Arquivo

Posts Tagged ‘Fernando Henrique Cardoso’

Aécio Neves: senador elogia Fernando Henrique com Lula

Aécio Neves: senador frisou que embates numa democracia devem ser no campo político e não no pessoal. “Foi um gesto de cidadania”, disse.

Entrevista do senador Aécio Neves a rádio Itatiaia: encontro entre os ex-presidentes FHC e Luiz Inácio Lula da Silva

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves considerou uma demonstração de maturidade política do Brasil a visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez, nessa terça-feira (27/03), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de um tratamento contra um câncer. Para o senador Aécio, o gesto de solidariedade de Fernando Henrique representa o desejo dos brasileiros de que Lula se recupere.Aécio Neves frisou que os embates numa democracia devem se dar no campo político e não em questões pessoais. O senador lembrou ainda que ele próprio telefonou ao ex-presidente, recentemente, desejando-lhe rápido restabelecimento e ressaltou que, mesmo divergindo de Lula politicamente e discordando de determinadas ações de seu governo, considera-o um amigo e reconhece o papel que ele teve para a democracia brasileira

Senador Aécio, o que representa esse encontro entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique?

Na verdade, um gesto de cidadania. Um gesto que demonstra a maturidade política do Brasil. Enquanto assistimos diariamente o combate pequeno, rasteiro, de ataques pessoais, acusações de toda ordem, assistimos ao gesto de um estadista em homenagem a outro estadista. Almocei na segunda-feira com o presidente Fernando Henrique, quando ele nos disse que estaria com o ex-presidente Lula nesta terça-feira, e ele próprio estava muito emocionado. Em determinados momentos, temos que nos despir da nossa condição de líderes partidários ou mesmo de representantes de determinados projetos para sermos aquilo que essencialmente somos, seres humanos.  Capazes de, sinceramente, demonstrarmos solidariedade. E essa solidariedade demonstrada pelo ex-presidente Fernando Henrique pessoalmente é de todos nós, que queremos o ex-presidente Lula em plenas condições de saúde para que possamos, valorizando a democracia, enfrentarmos e travarmos os embates sempre no campo político, jamais no campo pessoal. Portanto, Fernando Henrique, com esse gesto, representa o sentimento de todos nós, do PSDB.

O senhor também já falou com o ex-presidente Lula?

Falei com o ex-presidente Lula e tenho por ele um respeito enorme. Temos uma relação de amizade construída ao longo de 20 anos de militância política. E tenho uma característica, que talvez seja também a do presidente Lula, eu não considero alguém, por estar apenas em outro campo político, meu inimigo. Ao contrário, o ex-presidente Lula tem todas as virtudes, por isso governou o País. Posso discordar de ações do seu governo, mas jamais deixarei de considerar e de respeitar o papel extremamente relevante que ele teve na construção da democracia no Brasil.

Anúncios

Fernando Henrique Cardoso diz que Serra tomou atitude correta ao lançar candidatura à prefeitura de São Paulo

PSDB fortalece oposição

O anúncio de que José Serra vai concorrer à Prefeitura de São Paulo fortalece a oposição e acende a luz vermelha no PT. O PSDB que quer Aécio Neves como nome do partido para disputar a presidência em 2014 começa deixar bem definida a estratégia para acabar com hegemonia do PT.

Fonte: Gustavo Chacra – Correspondente Nova York – O Estado de S.Paulo

Para FHC, disputa em SP ‘revitaliza’ Serra e não o tira do páreo presidencial

Ex-presidente acha correta decisão do tucano de candidatar-se à Prefeitura; ‘Não significa que ele não possa ser outra coisa’

 candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo permitirá a ele “voltar à cena política com força” e foi a decisão mais adequada para o ex-governador e para o PSDB, afirmou ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista exclusiva ao Estado. “Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política”, analisou o ex-presidente.

Segundo FHC, a eleição para prefeito não significa que o ex-governador abandona o projeto de disputar a Presidência no futuro. “Política é uma coisa muito dinâmica. Tem sempre a cláusula de prudência. Política não é uma coisa em que os horizontes se fecham”, disse, ao comentar sobre a possibilidade de o tucano, mais uma vez, deixar um cargo para se candidatar a outro, como aconteceu quando era prefeito e governador de São Paulo.

O ex-presidente falou com o Estado em Nova York, onde lidera uma comitiva de 12 CEOs de empresas brasileiras ligadas à Comunitas, entidade criada por Ruth Cardoso para incentivar o investimento social corporativo.

O anúncio da candidatura de José Serra à Prefeitura não esvazia as prévias do PSDB?
Não estou no Brasil e não acompanhei de perto esta evolução. Quem está coordenando é o governador Geraldo Alckmin. Agora, o peso eleitoral do Serra é de tal magnitude que eu acho que o partido vai se ajustar à realidade política.

Mas não faltam caras novas no PSDB? Afinal, há anos Serra e o Alckmin se revezam em candidaturas em São Paulo. O PT tenta essa renovação agora com Fernando Haddad.
As prévias foram uma tentativa nesta direção. Mas quando você tem alguém com a densidade política do Serra, que se disponha a ser candidato a prefeito, do ponto de vista do PSDB há uma importância estratégica porque existe realmente viabilidade de ganhar São Paulo.

O sr. mencionou que o senador Aécio Neves (MG) é o candidato óbvio do PSDB para 2014.
Foi uma pergunta feita pela revista The Economist: quem é o candidato óbvio? Eu respondi que o Serra vai sair candidato, não vai desistir. E eles perguntaram quem seria o outro. É o Aécio. É uma coisa que todo o mundo sabe. São os dois que estão despontando com mais força.

Mas com o Serra se candidatando a prefeito…
Abre espaço para uma outra candidatura para presidente. Agora, sempre tem que colocar aquela cláusula de prudência. A política é muito dinâmica. O Serra pode ganhar ou pode perder. Nos dois casos, o fato de ele ser candidato agora reforça a presença dele como um líder. Todo líder político, enquanto quiser se manter ativo na política, tem de ter a expectativa de poder. Tem que ser candidato. Eu, por exemplo, quando deixei a Presidência, disse que não seria mais candidato a nada e não fui. Disse que estava saindo de cena. No começo, as pessoas não acreditaram. Como não sou ingênuo, ao tomar esta decisão, estava mesmo saindo de cena. Para quem não tomou esta decisão ainda, a melhor coisa a fazer é se candidatar. Você pode se candidatar em vários níveis. O Serra, ao tomar a decisão de se candidatar (para a Prefeitura), volta à cena política com força. Onde ele é necessitado neste momento? Onde o partido o vê com bons olhos neste momento? É aí (na Prefeitura). Isso significa que amanhã ele não pode ser outra coisa? Não.

Mas não pega mal para o Serra, que já foi prefeito uma vez e saiu para se candidatar (o tucano deixou a Prefeitura em 2006, para disputar a Presidência, e o governo do Estado, em 2010, para mais uma vez entrar na disputa presidencial)?
Ele vai tomar as precauções devidas porque ele tem de ganhar a eleição. Provavelmente ele vai reafirmar a disposição dele (de permanecer na Prefeitura). Mas não vi, não falei com ele. Política não é uma coisa em que o horizonte se fecha. De repente, o que estava fechado se abre. Acho que a decisão do Serra foi a mais adequada neste momento para ele e para o partido. Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política.

Mas para a Presidência, o Serra e o Aécio continuam sendo os dois nomes fortes do PSDB?
Eu acho que sim.

Crise de identidade: “PT sempre demonizou as privatizações, da mesma forma que votou contra o Plano Real”, questionou Ethevaldo Siqueira

Corrupção no Brasil, Gestão do PT,  Gestão deficiente, 

Fonte: Ethevaldo Siqueira – O Estado de S.Paulo

A privatização petista

Seria oportuno que se apurasse com rigor e reunisse o máximo de provas relativas a crimes não esclarecidos e tão polêmicos como a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e de outros prefeitos petistas. Ou o enriquecimento surpreendente de uma dezena de ex-ministros degolados por corrupção nos últimos 9 anos. 

A presidente Dilma Rousseff acaba de privatizar os três maiores aeroportos do País, inclusive com dinheiro dos fundos de pensão e financiamentos do BNDES. Não é a primeira vez que o PT, no governo, segue caminhos totalmente diversos de suas pregações históricas. Na campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff condenava radicalmente todas as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

Dilma rendeu-se às evidências. Se não optasse pela privatização, o Brasil poderia ter sérios problemas no setor de transportes aéreos na Copa de 2014 e na Olimpíada de 2016. A pior solução seria manter os três maiores aeroportos nas mãos da Infraero quando o Estado brasileiro, semifalido, investe menos de 2% do PIB em infraestrutura.

A dúvida agora é diferenciar quais são as privatizações boas e quais as más. As do PT serão as boas? E as do PSDB, serão privatarias? Ou, ainda por vingança tucana, os petistas serão acusados de promover uma espécie de “privataria petralha”?

Negação do ideário. Um amigo, filósofo e bem-humorado, costuma me dizer que o PT só acerta na mosca quando nega seu ideário, quando muda seu discurso radical e faz exatamente o oposto do que propunha em 2002: “a ruptura total com o modelo econômico neoliberal vigente no País”. Em lugar desse modelo, Lula e Dilma consolidam um modelo que se poderia chamar de neoconservador. E, mais uma vez, ao chegar ao poder, o PT faz aquilo que condenou no passado. Não explica, entretanto, sua mudança de posição nem pede desculpas a quem acreditava em sua pregação anterior.

É bom lembrar que Antonio Palocci, quando prefeito de Ribeirão Preto, iniciou o processo de privatização das Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), concessionária municipal. A própria presidente Dilma Rousseff, quando pertencia ao PDT e assessorava os governadores gaúchos Alceu Colares e Olívio Dutra, na década de 1990, defendeu a privatização da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), que foi vendida para a Telefónica em 1997.

Discurso radical. Seria bom relembrar que o PT sempre demonizou as privatizações, da mesma forma que votou contra o Plano Real em 1994, acusou duramente o Proer (projeto que ajudou a sanear os bancos brasileiros) e nem sequer apoiou a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O que se prevê agora é o recrudescimento de uma polêmica interna no PT sobre o tema das privatizações. A ala mais radical é a dos sindicatos de empregados de estatais, para os quais não há maior palavrão do que privatização.

Um dos diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, publicou no dia 31 de janeiro no site da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), um dos artigos mais radicais contra as privatizações no Brasil (www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/206/Servios-Privatizados-caos-instalado-e-preos-exorbitantes-), no qual critica até a presidente Dilma Rousseff por sua disposição de privatizar os maiores aeroportos.

Cancella desafia seus leitores a dar um único exemplo em que “a iniciativa privada é eficiente, onde fez os investimentos necessários e mantém serviços de excelência, com preços ou tarifas razoáveis”. É provável que o engenheiro não conheça a Vale, a Embraer, nem as empresas de telecomunicações privatizadas em 1998 que investiram R$ 200 bilhões na infraestrutura setorial, elevaram o número de telefones do País de 24,5 milhões para mais de 270 milhões e implantaram mais de 80 milhões de acessos à internet, 50 milhões dos quais em banda larga.

Livro polêmico. O debate sobre as privatizações do governo FHC ganhou até um livro polêmico, com o título de A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior (Geração Editorial, São Paulo, 2011). Escrito numa linguagem panfletária, o livro anuncia muito mais do que realmente oferece, ao prometer “documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro” e “a história de como o PT sabotou o PT na campanha de Dilma Rousseff”.

Para quem estuda a fundo o problema, o livro é frustrante, acima de tudo pelo tom emocional, de palanque, sem a menor isenção, com uma montanha de documentos requentados de inquéritos passados.

Mesmo assim, penso que todas as denúncias de lavagem de dinheiro e de supostas fortunas tucanas em paraísos fiscais das Ilhas Virgens Britânicas deveriam ser examinadas com todo o rigor pela Justiça e apuradas, até mesmo para comprovar a consistência ou veracidade das acusações. Se eu fosse o autor e tivesse plena convicção da autenticidade das provas e da culpabilidade dos acusados, não hesitaria um minuto em ingressar na Justiça.

Seria oportuno, também, que o autor, tão experiente em jornalismo investigativo, apurasse com muito maior rigor e reunisse o máximo de provas relativas a crimes não esclarecidos e tão polêmicos como a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e de outros prefeitos petistas. Ou o enriquecimento surpreendente de uma dezena de ex-ministros degolados por corrupção nos últimos 9 anos. E mais: que escrevesse tudo em linguagem mais serena e equilibrada.

O esclarecimento dessa pauta seria um grande serviço ao País.

Roberto Freire: Foram as privatizações do governo FHC que possibilitaram elevar o nível de investimento no país

Fonte: Roberto Freire, presidente PPS – Brasil Econômico

Privatização envergonhada

No processo de estabilização do real, quando o governo Fernando Henrique Cardoso empreendeu um profundo movimento de privatização de algumas empresas estatais, processo coberto de êxito pelo sopro de modernização que permitiu à indústria brasileira, diminuindo o peso do Estado na economia do país, o PT fez dessas privatizações seu cavalo de batalha, denunciando o governo do PSDB, até recentemente, de “vender as riquezas do país para as multinacionais”, em sua forma peculiar de fazer oposição.

Foram justamente as privatizações do governo FHC que possibilitaram elevar o nível de investimento nesses setores e, ao mesmo tempo, iniciar uma ampla reforma do Estado, com a criação de agências reguladoras, mudando o caráter do Estado brasileiro, de gestor para regulador.

Essa oxigenação da economia por meio das privatizações não apenas quebrou monopólios estatais, como dinamizou algumas empresas estatais, como a Petrobras, que posteriormente ganharam não apenas eficiência, como se tornaram indutoras de modernização tecnológica e desenvolvimento industrial, vide o pré-sal.

Paulatinamente o governo Dilma assume, cada vez mais com maior clareza, as diretrizes econômicas do governo FHC

Contra tudo isso, o lulo-petismo fez uma verdadeira cruzada, transformando uma necessidade econômica, em um discurso político-ideológico de “defesa do Estado gestor”, paternalista em sua essência, e patrimonialista por consequência de nossa cultura política. Enquanto estava na oposição, foi um combatente contra as “privatizações”, como se fossem crime de lesa-pátria!

Agora, quando a crise financeira internacional bate à porta e o Estado sem recurso para investir e modernizar a economia vê-se sob a necessidade de privatizar setores da economia, mormente de sua infraestrutura, o governo do PT rasga suas moribundas crenças e faz suas primeiras privatizações, revelando, mais uma vez, o oportunismo de sempre, fazendo uma privatização envergonhada, mantendo ainda a forte presença do Estado, e utilizando os recursos do BNDES como instrumento de capitalização de conglomerados nacionais e internacionais. Como ocorreu com a privatização dos aeroportos de Brasília, Congonhas e Viracopos.

Um problema, contudo, tem chamado a atenção dos especialistas. Como houve um ágio muito grande, desconfia-se da capacidade dos consórcios ganhadores de efetivamente entregarem o prometido. A empresa de infraestrutura dos fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras), a Invepar, associada à construtora OAS, por exemplo, terá de pagar R$ 800 milhões por ano a título de outorga, mais 10% da receita bruta do terminal.

De todo modo, o fundamental é que paulatinamente o governo Dilma assume, cada vez mais com maior clareza, as diretrizes econômicas do governo FHC, mesmo que de forma transversa, e rompe o discurso ideológico que o lulo-petismo alimentou, quando na oposição, reconhecendo que a privatização da economia é fruto da necessidade, e uma solução óbvia para que o Estado possa cumprir sua função de garantir educação de qualidade, uma saúde pública eficiente e uma efetiva segurança a seus cidadãos, abandonando de vez jargões e o voluntarismo salvacionista tão peculiar do populismo.

PT – o partido 2 caras – privatiza mal e permite que iniciativa privada 1º arrecade para depois pagar pela concessão

PT mente

Fonte: Artigo de Orlando Morando – Folha de S.Paulo

PT: um discurso na eleição, outro no governo

Nas últimas eleições, o PT bateu forte na tese caluniosa de que os tucanos iriam privatizar a Petrobras, os Correios e o Banco do Brasil

Entre as principais bandeiras do PT para chegar à presidência da República, estavam os ferozes discursos contra as privatizações feitas no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

Como se não bastassem as críticas na primeira vitória, eles continuaram com o discurso de que não venderiam os bens do Estado nas duas últimas eleições presidenciais. Lula continuou batendo na tese caluniosa de que os tucanos iriam privatizar empresas como a Petrobras, os Correios e o Banco do Brasil.

Na campanha, a presidenta Dilma Rousseff chegou a afirmar que não permitiria que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e por suas empresas públicas, fosse dilapidado e partido em pedaços. Ela chegou a dizer que nunca iríamos vê-la tomando decisões que significassem a entrega das riquezas nacionais.

Com a recente concessão à iniciativa privada de três dos mais importantes e rentáveis aeroportos do país (Brasília, Cumbica e Viracopos), temos a certeza de que o PT ganha eleição com um discurso e governa com outra prática.

É surpreendente essa mudança de postura e atitude do PT. Ele se opôs e agora celebra a privatização dos aeroportos dizendo que isso é o melhor para o país.

O ex-presidente Lula não teve coragem de fazer o que é certo. Empurrou para a Dilma a necessidade de privatizar os aeroportos. Não posso acusá-la, pois o seu discurso não é petista, mas é importante que eles façam um esclarecimento para a população: o PT de Dilma não é o mesmo de Lula, de Zé Dirceu e dos sindicatos ligados a eles.

Se essa privatização dos aeroportos tivesse acontecido na época do Fernando Henrique, com certeza teríamos grandes protestos radicais dos sindicatos, não apenas uma pequena manifestação em frente ao local onde foi realizado o leilão.

Ao fazer a privatização dos aeroportos, o governo assina a sua incapacidade de entregar a tempo as obras de infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Ao contrário dos petistas, vamos manter a coerência e o discurso de defender as privatizações, pois entendemos que alguns serviços são melhor realizados pela iniciativa privada do que pelo governo.

Entretanto, vale destacar a principal diferença da privatização petista com relação às privatizações tucanas. Quando privatizamos as rodovias paulistas, as outorgas foram pagas a vista e antecipadamente. Já o PT privatiza mal, pois permite que a iniciativa privada primeiro faça a arrecadação, para só depois fazer o pagamento.

Esperamos um grande desenvolvimento dos nossos aeroportos. Que esses R$ 24,5 bilhões arrecadados no leilão sejam investidos para torná-los mais modernos, com maior capacidade operacional e melhores condições de atendimento, assim como aconteceu com as rodovias do Estado de São Paulo após as privatizações.

Que as filas, os atrasos, os cancelamentos, as pistas sem conservação e os terminais precisando de ampliação pelo país façam parte de um lamentável passado, assim como o discurso calunioso do PT contra as privatizações.

ORLANDO MORANDO, 37, é deputado estadual (SP) e líder do PSDB na Assembleia Legislativa 
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

PT mais tucano: Elena Landau diz que privatização iguala PT ao PSDB

Privatização Petista,  

Fonte: Pedro Soares – Folha de S.Paulo

Privatização iguala PT ao PSDB, afirma ex-diretora do BNDES

‘Musa’ da venda de estatais no governo FHC, Elena Landau diz ter ‘passado bastão’ a Dilma

Segundo economista, forma de concessão de aeroportos retomou o modelo que foi adotado durante a gestão tucana

Economista, advogada e ex-diretora do BNDES, Elena Landau ficou conhecida na gestão FHC como a “musa das privatizações”. No Twitter, avisou: “Passo o bastão” para a presidente Dilma Rousseff, após o leilão de concessão dos aeroportos.

O modelo escolhido, diz Landau à Folha, iguala a atitude dos governos do PSDB e do PT. Para ela, Dilma mostra uma “marca distinta, que não é do confronto”.

Folha – Como a sra. viu a concessão dos aeroportos?
Elena Landau –
 O que aconteceu foi muito importante, um marco do ponto de vista econômico e político porque vinha tendo um debate ideológico e raivoso, sem muita argumentação. Quando o governo Dilma inaugura um processo claro de privatização, sem eufemismo, sem semântica, com a simbologia de bater o martelo, mostra que inicia uma fase diferente, em que podemos ter bom-senso na discussão.

É importante para o Brasil como instituição. Começa uma fase diferente do governo. Ela [Dilma] já mudou o patamar de relação com o PSDB para um nível mais civilizado. No debate de privatização, as pessoas não discutem nem a forma nem o modelo. Vai-se logo para a roubalheira. Isso começa a mudar.

O que mudou? A Dilma, o PT ou o mundo?
Não houve uma inflexão do processo de privatização. Ele começou com o Collor e não parou mais. O que houve foram nuances em diferentes governos. As concessões, que nunca deixaram de ser feitas, são uma forma de desestatização. O que aconteceu ontem [anteontem] é importante porque é uma volta ao modelo que se paga pelo valor do ativo outorgado. Isso é um marco.

Antes, quando a própria Dilma assumiu o Ministério de Minas e Energia [em 2003], ela criticou o modelo anterior em que as tarifas eram caras porque faziam o leilão pelo valor do ativo e passou a fazer pelo menor valor de tarifa [nos leilões de energia].

Isso não redundou em nada para o usuário porque o valor das tarifas pode ter sido baixo no leilão, mas se colocou tanto imposto e encargo que o consumidor não percebeu. O mesmo ocorreu com a concessão das rodovias.

O leilão, então, aproxima o PT e o PSDB?
O governo Dilma está começando após um ano perdido. Isso mostra que o governo Dilma tem mais bom-senso e capacidade de dialogo. E o Twitter foi um espaço de brincadeira: me chamar de musa da privatização é quase um xingamento. Mas, quando quis dizer que passei o bastão, é porque não tem mais essa questão de eles e nós. Isso tem muito a ver com a personalidade da presidente. Você não vê a presidente batendo boca. Ela recebeu o presidente FHC. Tem outra forma de convivência.

Coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas defende mobilização social contra o aparelhamento do estado pelo PT

Corrupção no Brasil, Aparelhamento, malfeitos, irregularidades,

Fonte: Artigo de Ricardo Vélez Rodríguez – Estado de S.Paulo

Os desafios para 2012

Terminou 2011 e a sensação que temos é de que as coisas ficaram a meio caminho. O País apareceu nos índices que medem o PIB como sexta economia do mundo, desbancando dessa posição a Grã-Bretanha. É um resultado relativo que para a sofrida classe média não se traduziu em grande coisa. Impostos e serviços básicos (como a eletricidade, que teve aumento significativo para bancar a “luz para todos”) aumentaram mais que o normal. Como tampouco houve melhora significativa para o chamado “povão” (as pessoas continuam morrendo nas filas do SUS).

Claro que os beneficiários dos programas sociais (Bolsa-Família e outras benesses) tiveram ganhos relativos. Mas de cunho precário, levando em consideração que não foram postas em prática políticas públicas que efetivamente os tirassem da pobreza, sem precisar dos subsídios estatais. Mais animador seria um passo à frente na recuperação da produção econômica, para garantir o crescimento sustentado da riqueza. Acontece que este ficou em praticamente zero no ano que se foi. E será muito modesto (se tudo correr bem) no ano que começa. Tudo por causa do mal de sempre: o estatismo, que nos afoga a todos. O custo da máquina pública é enorme e, de outro lado, a ação regulatória do governo dirige-se a tolher a livre-iniciativa, em decorrência, principalmente, da absurda carga tributária, que não diminui. Ao contrário, só aumenta: em 2011 o Leviatã comemorou a arrecadação de mais de R$ 1 trilhão!

Os lulopetistas, claro, atribuíram o sexto lugar alcançado pelo PIB brasileiro à sua “magnífica” gestão da economia. O fenômeno de aumento do produto interno bruto poderia, no entanto, ser interpretado, de forma mais realista, nos seguintes termos: o fato de os governos de Fernando Henrique Cardoso terem feito o dever de casa no que tange às privatizações e ao saneamento das contas públicas, aliado ao boom das commodities nos últimos dez anos, fez a produção nacional ser positivamente alavancada no contexto global, notadamente em decorrência da compra pela China dos nossos produtos de exportação (minério de ferro, petróleo e alimentos), em que pese a crise financeira europeia e norte-americana. A nossa produção cresceu por inércia – destacando-se o agronegócio. Palmas para os bravos produtores rurais, que conseguiam fazer frente às chantagens do governo em matéria de legislação ambiental e continuaram driblando, com grande sacrifício, as investidas dos “movimentos sociais” estimulados pela petralhada e pela CNBB (mencionemos, em especial, o MST e quejandos, que ao longo do consulado lulista se apropriaram de parcela significativa dos recursos destinados à agricultura familiar). É claro que Lula, ao longo do seu segundo mandato, conseguiu pôr freio à voracidade de Stédile e companhia, não para parar com a sangria do Tesouro, mas para destinar mais recursos aos “programas sociais” (Bolsa-Família e congêneres), que garantiram o triunfo da candidata petista nas eleições de 2010.

Em matéria de desenvolvimento econômico, no entanto, o saldo é negativo. O Brasil não fez o dever de casa no que tange à modernização da infraestrutura. Portos, aeroportos e estradas ficaram a ver navios. O gargalo da infraestrutura paralisa o crescimento econômico. E compromete os eventos internacionais esportivos em que o governo lulista nos embarcou irresponsavelmente, sem ter garantido os recursos orçamentários nem ter olhado para os prazos.

No que respeita à alegre distribuição de recursos orçamentários entre ONGs cooptadas pelo governo e “companheiros”, a farra foi incomensurável. Segundo dados levantados pela imprensa, e que são de conhecimento público (cf. a revista Veja de 26/10/2011, pág. 78 e seguintes.), nos nove anos de governo petista (oito de Lula e um de Dilma) foi despejada no ralo da corrupção e do dinheiro não controlado uma média de R$ 85 bilhões/ano, num total que chega à astronômica soma de R$ 600 bilhões. Nunca se roubou tanto na História deste país! Ao que tudo indica, as coisas vão continuar assim, haja vista que a faxina contra a roubalheira, que a atual presidente começou a estancar, corajosamente, identificando os atos de corrupção como crimes, virou tímida espanação de “malfeitos” quando as investigações passaram por perto de figuras do PT, limitando-se o governo a punir com a demissão apenas alguns corruptos da base aliada.

Em matéria institucional, as coisas estão preocupantes este ano. A maré montante do PT pretende culminar o aparelhamento do Estado pondo-o definitivamente a serviço de seus interesses partidários, excluindo, evidentemente, o resto da Nação, que passaria a ser tratado como simples massa de manobra na perpetuação da petralhada no poder. O divisor de águas da definitiva subserviência do Judiciário será o julgamento do mensalão.

Se os petistas conseguirem protelá-lo e engavetá-lo, estaremos em face da definitiva cooptação da nossa mais importante Corte pelos interesses partidários, com grave risco para a democracia. Digamos algo semelhante do combalido Legislativo, praticamente paralisado pelo aluvião de medidas provisórias.

Desejável seria que se reerguesse uma sólida oposição, partindo da discussão do pacto federativo (como quer Aécio Neves) ou tomando o caminho da renovação da representação, mediante a adoção do voto distrital e a valorização das eleições municipais (como pretendem alguns ícones do DEM). Esperemos para ver.

O que resta a nós, cidadãos, é continuar a botar a boca no trombone da mídia e dos nossos blogs, na esperança de que a sociedade reaja contra a letargia e comece a pressionar os seus representantes para que façam o dever de casa. Antes que o Leviatã do partido único, de uma vez por todas, tome conta do Brasil.

Ricardo Vélez Rodríguez, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas ‘Paulino Soares de Souza’ da UFJF.

Leia mais

%d blogueiros gostam disto: