). Segundo Aécio, o Acre e a região da Amazônia merecem uma política dirigida de investimentos por parte do governo federal.

Aécio Neves criticou a ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional. O senador também destacou a omissão do governo federal nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

“Temos que deixar claro aquilo que nos diferencia daqueles que estão no governo. O que o governo federal pode fazer na questão da saúde, na qual vem se omitindo, na área de segurança, sobretudo na questão das fronteiras, como está a educação pública no País, assim como as obras de infraestrutura necessárias a um vigoroso projeto de desenvolvimento do País”, disse.

O senador Aécio enfatizou que o Acre e a região Norte merecem atenção especial dos brasileiros. Segundo ele, essa percepção o acompanha há 27 anos, quando esteve no estado ao lado do seu avô Tancredo Neves.

“Estive aqui, há 27 anos, na companhia do meu avô, Tancredo Neves, então candidato à Presidência pelo Colégio Eleitoral. Lembro de um comício que aqui fizemos, desde aquele momento percebia a atenção especial que essa região precisava ter e ainda não teve. Tenho tido o privilégio de conviver no Congresso com parlamentares que têm me ensinado cada dia mais sobre o Acre e sobre a região. O deputado Márcio Bittar, meu companheiro de partido, meu colega, senador Sérgio Petecão, o companheiro Tião Bocalon. Enfim, uma série de companheiros que têm dito sobre a importância de estar no Acre não só para falar sobre o Brasil e ouvir o que os companheiros da região.”

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves: Choque de Gestão e a pesquisa do IPEA

Aécio Neves: Choque de Gestão é consagrado em pesquisa realizada pelo IPEA. Minas bate o Brasil de estados do Sudeste na redução da pobreza

Recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão da Presidência da República, apontou que Minas Gerais, estado governado pelo hoje senador Aécio Neves entre 2003 e 2010, promoveu significativa redução da população considerada em extrema pobreza, superando as médias nacional e da região Sudeste.

Em 2001, 9% da população mineira estava nesta situação, índice reduzido para 3% em 2009. Uma queda bem superior à da região Sudeste – de 5,6% para 2,3% – e à do Brasil, 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Em 2010, último ano do senador Aécio Neves como governador, Minas já havia conseguido antecipar várias metas estipuladas pela ONU dentro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que têm a proposta de reduzir a pobreza extrema pela metade até 2015 e tornar o mundo mais solidário e mais justo.

De acordo com o estudo da ONU, realizado com dados do IPEA de 2008, Minas reduziu a proporção de pessoas pobres de 53,5%, em 1991, para 25% do total da população, em 2008. A meta prevista para 2015 era de 26,8%.

Aécio Neves: Choque de Gestão

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram pactuados em 2000 e preveem, não só erradicar a extrema pobreza e a fome, mas oferecer educação básica de qualidade a todos, reduzir a mortalidade infantil e melhorar a saúde materna, entre outras metas.

O cumprimento antecipado das metas da ONU para erradicar a pobreza em Minas é resultado do novo ordenamento administrativo do Estado, implantado pelo senador Aécio Neves com o Choque de Gestão. O conjunto de medidas emergenciais adotado em 2003 para recuperar as finanças do Estado, promoveu a retomada do crescimento da economia de Minas e importantes avanços na área social. O inovador modelo de gestão de Aécio Neves, hoje copiado em vários estados brasileiros e reconhecido pelos organismos internacionais de fomento, garantiu maior eficiência na aplicação dos recursos públicos e serviços de melhor qualidade à população.

O resultado do Choque de Gestão de Aécio Neves são investimentos recorde em várias áreas de governo como infraestrutura das estradas, saneamento, educação, saúde e segurança pública, resultando em avanços sociais históricos conquistados nos últimos anos.

Aécio Neves: biografia

Aécio Neves: biografia – muitos não sabem, que o senador assumiu, interinamente, a presidência da república quando foi presidente da Câmara.

Aécio Neves: Biografia

Talvez alguns brasileiros não se lembrem, mas o senador Aécio Neves já foi, oficialmente, presidente da República. A biografia de Aécio Neves é marcada por grandes realizações em Minas Gerais, Aécio Neves assumiu interinamente a Presidência, aos 41 anos, trazendo um grande benefício para os mineiros.

Era 26 de junho de 2001, quando Aécio Neves, então presidente da Câmara dos Deputados, ocupou o mais importante cargo do país, durante viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso e do vice-presidente Marco Maciel à Bolívia.

Em um dos seus atos, Aécio Neves incluiu os municípios do Vale do Mucuri na área mineira da Sudene, abrindo a eles o acesso a verbas e programas de desenvolvimento econômico e social.

Posteriormente, como governador de Minas Gerais, Aécio Neves dedicou atenção especial aos municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que fazem parte do semiárido mineiro. Criou uma secretaria especialmente para cuidar dessas regiões e promoveu, com grandes investimentos nas áreas social e de infraestrutura.

Dez anos depois de assumir a Presidência da República interinamente, Aécio Neves conseguiu, no Senado, a inclusão de municípios do Vale do Mucuri e Norte de Minas que integram a Área Mineira da Sudene na Medida Provisória (MP) 540, do governo federal, que assegura incentivos fiscais a empresas e indústrias na região.

Aécio Neves na verdade corrigiu uma injustiça a esses municípios do semiárido mineiro já que eles haviam ficado de fora dos benefícios fiscais concedidos pela MP. A medida garantia os incentivos apenas aos municípios da extinta Sudene e, com isso, ficavam de fora aqueles municípios incluídos em seu ato como presidente interino. Mais um feito de sua biografia política que os mineiros agradecem.

Fonte: Site Aécio Neves Senador

Link: http://www.aecioneves.net.br/biografia/

Governo de Minas e FIEMG apresentam infraestrutura do Estado a Boeing

Governo de Minas e Boeing podem firmar parcerias. Gigante americana identifica empresas que podem participar da cadeia de suprimentos.

Boeing em fase de aproximação

Entre as concorrentes na licitação de pelo menos US$ 4 bilhões do programa FX-2, do Ministério da Defesa, a gigante americana Boeingfabricante do F-18 Super Hornet – inicia hoje a prospeção de empresas mineiras para integrar a cadeia de mais de 22 mil fornecedores em todo o mundo. Até quinta-feira, uma equipe de nove profissionais da fabricante de aeronaves vai visitar 12 empresas mapeadas previamente pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do estado.

“São principalmente empresas do setor metalmecânico e algumas na área de materiais”, afirma osuperintendente de desenvolvimento empresarial da Fiemg, Sérgio Lourenço. Durante encontro com o empresariado mineiro realizado ontem na sede da federação, a Boeing apresentou seu interesse em firmar parcerias locais. “O nosso foco está na identificação de oportunidades e verificação de competências como forma de integrar a indústria brasileira à cadeia de fornecedores de suprimentos”, afirmou o gerente de desenvolvimento da multinacional, Brian Beyrouty.

A licitação do governo brasileiro prevê a compra de 36 caças para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Entre as exigências que as concorrentes devem atender está a manutenção de conteúdo nacional dos caças e transferência de tecnologia. Por isso a importância de buscar empresas brasileiras com potencial para atender a demanda. “As fabricantes precisam ter um trabalho próativo de mapeamento como forma de fortalecer sua posição no processo de negociação com o governo”, pondera Lourenço.

Foi exatamente o que o consórcio Rafale International, formado pelas companhias francesas Dassault Aviation, Thales e Snecma, fez há quase um ano, quando assinou acordos com empresas mineiras e com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o treinamento de pessoal e transferência de tecnologia aeronáutica. A disputa ainda inclui a Sueca Saab, fabricante do Gripen NG.

Infraestrutura Durante o encontro, o governo mineiro foi convidado para apresentar aos executivos da Boeing a infraestrutura que será construída no Vetor Norte da capital nos próximos 30 anos, além do potencial econômico da região. “Infraestrutura e política de desenvolvimento do setor são fundamentais, caso contrário, só a iniciativa privada não mobiliza esse processo e não cria esse ambiente de negócio”, pondera Lourenço.

Na ocasião, o superintendente de projetos especiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Danilo Colares, apresentou o projeto de expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e de instalação do centro de tecnologia e capacitação aeroespacial, em Lagoa Santa. “É uma relação (com a Boeing) que tende a se consolidar. Temos muita esperança em firmar parceria com a empresa”, afirma Danilo. A estimativa é de que a região receba investimentos de US$ 32 bilhões até 2040.

Fonte: Estado de Minas

Link: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/03/20/interna_economia,29111/boeing-em-fase-de-aproximacao.shtml

Governo Anastasia tem novo secretário de Defesa Social

Governo Anastasia: gestão da pública – Rômulo Ferraz assume com a responsabilidade de melhorar as condições de segurança em Minas.

Posse com cobranças

Ao assumir Secretaria de Defesa Social, o procurador Rômulo Ferraz recebeu a missão de frear o crescimento da criminalidade em Minas. E foi avisado pelo governador que a pasta é complexa

Com a licença aprovada pelo MP, Rômulo Ferraz aceitou convite de Anastasia para comandar a segurança

novo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, foi empossado na tarde de ontem e, durante a solenidade, não faltaram cobranças e desafios apontados pelas principais autoridades da segurança pública que participaram do evento. A redução dos índices de criminalidade, o aumento das vagas nos presídios mineiros e uma integração mais eficiente entre as instituições que cuidam da segurança no estado foram algumas das demandas apontadas em discursos e nas primeiras conversas com o novo secretário. A prioridade, reforçada por Rômulo Ferraz em seu discurso de posse, será diminuir os números da violência em Minas, principalmente crimes violentos.

“Quando aceitei o convite do governador Anastasia, tracei um planejamento para um período de dois anos e meio, que é o próprio mandato do governador. Desde 2003, os índices de violência sofreram uma queda gradual e no ano passado eles saíram dessa vertente de queda. Então a prioridade no momento é criar todas as condições de segurança para trabalharmos rapidamente em cima da redução dos índices. Vamos sentar com os comandos das polícias para avaliar essa situação do ponto de vista técnico”, disse Rômulo, depois da cerimônia de posse.

chefe da Polícia Civil de Minas, Jairo Lellis Filho, ressaltou que as conversas com o governo estadual são positivas, mas que ainda existem vários setores da segurança pública que precisam de novos investimentos e ele espera se encontrar em breve com o novo secretário. “Temos um concurso em andamento, com previsão de contratação de novos delegados e escrivães. Espero que dentro de poucos dias possamos estar novamente com a equipe do governador para conversar, não só sobre colocar gente nova dentro da academia, mas também um novo concurso. Temos necessidades de outros concursos, novas viaturas, unidades, reparos físicos em construções. Pela segurança, vamos continuar batendo às portas do governo. Chegou o momento em que precisamos de mais pessoal”, cobrou Lellis.

Já a defensora pública-geral de Minas Gerais, Andréa Tonet, espera manter um diálogo constante com o novo secretário e pediu mais espaço para o trabalho dos defensores dentro dos presídios. “Nossos pedidos se referem ao sistema prisional, onde temos grande atuação, e o canal direto é a Secretaria de Defesa Social, que comanda as penitenciárias. O que queremos é um espaço maior para trabalhar dentro das unidades, com acesso mais franco dos profissionais para exercer sua função. Tenho certeza de que com Rômulo o trabalho vai ser mais fácil, porque antes de tudo vejo nele um humanista preocupado com os problemas sociais”, disse Andréa.

governador Antonio Anastasia (PSDB), que já passou pelo cargo durante o governo de Aécio Neves (PSDB), também ressaltou a complexidade da secretaria e a grande demanda e desafios que serão enfrentadas por Rômulo. “É uma pasta complexa e  em que não faltarão cobranças, mas imprescindível para a sociedade. Sei muito bem disso por experiência própria”, afirmou Anastasia. O governador aproveitou a oportunidade para cobrar mais apoio do governo federal para a segurança pública, reforçando que o trabalho deve ser integrado entre União e os estados para que os resultados sejam melhores. “Lamentamos uma certa omissão da esfera federal com a área da segurança, que não vem de agora, mas é antiga, talvez desde a Constituição de 1988, ou até antes. Em certas ações, um trabalho amplo é fundamental para esse setor, e não depende somente dos estados”, cobrou Anastasia.

Despedida

Coube ao ex-secretário Lafayette Andrada abrir a solenidade de posse de seu sucessor. Em discurso, ele exaltou as principais ações do governo durante sua gestão e avaliou os maiores desafios enfrentados durante os 14 meses que esteve no comando da segurança. Ele ainda apontou alguns problemas a serem enfrentados nos próximos anos, como a superlotação das cadeias, hoje com 48 mil presos ocupando 30 mil vagas. Ele recebeu os cumprimentos do governador Antonio Augusto Anastasia depois de agradecer o apoio.

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