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Alcoa: empresa pode promover corte produtivo


Alcoa recebeu apoio do Governo de Minas para construção de depósito de bauxita em Poços de Caldas. Empresa quer reduzir custos de operações.

Alcoa adia decisão sobre corte produtivo no Brasil

Fonte: Valor Econômico

Alcoa anunciou ontem que adiou por 60 dias sua decisão sobre eventual redução na produção das fábricas em Poços de Caldas (MG) e em São Luis (MA). Segundo informou a empresa em nota, ainda não foi encontrada uma solução definitiva para reduzir custos e tornar suas operações mais competitivas no país, mas a empresa “vislumbra potenciais avanços”.

Na última semana, por exemplo, foi assinado um protocolo com o governo de Minas Gerais, que permite que a empresa construa uma área de depósito de resíduos de bauxita em sua unidade de Poços de Caldas. “Essa importante medida permitirá à companhia manter a operação da refinaria de alumina no município”, afirmou no documento. A iniciativa é necessária, pois a área de depósito de resíduos atualmente em operação na cidade já está próxima de seu esgotamento.

Segundo a Alcoa, o novo prazo para a decisão ocorre em resposta à solicitação do Governo Federal, que tem sinalizado uma possível redução dos custos de energia, que exercem forte pressão sobre as operações das empresas do setor de alumínio. O governo estima um prazo de 60 dias para apresentar soluções e evitar impactos na produção da americana no Brasil, segundo informou a companhia.

No início de janeiro, alegando dificuldades para suportar os altos custos operacionais, que se somam ao declínio nos preços do alumínio no mercado internacional, a multinacional americana anunciou corte de 12% da produção mundial, o equivalente a 531 mil toneladas do metal.

“As operações brasileiras ficaram de fora por pouco, mas com uma condição temporária”, afirmou na ocasião ao Valor o presidente da Alcoa para a América Latina e Caribe, Franklin Feder. Assim, a subsidiária na América Latina teria inicialmente até 31 de março para encontrar uma solução para reduzir seus custos no país e tornar suas operações competitivas. Caso contrário, as duas unidades brasileiras da companhia iriam compor uma nova lista de cortes. “A unidade de Poços de Caldas (MG) e uma linha da Alumar, em São Luis (MA), estão em risco”, completou Feder na época.

Ao menos do lado do preço do alumínio, no entanto, as perspectivas para a Alcoa continuam ruins. Em 2011, as cotações internacionais do metal recuaram 19%. Apesar de apresentar recuperação, com valorização de 6,73% desde o início do ano, ontem o alumínio ficou nos US$ 2.126 a tonelada, patamar bem abaixo do piso que o mercado considera competitivo, de US$ 2.500 a tonelada. 

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2601646/alcoa-adia-decisao-sobre-corte-produtivo-no-brasil

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