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Aécio Neves: cientista político diz que tom moderado do senador favorece oposição

Aécio oposição

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de AécioTancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“. 

Dilma Rousseff, na Europa – enquanto ela fala bobagens o Zé Eduardo Cardoso come… só vendo – uma lástima!

Governador Anastasia dá início à licitação para obras de construção do anel viário em Andradas

O governador Antonio Anastasia autorizou, nesta sexta-feira (4), em Andradas, Sul de Minas, o início do processo de licitação para as obras de construção do anel viário do município. Com 5,17 km de extensão, a nova via desafogará o trânsito da área central da cidade. De acordo com o governador, a obra é uma antiga demanda da população e um compromisso assumido pelo Governo de Minas com o município. Serão investidos R$ 8 milhões, recursos do Governo do Estado.

“O anel viário de Andradas é um compromisso do nosso Governo feito ainda na gestão de Aécio Neves. Estamos autorizando, hoje, a licitação de uma obra muito importante para a estrutura da cidade. O cidadão Andradense merece este anel viário que será construído”, afirmou o governador em entrevista.

Atualmente, o centro de Andradas sofre com o tráfego de veículos, principalmente caminhões pesados que transitam entre as rodovias MG-455 e a BR-146, com destino a São Paulo. Andradas está localizada entre as duas rodovias e faz divisa com o estado paulista. A obra minimizará os danos às vias da cidade e dará mais segurança para os pedestres.

O Governo de Minas já investiu cerca de R$ 74 milhões em infraestrutura, em Andradas, nos últimos sete anos. Desse total, R$ 10,4 milhões foram destinados à pavimentação de 12,6 quilômetros, por meio do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), beneficiando também os municípios de Albertina e Jacutinga.

Andradas também recebeu investimentos para a ampliação da Unidade de Pronto Atendimento, construção da Cadeia Pública, ampliação do Posto de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda, além de pavimentação de ruas, construção de quadra poliesportiva e muros de arrimo às margens do Rio Pirapitinga.

Homenagem

Em Andradas, o governador Antonio Anastasia recebeu o Título de Cidadão Honorário Andradense, homenagem concedida pela Câmara de Vereadores a personalidades que prestaram importantes e relevantes serviços aos municípios. Durante a solenidade, o prefeito de Andradas, Ademir dos Santos Peres (PT), ressaltou a gestão de Antonio Anastasia, segundo ele, um governante que está transformando o “jeito de fazer política em Minas”.

“Anastasia exerce a política com seriedade, atrelado à lei e comprometido com as necessidades de seu povo. Com sua política ética e elegante, e como professor que é, sempre dá uma verdadeira aula a todos que vivem na política sobre como é perfeitamente possível priorizar os melhores interesses da nossa gente, vivendo harmonicamente e deixando os interesses individuais em último plano. Que ótimo seria, se no meio político mais gente assimilasse isso. Cremos que não foi a política que moldou os seus conceitos, mas foram os seus conceitos que moldaram o jeito de fazer política em Minas”, ressaltou. Para o presidente da Câmara Municipal de Andradas, vereador Fernando Molinari, um dos autores do projeto que concede o título ao governador, Antonio Anastasia foi um dos responsáveis por inserir o município no cenário político e econômico de Minas, devido aos inúmeros benefícios prestados à Andradas. “Antonio Anastasia se mostrou um grande parceiro enquanto secretário de Estado, vice-governador e também agora, como governador do Estado”, destacou.

O governador agradeceu a homenagem e disse ter ficado honrado em se tornar cidadão de uma das cidades mais tradicionais de Minas. “Me sinto muito honrado com essa homenagem. Andradas é nossa capital do vinho e, agora, também, capital das rosas, para grande orgulho de todos nós mineiros. O que faz crescer é o meu compromisso, minha responsabilidade e meu dever para com este município”, disse.

Antonio Anastasia afirmou que a honraria deve ser compartilhado com todos os membros do Governo que têm contribuído para a eficiência da administração do Estado e a obtenção de melhores resultados em todas as áreas de governo. “Este é um aplauso e reconhecimento ao trabalho do Governo de Minas e toda sua equipe que, de maneira integrada e harmônica, conseguiu apresentar um conjunto de realizações concretas em todas as áreas da ação governamental: educação, saúde, segurança, infraestrutura, habitação, saneamento, dentre outras. Em todas essas áreas tivemos uma melhoria bastante expressiva”, afirmou.

Poços de Caldas

Na noite desta sexta-feira (4), em Poços de Caldas, o governador Antonio Anastasia recebe o título de cidadania honorária poços-caldense, por meio da proposição do vereador Marcos Eliseu Togni (PPS), presidente da Câmara Legislativa. A homenagem será realizada durante a sessão solene em comemoração aos 20 anos da Lei Orgânica do município.

Também no município, o governador assistirá à apresentação da 23ª edição da Sinfonia das Águas, evento turístico de Poços de Caldas que teve início há cerca de quatro anos. Formada pela Orquestra Sinfônica do Município, com 70 músicos da cidade, por um corpo de balé e por artistas convidados, a Sinfonia das Águas é um espetáculo musical ao ar livre e teve como repertório da apresentação o amor e futebol, como alusão ao Dia dos Namorados e à Copa do Mundo.

Pesquisa Sensus: na abordagem espontânea Antonio Anastasia lidera empatado tecnicamente com Costa

Pesquisa espontânea realizada pela Sensus apontou, na quinta-feira, o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas Antonio Anastasia na liderança, em empate técnico com o candidato pemedebista, Hélio Costa. Anastasia aparece com 4,1%, e Costa atinge 4,5% dos eleitores. Anastasia tem também o segundo maior índice de desconhecimento entre os eleitores, 37%.

Anastasia apontou os números da pesquisa Sensus, que o coloca na liderança, como estimulantes, dentro do previsto e que a tendência é de crescimento, com o maior conhecimento de sua candidatura por parte dos mineiros. Ele acrescentou que a campanha ainda não começou e que agora é tempo de conversas e de articulação política.

“Nesse meio tempo fazemos as conversas políticas, conversamos sobre a questão dos laços partidários, dos apoios políticos, então é uma conversa permanente que se faz. Mas eu estou muito animado, muito satisfeito. A receptividade das lideranças políticas e das pessoas no interior do Estado e mesmo na Capital tem sido extremamente positiva em meu nome e eu fico satisfeito porque me parece o reconhecimento de um trabalho coletivo realizado ao longo dos últimos sete anos sobre a liderança do governador Aécio Neves”, disse Anastasia.

A pesquisa, sob o registro nº 24128/2010 junto ao TRE, ouviu 1,5 mil pessoas, em 53 municípios, no período de 1º a 4 deste mês, e tem margem de erro de 2,5% tanto para mais quanto para menos. Os dados revelam ainda que os ex-governadores Aécio Neves e Itamar Franco têm a preferência do eleitorado, independentemente dos cenários apresentados.

Gafe da Dilma: Vídeo em que ex-ministra diz que os retirantes mudam do “Nordeste para o Brasil” (sic) é censurado

IH, “FECHARAM” O VÍDEO COM A ENTREVISTA DE DILMA! AH, ASSIM NÃO BRINCO MAIS…

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Pô! Agora tô de mal!!!

Sabem aquela magnífica entrevista de Dilma à, como eles disseram, “Rede Mundial”? Aquela em que ela e Marcelo Branco ficam lendo o teleprompter? Aquela em que ela diz que os retirantes mudam do “Nordeste PARA o Brasil”?

Então! Fecharam o conteúdo. Agora, só fazendo “login”; agora só se registrando. Eu, hein!!! Isso no Youtube, que eu saiba, só é feito para filminhos levemente pornôs, né?, o que não é o caso da entrevista. À sua maneira, ela é até bastante antierótica.

Pô, pessoal! Libera pra nóis aí, uai! Todo mundo quer ver, né?

O Post do Reinaldo sobre a “entrevista” da Dilma:

ESTE SABE TUDO!!!

Huuummm… Eu estou convencido de que Marcelo Branco, o rapaz que comanda a campanha da petista Dilma Rousseff (PT) na Internet, é um agente tucano infiltrado no petismo. Sei que até presto certo favor à candidata do PT, mas tenho de escrever: sua equipe faz tanta besteira que chega a parecer sabotagem.

Ontem, o blog da candidata pôs no ar uma “entrevista” sua sobre cultura. Os interlocutores são Carla Bisol e, bem…, o próprio Branco, com o seu modelito “Mamãe quero ir para Seattle”. O vídeo está abaixo. Acho que vocês não terão paciência para ver tudo. Destaco algumas coisinhas.

A primeira patetice está em fazer a conversa parecer uma entrevista. Nenhum deles consegue disfarçar o que está acontecendo ali. E o conjunto acaba apelando mais à comédia do que ao jornalismo. Dilma já começa bem:
— Primeiro, eu queria cumprimentar os internautas: “Oi, internautas!”
— Oi, Dona Dilma!
Digam-me: estão ou não estão de sacanagem com ela? Não é possível!

Notem que os olhos da candidata não se voltam para a interlocutora, mas para o teleprompter, onde lê as respostas. Já escrevi aqui que não é nada fácil afetar naturalidade fazendo isso. Requer traquejo. Resultado: o ritmo de sua fala é o da leitura. Ela começa a responder a primeira pergunta aos 45s e vai até 2min32s sem tirar os olhos de um mesmo ponto. Às vezes, chega a contraí-los para enxergar melhor.

E a coisa vai se desenvolvendo entre o patético e o cômico, com Branco estreando como entrevistador: gagueja e erra numa pergunta de uma linha. Dilma inova no plural com as “lans houses”, e Carla Bisol faz cara de interessada.

O grande momento se dá quando o câmera opta por um plano mais aberto e enquadra Branco enquanto Dilma, com aquela espontaneidade muito característica, lê uma das respostas.

Reparem, a partir dos 4min30s, que ele não resiste e decide acompanhar o texto linha a linha na máquina. Lê com os lábios as palavras que Dilma está pronunciando com aquela naturalidade habitual. Entre 4min48s e 5min05s, a gente chega a sentir, assim, aquela tal vergonha alheia.

Na segunda parte da entrevista, Dilma fala sobre cinema, fazendo uma pequena digressão sobre o filme Vidas Secas. Segundo ela, retrata “a saída das pessoas do Nordeste PARA o Brasil”. Padre Vieira até chegou a sugerir que se vendesse Pernambuco, embora tenha pregado pelo “bom sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda”. Mas não obteve sucesso. O Nordeste segue sendo Brasil, né? Ademais, Vidas Secas, livro e filme, não narra “a saída das pessoas do Nordeste”. A história de Sinhá Vitória, dos dois meninos sem nome, de Fabiano e da imortal Baleia narra fragmentos de história de pessoas que estão fugindo da seca em direção… bem, em direção a lugar nenhum!

Os tucanos têm de começar já uma campanha: “Fica, Marcelo Branco, fica!”. É o que eu chamo de campanha limpa na Internet.

Link dos posts: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ih-%e2%80%9cfecharam%e2%80%9d-o-video-com-a-entrevista-de-dilma-ah-assim-nao-brinco-mais/ e http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/este-sabe-tudo/

Gaspari sobre Dilma roussef: “Faltam seis meses para a eleição, e ela ainda não mostrou um rosto”

Dilma está sob o efeito da Lei de Murphy

Fonte: Elio Gaspari – Jornal O Globo

A nação petista está diante de uma manifestação virulenta de uma versão 2.0 da Lei de Murphy: “Quando uma coisa pode dar errado ela dá errado. Quando uma coisa pode dar certo para nosso adversário, ela dá certo”. Em poucas semanas, tudo o que podia dar errado para Dilma Rousseff errado deu. Uma visita ao túmulo de Tancredo Neves acabou em encrenca.

(Quem se lembra de outra pessoa criticada por visitar cemitério?) Arriscou fazer uma omelete diante da apresentadora Luciana Gimenez e contentouse com ovos mexidos. A mocinha da Passeata dos Cem Mil não era ela, mas Norma Bengell. Ciro Gomes, que em 2005 foi um dos administradores da crise do mensalão, saiu da campanha presidencial atirando em Dilma e massageando José Serra, o “mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

Ciro conhece sua ex-colega de Ministério: “Durante meses, amanheci todos os dias às 7 da manhã no Planalto. Eu, Dilma Rousseff e Marcio Thomaz Bastos. A gente passava a manhã inteira debatendo a crise, procurando saídas para o problema. Depois, despachávamos com Lula”, contou ele à repórter Daniela Pinheiro.

José Serra entrou em campo livre das chuvas paulistas, com um PSDB unido, beijou Aécio Neves, subiu nas pesquisas e, muito provavelmente, está numa linha ascendente. Serra propôs a criação de um ministério da Segurança e viu-se aplaudido.

Se outro candidato fizesse o mesmo, seria acusado de oferecer o mais surrado e inútil dos emplastros burocráticos. (Como o PT criou o Ministério da Pesca, é melhor que evite o tema.) Os efeitos da Lei de Murphy 2.0 são sempre transitórios. Ora as coisas começam a dar certo, ora dão errado para o adversário, mas para que isso aconteça é preciso que o candidato faça alguma coisa.

Até hoje Dilma Rousseff apresentou-se como a candidata de Lula e perguntou a um grupo de entrevistadores da revista “Época”: “Vocês acham que eu tenho cara de poste?” Como não há postes com cara de Dilma, a frase é boa, mas não quer dizer nada. Faltam seis meses para a eleição, e ela ainda não mostrou um rosto.

Ganha uma viagem de ida a Cuba quem puder escrever 20 linhas sobre o tema “O que ela traz de novo?” A ideia de que seja possível avançar na campanha sem responder a essa pergunta é suicida. Supor que o problema possa ser resolvido em conversas com Lula, a quem chamou de “Grande Mestre”, presume que Nosso Guia tem os poderes de Yoda, o sábio de “Guerra nas Estrelas”.

Uma conversa de Dilma com Lula só será decisiva a partir das angústias e dificuldades que ela tiver contado ao padrinho.

Se o PT e Dilma Rousseff acreditam que vencerão pela força de uma gravidade eleitoral de Lula, o mês de maio começa com uma advertência: há muita roda e pouca baiana.

Link do artigo só para assinantes: http://www1.oglobodigital.com.br/flip/:

Charge – Revista Time: as boas e más influências de Lula sem fluência

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