Arquivo

Posts Tagged ‘Aécio Neves Político’

Aécio Neves: biografia e história na Rede Vida

 Aécio Neves: biografia – senador participa do Tribuna Independente e fala sobre o pacto federativo, segurança pública e a história política.

Assista Aécio Neves no programa Tribuna Independente, da Rede Vida

O programa foi exibido em 20/03/2011 e gravado em Brasília em Brasília.

Fonte: Canal Aécio Senador

Link: http://www.youtube.com/user/AecioSenador

Leia sobre biografia do senador Aécio Neveshttp://www.aecioneves.net.br/biografia/

Aécio Neves: senador busca recursos para investimentos em segurança

Gestão da Segurança em Minas

Aécio Neves negocia com BID novos recursos para segurança em Minas

Senador participa de reunião nesta terça-feira em Washington

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participa, nesta terça-feira (13/03), de reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), para buscar recursos para projetos de segurança pública do Governo de Minas.  A viagem do senador acontece a pedido do governador do Estado, Antonio Anastasia e tem o objetivo de renovar a parceria firmada por Minas com o BID em ações de prevenção à criminalidade.

O novo financiamento, no valor R$ 150 milhões, se aprovado, será destinado a ampliar e melhorar os programas Fica Vivo – que oferece oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer a jovens moradores de áreas com índices elevados de homicídios – e Mediação de Conflitos – que desenvolve ações para solucionar situações com risco de violência, também em regiões com alta criminalidade –, entre outros. Também haverá investimentos em novos Centros Integrados de Adolescentes (CIAS), espaços de internação e recuperação de menores infratores.

“A reunião visa a consolidar essa negociação, para que no início do primeiro semestre possamos ter esses recursos do BID se somando aos recursos do Estado. É bom dizer que Minas continua sendo dos estados brasileiros que mais investem em segurança pública. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento, sobretudo, dos crimes violentos e dos homicídios, e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos”, afirmou o senador Aécio Neves.

Minas é modelo para Brasil

Aécio acrescentou que o governador Antonio Anastasia determinou às forças de segurança uma ação muito firme para redução da criminalidade no Estado em razão do crescimento de indicadores verificado ano passado. Ele lembrou que Minas é modelo no país por ter revertido a violência no Estado ao longo de nove anos, com quedas sucessivas na ocorrência de crimes violentos.

“O governador está preparando uma ação muito firme, reativa a esse pequeno aumento da criminalidade que houve no ano passado, para que possamos retomar aquela curva descendente com a qual convivemos durante todos os meus dois mandatos de governador. Com os crimes, a cada mês, decrescendo, diminuindo, e fazendo com que nosso modelo de segurança se transformasse numa referência para todo o Brasil”, disse Aécio Neves.

Governo federal é omisso na segurança pública

O senador afirmou, ainda, que esses recursos ganham mais importância na medida em que o governo federal tem sido omisso em relação às políticas de segurança nos estados, além de reduzir ano a ano os investimentos no combate à criminalidade.

“Sabemos que esse é um desafio permanente. Os investimentos que o governo federal faz em segurança pública são pífios. Eu próprio apresentei um projeto no Senado Federal obrigando que os recursos do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam transferidos mensalmente para os estados, como acontece, por exemplo, com os recursos da educação, sem que haja possibilidade do contingenciamento. Porque, na verdade, o governo federal vem segurando esses recursos até o final do ano. Os estados não conseguem fazer o planejamento para a sua utilização e a distribuição é feita de forma muito pouco republicana, atendendo geralmente os mais amigos”, alertou o ex-governador Aécio Neves.

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves: Choque de Gestão programa criado pelo governador mudou Minas e virou referência internacional em administração pública

Aécio Neves: Choque de Gestão

Aécio Neves da Cunha governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010. A implantação do programa Choque de Gestão é sua principal marca como governador, hoje uma referência fundamental para a administração pública no Brasil.

O Choque de Gestão baseia-se na proposta de se gastar menos com o Estado para investir mais no cidadão, em particular em programas sociais de grande retorno para a população e em pautar a administracao por metas, medindo e priorizando o resultado das ações do governo. A iniciativa saneou e modernizou a administração estadual, abrindo caminho para investimentos em escala inédita na história de Minas Gerais.

Durante praticamente todo o primeiro mandato, Aécio obteve índices de cerca de 90% de aprovação popular. Pesquisas do Instituto DataFolha, feitas em março e dezembro de 2009, comprovaram que ele era o governador com melhor avaliação no Brasil. Deixou o cargo, em março de 2010, com 92% de aprovação. Enquetes da empresa Macroplan, realizadas anualmente com jornalistas de veículos dos maiores Estados brasileiros atestaram que Minas Gerais tinha o melhor governo do País, na opinião da categoria.

No dia 1º de janeiro de 2003, Aécio Neves assumiu pela primeira vez o Governo de Minas Gerais, 20 anos depois da eleição de Tancredo para o mesmo cargo. Em torno de sua candidatura, ele aglutinou uma ampla frente de 18 partidos, com o apoio das principais entidades sociais e econômicas do Estado e dos mais influentes líderes políticos. Entre eles, o ex-presidente e ex-governador Itamar Franco e os ex-governadores Eduardo Azeredo, Hélio Garcia, Aureliano Chaves, Francelino Pereira e Rondon Pacheco.

Dois dias após a posse, Aécio Neves começou a pôr em prática os primeiros pontos da reforma administrativa que seria realizada ao longo do seu governo. Já no começo, registrou-se um grande esforço para sanear e equilibrar as contas públicas. O número de secretarias de Estado foi reduzido de 21 para 15, o equivalente a 30%. Houve extinção de cerca de 3.000 cargos que podiam ser preenchidos sem concurso. Deu-se também a redução dos salários do governador, do vice-governador e dos secretários de Estado. Os vencimentos do próprio governador caíram em 45%. A adoção em larga escala do pregão eletrônico (pela internet) também esteve entre as medidas exemplares naquela época. Foi criado um Colegiado de Gestão Governamental, presidido pelo governador, para o qual todas as secretarias deveriam prestar contas, mensalmente.

De imediato, o Choque de Gestão trouxe redução de despesas, reorganização e modernização do aparato institucional do Estado e implementação de novas medidas gerenciais através do envolvimento de todos os órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual, para melhorar a qualidade e reduzir os custos dos serviços públicos.

O Estado, no entanto, achava-se incapacitado para investimentos ou grandes obras e ainda sem crédito junto a organismos internacionais. Diante deste quadro, logo na primeira semana de trabalho o governador determinou a proibição de gastos. E, em fevereiro de 2003, encaminhou à Assembleia Legislativa proposta de redução do seu próprio salário.

Ainda em fevereiro de 2003, viajou a Washington com sua equipe econômica a fim de estabelecer contatos com representantes de vários organismos internacionais, buscando a retomada de investimentos em Minas. Um ato que seria apenas o começo de um vigoroso conjunto de ações tomadas para a internacionalização do Estado, a captação de investimentos e a geração de emprego e renda em várias regiões mineiras.

Em dois anos, o governo equilibrou as finanças estaduais, chegando ao Déficit Zero. Isso possibilitou desde a regularização do pagamento de direitos dos servidores públicos, como o 13º salário em dia, até a retomada de contratos de financiamento junto às agências de fomento internacionais, como os Bancos Mundial e Interamericano de Desenvolvimento.

O equilíbrio alcançado pelo Estado foi reconhecido pelo governo federal, que autorizou que, depois de anos, o Governo de Minas pudesse voltar a captar recursos internacionais. Especialistas e organismos internacionais também reconheceram a importante conquista. Em 2006, Aécio Neves foi convidado a apresentar no Banco Mundial, em Washington, as bases do Choque de Gestão, reconhecido pela instituição como experiência bem-sucedida que merecia ser compartilhada com outros países.

Iniciou-se também uma política de investimentos focada nas áreas sociais, sobretudo. Em 2004, por exemplo, embora seja o estado com maior número de municípios no Brasil, Minas foi pioneiro no país a ampliar de 8 para 9 anos a duração do ensino fundamental.

Durante o mandato, foram priorizadas ações de infraestrutura que pudessem criar as condições para o desenvolvimento das regiões mais pobres. Em 2003, 294 municípios ligados por estradas estaduais não tinham acesso por asfalto. Hoje, estão todas asfaltadas ou em obras. Mais de 400 cidades não tinham serviço de telefonia celular – e agora têm. No final da gestão de Aécio, o governo chegou a fazer um investimento per capita nas regiões mais pobres correspondente a mais que o dobro da média do estado.

Ao assumir pela segunda vez o governo de Minas, em 1º de janeiro de 2007, Aécio criou o Estado para Resultados ou Choque de Gestão de Segunda Geração, dando continuidade e aprofundando as conquistas sociais anteriores.

Em 2008, o então governador de Minas recebeu a Legião de Honra da França, entregue pelo ex-presidente Valéry Giscard d’Estaing, representando o atual presidente, Nicolas Sarkozy. É a maior comenda concedida pelo governo francês a cidadãos do mundo inteiro em reconhecimento pelos seus méritos.

Fonte: Aécio Neves Senador

“Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão”, comentou Sérgio Guerra

PSDB Nacional, Gestão Eficiente, Eleições 2012

“O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional”

Entrevista – Sérgio Guerra – presidente do PSDB

O deputado federal é categórico ao afirmar que a candidatura de José Serra em São Paulo não significa que o caminho presidencial para Aécio Neves esteja livre. Sobre a disputa em Belo Horizonte, o pernambucano não vê problema na aliança com petistas, desde que em benefício de “um governo que trabalhe bem”.

Nacionalmente, por que é importante para o PSDB apoiar a reeleição de Marcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte?

O lema do nosso partido, em Minas Gerais ou em qualquer outro lugar, é governar bem e fazer da administração o que a população espera que seja feito. Então, antes de interessar ao nosso projeto eleitoral, interessa ao PSDB que o governo de Belo Horizonte seja bem-sucedido. Nós queremos a qualidade da administração municipal, não importa que o responsável não esteja exatamente ligado à nossa legenda. Em outra situação, com qualquer outro candidato, o fato de o PSDB estar associado a um governo que trabalha bem só faz ajudar o partido.

Os tucanos sonham com a possibilidade de o PSB de Lacerda aderir ao projeto presidencial do PSDB em 2014?

O nosso partido procura ter uma relação o mais próximo possível com o PSB. Eu, pessoalmente, acho que não será fácil, daqui a três anos, que as duas legendas se juntem na eleição presidencial. Mas, enquanto isso, nós vamos desenvolvendo um bom trabalho conjunto. Lembrando que nós estamos associados de forma natural em muitos Estados do Brasil, no Paraná, em Alagoas, em Pernambuco, aí em Minas. Então, se houver uma futura aliança ou aproximação, será algo que foi construído ao longo de muito tempo.

Em Belo Horizonte, o PSDB só apoiará Lacerda caso haja adesão formal?

Não aceitamos nada que não seja uma aliança formal. Não faz sentido fazer uma aliança que se desenvolve, inclusive, no governo – já que estamos juntos na prefeitura – sem o papel passado.

E as conversas que dão conta de que o PSDB pleiteia ser vice de Lacerda? Só valem se o PT abandonar a aliança?

Sobre essa questão, eu, pessoalmente, não tenho posição. É um assunto que fica para os diretórios estadual e municipal resolverem. É claro que nós ficamos atentos, porque, em cidades com mais de 200 mil eleitores, as composições são discutidas também pela cúpula nacional. Mas não vamos nos intrometer na formação da chapa, de prefeito e vice.

Por que o PSDB se opõe ao PT nacionalmente e, em Belo Horizonte, aceita caminhar com o partido?

Não há nenhum problema nisso. Nós não vamos eleger agora o presidente da República, mas o prefeito da capital. Os compromissos do prefeito da capital são assumidos com a cidade que vai governar. Em torno desses compromissos, fazem-se as alianças e se constrói o governo. Em Belo Horizonte, vamos conviver com o PT na mesma coligação. Nós, do PSDB, estamos abertos a entendimentos locais, mas, rigorosamente, não apoiamos o PT em eleições nacionais e nos Estados.

O que Marcio Lacerda tem para atrair, ao mesmo tempo, tucanos e petistas?

Eu conheço pouco o prefeito Marcio. Mas, pelo conceito de administrador que tem, sei que é muito bom. Por isso, recebe os apoios.

Hoje, a administração de Lacerda está mais próxima do modo tucano ou do petista de governar?

Ele está mais próximo da boa administração. E, aqui entre nós, a especialidade de administrar bem não é do PT, é nossa.

Em uma eventual candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, Lacerda ficaria com o PSDB ou com o PT de Dilma?

Não dá para prever porque a situação local é uma coisa, e a nacional, outra. Minas é Minas. Os mineiros conseguem se unificar bastante. Historicamente, essa é uma característica de Minas: produzir uma política inovadora de união. Mas, no caso em si, eu não teria condição de opinar.

É verdade que a candidatura de Aécio Neves já é ponto pacífico no PSDB?

Não. O que é verdade é que uma parcela muito grande do PSDB deseja a candidatura do ex-governador Aécio Neves. Mas, só vamos tratar disso depois das eleições municipais. Antes, nada será definido. Ainda não temos base para dizer se a definição vai ocorrer um mês depois da eleição, três meses depois. Não dá para saber a data. O que posso dizer é que o partido quer escolher o candidato com antecedência, para não acontecer como da última vez, quando deixamos para a última hora.

Quais as credenciais de Aécio Neves para disputar a Presidência da República?

Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão, uma grande competência administrativa. O senador também tem uma imensa capacidade de ampliação de espaços, que só se faz com habilidade de articulação. Ele sabe ceder e afirmar as suas posições com convicção.

Um eventual governo tucano com Aécio seria diferente do de Dilma?

O principal, a política de distribuição de cargos do PT em troca de apoio, nós mudaremos. É uma falta de respeito com o interesse público. Nós confrontaremos muitos grupos para que isso não ocorra no nosso governo. De forma alguma conviveremos com o loteamento do poder.

A candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo deixa o caminho livre para Aécio Nevespostular o Planalto?

O nosso partido não enxerga isso com a perspectiva da disputa para presidente. A candidatura de Serra tem o objetivo de governar bem a principal cidade do país, São Paulo. Mas é bom ficar claro que não há disputa no nosso partido. O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional. Somos um partido que se renova sempre, sem desprezar as antigas lideranças. Aqueles que têm interesse e capacidade podem disputar a indicação do partido.

Mas o processo de escolha do candidato será alterado?

As prévias serão instaladas. Vamos fazer uma campanha de filiação. Vamos fazer uma campanha de captação de militantes nos seguintes termos: ao aderir ao PSDB, o cidadão também escolhe o seu candidato a presidente. Mas o que todo mundo concorda é que só vamos tratar disso com vigor e tranquilidade depois da eleição municipal. Queremos a unidade, que só se consegue após um processo limpo de definição de nomes.

O que deve mudar da última campanha presidencial do PSDB para a próxima?

Acho que as escolhas terão que ser mais abertas, e as coligações, mais sólidas. A defesa do nosso legado terá que ser muito mais nítida e efetiva. Erramos no passado porque não defendemos o nosso legado quando deveríamos tê-lo feito. Temos que mostrar que não temos dono, que atuamos como um partido cada vez mais aberto. Queremos nos relacionar com trabalhadores, estudantes, com a sociedade organizada. Vamos fazer um novo partido, que valorize o seu passado como nunca fez antes.

No primeiro ano de governo, Dilma Rousseff bateu recordes de popularidade. A aprovação dela deve permanecer em alta nos próximos anos?

O governo de Dilma não resiste a uma campanha bem feita. Há um movimento de opinião pública geral que as campanhas facilitam. Há muita mentira que vai aparecer.

Então, a fatia do eleitorado que vota na oposição deve aumentar em 2014?

Os elementos qualitativos já estão colocados para que possamos ter uma vitória. Agora, a utilização dessas potencialidades vai depender de conjunturas, algumas delas fora do nosso alcance. O PSDB tem que ser um exemplo de democracia interna se quiser convencer os brasileiros.

Alguns dos partidos que hoje dão sustentação a Dilma poderão estar com o PSDB na próxima eleição presidencial?

Tenho a convicção de que alguns estarão conosco. Conversamos sobre isso, mas o controle do governo sobre a base ainda é absoluto. (Telmo Fadul)

Fonte: Entrevista com Sérgio Gueraa, presidente do PSDB nacional- O Tempo

Aécio Neves: artigo diz que Governo do PT perpetua ineficiência

Gestão Ineficiente, Governo do PT

Crescimento?

O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.

O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.

Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.

O mais grave é que a indústria de transformação, que tem maior intensidade tecnológica, portanto maior valor agregado e estratégico, cresceu menos ainda -ínfimos 0,1%. Ou seja, nada. Abrir mão de avanços na indústria de transformação equivale a abdicar de inovar e desenvolver tecnologia, configurando um ciclo perverso que nos torna reféns de países que fazem exatamente o contrário.

Por fim, as lições. É preciso esquecer o retrovisor e olhar para o futuro, que, no curto prazo, nos cobra ações que neutralizem os efeitos nocivos da sobrevalorização do real e, no médio e longo prazos, nos exige as reformas estruturais (tributária, previdenciária e de relações trabalhista), cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira e, sobretudo, turbina o processo de desindustrialização.

A indústria de transformação, que por longas décadas manteve participação superior a 30% na formação do PIB, hoje oscila ao redor de 15% e com tendência de continuar caindo diante da inação oficial.

É ainda mais grave constatar que 2012 começa como terminou 2011: um dia após o anúncio do “pibinho”, confirmou-se a queda de 2,1% na produção industrial em janeiro, comparada a dezembro. A CNI aponta queda de 1,4% no faturamento no período.

Esse cenário afeta a todos e, em especial, setores mais expostos à concorrência externa, bem como economias regionais voltadas ao comércio internacional. Igualmente preocupante é ver, na contramão do sentido de urgência que a crise exige, que o governo toma medidas anacrônicas e ufanistas, que conduzem à perpetuação das ineficiências, ao encarecimento do custo de vida e ao afastamento dos investimentos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

PSDB amplia participação dos sindicados no partido

Aécio Neves já conseguiu adesão da Força Sindical em três estados

PSDB já tem filiados em três centrais sindicais

Depois de ter dificuldades de angariar sindicalistas em seu início, o núcleo sindical do PSDB conseguiu fincar o pé em mais uma central: a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), quarta maior do país, com quase mil sindicatos filiados. Os tucanos já estão fortemente presentes na União Geral dos Trabalhadores (UGT) e na Força Sindical, onde tomaram o lugar do PDT em muitos Estados – segunda e terceira maior centrais, respectivamente.

Com a filiação, o PSDB dá mais um passo para enfrentar o PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior das centrais, no movimento sindical. Os tucanos farão um congresso em São Paulo no dia 27 de abril para definir a pauta sindical do partido, que incluirá a redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e do trabalho escravo – temas que nunca estiveram entre as prioridades da legenda.

O presidente do núcleo sindical do PSDB, Antônio de Souza Ramalho, admite que, mesmo com a filiação de vários sindicalistas e um programa partidário para o movimento dos trabalhadores, será difícil fazer os deputados e senadores tucanos defenderem o movimento. “É possível que, dentro do PSDB, muita gente não concorde com a redução da jornada de trabalho, por exemplo, mas são coisas que teremos de conquistar”, afirmou.

Em reunião há uma semana, Ramalho acertou a filiação de cerca de 57 presidentes de sindicatos da Nova Central ao PSDB. O movimento será coordenado pelo presidente da Federação dos Funcionários Públicos Municipais do Estado de São Paulo (Fupesp), Damázio Sena, um dos diretores da NCST em São Paulo e que está filiado ao partido desde o fim do ano passado.

Damásio Sena, que é presidente do Conselho Fiscal da Confederação Nacional de Servidores Públicos (CSPB), também filiada à Nova Central, articulará para atrair sindicalistas para o PSDB em todo o país – a expectativa é filiar quase 400 dirigentes que representam o setor público.

Sena diz que ingressou no PSDB, um partido que historicamente não apoia o movimento sindical, por causa da mudança de postura da legenda. “Se um partido como o PSDB está se esforçando para atrair os trabalhadores, temos que aproveitar essa vontade deles para demarcar o nosso espaço”, argumentou.

Essa “mudança de postura” também atraiu muitos representantes da Força Sindical e UGT, segundo Ramalho, que é vice-presidente da Força. Da UGT, que tem representantes no PPS e no PSD, como presidente da central, Ricardo Patah, saíram os presidentes do núcleo sindical do PSDB de Pernambuco e Tocantins.

O PDT perdeu espaço na Força Sindical de vários Estados com a investida do PSDB. No Piauí, Sergipe e Minas Gerais – apoiado pelo senador e pré-candidato à PresidênciaAécio Neves (PSDB) -, a mudança atingiu praticamente toda a central. Em Goiás, administrado pelo tucano Marconi Perillo, 75% dos pedetistas da Força foram para o PSDB.

As trocas ocorreram com consentimento do presidente nacional da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT). Em conflito com o governo federal e sem conseguir indicar o novo ministro do Trabalho, Paulinho tem se aproximado dos tucanos.

Não deve desistir de ser pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, mas tende a ficar do lado do ex-governador José Serra (PSDB) em um eventual segundo turno da eleição, e já garantiu apoio à reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com a nomeação de um representante da Força Sindical e do PDT para a Secretaria Estadual de Emprego e Relações de Trabalho.

Fonte: Raphael Di Cunto – Valor Econômico

Aécio Neves: senador dá início ao trabalho para ampliar oposição

Aécio oposição

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

Aécio põe em curso estratégia de atrair partidos da base de Dilma

Aécio Neves: senador prepara seminário em Pernambuco sobre Segurança Pública com a presença do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012 / Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012Pressionado por aliados a assumir sua candidatura a presidente da República em 2014, agora que seu principal adversário interno, José Serra, está – em tese – fora da disputa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prefere adiar sua entrada em cena. Nos bastidores, no entanto, sua pré-campanha está em curso. Um de seus objetivos é seduzir a base política da presidente Dilma Rousseff.

O senador já iniciou conversas com partidos da base do governo para tentar atraí-los para sua futura candidatura. Dois anos e sete meses antes das eleições, o movimento envolve diálogos com lideranças do PSB, PSD, PDT e do PMDB, segundo interlocutores de Minas Gerais bastante próximos do senador.

“Tenho que contar com o desgaste da base do governo”, disse o próprio Aécio em uma conversa reservada no começo da semana, conforme apurou o Valor. Nas palavras de um parlamentar de seu grupo, o objetivo dessas aproximações iniciais é “fraturar” a base do governo e formar um arco maior de apoio, aumentando a musculatura de sua candidatura.

A face pública de sua pré-candidatura passa por uma agenda de viagens pelo Brasil que deve começar nas próximas semanas. Ele prestigiará candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados pelo país. Mas estará também de olho nos possíveis ganhos que as viagens poderão trazer para seus planos em 2014.

“[As viagens] não deixam de ser uma possibilidade de reduzir o desconhecimento que as pessoas têm sobre mim no Nordeste e Norte, principalmente”, disse o senador a um interlocutor em Belo Horizonte ouvido pela reportagem. “Vou rodar o país pelas eleições municipais.”

Tucanos dizem que já contam mais de uma centena de convites feitos a Aécio por políticos que disputam as eleições este ano. O comando do PSDB mineiro, no entanto, quer aliviar a agenda dele em Minas, onde tem um eleitorado fiel.

“Temos que ajudá-lo, racionalizando o número de compromissos no Estado. Ele precisa ser mais conhecido país afora. Tem que privilegiar outros Estados, mas com foco nas eleições municipais. Como potencial candidato a presidente – e independentemente disso – como líder da oposição, ele tem de atender aos compromissos nas capitais e nas maiores cidades pelo Brasil”, disse o presidente do diretório estadual, o deputado federal Marcus Pestana.

Fora do calendário eleitoral, Aécio está preparando outro palco antes de outubro. Será um seminário do PSDB em Pernambuco que terá a segurança pública como tema. O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (2002 a 2010) – cuja política de segurança levou a um enfraquecimento dos grupos armados no país – foi convidado e só falta definir uma data para fechar a participação. Os tucanos estão conversando também com ex-integrantes da equipe do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que se notabilizou nos anos 90 pela política de “tolerância zero” contra a criminalidade.

Segurança é um dos temas a que Aécio quer dar relevo no projeto que o PSDB pretende apresentar como alternativa ao PT. O que ele tem dito é que antes de definir um nome, é preciso saber o que o candidato do PSDB levará para a campanha. E que as eleições municipais ajudarão a moldar esse discurso. “Até o fim do ano vamos definir projetos objetivos”, tem dito o tucano.

As linhas gerais do projeto tucano com que Aécio trabalha são saúde, segurança e gestão com resultado.Os tucanos ligados a ele defendem que o partido precisa desmontar o que dizem ser a aparente boa gestão do PAC, atacar o que chamam de aparelhamento do governo pelo PT, o que consideram ser a omissão do governo na saúde, e defender a flexibilização do currículo nas escolas de acordo com cada região do país.

Aécio tem dito que vai voltar a defender prévias (como fez em 2010) por julgar que esse é um modo eficiente de mobilizar seu partido. Na sua opinião, o ideal é que a decisão interna seja tomada até dezembro de 2013, o que daria tempo para o candidato trabalhar alianças.

A pressão para que assuma publicamente sua candidatura extrapola o PSDB e mobiliza aliados como o DEM. “Tenho que acalmar meus aliados e não assumir uma candidatura agora sob o risco de me desgastar”, disse Aécio esta semana ao interlocutor em Minas ouvido pela reportagem.

Mas numa reunião com presidentes estaduais de sete partidos aliados (PP, PR, DEM, PV, PSD, PTB e PPS) do governador tucano de Minas, Antônio Anastasia, ocorrida segunda-feira em Belo Horizonte,Aécio falou mais à vontade como candidato à Presidência, contou um dos participantes à reportagem.

“Ele falou da importância de os partidos da base em Minas estarem bem unidos nas eleições deste ano para ele poder mostrar os resultados como um bom exemplo para o país nas eleições presidenciais, para mostrar o que ele construiu e de onde ele vem”, disse um político mineiro veterano e que há anos é amigo de Aécio. “É a primeira vez que eu o vejo falando como candidato”.

O mesmo político, que conversou com a reportagem sob a condição de não ser nomeado, descreve assim a movimentação atual de Aécio por partidos da base de Dilma. “Ele tem falado com os partidos da base, sobretudo com Pernambuco [o governador Eduardo Campos, do PSB]. No PMDB, até com o [senador José] Sarney, por causa do avô dele.” Sarney foi o primeiro presidente civil após duas décadas de governo militar. Eleito vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, assumiu o posto após a morte do avô de Aécio.

Marcus Pestana, deputado federal e presidente do diretório estadual do PSDB em Minas, vai mais longe: “Aécio está se movimentando nos bastidores com o PSB, PSD, PDT e o PMDB. Pauta-se pelo elementar: quem tem 50% mais um dos votos, ganha. E por isso tem de atrair parte do eleitorado da Dilma. Para o êxito de seu possível projeto futuro, é preciso atrair parte das forças políticas e também do eleitorado.”

Todos esses movimentos, continua Pestana, não são públicos porque envolve governistas da base de Dilma e porque, segundo diz, governo faz um acompanhamento “policialesco” sobre esse tipo de contato.

Uma exceção talvez seja Eduardo Campos, presidente do PSB. Campos ajudou a eleger Dilma e seu partido integra a base de seu governo. Os dois conversaram no fim de semana, sobre as eleições municipais em São Paulo – onde o diretório local quer apoiar Serra – e sobre outros temas, segundo Pestana.

Os tucanos próximos a Aécio notam que ele não precisa fazer muito esforço para seduzir integrantes de legendas que são hoje pró-governo. Dizem que já há um grande desgaste na base do governo nesse um ano e pouco de administração. O caso do PMDB – que nesta semana divulgou uma carta assinada por dezenas de parlamentares manifestando desagrado com o papel do partido no governo – é citado por aliados de Aécio como emblemático.

Aécio Neves: senador diz que Serra teve visão de partido

Aécio oposição, Eleições 2012, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

Serra para a prefeitura de São Paulo? Abre um caminho melhor para o senhor, não precisa mais de prévias dentro do PSDB, o que o senhor está pensando? 

Olha, eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido, foi um gesto, como já disse, de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional ainda com maior vigor. Será uma eleição onde projetos divergentes estarão em debate. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente, após as eleições municipais. Sempre defendi as prévias como instrumento de mobilização do partido, de difusão das idéias do partido. E acho que as prévias, independentemente do resultado da eleição em São Paulo, deveriam estar incorporadas definitivamente na agenda do PSDB. Algo até curioso, porque é um caminho inverso ao que o PT vem fazendo. O PT, a cada eleição, em todas as partes do Brasil, avança para ser um partido no qual as decisões são tomadas pela cúpula, ou por um dirigente, uma liderança maior, que é o presidente Lula. Por isso, até mesmo no quadro específico de Belo Horizonte, não tenho dúvidas de que o apoio do PT será à candidatura de Marcio Lacerda, porque é uma decisão da direção nacional do partido. Não acredito, sinceramente, que um conjunto de delegados do partido tenha autonomia para contrariar o que o supremo chefe do partido determina.

O senhor está falando dessa aliança que o PSDB vai apoiar o PSB, mas a direção nacional do PSB falou que tem até intervenção se forem apoiar candidatos tucanos, principalmente em São Paulo. O senhor tem um bom trânsito com Eduardo Campos, é possível tentar reverter essa posição do diretório?

Tenho conversado com ele. Acho que deveria prevalecer o sentimento da base do partido em São Paulo. Tanto do ponto de vista municipal, da cidade de São Paulo, quando no estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos. Ele obviamente participa da base de sustentação da presidente Dilma, tem com ela seus compromissos. Mas qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Não tenho dúvida que a identidade hoje em São Paulo do PSB é muito maior com o PSDB. E uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB. Espero que essa questão paulista possa evoluir para que, repito, a aliança natural que existe hoje, um partido que participa do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de continuar conosco, no PSB, possa ser liberada pela cúpula. Mas essa é uma decisão que o PSB haverá de tomar.

Aécio Neves: senador fala da agenda de viagens pelo Brasil para fortalecer oposição

Aécio oposição, Eleições 2012, gestão do PT, gestão deficiente

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte 

O senhor começa agenda de viagens pelo país. Como deve ser a participação nas eleições municipais? O senhor já está pavimentando o caminho para 2014 nessas viagens?

Eu sei que eu vou ficar rouco em repetir, mas eu não vejo essa relação tão direta. Eu vou estar à disposição dos meus companheiros de partido no Brasil inteiro, buscando fortalecê-lo nas eleições municipais. Fortalecer os candidatos do PSDB com eventuais aliados nossos que tenham como adversários aqueles cujo governo combatemos hoje, cujo modelo de gestão nós combatemos que é o PT. Então, vamos deixar uma coisa para cada momento. Portanto, vou viajar ao Brasil, principalmente no segundo semestre. Faço algumas viagens ainda no primeiro semestre, mas outras no segundo semestre, com foco municipal. Vamos discutir as questões regionais as questões locais, fortalecendo o palanque do PSDB. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre de 2013, seja um momento para que o PSDB, no que depender de mim, através de prévias, possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação.

Uma eventual eleição do Serra em São Paulo facilitaria para o PSDB internamente trabalhar a antecipação da questão de 2014? Porque a dificuldade que o partido teve na última decisão em relação à eleição de 2010 foi justamente isso, de ter tempo hábil. Havia uma diferença de tempo entre o grupo que o senhor defendia e que o Serra defendia. A eventual eleição do Serra facilita esse trabalho interno?

A eventual eleição do Serra fortalece muito o projeto do PSDB independentemente de quem seja o candidato do PSDB. Portanto, todos nós vamos estar unidos, à disposição para, da forma que pudermos, ajudá-lo nesta eleição, e ele já mostra um enorme potencial desde a sua largada. Então, não acho que ela mude o calendário das decisões internas do PSDB. Temos que concentrar todas as nossas forças em apoiá-lo, em ajudá-lo nas suas eleições. Acho até que, mais uma vez, a imposição da qual foi vítima o PT, inclusive o de São Paulo, na definição de um candidato que não era o candidato das bases, pode levar o PT ainda ater percalços neste caminho. Porque se nos próximos 60, 90 dias, não houver um crescimento vigoroso, importante, do candidato do PT, vão haver questionamentos internos se essa era realmente a melhor alternativa,a  melhor candidatura. Então, são coisas da política. Um quadro que parecia, para nós, adverso, poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT. Vamos trabalhar para vencer as eleições no maior número possível de municípios e, repito, acho que a definição ou o encaminhamento para a definição da candidatura presidencial do PSDB deve se dar a partir do segundo semestre do ano de 2013, independentemente do resultado da eleição de São Paulo.

Aécio Neves: senador fortalece alianças para eleições municipais em Minas

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves na chegada à reunião com os presidentes do PSDB, PP, DEM, PV, PTB, PR, PSD e PPS

Sobre a reunião

Na verdade, é mais uma reunião entre os líderes principais, presidentes e representantes, dos partidos que vêm participando do nosso projeto em Minas Gerais desde 2002. Portanto, é um entendimento que caminha com muita naturalidade, que passa não apenas por Belo Horizonte, que tem suas peculiaridades, mas principalmente pelas principais cidades do Estado. Estaremos buscando, sempre que possível, alianças com esses companheiros. O nosso governo, o nosso projeto, vitorioso em Minas em 2002, 2006 e 2010, foi vitorioso porque contou com essa ampla aliança, e é preciso que ela prevaleça, obviamente respeitadas as circunstâncias de cada município, mas que ela prevaleça na maior parte dos principais municípios do Estado, já pensando em 2014. Então, vamos buscar sempre, óbvio que quando o PSDB tiver uma candidatura viável, lançá-la, mas, quando não houver, temos toda a disposição de disputar as eleições apoiando candidatos dentro desse arco de alianças. Então, essa reunião é preparatória, vamos falar de algumas cidades, mas sempre buscando garantir um fortalecimento da identidade que une esses companheiros, ou que vem unindo esses companheiros de todos esses partidos desde 2002.

Vão avançar sobre os redutos, as 13 cidades petistas, não vão? Uma estratégia mais firme, forte?

Olha, temos uma expectativa muito positiva de vitória em várias cidades hoje administradas pelo PT, seja na reunião metropolitana, como Betim e Contagem, por exemplo, seja na região Leste do Estado, em Valadares, seja em Teófilo Otoni. Enfim, há um conjunto de cidades onde a força dessa aliança pode nos trazer perspectivas fortes de vitória. E, na verdade, é também a consolidação do apoio ao governador Anastasia e ao projeto que ele vem conduzindo em Minas Gerais. Esse é grupo político que vem, repito, vencendo as eleições ao longo dos últimos 10 anos em Minas.

Municípios em que PT e PSDB estavam juntos em 2008, como ficam agora, em 2012?

Temos que compreender que a realidade municipal, nas eleições municipais, deve prevalecer. Obviamente, estimularemos sempre alianças com esse grupo de partidos que estão aqui hoje, participando dessa reunião, mas não há da nossa parte nenhum rancor ou medida de força que impeça onde para o municípios, para a população, determinada aliança seja importante. Não vai haver um veto do PSDB a essa aliança. Não haverá estímulos. Mas o PSDB  é um partido que não governa com ódio ou com rancor. É um partido que, na verdade, conduz as suas decisões com muita generosidade e pensando na população. A candidatura de Marcio Lacerda surgiu quando ele era ainda meu secretário de Desenvolvimento Econômico porque achávamos que ele tinha o melhor perfil para administrar Belo Horizonte. Nosso foco não foi a vitória do PSDB ou a derrota dos nossos adversários, foi o que era melhor para Belo Horizonte. E hoje as avaliações mostram que Marcio Lacerda é o prefeito de capital mais bem avaliado do País. Por isso que repito, todos aqueles que foram, lá atrás, contra à sua candidatura, mas que agora querem vir para nosso palanque são bem-vindos.

O PSDB nacional tem algum desconforto hoje com esta situação de Belo Horizonte?

Nenhum, ao contrário. Na verdade, a candidatura de Marcio Lacerda nasceu de uma construção nossa com apoio do então prefeito Fernando Pimentel. Para nós, ela sempre foi absolutamente natural. E a boa avaliação da administração Marcio Lacerda mostra que estávamos certos e vamos continuar contribuindo para sua administração . Ao contrário, acho que nacionalmente o PSDB de Minas Gerais, certamente é um dos mais fortalecidos no país. E é um bom exemplo da boa convivência, da boa coalizão com forças políticas diversas.

Marcus Pestana: PSDB não abrirá mão de ser um dos protagonistas da aliança, comenta deputado

Eleições 2012

Fonte: Artigo Marcus Pestana, deputado federal e presidente do PSDB-MG – O Tempo

A aliança por BH e as eleições de 2012

O PSDB não abrirá mão de ser um dos protagonistas 

Partidos políticos são instrumentos institucionais criados nas democracias modernas para canalizar projetos de poder. São meios e não fins em si mesmos. São ferramentas para a transformação da realidade.

A cada momento concreto os partidos políticos devem procurar o melhor caminho para melhorar a qualidade de vida da população. Nas eleições municipais, particularmente, longe das velhas e complexas lutas ideológicas, o cidadão-eleitor quer saber quem é aquele que melhor vai cuidar da cidade e das políticas públicas municipais.

Foi isso que levou, em 2008, PSDB, PSB e PT, entre outros, a consolidar uma inesperada e inovadora aliança. A partir das parcerias construídas entre o governo estadual e municipal, e sob a liderança de Aécio Neves e Fernando Pimentel, fizemos a coisa certa e elegemos Marcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte.

Teremos novas eleições em outubro de 2012. O governo municipal tem tido bom desempenho e goza de boa aprovação popular. Diante disso, o que deveriam fazer os principais partidos que avalizaram o projeto de 2008? Implodir a aliança e cada um trabalhar candidaturas próprias? Creio que não. A população não entenderia. E não seria o melhor para a capital.

PSDB teria todas as condições de lançar candidatura própria. Somos o maior partido de Minas. Ganhamos as três últimas eleições estaduais. Temos o governador Anastasia e o maior líder político de Minas, Aécio Neves. Temos nomes para a disputa. Mas essa não é a questão. Em nome dos interesses da população da cidade queremos reeditar e avançar a Aliança por BH.
Não podemos simplesmente fazer mais do mesmo. É preciso reinventar a aliança e jogá-la em novo patamar. Foi esse o sentido do documento político entregue pelo PSDB ao prefeito Marcio Lacerda e à direção do PSB.

São oito pontos: 1) Coligação formal, clara e transparente; 2) Participação na coordenação da campanha; 3) Participação no plano de governo; 4) Valorização de nossa chapa de vereadores e discussão sobre possível coligação proporcional; 5) Escolha de um vice que encarne o espírito da aliança; 6) Em caso de vitória, participação proporcional ao nosso peso político; 7) Foco em 2012, sem colocar em jogo 2014 e 2016; e 8) Intensa participação de Aécio e Anastasia na propaganda de rádio e TV da campanha.

Todos os pontos foram muito bem-recebidos, ficando mais para frente apenas as discussões sobre o perfil do vice-prefeito e a questão de uma possível coligação para a eleição de vereadores.

Caminharemos nessa direção e o PSDB assim renovará seu compromisso com o povo de BH e o desenvolvimento da cidade.

Nesta hora, vozes que sempre se opuseram à construção da aliança e à administração Marcio Lacerda tentam radicalizar o processo e impedir a reedição dessa união. A essas, um breve conselho: humildade, autocrítica e espírito público. Se quiserem somar, serão bem-recebidos. Mas o PSDB não abrirá mão de ser um dos protagonistas da aliança.

Aécio Neves: artigo critica concentração da União

Gestão Pública Deficiente. Gestão do PT

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Até quando?

O país fica a cada dia menos federalista e mais concentrador. Trata-se de crônica doença do Estado brasileiro, que se adensou perigosamente como nunca antes na nossa história.

Pouco importa a natureza do problema. O poder central contrapõe-se a qualquer iniciativa, por menor que seja, que possa lhe ameaçar ínfima fatia de um falso protagonismo salvacionista.

O governo que tudo pode, e só ouve o que lhe interessa. Simplesmente dá de ombros diante de prefeitos já incorporados à paisagem dos protestos inúteis sobre a Esplanada dos Ministérios, mobilizados por migalhas de recursos.

Agora, outro capítulo da anemia do pacto federativo se desenrola no campo dos Estados – governados por partidos diversos – engolfados por dívidas impagáveis com a União.

A aritmética é simples: mesmo depois de mais de uma década de pagamentos substantivos, o valor nominal dessa dívida é maior hoje do que era no início do financiamento.

E antes que me digam que aumentou em função do teto fixado para pagamento pelos Estados, respondo que a qualidade dos serviços públicos a que a população tem direito não pode ser regida pela lógica da matemática financeira.

A fórmula, do fim dos anos 90 e importante naquele momento, não nos serve mais.

Ofende o bom senso a diferença entre as generosas taxas praticadas para empréstimos subsidiados à iniciativa privada pelo BNDES -com claro prejuízo do poder público, que toma recursos no mercado a taxas muito mais altas para satisfazer a poucos escolhidos-, e aquelas que corrigem as dívidas dos Estados.

Se é importante que o desenvolvimento seja estimulado por financiamentos mais baratos para todos, como justificar que os Estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, sejam penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas? Como a União, ao mesmo tempo, incentiva o investimento privado e penaliza o investimento público?

Por que o governo federal não usa, na correção das dívidas dos Estados com a União, o mesmo indexador que usa para corrigir as suas?

O que não pode continuar prevalecendo é a lógica perversa que vem pautando o Planalto, de autorizar e estimular todas as demandas -ainda que justas- que geram ônus financeiro exclusivo para os entes federados, enquanto se exime de partilhar responsabilidades, optando por alternativas que fragilizam a federação e reforçam a concentração de recursos na União.

Este é o momento de perguntar até quando apenas o governo federal – e não o país- vai se beneficiar dos sucessivos recordes de arrecadação. Ao fechar os olhos para essa realidade, o Planalto dilapida o que ainda nos resta de federação.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna

Aécio Neves: senador participará de encontro com lideranças políticas

Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Aécio Neves participa de encontro com líderes de partidos em Minas

Senador diz que viajará pelo país em apoio aos candidatos aliados

senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves anunciou que participa, na próxima segunda-feira (05/03), em Belo Horizonte, de reunião com lideranças dos partidos aliados para debater as eleições deste ano nos principais municípios mineiros. O senador disse que o encontro dará início ao processo de definição das alianças que serão formadas para as disputas municipais. 

“Vamos iniciar um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro”, afirmou.

Aécio Neves disse que o encontro político marcará uma nova mobilização dos partidos responsáveis pelos avanços sociais ocorridos em Minas Gerais nos últimos nove anos, hoje reconhecidos em todo país e pelo governo federal. 

“As principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais. Será um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais deste ano”, afirmou.

Prioridade social

O senador Aécio Neves afirmou ainda que as coligações a serem feitas pelo PSDB e por aliados possuem chances expressivas de vitórias nas cidades mais populosas de Minas. Mas, segundo ele, as alianças devem ser feitas com base em prioridades comuns, em especial no campo social. Levantamento nacional realizado pelo Ipea, divulgado mês passado, comprovou que Minas tem reduzido a pobreza numa velocidade maior que a média do país.  

Aécio Neves saudou a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo e disse que compatibilizará a agenda no Senado com viagens pelo país em apoio aos candidatos do PSDB nas eleições municipais.

“A candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional. Ali também serão debatidos temas de interesse nacional. Estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que  possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está”, afirmou.

Aécio Neves: senador diz que Serra ao entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo amplia relevância nacional

Aécio oposição, eleições 2012

FonteRaquel Ulhôa – Valor Econômico

Chalita vai fortalecer discurso, avalia Aécio

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à pré-candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, após recuo da aproximação com o PT, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que o petista Fernando Haddad terá um “discurso constrangido” de oposição à gestão municipal (Serra/Kassab) e o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, é que “estará mais livre para fazer uma oposição vigorosa”.

Ao comentar o quadro pré-eleitoral de São Paulo, Aécio elogiou a entrada de Serra na disputa e negou que sua candidatura tenha relação direta com a eleição de 2014. Ou seja, não considera o paulista fora da disputa presidencial. “O homem público é refém das circunstâncias que o cercam”, diz. Para ele, 2014 não está decidido.

O senador preferiu direcionar sua análise para o quadro atual. Disse que o PT deu “um tiro nos dois pés”, com a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceita pela cúpula partidária, de fazer aliança com Kassab. “Por um lado, fez ressurgir a candidatura mais vigorosa do Serra, que nós queríamos, mas estava adormecida. Por outro, desmoraliza o discurso que as bases e a militância do PT fazem de oposição à administração de Serra e Kassab nos últimos oito anos”.

Aécio previu que a viabilidade eleitoral de Haddad poderá começar a ser questionada internamente no PT. Fez referência a mensagens postadas ontem pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Twitter, na qual a petista diz que o PT errou no processo eleitoral em São Paulo (ver matéria nesta página).

Quase no mesmo tom de Marta, o senador tucano afirmou que, no “açodamento de fazer alianças a qualquer custo, o PT cometeu um equívoco e vai pagar um preço por esse equívoco”.

Aécio afirmou que Serra “volta a ser ator relevante na política nacional”. E terá protagonismo mais importante em 2014, sendo ou não candidato. Ele considerou a decisão do ex-governador um “gesto de grandeza”, que vai na direção da expectativa do partido. E afirma que a candidatura de Serra ajuda a “reunificar as oposições” e terá reflexo nas eleições do resto do país, pela dimensão nacional da disputa em São Paulo.

Aécio já está engajado na campanha de Serra em busca de ampliar o leque de alianças. Ontem, reuniu-se com o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), e com o líder do partido na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Uma parte do partido, em São Paulo, queria ficar com Chalita.

Com relação à disputa de 2014, Aécio diz não ser possível, agora, antever o que vai acontecer, em relação à participação ou não de Serra. Para ele, não é hora de antecipar 2014. “Não temos que antecipar a agenda de 2014 em função disso. Não está resolvido 2014. Não deve estar e não tem por que antecipar. Não interessa à oposição definir algo tão fora do timing assim.”

Aécio Neves: senador atuará em São Paulo para fortalecer candidatura de Serra à prefeitura

Aécio oposição, eleições 2012

Fonte: Chico de Gois e Germano Oliveira – O Globo

Aécio diz que fará tudo para que Serra vença

Senador evita comentar possibilidade de colega, se eleito, renunciar para disputar candidatura tucana à Presidência em 2014

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo

BRASÍLIA. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O mineiro disse que fará tudo para que o colega de partido seja eleito. Mas não quis fazer prognóstico a respeito de 2014, negando-se a dizer se defende que, uma vez eleito, Serra cumpra o mandato de prefeito até o fim – o que o impediria de concorrer à Presidência em 2014, deixando o caminho mais livre para a candidatura do mineiro.

Para Aécio, a decisão de Serra de participar das prévias do partido representa um gesto de grandeza que contempla as expectativas do PSDB. Aécio avaliou que a eleição em São Paulo tem significado nacional pela importância política da capital paulista. E afirmou que, ao aceitar disputar as prévias, Serra voltou a se tornar protagonista em âmbito nacional.

Aécio disse que ainda é cedo para falar sobre as eleições de 2014, mas adiantou que irá ajudar o PSDB a formar palanques em vários estados.

– 2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO), e não tem por que antecipar as decisões.

Aloysio e Aécio defendem que PSDB procure PSB

O tucano mineiro evitou analisar como Serra irá lidar com a questão da renúncia da prefeitura, em 2002, e do governo de São Paulo, em 2010, para concorrer à Presidência:

– Serra saberá conduzir esse processo. Quem está na vida pública não é dono de seu destino. Torço para que ele vença a eleição.

Já o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), serrista de primeira hora, propôs que as prévias do PSDB sejam adiadas, para que haja tempo para Serra fazer uma campanha entre os tucanos. Para ele, o adiamento não causará qualquer problema ao partido. Aloysio defendeu as prévias:

– Não tem por que revogar só porque Serra é candidato. Além do mais, ele mesmo já havia se declarado favorável às prévias.

Aloysio e Aécio defenderam que o PSDB procure o PSB para formar uma aliança; os socialistas são disputados também pelo PT. Aloysio lembrou que o PSB fez parte do governo Serra na prefeitura e no governo do estado. Para o senador paulista, é importante também procurar o PDT, embora respeitando o fato de o partido ter um pré-candidato a prefeito.

Entrada de Serra na disputa municipal divide socialistas

A entrada de Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo provocou uma divisão no PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ele é aliado de Dilma e quer conversar com o PT sobre a candidatura do petista Fernando Haddad, já que não deseja ficar mal com a presidente Dilma Rousseff, que tem o PSB em seu Ministério. Mas o PSB paulista, presidido por Márcio França, secretário de Turismo do governo tucano de São Paulo, quer apoiar Serra. Campos irá a São Paulo na segunda-feira para tentar a unidade do partido no estado.

– A posição do PSB em São Paulo, que tem uma secretaria de estado, é ficar com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Gilberto Kassab. Até a semana passada, os dois não estavam com Serra, mas agora anunciaram que entrarão na disputa pela prefeitura de São Paulo ao lado de Serra. Então nossa tendência é ficar com Serra – disse França.

Campos estará em São Paulo na segunda-feira para uma palestra na Associação Comercial, mas pode ter encontros na capital para discutir o futuro do partido na cidade .

– Márcio França está no seu papel de defender o apoio a Serra porque ele está num governo tucano, mas o governador Eduardo Campos se dá muito bem com Dilma e pode desejar conversar com Haddad – disse um assessor do governador Campos, que ontem recebeu Dilma em Pernambuco e que, no carnaval pernambucano, esteve com Kassab.

O próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pôs ontem mais lenha na fogueira entre o PSB nacional e o estadual.

– Temos a expectativa de que o PSB apoie nosso candidato em São Paulo. Como o PSB não terá candidato em São Paulo, esperamos o apoio deles, já que apoiamos o PSB em outras cidades do estado – disse Alckmin ontem.

Márcio França disse que o PSB tem aliança nacional com o PT, mas que as alianças municipais têm de ficar a critério do partido nos estados.

– Estamos com o PSDB no Paraná, em Minas Gerais, no Amazonas, na Paraíba e em Alagoas – lembrou França.

“2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin, Marconi Perillo, e não tem por que antecipar as decisões

Torço para que ele (Serra) vença a eleição
Aécio Neves

Merval: ‘o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves’, comentou

Aécio oposição, Aécio 2014

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

Fonte: Merval Pereira – O Globo

Novo fôlego

A confirmação da candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo refaz a disputa paulistana, dando ao PSDB uma perspectiva de vitória que antes não tinha. O apoio do PSD à candidatura de Fernando Haddad poderia levar à vitória do candidato petista no primeiro turno.

O governo federal trabalhando politicamente junto com a prefeitura seria um apoio muito forte, ainda mais que o PSDB não tinha um candidato viável politicamente.

Os quatro pré-candidatos têm uma repercussão muito limitada regionalmente e não têm peso nacional para se contrapor ao trabalho da presidente Dilma e de Lula.

Serra, ao contrário, mesmo tendo sido derrotado em 2010 por Dilma para a Presidência, ganhou dela no estado e na cidade de São Paulo.

Revertida essa jogada política de Lula, agora a candidatura tucana tem a possibilidade de montar um grande arco de alianças que lhe dará tempo de televisão suficiente durante a campanha eleitoral para que Serra tente reduzir seu nível de rejeição – que se deve muito ao temor de que use a prefeitura mais uma vez como trampolim para cargos mais altos, como presidente da República em 2014.

Por isso, todos os seus correligionários, a começar pelo prefeito Gilberto Kassab, estão anunciando que ele desistiu de seus planos de concorrer pela terceira vez à Presidência.

Abrindo caminho para a candidatura de Aécio Neves pelo PSDB, Serra dará garantias ao eleitorado paulistano de que continuará até o fim de seu mandato se for eleito prefeito.

E continuará podendo sonhar com a Presidência da República em 2018, quando não haverá nem Dilma nem Lula para representar o PT, caso Aécio não seja vitorioso em 2014.

Não há muitas dúvidas sobre a vitória de Serra nas prévias do próximo domingo, mas ela terá que ser uma vitória maiúscula para dar uma partida forte na candidatura, e tudo indica que será.

O adiamento por uma semana, que está sendo tentado pelo governador Geraldo Alckmin, tem o objetivo de dar mais tempo para as costuras políticas necessárias a essa vitória.

Não há qualquer outro pré-candidato que restou na disputa que tenha a capacidade de unir o partido com a expectativa de vitória que Serra traz com sua presença na disputa.

O fato de o ex-governador aparecer nas pesquisas de opinião em primeiro lugar, embora com alto índice de rejeição, dá um novo ânimo ao PSDB paulista e, ao contrário, já coloca dúvidas nas hostes petistas.

O líder regional do PT Jilmar Tatto, do grupo da senadora Marta Suplicy, já aventou a possibilidade de trocar de candidato diante da realidade política que mudou.

Fernando Haddad tem pouca visibilidade para o eleitor e aparece com cerca de 4% de preferência nas primeiras pesquisas.

Isso é sinal de que pode crescer muito, mas também de que terá de se esforçar muito mais do que, por exemplo, a ex-prefeita Marta Suplicy, que pretendia se candidatar e tem um recall também alto para iniciar a disputa.

A presença de Serra, além de instalar novamente a dúvida no front adversário, mobiliza os partidos para a formação de um amplo leque de alianças partidárias, tão heterogêneo quanto qualquer aliança que se forme no país atualmente: PSD, DEM, PTB, PPS, PDT e até mesmo o PSB são partidos que podem compor essa aliança eleitoral, dando tempo de televisão suficiente para que a candidatura de Serra tenha uma boa base inicial.

Uma coisa é certa: a partir do momento em que Serra anunciar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, o candidato natural do PSDB a presidente da República em 2014 passa a ser o senador Aécio Neves.

A disputa mais provável em 2014 será entre a reeleição de Dilma e o candidato do PSDB, pois tudo indica que Lula não terá ânimo pessoal para enfrentar uma nova campanha depois do tratamento a que está sendo submetido para curar o câncer na laringe.

Ele será o grande eleitor, o grande apoio do PT, mas dificilmente será o candidato, ainda mais que a presidente Dilma está se revelando uma candidata bastante viável até o momento.

É provável que essa popularidade que ela ganhou no primeiro ano de governo, apesar de todos os pesares, seja reduzida com o decorrer do mandato, pois o desgaste é inerente à função, e a perspectiva da situação econômica do país não parece ser das melhores, sobretudo devido à crise internacional.

As previsões são de um crescimento médio nos próximos anos em torno de 3%, o que não é o suficiente para manter esse sentimento de bem-estar que o crescimento de 2010 provocou.

Ao anunciar a candidatura, Serra deve anunciar também que não disputará a indicação para candidato do PSDB à Presidência em 2014.

Pode até não declarar explicitamente seu apoio ao senador Aécio Neves, como muitos tucanos gostariam que fizesse, mas terá que deixar claro que se dedicará à Prefeitura de São Paulo nos quatro anos de um eventual mandato.

A derrota quase certa que se avizinhava para os tucanos seria um golpe de mestre do ex-presidente Lula, que montaria assim um esquema político na capital que pudesse alavancar uma candidatura petista forte contra a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin em 2014 – o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está sendo preparado para tal missão -, retirando dos tucanos a base política mais importante.

A entrada de Serra na disputa traz para o PSDB a perspectiva de vitória e, mais que isso, a possibilidade de vir a ter em 2014 uma candidatura à Presidência que conte efetivamente com o apoio dos dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, coisa que até hoje não aconteceu de fato.

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

PSDB Oposição, Aécio 2014

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

Fonte: Isabel Braga e Thiago Herdy – O Globo

Oposição a Dilma comemora decisão

Avaliação é que a candidatura de Serra nacionaliza a disputa em São Paulo

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE. Tanto a oposição quanto integrantes da base aliada avaliaram ontem que a entrada de José Serra nacionaliza a disputa pela prefeitura da capital de São Paulo. Os líderes de oposição ao governo Dilma Rousseff comemoraram o fato de ter, com Serra, um candidato com chance real de vencer a briga e evitar o que chamam de tentativa de hegemonização petista no cenário político.

– A decisão de Serra nacionaliza a eleição de São Paulo, polariza a eleição entre governo e oposição. A tradição paulista sempre leva à vitória um candidato com as características de Serra. O DEM apoia a candidatura de oposição, mas temos um pré-candidato. No momento oportuno, DEM e PSDB conversarão e irão avaliar a melhor estratégia para a candidatura de oposição – afirmou o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), deixando claro que o partido ainda não decidiu se encampa uma aliança com o PSDB já no primeiro turno.

Indagado sobre o fato de a candidatura de Serra ser apoiada pelo prefeito Gilberto Kassab, ex-DEM e hoje presidente do PSD, ele disse que isso não é um impeditivo para uma aliança do DEM:

– Qualquer reforço à candidatura de oposição é bem-vindo. Nosso objetivo é somar forças contra a candidatura do governo e no embate contra o PT.

Líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO) também vibrou com a decisão de Serra.

– Serra tem história e trabalho a ser mostrado. É o candidato ideal e tem tudo para vencer a eleição. A oposição passa a ter um candidato favorito.

Demóstenes também não descartou uma aliança com o PSD. Pragmático, ele afirmou que a briga com o partido se dá no campo judicial, pelo fundo partidário e tempo de TV, e que a briga ideológica é com o PT.

O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) admitiu que a entrada de Serra altera o cenário nacional. Para Chinaglia, houve um movimento claro do PSDB diante da sinalização de que Kassab poderia apoiar Haddad:

– Mesmo com as divisões internas no PSDB, os que não gostam do Serra não terão coragem de se colocar contra. A entrada de Serra na disputa tende a elevar o nível do debate na disputa paulista, que foi nacionalizada. A eleição em SP terá o peso da máquina a favor de Serra, é bobagem negar. Haddad terá a força do Lula, do PT, que é grande em São Paulo, e, em terceiro lugar, das alianças que forem feitas.

Em Minas, tucanos ligados ao senador Aécio Neves comemoraram a entrada de Serra na disputa em São Paulo. Para os holofotes, eles enaltecem o fortalecimento do partido em seu reduto mais tradicional, a resposta ao risco de avanço do PT em praça estratégica e o alinhamento de forças políticas em torno do projeto do PSDB. Mas, nos bastidores, a decisão é interpretada como um importante passo para a candidatura de Aécio à Presidência em 2014.

– A decisão dele é muito importante para o futuro do PSDB – resumiu o presidente do diretório regional do PSDB, Marcus Pestana.

Fernando Henrique Cardoso diz que Serra tomou atitude correta ao lançar candidatura à prefeitura de São Paulo

PSDB fortalece oposição

O anúncio de que José Serra vai concorrer à Prefeitura de São Paulo fortalece a oposição e acende a luz vermelha no PT. O PSDB que quer Aécio Neves como nome do partido para disputar a presidência em 2014 começa deixar bem definida a estratégia para acabar com hegemonia do PT.

Fonte: Gustavo Chacra – Correspondente Nova York – O Estado de S.Paulo

Para FHC, disputa em SP ‘revitaliza’ Serra e não o tira do páreo presidencial

Ex-presidente acha correta decisão do tucano de candidatar-se à Prefeitura; ‘Não significa que ele não possa ser outra coisa’

 candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo permitirá a ele “voltar à cena política com força” e foi a decisão mais adequada para o ex-governador e para o PSDB, afirmou ontem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista exclusiva ao Estado. “Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política”, analisou o ex-presidente.

Segundo FHC, a eleição para prefeito não significa que o ex-governador abandona o projeto de disputar a Presidência no futuro. “Política é uma coisa muito dinâmica. Tem sempre a cláusula de prudência. Política não é uma coisa em que os horizontes se fecham”, disse, ao comentar sobre a possibilidade de o tucano, mais uma vez, deixar um cargo para se candidatar a outro, como aconteceu quando era prefeito e governador de São Paulo.

O ex-presidente falou com o Estado em Nova York, onde lidera uma comitiva de 12 CEOs de empresas brasileiras ligadas à Comunitas, entidade criada por Ruth Cardoso para incentivar o investimento social corporativo.

O anúncio da candidatura de José Serra à Prefeitura não esvazia as prévias do PSDB?
Não estou no Brasil e não acompanhei de perto esta evolução. Quem está coordenando é o governador Geraldo Alckmin. Agora, o peso eleitoral do Serra é de tal magnitude que eu acho que o partido vai se ajustar à realidade política.

Mas não faltam caras novas no PSDB? Afinal, há anos Serra e o Alckmin se revezam em candidaturas em São Paulo. O PT tenta essa renovação agora com Fernando Haddad.
As prévias foram uma tentativa nesta direção. Mas quando você tem alguém com a densidade política do Serra, que se disponha a ser candidato a prefeito, do ponto de vista do PSDB há uma importância estratégica porque existe realmente viabilidade de ganhar São Paulo.

O sr. mencionou que o senador Aécio Neves (MG) é o candidato óbvio do PSDB para 2014.
Foi uma pergunta feita pela revista The Economist: quem é o candidato óbvio? Eu respondi que o Serra vai sair candidato, não vai desistir. E eles perguntaram quem seria o outro. É o Aécio. É uma coisa que todo o mundo sabe. São os dois que estão despontando com mais força.

Mas com o Serra se candidatando a prefeito…
Abre espaço para uma outra candidatura para presidente. Agora, sempre tem que colocar aquela cláusula de prudência. A política é muito dinâmica. O Serra pode ganhar ou pode perder. Nos dois casos, o fato de ele ser candidato agora reforça a presença dele como um líder. Todo líder político, enquanto quiser se manter ativo na política, tem de ter a expectativa de poder. Tem que ser candidato. Eu, por exemplo, quando deixei a Presidência, disse que não seria mais candidato a nada e não fui. Disse que estava saindo de cena. No começo, as pessoas não acreditaram. Como não sou ingênuo, ao tomar esta decisão, estava mesmo saindo de cena. Para quem não tomou esta decisão ainda, a melhor coisa a fazer é se candidatar. Você pode se candidatar em vários níveis. O Serra, ao tomar a decisão de se candidatar (para a Prefeitura), volta à cena política com força. Onde ele é necessitado neste momento? Onde o partido o vê com bons olhos neste momento? É aí (na Prefeitura). Isso significa que amanhã ele não pode ser outra coisa? Não.

Mas não pega mal para o Serra, que já foi prefeito uma vez e saiu para se candidatar (o tucano deixou a Prefeitura em 2006, para disputar a Presidência, e o governo do Estado, em 2010, para mais uma vez entrar na disputa presidencial)?
Ele vai tomar as precauções devidas porque ele tem de ganhar a eleição. Provavelmente ele vai reafirmar a disposição dele (de permanecer na Prefeitura). Mas não vi, não falei com ele. Política não é uma coisa em que o horizonte se fecha. De repente, o que estava fechado se abre. Acho que a decisão do Serra foi a mais adequada neste momento para ele e para o partido. Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política.

Mas para a Presidência, o Serra e o Aécio continuam sendo os dois nomes fortes do PSDB?
Eu acho que sim.

Marcus Pestana defende participação formal do PSDB na aliança com o PSB de Márcio Lacerda e critica Patrus

PT radicaliza

Fonte: O Tempo

Para Pestana, não há dúvida sobre participação formal

Um dia depois de o ex-ministro petista Patrus Ananias descartar a possibilidade de apoiar a reeleição do prefeito Marcio Lacerda caso os tucanos estejam na coligação, o presidente estadual do PSDB, Marcus Pestana, reafirmou que a formalidade na coligação nunca foi dúvida. “Não entendi a fala do Patrus. Vamos participar da aliança formalmente. Não aceitamos nenhuma outra posição”, enfatizou o deputado tucano.

Anteontem, durante encontro da corrente petista Articulação, Patrus disse que o grupo iria apoiar Lacerda, mas que não aceitaria a composição com os tucanos. “Temos diferenças históricas. Nós não queremos e vamos trabalhar contra a aliança formal com PSDB”, afirmou o ex-ministro Patrus.

Sobre a hipótese de subir no palanque para fazer campanha para o atual prefeito ao lado de tucanos de renome como o senador Aécio Neves, Patrus foi enfático nas críticas. “Eu nunca o vi priorizando de fato as políticas públicas sociais”, disse em referência ao senador.

Pestana rebateu as críticas a Aécio e reafirmou que um dos motivos para a formalização é justamente o senador. “Não tem porque fazer algo escondido até mesmo para não ter dúvida se Aécio poderá aparecer com Lacerda nas propagandas e programas eleitorais”. Em 2008, como o apoio do PSDB foi informal, a aparição do ex-governador de Minas foi por diversas vezes questionada na Justiça Eleitoral.

A valorização da imagem de Aécio Neves é, inclusive, uma das exigências dos tucanos para fazer parte da coligação. O documento contendo os oito itens reivindicados pela legenda foi apresentado e entregue ao prefeito da capital. O governador Antonio Anastasia também deverá ter destaque na campanha.

Nacional.  A preocupação da cúpula petista com as eleições presidenciais de 2014 está refletida em Belo Horizonte. O PT deseja manter o PSB de Marcio Lacerda na base de apoio da presidente Dilma Rousseff em 2014, por isso prefere não se arriscar em uma candidatura própria. A posição também foi alvo de críticas por parte dos tucanos. “Não tem 2014 ou 2016 em jogo. Para nós, neste momento, há apenas as eleições de outubro”, alfinetou Pestana.

Outros
PV e PMDB terão nomes próprios

A troca de farpas entre PSDB e PT tende a beneficiar os demais partidos que anunciaram candidatura própria em Belo Horizonte. O deputado estadual e pré-candidato do PV à prefeitura, Délio Malheiros, acredita que esse tipo de especulação só prejudica. “O eleitor está vendo. Formular hipóteses demais em torno de disputas políticas na mesma chapa, acaba deixando o eleitor em segundo plano”, criticou Malheiros.

Além do PV, o PMDB também garantiu que sairá com candidato próprio por ser uma resolução da executiva nacional. O deputado Leonardo Quintão é o mais cotado. (LA)

Impasse

Aliança. A disputa pela indicação de vice na chapa de Lacerda ganhou destaque nos últimos dias. O PSDB deu sinais de que deseja a vaga, e o PT já negocia nomes como do deputado André Quintão.

Candidatos já começam a se movimentar de olho nas prefeituras em Minas, Ficha Limpa deve mudar cenário no Estado

Eleições 2012 em Minas

Fonte: Leonardo Augusto – Estado de Minas

Candidatos ao comando das principais cidades de Minas nas eleições de outubro colocam seus nomes em campo para começar a negociar alianças antes do período de convenções

Campanha em pré-temporada

O tempo para as articulações sobre sucessão na política é um só: sempre. Mas em ano eleitoral, passadas as férias de janeiro e o carnaval, é hora de engatar a sexta marcha nas negociações. Em pouco mais de quatro meses, entre 10 e 30 de junho, serão realizadas as convenções partidárias para escolha dos candidatos a prefeito e vereador em outubro, conforme previsto no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na disputa pelas prefeituras das principais cidades do estado, o cenário ainda é o da carga daquele famoso caminhão, só ajeitada quando o destino está próximo.

prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), pode não voltar a ter, ao menos lado a lado, no mesmo palanque os dois padrinhos políticos fundamentais para sua eleição em 2008: o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito da capital, e o senador Aécio Neves (PSDB), ex-governador de Minas. Depois das juras de amor trocadas na última campanha, e de muita disputa por cargos entre petistas e tucanos na prefeitura, o ministro classificou a aliança como “um erro”.

Apesar do fim da dança entre petistas e tucanos, são grandes as chances de os dois partidos manterem a união para a reeleição de Lacerda. Mas para o PT, a tarefa será árdua. O partido terá que conter os ânimos do vice-prefeito Roberto Carvalho, líder de uma ala aguerrida da legenda que não abre mão do lançamento de candidatura própria, evidentemente com ele na cabeça de chapa. PMDB e PV também podem ter candidatos, com o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) e o deputado estadual Délio Malheiros (PV), que garante: “Só não disputo se o partido me passar a perna”.

Na segunda maior cidade do estado em número de moradores, Uberlândia, hoje com cerca de 600 mil habitantes, a disputa, ao menos em relação aos partidos de ponta, ficará restrita a parlamentares, cenário que também é registrado em outros municípios de maior porte do estado. Dos três pré-candidatos a prefeito em Uberlândia, um é deputado federal, Gilmar Machado (PT), que acumula quatro mandatos na Câmara, e dois são deputados estaduais, Lisa Prado (PSB) e Luiz Humberto Carneiro (PSDB), apoiado pelo atual prefeito, Odelmo Leão Carneiro (PP), que no fim do ano conclui o segundo mandato consecutivo.

A cidade poderá acompanhar ainda uma disputa familiar. A pré-candidata do PSB é irmã do deputado estadual Elismar Prado (PT) e do deputado federal Weliton Prado (PT). Ambos apoiam a pré-candidatura de Gilmar. Para embolar um pouco mais, Lisa chegou a participar do governo de Odelmo, como coordenadora do Procon.

Ficha Limpa muda cenários
O também deputado estadual Pinduca Ferreira (PP) garante a todos os colegas na Assembleia que será candidato a prefeito em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mas não vai. Por dois motivos: tem condenação por tribunal colegiado, o que o coloca entre os impedidos de participar das eleições de 2012, conforme determina a Lei da Ficha Limpa, e lhe falta apoio. A disputa na cidade ficará entre o PT, com a prefeita Maria do Carmo Lara, que disputará a reeleição, o deputado federal Carlaile Pedrosa (PSDB) e o que em Betim vem sendo tratado como “a terceira via”, com o deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB).

Vizinha a Betim, Contagem tem, ao menos até o momento, disputa mais ferrenha por espaço travada entre dois partidos tradicionalmente aliados: os deputados estaduais Durval Ângelo (PT), apoiado pela prefeita Marília Campos e Carlin Moura (PC do B). O deputado estadual Ademir Lucas (PSDB) também  está no páreo.

Juiz de Fora Colega de partido do tucano, Custódio Mattos terá dificuldades para se reeleger em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A avaliação na cidade é de que o prefeito não cumpriu a maior parte das promessas de campanha. Não bastasse isso, a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Margarida Salomão (PT), deverá entrar novamente na disputa, podendo repetir a briga de 2008, que teve vitória apertada do tucano. A cidade tem outros três possíveis candidatos: o deputados federal Júlio Delgado (PSB), o deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) e até o ex-prefeito Alberto Bejani (PSL), outro que pode ser impedido de participar por força da Lei da Ficha Limpa.

Em busca da reeleição, o prefeito de Montes Claros, na região Norte de Minas, Luiz Tadeu Leite (PMDB) é o concorrente com maior número de possíveis rivais. Querem entrar na disputa o deputado federal Jairo Ataíde (DEM), os secretários de Estado Gil Pereira (PP) e Carlos Pimenta (PDT), que respondem pelas pastas do Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e Norte de Minas e do Trabalho e Emprego, respectivamente. O ex-deputado federal Humberto Souto (PPS) e o ex-deputado estadual Ruy Muniz, outro integrante do DEM, também integram a lista.

Copa 2014: Estádio de Brasília pode se tornar escândalo político, obras já sofreram 11 aditamentos e tiveram acréscimo de R$ 236 milhões

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: UOL e Jogo do Poder

Jeito petista de governar: obra do estádio de Brasília dispara; já subiu mais de um terço do valor inicial e vai subir ainda mais.

A construção do Estádio Nacional de Brasília, que vai receber os jogos da Copa de 2014, caminha para se tornar um escândalo político e administrativo sem precedentes, comandado pelo petista Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal.

Orçado inicialmente em R$ 671 milhões, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Malversação de recursos públicos:

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

Leia mais em: Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2012/02/24/custo-de-estadio-do-df-dispara-r-236-mi-e-vai-subir-mais-tribunal-de-contas-ve-sobrepreco.htm

Estádio Nacional Mané Garrincha: custo estimado atual de R$ 907 milhões e subindo

Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê “sobrepreço”

No dia 26 de outubro de 2011, o UOL Esporte perguntou ao governo do Distrito Federal qual era a previsão de custo total da construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, que está sendo erguido na capital federal para a Copa do Mundo de 2014. A resposta: R$ 671 milhões. Agora, em fevereiro de 2012, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

– Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

– Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

– Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

– Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

– Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

UMA OBRA SEM PREÇO DEFINIDO

Obra Preço
Construção da arena R$ 719 milhões
Construção da cobertura R$ 176 milhões
Contratação de empresa de fiscalização e gerenciamento da obra R$ 12 milhões
Construção de um túnel de 300 metros a definir
Construção de estacionamento e heliponto a definir
Aquisição de sistema de transmissão a definir
Obras de tratamento acústico e instalação de um sistema de comunicação visual a definir
Compra de gramado a definir
Compra de arquibancadas a definir
Construção de sistemas de drenagem, iluminação e projeto paisagístico da área externa a definir

UOL Esporte solicitou, no dia 16 de fevereiro deste mês, como vem fazendo desde outubro do ano passado, uma entrevista com alguma autoridade ou técnico do governo do Distrito Federal, para que pudessem ser esclarecidos estes e outros pontos controversos da empreitada do Estádio Nacional. Em resposta, recebeu uma nota da assessoria de imprensa do órgão, que diz: “O Governo do Distrito Federal tem a preocupação constante em estar em entendimento com o Tribunal de Contas do Distrito Federal“. Ao TCDF, a Novacap e as empreiteiras têm até março deste ano para apresentar suas explicações.

Além das licitações que ainda serão feitas para completar o Estádio Nacional, que farão com que o custo final ultrapasse com folga a cifra de R$ 1 bilhão, nada faz crer que o 11º aditamento do contrato principal, publicado no Diário Oficial do DF no dia 27 de janeiro deste ano, será o último.

É que os aditamentos acontecem conforme vão surgindo novas necessidades e compromissos assumidos pelo DF, que não estavam previstos no contrato inicial.

Eis um exemplo: conforme chama a atenção o Tribunal de Contas do DF, na época da licitação, o governo distrital ainda não havia assumido a responsabilidade de sediar também a Copa das Confederações. Por isso, o cronograma físico-financeiro inicial da obra previu o término do estádio para julho de 2013. Por outro lado, a exigência para sediar a Copa das Confederações é de que o estádio deve estar apto para operar em dezembro de 2012.

Para cumprir o compromisso assumido com o governo federal e com a Fifa, a Novacap antecipou a entrega da obra para o final deste ano. Entre as medidas tomadas para tanto, um terceiro turno de trabalho foi criado, o que acarretou aumento de custos.

Na última quinta-feira, o UOL Esporte fez derradeira tentativa de ouvir uma autoridade do DF sobre o assunto, mas foi informado de que não havia técnicos disponíveis, já que estes só voltarão ao trabalho na próxima segunda-feira. Ainda é Carnaval em Brasília.

Marcus Pestana diz que Patrus Ananias é um ‘colecionador de equívocos’ – As políticas sociais de Aécio são modelos para o Brasil

Aécio oposição, gestão social
 
Fonte: Denise Motta – IG Minas Gerais

‘PT é inseguro, dividido e decadente’, diz líder do PSDB em Minas

Deputado federal Marcus Pestana rebateu duras críticas do ex-ministro Patrus contra senador Aécio Neves

“Colecionador de equívocos”. Com este adjetivo, o presidente estadual do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, rebateu as duras críticas do ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias (PT) ao senador Aécio Neves (PSDB). Na tarde deste sábado (25), Patrus negou que irá subir no palanque de Aécio, a favor da reeleição do atual prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). O ex-ministro ainda disse nunca ter visto o senador tucano visitando a periferia e conversando com pobres.

Foto: Divulgação Ampliar
Pestana (à direita) rebate críticas de ex-ministro a Aécio Neves (à esquerda)
“Ele não tem segurança política. Como líder político, Patrus tem acumulado equívocos e derrotas. Ele fez um esforço retórico para jogar para uma plateia interna. As políticas sociais do Aécio são modelos para todo Brasil. O PT é inseguro, dividido e decadente”, rebateu o deputado federal tucano.
Para Pestana, o PT vive um dilema e as declarações de Patrus demonstram “preconceito e insegurança”. “Respeito o Patrus como pessoa, mas ele é um colecionador de equívocos. Quem tem firmeza e coerência não tem medo de misturar com o diferente”, afirmou o dirigente tucano, que espera uma “autocrítica” de Patrus, revendo o posicionamento contra o PSDB. O tucano também disse que Patrus se aliou ao que há de mais “atrasado na política”, ao ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-ministro das Comunicações de Lula, Hélio Costa (PMDB), na eleição de 2010. Ele criticou a aliança dos petistas com o ex-governador de Minas Newton Cardoso, em 2006, e disse esperar que Patrus “coloque a cabeça no travesseiro” e “pense melhor nessas ideias”.

O presidente do PSDB mineiro ainda destacou que os atores da aliança entre o PT e o PSDB, em torno do PSB de Lacerda foram Aécio e o atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). “Como já disse o Romário sobre um jogador novo no Flamengo: chegou agora e quer sentar na janelinha”, ironizou. Apesar do contra-ataque, Pestana disse que o ex-ministro de Lula será recebido de “braços abertos” se mudar seu posicionamento e que os tucanos não desejam uma campanha “envergonhada”. “Tem que aparecer todos: Patrus, Pimentel, Aécio e Antonio Anastasia (governador de Minas)”.

Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/pt-e-inseguro-dividido-e-decadente-diz-lider-do-psdb-em-minas/n1597652472175.html

Anastasia amplia investimento em Saúde – Programa criado no Governo Aécio garante melhorias dos hospitais do SUS

Gestão eficiente da saúde, Gestão Aeçio/Anastasia

Fonte: Turma do Chapéu e Agência Minas

Governo de Minas beneficia 12 hospitais do SUS na da região Leste do Estado

Criado em 2003, no governo de Aécio Neves, o Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp) investiu R$ 53,3 milhões em 12 hospitais do Leste de Minas em 2011. Desde o início do programa, já foram investidos R$ 700 milhões em hospitais de todas as regiões do Estado, sendo que este ano estão previstos investimentos de R$ 130 milhões.

O Pro-Hosp financia a modernização, instalação de equipamentos, expansão e qualificação de pessoal em hospitais filantrópicos que atendam pelo SUS. Confira no texto abaixo e, no vídeo, o governador Antonio Anastasia fala sobre investimentos em saúde no interior de Minas.

Governo de Minas já investiu mais de R$ 50 milhões em hospitais do Leste de Minas 

Recursos do Pro-Hosp são utilizados para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e UTIs

Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor

O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas, tem mudado a realidade de muitos hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente na região no Leste do Estado, o programa alcançou, em 2011, o volume de R$ 53,3 milhões investidos.

Os recursos foram liberados para hospitais das cidades de Governador Valadares, Mantena, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Guanhães, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp no Leste de Minas são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial, treinamento de funcionários e custeio hospitalar.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Resplendor, é um dos vários exemplos da eficiência do Pro-Hosp. Beneficiada pelo programa desde 2004, a instituição foi transformada em uma unidade microrregional, para atender os pacientes do SUS do próprio município e também das cidades de Aimorés, Itueta, Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Goiabeira, Cuparaque e Alvarenga.

Até o ano passado, o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do Pro-Hosp, que foram usados na ampliação da estrutura e na compra de equipamentos, entre outros benefícios. “O Pro-Hosp mudou a cara do hospital. Antes, nós fazíamos apenas atendimentos básicos. Com os recursos do Governo de Minas, remodelamos o prédio e reequipamos todas as áreas. Hoje, temos condições até de atender casos de média complexidade, inclusive fazer cirurgias, sem precisar encaminhar o paciente para outros locais”, diz o diretor do hospital, Agnaldo Maria Polito.

Um dos equipamentos adquiridos com recursos do Pro-Hosp foi um mamógrafo. A chegada do aparelho, em 2006, fez com que as mulheres da região deixassem de se deslocar até 160 quilômetros até Governador Valadares para fazer um exame essencial para o diagnóstico precoce de câncer de mama.

Pro-Hosp já investiu R$ 700 milhões em todo o Estado

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares em 105 cidades de todas as regiões, com recursos provenientes da Tesouro Estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões.

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Redução da pobreza por Aécio coloca o Estado em posição de destaque – para Marcus Pestana PSDB é inovador em Minas

Boa gestão em Minas, Choque de Gestão, Gestão Eficiente

Fonte: Turma do Chapéu

Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas

Minas Gerais vem avançando mais rápido que o resto do país na redução da pobreza e na melhoria dos indicadores sociais, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em 2001, Minas tinha 9% de sua população em situação de extrema pobreza, índice que caiu para 3% em 2009. No mesmo período, a queda foi de 5,6% para 2,3% na Região Sudeste, e de 10,5% para 5,2% no Brasil. O Choque de Gestão contribuiu para mudar a realidade de Minas. A boa gestão de Aécio Neves, baseada na meritocracia, trouxe ganhos para os mineiros com o plano de continuidade mantida pelo governador Antonio Anastasia. A gestão eficiente ajudou a transformar a realidade sociais e econômica em todo os estado.

Para o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, essa melhora se deve às políticas públicas dos governos do partido, com Aécio Neves e Antonio Anastasia, que beneficiaram as áreas mais pobres do Estado. Leia o texto abaixo e confira os avanços nos indicadores sociais.

Redução da pobreza em Minas é resultado da inovadora política social do Governo do PSDB, diz Marcus Pestana

População em pobreza extrema caiu de 9% para 3% no Estado,redução superior à média nacional. Renda per capita da população cresce 39,4%

Marcus PestanaMarcus Pestana, presidente do PSDB-MG

A redução da pobreza e da desigualdade em Minas Gerais registrada pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, é, segundo o presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, resultado da política social desenvolvida desde 2003 pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia. Os avanços na melhoria da qualidade de vida dos mineiros atestados pelo instituto de pesquisa do governo federal confirmam o êxito do Governo de Minas nas ações de combate à pobreza e na redução das desigualdades entre as regiões do Estado.

Segundo a pesquisa, realizada com base em dados do IBGE de 2001 a 2009, a população mineira em situação de pobreza extrema caiu de 9%, em 2001, para 3% em 2009. A queda é bem maior que a verificada na região Sudeste – que diminuiu de 5,6% para 2,3% – e a do Brasil, onde houve redução de 10,5% para 5,2% no mesmo período.

Políticas sociais de Minas são modelo para o país

Na avaliação de Marcus Pestana, a correta decisão do Governo de Minas de criar a Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), destinada a atender às demandas das regiões mais pobres do Estado, foi fundamental para redirecionar o crescimento do Estado e desenvolver os municípios do semiárido castigados pelas secas.

“Tivemos uma ativa ação do Governo de Minas, no governo Aécio Neves e no governo Antonio Anastasia, com políticas sociais que viraram verdadeiros modelos para o país. Ter uma secretaria com um corte regional, com foco no semi-árido mineiro, foi uma sinalização fortíssima do governo do PSDB de Minas da sua decisão de combater as desigualdades regionais e sociais de renda. A secretaria catalisa ações do governo, agiliza parcerias com outras secretarias temáticas e promove um efeito mobilizador muito grande no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Mucuri. Os resultados já aparecem, as políticas exitosas do Governo de Minas, empreendidas pelo governo liderado pelo PSDB, agora, se configuram nestes dados divulgados pelo Ipea”, afirmou o deputado.

Marcus Pestana, ex-secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais no governo Aécio Neves, destacou que ações de programas como o Saúde em Casa, Ensino Fundamental de 9 anos, Poupança Jovem, Travessia e Proacesso, entre tantos outros, repercutiram diretamente na vida da população mais pobre, melhorando os indicadores de educação e saúde e de geração de renda.

“Minas foi o primeiro estado a incluir as crianças de 6 anos na escola, criou o projeto Travessia que atende as demandas de cidades pobres; o Poupança Jovem, que diminuiu a evasão escolar. Criou o Saúde em Casa, que tem um impacto fundamental na estratégia da saúde da família, além de todos os investimentos no combate à mortalidade infantil. O Estado também promoveu uma intervenção estruturante. Melhorou as estradas para facilitar o acesso da população à educação, às faculdades, ou ao produtor rural, que, agora, tem melhores condições para escoar sua produção. Essa decisão política de agir principalmente nas regiões mais pobres repercutiu nestes resultados que agora o Ipea divulga”, afirmou Pestana.

Os avanços de Minas Gerais foram confirmados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Segundo ele, as políticas públicas inseridas em um contexto de desenvolvimento social viabilizaram a melhora nos indicadores em Minas e em outros estados do país. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou.

Veja como Minas melhorou

  • Melhor qualidade de vida
    A pesquisa do Ipea aponta a evolução de indicadores sociais registrados entre 2001 e 2009 em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, na educação, saneamento básico e emprego, entre outros indicadores.
    Minas apresenta a nona maior renda domiciliar do país e a oitava menor taxa de pobreza extrema entre os estados brasileiros. É considerada em extrema pobreza a população com renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês em setembro de 2009. Ainda segundo o Ipea, Minas responde por 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,3% da população brasileira. O estudo do instituto teve por base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
  • Crescimento de renda
    Em 2001, o indicador de renda domiciliar per capita de Minas era de R$ 452,9, elevando-se para R$ 631,2 em 2009. Com esse aumento de 39,4% no período, o estado apresentou crescimento além da média nacional e também da região. O Brasil, que apresentava a renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7, em 2009, perfazendo aumento real de 23,5% no período.
  • Redução da Mortalidade infantil
    A mortalidade infantil em Minas também diminuiu acentuadamente. Em 2001, a taxa era de 21,7 mortes a cada 1.000 crianças nascidas vivas, caindo para 17,4 em 2007. Considerando esses valores, o Estado avançou mais que a média nacional. No Brasil, os patamares de mortalidade infantil eram de 26,3, em 2001, e chegaram a 20 em 2007.
  • Queda do analfabetismo
    No combate ao analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais, Minas também apresenta padrões superiores ao do país. Em 2001, 11,7% dos mineiros eram analfabetos, sendo que a taxa nacional era de 12,4% dos brasileiros. Em 2009, os analfabetos compunham 8,5% dos habitantes de Minas e 9,7% da população brasileira.
  • Mais água tratada e energia
    A pesquisa do Ipea aponta que a cobertura de água encanada em Minas saltou de 91% para 95,6% da população atendida. No Brasil, o aumento foi de 81,4%, em 2001, para 87,7% da população, em 2009. Com relação à energia elétrica, Minas Gerais também encontra-se em melhor situação do que a média brasileira. Este serviço está praticamente universalizado no Estado, inclusive na área rural, com 96,4% de cobertura.
  • Desemprego em queda
    A taxa de desemprego em Minas é menor que na região Sudeste e no Brasil. Em 2009, o índice foi de 7%, contra 9% em 2001. No Sudeste, as taxas foram de 10,5% (2001) e 8,6% (2009); para o Brasil, 9,2% (2001) e 8,2% (2009).

Fonte: Pesquisa IPEA

 

Gestão Aécio e Anastasia melhora ações de combate à miséria: IPEA revela que Minas tem o melhor índice do Sudeste

Gestão Eficiente, Gestão em Minas

Fonte: Marina Rigueira – Estado de Minas

Redução da pobreza em Minas é mais intensa que a média brasileira, diz Ipea

Minas Gerais vem reduzindo os índices de pobreza e desigualdade em ritmo maior do que outros estados do Sudeste e do que a média brasileira. No entanto, possui apenas 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 10,3% da população. Os dados foram comentados pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O estudo do Ipea mostra a evolução de 34 indicadores entre 2001 e 2009, nas áreas de demografia, previdência social, pobreza e desigualdade, saúde, seguridade, trabalho e renda, educação, cultura, saneamento e habitação. É possível comparar dados dos estados com as médias regional e nacional e descobrir, por exemplo, como está a evolução de Minas Gerais em relação à renda domiciliar per capita, ao combate à mortalidade infantil, às taxas de homicídio e à remuneração do trabalho.

De acordo com Pochmann, Minas apresenta a 9ª maior renda domiciliar do país e a 8ª menor taxa de pobreza extrema entre os Estados. Tecnicamente, considera-se em extrema pobreza os que tinham renda per capita inferior a R$ 67,07 ao mês, em setembro de 2009. Para anos anteriores, o valor é deflacionado segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2001, 9% da população mineira estava nessa situação, índice reduzido para 3% em 2009. É uma queda bem superior à do Sudeste (que caiu de 5,6% para 2,3%) e à do Brasil (queda de 10,5% para 5,2%).

Na última década, a redução dos índices de pobreza e a melhora dos indicadores sociais ocorreram em todos os Estados, especialmente no meio rural. Para Pochmann, a ampliação dos investimentos sociais e dos programas de transferência de renda explicam, em grande parte, esse quadro. Esses investimentos se transformaram em estímulo ao crescimento econômico, em uma política que inverteu uma máxima do ex-ministro Delfim Neto, de que era necessário primeiro fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Agora, a distribuição vem antes e é condição para o crescimento. “É um novo modelo econômico implantado a partir de 2004. A distribuição é fermento da ampliação do mercado interno”, afirmou o presidente do Ipea.

Charge: Contra os Direitos Humanos – Dilma visita Cuba de olhos fechados

Governo do PT, Liberdade de Expressão, censura, ditadura

Enquanto o mundo luta em favor dos Direitos Humanos, Dilma e PT ignoram o que ocorre em Cuba. O que o PT e a a ditadura criada por Fidel de Castro têm em comum: ambos são contra a liberdade de expressão e apoiam governos autoritários.

 

Aécio Neves: “A sua omissão em relação à defesa dos direitos humanos é uma marca que ela (Dilma) carregará.”

Aparelhamento da máquina pública: Senador Aécio Neves volta a criticar a falta de meritocracia no Governo DIlma do PT

Aécio Oposição

Governo federal

Aécio Neves criticou o uso de critérios políticos pela gestão federal, em detrimento da meritocracia. Para o senador, o tempo irá mostrar que o aparelhamento da máquina pública é ruim para o Brasil.

O tempo vai mostrar isso. Não podemos ter ilusão de que no primeiro momento de um governo recém eleito vamos ver todas as mazelas aparecerem. Com o tempo, vai ficar muito claro que o governo do aparelhamento não é bom para o Brasil. O Brasil merecia um governo baseado muito mais na meritocracia, do que na filiação partidária. Algumas áreas do governo, como a Petrobras, os bancos oficiais, deveriam estar imunes a indicações que não tenham na capacidade técnica a sua razão maior, e sim na sua capacidade política.”.

Aécio também lamentou a falta de uma política industrial de médio e de longo prazo por parte do governo federal. Ele alertou, ainda, para o processo de desindustrialização da economia brasileira.

“Hoje há um processo gravíssimo de desindustrialização do Brasil. Há 10 anos, tínhamos na nossa pauta de exportações 60% de produtos manufaturados. Hoje é o inverso. Exportamos 60% de commodities, de produtos primários. Deveríamos preservar os setores onde somos competitivos – isso é essencial – não com políticas paliativas e emergenciais de diminuição de tributos circunstanciais, mas com política de médio e de longo prazo. É isso que vai fazer com que a indústria nacional se recupere. Vimos os índices de janeiro. É declinante o desempenho, inclusive na geração de empregos. Isto é absolutamente grave, porque o governo do PT não se preocupou, em 10 anos, em construir uma política industrial para o Brasil”, observou Aécio.

PT em desespero – Lista de Furnas pode respingar em Lula, partido tenta desqualificar laudo de perito americano

Farsa do PT, PT mente, fraudes, irregularidades

Fonte: Turma do Chapéu

Desesperado, PT mente sobre perícia na Lista de Furnas

Maior especialista do mundo em fraude de documentos, Larry F. Stewart nunca mentiu sobre perícias. Não se pode dizer o mesmo do PT, que…

… o que o PT faz? Ora, o PT resolve tentar desqualificar o perito internacional  e… mente, de novo.

O perito  Larry F. Stewart é considerando o maior especialista no mundo em fraude de papéis. Foi chefe do laboratório do FBI, coordenou as investigações da morte de Kennedy e Martin Luther King, além de processos contra criminosos nazistas.

Há alguns anos atrás, depôs num tribunal de Nova York e apresentou o resultado de uma pericia. Uma assistente dele o questionou, dizendo ter sido ela, e não ele,  a autora da perícia.  Foi aberta uma investigação contra ele por possível perjúrio já que ele tinha jurado ter sido o autor do trabalho.

Em nenhum momento o resultado da perícia foi questionado. Na verdade, o resultado da pericia feita por Larry F. Stewart, nesse caso, foi reconhecido pela Justiça e levou à condenação da ré. A seriedade e qualidade das perícias feitas por ele nunca foram questionadas.  O questionamento se deu apenas em torno da autoria da mesma e não do seu conteúdo.

No decorrer da investigação ela foi desmentida  e ele foi inocentado.

PT, desesperado por ter sua fraude desmascarada em todos os jornais de hoje, ataca o perito, tentando ir contra as provas que mostram a farsa montada por Rogério Correia e o falsário Nilton Monteiro.

Veja nos links e na reprodução a seguir as notícias que estão tirando o sono de Rogério Correia e do PT. E entenda por que eles estão desesperados:

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/pt-mente-perito-lista-furnas/

 

Laudo feito por perito americano comprova fraude na elaboração de Lista de Furnas

PT mente, irregularidades, farsa do PT,

Fonte: Vanildo Mendes – O Estado de S.Paulo

PSDB paga laudo para anular Lista de Furnas

Segundo perito americano, documento de 2006 com doações a tucanos foi falsificado

Um laudo de 56 páginas, encomendado pelo PSDB ao perito americano Larry F. Stewart, ex-integrante do serviço secreto dos Estados Unidos e especialista em fraude de documentos, ajuda a desmontar a Lista de Furnas – uma relação de 156 políticos de oposição, a maioria tucanos, supostamente beneficiados com doação de caixa 2 na eleição de 2002. A lista falsa trazia os nomes dos ex-governadores José Serra (São Paulo), Eduardo Azeredo e Aécio Neves (Minas).

No laudo, o perito assegura que o documento, trazido a público em 2006 pelo lobista Nilton Monteiro, é uma fraude grosseira. “Após análise da combinação de todas as incompatibilidades e fatores relatados, concluo que a fotocópia apresentada e o original da lista de Furnas são, de fato, fraudulentos”, afirma. A direção do PSDB afirmou ter pago R$ 200 mil.

Segundo ele, “há indicações de que os dois documentos podem ter sido assinados pelo mesmo autor”, o falsário. A relação de supostos beneficiários de caixa dois é descrita em cinco folhas assinadas pelo então presidente de Furnas Centrais Elétricas, Dimas Fabiano Toledo. O documento teria sido fabricado à base de colagem sobre folhas diferentes, com enxerto posterior de nomes e aposição de assinaturas e rubricas falsas.

Em algumas folhas, a assinatura verdadeira do ex-diretor de Furnas teria sido colada. Em outras, conforme o perito, ela foi simplesmente falsificada, seja por decalque, ou imitação livre. “A caligrafia encontrada nos dois documentos questionados (original e cópia) muito provavelmente não é a de Dimas”, diz o especialista. “Estou convencido de que a letra não é a dele e que trata-se de falsificações.”

Conforme o laudo, a lista de furnas foi montada com duas partes de documentos diferentes e depois xerocopiada, como se fosse uma peça única e coerente. A primeira parte, das páginas 1 a 4, quando analisada sob luz ultravioleta, “comporta-se diferente da página 5”, possivelmente enxertada em outra ocasião.

Além disso, acrescenta, “a página 5 parece ter uma composição de fibras diferente das outras páginas”. As duas observações foram baseadas na análise química, que mostrou que a copiadora usada para produzir a página 5 é diferente da que foi usada para produzir as quatro primeiras. Até os logotipos da empresa, segundo Stewart, “são incompatíveis com os verdadeiros, fornecidos pela empresa”.

Embora o laudo do perito americano não faça parte dos autos do processo sobre o chamado mensalão mineiro, que corre na 2.ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio, o PSDB o usará como argumento técnico e de convencimento da Justiça, por ocasião das alegações finais. Segundo o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB em Minas, a lista de Furnas foi montada para “salvar a barra” do governo Lula, às voltas com o escândalo do mensalão petista em 2005.

Com a expectativa de julgamento próximo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o laudo do perito americano será usado também como blindagem frente à estratégia petista de defesa. “Com essa fraude grosseira, eles pretendiam provar que todos os partidos são iguais e fazem captação de recursos de caixa dois para financiar suas campanhas”, disse Pestana.

Processado por dezenas de políticos citados na lista, Monteiro está preso desde outubro por estelionato e falsificação.

Pestana acusa dois políticos petistas – o deputado estadual Rogério Correia (MG) e o ex-deputado estadual Agostinho Valente (hoje no PDT), de serem cúmplices na montagem da fraude, conforme revelou inquérito da Polícia Civil de Minas. Correia deverá ser alvo de um processo ético por quebra de decoro. Ele negou que a lista de Furnas seja fraude e Valente, hoje filiado ao PDT e sem mandato, não foi localizado.

Para o advogado William dos Santos, defensor de Monteiro e do deputado Correia, o laudo de Stewart “foi comprado” pela parte interessada e, por isso, não tem credibilidade. “Ele (Stewart) foi contratado para dizer o que o PSDB queria”, afirmou. “Não é uma perícia oficial, não tem valor jurídico algum e foi feita só para confundir.”

Pestana explicou que o PSDB recorreu ao especialista americano ao perceber que o PT, a cada eleição, requenta a lista de Furnas e certamente repetirá a estratégia nas eleições deste ano.

%d blogueiros gostam disto: