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Aécio Neves: cientista político diz que tom moderado do senador favorece oposição

Aécio oposição

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de AécioTancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“. 

Dilma Rousseff, na Europa – enquanto ela fala bobagens o Zé Eduardo Cardoso come… só vendo – uma lástima!

Governador Anastasia dá início à licitação para obras de construção do anel viário em Andradas

O governador Antonio Anastasia autorizou, nesta sexta-feira (4), em Andradas, Sul de Minas, o início do processo de licitação para as obras de construção do anel viário do município. Com 5,17 km de extensão, a nova via desafogará o trânsito da área central da cidade. De acordo com o governador, a obra é uma antiga demanda da população e um compromisso assumido pelo Governo de Minas com o município. Serão investidos R$ 8 milhões, recursos do Governo do Estado.

“O anel viário de Andradas é um compromisso do nosso Governo feito ainda na gestão de Aécio Neves. Estamos autorizando, hoje, a licitação de uma obra muito importante para a estrutura da cidade. O cidadão Andradense merece este anel viário que será construído”, afirmou o governador em entrevista.

Atualmente, o centro de Andradas sofre com o tráfego de veículos, principalmente caminhões pesados que transitam entre as rodovias MG-455 e a BR-146, com destino a São Paulo. Andradas está localizada entre as duas rodovias e faz divisa com o estado paulista. A obra minimizará os danos às vias da cidade e dará mais segurança para os pedestres.

O Governo de Minas já investiu cerca de R$ 74 milhões em infraestrutura, em Andradas, nos últimos sete anos. Desse total, R$ 10,4 milhões foram destinados à pavimentação de 12,6 quilômetros, por meio do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), beneficiando também os municípios de Albertina e Jacutinga.

Andradas também recebeu investimentos para a ampliação da Unidade de Pronto Atendimento, construção da Cadeia Pública, ampliação do Posto de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda, além de pavimentação de ruas, construção de quadra poliesportiva e muros de arrimo às margens do Rio Pirapitinga.

Homenagem

Em Andradas, o governador Antonio Anastasia recebeu o Título de Cidadão Honorário Andradense, homenagem concedida pela Câmara de Vereadores a personalidades que prestaram importantes e relevantes serviços aos municípios. Durante a solenidade, o prefeito de Andradas, Ademir dos Santos Peres (PT), ressaltou a gestão de Antonio Anastasia, segundo ele, um governante que está transformando o “jeito de fazer política em Minas”.

“Anastasia exerce a política com seriedade, atrelado à lei e comprometido com as necessidades de seu povo. Com sua política ética e elegante, e como professor que é, sempre dá uma verdadeira aula a todos que vivem na política sobre como é perfeitamente possível priorizar os melhores interesses da nossa gente, vivendo harmonicamente e deixando os interesses individuais em último plano. Que ótimo seria, se no meio político mais gente assimilasse isso. Cremos que não foi a política que moldou os seus conceitos, mas foram os seus conceitos que moldaram o jeito de fazer política em Minas”, ressaltou. Para o presidente da Câmara Municipal de Andradas, vereador Fernando Molinari, um dos autores do projeto que concede o título ao governador, Antonio Anastasia foi um dos responsáveis por inserir o município no cenário político e econômico de Minas, devido aos inúmeros benefícios prestados à Andradas. “Antonio Anastasia se mostrou um grande parceiro enquanto secretário de Estado, vice-governador e também agora, como governador do Estado”, destacou.

O governador agradeceu a homenagem e disse ter ficado honrado em se tornar cidadão de uma das cidades mais tradicionais de Minas. “Me sinto muito honrado com essa homenagem. Andradas é nossa capital do vinho e, agora, também, capital das rosas, para grande orgulho de todos nós mineiros. O que faz crescer é o meu compromisso, minha responsabilidade e meu dever para com este município”, disse.

Antonio Anastasia afirmou que a honraria deve ser compartilhado com todos os membros do Governo que têm contribuído para a eficiência da administração do Estado e a obtenção de melhores resultados em todas as áreas de governo. “Este é um aplauso e reconhecimento ao trabalho do Governo de Minas e toda sua equipe que, de maneira integrada e harmônica, conseguiu apresentar um conjunto de realizações concretas em todas as áreas da ação governamental: educação, saúde, segurança, infraestrutura, habitação, saneamento, dentre outras. Em todas essas áreas tivemos uma melhoria bastante expressiva”, afirmou.

Poços de Caldas

Na noite desta sexta-feira (4), em Poços de Caldas, o governador Antonio Anastasia recebe o título de cidadania honorária poços-caldense, por meio da proposição do vereador Marcos Eliseu Togni (PPS), presidente da Câmara Legislativa. A homenagem será realizada durante a sessão solene em comemoração aos 20 anos da Lei Orgânica do município.

Também no município, o governador assistirá à apresentação da 23ª edição da Sinfonia das Águas, evento turístico de Poços de Caldas que teve início há cerca de quatro anos. Formada pela Orquestra Sinfônica do Município, com 70 músicos da cidade, por um corpo de balé e por artistas convidados, a Sinfonia das Águas é um espetáculo musical ao ar livre e teve como repertório da apresentação o amor e futebol, como alusão ao Dia dos Namorados e à Copa do Mundo.

Pesquisa Sensus: na abordagem espontânea Antonio Anastasia lidera empatado tecnicamente com Costa

Pesquisa espontânea realizada pela Sensus apontou, na quinta-feira, o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas Antonio Anastasia na liderança, em empate técnico com o candidato pemedebista, Hélio Costa. Anastasia aparece com 4,1%, e Costa atinge 4,5% dos eleitores. Anastasia tem também o segundo maior índice de desconhecimento entre os eleitores, 37%.

Anastasia apontou os números da pesquisa Sensus, que o coloca na liderança, como estimulantes, dentro do previsto e que a tendência é de crescimento, com o maior conhecimento de sua candidatura por parte dos mineiros. Ele acrescentou que a campanha ainda não começou e que agora é tempo de conversas e de articulação política.

“Nesse meio tempo fazemos as conversas políticas, conversamos sobre a questão dos laços partidários, dos apoios políticos, então é uma conversa permanente que se faz. Mas eu estou muito animado, muito satisfeito. A receptividade das lideranças políticas e das pessoas no interior do Estado e mesmo na Capital tem sido extremamente positiva em meu nome e eu fico satisfeito porque me parece o reconhecimento de um trabalho coletivo realizado ao longo dos últimos sete anos sobre a liderança do governador Aécio Neves”, disse Anastasia.

A pesquisa, sob o registro nº 24128/2010 junto ao TRE, ouviu 1,5 mil pessoas, em 53 municípios, no período de 1º a 4 deste mês, e tem margem de erro de 2,5% tanto para mais quanto para menos. Os dados revelam ainda que os ex-governadores Aécio Neves e Itamar Franco têm a preferência do eleitorado, independentemente dos cenários apresentados.

Gafe da Dilma: Vídeo em que ex-ministra diz que os retirantes mudam do “Nordeste para o Brasil” (sic) é censurado

IH, “FECHARAM” O VÍDEO COM A ENTREVISTA DE DILMA! AH, ASSIM NÃO BRINCO MAIS…

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Pô! Agora tô de mal!!!

Sabem aquela magnífica entrevista de Dilma à, como eles disseram, “Rede Mundial”? Aquela em que ela e Marcelo Branco ficam lendo o teleprompter? Aquela em que ela diz que os retirantes mudam do “Nordeste PARA o Brasil”?

Então! Fecharam o conteúdo. Agora, só fazendo “login”; agora só se registrando. Eu, hein!!! Isso no Youtube, que eu saiba, só é feito para filminhos levemente pornôs, né?, o que não é o caso da entrevista. À sua maneira, ela é até bastante antierótica.

Pô, pessoal! Libera pra nóis aí, uai! Todo mundo quer ver, né?

O Post do Reinaldo sobre a “entrevista” da Dilma:

ESTE SABE TUDO!!!

Huuummm… Eu estou convencido de que Marcelo Branco, o rapaz que comanda a campanha da petista Dilma Rousseff (PT) na Internet, é um agente tucano infiltrado no petismo. Sei que até presto certo favor à candidata do PT, mas tenho de escrever: sua equipe faz tanta besteira que chega a parecer sabotagem.

Ontem, o blog da candidata pôs no ar uma “entrevista” sua sobre cultura. Os interlocutores são Carla Bisol e, bem…, o próprio Branco, com o seu modelito “Mamãe quero ir para Seattle”. O vídeo está abaixo. Acho que vocês não terão paciência para ver tudo. Destaco algumas coisinhas.

A primeira patetice está em fazer a conversa parecer uma entrevista. Nenhum deles consegue disfarçar o que está acontecendo ali. E o conjunto acaba apelando mais à comédia do que ao jornalismo. Dilma já começa bem:
— Primeiro, eu queria cumprimentar os internautas: “Oi, internautas!”
— Oi, Dona Dilma!
Digam-me: estão ou não estão de sacanagem com ela? Não é possível!

Notem que os olhos da candidata não se voltam para a interlocutora, mas para o teleprompter, onde lê as respostas. Já escrevi aqui que não é nada fácil afetar naturalidade fazendo isso. Requer traquejo. Resultado: o ritmo de sua fala é o da leitura. Ela começa a responder a primeira pergunta aos 45s e vai até 2min32s sem tirar os olhos de um mesmo ponto. Às vezes, chega a contraí-los para enxergar melhor.

E a coisa vai se desenvolvendo entre o patético e o cômico, com Branco estreando como entrevistador: gagueja e erra numa pergunta de uma linha. Dilma inova no plural com as “lans houses”, e Carla Bisol faz cara de interessada.

O grande momento se dá quando o câmera opta por um plano mais aberto e enquadra Branco enquanto Dilma, com aquela espontaneidade muito característica, lê uma das respostas.

Reparem, a partir dos 4min30s, que ele não resiste e decide acompanhar o texto linha a linha na máquina. Lê com os lábios as palavras que Dilma está pronunciando com aquela naturalidade habitual. Entre 4min48s e 5min05s, a gente chega a sentir, assim, aquela tal vergonha alheia.

Na segunda parte da entrevista, Dilma fala sobre cinema, fazendo uma pequena digressão sobre o filme Vidas Secas. Segundo ela, retrata “a saída das pessoas do Nordeste PARA o Brasil”. Padre Vieira até chegou a sugerir que se vendesse Pernambuco, embora tenha pregado pelo “bom sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda”. Mas não obteve sucesso. O Nordeste segue sendo Brasil, né? Ademais, Vidas Secas, livro e filme, não narra “a saída das pessoas do Nordeste”. A história de Sinhá Vitória, dos dois meninos sem nome, de Fabiano e da imortal Baleia narra fragmentos de história de pessoas que estão fugindo da seca em direção… bem, em direção a lugar nenhum!

Os tucanos têm de começar já uma campanha: “Fica, Marcelo Branco, fica!”. É o que eu chamo de campanha limpa na Internet.

Link dos posts: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ih-%e2%80%9cfecharam%e2%80%9d-o-video-com-a-entrevista-de-dilma-ah-assim-nao-brinco-mais/ e http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/este-sabe-tudo/

Gaspari sobre Dilma roussef: “Faltam seis meses para a eleição, e ela ainda não mostrou um rosto”

Dilma está sob o efeito da Lei de Murphy

Fonte: Elio Gaspari – Jornal O Globo

A nação petista está diante de uma manifestação virulenta de uma versão 2.0 da Lei de Murphy: “Quando uma coisa pode dar errado ela dá errado. Quando uma coisa pode dar certo para nosso adversário, ela dá certo”. Em poucas semanas, tudo o que podia dar errado para Dilma Rousseff errado deu. Uma visita ao túmulo de Tancredo Neves acabou em encrenca.

(Quem se lembra de outra pessoa criticada por visitar cemitério?) Arriscou fazer uma omelete diante da apresentadora Luciana Gimenez e contentouse com ovos mexidos. A mocinha da Passeata dos Cem Mil não era ela, mas Norma Bengell. Ciro Gomes, que em 2005 foi um dos administradores da crise do mensalão, saiu da campanha presidencial atirando em Dilma e massageando José Serra, o “mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

Ciro conhece sua ex-colega de Ministério: “Durante meses, amanheci todos os dias às 7 da manhã no Planalto. Eu, Dilma Rousseff e Marcio Thomaz Bastos. A gente passava a manhã inteira debatendo a crise, procurando saídas para o problema. Depois, despachávamos com Lula”, contou ele à repórter Daniela Pinheiro.

José Serra entrou em campo livre das chuvas paulistas, com um PSDB unido, beijou Aécio Neves, subiu nas pesquisas e, muito provavelmente, está numa linha ascendente. Serra propôs a criação de um ministério da Segurança e viu-se aplaudido.

Se outro candidato fizesse o mesmo, seria acusado de oferecer o mais surrado e inútil dos emplastros burocráticos. (Como o PT criou o Ministério da Pesca, é melhor que evite o tema.) Os efeitos da Lei de Murphy 2.0 são sempre transitórios. Ora as coisas começam a dar certo, ora dão errado para o adversário, mas para que isso aconteça é preciso que o candidato faça alguma coisa.

Até hoje Dilma Rousseff apresentou-se como a candidata de Lula e perguntou a um grupo de entrevistadores da revista “Época”: “Vocês acham que eu tenho cara de poste?” Como não há postes com cara de Dilma, a frase é boa, mas não quer dizer nada. Faltam seis meses para a eleição, e ela ainda não mostrou um rosto.

Ganha uma viagem de ida a Cuba quem puder escrever 20 linhas sobre o tema “O que ela traz de novo?” A ideia de que seja possível avançar na campanha sem responder a essa pergunta é suicida. Supor que o problema possa ser resolvido em conversas com Lula, a quem chamou de “Grande Mestre”, presume que Nosso Guia tem os poderes de Yoda, o sábio de “Guerra nas Estrelas”.

Uma conversa de Dilma com Lula só será decisiva a partir das angústias e dificuldades que ela tiver contado ao padrinho.

Se o PT e Dilma Rousseff acreditam que vencerão pela força de uma gravidade eleitoral de Lula, o mês de maio começa com uma advertência: há muita roda e pouca baiana.

Link do artigo só para assinantes: http://www1.oglobodigital.com.br/flip/:

Charge – Revista Time: as boas e más influências de Lula sem fluência

Da série rir para não chorar: veja vídeo em que Dilma não consegue explicar porque foi visitar túmulo de Tancredo em Minas

Aécio Neves à Veja: “A aprovação do meu governo é a prova maior de que os resultados de uma gestão eficiente se impõem sobre o messianismo da era Lula”

Entrevista: Aécio Neves

“Tenho orgulho de ser político”

O tucano Aécio Neves confirma que concorrerá ao Senado, aponta as maiores fragilidades do discurso petista e diz que é vital recuperar a dignidade da atividade política

Fonte: Mario Sabino e Fábio Portela – Revista Veja

Em obediência à lei eleitoral que requer a desincompatibilização de políticos em posições executivas que pretendem concorrer nas próximas eleições, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de 50 anos recém-completados, passou, na última semana, o cargo a seu vice, Antonio Anastasia. Aécio saiu com 92% de aprovação da população mineira. A marca impressionante é resultado da administração de um governador que apostou tudo na meritocracia e, com ela, melhorou bastante todos os indicadores sociais, econômicos e educacionais do seu estado. Essa quase unanimidade em um colégio eleitoral de 14 milhões de votos faz dele o vice dos sonhos do candidato do PSDB ao Planalto, o governador paulista José Serra. Mas Aécio acredita que ajuda mais como candidato ao Senado por Minas Gerais. Disse Aécio a VEJA: “A aprovação do meu governo é a prova maior de que os resultados de uma gestão eficiente se impõem sobre o messianismo da era Lula”.

A que exatamente a população deu a aprovação de 92%?
As pessoas sabem o que é bom para elas, sua família, sua cidade, seu estado e seu país. A aprovação vem naturalmente quando elas percebem que a ação do governo está produzindo professores que ensinam, alunos que aprendem, policiais que diminuem o número de crimes e postos de saúde que funcionam. Quando você faz um choque de gestão e entrega bons
resultados ano após ano, não há politicagem que atrapalhe a percepção de melhora por parte da população. Quem tem 92% de aprovação está sendo bem avaliado por todo tipo de eleitor, até entre os petistas.

Os eleitores entendem o conceito de “choque de gestão”?
Quase todo mundo percebe quando a política está sendo exercida como uma atividade nobre, sem mesquinharias, com transparência e produzindo resultados práticos positivos. A política, em si, é a mais digna das atividades que um cidadão possa exercer. Os gregos diziam que a política é a amizade entre vizinhos. Quando traduzimos para hoje, estamos falando de estados, municípios e da capacidade de construir, a partir de alianças, o bem comum. Vou lutar por reformas que possam tornar a política de novo atraente para as pessoas de bem, que façam dessa atividade, hoje vista com suspeita, um trabalho empenhado na elevação dos padrões materiais, sociais e culturais da maioria. É assim que vamos empurrar os piores para fora do espaço político. Não existe vácuo em política. Se os bons não ocuparem espaço, os ruins o farão.

A máquina do serviço público é historicamente pouco eficiente. Como o senhor fez para mudar essa realidade?
Nós estabelecemos metas para todos os servidores, dos professores aos policiais. E 100% deles passaram a receber uma remuneração extra sempre que atingissem as metas acordadas. O governo começou a funcionar como se fosse uma empresa. Os resultados apareceram com uma rapidez impressionante. A mortalidade infantil em Minas caiu mais do que em qualquer outro estado, a desnutrição infantil das regiões mais pobres chegou perto do patamar das regiões mais ricas, todas as cidades do estado agora são ligadas por asfalto, a energia elétrica foi levada a todas as comunidades rurais e mesmo as mais pobres passaram a ter saneamento. Na segurança pública conseguimos avanços notáveis com a efetiva diminuição de todos os tipos de crime.

O desafio do PT sobre comparação de resultados de governos, então, lhe conviria?
Gostaria muito de contrapor os resultados obtidos pela implantação da meritocracia com o messianismo daqueles que apenas fazem promessas e propagam a própria bondade. Quando você estabelece instrumentos de controle e consegue medir os resultados das ações de governo, você espanta os pregadores messiânicos. Eles fogem das comparações. Mas para ter resultados é preciso que se viva sob um sistema meritocrático. Isso significa que as pessoas da máquina estatal têm de ser qualificadas, e não simplesmente filiadas ao partido político. O aparelhamento do estado que vemos no governo federal é um mal que precisa ser
erradicado.

Quais são as chances de o senhor ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra?
Serei candidato ao Senado. Eu tenho a convicção de que a melhor forma de ajudar na vitória do candidato do meu partido, o governador José Serra, é fazer nossa campanha em Minas Gerais. Eu respeito, mas divirjo da análise de que a minha presença na chapa garantiria um resultado positivo para o governador Serra. Isso não é verdade. Talvez criasse um fato político efêmero, que duraria alguns dias, mas logo ficaria claro que, no Brasil, não se vota em candidato a vice-presidente.

Nas últimas eleições, quem venceu em Minas venceu também a eleição presidencial. Acontecerá o mesmo neste ano?
Espero que sim, e acho que o governador Serra tem todas as condições para vencer em Minas Gerais e no Brasil. Eu vou me esforçar para ajudá-lo, repito, porque tenho um compromisso com o país que está acima de qualquer projeto pessoal. Esse compromisso inclui trabalhar para encerrar o ciclo de governo petista. Lula teve muitas virtudes. A primeira delas, aliás, foi não alterar a política econômica do PSDB. Ele fez bons programas sociais? Claro, é um fato. Mas o desafio agora é fazer o Brasil avançar muito mais, e é isso que nosso presidente fará.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT ao Planalto, tem dito que o presidente Lula reinventou o país. Esse é um exemplo de discurso messiânico?
Sem dúvida. Se um extraterrestre pousasse sua nave no Brasil e ficasse por aqui durante uma semana sem conversar com ninguém, só vendo televisão, ele acharia que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo o que existe de bom foi feito pelas pessoas que estão no governo atual. Os brasileiros sabem que isso é um discurso vazio. Não teria havido o governo do presidente Lula se não tivesse havido, antes, os governos do presidente Fernando Henrique e do presidente Itamar Franco. Sem o alicerce do Plano Real, nada poderia ter sido construído.

A ministra Dilma cresceu nas pesquisas e viabilizou-se como candidata competitiva. Isso preocupa o PSDB?
A ministra Dilma chegou ao piso esperado para um candidato do PT, qualquer que fosse ele. A partir de agora, ela terá de contar com a capacidade do presidente Lula de lhe transferir votos. Mas o confronto olho no olho com o governador Serra vai ser muito difícil para ela.

Na sua opinião, como será o tom da campanha presidencial?
Acho que, em primeiro lugar, a candidata Dilma terá de explicar logo como será sua relação com seu próprio partido, o PT, em um eventual governo. O PT tem dificuldades históricas de ter uma posição generosa em favor do Brasil. Quando a prioridade do Brasil era a retomada da democracia, o PT negou-se a estar no Colégio Eleitoral e votar no presidente Tancredo Neves. O PT chegou a expulsar aqueles poucos integrantes que contrariaram o partido. Prevaleceu uma visão política tacanha, e não o objetivo maior que tinha de ser alcançado naquele momento. Se dependesse do partido, talvez Paulo Maluf tivesse sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Ao final da Constituinte, o PT recusou-se a assinar a Carta. Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo, em um momento delicado, de instabilidade, e o PT foi convocado a participar do esforço de união nacional, novamente se negou, sob a argumentação de que não faria alianças que não condiziam com a sua história. Se prevalecesse a posição do PT, nós não teríamos a estabilidade econômica, porque o partido votou contra o Plano Real. O presidente Lula, com sua autoridade, impediu que o partido desse outros passos errados quando chegou ao governo. Mas o que esperar de um governo do PT sem o presidente Lula?

Qual é o seu palpite?
Eu acho que, pelo fato de a ministra Dilma nunca ter ocupado um cargo eletivo, há uma grande incógnita. Caberá a ela responder, durante a campanha, a essa incógnita. Dar demonstrações de que não haverá retrocessos, de que as conquistas democráticas são definitivas. A ministra precisa dizer de forma muito clara ao Brasil qual será a participação em seu governo desse PT que prega a reestatização, que defende uma política externa meramente ideológica, que faz gestos muitos vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão.

E o PSDB, falará de quê?
Nosso maior tema será lembrar aos brasileiros que somos a matriz de todos os avanços sociais e econômicos do Brasil contemporâneo. Nós temos legitimidade para dizer que somos parte integrante do que aconteceu de bom no Brasil até agora. Se hoje o país está numa situação melhor, foi porque nós tivemos uma participação decisiva nesse processo. Houve a alternância do poder, que é natural e saudável, mas está na hora de o PSDB voltar ao poder. Está na hora de o país ter um governo capaz de fazer a máquina pública federal funcionar sem aparelhamento. É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente
não quer, não sabe e não pode fazê-lo. Às promessas falsas, ao messianismo, aos insultos pessoais, aos ataques de palanque, vamos contrapor nossos resultados nos estados e a receita de como obtê-los também no nível federal.

O senhor acha que os brasileiros são ingratos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
Eu acho que hoje não se faz justiça a ele, mas tenho certeza absoluta de que a história reconhecerá seu papel crucial. Como também acho que se fará justiça ao presidente Itamar Franco, que permitiu a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, fazer e aplicar o Plano Real.

Se vencer a disputa presidencial, Serra diz que tentará acabar com a reeleição.
Eu prefiro mandatos de cinco anos, sem reeleição. Defendo isso desde 1989. Mas, hoje, pensar nisso é irreal. A reeleição incrustou-se na realidade política brasileira de maneira muito forte. A prioridade deveria ser uma reforma política que incluísse o voto distrital misto. Isso aproximaria os eleitores dos deputados e ajudaria a depurar o Parlamento.

O senhor, um político jovem, bem avaliado, duas vezes governador de um grande estado, ainda deve almejar chegar à Presidência, não?
Eu tenho muita vontade de participar da construção de um projeto novo para o Brasil, em que a nossa referência não seja mais o passado, e sim o futuro. Sem essa dicotomia que coloca em um extremo o PT e no outro o PSDB, e quem ganha é obrigado a fazer todo tipo de aliança para conseguir governar. Assim, paga-se um preço cada vez maior para chegar a sabe-se lá onde. O PT deixou de apresentar um projeto de país e hoje sua agenda se resume apenas a um projeto de poder. Eu gostaria de uma convergência entre os homens de bem, para construir um projeto nacional ousado, que permita queimar etapas e integrar o Brasil em uma velocidade muito maior à comunidade dos países desenvolvidos, de modo que todos os brasileiros se beneficiem desse processo.

Mas o Brasil já está direcionado nesse rumo, não?
Está, mas é preciso acelerar a nossa chegada ao nosso destino de grandeza como povo e como nação. Eu fico impaciente com realizações aquém do nosso potencial. O Brasil pode avançar mais rapidamente com um governo que privilegie o mérito, que qualifique a gestão pública, para que ela produza benefícios reais e duradouros para a maioria das pessoas, que valorize o serviço público e cobre dele resultados. Um governo que tenha autoridade e generosidade para fazer acordos. Meu avô Tancredo Neves costumava dizer que há muito mais alegria em chegar a um entendimento do que em derrotar um adversário. Eu vou ser sempre um construtor de pontes. Quanto a chegar à Presidência da República, tenho a convicção de que isso é muito mais destino do que projeto.

Link da entrevista: http://veja.abril.com.br/070410/tenho-orgulho-ser-politico-p-017.shtml

Aécio Neves se emociona na despedida do governo de Minas: “Minas é mais do que a terra em que nasci. Minas é a minha escolha, o meu amparo e a minha esperança”

Mais de oito mil pessoas se reuniram na Praça da Liberdade, nesta quarta-feira (31), para se despedir do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, depois de quase oito anos de governo. Muito emocionado, Aécio Neves discursou da sacada do Palácio da Liberdade, ao lado de ex-governadores do Estado, lembrando que Minas tem um povo altivo e forte. Para se despedir, ele reassumiu seus compromissos e sua lealdade com os mineiros.

“Ao me despedir, nesta hora, gostaria de poder olhar nos olhos de cada um de vocês e dizer: honrei, todos os dias, o mandato de governador do Estado de Minas Gerais concedido a mim, por duas vezes, pela confiança da ampla maioria dos mineiros. Procurei estar à altura dessa confiança e dos sonhos de cada um de vocês. Trabalhei com dedicação, movido pela minha profunda solidariedade à nossa gente. Dediquei a Minas o que acreditei ser o mais importante: minha lealdade, minha coragem, minha alegria. Mas, sobretudo, o meu  respeito e o meu amor”, afirmou Aécio Neves em seu pronunciamento.

Aécio Neves disse que não faria um balanço de sua administração, mas destacou que o objetivo em mais de sete anos de governo sempre foi o de diminuir a desigualdade entre as pessoas e as regiões de Minas. Aécio Neves foi eleito, em 2002, com 5,28 milhões de votos, o correspondente a 58% dos votos válidos na eleição. Em 2006, foi reeleito com 7,48 milhões de votos, que representaram 77,03% dos votos válidos.

“Nesta hora final, tenho certeza de que cada um dos mineiros tem a exata dimensão do que juntos fomos capazes de construir, nesta longa jornada de transformações. Nesses anos, sempre nos moveu o sonho comum da conquista da igualdade. Nosso objetivo sempre foi um só, diminuir a desigualdade entre as pessoas e as diferenças entre as nossas regiões”, afirmou.

Compromisso com os mineiros

Ao pedir licença às autoridades presentes para dedicar seu discurso à população, Aécio Neves agradeceu aos mineiros de todas as regiões do Estado pelo apoio dado ao seu governo.

“Peço licença para dirigir minhas últimas palavras como governador aos que, nessa praça, representam os mineiros de todas as partes deste maravilhoso Estado. Espero que minha voz chegue às casas mais simples, aos sertões e aos vales; aos campos abertos; à gente dos rincões do Jequitinhonha, das barrancas do São Francisco, do Mucuri e do Rio Doce; dos altos do Espinhaço e da Mantiqueira; dos vastos gerais e dos chapadões do Oeste: esses abismos horizontais, na bela definição do filósofo e poeta mineiro Moacir Laterza. Aos mineiros das pequenas cidades e dos grandes centros urbanos e de suas periferias, que minha voz possa chegar longe para que eu possa dizer o que há de mais importante a ser dito nesse momento: Obrigado.”, disse.

O ex-governador lembrou do compromisso assumido, na mesma sacada no primeiro dia do seu primeiro mandato, com a população mais pobre dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Grande Norte. Ele disse ter orgulho por seu governo ter triplicado o volume de investimentos nessas regiões.

“É a solidariedade de Minas transformada em ação de governo. É o compromisso com a transformação da sociedade feito realidade”, afirmou.

Servidores públicos

O ex-governador agradeceu também em seu discurso aos servidores públicos e a toda a equipe de governo pela dedicação e compromisso com os projetos ousados e inovadores adotados, desde 2003, quando iniciou seu primeiro mandato.

“Devemos aos nossos servidores públicos e aos gestores do nosso governo um outro reconhecimento. Tenho convicção de que jamais se formou, no país, uma equipe tão preparada e tão consciente de suas responsabilidades quanto a que nesses últimos anos me acompanharam. A todos vocês, sou muito grato”, afirmou.

Aplaudido pelo público que esteve na Praça da Liberdade, apesar da chuva, o ex-governador diz ter certeza de que o governador Antonio Anastasia avançará nas conquistas e melhorias registradas pelos indicadores econômicos e sociais em Minas.

“Fizemos muito, nesse tempo, estou certo. Mas uma obra de governo por mais expressivos que sejam os seus resultados, será sempre uma obra inconclusa. Para mim, a conquista do desenvolvimento é tarefa de todos os dias e de todas as horas. É tarefa coletiva e compartilhada. E sempre incompleta. Porque a realidade é a pátria do possível. Por isso, quanto mais fizermos, mais haverá para ser feito”, disse.

Aécio Neves chegou ao Palácio da Liberdade juntamente com a mãe, Inês Maria, das irmãs Andrea e Ângela e da filha Gabriela. Acompanhado de Antonio Anastasia e dos ex-governadores Itamar Franco, Rondon Pacheco e Eduardo Azeredo, assistiu à apresentação do Hino Nacional, tocado pela Banda da Polícia Militar de Minas Gerais. Antes de discursar, ele transferiu o cargo simbolicamente, passando o Grande Colar da Medalha da Inconfidência que usava para o novo governador. Aécio Neves destacou os méritos e a reconhecida competência do governador Antonio Anastasia.

“Cumpro essa determinação legal com a mais absoluta confiança e serenidade. Conheço de perto a inteligência, a larga experiência, e a  visão de futuro que ele incorporou aos seus saberes, nesses longos anos dedicados ao serviço público”, afirmou. Todos esses justos elogios à sua capacidade não modificaram, no entanto, os hábitos do homem simples, generoso e a sua profunda identidade com os melhores valores de Minas”, disse.

Travessia

O ex-governador se retirou do Palácio da Liberdade acompanhado do governador Antonio Anastasia. Ao lado de sua filha, Gabriela, Aécio Neves recebeu as honras da Guarda dos Dragões da Inconfidência e saiu pelo portão principal aplaudido pela multidão que o aguardava, em direção à alameda Travessia, que cruza a Praça da Liberdade. Em 2003, ele atravessou a mesma alameda em direção ao Palácio da Liberdade, onde reverenciou a bandeira de Minas Gerais, repetindo gesto do ex-presidente Tancredo Neves, quando foi eleito governador do Estado. Em 2006, ele também cumpriu o mesmo rito.

A despedida de Aécio Neves foi marcada pela canção “Amigo”, de Roberto Carlos, interpretada por cerca de 300 integrantes do grupo musical Tambores de Minas, que acenavam lenços brancos. Uma grande multidão se formou para acompanhar o ex-governador na caminhada ao longo da alameda Travessia. Uma bandeira de Minas de mais de 10 metros estava afixada entre as palmeiras da Praça da Liberdade.

Noblat critica ações da oposição a Lula e comenta visão sensata de Aécio Neves

Sina de formiga

Fonte: Blog do Noblat – Ricardo Noblat

Era um inferno. Sempre que passava por ali, o elefante esmagava a entrada do formigueiro. Então as formigas decidiram reagir.

Um dia, aos milhares, saltaram sobre o elefante e começaram a picá-lo. Com um abanão das orelhas, o elefante livrou-se delas. Restou uma agarrada ao seu pescoço.

“Esgana o bicho, esgana”, gritavam as outras em coro.

O elefante da história está mais para Lula, aprovado por oito entre 10 brasileiros, assim como as formigas estão mais para a oposição – PSDB, PPS, DEM em fase terminal e uma fatia do PMDB.

Quem será a formiga que insiste inutilmente em esganar o elefante? Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado?

Ora, Arthur anda sumido desde que perdeu a batalha pelo afastamento de José Sarney da presidência do Senado. Há duas semanas, voou para um café da manhã com Barack Obama em Washington. Imaginava trocar idéias com ele. Havia dois mil convidados.

O Amazonas de Arthur é fortaleza do lulismo. Ele pretende se reeleger. Sabe como é…

A formiguinha suicida seria José Agripino Maia, líder do DEM no Senado?

Agripino anda muito ocupado com o escândalo que engoliu o único governador do seu partido, José Roberto Arruda, do Distrito Federal, preso numa cela da Polícia Federal, em Brasília. O escândalo ainda ameaça engolir o vice Paulo Octávio, do DEM.

E Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB?

Poupemos Guerra. O coração dele bate acelerado diante da demora do governador José Serra, de São Paulo, em se declarar candidato à vaga de Lula. E bate aflito diante do risco do próprio Guerra não se reeleger senador por Pernambuco. É uma carga dupla e bastante pesada.

De Aécio Neves, outra estrela do infausto formigueiro, diga-se que jamais aprovaria o plano de um ataque em massa ao elefante.

Se dependesse dele, o formigueiro simplesmente teria mudado de endereço para escapar de eventuais danos. Como não o levaram em conta, mergulhou terra à dentro e foi cuidar de sua vida.

Tudo deu certo para Lula desde que se elegeu presidente em 2002. Seu governo sobreviveu ao explosivo escândalo do mensalão. A economia cresceu. Milhões de brasileiros ascenderam à classe C. A maioria dos partidos se rendeu aos seus encantos. E o PT à candidata que ele sacou do bolso.

Dizem que a próxima será a primeira eleição em 21 anos onde os brasileiros estarão impedidos de votar em Lula. De fato, é verdade. Mas na prática, não.

Dilma só existe como candidata porque Lula a inventou. Nada mais direto, pois, do que o apelo que orientará sua campanha: votar em Dilma significa votar em Lula.

Caberá à oposição separar os dois – fácil, não?

A ela caberá também a difícil tarefa de vender Serra como o melhor candidato pós-Lula. Melhor até mesmo do que Dilma, a quem Lula escolheu. E logo quem?

E logo Serra que concorreu contra Lula em 2002. Se Serra tivesse vencido não haveria Lula presidente por duas vezes. Oh, céus!

O ex-metalúrgico que chegou ao lugar antes privativo dos verdadeiros donos do poder deixou de pertencer à categoria dos homens comuns – embora daí extraia sua força.

Foi promovido nos últimos oito anos à condição de mito. E como tal deverá ser encarado pelas futuras gerações. É improvável que alguém como ele reprise sua trajetória.

A oposição se propõe a derrotar um mito. E tentará fazê-lo sem reunir sua força máxima.

Serra está pronto para conversar com Aécio sobre a vaga de vice em sua chapa. Quanto a isso, há duas coisas mais ou menos certas. Serra oferecerá a vaga a Aécio. E Aécio a recusará.

Descarte-se a hipótese de Serra sugerir: “Bem, nesse caso, você sai para presidente com meu apoio e eu irei disputar um novo mandato de governador”.

Aécio tem a resposta na ponta da língua: “Agora, é tarde. Quis ser candidato. Sugeri a realização de prévias dentro do partido. Não fui ouvido. Serei candidato ao Senado”.

E aí, José?

Aí José só vencerá a eleição se Dilma conseguir perder para ela mesma.

Possível, é, embora…

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/22/sina-de-formiga-268279.asp

Lula inaugura universidade que não funciona e é vaiado por estudantes em Minas

Lula inaugura universidade que mal consegue funcionar

Faltam professores, água, acesso; estudantes protestaram na solenidade

Fonte: Fábio Fabrini – O Globo

A inauguração de dois prédios da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) pelo presidente Lula virou palco para protestos de estudantes que denunciavam os problemas de estrutura. Há falta de acessos ao local, déficit de professores e carência de água. No palanque, o presidente Lula e sua comitiva tiveram de enfrentar os protestos. O governo admitiu falhas e prometeu avaliar as reivindicações.

As obras de um campus avançado para a universidade começaram em 2007, com previsão de entrega em 2012. Dos dez prédios, cinco ainda estão em construção e três sequer saíram do papel, segundo a reitoria, que admite atraso no cronograma. Os dois edifícios entregues ontem abrigam desde agosto cerca de mil alunos, matriculados em seis cursos. Mas só se chega a eles por uma rua de terra ou trilhas de boi. Em dias de chuva forte, carros e ônibus não atravessam a lama, o que tem levado ao cancelamento das aulas. No semestre passado, os alunos perderam 15 dias. Ontem, as vaias dos estudantes chegaram a abafar os discursos da prefeita de Teófilo Otoni, Maria José Hauesein (PT), e do reitor, Pedro Angelo Almeida Abreu.

A UFVJM tem 54 professores, 26 a menos que o ideal, reconhece a reitoria, que atribui o problema ao MEC. Segundo a instituição, cabe ao governo abrir vagas para docentes. Os estudantes de Serviço Social, por exemplo, reclamam que, para os sete períodos do curso, há sete pessoas para ensinar.

— Estamos voltando aos tempos da escola primária, quando tínhamos uma “tia” para várias matérias — diz Marcos Antunes Lopes, de 21 anos, aluno de Serviço Social e integrante do DCE.

Os alunos reclamam da falta de itens básicos, como bebedouros. Como o sol bate todo o dia no reservatório, não raro alunos da noite bebem água quente. Ontem, representantes do Diretório Central dos Estudantes distribuíram um manifesto no qual reclamam que os prédios funcionam sem alvará do Corpo de Bombeiros.

Também reclamam da falta de água e da climatização dos ambientes.

As obras deveriam custar R$ 30 milhões, mas o orçamento deve estourar. Sobre o cronograma, a UFVJM alega atrasos no repasse de verbas. Diante do palanque, os estudantes estenderam faixas cobrando providências. O ministro da Educação, Fernando Haddad, reconheceu os problemas no palanque e prometeu ouvir as queixas numa reunião com o reitor: — Algumas obras deixaram de estar no cronograma. Vamos avaliar as reivindicações e alocar recursos. A região pode ser pobre, mas a qualidade de ensino não tem que ser pobre.

Em seu discurso, Lula se dirigiu aos estudantes e os incentivou a brigar “pelo melhor”, mas, em tom de recomendação, cobrou respeito às autoridades.

Exaltou os números de seu governo. E criticou a elite do país por, segundo ele, não se preocupar com a geração de oportunidades na educação: — A elite brasileira, por muito tempo, foi perversa, porque estudava, mas não queria que o povo estudasse — disse.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/2/10/lula-inaugura-universidade-que-mal-consegue-funcionar/?searchterm=Lula

Noblat: “No exercício de cargo público, durante cerimônia custeada com dinheiro público, Dilma fez propaganda indireta de sua ambição”, jornalista diz que ministra infringe a lei ao usar máquina do Governo para fazer campanha

A salvo da lei

Fonte: Blog do Noblat

No último sábado, no interior de São Paulo, durante cerimônia pública de autorização de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os olhinhos da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, brilharam com intensidade.

Foi quando Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, disse que ela está habilitada a “levar os brasileiros para o paraíso”.

Dilma comentou na hora: “Acho que qualquer pessoa, principalmente alguém que integra o governo Lula, pode ser escolhido. Mas concordo em gênero e número com o deputado Michel Temer, e gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso. Acho uma das maiores e melhores ambições que alguém pode ter”.

Se lhe parece que Dilma se referiu à sua própria candidatura, então saiba que ela transgrediu a lei.

No exercício de cargo público, durante cerimônia custeada com dinheiro público, Dilma fez propaganda indireta de sua ambição.

A lei estabelece o dia 5 de julho como o do início oficial da propaganda eleitoral.

Sinto muito, gente, é a lei.

Pois o que vale para Deda Amorim deveria valer para Dilma e todo mundo.

Ex-prefeito do município de Rodrigues Alves, no Acre, Deda foi condenado na semana passada pelo Tribunal Regional Eleitoral a pagar multa de R$ 5 mil por ter feito propaganda antes da hora. Deda valeu-se do seu twitter para dizer que será candidato a deputado estadual. Apenas isso.

Também na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia condenou o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e o PMDB a pagarem uma multa de R$ 25 mil pelo mesmo crime cometido por Deda. Um jornal do partido defendera a candidatura de Geddel ao governo da Bahia. Foi o que bastou.

Pelo rigor, tornou-se célebre uma decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2005.

Por quatro votos contra três, o TSE cassou os mandatos de Idomar Antônio Aquilla e Paulo Claudio Dolovitsch, respectivamente prefeito e vice-prefeito do município gaúcho de Ajuricaba, reeleitos um ano antes. Por que?

Ora… Um funcionário da prefeitura, em horário de expediente, compareceu a reuniões para o sorteio do horário de propaganda eleitoral no rádio.

O mesmo funcionário foi flagrado depois checando o resultado da apuração dos votos. E restou comprovado o uso do fax da prefeitura para o repasse a um juiz de números de uma pesquisa de intenção de voto.

Um dia antes de Dilma admitir que “gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso”, Lula inaugurou a nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo.

E ali, ao lado de Dilma, fez o que mais tem feito com indisfarçável prazer desde o início do ano passado – agrediu a lei eleitoral.

“Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito e quem vier depois de mim, eu por questões legais não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem, vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento”, afirmou Lula. Que não satisfeito em desprezar a lei, agora debocha, escarnece dela. E por tabela, dos que deveriam aplicá-la.

Em maio do ano passado, em visita ao Complexo do Alemão, Lula ouviu a platéia ensaiada gritar o nome de Dilma para presidente. Respondeu com o cinismo habitual:

– O Lula não falou em campanha. Vocês é que se meteram a cantar, a gritar o nome aí… Espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta.

Há pouco, em visita a Minas Gerais, Lula repetiu o mesmo truque:

– Vocês ficam gritando o nome da Dilma. Se a Justiça achar que isto aqui é propaganda, cada um de vocês vai ser responsável por colocar um advogado para defendê-la, porque ela só pode falar em política depois do dia 3 de abril quando deixar o governo.

A Justiça Eleitoral engole tudo calada porque lhe falta coragem para enquadrar um presidente com 80% de aprovação popular.

De resto, há ministros que não disfarçam sua torcida pela eleição de Dilma. Um deles deve sua indicação para o cargo não a Lula – mas a dona Marisa.

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/01/25/a-salvo-da-lei-260315.asp

Charge do Amarildo: A culpa é de quem elege e escolhe mal

Nelson Motta analisa pesquisa Datafolha: “É assim mesmo: na democracia é cada cidadão, um voto. O de um bandido e o de um herói valem o mesmo”

Ignorância + esperteza = atraso

Fonte: Nelson Motta -O Globo

Não há nenhuma surpresa em Lula ser o brasileiro mais confiável na pesquisa do Datafolha. O que espanta é saber que, entre 27 personalidades populares, só ele e Sílvio Santos eram conhecidos por todos os entrevistados. Significa que há milhares, milhões de brasileiros, eleitores em algum rincão deste país, que não conhecem, não ouviram falar, não sabem quem é Roberto Carlos, nem Chico Buarque, o padre Marcelo Rossi, William Bonner ou Caetano Veloso, que secundaram e, em certas regiões e faixas de escolaridade, superaram Lula como o brasileiro mais confiável do momento.

É assim mesmo: na democracia é cada cidadão, um voto. O de um bandido e o de um herói valem o mesmo. Mas é desolador saber que tantos homens e mulheres com tão pouco acesso a um mínimo de informação vão continuar elegendo os piores candidatos — ignorando que eles continuarão a atrasar a sua vida. E a de sua aldeia, seu estado e seu país.

É difícil imaginar que alguém com qualquer interesse, ou possibilidade, de se informar sobre os candidatos não conheça nem o Roberto Carlos, que está aí ha 50 anos, fazendo o bem. Este é um eleitor que não tem vontade e nem motivos para votar. Como é obrigado, vota em qualquer um, nos piores, nos que perpetuam a sua miséria. É este voto podre que os defensores do voto obrigatório lutam para manter — porque se beneficiam dele. O Brasil é uma das raras democracias do mundo em que este anacronismo antidemocrático e injustificável ainda existe. Qualquer reforma eleitoral decente começa pelo fim deste atraso.

O financiamento público de campanhas não vai acabar com o caixa 2 — para a maioria será só um caixa 3. Já não lhes basta o horário eleitoral “gratuito” — mas pago pelo contribuinte às emissoras? E os fundos partidários, os escritórios regionais dos parlamentares, as visitas às bases, as propagandas como “prestações de contas do mandato” — tudo com dinheiro público? E estamos falando só dos políticos honestos, que, ainda assim, nos custam tanto quanto os corruptos. E ainda querem mais?

Eles pensam que a gente não conhece o Roberto Carlos. Ou os nossos políticos.

Link do artigo: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/1/8/ignorancia-esperteza-atraso

Da série rir para não chorar: Arruda perde perdão para ser perdoado sobre mensalão de Brasília

Arruda diz que perdoou para ser perdoado

Fonte: O Globo

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), disse ontem que perdoa a quem o critica por causa do mensalão do DEM de Brasília. Em discurso durante a posse de diretores de escolas públicas, na sede administrativa do governo, na cidadesatélite de Taguatinga, Arruda pediu que o deixem trabalhar para que possa concluir, segundo ele, 2.034 obras em andamento.

— Quero dizer a vocês, de coração mesmo, que eu já perdoei a todos os que me agrediram. Eu perdoo a cada dia aos que me insultam, eu entendo as suas indignações pela força das imagens. E sabe por que eu perdoei? Porque só assim eu posso também pedir perdão dos meus pecados.

Dirigindo-se aos novos diretores e a servidores que assistiam à solenidade, o governador declarou que não está “alheio à crise política”. Ele aproveitou o primeiro evento público de que participa, desde que o escândalo veio a público, para citar um bordão da época do mensalão do PT — quando o jingle da campanha de reeleição do presidente Lula dizia: “Deixa o homem trabalhar”.

— Se me deixarem trabalhar, e não vão deixar, quero este ano autorizar a construção de mais 120 salas de aula.

Quero autorizar a construção das 150 quadras de esporte cobertas nas escolas de educação integral — discursou Arruda.

Acusado de comandar um esquema de pagamento de propina e compra de apoio de parlamentares da Câmara Legislativa, Arruda foi flagrado recebendo um maço de dinheiro durante a sua campanha a governador, em 2006. Quem lhe entregava o dinheiro era o então presidente da Codeplan, uma estatal do DF, Durval Barbosa.

Ao tomar posse, Arruda nomeou Durval secretário de Relações Institucionais.

O caso veio à tona com a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. No vídeo, gravado por Durval, Arruda também pede um emprego para um filho e ajuda para a empresa de um assessor. Quando recebe o dinheiro, diz a Durval que seria melhor receber a quantia em sua residência e demonstra contrariedade em deixar o local com o pacote.

Mais tarde, pede ao motorista que carregue as cédulas.

Ontem, Arruda afirmou que a quantia teria sido declarada à Justiça Eleitoral: — Há momentos, gente, em que por mais que você defenda a sua verdade, ela não é ouvida. Tento dizer há 40 dias que aquele dinheiro que recebi dois anos antes de ser governador foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral. Não ouvem — afirmou Arruda, confundindo as datas, uma vez que a cena foi gravada menos de um ano antes da posse.

Arruda admitiu que “deve” ter cometido erros, e disse que o tempo é senhor da razão. O governador afirmou que os últimos 40 dias, desde a eclosão do escândalo, serviram para reforçar a sua fé: — Tudo o que eu peço é que reflitam sem as emoções do momento, com equilíbrio das pessoas sensatas, das pessoas vividas, e que eu possa, passados estes momentos difíceis, concluir todas as minhas obras. São 2.034, gente. Vão ser concluídas todas este ano, se Deus quiser. E aí, ao final do meu período de governo, eu poderei de cabeça erguida dizer que vivi a minha vida, lutei a minha luta e não perdi a minha fé.

Ao deixar o evento, Arruda ignorou perguntas sobre o mensalão do DEM, falando apenas sobre a posse dos diretores.

Na última terça-feira, o governador, aos risos, fez piada com o escândalo, ao dizer que atualmente é “culpado até da Mega-Sena”, em reunião com seus secretários.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/1/8/arruda-diz-que-perdoou-para-ser-perdoado/?searchterm=arruda

Charge do Neo: Momento Lula de franqueza e despojamento

Fonte: Charge do Neo – publiacdo no Blog do Noblat

Link da charge: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/12/12/charge-neo-249463.asp

Processo na Polícia Federal comprova que Governo de Arruda foi uma extensão da administração Roriz, diz Noblat em artigo

Uma cidade partida

Fonte: Ricado Noblat – Blog do Noblat

A leitura dos três volumes e dos três apensos do inquérito sobre o mensalão do DEM é um mergulho de perder o fôlego em um denso mar de lama.

Está exposto ali em detalhes, e amparado em farta quantidade de provas, o funcionamento da organização criminosa que ascendeu ao poder no Distrito Federal em janeiro de 2007. Espanta pela simplicidade.

Se lhe faltar tempo, leia ao menos o terceiro apenso.

Primeira descoberta: o governo de José Roberto Arruda (DEM) é uma extensão do governo anterior de Joaquim Roriz (PMDB) que durou oito anos.

Segunda descoberta: os meios exaustivamente empregados para desviar recursos públicos, fraudar licitações e obter dinheiro sujo em nada distinguem as duas administrações. São primitivos, toscos, amadores, mas eficientes.

O que fez a diferença?

A diferença atende pelo nome de Durval Rodrigues Barbosa, um experiente ex-delegado de polícia que responde a 33 processos por corrupção.

Como presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), ele se sentiu protegido sob as asas de Roriz.

Como secretário de Relações Institucionais do governo Arruda, temeu ir para a cadeia. Então decidiu contar o que fez, gravou e sabe à Polícia Federal.

Ainda não contou tudo. Por ora poupou Roriz e uma fatia suspeita do Ministério Público do Distrito Federal e do Tribunal de Justiça.

Em conversa informal com delegados e promotores, admitiu que não pode brigar com muita gente ao mesmo tempo. Seria suicídio. Detonou Arruda porque se sentia detonado por ele.

Arruda sabe desde 2008 que havia sido filmado por Durval recebendo grana em mãos. Provocado a respeito, Durval não negou. “Tenho que me defender”, observou. Arruda garantiu que ajudaria Durval a se livrar dos processos desde que o filme jamais se tornasse público.

Deu no que deu.

Em 2003, assim que Roriz inaugurou seu novo mandato – o quarto desde 1988 -, Durval foi procurado por Arruda atrás de apoio para se eleger governador em 2006.

“Preciso de uma ordem de cima”, esquivou-se Durval. Na frente dele, Arruda telefonou para Roriz e anunciou: “Governador, estou aqui na Codeplan. Eu disse a Durval que o senhor me autorizou a se entender com ele”.

Fez-se o entendimento. Arruda recebeu a lista dos contratos firmados pela Codeplan com órgãos públicos e empresas privadas acompanhados do valor mensal de cada um, data de pagamento e data de renovação.

Passou a se acertar direto com quem prestava serviços à Codeplan, estipulando o valor das comissões a serem pagas como contribuição para sua campanha, e prometendo em troca futuros e gordos contratos.

Está no depoimento de Durval ao Ministério Público local a revelação de que Arruda atuava com igual desenvoltura na Companhia de Energia de Brasília, no Instituto Candango de Solidariedade, no Metrô de Brasília e no Banco Regional de Brasília.

Roriz sempre esteve a par das atividades dele.

Entre 2005 e 2006, somente a Codeplan ajudou Arruda com algo próximo de R$ 58 milhões, segundo contas de Durval. A campanha eleitoral dele custou à companhia exatos R$ 7.985.660,00.

Durval levou um susto ao saber por meio de uma procuradora do Ministério Público que Arruda planejava se livrar dele tão logo fosse eleito. Só queria por perto quem fosse de sua estrita confiança.

No dia do segundo turno da eleição de 2006, a tal procuradora havia patrocinado uma reunião no seu apartamento entre Arruda, Paulo Octávio, seu vice, e outros membros do Ministério Público. Desejava aproximar os dois lados.

Durval levou outro susto ainda em 2007 quando se tornou alvo de reportagens do Correio Braziliense encomendadas por Arruda a Álvaro Teixeira da Costa, presidente do jornal, durante um jantar na casa de José Celso Gontijo, engenheiro e construtor.

Gontijo ganhou muito dinheiro durante o governo Roriz construindo a Ponte JK, uma obra faraônica. Ganhou no governo Arruda a licitação para construir a nova Estação Rodoviária de Brasília. Gontijo é a estrela de um dos vídeos do mensalão do DEM sacando de uma pasta pacotes de dinheiro.

Correio é um jornal alinhado com Arruda – como, de resto, são todos os jornais do Distrito Federal, dependentes da milionária verba de publicidade do governo. Antes fora alinhado com o governo Roriz.

Durval entrou em pânico ao ser condenado pela primeira vez no Tribunal de Justiça em fevereiro passado. Mais recentemente, por maioria de votos, o tribunal recebeu outro processo contra ele, talvez o mais complicado e destinado a infernizar de vez a vida de Durval.

Arruda havia prometido que os processos contra Durval ele não iriam adiante. Pois é…

No dia 21 de outubro último, Arruda convocou Durval para um encontro em sua casa. Parte da conversa teve a ver com o processo recebido pelo tribunal.

– O combinado é que o advogado nós vamos pagar, todos. Na hora que eu precisei você me ajudou – lembrou Arruda. E adiantou para tranquilizar Durval:

– Eu vou fazer com calma uma visita ao presidente do Tribunal. Vou ouvir o que ele nos aconselha.

Por fim, pediu:

– Vá, me oriente, me diga: Arruda, eu preciso que você faça isso.

(Durval tem advogados pagos por Arruda e também por gente ligada a Roriz.)

O diálogo foi registrado por um equipamento de escuta costurado na roupa de Durval. Àquela altura, ele espionava Arruda para a Polícia Federal com a esperança de se livrar dos processos que implodiram até seu casamento. A mulher abandonou-o levando o casal de filhos depois de ter sido presenteada por um anônimo com uma fita que mostrava Durval e uma namoradinha dele.

Há 10 dias, finalmente, a Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal implodiu o governo Arruda.

Bateram em retirada 15 secretários e seis partidos que o apoiavam. O PMDB será o próximo. O DEM deverá expulsar Arruda ainda esta semana. Sem partido, Arruda não poderá tentar se reeleger.

No momento, há uma Brasília indignada e outra à beira de um ataque de nervos.

A indignada quer ver Arruda no chão. Como ele seguirá governando enlameado da cabeça aos pés? Como presidirá as celebrações em abril pelos 50 anos de fundação da cidade? Que pessoa de bem desejará ser vista ao lado dele daqui para frente?

A outra Brasília, essa menor, treme por saber que Durval entregou 30 vídeos à polícia e guarda mais de 100 capazes de comprometer políticos, empresários, jornalistas e juízes.

Quanto a Roriz, se tiver juízo desistirá de ser candidato ao quinto mandato.

Link do post: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/12/07/uma-cidade-partida-247721.asp

“O homem e as suas circunstâncias”: veja grandes frases do Lula na defesa dos aliados – da série o Pragmatismo do Presidente

Recordar é viver – Lula fala por si

Fonte: Blog do Noblat

O jornal O Globo resgatou, em sua edição de hoje, algumas declarações no mínimo polêmicas feitas por Lula. Elas ajudam a compreender melhor o homem que nos preside e suas circunstâncias.

Sobre o mensalão do PT em 2005

“O que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente”.

Sobre Severino Cavalcanti, que renunciou ao mandato de deputado e à presidência da Câmara porque foi subornado pelo dono de um restaurante

“Quando perceberam que ele não seria oposição ao meu governo, derrubaram ele. Parte da elite paulista, se encontrar com ele, não cumprimenta. Eu cumprimenmto Severino onde o encontrar”.

Sobre José Sarney, acusado de empregar parentes e amigos no Senado

“Uma coisa é você matar, outra coisa é você roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é a relação de influências, outra coisa é o lobby”.

Ainda sobre Sarney

“Ele tem história suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum”.

Link do post: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/12/02/recordar-viver-lula-fala-por-si-246545.asp

Lula consola José Roberto Arruda, governador de Brasília do Distrito Federal

Preservação da Cultura mineira: Aécio Neves lança Linha Verde Literária uma homenagem a poetas e escritores mineiros

Governador Aécio Neves e Francisco Aníbal Machado Gontijo, neto de Aníbal Machado

O Governo Aécio Neves prestou homenagem à literatura mineira,  quinta-feira (26), ao criar a Linha Verde Literária. O projeto deu nome de grandes escritores e poetas mineiros do século XX a 12 viadutos e uma trincheira da via expressa que liga o Aeroporto Internacional Tancredo Neves ao centro de Belo Horizonte.

A solenidade de lançamento do projeto aconteceu no térreo da futura sede do Governo de Minas, na Cidade Administrativa, complexo que está sendo construído às margens da Linha Verde.

“Ao darmos o nome de algumas das principais referências culturais de Minas Gerais na literatura aos viadutos, estamos nos aproximando um pouco, aqueles que nos visitam, da história de Minas Gerais. Muitos dos visitantes que chegarão pela Linha Verde vão se deparar com Carlos Drumond de Andrade, com Otto Lara Resende, com Guimarães Rosa, e vão encontrar uma identidade ainda maior com o que Minas tem de melhor, que é a sua história, que são os seus valores”, afirmou Aécio Neves, em entrevista.

Leia mais em:  http://minasempauta3.wordpress.com/2009/11/27/linha-verde-literaria-e-criada-por-aecio-neves-para-homenagear-grandes-expressoes-da-cultura-mineira/

 

Estado de São Paulo publica matéria em que Aécio Neves questiona “generosidade do Planalto” no pacote de incentivos do IPI

Governador enfatiza que desonerações tiram recursos de Estados e municípios e não da União

 Fonte: Eduardo Kattah – Estado São Paulo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reforçou o coro das reclamações dos governos estaduais e criticou ontem a estratégia de comunicação do governo federal no anúncio de pacotes de incentivo fiscal, com desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Embora tenha dito que não é contra a redução do IPI, Aécio alertou que as medidas têm provocado “desconforto aos governadores e aos mais de 5,5 mil prefeitos brasileiros”. 

O governador mineiro disse que 57% da arrecadação do tributo “deixará de entrar não no caixa da União, mas dos Estados e municípios”. “Não acho adequado, não acho correto que tente se passar a impressão de que há apenas no Brasil uma enorme generosidade ancorada no Palácio do Planalto.” 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou anteontem a redução para zero da alíquota do IPI para móveis de madeira, painéis de madeira, móveis de plástico, aço e ratã. E comunicou também a renovação por mais seis meses da alíquota zero do imposto para um grupo de 38 categorias de produtos de materiais de construção. 

Para Aécio, o governo não tem tido cuidado na comunicação dos pacotes. Ele acredita que os entes federados não se colocariam contrários à medida, que “estimula a economia em setores que precisavam de algum estímulo”. “Na comunicação faltou um pouco de generosidade do governo federal para com Estados e municípios, que vêm fazendo um enorme esforço para o equilíbrio de suas contas, para garantir o superávit brasileiro”, ressaltou o governador mineiro. “Era preciso que a população soubesse que também os Estados e municípios estão abdicando de receitas para estimular esses setores da economia”. 

A reclamação de Aécio Neves se segue às manifestações de outros governos estaduais e de prefeituras em relação ao corte do IPI. Anteontem, o secretário de Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro, disse que pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um socorro de R$ 560 milhões por causa da perda de receita com as reduções no IPI. Apesar de deixar a Bahia em situação difícil, ele avalia que a decisão do governo federal “é acertada”.

Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Moacyr Elias Fadel Júnior, só neste mês os municípios conseguiram receber um pouco mais do Fundo de Participação dos Municípios. “E estávamos esperançosos para o ano que vem, mas novamente quem vai pagar o preço são os prefeitos.” 

Em Porto Alegre, o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Marcus Vinícius Vieira de Almeida, disse que desonerações de impostos têm aspectos negativos e positivos para os municípios. 

Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), comemorou a ampliação dos cortes de IPI. O governador disse que Pernambuco, em particular, será beneficiado pela decisão do governo federal.

Pré-sal: Aécio Neves acredita que a questão dos royalties está perto de um entendimento

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que estão querendo roubar o Rio de Janeiro na questão do pré-sal. 

Essa discussão precisa de um pouco mais de serenidade. Conversei, por telefone, essa semana, com o governador Cabral e acho que ele caminha para compreender que algo dessa importância precisará privilegiar, e acho que o termo é esse, privilegiar os estados produtores ou limítrofes à produção, mas sem desconhecer que o Brasil é um só país, somos uma federação, mas somos uma só nação, com as mesmas responsabilidades, com os mesmos objetivos, com as mesmas expectativas de desenvolvimento. Acho que estamos muito próximos de um entendimento e acho que o próprio governador Cabral, nos próximos dias, dará sinais claros nessa direção.

Aécio Neves faz alerta em relação ao prolongamento da isenção do IPI que pode prejudicar estados e municípios

Mais uma redução de IPI. O senhor acha que o governo está fazendo uma reforma tributária pessoal, a cada dia reduzindo? 

Olha, não tenho posição contrária ao IPI, mas faço aqui de forma clara, um alerta, gera algum desconforto aos governadores e aos mais de 5,5 mil prefeitos brasileiros, quando no momento em que o governo anuncia essas isenções, sequer divide essa responsabilidade com estados e municípios. 

57% daquilo que se deixará de ser arrecadado com a isenção de IPI anunciada, refere-se a estados e municípios, deixarão de entrar não no caixa da União, mas dos estados e municípios. Acho que poderia ter havido um cuidado de uma comunicação aos estados e aos municípios. Não acredito que se colocariam contrários a essa medida. Ela estimula a economia em setores que precisavam de algum estímulo. Apenas não acho adequado, não acho correto que se tente passar a impressão de que há no Brasil uma enorme generosidade ancorada no Palácio do Planalto. 

Repito, essa diminuição em alguns casos e isenção em outros de IPI, 57% dela é de responsabilidade dos estados e dos municípios. E os municípios e os estados já vivem hoje algumas dificuldades. Repito, acho que na comunicação faltou um pouco de generosidade do governo federal para com os estados e municípios que vêm fazendo enorme esforço para o equilíbrio das suas contas para a garantia do superávit brasileiro, enfim, acho que era preciso que a população soubesse que também os estados e municípios estão abdicando de receitas para estimular esses setores da economia.

Aécio Neves diz que momento é para manter serenidade

Pelo que o senhor citou aí, o PSDB precisa pacificar as suas emoções na escolha do candidato? É isso? 

Olha, em todo processo eleitoral quando se avizinha o momento das decisões, as ansiedades aumentam. Isso é natural, isso é da nossa natureza humana. O que nós temos que fazer, nós que estamos no centro dessas discussões, ou dessas decisões, é ter serenidade, tranquilidade, não colocarmos jamais os nossos projetos pessoais à frente do coletivo, à frente do interesse maior do projeto que nós representamos e do próprio país. Então estou absolutamente sereno. 

Digo para vocês com a mais absoluta serenidade, vivo um momento pessoal muito positivo. Busquei apresentar ao país uma alternativa, acho que o Brasil está pronto para uma nova convergência política, e caberá ao partido tomar a decisão. Qualquer que seja ela, estarei filiado a esse projeto. Estarei participando desse projeto. Agora, cada vez mais, estou aqui envolvido na conclusão do meu mandato, para que ao sair, no limite do prazo de desincompatibilização, eu possa deixar o maior número possível de obras, de realizações já prontas, entregue aos mineiros.

Aécio Neves defende uma nova agenda para o Brasil: “As pessoas querem saber o que ficou por fazer, como fazer, que convergência política é possível”

Entrevista concedida após a visita à Cidade Administrativa de Minas Gerais

O deputado Rodrigo Maia esteve aqui em Belo Horizonte e disse que qualquer que sejam os partidos da base aliada que queiram apoiar o PSDB, serão bem vindos. O senhor acha que a ideia do senhor de maior articulação está conseguindo convencer os aliados e também o PSDB a atrair, principalmente um maior apoio ao senhor?

Olha, eu sempre achei que era importante que nós fugíssemos da tentativa de se criar um plebiscito na próxima eleição. Essa eleição não poderá ser mais ou menos plebiscitária do que foram outras eleições. Então, nós temos de construir nosso discurso olhando para o futuro. E nós pudermos, desde já, agregar forças políticas com as quais nós necessitaremos estar até para garantir a governabilidade do país, eu faria isso. E é o que tenho feito nas conversas que tenho tido já com a base, o núcleo da nossa aliança, que são os Democratas e o PPS, quanto com outros partidos que mostram alguma simpatia por uma eventual candidatura minha. E isso, o PSDB conhece essas potencialidades. Mas eu acho que o governador Serra também tem condições de buscar atrair alguns aliados, forças partidárias, forças não partidárias da sociedade civil.

Eu estou muito otimista. Eu vejo que essas pesquisas quando surgem, elas sempre geram um certo frison nas pessoas. Em nós, que já estamos na atividade política há algum tempo, elas não preocupem e nem estimulem tanto. Nem quando elas nos são altamente favoráveis e eu podia dizer que nessa última pesquisa divulgada, no meu ponto de vista pessoal, ela é extremamente favorável porque nos três cenários de chapas, onde meu nome é colocado, nós lideramos. Tanto quanto candidato a vice-presidente quanto como candidato a presidente, em dois desses cenários, nós lideramos. Isso não faz com que nós achemos que já vencemos as eleições. E mesmo quando há um crescimento do nosso adversário.

Eu não acho que nós teremos uma mudança profunda nas próximas pesquisas, daqui até o início do programa eleitoral. Serão nuances de determinado momento, de uma exposição maior desse ou daquele candidato.
Acho que é natural que a candidata apresentada pelo presidente da República, pela altíssima exposição que tem, continue crescendo alguns pontos nas pesquisas. Mas é preciso que se observe que ao mesmo tempo que ela cresce alguns pontos, ela cresce muitos pontos no nível de conhecimento. Ela já se aproxima dos 90% em nível de conhecimento. E seus resultados nas pesquisas, por mais que tenham crescido alguns pontos, não cresce na mesma proporção em que cresce o seu conhecimento. Isso não quer dizer que não seja uma forte adversária. Será uma forte adversária.

Mas eu faço essa análise apenas para dizer que devemos nos preocupar menos com pesquisas eleitorais e mais com o que vamos dizer aos brasileiros; mais com que os brasileiros devem pensar ou enxergar numa candidatura das oposições, numa candidatura do PSDB.

Portanto, o que eu defendo é que nós tenhamos a visão para o futuro. Reconheçamos os avanços que o Brasil vem vivendo desde o governo do presidente Itamar Franco, a elaboração do Plano Real, passando pelos avanços do governo do presidente Fernando Henrique. Não temos que escondê-los, não temos de ter absolutamente nenhuma vergonha de nada que foi feito no governo do presidente Fernando Henrique. Porque o Brasil será sempre, no futuro, fora das paixões políticas, analisado antes e depois do Plano Real.

A grande ruptura que houve no Brasil não foi quando o presidente Lula assume o governo e substitui o presidente Fernando Henrique, porque ali houve, do ponto de vista macroeconômico, na verdade, uma continuidade. E aí, essa continuidade tem sido positiva para o Brasil.

A grande ruptura que houve na nossa história contemporânea foi com a inflação. E isso foi conquistado pelo PSDB. Se inicia no governo do presidente Itamar e concretiza-se no governo do presidente Fernando Henrique.
Mas as pessoas não querem ficar assistindo essa competição: quem fez mais, quem fez menos. Até porque os momentos eram diferentes. As pessoas querem saber o que ficou por fazer, como fazer, que convergência política é possível e é necessária para se fazer; e quem tem melhores condições para fazer.

CNT/Sensus: Aécio Neves comenta chapa puro sangue do PSDB e diz que cenário deve alterar muito nos próximos meses

E o crescimento da Dilma? 

Vi um crescimento da ministra Dilma principalmente no nível de conhecimento. Se não estou enganado, me lembro que nós tínhamos um índice de conhecimento muito parecido no início do ano, a ministra Dilma e eu. Ela hoje é desconhecida por apenas 13% da população e acho que o crescimento que ela vem tendo, mérito dela e talvez do presidente Lula, não acompanha na mesma proporção o índice de conhecimento. O índice de intenção de voto dela não acompanha o crescimento que ela vem tendo no conhecimento da população. 

Então, acho que é o que eu disse: não acredito que vamos ter mudanças profundas que possam alterar radicalmente o quadro daqui até lá. É natural que os que tenham mais exposição, o candidato que tem uma presença mais firme e mais forte na mídia cresçam alguns pontos. Eu acredito em mudança na pesquisa ou pelo menos na consolidação das pesquisas após o início da campanha eleitoral, após a homologação dos candidatos, a definição das chapas e o início da propaganda eleitoral. 

E a chapa puro sangue? 

Não acho que ela seja útil ao processo. Repito o que tenho dito sempre, acho que é natural que compartilhemos a nossa chapa com outros partidos que estejam do mesmo campo que nós. 

E o senhor e o Ciro? 

Tenho uma amizade com o Ciro que independe dos humores de A ou de B. O Ciro foi companheiro nosso no PSDB, tenho por ele um respeito pessoal muito grande e vejo nessa pesquisa uma sinalização também que eu diria interessante. 

Pesquisas eleitorais. 

As coisas estão caminhando. Como eu disse para vocês, essas pesquisas daqui por diante tendem a expressar algo muito parecido. Mas hoje a minha vinda aqui é realmente para dar um abraço no Oscar, ver que ele está realmente recuperado. Espero que ele possa estar conosco lá na inauguração da obra, que é a grande obra hoje em execução do Oscar Niemeyer no Brasil. Uma obra extraordinária, que está criando um vetor novo de crescimento para a cidade de Belo Horizonte. Depois da Pampulha, é a mais importante obra de desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e que vem com a marca do gênio, a marca do Niemeyer. 

No final, quando o senhor fala que é um resultado interessante aquela chapa do senhor com o Ciro Gomes, o senhor quer dizer o seguinte: “que precisa ser melhor analisada pelo meio político”? 

Não. Acho que o que eu tinha que dizer era isso. Repito, o que disse anteriormente: estou muito feliz porque nas três vezes que sou colocado participando de uma chapa, nós estamos liderando as três simulações. E acho que o índice baixo de rejeição e também de conhecimento é um fator estimulante neste momento. 

O governador José Serra não teve esse mesmo desempenho. 

Mas ele teve um bom desempenho. Está liderando as pesquisas. Acho que o PSDB está muito bem.

O Globo: “Aécio vê ‘cenário interessante’ com Ciro”

AÉCIO E NIEMEYER no escritório do arquiteto, que projetou a nova sede administrativa do governo mineiro 

Fonte: Jornal O Globo

Em mais uma visita ao Rio, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), demonstrou simpatia por uma eventual candidatura à Presidência na mesma chapa do deputado federal Ciro Gomes (PSB). Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada na segunda-feira, uma chapa Aécio/Ciro teria 32,4% dos votos contra 26,6% da candidatura Dilma/Temer. 

O tucano esteve no Rio para visitar o arquiteto Oscar Niemeyer, que projeta o novo centro administrativo do governo mineiro. Aécioconsiderou “interessante” o cenário com Ciro: 
– Tenho uma amizade com o Ciro que independe dos humores de A ou B. Ele foi companheiro nosso no PSDB e vejo nessa pesquisa uma sinalização que eu diria interessante – disse o mineiro, que disputa com o governador de São Paulo e líder nas pesquisas, José Serra, a candidatura pelo PSDB. Ciro e Serra não escondem o quanto se detestam. 

Ainda sobre a pesquisa, Aécio disse que o fato de a ministra ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, estar ficando mais conhecida não está se convertendo em votos. O governador lembrou que Dilma hoje é desconhecida por apenas 13% da população, mas que as intenções de voto nela não subiram significativamente.

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/11/25/aecio-ve-cenario-interessante-com-ciro/?searchterm=Aécio%20Neves

Correio Braziliense: “DEM defende Aécio como candidato da oposição”

DEM defende Aécio como candidato da oposição

Fonte: Alessandra Mello e Juliana Cipriani – Correio Braziliense

O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), disse na segunda-feira (23/11) que a única chance de a oposição vencer as eleições presidenciais do ano que vem é escolhendo como candidato o governador Aécio Neves (PSDB). Para o parlamentar, Aécio tem mais condições do que o governador de São Paulo, José Serra, que também postula a indicação para disputar o Palácio do Planalto, de agregar apoio, principalmente entre os partidos que compõem a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nossa aliança é com o PSDB, mas para ganhar é com o Aécio”, disse Maia, que esteve na sede do partido em Belo Horizonte, onde foi lançado um sistema de integração da base de dados via internet.

Com os altos índices de avaliação do governo Lula, na opinião de Rodrigo Maia, é preciso criar um fato novo. “Nesse processo, o fato novo que tira partidos da base e desarticula a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é o governador de Minas”, afirmou. Maia considera positiva a aproximação de Aécio com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) e afirmou que tanto ele como partidos como PP e PTB são bem vindos. Maia fez questão de destacar que sua defesa do nome de Aécio não significa nenhuma critica ao governador paulista. “Éque o presidente Lula tem a aprovação de 80% da população e precisamos entrar na sua base política para conseguir vencer essa eleição, que vai se dificílima”, defendeu.

Segundo Rodrigo Maia, PPS e o DEM estão “aflitos” com a indefinição sobre quem será o candidato tucano. O governador mineiro e a maioria dos diretórios do PSDB quer que essa definição ocorra até o fim do ano, mas Serra prefere que ela fique para março. Para o dirigente, é um risco deixar o presidente Lula fazendo pré-campanha sozinho e usando a máquina. “O governo, apesar de já está com índices expressivos de popularidade aumenta mais ainda , na minha avaliação exatamente porque o Lula navega sozinho e a oposição ainda está se organizando”, disse.

Maia garantiu que, independentemente de quem seja o candidato, DEM, PPS e PSDB vão estar juntos na disputa presidencial. Apesar da “aflição”, ele disse que o DEM vai respeitar o prazo que o PSDB definir. Também minimizou as sucessivas quedas de Serra nas pesquisas eleitorais. “É natural que num processo onde só o governo está no jogo e abusando da máquina pública qualquer um que estivesse com 40% ia cair”, afirmou. Para Maia, o candidato da oposição, seja qual for, chegará em junho com mais do que 30% da preferência do eleitorado e a partir daí será um novo jogo. O presidente do DEM se reuniu com o vice-governador Antonio Augusto Anastasia, pré-candidato à sucessão do Palácio da Liberdade, para tratar da aliança regional. O partido quer reeditar a aliança que elegeu o governador Aécio Neves nos dois mandatos, com o DEM participando da chapa majoritária, seja na vaga de vice ou de senador.

Link da matéria 

Eleição 2010: Pesquisa recém divulgada pela CNT/Sensus aponta Aécio Neves como candidato de menor índice rejeição

 

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira aponta Aécio Neves como candidato com o menor índice de rejeição e confirma, ainda,  o que o Vox Populi já tinha constatado no início do mês (leia matéria).

Essa é 99ª Pesquisa de Opinião Pública Nacional realizada pela CNT/Sensus.  A pesquisa faz simulações de chapas com nomes de presidenciáveis. Quando o nome de Aécio aparece nessas composições, a chapa dele é a preferida do eleitorado. Veja a pesquisa na íntegra

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