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Anel Rodoviário: deputados querem debater estadualização

Gestão deficiente do Governo do PT nas estradas mineiras leva deputados da Assembleia a debate sobre estadualização do Anel Rodoviário.

Audiência pública convocada por deputados da base aliada discutirá a obra viária da capital que se arrasta há anos

Superintendência do DNIT em Minas deverá explicar atrasos em obras das BRs mineiras em audiência pública solicitada pelo deputado Célio Moreira

Fonte: Minas Transparente

Os deputados da base aliada do governador Antonio Anastasia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) querem debater a estadualização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. De autoria do deputado estadual Fred Costa (PMN), a solicitação é um pedido de socorro diante do descaso do governo federal em relação às estradas de Minas.

Na semana passada, o Governo de Minas, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-MG), assumiu a responsabilidade pelo projeto executivo da revitalização dos 27 km Anel Rodoviário, com o objetivo de acelerar a obra prometida pelo governo federal que se arrasta há anos.

Ao apresentar o requerimento, na última terça-feira (03/04), Fred Costa reclamou da inoperância da União na gestão das estradas mineiras. Os deputados querem que o Governo Federal transfira para o Estado a responsabilidade da recuperação e manutenção do Anel Rodoviário, juntamente com os respectivos recursos para a execução das obras.

“Infelizmente o Governo Federal e o Dnit continuam com um descaso total com Minas Gerais e com Belo Horizonte. Exemplos disso são BR-381, BR-040 e Anel Rodoviário. O que nós estamos fazendo é um pedido à estadualização. Se o governo federal tem sido inoperante, incompetente, sendo responsável por graves problemas e acidentes fatais, o que nós buscamos é a estadualização”, disse o deputado.

Em 2011, o governo federal já havia anunciado o adiamento das obras do Anel Rodoviário, construído nos anos 50 para desafogar o trânsito do Centro da capital. Em resposta a uma solicitação do deputado João Vitor Xavier (PRP), o Dnit informou que as necessárias intervenções para o trecho rodoviário só teriam início em junho de 2013, ou seja, mais um longo período de espera para a população de Minas Gerais, que já está cansada de esperar pelas tão prometidas obras do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.

A presidente Dilma garantiu, em setembro do ano passado, durante passagem por Belo Horizonte, que iria acelerar a licitação do Anel Rodoviário e, até agora, nada evoluiu 

Caos nas estradas federais

O requerimento para realização de audiência pública para debater o Anel Rodoviário foi solicitado na Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas no mesmo dia em que foi aprovado o requerimento do deputado Célio Moreira (PSDB), cobrando explicações ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre os atrasos das obras nas BRs mineiras.

Assim como o Anel Rodoviário, vários outros trechos da malha federal encontram-se em situação de completo abandono. Mesmo sendo rota de extrema importância para a integração do país, as BRs que cortam o Estado trazem perigos constantes não só para os mineiros, mas a todos os brasileiros que transitam por elas.

Para o líder do governo mineiro na ALMG, deputado Bonifácio Mourão (PSDB), as obras para as BRs não avançam por pura falta de compromisso da presidente Dilma Rousseff com a população mineira, uma vez que, segundo ele, 70% de toda a arrecadação do país fica concentrada nas mãos da União. “E não é por falta de recursos que as obras não saem”, afirmou.

Mourão lembrou da situação caótica de uma das BRs mais importantes e perigosas do Estado, a BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares.

“Esta BR é um estado de calamidade permanente. Ela é denominada Rodovia da Morte não é à toa. A presidente Dilma prometeu iniciar as obras, publicar os editais, mas nada foi feito”, criticou

Para evitar acidentes no feriado

Com a chegada do feriado prolongado da Semana Santa a preocupação com as rodovias federais fica ainda mais acentuada devido ao grande fluxo de motoristas e passageiros que terão que trafegar por essas estradas. A má conservação falta de infraestrutura e ausência de pistas duplicadas nas BR’s mineiras se tornam responsáveis por inúmeros acidentes, muitos deles com vítimas fatais. Somente no Carnaval, foram registradas mais 24 mortes nas rodovias federais de Minas.

O deputado Rômulo Viegas lamenta o descaso do Governo Federal do PT com os mineiros e faz um alerta para aqueles que irão pegar as estradas:

“”Você que está se preparando para curtir um feriado prolongado, queremos primeiro desejar-lhe uma feliz Páscoa, mas também alertar para o perigo das nossas estradas federais. Essas estradas possuem inúmeros problemas, pistas estreitas e mal conservadas, inúmeros buracos. Portanto, vá com calma. Verifique as condições do veículo e verifique também se o imposto que você paga está sendo aplicado na melhora dessas estradas””, alertou o deputado.

Link da matéria: http://www.transparenciaeresultado.com.br/noticias/deputados-querem-debater-a-estadualizacao-do-anel-rodoviario-de-belo-horizonte/

Governo do PT: gestão deficiente das estradas mineiras

 Governo do PT: gestão deficiente  – projetos mal elaborados e pesquisas deficientes não atraem a atenção para  parcerias público-privada.

NÃO TEMOS PEDÁGIO – Nem pistas duplicadas, asfalto adequado, acostamentos, sinalização, socorro…


Com projetos de privatização desatualizados ou parados no TCU, BRs de minas continuam submetendo motoristas a toda sorte de problemas em pistas cada vez piores

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Projetos baseados em informações desatualizadas e pesquisas de qualidade ruim fizeram as concessões de rodovias mineiras pararem nas pranchetas de projetistas, sem seduzir a iniciativa privada, ou serem brecadas pelos tribunais de controle do Poder Executivo. Desde 2007, quando foi iniciada a operação da MG-050, nenhum trecho de estradas de Minas Gerais foi mais ampliado e preparado para ser administrado em sistema de concessão ou por meio de parceria público-privada (PPP). Entre a cobrança e os buracos, os usuários que dependem de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) convivem com asfalto deteriorado, falta de sinalização, pistas estreitas e acidentes. Segundo levantamento da autarquia, dos 96 editais lançados para manutenção e projetos entre 2009 e o ano passado, 56 (58,3%) estão parados na burocracia ou sendo contestados na Justiça. Apenas 40 estão em fase de execução (41,7%).

Nesta semana o Ministério do Planejamento divulgou apresentação preparada pela ministra Miriam Belchior para investidores nova-iorquinos interessados no Brasil. Entre os projetos que pretendem atrair dólares destacam-se as concessões das BRs 040 e 116 em Minas Gerais, programadas para o segundo semestre. O que não foi dito aos norte-americanos é que os projetos estão atolados em questionamentos desde 2008, quando foram apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e depois interrompidos.

Enquanto o impasse persiste, a necessidade de obras é grande. As estradas estão entre as três mais mortais de Minas Gerias, perdendo apenas para a BR-381, na saída para Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte. Apenas na 040 e somente em um acidente no trecho não duplicado, em Felixlândia, morreram 15 passageiros de um ônibus que bateu em uma carreta. No ano passado, os dois acidentes com maior número de vítimas no estado ocorreram na mesma estrada, ambos na Região Central: o primeiro, com sete mortos, em Cristiano Otoni, no sentido Rio de Janeiro, e o segundo, com cinco, em Três Marias, a caminho de Brasília.

De acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, além das BRs 040 e 116, o mercado tem demonstrado interesse em participar de concorrências para concessões da BR-381, entre a capital e Governador Valadares, da BR-262, de João Monlevade à divisa com o Espírito Santo, e da BR-050, no Triângulo, como uma continuação da Rodovia Anhanguera, que vem de São Paulo. “Os estudos defasados e os projetos acabam inviabilizando a aprovação pelos órgãos fiscais”, indicou a associação. “Sem dúvida, a privatização é o melhor modelo de conservação e administração. O setor público fica na posição de fiscalizar e pode pôr no contrato de concessão exigências de segurança, qualidade e conforto”, avalia o especialista em transporte e trânsito da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues. Quanto às reclamações sobre o pagamento de pedágio, o engenheiro faz uma analogia: “Você prefere beber água suja de graça ou água limpa, pagando?”

Inconsistências comuns barraram por anos no TCU os projetos de concessão das BRs 040 e 116. Ambos tinham estudos de viabilidade econômica defasados, com atraso de 24 meses, segundo os processos. O Relatório de Estudos de Tráfego Preliminares foi baseado em pesquisa realizada por apenas sete dias seguidos, prazo curto para uma simulação que considere vários períodos.

Os 816,7 quilômetros com privatização prevista na BR-116 e os 937 da BR-040 apresentaram inconsistências também no sistema de cálculo da tarifa básica de pedágio, inicialmente de R$ 5,48 e de R$ 2,60, respectivamente. Uma reformulação foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), baixou o preço para R$ 5,43 e R$ 2,47, mas mais uma vez as contas não foram aprovadas. O TCU determinou que na BR-040, por exemplo, a cobrança não poderia exceder R$ 2,20.

Técnicos do tribunal não aprovaram ainda os custos apresentados para ampliar e adequar as duas vias para a concessão. Não passaram pelo crivo do tribunal as obras de terraplanagem, obras de arte especiais, sistema de drenagem, adequação de sinalização dos padrões de segurança, faixa de domínio e iluminação. “A resposta da ANTT não contemplou os detalhes, critérios ou justificativas possíveis de demonstrar a estimativa de recursos prevista.” No primeiro ano seriam investidos para a BR-040 R$ 200,46 milhões, e R$ 100,4 milhões para a 116.

A ANTT informou que aguarda decisão do TCU sobre os processos. O tribunal informou que técnicos da agência estão trabalhando com os da corte para suprir as inconsistências. Procurado, o Dnit não se pronunciou sobre o assunto.

Ponto crítico
A privatização é solução para as estradas?

José Natan Emídio Neto
Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros

EM TERMOS

Pedágio não pode passar de R$ 1,50 por eixo, porque pesa demais nos custos e tira o lucro dos caminhoneiros. Do Tocantins para baixo, o Brasil aguenta pagar pedágio em um nível desses, pois compensa e pode melhorar as condições de rodagem. Agora, aqui em Minas Gerais só o pedágio da Fernão Dias (BR-381) é que vale a pena. Nos outros, o prejuízo é muito grande. E há  casos em que nem o pedágio ajuda. Para a Rodovia da Morte (BR-381), por exemplo, não dá para esperar duplicação e pedágio. Ali tem de ser uma recuperação rápida.
Moacyr Duarte
Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias

SIM

O preço compensa. É calculado sobre o movimento e é assim em todo o mundo. As pessoas sentem esse impacto onde não havia pedágio, mas depois percebem que vale a pena. Os caminhoneiros desgastam menos os pneus, o combustível rende mais, o tempo de viagem é menor e a segurança de uma via ampliada e bem sinalizada é muito melhor. É uma questão de foco: como cada empresa cuida da sua rodovia, pode fazer isso de forma muito melhor. O Estado não tem essa flexibilidade, não garante agilidade de socorros médico e mecânico.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/gerais/2012/04/03/interna_gerais,30807/nao-temos-pedagio-nem-pistas-duplicadas-asfalto-adequado-acostamentos-sinalizacao-socorro.shtml

Rodovia da Morte: Governo do PT adia mais uma vez licitação para obras de duplicação na BR-381

Sem gestão pública, descaso com a vida

Fonte: Larissa Arantes e Fernanda Nazaré Assis – O Tempo

Ministro anuncia duplicação da BR-381 para 2012

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciou ontem que as obras de duplicação da BR-381 terão início no ano que vem. Segundo Passos, os projetos das obras estão em fase de conclusão, passando pelos últimos ajustes. “Queremos ter a satisfação de, no primeiro semestre do próximo ano, colocar na rua o edital de obras envolvendo pelo menos quatro (dos oito) lotes da BR-381, uma obra degrande significado para o Estado de Minas Gerais e que nós vamos ter a satisfação de vê-la se iniciar em 2012”, afirmou.

Passam por Minas Gerais cerca de 920 km da BR-381. O trecho entre Belo Horizonte e João Monlevade é o mais crítico, conhecido como Rodovia da Morte. Para o presidente da SOS Rodovias Federais de Minas Gerais, José Aparecido Ribeiro, a topografia e o fato da rodovia ter sido construída há quase 60 anos são alguns dos principais fatores para tal fama.

Ribeiro afirma que trechos na região de Ipatinga, onde há grande tráfego caminhões de carga pesada, não tem estrutura para comportar a demanda. “A realidade trânsito hoje é outra. Espero que, dessa vez, a obra saia do papel. Morte em rodovias não é só a culpa do motorista”, avalia.

Segundo o presidente da a ONG Anjos do Asfalto, Marcos Campolina Vargues, que faz resgates na rodovia em domingos e feriados prolongados, 40% das pessoas que sofrem ferimentos graves na BR-381 morrem a caminho do hospital ou dias depois.

Medalha. A declaração do ministro Paulo Sérgio Passos foi dada na manhã de ontem, durante evento de entrega da Medalha do Mérito Legislativo 2011. A homenagem é concedida todos os anos a pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que tenham se destacado por serviços prestados ou méritos excepcionais.

Neste ano, a solenidade teve como tema os 300 anos do ciclo do ouro e a fundação das cidades de Ouro Preto, Mariana e Sabará.

Brincando com a vida: Lentidão e inoperância do DNIT (Governo do PT) na BR-381 faz com que radares ainda estejam desativados – segurança em risco

Radares continuam desligados na rodovia da morte

Fonte: Mateus Parreiras – Estado de Minas

Projetados para controlar a velocidade na BR-381, sensores inoperantes flagrados pelo EM podem continuar”cegos” até o fim de 2012. Além de não aumentar a segurança, aparelhos viram armadilha a mais para motoristas
 (Sidney Lopes/EM/D.A Press)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não está com pressa para ativar os cinco radares que nunca funcionaram, da sequência de 18 instalados de janeiro a abril na BR-381 entre Belo Horizonte e João Monlevade, no Vale do Aço, trecho que tornou-se conhecido como Rodovia da Morte. De acordo com o departamento, as empresas licitadas “estão cumprindo o cronograma de instalação dos equipamentos em todo o território nacional. Pelo contrato, o prazo para ativar todos os radares e lombadas eletrônicas vai até o final de 2012”. Enquanto continuam inoperantes, os equipamentos, custeados com dinheiro público com a finalidade de aumentar a segurança na estrada, continuarão a representar um risco extra para motoristas.

Na  segunda-feira, o Estado de Minas mostrou que caminhoneiros experientes e outros motoristas que usam a rodovia com frequência já perceberam que os cinco detectores de velocidade são de fachada, pois não têm energia elétrica, flash ou câmeras. Muitos deles estão até mesmo com as lentes tampadas. Por isso, diante dos radares fantasma, muitos desses condutores aceleram, ameaçando aqueles que respeitam a sinalização e reduzem a velocidade ao passar pelo equipamento.

Apesar de conhecer o problema na rodovia que mais mata no estado, o departamento federal não manifestou qualquer pressa em desfazer a confusão que os aparelhos desligados representam para motoristas. A Polícia Rodoviária Federal informou, por meio de sua assessoria, que não irá se pronunciar sobre os riscos dos radares fantasma, posicionados entre os que funcionam. Mas especialistas em transporte e trânsito afirmam que esse tipo de aparelho só deveria ser instalado quando estivesse pronto para funcionar.

“Quando se sabe que o radar está desligado, o aparelho não tem efeito prático. Acaba fazendo com que os cautelosos freiem e aqueles que sabem não haver risco de multa não reduzam a velocidade. Sou a favor dos radares, mas, nesse caso, cria-se uma situação em que os respeitadores da regra viram os bobos da história, que correm perigo por cumprir a lei”, avalia o mestre em engenharia de transportes pelo Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro (IME) Paulo Rogério da Silva Monteiro.

Além da ameaça de envolver condutores em acidentes numa rodovia perigosa e de tráfego pesado, Monteiro diz acreditar que radares inoperantes atrapalham a educação no trânsito. “A fiscalização cai em descrédito. Aí, do dia para a noite, colocam na rua uma ferramenta que funciona e as pessoas reclamam. Mais importante do que instalar radar é disciplinar o limite de velocidade. Radar que não funciona não pode ficar na estrada, porque só inibe por um tempo e, depois, se torna perigoso”, alerta.

Mortes continuam
O sistema projetado para disciplinar a velocidade na Rodovia da Morte não foi capaz de impedir dois acidentes fatais na 381 nos últimos dois dias, na volta do feriado de Assunção de Nossa Senhora, na segunda-feira. Os desastres ocorreram em trechos entre os radares.

Por volta das 7h de ontem, o motociclista Adinaldo Gomes da Silva, de 25 anos, morreu ao bater em uma carreta, no km 440 da 381, próximo ao trevo de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na noite anterior, pouco depois das 21h, três carretas e um carro bateram na altura do km 437, em Ravena. O caminhoneiro Rogério Esdras de Melo, de 37, morreu na hora. Outro motorista ficou ferido gravemente.

“A gente morria de medo dessa BR-381. Sempre que meu marido atrasava, ficava agoniada. Aí, ele chegava e era aquele alívio. Agora, esperava por ele para comemorarmos meu aniversário. Por volta da 1h (de ontem), recebi uma ligação dando notícia da morte dele. Estou arrasada”, lamenta a mulher de Rogério, Lucilene Cruz Leça de Melo, de 31. O casal tem dois filhos, de 4 e 2 anos. O enterro da vítima será nesta quarta-feira, em Barretos, distrito de Rio Piracicaba, na Região Central.

Dnit prometeu solução até abril
Em fevereiro, o engenheiro supervisor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Minas, Alexandre Oliveira, havia prometido que 24 radares, 21 deles novos, estariam funcionando até 11 de abril, dentro do trecho de 108 quilômetros da BR-381 entre Belo Horizonte e João Monlevade, no Vale do Aço. O pacote de radares do Dnit prevê a instalação de 410 equipamentos de controle de velocidade nas estradas que cortam o estado até 2012. A medida antecede a duplicação da via sinuosa – que ganhou o título de Rodovia da Morte devido à quantidade de acidentes fatais –, enquanto a solução definitiva, representada pela duplicação, não se torna realidade. O prazo para a licitação dos projetos dos próximos dois lotes da obra termina neste mês.

Saiba mais…

Aécio Neves critica PT: ” Minas não vem sendo priorizada”, disse senador ao criticar demora das obras nas BRs 040 e 381 e Anel:Rodoviário

Minas não é priorizada pelo governo federal, diz Aécio

Fonte: O Tempo

Repercussão. Tucano faz críticas à demora na realização de obras nas BRs 040 e 381 e no Anel Rodoviário

O atraso no início de obras rodoviárias em Minas Gerais, em especial no Anel Rodoviário de Belo Horizonte e nas BRs 381 e 040, foi criticada pela oposição ao governo federal, após reportagem publicada ontem por O TEMPO revelar que, apesar do “caráter de urgência” determinado pela presidente Dilma Rousseff, o processo não deverá ser mais ágil do que o normal.

O senador Aécio Neves (PSDB) atacou o Planalto. “O governo do PT tem uma noção muito particular do sentido de urgência. Há algum tempo, assistimos ao anúncio pelo governo federal de que as obras do Anel Rodoviário, da BR-381, da BR-040 estariam sendo tratadas com urgência. As notícias de hoje são de que essas obras serão iniciadas apenas no ano de 2013. Minas não vem sendo priorizada pelo governo “, afirmou.

“É mais do que hora de os aliados do governo federal em Minas fazerem valer sua força política para pressionar o governo a tratar Minas Gerais com o respeito que o Estado merece”, opinou.

Anastasia atribui atraso à crise no Ministério dos Transportes
O governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), também fez críticas ao andamento das obras federais no Estado.

“Eu tenho que superar gargalos históricos no Estado e que são de responsabilidade do governo federal, do Ministério dos Transportes”, afirmou o tucano, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”.

Anastasia também fez menção à crise dos Transportes. “Os acontecimentos do Ministério atrapalham a realização dessas obras. Essa é a lástima maior. Quando vejo que essa situação traz prejuízos ao usuário das nossas estradas, só posso lamentar e torcer para que a situação se normalize”, afirmou. “Já liguei ao ministro dos Transportes (Paulo Passos) solicitando empenho para que sejam resolvidos esses temas”, concluiu. (Da Redação)

Gargalo mineiro: Estudo da CNT revela que Minas precisa revitalizar quase 5 mil km de estradas federais

A quilômetros do ideal

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

crise
Estudo da Confederação Nacional dos Transportes aponta pelo menos 60 projetos rodoviários considerados prioritários para o país, incluindo as duplicações das BRs 381, 040 e 262 em Minas

Se os motoristas que passam pelas rodovias mineiras usarem o Plano de Transporte e Logística da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) para traçar seus trajetos, escolhendo apenas as vias seguras e sem necessidades de reparos apontadas pelo estudo, ficarão com poucas opções para chegar ao destino. No relatório entregue no início do ano para o governo federal, o órgão apresenta os projetos considerados fundamentais para o país. Entre as grandes obras, como a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, até as obras menores de recapeamento das pistas, são mais de 60 propostas com as licitações suspensas ou que permanecem fora dos planos para este ano.

A infraestrutura rodoviária em Minas recebe várias sugestões dos técnicos da CNT, incluindo a duplicação de 10 trechos com grande circulação de veículos, a inclusão de faixas adicionais e a revitalização de quase 5 mil quilômetros de estradas. Essas medidas são destacadas como essenciais para acabar com gargalos e garantir maior segurança para as pessoas que usam as rodovias mineiras. Ainda estão presentes no estudo projetos para a construção do arco rodoviário de Belo Horizonte, o Rodoanel, que reduziria os congestionamentos ocorridos na via que atravessa a capital mineira. Outras obras, como a duplicação da BR-040, da BR-262 e da BR-381 também são recomendados.

A maioria das obras propostas ainda não teve licitações abertas em 2011 e outras que já foram iniciadas estão paradas por causa da suspensão dos processos licitatórios determinado pelo ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. A suspensão vale até o início de agosto, quando acaba o prazo de 30 dias definido pelo ministério. Para resolver os problemas de infraestrutura rodoviária em Minas, seriam necessários investimentos de R$ 29,2 bilhões – valor que supera o que está programado para ser investido em todo o país durante o ano -, a construção de 1.720 quilômetros em novos trechos e a duplicação de 2.715 quilômetros.

Além das rodovias em más condições e novos trechos que aguardam a liberação de verbas para sair do papel, a falta de aeroportos e as estruturas limitadas dos setores hidroviários e ferroviários também são destacadas no relatório sobre a situação de Minas Gerais. Segundo a CNT, sete aeroportos precisariam ser ampliados, com investimentos de R$ 2 bilhões, e outros quatro terão de passar por uma readequação nos terminais de passageiros para não ficar defasados nos próximos anos. Já nas ferrovias, a entidade propõe a construção de 1,4 mil quilômetros de novas linhas e a revitalização de outros 553 quilômetros nos trilhos, e, no setor hidroviário, são propostas medidas para aprofundar a hidrovia que atende a bacia do Rio São Francisco, além de obras na represa de Três Marias.

NO PAÍS Para o Brasil, são 748 projetos de transportes citados no estudo anual, o que exigiria um investimento superior a R$ 400 bilhões em infraestrutura. O orçamento do Ministério dos Transportes para este ano é de R$ 17,1 bilhões, longe do considerado necessário pela CNT. Até este mês, foram investidos cerca de R$ 6,1 bilhões pela pasta, o que representa 35% do total dos repasses para a área. O relatório destaca que esses investimentos poderiam potencializar o desempenho na economia brasileira e acelerar o ritmo de crescimento do país. As deficiências no transporte rodoviário são apontadas como os principais entraves para avanços na eficiência econômica do país, já que as condições precárias elevam os riscos de acidentes e perdas mecânicas da frota.

Minas perde R$ 2,7 bi com obras viárias suspensas por indícios de superfaturamento no DNIT – intervenções no Anel Rodoviário e nas BRs 381 e 040 ficam prejudicadas

Minas perde R$ 2,7 bi com obras suspensas

Fonte: Pedro Rocha Franco e Marcelo da Fonseca  – Estado de Minas

GOVERNO
Ofício assinado por Alfredo Nascimento, que deixou o cargo ontem, congela intervenções viárias no estado, como a duplicação da BR-381 e a revitalização do Anel Rodoviário de BH

Diferentemente do anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na segunda-feira, o afastamento da alta cúpula do órgão e do ministério põe em xeque o andamento de todas as intervenções viárias previstas para Minas Gerais. O último ato do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM), que entregou o cargo ontem, congelou R$ 2,69 bilhões em obras e serviços rodoviários do estado, que abriga a mais extensa malha federal do país e considerada artéria do trânsito nacional, por ligar o Norte ao Sul do Brasil. O Ofício 1.246 do Ministério dos Transportes, publicado anteontem, suspendeu por 30 dias todos os procedimentos licitatórios em andamento e previstos para serem publicados, o que adia até a primeira semana de agosto a continuidade ou início de 28 editais publicados pelo órgão somente para o estado.

As três principais obras congeladas – a duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e São Gonçalo do Rio Abaixo; a revitalização do Anel Rodoviário da capital e as melhorias no trecho entre o trevo de Ouro Preto e Ressaquinha da BR-040 – somam investimentos de R$ 2,5 bilhões. Os outros 25 editais, divididos em praticamente todo o estado, somam R$ 195,7 milhões e preveem, entre outros serviços, a manutenção nas rodovias, recuperando as boas condições das vias.

Levantamento feito pelo Estado de Minas no site do Dnit mostra que, ao todo, o governo federal paralisou R$ 195 milhões em investimentos para o estado, além das três grandes obras. Apesar de os valores investidos serem menores, os serviços contratados são considerados pelo próprio governo federal importantes para as estradas, como as 21 licitações previstas para contratar empresas para fazer manutenção das BRs, a maioria ainda não concluída. O Dnit havia lançado um pacotão para garantir a conservação e recuperação de trechos de 1.582 quilômetros de estradas que cortam o estado, mas, com a turbulência em Brasília, a execução também é adiada.

PROMESSA Principal promessa de obras para Minas, depois de anos de espera dos mineiros, a duplicação da BR-381 estava prevista para sair do papel ainda este ano. A obra na estrada, conhecida como Rodovia da Morte, é uma das ações cobradas da pasta dos Transportes pela presidente Dilma Rousseff, diante da insistência da população e políticos. O Ministério das Cidades confirmava até mesmo a vinda da petista ao estado, ainda na primeira quinzena deste mês, para anunciar a publicação do edital para obras no trecho entre BH e São Gonçalo do Rio Abaixo, considerado um dos mais críticos da BR.

Na data também seriam lançadas as obras de revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, considerada essencial para a Copa’2014 na capital mineira, e a recuperação da BR-040. A primeira se arrasta desde o ano passado, quando auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou suspeitas de irregularidades no edital (veja ao quadro ao lado). A segunda, anunciada no começo do ano, garantiria a adequação de pontes e viadutos; mudanças de traçado em pontos com alto índice de acidentes e duplicação de pista nas áreas urbanas de Congonhas e Conselheiro Lafaiete, as duas na Região Central, com oito quilômetros cada.

Promessas no papel 
Relação dos 10 maiores projetos rodoviários em Minas que estão suspensos

Duplicação de trecho de 78 quilômetros da BR-381, entre BH e a ponte sobre o Rio Una (São Gonçalo do Rio Abaixo) – R$ 1,4 bilhão

Revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte – R$ 750 milhões

Melhorias na BR-040, entre o trevo de Ouro Preto e Ressaquinha – R$ 350 milhões

Contratação de empresa para prestar assessoria técnica à Superintendência Regional do Dnit em Minas
R$ 39 milhões

Serviço de manutenção na BR-365, entre as BRs 040 e 146 – R$ 15,4 milhões

Serviço de manutenção na BR-153, entre as BRs 497 (Prata) e a divisa com Goiás – R$ 13,6 milhões

Serviço de manutenção na BR-265 (foto), entre Nepomuceno e a MG-170 – R$ 12,7 milhões

Serviços de manutenção na BR-050, entre Rio Tijuco e a BR-464 – R$ 11,7 milhões

Serviço de manutenção na BR-265, entre as BRs 494 (São João del-Rei) e 354 (Lavras) – R$ 11,1 milhões

Contratação de empresa para elaboração de projeto executivo de dois lotes da duplicação da BR-381 – R$ 10,6 milhões

Surpresa desagradável
GOVERNO
A notícia do adiamento nas licitações para obras viárias comandadas pelo Dnit em Minas Gerais pegou de surpresa alguns gestores mineiros, que já contavam com a abertura de editais para grandes empreendimentos no estado. As recorrentes promessas de que as obras sairão do papel, seguidas de atrasos e cancelamentos recebem críticas de políticos do estado, que apontam o apoio da União como essencial para a concretização das principais obras.

O secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Carlos Melles (DEM), lamentou a medida que congela reformas importantes. “Esses projetos estão sendo adiados há 10 anos. Principalmente asestradas mineiras recebem pouca atenção em relação às obras federais e vou torcer para que o adiamento fique limitado a 30 dias. Como o governador (Antonio) Anastasia criou um bom relacionamento com a presidente Dilma, a expectativa de que seremos atendidos cresceu bastante, mas atrasos como este atrapalham nossos planos”, explicou Melles. Ontem, durante a abertura do Fórum Brasileiro de Direito Disciplinar, o governador cobrou da presidente a execução das obras que, segundo ele, foi um compromisso explícito assumido pela petista com o estado. “Vamos fazer pressão permanente para a execução dessas obras fundamentais para Minas. Esperamos que esses atrasos sejam superados”, disse.

Para o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho (PT), o adiamento atrapalha o planejamento anual do estado e da capital, uma vez que atrasa obras já encaminhadas. “Vamos tentar impedir novos adiamentos. As grandes obras que aguardamos há muito tempo já tiveram os editais acompanhados pelos tribunais de contas. Todas as revisões e alterações indicadas também estão prontas. Por isso, esperamos que essas licitações possam vigorar em curto prazo.”

Valor superestimado
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Em julho do ano passado, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou suspeita de superestimativa nos valores previstos para as obras do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, recomendando ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a suspensão da licitação das obras do Anel Rodoviário de Belo Horizonte.

A equipe técnica do TCU apontou irregularidades graves no edital, que poderiam causar prejuízos de até R$ 314 milhões aos cofres públicos, o equivalente a mais de um terço do valor da obra de revitalização do Anel. O Dnit decidiu acatar a recomendação do Tribunal de Contas e cancelou o edital, colocando em xeque a conclusão das obras da via mais movimentada de BH até a Copa’2014.

Imediatamente, a equipe do diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Pagot, foi convocada para revisar os pontos questionáveis do edital, na tentativa de agilizar os procedimentos licitatórios. A previsão era que nova licitação fosse aberta até o dia 15, no entanto, com a suspensão de todos os editais, as obras devem sofrer novos atrasos.

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2011/07/07/interna_politica,238291/minas-perde-r-2-7-bi-com-obras-suspensas-pelo-dnit.shtml

Logística: Presidente da Fiemg responsabiliza omissão do Governo Federal pelas dificuldades de Minas

Veja os principais trechos do artigo do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais

Minas subestimada

Fonte: Olavo Machado Jr.*, presidente da Fiemg

Em artigo, Olavo Machado Jr. defende que a logística de transportes é fundamental e deve ser respeitada pelos representanftes do governo federal

A exclusão do aeroporto de Confins da lista de terminais que poderão ser privatizados para viabilizar as obras de modernização e ampliação necessárias para atender ao fluxo de passageiros previsto para a Copa do Mundo de 2014 é, infelizmente, apenas mais um episódio que explicita e reafirma o descaso de autoridades federais com Minas Gerais.

As manchetes dos jornais mostram que a lista é muito mais extensa e inclui, ainda na área da logística de transportes, a ponte que caiu na BR-381, sobre o rio das Velhas, na região metropolitana, as obras do anel rodoviário que não andam, a construção do rodoanel ligando a BR-040 a Ravena, a ponte que ameaça ruir no município de Nova União, também na BR-381, além da duplicação desta mesma rodovia, no trecho Belo Horizonte a Governador Valadares, mais conhecido como rodovia da morte.

Também se arrasta, há décadas, a novela da transposição ferroviária de Belo Horizonte e, fechando o ciclo, a recusa da Petrobrás de honrar o compromisso assumido com o governo do estado de aqui construir, em Betim/Ibirité, o Polo Acrílico da Refinaria Gabriel Passos – Regap.

São, todas, obras fundamentais para o estado – para o conforto e segurança dos mineiros e, igualmente, estratégicas para garantir competitividade à economia mineira, que precisa diversificar o perfil de sua estrutura industrial, ainda excessivamente concentrada em produtos básicos, e, por esta via, diversificar também a sua pauta de exportações, concentrada em commodities agrícolas e minerais, que, obviamente, são importantes para Minas Gerais e para o país. Também precisamos criar mercado para que micro, pequenas e médias empresas mudem de patamar, cresçam e se habilitem a contribuir para gerar riqueza e empregos para Minas Gerais e para os mineiros…

Artigo completo: http://www.blogfiemg.com.br/minas-subestimada/

Descaso e falta de manutenção: Dnit não tem previsão para reparar a segunda ponte a apresentar problema na BR-381

Dnit não tem previsão para reparar ponte da BR-381

Fonte: Pedro Ferreira – Estado de Minas

Estrutura em Nova União tem problemas em um dos pilares de sustentação. Início das obras ainda não foi definido

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda não tem previsão do início das obras de reparo da ponte no Rio Vermelho, no km 412 da BR-381, em Nova União, Região Central de Minas. Uma das estacas que suportam o bloco de sustentação de um pilar está separada da estrutura por um vão livre de cerca de 15 centímetros. O receio do prefeito de Nova União, Moacir de Figueiredo, é de que a travessia comece a ceder, como aconteceu a ponte do km 454 da mesma rodovia, no Rio das Velhas, em Sabará, Região Metropolitana, que apresentou o problema há quase um mês e precisou ser demolida, causando transtornos para motoristas e pedestres.

Ontem, como medida paliativa, empreiteira contratada pelo órgão fez alguns reparos na sinalização na 381, próximo à ponte. Foi concluído o trabalho de instalação de quebra-molas, nos dois sentidos da pista, para reduzir a velocidade dos veículos nas entradas da ponte, como preparação para as obras que ninguém sabe quando serão iniciadas. A Polícia Rodoviária Federal controlou o tráfego enquanto os operários trabalhavam. Com a circulação alternada entre uma pista e outra, o congestionamento chegou a três quilômetros nos dois sentidos.

De acordo com Alexandre Oliveira, engenheiro do Dnit responsável pelas obras em Nova União e em Sabará, uma empresa de projetos está definindo que reparos devem ser feitos na ponte no Rio Vermelho, para evitar que a estrutura sofra mais danos. Segundo ele, os quebra-molas instalados no local vão servir para evitar acidentes. “É preciso que os veículos passem em baixa velocidade no período em que os reparos estiverem sendo feito feitos, para garantir a segurança de todos. Quanto à reforma da ponte, ele disse que já foi feita uma análise prévia, mas não foi definido o que vai ser feito. “Houve uma audiência pública e nela foram mostradas fotos do bloco da ponte, com três estacas, e uma delas está descolada. Pelo que tudo indica, é um problema bastante antigo e não há risco iminente de alguma coisa”, acrescentou.

RIO DAS VELHAS 
Com relação à situação da ponte do Rio das Velhas, interditada em 20 de abril e demolida na semana passada, as notícias também não são boas. As duas cabeças de ponte, necessárias para a instalação de estruturas metálicas provisórias, a serem montadas pelo Exército, só ficarão prontas no mês que vem. A previsão anterior, que era de 20 dias para a construção das cabeças de ponte, não foi cumprida e a nova data agora é 8 de junho. “É nessa data que começaremos a montar as estruturas metálicas para suportar carga de 60 a 70 toneladas. Veículos com peso superior continuarão passando pelo desvio de Barão de Cocais”, informou Alexandre Oliveira.

Motoristas aguardam com ansiedade a instalação dos pontilhões metálicos, principalmente os condutores de veículos pesados, que, com a interdição da BR-381, são obrigados a aumentar o percurso em mais de 100 quilômetros. Carros de passeio e pequenos caminhões passam por Santa Luzia, mas a situação não é confortável, pois as ruas estreitas e antigas da cidade não comportam o volume de tráfego e os congestionamentos são constantes.

Passageiros de ônibus coletivos também são prejudicados, pois precisam atravessar por uma passarela para pedestres e fazer a baldeação do outro lado do rio. Segunda-feira passada, uma nova travessia, que oferece mais segurança aos pedestres, foi inaugurada. Ela tem 40 metros de comprimento por dois metros de largura. Passadeiras provisórias feitas pelo Exército tão logo a ponte foi interditada, foram desmontadas.

Deputados denunciam mais um descaso do Governo do PT na BR-381: falta de manutenção pode interditar ponte sobre o Rio Vermelho, em Nova União

BR-381 pode perder mais uma ponte pelo descaso do Governo Federal do PT e isolar o Vale do Aço

Fonte: Site do Bloco Transparência e Resultado da Assembléia Legislativa de Minas Gerais 

Os deputados do Bloco Transparência e Resultado da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)  voltaram a denunciar o descaso  do governo federal do PT , por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) , com a BR-381, que por falta de manutenção  poderá  a qualquer momento provocar a interdição da ponte sobre o Rio Vermelho, no km 412, no município de Nova União.  Os pilares da ponte apresentam problemas estruturais, reconhecidos pelo próprio DNIT, que não  tomou qualquer providência para evitar o agravamento da situação.

O deputado João Leite (PSDB) advertiu que, caso a ponte venha a ser fechada ou mesmo venha a ruir, o Vale do Rio Doce, uma das regiões economicamente mais importante do estado, ficará isolada e impedirá o escoamento de sua produção, especialmente do setor siderúrgico.

“É a segunda ponte com problemas em sua estrutura com diagnóstico público. É preciso que o governo federal, por meio do DNIT, faça uma urgente vistoria em todas as demais pontes da rodovia. Os usuários não podem continuar correndo risco de trafegarem sobre uma ponte sem segurança. Já escapamos de uma tragédia no Rio das Velhas. Não podemos continuar contando com a sorte.”

Na semana passada os deputados estaduais dos Blocos Transparência e Resultado e Parlamentar Social  encaminharam a Procuradoria da República em Minas Gerais  uma representação para responsabilizar civilmente e administrativamente o DNIT pelos prejuízos causados aos usuários, moradores e empresários das localidades atingidas com a interdição da ponte sobre o Rio das Velhas, na BR-381, desde o dia 20 de abril.

O deputado João Leite cobrou do Governo Federal maior agilidade também na construção da nova ponte sobre o Rio das Velhas. O prazo inicial de seis meses para a implantação de um outra já foi alongado. Agora se fala em oito meses prazo que certamente será dilatado novamente, prejudicando a população e a economia.

O deputado destacou ainda que enquanto o governo federa do PT negligencia investimentos na malha federal mineira, o governo Antonio Anastasia realiza o maior programa rodoviário da história mineira. De 2003 até agora foram pavimentados quase cinco mil quilômetros de rodovias pelo ProAcesso, além de outros 681 qiolômetros pavimentados fora do programa, sendo ainda recuperados 2,2 mil quilômetros de rodovias da malha estadual

Ao todo foram investidos, com recursos do Tesouro, R$ 6,2 bilhões em obras rodoviárias, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com a Linha Verde e o Boulevard Arrudas.

“Mas é importante lembrar que Minas Gerais, nestes quase oito anos e meio, além de investir, inovou em termos de gestão de rodovias. A MG- 050, com seus 371,4 km, de Belo Horizonte a São Sebastião do Paraíso, na divisa com São Paulo, é a primeira experiência de Parceria Público Privada no setor rodoviário do Brasil e acaba de ter um de seus trechos duplicados.  Até agora a rodovia recebeu investimentos de R$ 241 milhões de recursos públicos e privados, num modelo de gerenciamento que é modelo para todo o país”, concluiu o deputado João Leite.

Ouça a entrevista: Deputado João Leite (PSDB)

Link da matéria: http://transparenciaeresultado.com.br/noticias/ler/br-381-pode-perder-mais-uma-ponte-pelo-descaso-do-governo-federal-do-pt-e-isolar-o-vale-do-aco/

Requerimento: Minas não recebe recursos federais e deputados do Bloco Transparência e Resultado da Almg querem saber quais os investimentos para o Estado

Minas excluída do mapa de Mantega

Fonte: Isabella Souto  – Estado de Minas

LEGISLATIVO
PSDB e partidos aliados na Assembleia denunciam que nas palestras que o ministro tem feito no exterior o estado fica de fora dos investimentos considerados prioritários pelo governo no país

Os deputados do Bloco Transparência e Resultado – formado pelo PSDB, DEM, PPS, PTB, PR, PTdoB, PHS, PRTB, PTC e PRP – apresentaram ontem no plenário da Assembleia Legislativa um requerimento em que cobram do governo federal investimentos para Minas Gerais nos próximos quatro anos do governo Dilma Rousseff (PT). Ao analisar documento produzido pelo Ministério da Fazenda com a projeção de obras avaliadas em R$ 186,8 bilhões, os parlamentares verificaram que o estado natal da presidente da República não é citado como beneficiário de nenhum centavo.

No documento, que serve de base para palestras do ministro da Fazenda Guido Mantega no exterior, um mapa do Brasil apresenta a previsão do repasse de bilhões de reais para obras como o Rodoanel de São Paulo e o Porto de Santos, duas hidrelétricas em Rondônia, o trem-bala ligando o Rio de Janeiro e São Paulo, a Usina de Belo Monte, no Pará, e estradas em estados como Bahia, Santa Catarina e Goiás. “Na apresentação de Mantega, o mapa de Minas Gerais fica ilhado, cercado por investimentos, sem nada para si”, diz a nota divulgada pela bancada.

Os deputados reclamam ainda que obras urgentes para os mineiros, como o metrô de Belo Horizonte, a duplicação de parte da BR-040 e da BR-381 não são contempladas no mapa de investimentos apresentado pelo ministro da Fazenda. “São problemas que afligem os mineiros e que dependem de investimentos federais”, afirma a nota. A BR-381, no trecho entre a capital e João Monlevade, é conhecida como a rodovia da morte. Só no ano passado, morreram 111 pessoas e 1.430 ficaram feridas. Só agora, depois de anos de descaso, o governo sinaliza para a duplicação da rodovia. Hoje e amanhã, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realiza audiências públicas para discutir dois lotes do projeto executivo de duplicação.

Apelos O requerimento dos deputados foi encaminhamento ao presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro (PSDB), com o pedido para que a Casa faça “veementes apelos” ao ministro Guido Mantega e à Presidência da República.

Na reunião plenária realizada durante a tarde, o deputado Rômulo Viegas (PSDB) reclamou da ausência de Minas na lista de prioridades do Palácio do Planalto. “É hora de a presidente Dilma reconhecer o estado, já que se diz mineira, e não de retirar investimentos de Minas Gerais”, discursou o tucano. No requerimento, os deputados assinalam ainda que, “além de injustificável, a exclusão do povo mineiro como beneficiário de obras públicas de longo alcance social demonstra que o governo do PT coordena sua ação governamental dando as costas para os brasileiros que residem nas Minas e nos Gerais”.

BR-381: Montagem de pontes temporárias sobre Rio das Velhas deve levar 2 meses – transtornos a motoristas vão continuar por uma longo período

Mais 60 dias de transtornos

FonteThobias Almeida  – Estado de Minas

PONTE INTERDITADA
Dnit prevê prazo de até dois meses para montagem, pelo Exército, de estruturas metálicas provisórias na BR-381 ao lado de travessia danificada, que começa a ser demolida quarta-feira

O suplício dos motoristas e moradores afetados pela interdição da ponte no Rio das Velhas, no km 454 da BR-381, em Sabará, na Grande BH, pode prolongar-se por até dois meses. Este é o prazo estimado para que as duas pontes metálicas provisórias estejam montadas para receber o fluxo de veículos da rodovia. A previsão ainda não é oficial, mas foi repassada pelo engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Alexandre de Oliveira. Ontem, oficiais e técnicos do Exército deram início aos estudos para a instalação das pontes. Na quarta-feira, segundo o Dnit, começa a demolição da estrutura condenada. A estimativa é que 50 mil veículos passem pelo trecho diariamente.

De acordo com o Exército, a montagem das pontes, uma em cada sentido da rodovia, demanda de 15 e 20 dias. O prazo máximo é de 60 dias, que representa um terço do tempo total de construção da nova ponte, estimado em seis meses, advém da irregularidade topográfica e do solo arenoso onde as estruturas metálicas serão instaladas. Elas ficarão do lado esquerdo da ponte interditada, tendo como referência o sentido BH-João Monlevade. O Dnit terá de aterrar as duas margens do rio, além de providenciar as bases de concreto sobre as quais as pontes serão apoiadas.

“É um trabalho complexo. Teremos de fazer os blocos de fundação para receber as pontes, os encabeçamentos destes aterros, a pavimentação, sinalização e drenagem do desvio. Imagino que entre 45 e 60 dias teremos condições de trazer o tráfego para cá”, calcula Alexandre Oliveira. Militares e técnicos do Dnit concordaram que a montagem da ponte provisória pode ocorrer ao mesmo tempo que o trabalho na estrutura ao lado.

O engenheiro adianta que a pista alternativa, com as passagens provisórias, terá 800 metros. Um veículo que chegar a Belo Horizonte pela BR-381 pegará o desvio logo antes da ponte interditada, cruzará o primeiro aterro, passará pela ponte metálica e pelo segundo aterro, retornando à rodovia logo antes do viaduto da linha férrea, cuja estrutura não sofreu abalos. “A principal dificuldade é a capacidade de suporte das margens. Temos aqui um tipo de solo arenoso”, analisa o tenente-coronel Vladimir Pires Pinto, do 4º Batalhão de Engenharia de Combate de Itajubá, no Sul de Minas.

RECURSOS O superintende regional do Dnit, Sebastião Donizete, explica que o órgão está prestes a fechar o contrato que englobaria a demolição da ponte, a construção da nova e os trabalhos necessários para a instalação da via de ligação metálica, além de uma passarela em substituição à passagem provisória feita pelo militares. As pontes metálicas são exclusivas para o tráfego de veículos. “Esses casos se encaixam no quadro de emergência. Já existe o crédito extraordinário liberado em Brasília. Pedimos reserva de R$ 30 milhões. Agora, vamos fechar o valor dessa nova etapa”, informa o superintendente.

Técnicos da Cemig estiveram no local para avaliar se uma rede de média tensão, que passa a oito metros do solo e está a 28 metros do local, poderia impedir a instalação das pontes metálicas. Os funcionários informaram a rede necessita de uma margem de segurança de cinco metros, o que, na avaliação dos engenheiros, não prejudica os trabalhos. Os técnicos informaram ainda que a empresa energética começa hoje a instalar uma nova rede de iluminação em toda a área.

Limite vai ser de 70 toneladas

As pontes metálicas a serem montadas na BR-381 são do modelo LSB (Logistic Support Bridge), de fabricação inglesa. Serão instaladas duas estruturas, totalmente de aço, uma para cada sentido de tráfego. Segundo o Exército, oito unidades foram adquiridas no fim do ano em parceria com o Dnit, a um custo de R$ 60,6 milhões. As pontes são empregadas para evitar a interdição de estradas ou em caso de catástrofes.

Segundo o tenente-coronel Vladimir Pires Pinto, elas foram empregadas na região serrana do Rio de Janeiro, devastada pelas chuvas em janeiro, nas enchentes ocorridas em Alagoas e na BR-277, no Paraná. O Exército cita também a ponte instalada desde 12 de janeiro na rodovia GO-070, entre Itaberaí e Cidade de Goiás (GO).

O tenente-coronel não tinha a informação de onde partiriam as estruturas vistas como a tábua de salvação de milhares de pessoas. Segundo o Exército, as pontes foram distribuídas em Organizações Militares de Engenharia do Rio de Janeiro (RJ), Cachoeira do Sul (RS), Porto União (SC), Aquidauana (MS), Ipameri (GO), Porto Velho (RO), Natal (RN) e Teresina (PI). Tampouco foi definido o contingente de militares que serão empregado na tarefa.

“É uma ponte de painéis e pode ter comprimentos diversos, desde um mínimo de 16m até o máximo de 50m de vão livre. O vão livre manda na capacidade de carga e, quanto menor, maior a sua capacidade”, explica o militar.

O oficial diz que o equipamento será inspecionada permanentemente pelos militares, que buscam possíveis avarias, como afrouxamento de pinos de conexão. Essa equipe também controla o tráfego, que deve respeitar o limite de 70 toneladas e a velocidade máxima de 40 km/h. As inspeções de rotina não interditam o fluxo de veículos. (TA)

Descaso na BR-381: DNIT confirma que ponte sobre o Rio das Velhas não passou por vistoria

Vistoria em ponte foi precária

Fonte: O Tempo

Empresa foi contratada pelo Dnit para duplicação, e não para prevenção

A vistoria realizada na ponte sobre o rio das Velhas, na BR-381, no ano passado, não teve caráter preventivo. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o trabalho de avaliação no local fazia parte da elaboração do projeto de duplicação da rodovia.

De acordo com a assessoria de imprensa do Dnit, em Brasília, o Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte) vistoriou 770 pontes em Minas no ano passado. A ponte sobre o rio das Velhas, que teve um dos pilares afundado na semana passada, não está na lista. Não há havia também planos de manutenção da estrutura.

Segundo especialistas ouvidos por O TEMPO, uma vistoria técnica era indispensável para detectar problemas na fundação da ponte.

A Ecoplan realizou a vistoria. A empresa, uma das responsáveis pelo projeto executivo de duplicação da BR-381, informou que não foram realizados trabalhos de inspeção no fundo do rio. Porém, o diagnóstico concluído pela empresa já previa o problema. “A ponte já não suportava mais o fluxo de veículos e não dava mais vazão para a quantidade de água”, afirmou o engenheiro da Ecoplan, Carlos Roberto Silveira.

O professor de engenharia de estruturas da Universidade Federal de Minas (UFMG), Ronaldo de Azevedo, acredita que, no Brasil, os altos custos inibem vistorias detalhadas. “O governo não consegue cuidar nem da saúde, quanto mais fazer planos de manutenção de infraestrutura”, destaca.

De acordo com o engenheiro da Ecoplan, toda ponte é construída com uma vida útil de 30 anos, “mas aqui no Brasil só se constrói estruturas novas quando os problemas aparecem”, diz Silveira.

Ele explica que, antes mesmo da interdição da ponte, o projeto de duplicação da BR-381 já previa a demolição da estrutura atual para a construção de uma nova passagem.

Para o coordenador da Faculdade de Engenharia de Transportes e Geotecnia da UFMG, Nilson Tadeu Nunes, deveria ser feita uma perícia na ponte para identificar a causa real do problema. Segundo o Dnit, o motivo teria sido desgaste natural.

Provisório
Passagem de carros no local, só em dois meses
A instalação de duas passagens provisórias para veículos na BR?381, em Sabará, pode demorar até dois meses. Estudos sobre a construção começaram a ser feitos ontem por técnicos do Exército e do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).

Motoristas são obrigados a adotar desvios pelo centro de Sabará e por Santa Luzia, que chegam a 54 km. Os congestionamentos são uma constante.

Segundo o tenente-coronel Vladimir Pires Pinto, do 4º Batalhão do Exército, as obras terão de ser feitas em duas etapas. Na primeira, o Dnit providenciará o acesso entre as pontes e a rodovia e duas bases de concreto no rio das Velhas. Na segunda etapa, o Exército irá montar a estrutura de aço das pontes provisórias. Cada etapa deve durar entre 15 e 30 dias.

O Dnit anunciou que a ponte definitiva deve ficar pronta em seis meses, já de acordo com o projeto de duplicação da rodovia, em fase de licitação. Será construída também uma nova passarela para pedestres em 15 dias. A demolição da ponte condenada deve acontecer na próxima segunda-feira.

Segundo o superintendente do Dnit, Sebastião Donizete, as pontes provisórias serão construídas simultaneamente à definitiva. (Natália Oliveira)

Santa Luzia
Professores chegam tarde às escolas
Alunos da rede municipal de ensino de Santa luzia, região metropolitana da capital, estão com as aulas comprometidas. Professores não têm conseguido chegar a tempo em sala de aula por causa dos congestionamentos decorrentes da interdição da ponte na BR?381.

O presidente da associação de moradores do bairro Bom Destino, Ailton Gomes, conta que seu filho tem voltado para casa sem ter tido a aula completa.

A Secretaria Municipal de Educação de Santa Luzia informou que os alunos não estão sem aulas e que os atrasos são casos isolados. (NO)

BR-381: Aécio Neves diz que queda da ponte é exemplo de incapacidade do Governo do PT, senador defende estadualização

Aécio Neves vê na queda de ponte em Sabará exemplo da incapacidade do governo federal para cuidar das rodovias

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Senador defende estadualização para melhorar qualidade das estradas

O senador Aécio Neves afirmou nessa quarta-feira (27-04-11) que a queda de uma ponte sobre o Rio das Velhas no quilômetro 454 da BR 381, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, é mais uma prova da incapacidade do governo federal em cuidar das rodovias. Na avaliação do senador, esse grave problema, que vem causando grandes danos para a população local e para quem utiliza a rodovia, reforça sua tese de estadualização das estradas.

A ponte está interditada desde a última quarta-feira, dia 20, pela Polícia Rodoviária Federal, após uma viga de sustentação da estrutura ceder, provocando o afundamento da pista. Aqueles que precisaram usar a BR-381 para viajar no feriado da Semana Santa enfrentaram longas horas de engarrafamento tendo que passar por desvios. A população que precisa transitar diariamente pelo local sofre com a situação. Uma passarela improvisada está sendo utilizada pelos pedestres.

“Se há um consenso hoje no Brasil, esse é um deles: a incapacidade que o governo tem  demonstrado de gerir de forma adequada as nossas rodovias. O que eu tenho defendido é que essa figura esdrúxula que só existe no Brasil – de rodovias federais – deixe de existir e, obviamente por etapas, portanto, dentro de um planejamento, eu defendo que as rodovias federais passem à gestão dos estados com a transferência, obviamente, dos recursos para os estados”, afirmou o senador em entrevista em Brasília.

A proposta do senador é de que esse processo pode ser iniciado com a transferência da totalidade dos recursos da Cide (uma das fontes de financiamento do setor rodoviário) para os estados. Hoje, apenas 29% da Cide vão para estados e municípios.

“Isso possibilitaria o início do processo de transição de transferência da responsabilidade das rodovias federais para os estados. E nos estados, aí sim, as decisões são tomadas com mais agilidade, os governantes têm a pressão da população e tenho certeza de que problemas como esse da ponte na BR 381 que transformou em caos, em inferno a vida de tantos mineiros no último feriado, e até mesmo em riscos muito grandes, não teriam ocorrido”, disse o ex-governador de Minas Gerais.

O senador Aécio Neves alerta que o Brasil hoje vive um processo de forte centralização, caminhando para se transformar em um estado unitário, e um presidencialismo quase imperial. “O caminho correto é o da descentralização, em todos os aspectos, em todas as áreas de responsabilidade do governo federal e, nas rodovias, muito em especial”, concluiu o senador.

Ponte da BR-381: Empresas temem que demolição pelo DNIT provoque mais prejuízos, 10 mil empregos estão ameaçados

Empresários rejeitam demolição de ponte na BR-381

Fonte: Thiago Lemos – Hoje em Dia

Há descrença de que o DNIT consiga construir outra em seis meses

Descrentes em relação ao prazo de seis meses estimado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a construção de uma nova ponte sobre o Rio das Velhas, empresários e comerciantes dos municípios afetados querem impedir a demolição da estrutura e defende que ela seja reformada. Cerca de 10 mil empregos estão ameaçados, empresários temem grandes prejuízos.

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Depois do caos na BR-381, DNIT vai improvisar duas pontes metálicas sobre o Rio das Velhas, Anastasia vai melhorar vias alternativas

Ponte provisória é confirmada

BR-381.Duas estruturas de aço para carros serão instaladas ao lado de obra condenada no rio das Velhas

Fonte: Natalia Oliveira – O Tempo

Previsão é que Exército inicie montagem ainda neste fim de semana

A construção de duas pontes provisórias na BR-381, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi confirmada ontem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O anúncio, adiantado na edição de ontem por O TEMPO, foi feito pelo superintendente do órgão em Minas, Sebastião Donizete. As pontes, em estrutura metálica, serão montadas pelo Exército.

Os trabalhos estão previstos para começar ainda neste fim de semana. O Dnit tem à disposição sete estruturas metálicas do tipo para serem usadas no país em caso de emergência. Elas podem ser montadas rapidamente, em um período médio de 15 dias.

O tráfego na BR-381 está interditado sobre o rio das Velhas há uma semana, quando um dos pilares da ponte que passa pelo local cedeu. Desde então, os motoristas são obrigados a adotar dois desvios, um pelo centro de Sabará e outro por Santa Luzia. Além do aumento do percurso em até 54 km, os congestionamentos são constantes.

As passagens provisórias serão construídas ao lado da ponte condenada, cada uma atendendo a um sentido da via. Técnicos do Exército devem ir hoje ao local para fazer uma avaliação da área. Eles irão analisar o comprimento, largura, altura das pontes, além da viabilidade do melhor ponto para a construção.

“Temos que procurar os melhores acessos para ligar a BR-381 às pontes”, disse Donizete. Cabeceiras nas entradas e saídas das passagens provisórias também serão construídas.

Pela estrutura só poderá passar um veículo de cada vez, o que deve causar congestionamentos. Caminhões mais leves também poderão usar a estrutura. “Mesmo com a lentidão, acredito que as pontes vão minimizar os transtornos para os motoristas”, disse o superintendente. Cerca de 50 mil veículos devem passar diariamente pelas pontes provisórias.

Ainda na semana que vem, a empresa contratada para as obras da ponte definitiva deve começar a construção de uma nova passarela para pedestres, semelhante à instalada pelo Exército, porém mais reforçada.

A ponte definitiva sobre o rio das Velhas deve ficar pronta em seis meses. O Dnit elaborou projeto que será entregue a três empresas ainda nesta semana. “Vamos analisar os orçamentos das construtoras e a que apresentar o melhor orçamento será contratada”, disse o superintendente Sebastião Donizete.

A expectativa é que a demolição da estrutura danificada aconteça na próxima quarta-feira. A construção da nova ponte, que vai obedecer ao projeto de duplicação da BR-381, começa no dia 23 de maio. As obras de melhoria do traçado da rodovia, entre a capital e João Monlevade, têm previsão de início em setembro.

A ponte metálica é similar à demonstrada, em setembro, em Brasília

Paliativo
Anastasia anuncia obras de melhoria nos desvios
Em paralelo à instalação das pontes metálicas, o governo mineiro irá providenciar intervenções nas estradas que vêm sendo utilizadas como desvio. Sinalização e alguns trechos do pavimento serão melhorados e erosões, corrigidas.

Outra medida divulgada ontem pelo governador Antonio Anastasia foi a antecipação de melhorias em dois trechos contemplados pelo Caminhos de Minas, projeto voltado a intervenções nas estradas.

O trecho que liga Taquaraçu a Bom Jesus deve ter a obra iniciada ainda neste ano, assim como a estrada que liga os municípios de Caeté a Barão de Cocais. Ambas as obras estavam previstas para começar apenas em 2012, num custo total de R$105 milhões. “Nunca tivemos uma situação tão grave como essa na história rodoviária de Minas”, avaliou Anastasia.

A licitação para a obra de duplicação nos dois primeiros trechos da BR?381 deve ser publicada em maio, segundo informou ontem o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). (Rafael Rocha)

Ponte da BR-381: Deputados do Bloco Transparência e Resultados cobram estadualização da rodovia e medidas urgentes do governo Dilma

Deputados querem estadualização

Fonte: Thobias Almeida  – Estado de Minas

Deputados querem estadualização

Parlamentares estaduais que compõem o Bloco Transparência e Resultado estiveram ontem na ponte interditada para avaliar a situação, defenderam a estadualização das BRs e cobraram do governo federal medidas urgentes para amenizar o caos que se instalou no estado em decorrência da paralisação da BR-381.

Os deputados garantem que, uma vez estadualizadas, e com os repasses da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico por parte do governo federal, as rodovias seriam melhor cuidadas pelos estados, que estão mais perto dos problemas.

“A estadualização é importante porque até hoje não se conseguiu um resultado para a duplicação da rodovia. Com o repasse dos recursos para o estado, a solução seria mais rápida”, analisa o deputado Bonifácio Mourão (PSDB). Ele salientou que a ponte sobre o Rio das Velhas foi construída há mais de 50 anos e previa tráfego de caminhões de até sete toneladas, sendo que hoje há veículos que cruzam a estrutura carregando até 40 toneladas. “O movimento previsto era de 500 veículos por mês, hoje são 60 mil”, salienta o parlamentar.

O deputado Fred Costa (PHS) disse que o quadro de calamidade é o mesmo em outros pontos de Minas. “Estamos solicitando a atenção do governo federal para as nossas rodovias”, explicou. Chamaram a atenção de Fred Costa a rachadura na ponte e estado precário dos passeios da estrutura, esburacados e, em algumas partes, com largos vãos que punham em perigo os pedestres.

RECURSOS O governo federal vai repassar recursos ao Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), que fará melhorias estruturais nas rodovias estaduais para onde foi desviado o fluxo de veículos da BR-381, por causa da interdição da ponte sobre o Rio das Velhas. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente do Dnit em Minas, Sebastião Donizete de Souza, depois de reunião com o governadorAntônio Anastasia (PSDB) na Cidade Administrativa. O valor do investimento e a data do início das obras de recuperação do asfalto e reforço da sinalização não foram informados. O governador determinou que a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) intensifique a fiscalização nas estradas e a orientação aos motoristas que passaram a usar as rotas alternativas.

O encontro foi solicitado por Anastasia, que colocou a estrutura do DER-MG à disposição do Dnit. “Na história rodoviária de Minas, nunca tivemos situação tão grave como esta. Vamos reforçar a sinalização e a orientação aos motoristas, para que haja o mínimo de transtorno possível nos acessos às cidades incluídas nas rotas alternativas. A estrutura viária também será reforçada, como na Rodovia dos Inconfidentes”, disse o governador.

Segundo o superintendente do Dnit, além da BR-356, passarão por reformas a MGC-262, entre Sabará a Caeté; a MG-435, entre Caeté e a BR-381; a AMG-145, conhecida como Avenida Beira Rio, em Santa Luzia; a Via 240 e a MG-020, prolongamento entre BH e Santa Luzia. Outra medida anunciada por Anastasia foi a antecipação da pavimentação das rodovias entre Taquaraçu de Minas e Bom Jesus do Amparo e entre Caeté e Barão de Cocais. “São obras orçadas em R$ 5 milhões, que estavam previstas para começar em 2012. Vamos começá-las neste ano.”(Com EB)

BR-381: Falta de planejamento e manutenção preventiva do DNIT leva caos para quem passou pela rodovia no feriadão

Marcha lenta na volta para casa após o feriadão

Fonte: Fernando Zuba – Hoje em Dia

BRs 381 e 040 e desvios usados devido à interdição de ponte na Rodovia da Morte ficaram sobrecarregados

Viajantes enfrentaram filas de veículos, trânsito lento e tumultuado e rodovias deterioradas, ponte obstruídas sobre o Rio das Velhas leva caos para a BR 381. Foram registrados 45 quilômetros de engarrafamento no início da noite. Ônibus vindo do Espírito Santo e Bahia levaram mais 4 horas no tempo da viagem.

Descaso e incompetência: DNIT sob gestão do PT interdita ponte que cedeu sobre Rio das Velhas e provoca caos na BR-381

Ponte do Rio das Velhas, na BR-381, será destruída e nova ficará pronta em seis meses

Fonte: Daniel Silveira e Landercy Hemerson – Estado de Minas

Ponte foi completamente interditada após afundar (Jair Amaral/EM/D.A.Press)
Ponte foi completamente interditada após afundar


O destino da ponte sobre o Rio das Velhas, no km 454 da BR-381, no Borges, em Sabará, será a demolição. A informação é do chefe de engenharia da superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Àlvaro Campos de Carvalho, que depois de reunião na noite desta quarta-feira com o corpo técnico do órgão e da empresa responsável pelo projeto de duplicação da rodovia, concluiu que não há como aproveitar a atual estrutura.

Técnicos do Dnit estão vindo de Brasília (DF) para dar início aos levantamentos necessários à confecção da planilha básica dos custos de realização das obras de emergência da nova ponte, que vai seguir o projeto previsto na duplicação da rodovia. É uma obra emergencial, com prazo máximo de realização em seis meses”, afirmou Carvalho. Segundo ele, é prematuro falar em preço, porém, ele prevê que a construção de uma ponte nesse moldes ultrapasse os R$ 30 milhões.

A curto prazo, para contemplar a travessia de pedestres, Álvaro Carvalho explica que já vem sendo mantidos contatos com o Exército para a construção de passarela flutuante. “Não podemos adiantar muita coisa, pois estamos muito no início das análises de soluções. O fato é que já tínhamos projetos em andamento para construção de uma nova ponte, que aproveitaria parte da estrutura da que já existe. Só que agora a situação mudou em vamos dar andamento para que os recursos emergenciais sejam liberados a curto prazo”.

De acordo com o Dnit, já havia um projeto para construção de um ponte previstas para obras de duplicação da BR-381. Entretanto, deverá ser elaborado um projeto emergencial. Enquanto a nova ponte não for construída, a rodovia permanecerá interditada.

A interdição do trecho foi feita nesta quarta-feira pela Polícia Rodoviária Federal após a ponde afundar. Uma viga de sustentação da estrutura cedeu, provocando o afundamento da pista. O tráfego foi bloqueado nos dois sentidos da via.

Confira galeria de imagens da interdição da ponte
Desvio sugerido pela PRF com passagem por Santa Luzia (clique para ampliar) (Montagem sobre reprodução / Google Maps)
Desvio sugerido pela PRF com passagem por Santa Luzia (clique para ampliar)

Congestionamento 

Com a interdição da BR-381, o trânsito ficou lento em várias regiões de Belo Horizonte e na Região Metropolitana onde acontecem os desvios. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o congestionamento já chegou ao Anel Rodoviário, na altura do Bairro Engenho Nogueira, na Região da Pampulha. Em Santa Luzia, local onde está sendo feito um desvio, o trânsito também está bastante carregado.

Desvios

De acordo com a PRF, os veículos de passeio podem pegar um desvio por Caeté ou pela MG-20, passando por Santa Luzia.

Ainda segundo a PRF, os veículos pesados que seguem para Vitória, devem seguir por Ouro Preto e Ponte Nova. Já os que vão para o Sul da Bahia devem pegar a BR-040, em Sete Lagoas, BR-135, em Curvelo, e BR-251, em Montes Claros.

Desvio sugerido pela PRF com passagem por Sabará e Caeté (clique para ampliar) (Montagem sobre reprodução / Google Maps)
Desvio sugerido pela PRF com passagem por Sabará e Caeté (clique para ampliar)

No sábado, os veículos de carga não poderão usar a BR-365 em Ouro Preto, de 7h às 15h, em função da Solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência que acontecerá na cidade.

Coleta de Lixo

Não é só o trânsito que poderá causar problemas. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou através de nota, que devido a avaria na ponte os serviços de coleta poderão sofrer atrasos.

Os caminhões coletores realizam o trajeto BH/Sabará, através da BR-381, para descarregar o lixo recolhido em Belo Horizonte, no Aterro de Macaúbas. Segundo a SLU, medidas operacionais já sestão sendo tomadas para minimizar o impacto.

Interdição da ponte na 381 é prova do descaso com as estradas federais no estado

Fonte: Ernesto Braga – O Estado de Minas

Ao fim de todo feriado prolongado, Minas Gerais aparece nos noticiários como o estado campeão de acidentes e mortes em rodovias. A explicação das autoridades responsáveis pelas estatísticas de tanta violência também é sempre a mesma: a imprudência dos motoristas, muitas vezes atrelada a fenômenos naturais, como chuva. Por isso, insistem os fiscais do asfalto, a maioria das mortes ocorre em colisões frontais, causadas, principalmente, por ultrapassagens irregulares em pistas sinuosas e estreitas.

Mas especialistas em trânsito dão outra dimensão ao problema ao eleger a falta de estrutura da malha rodoviária mineira, a maior do país, como a grande vilã. Precariedade que tira a vida de milhares de pessoas, causa grandes perdas a transportadoras, empresas de ônibus e indústrias, e afeta até a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A corporação teve de cancelar o lançamento da campanha Acenda os faróis – dê uma luz para a vida, que ocorreria na quarta-feira na BR-381, por causa da interdição da abalada ponte no Rio das Velhas, no km 455, no limite de Belo Horizonte e Sabará, na região metropolitana.

Os quatro dias do feriado da semana santa de 2010, de 1º a 4 de abril, foram os mais sangrentos da década em Minas de acordo com a PRF. Houve 603 acidentes nas rodovias federais, que deixaram 351 pessoas feridas e 31 mortas. Com as 32 mortes no mesmo período nas rodovias estaduais e federais delegadas à Polícia Militar Rodoviária (PMRv), 63 pessoas perderam a vida. O número é 215% maior do que o registrado no mesmo feriado de 2009, com 20 mortos (13 nas federais e sete nas estaduais). Os dados da PRF também são superiores aos do carnaval deste ano, quando houve 29 mortes nas BRs mineiras.

Para que a carnificina no asfalto não seja novamente motivo de sofrimento para tantas famílias neste feriadão, o Estado de Minas analisou os números da PRF na Operação Semana Santa de 2010. Os dados apontam as principais causas dos acidentes com mortes, o dia de maior incidência dos desastres, as características dos trechos das rodovias onde eles ocorrem com maior frequência, além do horário citado por especialista e pela corporação como o mais crítico. O objetivo é criar um “manual de sobrevivência” para motoristas e passageiros, permitindo que eles cheguem ao destino em segurança.

Das 31 mortes do feriadão da semana santa de 2010, 11 foram na BR-381, sendo oito no trecho mais perigoso da rodovia, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e três na Fernão Dias, entre a capital mineira e São Paulo. Sete foram na BR-116 (Rio/Bahia), quatro na BR-040 (três entre BH e o Rio de Janeiro e uma entre BH e Brasília), três na BR-365, uma na BR-459 e uma na BR-050. A PRF não informou os locais de quatro mortes.

Apenas uma pessoa perdeu a vida em rodovia de pista duplicada, ao ser atropelada no km 433 da BR-040, em Paraopeba, na Região Central. Os demais casos foram em vias de pista simples e sem divisória central que pode evitar choques entre veículos que trafegam em sentidos opostos ou que fazem ultrapassagens malsucedidas. As colisões entre carros de passeio causaram 21 mortes (15 em batidas frontais, três em transversais, duas em laterais e uma na traseira do carro).

“As características dos acidentes mostram que todas as rodovias federais de Minas estão ultrapassadas. Não basta melhorar a sinalização, é preciso reconstruí-las, duplicar as pistas e pôr barreiras físicas para separar os dois sentidos, de concreto ou aço”, afirmou o especialista em trânsito e assuntos urbanos José Aparecido Ribeiro, presidente do Movimento SOS Rodovias Federais-MG.

Segundo ele, estudos mostram que as intervenções nas rodovias evitariam 60% das mortes. “Não podemos negar a imprudência dos motoristas. Mas o que mata são as colisões entre veículos, sobretudo frontais. Por isso, a maioria das mortes ocorre, historicamente, na BR-381, principalmente entre Belo Horizonte e João Monlevade, trecho conhecido como Rodovia da Morte.” A maior parte das mortes (10) na semana santa de 2010 ocorreu no domingo, último dia do feriado, na volta para casa. O período noturno é o mais crítico. “Alterações da pressão sanguínea são mais comuns das 19h às 21h, podendo provocar sonolência nos motoristas”, diz o especialista.

Saiba mais…

Folha de S.Paulo percorre trechos das BRs 101, 262 e 381 e constata incapacidade do DNIT, mortes ocorrrem em locais previsíveis

Mortes se repetem em locais previsíveis nas rodovias

Fonte: Alencar Izidoro – Folha de S.Paulo

Metade das colisões fatais no Carnaval foi em pontos conhecidos do governo
De 144 acidentes que mataram no feriado em estradas federais, 70 foram em lugares que concentram batidas

Às vezes tortas, sujas, amassadas ou encobertas pelo matagal, placas anunciam ao longo das BRs 101 e 262, no Espírito Santo, e na 381, em Minas: “Atenção, trecho com alto índice de acidentes”.

Assim como nessas estradas, no restante do país há conhecimento do poder público sobre pontos de risco.

Mesmo assim, os acidentes se repetem nos mesmos lugares -como ocorreu no Carnaval sangrento de 2011 na malha rodoviária federal.

A Folha mapeou 98% dos pontos onde 213 pessoas morreram no último feriado (com recorde de vítimas em nove anos) e verificou que praticamente metade das colisões se deu em locais “concentradores de acidentes”.

São trechos que, ao longo de cinco anos, já foram listados pelo governo devido à alta incidência de casos como batidas ou atropelamentos.

A existência de um endereço onde acidentes e vítimas se acumulam, além de torná-los previsíveis, pode indicar falhas em sinalização, pavimento ou traçado das pistas.

“O acidente é resultado de uma conjugação de fatores. Se quebra um deles, quebra a cadeia. Jogar a culpa só nos mortos é livrar os órgãos de suas responsabilidades”, avalia Sérgio Ejzenberg, mestre em engenharia pela USP.

Isso não isenta os motoristas – cuja imprudência interfere na maioria dos casos, dizem estudos e especialistas.

No entanto, expõe falhas nas rodovias que contribuem ou agravam os perigos.

De 144 acidentes fatais do Carnaval mapeados, 70 foram registrados num raio de 1 km de pontos já destacados pelo Dnit (órgão de transporte do governo Dilma, do PT) devido à repetição de ocorrências no mesmo lugar.

Em cinco anos e meio, eles já somaram, no mínimo, 3.917 acidentes, 1.441 com feridos, 127 com mortos.

“A anomalia é não tomar providências diante de um ponto que se sabe que é crítico”, diz Adriano Murgel Branco, engenheiro e especialista em segurança viária.

Embora a concentração de veículos possa elevar a probabilidade de acidentes, quase dois terços dos pontos mapeados foram em trechos rurais, e não nos urbanos.

A Folha percorreu 1.500 km em MG e ES, em nove locais de risco das BRs 381, 262 e 101, muitos delesrotas turísticas em feriados. Os problemas seguiam um mês depois dos 14 mortos no Carnaval nesses mesmos lugares.

Entre os comuns, placas cobertas pelo mato até em curvas perigosas, pintura apagada na pista, buracos e falta de acostamento.

Nada que seja desconhecido do poder público. O próprio Dnit cita em seu site exemplos de “sinalização horizontal precária”, “péssima” e asfalto em “péssimo estado de conservação” no ES e MA, em rodovias que tiveram mortes no Carnaval.

A imprudência de motoristas é agravada pela falta de controle da velocidade – lombadas eletrônicas foram desativadas em 2007.

Anastasia se reúne com bancada federal de Minas e defende união pelas obras da BR-381, metrô e royalties do minério de ferro

Anastasia defende união por Minas Gerais em encontro com bancada federal mineira

Fonte: PSDB-MG

Durante encontro em Brasília, governador, senadores e deputados destacaram a necessidade de se unirem para solicitar ao Governo Federal a duplicação da BR-381, a expansão do metrô de Belo Horizonte e a revisão dos royalties do minério de ferro

O governador Antonio Anastasia reuniu-se, nesta quinta-feira (24/03), em Brasília, com a bancada federal mineira no Congresso Nacional. Durante o encontro, ele apresentou aos deputados e senadores os programas prioritários do Governo de Minas para os próximos quatro anos. O governador defendeu a união de todos os parlamentares mineiros pelo desenvolvimento de Minas Gerais, independentemente de ideologias e vinculações partidárias.

“O mais importante é a harmonia muito forte da bancada federal de Minas Gerais, dos três senadores e dos 53 deputados federais, todos, independentemente de partido, vinculados à ideia do desenvolvimento, progresso e prosperidade de nosso Estado. É a união de Minas para termos um desenvolvimento bastante efetivo. Tenho certeza que teremos um relacionamento extremamente republicano e de alto nível com o Governo Federal, assim como temos com os municípios de um modo geral. Isso é importantíssimo para que nosso Estado avance”, afirmou Antonio Anastasia, durante o encontro.

Antonio Anastasia iniciou a reunião apresentando aos parlamentares o programa Gestão para a Cidadania, terceira etapa do Choque de Gestão, modelo adotado pelo Governo do Estado em 2003 e que promoveu ampla reforma administrativa, a recuperação das finanças pública e a retomada dos investimentos e do crescimento de Minas Gerais. Para a terceira etapa, o objetivo do governo estadual é desenvolver ações com foco no cidadão, estimulando sua participação nas políticas públicas.

Antonio Anastasia esteve acompanhado do vice-governador Alberto Pinto Coelho e dos secretários de Estado de Governo, Danilo de Castro, de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, de Ciência e Tecnologia, Narcio Rodrigues, de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto e de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira.

Após sua a apresentação, o governador ouviu considerações e propostas apresentadas por todos os deputados presentes e pelos senadores Itamar Franco, Aécio Neves e Clésio Andrade. Antonio Anastasia também destacou a participação do deputado Márcio Reinaldo, que será o interlocutor da bancada federal junto ao Governo de Minas.

“É muito importante que haja essa proximidade entre o Governo do Estado e a bancada federal, porque, muitas vezes, a distância, estamos em Belo Horizonte e os deputados aqui em Brasília, não permite esse cotidiano. Mas, agora, a presença do deputado federal Márcio Reinaldo como nosso interlocutor permanente, e ao mesmo tempo esses encontros, que serão frequentes, certamente permitirão que haja um entrosamento ainda maior para termos, nos temas de Minas, envolvidos o Governo do Estado e bancada federal”, afirmou.

BR-381 e metrô

O governador destacou ainda a importância da participação da bancada mineira na defesa de antigas reivindicações de Minas em obras de infraestrutura urbana e viária de responsabilidade do Governo Federal. Ele citou a necessidade urgente da duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares e a expansão do metrô de Belo Horizonte.

“Estamos muito otimistas com os temas aqui levantados, da infraestrutura urbana e rodoviária. Como governador do Estado, acredito que a obra número um em Minas Gerais é a duplicação da rodovia BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, que é uma obra federal. Espero que ela, agora, avance. São obras federais, por isso, os projetos têm que ser feitos pelo Governo Federal. Conversamos com o ministro dos Transportes há 15 dias, ele nos deu as notícias do andamento. A presidenta Dilma tem esse compromisso, por isso, acredito que vamos avançar. A responsabilidade do Governo do Estado, nesse caso, é exatamente fazer essa pressão política, no bom sentido, para mostrar a relevância dos projetos”, destacou.

Royalties

Durante o encontro, o governador e os parlamentares também se uniram em defesa de uma revisão dos royalties minerais no País. Antonio Anastasia adiantou que a presidenta Dilma Rousseff lhe adiantou que irá apresentar uma proposta para o setor mineral até o meio deste ano.

“Vamos depender desse estudo que está sendo feito pelo Ministério de Minas e Energia. A presidenta Dilma já me disse que pretende encaminhar até o meio do ano a proposta de revisão. Temos certeza que haverá maior justiça na questão tributária em favor de estados e municípios quanto à questão mineral, porque, de fato, o valor hoje arrecadado é quase nada. E isso não é possível, porque, desde Arthur Bernardes, no século passado, lembrávamos que o minério só da uma safra. É importante que haja, de fato, uma recomposição desses valores a favor dos municípios e dos estados. Não só Minas, o Estado do Pará, o Estado da Bahia e outros estados produtores de minério no Brasil”, afirmou Antonio Anastasia.

 

Depois de mais de 3 anos de descaso, Dnit retoma fiscalização nas rodovias mineiras – omissão fez subir número de mortes

Controle volta após três anos sem limites

Fonte: Pedro Rocha Franco -Estado de Minas

Velocidade nas BRs
Com equipamentos de fiscalização desligados desde o fim de 2007, Dnit promete finalmente retomar vigilância nas rodovias que cortam o estado. Número de mortes subiu na falta dos aparelhos, cuja importância para preservar vidas é reconhecida pelo próprio departamento federal

Depois de mais de três anos de descaso em relação ao controle de velocidade e de aumento significativo do número de mortes nas rodovias mineiras sob jurisdição do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o órgão promete, para a próxima semana, começar a instalação de 31 radares em dois dos trechos mais críticos do país: o Anel Rodoviário de Belo Horizonte e a chamada Rodovia da Morte, como tornou-se conhecido o segmento da BR-381 entre a capital e João Monlevade, na Região Central do estado. Antes de entrar em funcionamento, os aparelhos serão aferidos e sua operação está prometida para o mês que vem. O pacote ainda prevê a instalação de 410 radares em estradas que cortam o estado nos próximos dois anos. A medida, porém, é anunciada com bastante atraso. Caso o Dnit tivesse agido para evitar o desligamento dos equipamentos de fiscalização, em outubro de 2007, centenas de vidas poderiam ter sido poupadas.

No Anel Rodoviário, ao todo, serão 18 equipamentos. Atualmente, há oito lombadas eletrônicas em funcionamento e outras três – previstas para operar na descida do Bairro Betânia, depois da tragédia que vitimou cinco pessoas em 28 de janeiro – em fase final de implantação. Além dessas, outras sete serão instaladas a partir da semana que vem . A novidade é que três radares são do modelo discreto, conhecido como pardal. Um deles, inclusive, já começou a multar na madrugada de ontem.

Já na BR-381, no trecho de 108 quilômetros conhecido como Rodovia da Morte, serão 27 radares, 24 deles novos. Além das três lombadas já existentes, outras cinco serão instaladas em percursos urbanos, em Ravena, Nova União, São Gonçalo do Rio Abaixo (duas) e João Monlevade, permitindo mais segurança na travessia de pedestres . Estudos feitos pelo Dnit mostram que os equipamentos de controle instalados nas travessias urbanas resultam em redução de sete em cada 10 desastres, o que, segundo nota do departamento, “justifica a instalação dos radares, dada a necessidade de controlar a velocidade nos pontos concentradores de acidentes”. O restante dos dispositivos previstos para a BR-381 será do tipo pardal, obrigando os condutores que desconhecem a localização dos aparelhos a respeitar os limites de velocidade em toda a via, sob pena de multa.

As estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, assim como o Dnit, mostram que a tendência era de redução do número de vítimas nas estradas mineiras enquanto os aparelhos de fiscalização estavam ativos. Em 2006, segundo a PRF, foram registradas 1.130 mortes, contra 1.064 no ano seguinte. O desligamento das lombadas em Minas coincidiu com a inversão da tendência e com aumento considerável dos acidentes e mortes. O comparativo entre 2007 e 2010 mostra crescimento de 26,31% no número de óbitos nas BRs mineiras. Entre 2008 e 2010, a soma do número de mortes que superou a marca de 2007 totaliza 504 vítimas, muitas das quais poderiam ter sido salvas caso o controle de velocidade não tivesse sido desativado.

O impasse envolvendo a contratação de empresas para fiscalizar as rodovias se arrasta desde outubro de 2007, quando venceu o último contrato, sem que o Dnit pudesse prorrogá-lo. No ano seguinte, o governo federal chegou a publicar um edital de licitação, mas, com o processo impugnado, foi preciso abrir nova concorrência. Depois de várias tentativas de impugnação e de revisões da licitação, o contrato foi assinado em dezembro, com prazo de dois anos para que as empresas instalem todos os equipamentos. A previsão é de que sejam investidos R$ 804 milhões nos próximos cinco anos em todo o país, com recursos que fazem parte do programa de controle de velocidade viária e estão assegurados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A campeã de fiscalização em Minas será a BR-040, com 119 aparelhos instalados nos trechos que ligam Belo Horizonte a Brasília e ao Rio de Janeiro. A BR-116, conhecida como Rio-Bahia, é a segunda no ranking, com 67 radares, uma tentativa de conter a gravidade dos acidentes, que a tornam uma das mais perigosas de Minas, com índice de letalidade superior até mesmo ao da Rodovia da Morte. Na sequência, vêm empatadas as BRs 262 e 381, ambas com 55 equipamentos.

Depois de dezenas de mortes, DNIT finalmente reforçará fiscalização no Anel e na BR-381 – 27 radares serão instalados

Pacote do Dnit prevê mais radares no Anel e na BR-381

Fonte: Flávia Martins y Miguel

Paliativo. Até março, Rodovia da Morte terá mais 24 equipamentos; no Anel, serão três novos dispositivos

Trecho de descida na altura do Betânia passará a contar com seis aparelhos
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou ontem a instalação, até o final de março, de 24 novos radares na BR-381 e outros três equipamentos de controle de velocidade no Anel Rodoviário da capital. O órgão informou que as obras para a instalação dos aparelhos começam na próxima semana.

“Acredito que, no mês que vem, todos os radares vão estar instalados e funcionando, sim. Não acho que teremos nenhum problema”, afirmou o engenheiro do Dnit, Alexandre Oliveira. No Anel, os três novos equipamentos serão incluídos no pacote de radares que começaram a ser colocados no trecho de 7 km na descida do bairro Betânia, no início deste mês, após o acidente que matou cinco pessoas no dia 28 de janeiro.

O órgão federal também prometeu reativar outras duas lombadas destruídas por acidentes no ano passado – atualmente, o controle de velocidade no Anel é feito por oito equipamentos. Com isso, a rodovia passará a contar, nos seus 26,5 km de extensão, com 18 radares, entre lombadas e pardais. O trecho entre o bairro Olhos D Água e a avenida Amazonas terá a maior quantidade dos radares. Serão oito no total.

Na BR-381, o trecho de cem quilômetros entre Ravena e João Monlevade, na região Central, vai passar a contar com 27 radares, sendo 19 pardais e oito lombadas eletrônicas. Atualmente, três aparelhos controlam a velocidade dos veículos. O trecho, chamado de Rodovia da Morte, matou 111 pessoas em 2.049 acidentes em 2010. A maioria das ocorrências, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), aconteceu na altura de Caeté, São Gonçalo do Rio Abaixo e João Monlevade que, juntas, passarão a contar com 17 equipamentos.

“A instalação de radares não resolve, mas ajuda. Como paliativo, talvez seja a medida mais eficaz. É o melhor para se fazer a curto prazo”, afirmou o chefe da assessoria da PRF, Aristides Júnior.

Fiscalização
Pardal já começou a autuar na rodovia
O pardal instalado no KM 4 do Anel Rodoviário, uma semana após o acidente que matou cinco pessoas na rodovia, no fim de janeiro, está autuando os motoristas desde a última quarta-feira. O equipamento foi implantado junto com outras duas lombadas. Estas últimas ainda em fase final de instalação. O limite de velocidade no local é de 70 km/h. Veículos pesados sofrerão redução para 60 km/h.

Na manhã de ontem, técnicos do Dnit trabalhavam no equipamento fazendo ajustes nos aparelhos. Outros dois pardais também serão instalados pelo órgão até o fim de março. Um no KM 0, no início do Anel e o outro no KM 21, na altura do bairro Universitários. Ambos no sentido Rio/Vitória.

O engenheiro do Dnit Alexandre Oliveira informou que a expectativa é que suba para 11 o número de radares em funcionamento no Anel, até o início da semana que vem. “Só preciso confirmar a programação da empresa. Até que no fim de semana a aferição será feita”. (FMM)

Morte no Anel
MPE quer agilizar processo
Após 34 horas de liberdade, motorista retorna à prisão; defesa vai recorrer

O Ministério Público Estadual (MPE) vai entrar, na próxima semana, com pedido para realização da primeira audiência de instrução e julgamento no caso que investiga o acidente que resultou na morte de cinco pessoas, no último dia 28, no Anel Rodoviário. A informação foi dada ontem pelo promotor Edson Baeta, que acompanha o caso.

O objetivo, segundo ele, é acelerar o processo que poderá levar a júri popular o motorista Leonardo Farias Hilário, 24, e evitar que o réu seja beneficiado com um novo habeas corpus, conforme aconteceu na última terça-feira. Ontem, o caminhoneiro se apresentou à polícia depois de ter a soltura revogada pela Justiça.

Para o promotor, não restam dúvidas de que a negligência do motorista foi a principal causa do acidente. As imagens feitas por uma câmera da Rede Globo instalada no Anel e a perícia técnica, de acordo com Baeta, são provas inquestionáveis de que o caminhoneiro estava em alta velocidade quando atingiu os carros na altura do bairro Betânia.

Quinze veículos foram arrastados pela carreta bitrem carregada com 37 t de trigo dirigida por Hilário. Somente após as audiências, quando serão ouvidas testemunhas de defesa e acusação, a Justiça irá definir se o caminhoneiro irá mesmo a júri popular, conforme sugere o MPE. “Todo mundo está muito preocupado com o réu, mas e as vítimas? São perdas irreparáveis para as famílias”, disse.

Por outro lado, a defesa do motorista promete travar uma batalha judicial com o MPE até conseguir a liberdade do caminhoneiro. Hilário voltou para a cadeia ontem depois de passar apenas 34 horas em liberdade, amparado por uma decisão judicial.

Chorando muito e o tempo todo cabisbaixo, o caminhoneiro chegou de táxi ao Departamento de Investigações (DI), no bairro Lagoinha, na capital, no final da manhã. Acompanhado do advogado Geraldo Washington Júnior, o motorista evitou falar com os jornalistas que o aguardavam na entrada da delegacia. Apenas o advogado, visivelmente nervoso, comentou o retorno de Hilário à prisão. “Não precisava de prisão preventiva, meu cliente não é bandido”, esbravejou.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Leonardo Farias Hilário deverá responder a processo por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). Antes de ser beneficiado pelo habeas corpus, o motorista tinha ficado 19 dias preso.

Na delegacia
Hilário chora e não fala do acidente
Nas poucas horas em que esteve longe da cadeia, o caminhoneiro Leonardo Farias Hilário, sob orientação do advogado, participou de diversos programas de TV. Ontem, ao se entregar, no entanto, ele ficou o tempo todo calado. Na frente dos jornalistas, chorou muito e não respondeu às perguntas dos repórteres.

Antes de ser levado a uma cela do Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), onde já havia ficado preso logo após o acidente, o motorista foi escoltado até a Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (Deav), onde assinou o mandado de prisão. De lá, passou pelo Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a exame de corpo de delito.

A prisão preventiva não tem prazo definido para terminar. Ela estabelece que o acusado deve ficar preso enquanto durar o processo, a não ser que a defesa consiga um habeas corpus. (Douglas Couto)

Aécio Neves critica PT de Minas por não atuar firme no Planalto em relação a recursos para Rodoanel e investimentos essenciais para o Estado

Aécio cobra investimento

Fonte: Isabella Souto – Estado de Minas

Governo
Senador tucano critica postura do comando do PT mineiro, que, segundo ele, ainda não teve uma atuação firme em defesa do estado, limitando-se a reivindicar cargos federais

Senador Aécio Neves se encontrou, ontem, com o governador Antonio Anastasia

O senador Aécio Neves (PSDB) cobrou ontem dos parlamentares mineiros do PT uma atuação mais “firme e clara” junto ao Palácio do Planalto em prol dos interesses de Minas Gerais – especialmente em relação a recursos para o metrô de Belo Horizonte, investimentos nas rodovias federais, Rodoanel e aeroporto de Confins. O tucano argumentou que os deputados foram eleitos na defesa do estado e têm se limitado a discutir ocupação de cargos no governo federal.

“O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela postura da postergação. Portanto, é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal, fazer ver a sua força política, se é que ela existe”, afirmou o tucano, referindo-se ao fato de os mineiros terem sido “pouco contemplados” na composição do governo federal. Aécio esteve ontem em Belo Horizonte reunido com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).

O tucano ainda fez um aviso: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado. Volto a dizer, espero e acredito que a presidente da República terá uma relação republicana com o estado de Minas Gerais, mas estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de cronogramas, de definição de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos, não andaram um passo sequer”.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (PT) seria mais um motivo para um melhor empenho na busca por recursos para Minas Gerais. Além disso, segundo ele, a medida mostra que a campanha petista à Presidência da República nas eleições de outubro apresentou uma “ilusão” aos eleitores. “O próprio PT, com essas medidas, demonstra que o Brasil apresentado verde e amarelo e, de certa forma, cor-de-rosa para os brasileiros é diferente desse Brasil real”, reclamou.

A expectativa do PSDB é comandar a Comissão de Infraestrutura, cargo que dará mais oportunidade à oposição de fazer um acompanhamento permanente de todos os investimentos feitos pelo governo federal, além de ter mais acesso às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A divisão das comissões temáticas do Senado será feita na semana que vem, a partir de um acordo entre os parlamentares.

Integrante da comissão que vai discutir a polêmica reforma política partidária, o senador Aécio Neves disse ainda ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso. Ele defendeu que seja feita uma discussão em torno de uma pauta que inclua os temas considerados cruciais para a votação no plenário já no início do segundo semestre deste ano. Na sua avaliação, devem ser prioridade o financiamento público de campanha, o voto distrital misto e a cláusula de desempenho (que garante a existência apenas de partidos que tenham conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições).

Sem planejamento: Rodoanel é a solução definitiva e custo da obra é igual às reformas do Anel Rodoviário

O Anel Rodoviário e o Rodoanel

Fonte: Gustavo Valadares – Deputado Estadual (DEM-MG) – O Tempo

Rodoanel tem o mesmo orçamento do Anel: R$ 800 milhões

Mais uma vez, depois de um gravíssimo acidente que vitimou cinco pessoas no Anel Rodoviário, o Dnit e as autoridades voltam a falar em medidas para evitar outras tragédias e, ainda, das esperadas obras de reforma da via, emperradas pela burocracia e morosidade típicas de governos que adotam modelos de gestão arcaicos e ineficazes.

Essa situação mostra o descaso do governo federal, que não dá atenção ao quadro trágico dessa rodovia, assim como faz com a BR-381, no trecho que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, passando pelo Vale do Aço. Essas estradas, de responsabilidade da União, necessitam, em caráter de urgência, de intervenções para minimizar o número de acidentes, que aumentam a cada dia e agonizam os usuários.

A questão é tão drástica que o governador Antonio Anastasia chegou, no ano passado, a propor ao Ministério dos Transportes que as obras de revitalização do Anel fossem transferidas para o governo mineiro para agilizar esse processo, emperrado no Dnit e agora embargado pelo TCU, que desprezam a situação calamitosa da via. A obra, prioritária para melhorar as condições de tráfego, seria executada num importante eixo de ligação da região metropolitana, fundamental para a Copa de 2014.

A solução definitiva para o problema do Anel Rodoviário de Belo Horizonte passa pela construção do novo anel viário do contorno norte ou Rodoanel, como vem sendo chamado o projeto que ligaria a BR-381 à BR-262, saindo das proximidades de Ravena, em Sabará, e indo até Betim, passando por mais seis cidades da região metropolitana. Com cerca de 68 km de extensão, a obra está orçada em aproximadamente R$ 800 milhões – o mesmo valor previsto para as reformas do atual Anel -, mas sem previsão de início. A nova rodovia deverá retirar parte do tráfego do atual Anel, especialmente de caminhões, transformando a via numa grande avenida metropolitana.

Essa obra é imprescindível para a região metropolitana e o prefeito de Belo Horizonte precisa liderar o movimento para a sua construção.

No entanto, antes será preciso adotar medidas imediatas e paliativas, como o aumento do número de radares e a adoção de uma política permanente de fiscalização e educação para os condutores dos cerca de 130 mil veículos que trafegam diariamente pela rodovia, de tal forma a produzir a conscientização e compreensão de todos para se evitar a repetição de tragédias.

Assim como na BR-381, gestão do PT no DNIT descarta acelerar obras mesmo após nova tragédia no Anel Rodoviário

Dnit descarta acelerar obras mesmo após nova tragédia

Fonte: Magali Simone – O Tempo

Anel Rodoviário. Representante do órgão em Minas disse ser impossível “fazer mágica” para melhorar via

Nova sinalização e mais três radares devem chegar só no fim de fevereiro

São anos de repetidas tragédias. Mortes transformadas em meras estatísticas. Uma via que se tornou o retrato do medo e do caos. No entanto, nada disso estimulou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a tomar providências urgentes para reduzir o risco de acidentes com vidas perdidas, como o ocorrido na última sexta-feira, quando cinco pessoas morreram na rodovia.

“Não há medidas para serem implementadas para ontem ou para amanhã. É impossível fazer mágica”, afirmou ontem o chefe de engenharia de trânsito do Dnit em Minas, Álvaro Campos Carvalho. Só em 2010, foram registradas 39 mortes no Anel. O número é um recorde dos últimos cinco anos.

As obras de revitalização da rodovia, orçadas em R$ 1,18 bilhão, não devem ser antecipadas. Ainda segundo Carvalho, o edital só deve ser concluído no final de abril ou no início de maio. “Numa licitação desse porte, precisamos seguir os prazos legais. Isso quer dizer que precisaremos de pelo menos 90 dias para começar a execução das obras”, pontuou.

Os próximos passos previstos para tentar mel horar a situação no local só devem começar a ser implantados no fim de fevereiro. “Vamos melhorar a sinalização e também colocar mais três radares: um na descida do Anel, outro próximo a vila Paraíso e outro na altura do viaduto do Betânia. Mas eles só devem estar em pleno funcionamento no final do mês”, afirmou Carvalho.

A possibilidade de limitação de tráfego de veículos de carga em horários determinados pelas autoridades de trânsito ainda não foi objeto de estudos do Dnit, apesar de a medida ter sido adotada na avenida Nossa Senhora do Carmo. “Temos que avaliar a viabilidade de adoção dessa medida no Anel”.

Carga pesada
Motoristas querem redução de velocidade
A velocidade máxima de 80 km/h permitida aos motoristas que trafegam no Anel Rodoviário é contestada até mesmo pelos caminhoneiros. Segundo José Nathan Nídio Neto, presidente do Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros, a categoria luta para que o limite seja reduzido. No entanto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não toma nenhuma providência. “Há cinco anos, lutamos para que a velocidade máxima seja reduzida. Acho que deveria ser de 40 km/h”.

Até o momento, a única medida sugerida é a limitação de tráfego de veículos pesados. A alteração pode causar problemas em outras rodovias, como a BR-040, na altura do viaduto da Mutuca. É o temor do superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais, Valtair Vasconcelos.

“Se a medida for adotada, será necessário um estudo para definir como a polícia vai colocar a restrição em prática”. O policial questiona, ainda, onde ficariam os cerca de 1.500 caminhões retidos caso a restrição seja adotada”

Paliativo
PBH pode decretar emergência

Equipe do Dnit vai analisar situação e tentar convencer direção nacional

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, pode decretar hoje situação de emergência no Anel Rodoviário da capital. A ideia é acelerar o início das intervenções na via, previstas apenas para setembro.

Após se reunir com representantes de vários órgãos federais, estaduais e municipais, ontem, Lacerda revelou que vai receber uma equipe técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), chefiada pelo coordenador de operação rodoviárias do órgão, Luiz Cláudio Varejão, para estudar as medidas que deverão ser adotadas.

“O superintendente geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, quer se convencer, tanto legal quanto tecnicamente, da necessidade de antecipar as obras, executando algumas intervenções sem licitação”, declarou o prefeito.

Para o presidente da comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados seção Minas Gerais (OAB-MG), Otávio Pedersoli Rocha, a decretação da situação de emergência não resolve os problemas da rodovia.

Ele lembra que a lei 8.666/93 permite que, em caso de situação de emergência ou calamidade, as obras sejam realizada sem a necessidade de licitações. No entanto, a regra impõe um prazo de 180 dias consecutivos e improrrogáveis, a partir da data de execução, para que as intervenções sejam realizadas.

“Que obra relevante pode ser feita para resolver essa situação no Anel? O anúncio dessa medida servirá apenas para dar satisfações à sociedade. Mas, na prática, elas não resolvem nada”, critica.

Para defender a medida, Lacerda lembrou que a decretação de calamidade pública na via, em 2009, permitiu a volta dos radares de velocidade. “Também conseguimos ampliar o projeto de revitalização da rodovia”, ressaltou o prefeito.

Rotina.Enquanto nada é feito, os acidentes não param de acontecer. Ontem, cinco veículos se envolveram em um engavetamento, por volta das 8h30, na altura do bairro Buritis, região Oeste na cidade. A batida provocou transtornos no sentido Vitória (ES). (Com Raphael Ramos)

Caminhoneiros
“Argumentos são desculpa”
A desculpa é sempre a mesma. Depois de provocarem acidentes, caminhoneiros alegam que perderam o controle da direção. Geralmente vindos de outros Estados, eles tentam minimizar a responsabilidade dizendo também não conhecerem a rodovia. A retenção comum em alguns trechos do Anel Rodoviário, principalmente em horários de pico, acaba também servindo como pretexto.

Todos esses argumentos são contestados pelo tenente Geraldo Donizete, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). “Os caminhoneiros conhecem o Anel sim, é uma via conhecida nacionalmente. Além disso, a descida do Betânia é muito bem sinalizada. No início do Anel tem um grande painel informando que o motorista desça com o veículo engrenado. Se o motorista de caminhão obedecer a sinalização, o limite de velocidade e ficar na faixa da direita, reduz a possibilidade de acidentes”, afirmou o policial.

Donizete disse ainda que a alta velocidade de alguns caminhoneiros torna difícil a frenagem em trechos com congestionamento. “Essas retenções realmente contribuem para acidentes, mas os motoristas precisam obedecer a velocidade máxima permitida”, disse.

FISCALIZAÇÃO. Para o professor Ronaldo Guimarães Gouvêa, engenheiro especialista em transporte e tráfego, o grande problema da rodovia é a falta da presença física da fiscalização. “É preciso ter policiamento ostensivo, pois é um fator psicológico. Esse motorista do acidente que matou cinco pessoas precisava ter visto alguma viatura da polícia para diminuir a velocidade imediatamente”.

A PMRv informou que uma viatura foi deslocada para seguir a carreta do acidente da última sexta-feira assim que os policiais verificaram que o motorista estava na faixa da esquerda. “Mas não deu tempo, o acidente aconteceu antes que os policiais abordassem o caminhoneiro”, informou Donizete. (Rafael Rocha)

Rafael Rocha
Responsável pelo Anel Rodoviário de Belo Horizonte e consequentemente pelas tragédias que afetam os milhares de motoristas e passageiros que passam pela rodovia diariamente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) coleciona processos judiciais. Até 31 de dezembro do ano passado, a Procuradoria Federal Especializada contabilizou 854 processos contra o órgão do governo federal apenas nas estradas de Minas Gerais. As causas são variadas e vão desde desapropriação e questões contratuais até invasão da faixa e acidentes.

Um dos casos que resultou em vitória para quem sofre com as condições ruins do Anel foi protagonizado pelo engenheiro Anselmo da Silva Marinho. Em uma noite chuvosa no fim de dezembro de 2003, uma cratera aberta na rodovia engoliu o veículo de Anselmo, causando um acidente com cerca de 20 carros. A batida aconteceu no trecho considerado o mais crítico da estrada, na altura do bairro Betânia. Por sorte, ninguém ficou gravemente ferido ? sua mulher e seus dois filhos pequenos estavam no veículo.

O engenheiro entrou com uma ação no Tribunal Especial Federal contra o Dnit e conseguiu um parecer favorável em novembro do ano passado. “Depois de três audiências, o Dnit não quis conciliação”, contou.

O valor da causa ainda depende de atualização, mas somados danos morais e materiais, deve ficar em R$ 14 mil. “Temos que correr atrás e agir, senão ninguém toma nenhuma providência para ajudar a população”, completou o engenheiro.

Para o presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados (OAB) seção Minas Gerais, Otávio Pedersoli Rocha, são legítimas as ações de pessoas que se tornam vítimas do Anel e têm a comprovação de que o acidente foi provocado por omissão pública. No entanto, ele ressalta a importância de maior participação da sociedade. “As pessoas precisam cobrar das autoridades para que elas ataquem as causas do problema com soluções planejadas e de longa duração”, afirmou o advogado.

Tragédia. A delegada Andréa Abud ainda investiga as reais causas do acidente ocorrido no Anel Rodoviário na última sexta-feira, 28. Além de intimar vítimas e testemunhas, ela conta com o laudo de necropsia e análise pericial para anexar ao inquérito do caso.

“Pretendo corroborar o flagrante feito pela equipe de plantão, que identificou provável excesso de velocidade do motorista da carreta”, disse a investigadora, que confirmou que não havia tacógrafo no caminhão. O motorista, Leonardo Faria Hilário, 24, está preso e deve ser indiciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de um resultado ruim.(Com Raphael Ramos)

Descaso: Governo do PT deixa de fora BR-381, Rodovia da Morte, do repasse de recursos para melhoria da sinalização

Repasse de verbas não contempla Rodovia da Morte

Fonte: Raphael Ramos – O Tempo

BR-381. Licitação aberta pelo Dnit visa investimento de R$ 12 milhões em sinalização de BRs em Minas

Conhecida como Rodovia da Morte, devido ao alto índice de acidentes com vítimas, a BR-381 ficou fora da última licitação aberta pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que vai investir R$ 108,2 milhões em rodovias federais de todo o país através do programa ProSinal.

Ao todo, 12 estradas mineiras receberão cerca de R$ 12 milhões. A verba será utilizada para a melhoria da sinalização. De acordo com o Dnit, a licitação será aberta no mês de fevereiro, quando as empresas interessadas deverão apresentar suas propostas. Para a concorrência, as estradas foram divididas em 36 lotes. O objetivo é aumentar a concorrência e evitar atrasos, uma vez que, se fosse contratada uma única empresa, qualquer problema que surgisse na licitação afetaria todas as estradas.

A previsão do Dnit é que os contratos com as empresas responsáveis pelas obras sejam assinados dentro de um prazo de 90 dias após a abertura da licitação.

A justificativa dada pelo Dnit para a não-inclusão da BR-381 entre as beneficiada pela verba é que a rodovia já vinha recebendo investimentos nos últimos quatro anos por meio do ProSinal.
Segundo o órgão, a rodovia será contemplada na próxima licitação do programa, prevista para acontecer ainda no primeiro semestre deste ano. Entre as rodovias que mais receberão investimentos no Estado está a BR-365, que passará por melhorias em três trechos – a estrada vai de Montes Claros para Uberlândia, com prolongamento até a BR-364, na divisa com Goiás.

Também receberão investimentos a BR-135, que liga Minas à Bahia; BR-259, saída para o Espírito Santo; BR-040, ligação para Brasília; BR-153, no Triângulo Mineiro; BR-352, que liga Minas a Goiás; BR-146, saída para São Paulo; BR-262, ligação com o Espírito Santo; BR-265 entre as cidades de Rio Pomba a Ilicínea; BR-267, entre Leopoldina e Poços de Caldas; BR-474, entre Caratinga e Ipanema; e BR-482, também saída para o Espírito Santo.

 

Mais quatro mortes na BR-381, enquanto Governo Federal adia obras estrada aterroriza motoristas

Rodovia da Morte

Violência sem fim

Fonte: Estado de Minas
Mais quatro pessoas morrem em batida no trecho da BR-381 entre Belo Horizonte João Monlevade. Acidente reabre protesto contra demora da duplicação da estrada

A morosidade do governo federal em duplicar os 310 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, contribuiu ontem para mais uma tragédia na macabra BR-381. Por volta das 8h30, uma carreta carregada de azulejos invadiu a contramão, na íngreme descida do km 405, perto de Bom Jesus do Amparo, na Região Central, e atingiu em cheio um Uno, um Polo e um Fiorino. Os três motoristas dos carros de passeio e um passageiro perderam a vida. O desastre ocorreu no trecho conhecido como Rodovia da Morte, formado pelos 108 quilômetros entre a capital e João Monlevade.

Estatística do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) mostra que apenas no primeiro semestre deste ano 55 pessoas morreram e outras 601 ficaram feridas em 858 acidentes na Rodovia da Morte – média de quase cinco ocorrências por dia. Boa parte das tragédias foi causada por motoristas imprudentes, que não respeitam o limite de velocidade e fazem ultrapassagens em locais proibidos.

Mas uma importante parcela dessa violência pode ser debitada na conta do governo federal, pois Minas Gerais cobra a duplicação da malha há anos. E, na melhor das hipóteses, a população só receberá a rodovia em perfeita condição de uso em 2015. O Dnit informou que a licitação para a megaobra no trecho Belo Horizonte/Governador Valadares, orçada em R$ 3,5 bilhões, será publicada no primeiro semestre de 2011.
As intervenções devem ser concluídas em quatro anos.

Até lá, centenas de pessoas serão vítimas das armadilhas da movimentada BR. Ontem, foi a vez de quatro famílias chorarem a perda de entes queridos. Quem passou pelo km 405 se emocionou ao ver os três carros destruídos pela carreta. A indignação com a lentidão da União em duplicar a estrada, uma das mais perigosas do Brasil, é visível no rosto dos viajantes. Não há quem não condene o perigoso traçado da 381, que segue fundo de vales e contorna largas montanhas. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há cerca de 200 curvas só nos 108 quilômetros entre a capital e João Monlevade – média de quase uma a cada 500 metros.

Muitas curvas têm ângulos fechados, o que facilita a invasão da pista contrária. Uma das mais perigosas está no km 30, perto de Caeté, na Grande BH, onde, em maio de 2009, um caminhão de Sergipe causou um dos mais graves acidentes do trecho. O veículo de carga desceu a pista embalado, não conseguiu completar a curva e atingiu em cheio uma van que transportava universitários. O motorista do veículo escolar e seis estudantes perderam a vida.

SEM DIVISÓRIA A sinalização precária e o asfalto ruim também são responsáveis por muitos desastres no corredor, mas a pior armadilha é a falta de divisória física entre as pistas contrárias, o que aumenta o risco de colisões frontais. E o perigo se torna ainda maior com o intenso trânsito de carretas. Boa parte dos desastres envolve os chamados pesos pesados, pois a estrada é o principal caminho para o Leste mineiro, de onde saem diariamente toneladas de aço e de minério.

E um caminhão carregado de bobinas de aço foi o causador de uma das maiores tragédias da 381. Em junho, o veículo tombou perto do trevo de Caeté e atingiu dois carros que seguiam para um casamento no Espírito Santo. Nove pessoas morreram, entre elas uma grávida e um bebê.

“O descaso com a BR-381 é uma imensa falta de responsabilidade dos governantes. Uma rodovia que mata mais do que guerra? Vamos ver se o próximo governo conseguirá pôr fim às mortes”, desafia o engenheiro José Aparecido Ribeiro, presidente da organização não governamental (ONG) SOS Rodovias Federais, criada para sensibilizar o poder público a melhorar as condições da malha terrestre. Ele alerta que a estatística de mortes nas rodovias brasileiras é muito maior do que a divulgada por órgãos do governo, pois “cerca de 40% dos feridos morrem a caminho dos hospitais ou poucos dias depois do acidente”.

RADARES Enquanto as obras de duplicação da BR continuam na promessa, o Dnit pretende reduzir a mortandade punindo os motoristas que pisam fundo no acelerador. Ontem, homologou o resultado da licitação para contratar as empresas que vão operar, em todo o país, 421 radares. O edital prevê 63 para a extensão da 381 em Minas Gerais, mas o Dnit não informou quantos serão instalados nos 310 quilômetros entre a capital e Governador Valadares. Os contratos, que terão duração de cinco anos, devem ser assinados ainda este mês, como antecipou o Estado de Minas na edição de 14 de outubro, as operadoras terão até 120 dias para iniciar a prestação do serviço. Elas receberão R$ 804 milhões pelo trabalho.

Em entrevista à Globo Minas, Antonio Anastasia diz que choque de gestão ampliou investimentos em saúde e educação

Anastasia diz que boa gestão precisa ter equipe competente, honestidade e qualidade

Governador Antonio Anastasia garante que competência, honestidade e qualidade são pressupostos básicos em sua equipe de governo

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Em entrevista ao jornal MGTV 2ª Edição, da Globo Minas, Anastasia falou também de sua experiência política e de propostas nas áreas sociais. Governador voltou a cobrar investimentos do Governo Federal no metrô de BH e na BR-381

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição pela Coligação “Somos Minas Gerais” afirmou hoje (17/08) que, reeleito, a formação de sua equipe de governo continuará sendo pautada pela competência, honestidade e qualidade de seus integrantes. Em entrevista ao jornal MGTV 2ª Edição, da Rede Globo Minas, o governador falou, ainda, sobre experiência política e administrativa, avanços sociais obtidos em seu governo e na gestão do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, e sobre suas propostas para a área de educação.

“Fizemos um governo muito aplaudido, reconhecido não só internacionalmente, mas o mais importante, aqui pelos mineiros, com indicadores de popularidade extremamente altos. Esse apoio político é importante para termos a maioria na Assembleia para termos deputados vinculados a nós no Congresso Nacional. Para conseguirmos bons projetos. No momento da composição do governo, qual o nosso critério? Competência, qualidade, honestidade. Para apresentar resultados. Assim foi durante todo esse período. Assim é o meu atual governo. Assim também teremos os próximos anos em Minas Gerais”, disse o governador Antonio Anastasia.

Ele ressaltou toda a sua experiência política e administrativa, lembrando que, entre os cargos que ocupou, foi secretário de Recursos Humanos e Administração, no Governo Hélio Garcia; secretário-executivo dos ministérios do Trabalho e da Justiça; secretário de Planejamento e de Defesa Social no Governo Aécio Neves e eleito vice-governador com 77% dos votos dos mineiros em 2006.

“Tivemos a confiança plena de todos os mineiros. Tenho essa experiência política que começou comigo lá atrás. Sempre envolvido na política. O que eu não tenho de fato é o chamado envolvimento na ‘política baixa’, na política ruim. Isso não é comigo. Tenho envolvimento muito forte com boas propostas. O conhecimento técnico é importante. Porque hoje as pessoas que estão nos cargos, elas devem ter conhecimento também. Eu tenho então que misturar a sensibilidade, o sentimento de liderança e, ao mesmo tempo, com conhecimento técnico para superar os problemas. E foi o que aconteceu ao longo desses anos aqui em Minas”, disse Antonio Anastasia.

Saúde, educação e emprego
O governador também destacou os avanços obtidos nas áreas sociais em razão do modelo de gestão implantado na sua gestão e do ex-governador Aécio Neves. Ele lembrou que o Choque de Gestão, implantado em 2003, possibilitou a retomada da capacidade de investimento do Estado em áreas essenciais como saúde, educação e geração de empregos.

“As questões sociais sempre estiveram no centro das nossas preocupações. O Choque de Gestão foi feito em Minas para colocarmos ordem na casa. Para termos condições e oportunidades e instrumentos para avançarmos, fazermos as estradas, reformarmos as escolas e os hospitais, levar telefonia celular para todos os municípios, aumentarmos os efetivos das polícias”, disse.

E completou: “no levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social, em termos de qual estado vai melhor na área da assistência social, Minas sempre esteve em primeiro lugar. Somos reconhecidos por isso. Mas a questão social vai além da assistência social. A questão social envolve emprego, que é o mais importante, e nos últimos meses vimos que Minas Gerais gerou mais empregos que todos os estados do Brasil. A saúde, a educação, a infraestrutura, tudo isso é inclusão social. Na realidade é um todo”.

Educação
O governador Antonio Anastasia também afirmou que, se reeleito, a educação será prioridade em seu governo, tanto na melhoria das condições de trabalho dos professores, quanto na expansão de programas de ensino profissionalizante e novas propostas para melhorar o aprendizado dos alunos mineiros. Ele lembrou que, recentemente, Minas Gerais foi destaque em avaliação do Ministério da Educação.

“A educação é uma prioridade por quê? Porque envolve o futuro, as futuras gerações. Então, temos importantes inovações na metodologia, na qualidade do ensino e não foi em vão que agora o Ministério da Educação acaba de reconhecer Minas Gerais em primeiro lugar na educação. Exatamente porque nós conseguimos avançar e fomos o primeiro estado a colocar as crianças aos seis anos na escola. Vamos continuar avançando na questão da remuneração dos professores, vamos continuar avançando na questão da qualidade do ensino”, disse o governador.

Metrô e BR-381
Antonio Anastasia também cobrou investimentos do Governo Federal na ampliação do metrô de Belo Horizonte e na duplicação da BR-381, conhecida com a “rodovia da morte”, gerida pelo Departamento Nacional de Trânsito (Dnit). Ele lembrou que nos últimos oito anos, por inúmeras vezes, o Governo de Minas propôs à União a gestão compartilhada do metrô da capital, além da estadualização das rodovias federais.

“Na realidade, faltou vontade política ao Governo Federal, que tem os recursos financeiros para isso, e é o responsável por essas grandes obras. Não foi uma, nem duas, foram inúmeras vezes que o Governo do Estado e a bancada federal de Minas apresentaram ao Governo Federal propostas tanto para o metrô, como para duplicação da BR-381, que é fundamental. Acho até que a obra mais importante da União em Minas é a duplicação até Governador Valadares”, disse Anastasia.

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