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Belo Horizonte ganha consulado dos Estados Unidos

Anunciadas pela secretária de Estado Hillary Clinton, unidades serão reabertas em Belo Horizonte e Porto Alegre.

EUA terão dois novos consulados em 2014


Americanos investirão US$ 40 mi na reforma de suas representações; medida é divulgada durante visita de Dilma

 

Fonte: Verena Fornetti e Luciana Coelho – Folha de S.Paulo


A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou ontem a reabertura de dois consulados no Brasil. As unidades, hoje fechadas, serão reabertas em Belo Horizonte e Porto Alegre. Além da embaixada em Brasília, os EUA têm hoje consulados em São Paulo, Rio e Recife.

Os dois consulados só devem começar a funcionar em 2014, informou o Departamento de Estado à Folha.

De acordo com a chefe da diplomacia americana, os EUA “trabalham arduamente” para atender à demanda por vistos no Brasil e na China, lugares onde a procura excede a capacidade de processamento das autoridades.

“Estamos tentando facilitar a emissão dos vistos e as viagens […] e continuar a promover o contato entre as pessoas dos dois países”, disse Hillary. Os EUA também anunciaram investimento de US$ 40 milhões na reforma da embaixada e dos consulados já existentes no Brasil.

Desde janeiro, a Casa Branca anunciou uma série de ações para facilitar a concessão de vistos para turistas e empresários brasileiros. Entre as medidas está a possibilidade de que brasileiros “de baixo risco” sejam dispensados da entrevista ao renovar a permissão de entrada.

Durante o encontro dos presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff, ontem, Obama lembrou a intenção do governo americano de aumentar em 40%, ainda neste ano, a capacidade de processamento de vistos no Brasil.

O Brasil também deve facilitar as viagens dos cidadãos americanos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, “os presidentes revisaram a implementação de medidas para facilitar o fluxo de turistas e executivos entre os dois países”.

A possibilidade de dispensar os brasileiros da exigência de visto ao viajar para os EUA -e a retribuição do benefício aos americanos- também foi discutida.

Segundo o Itamaraty, Obama e Dilma se comprometeram a atuar em “estreita colaboração” para essa meta, que requer taxa de vistos negados em 3%. Hoje, são 4%.

Nos três primeiros meses de 2012, a missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil processou 296.637 pedidos de visto, 56% mais do que de janeiro a março de 2011. Em 2010, o total de visitantes brasileiros nos EUA saltou 34%.

Rodovias mineiras: gestão deficiente do PAC

Obra rodoviária mais cara do PAC em Minas já apresenta problemas. Gestão deficiente expõe problemas em obras do PAC na BR-262.

Duplicada há nove meses, BR-262 já tem buracos e remendos perigosos

Obra rodoviária mais cara do PAC em Minas, duplicação de trecho da BR-262 já tem problemas

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Caminhão passa em trecho afetado da rodovia: Dnit diz que notificou construtoras para realizar retrabalho (Renato Weil/EM/D.A Press)

A placa que indica velocidade máxima de 100km/h não avisa motoristas sobre o perigo logo adiante. No meio de uma descida do trecho duplicado da BR-262, concluído em julho do ano passado, há degraus em forma de rampa. Os carros que passam por cima desse obstáculo, um remendo de buraco malfeito, saltam mais de um palmo de altura do chão. Um caminhão de tijolos que passou sem frear chacoalhou tanto que pedaços da carga de cerâmica espirraram sobre a pista. Caíram também montes de carvão, pedras e outras mercadorias. O problema no quilômetro 369, em Mateus Leme (Região Metropolitana de BH), não é isolado. Nove meses depois de ser duplicado por R$ 400 milhões – obra rodoviária mais cara do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Minas – o trecho da BR-262 entre Betim e Nova Serrana já apresenta buracos, erosões e outras armadilhas para quem trafega pela rodovia.

A reportagem do Estado de Minas percorreu o trecho de 84 quilômetros duplicado e encontrou pelo menos 12 locais com problemas, dos quais apenas três recebiam reparos por parte de operários das empresas contratadas para fazer manutenção. No quilômetro 369, os degraus formados por um remendo mal aplicado que ocupou as duas pistas já causou acidentes, segundo caminhoneiros que trafegam pelo trecho. “Não passa um dia sem que um carro perca o controle ali”, diz o caminhoneiro Ingres de Oliveira, que faz o percurso diariamente transportando laticínios de Pará de Minas para o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Vitória. “É uma vergonha você descer um declive desses, encontrar um buraco numa estrada que acabaram de fazer e não ter nem sinalização para o perigo”, acrescentou. Marcas de freadas na direção da mureta de proteção, cargas no acostamente e peças de carros espalhadas indicam a ocorrência de acidentes no trecho.

 ( Renato Weil/EM/D.A Press)

Há mais problemas. Ao longo dos quilômetros 371, 379, 381, 384, 387, 392, 396 e 424, os aterros que sustentavam a estrada foram tragados pelas enxurradas. A camada de asfalto do acostamento, sem sustentação, ficou à beira de despenhadeiros, matas e fazendas. Três deles apresentavam marcas de tratores nas proximidades, indicando que vinham sendo monitorados. Em outros havia barreiras de asfalto juntado em volta do buraco para que a água das chuvas não piore a situação e termine de levar a fundação da rodovia. Mas em três locais essas barreiras cederam, interditando partes do acostamento e ameaçando a pista de rolamento.

No trevo de Igaratinga, operários fazem reparos por causa de dois grandes buracos. O movimento de trabalhadores e máquinas nas duas pistas do sentido Belo Horizonte obriga o tráfego a fluir pelo acostamento. Caminhonheiros reconhecem que a duplicação era fundamental e diminui o risco da pista, mas não se conformam com problemas tão pouco tempo depois da obra. “Tinha muitos acidentes feios, com mortes e gente machucada. Isso diminuiu”, reconhece o caminhoneiro Oswaldo Antônio dos Santos, de 56 anos, 35 deles rodando pela estrada na rota Pará de Minas-Belo Horizonte. “Mas a conservação está um horror. Menos de um ano depois e ela (a rodovia) já está terrível de novo”, observa. Para o engenheiro e consultor Frederico Rodrigues, em menos de um ano “não é normal que uma estrada como a BR-262, que acabou de ser restaurada e duplicada, apresente esses problemas.”

Como o EM mostrou na última quarta-feira, há problemas na manutenção das rodovias federais que passam por Minas. Dos 96 editais de manutenção e projetos ativos no Departamento de Infraestrutura de Transporte (Dnit) desde 2009, apenas 40 (41,7%) foram contratados. As rodovias com mais trechos sem contrato são a BR-365, com nove, BR-265, com seis, e BR-381, com quatro. Para a BR-262, havia dois contratos abertos sem definição de empresa vencedora e contrato firmado para manutenção do pavimento. Enquanto isso, ampliações e restaurações para concessões de estradas como as BRs 116 e 040 não são aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por inconsistências nos projetos.

A assessoria do Dnit informou que a autarquia considera que “o serviço, no geral, está bom”. O departamento afirma que os locais que apresentaram defeito foram motivo de notificação às construtoras, “de modo a realizarem o retrabalho”. Ainda segundo o órgão, no caso do trevo de Igaratinga, a obra não foi executada porque a empresa responsável apresentou documento em que afirma passar por recuperação judicial. “A Superintendência do Dnit em Minas providenciará de imediato a recuperação e cobrará judicialmente da empresa”, afirma a autarquia.

Palavra de especialista

FREDERICO RODRIGUES, DOUTOR EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES E DIRETOR DA CONSULTORIA IMTRAFF

Pavimento deveria durar mais

“Não é normal uma estrada restaurada há pouco tempo apresentar muitos problemas. O pavimento de uma via é calculado em função de um parâmetro chamando número N, que é a estimativa de todo o fluxo de veículos pesados que vão passar em um determinado período. Geralmente os pavimentos são dimensionados para que durem 10 ou mais anos. Assim, o que pode estar acontecendo na estrada é o dimensionamento ter sido feito de forma errada. Ou seja, o cálculo pode ter levado em conta menos veículos e por isso o pavimento está sendo danificado. Pode também ter sido feito o cálculo para um período curtíssimo, o que particularmente duvido. Os veículos que estão trafegando pela rodovia podem estar com peso acima do permitido, aproveitando que não há balanças de fiscalização. Mesmo com um dimensionamento certo, se a execução não foi adequada, seja por procedimentos mal executados ou material utilizado, isso pode ocorrer.”

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/04/07/interna_gerais,287499/duplicada-ha-nove-meses-br-262-ja-tem-buracos-e-remendos-perigosos.shtml

Aécio Neves: senador defende ampliação do TRT em Minas

Aécio Neves: senador votou um projeto que cria 21 novas varas do Trabalho em Minas Gerais. Oito vão ser em Belo Horizonte.


Senador Aécio Neves vota a favor da ampliação do TRT de Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves votou, nesta quarta-feira (04/04), a favor do projeto que amplia o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais (3ª Região). O projeto de lei (PLC 4/2012), de autoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e vai ser apreciado pelo plenário.

De acordo com o projeto, serão criadas 21 novas varas do Trabalho em Minas Gerais, sendo oito em Belo Horizonte e 13 no interior. Para isso, serão criados ainda 13 cargos de juiz de Tribunal e 21 de juiz do Trabalho, além de cargos de analistas e técnicos para atuarem na 3ª Região do TRT.

“”Essa é uma posição do Tribunal Superior do Trabalho, já corroborada pelo Conselho Nacional de Justiça. Há um consenso sobre a necessidade de ampliação dessas varas em Minas Gerais. Elas estão distribuídas do ponto de vista técnico adequadamente, até por proposta do TST, na capital e em várias cidades do interior. Espero que essa matéria possa ter aprovação unânime dos senhores senadores””, afirmou o senador Aécio ao defender a proposta na CCJ. A relatoria do projeto foi do senador Clésio Andrade.

Governo Anastasia: governador atrai empresa de Semicondutores

Antonio Anastasia: governador aposta em inovação e tecnologia para atrair empresas de microeletrônica para o Vetor Norte de Belo Horizonte.

Fábrica de semicondutotres que vai se instalar em MG será lançada na terça

A fábrica, que já tem licença de instalação aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), funcionará no km 509 da BR-040

Fonte: Frederico Bottrel – Estado de Minas

Modelos de semicondutores, fabricados em Seul, que serão produzidos pela CBS (REUTERS/Hynix/Handout )

Modelos de semicondutores, fabricados em Seul, que serão produzidos pela CBS

A participação acionária que deve investir R$ 500 milhões na fábrica da Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), será conhecida na terça-feira, em evento oficial no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença da presidente Dilma Rousseff, segundo o governador Antonio Anastasia. Até o momento, fontes ligadas às negociações confirmam a presença do grupo EBX, do bilionário Eike Batista. Outros investidores são mantidos em segredo, mas a participação do governo de Minas e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também é certa.

“Esse projeto vem de nove anos de discussões, é muito bom que ele aconteça agora”, comenta a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, indicando que novos parceiros ainda não foram divulgados por se tratar de empresas de capital aberto. Nesses casos, os acionistas devem ser comunicados em primeiro lugar, antes do anúncio oficial na semana que vem. Especula-se que dentre os investidores esteja o presidente da WS Consult, o ex-presidente da Volkswagen no Brasil Wolfgang Sauer.

A fábrica de circuitos eletrônicos, que já tem licença de instalação aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), funcionará no km 509 da BR-040 e deve gerar 288 empregos diretos. O empreendimento é considerado passo fundamental na consolidação do polo tecnológico do Vetor Norte da Grande BH e essencial na abertura de um mercado nacional ainda inexistente. As licitações para construção de novos acessos ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, anunciadas esta semana, são mais um indicativo da estratégia de tornar o vetor um polo fabril.

A construção da unidade tem previsão de duração de dois anos. O início das operações está previsto para dezembro de 2013. A unidade terá capacidade de produção de 1.080 wafers/mês (assim são chamadas as fatias finas, redondas, de material semicondutor, com diâmetro entre 6 e 12 polegadas). A previsão é de que a unidade industrial seja instalada em área total de 160 mil metros quadrados. A chegada da CBS deve atrair outras empresas de microeletrônica, característica do segmento tido como principal insumo do chamado “novo paradigma técnico-econômico”, justamente por gerar progresso técnico generalizado na cadeia produtiva.

Por isso, a consolidação dos planos para a CBS reforça as especulações quanto aos investimentos da taiwanesa fabricante de iPads Foxconn (R$ 4,1 bilhões) e da portuguesa Nanium (R$ 200 milhões), de semicondutores, no estado. A Nanium, inclusive, fecharia suas operações em Portugal e transferiria a fábrica para o Brasil, segundo fontes ligadas às negociações. O mesmo Eike Batista, que aparece como sócio confirmado da CBS, já avisou que investirá na planta fabril da Foxconn em Minas, com foco em produção de telas para iPad, o tablet da Apple – embora a gigante taiwanesa e o grupo EBX declinem qualquer comentário.

Os rumores de mercado apontam a pequena Funilândia, na Região Central, como alvo do investimento da fábrica de displays para tablets. Os executivos da Foxconn sobrevoaram a região e prospectaram terrenos pessoalmente em outubro do ano passado. A estruturação do polo tecnológico em torno do aeroporto de Confins objetiva dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, em período de duas décadas – de R$ 287 bilhões (dados de 2009) para R$ 574 bilhões.

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2012/03/29/internas_economia,286060/fabrica-de-semicondutotres-que-vai-se-instalar-em-mg-sera-lancada-na-terca.shtml

Folha: Lobista de Lista de Furnas é preso

Novo pedido de prisão foi aceito pela Justiça, a polícia alega que Monteiro ameaçou testemunhas. Prisão ocorreu por acusação de estelionato.

Pivô da ‘lista de Furnas’ é preso de novo em MG acusado de estelionato

Lobista divulgou, em 2006, políticos que teriam recebido doação eleitoral da estatal

Lista de Furnas: Nilton Monteiro

O lobista Nilton Monteiro, pivô do episódio conhecido comolista de Furnas, foi novamente preso no último dia 18, em Belo Horizonte, sob a acusação de estelionato em uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Esse caso não está ligado ao da lista. Monteiro, que responde a cinco processos e inquéritos criminais em Minas, nega todas as acusações.

No novo pedido de prisão aceito pela Justiça, a polícia alega que Monteiro ameaçou testemunhas. Seu advogado, Rui Pimenta, nega.

Monteiro ficou conhecido em 2006, quando divulgou um documento com nomes de 156 políticos que supostamente teriam recebido dinheiro da estatal federal Furnas Centrais Elétricas para suas campanhas eleitorais em 2002, o que é ilegal.

A autenticidade da “lista de Furnas“, porém, nunca foi comprovada. A Polícia Federal investigou o caso e remeteu o inquérito para o Ministério Público Federal no Rio, onde fica a sede de Furnas.

Recentemente, a Procuradoria ofereceu denúncia à Justiça. Como o inquérito corre em segredo de Justiça, a assessoria do Ministério Público não informou quem são os denunciados e nem se a Justiça acatou a denúncia.

Os políticos citados na “lista de Furnas” dizem que se trata de documento falso produzido por Monteiro.

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), um dos citados na lista, diz que a prisão de Monteiro reforça seus argumentos de que é vítima. “Os fatos mostram que eu tinha razão”, disse.

Fonte: Paulo Peixoto – Folha de S.Paulo

Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/32712-pivo-da-lista-de-furnas-e-preso-de-novo-em-mg-acusado-de-estelionato.shtml

Lobista e fraudador da Lista de Furnas volta a ser preso

Nilton Monteiro foi encaminhado para o Ceresp, onde permanece à disposição da Justiça. lobista é alvo de quase 100 processos judiciais.

 

Lobista é preso por ameaçar testemunhas de processo

Nilton Antônio Monteiro é alvo de quase 100 processos

O lobista e fraudador Nilton Antônio Monteiro voltou a ser preso na tarde deste sábado (17). Desta vez, ele foi detido em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, porque estaria ameaçando testemunhas em um dos processos ao qual é acusado. No total, o lobista é alvo de quase 100 processos judiciais.

A Polícia Civil informou que Monteiro foi preso por equipes do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) em cumprimento de mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Ele foi levado para o Centro de Remanajamento de Prisional (Ceresp) São Cristóvão, na região nordeste da Capital, e deve ser apresentado à imprensa na próxima segunda-feira (19).

O lobista é suspeito de operar um grande esquema de achaque a poderosos dos meios político e empresarial, num montante de R$ 300 milhões, com o auxílio de recibos supostamente forjados de “consultoria”.

Fonte: Hoje em Dia – http://www.hojeemdia.com.br/minas/lobista-e-preso-por-ameacar-testemunhas-de-processo-1.420764

Aécio Neves: senador consegue liberação de R$ 80 milhões do BID para segurança pública

Aécio Neves: senador obtém dinheiro para prevenção à criminalidade. BID considera Minas modelo de gestão eficiente. Minas é referência.

O senador Aécio Neves considerou adiantadas as negociações com o Banco Interamericano de Investimento (BID) para liberação de US$ 80 milhões de investimentos para segurança pública em Minas.

Em entrevista após a reunião com dirigentes do BID, nesta terça-feira, em Washington (EUA), o senador disse que os recursos poderão ser liberados no final do ano, cumpridas as exigências para o financiamento.

Os recursos deverão ser destinados para projetos de prevenção à criminalidade, como os Centros de Prevenção à Criminalidade e projetos Fica Vivo!, de Penas Alternativas e Mediação de Conflitos; melhoria da inteligência das polícias e capacitação de servidores; implantação de delegacias modelo, adequação e construção de centros socioeducativos para jovens infratores; e para o projeto de Segurança na Copa, entre outros.

Aécio Neves: Senador – O que ficou acertado na negociação com o BID?

Em primeiro lugar eu quero dizer que tive a honra de, a pedido do governador Anastasia, participar de mais esta rodada de negociações com o BID que já vem sendo parceiro nosso desde o início do meu governo. Desde 2004, o BID é parceiro de Minas Gerais em investimentos de infraestrutura, onde destacaria o Proacesso.

Eu tenho alertado aos organismos internacionais que esta parceria é essencial já que há no Brasil uma omissão muito grande do governo federal na área de segurança pública, seja a partir do Fundo Nacional de Segurança ou do Fundo Penitenciário. Por isso se faz extremamente relevante que possamos ter, a complementar os recursos do Orçamento Estadual, recursos de organismos internacionais para, de alguma forma, cobrir esta omissão do governo federal.

Aécio Neves: Senador – Como estão as negociações?

Já estamos com negociações avançadas, alguma coisa em torno de R$ 150 milhões, cuja liberação poderá ocorrer entre dezembro deste ano ainda, de 2012, e janeiro do ano que vem. São recursos que, em grande parte servirão para uma ação preventiva na área de segurança pública. Teremos um incremento do Fica Vivo!, levando-o a outras regiões do estado de Minas Gerais, portanto a outras cidades, já que os resultados são extremamente positivos. Com esses recursos estaremos investindo também na capacitação dos servidores do nosso sistema prisional, na criação de novos Centros Integrados para Adolescentes, os CIAS, que têm sido uma demanda muito grande de outras regiões do Estado. Vamos construir centros socioeducativos também em Belo Horizonte, Região Metropolitana e em outras cidades do Estado. Enfim, um conjunto de ações e políticas para a cidadania, mas, sobretudo, no campo preventivo. Além de algumas parcerias com o Ministério Público de Minas Gerais. Portanto, são recursos expressivos.

As negociações estão na sua fase final, depende agora apenas da liberação do governo federal para que este limite de negociação seja aprovado e possamos internar esses recursos em Minas Gerais a partir do final do ano.

Aécio Neves: Senador – Minas é hoje um modelo de Gestão Eficiente?

E é sempre muito bom ouvir, como ouvi hoje dos principais dirigentes da instituição que Minas Gerais é, para eles, um modelo de gestão eficiente. Foram várias as intervenções dos dirigentes do banco demonstrando que Minas Gerais, no campo da gestão pública, é pioneiro e exemplo para outros estados brasileiros, mas em especial para outros países do mundo.

Mais uma vez, os diretores do banco ressaltaram que Minas Gerais é o estado que melhor aplica os recursos do banco. Todas as liberações, todas as autorizações foram integralmente aplicadas pelo Estado.

Fonte: Assessoria de imprensa do senador Aécio Neves

Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/03/aecio-neves-negocia-com-bid-novos-recursos-para-seguranca-em-minas/

Aécio Neves: senador dá início ao trabalho para ampliar oposição

Aécio oposição

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

Aécio põe em curso estratégia de atrair partidos da base de Dilma

Aécio Neves: senador prepara seminário em Pernambuco sobre Segurança Pública com a presença do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012 / Renato Cobucci/Hoje em Dia/Folhapress - 5/3/2012Pressionado por aliados a assumir sua candidatura a presidente da República em 2014, agora que seu principal adversário interno, José Serra, está – em tese – fora da disputa, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prefere adiar sua entrada em cena. Nos bastidores, no entanto, sua pré-campanha está em curso. Um de seus objetivos é seduzir a base política da presidente Dilma Rousseff.

O senador já iniciou conversas com partidos da base do governo para tentar atraí-los para sua futura candidatura. Dois anos e sete meses antes das eleições, o movimento envolve diálogos com lideranças do PSB, PSD, PDT e do PMDB, segundo interlocutores de Minas Gerais bastante próximos do senador.

“Tenho que contar com o desgaste da base do governo”, disse o próprio Aécio em uma conversa reservada no começo da semana, conforme apurou o Valor. Nas palavras de um parlamentar de seu grupo, o objetivo dessas aproximações iniciais é “fraturar” a base do governo e formar um arco maior de apoio, aumentando a musculatura de sua candidatura.

A face pública de sua pré-candidatura passa por uma agenda de viagens pelo Brasil que deve começar nas próximas semanas. Ele prestigiará candidatos a prefeito do PSDB e de partidos aliados pelo país. Mas estará também de olho nos possíveis ganhos que as viagens poderão trazer para seus planos em 2014.

“[As viagens] não deixam de ser uma possibilidade de reduzir o desconhecimento que as pessoas têm sobre mim no Nordeste e Norte, principalmente”, disse o senador a um interlocutor em Belo Horizonte ouvido pela reportagem. “Vou rodar o país pelas eleições municipais.”

Tucanos dizem que já contam mais de uma centena de convites feitos a Aécio por políticos que disputam as eleições este ano. O comando do PSDB mineiro, no entanto, quer aliviar a agenda dele em Minas, onde tem um eleitorado fiel.

“Temos que ajudá-lo, racionalizando o número de compromissos no Estado. Ele precisa ser mais conhecido país afora. Tem que privilegiar outros Estados, mas com foco nas eleições municipais. Como potencial candidato a presidente – e independentemente disso – como líder da oposição, ele tem de atender aos compromissos nas capitais e nas maiores cidades pelo Brasil”, disse o presidente do diretório estadual, o deputado federal Marcus Pestana.

Fora do calendário eleitoral, Aécio está preparando outro palco antes de outubro. Será um seminário do PSDB em Pernambuco que terá a segurança pública como tema. O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (2002 a 2010) – cuja política de segurança levou a um enfraquecimento dos grupos armados no país – foi convidado e só falta definir uma data para fechar a participação. Os tucanos estão conversando também com ex-integrantes da equipe do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, que se notabilizou nos anos 90 pela política de “tolerância zero” contra a criminalidade.

Segurança é um dos temas a que Aécio quer dar relevo no projeto que o PSDB pretende apresentar como alternativa ao PT. O que ele tem dito é que antes de definir um nome, é preciso saber o que o candidato do PSDB levará para a campanha. E que as eleições municipais ajudarão a moldar esse discurso. “Até o fim do ano vamos definir projetos objetivos”, tem dito o tucano.

As linhas gerais do projeto tucano com que Aécio trabalha são saúde, segurança e gestão com resultado.Os tucanos ligados a ele defendem que o partido precisa desmontar o que dizem ser a aparente boa gestão do PAC, atacar o que chamam de aparelhamento do governo pelo PT, o que consideram ser a omissão do governo na saúde, e defender a flexibilização do currículo nas escolas de acordo com cada região do país.

Aécio tem dito que vai voltar a defender prévias (como fez em 2010) por julgar que esse é um modo eficiente de mobilizar seu partido. Na sua opinião, o ideal é que a decisão interna seja tomada até dezembro de 2013, o que daria tempo para o candidato trabalhar alianças.

A pressão para que assuma publicamente sua candidatura extrapola o PSDB e mobiliza aliados como o DEM. “Tenho que acalmar meus aliados e não assumir uma candidatura agora sob o risco de me desgastar”, disse Aécio esta semana ao interlocutor em Minas ouvido pela reportagem.

Mas numa reunião com presidentes estaduais de sete partidos aliados (PP, PR, DEM, PV, PSD, PTB e PPS) do governador tucano de Minas, Antônio Anastasia, ocorrida segunda-feira em Belo Horizonte,Aécio falou mais à vontade como candidato à Presidência, contou um dos participantes à reportagem.

“Ele falou da importância de os partidos da base em Minas estarem bem unidos nas eleições deste ano para ele poder mostrar os resultados como um bom exemplo para o país nas eleições presidenciais, para mostrar o que ele construiu e de onde ele vem”, disse um político mineiro veterano e que há anos é amigo de Aécio. “É a primeira vez que eu o vejo falando como candidato”.

O mesmo político, que conversou com a reportagem sob a condição de não ser nomeado, descreve assim a movimentação atual de Aécio por partidos da base de Dilma. “Ele tem falado com os partidos da base, sobretudo com Pernambuco [o governador Eduardo Campos, do PSB]. No PMDB, até com o [senador José] Sarney, por causa do avô dele.” Sarney foi o primeiro presidente civil após duas décadas de governo militar. Eleito vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, assumiu o posto após a morte do avô de Aécio.

Marcus Pestana, deputado federal e presidente do diretório estadual do PSDB em Minas, vai mais longe: “Aécio está se movimentando nos bastidores com o PSB, PSD, PDT e o PMDB. Pauta-se pelo elementar: quem tem 50% mais um dos votos, ganha. E por isso tem de atrair parte do eleitorado da Dilma. Para o êxito de seu possível projeto futuro, é preciso atrair parte das forças políticas e também do eleitorado.”

Todos esses movimentos, continua Pestana, não são públicos porque envolve governistas da base de Dilma e porque, segundo diz, governo faz um acompanhamento “policialesco” sobre esse tipo de contato.

Uma exceção talvez seja Eduardo Campos, presidente do PSB. Campos ajudou a eleger Dilma e seu partido integra a base de seu governo. Os dois conversaram no fim de semana, sobre as eleições municipais em São Paulo – onde o diretório local quer apoiar Serra – e sobre outros temas, segundo Pestana.

Os tucanos próximos a Aécio notam que ele não precisa fazer muito esforço para seduzir integrantes de legendas que são hoje pró-governo. Dizem que já há um grande desgaste na base do governo nesse um ano e pouco de administração. O caso do PMDB – que nesta semana divulgou uma carta assinada por dezenas de parlamentares manifestando desagrado com o papel do partido no governo – é citado por aliados de Aécio como emblemático.

Senador Aécio Neves: “sucessão de equívocos tem sido uma marca das últimas decisões do ex-ministro Patrus”, comentou

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

O Patrus disse que não subirá em palanque onde o senhor estiver na eleição municipal de Belo Horizonte. O senhor tem problema em subir no palanque com ele?

Na verdade, nossos palanques são diferentes sim. O palanque do ex-ministro tem sido o palanque do ex-governador Newton Cardoso, do candidato Hélio Costa nas últimas eleições. Temos que compreender, mais do que o que diz o político, porque ele diz. Compreendo as declarações do Patrus, porque no momento em que ele muda de posição, e muda de forma tão vigorosa de posição, ele era contra a candidatura de Marcio Lacerda, para apoiá-la, ele de alguma forma paga um pedágio interno. Por mais que possa haver alguma incoerência nessas declarações. Porque ele critica o meu governo, a  sua ação social, no momento em que anuncia o apoio ao secretário de Desenvolvimento do meu governo. Portanto, não tenho dúvidas de que ele é bem-vindo na nossa aliança. E tem que vir com o mesmo desprendimento que nós temos. Estamos com Marcio Lacerda porque acreditamos, efetivamente, que ele pode continuar a fazer um belíssimo trabalho em Belo Horizonte ao lado do governador Anastasia. Mas, todos aqueles que quiserem mudar sua opinião e vir conosco, rever sua posição, devem vir com a humildade daqueles que se equivocaram no passado. E a sucessão de equívocos tem sido uma marca das últimas decisões do ex-ministro Patrus.

Não apenas na questão eleitoral, até porque o resultado em Belo Horizonte da chapa da qual ele participou foi pífio. Tiveram 22% dos votos em Belo Horizonte. Porque é uma figura que fez parte da história da cidade e ele, assim como qualquer outro cidadão belo-horizontino, é bem-vindo na nossa aliança.

Belo Horizonte pode ganhar fábrica da Foxconn de computadores e componentes eletrônicos, empresa é fabricante dos iPads da Apple

Fonte: Geórgea Choucair – Estado de Minas

Minas na rota da Foxconn

A taiwanesa Foxconn, que fabrica os iPads da Apple, deverá montar mais cinco fábricas no Brasil, além da já anunciada planta para a produção de telas de cristal líquido. A informação é do secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Júlio Semeghini. Segundo ele, estão previstas fábricas de gabinetes para notebooks e PCs, componentes eletrônicos, conectores, baterias e de elementos de mecânica de precisão.

O Vetor Norte, na Grande Belo Horizonte, está na rota para receber o empreendimento, que pode ganhar investimentos superiores a US$ 4 bilhões, segundo fontes do setor. O investimento é um dos maiores do país na área de tecnologia da informação.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai coordenar as negociações com a Foxconn. Ele destacou que a disputa pelas plantas industriais envolvem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraná. As chances de o megaempreendimento desembarcar em Belo Horizonte aumentaram depois que Berry Goo, o diretor-executivo da Foxconn, esteve na capital. Se a fábrica da Foxconn desembarcar no Vetor Norte, vai ser o marco do divisor de água na região, que aposta na alta tecnologia para alavancar os negócios.

Semeghini informou que está aguardando os executivos voltarem das comemorações do ano-novo chinês para que as negociações sobre a nova fábrica sejam finalizadas. A Foxconn já recebeu do governo federal os benefícios fiscais para produzir tablets no Brasil. Segundo portaria publicada em 25 de janeiro no Diário Oficial da União, a empresa terá direito aos benefícios previstos no decreto 5.906 de setembro de 2006. A determinação prevê isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins para empresas que invistam em atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos de tecnologia.

Economia a todo vapor – três cidades mineiras estão entre as 50 que mais empregam no país

Trabalho. Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia foram destaque
Fonte: Juliana Gontijo – O Tempo

MG tem três cidades entre as que mais empregaram

Das que mais demitiram, 4 são mineiras, entre elas Ipatinga e Jeceaba
Três cidades de Minas Gerais estão entre as 50 que mais contrataram no país no ano passado, segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia foram os destaques positivos. O saldo da capital mineira foi de 55.091 novos postos de trabalho, o que garantiu o terceiro lugar no país. As duas primeiras colocadas foram São Paulo (205.928) e Rio de Janeiro (101.421).

De acordo com a Secretaria Municipal Adjunta de Trabalho e Emprego (SMATE) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a vocação econômica do município, com forte predominância dos setores de comércio e serviços, ajudou no resultado de 2011. Essas atividades respondem por cerca de 55% da mão de obra empregada em postos de trabalho formal na cidade.

Para a equipe gerencial da secretaria, além do desempenho dos segmentos de comércio e serviços, o aquecimento da construção civil, o cenário de cidade-sede das copas das confederações e do mundo pode ser entendido como algumas das justificativas para a posição de destaque da capital mineira nas contratações em 2011.

Belo Horizonte manteve a terceira posição na geração de empregos. Em 2010, o saldo foi mais generoso, com 79.519. O recuo no ano passado frente o resultado de 2010 foi de 30,7%.

Depois de Belo Horizonte, o destaque em Minas foi Uberlândia, no Triângulo, com a diferença entre contratações e demissões de 11.080 empregos. Em 2011, o município ocupou a 20ª posição no ranking.

O presidente da regional do Paranaíba da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Pedro Lacerda, confirma o bom momento na geração de vagas em 2011. “Foi um ano positivo para o emprego na cidade. O resultado divulgado pelo Caged foi impulsionado pela construção civil e pela cadeia produtiva da alimentação. Afinal, a cidade é um polo importante do agronegócio mineiro”, analisa.

Outra cidade mineira com resultado positivo foi Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, um dos polos industriais do Estado, com a 26ª posição no país e saldo de 9.097 empregos.

Já Ipatinga, no Vale do Aço, teve o quarto pior desempenho no território nacional (-2.251), resultado já aguardado pela prefeitura da cidade, conforme informou a assessoria de imprensa.

O economista Ofir Viana Filho observa que o perfil econômico interfere na geração de vagas. “Os setores respondem de forma diferente à crise e aos incentivos. Há cidades que dependem mais do mercado externo do que outras em razão do seu perfil econômico”, diz.

Jeceaba, Além Paraíba, Ibirité e Nova Serrana foram outros municípios que estão no ranking das 50 cidades que mais demitiram em 2011.

Renda e emprego na Grande Belo Horizonte está em alta e região é a que mais cresce no país, revela 2º pesquisa global de crescimento

Fonte: Frederico Bottrel – Estado de Minas 

Grande BH lidera ranking de crescimento no Brasil Lista de instituto dos EUA mostra que avanço da região metropolitana foi o maior do país. Com renda e emprego em alta, capital dá salto da 39ª para a 28ª posição entre 200 no mundo

Com base no PIB per capita, estudo do Bookings Institution destacou capital e cidades do entorno (Sidney Lopoes/EM/D.A Press %u2013 24/6/09)
Com base no PIB per capita, estudo do Bookings Institution destacou capital e cidades do entorno

Por um lado, grande parte do mundo vai abaixo. Por outro, a Grande Belo Horizonte se destaca entre as cidades brasileiras com o melhor desempenho no ranking global de crescimento. A lista das 200 regiões metropolitanas que mais cresceram no planeta, entre 2010 e 2011 – Global MetroMonitor – foi divulgada pelo Brookings Institution, de Washington (EUA). O quadro de crise na Zona do Euro e nos Estados Unidos baixou o nível de áreas metropolitanas nesses países. A lanterna, por exemplo, está com Atenas, devido aos retrocessos nos níveis de renda e emprego na Grécia.

Critérios como renda e emprego são justamente o que o Brookings considera para determinar o crescimento. Na lista, a Região Metropolitana de Belo Horizonte aparece na 28ª posição, à frente de Brasília (34ª), São Paulo (37ª), Rio de Janeiro (42ª) e Porto Alegre (50ª). Brasília despencou na lista, da 16ª posição no estudo feito entre 2007 e 2010, para a 34ª na pesquisa de 2010-2011. O mesmo se passou com o Rio de Janeiro, que foi de 24º para 42º. Por outro lado, Belo Horizonte deixou a capital paulista para trás, subindo do 39º lugar para o 28º, enquanto São Paulo perdeu apenas uma posição em relação ao estudo anterior, para a 37ª. Porto Alegre avançou da 60ª para a 50ª.

No top 10, quatro cidades chinesas (começando pela campeã Shangai), três turcas e duas árabes. A outra que aparece entre as 10 mais dinâmicas é Santiago, no Chile. É justamente um olhar para os vizinhos mais próximos que pode causar mais inveja. Na comparação com a América Latina, o posicionamento das cidades brasileiras no ranking está abaixo do desempenho registrado em capitais como a chilena (9), Buenos Aires, na Argentina (16), e Lima, no Peru (25).

Uma das pesquisadoras responsável pelos dados, Emilia Istra, minimizou a rivalidade, em conversa por telefone com o Estado de Minas: “Seria muito mais interessante perceber o potencial de colaboração que pode vir a partir daí. A taxa de crescimento no emprego que vocês têm em Belo Horizonte, por exemplo, é algo que nós, aqui (nos EUA), morreríamos para ter”.

De acordo com ela, as regiões metropolitanas são as principais engrenagens da economia, impactam e refletem os dados nacionais. “O Chile e a Argentina cresceram mais que o Brasil no último ano. A desaceleração da economia brasileira é fato, mas é preciso lembrar que a base de vocês em 2010 era muito forte; o PIB per capita da RMBH, variou, naquele ano, 9%. É um ritmo de crescimento muito intenso, difícil de manter”.

Mesmo assim, ela destaca, os números “não são nada de se jogar fora”, especialmente em tempos de recessão em economias como a europeia e a americana. “Nesse sentido, é interessante perceber que se regiões metropolitanas são tradicionalmente molas propulsoras das economias nacionais, percebemos em cenário de recessão que desempenhos como os das cidades brasileiras, todas dentre as 50 que mais crescem, são lastro para o que há de crescimento global atualmente”.

Com metodologia própria, o instituto tabulou informações coletadas pela consultoria Oxford Economics e concluiu que a renda na Grande BH, entre 2010 e 2011, variou 3,1% e o emprego 3,2%. A pesquisadora romena radicada nos EUA explica que as conclusões relativas a 2011 são estimativas: “Coletamos dados de escritórios estatísticos locais das 200 áreas pesquisadas, e os números mais recentes são projetados a partir da taxa de crescimento esperada”.

Saiba mais

Que instituto é esse?

O Brookings Institution é uma organização sem fins lucrativos de políticas públicas, baseada em Washington, nos Estados Unidos, dedicada a estudos de ciências sociais, economia global e políticas metropolitanas. Fundado em 1919, como a “primeira organização privada dedicada a analisar questão de política pública em nível internacional”, ganhou renome ao dimensionar a Grande Depressão para o governo do presidente Roosevelt, e em 1948 preparou estudo detalhado para a administração do Programa Europeu de Recuperação. O resultado deu origem ao Plano Marshall.

Com potencial para mais

Na avaliação do Brookings Institution, “a desaceleração na recuperação (econômica) não alterou a contínua ascensão de mercados metropolitanos emergentes como eixo de produção, consumo e negócios”. Na perspectiva do secretário de desenvolvimento de Belo Horizonte, Marcello Faulhaber, a indicação de que 2011 não teve a mesma grandeza que 2010 não parece causar preocupação: “Nos últimos 10 anos a cidade tem crescido à taxa média anual de 12% a 13%, e a RMBH a 15%, 16%. Isso demonstra dinamismo que não se reverte com perda de fôlego eventual”, acredita.

A questão levantada pelo instituto de Washington, está, segundo o professor Kaizo Beltrão, da Ebape/ FGV, não no tamanho da economia, mas no potencial de crescimento. “Regiões como a de Brasília têm muito pouca margem de expansão. Isso coloca Belo Horizonte à frente, com vetores interessantes a serem desbravados, como o eixo Norte, para onde foi deslocada a Cidade Administrativa”.

Em estudo preliminar que indicou que a taxa de emprego na RMBH está acima, proporcionalmente, da registrada na Região Sudeste e também da média nacional, o pesquisador da FGV encontrou coincidência com os dados do Brookings: “É um fator determinante para conduzir o crescimento, assim como a escolaridade”. O trabalho de Beltrão sobre a Grande BH está em fase conclusiva e permitirá comparação com as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro de de São Paulo, onde o estudo já foi desenvolvido.

Os números tabulados desde 1993 pela equipe de Emilia Istra, relativos ao emprego na RMBH, indicam que a curva da região metropolitana mineira sobe mais acentuadamente que as médias do Brasil, da América Latina e bem mais que a média das 200 regiões pesquisadas. “Perceber a importância disso como mola propulsora do desenvolvimento é a chave para identificar gargalos na geração de empregos, e combatê-los”, indica Istra.

Renda No que diz respeito à formatação do critério “renda”, o Brookings trabalha com o controverso índice de PIB per capita. A pesquisa parte do princípio de que a soma da produção dos bens e serviços, mensurada pelo Produto Interno Bruto, será compartilhada igualmente pela população – o que, todos sabem, não é bem verdade. No jogo estatístico que define o divisor, BH leva vantagem.

Dados do último censo do IBGE apontam que os três municípios brasileiros mais populosos continuaram sendo São Paulo (11.253.503 habitantes), Rio de Janeiro (6.320.446) e Salvador (2.675.656). Belo Horizonte (2.375.151) passou a ser o sexto mais populoso em 2010, sendo superado por Brasília (2.570.160) e Fortaleza (2.452.185). “Como critério global, usamos o índice para balizar a comparação, desde que o estudo é feito, em 1993. A maneira que cada uma das economias gerencia sua riqueza é outro problema”, defende-se a pesquisadora do Brookings. (FB)

O exemplo de Santiago

A capital do Chile, morada de cerca de 7 milhões de pessoas, é a mola da economia do país vizinho, respondendo por 40% dos rendimentos nacionais. A cidade (foto) tem se desenvolvido rapidamente nas duas últimas décadas e se recuperou bem da turbulência de 2009. Desde 1993, o PIB per capita aumentou 66% na região metropolitana da capital. Entre 2010 e 2011, o crescimento foi intenso: a renda, segundo o Brookings, avançou 5,7% e o emprego 4,9%. Um terremoto de magnitude 8.8 em fevereiro de 2010 destruiu mais de 200 mil casas, escolas, prédios e rodovias. A reconstrução demandou investimentos de US$ 30 bilhões em infraestrutura – o resultado foi o crescimento de 6,3% em 2011, ainda mais acentudado que no ano anterior.

Ação solidária: Governo Anastasia consegue que Bolsa Família seja pago antecipadamente às famílias atingidas pelas chuvas

BELO HORIZONTE (05/01/12) – O Governo de Minas conseguiu que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) antecipe o pagamento do benefício do Bolsa Família para pessoas que participam do programa e moram nas 52 cidades que decretaram estado de emergência até quarta-feira (4). O pagamento será referente aos meses de janeiro e fevereiro.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), que pediu a autorização em nome do Governo de Minas, trabalha agora para estender a antecipação para os moradores dos 19 municípios que tiveram situação de emergência decretada nas últimas horas. A liberação deve ocorrer nos próximos dias.

Com a antecipação, o pagamento de janeiro e fevereiro que são feitos de forma escalonada, de 25 a 31 de cada mês, será efetuado de uma só vez para todos beneficiários. Em janeiro, o pagamento será no dia 18, e em fevereiro no dia 14. Só nos 52 municípios, mais de 150 mil famílias recebem o benefício, que varia entre R$ 36 (mínimo) e R$ 306 (máximo).

Os moradores que perderam os documentos pessoais e o cartão do Bolsa Família terão que apresentar a “Declaração Especial de Pagamento”, expedida pelas prefeituras, por meio de uma guia individual. A declaração é mensal e servirá para o pagamento do benefício do respectivo mês. Assim, deverá ser emitida vias distintas para o pagamento de janeiro e fevereiro de 2012.

No caso de beneficiário analfabeto, a prefeitura deverá colher impressão digital do cidadão, no lugar da assinatura prevista na declaração. A equipe de assistentes sociais da Sedese  e das 19 regionais também estão fazendo contato com os municípios, para informar sobre a antecipação. Esses funcionários também embarcam para os municípios que foram mais afetados pelas chuvas, onde vão prestar atendimento às vítimas e auxiliar na organização dos abrigos e demais ações.

Municípios já beneficiados

Até o momento, os salários do programa Bolsa Família serão liberados para os cadastrados nos municípios de Mathias Lobato, Espera Feliz, São Sebastião da Vargem Alegre, Vieiras, Dom Joaquim, Leopoldina, Itamarandiba, Jequitinhonha, Faria Lemos, São Domingos do Prata, Alpercata, Abre Campo, Ponte Nova, Formiga , Buritizeiro, Mariana, Florestal, Barra Longa, Acaiaca , Belo Horizonte, Itumirim, Jacinto, Paulistas, Joanésia, Santa Rita de Jacutinga, Pará de Minas, Braúnas, Setubinha,  São João do Oriente, Raposos, Vespasiano, Conceição do Pará, Alagoa, Claro dos Poções, Timóteo, São João da Mata, João Monlevade, Lima Duarte, João Pinheiro, Juatuba, Passabem, São Sebastião do Rio Preto, Poço Fundo, Brasília de Minas, Ibirité, São João Evangelista, Itabirito, Brumadinho, Cipotânea, Raul soares, Congonhas e Guiricema.

O Governo de Minas busca a liberação para os moradores das cidades de Ouro Preto, Ubá, Santo Antônio do Rio Abaixo, Jeceaba, São Pedro dos Ferros, Tarumim, Tumiritinga, Lamim, Itanhomi, Dona Euzébia, Viçosa, Senador Firmino, Conselheiro Lafaiete, Patrocínio do Muriaé, Visconde do Rio Branco, Guaraciaba, Moeda, Senador Modestino Gonçalves e Guidoval.

Sistema de comando de operações é criado pelo Governo Anastasia e prefeitura de Divinópolis

DIVINÓPOLIS (05/01/12) – O Governo de Minas implementou, em parceria com a Prefeitura de Divinópolis, um sistema de comando de operações para avaliar e definir ações de enfrentamento aos danos causados pelas chuvas no Centro-Oeste do Estado. Formado por representantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Defesa Civil municipal, da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e por algumas secretarias da prefeitura, o grupo se reúne diariamente em virtude da elevação do rio Piracicaba, que atingiu cerca de 20 bairros do município e parte da zona rural.

O comandante do 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, tenente-coronel Luiz Matos, explica que o sistema de comando foi criado com o objetivo de avaliar a situação dos órgãos envolvidos e se todos os atendimentos com relação ao período chuvoso estavam sendo realizados. “Classifico esse tipo de ação como indispensável em momentos como o que estamos passando em Divinópolis. O importante é que neste tipo de ação conjunta cada órgão saiba o seu papel”, destacou Matos.

A opinião sobre a importância do sistema de comando de operações também é compartilhada pelo coordenador da Defesa Civil de Divinópolis, Adilson Quadros. “A formação desse grupo facilita o nosso trabalho, diminui custos, aumenta a eficiência e evita que a mesma ação seja feita por dois órgãos ao mesmo tempo. Com certeza, a formação do sistema de comando de operações ajudou para que não tivéssemos nenhuma vítima fatal em nosso município”, frisou Quadros. O município recebe constante apoio do Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec).

Restabelecimento da normalidade

Em Divinópolis, as águas do Rio Itapecerica chegaram a 7,5 metros acima do nível na última segunda (2) e terça-feira (3). De acordo com a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) e o Corpo de Bombeiros, a situação na cidade começou a se normalizar na quarta-feira (4) e nesta quinta-feira (5) e as águas do Rio Piracicaba já se encontram 3,9 metros acima do nível. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há mais regiões alagadas em Divinópolis.

Desde segunda-feira (2), 71 ocorrências foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros no município. “Além de Divinópolis, atualmente estamos com viaturas de prontidão nos municípios de Carmo do Cajuru, Conceição do Pará e também no bairro Jardim Candelária, em Divinópolis”, destacou o tenente-coronel Luiz Matos.

“Continuamos com o trabalho preventivo, já que há previsão de precipitações de cerca de 100 milímetros para o próximo final de semana no município. Buscamos sempre conscientizar a população sobre a importância de se manter alerta e sobre a melhor hora de voltarem para as suas casas”, afirmou o tenente- coronel Luiz Matos, responsável pelo 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Divinópolis.

De acordo com a Copasa, cerca de 70% do município já está com o fornecimento de água restabelecido. A previsão é de que até, nesta sexta-feira (6), 100% do abastecimento de água no município já esteja restituído. Em alguns bairros da cidade, onde a água ainda não foi restabelecida, a Copasa disponibilizou sete caminhões- pipa para atender os moradores. Durante a enchente que atingiu o município 627 pessoas foram afetadas.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia trabalha para consolidar projetos que integram Complexo Aeronáutico na região em torno de Confins

BELO HORIZONTE (05/01/12) – Uma nova história na indústria aeronáutica começa a ser construída em Minas Gerais. A proposta de diversificação da economia – tendo o Complexo Aeronáutico como uma das vertentes – ganhou força dentro do governo e vai integrar pelo menos três secretarias de Estado: Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Desenvolvimento Econômico (Sede) e Educação (SEE). O projeto vem em boa hora, em razão do crescimento da aviação civil no Brasil e no mundo, e tem a parceria do governo federal, por meio de ministérios, universidades, agências de desenvolvimento e centros de pesquisa.

Em meio a discussões e elaboração estratégica de projetos dos cinco polos aeronáuticos e a inclusão de emendas no orçamento da União, a Embraer confirmou a instalação do seu escritório de engenharia e desenvolvimento aeronáutico em Belo Horizonte. Cerca de 100 engenheiros serão contratados até o final de 2012 pela líder na fabricação de jatos comerciais de até 120 assentos. Posteriormente, o escritório da Embraer será transferido para Lagoa Santa, próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), e junto ao Centro de Capacitação e Tecnologia Aeroespacial de Minas Gerais (CCAE), onde também haverá uma escola técnica do Programa Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação.

Em relação à Lagoa Santa, o Governo de Minas faz um resgate histórico, pois a cidade já sediou a primeira montadora de aviões do Brasil no governo de Getúlio Vargas, antes mesmo da criação da Embraer. A empresa operou por poucos anos e fechou as portas numa época em que o país não tinha nenhuma montadora de carros. Hoje, o local abriga o centro de manutenção dos aviões da Força Aérea Brasileira.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, Minas tem vocação desde Santos Dumont e hoje possui uma condição especial com escolas de engenharia aeronáutica, centros de manutenção da FAB e de grandes empresas da aviação comercial, além de indústrias já instaladas. Rodrigues disse que o Governo de Minas lidera a discussão, mas considerou as parcerias do governo federal, prefeituras, empresas, universidades e institutos, como IEAv, imprescindíveis ao Complexo Aeronáutico.

Durante o ano de 2011, pelo menos uma dezena de reuniões colocou em pauta o Complexo Aeronáutico e chegou-se à conclusão de que o projeto deve ser integrado por cinco polos: AITN como a primeira aerotrópolis (cidade-aeroporto) da América do Sul, compreendendo os municípios do entorno de Confins; Itajubá (Sul de Minas), com a ampliação da Helibras, que fabrica helicópteros; Tupaciguara (Triângulo Mineiro) com a chegada da Axis Aerospace, empresa que está concluindo o projeto do Tupã – aeronave civil de seis e oito lugares para o mercado nacional e internacional; Lagoa Santa com o Centro de Capacitação de profissionais técnicos, graduados e pós-graduados; e Goianá com o Aeroporto Regional da Zona da Mata, recém inaugurado pelo governo mineiro e que poderá ser utilizado pela Petrobras na logística do Pré-Sal. Esse aeroporto tem uma pista de 2.500 metros de extensão, adequado para receber aviões de grande porte.

Aerotrópolis como maior polo do Complexo    

A primeira aerotrópolis da América do Sul está dentro do Projeto de Desenvolvimento do Vetor Norte, que se inspira em modelos de sucesso, como Cingapura, Hong Kong, Frankfurt e Miami, entre outros. A ideia passa pela ocupação do aeroporto e de seu entorno com empresas de alta tecnologia, e com a atração de profissionais de classe mundial de diversas áreas. Com voos para todo o Brasil, o AITN deve fechar 2011 com 9 milhões de passageiros, tornando-se o quinto maior aeroporto público do país. O Governo de Minas — em parceria com a Infraero — é responsável pelo projeto executivo do Terminal 2 de passageiros e das obras do aeroporto industrial, bem como a escolha do apoio logístico. Esses processos licitatórios estão em andamento e têm a Secretaria de Desenvolvimento Econômico na coordenação e articulação.

Além do entorno do aeroporto de Confins, a proposta do Governo de Minas também pretende criar três rotas tecnológicas no Sul, Triângulo e Rio Doce/Vale do Aço, a fim de atrair empreendimentos para fabricação de produtos de ponta em segmentos, como eletroeletrônicos, aeroespaciais, software, biotecnologia, nanotecnologia e outros.

Formação de mão-de-obra qualificada

Minas se posiciona bem na formação profissional com uma rede de instituições públicas de ensino e pesquisa de excelência. São 14 universidades públicas estaduais e federais, formando profissionais de reconhecida competência. Existem ainda seis institutos federais e uma rede privada de universidades que apresenta qualidade no ensino. Entre as várias escolas que estão trabalhando com o setor aéreo estão Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A Sectes – por meio da Rede de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e com a SEE – tem projeto de criar 100 polos de educação a distância, o que vai facilitar o ingresso de cidadãos de todas as regiões em diferentes cursos, inclusive os superiores mais demandados pelo mercado.

O ano de 2012 é considerado importante pelo Governo de Minas, principalmente pela consolidação dos projetos que integram o Complexo Aeronáutico de Minas Gerais. A expectativa é de que haja avanços significativos no caminho traçado pelo Estado de fazer a diversificação econômica se transformar em realidade.

Fonte: Agência Minas

Governo Anastasia: Defesa Civil envia caminhões com mantimentos a Guidoval

BELO HORIZONTE (05/01/12) – O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), enviou, na noite dessa quarta-feira (4), dois caminhões com mantimentos para a cidade de Guidoval, na Zona da Mata. A previsão é que o município receba, na tarde desta quinta-feira (5), cestas básicas, colchões, água potável e cobertores enviados.

Devido ao grande volume de precipitações pluviométricas em toda a Zona da Mata, o rio Xopotó transbordou, atingindo Guidoval, município que possui 7.526 habitantes e foi um dos mais afetados pelas chuvas. O governador Antonio Anastasia, após visitar a cidade, nessa quarta-feira (4), determinou aos técnicos do Departamento de Estrada de Rodagem (DER) a imediata reconstrução da ponte sobre o Rio Pomba, destruída pela ação das chuvas. A elaboração do projeto e a empresa responsável pela obra deverão ser contratadas em caráter emergencial. Uma ponte provisória deverá ser construída com a ajuda do Exército.

Anastasia também determinou a melhoria do acesso da estrada que liga Guidoval ao município de Dona Euzébia para garantir a mobilidade dos moradores. “São obras emergenciais e vamos gastar o que for preciso para restaurar, volto a dizer, a normalidade do cotidiano das pessoas”, pontuou o governador.

Ações

Desde outubro de 2011, o Governo de Minas já distribuiu três toneladas de alimentos, 1.720 colchões e 460 cobertores, além de telhas, kits com produtos de higiene pessoal, lonas e roupas para os moradores dos municípios atingidos pelas chuvas. A Copasa já disponibilizou 35 mil copos de água potável para distribuição no Estado.

Para coordenar o conjunto de ações realizadas em todo o Estado, o Governo de Minas lançou, em outubro do ano passado, o Plano de Emergências Pluviométricas (PEP) 2011/2012, que leva em conta o histórico dos períodos chuvosos de anos anteriores, contendo o detalhamento sobre os recursos humanos e logísticos da Cedec e dos demais órgãos envolvidos no enfrentamento ao período chuvoso. As prefeituras de municípios afetados recebem do Estado, ainda, auxílio técnico para produzir a documentação necessária para a comunicação oficial de ocorrências em tempo hábil, tanto na esfera estadual quanto na federal.

Fonte: Agência Minas

Aécio Neves após encontro com governador de Minas Antonio Anastasia faz balanço de 2011 e diz que PT falhou

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Principais trechos da entrevista do senador Aécio Neves após encontro com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia

Palácio das Mangabeiras – Belo Horizonte – 23-12-11

Trechos da entrevista

Balanço 2011

“Um ano diferente. Uma nova atividade, uma nova etapa da minha trajetória, agora no Senado. Mas, um ano em que o Brasil continua avançando, fruto de construções feitas ao longo de muitos anos. Mas, do ponto de vista de governo, um ano em que poderíamos ter avançado muito mais no plano federal.

Infelizmente, o ano se encerra sem nenhuma reforma estruturante, sem nenhuma iniciativa que, efetivamente, possibilitasse ao Brasil enfrentar a questão tributária, enfrentar a questão previdenciária, enfrentar a própria reforma do Estado brasileiro. Acho que, do ponto de vista do governo, foi um ano de pouquíssimas realizações.

“O primeiro ano de um governo é o ano de quem vence as eleições. A expectativa se dá em torno daqueles que são cobrados pelas promessas que apresentaram durante a campanha. E aí eu acho que o governo do PT falhou. Inúmeras propostas em torno das grandes reformas não vieram. A agenda hoje necessária para o Brasil é a mesma de 20 anos atrás.

Então, nesse aspecto, o governo passou o ano apenas reagindo. Reagindo às inúmeras denúncias de corrupção, de malfeitos, para usar um termo que a presidente gosta muito. E acabou o governo perdendo foco. Não tivemos espaço para discutir os grandes temas.”

“A oposição, que saiu fragilizada das últimas eleições, aproveitou esse espaço para se reorganizar. Do ponto de vista do nosso partido, O PSDB, estamos vivendo uma nova etapa, o partido se organiza agora, se estrutura de forma mais sólida no país inteiro, fortalecendo seus movimentos internos, de juventude, de mulheres, sindical.

O PSDB está, através dos seminários que começamos a realizar, se preparando para apresentar a nova grande agenda para o Brasil. A agenda que está em curso no Brasil, hoje, é a que foi proposta por nós lá atrás. Da estabilidade, da modernização da economia com as privatizações, do Proer, da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o início dos programas de transferência de renda.

De lá para cá, houve um adensamento desses programas, mas não houve nenhuma novidade, não houve nenhuma proposta nova. Cabe ao PSDB apresentar essa nova proposta para o Brasil dos próximos 20 anos. Já disse e repito, aqui, para encerrar, o PT abriu mão de ter um projeto de país para se contentar exclusivamente em ter um projeto de poder.”

Sobre o ministro Fernando Pimentel

“Tenho um enorme respeito pessoal e amizade pelo ministro Pimentel. Mas, ele, como todos nós que fazemos vida pública, temos que estar sempre prestando esclarecimentos. Não é possível que paire dúvida sobre a conduta de qualquer agente público. Falo, do ponto de vista geral, que há sim uma ação diferenciada do governo quando o ministro é do PT de quando é de algum partido aliado. Isso ficou claro no episódio Palocci e, agora, no episódio do Fernando. Pessoalmente, se pudesse dar a ele uma sugestão, teria dado que ele fosse ao Congresso. Ele é muito bem relacionado no Congresso, poderia, com muita tranqüilidade, explicar essa situação e não deixar dúvida em relação à sua conduta. Houve uma opção política que cabe a mim respeitar, continuo respeitando o ministro Pimentel, mas repito, o PT trata de forma diferenciada os seus em relação aos seus aliados. Isso ficou claro durante este ano”.

Eleições 2012 São Paulo

“Eu hoje estava lendo umas notícias em um jornal de circulação nacional em relação à questão de São Paulo, porque vamos caminhar para as eleições municipais, e há algumas especulações sobre quem o PSDB deveria apoiar e se deveria se aproximar do candidato do PMDB. O que quero dizer é o seguinte: na política tem sempre o fato e as versões. As versões cada um tem a sua, mas o fato concreto é que devemos trabalhar para fortalecer o PSDB e a candidatura do PSDB trazendo o maior número de aliados possíveis para esta candidatura. Mas quem vai conduzir isso é o PSDB de São Paulo. O PSDB de São Paulo não só tem a autonomia, tem a capacidade, tem a liderança necessária para construir essa aliança. No nosso caso, ficamos apenas na torcida e a disposição para ajudar a consolidação da candidatura do PSDB, nada além disso.”

Eleições Municipais BH

“Tenho dito sempre que essa negociação vai ser conduzida pela direção municipal, apoiada pela direção estadual do partido. As conversas estão andando, existem conversas avançadas com o prefeito Marcio Lacerda. Nós, do PSDB, somos de alguma forma responsáveis, ou corresponsáveis, pela eleição do prefeito Marcio Lacerda, que vem fazendo um trabalho sério e correto em Belo Horizonte. E essa aproximação avança. Agora, a  decisão, a forma como essa coligação vai ocorrer. Acho que não há qualquer cogitação de que não seja formal. “Enfim, é uma aliança natural em muitos estados e aqui caminha com alguma naturalidade para ser reeditada. Mas, repito, a decisão será tomada pela direção do partido.”

Eleições 2014 – Aliança PSB e PSDB

“Temos de dar tempo ao tempo. O PSB hoje participa da base de governo, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes. O PSDB tem a responsabilidade de apresentar algo novo para o Brasil. Só vamos conseguir ampliar as nossas alianças se apresentarmos, consistentemente, um projeto que signifique expectativa de poder, um modelo novo para o Brasil. Se conseguirmos fazer isso e o nosso empenho é nessa direção, vamos fazer seminários mensais, agora, a partir do mês de março, em todas as regiões do Brasil. Vamos definir cinco ou seis grandes bandeiras que vão permear, vão emoldurar as nossas candidaturas, inclusive nas eleições municipais, e, a partir de 2013, aí sim, o PSDB tem de dizer com muita clareza o que pensa, o que faria diferente do que está aí, qual modelo de gestão que nós queremos, como vamos enfrentar esse aparelhamento absurdo da máquina pública, com ineficiência e a corrupção aí grassando por todas as áreas, como vamos enfrentar a questão do financiamento da saúde, onde o PT infelizmente não quis que o governo federal participasse com 10%, como vamos requalificar a educação, flexibilizando, por exemplo, o currículo do ensino médio para evitar evasão escolar. Vamos desonerar o saneamento, como prometeu a candidata Dilma, mas a presidente Dilma não tem feito. Como vai ser a questão da segurança pública, como o governo federal entra nisso. Vai continuar contingenciando recursos do Fundo de Segurança e do Fundo Penitenciário como ocorre hoje ou vai agir mais solidariamente com os estados? Então, o PSDB tem que ir definindo, clareando essas suas ideias e, em 2013, vamos ver aqueles que queiram se unir em torno desse projeto. E o PSB tem conosco relações importantes em vários estados, mas temos que respeitar a posição deles hoje de base de apoio da presidente Dilma.”

Candidatura à Presidência

 “Ninguém é candidato de si próprio. Acho que o PSDB tem nomes colocados e, lá na frente, vamos definir quem é o melhor nome. E as prévias, eu já as defendia lá atrás, e continuo defendendo, como instrumento muito importante de mobilização do partido e, até mesmo, de definição dessas ideias ou desses projetos.”

Royalties do minério

“Apresentamos, em uma primeira proposta, a discussão, no Senado Federal, que aumenta os royalties da mineração para que eles passem a ser calculados sobre o valor bruto daquilo que é explorado. Hoje, é sobre o valor líquido. Isso permite que as empresa deduzam inúmeras atividades-meio, como o transporte, a sua logística, até mesmo operações financeiras deste resultado. Então, é absolutamente natural e é justo que haja o aumento dos royalties para as regiões, sejam estado e municípios minerados.

Será das primeiras questões a serem votadas no Congresso, no Senado em especial, em fevereiro – a transformação dos royalties não mais a partir do resultado líquido da apuração, mas do resultado bruto. Isso aumentará, em pelo menos três vezes, aquilo que os municípios e os estados recebem hoje. E, diferente do petróleo, que é explorado em sua grande parte em alto mar, sem um dano ambiental claro e específico, minério não, minério deixa os buracos na estrada, deixa essas regiões, essas cidades sem outra vocação econômica organizada para superar ou para substituir o fim quando se exaure a atividade mineral. E esse royalty tem esse sentido, não apenas a repactuação ambiental, vamos chamar assim, a recuperação ambiental, mas a reorganização local, de uma nova atividade econômica que possa absorver a mão de obra que, com o fim da mineração, obviamente fica desocupada.”

Conselho Nacional de Justiça

“O CNJ é fundamental para a defesa da boa magistratura e vamos estar certamente ao lado daqueles que queiram dar, a eles, poderes claros para que não haja essa dúvida que hoje levou a esse impasse que não é bom para ninguém.”

Renegociação da dívida de Minas com a União

“Não vejo sinais claros nesta direção, por mais que isso fosse necessário. Não só Minas Gerais, mas inúmeros estados brasileiros têm sido onerados excessivamente no pagamento de uma dívida. Hoje, o setor privado consegue recursos e melhores condições do que consegue um estado, em razão da negociação que foi feita lá atrás. Portanto, era preciso que houvesse uma flexibilização, algumas propostas estão tramitando. Quem sabe esses recursos voltarem para os estados para investimentos, por exemplo, na área da saúde, para que houvesse alguma compensação. Porque hoje Minas Gerais paga cerca de R$ 200 milhões por mês à União e esses recursos não voltam ao Estado.”

“Ao mesmo tempo em que a União cresce a concentração de receitas – nunca vimos uma concentração tão grande na história republicana do Brasil nas mãos da União -, e os estados e municípios fragilizados. Nenhuma iniciativa este ano, nenhuma, e foram várias que propusemos lá, que visasse, que buscasse fortalecer os municípios e os estados, teve a generosidade do governo federal para sua aprovação. Seja na área de saneamento, seja na área das transferências das rodovias para os estados. E a participação, nos últimos dez anos, do governo federal no financiamento da saúde e no financiamento da educação diminuiu muito em relação à participação de estados e municípios. E, ao mesmo tempo, cresceu a receita da União. Essa conta não vai fechar. Falta ao governo federal uma generosidade maior para compartilhar. Quem sabe refundar a federação no Brasil, compartilhando recursos e responsabilidades com municípios e com estados.”

Inauguração do Estádio Independência

 “Vamos fazer um jogo da seleção. Já conversei com a CBF, vamos definir a data. Essa coisa de obras, sobretudo com essas chuvas, a gente fica sempre um pouco mais cauteloso. Vamos marcar isso um pouco mais em cima. A ideia inicial é que fosse numa data Fifa, no final do mês de fevereiro. É o que está, não digo acertado, mas é o que está pensado. Vamos chegar mais próximos, a uns 40 dias da data, e se as obras estiverem em dia, esperamos que esteja, vamos fazer lá uma grande festa.”

Eleições 2012 para Prefeitura de BH: “Não há qualquer cogitação de que a aliança no ano que vem não seja formal”, defendeu Aécio

Aliança PSB/PSDB

Fonte: Alice Maciel – Estado de Minas

Aécio defende aliança formal

Eleições

O senador Aécio Neves (PSDB) disse ontem que o seu partido não aceita uma aliança informal com o PSB, de Marcio Lacerda, para a prefeitura da capital. Segundo ele, ao contrário de 2008, quando os tucanos orbitaram na coligação do PSB com o PT, em 2012 a parceria terá de ser formal. “Não há qualquer cogitação de que a aliança no ano que vem não seja formal”, disse Aécio em entrevista coletiva ontem no Palácio das Mangabeiras. As eleições de 2014 também foram abordadas pelo senador mineiro. Ele sinalizou para uma possível parceria PSDB/PSB para as eleições presidenciais e destacou que a aliança já existe em vários estados. “Nós temos que dar tempo ao tempo. O PSB participa hoje da base de governo federal, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes.”

Para Aécio Neves, a má gestão dos petistas vai contribuir para que os socialistas se unam aos tucanos.”Esse modelo do PT vai chegar ao final cansado, exaurido. Ele perdeu a capacidade de iniciativa, não houve nenhuma iniciativa estruturante nesses últimos anos”, disse acrescentando que a presidente Dilma terá mais problemas em 2012 por ser ano eleitoral. Esse seria o momento, segundo o tucano, para o PSDB apresentar um novo projeto aos brasileiros e, com isso, fazer mais aliados.

Em Belo Horizonte, segundo o tucano, as conversas com o PSB para as eleições do ano que vem já estão avançadas. Apesar de defender a união entre os dois partidos, o senador disse que a decisão será tomada pelas direções municipal e estadual do PSDB – que também já sinalizaram o desejo em reeditar a parceria.Questionado sobre a participação do PT na coligação, Aécio esquivou-se: “Não é com o PT a nossa aliança. É com o prefeito de Belo Horizonte, que é do PSB, assim como o PSDB está aliado ao PSB em inúmeros estados brasileiros”.

O senador mineiro reafirmou que a partir de março o PSDB vai fazer seminários mensais em todas as regiões do país no sentido de debater temas que vão permear as candidaturas municipais e a federal. “A partir de 2013, aí sim o PSDB tem de dizer com muita clareza o que pensa, o que faria diferente do que está aí”, acrescentou.

Reorganizar Ao avaliar o desempenho do PSDB neste ano, Aécio Neves disse que seu partido, que saiu fragilizado e dividido das últimas eleições, aproveitou para se reorganizar e está vivendo uma nova etapa.”O partido se organiza, se estrutura de forma mais sólida no país inteiro, fortalecendo seus movimentos internos, de juventude, mulheres, sindical”, ressaltou. Para ele, o primeiro ano de governo é daqueles que vencem as eleições e a expectativa se dá em torno daqueles que são cobrados pelas promessas que apresentaram durante a campanha. “Aí eu acho que o governo do PT falhou. A agenda hoje necessária para o Brasil é a mesma agenda de 20 anos atrás. Então, nesse aspecto, o governo passou um ano apenas reagindo. Reagindo às inúmeras denúncias de corrupção, de malfeitos, para usar um termo de que a presidente gosta muito. E acabou o governo perdendo o foco. Não tivemos espaço para discutir os grandes temas”, criticou.

DataTempo: Aécio Neves é o político mais admirado de Belo Horizonte

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Aécio Neves é o político mais admirado de Belo Horizonte

Pesquisa espontânea realizada pelo Instituto DataTempo/CP2 apontou o senador Aécio Neves como a liderança política mais admirada pelos eleitores de Belo Horizonte. No levantamento espontâneo, quando o entrevistado responde diretamente sem sugestão de nomes, Aécio Neves foi citado por 16,4% dos entrevistados. Em segundo lugar a pesquisa apontou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel com 5,3% e, em terceiro ligar, o ex-ministro Patrus Ananias com 3,0%.

Aécio Neves foi eleito senador, ano passado, com 7,56 milhões de votos. Em Belo Horizonte ele venceu com mais de 44% dos votos válidos. À frente do Governo de Minas por oito anos, Aécio Neves realizou importantes obras na capital mineira, a Linha Verde que liga a região Central ao Aeroporto Internacional em Confins, a duplicação da avenida Antonio Carlos, a conclusão do Expominas, a Cidade Administrativa, onde trabalham 16 mil servidores públicos, e o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o maior complexo de cultura da América Latina.

Aécio Neves presta homenagem aos 104 anos de Oscar Niemeyer e lembra a ligação do arquiteto com Belo Horizonte

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Niemeyer

Tenho o privilégio de conhecer Oscar Niemeyer e tive a felicidade de, quando governador, levar de volta a Belo Horizonte seu legendário traço e seu extraordinário talento, eternizados na realidade que é hoje a Cidade Administrativa, sede do governo de Minas, onde trabalham 16 mil servidores do Estado.

O reencontro de Niemeyer com Belo Horizonte teve, para muitos de nós, o sentido de um reatamento amoroso. E daqueles que valem a pena. Foi na ainda acanhada capital mineira dos anos 40 que o jovem arquiteto começou a dar vazão ao seu potencial de artista muito à frente de seu tempo.

Sob a égide de Juscelino Kubitschek, o arquiteto novato concebeu -dizem que num pequeno quarto de hotel- o magistral conjunto modernista da Pampulha, que marcou para sempre a identidade da capital de Minas.

Daí floresceria a profícua parceria que produziu outro monumento ao futuro: Brasília. Dois visionários, Juscelino e Niemeyer. De gente assim carece sempre uma nação que pretende ser grande.

Niemeyer é uma das nossas raríssimas unanimidades: diferentes gerações de mineiros e brasileiros guardam por ele um afeto incondicional.

Aos 104 anos, completados na última quinta-feira, mestre Oscar -ele insiste na informalidade do primeiro nome-continua ativo. É dono de um humor invencível e de uma alegria de viver que se renova, para os amigos, num permanente festival de surpresas.

Há pouco tempo, ele decidiu enveredar por nova experiência: a de cantor. A vida de Niemeyer guarda importante lição para muitos de nós.

Somos, de certa forma, reféns do dia a dia. Nem sempre nos sobram tempo e disposição para romper com o cotidiano e vislumbrar o que se descortina à nossa frente. Encastelados no território confortável do presente, nos assalta, muitas vezes, a perplexidade do futuro.

Diante de tantos desafios, acabamos correndo o risco de nos rendermos às dificuldades, quando deveríamos, sempre, transformar o nosso inconformismo em ousadia. São personagens como Oscar Niemeyer, mensageiros da utopia, que nos ensinam, de forma didática, diariamente, minuciosamente, a compreender os sobressaltos da modernidade.

Nosso arquiteto-símbolo captou a essência do Brasil em seu desenho sinuoso, com citações de silhuetas femininas e de estruturas tão leves que parecem se equilibrar sob as nuvens -inimigo declarado que sempre foi da linearidade cartesiana. A diferenciação de sua obra o tornou único e elevou o Brasil a um novo patamar no mundo da arquitetura.

Leio que Oscar brinca que “104 anos ou 80 é a mesma coisa para quem gostaria de ter 20”. A verdade é que, aos 104, ele tem a intensidade dos 20. Continua sendo um homem de muitas paixões: a maior delas, o povo brasileiro.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Merval Pereira comenta que Pimentel sabendo que seria ministro de Dilma deveria ter evitado consultoria a grupos privados

PT no poder, sem transparência, irregularidades, desvios de conduta, tráfico de influência, lavagem de dinheiro

Fonte: Artigo de Merval Pereira – O Globo

Podres poderes

Assim como expectativa de direito é direito, em política, expectativa de poder é poder. Enquadra-se nesse caso a consultoria do (ainda) ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que após sair da prefeitura, em 2009, até dezembro de 2010 atuou privadamente, arrecadando milhões de reais, enquanto era candidato ao Senado pelo PT e um dos principais coordenadores da campanha da então candidata petista, Dilma Rousseff.

Note-se que Pimentel saiu formalmente da consultoria apenas em dezembro, depois que Dilma já havia sido eleita Presidente da República, o que demonstra que ele fazia negócios privados quando já estava claro que ele seria parte importante de um futuro governo petista. Da mesma maneira que Palocci, que só fechou sua consultoria depois de Dilma eleita.

Já na campanha, ao enfrentar a primeira crise séria, a candidata Dilma indicou o grau de sua relação pessoal e política com Pimentel: envolvido em denúncias de formação de um dossiê contra o candidato tucano José Serra, e em meio a uma briga interna petista onde até grampos telefônicos foram feitos e computadores roubados, Pimentel manteve sua influência intacta junto à candidata.

O fato de ser o político mais ligado pessoalmente a Dilma fazia dele, aos olhos de todos, um potencial ministro importante de um futuro governo, o que deveria impedi-lo de fazer trabalhos para grupos privados e instituições que tivessem interesses seja na prefeitura de Belo Horizonte, onde deixara subordinados e associados, seja no governo federal.

Essa mesma proximidade com a presidente, de quem foi “companheiro de armas” na fase de guerrilha a que se dedicaram, é o que faz com que, nos meios políticos, seja considerada quase uma impossibilidade a demissão de Pimentel, dando a dimensão de sua “expectativa de poder”.

Em vez de melhorar, só piora a situação o pedido de demissão de Otílio Prado, ex-sócio do ministro na P21 Consultoria e Projetos, que continuava como assessor especial do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, cargo que ocupava desde o início do governo.

Se, como alega, não havia incompatibilidade entre suas funções no governo e a assessoria que deu para empresas que tinham contratos com a prefeitura, por que então pediu demissão?

Além disso, o caso do (ainda) ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, vai se complicando a cada dia, porque agora há uma empresa de refrigerante do Nordeste que diz que não pagou uma consultoria que ele insiste em relacionar como tendo sido feita.

O que acrescenta às denúncias, além do conflito de interesses e suspeita de tráfico de influência, outro grau de gravidade, com indícios de lavagem de dinheiro. Ontem, porém, a ETA negou o que dissera na véspera.

Outro caso nebuloso é a venda subfaturada de um terreno em Belo Horizonte, registrada em um cartório de outra cidade “por questões de comodidade”.

Não estão claras as relações do ex-prefeito com o empresário que vendeu o terreno, que tinha interesses em obras na prefeitura de Belo Horizonte e está respondendo a processo.

A defesa que fez dele o presidente do PT, Rui Falcão, seu adversário na disputa de poder dentro do comitê da campanha presidencial em 2010, dá a dimensão da visão autoritária do partido.

Pela sua história de vida, Pimentel está “acima de qualquer suspeita”, disse Falcão. Quando seus grupos brigaram pelo controle do comitê de campanha, Rui Falcão não tinha essa opinião sobre Pimentel, tanto que o acusou de estar por trás de um suposto esquema de grampos telefônicos dentro do próprio comitê.

Ora, numa democracia não há ninguém que não tenha que se explicar por seus atos, mesmo que tenha um passado virtuoso.

Por esses azares da política, Palocci e Pimentel, que se enfrentaram na disputa pelo controle da campanha, depois de instalados no ministério do novo governo viram-se às voltas com as mesmas acusações.

Palocci caiu devido a explicações inconvincentes sobre sua consultoria, cuja relação de clientes jamais apareceu. Por sua vez, o (ainda) ministro Fernando Pimentel teve reveladas algumas das empresas que o contrataram, e isso só fez piorar sua situação.

Já o (ainda) ministro das Cidades, Mário Negromonte, entrou com seu depoimento no Senado para o rol dos patéticos, que tinha até o momento no ex-ministro Carlos Lupi sua melhor expressão ao afirmar que só sairia à bala do ministério.

Negromonte, por sua vez, disse que comeu muita “carne de bode” e que já passou da idade de mentir, como se para isso houvesse limitação etária.

Na sua fala, negou irregularidades em obras de transportes ligadas à pasta em Cuiabá, cidade-sede da Copa de 2014. Ao querer transferir para seus assessores diretos a culpa por eventuais malversações do dinheiro público, ele, em termos locais, pareceu tão desconectado da realidade quanto o presidente da Siria, Bashar al-Assad, que declarou a um canal de televisão dos Estados Unidos que não era responsável pela repressão aos opositores, atribuindo a brutalidade às suas forças de segurança.

Os dois, na prática, abrem mão de suas prerrogativas para tentar se afastar das responsabilidades dos cargos que ocupam e dos atos que praticaram ou foram praticados em seus nomes.

Negromonte é uma espécie de zumbi no ministério, pois não tem prestígio nem dentro do seu partido, o PP, nem no governo. Mantém-se no cargo mais pela inércia política, à espera da presumida reforma ministerial, e seu partido já negocia outros nomes, sob a indicação do senador Francisco Dornelles, para substituí-lo quando chegar a hora.

Fica no cargo pela sua irrelevância política.

O Globo: Caso Fernando Pimentel se enquadra nas ações de desvio de conduta do PT que envolve política e negócios

PT no poder, sem transparência, irregularidades, desvios de conduta, Tráfico de influência, lavagem de dinheiro

Fonte: Editorial – O Globo

Pimentel repete descuidos petistas

O problema do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior se encaminha para ser enquadrado no escaninho dos desvios de conduta observados entre quadros do PT. Não será o primeiro curto-circuito causado em hostes petistas devido à proximidade descuidada entre política e negócios.

Consultorias prestadas pelo ministro Fernando Pimentel, em 2009 e 2010, quando não ocupava cargo público, forçaram, por inevitável, comparação entre seu caso e o de Antônio Palocci, chefe da Casa Civil que mal pôde assumir de fato o posto no Ministério de Dilma Rousseff, pois foi obrigado a se afastar do governo devido a explicações não fornecidas por ele também sobre consultorias.

Em ambas as histórias não há, em si, ilegalidades na prestação dos serviços. Um, formalmente na vida privada, tinha todo o direito de buscar o sustento; o outro, mesmo com mandato de deputado federal, não atropelou barreiras legais ao fazer este tipo de trabalho.

O quadro fica menos simples quando se entra em nuances. Recolher os devidos impostos cobrados sobre as notas fiscais emitidas não resolve a questão. Palocci foi forçado a sair porque optou por manter a lista de clientes em segredo, algo natural e aceitável em consultorias normais, mas não se o consultor é uma pessoa influente no partido no poder, ex-ministro poderoso e que recebeu pagamentos de clientes durante a campanha política da presidente, da qual era coordenador. E a caixa registradora da firma de Palocci funcionou mesmo quando Dilma já ganhara o pleito, e ele era o virtual chefe da Casa Civil do novo governo. Não havia alternativa a não ser a despedida do governo.

Pimentel também não era um consultor qualquer, como têm revelado reportagens do GLOBO. Ex-prefeito de Belo Horizonte, parte-chave na montagem de uma frente plural com a participação do PSDB de Aécio Neves, Fernando Pimentel se manteve influente na capital mineira com a vitória de Marcio Lacerda (PSB), candidato da frente, na sua sucessão. A ponto de Otílio Prado, exonerado do cargo de assessor pelo prefeito Pimentel, a horas do fim do mandato, ter sido renomeado no mesmo posto pelo prefeito Lacerda. Prado era sócio do atual ministro na P-21 Consultoria e Projetos Ltda.

De Palocci não se conheceram os clientes. De Pimentel sabe-se bem mais, e o quadro não o favorece, porque há indícios da prática de lobby junto à prefeitura, bem como de coleta de dinheiro “não contabilizado” para caixa dois político-partidário.

Não o ajuda o fato de ter prestado consultorias, por exemplo, para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), quando sempre foi notória sua ligação pessoal com a ainda ministra Dilma Rousseff, já cotada para receber o “dedazzo” de Lula. Robson Andrade, presidente da Fiemg, o cliente, explicou que os serviços de Pimentel foram contratados para preparar projetos a fim de serem apresentados também ao governo federal. Hoje, Andrade é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O caso de Fernando Pimentel não pode ser incluído na safra de escândalos em que uma miríade de ONGs foi usada para roubar dinheiro público. Ou colocado no mesmo plano dos balcões de negociatas, abertos por partidos em ministérios para superfaturar compra de bens e serviços pelo governo, e embolsar a diferença.

O problema do ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior se encaminha para ser enquadrado no escaninho dos desvios de conduta observados entre quadros do PT. Não será o primeiro curto-circuito causado em hostes petistas devido à proximidade descuidada entre política e negócios.

Antonio Anastasia inaugura iluminação de Natal da Praça da Liberdade

Fonte: Agência Minas

O governador Antonio Anastasia inaugurou, na noite desta terça-feira (6), a iluminação de Natal instalada pela Cemig na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Nesta edição, a decoração retrata de forma lúdica a força da energia gerada pela Cemig, privilegiando as três cores tradicionais do Natal: branco, verde e vermelho. A iluminação natalina está sendo instalada em pontos importantes da capital e em 40 cidades do interior do Estado.

Anastasia também participou, nesta terça-feira (6), da inauguração do presépio da Arquidiocese de Belo Horizonte, no jardim do Palácio Cristo Rei, na Praça da Liberdade. O presépio recebeu a benção do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Antes da inauguração da iluminação de Natal, o governador também assistiu a uma apresentação musical de 17 corais mineiros, que formaram 300 vozes na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Pontos iluminados

Na capital mineira, o projeto de iluminação contempla, além da Praça da Liberdade, o edifício-sede da Cemig, na avenida Barbacena, Assembleia Legislativa, Palácio Mangabeiras, Minascentro, os edifícios do Ministério Público Estadual e do Comando Geral da Polícia Militar, e a Cidade Administrativa.

São mais de 2,6 milhões de microlâmpadas instaladas no Estado. Em Belo Horizonte, são 1,5 milhão, sendo 115 mil metros de cordões e mais de 18 mil metros de mangueiras luminosas. No interior, serão instaladas 1,1 milhão de lâmpadas e 10 mil metros de mangueiras luminosas.

Na Praça da Liberdade, a novidade fica por conta de um presépio montado em tamanho natural. Outro destaque é um Papai Noel com 5 metros de altura. Para a alameda central, o projeto prevê 23 castiçais de 5 metros cada, que remetem ao mais antigo meio de iluminação, aliados a um teto de microlâmpadas.

Vice-prefeito de BH Roberto Carvalho é suspeito de atirar contra Fernando Pimentel

Irregularidades do PT,  falta de transparência, mar de lama 

Fonte: Gerson Camarotti – O Globo

Consultoria de Pimentel já preocupa Planalto

Governo identifica ‘fogo amigo’ petista na origem das revelações; oposição tenta convocar ministro a dar explicações

BRASÍLIA. O Palácio do Planalto emitiu ontem sinais de preocupação sobre as revelações de que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, recebeu cerca de R$ 2 milhões em consultorias prestadas a empresas relacionadas com a prefeitura de Belo Horizonte, como mostram reportagens do GLOBO desde domingo. O núcleo do governo teme que Pimentel, ex-prefeito da capital mineira, “se torne a bola da vez”, com denúncias alimentadas, segundo crê a presidente Dilma Rousseff, pelo “fogo amigo” petista.

No Congresso, cresce a cobrança da oposição. Os líderes do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e no Senado, Álvaro Dias (PR), pretendem aprovar hoje nas duas Casas requerimentos de convocação do ministro, Eles frisam que “as atividades do ministro têm fortes indícios de tráfico de influência e revelam um forte conflito de interesses”.

– É importante que o ministro Pimentel possa ter a oportunidade de se explicar e mostrar que não houve tráfico de influência – disse Nogueira.

Já o PPS protocolou pedido de explicações diretamente ao ministro: quer cópias dos contratos, quais serviços foram prestados pela empresa do ministro, a P-21, e os critérios usados para a prefeitura da capital mineira contratar a construtora Convap, uma das assessoradas pela consultoria de Pimentel.

– O ministro deve muitas explicações à sociedade. É preciso esclarecer em que circunstâncias ocorreram as consultorias, já que Pimentel se preparava para ser importante coordenador da campanha da então candidata Dilma Rousseff – disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).

No governo, a ordem é tentar esvaziar o noticiário sobre o tema. A determinação de Dilma é que Pimentel preste os esclarecimentos sobre o caso.

Para amenizar o desgaste político, integrantes do Planalto ressaltaram dois pontos: os valores recebidos por Pimentel nos dois anos em que ficou sem cargo público (entre 2009 e 2010) seriam compatíveis com a remuneração de consultor; e o fato de seu trabalho de consultoria estar limitado, até agora, a Belo Horizonte, sem relação com a eleição presidencial. Apesar disso, porém, ele tinha acabado de deixar a prefeitura de BH.

Pimentel e outros petistas convenceram o Planalto que ele é alvo do “fogo amigo” petista, principalmente do grupo do vice-prefeito de BH, Roberto Carvalho. Ele e Pimentel trabalharam para que o PT apoiasse a candidatura do hoje prefeito Márcio Lacerda (PSB). Agora, Carvalho quer ser candidato a prefeito em 2012, contrariando o desejo do grupo de Pimentel.

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Fonte: Sergio Leo – Valor Econômico

Aliados de Pimentel veem ‘fogo amigo’

‘Fogo amigo’, com nome e sobrenome, é apontado no governo como a fonte das informações sobre os contratos de consultoria da empresa que foi dirigida até 2010 pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, com insinuações de tráfico de influência nos negócios com empresas privadas. Para aliados de Pimentel, a ala radical do PT de Minas, especialmente o deputado estadual Rogério Correia, estaria na origem das informações à imprensa sobre pagamentos à empresa de Pimentel, com detalhes de valores pagos à consultoria por instituições privadas ligadas a negócios com a Prefeitura de Belo Horizonte.

Pimentel foi estimulado pela presidente Dilma Rousseff a detalhar seus contratos, o que vem fazendo desde domingo. Há preocupação, no Palácio do Planalto, em diferenciar o caso atual das denúncias que levaram à queda do então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, por acusações também de recebimentos milionários em consultoria e tráfico de influência. Além das diferenças de valores (R$ 30 milhões no caso de Palocci, menos de R$ 2 milhões líquidos, no caso de Pimentel), Palocci alegou confidencialidade para não revelar quanto e de quem recebeu. Pimentel tem dado nomes e cifras.

“Hoje, quando se chama um ex-presidente da República, paga-se R$ 100 mil; um outro ex-presidente, mais antigo, ganha R$ 80 mil”, argumentou, em conversa com o Valor, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, que, na condição de presidente da Federação das Indústria de Minas Gerais (Fiemg), autorizou dois contratos de consultoria da empresa do ministro em 2009. “Quanto vale um dia de conversa com pessoa que tem conhecimento estratégico, sobre como trabalhar com o governo, discutir questões tributárias, ações de crescimento das indústrias, de desenvolvimento?”

Segundo Andrade, o Ciemg, por meio do contrato com a Fiemg, contou com a consultoria de Pimentel por nove meses, em 2009, quando ele havia deixado a prefeitura onde trabalhou por 16 anos e não tinha ideia de que se tornaria ministro. “Em outubro, o ex-assessor de Obama, Lawrence Summers, cobrou US$ 150 mil para passar um dia com a gente”. Ontem, Andrade esteve com Pimentel, pouco antes de o ministro viajar para São Paulo com a presidente. “Ele está tranquilo, não tem problema em explicar tudo.”

Segundo revelou o jornal “O Globo”, a P-21 Consultoria e Serviços, da qual o ministro se desligou pouco antes de incorporar-se ao governo Dilma Rousseff, teria recebido cerca de R$ 2 milhões nos anos anteriores ao desligamento de Pimentel, em negócios direta ou indiretamente ligados a empresas beneficiadas com contratos da Prefeitura de Belo Horizonte. O ministro foi secretário municipal e prefeito da capital mineira(este último cargo, entre 2005 e 2008) e afirma que os pagamentos foram legais, declarados à Receita Federal e, em termos líquidos, equivalentes a uma remuneração mensal de R$ 50 mil em dois anos, compatível com o mercado de consultoria.

Pimentel diz que partiu dele a informação também publicada pelo jornal, ontem, sobre os pagamentos feitos à P-21 pela QA Consulting, que tem como um dos donos o filho de um sócio do ministro na consultoria. A QA pagou R$ 400 mil a Pimentel em duas parcelas, uma delas pouco após receber quantia semelhante da construtora HAP, que foi vencedora em vários contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte. A HAP e Pimentel estão entre os réus de uma ação civil pública na Justiça mineira pela construção de casas contratada sem licitação a uma entidade religiosa, a Ação Social Arquidiocesana.

Segundo o ministro, o contrato com a QA passou ao conhecimento da imprensa por iniciativa dele, ao mostrar os documentos sobre os negócios da P-21. Segundo os assessores de Pimentel, a ação civil pública refere-se a medidas emergenciais após as cheias em Belo Horizonte, nas quais o prefeito acionou a Ação Social Arquidiocesana para abrigar os flagelados.

Em nota do Ministério do Desenvolvimento, ele rejeitou ligação entre seu contrato com a QA e a HAP, e argumentou que não haveria motivo para a construtora usar intermediário, se quisesse lhe fazer qualquer pagamento. Pimentel lembrou, ainda, que recebeu da QA o dobro do que esta teria recebido da HAP, e disse que a QA efetivamente protestou os serviços de consultoria em informática, com instalações de cabos, para os quais foi contatada.

Na nota, Pimentel também rejeita a insinuação de que seu contrato com a construtora Convap teria facilitado a contratação da empresa pela prefeitura, comandada pelo aliado Márcio Lacerda. A Convap era sócia em um consórcio, e chegou a ser inabilitada tecnicamente em uma das licitações, da qual só participou graças a.liminar judicial, lembrou o ministro.

Para integrantes do governo e da equipe de Pimentel, a divulgação de dados com suspeitas de tráfico de influência contra o ministro atenderia ao interesse de políticos no PT descontentes com a aproximação entre o ministro e o ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB), e seriam um esforço para abalar a preferência revelada nas pesquisas de opinião em relação a Pimentel, nas futuras eleições locais.

O Globo denúncia que Fernando Pimentel teria recebido dinheiro de empresa que mantém relação com a Prefeitura de BH

Consultoria, negócios, relações pessoais. sem transparência

Fonte: Thiago Herdy – O Globo

Pimentel recebeu R$ 400 mil de firma ligada a empresa contratada pela prefeitura

Uma “empresa de informática pequenininha”, nas palavras do próprio ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), pagou R$ 400 mil pelos serviços da P-21 Consultoria e Projetos Ltda., empresa mantida pelo petista entre sua saída do comando da prefeitura de Belo Horizonte, em 2009, e a chegada ao governo federal, em 2011. Firma especializada em “cabeamento estruturado para rede de computadores”, a QA Consulting Ltda. pertence a Alexandre Allan, de 36 anos, e Gustavo Prado, de 35, filho de Otílio Prado, sócio minoritário de Pimentel na P-21 Consultoria.

O pagamento pela consultoria de Pimentel se deu em duas parcelas de R$ 200 mil. A primeira foi paga em 19 de fevereiro de 2011, dois dias antes de a QA Consulting receber R$ 230 mil da construtora HAP Engenharia para prestar serviços de “infraestrutura para soluções de rede”. A título de tributação, o serviço foi declarado como de engenharia civil, mas, segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), não há registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente ao serviço alegado pela empresa. A segunda parcela foi paga em maio de 2010.

Construtora acusada de desviar recursos

A HAP é velha conhecida de Fernando Pimentel: em maio deste ano, o ex-prefeito de Belo Horizonte tornou-se réu em ação civil pública ao lado do dono da empresa, Roberto Senna. A construtora é acusada de superfaturar obra da prefeitura de Belo Horizonte em R$ 9,1 milhões e de desviar recursos para a campanha de Pimentel em 2004, quando o petista disputou a reeleição para a prefeitura da capital mineira.Na época, Pimentel contratou sem licitação a Ação Social Arquidiocesana (ASA), da Arquidiocese de Belo Horizonte, para construir 1,5 mil casas. A entidade subcontratou a HAP, e o custo da obra passou de R$ 12,7 milhões para R$ 26,7 milhões. Segundo o Ministério Público, metade das casas não foi entregue. O processo corre na 4a- Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte.

A QA Consulting é a terceira maior cliente da consultoria de Pimentel, que em dois anos faturou R$ 2 milhões. Conforme mostrou O GLOBO no domingo, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) pagou R$ 1 milhão por serviços ao ministro, e a construtora mineira Convap, outros R$ 514 mil, meses antes de abocanhar em consórcio R$ 95,3 milhões em contratos no governo do aliado de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB). A QA pagou R$ 400 mil pela consultoria de Pimentel, apesar da sua peculiar situação financeira: de acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais, está enquadrada como microempresa (faturamento anual de, no máximo, R$ 360 mil, de acordo com a nova legislação).

Procurado ontem de manhã na sede de sua empresa, o sócio Gustavo Prado não quis dizer se haviam contratado Pimentel. Também se recusou a dar qualquer detalhe a respeito dos serviços prestados pelo ministro à sua pequena empresa. Disse que se pronunciaria apenas por e-mail e pediu ao repórter que se retirasse. À tarde, enviou e-mail dizendo que Pimentel havia prestado serviços de “consultoria econômica” e que a empresa teria perfeita “capacidade econômico-financeira para custear a consultoria contratada”. Mas não quis dizer qual foi o faturamento de sua empresa em 2009 e 2010, alegando se tratar de informação estratégica.  Leia mais…

Ministro de Dilma do PT, Fernando Pimentel, é colocado em xeque em matéria de O Globo

Suspeita de irregularidades, sem transparência, sem ética

Fonte: O Globo

O faturamento de Pimentel

Entre prefeitura de BH e Esplanada, petista recebeu R 2 milhões por consultorias

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), faturou pelo menos R$2 milhões com sua empresa de consultoria, a P-21 Consultoria e Projetos Ltda., em 2009 e 2010, entre sua saída da Prefeitura de Belo Horizonte e a chegada ao governo Dilma Rousseff. Os dois principais clientes do então ex-prefeito foram a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o grupo da construtora mineira Convap. A federação pagou R$1 milhão por nove meses de consultoria dePimentel, em 2009, e a construtora, outros R$514 mil, no ano seguinte.

A consultoria de Pimentel à Fiemg foi contratada quando o presidente da entidade era Robson Andrade, atualmente à frente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e se resumiu, de acordo com o atual presidente da Fiemg, Olavo Machado, a “consultoria econômica e em sustentabilidade”. No entanto, dirigentes da própria entidade desconhecem qualquer trabalho realizado pelo ministro.

O serviço à Convap durou de fevereiro a agosto de 2010, época em que Pimentel era um dos coordenadores da campanha de Dilma e viajava o Brasil com a candidata. Após a consultoria, a Convap assinou com a prefeitura do aliado de primeira hora de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB), dois contratos que somam R$95,3 milhões.

Em maio deste ano, ao ser questionado durante viagem a Ipatinga (MG) a respeito das atividades da P-21 Consultoria e Projetos Ltda., já na condição de ministro, o petista não quis dizer quem eram os seus clientes e classificou o rendimento da empresa como “compatível com a atividade dela” e “nada extraordinário”. A Convap contratou Pimentel por meio de outra empresa do grupo que a controla, a Vitória Engenharia, atual Consultoria e Projetos Ltda., já na condição de ministro, o petista não quis dizer quem eram os seus clientes e classificou o rendimento da empresa como “compatível com a atividade dela” e “nada extraordinário”.

A Convap contratou Pimentel por meio de outra empresa do grupo que a controla, a Vitória Engenharia, atual Mineração Vitória Ltda., cujo endereço é o mesmo da construtora, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Menos de um ano após pagar a última parcela pela consultoria do petista, a Convap foi escolhida no governo Lacerda para tocar obras viárias de implantação do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na Avenida Cristiano Machado, para a Copa do Mundo de 2014 (R$36,3 milhões), e da Via 210, na região Oeste da capital mineira (R$59 milhões). As duas obras são em consórcio com a construtora Constran.

Fernando Pimentel deixou a prefeitura há três anos; ainda assim seu grupo permanece no controle da Secretaria municipal de Obras e Infraestrutura no governo Lacerda. A pasta foi responsável pela contratação da Convap e continua nas mãos do engenheiro Murilo Valadares, petista que cuidava da secretaria no governo de Pimentel. De 2000 a 2008, período em que o atual ministro foi prefeito de Belo Horizonte, não há registro de contrato do município com a Convap.

Perguntado se via conflito de interesses na assinatura de contratos de quase R$100 milhões com uma empresa que tinha como consultor um de seus padrinhos políticos, Valadares disse que não. Ele alegou que os contratos foram assinados por meio de licitação e que, nos dois casos, o consórcio apresentou o menor preço.

“O secretário sempre pautou suas ações pela transparência e pela ética. As licitações seguem os parâmetros legais. Diante da suspeita de quaisquer irregularidades, cabe aos órgãos competentes realizarem suas fiscalizações, bem como à imprensa republicana registrar os fatos e evitar suposições”, disse a assessoria de Valadares, por meio de nota oficial.

Procurado por e-mail e pessoalmente para dizer que tipo de consultoria Pimentel prestou à sua empresa por mais de R$500 mil, o diretor-presidente da Convap, Flávio de Lima Vieira, não deu entrevista. Pelo telefone, repetiu quatro vezes a frase “nada a declarar” e desligou.

Já o atual presidente da Fiemg, Olavo Machado, disse ter pago por “análise, avaliação e aconselhamento sobre aspectos da economia local e mundial”, “discussões socioeconômicas com base em experiência técnica, universitária e administrativa”, e “dimensionamento de mercados para empresas, aspectos de meio ambiente e sustentabilidade”.

Consultoria na Fiemg desconhecida

Em 2009, a Fiemg pagou R$1 milhão por informações que, em linhas gerais, o ex-prefeito ofereceu de graça pelo menos 13 vezes em palestras para estudantes, políticos e comerciantes locais em viagens por Minas naquele mesmo ano, de acordo com o site “Amigos do Pimentel”. O tema era “Perspectivas econômicas e sociais de Minas e do Brasil no atual cenário mundial”, e o ex-prefeito viajava para articular sua précandidatura ao governo de Minas para o ano seguinte, plano que não se concretizou. No site, há referência a um encontro promovido pela Fiemg, em agosto daquele ano.

Procurado pelo GLOBO para detalhar um pouco mais as atividades da P-21, Machado disse que Pimentel candidatura ao governo de Minas para o ano seguinte, plano que não se concretizou. No site, há referência a um encontro promovido pela Fiemg, em agosto daquele ano.

Procurado pelo GLOBO para detalhar um pouco mais as atividades da P-21, Machado disse que Pimentel dava “orientação a técnicos e colaboradores para elaboração e desenvolvimento de conteúdos” distribuídos a empresários. No entanto, o presidente do Conselho de Política Econômica Industrial da Fiemg, Lincoln Gonçalves Fernandes, e o gerente de Economia, Guilherme Leão, responsáveis por esse trabalho na entidade, não se lembram da participação do político.

– Pimentel? O Fernando Pimentel, hoje ministro? Não, eu desconheço. Em 2009 eu estava aqui lidando com isso. Aqui na área econômica não teve participação efetiva dele trabalhando como consultor – disse Leão.

– Nunca participei de qualquer reunião. Estou sabendo dessa consultoria por você – completou Fernandes.

Ainda segundo Olavo Machado, Pimentel também teria participado das discussões embrionárias de sustentabilidade, no contexto do que viria a ser o programa da Fiemg “Minas Sustentável”, de incentivo a práticas empresariais ambientalmente corretas.

– Não, neste programa não (teve participação), deve ter sido em outro. Participei desde a concepção até o desenho final do que ele é hoje – afirmou o coordenador do “Minas Sustentável”, o engenheiro Flávio Mayrink.

Ministro: serviços foram prestados

Em nota, Pimentel afirma que impostos referentes a consultorias foram recolhidos

BELO HORIZONTE. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, respondeu, por meio da assessoria do ministério, que não exercia cargos públicos quando prestou consultoria. Segundo ele, a empresa P-21 Consultoria e Projetos Ltda. foi aberta em 2009 para prestar consultoria nas áreas de “administração financeira e tributação”.

“Os serviços contratados foram prestados e os tributos referentes a eles, recolhidos. A P-21 deixou de prestar serviços a qualquer cliente em novembro de 2010. Pimentel deixou a administração da empresa no fim de 2010, antes, portanto, de assumir o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em janeiro de 2011”, afirmou a assessoria em resposta ao GLOBO.

O ministro não respondeu ao questionário enviado a ele pelo jornal na quarta-feira, perguntando detalhes sobre os serviços prestados e solicitando a apresentação dos contratos com os clientes e os planos de trabalho definidos neles. Pimentel não quis explicar como fez para se dividir entre as intensas atividades político-partidárias de 2009 e 2010 e um trabalho que o remunerou em pelo menos R$2 milhões.

Não quis dizer se ainda classifica como “nada extraordinário” os seus rendimentos nos dois anos. Tampouco quis comentar a contratação de uma de suas clientes pela Prefeitura de Belo Horizonte para a execução de 2010, antes, portanto, de assumir o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em janeiro de 2011″, afirmou a assessoria em resposta ao GLOBO.

O ministro não respondeu ao questionário enviado a ele pelo jornal na quarta-feira, perguntando detalhes sobre os serviços prestados e solicitando a apresentação dos contratos com os clientes e os planos de trabalho definidos neles. Pimentel não quis explicar como fez para se dividir entre as intensas atividades político-partidárias de 2009 e 2010 e um trabalho que o remunerou em pelo menos R$2 milhões.

Não quis dizer se ainda classifica como “nada extraordinário” os seus rendimentos nos dois anos. Tampouco quis comentar a contratação de uma de suas clientes pela Prefeitura de Belo Horizonte para a execução de contratos que somam R$95,3 milhões.

Perguntado sobre os atributos do ex-prefeito considerados pela Fiemg na hora de contratá-lo por R$1 milhão, o presidente da entidade, Olavo Machado, citou “o conhecimento do tema, reconhecida competência na matéria e capacidade de contribuir para os interesses maiores do Sistema Fiemg” do político.

– No caso do economista Fernando Pimentel, certamente contou a experiência como homem público competente com visão empresarial e social. Sua ascensão posterior ao cargo de ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior foi aplaudida pelos empresários mineiros, pela visão lúcida demonstrada nas diversas oportunidades que teve junto a empresários da Fiemg – disse o empresário, segundo o qual a atuação da entidade é convergente com a direção implantada hoje no ministério, de valorização da indústria local.

Na última quarta-feira, O GLOBO solicitou à Fiemg cópia do contrato com a P-21 e do plano de trabalho previsto. Na ocasião, Machado argumentou que pesquisaria os arquivos e, não havendo cláusulas de confidencialidade e informações de caráter reservado, os poria à disposição. Até a noite de sexta-feira, porém, segundo ele, os documentos ainda não tinham sido localizados no arquivo da Fiemg.

Pimentel do PT é mais um ministro de Dilma na berlinda: oposição diz que existe indícios de tráfico de influência em trabalho de consultoria

Suspeita de irregularidades, sem transparência, sem ética

Fonte: Mônica Tavares, Fábio Fabrini e Thiago Herdy – O Globo

Para oposição, há indícios de tráfico de influência

Líderes querem que Pimentel se explique no Congresso; para Planalto, cifras não são ‘tão astronômicas assim’

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE. Os partidos de oposição querem que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, explique ao Congresso os contratos de sua empresa, a P-21 Consultorias e Projetos Ltda. Como revelou O GLOBO ontem, o escritório de Pimentel faturou ao menos R$ 2 milhões em 2009 e 2010, período entre ele deixar a Prefeitura de Belo Horizonte e assumir o ministério, tendo atuado ainda como um dos homens-fortes da campanha da então candidata à Presidência Dilma Rousseff. Para parlamentares, suas atividades de consultoria têm indícios de tráfico de influência, ePimentel precisa dissipá-los.

No Palácio do Planalto, a avaliação foi que a atividade de consultor de Pimentel é de amplo conhecimento e foi empreendida quando ele não ocupava cargo público. As cifras também não foram consideradas “tão astronômicas assim”, não havendo razão para suspeitas.

Esta semana, o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), vai discutir com os demais líderes oposicionistas a apresentação de um pedido de convocação de Pimentel. O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que vai fazer um requerimento de informações ao ministro. Para ele, o caso sugere que a expectativa de nomeação de Pimentel servia como “cartão de visitas para arregimentar clientes”.

– O caso parece ter muita similitude com o do ex-ministro Palocci. Mostra que as pessoas do PT que teriam influência num eventual governo Dilma, enriqueceram e usaram dessa posição para isso – acusou ACM Neto, afastando a hipótese de investigação por improbidade administrativa, a exemplo do que ocorreu com Palocci, porque Pimentel não tinha cargo público à época das consultorias.

Porém, tanto ACM Neto quanto o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acreditam que o MP deveria investigar a possibilidade de tráfico de influência:

– Óbvio que Pimentel precisa dar explicações convincentes, a consultoria foi em um período complicado e o que parece é que ele estava negociando com o poder público, que o cliente era o poder público – disse Torres.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), destaca que a construtora mineira Convap, uma das clientes de Pimentel, assinou dois contratos, no valor de R$ 95,3 milhões, com a Prefeitura de Belo Horizonte, da qual o ministro é aliado e onde mantém influência, especialmente na Secretaria de Obras Públicas:

– Pimentel foi prefeito e mantém pessoas de sua confiança na administração de Belo Horizonte. Ele precisa vir a público para que não pairem dúvidas.

O presidente do PSDB em Minas, deputado federal Marcus Pestana, cobra explicações:

– Temos uma relação de respeito com o ex-prefeito e ministro, mas aguardamos esclarecimentos. As pessoas têm o direito de trabalhar e ganhar dinheiro, mas é preciso ver se há conflito de interesses.

O líder do bloco governista na Assembleia Legislativa de Minas, deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), pretende pedir ao MP que investigue as circunstâncias em que foram prestadas as consultorias e o sucesso de clientes de Pimentel em contratos com a Prefeitura de Belo Horizonte.

Tráfico de influência: Pimentel tem que explicar o recebimento de R$ 2 milhões em serviços de consultoria

Suspeita de irregularidades

Fonte: Regina Alvarez – O Globo

Dilma orienta Pimentel a explicar consultorias

Ministro alega que serviços pelos quais recebeu R$ 2 milhões entre 2009 e 2010 estão dentro da lei

BRASÍLIA. O governo reagiu ontem à denúncia publicada no GLOBO de que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, recebeu R$ 2 milhões em serviços de consultoria entre 2009 e 2010. A presidente Dilma Rousseff recomendou a Pimentel que retornasse a Brasília ainda no domingo e se explicasse, apresentando documentos, para mostrar transparência e que não tem nada a temer. O objetivo do governo é destacar que a situação de Pimentel é diferente da situação do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, demitido por Dilma em meio à pressão para explicar a multiplicação de seu patrimônio.

– A presidenta me orientou a agir com transparência e tranquilidade. Não tenho nada a esconder, tudo que fiz foi dentro da lei – disse Pimentel.

Segundo o ministro, que recebeu O GLOBO em seu gabinete ontem à tarde em Brasília, pouco depois de chegar de Belo Horizonte, a orientação de Dilma foi a seguinte, após ler a reportagem: “Responda de forma transparente, seja objetivo e bastante explícito, mostre tudo para dirimir qualquer dúvida, porque você não tem nada a esconder, não tem nada de errado nisso”.

Ele disse que seu rendimento líquido com as consultorias foi entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão, menos do que os R$ 2 milhões brutos, considerando o desconto dos impostos e os gastos administrativos da empresa. E apresentou cópias dos contratos assinados com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e com a QA Consulting, uma empresa de informática,

– Não embolsei R$ 2 milhões. Entrou mesmo R$ 1,2 milhão, R$ 1,3 milhão que dividido por 24 (meses) equivale a R$ 50 mil mensais. Estamos falando de uma remuneração absolutamente compatível com o mercado de executivos hoje no Brasil.

– Foi a forma que eu tive de ganhar dinheiro e sobreviver. Não tem nada de irregular, nada de ilegal. Foi um trabalho de consultoria com notas fiscais emitidas. Uma empresa de consultoria na qual trabalhei em 2009 e 2010 e da qual me afastei no fim de 2010 – disse.

O ministro negou que tenha influenciado o resultado de licitação na prefeitura de Belo Horizonte, para favorecer o grupo Convap, para o qual prestou consultoria em 2010, como mostrou a reportagem. Pimenteldisse que, em conversa por telefone com o secretário de Obras da prefeitura, Murilo Vasconcellos, fora informado de que o consórcio do qual participa a Convap ganhou a licitação para uma das obras mencionadas na reportagem, a Via 210, mas foi desabilitado e só conseguiu assinar o contrato depois de ganhar uma liminar na Justiça.

– O governo de Marcio Lacerda é um governo de frente. Tem gente do PT, do PSB e do PSDB. Concluir que houve qualquer interferência minha nos contratos públicos é uma afirmação totalmente descabida.

Pimentel apresentou o contrato com a Fiemg, destacando que os serviços de consultoria foram prestados ao Centro de Indústrias de Minas Gerais (Ciemg) – que está explícito no documento -, o que justificaria o fato de outros integrantes da Federação terem declarado que desconheciam o trabalho prestado por Pimentel à entidade.

– Fiz uma consultoria direta à direção do Ciemg, ao Olavo e ao Robson Andrade .

Olavo Machado é ex-presidente do Ciemg e atual presidente da Fiemg. Robson Andrade é ex-presidente da Fiemg e atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Andrade assina os dois contratos de Pimentel com a entidade em 2009, que somam R$ 1 milhão.

No contrato com o Ciemg, uma das atribuições da consultoria de Pimentel é “elaborar estudos e pareceres relativos a propostas que serão apresentadas aos órgãos de gestão pública”. Segundo o ministro, ele ajudou na elaboração de propostas, avaliação de programas e avaliação econômica, e todo o eixo de atuação do Ciemg teria sido influenciado pela consultoria que prestou aos dois empresários.

– Não tive contato com ninguém da Fiemg além dos dois.

Andrade confirmou as explicações de Pimentel. Quanto à consultoria contratada pela Convap, Pimenteldisse que tem relações de amizade com o empresário Flávio Lima Vieira, dono do grupo ao qual a construtora pertence.

“Foi a forma que eu tive de ganhar dinheiro e sobreviver. Não tem nada de ilegal. Foi um trabalho de consultoria com notas fiscais emitidas”
Fernando Pimentel, ministro

“Você responde de forma transparente, seja objetivo e bastante explícito, mostre tudo para dirimir qualquer dúvida”
Dilma Rousseff falando a Pimentel

Dilma pede explicação sobre trabalho de consultoria do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel

Suspeita de irregularidades, sem transparência, sem ética

Fonte: Renata Veríssimo – Estado de S.Paulo

Suspeita leva presidente a convocar Pimentel

Dilma Rousseff pede que ministro esclareça sua atuação como consultor entre 2009 e 2010 para provar que não praticou tráfico de influência 

No mesmo dia em que o titular do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), sucumbiu às denúncias e pediu demissão, a presidente Dilma Rousseff precisou agir para tentar evitar que a crise chegue também ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Dilma ordenou ontem que o ministro Fernando Pimentel voltasse a Brasília e detalhasse sua atuação como consultor entre 2009 e 2010.

Reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo sugere tráfico de influência em licitações da prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias do Estado de Minas (Fiemg). Segundo a reportagem, dirigentes da entidade disseram desconhecer o trabalho realizado pelo ministro.

A pedido da presidente, Pimentel compareceu a seu gabinete para informar sobre o trabalho da sua empresa, a P-21 Consultoria, e os contratos assinados nos últimos dois anos, período em que ficou afastado de cargos públicos. Pimentel deixou a prefeitura de BH no final de 2008 e assumiu o MDIC no início deste ano, com a eleição de Dilma.

“A presidente Dilma pediu que eu agisse com transparência e normalidade porque eu não tenho nada a esconder”, disse o ministro. “Não feri nenhum preceito ético ou moral. Estou perplexo com tamanho espaço para um assunto privado.”

O ministro afirmou que nos dois anos em que a consultoria funcionou prestou serviço a três empresas. Os contratos, juntos, somaram cerca de R$ 1,9 milhão. Pimentel garante que a sua atuação foi apenas na área privada. “Eu conheço todas as empresas de Minas Gerais. Esta é a vantagem de eu ter ficado 16 anos na prefeitura de Belo Horizonte”, argumentou. Antes de ser prefeito, Pimentel ocupou cargos de primeiro escalão na prefeitura. Ele mostrou documento, assinado em 10 de dezembro de 2010, no qual se afasta da administração da consultoria.

O ministro argumenta também que os rendimentos recebidos no período são compatíveis com cargo de executivo no País. Segundo ele, após o pagamento de tributos e custos da empresa, recebeu em torno de R$ 1,2 milhão em 24 meses. “Isso dá cerca de R$ 50 mil por mês. É uma remuneração compatível com o mercado de executivos.”

Pimentel não quis fazer associações com os serviços prestados por ele e o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que deixou o governo depois de denúncia de tráfico de influência para prestar serviços de consultoria. “Não vou julgar o Palocci. O caso dele é o caso dele. Eu trabalhei, emiti nota fiscal e paguei os tributos”, afirmou.

O ministro disse que, se convocado, prestará explicações no Congresso Nacional.

No entanto, se antecipou dizendo que qualquer tese de tráfico de influência no governo Dilma é “mordaz”. Pimentel é amigo de Dilma desde os tempos do regime militar e participou da campanha eleitoral da presidente. “Eu nem sabia que ela seria eleita”, argumentou.

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