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Governo Anastasia: Epamig estimula produção de azeite

 A Epamig  em 2004 estimulou o plantio de oliveiras.  Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas.

Azeite de oliva ganha força no reino do café

 

Fonte: Marcos de Moura e Souza | De Maria da Fé (MG) – Valor Econômico

Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.

Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan.

“Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora”, diz Luiz da Costa. “Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria.” A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto – o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.
No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina – que prensa 100 quilos por hora – funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.

Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.

Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios – 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.

Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.

Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado.

“O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia”, diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a ? 100, diz ele.

No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro – e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.

Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.

Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. “Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques”, diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar.

“Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio”, diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira “A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus.Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig“, diz Cavalini.

Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. “Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco “. Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: “É uma realidade na região e é um negócio promissor.”

Link da matéria:  http://www.valor.com.br/empresas/2606028/azeite-de-oliva-ganha-forca-no-reino-do-cafe

Choque de Gestão: trabalho de Aécio Neves é reconhecido pelo Banco Mundial

O Choque de Gestão de Aécio Neves, que inovou a gestão pública em Minas Gerais, ganha reconhecimento do Banco Mundial, por sua eficiência.

aecio neves: choque de gestão

O Choque de Gestão de Aécio Neves promoveu, também, a recuperação das contas públicas, combateu o desperdício e trouxe serviços de melhor qualidade à população mineira.

Referência hoje no país, o Choque de Gestão de Aécio Neves foi elogiado pelo diretor do Banco Mundial, John Briscoe.

“Em 2002, Minas Gerais era um dos sete Estados brasileiros que não havia respeitado os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e possuía uma dívida consolidada e um gasto com pessoal que consumiam, respectivamente, 275% e 66% da receita corrente líquida do Estado. Eleito naquele ano, o governador Aécio Neves firmou o propósito de colocar o Estado de volta no caminho do crescimento e da sustentabilidade por meio do plano mineiro de desenvolvimento integrado, ou simplesmente programa Choque de Gestão.”

As medidas inovadoras do Choque de Gestão de Aécio Neves recuperou a credibilidade internacional do Estado que, após uma década, realizou contratou novos financiamentos externos. O Banco Mundial foi a primeira instituição parceira do Governo de Minas. John Briscoe disse mais:

“Chamado a participar da primeira geração do Choque de Gestão de Aécio Neves, o Banco Mundial atendeu ao pedido do governo mineiro com um empréstimo para políticas de desenvolvimento de US$ 170 milhões, que visava apoiar a estabilidade fiscal, a reforma do setor público e o aprimoramento do setor privado. Iniciava-se aí uma parceria resoluta entre Minas Gerais e o Banco Mundial. Os resultados da primeira fase de reformas foram cruciais para levar adiante a economia mineira, atraindo investimentos privados, melhorando a qualidade dos serviços públicos prestados à população e criando um ambiente político estável, que resultou na reeleição de Aécio Neves.”.

Governo Anastasia: desenvolvimento econômico para o Norte de Minas

Governo Anastasia faz plano diretor para a exploração de gás natural, meta é criar matriz de crescimento no Norte, Noroeste e Alto Parnaíba.

Gás para desenvolver

Estudo mostra que, em 10 anos, produção em Minas pode ser de 37 milhões de metros cúbicos e superar consumo do país hoje, com receita de R$ 4 bi
 

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Com a promessa de levar desenvolvimento econômico e social às regiões pobres do Norte e do Noroeste de Minas Gerais e ao Alto Paranaíba, o gás natural encontrado na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco tem potencial para dar vazão, dentro de 10 anos, a um consumo superior a todo o gás que o Brasil importa hoje da Bolívia. O volume projetado chega a 37 milhões de metros cúbicos por dia, 7 milhões acima da conta de importação do insumo boliviano, conforme estudo encomendado pelo governo do estado à empresa de consultoria e negócios Gas Energy, sediada em Porto Alegre. A estimativa foi feita a partir das informações das empresas envolvidas nos trabalhos de prospecção e de cálculos sobre o crescimento do uso do gás natural na indústria e no comércio, indicando uma receita ao redor de R$ 4 bilhões por ano de toda essa quantidade esperada das reservas mineiras.

Se confirmados os números, Minas passará da condição de importador do gás fornecido pela Petrobras e distribuído no estado pela Companhia de Gás do estado (Gasmig), subsidiária da Cemig, para fornecedor do insumo. Isso, significa, ainda, a possibilidade de diversificação da indústria para segmentos mais nobres em que o gás natural pode ser decisivo, a exemplo de produtos químicos, cerâmica, vidros e alimentos. O estudo consiste num plano diretor para a exploração de gás natural que o governo contratou como a primeira iniciativa para preparar o estado para receber e transformar o gás em riqueza, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Ainda há muito trabalho para mapearmos as reservas de gás e a qualidade do insumo encontrado na Bacia do São Francisco. Se as empresas (que estão conduzindo as pesquisas e prospecções) confirmarem as atuais expectativas, estaremos preparados para enfrentar as necessidades de infraestrutura para produção e distribuição e desenvolver o consumo”, afirmou a secretária, ao apresentar ontem o levantamento. 

Os royalties pela exploração do combustível limpo e rico alcançariam R$ 480 milhões anuais, injetados no Tesouro estadual e nos cofres dos municípios beneficiados pela produção em terra e aqueles localizados na área de influência dos investimentos na extração. A título de comparação, os royalties da atividade de mineração em Minas somaram R$ 788,8 milhões em 2011. O dinheiro é partilhado entre o estado, os municípios mineradores e a União.

Viabilidade A Gas Energy estudou a demanda de gás em Minas e as possibilidades de crescimento do consumo à luz da experiência de outros mercados, mas as estimativas só valem num cenário em que seconfirmarem as perspectivas de exploração viável economicamente do gás e de sua qualidade. Outro pressuposto é que o insumo seja vendido a preços competitivos. Foi usado o padrão de cotações da indústria de gás natural não convencional dos Estados Unidos, de US$ 5 por milhão de BTU (R$ 0,33 por metro cúbico de gás) na boca do poço, ou seja, sem contar os gastos com transporte, em razão de os depósitos já encontrados em Minas se constituírem do mesmo tipo de gás.

Os trabalhos do consórcio Cebasf, do qual o estado detém 49% das ações por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), resultaram no primeiro poço perfurado em Minas que identificou o insumo em depósitos não convencionais. Neles, o gás ocorre em longas extensões de rochas, de baixa porosidade e depende de que sua liberação dos depósitos seja induzida. O presidente do conselho da Gas Energy, Marco Tavares, observou que a necessidade inicial de investimentos na produção de gás não convencional é menor, mas a cada cinco anos novos aportes têm de ser feitos para garantir a produtividade dos poços. Como as jazidas estão distribuídas ao longo de uma área extensa, demandam um contínuo processo de perfuração.

“Se o gás for competitivo, teremos uma indução grande do consumo e a atração de grandes projetos do setor privado”, disse Marco Tavares. O potencial de consumo do gás da parte mineira da Bacia do Velho Chico equivale a mais de 12 meses de vendas da Gasmig no ano passado, de 3 milhões de metros cúbicos de gás. O preço do insumo pago pela companhia à Petrobras é de US$ 10 por milhão de BTU, ou seja o dobro do valor estimado pela Gas Energy na perspectiva de o estado se transformador em produtor do insumo.

Petrobras pesquisa

A Petrobras conclui no fim deste mês o levantamento de dados no poço Pedras, que a estatal começou a perfurar em novembro do ano passado no município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A companhia informou estar, também, negociando junto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um plano de avaliação de descoberta de outro poço no município, batizado de Oséas, onde poderá iniciar nova fase de estudos. As empresas Shell Brasil, que tem a mineradora Vale como parceira, o consórcio Cebasf e a Petra Energia intensificaram os estudos à procura de gás no São Francisco.

secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werrncek, disse, ontem, que até o fim do ano que vem os grupos que se dedicam aos trabalhos de prospecção terão informações mais claras sobre os volumes e a qualidade do gás. Os investimentos na produção do insumo também poderão começar nesse período, mas para um cenário de aproveitamento da riqueza nova para os mineiros, será preciso perfurar cerca de 200 poços por ano. A porção mineira da Bacia do São Francisco está mapeada em 39 blocos em que 12 empresas estão trabalhando.

Link da matéria para assinantes: ttp://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/04/05/interna_economia,31042/gas-para-desenvolver.shtml

Governo Anastasia atrai investimentos para Ribeirão das Neves

Governo Anastasia: Ribeirão das Neves vira polo de geração de empregos – atacadistas e empresas de tecnologia começam a chegar à região.

Investimentos de R$ 1,13 bi começam a mudar a cidade

Conhecido como um dos municípios mais carentes da Grande BH, Ribeirão das Neves atrai empresas interessadas no Vetor Norte e varejistas que já apostam no crescimento da renda
 
Fonte: Paulo Henrique Lobato – Estado de Minas

Grandes áreas verdes ao longo do trecho da BR-040 que corta a cidade de Ribeirão das Neves, uma das mais carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com renda per capita de R$ 483,34 (a média do estado é de R$ 773,41), estão sendo ocupadas por fábricas e galpões, transformando a região numa espécie de minidistrito industrial. Os investimentos previstos pelos novos empreendimentos somam R$ 1,13 bilhão, nos próximos dois anos, com promessa de pelo menos 8,3 mil empregos, entre diretos e indiretos. Os números foram gerados por uma combinação de fatores, como isenção de impostos municipais por 10 anos, doação de grandes terrenos e oferta de farta mão de obra.

A proximidade de Neves com o Anel Rodoviário de BH (40 km) e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (25 km), reforçou o interesse de indústrias. Muitas fixaram faixas nos portões para fisgar trabalhadores. Há empresas que informam na faixa até mesmo o salário inicial e os benefícios oferecidos, como planos médico e odontológico. Por sua vez, gigantes do varejo, entre elas Ricardo Eletro e Drogaria Araújo, já abriram filiais na área urbana, interessadas tanto no salto de emprego previsto quanto no aumento do poder de compra das classes C, D e E. “Nossa economia vai melhorar muito”, propagandeia o prefeito do município, Walace Ventura.

Ele sonha com o dia em que Neves deixará de ser conhecida como município dormitório: “Muita gente não precisa mais procurar emprego em outra cidade”. Uma dessas pessoas é o jovem Estevão Bragança, de 25 anos: “Trabalhava em Belo Horizonte, no comércio. Gastava duas horas e meia para chegar à capital e outras duas horas e meia na volta para casa. Perdia, portanto, cinco horas do dia apenas com transporte. Agora é diferente. Consegui emprego como vigilante numa firma que abriu as portas em Neves há sete meses. O trajeto de casa para o serviço passou a ser de 20 minutos”, comparou o jovem, acrescentando que o mesmo ocorreu com vários amigos dele.

Por enquanto, a cereja do bolo da futura economia do município, de quase 297 mil habitantes, promete ser a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), orçada em US$ 500 milhões – aproximadamente R$ 913,5 milhões – e que deve de gerar quase 300 vagas diretas. O anúncio oficial da fábrica ocorrerá em Brasília, nos próximos dias, numa cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff e do governador Antonio Anastasia. No evento, serão revelados os sócios do empreendimento. Especula-se que o grupo EBX, do bilionário Eike Batista, seja um deles. A unidade deve ser inaugurada em dezembro de 2013. Até lá, porém, outras grandes empresas já terão iniciado suas atividades.

PERECÍVEIS A Atende Logística, especializada em alimentos perecíveis, está terminando a construção de seu centro de distribuição no município, que demandou investimento de R$ 90 milhões. O imóvel ocupa uma área de 100 mil metros quadrados e terá como um dos clientes a Brasil Foods (BRF), dona das marcas Sadia, Perdigão, Batavo, Cotochés e Elegê. “São 500 empregos diretos”, revelou o prefeito. O pintor José Barreto Nobre é um dos contratados. “Tenho muitos amigos que estavam desempregados e, com a chegada de indústrias e varejistas à região, conseguiram trabalho. A economia de Neves está mudando”, contou o rapaz enquanto observava uma obra no terreno vizinho.

O movimento observado por Nobre é a construção de uma unidade da Lubribel, empresa do ramo de lubrificantes. A companhia investe R$ 4 milhões no local. Perto de lá, também às margens da BR-040, operários trabalham na terraplenagem do terreno que receberá um centro de distribuição do grupo DMA, controlador dos supermercados Epa, Via Brasil e Mart Plus. O local deve entrar em operação em outubro, depois de investimento de R$ 40 milhões. Pelos cálculos da prefeitura, 540 pessoas devem trabalhar no empreendimento.

O grupo Aliança, proprietário das marcas Apoio Mineiro e Super Nosso, também já viu em Ribeirão das Neves uma ilha de oportunidades. Vai erguer ali dois ‘atacarejos’ – locais destinados a vendas no atacado e no varejo. Um vai ser erguido ao custo de R$ 25 milhões, no distrito de Justinópolis. Outro, orçado em R$ 27 milhões, vai funcionar próximo ao Bairro Porto Seguro.

Prefeito manda recado à Foxconn

“Avise à multinacional que temos uma boa área, com cerca de 1,5 milhão de metros quadrados, para oferecer (gratuitamente) a eles.” A oferta do prefeito de Ribeirão das Neves, Walace Ventura, tem endereço certo. Foi feita, segundo ele, aos diretores da taiwanesa Foxconn, que pesquisa terrenos na Região Metropolitana de Belo Horizonte para construir uma fábrica de telas e componentes para iPad.A empresa ainda não estimou o número de empregos diretos que devem ser gerados, mas o investimento na fábrica, da ordem de R$ 2,5 bilhões, sinaliza que o número total de vagas será alto.

Várias cidades mineiras disputam o gordo aporte. Nos bastidores, porém, especula-se que o pequeno município de Funilândia, com cerca de 4 mil habitantes e localizado próximo ao aeroporto de Confins, tem maiores chances de receber o investimento. Em outubro de 2011, por exemplo, representantes da Foxconn sobrevoaram a cidade de helicóptero para conhecer algumas áreas.

visita de diretores da taiwanesa a Funilândia não desanima o prefeito de Neves, que já recorreu aos governos do estado e federal. O mesmo, no entanto, fizeram outras cidades.

Independentemente da ida da Foxconn para Neves, a prefeitura anda tem vários problemas para sanar que dificultam, inclusive, a atração de investimentos, como ruas de terra, buracos no asfalto e transporte público precário. 

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/04/05/internas_economia,287272/investimentos-de-r-1-13-bi-comecam-a-mudar-a-cidade.shtml

Governo Anastasia: inovação e tecnologia

Governo Anastasia: inovação e tecnologia – fábrica de placas de silício já tem investidores. Unidade poderá ajudar a formar polo tecnológico

Eike e BNDES poderão ser sócios em fábrica de chip

Fonte: Chico Santos – Valor Econômico

Poderá ser implantada mesmo em Minas Gerais a primeira fábrica brasileira de placas de silício, os chamados “wafers” para a montagem de semicondutores. Embora ainda pendente de anúncio oficial, o grupo carioca EBX, do empresário Eike Batista, e o BNDES chegaram a um acordo para criar a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), que deverá ter também a participação minoritária da WS Consultant, presidida pelo ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer.

Segundo o Valor apurou, no começo da tarde de ontem foi batido o martelo para a construção da fábrica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O anúncio da instalação, sem definição dos investidores, já havia sido feito na semana passada pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). O investimento estimado é de R$ 500 milhões e especialistas calculam que a indústria vai precisar de pelo menos dois anos para entrar em produção.

Se não houver retrocesso no projeto, a construção da fábrica de “wafers” é vista por analistas como, em termos de avanço tecnológico, algo próximo à decisão de construir a Embraer, por volta dos anos 70. A unidade demandará mão de obra sofisticada, favorecendo o surgimento de um polo tecnológico no seu entorno.

Com a produção local das placas de silício ficará mais fácil a instalação de uma unidade de semicondutores no país. A portuguesa Nanium vem há algum tempo negociando um local para construir essa fábrica de semicondutores que o Brasil também não possui até hoje.

O Valor procurou o BNDES e o grupo EBX, mas nenhum dos dois quis falar ontem sobre o assunto. De acordo com uma fonte próxima às negociações, o mais provável é que o grupo de Eike Batista seja majoritário no projeto, cabendo ao BNDES uma participação entre 25% e 30%.

O grupo de Eike Batista já mostrou que quer crescer na área de tecnologia da informação. Ontem foram divulgadas novas informações sobre o acordo anunciado na terça-feira, entre a SIX Automação, subsidiária da SIX Soluções Inteligentes, de Eike com a IBM. A multinacional comprou 20% do capital da SIX Automação. As empresas não revelaram o valor da operação.

Os planos são de atuação conjunta em pesquisa e desenvolvimento em um centro de soluções tecnológicas que será criado na SIX Automação.

O acordo também abrange terceirização de atividades operacionais de TI do grupo EBX com a IBM em valor estimado de US$ 1 bilhão em dez anos. A SIX Automação nasceu da compra da AC Engenharia, em 2011.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2603642/eike-e-bndes-poderao-ser-socios-em-fabrica-de-chip

Governo do PT: cai desempenho da indústria

Produção da indústria brasileira caiu 3,9% em fevereiro sobre igual período de 2011. Mineração foi um dos setores mais afetados em Minas.

Indústria tem pior resultado desde 2009

Governo do PT: indústria tem o menor nível de atividade desde 2009


Produção do setor cai 3,9% em fevereiro, sobre igual mês de 2011, mas mostra melhora sobre janeiro último, com avanço de 1,3% na atividade

produção da indústria brasileira caiu 3,9% em fevereiro sobre igual mês de 2011. Foi a sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde setembro de 2009 (-7,6%), segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado causa preocupação, já que a indústria tem tem peso importante na economia e na geração de empregos. Não é à toa que o governo federal anunciou ontem uma série de medidas para estimular diversos setores do país.

Em relação a janeiro último, porém, a indústria já aponta melhora. A produção industrial brasileira subiu acima do esperado em fevereiro na comparação com janeiro, ao avançar 1,3% e registrar a maior taxa de crescimento desde a alta de 2,2% em fevereiro de 2011, segundo os dados do IBGE. Segundo o economista da Link Investimentos Thiago Carlos, o crescimento da produção de janeiro para fevereiro ficou acima do esperado graças a alguns eventos específicos.

 “Depois de as férias coletivas terem afetado a produção de caminhões e as chuvas em Minas Gerais terem prejudicado a extração de minério de ferro, a recuperação mais forte do que se previa em ambos os segmentos influenciou positivamente os resultados da produção industrial de fevereiro”, disse o economista. Ele afirmou, porém, que ainda não se pode dizer que a indústria brasileira esteja em recuperação, devido aos problemas de competitividade e aos gargalos de infraestrutura.

O dado de janeiro ante dezembro foi revisado de queda de 2,1% para baixa de 1,5%. Na comparação anual, o IBGE também revisou o dado de janeiro, com a queda informada anteriormente, de 3,4%, passando para baixa de 2,9 por cento.

Dos 27 setores pesquisados, 18 apresentaram expansão, com destaque para a maior influência exercida por veículos automotores, com crescimento de 13,1% em fevereiro de 2012, eliminando parte da queda de 31,2% verificada em janeiro último. Já as maiores quedas sobre janeiro veio de máquinas e equipamentos (-4,8%), que interrompeu três meses de taxas positivas que acumularam ganho de 10,6%. Redação, com Reuters

Cemig tem lucro recorde em 2011 e investe em gás

Governo de Minas: Cemig trabalha para para ampliar atuação da Gasmig, empresa também está de olho na expansão do setor hoteleiro.

Cemig planeja fornecer gás natural para residências


Companhia de energia de Minas Gerais teve lucro recorde de R$ 2,4 bilhões no ano passado

Fonte: Gabriel Ferreira – Brasil Econômico

Mesmo tendo batido alguns recordes em 2011, os executivos da Cemig esperam dar novo fôlego aos negócios nos próximos anos. Os diretores da empresa esperam que a subsidiária de exploração e venda de gás natural, a Gasmig, tenha importância cada vez maior a partir de 2012.

Atualmente, apenas clientes industriais têm acesso ao produto. Em breve, os 807 quilômetros da rede de distribuição de gás da empresa devem começar a atender também consumidores residenciais.

Empresa investirá em exploração para atender também à demanda de novos clientes do setor hoteleiro

Além das residências, a Cemig também iniciou obras para atender aos hotéis da região de Poços de Caldas, no interior mineiro. “Hoje só não temos presença forte nesses segmentos porque nossa produção ainda não tem capacidade para atendê-los plenamente”, afirma Luiz Fernando Rolla, diretor financeiro e de relações com os investidores da Cemig.

Para contornar o problema, a empresa vai aumentar os investimento em exploração. No ano passado, o volume investido nessa área foi de R$ 1 milhão. Para 2012, a expectativa é que o valor destinado à exploração chegue a R$ 15 milhões. Em 2011, o volume de gás natural vendido pela Cemig cresceu cerca de 11% em relação ao ano anterior.

Resultados

Não foi só o setor de gás natural que teve um bom crescimento em 2011 para a Cemig. O lucro líquido da empresa chegou aos R$ 2,4 bilhões, valor nunca antes atingido e 7% maior que o de 2010. O volume de vendas, superior aos 70 mil gigawatts-hora também foi recorde, com crescimento de 6%. “Os números são ainda mais expressivos quando pensamos que 2010 já havia sido um ano muito bom para nós”, diz Rolla.

Anastasia: governador anuncia nova fase do Choque de Gestão

Antonio Anastasia anuncia Gestão para Cidadania e traça metas para 2012 com foco nas políticas sociais e foco na redução da pobreza. 

“Choque social” metas

Fonte: O Tempo

Com foco nas políticas sociais, o governador Antonio Anastasia (PSDB) lançou ontem, na Cidade Administrativa, as metas do governo do Estado para 2012, como parte da terceira fase do chamado Choque de Gestão. A todo instante, durante o evento, Anastasia reafirmou a importância de um governo voltado ao atendimento do cidadão no qual seja ele o protagonista.

O pacote é mais uma demonstração de que os gestores tucanos estão preocupados em vincular a imagem do partido a programas sociais e participativos, caráter historicamente associado às plataformas petistas.

“Faremos um trabalho conjunto em prol das metas do governo, contando e querendo uma participação crescente da população, com a melhoria de vida do mineiro”, declarou o governador. Ele ressaltou que, apesar de “o quadro atual não ser confortável” do ponto de vista das finanças, é preciso ser criativo para desenvolver as políticas públicas de atendimento.

Batizado de Gestão para a Cidadania, o programa traz dez pontos considerados prioritários para este ano e foca num modelo social de governo. Entre as metas, estão a redução da pobreza e da desigualdade, o direito à moradia, melhorias em saúde, educação e cultura, além da ampliação da infraestrutura dos serviços públicos.

O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, chegou a comparar o plano de metas ao Orçamento Participativo. “Nosso projeto é mais do que o OP, vai além. Ele quer traçar a discussão do caminho que a sociedade quer tratar no futuro. São as escolhas da população”, explicou.

O funcionalismo, no entanto, acabou ficando esquecido na nova plataforma. O plano não cita concessões de reajustes salariais para os servidores do Estado.

Questionado sobre o fato, Anastasia afirmou que essa questão já foi resolvida no ano passado. “Foi aprovada a lei que fixa parâmetros de reajustes dos servidores para os próximos anos”.

Foco. O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, entende que o fato de as gestões tucanas priorizarem a redistribuição de renda não é novo. “Sempre foi nosso foco. Essa é a matriz da social-democracia, sempre teve esse foco e vamos continuar dessa forma. Esse plano de metas mostra isso”, disse.

Já Tadeu Guimarães salientou que o governo estadual nunca deixou de lado as políticas sociais. “O social sempre foi tratado pelo Choque de Gestão. Agora, o que diferencia é trazer o cidadão para criar a questão social também”, completou.

Prioridade

Copa. Entre as metas anunciadas pelo governo, estão projetos voltados à Copa do Mundo de 2014. Além da entrega das obras do Independência e do Mineirão, serão criados o guia do turista e uma agenda cultural em Minas.

Governador vai discutir a dívida na Câmara

O governador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem que, no próximo dia 19, irá à Câmara dos Deputados para debater a dívida dos Estados com a União. O encontro, que terá a participação de governadores de outros Estados em situação semelhante, faz parte da negociação conduzida pelo grupo de deputados criado na Casa para tratar do tema.

Anteontem, Anastasia se reuniu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “A questão da dívida é nacional. Tudo dependerá de uma decisão nacional, dentro da necessidade de rever indicadores, que, se, antes, eram adequados, agora, não são mais, e o fluxo de pagamento está onerando muito os Estados”, ressaltou.  Atualmente, a dívida de Minas com o governo federal passa de R$ 60 bilhões. (IL)

Promessa
Anel sairá do papel neste ano

Na semana seguinte ao feriado da Semana Santa, a presidente Dilma Rousseff deverá vir a Belo Horizonte para autorizar a abertura da licitação para as obras de revitalização do Anel Rodoviário da capital. O anúncio foi feito ontem, pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicos (Setop), Carlos Melles (DEM).

O secretário explicou que, como o projeto do Anel foi uma das plataformas de campanha de Antonio Anastasia em 2010, vem sendo empreendido um esforço do governo pela sua viabilização.

“O projeto Executivo para a obra já está pronto. No dia 14 de março, ele foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem)”, disse Melles, completando: “Ele está praticamente pronto e só aguarda análise do órgão para a assinatura do termo de compromisso para o início das obra, que sai do papel até o fim do ano”.

De acordo com o democrata, o projeto, orçado em R$ 17 milhões, foi desenvolvido em parceria pela Setop e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Metrô. Enquanto a reforma do Anel pode se confirmar em breve, outro clamor antigo da população, a expansão do metrô da capital, só deve ter andamento em 2013. Segundo Anastasia será lançado, em breve, o edital de contratação para a realização da sondagem da topografia da área. Porém, a parceria com a empresa privada só deve ser firmada no ano que vem.

Já Melles disse que não há má vontade do governo de Minas, mas uma “dependência do governo federal”. (IL)

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199640,OTE&IdCanal=1

Antonio Anastasia: governador critica concentração do Governo do PT

Anastasia: governador diz que União não respeita a autonomia dos estados e apoia novo pacto federativo defendido pelo senador Aécio Neves.

Anastasia cobra pacto real

Para governador, peso da União e desrespeito à autonomia imobilizam as unidades da federação

Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas

governador Antonio Anastasia (PSDB) disparou ontem críticas à concentração de decisões nas mãos dos poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). Em palestra a empresários na Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), ele disse que a federação brasileira se tornou “figura retórica” e que, como consequência, os estados precisam usar instrumentos “nocivos” para se defender, como a chamada guerra fiscal. Apesar de negar em entrevista ter endurecido o discurso contra o governo federal, o tucano citou veladamente recente decisão da presidente Dilma Rousseff (PT).

Para Anastasia, o sentimento de que a esfera federal não respeita a autonomia dos estados é compartilhado por outros governadores. “Estados e municípios estão de pés e mãos atados. Meias e amarras extremamente rígidas impedem a adoção de políticas próprias”, definiu o tucano. O governador deu exemplos de ações da União que, para ele, enfraqueceram os estados. Além de citar reclamações antigas, como a concentração tributária, o tucano acrescentou à lista decisões recentes.

“A esfera federal agora decidiu dispor sobre remuneração dos servidores dos estados”, comentou. No fim de fevereiro, o Ministério da Educação anunciou um aumento de 22,22% no piso salarial dos professores. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o reajuste deve custar cerca de R$ 7 bilhões aos cofres das prefeituras e governos estaduais, entre gastos com salários de docentes, contratação de novos professores e reajuste da pensão dos servidores aposentados.

Apesar da crítica, Anastasia disse que não subiu o tom em relação ao governo federal e apenas mantém o “discurso pela federação”. “Esse quadro, justiça seja feita, não é decorrência do atual governo ou dos anteriores. Na realidade, é uma soma de ações, atos, interpretações e princípios que a esfera federal – a incluir Executivo, Legislativo e Judiciário – tem realizado em relação aos estados desde a promulgação da Constituição.”

Também como exemplo, o governador destacou a crescente dívida dos estados com a União. Os governadores negociam com a presidente a mudança do índice que incide sobre o passivo. Ontem, deputados estaduais mineiros participaram de audiência pública sobre o assunto na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Um novo pacto federativo era uma das principais reivindicações do senador Aécio Neves (PSDB), quando estava à frente do governo de MinasAnastasia disse que, nos próximos dias, vai entregar à presidente o Agenda Minas, um documento que detalha as principais carências do estado, sob responsabilidade do governo federal.

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/03/28/interna_politica,285823/anastasia-critica-concentracao-de-poderes-na-uniao.shtml

Governo Anastasia: Gasmig em expansão

Governo Anastasia: Gasmig – O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás.

Gasmig avança plano de interiorização

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Os primeiros caminhões com gás natural para abastecer empresas no interior de Minas Gerais devem começar a rodar no início do segundo semestre. O combustível será fornecido pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) que hoje atende a apenas cerca de 30 cidades do Estado por meio de sua rede de gasodutos.

O plano da empresa é que até 2014 pelo menos outras 30 cidades passem a contar com o fornecimento de gás. Nenhuma delas terá gasoduto na porta de seus consumidores. O gás será transportado, compactado ou liquefeito, em caminhões-tanque.

A iniciativa faz parte do esforço da Gasmig de ampliar a base de clientes. Além da interiorização, a empresa faz campanha para convencer os mineiros a converterem seus carros para usar gás natural veicular (GNV). E,com atraso, vai passar a vender gás encanado para residências. É a última das grandes empresas de gás do país ainda sem gás residencial.

Hoje, mais 90% dos consumidores do combustível são clientes industriais. No ano passado, ela conseguiu evitar dos efeitos da desaceleração do setor manufatureiro que afeta Minas e todo o Brasil por causa da entrada em operação de um gasoduto que passou a abastecer o Vale do Aço, onde empresas como ArcelorMittal, Usiminas e Cenibra. Com isso, a Gasmig aumentou em 52% do volume vendido (batendo o recorde de 1 bilhão de metros cúbicos por ano) em 2011 e aumentou em 31% do faturamento (batendo também a marca do R$ 1 bilhão). Este ano, sem nenhum outro novo sendo inaugurado, a previsão é que o faturamento cresça entre 5% a 6%.

Os clientes da Gasmig estão concentrados na região do Vale do Aço (que já representa 41% do gás vendido por ela) e na região metropolitana de Belo Horizonte (45%). “O projeto de levar o gás para outras cidades é importante para que possamos abrir novas fronteiras e atender a esse mercado no interior de Minas Gerais que ainda não tem a opção do gás”, diz Noman, que está há pouco mais de um ano no comando da Gasmig. Antes, foi por duas vezes secretário de governo durante os mandatos de Aécio Neves.

Gasmig é uma sociedade anônima controlada direta e indiretamente pelo Estado de Minas: a estatal de energia Cemig detém 55,2% das ações; a Petrobras Gás (Gaspetro); 40%, o Estado de Minas; 4,38%; e o município de Belo Horizonte, 0,43%.

Todo o gás vem do Rio de Janeiro. A Cemig é uma das empresas que faz prospecções em busca de gás no vale do Rio São Francisco.

Noman diz que já tem estimativas sobre o tamanho da demanda não atendida por gás no Estado. “Mapeamos o mercado de indústrias que querem gás. Eu já tenho hoje mapeado quase 1 milhão de metros cúbicos por dia de demanda não atendida”, disse Noman. É quase um terço do que a Gasmig pretende comercializar este ano: 3,4 milhões de metros cúbicos por dia, ante os 2,9 milhões de metros cúbicos do ano passado.

As primeiras cidades a receberem gás natural por caminhão prometido para o segundo semestre são Ipatinga e Governador Valadares e em seguida Pouso Alegre, segundo Noman. Em Montes Claros, cidade mais norte de Minas que tem atraído investimentos e novas fábricas, o combustível, segundo o executivo, deve chegar no fim do ano ou no início de 2013.

“Vamos abastecer essas primeiras quatro cidades primeiramente com gás comprimido (GNC) ou com gás liquefeito (GNL) comprado de Paulínia (SP)”, informou Noman. “Depende de quem ganhar a concorrência que já está aberta. Estou contratando uma empresa para comprimir, transportar e me entregar o gás lá para que eu o coloque na rede.”

Segundo o executivo, transportar gás por caminhão poderá ser uma fórmula temporária no processo de interiorização. “Depois que essa demanda [no interior] for toda testada, quando tiver postos com GNV, residências consumindo, esse mercado começa a crescer e aí viabiliza um gasoduto.”

Mas antes disso, há questões ainda em aberto. Onde a Gasmig descomprimirá o GNC ou onde regaseificará uma eventual carga de GNL? Noman não dá detalhes. Diz apenas que esses não são processos complexos, que a empresa está em fase de obter licenças para futuras instalações. Diz também que o modelo a ser implementado ainda será apresentado aos acionistas. Noman afirmou ainda que não tem claro quanto custará a empresa o transporte de gás para o interior nessa primeira fase. Os R$ 100 milhões reservados para investimento este ano cobrirão obras com gás de rua em Belo Horizonte e com pequenos ramais dos 800 km de gasoduto da empresa.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2590680/gasmig-avanca-plano-de-interiorizacao


PSDB Minas tem novo portal

Com destaque para mídias sociais, Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a interagir com a modernas ferramentas online.

PSDB-MG lança novo portal e amplia interação na WEB

O PSDB de Minas Gerais lança, a partir desta segunda-feira (26/03), novo portal na internet que integra, em um só espaço, as ações do partido e dos secretariados PSDB Mulher, PSDB Jovem, PSDB Sindical e da seção mineira do Instituto Teotônio Vilela (ITV-MG).

O novo portal (www.psdb-mg.org.br) forma uma grande rede de comunicação que tem como objetivo divulgar as atividades dos tucanos em Minas e aproximar o partido de suas bases em todo o Estado, de forma ágil e contemporânea.

Com destaque para as mídias sociais, o Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a usar e interagir com as mais modernas ferramentas de comunicação da atualidade, como os blogs, o Twitter, o Facebook, Youtube e Flickr.

Para levar as informações do partido a todos os cantos de Minas, o PSDB criou uma Central de Blogs em que reúne páginas de todos os municípios mineiros, onde o partido tem representatividade, seja com um diretório ou comissão provisória. Os blogs vão mostrar ideias e as ações desenvolvidas em suas cidades. Atualmente, o PSDB está presente em 827 dos 853 municípios de Minas

O Portal do PSDB-MG mostra a trajetória do partido em Minas e no país e traz a biografia dos 21 parlamentares eleitos pelo partido, do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, integrando o portal às páginas pessoais de cada um deles.

Também estão disponíveis a lista com os nomes de todos os 155 prefeitos e 137 vices-prefeitos tucanos eleitos, além dos representantes dos diretórios e das comissões provisórias em cada município mineiro.

Mais interação

Pelo portal, os membros dos diretórios municipais poderão ter acesso a documentos oficiais e informações sobre legislação eleitoral. Ainda podem entrar em contato diretamente, por email, com a Secretaria do partido e com os setores Jurídico e Financeiro.

As enquetes são uma novidade do novo Portal do PSDB-MG para promover maior interação com a sociedade. Serão disponibilizadas periodicamente com temas diferenciados para avaliar o posicionamento dos mineiros em relação aos grandes temas nacionais.

Por meio do Fale Conosco, os usuários podem mandar sugestões ou pedir informações diretamente para o setor responsável.

Simpatizantes do PSDB também podem solicitar a pré-filiação ao partido por meio do portal. Na seção Filie-se, ele preenche um formulário com todos os dados que são enviados ao partido. Em seguida, um representante do Diretório Estadual fará o contato com o interessado para que os procedimentos legais sejam adotados e a filiação formalizada.

Mais notícias

O portal também será uma referência na difusão das ações desenvolvidas pelos tucanos mineiros. Por meio da Agência de Notícias serão divulgadas informações oficiais, notícias, artigos, entrevistas, vídeos, fotos, boletins de rádio e newsletters relacionados aos parlamentares eleitos pelo partido, ao Governo de Minas, administrado pelo governador Antonio Anastasia, e também às ações das prefeituras tucanas.

O Portal do PSDB-MG será a principal ferramenta dos profissionais de imprensa que terão acesso a todo o material informativo produzido pelo partido e que poderá ser republicado em seus meios de comunicação.

 Acompanhe o PSDB-MG na WEB

Portal PSDB –  http://www.psdb-mg.org.br
@psdbmg
PSDB MG – https://www.facebook.com/pages/PSDB-MG/184630004955946
PSDB-MG – http://www.youtube.com/user/PSDBMG
PSDBMinasGerais – http://www.flickr.com/photos/psdbminasgerais/

Governo Anastasia: Cemig compra parte da Abengoa

 Governo Anastasia: Cemig – Empresa brasileira fez acordo para levar 50% da parceira espanhola nas concessões da Unisa por U$ 586 milhões.

 

Cemig compra fatia da Abengoa

Cemig está em negociações avançadas com a Abengoa para adquirir a fatia remanescente de 50% em quatro concessões de transmissão de energia no Brasil. A empresa espanhola também anunciou ter firmado acordo para vender a participação à sua parceira no Brasil.

O negócio, por meio da Transmissora Aliança de Energia (Taesa), empresa de transmissão de energia da Cemig, prevê a aquisição do restante das ações detidas pela Abengoa no capital da União de Transmissoras de Energia Elétrica (Unisa). A Unisa, por sua vez, é controladora das transmissoras STE, ATE, ATE II e ATE III.

Em documento ao mercado, a Abengoa informou ter fechado acordo para vender sua participação nas concessões no Brasil para a Cemig por ? 586 milhões, sendo ? 376 milhões equivalentes a ingressos em caixa e os ? 210 milhões restantes a redução da dívida bruta da companhia. A empresa espanhola já havia vendido à Cemig, em junho do ano passado, metade da sua participação nas mesmas quatro concessões.

A operação ainda depende de aprovação de órgãos reguladores no Brasil.

Fonte: Brasil Econômico – Reuteurs

Link para assinantes: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers.html


Governo Anastasia: Defesa Social tem novo secretário

Procurador vai comandar segurança em Minas

Rômulo Ferraz assume a pasta da Defesa Social no lugar do deputado tucano Lafayette Andrada, depois da divulgação dos altos índices de criminalidade violenta no estado

O procurador de Justiça Rômulo Ferraz, de 52 anos, é o novo secretário de Defesa Social, conforme o Estado de Minas antecipou em 21 de janeiro. Ele toma posse na segunda-feira no lugar de Lafayette Andrada (PSDB), que reassume o cargo de deputado estadual. A troca de comando no primeiro escalão da secretaria responsável pela segurança pública em Minas acontece depois de um momento de crise, com aumento da violência, problemas na integração entre as polícias civil e militar e denúncias de maquiagem das estatísticas sobre a criminalidade.

Para assumir o cargo, o procurador teve de pedir licença ao Conselho Superior do Ministério Público, que aprovou na tarde de ontem, por unanimidade, seu pedido de licença por tempo indeterminado. Ferraz terá pela frente o desafio de vencer a resistência das polícias ao MP, uma rixa antiga, principalmente com os policiais civis que, em muitos casos, disputam com promotores e procuradores a competência para realizar investigações criminais.

A saída do secretário e a nomeação do procurador para seu lugar já vinham sendo discutidas desde o fim do ano passado, e só não ocorreram antes em função do prazo pedido por Ferraz para estudar a proposta do governo de assumir o comando da pasta. Em duas ocasiões, Ferraz recusou convites do governador Antonio Anastasia, que queria emplacar um técnico e não um político na Defesa Social. Antes da demissão de Andrada, o governador já havia trocado o comando da Polícia Militar. Novas alterações em cargos importantes da área, inclusive na Polícia Civil, estão previstas.

Atropelado A gota d’água para a demissão de Andrada foram as denúncias de manipulação e proibição da divulgação de dados sobre criminalidade violenta. O assunto desagradou ao governador, que determinou a publicação imediata dos números e exigiu que ela fosse feita pelo próprio Andrada. De cadeira de rodas e com a perna engessada depois de ter sido atropelado no Rio de Janeiro, o então secretário participou da entrevista coletiva sobre o assunto no saguão de seu apartamento, em Belo Horizonte. Durante a gestão dele, que assumiu o cargo no início do ano passado, o número de crimes violentos – homicídios, tentativas de homicídio, estupros, roubos e roubos a mão armada – aumentou 10,8% em Minas, comparado com 2010.

O ex-secretário comunicou sua saída do cargo por meio de seu perfil no Twitter. “O governador professor Anastasia acaba de me convocar para a liderança na Assembleia. Estou muito entusiasmado com o novo desafio”, escreveu no microblog, horas antes do anúncio oficial do governo.

No fim da tarde, por meio de uma nota, o governo do estado comunicou a mudança no comando da Defesa Social. “O governador Antonio Anastasia solicitou ao secretário de Defesa Socialdeputado Lafayette Andrada, que retorne à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde exercerá liderança”, diz um trecho da nota, sem esclarecer se ele vai assumir a liderança do governo, hoje ocupada por Luiz Humberto Carneiro (PSDB), que deve deixar o cargo para disputar a Prefeitura de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

O anúncio de que Andrada vai assumir alguma liderança no Legislativo pegou de surpresa os deputados da base aliada. Além de não terem sido comunicados oficialmente dessa possibilidade, nos bastidores, muitos manifestaram desagrado com a indicação. Segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, o relacionamento de Andrada com os colegas de parlamento “não é dos melhores”. Outra reclamação é de que ele pouco atendeu as demandas da base enquanto comandou a secretaria. Apesar do choro, é quase certo que ele deve assumir o cargo de líder. Um dos motivos, segundo um aliado ouvido pela reportagem, é que o ex-secretário é bom de oratória. Quesito importante, e em falta no Legislativo no embate com a oposição.

Perfil é de articulador

Um nome com perfil técnico e boa capacidade de articulação. Esse era um desejo antigo do governador Antonio Anastasia para o cargo de secretário da Defesa Social, pasta que cuida de todo o sistema de segurança do estado, incluindo as duas polícias, Civil e Militar, e o sistema prisional. Era por isso que Anastasia tentava, desde o ano passado, levar o procurador e ex-presidente da Associação Mineira do Ministério Público Mineiro (AMMP) para o cargo. Para o promotor do Patrimônio Público João Medeiros, segundo vice-presidente da AMMP, o procurador é “muito habilidoso, ponderado, sabe ouvir e é ótimo articulador”.

Medeiros acredita que não haverá problema com as polícias, pois as divergências entre as instituições hoje são apenas pontuais. Segundo ele, no que diz respeito diretamente ao Ministério Público, principalmente em relação ao sistema prisional, as expectativas são as melhores. “Há muitas questões nessa área em que o MP tem sugestões e demandas, por isso a presença dele será importante”, alega.

Mineiro de Belo Horizonte, casado, 52 anos, Ferraz ingressou no Ministério Público em 1989. Foi promotor em Mesquita, Congonhas, Contagem e Belo Horizonte. Esteve na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Combate à Sonegação Fiscal e de Defesa dos Portadores de Necessidades Especiais, além de promotor Eleitoral em Belo Horizonte. Em 2001 foi promovido a procurador. Foi também procurador-geral de Justiça adjunto durante a gestão de Jarbas Soares.

Quarta mudança
A saída de Lafayette Andrada é a quarta alteração no governo este ano. No final de fevereiro, o governador Antonio Anastasia deu posse ao novo controlador-geral do estado, Plínio Salgado, no lugar de Moacyr Lobato. Antes disso, foi a vez de o deputado estadual Wander Borges (PSB) assumir a Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária, e de Cássio Soares (PSD), que também é deputado, ficar à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese). No final de janeiro foi trocada a cúpula da Polícia Militar.

Fonte – Alessandra Mello – Estado de Minas

Governo Anastasia: professores em Minas recebem acima do piso

Gestão da Educação – Considerada a proporcionalidade, salário inicial em Minas é de R$ 2.2 mil 40h semanais, 52% acima do que estipula a Lei


Remuneração dos professores estaduais de MG é superior ao piso nacional do MEC

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) divulgou em seu site matéria que traz um panorama dos estados que estariam em desacordo com a Lei n° 11.738/2008, que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Tal texto, entretanto, traz algumas inverdades.

A primeira delas é que o único valor legal do piso nacional estabelecido pelo MEC, para uma jornada de 40 horas semanais, é de R$ 1.451,00. O valor de R$ 1.937,26, citado na referida matéria, é apenas e tão somente uma reivindicação da CNTE.

Não é verdade também que a remuneração inicial dos professores de nível médio em Minas Gerais seria de R$ 369,89, como afirma o site do CNTE. Na realidade, o salário inicial dos professores que têm formação em nível médio no Estado é de, no mínimo, R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas semanais. Considerada a proporcionalidade para uma jornada de 40 horas semanais, este valor sobe para R$ 1.870,00. Trata-se, portanto, de uma remuneração 28,87% superior ao piso nacional estabelecido pelo MEC, que é de R$ 1.451,00 (já considerado o reajuste de 22% anunciado há duas semanas).

Importante ressaltar que desde 2007 só ingressam na carreira de professores com nível superior de escolaridade. O salário inicial desses professores é de R$ 1.320,00 para uma jornada semanal de 24 horas semanais. Aplicada a proporcionalidade para a jornada de 40 horas semanais, este valor corresponde a R$ 2.200,00. Trata-se, portanto, de uma remuneração 52% superior ao piso nacional estabelecido e já reajustado pelo MEC, que é de R$ 1.451,00 (já considerado o reajuste de 22% anunciado há duas semanas).

Além disso, no próximo mês, todos os profissionais da Educação de Minas Gerais terão um reajuste de 5% em seus salários, conforme estabelecido no projeto que instituiu o modelo unificado de remuneração dos professores e que entrou em vigor em janeiro deste ano. Com este reajuste, os professores de Minas Gerais terão salários praticamente idênticos aos do Distrito Federal, primeiro colocado no ranking de remuneração.

A lei que regulamentou a implementação do modelo unificado de remuneração em Minas Gerais assegura que os salários dos professores mineiros nunca serão inferiores ao valos do Piso Nacional da Educação.

É importante ressaltar que o modelo unificado de remuneração implantado em Minas Gerais é inteiramente legal e amparado em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).

Jornada extraclasse

O Governo de Minas informa ainda que em 2012 a Secretaria de Estado de Educação iniciará a implementação da jornada de 1/3 para as atividades extraclasse, em respeito à Lei Federal 11.738/2008. A Lei Estadual 19.837/2011, que unificou o modelo remuneratório das carreiras da educação de Minas Gerais, prevê, no seu artigo 23, que os parâmetros e critérios para a implantação da jornada de 1/3 da carga horária para atividades extraclasse serão estabelecidos em decreto.

Para a elaboração do decreto, é necessário, primeiramente, completar o processo de redistribuição dos alunos em turmas para o ano de 2012, de forma a identificar o número de horas-aula necessário no sistema, e, portanto, o quantitativo exato de professores. A Secretaria de Estado de Educação já está realizando esse processo e, a partir de sua conclusão, será elaborado o plano e o decreto de regulamentação acima mencionado. Ressalte-se ainda que,  atualmente, Minas Gerais já destina um quarto (ou 25%) da jornada dos professores para atividades extraclasse.

Além disso, em reunião na semana passada com os secretários de Estado de Educação das 27 unidades da federação, o Ministro da Educação Aloizio Mercadante assumiu o compromisso de liderar um fórum de negociações, que contará com a presença de representantes do MEC, do Consed (Conselho dos Secretários Estaduais de Educação), da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para regulamentar a implementação da jornada de 1/3 em todo o Brasil.

Fonte: Agência Minas

Copa 2014: Governo Anastasia cumpre cronograma da Fifa

Gestão Eficiente – Estádio estará pronto em dezembro deste ano, 34 hoteís já estão em construção em Belo Horizonte

Sem vigília e sem cobranças 

Muito se fala sobre 2014. Mas, antes disso, haverá a Copa das Confederações em 2013. Minas Gerais pretende não só testar, mas passar no teste e com louvor. A obra do Mineirão estará pronta até 21 de dezembro de 2012, seis meses antes da Copa das Confederações. Sabe-se, pela experiência de outras Copas, que a obra do estádio é simbólica e acaba ditando o ritmo das demais.

Se a Fifa se preocupa com atrasos nas obras para a Copa, provavelmente traria tranquilidade à instituição uma visita a Minas Gerais para ver de perto a obra do Mineirão e outros preparativos para a Copa, não a de 2014, como já foi dito, mas a de 2013.

Não obstante as ausências da Fifa, precisamos ressaltar que, em Minas, não há necessidade de vigília ou cobranças para que os trabalhos sejam feitos.

No momento, 34 hotéis estão em construção em Belo Horizonte, 17 estão em licenciamento e outros 23 estão previstos na região metropolitana da capital. A capacidade de leitos, atualmente de cerca de 30 mil, poderá aumentar para até 53 mil. Bem mais do que a Fifa recomenda, o equivalente a um terço da capacidade do estádio, ou seja, cerca de 21 mil leitos.

Pode até ser que todos não estejam prontos para a Copa de 2013, mas isso é hipótese, o fato concreto é que seis novos hotéis já estão em funcionamento na Grande Belo Horizonte, todos inaugurados de 2011 para cá.

Até o fim deste ano, cerca de 5.000 pessoas serão capacitadas dentro de projetos do governo em parceria com a iniciativa privada. Há treinamento para agentes de informação turística, guias de turismo, auxiliares de cozinha, camareiras, garçons, recepcionistas. Além disso, há cursos de línguas, informática, gestão de negócios, planejamento de emergência hospitalar externa e princípios de medicina de catástrofe.

Com intuito de interiorizar a Copa, o governo, por meio da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa), realizou três seminários em cidades mineiras que são candidatas a Centro de Treinamento de Seleção (CTS), local escolhido pelas seleções para realizar treinamento cerca de duas a três semanas antes do início da Copa. Dezenove cidades de Minas concorrem a ser CTS.

No quesito mobilidade, já foi inaugurado o novo viaduto da avenida Abraão Caram – importantíssimo no acesso ao Mineirão. Três corredores exclusivos para ônibus articulados, os chamados Bus Rapid Transit (BRT), estão em construção. Os BRTs transportarão por dia, em média, 700 mil passageiros, e um deles também será fundamental para facilitar o acesso ao estádio.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves já está em obras para a reforma do terminal 1. O projeto executivo para ampliação da pista e do pátio já está na reta final. A previsão é de que a obra do governo federal fique pronta em 2013. Após a reforma, o aeroporto terá a capacidade ampliada de 10,2 milhões (2011) para 16,5 milhões de passageiros ao ano.

Em Minas, a Copa já começou!

Fonte: Artigo de Sergio Barroso, secretário da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo O Tempo

Aécio Neves: senador busca recursos para investimentos em segurança

Gestão da Segurança em Minas

Aécio Neves negocia com BID novos recursos para segurança em Minas

Senador participa de reunião nesta terça-feira em Washington

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participa, nesta terça-feira (13/03), de reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), para buscar recursos para projetos de segurança pública do Governo de Minas.  A viagem do senador acontece a pedido do governador do Estado, Antonio Anastasia e tem o objetivo de renovar a parceria firmada por Minas com o BID em ações de prevenção à criminalidade.

O novo financiamento, no valor R$ 150 milhões, se aprovado, será destinado a ampliar e melhorar os programas Fica Vivo – que oferece oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer a jovens moradores de áreas com índices elevados de homicídios – e Mediação de Conflitos – que desenvolve ações para solucionar situações com risco de violência, também em regiões com alta criminalidade –, entre outros. Também haverá investimentos em novos Centros Integrados de Adolescentes (CIAS), espaços de internação e recuperação de menores infratores.

“A reunião visa a consolidar essa negociação, para que no início do primeiro semestre possamos ter esses recursos do BID se somando aos recursos do Estado. É bom dizer que Minas continua sendo dos estados brasileiros que mais investem em segurança pública. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento, sobretudo, dos crimes violentos e dos homicídios, e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos”, afirmou o senador Aécio Neves.

Minas é modelo para Brasil

Aécio acrescentou que o governador Antonio Anastasia determinou às forças de segurança uma ação muito firme para redução da criminalidade no Estado em razão do crescimento de indicadores verificado ano passado. Ele lembrou que Minas é modelo no país por ter revertido a violência no Estado ao longo de nove anos, com quedas sucessivas na ocorrência de crimes violentos.

“O governador está preparando uma ação muito firme, reativa a esse pequeno aumento da criminalidade que houve no ano passado, para que possamos retomar aquela curva descendente com a qual convivemos durante todos os meus dois mandatos de governador. Com os crimes, a cada mês, decrescendo, diminuindo, e fazendo com que nosso modelo de segurança se transformasse numa referência para todo o Brasil”, disse Aécio Neves.

Governo federal é omisso na segurança pública

O senador afirmou, ainda, que esses recursos ganham mais importância na medida em que o governo federal tem sido omisso em relação às políticas de segurança nos estados, além de reduzir ano a ano os investimentos no combate à criminalidade.

“Sabemos que esse é um desafio permanente. Os investimentos que o governo federal faz em segurança pública são pífios. Eu próprio apresentei um projeto no Senado Federal obrigando que os recursos do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam transferidos mensalmente para os estados, como acontece, por exemplo, com os recursos da educação, sem que haja possibilidade do contingenciamento. Porque, na verdade, o governo federal vem segurando esses recursos até o final do ano. Os estados não conseguem fazer o planejamento para a sua utilização e a distribuição é feita de forma muito pouco republicana, atendendo geralmente os mais amigos”, alertou o ex-governador Aécio Neves.

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves: Choque de Gestão programa criado pelo governador mudou Minas e virou referência internacional em administração pública

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves da Cunha governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010. A implantação do programa Choque de Gestão é sua principal marca como governador, hoje uma referência fundamental para a administração pública no Brasil.

O Choque de Gestão baseia-se na proposta de se gastar menos com o Estado para investir mais no cidadão, em particular em programas sociais de grande retorno para a população e em pautar a administracao por metas, medindo e priorizando o resultado das ações do governo. A iniciativa saneou e modernizou a administração estadual, abrindo caminho para investimentos em escala inédita na história de Minas Gerais.

Durante praticamente todo o primeiro mandato, Aécio obteve índices de cerca de 90% de aprovação popular. Pesquisas do Instituto DataFolha, feitas em março e dezembro de 2009, comprovaram que ele era o governador com melhor avaliação no Brasil. Deixou o cargo, em março de 2010, com 92% de aprovação. Enquetes da empresa Macroplan, realizadas anualmente com jornalistas de veículos dos maiores Estados brasileiros atestaram que Minas Gerais tinha o melhor governo do País, na opinião da categoria.

No dia 1º de janeiro de 2003, Aécio Neves assumiu pela primeira vez o Governo de Minas Gerais, 20 anos depois da eleição de Tancredo para o mesmo cargo. Em torno de sua candidatura, ele aglutinou uma ampla frente de 18 partidos, com o apoio das principais entidades sociais e econômicas do Estado e dos mais influentes líderes políticos. Entre eles, o ex-presidente e ex-governador Itamar Franco e os ex-governadores Eduardo Azeredo, Hélio Garcia, Aureliano Chaves, Francelino Pereira e Rondon Pacheco.

Dois dias após a posse, Aécio Neves começou a pôr em prática os primeiros pontos da reforma administrativa que seria realizada ao longo do seu governo. Já no começo, registrou-se um grande esforço para sanear e equilibrar as contas públicas. O número de secretarias de Estado foi reduzido de 21 para 15, o equivalente a 30%. Houve extinção de cerca de 3.000 cargos que podiam ser preenchidos sem concurso. Deu-se também a redução dos salários do governador, do vice-governador e dos secretários de Estado. Os vencimentos do próprio governador caíram em 45%. A adoção em larga escala do pregão eletrônico (pela internet) também esteve entre as medidas exemplares naquela época. Foi criado um Colegiado de Gestão Governamental, presidido pelo governador, para o qual todas as secretarias deveriam prestar contas, mensalmente.

De imediato, o Choque de Gestão trouxe redução de despesas, reorganização e modernização do aparato institucional do Estado e implementação de novas medidas gerenciais através do envolvimento de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, para melhorar a qualidade e reduzir os custos dos serviços públicos.

O Estado, no entanto, achava-se incapacitado para investimentos ou grandes obras e ainda sem crédito junto a organismos internacionais. Diante deste quadro, logo na primeira semana de trabalho o governador determinou a proibição de gastos. E, em fevereiro de 2003, encaminhou à Assembleia Legislativa proposta de redução do seu próprio salário.

Ainda em fevereiro de 2003, viajou a Washington com sua equipe econômica a fim de estabelecer contatos com representantes de vários organismos internacionais, buscando a retomada de investimentos em Minas. Um ato que seria apenas o começo de um vigoroso conjunto de ações tomadas para a internacionalização do Estado, a captação de investimentos e a geração de emprego e renda em várias regiões mineiras.

Em dois anos, o governo equilibrou as finanças estaduais, chegando ao Déficit Zero. Isso possibilitou desde a regularização do pagamento de direitos dos servidores públicos, como o 13º salário em dia, até a retomada de contratos de financiamento junto às agências de fomento internacionais, como os Bancos Mundial e Interamericano de Desenvolvimento.

O equilíbrio alcançado pelo Estado foi reconhecido pelo governo federal, que autorizou que, depois de anos, o Governo de Minas pudesse voltar a captar recursos internacionais. Especialistas e organismos internacionais também reconheceram a importante conquista. Em 2006, Aécio Neves foi convidado a apresentar no Banco Mundial, em Washington, as bases do Choque de Gestão, reconhecido pela instituição como experiência bem-sucedida que merecia ser compartilhada com outros países.

Iniciou-se também uma política de investimentos focada nas áreas sociais, sobretudo. Em 2004, por exemplo, embora seja o estado com maior número de municípios no Brasil, Minas foi pioneiro no país a ampliar de 8 para 9 anos a duração do ensino fundamental.

Durante o mandato, foram priorizadas ações de infraestrutura que pudessem criar as condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres. Em 2003, 294 municípios ligados por estradas estaduais não tinham acesso por asfalto. Hoje, estão todas asfaltadas ou em obras. Mais de 400 cidades não tinham serviço de telefonia celular – e agora têm. No final da gestão de Aécio, o governo chegou a fazer um investimento per capita nas regiões mais pobres correspondente a mais que o dobro da média do estado.

Ao assumir pela segunda vez o governo de Minas, em 1º de janeiro de 2007, Aécio criou o Estado para Resultados ou Choque de Gestão de Segunda Geração, dando continuidade e aprofundando as conquistas sociais anteriores.

Em 2008, o então governador de Minas recebeu a Legião de Honra da França, entregue pelo ex-presidente Valéry Giscard d’Estaing, representando o atual presidente, Nicolas Sarkozy. É a maior comenda concedida pelo governo francês a cidadãos do mundo inteiro em reconhecimento pelos seus méritos.

Fonte: Aécio Neves Senador

Pestana comenta sobre a mobilização em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.

A Agenda Minas e a convergência necessária

A reação à falta de investimentos federais no Estado

Todo empreendimento coletivo, para alcançar sucesso, depende de alguns pressupostos: visão estratégica consistente e clara do futuro, força social e política, capacidade gerencial e financiamento adequado.

É preciso admitir que há uma percepção crescente de que Minas Gerais está perdendo espaço nos investimentos federais. Levantamento recente mostra que em 2010, enquanto Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro receberam respectivamente R$ 150, R$ 98 e R$ 71 per capita de transferências voluntárias, Minas obteve apenas R$ 52 per capita.

Também chama a atenção o fato inédito na história republicana brasileira de Minas ter apenas um ministro na Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, se avolumam desafios e frustrações. Entra ano e sai ano, reivindicações essenciais como a duplicação da BR-381, o asfaltamento de dois trechos da BR-367, a ampliação do Aeroporto Tancredo Neves, a conclusão do metrô de Belo Horizonte, a duplicação da BR-040, entre outras, não saem do papel, alimentando um profundo ceticismo.

Existem casos emblemáticos como o da atuação e dos investimentos da Petrobras que circunscreveram a Refinaria Gabriel Passos a um alcance cada vez mais limitado, exclusivamente regional, com baixíssimos efeitos multiplicadores.

Mas, em boa hora, diversas entidades empresariais, capitaneadas pela Fiemg, com a solidariedade do governo de Minas e de toda a bancada federal mineira, desencadearam um rico processo de debate e mobilização em torno da chamada Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.

Há que se ressaltar o caráter participativo e suprapartidário da iniciativa. Todos os partidos representados na Câmara Federal e no Senado tiveram vez e voz. O foco é nos interesses da sociedade e a ação proposta movida por boa dose de pragmatismo, visando resultados concretos.

A economia mineira, embora venha registrando taxas de crescimento acima da média brasileira e se destaque na balança comercial, ainda é concentrada excessivamente em bens primários e intermediários. Com a perversa combinação de juros altos, pesada carga tributária, câmbio sobrevalorizado e custo Brasil elevado, fica evidente um processo de desindustrialização, que ameaça setores importantes da economia mineira, como siderurgia, calçados e vestuário.

Questões macroeconômicas serão resolvidas em outro plano. Mas existem transformações ao nosso alcance para o aumento da competitividade da indústria mineira, a melhoria de nossa infraestrutura e a criação de um ambiente marcado pela capacidade de inovação. Para servir de bússola no enfrentamento desses desafios é que nasce a Agenda Minas.

Os primeiros passos foram dados. Alguns pressupostos do sucesso alcançados: ideias claras e união política e social. Precisamos agora de capacidade para gerenciar a implementação da agenda e de principalmente conquistar os recursos necessários para o ambicioso plano de investimentos proposto.

Fonte: Marcus Pestana – deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo

Antonio Anastasia é recebido pelo papa: governador convida Bento XVI para visitar Minas

Fonte: O Tempo

Anastasia convida papa Bento XVI para visitar Minas

Governador Antonio Anastasia e o papa Bento XVI

governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, foi recebido no Vaticano ontem pelo papa Bento XVIAnastasia convidou o papa para visitar o Estado em 2013, durante uma viagem programada ao Brasil, e o presenteou com uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais.

O papa virá ao país em 2013 para participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho. O evento reúne jovens católicos de todo o mundo.

Em nota, o governo mineiro informou que o papa deverá analisar o convite. “Temos grande honra e alegria, representando o povo de Minas, de apresentar o respeito dos mineiros à sua santidade papa Bento XVI“, disse Anastasia, que acrescentou: “Ele vai analisar o convite, e vamos torcer e rezar para que ele possa aceitá-lo. Levamos o abraço, o respeito e a reverência de todos os mineiros cristãos à sua santidade”.

Sebrae novos negócios em Minas – setor de mineração lidera investimentos

Economia em Minas, Novos negócios, mapa de oportunidades

Fonte: Marinella Castro – Estado de Minas

Investimentos seguros

Levantamento inédito mostra quais são os setores econômicos do estado que podem receber recursos de R$ 48 bilhões até 2013. Atualização do estudo será feito a cada três meses

A economia de Minas deve receber uma injeção de recursos de R$ 48 bilhões entre 2012 e 2013. Desse percentual, 60% dos investimentos serão alavancados por setores tradicionais como mineração, siderurgia e metalurgia. Também têm investimentos previstos para os próximos dois anos a indústria química (R$ 3 bilhões) e segmentos do setor de serviços, como hotelaria (R$ 1,6 bilhão). O levantamento, inédito no país, foi feito pelo Sebrae-Minas e será atualizado a cada três meses.

Observando os setores da economia, de longe o maior aporte de capital vem da indústria, que fica com uma fatia correspondente a 85% dos recursos previstos, seguido pelos serviços, agronegócio e por último o comércio. Os municípios que estão na espécie de rota da fortuna, são sobretudo os com atividade mineradora. Há algumas exceções, como Uberaba, forte no agronegócio na Região do Triângulo Mineiro, tem investimentos previstos de R$ 1,9 bilhão e deve garantir a posição do município entre os 10 primeiros que mais irão receber investimentos. Brumadinho, primeiro no ranking, tem previsão de atrair quatro vezes mais recursos.

Para o coordenador do Conselho de Política Econômica da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Fernandes, só a China pode afetar essa projeção de investimentos para o estado em 2012. Ele pondera que nos últimos anos o Produto Interno Bruto (PIB) da China vem crescendo acima do anunciado pelo governo. “Uma queda no PIB chinês de um ponto percentual não deve se suficiente para esfriar a demanda desses setores.” Segundo Lincoln, a expectativa de investimentos para o estado só muda se houver uma drástica queda no crescimento da China, em cerca de 3%.

Os investimentos anunciados por grandes empresas, principalmente dos setores de mineração, siderurgia e metalurgia, são de longo prazo. “Essas grandes empresas não vão matar projetos devido a duas ou três crises. Com a China mantendo seu crescimento, o estado deve ser favorecido pela sua vocação mais acentuada”, considera Fernandes.

O setor de mineração, segundo o levantamento do Sebrae, sozinho vai investir R$ 24,4 bilhões no estado. A indústria química segue em segundo lugar com R$ 2,9 bilhões, siderurgia e metalurgia com R$ 2,4 bilhões e R$ 2,1 bilhões respectivamente. O setor de fertilizantes tem planos para consolidar investimentos em Minas na ordem de R$ 1,8 bilhão.

A previsão é de que a distribuição dos recursos seja desigual no estado. A Região Central, que tem cidades com forte presença mineradora, como Brumadinho, Itabirito, Mariana e  Conceição do Mato Dentro vai abocanhar quase metade dos recursos: R$ 19,4 bilhões. A boa surpresa, segundo o gerente de inteligência operacional do Sebrae, Brenner Lopes, ficou por conta do Norte de Minas, que deve captar R$ 3,2 bilhões. “A região que tradicionalmente é vista como a que menos cresce, em termos proporcionais, tem apresentado um dos maiores índices de atração de investimentos do estado em setores não tradicionais.”

O levantamento do Sebrae mostra que nos próximos dois anos a estrutura produtiva do ponto de vista setorial pouco se altera no estado. “É uma vantagem comparativa”, considera o economista do Ibmec-Minas, Ari Francisco Júnior. “Ser forte em alguns setores específicos não é necessariamente ruim. A diversificação é positiva quando é natural e não criada de forma artificial.” Na opinião do especialista, as desigualdades regionais devem ser minimizadas pelo estado. “Para isso os estados arrecadam e podem lançar mão de políticas como a transferência de renda. Os incentivos só valem se não afetar a capacidade produtiva”, completa.

Guia para empreendedores

A publicação do Sebrae-Minas sobre as perspectivas de investimentos no estado pretende servir como um sinalizador para novos negócios, usado tanto por empresas de grande porte quanto pelo microempreendedor individual. A intenção é que o levantamento seja usado como guia para empreendedores em busca de oportunidades. “É possível que este investimento previsto para os próximos dois anos (R$ 48 bilhões) seja bem maior devido ao seu efeito multiplicador”, diz o gerente de inteligência empresarial da instituição, Brenner Lopes. De acordo com ele, o estudo pode potencializar a injeção de recursos nas regiões alvo.

Os grandes investimentos criam oportunidades para negócios ao longo da cadeia produtiva, nem sempre percebidas. “Um hotel pode ser útil em uma cidade que terá uma grande atividade industrial, por exemplo, onde o fluxo de trabalhadores temporários será grande”, explica Brenner. O especialista comentou ainda que o estudo deve despertar esse senso de oportunidades, muitas vezes perdido. Ele lembra o caso da África do Sul, que sediou uma Copa do Mundo, vendendo brindes produzidos na China. “A Copa é um grande investimento e ainda há tempo de criar oportunidades para micro e pequenas empresas”, comparou.

No primeiro trimestre o Sebrae vai divulgar também outras ferramentas sobre as micro e pequenas empresas que podem ser aliados para novos empreendedores, como o perfil dos empregados desses estabelecimentos, perspectivas de investimentos, desempenho e expectativa das empresas.

Gestão Anastasia: professores em Minas recebem o quinto melhor salário do pais

Gestão da Educação
Fonte: Turma do Chapéu

Professores: Minas Gerais está entre os cinco salários mais altos

Educação

Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo mostra que o governo de Minas não só já paga o novo piso salarial dos professores, como também oferece valores entre os cinco mais altos do país. Vale lembrar que o piso é para uma jornada de 40 horas semanais e que, em Minas, os valores são proporcionais para uma jornada de 24 horas semanais.

Vale notar que, na lista, Estados governados pelo PT, como a Bahia, não pagam o piso. Aliás, o pior salário é o do Rio Grande do Sul, cujo governador, Tarso Genro, andou crispando os bigodes com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, justamente por causa do piso. Alguém viu os petistas de Minas exigindo que o governador de seu partido cumpra a lei?

Nós, da TdC, achamos que professor tem que ser bem remunerado, mas também consideramos que esse debate tem que se dar à luz da capacidade do Estado e longe de briguinhas ideológicas. Fica aí a tabela da Folha, devidamente registrada.

Copa 2014: Estádio de Brasília pode se tornar escândalo político, obras já sofreram 11 aditamentos e tiveram acréscimo de R$ 236 milhões

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: UOL e Jogo do Poder

Jeito petista de governar: obra do estádio de Brasília dispara; já subiu mais de um terço do valor inicial e vai subir ainda mais.

A construção do Estádio Nacional de Brasília, que vai receber os jogos da Copa de 2014, caminha para se tornar um escândalo político e administrativo sem precedentes, comandado pelo petista Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal.

Orçado inicialmente em R$ 671 milhões, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Malversação de recursos públicos:

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

Leia mais em: Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2012/02/24/custo-de-estadio-do-df-dispara-r-236-mi-e-vai-subir-mais-tribunal-de-contas-ve-sobrepreco.htm

Estádio Nacional Mané Garrincha: custo estimado atual de R$ 907 milhões e subindo

Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

No dia 26 de outubro de 2011, o UOL Esporte perguntou ao governo do Distrito Federal qual era a previsão de custo total da construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, que está sendo erguido na capital federal para a Copa do Mundo de 2014. A resposta: R$ 671 milhões. Agora, em fevereiro de 2012, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

UMA OBRA SEM PREÇO DEFINIDO

Obra Preço
Construção da arena R$ 719 milhões
Construção da cobertura R$ 176 milhões
Contratação de empresa de fiscalização e gerenciamento da obra R$ 12 milhões
Construção de um túnel de 300 metros a definir
Construção de estacionamento e heliponto a definir
Aquisição de sistema de transmissão a definir
Obras de tratamento acústico e instalação de um sistema de comunicação visual a definir
Compra de gramado a definir
Compra de arquibancadas a definir
Construção de sistemas de drenagem, iluminação e projeto paisagístico da área externa a definir

UOL Esporte solicitou, no dia 16 de fevereiro deste mês, como vem fazendo desde outubro do ano passado, uma entrevista com alguma autoridade ou técnico do governo do Distrito Federal, para que pudessem ser esclarecidos estes e outros pontos controversos da empreitada do Estádio Nacional. Em resposta, recebeu uma nota da assessoria de imprensa do órgão, que diz: “O Governo do Distrito Federal tem a preocupação constante em estar em entendimento com o Tribunal de Contas do Distrito Federal“. Ao TCDF, a Novacap e as empreiteiras têm até março deste ano para apresentar suas explicações.

Além das licitações que ainda serão feitas para completar o Estádio Nacional, que farão com que o custo final ultrapasse com folga a cifra de R$ 1 bilhão, nada faz crer que o 11º aditamento do contrato principal, publicado no Diário Oficial do DF no dia 27 de janeiro deste ano, será o último.

É que os aditamentos acontecem conforme vão surgindo novas necessidades e compromissos assumidos pelo DF, que não estavam previstos no contrato inicial.

Eis um exemplo: conforme chama a atenção o Tribunal de Contas do DF, na época da licitação, o governo distrital ainda não havia assumido a responsabilidade de sediar também a Copa das Confederações. Por isso, o cronograma físico-financeiro inicial da obra previu o término do estádio para julho de 2013. Por outro lado, a exigência para sediar a Copa das Confederações é de que o estádio deve estar apto para operar em dezembro de 2012.

Para cumprir o compromisso assumido com o governo federal e com a Fifa, a Novacap antecipou a entrega da obra para o final deste ano. Entre as medidas tomadas para tanto, um terceiro turno de trabalho foi criado, o que acarretou aumento de custos.

Na última quinta-feira, o UOL Esporte fez derradeira tentativa de ouvir uma autoridade do DF sobre o assunto, mas foi informado de que não havia técnicos disponíveis, já que estes só voltarão ao trabalho na próxima segunda-feira. Ainda é Carnaval em Brasília.

Anastasia amplia investimento em Saúde – Programa criado no Governo Aécio garante melhorias dos hospitais do SUS

Gestão eficiente da saúde, Gestão Aeçio/Anastasia

Fonte: Turma do Chapéu e Agência Minas

Governo de Minas beneficia 12 hospitais do SUS na da região Leste do Estado

Criado em 2003, no governo de Aécio Neves, o Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp) investiu R$ 53,3 milhões em 12 hospitais do Leste de Minas em 2011. Desde o início do programa, já foram investidos R$ 700 milhões em hospitais de todas as regiões do Estado, sendo que este ano estão previstos investimentos de R$ 130 milhões.

O Pro-Hosp financia a modernização, instalação de equipamentos, expansão e qualificação de pessoal em hospitais filantrópicos que atendam pelo SUS. Confira no texto abaixo e, no vídeo, o governador Antonio Anastasia fala sobre investimentos em saúde no interior de Minas.

Governo de Minas já investiu mais de R$ 50 milhões em hospitais do Leste de Minas 

Recursos do Pro-Hosp são utilizados para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e UTIs

Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor

O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas, tem mudado a realidade de muitos hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente na região no Leste do Estado, o programa alcançou, em 2011, o volume de R$ 53,3 milhões investidos.

Os recursos foram liberados para hospitais das cidades de Governador Valadares, Mantena, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Guanhães, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp no Leste de Minas são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial, treinamento de funcionários e custeio hospitalar.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Resplendor, é um dos vários exemplos da eficiência do Pro-Hosp. Beneficiada pelo programa desde 2004, a instituição foi transformada em uma unidade microrregional, para atender os pacientes do SUS do próprio município e também das cidades de Aimorés, Itueta, Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Goiabeira, Cuparaque e Alvarenga.

Até o ano passado, o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do Pro-Hosp, que foram usados na ampliação da estrutura e na compra de equipamentos, entre outros benefícios. “O Pro-Hosp mudou a cara do hospital. Antes, nós fazíamos apenas atendimentos básicos. Com os recursos do Governo de Minas, remodelamos o prédio e reequipamos todas as áreas. Hoje, temos condições até de atender casos de média complexidade, inclusive fazer cirurgias, sem precisar encaminhar o paciente para outros locais”, diz o diretor do hospital, Agnaldo Maria Polito.

Um dos equipamentos adquiridos com recursos do Pro-Hosp foi um mamógrafo. A chegada do aparelho, em 2006, fez com que as mulheres da região deixassem de se deslocar até 160 quilômetros até Governador Valadares para fazer um exame essencial para o diagnóstico precoce de câncer de mama.

Pro-Hosp já investiu R$ 700 milhões em todo o Estado

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares em 105 cidades de todas as regiões, com recursos provenientes da Tesouro Estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões.

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Eike Batista confirma investimento da Foxconn em Minas

Desenvolvimento em Minas

FonteLino Rodrigues – O Globo

Eike anuncia que nova fábrica da Foxconn terá sede em Minas Gerais

BNDES teria interesse no negócio. Para ONG, tédio causou suicídios na China

SÃO PAULO e PEQUIM. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX e homem mais rico do país, disse ontem que a fábrica de telas sensíveis ao toque que será montada em sociedade com a taiwanesa Foxconn terá sede em Minas Gerais. Segundo ele, que não especificou a cidade, os estudos estão em fase adiantada e, além da EBX e da Foxconn, o BNDES mostrou interesse no negócio. O investimento previsto é de US$ 2,5 bilhões.

Eike não deu detalhes sobre o montante que será investido pelo que ele chamou de consórcio brasileiro. Mas disse que os brasileiros terão uma participação de 60% no empreendimento. Para ele, os atuais parceiros são suficientes, embora não tenha descartado outros investidores.

– Por enquanto, nós (EBX) e a Foxconn estamos tocando esse negócio. O BNDES já disse que quer entrar – afirmou Eike, antes de participar do evento CEO Conference, organizado pelo BTG Pactual para investidores.

Eike contou que na conversa que teve com o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, no início do mês, a parceria com a maior fabricante mundial de componentes eletrônicos foi aprovada. Além de ter ficado feliz com a sociedade, Cook teria dito que, em breve, montará lojas no Brasil.

– Ele (Cook) me disse que ficou muito feliz em saber que estamos fazendo essa parceria com a Foxconn – disse Eike, lembrando que todo o esforço da taiwanesa e de outras multinacionais que estão se instalando no Brasil é para fugir das alíquotas de importação.

O projeto da Foxconn no Brasil, anunciado no ano passado, prevê US$ 12,5 bilhões em investimentos no país. No Brasil desde 2003, a empresa taiwanesa possui quatro fábricas em território brasileiro e, além da Apple, produz equipamentos para multinacionais como Sony, Nokia e Dell. As telas que serão produzidas na unidade de Minas Gerais, afirmou Eike, não serão destinadas apenas à Apple.

Mas as condições de trabalho nas fábricas chinesas onde iPads e iPhones são produzidos são melhores do que em unidades têxteis e demais instalações na China, segundo uma associação sem fins lucrativos que investiga o assunto. Auret van Heerden, presidente da Fair Labor Association (FLA), não apresentou conclusões imediatas, mas assinalou que tédio e alienação podem ter contribuído para o estresse que levou alguns funcionários da Foxconn ao suicídio.

A FLA estuda as condições de trabalho nos oito maiores fornecedores da Apple na China, após relatos de suicídios, uma explosões e condições de escravidão envolvendo a Foxconn. Após as primeiras visitas à empresa – que fabrica 70% dos produtos Apple – , Heerden disse que as instalações são de primeira classe e que as condições físicas são bem acima da média.

“Fiquei surpreso ao entrar no pátio da Foxconn, quão tranquilo ele é comparado a uma fábrica de roupas”, disse. “Então os problemas não envolvem o ambiente nocivo de uma unidade têxtil. É mais uma questão de monotonia, tédio e, talvez, alienação.”

Além da Foxconn, investigadores da FLA – que lida com suicídios na China desde os anos 1990 – visitarão instalações, como de Quanta, Pegatron e Wintek.

(*) Com agências internacionais

Redução da pobreza por Aécio coloca o Estado em posição de destaque – para Marcus Pestana PSDB é inovador em Minas

Boa gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Turma do Chapéu

Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas

Minas Gerais vem avançando mais rápido que o resto do país na redução da pobreza e na melhoria dos indicadores sociais, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em 2001, Minas tinha 9% de sua população em situação de extrema pobreza, índice que caiu para 3% em 2009. No mesmo período, a queda foi de 5,6% para 2,3% na Região Sudeste, e de 10,5% para 5,2% no Brasil. O Choque de Gestão contribuiu para mudar a realidade de Minas. A boa gestão de Aécio Neves, baseada na meritocracia, trouxe ganhos para os mineiros com o plano de continuidade mantida pelo governador Antonio Anastasia. A gestão eficiente ajudou a transformar a realidade sociais e econômica em todo os estado.

Para o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, essa melhora se deve às políticas públicas dos governos do partido, com Aécio Neves e Antonio Anastasia, que beneficiaram as áreas mais pobres do Estado. Leia o texto abaixo e confira os avanços nos indicadores sociais.

Redução da pobreza em Minas é resultado da inovadora política social do Governo do PSDB, diz Marcus Pestana

População em pobreza extrema caiu de 9% para 3% no Estado,redução superior à média nacional. Renda per capita da população cresce 39,4%

Marcus PestanaMarcus Pestana, presidente do PSDB-MG

A redução da pobreza e da desigualdade em Minas Gerais registrada pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, é, segundo o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, resultado da política social desenvolvida desde 2003 pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia. Os avanços na melhoria da qualidade de vida dos mineiros atestados pelo instituto de pesquisa do governo federal confirmam o êxito do Governo de Minas nas ações de combate à pobreza e na redução das desigualdades entre as regiões do Estado.

Segundo a pesquisa, realizada com base em dados do IBGE de 2001 a 2009, a população mineira em situação de pobreza extrema caiu de 9%, em 2001, para 3% em 2009. A queda é bem maior que a verificada na região Sudeste – que diminuiu de 5,6% para 2,3% – e a do Brasil, onde houve redução de 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Políticas sociais de Minas são modelo para o país

Na avaliação de Marcus Pestana, a correta decisão do Governo de Minas de criar a Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), destinada a atender às demandas das regiões mais pobres do Estado, foi fundamental para redirecionar o crescimento do Estado e desenvolver os municípios do semiárido castigados pelas secas.

“Tivemos uma ativa ação do Governo de Minas, no governo Aécio Neves e no governo Antonio Anastasia, com políticas sociais que viraram verdadeiros modelos para o país. Ter uma secretaria com um corte regional, com foco no semi-árido mineiro, foi uma sinalização fortíssima do governo do PSDB de Minas da sua decisão de combater as desigualdades regionais e sociais de renda. A secretaria catalisa ações do governo, agiliza parcerias com outras secretarias temáticas e promove um efeito mobilizador muito grande no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Mucuri. Os resultados já aparecem, as políticas exitosas do Governo de Minas, empreendidas pelo governo liderado pelo PSDB, agora, se configuram nestes dados divulgados pelo Ipea”, afirmou o deputado.

Marcus Pestana, ex-secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais no governo Aécio Neves, destacou que ações de programas como o Saúde em Casa, Ensino Fundamental de 9 anos, Poupança Jovem, Travessia e Proacesso, entre tantos outros, repercutiram diretamente na vida da população mais pobre, melhorando os indicadores de educação e saúde e de geração de renda.

“Minas foi o primeiro estado a incluir as crianças de 6 anos na escola, criou o projeto Travessia que atende as demandas de cidades pobres; o Poupança Jovem, que diminuiu a evasão escolar. Criou o Saúde em Casa, que tem um impacto fundamental na estratégia da saúde da família, além de todos os investimentos no combate à mortalidade infantil. O Estado também promoveu uma intervenção estruturante. Melhorou as estradas para facilitar o acesso da população à educação, às faculdades, ou ao produtor rural, que, agora, tem melhores condições para escoar sua produção. Essa decisão política de agir principalmente nas regiões mais pobres repercutiu nestes resultados que agora o Ipea divulga”, afirmou Pestana.

Os avanços de Minas Gerais foram confirmados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Segundo ele, as políticas públicas inseridas em um contexto de desenvolvimento social viabilizaram a melhora nos indicadores em Minas e em outros estados do país. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou.

Veja como Minas melhorou

  • Melhor qualidade de vida
    A pesquisa do Ipea aponta a evolução de indicadores sociais registrados entre 2001 e 2009 em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, na educação, saneamento básico e emprego, entre outros indicadores.
    Minas apresenta a nona maior renda domiciliar do país e a oitava menor taxa de pobreza extrema entre os estados brasileiros. É considerada em extrema pobreza a população com renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês em setembro de 2009. Ainda segundo o Ipea, Minas responde por 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,3% da população brasileira. O estudo do instituto teve por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
  • Crescimento de renda
    Em 2001, o indicador de renda domiciliar per capita de Minas era de R$ 452,9, elevando-se para R$ 631,2 em 2009. Com esse aumento de 39,4% no período, o estado apresentou crescimento além da média nacional e também da região. O Brasil, que apresentava a renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7, em 2009, perfazendo aumento real de 23,5% no período.
  • Redução da Mortalidade infantil
    A mortalidade infantil em Minas também diminuiu acentuadamente. Em 2001, a taxa era de 21,7 mortes a cada 1.000 crianças nascidas vivas, caindo para 17,4 em 2007. Considerando esses valores, o Estado avançou mais que a média nacional. No Brasil, os patamares de mortalidade infantil eram de 26,3, em 2001, e chegaram a 20 em 2007.
  • Queda do analfabetismo
    No combate ao analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais, Minas também apresenta padrões superiores ao do país. Em 2001, 11,7% dos mineiros eram analfabetos, sendo que a taxa nacional era de 12,4% dos brasileiros. Em 2009, os analfabetos compunham 8,5% dos habitantes de Minas e 9,7% da população brasileira.
  • Mais água tratada e energia
    A pesquisa do Ipea aponta que a cobertura de água encanada em Minas saltou de 91% para 95,6% da população atendida. No Brasil, o aumento foi de 81,4%, em 2001, para 87,7% da população, em 2009. Com relação à energia elétrica, Minas Gerais também encontra-se em melhor situação do que a média brasileira. Este serviço está praticamente universalizado no Estado, inclusive na área rural, com 96,4% de cobertura.
  • Desemprego em queda
    A taxa de desemprego em Minas é menor que na região Sudeste e no Brasil. Em 2009, o índice foi de 7%, contra 9% em 2001. No Sudeste, as taxas foram de 10,5% (2001) e 8,6% (2009); para o Brasil, 9,2% (2001) e 8,2% (2009).

Fonte: Pesquisa IPEA

 

Gestão deficiente no DNIT faz Dilma trocar seis superintendentes regionais

Governo sem gestão, gestão do PT

Fonte: Fábio Fabrini, de O Estado de S. Paulo

Dilma mudará cúpula do Dnit em seis Estados

Por ineficiência, superintendentes deverão perder postos em MG, GO, CE, MA, MS e RS

BRASÍLIA – Fonte de tensão entre o Planalto e aliados, a “faxina” em postos-chave do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), desencadeada no ano passado após denúncias de cobrança de propina, não acabou. O governo prepara a troca de mais seis superintendentes regionais da autarquia, ligados a partidos da base de apoio à presidente Dilma Rousseff ou cujas gestões são consideradas ineficientes.

Governo prepara trocas em departamento coordenado pelo ministro Paulo Sérgio Passos (PR)
Governo prepara trocas em departamento sob ministro Paulo Sérgio Passos (PR) - Wilson Pedrosa/AE - 10.02.2012Nos próximos dias, deve ser oficializada a saída de Sebastião Donizete de Souza, que comanda o Dnit em Minas. O engenheiro foi indicado pelos deputados federais mineiros do PR – partido que detinha o comando da autarquia até a crise – e seu desempenho não tem agradado ao governo.

O argumento é que projetos importantes para o Estado, que tem a maior malha rodoviária do País, não caminharam na velocidade desejada. É o caso da duplicação da BR-381 e da reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, ambas ainda no papel. São cotados para assumir o cargo os engenheiros Alexandre Oliveira, que trabalha na superintendência em Contagem; e Marcelo Chagas, da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária, em Brasília.

No Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos Nogueira – que sucedeu interinamente ao ex-governador Marcelo Miranda, exonerado da superintendência por envolvimento em supostas irregularidades – também deve deixar o cargo em breve, dando lugar ao engenheiro José Luiz Viana, servidor de carreira do Ministério dos Transportes.

Os pedidos de exoneração foram enviados à Casa Civil, que precisa dar aval à saída dos superintendentes, a ser oficializada em portaria do ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes).

O governo avalia também a troca dos superintendentes em mais quatro Estados. Um deles é o Rio Grande do Sul, onde a função vem sendo desempenhada por Vladimir Roberto Casa, ligado ao petista Hideraldo Caron, ex-diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, que deixou o cargo em meio à crise do ano passado. Outra mudança ocorre no Ceará, onde deve sair José Abner de Oliveira Filho, por suposta insatisfação com o andamento das obras no Estado.

No Maranhão, o visado é Gerardo de Freitas Fernandes, primo do deputado Pedro Fernandes (PTB), secretário das Cidades no governo Roseana Sarney (PMDB). Segundo fonte ligada ao Planalto, um dos motivos é a execução do projeto de duplicação da BR-135. Em função da baixa qualidade do projeto, o governo teve de anular a licitação para as obras.

Link da matéria:  http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-mudara-cupula-do-dnit-em-seis-estados,835428,0.htm

Veja também:
link Dnit promete ‘concurso interno’ para evitar loteamento de cargos 
link Mágoa dos aliados com as demissões preocupa Planalto 
link Ainda incompleta, ‘faxina’ mirou Transportes e Dnit

Gestão Aécio e Anastasia melhora ações de combate à miséria: IPEA revela que Minas tem o melhor índice do Sudeste

Gestão Eficiente, Gestão em Minas

Fonte: Marina Rigueira – Estado de Minas

Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Minas Gerais vem reduzindo os índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior do que outros estados do Sudeste e do que a média brasileira. No entanto, possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população. Os dados foram comentados pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.

De acordo com Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à do Sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).

Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. Para Pochmann, a ampliação dos investimentos sociais e dos programas de transferência de renda explicam, em grande parte, esse quadro. Esses investimentos se transformaram em estímulo ao crescimento econômico, em uma política que inverteu uma máxima do ex-ministro Delfim Neto, de que era necessário primeiro fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Agora, a distribuição vem antes e é condição para o crescimento. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou o presidente do Ipea.

Cemig terá participação acionária na Gás Brasiliano Distribuidora, empresa mantida pela Gaspetro

Fonte: Mariana Durão, Sergio torres 0 Estado de S.Paulo

Cemig terá 40% em empresa da Gaspetro

Em negociação sigilosa desenvolvida pela futura presidente da Petrobrás, Graça Foster, a partir do segundo semestre do ano passado, a petroleira, por intermédio da subsidiária Petrobrás Gás (Gaspetro), acertou com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) um acordo que deverá resultar, ainda neste ano, na transferência de 40% do controle acionário da Gás Brasiliano Distribuidora (GBD), com sede em São Bernardo (SP).

Assinado ontem, o acordo prevê novos investimentos na GBD e o ingresso da Cemig no capital social da companhia, integralmente controlada pela Gaspetro. Na futura sociedade, a subsidiária da Petrobrás ficará com 60% da GBD, com a empresa mineira assumindo os demais 40%.

Nem a Petrobrás nem a Cemig, nos respectivos comunicados ao mercado, revelaram os valores para a efetivação do negócio. Em seu comunicado, distribuído pela internet, a Petrobrás informa que a implementação do acordo, “assim como a execução dos contratos resultantes, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes”.

De acordo com a estatal, ainda neste ano deverão ocorrer a conclusão da operação de transferência de parte do controle acionário da Gaspetro e a entrada da Cemig na sociedade.

No fato relevante em que anuncia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a assinatura do acordo de investimentos com a Gaspetro, a Cemig limita-se a comunicar que “manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente informados sobre a conclusão da operação”.

A subsidiária da Petrobrás adquiriu a Gás Brasiliano em maio de 2010 por US$ 250 milhões, mas só em agosto de 2011 o governo de São Paulo aprovou o negócio. Assim que assumiu a empresa, a Gaspetro anunciou que até 2015 deverão ser distribuídos 2,45 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Em 2010, ao assinar os termos de compra, a distribuição anunciada era de 1,25 milhão de metros cúbicos diários. Na ocasião, a então diretora de Gás e Energia da Petrobrás divulgou o compromisso da empresa com o desenvolvimento local. “Assumimos um compromisso com a Secretaria de Energia do Estado (de São Paulo) para desenvolver a região onde a Gás Brasiliano atua”, disse Graça Foster em evento da Prefeitura de São Bernardo.

Segundo a Petrobrás, o gás natural da GBD será usado na planta de fertilizantes que está sendo construída em Uberaba. Daí a importância da parceria com a Cemig, cuja rede de transporte e distribuição abrange a região.

Artigo: Marcus Pestana diz que foco no programa Saúde da Família melhora prestação de serviços do SUS à população

Gestão da Saúde em Minas, Gestão Eficiente

Fonte: Artigo do deputado federal Marcus Pestana – O Tempo

O papel central da estratégia de saúde da família

O caminho é longo e não há atalhos

Nunca é demais lembrar que as pesquisas de opinião pública identificam a saúde como principal preocupação dos brasileiros. Há, em geral, uma frustração de expectativas e uma avaliação negativa em relação ao SUS. É inegável que os avanços foram muitos e que a saúde hoje no Brasil é muito melhor que há 23 anos, quando a pedra fundamental do SUS foi lançada. Mas estamos longe de entregar aos cidadãos os direitos e princípios constitucionais.

É evidente que, para atender às cobranças da população, os gestores de saúde têm que se desdobrar em ações de curto prazo que gerem impactos imediatos no atendimento à população.

Mas, em longo prazo, numa perspectiva estratégica, o imediatismo e a pressa não construirão o sucesso. Só uma ação transformadora consistente, estruturante e sistêmica poderá produzir resultados satisfatórios. Isso implica em construir um consenso e uma convicção de que o avanço passa pela consolidação de redes de atenção integral à saúde das pessoas coordenadas fortemente por uma atenção primária qualificada e eficaz. Sem isso, o sistema parecerá permanentemente aos olhos dos cidadãos um caleidoscópio fragmentado, desconexo, quase indecifrável.

É fundamental dispor de bons hospitais, assegurar acesso a medicamentos, ter bons centros de diagnóstico e atenção especializada. Mas para defender a qualidade de vida das pessoas e melhorar a gestão e os resultados do sistema não há outro caminho. Sugiro a leitura de “As Redes de Atenção à Saúde”, de Eugênio Vilaça.

A estratégia da Saúde da Família foi o caminho escolhido para enfrentar o desafio. São mais de 30 mil equipes em todo o Brasil, sendo mais de 4.000 em Minas Gerais. Uma equipe multidisciplinar responsável por uma população e um território geográfico definidos, motivada e bem-treinada, produz um fantástico efeito organizador no sistema e uma forte melhoria nos níveis de saúde da população. A combinação de ações de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce, atendimento primário, acompanhamento das doenças crônicas pode deslocar, em grande parte, o centro de gravidade do sistema das portas de hospital e dos balcões de farmácia para os pontos de atenção da saúde da família.

Os problemas não são poucos. Vão desde traços culturais de desconfiança da população e de muitos profissionais do setor, o fascínio pela tecnologia até a difícil formação e fixação de médicos da família nas pequenas cidades, na periferia das grandes cidades e nas cidades mais pobres e distantes.

Daí a importância de iniciativas tomadas pelo governo de Minas, nos últimos anos, de desencadear uma série de ações no âmbito do Programa Saúde em Casa: a contratualização de metas, a qualificação da gestão da clínica através de protocolos e linhas guias, a construção de mais de 2.000 unidades de saúde, o Canal Minas Saúde, a Educação Permanente, o Tele Saúde, o Plano Diretor.

O caminho é longo, mas não há atalhos que valham a pena.

Choque de Gestão de Aécio e Anastasia lançado em Minas será adotado por Dilma

Em busca da Gestão Eficiente

DILMA COPIA CHOQUE DE GESTÃO DE AÉCIO E ANASTASIA EM MINAS

Presidente pretende construir uma bandeira depois da ‘faxina’ que marcou seu primeiro ano de governo e pediu à sua equipe foco na gestão do Estado

BRASÍLIA – O governo de Dilma Rousseff terá como bandeira a reforma do Estado. Foi o que ela explicou em detalhes à sua equipe ministerial, reunida na última segunda-feira. Não se trata, porém, de discutir o tamanho da máquina pública, como se fez no passado recente, quando ganharam força teses sobre o enxugamento estatal. O que Dilma quer é foco na gestão.

“Não tem essa história de Estado mínimo. Isso é uma tese falida, usada pelos tupiniquins. O Estado tem de ser eficiente”, costuma dizer a presidente.

A reforma que Dilma tem em mente é gerencial. É fazer com que a máquina administrativa funcione e devolva ao cidadão os serviços pelos quais ele paga. “Isso é revolucionário”, definiu. É com essa estratégia que a presidente quer construir uma “marca” de governo depois da “faxina” que derrubou sete ministros no ano passado, seis deles alvejados por denúncias de corrupção.

Dilma está convencida de que o surgimento da nova classe média vai demandar cada vez mais serviços públicos de qualidade.

No diagnóstico da presidente, esse grupo de pessoas saídas da pobreza não fará como a classe média tradicional, que praticamente prescindiu do Estado, recorrendo a escolas particulares, planos de saúde e previdência privada. “Não se iludam! Essas pessoas não vão deixar de procurar escolas públicas nem o SUS e o INSS”, argumentou ela.

Na primeira reunião ministerial do ano, Dilma expôs o que espera da equipe para não tropeçar na gestão, como ocorreu no primeiro ano de governo, marcado por crises políticas e pela queda no volume de investimentos do setor público, em grande parte por causa de problemas gerenciais. Obcecada por metas, ela cobrou desempenho dos auxiliares e avisou que, de agora em diante, todos serão avaliados pelos resultados apresentados a cada seis meses.

 

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