Arquivo

Posts Tagged ‘PSB’

Eleições 2012: Marcus Pestana ironiza PT de Belo Horizonte

Marcus Pestana vê contradição em posição defendida pelos petistas. Eles são contra a aliança PSB, PSDB e PT em movimento pró Márcio Lacerda.

Pestana rebate discurso anti-PSDB com ironia a Roberto

Para o presidente da sigla, PT está buscando unidade em torno da aliança

Fonte: Daniel Leite – O Tempo 

O PSDB reagiu ao discurso hostil dos petistas à presença tucana na aliança para a tentativa de reeleição do prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB). No domingo, o PT avalizou o apoio ao socialista, mas a ala que defendia a candidatura própria, liderada pelo vice-prefeito Roberto Carvalho, não poupou críticas ao “jeito tucano” de governar. A resposta do presidente estadual do PSDB veio em tom de ironia e deixou claro que a harmonia na aliança está longe.

“Eles (os petistas) cobram de Lacerda mais investimento no social. Mas as políticas sociais na prefeitura são de responsabilidade do próprio PT”, disse Marcus Pestana, referindo-se à secretaria comandada pelo petista Jorge Nahas.

Enquanto o PT tenta colocar Lacerda contra a parede para se posicionar sobre a presença tucana na coligação, a estratégia do PSDB passa pelo estímulo ao confronto entre o vice e o chefe do Executivo, que estão rompidos politicamente. Os tucanos também aproveitam para minimizar a força do grupo de Carvalho dentro do PT. Segundo Pestana, o discurso do vice não passa de “retórica sem efeito prático”.

A aliança com Lacerda foi aprovada pelos petistas, mas com recomendação para que o PSDB não esteja na coligação. “Isso é apenas um jogo interno (…) para consolidar um mínimo de unidade para que todos possamos caminhar num projeto vitorioso em torno do Marcio”, teorizou Marcus Pestana.

“Amigos”

Valor. Na tentativa de atrair Roberto, o deputado federal Miguel Corrêa, defensor da aliança com Lacerda, afirmou que o vice é um “aliado incondicional”, sem revelar de que forma ele seria “valorizado” pelo PT.

Interpretação
Para vice, PT só estará unido sem os tucanos

O vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, reiterou, ontem, que o PT só estará unido em torno da reeleição do prefeito, Marcio Lacerda, caso o PSB dispense os tucanos da aliança. Derrotado na eleição interna de domingo, que rejeitou sua tese de candidatura própria, Carvalho ainda não desistiu de afastar o PSDB da prefeitura. “O PT estará unido apenas se o PSDB não estiver conosco”, disse.

Apesar da decisão do partido em apoiar Lacerda “recomendando” a saída do PSDB da aliança, Carvalho avalia que o partido vetou os tucanos e aguarda “a palavra de pessoas sérias, como Patrus Ananias, diante dos delegados”.

O ex-ministro do Desenvolvimento já havia se posicionado contrário à participação do PSDB, mas, recentemente, vem declarando que a exclusão dos tucanos não deve ser um fator determinante para o posicionamento petista. (DL)

Aécio Neves: senador diz que Serra teve visão de partido

Aécio oposição, Eleições 2012, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

Serra para a prefeitura de São Paulo? Abre um caminho melhor para o senhor, não precisa mais de prévias dentro do PSDB, o que o senhor está pensando? 

Olha, eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido, foi um gesto, como já disse, de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional ainda com maior vigor. Será uma eleição onde projetos divergentes estarão em debate. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente, após as eleições municipais. Sempre defendi as prévias como instrumento de mobilização do partido, de difusão das idéias do partido. E acho que as prévias, independentemente do resultado da eleição em São Paulo, deveriam estar incorporadas definitivamente na agenda do PSDB. Algo até curioso, porque é um caminho inverso ao que o PT vem fazendo. O PT, a cada eleição, em todas as partes do Brasil, avança para ser um partido no qual as decisões são tomadas pela cúpula, ou por um dirigente, uma liderança maior, que é o presidente Lula. Por isso, até mesmo no quadro específico de Belo Horizonte, não tenho dúvidas de que o apoio do PT será à candidatura de Marcio Lacerda, porque é uma decisão da direção nacional do partido. Não acredito, sinceramente, que um conjunto de delegados do partido tenha autonomia para contrariar o que o supremo chefe do partido determina.

O senhor está falando dessa aliança que o PSDB vai apoiar o PSB, mas a direção nacional do PSB falou que tem até intervenção se forem apoiar candidatos tucanos, principalmente em São Paulo. O senhor tem um bom trânsito com Eduardo Campos, é possível tentar reverter essa posição do diretório?

Tenho conversado com ele. Acho que deveria prevalecer o sentimento da base do partido em São Paulo. Tanto do ponto de vista municipal, da cidade de São Paulo, quando no estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos. Ele obviamente participa da base de sustentação da presidente Dilma, tem com ela seus compromissos. Mas qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Não tenho dúvida que a identidade hoje em São Paulo do PSB é muito maior com o PSDB. E uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB. Espero que essa questão paulista possa evoluir para que, repito, a aliança natural que existe hoje, um partido que participa do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de continuar conosco, no PSB, possa ser liberada pela cúpula. Mas essa é uma decisão que o PSB haverá de tomar.

Marcus Pestana defende participação formal do PSDB na aliança com o PSB de Márcio Lacerda e critica Patrus

PT radicaliza

Fonte: O Tempo

Para Pestana, não há dúvida sobre participação formal

Um dia depois de o ex-ministro petista Patrus Ananias descartar a possibilidade de apoiar a reeleição do prefeito Marcio Lacerda caso os tucanos estejam na coligação, o presidente estadual do PSDB, Marcus Pestana, reafirmou que a formalidade na coligação nunca foi dúvida. “Não entendi a fala do Patrus. Vamos participar da aliança formalmente. Não aceitamos nenhuma outra posição”, enfatizou o deputado tucano.

Anteontem, durante encontro da corrente petista Articulação, Patrus disse que o grupo iria apoiar Lacerda, mas que não aceitaria a composição com os tucanos. “Temos diferenças históricas. Nós não queremos e vamos trabalhar contra a aliança formal com PSDB”, afirmou o ex-ministro Patrus.

Sobre a hipótese de subir no palanque para fazer campanha para o atual prefeito ao lado de tucanos de renome como o senador Aécio Neves, Patrus foi enfático nas críticas. “Eu nunca o vi priorizando de fato as políticas públicas sociais”, disse em referência ao senador.

Pestana rebateu as críticas a Aécio e reafirmou que um dos motivos para a formalização é justamente o senador. “Não tem porque fazer algo escondido até mesmo para não ter dúvida se Aécio poderá aparecer com Lacerda nas propagandas e programas eleitorais”. Em 2008, como o apoio do PSDB foi informal, a aparição do ex-governador de Minas foi por diversas vezes questionada na Justiça Eleitoral.

A valorização da imagem de Aécio Neves é, inclusive, uma das exigências dos tucanos para fazer parte da coligação. O documento contendo os oito itens reivindicados pela legenda foi apresentado e entregue ao prefeito da capital. O governador Antonio Anastasia também deverá ter destaque na campanha.

Nacional.  A preocupação da cúpula petista com as eleições presidenciais de 2014 está refletida em Belo Horizonte. O PT deseja manter o PSB de Marcio Lacerda na base de apoio da presidente Dilma Rousseff em 2014, por isso prefere não se arriscar em uma candidatura própria. A posição também foi alvo de críticas por parte dos tucanos. “Não tem 2014 ou 2016 em jogo. Para nós, neste momento, há apenas as eleições de outubro”, alfinetou Pestana.

Outros
PV e PMDB terão nomes próprios

A troca de farpas entre PSDB e PT tende a beneficiar os demais partidos que anunciaram candidatura própria em Belo Horizonte. O deputado estadual e pré-candidato do PV à prefeitura, Délio Malheiros, acredita que esse tipo de especulação só prejudica. “O eleitor está vendo. Formular hipóteses demais em torno de disputas políticas na mesma chapa, acaba deixando o eleitor em segundo plano”, criticou Malheiros.

Além do PV, o PMDB também garantiu que sairá com candidato próprio por ser uma resolução da executiva nacional. O deputado Leonardo Quintão é o mais cotado. (LA)

Impasse

Aliança. A disputa pela indicação de vice na chapa de Lacerda ganhou destaque nos últimos dias. O PSDB deu sinais de que deseja a vaga, e o PT já negocia nomes como do deputado André Quintão.

Candidatos já começam a se movimentar de olho nas prefeituras em Minas, Ficha Limpa deve mudar cenário no Estado

Eleições 2012 em Minas

Fonte: Leonardo Augusto – Estado de Minas

Candidatos ao comando das principais cidades de Minas nas eleições de outubro colocam seus nomes em campo para começar a negociar alianças antes do período de convenções

Campanha em pré-temporada

O tempo para as articulações sobre sucessão na política é um só: sempre. Mas em ano eleitoral, passadas as férias de janeiro e o carnaval, é hora de engatar a sexta marcha nas negociações. Em pouco mais de quatro meses, entre 10 e 30 de junho, serão realizadas as convenções partidárias para escolha dos candidatos a prefeito e vereador em outubro, conforme previsto no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na disputa pelas prefeituras das principais cidades do estado, o cenário ainda é o da carga daquele famoso caminhão, só ajeitada quando o destino está próximo.

prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), pode não voltar a ter, ao menos lado a lado, no mesmo palanque os dois padrinhos políticos fundamentais para sua eleição em 2008: o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito da capital, e o senador Aécio Neves (PSDB), ex-governador de Minas. Depois das juras de amor trocadas na última campanha, e de muita disputa por cargos entre petistas e tucanos na prefeitura, o ministro classificou a aliança como “um erro”.

Apesar do fim da dança entre petistas e tucanos, são grandes as chances de os dois partidos manterem a união para a reeleição de Lacerda. Mas para o PT, a tarefa será árdua. O partido terá que conter os ânimos do vice-prefeito Roberto Carvalho, líder de uma ala aguerrida da legenda que não abre mão do lançamento de candidatura própria, evidentemente com ele na cabeça de chapa. PMDB e PV também podem ter candidatos, com o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) e o deputado estadual Délio Malheiros (PV), que garante: “Só não disputo se o partido me passar a perna”.

Na segunda maior cidade do estado em número de moradores, Uberlândia, hoje com cerca de 600 mil habitantes, a disputa, ao menos em relação aos partidos de ponta, ficará restrita a parlamentares, cenário que também é registrado em outros municípios de maior porte do estado. Dos três pré-candidatos a prefeito em Uberlândia, um é deputado federal, Gilmar Machado (PT), que acumula quatro mandatos na Câmara, e dois são deputados estaduais, Lisa Prado (PSB) e Luiz Humberto Carneiro (PSDB), apoiado pelo atual prefeito, Odelmo Leão Carneiro (PP), que no fim do ano conclui o segundo mandato consecutivo.

A cidade poderá acompanhar ainda uma disputa familiar. A pré-candidata do PSB é irmã do deputado estadual Elismar Prado (PT) e do deputado federal Weliton Prado (PT). Ambos apoiam a pré-candidatura de Gilmar. Para embolar um pouco mais, Lisa chegou a participar do governo de Odelmo, como coordenadora do Procon.

Ficha Limpa muda cenários
O também deputado estadual Pinduca Ferreira (PP) garante a todos os colegas na Assembleia que será candidato a prefeito em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mas não vai. Por dois motivos: tem condenação por tribunal colegiado, o que o coloca entre os impedidos de participar das eleições de 2012, conforme determina a Lei da Ficha Limpa, e lhe falta apoio. A disputa na cidade ficará entre o PT, com a prefeita Maria do Carmo Lara, que disputará a reeleição, o deputado federal Carlaile Pedrosa (PSDB) e o que em Betim vem sendo tratado como “a terceira via”, com o deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB).

Vizinha a Betim, Contagem tem, ao menos até o momento, disputa mais ferrenha por espaço travada entre dois partidos tradicionalmente aliados: os deputados estaduais Durval Ângelo (PT), apoiado pela prefeita Marília Campos e Carlin Moura (PC do B). O deputado estadual Ademir Lucas (PSDB) também  está no páreo.

Juiz de Fora Colega de partido do tucano, Custódio Mattos terá dificuldades para se reeleger em Juiz de Fora, na Zona da Mata. A avaliação na cidade é de que o prefeito não cumpriu a maior parte das promessas de campanha. Não bastasse isso, a ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Margarida Salomão (PT), deverá entrar novamente na disputa, podendo repetir a briga de 2008, que teve vitória apertada do tucano. A cidade tem outros três possíveis candidatos: o deputados federal Júlio Delgado (PSB), o deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) e até o ex-prefeito Alberto Bejani (PSL), outro que pode ser impedido de participar por força da Lei da Ficha Limpa.

Em busca da reeleição, o prefeito de Montes Claros, na região Norte de Minas, Luiz Tadeu Leite (PMDB) é o concorrente com maior número de possíveis rivais. Querem entrar na disputa o deputado federal Jairo Ataíde (DEM), os secretários de Estado Gil Pereira (PP) e Carlos Pimenta (PDT), que respondem pelas pastas do Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e Norte de Minas e do Trabalho e Emprego, respectivamente. O ex-deputado federal Humberto Souto (PPS) e o ex-deputado estadual Ruy Muniz, outro integrante do DEM, também integram a lista.

Caso Dnocs mantém ferida aberta – partidos com espaço no Governo Dilma loteiam o estado e brigam por mais poder

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Com a faca nos dentes

Partidos da base de apoio de Dilma Rousseff voltaram a expor a luta renhida que travam por nacos de poder. PT, PMDB, PSB e PP estão, novamente, envolvidos em casos escabrosos de disputa por porções do Estado para uso político-partidário. Pelo que, afinal, brigam tanto? Pelo bem do país é que não é.

A crise do momento foi detonada depois que um afilhado político do líder do PMDB na Câmara foi posto sob suspeita de malversação de dinheiro público. Trata-se de irregularidades milionárias cometidas de forma recorrente nos últimos anos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), da alçada do Ministério da Integração Nacional.

Uma cabeça já rolou e outras estão ameaçadas de cair. Fala-se agora em mudar toda a estrutura subordinada à Integração, desde o Dnocs à Sudene, passando pela Codevasf. Mas o que poderia ser uma evolução em direção a uma maior eficiência da máquina pública revela-se mera briga por feudos. A sensação é de um regresso à era medieval.

Especificamente neste imbróglio, se engalfinham os peemedebistas, o PSB do ministro da Integração e o Planalto. Pouco interesse eles mostraram pelas falcatruas em si, tratadas como mero “fogo amigo”, percalços de um governo naturalmente fatiado. Pouco se interessaram em perceber que o órgão de obras contra as secas mal atua para atenuá-las.

O Globo mostra hoje a penúria em que vivem municípios nordestinos afetados pela falta d’água. Do Dnocs que tanta sanha provoca nos políticos aliados ao petismo, as populações pouca atenção recebem, na forma de esporádicos caminhões-pipa, se tanto. Enquanto isso, no extremo sul do país agonizam cidades gaúchas e catarinenses castigadas por estiagem severíssima, sem apoio algum.

Este é apenas “mais um capítulo da conhecida novela da degradação da administração pública causada pela norma lulopetista de barganhar cargos pela via do fisiologismo, do toma lá dá cá”, resume o jornal em editorial na edição de hoje.

Não é só na Integração Nacional que a barganha rola solta. Também na saúde, comensais do governo petista atracam-se na lama. Lá o que PT e PMDB disputam é o butim da Funasa. Os peemedebistas estão contrariados por perder poder desde que Alexandre Padilha assumiu o ministério. Melhorias efetivas no órgão de orçamento polpudo e alta capilaridade? São desconhecidas.

Neste caldo de enfrentamento, uma declaração do líder do PMDB, padrinho dos caciques do Dnocs defenestrados ou em processo de defenestração, resume bem os valores e o ânimo que movem este governo e seus “aliados”.

“O governo vai brigar com metade da República, com o maior partido do Brasil? Que tem o vice-presidente da República, 80 deputados, 20 senadores? Vai brigar por causa disso? Por que faria isso?”, disse Henrique Eduardo Alves à Folha de S.Paulo. Ele pôs a faca nos dentes para, em seguida, lembrar o envolvimento dos ministros petistas Fernando Pimentel e Paulo Bernardo em escândalos que o PMDB ajudou a abafar. Parece coisa de máfia, e é.

Assim como é mafioso o que acontece no Ministério das Cidades, novamente nas manchetes policiais. O caso da participação em negociações com empresários e lobistas interessados num projeto milionário da pasta, revelado pela Folha no fim de semana, resultou ontem na demissão do chefe de gabinete Cássio Peixoto. Ele estaria “desmotivado“. O que não dá para entender é como seu superior, o ministro Mário Negromonte, ainda continua lá.

A presidente da República prometeu para este início de ano uma reforma ministerial que se mostrou inexistente. Todas as trocas na sua equipe – com exceção, talvez, de Graça Foster na Petrobras – foram feitas de maneira reativa, para jogar ao mar mais um suspeito de corrupção denunciado pela imprensa.

Dilma Rousseff deve ter achado que agora poderia levar seu governo adiante, com cobranças apaziguadas após as primeiras baixas. Mas as primeiras semanas de 2012 deixaram claro que seu governo, em boa medida, está carcomido por interesses espúrios, por brigas comezinhas, por disputas menores – em síntese, sem rumo e sem alma.

São pecados de uma gestão que, até agora, não mostrou a que veio. Não se enxerga numa única disputa de poder protagonizada pelo PT e seus aliados o interesse público como motivação. Tudo gira em torno de brigas por estruturas paralelas, fontes sujas de receita, negócios escusos. Que projeto de país, afinal, nos oferecem?

Leia mais

“Dilma entregou ao PSB, de Fernando Bezerra, a verba total para obras de prevenção antienchente”, criticou Caio Nárcio que chamou governo do PT de negligente

Gestão Pública, sem eficiência

Fonte: Por: Caio Nárcio – Presidente da JPSDB

Negligência do Governo Dilma, transforma chuvas em catástrofes – comentário de Caio Nárcio sobre artigo de Aécio Neves “Nossas Tragédias”

Em 02 de janeiro de 2012, Willian Waack disse, na abertura do Jornal da Globo, que entra ano e sai ano, vemos, neste período, as mesmas notícias de enchentes, desmoronamentos e falta de investimento do poder público na prevenção dessas catástrofes.

De 2005 a 2009, nossa presidente, Dilma Rousseff, foi chefe da Casa Civil, ou seja, era a pessoa pela qual passavam todos os grandes problemas do Brasil. Como técnica competente, certamente ela sabia dos problemas da falta de infraestrutura e investimentos na prevenção de enchentes. Em 2010, Dilma assume a presidência e… Tudo continuou como antes! E não se pode dizer que por falta de avisos ou de acontecimentos. Vejamos:

2009: Chuvas castigaram Santa Catarina (Blumenau, Itajaí, Brusque, Florianópolis e mais 10 cidades) –  mais de 136 pessoas morreram; em Maio as chuvas castigaram o Ceará, Maranhão, Alagoas e Amazonas, totalizando mais de 23 mortes.

2010: Deslizamentos de terra no Morro do Bumba, em Niterói – centenas de mortos;

2011: Mortes e alagamentos na região Serrana do Rio, atingindo Petrópolis, Nova Friburgo, Terezópolis e outras, chegando a mais de 600 mortes.

2012: Chuvas castigam Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Tudo isso nos mostra a negligência e a falta de planejamento do governo federal. Esperava-se, claro, que Dilma tivesse conhecimento dos problemas das chuvas no Brasil.

Nada foi feito no 1º ano de governo da presidente. O Ministério da Integração foi entregue ao PSB, aliado do PT, como forma de compactuar com o aparelhamento do governo, praticado pelo PT para se manter no poder. Várias tragédias aconteceram. Ela mesma chegou a calçar botas e pisar na lama, mas parece que tudo o que ela viu não foi suficiente para mobilizá-la a colocar em prática ações de prevenção e de infraestrutura.

Dilma entregou ao PSB, de Fernando Bezerra, a verba total para obras de prevenção antienchente. Bezerra, por sua vez, direcionou tendenciosamente as verbas para seus aliados. O argumento era que as verbas somente seriam liberadas mediante apresentação de projetos. Então, Dilma e Bezerra, nenhum estado como Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo ou Rio de Janeiro souberam elaborar projetos para conseguirem verbas? E o governo federal, não se mobiliza para tentar erradicar o sofrimento do povo brasileiro? Tem sempre uma burocracia na frente de todos os problemas de nossas famílias?

Reafirmo, o governo foi negligente. Muitas vezes culpam-se os estados, mas se os mesmos não tem recursos para grandes obras estruturais, não seria covardia culpá-los? Isso é função da União!

Pelo visto, a vontade do PT de se manter no poder é maior do que a dor de milhões de brasileiros causada pelas mortes, inundações e destruição das chuvas.

E então, Dilma, essas tragédias serão tragédias inevitáveis ou tragédias da administração do PT?

Governo Dilma do PT monta esquema para preservar ministro da Integração Nacional acusado de privilegiar o filho e Pernambuco com recursos

Gestão Pública deficiente

Fonte: Folha de S.Paulo

Planalto atua para blindar ministro do PSB

Intenção é evitar atrito com legenda aliada, considerada alternativa ao peso do PMDB na coalizão governista

Governo vê campanha para derrubar Fernando Bezerra, que privilegiou o filho deputado na liberação de verbas

DE BRASÍLIA – O Palácio do Planalto vai trabalhar para preservar o ministro Fernando Bezerra (Integração), como forma de não ampliar o saldo de ministros que deixaram o governo Dilma Rousseff ­- sete até agora.

A orientação para blindá-lo tem dois pressupostos.

A tentativa de resistir ao que é considerado pelo governo como uma campanha para derrubá-lo, às vésperas da reforma ministerial, e o temor do desgaste com o PSB, partido do ministro.

Cogita-se que, no limite, a troca empurraria o partido, comandado pelo governador Eduardo Campos (PE), para fora da coalizão de Dilma.

A oposição pediu explicações sobre reportagem da Folha publicada ontem dando conta de que o filho de Bezerra, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), foi o campeão de emendas liberadas pela Integração em 2011.

“Isso não é normal. Ocorreu um privilégio e isso tem de ser explicado. Como o Congresso vai reagir?”, disse o presidente do DEM, o senador José Agripino (RN). O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), divulgou nota no mesmo sentido.

Pernambuco, base política do ministro, também foi o Estado que mais recebeu verba da Integração para o programa de prevenção de enchentes em 2011.

Por enquanto, porém, diversos dirigentes oposicionistas têm agido de forma protocolar. Nas crises que derrubaram ministros no ano passado, o discurso era sempre pela demissão sumária.

Por trás dessa cautela inicial está o desejo de alimentar as tradicionais divergências entre PT e PSB.

Petistas temem que Eduardo Campos seja candidato à Presidência da República já em 2014. Por isso, não querem fortalecê-lo com cargos nem volumosos repasses.

Trata-se, portanto, de um terreno espinhoso para Dilma. Isso porque o PSB, apesar das pretensões nacionais, tem se colocado como alternativa de poder no Congresso, o que a deixa menos refém do PMDB, hoje a maior força aliada ao PT.

A influência do PSB aumentou depois que Campos selou uma aliança com o PSD de Gilberto Kassab.

Na linha de mover esforços na defesa de Bezerra, Dilma ordenou que Miriam Belchior (Planejamento), procurasse jornais para afirmar que o colega não havia privilegiado Pernambuco em verbas de prevenção às chuvas.
(NATUZA NERY, LEANDRO COLON E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO)

Eleições 2012 para Prefeitura de BH: “Não há qualquer cogitação de que a aliança no ano que vem não seja formal”, defendeu Aécio

Aliança PSB/PSDB

Fonte: Alice Maciel – Estado de Minas

Aécio defende aliança formal

Eleições

O senador Aécio Neves (PSDB) disse ontem que o seu partido não aceita uma aliança informal com o PSB, de Marcio Lacerda, para a prefeitura da capital. Segundo ele, ao contrário de 2008, quando os tucanos orbitaram na coligação do PSB com o PT, em 2012 a parceria terá de ser formal. “Não há qualquer cogitação de que a aliança no ano que vem não seja formal”, disse Aécio em entrevista coletiva ontem no Palácio das Mangabeiras. As eleições de 2014 também foram abordadas pelo senador mineiro. Ele sinalizou para uma possível parceria PSDB/PSB para as eleições presidenciais e destacou que a aliança já existe em vários estados. “Nós temos que dar tempo ao tempo. O PSB participa hoje da base de governo federal, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes.”

Para Aécio Neves, a má gestão dos petistas vai contribuir para que os socialistas se unam aos tucanos.”Esse modelo do PT vai chegar ao final cansado, exaurido. Ele perdeu a capacidade de iniciativa, não houve nenhuma iniciativa estruturante nesses últimos anos”, disse acrescentando que a presidente Dilma terá mais problemas em 2012 por ser ano eleitoral. Esse seria o momento, segundo o tucano, para o PSDB apresentar um novo projeto aos brasileiros e, com isso, fazer mais aliados.

Em Belo Horizonte, segundo o tucano, as conversas com o PSB para as eleições do ano que vem já estão avançadas. Apesar de defender a união entre os dois partidos, o senador disse que a decisão será tomada pelas direções municipal e estadual do PSDB – que também já sinalizaram o desejo em reeditar a parceria.Questionado sobre a participação do PT na coligação, Aécio esquivou-se: “Não é com o PT a nossa aliança. É com o prefeito de Belo Horizonte, que é do PSB, assim como o PSDB está aliado ao PSB em inúmeros estados brasileiros”.

O senador mineiro reafirmou que a partir de março o PSDB vai fazer seminários mensais em todas as regiões do país no sentido de debater temas que vão permear as candidaturas municipais e a federal. “A partir de 2013, aí sim o PSDB tem de dizer com muita clareza o que pensa, o que faria diferente do que está aí”, acrescentou.

Reorganizar Ao avaliar o desempenho do PSDB neste ano, Aécio Neves disse que seu partido, que saiu fragilizado e dividido das últimas eleições, aproveitou para se reorganizar e está vivendo uma nova etapa.”O partido se organiza, se estrutura de forma mais sólida no país inteiro, fortalecendo seus movimentos internos, de juventude, mulheres, sindical”, ressaltou. Para ele, o primeiro ano de governo é daqueles que vencem as eleições e a expectativa se dá em torno daqueles que são cobrados pelas promessas que apresentaram durante a campanha. “Aí eu acho que o governo do PT falhou. A agenda hoje necessária para o Brasil é a mesma agenda de 20 anos atrás. Então, nesse aspecto, o governo passou um ano apenas reagindo. Reagindo às inúmeras denúncias de corrupção, de malfeitos, para usar um termo de que a presidente gosta muito. E acabou o governo perdendo o foco. Não tivemos espaço para discutir os grandes temas”, criticou.

Aécio Neves tenta aproximação com PSB de olho em 2014

Fonte: Marcelo Portela – Estado de S.Paulo

Aécio fala em aliança com PSB em 2014

Embora reconheça que sigla seja aliada do governo federal petista, senador tucano diz que ‘as coisas podem estar diferentes’ até a eleição

O senador Aécio Neves (PSDBMG) admitiu ontem a possibilidade de o partido tentar uma aproximação com o PSB para a corrida pela Presidência da República em 2014. Cotado como um dos principais nomes do tucanato para disputar a sucessão presidencial, o senador lembrou que os socialistas atualmente integram a base do governo, mas ressaltou que “em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes”.

O PSB tem ganhado espaço no cenário nacional e conseguiu eleger seis governadores no ano passado, sendo quatro deles no Nordeste, região em que o PSDB tem dificuldade de penetração e que deu expressiva votação para o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva e para a atual presidente Dilma Rousseff. E o presidente nacional socialista, o governador Eduardo Campos (PE), também é tido como um nome que pode ter peso decisivo na balança da sucessão presidencial.

Aécio ressaltou que é preciso “respeitar a posição” do PSB,hoje um partido aliado do Palácio do Planalto, mas lembrou que o PSDB já tem proximidade com os socialistas em várias cidades, como em Belo Horizonte, onde os tucanos devem reeditar a coligação em torno da reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB), cuja vitória em 2008 também teve apoio do PT. Para expandir essa aliança ao cenário nacional, porém, o senador acredita que os tucanos precisam apresentar “um projeto que signifique expectativa de poder, um modelo novo para o Brasil”.

“Vamos definir cinco ou seis grandes bandeiras que vão emoldurar as nossas candidaturas, inclusive nas eleições municipais”, afirmou Aécio. “O PSDB tem que ir definindo, clareando essas suas ideias e, em 2013, vamos ver aqueles que queiram se unirem torno desse projeto. E o PSB tem conosco relações importantes em vários Estados. Temos de dar tempo ao tempo. O PSB hoje participa da base de governo, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes”, observou.

O tucano voltou a defender a realização de prévias para a escolha do nome que disputará a Presidência pelo PSDB, daqui a menos de três anos. “Ninguém é candidato de si próprio. Acho que o PSDB tem nomes colocados e, lá na frente, vamos definir quem é o melhor.”

Municípios. Apesar de ser considerado um dos principais nomes da oposição, Aécio afirmou ontem que não pretende atuar diretamente na costura de candidaturas nas eleições municipais de São Paulo e Belo Horizonte. Em relação à capital paulista, o senador mineiro declarou-se favorável ao lançamento de um nome tucano para “fortalecer o PSDB”,”trazendo o maior número de aliados possíveis”, mas afirmou que ficará ” na torcida”,sem se envolver diretamente.

“O PSDB de São Paulo não só tem a autonomia. Tem a capacidade, a liderança necessária para construir essa aliança. No nosso caso, ficamos à disposição para ajudar a consolidação da candidatura do PSDB. Nada além disso”, disse o senador.

Após encontro com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), na manhã de ontem, Aécioafirmou que adotará a mesma posição em relação à sucessão na capital mineira. Apesar de classificar como “natural” a reedição da aliança com o PSB de Lacerda, o senador disse que a “negociação vai ser conduzida pela direção municipal” do partido, já que a parte majoritária do PT mineiro, que também defende a coligação com os tucanos em torno do socialista, reivindica a indicação do vice, como ocorreu em 2008.

Perspectivas
AÉCIO NEVES SENADOR (PSDB-MG)Aécio 
“O PSDB tem que ir definindo, clareando suas ideias e, em 2013, vamos ver aqueles que queiram se unir em torno desse projeto. Temos de dar tempo ao tempo. O PSB participa da base do governo, mas em 2013 ou em 2014 as coisas podem estar diferentes”

Aécio Neves: “Governo do PT abdicou de um projeto de país para se dedicar a ficar no poder”, disse o senador em entrevista à Epoca

Gestão Pública, Eleições 2014, Gestão em Minas, combate à pobreza

Fonte: Guilherme Evelin – Revista Época

Aécio Neves: “Dilma é refém de um governo de cooptação”

 “Não se combate a pobreza só com um programa de distribuição de renda. O governo se contenta em administrar a pobreza em vez de fazer a transição real dos pobres para uma situação de melhor bem-estar. Isso ocorre porque o governo não enfrenta a questão de qualificação da educação como deveria”

Principal nome do PSDB para disputar a Presidência, o senador diz que a oposição vai chegar forte em 2014 porque o modelo do PT vai se exaurir

Em 2010, Aécio Neves tinha altos índices de popularidade depois de dois mandatos como governador de Minas Gerais e poderia postular a candidatura à Presidência da República pelo PSDB. Mas não quis entrar numa disputa interna e cedeu a vez ao então governador de São Paulo, José Serra. Serra ainda parece alimentar a pretensão de voltar a concorrer ao Planalto. Mas agora quem tem maioria no partido é Aécio. Entronizou aliados nos principais postos da direção partidária e comanda a reorganização do PSDB.Depois de um início de mandato relativamente discreto no Congresso, onde o governo conta com maioria avassaladora, Aécio, aos poucos, tem aumentado o tom das críticas ao governo Dilma. Na semana passada, ele deu esta entrevista a ÉPOCA.

ÉPOCA – O senhor disse que está pronto para ser candidato à Presidência da República em 2014 em disputa com a presidente Dilma Rousseff ou o ex-presidente Lula. Como tornar viável uma candidatura de oposição a um governo bem avaliado?
Aécio Neves – O PSDB passou por uma reorganização em sua direção e agora inicia um processo de debates com a sociedade. Realizou um grande seminário, com a participação de figuras que não são do partido, e deu a largada na discussão de temas que permitirão um antagonismo com o governo. Não me surpreende a popularidade da presidente Dilma. É natural, no primeiro ano de governo, que o protagonismo da cena política seja da presidente. Ela tem boas intenções. Mas é refém do que lá atrás se chamou de coalizão, mas não passa de um governo de cooptação. O governo do PT abdicou de um projeto de país para se dedicar a ficar no poder. O tempo está passando e não há nenhuma inovação em nenhuma área. A oposição chegará altamente competitiva em 2014, porque esse modelo de governar pela cooptação, estabelecido pelo PT, vai se exaurir.

ÉPOCA – Um problema da oposição é que a base do governo reúne 17 partidos. Se for candidato, que partidos o senhor pretende atrair?
Aécio
 – Não sou candidato, não ajo como candidato. Sou lembrado por alguns companheiros do partido, mas falar em nomes agora seria um equívoco estratégico enorme. O PSDB precisa antes voltar a dizer ao país o que pensamos. No momento adequado, vamos ter novos aliados, porque o modelo do PT vai chegar ao final de 12 anos sem enfrentar nenhum grande contencioso do país. Eles tocaram a coisa conforme a maré permitia, e isso vai gerar cansaço. O mandato da presidente Dilma não vai ser nenhuma grande tragédia, mas ela é responsável pela formação de seu governo, pela incapacidade de tomar iniciativas, pela falência da infraestrutura no Brasil, pela má qualidade da saúde. Esse é um governo reativo, sem a dimensão necessária para produzir um futuro diferente para o Brasil – e que passou o ano reagindo às crises que surgiram. O malfeito só é malfeito quando vira escândalo.

ÉPOCA – Em que o PSDB pode tentar se distinguir do PT?
Aécio
 – Estamos buscando identificar temas que criarão contraponto ao imobilismo do PT. Vamos ao principal. Fala-se muito do combate à pobreza como a grande marca do governo. Mas não se combate a pobreza só com um programa de distribuição de renda. O governo se contenta em administrar a pobreza em vez de fazer a transição real dos pobres para uma situação de melhor bem-estar. Isso ocorre porque o governo não enfrenta a questão de qualificação da educação como deveria.

ÉPOCA – O senhor disse que o governo administra a pobreza. Isso é uma crítica ao programa Bolsa Família?
Aécio
 – O Bolsa Família é essencial e está incorporado à realidade econômica e social do país. Mas você não vai tirar ninguém da pobreza dando o Bolsa Família. Quando o governo comemora não sei quantos milhões de pessoas no Bolsa Família, isso não deveria ser motivo de comemoração. A comemoração deveria ocorrer se o governo dissesse: neste ano nós vamos ter 2 milhões a menos de famílias necessitadas de receber o Bolsa Família, porque o governo deu a elas qualificação, acesso a emprego de qualidade e meios de construir seu destino.

ÉPOCA – O PSDB carrega a pecha de ser um partido que perdeu a conexão com o povo. Esse seminário recente teve a participação de vários economistas ligados ao mercado financeiro, mas poucos nomes da área social com o mesmo peso. Não é uma contradição com a intenção de renovar o partido?
Aécio
 – O seminário foi muito equilibrado. E a presença desses economistas foi proposital. Procuramos resgatar algumas figuras que tiveram papel essencial nas reais transformações do Brasil. O maior programa de transferência de renda que nossa geração assistiu não é o Bolsa Família, mas o Plano Real, que tirou dezenas de milhões de famílias do flagelo da inflação.

ÉPOCA – Mas como resolver essa questão da conexão com os setores mais pobres da população?
Aécio
 – Administramos metade da população do país, e essa questão não existe nos Estados onde vencemos as eleições. Em Minas Gerais, ganhamos em todas as regiões mais pobres porque fizemos inclusão, melhoramos a qualidade da saúde, investimos em infraestrutura e reduzimos a criminalidade. Mostrar os bons exemplos de nossas ações é uma forma de mostrar que não somos populistas, mas administramos bem e com resultados sociais vigorosos.

ÉPOCA – O PSDB tem alianças com o PSB em vários Estados, inclusive Minas Gerais. O PSB pode ser parceiro dos tucanos em 2014?
Aécio – Tenho uma relação pessoal antiga com o Eduardo (Campos, governador de Pernambuco e líder nacional do PSB). Em determinado momento, ele trouxe um convite do avô dele, Miguel Arraes, para que eu me filiasse e fosse candidato pelo PSB. Acredito que possa ocorrer um encontro natural. Hoje, o PSB tem compromisso com o governo, mas haverá nos Estados uma movimentação natural para que setores do PSB e de outros partidos estejam próximos a nós. Chegaremos a 2014 robustos para disputar as eleições, até porque nas eleições municipais faremos muitas alianças com partidos que estão na base de apoio da presidente Dilma. E muitas dessas alianças serão contra candidatos do PT.

ÉPOCA – Uma pessoa com quem o senhor tinha boas relações no PSB era o (ex-ministro) Ciro Gomes. Mas ele recentemente o atacou numa entrevista dizendo que o senhor lê pouco e que isso é um problema para suas pretensões políticas.
Aécio – Tenho grande carinho pelo Ciro, mas confesso que não tive oportunidade de ler essa entrevista dele (risos). Não vejo isso como um ataque a mim.

ÉPOCA – O PSDB se articula para disputar as eleições municipais, mas na maior cidade do país, São Paulo, o partido não tem candidato forte. Isso não é um problema?
Aécio
 – Confio na liderança do governador Geraldo Alckmin, do ex-governador José Serra, que seria líder nas pesquisas hoje se fosse candidato, do senador Aloysio Nunes Ferreira. O PSDB encontrará uma equação positiva, com chances de vencer as eleições. Acho muito importante que o PSDB tenha candidatura em São Paulo.

ÉPOCA – O ex-governador José Serra quer ser candidato mais uma vez à Presidência em 2014. Como evitar a divisão interna?
Aécio
 – O Serra tem as qualidades para postular qualquer candidatura. Na hora certa, o partido decidirá. Política é a arte de ad-ministrar o tempo. Você não pode antecipar excessivamente nem perder o tempo de determinadas decisões. Acho que 2013 será o momento adequado de definirmos o candidato, e sou um defensor das prévias. O candidato não será aquele que mais quer ser. Será quem tem melhores condições de vitória e de alianças.

ÉPOCA – Que erros o PSDB cometeu nas últimas campanhas presidenciais e deve evitar em 2014?
Aécio
 – Abrir mão de defender nosso legado foi o maior dos equívocos do PSDB. Não teria existido o governo do presidente Lula se não tivesse existido o governo do presidente Itamar e do presidente Fernando Henrique, com a estabilidade econômica, a modernização da economia, a construção dos pressupostos de metas da inflação, superavit primário, câmbio flutuante. Essa foi a bendita herança para o governo do PT. E abdicamos de disputar isso. Quando eu era presidente da Câmara, o PT lutou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. E hoje, mais de 60% da população, numa pesquisa que nós mesmos fizemos, acha que quem fez a Lei de Responsabilidade Fiscal foi o PT.

ÉPOCA – Como o senhor acha que o PSDB deve tratar o ex- presidente Fernando Henrique numa próxima campanha presidencial?
Aécio
 – No que depender de mim, com papel de destaque. O PSDB subestimou a capacidade de influência do presidente Fernando Henrique. Não falo de capacidade eleitoral, mas de debater os grandes temas com a autoridade de quem é uma das figuras brasileiras mais respeitadas.

ÉPOCA – Ele recentemente tem-se destacado por defender a legalização do consumo da maconha. O senhor concorda com isso?
Aécio
 – Tive a oportunidade de dizer a ele que discordo. É bom que o tema esteja em discussão, sem preconceitos. Mas não conheço nenhuma experiência no mundo em que isso tenha ocorrido e tenha significado redução no consumo da droga.

ÉPOCA – As últimas eleições ficaram marcadas por um debate de viés religioso sobre a legalização do aborto. Qual é sua opinião sobre essa questão?
Aécio
 – A religião teve um espaço demasiado na campanha. Isso leva a radicalizações e impede que as questões centrais que mexem na vida das pessoas tenham um espaço necessário. Sou a favor da manutenção da atual legislação do aborto.

ÉPOCA – No começo do ano, o senhor foi flagrado dirigindo com carteira de habilitação vencida e não fez o teste do bafômetro. O senhor é favorável ao endurecimento da Lei Seca, em discussão no Congresso?
Aécio – Sou. Votei na Comissão de Constituição e Justiça pelo endurecimento da lei. Estamos aplicando-a em Minas, com resultados muito positivos. Esse episódio já foi explicado. Há sempre a exploração política, mas a gente tem de se preparar para ver isso com naturalidade.

ÉPOCA – Em resposta à provocação de Ciro Gomes, o senhor pode dizer que livros o senhor leu recentemente?
Aécio – Posso dizer o que estou lendo agora: A saga brasileira, que recebi com uma dedicatória especial de minha ilustre conterrânea Miriam Leitão. Permite a uma nova geração de brasileiros compreender o que foi o período inflacionário.

ÉPOCA – Há muita curiosidade em relação a sua vida pessoal. Como está a vida familiar hoje?
Aécio – Não acho que isso interesse a muita gente. Minas mostrou de forma clara que as pessoas se importam com as realizações do homem público – claro que com um comportamento adequado. Levo uma vida serena, familiar, com minha filha e uma namorada. Sou um homem de bem com a vida.

ÉPOCA – O senhor pretende se casar de novo?
Aécio
 – Você está parecendo minha namorada. Vou falar para ela primeiro (risos).

Partidos que formam bloco de apoio ao Governo de Minas se articulam para ampliar atuação nas eleições municipais

Movimento Suprapartidário, Eleições 2012, 

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

Artilharia pesada no ano que vem

Base do governo Anastasia articula blocão com 20 partidos para atuar nas eleições nas 50 maiores cidades do estado

Os aliados do governador Antonio Anastasia (PSDB) querem trazer o PSB, do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e outros 10 partidos para ampliar a atuação conjunta da base nas eleições de 2012. Depois de acertar uma espécie de divisão das 50 maiores cidades mineiras – exceto Belo Horizonte – entre PSDB, PDT, PP, PR, PPS, PTB, PSD, DEM e PV, o grupo está convidando mais legendas e determinou pesquisas nas regiões para saber quem tem mais chance de emplacar prefeitos em cada prefeitura. No próximo encontro, Anastasia e o senador Aécio Neves (PSDB) participarão das conversas.

Além dos socialistas, estão sendo convidados a ingressar no grupo PSL, PMN, PSDC, PSC, PRTB, PTC, PTdoB, PTN, PHS e PRP. Embora todos garantam que a sucessão na capital está fora da pauta, o convite ao PSB não deixa de ser uma forma de aproximação com o prefeito, também cortejado pelos petistas para uma candidatura que excluiria, segundo o PT municipal, os tucanos. Ontem foi o segundo encontro da base de Anastasia, que mês passando acertou a intenção de caminhar juntos nas cidades com mais de 50 mil eleitores.

Algumas legendas apresentaram na reunião suas pré-candidaturas às prefeituras do interior e colocaram algumas prioridades. O PR, anfitrião do encontro, por exemplo, quer viabilizar os deputados federais Aracely de Paula e Aelton Freitas em Araxá e Uberlândia, respectivamente, e o estadual Deiró Marra em Patrocínio. “Queremos conhecer as prioridades dos partidos em cada cidade e ver os potenciais candidatos para que a base esteja unida sempre que possível e ver qual o melhor nome a ser apoiado pelo governo”, afirmou o presidente do PR de BH, Leonardo Portela.

A presidente do PPS, deputada estadual Luzia Ferreira, disse que o partido ainda prepara sua lista, mas antecipou que Poços de Caldas e Ipatinga, onde a legenda tem a prefeitura e almeja a reeleição, estarão incluídas.

Segundo o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que coordena o grupo, uma comissão com nomes do PSDB, PSD, DEM e PR foi designada para articular as pesquisas que serão “orientadoras” das ações da base. Caso haja interesse de mais de um partido em uma mesma cidade, segundo Pinto Coelho, pode haver dois nomes da base concorrendo. “Em nenhum momento vamos tirar a autonomia partidária, as pesquisas servem de roteiro, mas não quer dizer que só aquele que estiver em melhor posição vai sair. Quando for possível teremos a convergência”, afirmou.

Outra diretriz, segundo o vice-governador, é um movimento suprapartidário de apoio a uma eventual candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. “Evoluiu para isso, mas com a ressalva de que a visão estadual dos partidos não se sobrepõe à nacional. Mas não podemos deixar de considerar esse fato”, disse.

ALIADOS HISTÓRICOS Segundo o presidente do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, a ampliação da base é apenas a reunião dos partidos que estão desde 2002 (primeira eleição de Aécio ao governo) com o governo estadual. “Principalmente nas cidades que não tiverem segundo turno vamos nos mobilizar para estar unidos. O foco também está nos municípios onde a polarização é com forças que fazem oposição a Anastasia”, afirmou.

Os tucanos já têm candidatos próprios em 29 das 50 cidades, mas, segundo Pestana, o partido pode abrir mão pela unidade da base. “O PSDB, como principal partido da aliança, tem de ter a compreensão que deve crescer, mas sem atropelar os aliados históricos”, disse. A próxima reunião será em fevereiro na sede do PSDB, com a presença de Aécio e Anastasia.a

Em entrevista à Rede TV, Aécio Neves critica falta de gestão do Governo do PT e diz que Planalto não conseguirá fazer as reformas

Fonte: É Notícia – Rede TV 

Aécio Neves, senador (PSDB-MG)

Aécio Neves, senador (PSDB-MG) é o entrevistado do programa É Notícia. Ele também foi governador de Minas Gerais e presidente da Câmara dos Deputados. Na entrevista, o neto do ex-presidente Tancredo Neves fala sobre o início da vida política e afirmou que o PT deixou de ter um projeto de país para ter um projeto de poder.

Tucano conta pela primeira vez que teve convite de Miguel Arraes, avô do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para disputar as eleições presidenciais. Aécio também disse que nenhum candidato vai impor vontade próprio no PDSB. Aécio falou que a agenda do Governo Dilma é a mesma que foi iniciada na gestão de Fernando Henrique Cardoso. “É preciso avançar”, disse.

Aécio Neves falou de alianças políticas, abertura da Copa do Mundo de 2014 e criticou o governo em relação a falta de eficiência na gestão. Ele comentou ainda que a faxina realizada por Dilma foi apenas ‘reativa’,  já que foi uma reação do Governo do PT à pressão da imprensa e da sociedade. Para o senador ainda faltam medidas eficazes para reduzir o lastro de corrupção na máquina administrativa. O aparelhamento da máquina administrativa também foi duramente criticada. “O PT não tem um projeto de governo, tem é um projeto de poder”, lamentou.

Sobre a abordagem, durante a campanha eleitoral de 2010, de temas conservadores e ligados à religião, o senador foi enfático: “Eu não gostei. Eu acho que aquilo não fez bem para o PSDB. Não fez bem, não apenas no quesito eleitoral. Fez mal no quesito político, porque nas eleições, ou se ganha ou se perde. Mas, a derrota política, muitas vezes é mais grave e de mais difícil superação do que a derrota eleitoral. Ali, nós acabamos perdendo politicamente, porque o PSDB é sempre um partido moderno, o PSDB é um partido de vanguarda, o PSDB é um partido que olha para o futuro e aquilo não casou”.

Vídeo 1: http://www.redetv.com.br/video.aspx?222339

Vídeo 2: http://www.redetv.com.br/video.aspx?222340

Vídeo 3: http://www.redetv.com.br/video.aspx?222341

 

Eduardo Campos: “somos amigos a despeito da política. Em BH estamos do lado de Aécio”, comentou o presidente do PSB e governador de Pernambuco

Fonte: Entrevista Eduardo Campos – Portal UOL/Folha

Leia a transcrição da entrevista de Eduardo Campos à Folha e ao UOL

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, participou do programa “Poder e Política – Entrevista” conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília, gravado na quarta-feira (21). O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.

Leia a transcrição da entrevista e assista ao vídeo:

Link para vídeo – http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/poder-e-politica–entrevista-eduardo-campos-integra-34min-0402CD1A306AE4812326?types=A&

Narração de abertura: O governador de Pernambuco, Eduardo Henrique Accioly Campos, tem 46 anos e nasceu no Recife. É o atual presidente do PSB, Partido Socialista Brasileiro, que também foi de seu avô, Miguel Arraes.

Eduardo Campos é formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco. Já exerceu mandatos de deputado estadual e federal. Foi ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula.

Em 2010, apoiou Dilma Rousseff para presidente.

Nas especulações sobre 2014, Eduardo Campos aparece citado como possível candidato a senador, vice-presidente e até presidente da República.

Folha/UOL: Olá internauta. Bem-vindo a mais um “Poder e Política Entrevista”.

O programa é uma parceria do jornal Folha de S. Paulo, do portal Folha.com e do portal UOL. E a entrevista é sempre gravada aqui no estúdio do Grupo Folha, em Brasília.

O entrevistado deste programa é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Folha/UOL: Olá governador, muito obrigado por sua presença.

Eduardo Campos: Olá Fernando, é um prazer estar aqui com você e com todos que estão aí na internet nos acompanhando.

Folha/UOL: Governador, hoje, dia 21 de setembro, quarta-feira, o sr. comparece aqui ao estúdio do Grupo Folha depois que a Câmara dos Deputados escolheu em votação a deputada Ana Arraes para uma vaga no Tribunal de Contas da União, o TCU. Ana Arraes, sua mãe. Como foi sua campanha a favor de Ana Arraes nesse processo.

Eduardo Campos: Olha, Fernando, eu fui deputado federal em três legislaturas. E tive a oportunidade de votar várias vezes para vários companheiros irem ao Tribunal de Contas da União. Porque, segundo a Constituição, três dos 11 ministros do TCU são de indicação privativa da Câmara dos Deputados.

Na verdade, nunca passou pela nossa cabeça que a deputada Ana, do PSB, da bancada pernambucana seria candidata ao TCU. Até pensamos, quando apontava ali a aposentadoria do ministro Ubiratan Aguiar, em quem eu votei em 2011 para ir para o TCU, em outros nomes, que declinaram do convite… Enfim. Mais do que de repente um conjunto de parlamentares animaram a deputada Ana para esse desafio. E como presidente do partido eu não poderia faltar ao nosso apoio.

Muitas pessoas que a conheciam pouco porque ela está no segundo mandato passaram a conhecê-la. Ou eram companheiros meus de Câmara, de atividade política no movimento estudantil, na formação do nosso partido pelo Brasil afora. A quem me procurou eu pedi um voto. Não poderia fazer diferente.

Folha/UOL: Mas a impressão que se tem é que nessa campanha pela eleição da deputada Ana Arraes ao TCU a sua presença foi muito robusta. O sr. como governador de Pernambuco fez campanha, isso não era segredo, falou com muitos agentes políticos externos. Falou com governadores de Estado, falou com o ex-presidente Lula, com o ex-governador de Minas Gerais, agora senador, Aécio Neves. Muita gente enxergou nessa sua campanha uma pressão excessiva sobre a Câmara. Existiu isso?

Eduardo Campos: De forma nenhuma. A Câmara é soberana. A Câmara não aceita esse tipo de interferência. O voto no plenário ele se dá numa outra lógica. Fui parlamentar, fui líder partidário, vivi intensamente a Câmara. Qualquer movimento na Câmara que venha de fora para dentro ele é normalmente refutado.

Os que disputaram com ela [com Ana Arraes] são parlamentares experimentados, respeitáveis, nomes consolidados na política brasileira. Foi uma disputa que o parlamento decidiu. Você não imagina que eu tendo uma companheira de partido, que foi a deputada federal mais votada do meu Estado, pela expressão dos votos, que tem formação em direito reconhecida, que é concursada da Justiça brasileira, por concurso público, se coloca legitimamente dentro da regra estabelecida pela legislação brasileira numa disputa, e que eu não pudesse dar um telefonema a um deputado amigo meu um voto ou uma atenção para a candidatura dela. É óbvio que fiz isso, como fiz de outros companheiros muitas vezes. Ela disputou a eleição com Aldo [Rebelo, PC do B-SP], que é um querido amigo de quem eu fiz campanha para presidente [da Câmara] por mais de uma vez da Câmara dos Deputados.

Folha/UOL: Ainda assim há uma interpretação de que a sua participação no processo de eleição da deputada Ana Arraes, sua mãe, ao TCU, acabou robustecendo um pouco mais a figura do político Eduardo Campos, que é governador de Pernambuco, que tem alguma inserção nacional e passou a ter um pouco mais agora. O sr. sente um pouco mais de força política depois desse processo?

Eduardo Campos: Não, de forma alguma. Isso não tem uma relação com o mundo da política cá fora do Parlamento. Essa é uma discussão própria do Parlamento brasileiro para uma corte de contas, como se faz rotineiramente. Eu tive oportunidade, como disse há pouco, de diversas vezes apoiar candidatos nem do meu partido nem do meu conjunto político, mas que era próprio da dinâmica ali do Parlamento. Pessoas que demostravam ter experiência, ter espírito público, ter formação, para ser julgador.

Folha/UOL: O sr. falou com o presidente Lula, que o ajudou, ele estava a favor da candidatura da deputada Ana Arraes. Como foi sua conversa com ele? Porque havia outro candidato, que era Aldo Rebelo, que foi ministro de Lula.

Eduardo Campos: Eu estava na casa do presidente Michel Temer, num debate com diversos partidos sobre a reforma política, quando chegou o resultado das eleições. Então era inevitável que eu falasse [com Lula], o presidente estava ali do lado, de quem eu também fui ministro, de quem eu sou amigo. E quem expressou, claramente, em algumas oportunidades, em reuniões que fez, o apoio político à candidatura de Ana, como outras lideranças que não são sequer da base de sustentação do nosso governo federal que falaram também. Como o governador Alckmin, como outros companheiros do PSDB, o próprio líder [do PSDB na Câmara] Duarte [Nogueira], o próprio senador Aécio Neves…

Leia mais…

Em Minas, Lula minimiza escândalos do Governo Dilma e diz que “não tem estremecimento” com PMDB e PR – em BH defendeu aliança com Lacerda

Lula critica debate sobre sucessão

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a antecipação do debate sobre a sucessão presidencial em 2014, classificando como uma “imbecilidade” as especulações sobre sucessão neste momento. Lula também minimizou o fato de quatro ministros terem deixado o governo Dilma Rousseff.

Em visita a Belo Horizonte, Lula voltou a dizer que Dilma é candidata natural à reeleição. “Acho uma imbecilidade, uma loucura falar de 2014 se nem sentamos à mesa para falar de 2012”, disse ele durante almoço com lideranças petistas. No ano que vem, ocorrem as eleições municipais. “Só tem uma pessoa que pode chamar essa conversa, que é a companheira Dilma.”

Na quarta-feira, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, havia declarado que o candidato do PT nas eleições de 2014 será definido em conversa entre Lula e a presidente Dilma Rousseff. A manifestação foi considerada um sinal de que Dilma pode não concorrer à reeleição e que Lula poderia voltar a ser o candidato do partido.

Perguntado sobre o que achava das declarações de Bernardo, Lula preferiu criticar o ex-candidato do PSDB à Presidência José Serra. “Primeiro, é inaceitável um tucano como o Serra dizer que eu sou candidato em 2014”, disse. “Acabei de eleger uma sucessora que vai fazer um governo extraordinário. Em 2014, eu não sei da oposição, mas o governo, o Brasil, já tem candidato, que é a Dilma Rousseff. Eu vou dizer pela última vez, a Dilma só não será candidata se ela não quiser.”

Lula disse que as discussões em torno de 2014 ocorrem num momento em que a principal preocupação das lideranças políticas é outra. A questão agora, disse, é evitar que o Brasil seja “arranhado pela crise irresponsável dos países ricos”.

Durante o almoço com petistas – do qual participaram, entre outras lideranças do partido, o ministro Fernando Pimentel e os ex-ministros Luiz Dulci e Patrus Ananias – Lula minimizou a saída de quatro ministros em oito meses de governo de Dilma. E rejeitou a versão de que a saída de ministros do PR e do PMDB esteja enfraquecendo a base de apoio do governo. “Não tem estremecimento”, disse ele. “Eu faço política 24 horas por dias e não vejo nenhum estremecimento na base.”

A visita de Lula à capital mineira estava cercada de expectativas em relação a como ele iria se posicionar em relação à disputa pela prefeitura da cidade no próximo ano. O atual prefeito, Márcio Lacerda (PSB) foi eleito em 2008 com apoio do então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e o então prefeito de BH e Fernando Pimentel. A incógnita na cidade é se a aliança se repetirá em 2012 para apoiar Lacerda.

Petistas que participaram do almoço e do encontro à tarde disseram que embora o ex-presidente não tenha dito com todas as letras, a mensagem que transmitiu foi clara. Ele defendeu a importância de o PT fazer alianças. Na visão de um líder do partido em Minas, Lula deixou claro que é preciso, sim, manter o apoio a Lacerda.

Outro líder petista do Estado, ex-ministro de Lula, lembrou que o presidente do PSD em Minas é outro ex-ministro de Lula, Walfrido dos Mares Guia, que acabou de ser “empossado” como um dos membros do conselho do Instituto Lula. “Lula está operando com um olhar na disputa de Minas.”

Márcio Lacerda também esteve no almoço do PT. “Sei que ele [Lula] tem uma simpatia pela repetição da aliança”, afirmou Lacerda. “Mas isso é um processo partidário, se a eleição fosse daqui a três meses, diria que estaríamos a um passo disso.”

Tanto o PT quanto o PSDB não possuem candidatos claros para disputar a Prefeitura de Belo Horizonte. Lacerda é tido como o nome natural à reeleição.

Pacto Republicano: Cada dia mais distante da base, Dilma do PT se aproxima de governadores do sudeste, elogia programas sociais de FHC e amplia parcerias contra a desigualdade

Dilma troca afagos com FHC e governadores da oposição em SP

Fonte: Cristiane Agostine – Valor Econômico

Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff trocou ontem afagos com políticos da oposição, em São Paulo. O encontro de Dilma com os quatro governadores da região Sudeste, para a assinatura de pacto dos Estados com o programa federal Brasil Sem Miséria, tornou-se um evento suprapartidário, com elogios mútuos entre a petista e tucanos.

Dilma foi recepcionada com um abraço de Fernando Henrique ao chegar no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e os cumprimentos do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).

No evento com os governadores, foi enaltecida várias vezes por Alckmin, que a chamou de “estimada presidente”. O tucano destacou o “patriotismo”, a “generosidade” e o “espírito conciliador” da petista.

O governador paulista continuou com os elogios, ao anunciar a unificação dos programas de transferência de renda Bolsa Família, do governo federal, com o Renda Cidadã, estadual. “A senhora fez um acerto histórico ao aceitar a experiência dos que vieram antes de nós e nos legaram experiências e saberes”, declarou Alckmin, assistido por Fernando Henrique. O tucano citou a “medida provisória inteligente” enviada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso para unificar os programas sociais do governo federal, no início da gestão Lula, em 2003. “Vamos repetir experiências bem sucedidas”, comentou.

Momentos antes, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), tinha exaltado a iniciativa da presidente Dilma de firmar parcerias com os Estados para ampliar o alcance dos programas de combate à miséria. Anastasia disse que os dois governos estão trabalhando. unidos, “de maneira monolítica”.

A presidente retribuiu os afagos e, citou indiretamente FHC, ao lembrar de iniciativas da gestão do tucano voltadas para diminuir a desigualdade social. “Nos últimos anos, homens, e agora mulheres, estão determinados a superar a pobreza extrema no nosso país”, afirmou. Em seguida, disse que estava firmando um “grande pacto republicano e pluripartidário” e agradeceu nominalmente a FHC por sua presença.

“A melhor forma de administrar é buscar o bem de todos os brasileiros. É a construção de um projeto nacional acima dos interesses partidários, que articule os interesses regionais e a dimensão social”, declarou a presidente. “Quanto mais unidos estivermos, mais rapidamente poderemos realizar essa tarefa [de tirar pessoas da miséria]”, afirmou. Dilma reforçou a importância “simbólica” do acordo firmado ontem, com governadores de partidos da base e da oposição. “É o Brasil inteiro em um grande abraço republicano.”

Não foi a primeira vez que Dilma mostrou-se afável à oposição. Há dois meses, no aniversário de 80 anos de FHC, a presidente enviou uma carta elogiosa ao ex-presidente, atribuindo a ele o fim da inflação.

A troca de afagos, no entanto, foi ironizada por petistas, como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza. “Não preciso mais defender a presidenta”, brincou. “Me senti sem função”, disse. “Ela tem outro estilo, diferente do Lula, é mais elegante. Esse encontro mostra um avanço na relação [com a oposição]”, afirmou.

No reduto tucano, a presidente lembrou das ações de seu antecessor, o ex-presidente Lula, e citou que na gestão do petista 40 milhões de pessoas ascenderam à classe média. “Essa é a herança bendita que o governo Lula me legou”, disse.

A presidente evitou falar sobre a queda de quatro ministros em seus primeiros oito meses de governo. Disse, contudo, que o governo estava fazendo uma “faxina”, ao citar suas ações no combate à miséria extrema. “É o Brasil inteiro fazendo, de fato – como usa a imprensa -, a verdadeira faxina que este país tem de fazer: a faxina contra a miséria”, declarou.

À noite, durante lançamento do livro “Cultura das Transgressões Culturais no Brasil”, do qual é um dos coordenadores – FHC disse que considera “preocupante” a queda de quatro ministros em menos de oito meses de governo, mas frisou que alguns nomes eram continuação da gestão Lula: “Quase todos vêm do passado, não foram postos agora. É herança.”

À vontade com governadores do PSDB, PMDB e PSB, a presidente assinou acordos que farão com que os Estados da região Sudeste fiquem responsáveis por complementar a renda das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, de modo que cada pessoa tenha uma renda mensal de, no mínimo, R$ 70. Além dosgovernadores de São Paulo e de Minas, estavam os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). Seis ministros participaram do evento: Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Helena Chagas (Comunicação Social) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), Edson Lobão (Minas e Energia) e Carlos Lupi (Trabalho).

A convite de Alckmin, a presidente almoçou no Palácio dos Bandeirantes com os governadores do Sudeste. Depois, posou para fotos, distribuiu beijos e abraços e fez um coraçãozinho com as mãos para o público que a aguardava.

A presença de Dilma em um evento repleto de tucanos, com direito a salva de palmas e elogios, marca diferença em relação à relação de Alckmin com Lula. Na gestão anterior do governador, Lula não entrou na sede do governo estadual como presidente. O petista, em seu primeiro mandato (2003-2006), só foi ao Bandeirantes em 2006, quando Cláudio Lembo assumiu o governo no lugar de Alckmin, que deixou o cargo para disputar a Presidência contra Lula. (Com agências noticiosas)

Um ministério para Tiririca: cientista político analisa os altos custos do presidencialismo de coalizão e a ideologia dos blocos partidários

Um ministério para Tiririca

Fonte: Cláudio Gonçalves Couto* – Valor Econômico

A nova crise a se abater sobre o ministério de Dilma Rousseff, mal este completa meio ano de vigência, proporciona-nos sinais claros não só dos altos custos de manutenção do presidencialismo de coalizão brasileiro, mas também da natureza dos partidos políticos fundamentais à operação de tal sistema. Considerando-se o modo de operação de nossas agremiações partidárias, podemos dividir em quatro grupos o atual sistema partidário congressual brasileiro: o alinhado em torno do PT, o que órbita ao redor do PSDB, o composto hoje unicamente pelo PSOL e o formado por partidos de adesão – no qual se destaca o PMDB (seu maior integrante) e figuram, dentre outras agremiações, o PV e o PR, legendas que ocuparam o centro do noticiário político desta semana que se encerra.

A coesão desses quatro blocos não é férrea, porém, com base na história recente do país e das tendências que se divisam, pode-se afirmar que o bloco protagonizado pelo PT (que congrega PSB, PDT e PC do B) tende a estar no governo sempre que seu maior partido o conquistar, indo para a oposição no caso de vitória do principal bloco antagonista. Este outro, liderado pelo PSDB, abarca o DEM e o PPS, tendo comportamento assemelhado ao do primeiro bloco, mas em sentido oposto. A mencionada falta de coesão se deve ao fato de que não é totalmente descartada uma eventual aproximação dos parceiros com o outro lado, a depender da conjuntura. Uma eventual candidatura de Aécio Neves, por exemplo, geraria atrativos para uma aproximação entre socialistas e tucanos, sendo bom lembrar que o PPS chegou a integrar o governo Lula no seu início e o PDT rompeu com ele, antes da morte de seu caudilho, Leonel Brizola.

O papel representado solitariamente pelo nanico-ideológico PSOL, é o de se opor a qualquer governo que não lidere. O PT desempenhou essa função no passado, atuando também como o grilo-falante da nação, mas agora os tempos são outros. Não apenas o PSOL carece da base social de apoio de que o PT gozava, como surge com menor robustez organizacional e noutro contexto histórico – menos favorável a grilos-falantes, sobretudo os que não têm uma plataforma de governo plausível, que pavimente o caminho de seu crescimento eleitoral e da aceitação dos grandes agentes econômicos.

O quarto bloco, o dos partidos de adesão, é a pedra-angular de nosso presidencialismo de coalizão, para o bem e para o mal. Para o bem, na medida em que garante a robusta sustentação parlamentar que tem-se mostrado tão eficaz aos governos brasileiros dos últimos 19 anos, assegurando a aprovação de suas agendas e permitindo aos presidentes dotados de maioria legislativa o protagonismo da formulação legislativa. Ou seja, tais partidos são o esteio da governabilidade. Entretanto, tal arrimo tem um custo nada negligenciável, pois a manutenção dessa sustentação parlamentar requer substanciosas concessões àqueles dispostos a apoiar qualquer governo e qualquer agenda (com certos limites), desde que bem remunerados. Hoje esse bloco tem nada menos que 46% das cadeiras na Câmara e no Senado – uma fatia nada desprezível para governos que precisam de um apoio firme equivalente a, no mínimo, o quórum para emendamento constitucional, de 60%.

O PMDB, embora seja o maior e mais importante desses partidos (com 15% das cadeiras na Câmara e 23% no Senado), tem em seu interior algumas lideranças de perfil distinto dos adesistas fisiológicos tradicionais. Veja-se o caso do senador oposicionista Jarbas Vasconcelos, em Pernambuco; do “maverick” Pedro Simon, no Rio Grande do Sul; do iracundo Roberto Requião, no Paraná; ou ainda do administrador-modelo Paulo Hartung, no Espírito Santo. Em todos esses casos são lideranças de maior consistência política, que (por razões diferentes e sem entrar noutros méritos) não podem ser subsumidas à mera condição de adesistas fisiológicos. O cenário se torna bem mais desalentador quando se olha para o resto dos partidos de adesão, nos quais o difícil é encontrar qualquer político que não seja isto.

O PR é emblemático deste ponto de vista. Com 6 senadores (já incluído aí o ex-ministro Alfredo Nascimento) e 40 deputados (que podem chegar a 64, se considerarmos o bloco de nanicos que lidera), não é uma agremiação com qualquer veleidade programática, que conte com lideranças classificáveis como formuladores competentes de politicas públicas, defensores de causas amplas ou de interesses publicamente defensáveis. Opera como um condomínio de políticos profissionais a serviço de seus financiadores de campanha e de si próprios. Ou seja, nada menos republicano do que o Partido da República.

Todavia, o PR detém mais de 12% dos votos na Câmara e algo menos que isto no Senado. Portanto, considerando-se o tamanho relativo das bancadas congressuais no Brasil, constitui-se no que o politólogo italiano Giovanni Sartori denomina como um “partido relevante” – aquele que tem poder de coalizão ou de chantagem. Aliás, pode-se afirmar que tal qual ocorre no PMDB, no caso do PR esses dois termos são um a contraparte do outro.

Ademais, a longa ocupação de um ministério por uma agremiação com tais características tende a gerar a captura de todos os capilares da máquina administrativa por caçadores de propina politicamente apadrinhados. Isto é exemplificado pelo caso do Dnit potiguar, cujo diretor de engenharia, sobrinho do deputado João Maia (PR-RN), acabou preso no exato momento em que recebia uns cobres.

Ao mesmo tempo que a presidenta Dilma Rousseff não pode simplesmente prescindir de apoio tão relevante no Congresso, tendo por isto se resignado a reservar o controle do Ministério dos Transportes para o PR, terá contudo dificuldades para sanear a pasta e nomear alguém desembaraçado das teias do tráfico de influência, mensalões ou algum outro imbróglio: Valdemar Costa Neto, Blairo Maggi, João Maia, Clésio Andrade… todos oferecem algum risco. Num partido de notáveis tão vulneráveis, talvez apenas o Tiririca não tenha telhado de vidro.

* Cláudio Gonçalves Couto é cientista político, professor da FGV-SP e colunista convidado do Valor. 

José Dirceu ameaçou sair candidato à presidência do PT para derrotar indicado por Dilma, em BH defende aliança com Lacerda

Dirceu ameaçou se lançar à presidência do PT

Fonte: O Globo

Como não queria o candidato de Dilma, deputado cassado deu cartada e conseguiu eleger o paulista Rui Falcão

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE. O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, réu no processo do mensalão, ameaçou se lançar candidato a presidente do PT caso fosse mantida a indicação do senador Humberto Costa (PT-PE), nome preferido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula para substituir José Eduardo Dutra. Com grande influência no Diretório Nacional, Dirceu seria um forte candidato e poderia causar desgaste ainda maior à presidente Dilma, segundo um integrante da cúpula petista.

Diante dessa ameaça, cresceu rapidamente o consenso em torno do nome do deputado estadual Rui Falcão, eleito na sexta-feira passada como novo presidente do PT. Segundo petistas, o episódio mostra o quanto o grupo paulista estava disposto a retomar o comando nacional do partido. Havia forte descontentamento com o papel periférico do PT de São Paulo desde a campanha presidencial de Dilma.

O recado de que Dirceu estava disposto a bater chapa com Costa chegou a ser passado a Lula por um dirigente petista. E certamente chegou à presidente Dilma, que recebeu o ex-presidente Lula para jantar no Alvorada na última quinta-feira.

Na sexta-feira, na reunião do Diretório Nacional (DN) do PT, Dirceu negou que tivesse influência na eleição de Falcão. Alegou que não poderia ter feito articulação pois estava chegando de Londres. Mas, na prática, segundo relatos, Dirceu teve papel decisivo na retomada pelo grupo paulista do controle nacional do PT.

Na segunda-feira, Dirceu partiu para as articulações em Minas Gerais. Ele foi homenageado no mais aristocrático e conservador clube de Belo Horizonte, o Automóvel Clube, do qual virou sócio oficial. Ele levou um recado aos petistas mineiros: é fundamental garantir a aliança com o PSB em 2012 e evitar que o prefeito Márcio Lacerda se alie ao PSDB do senador Aécio Neves, um dos principais nomes colocados para a disputa com Dilma daqui a três anos.

O momento é delicado para os petistas – o vice-prefeito Roberto Carvalho (PT) vive seu pior momento com o aliado do PSB e faz de tudo para articular uma candidatura própria petista contra o PSDB e quem estiver com eles (inclusive, se for o caso, o próprio Lacerda). O ministro do Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, e o ex-deputado federal Virgílio Guimarães entraram no meio de campo para garantir a sobrevivência da aliança com o PSB, ainda que sem o PSDB. O que eles querem é anular o canto de Aécioe do governador Antonio Anastasia (PSDB) em direção a Lacerda. Os tucanos sabem a importância do passo que dão rumo a 2014 ao garantir o PSB por perto, pelo menos em casa.

– Estamos vivendo um momento no Brasil que não é só um momento de coalizão para governar, mas a constituição de um bloco social – disse José Dirceu em discurso no clube.

Durante o dia na capital mineira, Dirceu se encontrou com o ex-ministro Patrus Ananias, Márcio Lacerda e também o vice-prefeito Roberto Carvalho.

Petistas pagaram R$100 pelo convite da festa, que teria reunido cerca de 200 convidados.
COLABOROU: Thiago Herdy

BH: PT mineiro em cima do muro se divide em apoio ao PSB nas eleições de 2012, PSDB reivindica participação maior na aliança

Em MG, divisão ameaça aliança vitoriosa

Fonte: Eduardo Kattah – O Estado de S.Paulo

Parte do PT quer repetir parceria encabeçada pelo PSB, enquanto outra ala defende confronto aberto com PSDB

Sem nomes fortes para disputar a prefeitura de Belo Horizonte no ano que vem, parte do PT mineiro já trabalha para reeditar a aliança que elegeu Márcio Lacerda (PSB) em 2008. Embora uma ala do partido defenda um confronto aberto com os tucanos, o grupo alinhado ao ex-prefeito e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, se articula nos bastidores pela manutenção da coligação, que inclui o PSDB.

O argumento é que se o partido abdicar da composição com Lacerda estará empurrando o PSB para o colo do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Os tucanos já assediam Lacerda, mas o prefeito está determinado a manter as pontes com os governos estadual e federal, dos quais participa o PSB. “Eu tenho a obrigação de tentar reeditar a aliança”, afirmou.

Lacerda tem se equilibrado e feito apelos para tentar viabilizar a repetição da aliança. O prefeito circula com desenvoltura entre tucanos e petistas. De acordo com interlocutores, o prefeito se apoia nos “setores mais responsáveis” dos partidos para jogar para daqui a um ano qualquer definição. O prefeito defende a tese de que a população poderá reagir negativamente em caso de antecipação da disputa.

Os socialistas mineiros lembram também que PT e PSDB não contam com opções reais de vitória na cidade. No caso do PT, o ex-ministro Patrus Ananias tem deixado claro em conversas reservadas que não pretende entrar numa eleição arriscada, avaliando que o partido perdeu muito espaço entre o eleitorado da capital mineira.

O diretório estadual petista saiu ainda mais dividido da eleição estadual no ano passado, quando a chapa Hélio Costa (PMDB) e Patrus (PT) foi derrotada pela coligação encabeçada por Antonio Anastasia(PSDB).

Peso. Os tucanos, contudo, não estão dispostos ao papel de coadjuvante. O presidente do PSDB em Minas, deputado Marcus Pestana, admite negociações, mas afirma que o partido quer um peso maior no próximo pleito, avaliando que Aécio foi “generoso” na composição da aliança e “ganhou a eleição na capital”.

Pestana reclama que os tucanos foram recebidos no Executivo municipal de uma forma “não tão acolhedora”, mas diz que o partido não terá “nenhum tipo de preconceito” em relação ao PT. Porém, sugere que o PSDB quer a vaga de vice. “Queremos ter uma participação proporcional ao nosso peso”, defende.

Para o PSB, o que joga a favor de Lacerda é o receio de derrota entre petistas e tucanos. “Tanto para o PSDB quanto para o PT perder a eleição em Belo Horizonte seria muito ruim”, confia um líder socialista.

Contudo, na chamada “esquerda” petista qualquer nova aproximação com os tucanos soa como uma blasfêmia. “Para mim a aliança com o PSDB foi um grande erro. O que não pode haver é a repetição da política que não deixa claro as diferenças entre petistas e tucanos no Estado”, afirmou Rogério Correia (PT), líder do bloco oposicionista na Assembleia.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110425/not_imp710317,0.php

Márcio Lacerda vai disputar reeleição com apoio do PSDB, PT fica de fora

Lacerda disputará reeleição e encaminha aliança com PSDB

Fonte: Ana Flávia Gussen – O Tempo

2012.Prefeito da capital assume interesse em continuar no cargo, durante almoço com dirigente tucano
Marcus Pestana vê possibilidade real de uma coligação formal com o PSB

FOTO: CRISTIANO TRAD
Entendimento. Lacerda e Pestana conversaram sobre a sucessão e já encaminham a formalização da aliança para as eleições de 2012

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), assumiu, pela primeira vez, a intenção de disputar a reeleição municipal em 2012 e deu sinais claros de que terá o PSDB ao seu lado. Durante um almoço com o presidente dos tucanos em Minas, deputado federal Marcus Pestana, ontem, na capital, Lacerda considerou sua candidatura como “natural” e ressaltou, ainda, o desejo de reeditar a aliança que o elegeu em 2008. “É natural que um prefeito bem avaliado pela população se candidate à reeleição, até porque quatro anos é pouco tempo. Quanto à aliança, fui eleito por ela e luto por ela”, afirmou.

De acordo com Lacerda, o encontro com o dirigente tucano teve como objetivo discutir obras de interesse da região metropolitana e conversar sobre os rumos das respectivas legendas. “Eu e Pestana estamos reunidos como presidentes do PSDB e PSB”, afirmou o prefeito.

Mas, para Pestana, as chances de aliança para a reeleição do socialista são concretas, uma vez que Lacerda possui um jeito “tucano” de governar. “É um excelente prefeito e que tem muito mais identidade com o estilo de atuação, visão administrativa do PSDB. Essa preocupação com a modernidade, com o contemporâneo e com a gestão de resultados, é similar ao governo de Aécio e Anastasia”, declarou.

Lacerda ponderou, afirmando que essas são sim suas características de governo, mas que também possui semelhanças com as gestões petistas. “Nossa gestão incorporou determinado estilo do governo do Estado, mas sem perder a herança do PT quanto à preocupação com a exclusão social”, disse Lacerda, que não demonstrou preocupação com os desdobramentos do encontro entre os aliados petistas. “Essa é uma conversa pública entre dirigentes partidários. Mas todo tempo também estou almoçando e conversando com o PT”.

Apesar da troca de afagos, o dirigente tucano não exclui a possibilidade de o PSDB lançar candidatura própria para a Prefeitura de Belo Horizonte. “Temos grandes nomes, mas nosso projeto é caminharmos juntos de Lacerda”, disse Pestana, que se mostrou empenhado em dialogar com o PSB. “O combustível da política é a saliva”.

O dirigente afirmou que a boa relação entre o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), também contribuiu para as negociações.

Inviável
Vice-prefeito refuta aliança com tucanos
Apontado como um dos pré-candidatos do PT para a Prefeitura de Belo Horizonte, em 2012, o vice-prefeito da capital, Roberto Carvalho, voltou a rechaçar a possibilidade de aliança formal entre PT e PSDB, repedindo a base de apoio de 2008, na chapa para a reeleição de Marcio Lacerda. O petista não garantiu que o partido estará ao lado do socialista caso haja um acordo entre Lacerda e os tucanos.

“Não muda nada. Respeitamos todo e qualquer posicionamento de Lacerda, mas se ele quiser caminhar com o PSDB, vamos respeitá-lo”, afirmou Carvalho.

Para o vice-prefeito, PSDB e PT estão, no momento, muito distantes ideologicamente, principalmente após as eleições de 2010. “Nós temos um lado na sociedade. Já o PSDB se tornou uma grande expressão da direita conservadora”, disse.

Roberto Carvalho e outros integrantes do PT em Belo Horizonte já iniciaram conversas com outros partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff em busca de um acordo para as eleições municipais nos moldes da chapa que concorreu ao governo do Estado. No entanto, tanto o PMDB quanto PCdoB dizem que terão candidatura própria para a prefeitura da capital mineira. (AFG)

Repercussão
“Negociações não vão mudar planos do PT”, diz Reginaldo
O presidente do PT de Minas, deputado federal Reginaldo Lopes, minimizou ontem a proximidade do PSDB com o prefeito da capital, Marcio Lacerda, nas negociações para alianças visando as eleições municipais de 2012. Questionado ainda sobre a intenção de Lacerda de se reeleger, o dirigente afirmou que nada disso muda o planejamento do partido para o ano que vem.

“O PT evidentemente tem uma relação importante com o PSB, portanto isso nos leva a pensarmos o apoio à reeleição de Lacerda”, afirmou.

Reginaldo Lopes afirmou ainda que tem conversado diariamente com o prefeito da capital e que não sente “ciúmes” do PSDB.

O petista rebateu também as declarações do presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, de que a gestão de Lacerda se assemelha ao estilo tucano de governar. “Filho bonito tem muito dono, né? Foi o PT que modernizou e organizou a prefeitura da capital”, destacou Lopes.

Farpas. PT e PSDB parecem que não vão mais caminhar juntos em Belo Horizonte. Marcus Pestana relatou ontem, no almoço com Lacerda, dificuldades em dialogar com o PT. “Eles têm reiterado declarações que mostram o sectarismo do partido”, afirmou Pestana.

Reginaldo Lopes rebateu a crítica. “Da campanha de 2010, o PSDB só deixou um discurso de direita conservadora, com juízos de valor, preconceito e moralismo”, afirmou. (AFG)

Ao lado de Aécio e Anastasia, Pestana assume PSDB em Minas com o desafio de formar alianças para prefeitura de BH em 2012”

PSDB em divórcio na capital

Fonte: Leonardo Augusto – Estado de Minas

PARTIDOS
Novo presidente da legenda em Minas julga “muito difícil” reedição de aliança com o PT nas eleições para a PBH e quer centrar força na disputa das 50 maiores cidades do estado

Cristina Horta/EM/D. A Press

O governador Anastasia (E), ao lado de Aécio, cumprimenta Marcus Pestana, que assume a legenda em Minas e vai investir na modernização

O novo presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana, assumiu o cargo ontem afirmando ser “muito difícil” a reedição, nas eleições municipais do ano que vem, da aliança formada entre o partido e o PT em torno da candidatura do prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) em 2008. Pestana, que substitui Nárcio Rodrigues no comando do PSDB estadual, disse que os tucanos foram muito mal recebidos na prefeitura. Com a vitória de Lacerda em 2008, o PT, que por mais de 20 anos governava ou participava da administração da capital, passou a ter o PSDB ao seu lado na prefeitura. “O PT estava muito cristalizado na máquina municipal”, justificou Pestana. Entre os principais postos assumidos pelo PSDB com a chegada de Lacerda ao poder estavam a presidência da BHTrans e a Secretaria de Saúde.

Para o governador Antonio Augusto Anastasia e o senador Aécio Neves a questão deverá ser analisada a seu tempo, no próximo ano. Na avaliação do senador, no entanto, há mais proximidade da administração Lacerda com as ideias tucanas do que com as petistas. “Em 2008, foi uma aliança boa para a cidade. Naquele momento nos pareceu ser o melhor caminho. As lideranças do partido vão decidir o que será feito no tempo certo, mas nós estamos muito confortáveis. Não sei se todos estão, até porque, do ponto de vista da administração, Lacerda tem muito mais similaridade conosco. Isso facilita nosso entendimento. Vejo nele qualidades de gestão pública que não vejo no PT”, afirmou.

As avaliações de Pestana e de Aécio colocam ainda mais pressão sobre Lacerda. Há cerca de um mês, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também afirmou ser difícil a construção de nova aliança entre petistas e tucanos para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte. Com fogo de todos os lados, e liderança política ainda em teste, Lacerda evita qualquer declaração sobre possíveis cenários políticos para 2012.

Assim como os petistas, Pestana vê duas possibilidades para a disputa do ano que vem. O partido mantendo aliança apenas com o prefeito, sem o PT, ou lançando candidato próprio. “Temos grandes nomes para a disputa, como o presidente da Câmara, Leo Burguês, o deputado estadual João Leite, e os deputados federais Eduardo Azeredo e Rodrigo de Castro”, diz Pestana. O novo presidente do PSDB, no entanto, afirma que o quadro político na capital só será definido depois da Semana Santa de 2012.

Além dos esforços pela prefeitura da capital, o PSDB vai centrar forças ainda na disputa das 50 maiores cidades do estado, sempre com muito cuidado para não melindrar aliados, conforme Pestana. “É uma construção política complexa: afirmar a identidade partidária e negociar com habilidade com a ampla base aliada”, diz o presidente do PSDB. Nas eleições do ano passado para o governo de Minas, o candidato tucano, Antonio Augusto Anastasia, que venceu a disputa, contou com o apoio de outros 12 partidos: PP, PDT, PTB, PSL, PSC, PR, PPS, DEM, PSDC, PMN e PSB.

Segundo Pestana, também serão metas da administração do PSDB estadual a modernização do partido, com a inserção da legenda nas chamadas novas mídias, como o twitter e o facebook, e a aproximação com ambientalistas, juventude e movimento sindical. O partido governa hoje 148 municípios de Minas Gerais.

Cientista político diz que criação do PSD por Kassab não vai quebrar polarização entre PT e PSDB

Não há espaço para uma terceira força nas disputas eleitorais

Fonte: Uirá Machado – Folha de S.Paulo

ENTREVISTA FERNANDO LIMONGI
PARA CIENTISTA POLÍTICO FERNANDO LIMONGI, CRIAÇÃO DO PSD POR KASSAB NÃO VAI QUEBRAR POLARIZAÇÃO ENTRE PT E PSDB NAS ELEIÇÕES PARA O EXECUTIVO NO BRASIL

A criação de um novo partido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e a provável incorporação do nascituro PSD pelo PSB não quebrará a polarização PT-PSDB, afirma o cientista político Fernando Limongi, 53, professor titular da USP.

Conforme reportagem da Folha mostrou (12/3), o Planalto teme que o PSB ganhe muita musculatura e se torne um problema em 2014.

Para Limongi, porém, as disputas para o Executivo são bipartidárias e não há espaço para uma terceira opção. De acordo com ele, as estratégias de PT e PSDB definem -e limitam- as opções do eleitor nas disputas para presidente e governador e, agora, ao Legislativo.

A seguir, trechos da entrevista concedida à Folha na quinta-feira.

Folha – A criação de um novo partido pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e sua eventual incorporação pelo PSB poderia fortalecer esta legenda a ponto de romper a polarização PT-PSDB?
Fernando Limongi – A despeito de o PSB ter crescido nas últimas eleições, o partido fez uma bancada relativamente pequena de deputados federais. É menor e tem menos força que o PMDB. Acho que o PSB está procurando se fortalecer para ter uma relação melhor com o governo. Eventualmente pode estar pensando em agir sozinho. Mas acho que o que está em jogo é ver quem é melhor aliado do PT. Pessoalmente, acho difícil que consiga viabilizar uma alternativa nacional. O PSB está praticamente restrito ao Nordeste. É um problema de difícil solução, e não é montando uma coalizão tão heterogênea… Quem vai votar no PSB por causa do Kassab?

Mas o Kassab não vai ter força em São Paulo para concorrer ao governo do Estado?
Para ele lançar uma candidatura a governador, precisa de uma plataforma, de um discurso. Ele tem que aparecer como opção, tem que viabilizar isso. Acho difícil em São Paulo. Quando ele foi candidato a prefeito, só conseguiu ser eleito porque teve apoio de facções do PSDB e contou com uma campanha desastrada de [Geraldo] Alckmin [PSDB], que perdeu uma eleição ganha. Sem parte do PSDB, ele não vai conseguir. E, para ter o partido de novo, tem que ter gente graúda por trás.

Em seu artigo na revista “Novos Estudos” 88 (novembro), do Cebrap, o senhor afirma que há dois blocos nacionais: PT-PSB e PSDB-DEM. Nessa eventual nova configuração, não daria para o PSB deixar de ser satélite?
“Satélite” não é a palavra mais correta. Esses partidos são aliados históricos e têm um acordo de complementaridade. Não há sujeição. Nos Estados, por exemplo, o PT não compete com o PSB. E boa parte da ascensão do PSB só se explica porque teve esse suporte do PT. Mas o PSB precisa definir a relação. Em termos de ministérios, o PMDB tem uma participação muito maior que a do PSB. É essa relação que está um pouco implicada, o PSB quer se reforçar nesse debate. Mas será que vai querer lançar candidato contra o PT em 2014?

O sr. ainda afirma em seu artigo que, com seis eleições presidenciais pós-redemocratização, é possível analisar tendências de longo prazo. Uma seria o bipartidarismo da disputa presidencial. Há espaço para uma terceira força?
Eu acho que não. São cinco eleições seguidas em que só dá PSDB e PT, e tudo leva a crer que na próxima será a mesma coisa. Mas de onde vem essa força? Por que esses dois partidos controlam esse eleitorado? Há muitos eleitores flutuando, então não é possível dizer que o eleitorado vota partidariamente. O que não sei é o quanto esse eleitorado é grande para constituir uma terceira via. Desse ponto de vista, tem possibilidade de alguém furar o esquema? Tem, mas o custo de entrada é muito alto.

Por que o Congresso é tão fragmentado?
Isso é outra coisa. A gente precisa olhar para as eleições que são as mais importantes, que são para o Executivo: onde está o controle do Orçamento e que são privilegiadas por partidos e eleitores. O que acontece é que os partidos grandes estão cedendo cadeiras nas eleições proporcionais e não estão ligando para isso. Uma possibilidade é que o processo ainda está em andamento. Começou pelo Executivo e agora vai descendo para o Legislativo.

Mas esse movimento não pode tomar outro rumo?
O fato é que várias vezes poderia ter sido de outro jeito, mas nunca foi. As estratégias dos partidos que têm sido bem-sucedidas são cada vez mais abrangentes. A lógica está se impondo. O exemplo forte é 2010. Ciro Gomes queria ser candidato. Havia alguns fatores conjunturais que favoreciam essa aposta. Dilma Rousseff não era conhecida. Seria o momento para alguém tentar. Por que não tentou?

Prefeitura de BH: PT rompe aliança com PSDB em Minas e Aécio Neves quer ampliar a aliança com PSB de Márcio Lacerda

PT decide romper aliança com PSDB de MG em 2012

Fonte: Raphael Veleda – Folha de S.Paulo

Partido quer lançar candidato próprio para a Prefeitura de Belo Horizonte

Em 2008, petistas e tucanos se uniram para apoiar a candidatura do PSB; Anastasia estreita laço com sigla socialista

O PT de Minas descarta a renovação da aliança com o PSDB em Belo Horizonte em torno do atual prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB).
Desde a eleição de 2008, os três partidos formam uma coalizão no município – o vice-prefeito, Roberto Carvalho, é petista.

Na época, a aproximação de petistas e tucanos teve entre seus articuladores o então prefeito Fernando Pimentel (PT) e o então governador Aécio Neves (PSDB). Foi uma rara aliança entre os dois partidos no país.

Na campanha municipal do próximo ano, porém, o PT deve lançar um candidato próprio contra Lacerda.

Os petistas tentam reerguer o partido no Estado após a eleição de 2010, quando apoiaram a derrotada candidatura do peemedebista Hélio Costa ao governo.

O vice-prefeito, que preside o diretório do PT em Belo Horizonte, tem uma relação distante com Lacerda e já chegou a criticar a administração do município.

Mas diz que o PT não irá para a oposição neste mandato. “Respeitamos as decisões do Marcio. Mas, se ele decidir ficar com o PSDB, teremos candidato próprio.”

Carvalho e o deputado federal Miguel Corrêa Júnior são as principais opções do partido para o próximo ano.

“Vamos unir o partido em torno de um nome para lançar um candidato sem precisar nem mesmo de prévias”, afirmou o vice.

O PMDB, que tem a segunda maior bancada da Câmara Municipal atrás do próprio PT, deve se unir aos petistas.

AÉCIO
O senador Aécio Neves, possível candidato à Presidência em 2014 pelo PSDB, quer ampliar a aliança entre os tucanos e o PSB em Minas. Ele foi um dos articuladores da aliança em 2008.

No governo mineiro, o PSB é da base aliada tucana e tem duas secretarias importantes no governo de Antonio Anastasia: Desenvolvimento Social e Educação.

Nas últimas semanas, Anastasia tem elogiado a gestão de Lacerda, a quem chama de parceiro.

“O prefeito Marcio Lacerda faz uma excelente administração, aliás, opinião partilhada pelos belo-horizontinos e pelas pesquisas de opinião. Então, naturalmente, esse é um dado da realidade, que vai ser considerado no momento oportuno”, disse o governador.

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) disse que Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do partido, tem muito em comum com Aécio.

“Se o candidato for o Aécio, eu acho possível um alinhamento. Com outro [candidato], não.”

PT quer romper aliança com PSDB que elegeu Lacerda, partido se enfraquece em BH e elege Aécio como maior adversário em 2014

Aliança entre PT e PSDB em BH está por um fio

Fonte: Folha de S.Paulo

Planalto articula fim do acordo que elegeu Márcio Lacerda para prefeito

Avaliação do PT é que Aécio deve ser tratado como adversário em potencial de Dilma na luta pela Presidência

A coalizão partidária inusitada que sustenta o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), desde sua chegada ao poder está à beira da implosão.

Circunstâncias políticas locais fizeram PT e PSDB deixar de lado em Belo Horizonte as diferenças que os separam no cenário nacional para apoiar Lacerda nas eleições municipais de 2008.

Mas nos últimos meses o Palácio do Planalto e aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) começaram a rever as bases da aliança.

O próprio Lacerda reconhece que sua coalizão dificilmente estará em pé nas eleições do ano que vem, quando ele gostaria de disputar a reeleição.

“Se [a eleição] fosse agora, haveria 99% de impossibilidade [de reedição do acordo que o elegeu]. Mas, daqui a uns oito meses, a coisa toda pode mudar”, disse o prefeito. Ele teme que a precipitação do debate cria riscos para a administração da cidade.

ADVERSÁRIO
Com a avaliação de que Aécio deve ser tratado como um adversário em potencial, integrantes do governo Dilma avisaram ao PSB que não apoiarão Lacerda no ano que vem caso o PSDB permaneça em sua base.

“O PT nacional não quer o PSDB na aliança”, disse o presidente de honra do PT de BH, Aluisio Marques.

Os petistas, que administravam a cidade antes da eleição de Lacerda, até admitem reeditar a aliança de 2008, desde que o PSB se comprometa com o apoio ao candidato do PT na eleição presidencial de 2014.

“Temos que buscar uma aliança na capital, desde que o PSB entenda que estaremos juntos em 2014. Se não, seguiremos nosso caminho”, afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG).

PSDB pressiona Marcio Lacerda sobre definição das alianças para 2012, partido poderá lançar candidato próprio à prefeitura de BH

Ameaça agora vem do PSDB

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

Prefeitura de BH
Depois dos petistas, tucanos pressionam Marcio Lacerda a definir aliança para 2012 e já começam a se movimentar em direção a um candidato próprio para disputar as eleições

“O que posso dizer é que sou um eleitor em BH e tenho uma história de comprometimento com as causas da cidade” – Rodrigo de Castro (PSDB), deputado federal, nome cotado para disputar a prefeitura

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) corre o risco de não ter ao seu lado nas eleições de 2012 os dois principais partidos que alavancaram sua candidatura há três anos: PT e PSDB. Não bastasse o afastamento de petistas por causa da reforma administrativa que o socialista vem promovendo na prefeitura, os tucanos também começam a se movimentar. Cansados de esperar que ele escolha um lado, os dirigentes do PSDB reiniciaram as conversas sobre lançar candidatura própria.

Conforme um alto dirigente tucano, Lacerda está “jogando com o tempo” ao adiar a decisão sobre com qual partido pretende caminhar em 2012. Antes unidos pela eleição de Lacerda, agora PT e PSDB já avisaram que não estarão juntos na disputa. A indefinição leva os dois aliados a se articular pela candidatura própria. Se do lado do PT o cotado é o próprio vice-prefeito, Roberto Carvalho, entre os tucanos desponta o nome do secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro.

Os tucanos iniciaram uma sondagem dos partidos da base do governador Antonio Anastasia entendendo que não podem ficar parados à espera de Lacerda. “O PSDB está dentro do governo Marcio Lacerda e tem sempre um diálogo aberto, mas é próprio de um partido que tem o governo do estado, um líder da dimensão do senador Aécio Neves e toda a história que tem estar à vontade para conversar com outras legendas e setores”, afirmou Rodrigo de Castro.

Questionado sobre ser o nome do partido para concorrer à sucessão municipal, o secretário do partido prefere adiar o tema. “Primeiro, temos de discutir as bandeiras e questões do partido, só depois pensar em candidatura. O que posso dizer é que sou um eleitor em BH e tenho uma história de comprometimento com as causas da cidade”, afirmou.

Também o PT vem tomando rumos diferentes de Lacerda e já avisou que não estará na mesma aliança que o PSDB em 2012. Conforme mostrou o Estado de Minas, alguns dos petistas mais influentes na administração municipal deixaram ou estão saindo dos cargos. O PT também quer firmar posição com a série de reuniões do PT de BH, comandado por Roberto Carvalho, para ouvir a cidade e os movimentos sociais sobre as demandas da capital. Já no primeiro encontro, a legenda firmou posição contrária a Lacerda, condenando o edital lançado pelo socialista para ocupação da Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena.

Ontem, Roberto Carvalho voltou a comentar a medida da qual o prefeito não abre mão. “Que no caso da feira da Afonso Pena, prevaleça o bom senso, com a vitória do artesanato e da cultura. Uma cidade feliz é filha do diálogo!”, comentou em seu Twitter. Lacerda continua as reuniões para as mexidas em sua equipe que virão pela reforma administrativa. A expectativa é de que alguns decretos com alterações no quadro estrutural da PBH sejam publicados no decorrer das próximas semanas.

Fim da aliança
Em Sete Lagoas, na Região Central do estado, a histórica aliança entre tucanos e petistas, que começou ainda nas eleições municipais de 2004 e saiu vitoriosa com a eleição do atual prefeito Mario Márcio Campolina Paiva (PSDB), Maroca, chegou ao fim ontem com um anúncio oficial do presidente do diretório municipal do PT, Silvio de Sá. Com isso, a atual administração perde, além do apoio partidário, alguns nomes do primeiro escalão, e a segunda maior bancada na Câmara Municipal.

A aliança já estava comprometida desde janeiro de 2010, quando Maroca destituiu a secretária de Assistência Social Léa Braga, indicada pelo PT, sem consulta prévia ao partido. Após discussões, foi fechado um acordo que incluía, além da ocupação de cargos na administração, a criação de um conselho político em que o PT teria maior participação, além da adoção ao orçamento participativo na cidade. “Um ano se passou e ficamos esperando.

O conselho não saiu do papel, não tivemos voz ativa no processo, não adotaram o orçamento participativo, não fomos atendidos quanto ao nosso programa. Então decidimos sair do governo”, afirma Silvio de Sá. O diretório municipal afirma que todos os filiados que detêm cargos de confiança na administração municipal deixarão suas funções e informa ainda que “qualquer filiado que pretender continuar em cargo de confiança no governo, terá 15 dias para pedir licença do partido”. (Marcos Avellar)

PT de Minas está mais longe da Prefeitura de Belo Horizonte, reforma administrativa afasta partido de Lacerda

PT mais longe de Lacerda

Fonte: Juliana Cipriani e Amanda Almeida – Estado de Minas

PBH
Reforma administrativa iniciada por prefeito causa insatisfação entre petistas, que fazem fóruns internos para discutir problemas da cidade. Licitação da feira é 1º alvo

Marcio Lacerda e Roberto Carvalho foram eleitos em aliança entre PSB e PT, com todo o apoio do PSDB de Aécio

A reforma administrativa que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) está promovendo a conta-gotas na administração municipal nem terminou e já faz o PT, do vice-prefeito Roberto Carvalho, andar cada vez mais separado do socialista. Na mesma medida em que perde espaço nos quadros da prefeitura, os petistas se articulam cada vez mais para firmar posição como possível alternativa de poder na sucessão municipal. Ontem foi a vez de o PT municipal, presidido por Carvalho, oficializar posição contrária a de Lacerda sobre o edital de licitação da Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena.

Na prática, em meio à polêmica e protestos dos feirantes, que pressionam o prefeito para rever os critérios de distribuição das vagas, o vice assume o lado dos manifestantes e se posiciona contra Lacerda. O PT municipal defendeu em um fórum partidário o diálogo e uma revisão do edital, contemplando o lado da cultura e dos artesãos. O petista, no entanto, diz que a postura é propositiva e não de denúncia. “Não sou eu, é a posição unânime do partido. Eu e Marcio fomos eleitos em nome do diálogo com a cidade e entendemos que aliado é aquele que contribui com sugestões”, afirmou.

Coincidência ou não, os fóruns para debater assuntos da cidade no PT municipal se iniciam em meio ao descontentamento dos petistas com a aliança com Lacerda. No domingo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel (PT), principal articulador da aliança, agora condenou a união que, junto ao PSDB, levou o socialista à prefeitura, antes governada pelo PT. Na visão de muitos, a reforma administrativa está fazendo uma verdadeira limpa dos petistas na capital.

Os primeiros a sair foram o ex-presidente da Belotur Júlio Pires e o ex-secretário de Planejamento Helvécio Magalhães – homens fortes da gestão do ex-prefeito Fernando Pimentel. Conforme um alto dirigente do partido, Lacerda também deve tirar da prefeitura o secretário de Recursos Humanos, Márcio Serrano, e o secretário da Regional Centro-Sul, Fernando Cabral, outros dois nomes do PT. Lacerda também não desejaria continuar com Jorge Nahas à frente da Secretaria de Políticas Sociais.

A secretária-adjunta de Políticas Urbanas da PBH, Maria Caldas, é outra que estaria de malas prontas para integrar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), mais precisamente no Ministério do Planejamento, pasta comandada pela ministra Míriam Belchior. O secretário de Políticas Urbanas, Murilo Valadares, que terá sua pasta desmembrada em duas, deve continuar à frente da área de Obras. Já a Secretaria de Serviços Urbanos deve ficar com Pier Senesi, que comanda a Regional Leste.

Enquanto as baixas se multiplicam, foi nomeado semana passada Paulo Bretas, nome que seria ligado ao ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias, mas o comando partidário não entende como um pedido da legenda. Para a pasta de Desenvolvimento Econômico, que os petistas também pretendiam abocanhar, será indicado um tucano ligado ao senador Aécio Neves. Ontem, circulou nos bastidores a informação de que o escolhido seria Reginaldo Arcuri, que deixou o governo federal semana passada e já foi secretário de Indústria e Comércio de Minas Gerais. No entanto, ele nega. “Já trabalhei com o Marcio várias vezes, mas não houve nada neste sentido”, disse.

Aécio Neves e Eduardo Campos, netos de Tancredo e Arraes, são nomes fortes de uma nova geração de políticos focados na eficiência do Estado

Uma história comum, agora em campos opostos

Fonte: Thiago Herdy – O Globo

Os dois se formaram em economia. São netos e ex-assessores de duas das mais relevantes figuras políticas que lutaram pela volta da democracia na fase final da ditadura militar – e carregam nas costas o peso sobrenomes ilustres. Tiveram mais encontros do que desencontros nos longos períodos que passaram pela Câmara dos Deputados. Elegeram-se governadores em seus estados de origem, terminando os mandatos com elevados índices de aprovação pública. O próximo passo de ambos é sempre uma incógnita. Mas, em Minas e em Pernambuco, não fala em outra coisa: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) são nomes cotadíssimos para disputar a presidência da República em 2014.

Atualmente, os dois se encontram em campos opostos em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff Recém-eleito senador, Aécio já se coloca como voz altiva da oposição, enquanto Campos éaliado de primeira hora governo petista. Mas a história de ambos mostra que esta situação não passa de mera circunstância. Foi assim os avôs famosos, no fim da ditadura militar.

Enquanto Tancredo Neves mantinha uma posição moderada em relação aos militares, Arraes, aliado de comunistas, era preso e buscava o exílio para não ser obrigado a cumprir pena subversão. Mas, quando o regime estremeceu, os dois subiram juntos no palanque para lutar pelas eleições diretas depois, pela eleição de Tancredo no Colégio Eleitoral.

Foi neste palco que os netos Aécio e Campos se conheceram e se aproximaram. A convivência mais intensa ocorreu na Câmara dos Deputados, com a surpreendente atuação do socialista Campos a favor da eleição do tucano Aécio a presidência da Casa, em 2001. Por defender o princípio da proporcionalidade, Campos fez parte da articulação uma aliança com o PMDB e fechou com Aécio uma carta de compromissos para ele ter também o apoio dos deputados que faziam oposição ao governo Fernando Henrique. Aécio foi eleito e cumpriu a carta integralmente.

Quando assumiram os governos de Minas e Pernambuco (Aécio primeiro, em 2002, e Campos, em 2006), passaram vender o mesmo  discurso: a ideia de gestão pública inspirada em práticas da iniciativa privada, principalmente por da adoção de indicadores das políticas públicas e definição de metas de governo. Uma aproximação ainda maior ocorreu em função das reuniões do Conselho Deliberativo da Sudene, da qual ambos faziam parte. A afinidade permitiu troca de apoio pontual, acertada na eleição da prefeitura de BH, em 2008. Aécio apoiou informalmente Márcio Lacerda abrigado no PSB de Campos. Em troca, dois anos depois, o PSB apoiou a eleição do tucano Antonio Anastasia governo de Minas.

Nos próximos três anos, Aécio e Campos desenharão o caminho que os levará a 2014. Nenhum deles admite candidatura.
O GLOBO propôs a Aécio uma entrevista para ele falar apenas sobre Eduardo Campos, e vice-versa. Em meio perguntas sobre o colega, Aécio passou seu recado:

– A nossa identidade é tão forte que em determinado momento nós vamos estar juntos e construir um projeto de Brasil. Campos adotou o mesmo tom: – Nada impede que amanhã possamos estar juntos.

Aécio Neves fala sobre Eduardo Campos

O GLOBO propôs a Aécio uma entrevista para ele falar apenas sobre Eduardo Campos, e vice-versa. Em meio às perguntas sobre o colega, Aécio passou seu recado:
– A nossa identidade é tão forte que em determinado momento nós vamos estar juntos e construir um projeto de Brasil.

Ele não economizou elogios ao colega Eduardo Campos e vê mais afinidades entre eles do que entre seus avós, Tancredo e Arraes:

O GLOBO: Quando se aproximaram na época das Diretas, imaginava que o Eduardo Campos chegaria onde chegou?
AÉCIO NEVES: Não, e acho que tampouco ele podia me ver com a trajetória que eu fiz. É uma história curiosa, porque o Miguel Arraes e Tancredo nunca estiveram muito próximos. Mas, nos momentos cruciais da vida nacional, eles se uniram. Do ponto de vista conceitual e ideológico, temos uma identidade muito maior do que tinham nossos avós, e isso pode facilitar muito uma aproximação no futuro. Do ponto de vista de gestão, Eduardo é um daqueles com quem encontrei maior afinidade durante todo o meu governo.

O GLOBO: Qual seria o peso da lembrança do avô Miguel Arraes no jeito de fazer política do Eduardo?
AÉCIO NEVES: O Arraes é uma lenda, pela resistência e pela forma com que demonstrou coragem na defesa dos valores democráticos, porque os desafios naquela época eram estes. Hoje, os desafios são outros. A herança maior é nos princípios, da correção e da seriedade, além do compromisso com o Nordeste, essa visão humanista que ele permanentemente tem. Na política, nada substitui a relação pessoal entre as pessoas, e o Eduardo é muito agradável na relação pessoal e um homem que tem um compromisso com o país. Se um dia vamos estar juntos, o destino que vai dizer, mas eu acho que é inexorável. A nossa identidade é tão forte que em determinado momento nós vamos estar juntos e construir um projeto de Brasil.

O GLOBO: O que há no jeito de fazer política do Eduardo que você admira e se identifica?
AÉCIO NEVES: Sempre foi um homem de muita conversa, na busca do entendimento. Há uma identidade forte na nossa forma de ver o país, temos visão parecida em relação à gestão e à necessidade de intervenção forte para tornar o estado mais ágil e eficiente. O Eduardo veio aqui no início do seu governo buscando também um pouco da nossa experiência. Julgo que ele tem muito mais afinidade conosco até do que com muitos aliados que estão na base do governo.

O GLOBO: A que aliados você se refere?
AÉCIO NEVES: Do ponto de vista de gestão, vejo mais similaridade da ação dele com a nossa do PSDB do que do próprio PT, que não fez nenhum gesto até hoje do ponto de vista de qualificação do serviço público, pelo contrário.

O GLOBO: O que não gosta no jeito dele fazer política?
AÉCIO NEVES: Não gosto, hoje, de ele estar em um campo e eu em outro.

O GLOBO: Em Pernambuco, é grande a expectativa de Campos se candidatar à presidência em 2014. Você acha que ele deveria?
AÉCIO NEVES: Quem sou eu para dizer sim ou não. Ele participa de um grupo político amplo, mas sem dúvida é dos nomes que se afirmam com maior consistência. Ele está se preparando para um voo maior, certamente. Mas é prudente, tem um jeito um pouco mineiro de ver as coisas. Na política, a arte maior está exatamente em administrar o tempo, e ele está sabendo fazer isso com muita competência.

O GLOBO: Você o apoiaria?
AÉCIO NEVES: Eu teria muita facilidade de estar ao seu lado. Agora, somos reféns das circunstâncias que nos cercam. Hoje eu milito em um outro campo político, quem sabe não podemos nos encontrar na frente, independente da condição de o candidato ser ele, não importa. Eu acho que ambos gostaríamos muito de nos encontrar. Você falar em apoiar alguém que está no outro campo político hoje, pode parecer que você está abdicando de defender esse campo. Mas onde ele estiver, o Brasil vai estar servido. Leia mais…

Novos blocos da Assembleia de Minas já escolheram líderes – bancadas de apoio ao Governo terão Bonifácio Mourão (PSDB) e Tiago Ulisses (PV)

Blocos já têm líderes

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Foram anunciadas ontem as lideranças dos três blocos formados na Assembleia para a 17ª legislatura. A bancada governista, que se dividiu em duas frentes para ter direito de escolha de mais comissões, terá um blocão liderado pelo deputado Bonifácio Mourão (PSDB) e um bloquinho liderado por Tiago Ulisses (PV). O grupo Somos Minas Gerais terá a participação de nove legendas (PSDB, DEM, PPS, PHS, PRTB, PRP, PTdoB, PTC e PR) e 28 deputados, já o segundo bloco de apoio ao governador Antonio Anastasia (PSDB), Parlamentar Social, contará com seis partidos (PV, PSL, PSB, PMN, PSC e PP) e 16 integrantes.

A oposição formou um único bloco com 23 parlamentares, que será liderado por Rogério Corrêa (PT) e contará com quatro legendas (PT, PMDB, PCdoB e PRB). Na tarde de ontem os integrantes do bloco Minas sem Censura se reuniram para definir as prioridades do grupo e organizar internamente os indicados para as comissões da Casa.

Além das definições das lideranças para os três blocos parlamentares, a tarde de ontem foi marcada pela discussão sobre as leis delegadas. Os deputados da oposição criticaram a falta de debate no Poder Legislativo sobre as medidas do Executivo, enquanto os governistas defenderam as ações adotadas para acelerar as reformas no estado.

“Não podemos aceitar um parlamento calado, sem refletir sobre o que está sendo proposto para Minas. Não conhecemos os detalhes das leis delegadas, por isso é fundamental a presença da secretária Renata Vilhena neste plenário para esclarecer as mudanças”, disse Carlin Moura (PCdoB). O deputado Bonifácio Mourão (PSDB) respondeu afirmando que as medidas são normais e que a presença da secretária só pode acontecer quando as comissões estiverem definidas. “A Constituição mineira prevê as leis delegadas, assim como a federal prevê as medidas provisórias. Tenho certeza que a secretária virá aqui na Assembleia, mas para esclarecer dúvidas da comissão adequada”, explicou Mourão.

SUPLENTES A liminar do Tribunal de Justiça que determinou a convocação do ex-deputado Romeu Queiroz(PSB) para a vaga de Wander Borges (PSB), novo secretário de Estado de Desenvolvimento Social, segue em análise pela Procuradoria da Assembleia. A Mesa Diretora ainda não convocou Romeu para o lugar do deputado Juninho Araújo (PTB), que tomou posse na semana passada como primeiro suplente da coligação.

“Como o parecer sobre o caso ainda está sendo estudado pela procuradoria e tem prazo de 48 horas para ser entregue, vamos aguardar para tomar qualquer decisão. Assim que o parecer chegar para a mesa, o tema será discutido”, afirmou o deputado Dilzon Melo, primeiro secretário da Casa. Na noite de ontem, o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro (PSDB), convocou uma reunião com os integrantes da Mesa Diretora, mas a questão do suplente não entrou na pauta do encontro.

Lula privilegiou aliados na hora de liberar recursos para prefeituras, não aliados foram discriminados – denuncia a Folha

O ex-presidente Lula privilegiou os amigos e aliados na hora de repassar recursos públicos federais às prefeituras.

Moradores de cidades governadas por prefeitos de partidos que não são aliados do PT foram discriminados.

Lula e o PT já estão de olho nas próximas eleições e a liberação privilegiada de recursos para os aliados do governo federal tem objetivos claramente políticos, conforme mostra reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo (06/12/11)

Na saída do governo, Lula turbinou prefeituras do PT

Fonte: Ranier Bragon – Folha de S. Paulo

No último ano do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cidades administradas pelo PT e por partidos que integram a coalizão governista foram as mais beneficiadas na distribuição de investimentos da União.

Levantamento feito pela Folha mostra que, dos 20 municípios que mais receberam recursos federais em relação ao número de eleitores, 7 são chefiados pelo PT e 6 pelo PMDB –o restante, por aliados (PP, PSB, PDT, PC do B e PR). As siglas têm cargos no governo.

O levantamento foi feito com base nos dados do Portal da Transparência da CGU (Controladoria-Geral da União). O total de verba repassada foi dividido pelo número de eleitores.

A Folha selecionou as 80 maiores cidades brasileiras que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, têm hoje mais de 200 mil eleitores –a única capital que não atinge o número é Palmas (TO).

Esses recursos são distribuídos por meio de convênios firmados pelos prefeitos com ministérios em Brasília.

O dinheiro é usado para obras de saneamento, habitação e construção de hospitais, escolas e quadras esportivas, entre outros.

As próximas eleições municipais serão no ano que vem. As obras que poderão ser capitalizadas eleitoralmente pelos prefeitos já estão em execução e serão inauguradas na véspera das eleições.

CAMPEÕES
A Prefeitura de Maringá (PR) foi a que mais recebeu verbas no ano passado: R$ 103,3 para cada um dos seus quase 248 mil eleitores. A cidade é administrada pelo PP.

A maior fatia dos recursos trata de obras na linha férrea e em rodovias, por meio do Ministério dos Transportes.

O prefeito da cidade é Sílvio Barros (PP), irmão de Ricardo Barros (PP), ex-vice-líder e influente articulador do governo na Câmara.

Três cidades administradas pelo PT se destacam na lista: Porto Velho (RO), com R$ 86,6 por eleitor; São Bernardo (SP), com R$ 79,2; e Canoas (RS), com R$ 65,3.

Para visualizar o salto, em 2009, esses valores foram, respectivamente: R$ 31,5, R$ 2,4 e R$ 21,3.

Em Canoas, o maior montante é para construção de escolas. Em Porto Velho, a verba é diversificada.

São Vicente, no litoral paulista, também tem ótima média: R$ 99 por eleitor. Mas a maior parte é de convênio de R$ 15 milhões assinado pelo prefeito Tércio Garcia (PSB) com o Ministério de Ciência e Tecnologia, cota do PSB no governo até 2010.

A finalidade é a implantação de um portal de gestão em “tecnologia e inovação”.

Por outro lado, o ranking aponta que, das 10 cidades que estão no rodapé da tabela, 4 são do PSDB. A mais bem colocada entre as gestões tucanas é São Luís (MA), com R$ 14,9 por eleitor. No caso do DEM, a melhor posicionada é Blumenau (SC) –R$ 23,9. Administrada pelo DEM, São Paulo é a 69ª no ranking, com R$ 4,8.

Nesse grupo dos 80 maiores municípios, o PT governa 21, seguido de 16 do PMDB. Os tucanos têm dez cidades.

Link da matéria:  http://www1.folha.uol.com.br/poder/871249-na-saida-do-governo-lula-turbinou-prefeituras-do-pt.shtml

Colunista político diz que Márcio Lacerda deve romper com PT e trabalha pela reeleição em 2012 com apoio de Aécio

A eleição volta a mover a roda

Fonte: César Felício – Valor Econômico

Sem o cabresto que as direções nacionais dos partidos colocaram sobre as situações políticas regionais no ano passado, a perspectiva eleitoral de 2012 começa a ganhar velocidade para decolagem. Houve tempo em que o começo de uma administração federal levava a um grande realinhamento partidário entre os parlamentares. Como o Judiciário instituiu a norma de garantir o mandato proporcional ao partido, e não ao eleito, são os prefeitos que começam a mover as divisões partidárias de espaço em seus redutos.

Trata-se de um movimento descentralizado, uma vez que a Presidência da República deixa de ser o referencial para a organização de alianças. Não deve haver dentro do PT, por exemplo, uma orientação para abrir mão de candidaturas próprias em nome da aliança nacional, como se deu no ano passado. E nem um alinhamento em regra entre PSDB e DEM.

Tendem a migrar de partido pelo menos dois prefeitos de capital, Gilberto Kassab, de São Paulo, e João Henrique, de Salvador, ambos sem ter como concorrer novamente em 2012, mas com perspectivas significativamente diferentes: o primeiro busca alçar voo para 2014; o segundo tenta sobreviver politicamente. Sem a perspectiva de mudança partidária, há sinais de um rompimento à vista em Belo Horizonte, onde o prefeito Márcio Lacerda (PSB) vai armando sua candidatura à reeleição.

Na capital mineira, há quase uma competição entre PSDB e PT para saber quem tem o prefeito do PSB como aliado preferencial. Márcio Lacerda é um tímido em ações administrativas ou políticas, mas favorito a ganhar um novo mandato pelas dificuldades tucanas e petistas de se estruturarem ou reestruturarem em Belo Horizonte. É uma reviravolta irônica em relação a 2008. Naquela ocasião, o então prefeito Fernando Pimentel forçou o PT a apoiar um aliado do então governador Aécio Neves para a sua sucessão.

Pimentel e Aécio praticaram um jogo de esperteza, em que o petista lançava uma ponte no universo aecista para se credenciar na eleição seguinte e o tucano tentava fincar um pé na base do lulismo. É um cenário que não se repete em 2012, eleição em que o atual prefeito passou a ser visto como um trunfo, e não peso. Já os padrinhos de 2008 não conseguiram tudo que esperavam da insólita aliança.

Pimentel passou a enfrentar resistência crescente dentro do PT e a divisão partidária fez com que o partido fosse cabalmente derrotado no ano passado: Minas é o único grande Estado em que nenhum petista ganhou cargo majoritário. Aécio divide-se entre atrair parte da base lulista e afirmar-se como uma liderança de oposição a Dilma. Lacerda poderá escolher entre manter-se aliado ao PT e firmar uma aliança com o PSDB.

Tanto PT quanto PSDB querem condicionar o apoio a Lacerda a um compromisso em 2014, mas se fragilizam pela falta de alternativas a um voo próprio, inevitável para quem for preterido pelo prefeito. O tucano mais citado, o deputado federal Rodrigo de Castro, teve votação pífia na cidade: 13 mil votos, o 20º mais votado. No PT, Pimentel já avisou que não há hipótese de entrar na disputa e o ex-ministro Patrus Ananias foi humilhado por consecutivas derrotas nas eleições internas do partido. Sobra o vice-prefeito, Roberto de Carvalho. Para desestabilizá-lo, Lacerda sem pressa alimenta expectativas no PSDB: apoiou um tucano para a presidência da Câmara dos Vereadores e acena com espaço na administração, sem mover um músculo da face sequer sobre 2014, a preocupação maior de Kassab.

O prefeito paulista está imerso em uma guerra por ocupação de espaços desde que ficou patente que o cenário mais provável para a eleição estadual será o de confronto entre o seu projeto político e o dos tucanos. Pretende manter em seu redil o DEM, onde conta com seis deputados federais e herdar o espólio político do quercismo no PMDB do vice-presidente Michel Temer. Irá aguardar o novo desenho da cúpula do DEM para definir se fica ou sai do partido.

Segundo um antigo aliado do prefeito, Kassab se sentiria mais confortável para sair se a atual direção, sob comando do deputado Rodrigo Maia, fosse derrotada. Na hipótese de seus inimigos prevalecerem, Kassab não teria como migrar para o PMDB e mandar no DEM paulista. Seria alta a possibilidade da direção nacional impedir que os parlamentares aliados de Kassab o acompanhassem no PMDB. O prefeito teria que mudar de casa sem levar a mobília.

A sinalização de que o PSDB poderia compor com o prefeito para um candidato único em 2012 é vista dentro do bloco que apoia o governador como retórica. “Kassab e Alckmin só estarão juntos em 2012 se o [José] Serra ou o Aloysio [Nunes Ferreira] se lançarem candidatos a prefeito”, afirmou um dirigente do PPS.

Em Salvador, João Henrique tenta sobreviver em um cenário de falência política, desencadeado quando teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Município. O prefeito está sendo virtualmente expulso do PMDB pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, provavelmente aborrecido com o comportamento do prefeito na eleição estadual, em que Geddel ficou em terceiro para governador. Vivendo o seu auge na Bahia, o governador Jaques Wagner já indicou o deputado Nelson Pellegrino para ser o candidato do PT a prefeito, o que autorizou aliados a começarem a especular sobre o impeachment de João Henrique.

Interessado em fechar uma aliança com o PMDB, o DEM também joga o prefeito ao mar: “ele que vá procurar abrigo com o governador”, comentou o deputado José Carlos Aleluia, derrotado ao Senado e pré-candidato a prefeito. João Henrique negocia sua filiação com o varejo da Câmara dos Vereadores, encarregada de examinar o parecer do Tribunal de Contas. Provavelmente irá para um partido de pequeno porte e a chance maior é de que termine o seu mandato no prazo normal. João Henrique é um sobrevivente: em 2008 conseguiu se reeleger mesmo com um índice de aprovação inferior a 30% e contra PT, PSDB e DEM. Contou na ocasião com a sombra de Geddel, mas dificilmente deixará de estar exposto ao sol na eleição do próximo ano. Sua provável saída do PMDB, segundo avalia um antigo aliado no PT, deve reduzir sua influência no processo eleitoral ao ponto da que o então prefeito de São Paulo Celso Pitta exerceu na eleição de 2000.

César Felício é correspondente em Belo Horizonte. A titular da coluna, Maria Cristina Fernandes, está em férias

 

PSDB e PSB conversam sobre 2012 e a prefeitura de Belo Horizonte, PT perde espaço e deve virar oposição

PSDB quer novas pastas em troca de apoio a Lacerda

Fonte: Ana Flávia Gussen – O Tempo

2012. Executiva tucana cobra mais espaço na administração municipal

Com a reforma administrativa, PT perde secretarias e pode virar oposição

Membros da Executiva Estadual do PSDB se reuniram, ontem, com o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), para discutir as alianças em torno das eleições de 2012. Durante o almoço, os tucanos reafirmaram ao prefeito a intenção de o apoiarem em sua reeleição, em troca de uma maior representatividade no governo municipal já em 2011.

“Não queremos um ou outro cargo. Precisamos efetivamente ajudar Lacerda a governar”, declarou o deputado estadual Domingos Sávio. Também estiveram presentes no encontro o deputado federal e presidente estadual do PSDB, Nárcio Rodrigues, o novo presidente da Câmara Municipal, Léo Burguês (PSDB) e o vereador Henrique Braga (PSDB).

Segundo Sávio, o PSDB tem o objetivo de manter a governabilidade atuando com maior força na prefeitura. “Queremos intensificar as obras municipais, ter voz ativa nas decisões, enfim, estar mais presentes no dia-a-dia da prefeitura de Belo Horizonte”, disse. Ele definiu a parceria como institucional, e não política apenas.

Com a aprovação da reforma administrativa municipal, o PSDB pleiteia as novas secretarias previstas para serem criadas a partir de 2011. Já o PT vê reduzido seu espaço na prefeitura com a extinção de pastas tidas, tradicionalmente, como “redutos petistas”.

Presidência. A eleição do vereador Léo Burguês (PSDB) como próximo presidente da Câmara Municipal deu novo gás à aliança entre socialistas e tucanos. O aliado do senador eleito Aécio Neves (PSDB) foi indicado pelo prefeito sob consultoria do governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB). O nome de Burguês foi interpretado pelo PT como um indício da preferência de Lacerda em se aliar ao PSDB em 2012.

Membros do PT já cogitam lançar candidato próprio para a prefeitura de Belo Horizonte. Tanto tucanos quanto petistas refutam a ideia de reeditarem a aliança que elegeu Lacerda em 2008.

 

%d blogueiros gostam disto: