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Archive for the ‘Gestão em Minas’ Category

Governo Anastasia: desenvolvimento econômico para o Norte de Minas

Governo Anastasia faz plano diretor para a exploração de gás natural, meta é criar matriz de crescimento no Norte, Noroeste e Alto Parnaíba.

Gás para desenvolver

Estudo mostra que, em 10 anos, produção em Minas pode ser de 37 milhões de metros cúbicos e superar consumo do país hoje, com receita de R$ 4 bi
 

Fonte: Marta Vieira – Estado de Minas

Com a promessa de levar desenvolvimento econômico e social às regiões pobres do Norte e do Noroeste de Minas Gerais e ao Alto Paranaíba, o gás natural encontrado na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco tem potencial para dar vazão, dentro de 10 anos, a um consumo superior a todo o gás que o Brasil importa hoje da Bolívia. O volume projetado chega a 37 milhões de metros cúbicos por dia, 7 milhões acima da conta de importação do insumo boliviano, conforme estudo encomendado pelo governo do estado à empresa de consultoria e negócios Gas Energy, sediada em Porto Alegre. A estimativa foi feita a partir das informações das empresas envolvidas nos trabalhos de prospecção e de cálculos sobre o crescimento do uso do gás natural na indústria e no comércio, indicando uma receita ao redor de R$ 4 bilhões por ano de toda essa quantidade esperada das reservas mineiras.

Se confirmados os números, Minas passará da condição de importador do gás fornecido pela Petrobras e distribuído no estado pela Companhia de Gás do estado (Gasmig), subsidiária da Cemig, para fornecedor do insumo. Isso, significa, ainda, a possibilidade de diversificação da indústria para segmentos mais nobres em que o gás natural pode ser decisivo, a exemplo de produtos químicos, cerâmica, vidros e alimentos. O estudo consiste num plano diretor para a exploração de gás natural que o governo contratou como a primeira iniciativa para preparar o estado para receber e transformar o gás em riqueza, segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck.

“Ainda há muito trabalho para mapearmos as reservas de gás e a qualidade do insumo encontrado na Bacia do São Francisco. Se as empresas (que estão conduzindo as pesquisas e prospecções) confirmarem as atuais expectativas, estaremos preparados para enfrentar as necessidades de infraestrutura para produção e distribuição e desenvolver o consumo”, afirmou a secretária, ao apresentar ontem o levantamento. 

Os royalties pela exploração do combustível limpo e rico alcançariam R$ 480 milhões anuais, injetados no Tesouro estadual e nos cofres dos municípios beneficiados pela produção em terra e aqueles localizados na área de influência dos investimentos na extração. A título de comparação, os royalties da atividade de mineração em Minas somaram R$ 788,8 milhões em 2011. O dinheiro é partilhado entre o estado, os municípios mineradores e a União.

Viabilidade A Gas Energy estudou a demanda de gás em Minas e as possibilidades de crescimento do consumo à luz da experiência de outros mercados, mas as estimativas só valem num cenário em que seconfirmarem as perspectivas de exploração viável economicamente do gás e de sua qualidade. Outro pressuposto é que o insumo seja vendido a preços competitivos. Foi usado o padrão de cotações da indústria de gás natural não convencional dos Estados Unidos, de US$ 5 por milhão de BTU (R$ 0,33 por metro cúbico de gás) na boca do poço, ou seja, sem contar os gastos com transporte, em razão de os depósitos já encontrados em Minas se constituírem do mesmo tipo de gás.

Os trabalhos do consórcio Cebasf, do qual o estado detém 49% das ações por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), resultaram no primeiro poço perfurado em Minas que identificou o insumo em depósitos não convencionais. Neles, o gás ocorre em longas extensões de rochas, de baixa porosidade e depende de que sua liberação dos depósitos seja induzida. O presidente do conselho da Gas Energy, Marco Tavares, observou que a necessidade inicial de investimentos na produção de gás não convencional é menor, mas a cada cinco anos novos aportes têm de ser feitos para garantir a produtividade dos poços. Como as jazidas estão distribuídas ao longo de uma área extensa, demandam um contínuo processo de perfuração.

“Se o gás for competitivo, teremos uma indução grande do consumo e a atração de grandes projetos do setor privado”, disse Marco Tavares. O potencial de consumo do gás da parte mineira da Bacia do Velho Chico equivale a mais de 12 meses de vendas da Gasmig no ano passado, de 3 milhões de metros cúbicos de gás. O preço do insumo pago pela companhia à Petrobras é de US$ 10 por milhão de BTU, ou seja o dobro do valor estimado pela Gas Energy na perspectiva de o estado se transformador em produtor do insumo.

Petrobras pesquisa

A Petrobras conclui no fim deste mês o levantamento de dados no poço Pedras, que a estatal começou a perfurar em novembro do ano passado no município de Brasilândia de Minas, no Noroeste do estado. A companhia informou estar, também, negociando junto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um plano de avaliação de descoberta de outro poço no município, batizado de Oséas, onde poderá iniciar nova fase de estudos. As empresas Shell Brasil, que tem a mineradora Vale como parceira, o consórcio Cebasf e a Petra Energia intensificaram os estudos à procura de gás no São Francisco.

secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werrncek, disse, ontem, que até o fim do ano que vem os grupos que se dedicam aos trabalhos de prospecção terão informações mais claras sobre os volumes e a qualidade do gás. Os investimentos na produção do insumo também poderão começar nesse período, mas para um cenário de aproveitamento da riqueza nova para os mineiros, será preciso perfurar cerca de 200 poços por ano. A porção mineira da Bacia do São Francisco está mapeada em 39 blocos em que 12 empresas estão trabalhando.

Link da matéria para assinantes: ttp://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/04/05/interna_economia,31042/gas-para-desenvolver.shtml

Governo Anastasia: inovação e tecnologia

Governo Anastasia: inovação e tecnologia – fábrica de placas de silício já tem investidores. Unidade poderá ajudar a formar polo tecnológico

Eike e BNDES poderão ser sócios em fábrica de chip

Fonte: Chico Santos – Valor Econômico

Poderá ser implantada mesmo em Minas Gerais a primeira fábrica brasileira de placas de silício, os chamados “wafers” para a montagem de semicondutores. Embora ainda pendente de anúncio oficial, o grupo carioca EBX, do empresário Eike Batista, e o BNDES chegaram a um acordo para criar a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), que deverá ter também a participação minoritária da WS Consultant, presidida pelo ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer.

Segundo o Valor apurou, no começo da tarde de ontem foi batido o martelo para a construção da fábrica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O anúncio da instalação, sem definição dos investidores, já havia sido feito na semana passada pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). O investimento estimado é de R$ 500 milhões e especialistas calculam que a indústria vai precisar de pelo menos dois anos para entrar em produção.

Se não houver retrocesso no projeto, a construção da fábrica de “wafers” é vista por analistas como, em termos de avanço tecnológico, algo próximo à decisão de construir a Embraer, por volta dos anos 70. A unidade demandará mão de obra sofisticada, favorecendo o surgimento de um polo tecnológico no seu entorno.

Com a produção local das placas de silício ficará mais fácil a instalação de uma unidade de semicondutores no país. A portuguesa Nanium vem há algum tempo negociando um local para construir essa fábrica de semicondutores que o Brasil também não possui até hoje.

O Valor procurou o BNDES e o grupo EBX, mas nenhum dos dois quis falar ontem sobre o assunto. De acordo com uma fonte próxima às negociações, o mais provável é que o grupo de Eike Batista seja majoritário no projeto, cabendo ao BNDES uma participação entre 25% e 30%.

O grupo de Eike Batista já mostrou que quer crescer na área de tecnologia da informação. Ontem foram divulgadas novas informações sobre o acordo anunciado na terça-feira, entre a SIX Automação, subsidiária da SIX Soluções Inteligentes, de Eike com a IBM. A multinacional comprou 20% do capital da SIX Automação. As empresas não revelaram o valor da operação.

Os planos são de atuação conjunta em pesquisa e desenvolvimento em um centro de soluções tecnológicas que será criado na SIX Automação.

O acordo também abrange terceirização de atividades operacionais de TI do grupo EBX com a IBM em valor estimado de US$ 1 bilhão em dez anos. A SIX Automação nasceu da compra da AC Engenharia, em 2011.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2603642/eike-e-bndes-poderao-ser-socios-em-fabrica-de-chip

Anastasia: governador anuncia nova fase do Choque de Gestão

Antonio Anastasia anuncia Gestão para Cidadania e traça metas para 2012 com foco nas políticas sociais e foco na redução da pobreza. 

“Choque social” metas

Fonte: O Tempo

Com foco nas políticas sociais, o governador Antonio Anastasia (PSDB) lançou ontem, na Cidade Administrativa, as metas do governo do Estado para 2012, como parte da terceira fase do chamado Choque de Gestão. A todo instante, durante o evento, Anastasia reafirmou a importância de um governo voltado ao atendimento do cidadão no qual seja ele o protagonista.

O pacote é mais uma demonstração de que os gestores tucanos estão preocupados em vincular a imagem do partido a programas sociais e participativos, caráter historicamente associado às plataformas petistas.

“Faremos um trabalho conjunto em prol das metas do governo, contando e querendo uma participação crescente da população, com a melhoria de vida do mineiro”, declarou o governador. Ele ressaltou que, apesar de “o quadro atual não ser confortável” do ponto de vista das finanças, é preciso ser criativo para desenvolver as políticas públicas de atendimento.

Batizado de Gestão para a Cidadania, o programa traz dez pontos considerados prioritários para este ano e foca num modelo social de governo. Entre as metas, estão a redução da pobreza e da desigualdade, o direito à moradia, melhorias em saúde, educação e cultura, além da ampliação da infraestrutura dos serviços públicos.

O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do governo de Minas, Tadeu Barreto Guimarães, chegou a comparar o plano de metas ao Orçamento Participativo. “Nosso projeto é mais do que o OP, vai além. Ele quer traçar a discussão do caminho que a sociedade quer tratar no futuro. São as escolhas da população”, explicou.

O funcionalismo, no entanto, acabou ficando esquecido na nova plataforma. O plano não cita concessões de reajustes salariais para os servidores do Estado.

Questionado sobre o fato, Anastasia afirmou que essa questão já foi resolvida no ano passado. “Foi aprovada a lei que fixa parâmetros de reajustes dos servidores para os próximos anos”.

Foco. O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, entende que o fato de as gestões tucanas priorizarem a redistribuição de renda não é novo. “Sempre foi nosso foco. Essa é a matriz da social-democracia, sempre teve esse foco e vamos continuar dessa forma. Esse plano de metas mostra isso”, disse.

Já Tadeu Guimarães salientou que o governo estadual nunca deixou de lado as políticas sociais. “O social sempre foi tratado pelo Choque de Gestão. Agora, o que diferencia é trazer o cidadão para criar a questão social também”, completou.

Prioridade

Copa. Entre as metas anunciadas pelo governo, estão projetos voltados à Copa do Mundo de 2014. Além da entrega das obras do Independência e do Mineirão, serão criados o guia do turista e uma agenda cultural em Minas.

Governador vai discutir a dívida na Câmara

O governador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem que, no próximo dia 19, irá à Câmara dos Deputados para debater a dívida dos Estados com a União. O encontro, que terá a participação de governadores de outros Estados em situação semelhante, faz parte da negociação conduzida pelo grupo de deputados criado na Casa para tratar do tema.

Anteontem, Anastasia se reuniu com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). “A questão da dívida é nacional. Tudo dependerá de uma decisão nacional, dentro da necessidade de rever indicadores, que, se, antes, eram adequados, agora, não são mais, e o fluxo de pagamento está onerando muito os Estados”, ressaltou.  Atualmente, a dívida de Minas com o governo federal passa de R$ 60 bilhões. (IL)

Promessa
Anel sairá do papel neste ano

Na semana seguinte ao feriado da Semana Santa, a presidente Dilma Rousseff deverá vir a Belo Horizonte para autorizar a abertura da licitação para as obras de revitalização do Anel Rodoviário da capital. O anúncio foi feito ontem, pelo secretário estadual de Transportes e Obras Públicos (Setop), Carlos Melles (DEM).

O secretário explicou que, como o projeto do Anel foi uma das plataformas de campanha de Antonio Anastasia em 2010, vem sendo empreendido um esforço do governo pela sua viabilização.

“O projeto Executivo para a obra já está pronto. No dia 14 de março, ele foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem)”, disse Melles, completando: “Ele está praticamente pronto e só aguarda análise do órgão para a assinatura do termo de compromisso para o início das obra, que sai do papel até o fim do ano”.

De acordo com o democrata, o projeto, orçado em R$ 17 milhões, foi desenvolvido em parceria pela Setop e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Metrô. Enquanto a reforma do Anel pode se confirmar em breve, outro clamor antigo da população, a expansão do metrô da capital, só deve ter andamento em 2013. Segundo Anastasia será lançado, em breve, o edital de contratação para a realização da sondagem da topografia da área. Porém, a parceria com a empresa privada só deve ser firmada no ano que vem.

Já Melles disse que não há má vontade do governo de Minas, mas uma “dependência do governo federal”. (IL)

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199640,OTE&IdCanal=1

Antonio Anastasia: governador critica concentração do Governo do PT

Anastasia: governador diz que União não respeita a autonomia dos estados e apoia novo pacto federativo defendido pelo senador Aécio Neves.

Anastasia cobra pacto real

Para governador, peso da União e desrespeito à autonomia imobilizam as unidades da federação

Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas

governador Antonio Anastasia (PSDB) disparou ontem críticas à concentração de decisões nas mãos dos poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). Em palestra a empresários na Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), ele disse que a federação brasileira se tornou “figura retórica” e que, como consequência, os estados precisam usar instrumentos “nocivos” para se defender, como a chamada guerra fiscal. Apesar de negar em entrevista ter endurecido o discurso contra o governo federal, o tucano citou veladamente recente decisão da presidente Dilma Rousseff (PT).

Para Anastasia, o sentimento de que a esfera federal não respeita a autonomia dos estados é compartilhado por outros governadores. “Estados e municípios estão de pés e mãos atados. Meias e amarras extremamente rígidas impedem a adoção de políticas próprias”, definiu o tucano. O governador deu exemplos de ações da União que, para ele, enfraqueceram os estados. Além de citar reclamações antigas, como a concentração tributária, o tucano acrescentou à lista decisões recentes.

“A esfera federal agora decidiu dispor sobre remuneração dos servidores dos estados”, comentou. No fim de fevereiro, o Ministério da Educação anunciou um aumento de 22,22% no piso salarial dos professores. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o reajuste deve custar cerca de R$ 7 bilhões aos cofres das prefeituras e governos estaduais, entre gastos com salários de docentes, contratação de novos professores e reajuste da pensão dos servidores aposentados.

Apesar da crítica, Anastasia disse que não subiu o tom em relação ao governo federal e apenas mantém o “discurso pela federação”. “Esse quadro, justiça seja feita, não é decorrência do atual governo ou dos anteriores. Na realidade, é uma soma de ações, atos, interpretações e princípios que a esfera federal – a incluir Executivo, Legislativo e Judiciário – tem realizado em relação aos estados desde a promulgação da Constituição.”

Também como exemplo, o governador destacou a crescente dívida dos estados com a União. Os governadores negociam com a presidente a mudança do índice que incide sobre o passivo. Ontem, deputados estaduais mineiros participaram de audiência pública sobre o assunto na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Um novo pacto federativo era uma das principais reivindicações do senador Aécio Neves (PSDB), quando estava à frente do governo de MinasAnastasia disse que, nos próximos dias, vai entregar à presidente o Agenda Minas, um documento que detalha as principais carências do estado, sob responsabilidade do governo federal.

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/03/28/interna_politica,285823/anastasia-critica-concentracao-de-poderes-na-uniao.shtml

Governo Anastasia tem novo secretário de Defesa Social

Governo Anastasia: gestão da pública – Rômulo Ferraz assume com a responsabilidade de melhorar as condições de segurança em Minas.

Posse com cobranças

Ao assumir Secretaria de Defesa Social, o procurador Rômulo Ferraz recebeu a missão de frear o crescimento da criminalidade em Minas. E foi avisado pelo governador que a pasta é complexa

Com a licença aprovada pelo MP, Rômulo Ferraz aceitou convite de Anastasia para comandar a segurança

novo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, foi empossado na tarde de ontem e, durante a solenidade, não faltaram cobranças e desafios apontados pelas principais autoridades da segurança pública que participaram do evento. A redução dos índices de criminalidade, o aumento das vagas nos presídios mineiros e uma integração mais eficiente entre as instituições que cuidam da segurança no estado foram algumas das demandas apontadas em discursos e nas primeiras conversas com o novo secretário. A prioridade, reforçada por Rômulo Ferraz em seu discurso de posse, será diminuir os números da violência em Minas, principalmente crimes violentos.

“Quando aceitei o convite do governador Anastasia, tracei um planejamento para um período de dois anos e meio, que é o próprio mandato do governador. Desde 2003, os índices de violência sofreram uma queda gradual e no ano passado eles saíram dessa vertente de queda. Então a prioridade no momento é criar todas as condições de segurança para trabalharmos rapidamente em cima da redução dos índices. Vamos sentar com os comandos das polícias para avaliar essa situação do ponto de vista técnico”, disse Rômulo, depois da cerimônia de posse.

chefe da Polícia Civil de Minas, Jairo Lellis Filho, ressaltou que as conversas com o governo estadual são positivas, mas que ainda existem vários setores da segurança pública que precisam de novos investimentos e ele espera se encontrar em breve com o novo secretário. “Temos um concurso em andamento, com previsão de contratação de novos delegados e escrivães. Espero que dentro de poucos dias possamos estar novamente com a equipe do governador para conversar, não só sobre colocar gente nova dentro da academia, mas também um novo concurso. Temos necessidades de outros concursos, novas viaturas, unidades, reparos físicos em construções. Pela segurança, vamos continuar batendo às portas do governo. Chegou o momento em que precisamos de mais pessoal”, cobrou Lellis.

Já a defensora pública-geral de Minas Gerais, Andréa Tonet, espera manter um diálogo constante com o novo secretário e pediu mais espaço para o trabalho dos defensores dentro dos presídios. “Nossos pedidos se referem ao sistema prisional, onde temos grande atuação, e o canal direto é a Secretaria de Defesa Social, que comanda as penitenciárias. O que queremos é um espaço maior para trabalhar dentro das unidades, com acesso mais franco dos profissionais para exercer sua função. Tenho certeza de que com Rômulo o trabalho vai ser mais fácil, porque antes de tudo vejo nele um humanista preocupado com os problemas sociais”, disse Andréa.

governador Antonio Anastasia (PSDB), que já passou pelo cargo durante o governo de Aécio Neves (PSDB), também ressaltou a complexidade da secretaria e a grande demanda e desafios que serão enfrentadas por Rômulo. “É uma pasta complexa e  em que não faltarão cobranças, mas imprescindível para a sociedade. Sei muito bem disso por experiência própria”, afirmou Anastasia. O governador aproveitou a oportunidade para cobrar mais apoio do governo federal para a segurança pública, reforçando que o trabalho deve ser integrado entre União e os estados para que os resultados sejam melhores. “Lamentamos uma certa omissão da esfera federal com a área da segurança, que não vem de agora, mas é antiga, talvez desde a Constituição de 1988, ou até antes. Em certas ações, um trabalho amplo é fundamental para esse setor, e não depende somente dos estados”, cobrou Anastasia.

Despedida

Coube ao ex-secretário Lafayette Andrada abrir a solenidade de posse de seu sucessor. Em discurso, ele exaltou as principais ações do governo durante sua gestão e avaliou os maiores desafios enfrentados durante os 14 meses que esteve no comando da segurança. Ele ainda apontou alguns problemas a serem enfrentados nos próximos anos, como a superlotação das cadeias, hoje com 48 mil presos ocupando 30 mil vagas. Ele recebeu os cumprimentos do governador Antonio Augusto Anastasia depois de agradecer o apoio.

Aécio Neves: gestão eficiente, políticas de prevenção e segurança

Aécio Neves: gestão eficiente – senador em artigo comenta liberação de recursos do BID para ações inovadoras de prevenção à criminalidade.

Prevenção e segurança

Artigo: Aécio Neves

Escrevo ainda em Washington, onde cumpri missão solicitada pelo governador Anastasia de negociar com o BID recursos para os programas de prevenção à criminalidade dirigidos a jovens que vivem em áreas de risco social em Minas.

Trata-se de um tipo de investimento importante para todo o país. No caso de Minas, significa a continuidade de experiências inovadoras que lidam com este grande desafio contemporâneo de maneira diferenciada e mais eficiente.

Neste modelo, o programa mineiro Fica Vivo tem sido indicado como referência a outros países pelo BID, Banco Mundial e ONU. Pesquisas neste campo constatam que os programas de prevenção à criminalidade são, de longe, os que obtêm maior êxito na garantia de segurança das comunidades. Provam que nem sempre mais armamentos significam mais segurança.

Em Bogotá (Colômbia) e em Boston (EUA), a rede do narcotráfico e as gangs foram desmontadas a partir da interferência do Estado na comunidade. Depois da prisão dos delinquentes, essas áreas foram resgatadas por ações sociais em parceria com ONGs e igrejas, para assistência de jovens em novos espaços de convivência e aprendizado.

Nas UPPs do Rio não tem sido diferente. A comunidade abrigou a polícia quando percebeu que sua missão era pacificar, e não matar.

No Fica Vivo, jovens são ouvidos e recebem atenção de uma rede de profissionais, fazem cursos e são estimulados a conviver em paz uns com os outros. Estudo publicado pelo Banco Mundial/Cedeplar mostra que o gasto para se prevenir um crime violento com este programa é dez vezes menor do que com patrulhamento ativo, tradicional.

Acredito que este é um debate especialmente pertinente em ano de eleições municipais, quando o destino de cada uma de nossas cidades volta a ser discutido. As soluções de ocupação e intervenção urbana e programas alternativos de convivência social ganham cada dia mais importância estratégica para o enfrentamento de diferentes desafios da sociedade. São esses espaços esquecidos na construção das grandes cidades que, agora, podem ajudar a salvá-las.

O recrudescimento da violência não é um fenômeno localizado – pontua Brasil afora. Falta-nos uma política nacional de segurança e um efetivo compartilhamento de responsabilidades. Pelos dados disponíveis, em 2009, 83% dos investimentos neste campo foram feitos por Estados e municípios.

Se somarmos a esta constatação uma outra, a de que a União reduziu, nos últimos 10 anos, de 44% para 33% a sua participação nos recursos para a saúde, uma pergunta se impõe: qual o sentido de prioridade que vem orientando os investimentos do governo federal?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Fonte: Folha de S.Paulo

Link: http://www.aecioneves.net.br/artigos/

Pestana comenta sobre a mobilização em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.

A Agenda Minas e a convergência necessária

A reação à falta de investimentos federais no Estado

Todo empreendimento coletivo, para alcançar sucesso, depende de alguns pressupostos: visão estratégica consistente e clara do futuro, força social e política, capacidade gerencial e financiamento adequado.

É preciso admitir que há uma percepção crescente de que Minas Gerais está perdendo espaço nos investimentos federais. Levantamento recente mostra que em 2010, enquanto Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro receberam respectivamente R$ 150, R$ 98 e R$ 71 per capita de transferências voluntárias, Minas obteve apenas R$ 52 per capita.

Também chama a atenção o fato inédito na história republicana brasileira de Minas ter apenas um ministro na Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, se avolumam desafios e frustrações. Entra ano e sai ano, reivindicações essenciais como a duplicação da BR-381, o asfaltamento de dois trechos da BR-367, a ampliação do Aeroporto Tancredo Neves, a conclusão do metrô de Belo Horizonte, a duplicação da BR-040, entre outras, não saem do papel, alimentando um profundo ceticismo.

Existem casos emblemáticos como o da atuação e dos investimentos da Petrobras que circunscreveram a Refinaria Gabriel Passos a um alcance cada vez mais limitado, exclusivamente regional, com baixíssimos efeitos multiplicadores.

Mas, em boa hora, diversas entidades empresariais, capitaneadas pela Fiemg, com a solidariedade do governo de Minas e de toda a bancada federal mineira, desencadearam um rico processo de debate e mobilização em torno da chamada Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.

Há que se ressaltar o caráter participativo e suprapartidário da iniciativa. Todos os partidos representados na Câmara Federal e no Senado tiveram vez e voz. O foco é nos interesses da sociedade e a ação proposta movida por boa dose de pragmatismo, visando resultados concretos.

A economia mineira, embora venha registrando taxas de crescimento acima da média brasileira e se destaque na balança comercial, ainda é concentrada excessivamente em bens primários e intermediários. Com a perversa combinação de juros altos, pesada carga tributária, câmbio sobrevalorizado e custo Brasil elevado, fica evidente um processo de desindustrialização, que ameaça setores importantes da economia mineira, como siderurgia, calçados e vestuário.

Questões macroeconômicas serão resolvidas em outro plano. Mas existem transformações ao nosso alcance para o aumento da competitividade da indústria mineira, a melhoria de nossa infraestrutura e a criação de um ambiente marcado pela capacidade de inovação. Para servir de bússola no enfrentamento desses desafios é que nasce a Agenda Minas.

Os primeiros passos foram dados. Alguns pressupostos do sucesso alcançados: ideias claras e união política e social. Precisamos agora de capacidade para gerenciar a implementação da agenda e de principalmente conquistar os recursos necessários para o ambicioso plano de investimentos proposto.

Fonte: Marcus Pestana – deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo

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