Arquivo

Posts Tagged ‘Petrobras’

Governo Anastasia: desenvolvimento econômico para o Norte de Minas

Governo Anastasia faz plano diretor para a exploração de gás natural, meta é criar matriz de crescimento no Norte, Noroeste e Alto Parnaíba.

Gás para desenvolver

Estudo mostra que, em 10 anos, produção em Minas pode ser de 37 milhões de metros cúbicos e superar consumo do país hoje, com receita de R$ 4 bi
 

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Com a promessa de levar desenvolvimento econômico e social às regiões pobres do Norte e do Noroeste de Minas Gerais e ao Alto Paranaíba, o gás natural encontrado na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco tem potencial para dar vazão, dentro de 10 anos, a um consumo superior a todo o gás que o Brasil importa hoje da Bolívia. O volume projetado chega a 37 milhões de metros cúbicos por dia, 7 milhões acima da conta de importação do insumo boliviano, conforme estudo encomendado pelo governo do estado à empresa de consultoria e negócios Gas Energy, sediada em Porto Alegre. A estimativa foi feita a partir das informações das empresas envolvidas nos trabalhos de prospecção e de cálculos sobre o crescimento do uso do gás natural na indústria e no comércio, indicando uma receita ao redor de R$ 4 bilhões por ano de toda essa quantidade esperada das reservas mineiras.

Se confirmados os números, Minas passará da condição de importador do gás fornecido pela Petrobras e distribuído no estado pela Companhia de Gás do estado (Gasmig), subsidiária da Cemig, para fornecedor do insumo. Isso, significa, ainda, a possibilidade de diversificação da indústria para segmentos mais nobres em que o gás natural pode ser decisivo, a exemplo de produtos químicos, cerâmica, vidros e alimentos. O estudo consiste num plano diretor para a exploração de gás natural que o governo contratou como a primeira iniciativa para preparar o estado para receber e transformar o gás em riqueza, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Ainda há muito trabalho para mapearmos as reservas de gás e a qualidade do insumo encontrado na Bacia do São Francisco. Se as empresas (que estão conduzindo as pesquisas e prospecções) confirmarem as atuais expectativas, estaremos preparados para enfrentar as necessidades de infraestrutura para produção e distribuição e desenvolver o consumo”, afirmou a secretária, ao apresentar ontem o levantamento. 

Os royalties pela exploração do combustível limpo e rico alcançariam R$ 480 milhões anuais, injetados no Tesouro estadual e nos cofres dos municípios beneficiados pela produção em terra e aqueles localizados na área de influência dos investimentos na extração. A título de comparação, os royalties da atividade de mineração em Minas somaram R$ 788,8 milhões em 2011. O dinheiro é partilhado entre o estado, os municípios mineradores e a União.

Viabilidade A Gas Energy estudou a demanda de gás em Minas e as possibilidades de crescimento do consumo à luz da experiência de outros mercados, mas as estimativas só valem num cenário em que seconfirmarem as perspectivas de exploração viável economicamente do gás e de sua qualidade. Outro pressuposto é que o insumo seja vendido a preços competitivos. Foi usado o padrão de cotações da indústria de gás natural não convencional dos Estados Unidos, de US$ 5 por milhão de BTU (R$ 0,33 por metro cúbico de gás) na boca do poço, ou seja, sem contar os gastos com transporte, em razão de os depósitos já encontrados em Minas se constituírem do mesmo tipo de gás.

Os trabalhos do consórcio Cebasf, do qual o estado detém 49% das ações por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), resultaram no primeiro poço perfurado em Minas que identificou o insumo em depósitos não convencionais. Neles, o gás ocorre em longas extensões de rochas, de baixa porosidade e depende de que sua liberação dos depósitos seja induzida. O presidente do conselho da Gas Energy, Marco Tavares, observou que a necessidade inicial de investimentos na produção de gás não convencional é menor, mas a cada cinco anos novos aportes têm de ser feitos para garantir a produtividade dos poços. Como as jazidas estão distribuídas ao longo de uma área extensa, demandam um contínuo processo de perfuração.

“Se o gás for competitivo, teremos uma indução grande do consumo e a atração de grandes projetos do setor privado”, disse Marco Tavares. O potencial de consumo do gás da parte mineira da Bacia do Velho Chico equivale a mais de 12 meses de vendas da Gasmig no ano passado, de 3 milhões de metros cúbicos de gás. O preço do insumo pago pela companhia à Petrobras é de US$ 10 por milhão de BTU, ou seja o dobro do valor estimado pela Gas Energy na perspectiva de o estado se transformador em produtor do insumo.

Petrobras pesquisa

A Petrobras conclui no fim deste mês o levantamento de dados no poço Pedras, que a estatal começou a perfurar em novembro do ano passado no município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A companhia informou estar, também, negociando junto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um plano de avaliação de descoberta de outro poço no município, batizado de Oséas, onde poderá iniciar nova fase de estudos. As empresas Shell Brasil, que tem a mineradora Vale como parceira, o consórcio Cebasf e a Petra Energia intensificaram os estudos à procura de gás no São Francisco.

secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werrncek, disse, ontem, que até o fim do ano que vem os grupos que se dedicam aos trabalhos de prospecção terão informações mais claras sobre os volumes e a qualidade do gás. Os investimentos na produção do insumo também poderão começar nesse período, mas para um cenário de aproveitamento da riqueza nova para os mineiros, será preciso perfurar cerca de 200 poços por ano. A porção mineira da Bacia do São Francisco está mapeada em 39 blocos em que 12 empresas estão trabalhando.

Link da matéria para assinantes: ttp://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/04/05/interna_economia,31042/gas-para-desenvolver.shtml

Cemig terá participação acionária na Gás Brasiliano Distribuidora, empresa mantida pela Gaspetro

Fonte: Mariana Durão, Sergio torres 0 Estado de S.Paulo

Cemig terá 40% em empresa da Gaspetro

Em negociação sigilosa desenvolvida pela futura presidente da Petrobrás, Graça Foster, a partir do segundo semestre do ano passado, a petroleira, por intermédio da subsidiária Petrobrás Gás (Gaspetro), acertou com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) um acordo que deverá resultar, ainda neste ano, na transferência de 40% do controle acionário da Gás Brasiliano Distribuidora (GBD), com sede em São Bernardo (SP).

Assinado ontem, o acordo prevê novos investimentos na GBD e o ingresso da Cemig no capital social da companhia, integralmente controlada pela Gaspetro. Na futura sociedade, a subsidiária da Petrobrás ficará com 60% da GBD, com a empresa mineira assumindo os demais 40%.

Nem a Petrobrás nem a Cemig, nos respectivos comunicados ao mercado, revelaram os valores para a efetivação do negócio. Em seu comunicado, distribuído pela internet, a Petrobrás informa que a implementação do acordo, “assim como a execução dos contratos resultantes, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes”.

De acordo com a estatal, ainda neste ano deverão ocorrer a conclusão da operação de transferência de parte do controle acionário da Gaspetro e a entrada da Cemig na sociedade.

No fato relevante em que anuncia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a assinatura do acordo de investimentos com a Gaspetro, a Cemig limita-se a comunicar que “manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente informados sobre a conclusão da operação”.

A subsidiária da Petrobrás adquiriu a Gás Brasiliano em maio de 2010 por US$ 250 milhões, mas só em agosto de 2011 o governo de São Paulo aprovou o negócio. Assim que assumiu a empresa, a Gaspetro anunciou que até 2015 deverão ser distribuídos 2,45 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Em 2010, ao assinar os termos de compra, a distribuição anunciada era de 1,25 milhão de metros cúbicos diários. Na ocasião, a então diretora de Gás e Energia da Petrobrás divulgou o compromisso da empresa com o desenvolvimento local. “Assumimos um compromisso com a Secretaria de Energia do Estado (de São Paulo) para desenvolver a região onde a Gás Brasiliano atua”, disse Graça Foster em evento da Prefeitura de São Bernardo.

Segundo a Petrobrás, o gás natural da GBD será usado na planta de fertilizantes que está sendo construída em Uberaba. Daí a importância da parceria com a Cemig, cuja rede de transporte e distribuição abrange a região.

Indústria naval impulsiona economia de Ipatinga, produção de peças de navios já representa 25% faturamento das empresas da região

Economia, desenvolvimento econômico, geração de emprego

Fonte: Marcos de Moura e Souza  -Valor Economico

Mesmo sem mar, Minas já produz navios

Ipatinga – Siderúrgicas e mineradoras foram durante anos os principais clientes das empresas de metal mecânica da cidade mineira de Ipatinga e vizinhança. Nos últimos anos, no entanto, os empresários locais passaram a se entusiasmar com um novo filão: a indústria naval. Para muita gente de fora da região do chamado Vale do Aço, a aposta ainda é vista com certa incredulidade. Como é que empresas do interior de Minas podem produzir peças para navios?

Não somente estão produzindo peças como cascos inteiros. Os clientes são, sobretudo, estaleiros do Rio que montam os navios, a maioria deles, encomendados pela Petrobras. Para algumas empresas de Ipatinga, o setor naval já representa 25% de seu faturamento.

As fábricas do Vale do Aço, na região sudeste de Minas Gerais, que colocaram um pé na indústria de navios, o fizeram por puro esforço de sobrevivência. Foi durante a primeira fase da crise financeira internacional, em 2008, que alguns empresários da região, reunidos em torno do sindicato patronal, resolveram que era mais do que hora de reduzir sua dependência em relação às mineradoras e às siderúrgicas – duramente golpeadas pela paralisia global.

Das 106 empresas associadas ao Sindicato do Vale do Aço, cerca de 20 já trabalham para a indústria naval 
A indústria naval surgiu como uma hipótese. Com o pré-sal e a demanda crescente do Brasil por sondas, plataformas e navios de apoio, aquele parecia um setor certo para quem tinha experiência, capacidade operacional, escala e alguma ociosidade. A hipótese estava certa.

“De 2009, quando fechamos nosso primeiro contrato, para cá, já fabricamos mais de 20 blocos [de navios]”, disse Flaviano Mirco Gaggiato, presidente da Viga, uma das empresas de Ipatinga que passaram a prestar serviços para estaleiros do Rio. Os blocos são grandes peças de aço – alguns deles medindo 30 metros por 17 metros – que formam o casco dos navios. As peças são partidas em quatro e transportadas por caminhão.

“Esses blocos estavam sendo feitos por estaleiros que ou começaram a ficar com pouco espaço para tanto trabalho ou que passaram se focar na construção final de navios”, afirmou Gaggiato. “Além disso, a demanda aumentou muito. Para cada plataforma, a Petrobras precisa de cinco navios de apoio”, completou.

A Viga produz blocos para os estaleiros STX e ETPO. Ambos no Rio. Gaggiato não divulga o faturamento da empresa, fundada pelo pai há 34 anos, mas diz que o setor naval já responde por 25% do que fatura. Em 2008 era zero.

Assim com outras empresas do Vale do Aço, a Viga não precisou fazer grandes alterações em sua linha de produção para acomodar projetos para navios. A mão de obra, o maquinário e o espaço que a empresa já dispunha para fazer, por exemplo, colunas de flotação – peças que chegam a 30 toneladas – usadas por mineradoras já davam conta do recado. Vale, ArcelorMittal, Usiminas e CSN são alguns de seus clientes tradicionais.

Neste fim de ano, no entanto, devido ao volume de pedidos, Gaggiato está investindo na ampliação de sua fábrica para deixar um setor exclusivo para a fabricação dos blocos.

Das 106 empresas associadas ao Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço, cerca de 20 já trabalham para a indústria naval – todas de pequeno e médio portes. Operando com um cluster, as empresas da região trabalham muitas vezes em conjunto para atender grandes contratos.

Além de Ipatinga, os municípios de Timóteo, Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso constituem o que se chama de Vale do Aço.

Para Jeferson Bachour, atual presidente do sindicato e diretor de outra empresa do setor de metal mecânica de Ipatinga, a Lider, o setor naval está ajudando algumas empresas da região a passarem por cima das oscilações do setor siderúrgico.

“Desde setembro, estamos sentindo que a siderurgia está desaquecendo. As vendas já caíram cerca de 15%”, disse A Lider produz peças de manutenção para as usinas, como chapas de desgaste e solos para lingotamento contínuo. E quando a produção siderúrgica diminui, cai a necessidade de reposição.

“A perda com a siderurgia é compensada pelo setor naval. As empresas que atendem aos estaleiros estão mantendo seu nível de produção”, diz Bachour, que tem liderado os movimentos entre o empresariado local para se aproximar mais da indústria naval.

Nesse ramo, sua empresa especializou-se em acessórios para embarcações como portas, janelas, balaustres, escadas etc. Seus concorrentes são estaleiros brasileiros ou empresas da Noruega, Itália, Espanha e Coreia que exportam para o Brasil. Mas em relação aos importados, os fabricantes brasileiros têm uma vantagem: a determinação do governo federal de que 70% da fabricação da indústria naval tenha conteúdo nacional.

No caso das empresas do Vale do Aço, diversas já conseguiram do governo de Minas isenção de ICMS e IPI para fabricação de componentes para a indústria naval, conta Augusto César de Barros Moreira, gestor do arranjo produtivo local do polo metal mecânico do Vale do Aço. Isso deu a elas as mesmas vantagens fiscais que as empresas do Rio já têm.

Estarem no Vale do Aço dá às empresas facilidade extra: o fato de a Usiminas estar sediada em Ipatinga. A empresa fornece aço plano para a fabricação de navios.

Os radares das empresas da região estão acionados para detectar novos possíveis negócios. Na mira estão um projeto da Petrobras no Rio para reforma de plataformas; os planos da Marinha para construção de onze embarcações; e uma aproximação com o estaleiro Promar, de Pernambuco. Segundo Bachour, o estaleiro já iniciou conversas com empresas do Vale do Aço.

Governo do PT usa dinheiro público da Cultura para financiar bandas estrangeiras no Rock in Rio, Correios distribui ingressos aos servidores

Má Gestão pública, irregularidades

Governo Dilma desrespeita parecer do Tribunal de Contas da União na distribuição de recursos da cultura

Não é de hoje que o Governo do PT utiliza recursos públicos para financiar apresentações de artistas para privilegiar correligionários. A prática foi inaugurada no Governo Lula com os recursos de patrocínios de empresas estatais que foram destinados a bancar artistas e distribuir ingressos sem que houvesse muita transparência. O caso se repete e o mais recente ocorreu com o Rock in Rio em que houve mau uso da Lei Roaunet – lei de incentivos à cultura.

Os Correios foram o maior apoiador do festival, que contou com a autorização de R$ 12,3 milhões do Ministério da Cultura. A captação, via Lei Rouanet, tinha chegado a R$ 7,4 milhões. Deste total, a empresa entrou com R$ 2,2 milhões.

Parte do dinheiro foi revertida em ingressos para os funcionários dos Correios, que tiveram o privilégio de assistir um dos maiores shows do planeta com o uso de dinheiro público.

O mais grave é que o Governo do PT, ao autorizar a captação de recursos para o Rock in Rio, foi contra um parecer do TCU (Tribunal de Contas da União) que exige a descentralização de recursos. O dinheiro da Lei Rouanet é público e vem da renúncia fiscal, ou seja, dinheiro que poderia ser utilizado para incentivar artistas brasileiros, financiou a apresentação de bandas estrangeiras. Vale lembrar também que os Correios enfrentam uma séria crise de gestão, considerada a maior de sua história.

O caso é tão grave que foi parar na Comissão de Ética Pública da Presidência da República que vai analisar a distribuição de ingressos para os correligionários’. Deputados federais cobram a realização de uma auditoria e a devolução do dinheiro por parte dos beneficiados, que por ocuparem cargos públicos não poderiam se beneficiar de presentes. De acordo com o Código de Ética da categoria este tipo de benefício não pode passar de R$ 100.

Vale lembrar, que o mau uso dos recursos da Lei Rouanet não é de hoje. Entre 2005 e 2008, o Governo Lula e a Petrobras não conseguiram explicar para a Receita Federal gastos sem comprovação de despesas no valor de R$ 45 milhões. O caso foi parar na CPI ‘chapa branca’ da Petrobras, que embora tenha identificado irregularidades não chegou a punir ninguém.

Leia mais:

Rock in Rio recebe irregularmente verba milionária da Lei Rouanet

PF prende cinco por fraude contra Lei Rouanet

Patrocínios da Petrobras firmados pela Lei Rouanet entre 2005 e 2008 revelam dificuldades nas comprovações dos gastos no Ministério da Cultura

Ministro da Cultura admite falha no combate a fraudes

Royalties do petróleo: Em defesa do Rio, Sérgio Cabral ameaça romper com o PT que aprovou mudanças nas regras com o jogo em andamento

Aécio Neves, do PSDB, e o governador pernambucano, Eduardo Campos, do PSB, ambos pré – candidatos à sucessão de Dilma, poderiam sonhar com o valiosíssimo apoio de Cabral

Fonte: Pedro Venceslau – Brasil Econômico

Ultimato de Cabral a Dilma ameaça relação entre PT e PMDB

Governador do Rio fez da “amizade” com o governo federal um cartão de visita de sua gestão. Os dois partidos negociam acordo para 2012

ANÁLISE PETROLEO E PODER

Ao dizer ontem que tem “certeza absoluta” de que a presidente Dilma Rousseff vetará o Projeto de Lei do Senado que redistribui os royalties do petróleo entre todos os estados e municípios, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, apostou todas as fichas na sua “amizade” com a presidente. Motivos não faltam para tanta ousadia. Em quase cinco anos no poder no estado, ele construiu uma sólida relação de lealdade com o Palácio do Planalto. E como bom “marqueteiro” ele tratou de transformar o bom relacionamento em peça publicitária de sua gestão.

Em contrapartida, Cabral colocou o PMDB do Rio de Janeiro na área de influência do lulismo e estruturou um consórcio político que mostrou-se praticamente imbatível. Para Lula e seus aliados, isso significou mar tranquilo para o projeto de poder petista em um dos estados com mais eleitores do Brasil. “Tenho confiança na presidente. Tenho certeza absoluta de que ela vai vetar (o projeto). Ela pensa no Brasil, nas regras democráticas. Tenho certeza absoluta que, na hora certa, ela vai se manifestar”, bradou ontem o governador com punho cerrado.

Dilma, que estava no avião voltando da África naquele momento, certamente foi informada do discurso do “amigo”. Para os petistas de alta patente o recado foi claro. Se a presidente magoar o correligionário carioca, o consórcio está ameaçado. No longo prazo, isso significa que o senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, e o governador pernambucano, Eduardo Campos, do PSB, ambos pré – candidatos à sucessão de Dilma, poderiam sonhar com o valiosíssimo apoio de Cabral.

No curto prazo, porém, a cartada de Cabral pode prejudicar a supostamente tranquila reeleição de Eduardo Paes (PMDB) na capital fluminense. Ocorre que para desgosto do braço local do PT, o comando nacional da legenda selou um acordo para apoiar Paes. Em troca, o prefeito concorreria com um vice do PT na chapa. Se vingar a parceria, o PT quebrará a tradição de lançar candidatos a prefeito na capital em todas as eleições desde 1985. Entre os nomes cotados para a tarefa, o mais forte até o momento é o ex-ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc.

Se a relação entre Dilma e Cabral azedar de vez, o Partido dos Trabalhadores vai mergulhar em uma disputa interna perigosa para definir quem será o candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Gestão Pública de recursos vira caso de polícia no Governo do PT: obras da Petrobras estão sob suspeita – TCU propôs a paralisação, mas Lula foi contra

Fonte: Andrei Meireles e Murilo Ramos – Revista Época

A Polícia Federal investiga contratos da Petrobras com empreiteiras, apontados como superfaturados pelo TCU. O prejuízo estimado atinge R$ 1,4 bilhão

INVESTIGAÇÃO 

Dinheiro saindo pelo duto

CASO DE POLÍCIA A Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. O custo de reforma provocou a abertura de um inquérito policial (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

CASO DE POLÍCIA
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. O custo de reforma provocou a abertura de um inquérito policial (Foto: Guilherme Pupo/ÉPOCA)

Os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) estão acostumados a lidar com valores gigantes quando fiscalizam contratos da Petrobras. Com um orçamento de R$ 85 bilhões para este ano, a maior empresa da América Latina tem gastos numa escala bem acima da média do setor público. Quando fiscalizam os contratos firmados pela Petrobras com o setor privado, os técnicos também estão habituados a encontrar evidências de que a estatal paga mais do que deveria. Mesmo os mais experientes auditores, porém, se surpreenderam com o que encontraram ao examinar os contratos de R$ 8,6 bilhões das obras de reforma e modernização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná. De acordo com os relatórios técnicos, os preços pagos a algumas das maiores empreiteiras do país são exagerados até para os elásticos padrões da Petrobras. Nos últimos dois anos, o TCU propôs a paralisação das obras para evitar o possível desperdício de dinheiro público. Foi impedido pela atuação do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Neste ano, a reforma na refinaria virou caso de polícia.

mensagem2 (Foto: reprodução)

Desde fevereiro, a Polícia Federal investiga o caso. O foco do delegado Felipe Eduardo Hideo Hayashi está em cinco contratos de reforma da refinaria, que somam R$ 7,5 bilhões. Segundo um relatório do TCU, os preços nesses contratos, firmados com sete consórcios de empreiteiras, estão R$ 1,4 bilhão acima do valor de mercado – montante que, se as suspeitas se confirmarem, a Petrobras terá simplesmente jogado fora. Pelos números do delegado Hayashi, até abril do ano passado os pagamentos indevidos somaram R$ 499 milhões. As construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS e Mendes Júnior estão entre as beneficiadas.

Na investigação, Hayashi teve acesso às informações de uma apuração mais antiga, a Operação Caixa Preta. Ela mostrou que, durante o primeiro mandato de Lula, a estatal Infraero pagou mais do que deveria por obras em dez aeroportos. A operação apontou também para as empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Mendes Júnior. Para apurar o caso da Infraero, policiais gravaram conversas, com autorização judicial, de representantes de empreiteiras. Hayashi afirma, na abertura do inquérito sobre o caso da refinaria, que as informações do caso da Infraero são necessárias “para análise de eventual continuidade delitiva”. Segundo duas pessoas que acompanham o inquérito, diálogos gravados reforçam a suspeita de irregularidades nos contratos da Petrobras com as empreiteiras nas obras da Repar. Uma das suspeitas é de que parte do dinheiro pago pela Petrobras tenha sido desviada para o caixa dois de campanhas eleitorais. O delegado Hayashi não fala sobre o inquérito, que corre em segredo na Justiça Federal no Paraná.

A reforma da refinaria foi iniciada em 2006. Os contratos para as obras e a compra de equipamentos começaram a ser fiscalizados pelo TCU em maio de 2008. Um ano depois, os auditores apresentaram um relatório em que apontam “graves irregularidades” nas licitações e nos preços. O TCU, então, recomendou ao Congresso que bloqueasse o pagamento para as obras da Repar e para outros três grandes empreendimentos da Petrobras – a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e o Terminal de Escoamento de Barra do Riacho, no Espírito Santo.

Contra a orientação do governo Lula, na votação do Orçamento de 2010, o Congresso aprovou a recomendação do TCU para suspender o repasse de verbas. Em janeiro de 2010, o presidente da República usou seu direito de veto e retirou os empreendimentos da Petrobras da lista de obras bloqueadas pelo Congresso. Lula fez mais. No dia 12 de março, acompanhado pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ele foi até Araucária inaugurar parte das novas instalações. Lá, Lula defendeu o veto. “Se tem de fazer investigação, que se faça”, disse. “Mas não vamos deixar que trabalhadores fiquem desempregados porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo.”

FESTA EM ARAUCÁRIA Dilma e Lula em solenidade na refinaria. Os dois estiveram na obra depois de liberar dinheiro bloqueado a pedido do TCU  (Foto: Ricardo Stuckert/PR )FESTA EM ARAUCÁRIA
Dilma e Lula em solenidade na refinaria. Os dois estiveram na obra depois de liberar dinheiro bloqueado a pedido do TCU (Foto: Ricardo Stuckert/PR )

Com base em uma nova auditoria, no ano passado o TCU recomendou outra vez ao Congresso a suspensão dos pagamentos para sete contratos da Repar. Na Comissão Mista de Orçamento, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que não houve superfaturamento. De acordo com Gabrielli, os parâmetros usados pelo Tribunal são inadequados para avaliar os contratos da empresa. O TCU nega a divergência de metodologia. “Nossos cálculos levam em conta todas as particularidades da Petrobras”, afirma o secretário de Fiscalização de Obras do TCU, Eduardo Nery.

Em dezembro de 2010, a Comissão de Orçamento aprovou a continuidade das obras na Repar. Os parlamentares foram convencidos pela Petrobras de que as obras estavam muito avançadas para ser paralisadas. Segundo a empresa, cinco dos sete contratos estavam com mais de 60% das obras executadas, e o Congresso endossou a tese da Petrobras, ao dizer que apenas 9,55% do valor dos contratos questionados pelo TCU poderia ser bloqueado. “A hipotética recuperação de um porcentual tão baixo por meio da paralisação não justifica a interrupção”, diz um relatório da Comissão de Orçamento. O detalhe é que esse “porcentual tão baixo”, desprezado pelos parlamentares, representa nada menos que R$ 739,3 milhões.

CONFLITO O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ele contesta a metodologia adotada pelo Tribunal de Contas da União  (Foto: Sergio Lima/Folhapress)CONFLITO
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ele contesta a metodologia adotada pelo Tribunal de Contas da União (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

A Petrobras e as empreiteiras negam as suspeitas da Polícia Federal. Em nota, a Petrobras afirma não ter sido notificada pela PF sobre o inquérito. “A companhia afirma que não há superfaturamento, sobrepreço ou qualquer outra irregularidade nas obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)”, diz a nota. “O relatório da equipe técnica do TCU é preliminar e, portanto, não há nenhuma decisão definitiva.” Entre os cinco contratos investigados pela PF, o maior foi estabelecido entre a Petrobras e o consórcio CCPR-Repar – formado por Camargo Corrêa e Promon Engenharia. São R$ 2,4 bilhões. De acordo com a auditoria do TCU, registrada no inquérito da PF, os preços contratados com esse consórcio estão R$ 633 milhões acima dos valores do mercado. O consórcio CCPR-Repar questiona as conclusões e diz que o relatório de fiscalização do TCU “está baseado em referências de preços de projetos convencionais da construção civil, incompatíveis com os serviços de modernização da refinaria, bem mais complexos e exigentes”. O CCPR-Repar não se manifestou sobre a investigação da Polícia Federal.

O consórcio Conpar – formado por Odebrecht, OAS e UTC Engenharia – também não se pronunciou sobre o inquérito da PF. Seu contrato, de R$ 1,8 bilhão, estaria, segundo os auditores, com preços R$ 233 milhões acima do mercado. O Conpar informou que, a pedido do Tribunal de Contas, “prestou todas as informações e esclarecimentos quanto à regularidade dos preços praticados no âmbito do contrato, estando as elucidações em fase de análise pelo TCU”. A construtora Mendes Júnior lidera o consórcio Interpar, cujo contrato com a Petrobras soma R$ 2,2 bilhões. Nesse caso, o TCU aponta um sobrepreço de R$ 408 milhões. A Mendes Júnior não se manifestou até o fechamento desta edição.

Apenas em maio deste ano, o TCU voltou a se manifestar sobre o assunto. No Acórdão 1.256/2011, o Tribunal retirou a recomendação para que as obras fossem paralisadas. Manteve, porém, o diagnóstico de que os contratos da Petrobras foram firmados acima dos preços de mercado. O tempo corre contra os recursos da Petrobras – em grande parte dinheiro público. Um ano depois das disputas no Congresso, enquanto a Polícia Federal investiga, o duto continua aberto.

Audiência Pública na Assembleia de Minas cobra descaso da Petrobras pelo desabastecimento de gasolina

Vergonha: estamos sem gasolina por causa da Regap do governo federal do PT

Atenção! Não temos gasolina. Este é o recado que os motoristas encontram quando tentam abastecer nos postos de Minas Gerais. O motivo do desabastecimento é o mau planejamento das obras de manutenção da Refinaria Gabriel Passos (Regap), unidade da Petrobras do governo federal do PT, localizada em Betim, na Grande BH.

A Refinaria está em obras desde o final de julho passado, operando com 40% a menos da sua capacidade, com isso a Petrobras está deixando de abastecer algumas das principais bandeiras.

Além do desabastecimento, o consumidor mineiro tem levado sustos com o súbito aumento do preço do combustível. De acordo com pesquisa realizada pelo Procon/MG , em 15 dias, houve aumento de 2,04%. Foram pesquisados 60 postos em seis regiões de Belo Horizonte.

A justificativa para o aumento abusivo é a distância entre a refinaria e postos de combustíveis. Os proprietários dos postos dizem que o preço subiu porque a distribuição da gasolina está abaixo do normal, e eles estão sendo obrigados a buscar combustível em outros estados, por isso o valor do frete aumenta e esse aumento é repassado para o consumidor.

Paulo Eduardo Rocha Machado, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), afirma estar havendo o repasse, pois “as distribuidoras não estão sendo supridas pela Petrobras, então elas têm que recorrer a outras refinarias de Duque de Caxias e Campinas. Esta é a principal razão do aumento do combustível.”

Segundo José Maria da Silva, diretor do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, “existe uma preocupação muito grande, já que hoje a Regap não consegue abastecer o estado de Minas Gerais. Com isso há perda de divisa, já que o combustível tem que vir de fora, há perda de empregos diretos e indiretos. O estado hoje perde mais, em função desta pouca produção da Regap.”

O debate sobre o desabastecimento e o aumento exagerado do combustível em Minas Gerais, aconteceu hoje, (18/08) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A audiência foi solicitada pelo deputado Délio Malheiros (PV), da base de sustentação do Governo e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte que afirmou que a Comissão irá “acompanhar as pesquisas de preço, e se houver algum movimento especulativo vamos tomar as devidas providências imediatamente, inclusive com ações judiciais”.

Participaram da audiência pública, além de parlamentares da casa representantes de diversas entidades do setor.

Link da matéria: 

http://www.transparenciaeresultado.com.br/noticias/vergonha-estamos-sem-gasolina-por-causa-da-regap-do-governo-federal-do-pt/

Incompetência do PT: Falta de combustível em Minas faz Assembleia de Minas convocar audiência pública para Petrobras explicar caos na Regap

Apagão da gasolina

Fonte: Minas Transparente

Modo petista de governar: Sem planejamento, a obra na Refinaria Gabriel Passos (Regap), localizada em Betim, na Grande BH, prejudica os mineiros que começam a ficar sem combustível. Mais um exemplo do  descaso do govero federal do PT com Minas Gerais.

A Regap está operando com 40% a menos da sua capacidade, com isso a Petrobras está deixando de abastecer algumas das principais bandeiras. A reforma deve ser concluída somente no mês de outubro, e até lá, o consumidor continua prejudicado, isso porque os distribuidores estão tendo que buscar combustível nas refinarias de São Paulo e Rio de Janeiro.

O deputado Délio Malheiros (PV), da base de sustentação do Governo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), solicitou, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, audiência pública para o próximo dia 18, de acordo com ele, o assunto tem que ser tratado com muita seriedade. Ainda segundo o deputado, a redução na produção dos combustíveis “pode gerar um movimento especulativo na rede de distribuição, gerar manipulação de preços, isso é lesivo ao consumidor.”

Link do post: http://www.transparenciaeresultado.com.br/noticias/apagao-da-gasolina/

Incompetência: Petrobras não explica falta de combustível na refinaria de Betim, unidade ficará 3 meses em manutenção e preço nos postos pode subir

Manutenção na Regap e aumento na demanda – com a alta do álcool – e da frota seriam os responsáveis pelo desabastecimento. Cerca de 40% do combustível está vindo de RJ e SP

Fonte: Pedro Rocha Franco – Estado de Minas

Frentista do posto Bicame, em Nova Lima, mostra a falta de gasolina na bomba, problema que obriga clientes a procurarem outros estabelecimentos (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Frentista do posto Bicame, em Nova Lima, mostra a falta de gasolina na bomba, problema que obriga clientes a procurarem outros estabelecimentos
A necessidade de ajustes na linha de produção da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Grande BH, para aumentar a capacidade da unidade, deixa postos de combustível da capital e cidades vizinhas sem combustível desde sexta-feira. Operando com 40% a menos de sua capacidade na unidade, a Petrobras estaria deixando de abastecer algumas das principais bandeiras, como Shell, Ipiranga e Ale, e obrigando as distribuidoras a buscar combustível em refinarias de Paulínia (SP) e Duque de Caxias (RJ). Até metade do volume de gasolina e diesel necessário para abastecer os postos tem sido transferido em caminhões-tanque. O problema se soma à insuficiência da atual safra da cana-de-açúcar, o que resulta na elevação do preço do etanol e maior demanda da gasolina. Se persistir o problema, segundo empresários do ramo, a consequência automática será o aumento do combustível nas bombas, revertendo a tendência de queda dos preços e repassando o valor do frete para o consumidor.

A manutenção na linha de produção deve durar três meses. Começou semana passada e deve acabar na última semana de outubro, segundo informações repassadas pela Petrobrás ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A empresa não informa que procedimentos estão sendo feitos na unidade. Com isso, a refinaria trabalha com pouco mais da metade de sua capacidade, enquanto é necessário que funcione no limite máximo para suprir a demanda do estado. Para tentar diluir o problema entre as distribuidoras, a Petrobras estaria limitando o volume de compra, entregando menos da metade do que é pedido pelos postos. “A Regap já vem com problema para atendimento do mercado de Minas há um ou dois anos, tendo ultrapassado seu limite de refino”, afirma o presidente do Sindicom, Alísio Jacques Mendes Vaz.

A estimativa do sindicato é que até 40% do volume de gasolina e diesel consumidos no estado durante a manutenção na Regap venha de outros estados. “Quem paga essa conta são as distribuidoras. É um ônus alto. O correto seria repassar de imediato o custo, mas, por enquanto, isso não foi feito. Estamos ajustando nossas planilhas, mas tudo tem limite. Nossa expectativa é que o problema seja sanado num curto prazo, caso contrário pode ser inevitável [promover reajustes nas bombas]”, afirma o diretor de Operações do Grupo Ale, Eduardo Dominguez.

Vazio 

O primeiro relato do problema se deu na sexta-feira. Pela manhã, o empresário Vítor Vinícius Santos Barros tentou comprar estoque de gasolina para abastecer seu posto para o fim de semana, período de maior venda. Ele fez pedido para a distribuidora, de 15 mil litros de gasolina, sendo 10 mil do combustível comum e outros 5 mil da versão aditivada. A resposta veio rápido: não estamos entregando gasolina. Vítor foi informado de que a Regap está operando no limite, mas, com a baixa na produção de álcool, a procura pela gasolina tem aumentado e a refinaria não está conseguindo atender à demanda. Além disso, segundo o empresário, a distribuidora teria argumentado que o boom do número de carros significou aumento exagerado do consumo do combustível.

Contratante da Ipiranga, ele não pode comprar o produto de outra bandeira e, com isso, a partir da noite de sábado, o posto não podia atender seus clientes. Somente ontem ele conseguiu adquirir o produto, mas, em vez dos 15 mil litros pedidos, a distribuidora informou que só poderia entregar 5 mil. A estimativa de prejuízo no período varia entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, perda que deve ser coberta pela Ipiranga. “A reposição financeira, eles prometeram, mas e os clientes? E a fidelidade? Agora, eles vão procurar outros postos. Se não tem gasolina aqui, eles vão bater no vizinho”, afirma Vítor, proprietário do Posto Bicame, em Nova Lima.

Problema semelhante foi enfrentado por pelos menos outros dois postos da mesma bandeira no município. Às margens da MG-030, o Posto do Jambreiro ficou sem gasolina na manhã de ontem, enquanto o Posto Fernanda, no trevo do Seis Pistas, até a tarde de ontem só tinha gasolina aditivada, que, naquele posto custa R$ 0,08 mais por litro. Outra opção era abastecer com álcool, mas o valor do litro ultrapassava – e muito – os 70% do valor do litro da gasolina – limite a partir do qual não vale a pena optar pelo derivado da cana-de-açúcar.

Má impressão 

No Posto Bicame, a falta de gasolina obrigou o empresário Roni Marcos Vieira a procurar outro estabelecimento. Acostumado a abastecer duas vezes por semana na unidade, desde sábado ele procura por gasolina, mas a resposta dos frentistas é sempre que as bombas estão vazias. “Sei que não é o caso, mas falta de mercadoria dá a impressão de quebradeira”, afirma.

O problema não se resume aos postos de Nova Lima. Em BH, na Avenida do Contorno, no Bairro Floresta, Região Leste, sem conseguir comprar combustível em Minas, o proprietário da unidade, Acendim Afonso, encomendou de São Paulo 10 mil litros de gasolina. “Sexta e segunda não havia gasolina nas distribuidoras. Por isso, comprei fora do estado. A previsão é que chegue amanhã, mas a transportadora pode entregá-lo na quarta-feira. Até lá, meu estoque acaba e vou perder clientes”, afirma.

Até o fechamento desta edição, a Petrobras não respondeu a reportagem do Estado de Minas sobre os motivos do desabastecimento.

O combustível vendido em Minas fechou a semana passada com queda no preço, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Petróleo (ANP). O menor valor do litro do álcool caiu de R$ 1,89 na semana entre 24 e 30 de julho para R$ 1,79 de 31 de julho até 6 de agosto, enquanto o valor mais alto teve queda de R$ 2,49 para R$ 2,48. Em relação à gasolina, o preço mínimo litro caiu de R$ 2,51 para R$ 2,49; e o máximo se manteve em R$ 3,09 no mesmo período.

Palavra de especialista
Problema é crônico – Eduardo Dominguez – Diretor de operações do Grupo Ale

Os problemas com a Refinaria Gabriel Passos são expressivos. Metade do volume da gasolina para abastecer Belo Horizonte e Minas Gerais está sendo trazido de outros estados, principalmente Paulínia e Duque de Caxias. É um fato inédito. O ideal é que não houvesse transferência interestadual, mas sim ajustes na linha de produção para solucionar os problemas da Regap, que não acompanha o crescimento do mercado. É necessário fazer investimentos e é o que está sendo feito agora. O problema é que a Petrobras não esperava queda da oferta do etanol no mês que deveria ser o auge da safra da cana-de-açúcar. A busca pela gasolina está maior e surpreendeu a própria estatal. E há ainda outro risco. O polo supridor de BH é Duque de Caxias, que também apresenta histórico de problemas. Qualquer falha lá pode resultar em um desabastecimento geral do estado. Qualquer ‘soluço’ na linha de produção lá acaba comprometendo não só o mercado do Rio de Janeiro como todo o mercado mineiro.

Ipatinga mais perto do mar – Empresas mineiras do ramo metal-mecânico se preparam para instalar unidades no RJ, se aproximando dos estaleiros

Ipatinga mais perto do mar

Fonte: Estado de Minas

Empresas mineiras do ramo metal-mecânico se preparam para instalar unidades no RJ, se aproximando dos estaleiros

OPORTUNIDADE

Na disputa dos investimentos milionários das indústrias naval, de óleo e gás, fabricantes mineiros do ramo metal-mecânico vencem a longa distância que separa as fábricas do litoral e já contabilizam novas receitas de um negócio até então incipiente no estado. Depois de se tornarem fornecedoras de peças e blocos de plataformas de navios para estaleiros do Rio de Janeiro, empresas de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, negociam, agora, a instalação de unidades fabris na Baía de Guanabara, para soldar e montar o material, aumentando o valor da prestação dos serviços. A estratégia se aproveita do crescimento da demanda dos estaleiros cariocas na região, mas é mantida sob sigilo para não despertar a atenção dos concorrentes.

O polo da indústria mecânica de Ipatinga deve encerrar este ano com 40% das 100 empresas atuais fornecendo peças e serviços ou habilitadas para concorrer nos setores naval e de óleo e gás, estima o Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Ipatinga (Sindimiva). Essa participação está limitada, hoje, a 15 indústrias que começaram a buscar contratos na área cerca de um ano e meio atrás, amparadas na experiência de atuação tradicional nos segmentos de siderurgia e mineração, lembra o presidente do Sindimiva e diretor da Mecânica Líder, Jeferson Bachour Coelho.

Os contratos com os estaleiros alcançam este ano 20% da receita dos fornecedores mineiros, quando em 2009 nem apareciam na carteira de encomendas do polo de Ipatinga. Além dos cinco estaleiros cariocas que já contratam os serviços, outros empreendedores estão negociando pela primeira vez no município. Os nomes das companhias são guardados a sete chaves. Há oportunidades de fornecimento que atraem as empresas metal-mecânicas no Espírito Santo e no Nordeste.

Especializados em caldeiraria e usinagem, os fabricantes de Ipatinga se firmaram no fornecimento de blocos, atracadores, calhas de amarras, portas de visitas, balaústres metálicos e dutos para refrigeração e exaustão. “Se mais empresas conquistarem habilitação para atuar nesses setores, vamos inundar o Vale do Aço de serviços”, afirma Jeferson Coelho. Se o número de fornecedoras crescer na proporção imaginada pelo Sindimiva, novos investimentos terão de ser feitos e o quadro de pessoal das empresas terá de crescer em pelo menos 15%.

PETROBRAS Encontro promovido pelo sindicato entre os fornecedores locais e representantes da Petrobras no fim de junho abriu caminho para novas 27 indústrias no cadastro da estatal do petróleo. Em todo o estado, empresas se preparam para passar no crivo da companhia. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estabeleceu a meta de aumentar em 60% nos próximos dois anos o número de 540 empresas mineiras fornecedoras da Petrobras. Elas respondem, hoje, por 22% das compras da companhia no Brasil de bens e equipamentos, valor que a Petrobras não divulga.

No começo dos anos 2000, esse grupo não passava de 60 indústrias, recorda Sérgio Augusto Lourenço, superintendente da Fiemg, que coordena o trabalho de preparação das empresas para ganhar participação nos negócios de óleo e gás. “Com a capacidade tradicional da indústria metal-mecânica de Minas, não se trata de uma adequação tão complicada das empresas às exigências de fornecimento ao setor de óleo e gás”, diz o executivo. São ao todo 1,5 mil empresas de Minas habilitadas a fornecer ao setor de óleo e gás.

Uma estratégia que terá de ser fortalecida é a preparação para que mais empresas além da Mendes Júnior e da Orteng sejam credenciadas para o que esse mercado chama de primeira camada de fornecedores da Petrobras. O trabalho ganha força com a recente criação do Comitê Estadual de Petróleo e Gás, presidido pela secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck. Participam da comissão 18 pessoas, representando secretarias e órgãos da administração pública, além da Fiemg, Petrobras, Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Associação dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Estadão: Petrobras contratou empresa doadora de líder do governo Dilma, Cândido Vaccarezza do PT

Petrobras contratou empresa doadora de líder do governo Dilma, Cândido Vaccarezza do PT

Fonte: Agência Estado

A Imetame Metalmecânica Ltda., empresa cujo fundador doou na campanha do ano passado R$ 1 milhão a mais que o autorizado pela legislação eleitoral para o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), fechou pelo menos dois contratos milionários com a Petrobras em 2010. Os acordos somam US$ 145 milhões.

Os contratos são referentes às obras de um terminal industrial em Barra do Sahy, junto ao estaleiro Jurong, em Aracruz (ES). A Imetame foi anunciada vencedora de duas licitações da estatal para construção de estruturas para plataformas de exploração de petróleo. Um contrato é de US$ 65 milhões e o outro, de US$ 80 milhões.

Alberto Pinto Coelho cobra compromissos da Petrobras: “Para fazer valer seus direitos, Minas lutará com todas as forças”

Compromisso da Petrobras com Minas

Fonte: Alberto Pinto Coelho – Vice-governador de Minas Gerais 

“Minas não tem mar nem produz petróleo”, afirmou recentemente o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. O que não ficou claro é que isso não impede o estado de hoje fabricar componentes para navios e de produzir, há mais de 40 anos, gasolina, óleo diesel, GLP e outros derivados de petróleo na Refinaria Gabriel Passos (Regap), que recebe o óleo bruto diretamente da bacia de Campos, depois de percorrer 540 quilômetros no oleoduto Orbel II. Ou seja, nem a ausência do mar ou do petróleo in natura tem sido obstáculo para o desenvolvimento industrial mineiro, em razão da competência tecnológica, do beneficiamento das matérias-primas e, sobretudo, do grande mercado consumidor no estado.

Essa visão estratégica de desenvolvimento sustentado certamente inspirou a firme posição do governadorAntonio Anastasia ao conclamar a Petrobras a manter seu compromisso de implantar projeto industrial para produção de ácido acrílico e polímeros junto à Regap, nos termos de protocolo firmado em 2005 por aquela empresa estatal com o governo mineiro. Acima de tudo porque a iniciativa corresponde ao marco fundamental de constituição do polo petroquímico mineiro, quando emergem no estado as promissoras ocorrências de gás natural na bacia do São Francisco e assegura-se a construção da fábrica de amônia e de gasoduto em Uberaba. A petroquímica é também uma vocação mineira e é setor estratégico para o seu desenvolvimento.

A firme posição de Minas foi manifestada em encontro realizado na Cidade Administrativa, em 23 de março, no qual o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, apresentou o novo programa de investimentos da estatal, que prevê aplicações de R$3,4 bilhões no estado até 2014, dentro do programa de desenvolvimento de fornecedores da empresa. Na mesma ocasião o governador Anastasia assinou decreto criando o Comitê Estadual de Desenvolvimento do Petróleo e Gás, que será peça-chave na atração e qualificação das indústrias para atender colossais oportunidades e desafiadoras demandas do pré-sal.

A reivindicação do polo petroquímico e a criação do comitê convergem, estrategicamente, para o maior equilíbrio do balanço energético de Minas no setor de petróleo e gás. A par disso, impõe-se a expansão da própria Regap, que, desde 1982, tem o mesmo perfil de produção, afora a unidade de coque instalada em 1994. Atualmente, como acentuou naquele encontro o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, “a Regap ocupa a 6ª posição no ranking nacional de refino e a oitava quando se considera a produção de combustíveis por refinaria”, operando num estado que concentra o segundo maior parque industrial do país, possui a maior malha rodoviária nacional e a segunda maior frota de veículos. Essa disparidade condena Minas Gerais a um déficit de 60% na produção de diesel e de 50% na produção de gasolina.

Este encontro deu a tônica para grande mobilização de todos os mineiros em torno da questão do petróleo e do gás como fator estratégico para o desenvolvimento estadual. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o mineiro Fernando Pimentel, presente ao encontro, certamente saberá contribuir para que a matriz energética de Minas não seja mais comprometida pela gritante carência de investimentos de que tem sido objeto a refinaria de Betim. Estudos técnicos e financeiros demonstram a viabilidade de sua expansão, apontando que um incremento de 12 000 metros cúbicos de petróleo/dia acima da sua capacidade atual – de 24 000 m3 – atenderá aos déficits atualmente existentes, podendo, ainda, gerar excedentes para exportação.

No caso da planta industrial para produção de ácido acrílico e de polímeros junto à Regap, segundo informou Gabrielli, a definição do projeto estaria hoje nas mãos da Braskem, empresa privada de origem baiana e com atuação internacional sendo líder do mercado de resinas termoplásticas. Ocorre, porém, que a Petrobras participa com 40% no capital da Braskem e, quando da assinatura do protocolo com o governo mineiro para implantação do complexo acrílico, já preexistia o projeto no plano de investimentos da empresa, como consta de documentos oficiais da própria Petrobras. Em termos estritamente comerciais, pode-se afirmar que a fábrica projetada para Minas Gerais está inteiramente dentro dos critérios de atuação da Braskem, pois o modelo de negócio da empresa está voltado para a primeira e a segunda geração petroquímica. E a vocação do complexo acrílico a ser implantado junto à Regag é, precisamente, a exploração do propeno, da primeira geração petroquímica. Trata-se, portanto, de um projeto técnica e economicamente viável, cuja localização deve ser ditada agora pela vontade política. Para fazer valer seus direitos, Minas lutará com todas as forças.

Sardenberg: ‘Eis o custo Brasil: pouca infraestrutura, muito imposto’ – Empresários reclamam que é caro investir no país

Pouca infraestrutura e muito imposto

Fonte: Carlos Alberto Sardenberg – O Estado de S.Paulo

“A verdade é que investir no Brasil está muito caro. E por causa de infraestrutura e impostos”, comentou o presidente do Conselho de Administração da siderúrgica ArcelorMittal Brasil, José Armando de Figueiredo Campos, resumindo um debate promovido pela Rádio CBN Vitória em torno do tema “grandes investimentos”.

Em novembro último ouvi coisa parecida de um executivo israelense chamado Dov Moran, simplesmente o cara que inventou o pen drive e que hoje desenvolve uma companhia de celulares, a Modu. Ele resumiu assim seus esforços para fazer negócios por aqui: “O Brasil é caro e difícil”.

Nesse “caro” se inclui, certamente, a valorização do real. Preços em dólar ficam altos aqui. Mas não é apenas esse fator nem o mais importante. O pessoal se queixa do ambiente de negócios, ou seja, das dificuldades para montar e operar empresas, registrar marcas, obter licenças e, especialmente, lidar com o sistema tributário. Em cima disso vem o peso dos impostos.

As empresas participantes do debate em Vitória (Petrobrás, Vale, Samarco e Fibria, além da ArcelorMittal) são todas grandes, multinacionais e estão fazendo investimentos importantes no Brasil. E por que fazem isso, se as condições são tão difíceis?

Primeiro, porque são obrigadas. Já desenvolvem grandes empreendimentos, têm compromissos no País, não podem simplesmente fechar as portas e cair fora.

E, depois, porque o Brasil, com todos esses problemas, é uma economia que deve chegar neste ano a um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,4 trilhões, colocando-se possivelmente entre as seis maiores do mundo. Há negócios a fazer. O mercado brasileiro de celulares é o quinto do mundo.

O que nos leva a outra pergunta: como foi possível chegar a esse tamanho com essas dificuldades apontadas por executivos locais e estrangeiros?

Resposta: o Brasil cresce apesar desses obstáculos e por causa de virtudes, como a estabilidade macroeconômica, e a sorte de, recentemente, ter sido beneficiado por um forte crescimento global, sobretudo da China.

Mas o custo Brasil fica cada vez mais caro. O cipoal do sistema tributário se complica ainda mais todos os dias, com as novas normas lançadas pelos Fiscos estaduais, municipais e federal.

No final dos anos 90, a carga tributária era normal, cerca de 25% do PIB. Com as obrigações impostas ao governo pela Constituição de 1988, sobretudo nas áreas de Previdência e saúde, e pela tendência, digamos, “natural” de políticos eleitos de aumentarem o gasto público, os impostos também precisaram subir para financiar despesas crescentes.

Mas se isso tivesse ocorrido de uma forma racional – com poucos e simples impostos – o problema seria menor. Ficou mais complicado porque muitas vezes os governantes, políticos, no esforço de arranjar dinheiro sem assumir aumentos de impostos, impopulares ou ilegais, inventaram quebra-galhos e truques que tornaram o nosso sistema tributário o pior do mundo. E o mais custoso. As empresas e as pessoas gastam dinheiro para ficar em dia com o Fisco.

Um dos truques mais escandalosos está no ICMS, imposto estadual cujas alíquotas são fixadas em lei e reguladas pelo Confaz, conselho que reúne os secretários estaduais de Fazenda. Há tetos para as alíquotas.

Foi aí que um talento das contas públicas inventou o “cálculo por dentro”. Isso mesmo, uma fórmula matemática que faz o milagre: acrescenta ao preço “líquido” do produto (ou serviço) o valor do imposto e calcula o imposto sobre o preço total.

Não passa no teste da boa lógica ou do simples bom senso. O imposto incide sobre o valor da mercadoria (ou serviço) e ponto final. Está na cara que colocar o imposto no preço e recalcular é um truque para cobrar duas vezes. O resultado é que se cobra imposto sobre imposto, criando-se uma alíquota acima do estipulado na lei.

Eis um exemplo, apanhado numa conta de telefone celular de São Paulo, onde o ICMS é de 25% – e já pedindo desculpas ao leitor pelo excesso de números. Na nota fiscal está escrito que o valor do ICMS é de R$ 98,22 – que são 25% sobre uma base de cálculo, ali referida, de R$ 392,88, total a ser pago pelo usuário.

Ora, retirando desse total o valor do imposto, dá o preço líquido do serviço, certo? Temos, então: preço líquido do serviço, R$ 294,66; e ICMS, R$ 98,22. Portanto, o imposto efetivamente cobrado representa 33,33% – uma alíquota ilegal.

Como é que isso passa nos Parlamentos e nos tribunais? Porque estão todos – deputados, senadores, juízes e mais o Executivo – sempre em busca de dinheiro dos contribuintes para gastar mais.

Ficamos, então, com uma carga tributária que é bem acima da média dos emergentes (24% do PIB) e um sistema complexo e mentiroso, que passa informações erradas ao contribuinte (como a que está nas contas de telefone e de luz).

E para onde vai o dinheiro? Quando a carga era de 25% do PIB, o governo federal chegou a gastar 5% do PIB em obras de infraestrutura. Hoje, com a carga tributária muito maior, o investimento mal chega a 1,5% do PIB. O grosso do dinheiro vai para Previdência, pessoal e custeio, incluindo programas sociais, que, aliás, são até baratos.

Eis o custo Brasil: pouca infraestrutura, muito imposto. Um problema que está passando dos limites e trava o País. Foi crescer 7,5% no ano passado e está tudo entupido.

O governo, o setor público, não cabe no Brasil. É preciso conter e reduzir o gasto e a dívida pública, para poder começar a reduzir impostos e juros. E facilitar a vida de quem quer fazer negócios honestamente.

Aécio Neves reage e mobiliza bancada mineira contra perdas impostas pelo Governo do PT contra Minas Gerais

Aécio vê perdas para Minas e reage

Fonte: Caio Junqueira – Valor Econômico

Estados: Senador mobiliza bancada contra alocação de investimentos em Pernambuco e na Bahia

Valter Campanato/Abr – 23/3/2011

Aécio: senador procura Pimentel para reverter o que avalia ser uma desvantagem mineira frente a governos aliados

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), articulam uma reação política a duas decisões do governo federal que resultou em perdas para o Estado e benefícios para potenciais adversários políticos no futuro: os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Aécio e Anastasia querem se articular com o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e empresários do Estado para pressionar a Petrobras a recuar da decisão de sustar o plano de construção de uma planta industrial para produção de ácido acrílico num projeto de ampliação da refinaria Gabriel Passos em Betim e Ibirité.

Em 2005, a Petrobras e o governo de Minas, então comandado por Aécio, assinaram um protocolo de intenções que estabelecia a construção desse polo, mas anteontem, em um encontro entre Anastasia e o presidente da estatal, José Gabrielli, não houve deliberação sobre o assunto. A favorita para receber esse investimento é Camaçari, onde a Petrobras tem um de seus principais polos petroquímico.

“Ontem [anteontem] vivi mais uma frustração porque havíamos assinado em 2005 com a Petrobras a instalação desse polo”, disse Aécio. Seus aliados viram na decisão de Gabrielli uma jogada política, na medida em que ele é o mais cotado no PT para a sucessão de Jaques Wagner.

No encontro com os deputados, o governador informou ter R$ 200 milhões reservados no orçamento para serem destinados a contrapartidas de convênios, principalmente de emendas parlamentares. “Teremos ainda mais recursos para contrapartidas. Nosso grande esforço é permitir a interação efetiva da bancada e do governo”, declarou.

O episódio que envolve Campos teve início com a edição da Medida Provisória 512 em novembro de 2010, uma das últimas a serem publicadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A MP prorrogou por 30 dias benefícios fiscais do setor automobilístico para empresas que se instalassem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Foi a possibilidade que se abriu para que a Fiat apresentasse seu projeto de uma planta industrial em Pernambuco. Um plano de investimento de R$ 3 bilhões com o objetivo de produzir 200 mil veículos por ano, a partir de 2014. Em um de seus últimos atos como presidente, Lula inaugurou a pedra fundamental desta planta, em 29 de dezembro.

Os tucanos mineiros viram aí uma movimentação explícita de Lula para ajudar politicamente Campos, considerado o governador mais próximo do ex-presidente. Consideraram, também, uma provocação, na medida em que a Fiat tem uma relação com Minas de quase quarenta anos. Inaugurada em 1976, sua fábrica é a maior do mundo, com capacidade para produzir por ano 800 mil veículos.

Diante disso, Aécio e Anastasia articulam a aprovação de uma emenda à MP 512 que concede os mesmos benefícios fiscais aos 85 municípios mineiros atendidos pela Sudene. Avaliam que, assim, amenizarão as perdas não só com a migração de parte da produção dos veículos, mas principalmente com a possível perda de fornecedores da Fiat que se instalarão em Pernambuco.

“O presidente Lula estendeu benefícios fiscais para permitir que em apenas 30 dias fossem apresentados projetos. Apenas um foi apresentado e isso significou investimentos em Pernambuco”, disse ontem Aécio a deputados do Estado. Em seguida, apresentou sua proposta: “Acho justo apresentarmos um emenda a essa MP. O relator pode incluir a extensão desse benefício para a área mineira da Sudene.” Segundo ele, a preocupação é “o que vai acontecer agora com as empresas podendo seguir nesse rastro e começando a se instalar em Pernambuco para fornecer autopeças aos carros produzidos em Minas”, já que “o grande esforço nos últimos anos foi fazer um processo de mineirização da Fiat e trazer para Betim seus fornecedores”.

Como o prazo para emendas já acabou, o relator da MP, Moreira Mendes (PPS-RO), foi contatado para que incluísse em seu relatório a chamada “emenda de relator”, que ainda pode ser apresentada. Segundo Aécio, o deputado garantiu que o pedido do tucano seria acatado. A MP está prestes a ser votada. O prazo final é 5 de maio.

Petrobras anuncia que não instalará polo acrílico em Minas, estatal descumpre protocolo assinado com Governo mineiro em 2005, bancada protesta

Minas Gerais não terá mais polo acrílico da Petrobras

Fonte: O Tempo

Mudança. Estatal passa gestão do projeto para Braskem, que sinaliza intenção de construir em Camaçari

Governo de Minas e empresários ainda tentam segurar o investimento

O polo acrílico de R$ 600 milhões que a Petrobras prometeu construir em Minas Gerais deve ir mesmo para a Bahia. Ontem, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse que, por mudanças estratégicas, a estatal repassou a gestão dos investimentos petroquímicos para a Braskem e, portanto, ele não pode mais responder pelos planos nessa área, embora tenha 40% de participação na empresa. “A Braskem já tem uma planta petroquímica em Camaçari, na Bahia, e vai avaliar a sinergia para este investimento. É ela quem vai falar, eu não posso mais comentar esse assunto”, afirmou Gabrielli.

Anteontem, a Elekeiroz, provável parceira da Braskem para essa fábrica, publicou pedido de licença de instalação para a unidade em Camaçari. Apesar das avançadas negociações, o governador Antonio Anastasia e o empresariado mineiro ainda têm esperanças e prometem procurar a Braskem para conversar. “Se eles já tivessem instalado a fábrica, talvez fosse mais difícil, mas é igual a casamento, pode ser desmanchado no altar. Não é por conta de um pedido de licença ambiental que vamos nos dar por vencido”, afirmou o presidente da Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado.

Anastasia também disse que está disposto a procurar a Braskem. “A notícia sobre o polo acrílico não é boa neste momento, já que a responsabilidade agora não é mais da Petrobras, mas vamos continuar empenhando um grande esforço para trazer este investimento fundamental para Minas, e contaremos com apoio da Petrobras, que tem participação importante nessa empresa, e do governo federal, na pessoa do ministro Fernando Pimentel e da bancada de deputados e dos senadores”, ressaltou o governador.

A reportagem procurou a Braskem, mas nenhum porta-voz foi encontrado para explicar os motivos que fizeram Minas Gerais ser preterida em relação à Bahia.

Segundo uma fonte do governo baiano, um dos possíveis motivos é o fato de a Braskem já ter um polo petroquímico consolidado em Camaçari, o que facilitaria o fornecimento de matéria-prima. Com a mudança de planos, Minas Gerais vai perder um investimento que, na época em que o protocolo de intenções foi assinado entre Estado e Petrobras – em 2005 – tinha um faturamento anual estimado em US$ 240 milhões.

Fatia menor
Estado terá apenas 1,5% dos recursos da petrolífera
Dos US$ 224 bilhões que a Petrobras vai investir no Brasil até 2014, Minas Gerais só receberá US$ 3,5 bilhões. Apesar de ser apenas 1,5% do total, as empresas mineiras poderão lucrar, se conseguirem fornecer para a estatal. Para fomentar os mineiros a aproveitarem essas oportunidades, o governador Antonio Anastasia anunciou ontem a criação do Comitê Estadual para o Desenvolvimento do Petróleo e Gás.

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que se reuniu ontem com empresários e o governo de Minas, afirmou que, atualmente, 187 empresas mineiras já estão cadastradas como fornecedoras da Petrobras e mais 140 têm condições técnicas para participar dessa cadeia.

“Minas tem tradição em setores como mineração, siderurgia, eletroeletrônica, mecânica, construção pesada, e as empresas daqui podem, perfeitamente, focarem a entrada nesses segmentos novos, que são de petróleo e gás, para atender as compras da Petrobras no Brasil inteiro”.

Regap. Dos US$ 3,5 bilhões previstos para Minas, R$ 1,29 bilhão serão destinados à Refinaria Gariel Passos (Regap), em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. “Os grandes investimentos para a Regap não são em expansão, mas para unidades de hidrotratamento, com objetivo de retirar enxofre do diesel produzido. Isso é fundamental para cumprir as exigências ambientais”, destacou Gabrielli. (QA)

Lamento
Bancada mineira acha que Minas foi relegada a 2º plano

Os deputados mineiros reagiram mal ao anúncio de que o polo acrílico será construído na Bahia. O presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PSDB), afirmou que lamenta a decisão da empresa de não garantir a instalação em Minas Gerais de uma fábrica de ácido acrílico.

“Minas foi relegada ao segundo plano. Minha tristeza é dupla, por Minas e por Ibirité, minha cidade, onde seria instalada a fábrica”, afirmou. Pinheiro relembrou que há cinco anos a Petrobras assinou um protocolo de intenções, no Palácio da Liberdade, durante o governo Aécio Neves, para que fossem realizados investimentos em Minas Gerais, sendo que a construção da fábrica em Ibirité estava orçada em R$ 600 milhões.

A bancada federal organizaram um abaixo-assinado e pediram uma audiência com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. “Eu posso até recebê-los, mas direi a mesma coisa: agora quem tem que responder por essa decisão é a Braskem, que é responsável pela área petroquímica”, afirmou Gabrielli.

Pressão de Aécio Neves e José Alencar garantiu a fábrica de amônia e ureia no triângulo mineiro, revela Blog do PCO

Esta saiu na pressão

Fonte: Blog do PCO

O protocolo que a presidente Dilma e o governador Anastasia assinam hoje, em Uberaba, tem muito da luta de lideranças da região, mas especialmente do ex-vice-presidente José Alencar e o ex-governador Aécio Neves (foto). Amanhã completa um ano que os dois, por proposta de Aécio, estiveram no Rio, na sede da Petrobras para, numa reunião do Conselho de Administração da estatal, defender a implantação da fábrica de amônia e ureia no triângulo mineiro. A Petrobras planejava construir duas usinas produtoras, em Três Lagoas, no Mato Grosso, e Linhares no Espírito Santo. Uberaba era carta fora do baralho de investimentos. Depois de conversarem com os conselheiros da Petrobras, Alencar e Aécio conversaram com a então ministra Dilma, da Casa Civil, que era também presidente do Conselho Administrativo da empresa. Em princípio, apesar da pressão do vice-presidente, ela resistiu, mas acabou cedendo após o compromisso do governador de que a Cemig e a Gasmig construiriam o gasoduto, de São Carlos, em São Paulo, num investimento superior a R$ 500 milhões, assegurando o insumo básico para a produção do fertilizante.

Link da matéria: http://www.blogdopco.com.br/index.php?pag=1

Antonio Anastasia retoma negociações com Petrobras para expansão da Refinaria de Gabriel Passos e instalação de complexo acrílico

MG cobra acordo com a Petrobras

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

INVESTIMENTOS
Anastasia retoma negociações com a estatal para expansão da Regap e instalação de fábrica de ácido acrílico em Ibirité

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, retomou negociações com a diretoria da Petrobras para tentar incluir a Refinaria Gabriel Passos (Regap), de Betim, nos planos de expansão da estatal e cobrar o cumprimento de protocolo de intenções firmado em 2005 prevendo a instalação de uma fábrica de ácido acrílico em Ibirité, no entorno da capital mineira. Anastasia vai receber diretores da Petrobras em audiência que está sendo acertada para no máximo em três semanas e que poderá contar com a presença do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. A conversa será estendida a um encontro com empresários mineiros, num evento articulado junto à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Com a iniciativa, o governo e os industriais do estado reagem na briga pela expansão da Regap, considerada perdida dentro do próprio meio empresarial, e a criação de um complexo acrílico, cedendo a vez para Camaçari, na Bahia. “Precisamos de ter uma participação mais importante aqui da Petrobras, especialmente para possibilitar a instalação de uma indústria petroquímica no estado”, disse o governador de Minas, ao dar posse, na manhã de ontem ao presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus Cotta de Carvalho.

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, afirmou que não há como justificar a falta de investimentos pesados em expansão no refino de petróleo em Minas, ante o forte crescimento da economia mineira nos últimos anos. “A Petrobras investe em refinarias novas e mais eficientes na costa brasileira e com isso Minas, que tem uma economia de grande consumo, ficará com uma unidade industrial de refino caminhando para se tornar obsoleta”, critica. Há estimativas de que o estado perde R$ 1,5 bilhão em impostos por ano como decorrência da incapacidade da Regap de atender ao crescimento da demanda por combustíveis.

“O gás que atenderá o polo de fertilizantes de Uberaba (no Triângulo Mineiro) sairá de São Paulo, sem agregar qualquer valor a uma produção que deveria estar em Minas. Os últimos investimentos na Regap foram feitos como remendos que antecederam o governo Fernando Henrique Cardoso”, alfineta o presidente da Fiemg. Em Betim, o presidente da associação comercial e industrial local, Helvécio Siqueira Braga, diz que ampliação da capacidade de refino de petróleo em Minas foi discutida com empresários da indústria em 2005, junto à proposta de criação de uma fábrica de ácido acrílico.

MAIS CRÉDITO PARA COMÉRCIO E SERVIÇOS
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) vai oferecer novas linhas de crédito para financiar as empresas do comércio e de prestação de serviços, setores que terão atenção especial da instituição neste ano. Ao tomar posse, ontem, na direção do banco, o economista Matheus Cotta de Carvalho afirmou que esses dois segmentos, pouco incentivados na história do BDMG, não só terão prioridade, como também estão no alvo de um esforço para tornar mais ágil a burocracia da liberação de recursos.

No ano passado, os desembolsos do BDMG somaram R$ 1,39 bilhão, dos quais 68% foram destinados à indústria, portanto, mais de um terço do total. A participação dos clientes do setor de serviços ficou limitada a 28%, mesma proporção de 2009, embora ela tenha crescido oito pontos percentuais na comparação com 2006.

PT no poder: Obras da 381 não saíram do papel devido a fraude identificada pelo TCU em contrato entre Ministério do Planejamento e Oscip c

Má gestão do Ministério do Planejamento emperra obras na BR-381

Fonte: Amália Goulart – Hoje em Dia
Ministério do Planejamento contratou, sem licitação, uma Oscip que cobrou caro, recebeu e não concluiu o projeto
BR-381

O Ministério do Planejamento contratou, sem licitação, o Movimento Brasil Competitivo – uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) – para realizar projeto de otimização da duplicação das BR’s – 381 e 101, mas o serviço não foi concluído e existem indícios de sobrepreço. Além disto, o contrato prevê apresentação de propostas que permitam uma gestão eficaz do “Programa Nacional do Livro Didático” e da infraestrutura de comunicação dos ministérios. Assim como no caso das rodovias, o serviço foi cancelado na primeira fase e os valores pagos são superiores aos de mercado.

As conclusões são do Tribunal de Contas da União (TCU), que começou a investigar o contrato em 2003, ano em que foi firmado, após denúncia do Ministério Público Federal. O resultado das análises com a constatação das irregularidades foi levado ao plenário do Tribunal e teve o aval dos ministros no segundo semestre do ano passado.

Os responsáveis pelas irregularidades saíram do Ministério do Planejamento e hoje estão lotados na Petrobras, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Instituto Publix, que mantém contratos com o Governo federal e diversos estados. Foram responsabilizados pelas irregularidades Élvio Lima Gaspar, então secretário executivo adjunto do Ministério do Planejamento, Eugênio Miguel Mancini Scheleder, assessor, e Humberto Falcão Martins, à época secretário de gestão da pasta.

No contrato firmado com o Ministério do Planejamento, a proposta era a execução de projetos para otimizar programas federais, sendo as áreas de atuação as mais diferentes possíveis. A Oscip cuidaria desde os programas relativos à rodovias aos referentes à comunicação.

O valor total pago para o Movimento Brasil Competitivo foi de R$ 1,5 milhão. A entidade não concluiu os trabalhos por incapacidade administrativa, segundo técnicos do TCU. Porém, a justificativa para a contratação da Oscip sem licitação foi justamente a “notória especialização”. O Ministério do Planejamento alegou que apenas a entidade seria capaz de prestar o serviço por conter em seus quadros técnicos qualificados.

O pouco trabalho efetivado continha indícios de sobrepreço. Um dos casos mais emblemáticos é o da BR-381, trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. A rodovia, conhecida como “estrada da morte”, será duplicada, mas as obras ainda estão só no papel. O Movimento Brasil Competitivo tinha a missão de elaborar um projeto executivo apontando quais intervenções seriam feitas, os custos e a maneira de implementação dos objetivos. O trabalho foi dividido em três fases. Apenas a primeira foi concluída e considerada inócua. Tratava-se de quatro páginas com descrições sobre a rodovia.

“Trata-se de um singelo compêndio de informações genéricas, composto de inacreditáveis quatro páginas ao custo de R$ 120 mil”, diz trecho do relatório feito pelos técnicos do TCU e referendado pelo ministro-relator do caso, José Múcio Monteiro.

Para o Tribunal, o relatório deveria ter um custo bem inferior ao efetivamente pago ao Movimento Brasil Competitivo. “Constatamos que os valores pagos ao Movimento Brasil Competitivo nas fases iniciais do projeto são extremamente elevados em comparação à sua baixa complexidade. Portanto, considerando o elevado montante de recursos despendidos com a contratação e ainda a desmedida alocação de recursos nas fases iniciais do projeto, entendemos que devam os responsáveis pela contratação apresentar razões de justificativas à este Tribunal”, menciona o relatório sobre o caso.

A primeira fase do projeto da BR-101, que também será duplicada no trecho entre Natal (RN) e Palmares (PE), foi concluída. Nas etapas seguintes, apenas a rodovia que passa pelo Nordeste recebeu atenção da Oscip.

A BR-381 ficou abandonada, a pedido do Ministério dos Transportes. Nas justificativas encaminhadas ao TCU pelo Ministério do Planejamento, estão as alegações de que o Governo federal não dispunha de informações técnicas necessárias para guiar o trabalho da Oscip.

Governo Lula gastou mais de R$ 2 bilhões em anúncios só com Banco do Brasil, Caixa Federal e Petrobras, gastos com órgãos públicos não foram computados

Conheça os maiores anunciantes do Brasil em 2010

Fonte: Alexandre Zaghi Lemos – Site Meio&Mensagem

Banco do Brasil, Caixa Federal e Petrobras colocam o Governo Federal no topo do ranking dos maiores anunciantes do país

O governo federal contratou mais de R$ 2 bilhões em mídia apenas através destas três empresas, incluídas na listas dos 27 maiores anunciantes do Brasil em 2010, segundo levantamento do Ibope Monitor.

Não estão relacionados neste levantamento os gastos com propaganda de órgãos públicos como o Ministério da Saúde e das Cidades, cujas verbas publicitárias somam mais de R$ 500 milhões, em 2010.

Os grandes destaques no ranking do Ibope Monitor são as concorrentes Reckitt Benckiser e Procter & Gamble
Duas companhias multinacionais concorrentes no segmento de higiene e limpeza são os grandes destaques no ranking dos maiores anunciantes do Brasil em 2010, que está sendo finalizado nesta semana pelo Ibope Monitor. A Reckitt Benckiser inflou sua verba de mídia em 80,3%, subindo da 16ª para a 8ª posição. E a Procter & Gamble não deixou por menos, investiu 97% mais e saltou do 24º para o 9º lugar.

Também aumentaram consideravelmente seus investimentos, bem acima da média geral de 19%, a Hyundai Caoa (78%), a Cervejaria Petrópolis (65,7%) e o Grupo Pão de Açúcar (54,1%).
Os rankings oficiais relativos ao investimento publicitário na mídia brasileira em 2010 devem ser divulgados pelo Ibope Monitor nos próximos dias. O avanço médio do mercado de 19% é um ótimo resultado, que supera os crescimentos registrados nos anos anteriores: 7% em 2009 e 12% em 2008.

Os números consideram oito meios: TV aberta (37 mercados), revista, jornal, rádio, outdoor, TV por assinatura, cinema e internet. Os rankings não levam em conta os descontos normalmente negociados entre as partes, computando os valores expressos nas tabelas dos veículos. O instituto tem por critério valorar todo e qualquer espaço ocupado, seja ele gratuito ou não.

Confira, a seguir, a lista das empresas anunciantes que mais compraram mídia no Brasil em 2010, com os valores de investimentos (em R$) reportados pelo ranking do Ibope Monitor, e, entre parênteses, a variação percentual na comparação com o ano anterior:

1º Casas Bahia – 3.095.281.000 (1,2%)
2º Unilever – 1.930.001.000 (-0,6%)
3º Hyundai Caoa – 1.324.532.000 (78%)
4º Ambev – 1.241.776.000 (35,8%)
5º Caixa Econômica Federal – 980.808.000 (15,8%)
6º Bradesco – 926.195.000 (26%)
7º Fiat – 876.904.000 (18,8%)
8º Reckitt Benckiser – 830.084.000 (80,3%)
9º Procter & Gamble – 734.267.000 (97%)
10º Volkswagen – 702.970.000 (44,6%)
11º Petrobras – 663.488.000 (21,3%)
12º Cervejaria Petrópolis – 659.327.000 (65,7%)
13º Grupo Pão de Açúcar – 649.518.000 (54,1%)
14º Ford – 627.149.000 (12,6%)
15º GM – 607.303.000 (19,5%)
16º Vivo – 589.156.000 (29,1%)
17º Itaú – 577.914.000 (39,1%)
18º Coca-Cola – 575.619.000 (16,8%)
19º TIM – 566.452.000 (-2%)
20º Colgate Palmolive – 566.324.000 (31,4%)
21º Peugeot Citroën – 539.976.000 (46,6%)
22º Hypermarcas – 526.496.000 (-22,8%)
23º L´Oreal – 444.060.000 (*)
24º Banco do Brasil – 433.566.000 (29,9%)
25º Danone – 421.756.000 (-9,2%)
26º Claro – 401.998.000 (-11,2%)
27º Renault – 385.467.000 (*)

Total Geral (todos anunciantes) – 76.256.415.000 (19,1%)

Fonte: Ibope Monitor. (*) Não apareciam entre os 30 primeiros em 2009. São desconsiderados: anunciantes governamentais cujas verbas são destinadas a campanhas públicas; campanhas beneficentes; ONGs; associações de classe; todos os veículos de comunicação; e infomerciais e televendas. Empresas pertencentes em sua totalidade acionária (100%) a grupos de comunicação, que não sejam veículos, são excluídas na totalidade apenas do grupo ao qual pertence.

Link da matéria: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Conheca_os_maiores_anunciantes_do_Brasil_em_2010 <http://www.mmonline.com.br/noticias.mm

Anastasia se encontra com Dilma que confirma investimentos da Petrobras em usina de amônia em Uberaba

Anastasia alicerça trânsito

Fonte: Leandro Kleber – Estado de Minas

A pedido do tucano, Dilma se reúne com ele, no primeiro encontro da presidente com um governador, recheado de promessas para o metrô e de ajuda às vítimas das chuvas


Recebido por Dilma Rousseff em Brasília, o governador Anastasia afirmou que a oposição tucana ao governo petista “vai se dar no Congresso”

Na primeira reunião oficial da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto com um governador, nada de petistas ou chefes de Executivos locais de partidos aliados. O encontro foi realizado com o governador de Minas Gerais, o tucano Antonio Anastasia, que demonstrou familiaridade com a presidente. Ele optou por chamá-la várias vezes de presidenta, versão preferida por Dilma. “Estou aqui como governador do estado fazendo uma visita à presidenta da República. A oposição vai se dar no Congresso e de acordo, naturalmente, com a forma do dia a dia do governo”, afirmou. O mineiro avaliou como positivo o começo do governo Dilma e disse que pediu R$ 250 milhões ao Ministério da Integração Nacional para reforçar o caixa do estado e dos municípios a fim de recuperar as cidades atingidas pelas chuvas. Em Minas, 94 prefeituras decretaram situação de emergência.

O trânsito de Anastasia no novo governo é uma continuidade da boa relação que o seu antecessor, AécioNeves, mantinha com o ex-presidente Lula. Apesar de fazer parte da alta cúpula do PSDB, Aécio nunca foi visto como um grande inimigo dos petistas. “Não há razão para ter trânsito ruim, pois se trata de uma relação institucional. Os governadores não fazem oposição, mesmo os do PSDB. Não cabe a eles esse papel, e sim à bancada no Congresso”, avalia o cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais Carlos Ranulfo.

Em um sinal de aproximação, o governador afirmou que Dilma aceitou um convite feito por ele para ser a oradora oficial da celebração da inconfidência mineira, que ocorre em 21 de abril, em Ouro Preto. Além disso, segundo Anastasia, um escritório da Presidência da República será aberto em Belo Horizonte. “Os governos estão começando agora. Vamos torcer para que tudo dê certo, porque eu acredito que todos os brasileiros desejam, naturalmente, que o Brasil, os estados e os municípios, todos avancem positivamente”, afirmou.

Investimentos confirmados
Anastasia disse que a presidente confirmou os investimentos da Petrobras em Minas e a prioridade do governo federal em construir a usina de amônia e ureia em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O governo de Minas destinará recursos da Gasmig para a construção do gasoduto que fornecerá gás para a usina. O gasoduto do Triângulo terá extensão de 256 quilômetros.

O governador revelou que há um entendimento no PSDB de que a questão do relacionamento administrativo com o governo federal será bom. Segundo ele, o mesmo ocorreu na gestão do ex-presidente Lula com os governadores da oposição da época. “Temos que pensar, em primeiro lugar, nos interesses do Brasil e de nossos estados. Então, essa cooperação federativa funcionará normalmente, e é claro que a oposição se dará no campo político quando for necessário.”

Mas algumas preocupações também foram relatadas na reunião. Uma deles é sobre o andamento das obras do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mais de R$ 35 milhões estão previstos na primeira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para algumas linhas do empreendimento que ainda não foram concluídas. “Há uma preocupação da presidenta, e o objetivo é avançarmos junto com o governo federal e a prefeitura. Ela conhece o problema em detalhes. Então, estou muito otimista com essa questão. Acho que vamos ter, em breve, notícias boas em relação ao metrô de Belo Horizonte”, disseAnastasia.

Chuvas No encontro de ontem pela manhã no Planalto, Anastasia aproveitou também para elogiar o governo federal quanto às medidas adotadas para contornar os problemas decorrentes das chuvas em todo o país, principalmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Ele disse que a União “participou ativamente” das ações emergenciais nos municípios mineiros atingidos pelas chuvas. Anastasia afirmou que pediu R$ 250 milhões ao governo federal para aplicar nos municípios mineiros afetados.

Segundo ele, a solicitação orçamentária está sendo analisada pelo Ministério da Integração Nacional. “Mas o mais importante agora não é nem a questão do recurso, e sim a volta à normalidade e o atendimento imediato àquelas famílias que foram atingidas, especialmente as que se afastaram de suas casas, fato que está ocorrendo no Sul de Minas”, disse.

Mais de 17 mil pessoas estão desalojados e quase 3 mil desabrigadas no estado. De acordo com dados da Defesa Civil de Minas, 17 pessoas morreram desde o fim do ano passado e 89 ficaram feridas. Dos 94 municípios que decretaram situação de emergência no estado, 21 estão homologados. “O número de casas que foram destruídas não chega a mil. Temos um número relativamente pequeno em relação ao que aconteceu nos outros anos em Minas e em outros estados”, lembrou Anastasia.

 

Usiminas anuncia assinatura de 5 grandes contratos para grandes obras no valor de R$ 286 milhões

Usiminas fecha contratos de R$ 286 mi para grandes obras

Fonte: Nivaldo Souza – Brasil Econômico

Divisão de bens de capital da siderúrgica atenderá Gerdau, Petrobras e Vale, enquanto planeja ir ao Suape

A Usiminas Mecânica, divisão de bens de capital e serviços da siderúrgica mineira, anunciou ontema assinatura de cinco contratos de fornecimento de estruturas metálicas para grandes obras em andamento no país. Entre os clientes, Gerdau Açominas, Gestamp Wind Steel, Petrobras e Vale. Os contratados somam R$ 286 milhões em volume de negócios. Mais do que uma boa venda, as parcerias carimbam o passaporte da empresa para os projetos de infraestrutura ligados ao setor de logística e petróleo – alémdas construções para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “É um pontapé inicial”, indica o superintendente daUsiminas Mecânica,GuilhermeMuylaert.

As vendas foram fechadas no final de 2010. “São bons contratos e representam um porte significativo dentro dos nossos negócios. Eles nos dão mais estímulos para 2011”, diz.

O executivo avalia o fornecimento como um reforço à meta da empresa de crescer no mesmo nível do PIB deste ano, cuja elevação é estimada em 6%. Parte do crescimento virá da divisão de vagões, na qual investe R$ 50 milhões e que tem objetivo de vender 600 unidades em 2011. “Projetamos um crescimento anual na proporção do PIB como o mínimo.”

O principal comprador do pacote anunciado pela Usiminas Mecânica será, curiosamente, outra siderúrgica. A Gerdau Açominas contratou estruturas metálicas da concorrente para o edifício de 110 mil metros onde instala dois novos laminadores. A usina de Ouro Branco (MG) recebe R$ 2,4 bilhões eminvestimento para produzir 1,9 milhão de toneladas de chapas grossas e bobinas a quente.

A Vale também acertou a compra de seis pontes ferroviárias de aço para a extensão da Estrada de Ferro Carajás (PA). “Somos o maior fabricante de pontes ferroviárias do Brasil e a Vale a maior compradora. Esse é um capítulo que vamos levar para frente”, indica Muylaert.

Entra no pacote da Usiminas Mecânica a vitória em licitação da Petrobras para a construção de parte da estrutura metálica do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O lote pode ser também o primeiro de uma série para petrolífera, que opera novos complexos petroquímicos do Porto do Suape (PE). A Usiminas reportou que fornecerá as estruturas da fábrica de fios de poliéster que a petrolífera constrói na região.

Centros de operações Suape
O conselho de administração da Usiminas avalia a possível instalação de um centro de operações daUsiminas Mecânica no complexo industrial do Suape. “Estamos de olho no Suape. Estudamos ir para lá com umcentro de operações”, diz Muylaert.

A empresa mantémum “contrato experimental” de fornecimento de blocos para estaleiro na região e, por conta disso, pode precisar de espaço para movimentá-los. “Estamos com o primeiro lote que, dando certo, vamos aumentar”, diz.

Por ora, a companhia fechou o fornecimento de blanks (peças de aço cortadas sobmedida) para a base de 180 torres eólicas. A encomenda é da Gestamp Wind Steel Pernambuco, do parque energético no Suape. O fornecimento começa em fevereiro, comprazo final de entrega para agosto.

CLIENTES
1. Gerdau contrata estruturas metálicas para a Açominas
A Gerdau contratou a Usiminas Mecânica para o fornecimento de estruturas metálicas da Açominas. A Codeme, subsidiária da Usiminas, fará o projeto básico do edifício, incluindo cálculo estrutural, jateamento e pintura, transporte e montagem, colocação das telhas e sistema de iluminação. O prédio em Ouro Branco (MG) terá um laminador de chapas grossas e outro de bobinas a quente. A ampliação está orçada em R$ 2,4 bilhões.

2. Petrobras puxa projetos em Suape e no Comperj
A Gestamp Wind Steel acertou a compra de blanks (peças de aço cortadas) para erguer 180 torres eólicas no Complexo Industrial de Suape. A Usiminas também vai participar da obra da petroquímica da Petrobras no Suape, uma fábrica de fios de poliéster para tecidos e polímero termoplástico (PET). A estatal contratou o fornecimento de bases metálicas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

3. Vale compra novas pontes para ferrovia no Pará
A mineradora vai receber seis pontes metálicas da Usiminas mecânica para o projetos de ampliação da Estrada de Ferro Carajás. A Vale está construindo um ramal ferroviário de 100 km de extensão, ligando a nova mina de Serra Sul ao porto Ponta da Madeira (PA). A mina receberá US$ 11,3 bilhões para produzir 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A logística ficará com US$ 7,8 bilhões do montante.

 

Petrobras, Vale e Usiminas investem em centros de tecnologia e vão capacitar mão de obra em cursos de mestrado e doutorado

Petrobras e Vale vão à faculdade atrás de mão de obra

Fonte: Nivaldo Souza – Brasl Econômico

Usiminas também cria mecanismos de aproximação com universidades. Ao direcionar capital para centros de tecnologia, elas buscam garantir pessoal qualificado

O Brasil ainda ensaia uma sinergia consistente entre universidades e empresas, em parte devido à falta de canais de comunicação. Para contornar o impasse, tendo em vista o déficit de mão de obra capacitada, a iniciativa privada começa a investir em infraestrutura de pesquisa – a exemplo de Alemanha e Estados Unidos, modelos no assunto empresa-escola.

Por aqui, essa aproximação parte da convicção de que o Estado não conseguirá formar sozinho os técnicos necessários. “Por mais que o governo invista, o Brasil não consegue formar todos os profissionais que precisa. Podemos cruzar os braços ou ser proativos”, diz o diretor de tecnologia da Vale, Luiz Mello.

A constatação levou à elaboração de um programa de bolsas de estudos para mestrandos e doutorandos. O projeto está orçado em R$ 120 milhões, com verba de fundações de amparo a pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Pará (Fapespa) e São Paulo (Fapesp). O montante financiará 85 projetos selecionados entre 276 propostas.

A iniciativa integra o plano estratégico da Vale de desenvolver novos processos para mineração, sustentabilidade e energia. O aporte soma-se ao projeto maior da mineradora, que reserva outros US$ 300 milhões para construir três institutos de tecnologia.

Um dos focos será pesquisar o uso de novas fontes de energia, a partir do movimento das marés, eólica ou nuclear. Isto porque a Vale é a maior consumidora privada de energia do país, tendo atingido 12,4 mil terawatts (TWh) em 2009 – o suficiente para abastecer porumanouma cidade com 4,5 milhões de habitantes. “A Vale considera a possibilidade de uma expansão no setor de energia, ummercado muito interessante no qual queremos nos posicionar melhor”, diz Mello.

O próximo passo será elaborar cursos de pós-graduação para mestres e doutores. A empresa discute o modelo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação. Para, em seguida, desenvolvê- los nos núcleos do Instituto de Tecnologia Vale(ITV). “Pretendemos dar a entrada na Capes aindaneste ano”, afirma Mello.

Outras iniciativas
A Petrobras também atua junto a universidades para formulação de grades curriculares de cursos de pós-graduação – além de tocar 50 linhas de estudos coordenadas peloCentrodePesquisas e Desenvolvimento

Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), instalado na Ilha do Fundão (RJ). A petrolífera mantém ainda o Redes Temáticas, projeto focado em criar infraestrutura laboratorial, capacitar pesquisadores e tocar pesquisas. “Amaior parte dos investimentos em infraestrutura foi concluída. O nosso foco agora é desenvolver recursos humanos”, diz Carlos Tadeu Costa Fraga, gerente-executivo do Cenpes.

Os recursos partem de resolução de 2006 da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que estabeleceu o repasse de 1% do faturamento com exploração para pesquisa e desenvolvimento (P&D), sendo obrigatória a aplicação de 50% fora da Petrobas. A medida deve injetar R$ 400 milhões anuais emprojetos externos.

A resolução da ANP patrocionou a ampliação do Cenpes, concluída em 2010, transformando o centro no quarto maior núcleo de inovação do globo. O local ganha agora projeção maior com a instalação de General Eletric, Halliburton, Tenaris Confab, FMC Technologies, Baker Hughes e Schlumberger. Essas empresas migram para a Ilha do Fundão atraídas pelo pré-sal.

Esse mesmo interesse norteia a decisão da Usiminas de criar no Rio uma divisão de seu centro tecnológico de Ipatinga (MG). A siderúrgica coloca R$ 29 milhões no núcleo, em parceria com a UFRJ, para desenvolver aço para as indústrias naval, óleo e gás. “Será um centro focado em engenharia de aplicação. Ou seja, novas formas de aplicar o aço nesses segmentos”, diz o diretor de inovação Darcton Damião.

O passo seguinte será atrair pesquisadores para projetos de inovação aberta. A empresa negocia o repasse de verbas públicas para financiar bolsas de estudos em metalurgia avançada. “Queremos fazer uma captação externa maior. Até 2009, a Usiminas usou recursos próprios para pesquisa”, diz o diretor.

INVESTIMENTOS
1.Vale recebe R$ 120 milhões para fomentar pesquisas
A mineradora coordena 85 projetos em mineração, energia, ecoeficiência, biodiversidade e processos siderúrgicos. Ela conta com R$ 120 milhões para bolsas de estudos repassados pelas Fapemig, Fapesp e Fapespa.

2. Petrobras destina 1% da receita para pesquisa
O repasse foi definido em 2006 pela ANP. A média anual investida em pesquisa e desenvolvimento atinge R$ 800 milhões. Metade do montante tem de ser aplicado fora da petrolífera, o que turbina o projeto Redes Temáticas em conjunto com universidades.

3. Usiminas abre espaço para atrair novos especialistas
A Usiminas foi a empresa com o maior número de patentes conferidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com 399 entre 2005 e 2009. O número reflete a estratégia adotada em 2007, quando criou uma divisão de inovação. Os aportes em pesquisa saltaram de R$ 7 milhões, em 2008; para R$ 28,9 milhões, em 2010. O avanço, porém, não foi acompanhado por todo setor privado. Dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, mostram retração do investimento privado em pesquisa em relação ao PIB. Em 2009, o índice era de 0,74%. Em 2010, caiu para 0,59%.

Petrobras assina 20 contratos sem licitação com empresa de marido de diretora cotada para ser ministra de Dilma

Petrobras fecha contratos com marido de diretora cotada para Gabinete de Dilma

Fonte: O Globo

A Petrobras assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, com a empresa do marido de Maria das Graças Foster, cotada para assumir uma vaga no Ministério de Dilma Rousseff.

Conforme o jornal “Folha de S.Paulo” publicou na edição de domingo, os contratos com a C. Foster, do empresário Colin Vaughan Foster, foram firmados a partir de 2007, quando Maria das Graças assumiu o cargo de diretora de Gás e Energia da estatal. Anteriormente, a empresa só havia efetuado uma venda sem licitação para a Petrobras.

Os contratos somaram R$ 614 mil e foram referentes ao fornecimento de componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção. Em 2004, Maria das Graças chegou a ser envolvida em denúncia de suposto favorecimento à empresa do marido, enviada à Casa Civil.

O então ministro José Dirceu pediu explicações ao Ministério de Minas e Energia, então sob o comando de Dilma. Na época, por meio de ofício, a Petrobras disse ter encontrado indícios de que os contratos renderam prejuízos, mas que não obteve provas de má-fé ou de obtenção de vantagem financeira

A divulgação dos contratos provocou reação da oposição:

– É mais um sinal de que devemos trabalhar para que a Petrobras seja reestatizada. A empresa está servindo a negócios privados. O caso abre ainda mais os olhos da oposição, que tem o papel de assegurar a transparência nos negócios executados pela estatal – disse ontem o deputado federal tucano Otávio Leite (RJ). líder da minoria no Congresso.

Em nota, a Petrobras negou favorecimento à C. Foster e irregularidade nos contratos. De acordo com a estatal, as 20 compras “foram realizadas por dispensa de licitação, pois os valores foram abaixo de R$ 10 mil. As demais foram feitas por meio de processo licitatório”.

Ainda segundo a estatal, a C.Foster não foi a vencedora “em mais de 90% das licitações que participou e, de 2005 a 2010, as compras somaram R$ 614 mil, contra os cerca de R$ 50 milhões que a estatal adquiriu no período de outras empresas”. A nota afirma que “as compras foram feitas por quatro áreas da Companhia”, nenhuma vinculada à diretoria de Gás e Energia.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/14/petrobras-fecha-contratos-com-marido-de-diretora-cotada-para-gabinete-de-dilma-923025164.asp

Ex-diretor da Petrobras afirma que Dilma permitiu privatização de parte do pré-sal

Ex-diretor da Petrobras afirma que Dilma permitiu privatização da ‘franja’ do pré-sal

Fonte: Leia Suwwan – O Globo

Alçada ao centro do debate eleitoral, a ameaça de “privatização” do petroléo já é uma realidade, na opinião de Ildo Sauer, ex-diretor da estatal (2003-2007). Segundo ele, o modelo de concessões criado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi ampliado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E mais grave: os leilões ocorreram mesmo depois da descoberta do pré-sal – o chamado “filé mignon” das reservas brasileiras – e abrangeram blocos conhecidamente promissores, como o arco do Cabo Frio.

Sauer sustenta que a candidata Dilma Rousseff, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, tinha conhecimento do que ocorria e foi conivente com o favorecimento de pelo menos uma empresa privada, a OGX, do empresário Eike Batista, que recrutou executivos estratégicos da Petrobras meses antes do leilão de 2007 (9ª rodada).

Veja a seguir os principais trechos da entrevista.

O GLOBO: Por que o sr. afirma que foi feita uma privatização do petróleo, inclusive do pré-sal?

ILDO SAUER – Em 2006, a ANP e o governo – o presidente da República e a chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras – foram avisados de que a Petrobras, depois de muitos anos de estudo, resolveu furar o sal. Tínhamos feito um poço em Tupi que não encontrou petróleo até o sal, um fracasso. Mas era o lugar ideal para fazer o teste e saber se o pré-sal existe ou não existe. Em julho, furaram e encontraram o petróleo. Portanto, em julho, a especulação de mais de duas décadas estava confirmada. O governo foi avisado. E a ANP foi avisada, conforme manda a lei. O que faltava era dimensionar a reserva. O conselho de todos os técnicos da Petrobras e dirigentes que tinham acesso ao governo, sindicalistas e o grupo de engenharia do Rio de Janeiro pediram para suspender todos os leilões. No entanto, em 2006 o leilão não só foi mantido como limitava, na oitava rodada, a quantidade de blocos que a Petrobras poderia comprar. Dos 280 blocos que iam a leilão, a Petrobras poderia comprar menos de 60.

O GLOBO: Por que limitar?

SAUER – A ANP arbitrariamente resolveu fazer isso. com apoio do governo porque dizia que era contra o retorno do monopólio da Petrobras. Como era discriminatório contra a Petrobras, houve ação judicial e teve ganho de causa, uma liminar de suspensão do leilão. O leilão já tinha vendido alguns blocos sobre o pré-sal, um deles para a empresa estatal italiana, quando foi bloqueado. Até hoje não terminou. Isso foi em 2006. O ministro Lobão volta e meia ameaçava retomar o leilão, mesmo sabendo que a maior parte dos blocos dessa oitava rodada estavam sobre o pré-sal.

O GLOBO: Por que?

SAUER – Ele que tem que explicar. Porque tudo isso contradiz o discurso que faz agora a então ministra da Casa Civil e então presidente do conselho da Petrobras. Naquele tempo ela agia na outra direção, de acelerar a entrega do petróleo, fazer leilão e concordava com a redução da participação da Petrobras. Parecem duas pessoas completamente distintas. Eu fazia duas perguntas naquele momento: ou eles não entendiam a dimensão do que estava em jogo ou a ANP e a Casa Civil – o que é grave – entenderam e mesmo assim insistiram em entregar o petróleo.

O GLOBO: E o que aconteceu na nona rodada, em 2007?

SAUER – Entramos com força, imploramos para suspender o leilão. Mantiveram. Tudo que fizeram foi retirar 41 blocos premiados. Novamente, o que me deixa perplexo é que, sabendo que o pré-sal era verdadeiro, já confirmados os campos de Tupi, Cacharel e Pirambu, mesmo assim fizeram o leilão de 2007. Diziam que iriam leiloar fora do pré-sal. Mas leiloaram a franja do pré-sal, em 10 blocos. Uma empresa, que foi criada em 2007, que arrancou de dentro da Petrobras o dirigente máximo da área de exploração, que era o gerente-executivo Paulo Mendonça, com toda sua equipe. Ele saiu de lá a peso de ouro e foi trabalhar para investidor privado que, por sua vez, foi assessorado por ex-integrantes do governo anterior e do atual, pagos a título de “consultoria”.

O GLOBO: Mas não houve quarentena?

SAUER – Nos negócios normais do capitalismo, quando uma empresa subtrai de outra núcleos estratégicos do conhecimento, as pessoas ficam impedidas de trabalhar, em quarentena técnica ou legal. Neste caso, a presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, sabendo que o núcleo estratégico foi retirado, não fez nada e ainda manteve o leilão. Recrutaram a equipe em meados de 2007 e, em novembro, compraram os blocos. Em julho do ano seguinte, venderam 38% de seu capital por R$ 6,7 bilhões. E, desde ano passado, vem anunciando descobertas, confirmando tudo aquilo que nós já dizíamos sobre aquelas áreas, que eram promissoras. Já anunciaram de 2,6 a 5,5 bilhões de barris. Em valor de mercado, em torno de R$ 50 a R$ 80 bilhões, valor maior que a capitalização da Petrobras. Fora esses barris entregues ao Eike Batista, há tantos outros entregues durante os anos. O governo Lula leiloou mais blocos sobre o pré-sal e verteu por mais tempo o modelo inventado pelo FH do que o FH. FH começou a leiloar em 2000, fez 4 rodadas. Lula leiloou 6, dos quais cinco tinham blocos sobre o pré-sal.

O GLOBO: Ou seja, eram blocos que abrangiam áreas onde depois foi confirmado o pré-sal?

SAUER – Em 2006 e 2007 eles continuaram fazendo de conta que era pós-sal, mas já sabiam que o pré-sal estava lá. E o governo sabia sim. Em 10 de julho de 2007 é a comunicação formal, carimbada e juramentada de que o sal foi furado e o petróleo foi encontrado. Mas, politicamente, eu sei que o presidente da Petrobras, meu colega, porque fui diretor também, comunicou tanto a presidenta do conselho quanto o presidente da República. Minha perplexidade desde então está baseada na entrega do petróleo do Arco do Cabo Frio. Foi um dos maiores enriquecimentos individuais da história do capitalismo. Agora, o detentor desse patrimônio ainda é visto como figura benemérita ao fazer filantropia, por exemplo, comprando em leilão o terno de posse do presidente da República. Para quem ganhou tantos bilhões tão facilmente, é uma migalha. Por isso eu tomei a peito, mesmo correndo todos os riscos, de contar essa história publicamente, para que isso seja debatido antes das eleições.

O GLOBO: O que Dilma argumentava para manter esses leilões?

SAUER – Ela não dizia nada porque não dava explicação, apenas mandava. Em algumas reuniões, ela costumava dizer que a Petrobras tentava enganar o presidente. Era frase costumeira dela: “Presidente, a Petrobras está te enganando, não acredite na Petrobras. A Petrobras pensa primeiro nela e depois no povo brasileiro”. Agora, eu espero que ela tenha se convertido para sempre e, se for eleita, não tenha uma recaída.

O GLOBO: O sr. teme ser acusado de estar participando de uma manobra eleitoral?

SAUER – Eu não estou fazendo campanha, estou relatando fatos e quero explicações. Minha contribuição é para cobrar dos dois candidatos uma explicação sobre o que fizeram no passado e um compromisso de transparência e ética. Durante a transição, entre FH e Lula, houve a promessa de que os leilões seriam suspensos e o modelo seria revisto. Não foi até agora e o governo exerceu muito mais o modelo. O modelo novo proposto também não serve porque apenas obriga a Petrobras a ser operadora, o que reduz o risco para os outros e a coloca a serviço do capital estrangeiro. No projeto proposto, quem decide quanto petróleo vai ser leiloado e quando, além da participação da Petrobras, é o Conselho Nacional de Política Energética, inteiramente nomeado pelo presidente. Ou seja, em última instância, a decisão é do presidente.

Merval Pereira diz que PT mente quando fala de privatização, mentira é método para enganar eleitores, inclusive intelectuais

Mentira como método

Fonte: Merval Pereira – O Globo, publicano no Blog do Noblat

O PT estabeleceu um método de atuação política nos últimos anos que, por ter dado certo do ponto de vista de resultados, passou a ser um parâmetro a balizar os seus concorrentes, o que lhe dá vantagens claras. O partido, apesar de todas as encrencas em que se meteu, é a legenda preferida de 25% dos eleitores, e o PMDB vem em segundo com menos de 10%.

É claro que a presença de Lula no governo dá ao partido essa preferência, que pode desaparecer com o fim do mandato do presidente mais popular da História recente do país. Mas é essa popularidade que dá também ao governo a possibilidade de nivelar por baixo a atividade política, utilizando a mentira como arma eleitoral.

Um exemplo típico é o debate sobre privatizações, que havia dado certo na eleição de 2006 e hoje continua dando resultados, embora mais modestos, já que o PSDB perdeu o medo de assumir as vantagens da privatização para o desenvolvimento do país, embora ainda timidamente.

Logo depois da eleição de 2006, o marqueteiro João Santana, o mesmo que comanda a campanha de Dilma hoje, deu uma entrevista a Fernando Rodrigues, da “Folha”, revelando que a discussão sobre as privatizações fora utilizada como uma maneira de reavivar “emoções políticas” no imaginário do brasileiro comum.

O erro de Alckmin, ensinava Santana na entrevista, foi “não ter defendido as privatizações como maneira de alcançar o desenvolvimento”.

Santana admitia na entrevista que a impressão generalizada de que “algo obscuro” aconteceu nas privatizações, explorada na campanha de Lula, deveu-se a um “erro de comunicação do governo FH, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones”.

Perguntado se não seria uma estratégia desonesta explorar esses sentimentos populares que não exprimem necessariamente a verdade dos fatos, João Santana foi claro: “Trabalho com o imaginário da população. Numa campanha, trabalhamos com produções simbólicas.”

O tema, como se vê, não era uma bandeira ideológica que Lula defendesse ardorosamente, assim como continua não sendo hoje, mesmo porque o governo Lula privatizou bancos e linhas de transmissão de energia, e até exploração de madeira na Floresta Amazônica, projeto, aliás, aprovado com o apoio de várias ONGs e do PSDB.

Na campanha atual, a candidata do PT continua demonizando as privatizações com frases que não combinam com a realidade de seu governo.

No recente encontro com intelectuais no Rio, ela disse em tom exaltado, provocando aplausos generalizados: “Fazer concessões no pré-sal é privatizar, é dar a empresas privadas um bilhete premiado.”

Se, entre intelectuais, Dilma pode dizer semelhante absurdo e ainda ser aplaudida, o que dizer entre os eleitores mais desinformados sobre o assunto?

Será que aquela plateia não sabia que o governo Lula já licitou, utilizando o sistema de concessão, vários blocos do pré-sal sem que houvesse necessidade de fazê-lo se realmente considera que estava privatizando o pré-sal?

A acusação de que o candidato tucano, José Serra, privatizou a Companhia Siderúrgica Nacional, além de equivocada no tempo — o que valeu ao tucano um direito de resposta — está errada no conteúdo.

A privatização se deu no governo do hoje senador eleito Itamar Franco, que era contrário à ideia. Quem liderou a pressão para a venda foi a Força Sindical, central que hoje está integrada ao governo Lula.

Com relação à privatização da Vale, a história real é ainda mais estarrecedora.

O governo teve uma ocasião perfeita para reverter a privatização da Vale, se quisesse. Foi em 2007, quando o deputado Ivan Valente, do PSOL, apresentou um projeto nesse sentido que foi analisado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara.

O relator do projeto foi o deputado José Guimarães, do PT, aquele mesmo cujo assessor fora apanhado com dólares na cueca num aeroporto na época do mensalão.

Pois o relator petista votou pela rejeição ao projeto de lei, alegando em primeiro lugar que “não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje”.

Segundo o petista, “a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, (…) o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional”. José Guimarães assinalou que com a privatização a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.

E o número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização — em 1996 eram 13 mil e em 2006 já superavam mais de 41 mil. Também a arrecadação tributária da empresa cresceu substancialmente: em 2005, a empresa pagou dois bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.

Se o candidato tucano, José Serra, simplesmente lesse o relatório do deputado petista em um debate, ou na propaganda eleitoral, estariam respondidas todas as acusações da campanha adversária.

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=335055&ch=n

Petrobras atende pedido de Aécio Neves e vai construir fábrica de amônia em Uberaba, anúncio foi dado por José Alencar

Petrobras resolve erguer nova planta de amônia em Uberaba

Fonte: César Felício – Valor Econômico

Adubos: Anúncio encerra disputa que se arrasta desde início do governo

O vice-presidente José Alencar confirmou ontem, em um evento da virtual campanha da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à presidência, que a Petrobras irá construir uma fábrica de amônia em Uberaba (MG), encerrando uma polêmica que se arrasta desde o início do governo Lula. Alencar afirmou que recebeu ontem uma correspondência da diretora de Gás e Energia da estatal, Maria das Graças Silva Foster, marcando a primeira reunião para discutir a construção do empreendimento.

Conforme Alencar informou a uma plateia de cerca de 300 empresários reunidos no auditório da Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a Petrobras poderá ficar responsável por todo o investimento, inclusive a construção do gasoduto que forneceria gás natural de São Paulo para o Triângulo Mineiro.

“O Estado de Minas Gerais, na pessoa do ex-governador Aécio Neves, participou firmemente das negociações e a Cemig se colocou à disposição para fazer o gasoduto. Contudo, a Petrobras tem interesses que podem levar a ela própria fazer a interligação”, afirmou o vice-presidente. A declaração surpreende, já que o próprio presidente da Petrobras,  Sérgio Gabrielli, havia afirmado que o fato de o governo mineiro se dispor a construir o gasoduto era um componente favorável para a decisão de construir a fábrica. A obra que a Cemig propôs realizar envolveria um custo de cerca de R$ 500 milhões. Estima-se que a fábrica em si deverá representar um investimento superior a R$ 1 bilhão.

De acordo com Alencar, as negociações foram tensas. “A Graça Forster é muito brava”, comentou. Em tom de brincadeira, o vice disse que teve que “sacar um calibre 45” durante as conversas. O contexto era jocoso: Alencar rememorava uma anedota , segundo ele usual em Caratinga (MG), em que se procurava exemplificar como é importante o uso de uma arma para prevalecer em determinados ambientes. Mas a resistência da Petrobras em realizar o investimento era real, já que a fábrica de amônia em Uberaba estará perto do mercado consumidor, mas longe de insumos como o gás natural.

“A fábrica de amônia de Uberaba estará no mesmo patamar dos investimentos previstos na área de fertilizantes para Três Lagoas (MS), Sergipe e Espírito Santo”, disse.

No último dia 19, o conselho de administração da Petrobras discutiu o tema, um dia depois de reunião entre a empresa, o ainda governador Aécio Neves e Alencar. Segundo o vice-presidente, a então ministra Dilma acompanhou as tratativas por telefone. Naquela ocasião, a hoje pré-candidata cumpria agenda de visita justamente a Uberaba.

Link da matéria: http://www.valoronline.com.br/?impresso/agronegocios/306/6197779/petrobras-resolve-erguer-nova-planta-de-amonia-em-uberaba&scrollX=0&scrollY=889&tamFonte=

Aécio Neves diz a Petrobras que construirá gasoduto para atender o Triângulo Mineiro – Cemig investirá R$ 750 milhões

Petrobras estuda construir fábrica de fertilizante

Unidade seria em Minas. Para viabilizar projeto, governo mineiro promete gasoduto

O governador Aécio Neves confirmou ao presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, em reunião nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, a decisão do Governo de Minas de construir um gasoduto para atender todo o Triângulo Mineiro, com investimentos de R$ 750 milhões da Cemig. Ao final do encontro, ficou acertada a criação de um grupo de trabalho do Governo de Minas e da Petrobras para aprofundar estudos e analisar a possibilidade de implantação de uma planta de uréia-amônia em Uberaba. Também participaram da reunião, o vice-presidente da República, José Alencar, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, e o presidente da Cemig, Djalma Morais.

“O que buscamos demonstrar é que há uma viabilidade natural da instalação da fábrica de amônia na região que mais consome esse insumo. E se faltava algo, o Governo do Estado assumiu aqui formalmente a construção de um gasoduto. Obviamente, existem outras demandas de outros estados, com outras particularidades O que decidimos aqui é que será definido um grupo de trabalho, rapidamente, da Petrobras com a Cemig, no primeiro momento, para discutir a questão do gasoduto e também para discutir qual o perfil que essa fábrica poderia ter. Há um consenso entre nós, principalmente entre o vice-presidente e eu. Falamos por telefone, durante a reunião, com a ministra Dilma de que não se justifica uma construção tão distante do mercado consumidor se não houver ali pelo menos uma planta que atenda esse mercado consumidor”, disse o governador Aécio Neves, em entrevista.

A construção do gasoduto foi anunciada pelo governador na sexta-feira (12), quando esteve em Uberaba. Na primeira etapa, serão 235 quilômetros de gasoduto de São Carlos(SP) a Uberaba. Em um segundo momento, outros 120 quilômetros até Uberlândia, totalizando 355 quilômetros. Concluído o gasoduto, a expectativa inicial é de um mercado de três milhões de metros cúbicos/dia, podendo chegar a cinco milhões de metros cúbicos/dia.

Aécio Neves lembrou que nesta sexta-feira (19), haverá uma reunião do Conselho de Administração da Petrobras, formado por membro do governo federal e que caberá a esse conselho a decisão sobre o local da implantação da planta de uréia-amônia.

“O que fizemos aqui hoje, de forma objetiva, é dizer que se a questão fundamental era a ausência de gás, estamos em condições de levar esse gás e, obviamente, temos que fazer aí uma contabilidade de custos. Obviamente também, a questão dos custos de frete se essa fábrica ficar distante dos mercados consumidores deve entrar nessa planilha. Mas houve da Petrobras absoluta disposição de aprofundar essa análise para que tenhamos uma decisão que atenda ao interessa nacional. Mas nosso convencimento é que a região de Uberaba, sem dúvida alguma, é a região mais adequada para sediar uma planta de amônia”, concluiu Aécio Neves.

O Globo: ‘Aécio: Minas ficará a favor do Rio’

Aécio: Minas ficará a favor do Rio

Governador diz ter ‘alma carioca’. Serra vê ‘pecado mortal’ em fim de royalties

Fonte: O Globo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB),disse ontem que a bancada mineira do Senado vai se posicionar a favor da manutenção dos royalties do Rio e do Espírito Santo.

Para o governador, “não pode haver qualquer perda de receita para os estados do Rio e do Espírito Santo no momento dessa discussão”. Segundo Aécio, que disse ter “alma carioca”, uma redistribuição dos recursos para outros estados deve ocorrer somente nos contratos ainda não licitados.

– No Senado, começa-se a compreender que não podemos punir o Estado do Rio e o Espírito Santo. A partir da preservação daquilo que hoje é de direito desses estados, nós devemos buscar uma repartição mais equilibrada, atendendo a todo o país. Defenderei essa posição. E a bancada mineira defenderá essa posição. Garanta-se o que o Rio já recebe até hoje, e a partir daqui, no futuro, faz-se uma distribuição com os outros estados – disse o governador, que esteve no Rio para uma reunião com a diretoria da Petrobras.

Também no Rio, o vice-presidente José Alencar defendeu que não haja prejuízos para o Rio e o Espírito Santo.

– Não podemos violentar os orçamentos do Rio e do Espírito Santo. Acredito que o Senado vai dar uma boa solução para isso – afirmou. – O Rio é amor de todos os brasileiros.

É das melhores coisas que Minas possui no coração.

Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a criticar ontem a emenda Ibsen: – Não se pode querer resolver um problema, que é beneficiar o conjunto do país com a produção de petróleo, e fechar as portas de dois estados e muitos municípios. De repente, tira-se R$ 7 bilhões de um estado. O projeto da Câmara tem esse pecado mortal.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, criticou a discussão sobre os royalties do petróleo: – O que temos de discutir é qual é a melhor maneira de explorar o petróleo. É a partilha mesmo? Essa lei que está propondo a criação da PetroSal é boa? É preciso discutir o modelo institucional que está sendo proposto.

Ministro: Olimpíadas são compromisso do Brasil O prefeito do Rio, Eduardo Paes, não acredita na aprovação da emenda Ibsen e fez projeções pessimistas para o futuro sem os recursos dos royalties: ? Sem os R$ 7 bilhões, nem as Olimpíadas nem nada acontece no Rio. Mas é tão sem nexo que não acredito que essa medida vá prosperar. Como vai ser a segurança, a saúde, a educação? A prefeitura vai ter de investir em função do estado? A prefeitura terá de fazer as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras)? Com relação às Olimpíadas, o ministro do Esporte,

Orlando Silva, disse ontem não acreditar na possibilidade de elas não serem no Rio, lembrando o evento é um compromisso não da cidade, mas do Brasil.

– Tenho a convicção de que o Senado vai corrigir a resolução da Câmara. Eu aposto no diálogo e no entendimento e creio que haverá uma correção para que Rio, Espírito Santo e São Paulo não sofram por terem em sua área geográfica uma riqueza tão importante para o Brasil. Mas tenho certeza de que não terá qualquer tipo de instabilidade na preparação para os Jogos Olímpicos, que são um compromisso do país. Os Jogos são na cidade do Rio de Janeiro, mas são um compromisso que o Brasil assumiu – afirmou o ministro.

Ele esteve com Paes na abertura do evento Conexão Rio Barcelona, no Palácio da Cidade.

O evento, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, discute a possibilidade de usar as Olimpíadas na revitalização da Zona Portuária.

Link da matéria somente assinantes: http://www1.oglobodigital.com.br/flip/

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB),
disse ontem que a bancada mineira do Senado vai se posicionar a favor da
manutenção dos royalties do Rio e do Espírito Santo.

Para o governador, “não pode haver qualquer perda de receita para os
estados do Rio e do Espírito Santo no momento dessa discussão”. Segundo
Aécio, que disse ter “alma carioca”, uma redistribuição dos recursos
para outros estados deve ocorrer somente nos contratos ainda não licitados.

– No Senado, começa-se a compreender que não podemos punir o Estado do
Rio e o Espírito Santo. A partir da preservação daquilo que hoje é de
direito desses estados, nós devemos buscar uma repartição mais
equilibrada, atendendo a todo o país. Defenderei essa posição. E a
bancada mineira defenderá essa posição. Garanta-se o que o Rio já recebe
até hoje, e a partir daqui, no futuro, faz-se uma distribuição com os
outros estados – disse o governador, que esteve no Rio para uma reunião
com a diretoria da Petrobras.

Também no Rio, o vice-presidente José Alencar defendeu que não haja
prejuízos para o Rio e o Espírito Santo.

– Não podemos violentar os orçamentos do Rio e do Espírito Santo.
Acredito que o Senado vai dar uma boa solução para isso – afirmou. – O
Rio é amor de todos os brasileiros.

É das melhores coisas que Minas possui no coração.

Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a criticar ontem
a emenda Ibsen: – Não se pode querer resolver um problema, que é
beneficiar o conjunto do país com a produção de petróleo, e fechar as
portas de dois estados e muitos municípios. De repente, tira-se R$ 7
bilhões
de um estado. O projeto da Câmara tem esse pecado mortal.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, criticou a
discussão sobre os royalties do petróleo: – O que temos de discutir é
qual é a melhor maneira de explorar o petróleo. É a partilha mesmo? Essa
lei que está propondo a criação da PetroSal é boa? É preciso discutir o
modelo institucional que está sendo proposto.

Ministro: Olimpíadas são compromisso do Brasil O prefeito do Rio,
Eduardo Paes, não acredita na aprovação da emenda Ibsen e fez projeções
pessimistas para o futuro sem os recursos dos royalties: ? Sem os R$ 7
bilhões, nem as Olimpíadas nem nada acontece no Rio. Mas é tão sem nexo
que não acredito que essa medida vá prosperar. Como vai ser a segurança,
a saúde, a educação? A prefeitura vai ter de investir em função do
estado? A prefeitura terá de fazer as UPPs (Unidades de Polícia
Pacificadoras)? Com relação às Olimpíadas, o ministro do Esporte,
Orlando Silva, disse ontem não acreditar na possibilidade de elas não
serem no Rio, lembrando o evento é um compromisso não da cidade, mas do
Brasil.

– Tenho a convicção de que o Senado vai corrigir a resolução da Câmara.
Eu aposto no diálogo e no entendimento e creio que haverá uma correção
para que Rio, Espírito Santo e São Paulo não sofram por terem em sua
área geográfica uma riqueza tão importante para o Brasil. Mas tenho
certeza de que não terá qualquer tipo de instabilidade na preparação
para os Jogos Olímpicos, que são um compromisso do país. Os Jogos são na
cidade do Rio de Janeiro, mas são um compromisso que o Brasil assumiu – afirmou o ministro.

Ele esteve com Paes na abertura do evento Conexão RioBarcelona, no
Palácio da Cidade.

O evento, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, discute a
possibilidade de usar as Olimpíadas na revitalização da Zona Portuária

Aécio Neves interfere e Petrobras reavalia localização da fábrica de fertilizantes que poderá ser instalada em Minas

MG reabre briga por fábrica de fertilizantes da Petrobras

Fonte: César Felício e Claudia Schüffner –  Valor Econômico

A interferência pessoal do governador mineiro Aécio Neves (PSDB) fez com que a Petrobras aceitasse reavaliar a localização da fábrica de fertilizantes nitrogenados (amônia e ureia) que, de acordo com anúncio recente, seria construída no município de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul.

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento mineiro, Sérgio Barroso, Aécio escreveu uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra ao presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, informando que seu governo estava disposto a construir, por meio de um consórcio provavelmente liderado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), uma ramal do gasoduto Brasil-Bolívia de 817 quilômetros ligando São Carlos (SP) a Uberaba (MG).

Diante da disposição do governo mineiro de bancar o investimento de infraestrutura, avaliado em R$ 1,3 bilhão, Lula teria determinado que a Petrobras aceitasse ouvir o governo mineiro antes de tomar sua decisão. A reunião para a apresentação de uma proposta do governo de Minas deve ocorrer ainda este mês.

A decisão técnica ficará a cargo da diretora de gás e energia da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster. A executiva lembrou que há outra possível fábrica em estudo e estabeleceu uma condicionante para a realização do investimento. “Essas plantas terão uma característica fundamental essencial. Não deverá ser feito nenhum investimento em infraestrutura para viabilizá-las”. Para a instalação das duas novas fábrica de fertilizantes, que deverão produzir 1 milhão de toneladas e processar 2,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a estimativa, em meados do ano, era de um aporte de US$ 2 bilhões.

A diretora afirmou que a Petrobras já começou a preparar o projeto básico da planta. “Vai levar aí um ano para esse estudo ser feito e confirmar a viabilidade ou não desse projeto. Nós estamos considerando duas possibilidades e a tomada de decisão será somente quando vierem os valores posteriores ao projeto básico”, disse.

Há cerca de um mês, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, chegou a anunciar que a nova fábrica iria para Mato Grosso do Sul. O investimento chegou ser confirmado em entrevista coletiva para a imprensa de Mato Grosso do Sul pelo governador André Puccinelli (PMDB), mas a Petrobras não quis se manifestar na ocasião. No início do ano, a empresa divulgou um plano de negócios que previa a instalação de uma nova unidade de amônia e ureia.

Atualmente, é grande a dependência do mercado brasileiro de importações de fertilizantes que usam o nitrogênio como matéria-prima. Segundo o Ministério da Agricultura, a produção doméstica não chega a atender a 30% da demanda, que oscila em torno de 2,4 milhões de toneladas. A Petrobras já conta com unidades produtoras em Bahia e Sergipe. A fábrica de amônia e ureia em Minas Gerais é objeto de discussões desde 2003.

Inicialmente, a empreitada caberia à Fosfértil, mas a iniciativa esbarrou no desinteresse da Petrobras em construir o ramal do gasoduto. A empresa contestava o nível de demanda que a obra teria. No começo do ano, Aécio tentou viabilizar a obra oferecendo à Petrobras garantia da compra do gás pela Gasmig, subsidiária da distribuidora de energia elétrica Cemig.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/16/mg-reabre-briga-por-fabrica-de-fertilizantes-da-petrobras/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves defende melhor divisão dos recursos dos royalties da camada de pré-sal

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, defendeu nesta segunda-feira (24), durante seminário promovido pelo jornal O Globo, no Rio de Janeiro, que os royalties arrecadados com a exploração da camada do pré-sal no Brasil sejam destinados a um fundo que financiará especialmente a saúde e educação em todos os estados e municípios brasileiros, e não apenas àqueles onde é feita a exploração do petróleo, como ocorre atualmente.

“Essa discussão tem que ser feita com muita serenidade. É natural que os estados litorâneos tenham uma participação maior nos royalties, mas é preciso que haja, por parte de todos, generosidade nessa discussão. Os royalties podem ajudar o Brasil a enfrentar questões crônicas”, defendeu o governador, em entrevista.

Segundo o governador Aécio Neves, os recursos podem ser aplicados em programas de qualificação de professores e compra de equipamentos para escolas, além de programas na área da saúde.

“Esses recursos devem atender o Brasil. É algo que se o fruto não vai ser colhido por um governo, será colhido por outras gerações. Quem sabe o pré-sal possa permitir esse plus de investimentos em educação e saúde”, afirmou.

A posição do governador é semelhante à proposta que vem sendo debatida pelo governo federal e que deve ser enviada, em breve, ao Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação dos recursos arrecadados com o pré-sal para um fundo de desenvolvimento social e, a partir dele, a distribuição para investimentos nos estados e municípios.

%d blogueiros gostam disto: