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Posts Tagged ‘Aécio Neves’

Aécio Neves: senador apoia candidatura própria do PSDB no Rio

Aécio Neves: senador vai participar do lançamento da candidatura do deputado federal Otávio Leite à prefeitura do Rio.

PSDB lança candidato próprio no Rio

Fonte:  Raymundo Costa – Valor Econômico

Há 12 anos fora do governo estadual e sem nunca ter eleito um prefeito do Rio de Janeiro, o PSDB decidiu fazer a aposta de candidatura própria na cidade, nas eleições municipais de 2012. Trata-se do deputado federal Otávio Leite, escolhido pela executiva nacional do partido para uma missão considerada quase impossível: tornar competitivo os tucanos numa disputa entre dois grandes e tradicionais conglomerados políticos. A candidatura de Leite foi decidida pela executiva nacional do PSDB, contrariando outras correntes locais do partido.

O primeiro conglomerado, considerado favorito, é formado pela dupla pemedebista Sérgio Cabral (governador) e Eduardo Paes (atual prefeito) e o PT, à frente de uma coligação de 19 partidos. O núcleo do outro conglomerado é político-familiar, constituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, hoje no PR, e o três vezes ex-prefeito Cesar Maia, hoje no DEM, depois de trafegar do PMDB ao PDT e PTB. Rodrigo, filho de Maia será o cabeça da chapa. Clarissa, filha de Garotinho e Rosinha (também ex-governadora), a candidata a vice-prefeito.

O próprio Leite foi da juventude pedetista, na eleição disputada por Brizola a presidente em 1989. Afilhado do presidente Juscelino Kubitschek, autor do projeto que tornou obrigatório o registro do programa de governo dos candidatos a presidente, Otávio Leite contará com a presença de renomados tucanos em sua campanha para tentar abrir passagem entre a candidatura favorita de Eduardo Paes, o prefeito candidato à reeleição, e a de Rodrigo Maia. Ele deve lançar a candidatura no dia 20 com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da dupla rival tucana Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Visto em retrospecto, o apoio dos caciques tucanos ainda pode ser considerado pouco para o tamanho da empreitada. Desde o restabelecimento das eleições diretas nos três níveis do Executivo (em 1982 para os governos estaduais e em 1985 para os municipais), apenas dois candidatos do PSDB passaram bem pelas urnas do Rio: ex-governador Marcello Alencar, eleito em 1994 pela legenda, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, tendo como abre-alas o Plano Real. Alencar era um tucano saído do brizolismo.

Com breves intervalos, como Moreira Franco, eleito para o governo estadual em 1986, desde o restabelecimento das diretas os palácios do Rio de Janeiro sempre tiveram como inquilino um antigo correligionário de Leonel Brizola, eleito em 1982 – Brizola voltou em 1990, depois do intervalo Moreira Franco, foi sucedido por Marcello Alencar e, na sequência, por Anthony Garotinho (1998), sua mulher, Rosinha Matheus (2002), até a chegada do grupo que hoje controla o PMDB do Rio com forte influência no PMDB nacional.

FHC ganhou a reeleição no primeiro turno, em 1998, mas perdeu para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio. Em 2002, com Serra, o PSDB foi ao fundo do poço, com pouco mais de 360 mil votos. À época havia um nome regional e competitivo na disputa presidencial – justamente Garotinho, que dividiu com Lula a maior fatia do eleitorado carioca.

Terceiro e quarto maiores colégios eleitorais do país, respectivamente, Rio de Janeiro e Salvador são duas cidades em que o PSDB é muito vulnerável, portanto, são posições que a cúpula tucana julga necessário reforçar, se quiser manter vivo o projeto de reconquistar a Presidência da República. A Executiva recomendou que os caciques prestigiem os candidatos no maior número possível de capitais e grandes cidades, o que não é tarefa fácil: Serra estará empenhado na própria eleição, enquanto Aécio Neves precisa assegurar para os tucanos os maiores colégios eleitorais mineiros, se não quiser comprometer seu projeto presidencial de 2014.

A aposta de Otávio Leite é que o eleitorado esteja cansado do que chama de “mexicanização da política do Rio”. Num primeiro momento, com o desmembramento do brizolismo- Marcello Alencar, Garotinho, Cesar Maia e o ex-prefeito Saturnino Braga – e agora o “cabralismo”, núcleo constituído pelo PMDB desde que Sérgio Cabral era presidente da Assembleia Legislativa. Ele conta – ou sonha – com o ingrediente nacional, a polarização entre PT e PSDB, na cidade que ainda hoje guarda ares de capital da República.

O candidato tem currículo modesto, mas vencedor: vereador logo na primeira eleição que disputou, ampliou progressivamente seu eleitorado até 2006, quando teve mais de 90 mil votos para deputado federal. Foi eleito vice-prefeito de Cesar Maia, em 2004, mas em 2010 não passou dos 86 mil votos, novamente, para deputado federal. Agora está empenhado em aprovar uma emenda que julga bem do gosto do carioca: proibir a antecipação de feriados. Leite acha que a antecipação da comemoração do dia do servidor público, nas últimas eleições, aumentou em cerca de oito pontos a abstenção na Zona Sul do Rio, onde supõe se situar o maior foco de oposição à “mexicanização da política do Rio”.

Aécio Neves: líder da oposição renegocia dívidas dos estados

Líder da oposição, o senador Aécio Neves defende problema, até então, sem solução: a renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal.

Fonte: JPSDB-MG

Aécio Neves: líder da oposição

O senador Aécio Neves, líder da oposição, vem chamando a atenção do país para um grande problema que parece não ter solução: a dívida dos estados com a União.

Aécio Neves defende que o governo federal altere o índice atual de correção das dívidas, o IGP-DI, para o IPCA, índice oficial de inflação. Ao longo dos últimos 14 anos, o IGP-DI cresceu muito, elevando a dívida dos estados, contraídas até 1997, sem que suas receitas registrassem aumento sequer.

Aécio Neves, principal líder da oposição no Brasil, considera um absurdo os estados já terem realizado pagamentos substantivos e o valor nominal das dívidas ainda ser, hoje, maior do que era no início do financiamento.

O senador faz duras críticas ao governo federal do PT pelo fato de fazer vistas grossas ao problema dos estados e não rever a correção das dívidas. Ao contrário disso, oferece taxas subsidiadas pelo BNDES para financiar a iniciativa privada.

Realmente, não há justificativa aos estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, serem penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas. Alguém está ganhando com isso, e esse alguém só pode ser o governo federal que tem comemorado sucessivos recordes de arrecadação.

Para Aécio Neves, o líder da oposição, a renegociação seria um importante passo para “tirar os estados do sufoco” e evitar um verdadeiro “dominó de falências” e a “morte anunciada” do federalismo nacional

Aécio Neves: cientista político diz que tom moderado do senador favorece oposição

Aécio oposição

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de AécioTancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“. 

Aécio Neves: senador diz que Serra teve visão de partido

Aécio oposição, Eleições 2012, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

Serra para a prefeitura de São Paulo? Abre um caminho melhor para o senhor, não precisa mais de prévias dentro do PSDB, o que o senhor está pensando? 

Olha, eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido, foi um gesto, como já disse, de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional ainda com maior vigor. Será uma eleição onde projetos divergentes estarão em debate. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente, após as eleições municipais. Sempre defendi as prévias como instrumento de mobilização do partido, de difusão das idéias do partido. E acho que as prévias, independentemente do resultado da eleição em São Paulo, deveriam estar incorporadas definitivamente na agenda do PSDB. Algo até curioso, porque é um caminho inverso ao que o PT vem fazendo. O PT, a cada eleição, em todas as partes do Brasil, avança para ser um partido no qual as decisões são tomadas pela cúpula, ou por um dirigente, uma liderança maior, que é o presidente Lula. Por isso, até mesmo no quadro específico de Belo Horizonte, não tenho dúvidas de que o apoio do PT será à candidatura de Marcio Lacerda, porque é uma decisão da direção nacional do partido. Não acredito, sinceramente, que um conjunto de delegados do partido tenha autonomia para contrariar o que o supremo chefe do partido determina.

O senhor está falando dessa aliança que o PSDB vai apoiar o PSB, mas a direção nacional do PSB falou que tem até intervenção se forem apoiar candidatos tucanos, principalmente em São Paulo. O senhor tem um bom trânsito com Eduardo Campos, é possível tentar reverter essa posição do diretório?

Tenho conversado com ele. Acho que deveria prevalecer o sentimento da base do partido em São Paulo. Tanto do ponto de vista municipal, da cidade de São Paulo, quando no estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos. Ele obviamente participa da base de sustentação da presidente Dilma, tem com ela seus compromissos. Mas qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Não tenho dúvida que a identidade hoje em São Paulo do PSB é muito maior com o PSDB. E uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB. Espero que essa questão paulista possa evoluir para que, repito, a aliança natural que existe hoje, um partido que participa do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de continuar conosco, no PSB, possa ser liberada pela cúpula. Mas essa é uma decisão que o PSB haverá de tomar.

Senador Aécio Neves: “sucessão de equívocos tem sido uma marca das últimas decisões do ex-ministro Patrus”, comentou

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

O Patrus disse que não subirá em palanque onde o senhor estiver na eleição municipal de Belo Horizonte. O senhor tem problema em subir no palanque com ele?

Na verdade, nossos palanques são diferentes sim. O palanque do ex-ministro tem sido o palanque do ex-governador Newton Cardoso, do candidato Hélio Costa nas últimas eleições. Temos que compreender, mais do que o que diz o político, porque ele diz. Compreendo as declarações do Patrus, porque no momento em que ele muda de posição, e muda de forma tão vigorosa de posição, ele era contra a candidatura de Marcio Lacerda, para apoiá-la, ele de alguma forma paga um pedágio interno. Por mais que possa haver alguma incoerência nessas declarações. Porque ele critica o meu governo, a  sua ação social, no momento em que anuncia o apoio ao secretário de Desenvolvimento do meu governo. Portanto, não tenho dúvidas de que ele é bem-vindo na nossa aliança. E tem que vir com o mesmo desprendimento que nós temos. Estamos com Marcio Lacerda porque acreditamos, efetivamente, que ele pode continuar a fazer um belíssimo trabalho em Belo Horizonte ao lado do governador Anastasia. Mas, todos aqueles que quiserem mudar sua opinião e vir conosco, rever sua posição, devem vir com a humildade daqueles que se equivocaram no passado. E a sucessão de equívocos tem sido uma marca das últimas decisões do ex-ministro Patrus.

Não apenas na questão eleitoral, até porque o resultado em Belo Horizonte da chapa da qual ele participou foi pífio. Tiveram 22% dos votos em Belo Horizonte. Porque é uma figura que fez parte da história da cidade e ele, assim como qualquer outro cidadão belo-horizontino, é bem-vindo na nossa aliança.

Aécio Neves: senador fala da agenda de viagens pelo Brasil para fortalecer oposição

Aécio oposição, Eleições 2012, gestão do PT, gestão deficiente

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte 

O senhor começa agenda de viagens pelo país. Como deve ser a participação nas eleições municipais? O senhor já está pavimentando o caminho para 2014 nessas viagens?

Eu sei que eu vou ficar rouco em repetir, mas eu não vejo essa relação tão direta. Eu vou estar à disposição dos meus companheiros de partido no Brasil inteiro, buscando fortalecê-lo nas eleições municipais. Fortalecer os candidatos do PSDB com eventuais aliados nossos que tenham como adversários aqueles cujo governo combatemos hoje, cujo modelo de gestão nós combatemos que é o PT. Então, vamos deixar uma coisa para cada momento. Portanto, vou viajar ao Brasil, principalmente no segundo semestre. Faço algumas viagens ainda no primeiro semestre, mas outras no segundo semestre, com foco municipal. Vamos discutir as questões regionais as questões locais, fortalecendo o palanque do PSDB. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre de 2013, seja um momento para que o PSDB, no que depender de mim, através de prévias, possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação.

Uma eventual eleição do Serra em São Paulo facilitaria para o PSDB internamente trabalhar a antecipação da questão de 2014? Porque a dificuldade que o partido teve na última decisão em relação à eleição de 2010 foi justamente isso, de ter tempo hábil. Havia uma diferença de tempo entre o grupo que o senhor defendia e que o Serra defendia. A eventual eleição do Serra facilita esse trabalho interno?

A eventual eleição do Serra fortalece muito o projeto do PSDB independentemente de quem seja o candidato do PSDB. Portanto, todos nós vamos estar unidos, à disposição para, da forma que pudermos, ajudá-lo nesta eleição, e ele já mostra um enorme potencial desde a sua largada. Então, não acho que ela mude o calendário das decisões internas do PSDB. Temos que concentrar todas as nossas forças em apoiá-lo, em ajudá-lo nas suas eleições. Acho até que, mais uma vez, a imposição da qual foi vítima o PT, inclusive o de São Paulo, na definição de um candidato que não era o candidato das bases, pode levar o PT ainda ater percalços neste caminho. Porque se nos próximos 60, 90 dias, não houver um crescimento vigoroso, importante, do candidato do PT, vão haver questionamentos internos se essa era realmente a melhor alternativa,a  melhor candidatura. Então, são coisas da política. Um quadro que parecia, para nós, adverso, poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT. Vamos trabalhar para vencer as eleições no maior número possível de municípios e, repito, acho que a definição ou o encaminhamento para a definição da candidatura presidencial do PSDB deve se dar a partir do segundo semestre do ano de 2013, independentemente do resultado da eleição de São Paulo.

Aécio Neves: senador fortalece alianças para eleições municipais em Minas

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves na chegada à reunião com os presidentes do PSDB, PP, DEM, PV, PTB, PR, PSD e PPS

Sobre a reunião

Na verdade, é mais uma reunião entre os líderes principais, presidentes e representantes, dos partidos que vêm participando do nosso projeto em Minas Gerais desde 2002. Portanto, é um entendimento que caminha com muita naturalidade, que passa não apenas por Belo Horizonte, que tem suas peculiaridades, mas principalmente pelas principais cidades do Estado. Estaremos buscando, sempre que possível, alianças com esses companheiros. O nosso governo, o nosso projeto, vitorioso em Minas em 2002, 2006 e 2010, foi vitorioso porque contou com essa ampla aliança, e é preciso que ela prevaleça, obviamente respeitadas as circunstâncias de cada município, mas que ela prevaleça na maior parte dos principais municípios do Estado, já pensando em 2014. Então, vamos buscar sempre, óbvio que quando o PSDB tiver uma candidatura viável, lançá-la, mas, quando não houver, temos toda a disposição de disputar as eleições apoiando candidatos dentro desse arco de alianças. Então, essa reunião é preparatória, vamos falar de algumas cidades, mas sempre buscando garantir um fortalecimento da identidade que une esses companheiros, ou que vem unindo esses companheiros de todos esses partidos desde 2002.

Vão avançar sobre os redutos, as 13 cidades petistas, não vão? Uma estratégia mais firme, forte?

Olha, temos uma expectativa muito positiva de vitória em várias cidades hoje administradas pelo PT, seja na reunião metropolitana, como Betim e Contagem, por exemplo, seja na região Leste do Estado, em Valadares, seja em Teófilo Otoni. Enfim, há um conjunto de cidades onde a força dessa aliança pode nos trazer perspectivas fortes de vitória. E, na verdade, é também a consolidação do apoio ao governador Anastasia e ao projeto que ele vem conduzindo em Minas Gerais. Esse é grupo político que vem, repito, vencendo as eleições ao longo dos últimos 10 anos em Minas.

Municípios em que PT e PSDB estavam juntos em 2008, como ficam agora, em 2012?

Temos que compreender que a realidade municipal, nas eleições municipais, deve prevalecer. Obviamente, estimularemos sempre alianças com esse grupo de partidos que estão aqui hoje, participando dessa reunião, mas não há da nossa parte nenhum rancor ou medida de força que impeça onde para o municípios, para a população, determinada aliança seja importante. Não vai haver um veto do PSDB a essa aliança. Não haverá estímulos. Mas o PSDB  é um partido que não governa com ódio ou com rancor. É um partido que, na verdade, conduz as suas decisões com muita generosidade e pensando na população. A candidatura de Marcio Lacerda surgiu quando ele era ainda meu secretário de Desenvolvimento Econômico porque achávamos que ele tinha o melhor perfil para administrar Belo Horizonte. Nosso foco não foi a vitória do PSDB ou a derrota dos nossos adversários, foi o que era melhor para Belo Horizonte. E hoje as avaliações mostram que Marcio Lacerda é o prefeito de capital mais bem avaliado do País. Por isso que repito, todos aqueles que foram, lá atrás, contra à sua candidatura, mas que agora querem vir para nosso palanque são bem-vindos.

O PSDB nacional tem algum desconforto hoje com esta situação de Belo Horizonte?

Nenhum, ao contrário. Na verdade, a candidatura de Marcio Lacerda nasceu de uma construção nossa com apoio do então prefeito Fernando Pimentel. Para nós, ela sempre foi absolutamente natural. E a boa avaliação da administração Marcio Lacerda mostra que estávamos certos e vamos continuar contribuindo para sua administração . Ao contrário, acho que nacionalmente o PSDB de Minas Gerais, certamente é um dos mais fortalecidos no país. E é um bom exemplo da boa convivência, da boa coalizão com forças políticas diversas.

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