Arquivo

Posts Tagged ‘PSDB’

Aécio Neves: senador líder da oposição fala à Veja

 Aécio Neves: senador líder da oposição já é visto como um dos principais nomes do PSDB para eleição presidencial de 2014.

Aécio Neves: ‘É a perspectiva de poder que move a política’

Apontado como ‘candidato óbvio’ do PSDB a presidente por FHC, senador assume papel de protagonista após Serra confirmar candidatura a prefeito

Fonte: Veja.com

Foto/Thais Arbex
Aécio Neves: senador líder da oposição

Aécio Neves: “Defendo que o candidato do PSDB a presidente seja referendado por uma prévia nacional” (José Cruz/Agência Senado)

“Nós temos que emoldurar o discurso local com propostas nacionais do PSDB para que as pessoas tenham a percepção de que o PSDB disputa uma eleição municipal, mas tem a perspectiva de um projeto nacional para o futuro”

Apontado como “candidato óbvio” do PSDB à Presidência da República pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves media forças com José Serra até o último dia 25. Mas bastou o ex-governador vencer as prévias do PSDB para a prefeitura de São Paulo para Aécio dar seu grito de liberdade. E assumir, assim, sem constrangimento, tampouco cerimônia ou adversários internos, o papel de presidenciável e líder da oposição.

Na prática, porém, Aécio já havia vestido os trajes de protagonista há algum tempo. Em meados do ano passado, foi escalado pela cúpula tucana para percorrer o Brasil com o objetivo de resgatar a militância e dar um novo gás ao partido. Aécio deu início ao giro pelo país no segundo semestre do ano passado e já esteve em mais de quinze estados, entre eles Paraná, Bahia, Ceará, Goiás. A mais recente visita foi a Rio Branco, no Acre.

Na pauta oficial, a discussão sobre os problemas brasileiros. Nos bastidores, porém, a preocupação dos tucanos com dois pontos específicos: a estruturação dos palanques e a ampliação das alianças, não só com os partidos de oposição, mas também – e principalmente – com os da base do governo Dilma; e a formação de um novo discurso nacional do PSDB, que unifique a legenda para chegar em 2014 como uma alternativa viável à gestão do PT. Temas como saúde e segurança pública são tidos como prioritários para os tucanos.

Em entrevista ao site de VEJA, o senador fala sobre o seu papel nas eleições municipais deste ano, da importância de o PSDB reestruturar sua base em todo país e formar um novo discurso. Mas prefere manter o discurso oficial, de que ainda não é o momento de discutir 2014. Leia abaixo a entrevista:

Qual será o seu papel nas eleições deste ano? Obviamente será o papel que o partido determinar. E não será diferente do papel dos outros líderes partidários. Acredito que nosso papel é manter a chama acesa de que o PSDB tem um projeto nacional, que o PSDB considera que este modelo que está ai se exauriu, perdeu a capacidade de iniciativa. E nós vamos começar, paulatinamente, a nos contrapor à posição do governo na saúde, para mostrar o que o PSDB faria, a omissão do governo na questão da segurança, para mostrar como o PSDB agiria. E também na questão da infraestrutura, da ausência de planejamento, no engodo que é esse PAC [O Programa de Aceleração do Crescimento, vitrine do governo federal]. E não serão apenas críticas feitas pelo Aécio. Serão feitas pelas principais lideranças do partido.

O senhor começou a percorrer o país no segundo semestre do ano passado. É o início da agenda de presidenciável? Eu, na verdade, continuo fazendo o que faço desde o ano passado, desde o início do meu mandato, que é me colocar à disposição dos companheiros do partido para ajudar na reorganização do partido nos estados. Não apenas eu, como outras lideranças do partido, também devem desempenhar este papel. E eu continuarei fazendo isso. Onde o partido achar que a minha presença, levando suas ideias nacionais, os contrapontos que devemos fazer em relação ao governo que está ai, eu, sem prejuízo para o meu mandato, vou estar à disposição dos companheiros. Sempre com a lógica da reorganização partidária e das eleições municipais. Tirando a tônica de 2014 porque ainda não é momento dessa definição na minha avaliação.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, diz que, além de um pedido da direção nacional, o senhor está atendendo a uma demanda das lideranças estaduais. Tenho convite para participar de eventos do partido em praticamente todos os estados brasileiros, mas não tenho condições de ir a todos. Por isso, discuto com a direção onde é mais estratégica a minha presença. São nesses lugares que vou estar. E nós, as lideranças principais do partido, vamos estar à disposição principalmente nas eleições municipais. Nesta semana, inclusive, conversei com o presidente Fernando Henrique, que também se disporá a viajar por algumas capitais do Brasil. O próprio Sérgio Guerra [presidente nacional do PSDB] também fará isso. Nós temos que emoldurar o discurso local com propostas nacionais do PSDB para que as pessoas tenham a percepção de que o PSDB tem um projeto nacional, que disputa uma eleição municipal, mas tem a perspectiva de um projeto nacional para o futuro. E é a perspectiva de poder que move a política.

E qual é o foco dessas agendas? Sempre procuro mesclar uma atividade na sociedade, em organizações suprapartidárias, com eventos da militância, onde se fala com mais liberdade das propostas do partido. Mas normalmente essas visitas têm esse equilíbrio e normalmente elas são demandadas ou por companheiros do PSDB, ou por aliados do PSDB, como aconteceu na Bahia, no Rio Grande do Norte, onde estive em eventos promovidos em conjunto pela governador Rosalba Ciarlini e por lideranças do PSDB. E eu tenho buscado falar para alguns segmentos da sociedade e focando muito em gestão, falando muito das nossas experiências exitosas em Minas. Acredito que gestão pública eficiente tem que estar na liderança da nossa agenda, tem que ter um papel de destaque no nosso discurso.

A confirmação da pré-candidatura do ex-governador José Serra a prefeito de São Paulo deu mais liberdade para começar a percorrer o Brasil e ser apontado como presidenciável? Não porque não estou fazendo como candidato. Eu já fazia esse movimento. É só ver o número de cidades e estados que visitei antes da confirmação da pré-candidatura do Serra e comparar com o que eu fiz depois. É um processo natural. Venho fazendo isso como militante partidário. O que aumentou foi a demanda por minha presença em vários locais. Mas é importante registrar que a candidatura do Serra em São Paulo foi um gesto partidário, foi um de solidariedade dele para com o partido e assim tem sido compreendido por nós porque, querendo ou não, a candidatura em São Paulo tem, sim, um espaço de discussão nacional. A candidatura do Serra une o partido, a questão das prévias legitima essa candidatura e o PSDB larga para essas campanhas municipais em até melhores condições que o nosso principal adversário, que é o PT.

As prévias podem ser adotadas de vez pelo partido? Se dependesse de mim, já teriam sido adotadas lá trás. Eu defendo que o candidato do PSDB a presidente, independentemente do número de candidatos, seja referendado por uma prévia nacional.

Link para entrevista: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/aecio-neves-e-a-perspectiva-de-poder-que-move-a-politica

Aécio Neves: senador fala sobre eleições 2014

Em entrevista ao Portal Terra, senador Aécio Neves diz que “PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil”.

“PSDB deve fazer prévias e escolher candidato à Presidência da República em 2013″, prega Aécio Neves

Fonte: Bob Fernandes – Terra Magazine

Por essas artes e manhas da política e da legislação eleitoral brasileira, candidatos não podem dizer, propagandear, que são candidatos, nem mesmo pré-candidatos, antes de uma determinada data.

Nas eleições municipais deste 2012, a data em que os fatos poderão ser oficializados como fatos é 6 de julho. Muito menos, então, alguém anunciará por agora ser candidato, ou pré-candidato à Presidência da República em 2014. Menos ainda se for um mineiro.

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não diz formalmente, e nem dirá tão cedo, mas é candidatíssimo a ser candidato à Presidência da República em 2014. Fato, aliás, que não há quem não saiba no mundo da política e de quem tenha ao menos uma antena.  Na conversa com Terra Magazine, abaixo, um roteiro dessa caminhada.

Aécio Neves defende a busca de um novo discurso para o PSDB, ainda que sem deixar de lado “o mantra” do que elenca como conquistas do partido:

-O real, as privatizações, a modernização da economia, a responsabilidade fiscal

O senador informa que nas eleições municipais haverá, à parte as óbvias questões locais, uma “nacionalização” de temas e debates inevitáveis na eleição de 2014: saúde, segurança, ética, economia, PAC…

Essa será, diz o senador, a base e plataforma na busca do novo discurso do PSDB. Aécio cita o avô, Tancredo Neves, ao lembrar que a grande “arte, o grande desafio na política” é “administrar o tempo”.

Aécio Neves, portanto, entende já ser tempo de dizer o que diz nessa entrevista exclusiva a Terra Magazine:

– Em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras.

Política. Prévias para a Presidência da República ainda em 2013 são viáveis politicamente, por exemplo, apenas para quem não tenha vencido uma eleição municipal. Prévias ainda em 2013, quando ainda não se terá passado nem um ano de mandato, seriam politicamente inviáveis para um prefeito recém-eleito. Em qualquer cidade. Em São Paulo, por exemplo.

Abaixo, trechos da conversa de Aécio Neves com Terra Magazine.

Terra Magazine: Você… tem uma frase que você usa e que seu avô (Tancredo Neves) usava: “Política é destino…” Bem, o destino nem sempre tá em nossas mãos… tem os fados e os eventos… mas tem a construção, também. Como é que tá a construção pra 2014? Tem gente dizendo: “Ah, o Aécio tá muito quieto, tá muito calado…” Que importância tem isso? Você tá preocupado com isso agora?

Aécio Neves: Começando por Tancredo… ele dizia que a Presidência é destino… e ele foi a maior vítima disso, ele se preparou a vida inteira pra isso…

Terra Magazine: Cinquenta anos! E subiu a rampa (do Palácio do Planalto) num caixão!…

Aécio: Ele se preparou como, talvez, nenhum outro brasileiro para assumir a Presidência do Brasil, num momento crucial da vida brasileira, e o único compromisso que tinha era com a História. Tancredo não tinha compromisso com esse grupo, com aquele grupo… ele tinha compromisso com o Brasil e com história, e o destino não deixou que ele assumisse. E Tancredo também, nas várias lições que deixou, e não apenas pra mim,  a todos que tiveram a oportunidade, você inclusive, de conviver com ele durante aquela campanha, as Diretas e, depois, na sua própria campanha (eleição indireta, via Colégio Eleitoral do Congresso), ele dizia que a arte na política, o desafio maior, é administrar o tempo. E eu tenho convicção disso. Uma decisão correta no tempo errado, ela não traz um resultado correto.

Então, agora, temos que compreender, o PSDB, o meu partido, precisa revigorar-se, precisa inserir um novo discurso na sua relação com a sociedade. Não adianta mais falarmos que nós fomos o partido do Real, da modernização da economia, o partido das privatizações… fomos tudo isso, o partido da responsabilidade fiscal… e é bom que isso seja um mantra a nos acompanhar, mas as pessoas vão optar pelo PSDB quando compreenderem que nós queremos ir pra frente. Acho que esse é o nosso desafio. O que o PSDB faria de diferente, por exemplo, em relacão à saúde pública no Brasil?

Eu digo: nós daríamos um financiamento público à saúde maior do que o governo do PT vem dando. Hoje, os municípios financiam a saúde com 15% das suas receitas, os estados, com 12%, e a União não fixou um valor mínimo. Nós propusemos 10%. Na segurança pública; uma tragédia que hoje não é exclusividade dos grandes centros… nos pequenos e médios municípios brasileiros, o crack tá ai, atormentando, acabando com a vida de inúmeras famílias de brasileiros. O que o governo federal faz em relação a isso? Absolutamente nada.  Infraestrutura? Caos absoluto, falta de planejamento… esse PAC é uma falácia, vendida como um grande projeto reorganizador do desenvolvimento nacional e, na verdade, é um grande ajuntamento de projetos, sem fiscalização, sem planejamento, com seus orçamentos triplicando em alguns casos ao longo do tempo. Então, nós vamos ter que mostrar à população brasileira que o PSDB, enquanto administra, administra melhor.

Que o PSDB, quanto às questões relativas à ética, que o PSDB é mais cioso, que o PSDB presta mais atenção a essas questões. E o PSDB pensa o mundo de uma maneira menos sectária que o PT. O PSDB vai buscar alianças pragmáticas em relação aos interesses do Brasil, comerciais, sobretudo, e não alianças ideológicas, atrasadas, que nenhum benefício trazem aos interesses do Brasil.

Terra Magazine: Então…

Aécio: Então o grande desafio é esse: fortalecer o discurso do PSDB, ter um bom desempenho nas eleições municipais e, em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras. Mas, não adianta ter nomes se não tivermos bandeiras. Agora é hora de construirmos essas bandeiras e o nome vai surgir na hora certa com chances, eu acho, de encerrarmos esse ciclo que aí está e que já não vem fazendo bem ao Brasil…

Terra Magazine: Pra encerrar, então é previsível que esse seja uma parte do discurso na eleição deste ano?

Aécio: Sem dúvida. O PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil, e não pode se dar ao luxo de esquecer esse projeto, mesmo nas disputas municipais. É óbvio que o tema municipal é o que vai prevalecer, mas a emoldurar todas essas disputas haverá uma sinalização ao eleitor: “Olha, o partido desse candidato a prefeito…”

Terra Magazine: Haverá uma nacionalização do discurso?

Aécio: “… tem um projeto ousado, moderno e eficiente para o Brasil…”  E obviamente o resultado das eleições municipais ajudará a impulsionar isso.

Terra Magazine: Mesmo em Cocorobó, Pau a Pique e Bem Bom haverá um pedaço para a nacionalização da mensagem?

Aécio: …em todos os municípios haverá espaço pra se falar de segurança pública, de saneamento básico, pra se falar de saúde e, obviamente, esses temas são temas nacionais…

Terra Magazine: Ok, muito obrigado.

Link da matéria: http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/04/09/psdb-deve-fazer-previas-e-escolher-candidato-a-presidencia-da-republica-em-2013-prega-aecio-neves/

Aécio Neves: senador vota a favor dos portadores de deficiência

Aécio Neves: senador cobra que governo federal envie ao Congresso projeto que estenda benefício também para servidores públicos.

Aécio Neves vota a favor de aposentadoria especial para portadores de deficiência

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves cobrou do governo federal envio de proposta que garanta a aposentadoria especial para servidores públicos portadores de deficiência, nos mesmos moldes do projeto aprovado, com seu voto, nesta terça-feira (03/04), pelo Senado Federal, beneficiando trabalhadores do setor privado. O projeto aprovado (PLC 40/2010) permitirá a aposentadoria de homens portadores de deficiência após 30 anos de trabalho e das mulheres, após os 25 anos. Nos casos mais severos, 25 anos de trabalho para homens e de 20 anos para mulheres.

Aécio Neves elogiou a unanimidade de votos do plenário em favor do projeto de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB) e do ex-deputado Leonardo Mattos, ambos de Minas Gerais.

“O projeto apresentado em 2005 é aprovado em um dos raros consensos nessa Casa. Foi aprovado com atraso, mas é um avanço para os trabalhadores do setor privado portadores de deficiência. Cabe agora ao governo, pois é de sua competência exclusiva, encaminhar projeto que estenda esse benefício também para os servidores públicos”, discursou o senador no plenário do Senado.

Aécio Neves: senador apoia candidatura própria do PSDB no Rio

Aécio Neves: senador vai participar do lançamento da candidatura do deputado federal Otávio Leite à prefeitura do Rio.

PSDB lança candidato próprio no Rio

Fonte:  Raymundo Costa – Valor Econômico

Há 12 anos fora do governo estadual e sem nunca ter eleito um prefeito do Rio de Janeiro, o PSDB decidiu fazer a aposta de candidatura própria na cidade, nas eleições municipais de 2012. Trata-se do deputado federal Otávio Leite, escolhido pela executiva nacional do partido para uma missão considerada quase impossível: tornar competitivo os tucanos numa disputa entre dois grandes e tradicionais conglomerados políticos. A candidatura de Leite foi decidida pela executiva nacional do PSDB, contrariando outras correntes locais do partido.

O primeiro conglomerado, considerado favorito, é formado pela dupla pemedebista Sérgio Cabral (governador) e Eduardo Paes (atual prefeito) e o PT, à frente de uma coligação de 19 partidos. O núcleo do outro conglomerado é político-familiar, constituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, hoje no PR, e o três vezes ex-prefeito Cesar Maia, hoje no DEM, depois de trafegar do PMDB ao PDT e PTB. Rodrigo, filho de Maia será o cabeça da chapa. Clarissa, filha de Garotinho e Rosinha (também ex-governadora), a candidata a vice-prefeito.

O próprio Leite foi da juventude pedetista, na eleição disputada por Brizola a presidente em 1989. Afilhado do presidente Juscelino Kubitschek, autor do projeto que tornou obrigatório o registro do programa de governo dos candidatos a presidente, Otávio Leite contará com a presença de renomados tucanos em sua campanha para tentar abrir passagem entre a candidatura favorita de Eduardo Paes, o prefeito candidato à reeleição, e a de Rodrigo Maia. Ele deve lançar a candidatura no dia 20 com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da dupla rival tucana Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Visto em retrospecto, o apoio dos caciques tucanos ainda pode ser considerado pouco para o tamanho da empreitada. Desde o restabelecimento das eleições diretas nos três níveis do Executivo (em 1982 para os governos estaduais e em 1985 para os municipais), apenas dois candidatos do PSDB passaram bem pelas urnas do Rio: ex-governador Marcello Alencar, eleito em 1994 pela legenda, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, tendo como abre-alas o Plano Real. Alencar era um tucano saído do brizolismo.

Com breves intervalos, como Moreira Franco, eleito para o governo estadual em 1986, desde o restabelecimento das diretas os palácios do Rio de Janeiro sempre tiveram como inquilino um antigo correligionário de Leonel Brizola, eleito em 1982 – Brizola voltou em 1990, depois do intervalo Moreira Franco, foi sucedido por Marcello Alencar e, na sequência, por Anthony Garotinho (1998), sua mulher, Rosinha Matheus (2002), até a chegada do grupo que hoje controla o PMDB do Rio com forte influência no PMDB nacional.

FHC ganhou a reeleição no primeiro turno, em 1998, mas perdeu para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio. Em 2002, com Serra, o PSDB foi ao fundo do poço, com pouco mais de 360 mil votos. À época havia um nome regional e competitivo na disputa presidencial – justamente Garotinho, que dividiu com Lula a maior fatia do eleitorado carioca.

Terceiro e quarto maiores colégios eleitorais do país, respectivamente, Rio de Janeiro e Salvador são duas cidades em que o PSDB é muito vulnerável, portanto, são posições que a cúpula tucana julga necessário reforçar, se quiser manter vivo o projeto de reconquistar a Presidência da República. A Executiva recomendou que os caciques prestigiem os candidatos no maior número possível de capitais e grandes cidades, o que não é tarefa fácil: Serra estará empenhado na própria eleição, enquanto Aécio Neves precisa assegurar para os tucanos os maiores colégios eleitorais mineiros, se não quiser comprometer seu projeto presidencial de 2014.

A aposta de Otávio Leite é que o eleitorado esteja cansado do que chama de “mexicanização da política do Rio”. Num primeiro momento, com o desmembramento do brizolismo- Marcello Alencar, Garotinho, Cesar Maia e o ex-prefeito Saturnino Braga – e agora o “cabralismo”, núcleo constituído pelo PMDB desde que Sérgio Cabral era presidente da Assembleia Legislativa. Ele conta – ou sonha – com o ingrediente nacional, a polarização entre PT e PSDB, na cidade que ainda hoje guarda ares de capital da República.

O candidato tem currículo modesto, mas vencedor: vereador logo na primeira eleição que disputou, ampliou progressivamente seu eleitorado até 2006, quando teve mais de 90 mil votos para deputado federal. Foi eleito vice-prefeito de Cesar Maia, em 2004, mas em 2010 não passou dos 86 mil votos, novamente, para deputado federal. Agora está empenhado em aprovar uma emenda que julga bem do gosto do carioca: proibir a antecipação de feriados. Leite acha que a antecipação da comemoração do dia do servidor público, nas últimas eleições, aumentou em cerca de oito pontos a abstenção na Zona Sul do Rio, onde supõe se situar o maior foco de oposição à “mexicanização da política do Rio”.

Serra candidato à prefeitura de São Paulo concede entrevista ao Estadão

Eleições 2012: “Toda eleição tem um risco. Na vida pública vive-se correndo riscos, estou acostumado”, comentou José Serra.

‘Não é tradição Lula ganhar em São Paulo’, diz Serra

Depois de vencer prévias, tucano foca na briga pelo seu retorno à Prefeitura da capital paulista

 

Fonte: Sonia Racy e Paula Bonelli – O Estado de S.Paulo

 

Salvo imprevisto, muitos acreditam que haverá um aprofundamento da polarização entre PSDB e PT nesta disputa pela Prefeitura de São Paulo. Tendo como protagonistas José Serra e Fernando Haddad, a briga não se resume a mais uma eleição municipal. O Brasil inteiro estará de olho no resultado deste pleito e tudo mais que ele possa significar.

José Serra resolveu ser candidato há menos de um mês. No início do ano, avisou que não queria mais ser prefeito. “Não queria, mas a necessidade de aumentar a chance de vitória foi posta pelo PSDB e por nossos aliados”, justificou em conversa com a coluna, na sua casa no bairro Alto de Pinheiros. Bastante à vontade, falou sobre tudo, até sobre seu escorregão em relação ao “papelzinho”. Aqui vão os principais trechos da entrevista:

Seus adversários vão explorar, na campanha, a sua saída da Prefeitura no meio do mandato. Já estão ironizando o “papelzinho” que o sr. assinou. Como vai enfrentar isso?

Quando usei essa palavra eu não quis dar um tom jocoso. Mas é importante dizer que a população de São Paulo apoiou duas vezes a minha decisão. Em 2006, tive mais votos no primeiro turno para governador do que para prefeito em 2004. Em 2010, apesar de ter perdido a eleição nacional, ganhei da Dilma em São Paulo. Quem não tem nada a mostrar só pode acusar. Não funcionou duas vezes e não vai funcionar a terceira. O que nós vamos debater nesta eleição é quem pode fazer mais pela cidade de São Paulo.

O PT fará um grande esforço para entrar no Estado e na capital. O sr. vê algum perigo de uma hegemonia partidária no País, como advertiu o Sérgio Guerra?

É legítimo que o PT queira ganhar, não só a Prefeitura como o Estado. Mas é uma ambição também alimentada pelo fato de querer ser hegemônico. O PT não convive bem com a política, ele tenta controlar até os próprios aliados. O PT não ama a política no sentido de lidar com adversário e compartilhar com aliados. Não me refiro a todos, mas a estratégia petista na internet é da destruição dos adversários, não do debate.

Essa percepção da hegemonia petista foi o gatilho para sua candidatura?

Não é só isso, eu me tornei candidato também pelo gosto de poder administrar novamente a cidade. Um decisão tomada por necessidade, mas sem gosto, é uma decisão muito áspera, difícil. E tomar a decisão só por gosto, sem necessidade, é um tipo de narcisismo, que não está entre os meus defeitos.

O sr. faz análise?

Atualmente, não.

Alguém lhe deu alta?

Não, em análise nunca se tem alta. Se não, não é boa análise. Em matéria de análise sempre fui multinacional. Fiz no Chile, nos EUA e no Brasil.

Que balanço o sr. faz da última eleição? Esta vai ser mais fácil?

Pelo meu temperamento, toda eleição é difícil. Você lida com incertezas e com o espírito das pessoas, que ninguém consegue monitorar.

O Lula está apoiando um candidato em São Paulo…

Sem dúvida. Ele apoiou o Genoino em 2002, perdeu a eleição. Apoiou a Marta em 2004, perdeu. Apoiou a Marta em 2008, perdeu. Apoiou o Mercadante em 2010, perdeu. Apoiou a Dilma em 2010 e eu ganhei em São Paulo, na Capital e no interior. A tradição do Lula é não ganhar dos nossos candidatos em São Paulo. O que não significa que ele não possa ganhar um dia. Estou dizendo, apenas, que não é a tradição até agora.

O que mudou em você da última eleição para cá?

Difícil. Essa é uma pergunta que você poderia responder melhor. Você vê que eu estou, fisicamente, mais descontraído.

Quais os riscos desta vez?

Toda eleição tem um risco. Na vida pública vive-se correndo riscos, estou acostumado. Bem jovem, enfrentei riscos imensos na política estudantil. Eu era o principal dirigente estudantil do Brasil na época do golpe de 1964, por exemplo. Paguei um preço altíssimo e depois, no Chile, com o golpe militar, fui preso. Então, eu já corri riscos na vida consideráveis. Já teve astrólogo que disse que eu vou viver assim toda a minha vida. Não estou dizendo que acredito, mas não acho que se faça tudo pela razão, muita coisa eu faço pela intuição.

Perguntado sobre o mensalão, o Haddad comentou que nunca ninguém tinha perguntado ao senhor se o livro Privataria Tucana teria impacto na campanha (ver ao lado).

Vou repetir o que já disse. O livro é um lixo. Na última campanha, o PT se especializou em atacar a minha família.

O que achou da experiência da prévia?

É um exercício democrático. Os EUA têm uma tradição longa, aqui não há nenhuma. Lá tem eleição a cada dois anos para deputado, fora eleição para prefeito, governador e presidente. Os partidos são mais enraizados na sociedade. Aqui, tenho a impressão de que foi a primeira vez que se fez uma prévia de maior alcance. Acho positiva, aquece a militância para a campanha. Eu fui talvez o principal proponente de prévia no PSDB, ano passado, muito antes de pensar em ser candidato.

Por que no Brasil nunca houve essa tradição?

Fazer prévia não é fácil. Há o risco de aprofundamento das diferenças. Se não houver uma estrutura adequada, acaba sendo um tiro no pé.

A gestão Serra-Kassab foi um período único?

Acho que houve dois períodos. Quando o Kassab era meu vice, seguiu estritamente o nosso programa de governo. Até onde pôde, foi com a mesma equipe – porque alguns vieram comigo para o Estado, como o Mauro Ricardo, nas Finanças. Reeleito, Kassab montou sua administração, harmoniosa com as parcerias com o Estado.

Faria algo diferente dele?

Não sou de descartar programa de antecessores. Se eu atuasse descartando, não teria feito mais telecentros que a Marta ou dado continuidade aos CEUs. E não teria ampliado o Bilhete Único. Veja que nesses três casos não mudamos o nome, prática usual na política. Nós não fazemos isso.

O senhor é um realizador, mas também tem fama de desagregador. Como explica isso?

Creio que capacidade de realizar e de agregar andam juntas. No governo Montoro, na Prefeitura, no Ministério da Saúde, sempre formei equipes que podem ser consideradas as melhores em cada época, sem qualquer desarmonia interna. Sempre parti de uma base técnica bastante ampla. Já era economista e especialista em algumas questões de gestão pública mesmo antes de ocupar cargo.

Quando percebeu que a política era o seu caminho?

Desde criança. Lia jornais a partir dos sete anos e meus parentes dizem que eu já discutia política, ainda criança. Eu não me lembro. Aos 10 anos já era bastante informado. Quando chegou a TV, não tínhamos dinheiro para comprá-la, então eu lia jornal. Só fui ver TV quando tinha 14 anos.

A sua mãe o incentivou?

Não. Nunca ninguém incentivou. Minha família era muito modesta e despolitizada.

E a fama de hipocondríaco…

Não sou, mas tenho fama. Do ponto de vista político, não é ruim, não. Toda a população achava divertido ter um ministro da Saúde hipocondríaco. Não sei de onde vem essa fama. Sou cuidadoso, mas não gosto de ficar tomando remédio.

Não gosta de hospital?

Não. Eu visitei muito hospital, unidades novas de saúde, lidei com questões importantes de saúde pública no Brasil, mas se ver alguém aplicar uma injeção me dá tontura. Quando fui tirar sangue, jamais fui capaz de olhar.

O que gosta de fazer quando não está trabalhando?

Ficar com meus netos e ir ao cinema. E quando posso, viajar. O que é dificílimo. Ir pro exterior para trabalhar é fácil, mas lazer puro é difícil.

No cinema tem um gênero preferido? Viu Tudo pelo Poder?

Achei regular. O filme é meio simplista, mas gostei. Gosto de filme papo-cabeça, de faroeste, de comédia, enfim, de todo tipo de filme desde que seja um bom espetáculo.

E música?

Gosto de música clássica, mas também de MPB. Lembra do (senador do PSDB) Artur da Távola? Uma vez nós passamos uma tarde, em que o plenário não conseguia se reunir, na minha sala vendo quem sabia mais letras de músicas do Orlando Silva. Empatou. O Artur era um musicólogo. Mas eu também conheço muito de música popular antiga.

O senhor é filho único. Isso teve alguma influência na sua personalidade?

Deve ter tido. É muito difícil sentir isso. Dizem que filho único é autocentrado porque não tem concorrente. Eu vi porque tenho dois filhos. Embora sejam dois filhos únicos, porque meu filho nasceu quatro anos depois da minha filha.

De menino, que tipo de aluno o senhor era?

Embora fosse tímido, era muito falador e não era um modelo de disciplina. Tinha boas notas em aplicação e más notas em comportamento. Mas eram coisas muito ingênuas, se você comparar com certas coisas de agora.

Se fosse dar notas a si mesmo, hoje, daria quanto de aplicação e de comportamento?

De aplicação daria nota 10. Quando tenho algo a cumprir, me dedico totalmente. E de comportamento prefiro não me dar uma nota (risos). Uma vez fui para a aula com uma dor tremenda no pé, pois tinha cortado a unha na noite anterior e cortei um pedaço da carne. Passei a noite com o dedo inflamado. Aí o professor me escolheu para declinar verbos em latim e eu disse: “Professor, eu não estou em condições de declinar esse verbo”. E ele: “Mas o que o você tem?”. Aí eu expliquei que estava com dor no dedo do pé e a sala inteira caiu na gargalhada.

Há uma crise internacional preocupando todo mundo. Como você vê o panorama?

Acho que a economia brasileira vive, há muitos anos, um processo de empurrar com a barriga a solução de seus problemas. Temos um modelo que está consumindo os preços altos das commodities. A economia está se desindustrialização, mas a população está consumindo bastante porque temos preços de commodities em alta. Só que o modelo primário exportador não é capaz de levar o Brasil, a médio e longo prazo, a um processo de desenvolvimento sustentável. Nosso desafio seria ter em 2030 uma renda por habitante semelhante, hoje, à renda dos países considerados desenvolvidos. Não será pelo caminho da economia primária exportadora que chegaremos lá.

Há pelo menos vinte anos que se bate nesta tecla.

Eu sou o que mais bateu na tecla.

Mas, e o cenário lá fora?

Não acho nada catastrófico, você pode ter surpresas. O Pedro Malan disse outro dia que em economia é difícil até prever o passado. Imagine o futuro! Estou preocupado porque a fase de bonança que vive o Brasil é transitória. Mas, do ponto de vista da economia mundial, depende muito da Europa. E qual é o nó da Europa? É que não é uma crise estritamente econômica. Se a Europa fosse um país federativo, como os EUA ou o Brasil, provavelmente não haveria esse problema. Só que eles criaram uma moeda única numa confederação. Então, o orçamento da União no Brasil é 20% do PIB, nos EUA é outro tanto, na Europa é 1% do PIB. Você não tem mecanismos de compensação. A Europa não é integrada nem no mercado de trabalho, muito menos do ponto de vista fiscal./

SONIA RACY E PAULA BONELLI

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nao-e-tradicao-lula-ganhar-em-sao-paulo-diz-serra,856489,0.htm

Aécio Neves: líder da oposição sobe o tom contra o PT

Aécio Neves: líder da oposição diz que Governo Dilma do PT voltou a era pré-JK numa crítica ao processo de desindustrialização do país.

Um discurso acima do tom

Pela primeira vez, senador Aécio Neves ataca diretamente a presidente Dilma Rousseff e seu governo, em especial o que chama de paralisia de projetos, com perda de investimentos 

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

senador Aécio Neves (PSDB) subiu ontem o tom das críticas ao governo federal e, pela primeira vez, atacou diretamente a presidente Dilma Rousseff (PT), a quem responsabilizou por instituir no Brasil o “regime do improviso”. Falta de projetos, perda de investimentos, imobilismo político e paralisia de projetos de infraestrutura foram algumas das alegações em discurso feito na tribuna do Senado. Segundo o tucano, o país entrou em um processo de “desindustrialização” e retrocedeu aos anos 50: “Voltamos à era pré-JK“.

A entrevista concedida pela presidente neste fim de semana a uma revista semanal também serviu de munição para o senador oposicionista. De acordo com ele, na publicação ela “navega impassível e equidistante em meio às trovoadas e à verdadeira tempestade que se forma à sua volta e, aos poucos, engolfa seu governo”. Aécio citou a campanha, feita com grande participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em que foi vendida a imagem de uma “gestora impecável”. O resultado, segundo o tucano, é que o Brasil teria deixado de liderar o processo de crescimento da América do Sul: “Nossa posição é irreconhecível. Na América do Sul, acreditem, fomos o país que menos cresceu”.

As crises com as sucessivas denúncias contra ministros de seu governo, para Aécio, teriam feito Dilma perder parte importante do seu mandato. A demissão dos envolvidos, para ele, não isenta o atual governo. “A mão pesada do poder da Presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que antes os nomeara e os conduzira para o governo. Aí descobrimos o inacreditável: havia ministros diversos de Lula e uns poucos de Dilma”, disse.

O senador criticou também a postura da petista de colocar-se como refém do próprio governo e reforçou o papel da presidente como coautora das heranças do atual governo. “É como se ela não houvesse, de próprio punho e com a sua consciência, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”, pontuou. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos principais pontos da campanha de Dilma ao Planalto, teve, segundo Aécio, “o mais baixo desempenho de sua história” em 2011. “Apenas R$ 16 bilhões saíram efetivamente do tesouro nacional – 37% (ou R$ 6,9 bilhões) do total referiam-se a restos a pagar de anos anteriores, sobrando quase nada para obras novas”, disparou.

Royalties Aécio voltou a criticar o excessivo número de medidas provisórias editadas pelo governo Dilma.Segundo o tucano, a “falta de respeito ao Congresso” se transformou em marca registrada da atual administração. O senador cobrou as reformas constitucionais e a discussão de temas como a renegociação das dívidas dos estados e dos royalties do petróleo e minério.

O discurso gerou bate-boca no plenário. Concedendo 10 minutos para o tucano discursar, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão, o interrompeu, pedindo para encerrar no tempo regimental. O colega tucano senador Mário Couto (PA) saiu em defesa de Aécio, dizendo que Marta só se atenta para o tempo quando os discursos são contrários ao governo do PT. “A senhora faz o que quer”, acusou.

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/03/29/interna_politica,286056/aecio-neves-sobe-o-tom-das-criticas-ao-governo-federal.shtml

Aécio Neves: senador elogia Fernando Henrique com Lula

Aécio Neves: senador frisou que embates numa democracia devem ser no campo político e não no pessoal. “Foi um gesto de cidadania”, disse.

Entrevista do senador Aécio Neves a rádio Itatiaia: encontro entre os ex-presidentes FHC e Luiz Inácio Lula da Silva

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves considerou uma demonstração de maturidade política do Brasil a visita que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez, nessa terça-feira (27/03), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera de um tratamento contra um câncer. Para o senador Aécio, o gesto de solidariedade de Fernando Henrique representa o desejo dos brasileiros de que Lula se recupere.Aécio Neves frisou que os embates numa democracia devem se dar no campo político e não em questões pessoais. O senador lembrou ainda que ele próprio telefonou ao ex-presidente, recentemente, desejando-lhe rápido restabelecimento e ressaltou que, mesmo divergindo de Lula politicamente e discordando de determinadas ações de seu governo, considera-o um amigo e reconhece o papel que ele teve para a democracia brasileira

Senador Aécio, o que representa esse encontro entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique?

Na verdade, um gesto de cidadania. Um gesto que demonstra a maturidade política do Brasil. Enquanto assistimos diariamente o combate pequeno, rasteiro, de ataques pessoais, acusações de toda ordem, assistimos ao gesto de um estadista em homenagem a outro estadista. Almocei na segunda-feira com o presidente Fernando Henrique, quando ele nos disse que estaria com o ex-presidente Lula nesta terça-feira, e ele próprio estava muito emocionado. Em determinados momentos, temos que nos despir da nossa condição de líderes partidários ou mesmo de representantes de determinados projetos para sermos aquilo que essencialmente somos, seres humanos.  Capazes de, sinceramente, demonstrarmos solidariedade. E essa solidariedade demonstrada pelo ex-presidente Fernando Henrique pessoalmente é de todos nós, que queremos o ex-presidente Lula em plenas condições de saúde para que possamos, valorizando a democracia, enfrentarmos e travarmos os embates sempre no campo político, jamais no campo pessoal. Portanto, Fernando Henrique, com esse gesto, representa o sentimento de todos nós, do PSDB.

O senhor também já falou com o ex-presidente Lula?

Falei com o ex-presidente Lula e tenho por ele um respeito enorme. Temos uma relação de amizade construída ao longo de 20 anos de militância política. E tenho uma característica, que talvez seja também a do presidente Lula, eu não considero alguém, por estar apenas em outro campo político, meu inimigo. Ao contrário, o ex-presidente Lula tem todas as virtudes, por isso governou o País. Posso discordar de ações do seu governo, mas jamais deixarei de considerar e de respeitar o papel extremamente relevante que ele teve na construção da democracia no Brasil.

Eleição 2012: núcleo sindical do PSDB já começa a se organizar

Para discutir as propostas que estarão em debate no 1º Congresso deste núcleo, programado para o dia 27 de abril e que espera reunir cerca de 2,5 mil lideranças de todo o País.

Núcleo sindical tucano já se organiza para eleições

Fonte: Agência Estado

O núcleo sindical do PSDB já está organizado em todos os Estados do País e se prepara para ser um canal de propostas aos candidatos que disputam essas eleições municipais. Segundo Antonio de Souza Ramalho, secretário nacional de Política Sindical do PSDBe membro da Executiva estadual da sigla, a ideia é que o núcleo colabore não apenas com os candidatos tucanos das eleições municipais deste ano, mas também seja um canal eficiente para a discussão de propostas para as eleições gerais de 2014. “Temos um projeto voltado para a sociedade e para o trabalhador e estamos resgatando nossa história da social democracia, marcando a nova fase de nosso partido”, destaca.

Para discutir as propostas que estarão em debate no 1º Congresso deste núcleo, programado para o dia 27 de abril e que espera reunir cerca de 2,5 mil lideranças de todo o País, dentre políticos, sindicalistas e candidatos deste pleito, representantes do núcleo sindical nos Estados estão reunidos nesta terça, em São Paulo. “O núcleo está mais acelerado do que imaginávamos e nesta terça-feira estamos discutindo a organização e estratégia do nosso congresso, com 23 representantes de vários Estados do País”, informa Ramalho. “O núcleo caminha para ser o porta-voz das propostas deste setor, levando a pauta do partido às campanha políticas”, reitera o secretário nacional de Política Sindical do PSDB.

Ramalho diz que se o pré-candidato José Serra – que venceu as prévias da legenda no último domingo e irá representar a sigla na disputa pela Prefeitura de São Paulo – quiser a colaboração do núcleo, já existe uma série de propostas que podem ser discutidas nesta campanha. “Não apenas na Capital, mas em todo o País”. Ao falar de Serra, Ramalho destaca que sua vitória foi boa para o partido, “pois ele é uma liderança que tem muita experiência e teve a humildade de aceitar disputar essas prévias”. E complementa: “Estamos prontos (núcleo sindical) a levar propostas que tenham a linguagem e as verdadeiras reivindicações dos trabalhadores.”

O núcleo sindical tucano está estabelecido em 27 Estados e possui coordenadores em cinco regiões. Dentre os temas em destaque no 1º Congresso que ocorrerá em abril, estão: mudanças na política econômica, redução dos juros, desenvolvimento do País, distribuição de renda, fortalecimento do mercado interno, revolução da política educacional, jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de rendimentos e salário igual para mulheres em condições de igualdade com os homens.

PSDB: prévias são avanço democrático

PSDB: prévias de São Paulo dão demonstração positiva de como primárias servem de lição aos demais partidos. Eleições ficam mais promissoras.

Prévias eleitorais são avanço político

Fonte: Editorial – O Globo

Políticos e partidos brasileiros, com exceções, têm ojeriza a  prévias eleitorais.  Pode ser  que pela  tradição autoritária nacional, muito presente na vida política, candidato goste de ser ungido em conversas de gabinetes, sem precisar gastar o verbo com a militância e filiados. Mesmo o PT, durante muito tempo legenda que se vangloriava de supostas práticas democráticas internas, se  acomodou a  decisões  do  líder  supremo  Lula.  Quem o  ex-presidente  apontar,  este  será  o escolhido. Dilma Rousseff e Fernando Haddad que o digam.

O PSDB de São Paulo acaba de dar positiva demonstração de como primárias nunca prejudicam o partido. Mesmo que a adesão não tenha sido maciça na escolha de quem irá disputar as eleições na capital – 6 mil em 21 mil em condições de votar -, as prévias  confirmaram a preferência por José Serra, considerado por  muitos dirigentes tucanos a melhor opção para tentar manter a prefeitura sob influência do partido.

O ex-governador ficou muito tempo indeciso, ainda na dependência de um projeto pessoal irrealista – o de candidatar-se, mais uma vez, em 2014, ao Planalto -, e jamais poderia ser imposto como candidato da legenda, apesar de ser o único a poder costurar alianças importantes para fazer frente a Haddad, lançado em mais um “dedazo” de Lula, e Gabriel Chalita, do PMDB. Participar das primárias, junto com o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado estadual Ricardo Trípoli, contornou qualquer possibilidade de crise no partido. E, ao se lançar, Serra conseguiu logo o apoio de dois outros pré-candidatos, que  renunciaram à  disputa, os  secretários estaduais  de Meio Ambiente  e de  Cultura, Bruno  Covas e Andrea Matarazzo.

Houve reparos ao fato de Serra ter obtido 52% dos votos, contra 31,2% de José Aníbal e 16,7% de Trípoli, sob o argumento de que apenas se ultrapassasse a barreira dos 70% haveria a certeza de que contaria com o apoio efetivo dos tucanos. Ora, para quem na prática não fez campanha, atrair pouco mais da metade dos votos não pode ser minimizado. Serra ficou à frente do segundo colocado cerca de vinte pontos percentuais, uma razoável margem.

As primárias tucanas servem de lição aos demais partidos. Ao próprio Serra, que se opôs a concorrer com Aécio Neves no processo de definição do candidato à Presidência em 2010. Agora, a escolha interna do seu nome retirou o partido de um beco sem saída. Ou melhor, o desfecho seria uma derrota assegurada este ano em São Paulo. Que pode mas, vistas de hoje, as eleições ficaram mais promissoras para os tucanos. Ou menos ingratas.

O exemplo americano deve ser sempre citado. As primárias dos dois grandes partidos, Republicano e Democrata, são exercícios vibrantes de democracia e de esclarecimento do eleitorado, assim como de formação de unidades dentro das legendas. Se em 2008 Hillary Clinton era a favorita diante de Barack Obama, e travou com ele ácida luta, isso não impediu que se tornasse ativa secretária de Estado do governo do ex-adversário.

Agora, o duro confronto entre os republicanos, em que o não tão conservador Mitt Romney lidera, tem mostrado que, se o Tea Party é capaz de falar alto e condicionar a agenda do partido, não conta com votação proporcional à sua gritaria. Ganha a democracia americana, como poderia ganhar a brasileira.

Link do artigo: http://oglobo.globo.com/opiniao/previas-eleitorais-sao-avanco-politico-4429295

Aécio Neves: artigo do senador ganha comentário de João Leite

Aécio Neves: senador – para o deputado estadual do PSDB, ex-governador de Minas reafirmou em artigo compromisso com a transformação do país.

 

Senador Aécio Neves e o futuro 

Senador Aécio Neves fala da necessidade de se investir em ciência e inovação

Artigo do deputado estadual João Leite (PSDB-MG)

O artigo do senador Aécio Neves, na edição desta segunda-feira na Folha São Paulo, surge num momento oportuno e ao mesmo tempo preocupante para o futuro do país.

Infelizmente, há anos, o que se constata é uma diferença grande de ritmos de crescimento entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Enquanto a Índia, por exemplo, é a segunda economia que mais avança no mundo, acumulando crescimentos anuais de até 8%, o Brasil segue no dilema dos cortes de investimentos públicos para terminar os anos, ao menos, acima do vexame de taxas de desaceleração da economia.

E quando se olha para a mesma Índia, nos dias de hoje, se vê rapidamente o que a difere do Brasil: o país asiático está avançando para se transformar num novo polo de conhecimento e inovação tecnológica do mundo.

Esta diferença visível entre Brasil e Índia, além de remeter ao artigo de ontem do senador Aécio Neves, também remete ao discurso e às ações referentes à tecnologia, pesquisa científica e inovação que ele colocou em prática ao se tornar governador de Minas Gerais em 2003.

Mais do que o alerta que ele já fazia àquela época – de que o mundo iria se dividir entre os países que produziam o conhecimento e os que dependiam dele -, Aécio Neves foi o primeiro governador a cumprir a Constituição Mineira e determinou a aplicação de no mínimo 1% da receita líquida do ICMS em pesquisas científicas via a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Ao contrário dos cortes no âmbito federal, em Minas Gerais, nos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, os investimentos em pesquisa científica, via Fapemig, aumentaram 11 vezes de 2003 a 2011, chegando a R$ 300 milhões/ano.

A preocupação do senador Aécio Neves em investir em tecnologia e conhecimento também trouxe frutos para a saúde de Minas Gerais e até do Brasil. Um exemplo foi a transformação da Fundação Ezequiel Dias (Funed) em um dos mais importantes laboratórios públicos do país.

Fruto do investimento no trabalho de seus pesquisadores, a Funed elevou o Brasil ao grupo seleto de países que produz o Tenofovir, medicamento usado por portadores do vírus da AIDS. No ano passado, o laboratório público do Governo de Minas entregou ao Ministério da Saúde 28 milhões de comprimidos do medicamento que beneficiaram 30 mil pacientes em todo o país.

Também foi o laboratório mineiro que garantiu que 100% da demanda do Ministério da Saúde por vacina contra a meningite C fosse atendida. A Funed repassou seis milhões de doses para aplicar em crianças de até dois anos de idade.

E no momento em que o governo federal anuncia novos cortes em pesquisa científica, o Governo de Minas mantém sua diretriz em sentido contrário. Desta vez, envolvendo também o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), ao criar uma linha de financiamento de R$ 100 milhões para empresas inovadoras que cresceram com o apoio da Fapemig e se preparam para alçar voos mais ousados no mercado da produção científica e da inovação tecnológica.

Com esta medida, Minas Gerais é o primeiro estado no Brasil a criar um aporte financeiro capaz de dar fôlego financeiro às empresas que, em um primeiro momento, eram apenas “boas ideias”.

Assim como já alertava e realizava ações efetivas e concretas à frente do Governo de Minas há nove anos, no seu artigo da Folha S. Paulo, o senador Aécio Neves reafirma o seu compromisso com a transformação e o avanço do país. Pena que esse compromisso não seja partilhado por mais gente.

Eleições 2012: Marcus Pestana ironiza PT de Belo Horizonte

Marcus Pestana vê contradição em posição defendida pelos petistas. Eles são contra a aliança PSB, PSDB e PT em movimento pró Márcio Lacerda.

Pestana rebate discurso anti-PSDB com ironia a Roberto

Para o presidente da sigla, PT está buscando unidade em torno da aliança

Fonte: Daniel Leite – O Tempo 

O PSDB reagiu ao discurso hostil dos petistas à presença tucana na aliança para a tentativa de reeleição do prefeito da capital, Marcio Lacerda (PSB). No domingo, o PT avalizou o apoio ao socialista, mas a ala que defendia a candidatura própria, liderada pelo vice-prefeito Roberto Carvalho, não poupou críticas ao “jeito tucano” de governar. A resposta do presidente estadual do PSDB veio em tom de ironia e deixou claro que a harmonia na aliança está longe.

“Eles (os petistas) cobram de Lacerda mais investimento no social. Mas as políticas sociais na prefeitura são de responsabilidade do próprio PT”, disse Marcus Pestana, referindo-se à secretaria comandada pelo petista Jorge Nahas.

Enquanto o PT tenta colocar Lacerda contra a parede para se posicionar sobre a presença tucana na coligação, a estratégia do PSDB passa pelo estímulo ao confronto entre o vice e o chefe do Executivo, que estão rompidos politicamente. Os tucanos também aproveitam para minimizar a força do grupo de Carvalho dentro do PT. Segundo Pestana, o discurso do vice não passa de “retórica sem efeito prático”.

A aliança com Lacerda foi aprovada pelos petistas, mas com recomendação para que o PSDB não esteja na coligação. “Isso é apenas um jogo interno (…) para consolidar um mínimo de unidade para que todos possamos caminhar num projeto vitorioso em torno do Marcio”, teorizou Marcus Pestana.

“Amigos”

Valor. Na tentativa de atrair Roberto, o deputado federal Miguel Corrêa, defensor da aliança com Lacerda, afirmou que o vice é um “aliado incondicional”, sem revelar de que forma ele seria “valorizado” pelo PT.

Interpretação
Para vice, PT só estará unido sem os tucanos

O vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, reiterou, ontem, que o PT só estará unido em torno da reeleição do prefeito, Marcio Lacerda, caso o PSB dispense os tucanos da aliança. Derrotado na eleição interna de domingo, que rejeitou sua tese de candidatura própria, Carvalho ainda não desistiu de afastar o PSDB da prefeitura. “O PT estará unido apenas se o PSDB não estiver conosco”, disse.

Apesar da decisão do partido em apoiar Lacerda “recomendando” a saída do PSDB da aliança, Carvalho avalia que o partido vetou os tucanos e aguarda “a palavra de pessoas sérias, como Patrus Ananias, diante dos delegados”.

O ex-ministro do Desenvolvimento já havia se posicionado contrário à participação do PSDB, mas, recentemente, vem declarando que a exclusão dos tucanos não deve ser um fator determinante para o posicionamento petista. (DL)

PSDB Minas tem novo portal

Com destaque para mídias sociais, Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a interagir com a modernas ferramentas online.

PSDB-MG lança novo portal e amplia interação na WEB

O PSDB de Minas Gerais lança, a partir desta segunda-feira (26/03), novo portal na internet que integra, em um só espaço, as ações do partido e dos secretariados PSDB Mulher, PSDB Jovem, PSDB Sindical e da seção mineira do Instituto Teotônio Vilela (ITV-MG).

O novo portal (www.psdb-mg.org.br) forma uma grande rede de comunicação que tem como objetivo divulgar as atividades dos tucanos em Minas e aproximar o partido de suas bases em todo o Estado, de forma ágil e contemporânea.

Com destaque para as mídias sociais, o Portal do PSDB incentiva os militantes e membros do partido a usar e interagir com as mais modernas ferramentas de comunicação da atualidade, como os blogs, o Twitter, o Facebook, Youtube e Flickr.

Para levar as informações do partido a todos os cantos de Minas, o PSDB criou uma Central de Blogs em que reúne páginas de todos os municípios mineiros, onde o partido tem representatividade, seja com um diretório ou comissão provisória. Os blogs vão mostrar ideias e as ações desenvolvidas em suas cidades. Atualmente, o PSDB está presente em 827 dos 853 municípios de Minas

O Portal do PSDB-MG mostra a trajetória do partido em Minas e no país e traz a biografia dos 21 parlamentares eleitos pelo partido, do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, integrando o portal às páginas pessoais de cada um deles.

Também estão disponíveis a lista com os nomes de todos os 155 prefeitos e 137 vices-prefeitos tucanos eleitos, além dos representantes dos diretórios e das comissões provisórias em cada município mineiro.

Mais interação

Pelo portal, os membros dos diretórios municipais poderão ter acesso a documentos oficiais e informações sobre legislação eleitoral. Ainda podem entrar em contato diretamente, por email, com a Secretaria do partido e com os setores Jurídico e Financeiro.

As enquetes são uma novidade do novo Portal do PSDB-MG para promover maior interação com a sociedade. Serão disponibilizadas periodicamente com temas diferenciados para avaliar o posicionamento dos mineiros em relação aos grandes temas nacionais.

Por meio do Fale Conosco, os usuários podem mandar sugestões ou pedir informações diretamente para o setor responsável.

Simpatizantes do PSDB também podem solicitar a pré-filiação ao partido por meio do portal. Na seção Filie-se, ele preenche um formulário com todos os dados que são enviados ao partido. Em seguida, um representante do Diretório Estadual fará o contato com o interessado para que os procedimentos legais sejam adotados e a filiação formalizada.

Mais notícias

O portal também será uma referência na difusão das ações desenvolvidas pelos tucanos mineiros. Por meio da Agência de Notícias serão divulgadas informações oficiais, notícias, artigos, entrevistas, vídeos, fotos, boletins de rádio e newsletters relacionados aos parlamentares eleitos pelo partido, ao Governo de Minas, administrado pelo governador Antonio Anastasia, e também às ações das prefeituras tucanas.

O Portal do PSDB-MG será a principal ferramenta dos profissionais de imprensa que terão acesso a todo o material informativo produzido pelo partido e que poderá ser republicado em seus meios de comunicação.

 Acompanhe o PSDB-MG na WEB

Portal PSDB –  http://www.psdb-mg.org.br
@psdbmg
PSDB MG – https://www.facebook.com/pages/PSDB-MG/184630004955946
PSDB-MG – http://www.youtube.com/user/PSDBMG
PSDBMinasGerais – http://www.flickr.com/photos/psdbminasgerais/

Aécio Neves: líder da oposição visita o Acre

Aécio Neves: lider da oposição – No Acre senador critica ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional.

Senador cobrou uma política de investimentos específica para a região

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participou de encontro com lideranças políticas no estado do Acre, nesta quinta-feira (22/03). Segundo Aécio, o Acre e a região da Amazônia merecem uma política dirigida de investimentos por parte do governo federal.

Aécio Neves criticou a ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional. O senador também destacou a omissão do governo federal nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

“Temos que deixar claro aquilo que nos diferencia daqueles que estão no governo. O que o governo federal pode fazer na questão da saúde, na qual vem se omitindo, na área de segurança, sobretudo na questão das fronteiras, como está a educação pública no País, assim como as obras de infraestrutura necessárias a um vigoroso projeto de desenvolvimento do País”, disse.

O senador Aécio enfatizou que o Acre e a região Norte merecem atenção especial dos brasileiros. Segundo ele, essa percepção o acompanha há 27 anos, quando esteve no estado ao lado do seu avô Tancredo Neves.

“Estive aqui, há 27 anos, na companhia do meu avô, Tancredo Neves, então candidato à Presidência pelo Colégio Eleitoral. Lembro de um comício que aqui fizemos, desde aquele momento percebia a atenção especial que essa região precisava ter e ainda não teve. Tenho tido o privilégio de conviver no Congresso com parlamentares que têm me ensinado cada dia mais sobre o Acre e sobre a região. O deputado Márcio Bittar, meu companheiro de partido, meu colega, senador Sérgio Petecão, o companheiro Tião Bocalon. Enfim, uma série de companheiros que têm dito sobre a importância de estar no Acre não só para falar sobre o Brasil e ouvir o que os companheiros da região.”

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves: biografia e história na Rede Vida

 Aécio Neves: biografia – senador participa do Tribuna Independente e fala sobre o pacto federativo, segurança pública e a história política.

Assista Aécio Neves no programa Tribuna Independente, da Rede Vida

O programa foi exibido em 20/03/2011 e gravado em Brasília em Brasília.

Fonte: Canal Aécio Senador

Link: http://www.youtube.com/user/AecioSenador

Leia sobre biografia do senador Aécio Neveshttp://www.aecioneves.net.br/biografia/

Aécio Neves: biografia

Aécio Neves: biografia – muitos não sabem, que o senador assumiu, interinamente, a presidência da república quando foi presidente da Câmara.

Aécio Neves: Biografia

Talvez alguns brasileiros não se lembrem, mas o senador Aécio Neves já foi, oficialmente, presidente da República. A biografia de Aécio Neves é marcada por grandes realizações em Minas Gerais, Aécio Neves assumiu interinamente a Presidência, aos 41 anos, trazendo um grande benefício para os mineiros.

Era 26 de junho de 2001, quando Aécio Neves, então presidente da Câmara dos Deputados, ocupou o mais importante cargo do país, durante viagem do presidente Fernando Henrique Cardoso e do vice-presidente Marco Maciel à Bolívia.

Em um dos seus atos, Aécio Neves incluiu os municípios do Vale do Mucuri na área mineira da Sudene, abrindo a eles o acesso a verbas e programas de desenvolvimento econômico e social.

Posteriormente, como governador de Minas Gerais, Aécio Neves dedicou atenção especial aos municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que fazem parte do semiárido mineiro. Criou uma secretaria especialmente para cuidar dessas regiões e promoveu, com grandes investimentos nas áreas social e de infraestrutura.

Dez anos depois de assumir a Presidência da República interinamente, Aécio Neves conseguiu, no Senado, a inclusão de municípios do Vale do Mucuri e Norte de Minas que integram a Área Mineira da Sudene na Medida Provisória (MP) 540, do governo federal, que assegura incentivos fiscais a empresas e indústrias na região.

Aécio Neves na verdade corrigiu uma injustiça a esses municípios do semiárido mineiro já que eles haviam ficado de fora dos benefícios fiscais concedidos pela MP. A medida garantia os incentivos apenas aos municípios da extinta Sudene e, com isso, ficavam de fora aqueles municípios incluídos em seu ato como presidente interino. Mais um feito de sua biografia política que os mineiros agradecem.

Fonte: Site Aécio Neves Senador

Link: http://www.aecioneves.net.br/biografia/

Governo Anastasia tem novo secretário de Defesa Social

Governo Anastasia: gestão da pública – Rômulo Ferraz assume com a responsabilidade de melhorar as condições de segurança em Minas.

Posse com cobranças

Ao assumir Secretaria de Defesa Social, o procurador Rômulo Ferraz recebeu a missão de frear o crescimento da criminalidade em Minas. E foi avisado pelo governador que a pasta é complexa

Com a licença aprovada pelo MP, Rômulo Ferraz aceitou convite de Anastasia para comandar a segurança

novo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, foi empossado na tarde de ontem e, durante a solenidade, não faltaram cobranças e desafios apontados pelas principais autoridades da segurança pública que participaram do evento. A redução dos índices de criminalidade, o aumento das vagas nos presídios mineiros e uma integração mais eficiente entre as instituições que cuidam da segurança no estado foram algumas das demandas apontadas em discursos e nas primeiras conversas com o novo secretário. A prioridade, reforçada por Rômulo Ferraz em seu discurso de posse, será diminuir os números da violência em Minas, principalmente crimes violentos.

“Quando aceitei o convite do governador Anastasia, tracei um planejamento para um período de dois anos e meio, que é o próprio mandato do governador. Desde 2003, os índices de violência sofreram uma queda gradual e no ano passado eles saíram dessa vertente de queda. Então a prioridade no momento é criar todas as condições de segurança para trabalharmos rapidamente em cima da redução dos índices. Vamos sentar com os comandos das polícias para avaliar essa situação do ponto de vista técnico”, disse Rômulo, depois da cerimônia de posse.

chefe da Polícia Civil de Minas, Jairo Lellis Filho, ressaltou que as conversas com o governo estadual são positivas, mas que ainda existem vários setores da segurança pública que precisam de novos investimentos e ele espera se encontrar em breve com o novo secretário. “Temos um concurso em andamento, com previsão de contratação de novos delegados e escrivães. Espero que dentro de poucos dias possamos estar novamente com a equipe do governador para conversar, não só sobre colocar gente nova dentro da academia, mas também um novo concurso. Temos necessidades de outros concursos, novas viaturas, unidades, reparos físicos em construções. Pela segurança, vamos continuar batendo às portas do governo. Chegou o momento em que precisamos de mais pessoal”, cobrou Lellis.

Já a defensora pública-geral de Minas Gerais, Andréa Tonet, espera manter um diálogo constante com o novo secretário e pediu mais espaço para o trabalho dos defensores dentro dos presídios. “Nossos pedidos se referem ao sistema prisional, onde temos grande atuação, e o canal direto é a Secretaria de Defesa Social, que comanda as penitenciárias. O que queremos é um espaço maior para trabalhar dentro das unidades, com acesso mais franco dos profissionais para exercer sua função. Tenho certeza de que com Rômulo o trabalho vai ser mais fácil, porque antes de tudo vejo nele um humanista preocupado com os problemas sociais”, disse Andréa.

governador Antonio Anastasia (PSDB), que já passou pelo cargo durante o governo de Aécio Neves (PSDB), também ressaltou a complexidade da secretaria e a grande demanda e desafios que serão enfrentadas por Rômulo. “É uma pasta complexa e  em que não faltarão cobranças, mas imprescindível para a sociedade. Sei muito bem disso por experiência própria”, afirmou Anastasia. O governador aproveitou a oportunidade para cobrar mais apoio do governo federal para a segurança pública, reforçando que o trabalho deve ser integrado entre União e os estados para que os resultados sejam melhores. “Lamentamos uma certa omissão da esfera federal com a área da segurança, que não vem de agora, mas é antiga, talvez desde a Constituição de 1988, ou até antes. Em certas ações, um trabalho amplo é fundamental para esse setor, e não depende somente dos estados”, cobrou Anastasia.

Despedida

Coube ao ex-secretário Lafayette Andrada abrir a solenidade de posse de seu sucessor. Em discurso, ele exaltou as principais ações do governo durante sua gestão e avaliou os maiores desafios enfrentados durante os 14 meses que esteve no comando da segurança. Ele ainda apontou alguns problemas a serem enfrentados nos próximos anos, como a superlotação das cadeias, hoje com 48 mil presos ocupando 30 mil vagas. Ele recebeu os cumprimentos do governador Antonio Augusto Anastasia depois de agradecer o apoio.

Aécio Neves: líder da oposição revela artigo

Aécio Neves: líder da oposição, cientista político diz que tom moderado do senador é positivo. Aécio de 2012 é um político que faz oposição. 

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio Neves é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de Aécio. Tancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“.

Link: http://www.valor.com.br/cultura/2562294/lucida-estrategia-de-aecio

“Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão”, comentou Sérgio Guerra

PSDB Nacional, Gestão Eficiente, Eleições 2012

“O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional”

Entrevista – Sérgio Guerra – presidente do PSDB

O deputado federal é categórico ao afirmar que a candidatura de José Serra em São Paulo não significa que o caminho presidencial para Aécio Neves esteja livre. Sobre a disputa em Belo Horizonte, o pernambucano não vê problema na aliança com petistas, desde que em benefício de “um governo que trabalhe bem”.

Nacionalmente, por que é importante para o PSDB apoiar a reeleição de Marcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte?

O lema do nosso partido, em Minas Gerais ou em qualquer outro lugar, é governar bem e fazer da administração o que a população espera que seja feito. Então, antes de interessar ao nosso projeto eleitoral, interessa ao PSDB que o governo de Belo Horizonte seja bem-sucedido. Nós queremos a qualidade da administração municipal, não importa que o responsável não esteja exatamente ligado à nossa legenda. Em outra situação, com qualquer outro candidato, o fato de o PSDB estar associado a um governo que trabalha bem só faz ajudar o partido.

Os tucanos sonham com a possibilidade de o PSB de Lacerda aderir ao projeto presidencial do PSDB em 2014?

O nosso partido procura ter uma relação o mais próximo possível com o PSB. Eu, pessoalmente, acho que não será fácil, daqui a três anos, que as duas legendas se juntem na eleição presidencial. Mas, enquanto isso, nós vamos desenvolvendo um bom trabalho conjunto. Lembrando que nós estamos associados de forma natural em muitos Estados do Brasil, no Paraná, em Alagoas, em Pernambuco, aí em Minas. Então, se houver uma futura aliança ou aproximação, será algo que foi construído ao longo de muito tempo.

Em Belo Horizonte, o PSDB só apoiará Lacerda caso haja adesão formal?

Não aceitamos nada que não seja uma aliança formal. Não faz sentido fazer uma aliança que se desenvolve, inclusive, no governo – já que estamos juntos na prefeitura – sem o papel passado.

E as conversas que dão conta de que o PSDB pleiteia ser vice de Lacerda? Só valem se o PT abandonar a aliança?

Sobre essa questão, eu, pessoalmente, não tenho posição. É um assunto que fica para os diretórios estadual e municipal resolverem. É claro que nós ficamos atentos, porque, em cidades com mais de 200 mil eleitores, as composições são discutidas também pela cúpula nacional. Mas não vamos nos intrometer na formação da chapa, de prefeito e vice.

Por que o PSDB se opõe ao PT nacionalmente e, em Belo Horizonte, aceita caminhar com o partido?

Não há nenhum problema nisso. Nós não vamos eleger agora o presidente da República, mas o prefeito da capital. Os compromissos do prefeito da capital são assumidos com a cidade que vai governar. Em torno desses compromissos, fazem-se as alianças e se constrói o governo. Em Belo Horizonte, vamos conviver com o PT na mesma coligação. Nós, do PSDB, estamos abertos a entendimentos locais, mas, rigorosamente, não apoiamos o PT em eleições nacionais e nos Estados.

O que Marcio Lacerda tem para atrair, ao mesmo tempo, tucanos e petistas?

Eu conheço pouco o prefeito Marcio. Mas, pelo conceito de administrador que tem, sei que é muito bom. Por isso, recebe os apoios.

Hoje, a administração de Lacerda está mais próxima do modo tucano ou do petista de governar?

Ele está mais próximo da boa administração. E, aqui entre nós, a especialidade de administrar bem não é do PT, é nossa.

Em uma eventual candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, Lacerda ficaria com o PSDB ou com o PT de Dilma?

Não dá para prever porque a situação local é uma coisa, e a nacional, outra. Minas é Minas. Os mineiros conseguem se unificar bastante. Historicamente, essa é uma característica de Minas: produzir uma política inovadora de união. Mas, no caso em si, eu não teria condição de opinar.

É verdade que a candidatura de Aécio Neves já é ponto pacífico no PSDB?

Não. O que é verdade é que uma parcela muito grande do PSDB deseja a candidatura do ex-governador Aécio Neves. Mas, só vamos tratar disso depois das eleições municipais. Antes, nada será definido. Ainda não temos base para dizer se a definição vai ocorrer um mês depois da eleição, três meses depois. Não dá para saber a data. O que posso dizer é que o partido quer escolher o candidato com antecedência, para não acontecer como da última vez, quando deixamos para a última hora.

Quais as credenciais de Aécio Neves para disputar a Presidência da República?

Aécio Neves, sem dúvida, o ponto forte dele é a gestão, uma grande competência administrativa. O senador também tem uma imensa capacidade de ampliação de espaços, que só se faz com habilidade de articulação. Ele sabe ceder e afirmar as suas posições com convicção.

Um eventual governo tucano com Aécio seria diferente do de Dilma?

O principal, a política de distribuição de cargos do PT em troca de apoio, nós mudaremos. É uma falta de respeito com o interesse público. Nós confrontaremos muitos grupos para que isso não ocorra no nosso governo. De forma alguma conviveremos com o loteamento do poder.

A candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo deixa o caminho livre para Aécio Nevespostular o Planalto?

O nosso partido não enxerga isso com a perspectiva da disputa para presidente. A candidatura de Serra tem o objetivo de governar bem a principal cidade do país, São Paulo. Mas é bom ficar claro que não há disputa no nosso partido. O PSDB não é paulista nem mineiro, é nacional. Somos um partido que se renova sempre, sem desprezar as antigas lideranças. Aqueles que têm interesse e capacidade podem disputar a indicação do partido.

Mas o processo de escolha do candidato será alterado?

As prévias serão instaladas. Vamos fazer uma campanha de filiação. Vamos fazer uma campanha de captação de militantes nos seguintes termos: ao aderir ao PSDB, o cidadão também escolhe o seu candidato a presidente. Mas o que todo mundo concorda é que só vamos tratar disso com vigor e tranquilidade depois da eleição municipal. Queremos a unidade, que só se consegue após um processo limpo de definição de nomes.

O que deve mudar da última campanha presidencial do PSDB para a próxima?

Acho que as escolhas terão que ser mais abertas, e as coligações, mais sólidas. A defesa do nosso legado terá que ser muito mais nítida e efetiva. Erramos no passado porque não defendemos o nosso legado quando deveríamos tê-lo feito. Temos que mostrar que não temos dono, que atuamos como um partido cada vez mais aberto. Queremos nos relacionar com trabalhadores, estudantes, com a sociedade organizada. Vamos fazer um novo partido, que valorize o seu passado como nunca fez antes.

No primeiro ano de governo, Dilma Rousseff bateu recordes de popularidade. A aprovação dela deve permanecer em alta nos próximos anos?

O governo de Dilma não resiste a uma campanha bem feita. Há um movimento de opinião pública geral que as campanhas facilitam. Há muita mentira que vai aparecer.

Então, a fatia do eleitorado que vota na oposição deve aumentar em 2014?

Os elementos qualitativos já estão colocados para que possamos ter uma vitória. Agora, a utilização dessas potencialidades vai depender de conjunturas, algumas delas fora do nosso alcance. O PSDB tem que ser um exemplo de democracia interna se quiser convencer os brasileiros.

Alguns dos partidos que hoje dão sustentação a Dilma poderão estar com o PSDB na próxima eleição presidencial?

Tenho a convicção de que alguns estarão conosco. Conversamos sobre isso, mas o controle do governo sobre a base ainda é absoluto. (Telmo Fadul)

Fonte: Entrevista com Sérgio Gueraa, presidente do PSDB nacional- O Tempo

Senador Aécio Neves ganha corpo no PSDB

Aécio oposição

Candidatura de Serra favorece planos de senador

Se na ótica dos tucanos, a base da presidente Dilma Rousseff já mostra fissuras, o PSDB vive um momento de certa pacificação interna depois de José Serra ter entrado na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Serra promete ficar os quatro anos de mandato como prefeito se for eleito – ao contrário do que fez em 2006, quando deixou a prefeitura para se candidatar ao governo do Estado.

Com Serra dedicado a São Paulo, a convergência em torno do senador Aécio Neves parece ganhar corpo no PSDB. O senador tem dito reservadamente que o governador Geraldo Alckmin está alinhado com o seu projeto presidencial. Aécio esteve com ele em São Paulo, numa conversa no Palácio dos Bandeirantes, quando ainda não estava claro quais seriam os passos de Serra.

Uma das fontes do Valor em Minas contou o seguinte relato que ouviu de Aécio sobre os dias que antecederam o anúncio de Serra: “Alckmin teve uma conversa num tom até duro com o Serra, acima do que é o padrão. E disse: ‘Se você não se candidatar, não terá o apoio de São Paulo para disputar mais nada'”.

O próprio Aécio teve uma participação indireta na campanha interna do partido para que Serra entrasse na disputa pela prefeitura. Além de Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outros governadores contribuíram com sua parcela na pressão.

Como muitos tucanos punham na conta de Serra a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, um serrista convicto, a “decisão dele [Serra] serviu um pouco para compensar isso”, teria dito Aécio.

A um interlocutor, o senador fez a seguinte constatação sobre as chances de Serra boicotar suas articulações para 2014: “Ele vai ser obrigado a reafirmar todos os dias que vai continuar no cargo. E talvez chegue um momento em que ele tenha de fazer isso com mais veemência.” Tradução: Aécio aposta que para não deixar dúvidas nos eleitores paulistanos de que não tentará a Presidência, Serra terá de manifestar apoio a ele. (MMS).

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

Prefeitura de São Paulo: Serra ganha apoio da bancada federal do PSDB

Eleições 2012

Fonte: Sergio Roxo – O Globo

Dos deputados tucanos, ex-governador só não tem apoio de um rival na disputa

SÃO PAULO. O ex-governador José Serra recebeu ontem apoio de 11 dos 13 deputados federais da bancada paulista do PSDB para a prévia, marcada para o próximo dia 25, que escolherá o candidato do partido a prefeito de São Paulo. Na semana passada, logo depois de anunciar a sua entrada na disputa interna da legenda, Serra obteve a adesão de 21 dos 22 deputados estaduais à sua pré-candidatura.

Não participaram  do  ato  apenas  o  deputado  Emanoel  Fernandes,  que,  segundo  Machado,  apoia  Serra,  mas  não compareceu por problemas de saúde, e Ricardo Trípoli, que está inscrito para disputar a prévia do dia 25.

O outro pré-candidato inscrito na prévia, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, deputado federal licenciado, causou constrangimento ao aparecer na sede do Diretório Estadual do PSDB, onde se realizava o ato da bancada tucana em favor de Serra. Ele se justificou dizendo que participaria de uma reunião da executiva da legenda, marcada para o final da tarde. Aníbal não cumprimentou Serra e menosprezou o apoio dos parlamentares.

– O ato é espuma. Quem vota na prévia é filiado. Eles que vão decidir o candidato.
Serra evitou entrar em polêmica.

– Sinceramente, (não vejo) nada de mais (na presença de Aníbal). Todo mundo tem direito a vir ao evento .

Trípoli seguiu na mesma linha de Aníbal ao comentar a adesão de seus colegas ao ex-governador.

– O voto dos militantes é igual ao dos deputados.

No discurso aos militantes, Serra voltou a falar que, se eleito, permanecerá no cargo, mas se confundiu com as datas ao dar a entender que o mandato de prefeito termina em 2014, ano da eleição presidencial, e não em 2016.

-Tenho 30 anos de vida pública com cargos. Desses 30 anos, 16 eu passei em Brasília e 14 em São Paulo. E nós vamos eliminar essa diferença e deixar São Paulo com dois anos de vantagem, porque, até 2014, eu vou ter 16 anos de Brasília e 18 anos de São Paulo.

O tucano, que não quis comentar a possibilidade de aliança com o PSB, começou a montar a estrutura de sua pré-campanha. Ele anunciou que o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o secretário Edson Aparecido (PSDB), o deputado  federal Luiz  Fernando Machado  (PSDB-SP), o  deputado  estadual Orlando  Morando (PSDB-SP)  e o  vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), vão integrar a coordenação. O nome do coordenador-geral só deve ser definido depois da prévia.

Gestão Anastasia: professores em Minas recebem o quinto melhor salário do pais

Gestão da Educação
Fonte: Turma do Chapéu

Professores: Minas Gerais está entre os cinco salários mais altos

Educação

Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo mostra que o governo de Minas não só já paga o novo piso salarial dos professores, como também oferece valores entre os cinco mais altos do país. Vale lembrar que o piso é para uma jornada de 40 horas semanais e que, em Minas, os valores são proporcionais para uma jornada de 24 horas semanais.

Vale notar que, na lista, Estados governados pelo PT, como a Bahia, não pagam o piso. Aliás, o pior salário é o do Rio Grande do Sul, cujo governador, Tarso Genro, andou crispando os bigodes com o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, justamente por causa do piso. Alguém viu os petistas de Minas exigindo que o governador de seu partido cumpra a lei?

Nós, da TdC, achamos que professor tem que ser bem remunerado, mas também consideramos que esse debate tem que se dar à luz da capacidade do Estado e longe de briguinhas ideológicas. Fica aí a tabela da Folha, devidamente registrada.

Aécio Neves: senador diz que Serra teve visão de partido

Aécio oposição, Eleições 2012, 

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte

Serra para a prefeitura de São Paulo? Abre um caminho melhor para o senhor, não precisa mais de prévias dentro do PSDB, o que o senhor está pensando? 

Olha, eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido, foi um gesto, como já disse, de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional ainda com maior vigor. Será uma eleição onde projetos divergentes estarão em debate. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente, após as eleições municipais. Sempre defendi as prévias como instrumento de mobilização do partido, de difusão das idéias do partido. E acho que as prévias, independentemente do resultado da eleição em São Paulo, deveriam estar incorporadas definitivamente na agenda do PSDB. Algo até curioso, porque é um caminho inverso ao que o PT vem fazendo. O PT, a cada eleição, em todas as partes do Brasil, avança para ser um partido no qual as decisões são tomadas pela cúpula, ou por um dirigente, uma liderança maior, que é o presidente Lula. Por isso, até mesmo no quadro específico de Belo Horizonte, não tenho dúvidas de que o apoio do PT será à candidatura de Marcio Lacerda, porque é uma decisão da direção nacional do partido. Não acredito, sinceramente, que um conjunto de delegados do partido tenha autonomia para contrariar o que o supremo chefe do partido determina.

O senhor está falando dessa aliança que o PSDB vai apoiar o PSB, mas a direção nacional do PSB falou que tem até intervenção se forem apoiar candidatos tucanos, principalmente em São Paulo. O senhor tem um bom trânsito com Eduardo Campos, é possível tentar reverter essa posição do diretório?

Tenho conversado com ele. Acho que deveria prevalecer o sentimento da base do partido em São Paulo. Tanto do ponto de vista municipal, da cidade de São Paulo, quando no estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos. Ele obviamente participa da base de sustentação da presidente Dilma, tem com ela seus compromissos. Mas qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Não tenho dúvida que a identidade hoje em São Paulo do PSB é muito maior com o PSDB. E uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB. Espero que essa questão paulista possa evoluir para que, repito, a aliança natural que existe hoje, um partido que participa do governador Geraldo Alckmin, que gostaria de continuar conosco, no PSB, possa ser liberada pela cúpula. Mas essa é uma decisão que o PSB haverá de tomar.

Aécio Neves: senador fala da agenda de viagens pelo Brasil para fortalecer oposição

Aécio oposição, Eleições 2012, gestão do PT, gestão deficiente

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves em Belo Horizonte 

O senhor começa agenda de viagens pelo país. Como deve ser a participação nas eleições municipais? O senhor já está pavimentando o caminho para 2014 nessas viagens?

Eu sei que eu vou ficar rouco em repetir, mas eu não vejo essa relação tão direta. Eu vou estar à disposição dos meus companheiros de partido no Brasil inteiro, buscando fortalecê-lo nas eleições municipais. Fortalecer os candidatos do PSDB com eventuais aliados nossos que tenham como adversários aqueles cujo governo combatemos hoje, cujo modelo de gestão nós combatemos que é o PT. Então, vamos deixar uma coisa para cada momento. Portanto, vou viajar ao Brasil, principalmente no segundo semestre. Faço algumas viagens ainda no primeiro semestre, mas outras no segundo semestre, com foco municipal. Vamos discutir as questões regionais as questões locais, fortalecendo o palanque do PSDB. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre de 2013, seja um momento para que o PSDB, no que depender de mim, através de prévias, possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação.

Uma eventual eleição do Serra em São Paulo facilitaria para o PSDB internamente trabalhar a antecipação da questão de 2014? Porque a dificuldade que o partido teve na última decisão em relação à eleição de 2010 foi justamente isso, de ter tempo hábil. Havia uma diferença de tempo entre o grupo que o senhor defendia e que o Serra defendia. A eventual eleição do Serra facilita esse trabalho interno?

A eventual eleição do Serra fortalece muito o projeto do PSDB independentemente de quem seja o candidato do PSDB. Portanto, todos nós vamos estar unidos, à disposição para, da forma que pudermos, ajudá-lo nesta eleição, e ele já mostra um enorme potencial desde a sua largada. Então, não acho que ela mude o calendário das decisões internas do PSDB. Temos que concentrar todas as nossas forças em apoiá-lo, em ajudá-lo nas suas eleições. Acho até que, mais uma vez, a imposição da qual foi vítima o PT, inclusive o de São Paulo, na definição de um candidato que não era o candidato das bases, pode levar o PT ainda ater percalços neste caminho. Porque se nos próximos 60, 90 dias, não houver um crescimento vigoroso, importante, do candidato do PT, vão haver questionamentos internos se essa era realmente a melhor alternativa,a  melhor candidatura. Então, são coisas da política. Um quadro que parecia, para nós, adverso, poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT. Vamos trabalhar para vencer as eleições no maior número possível de municípios e, repito, acho que a definição ou o encaminhamento para a definição da candidatura presidencial do PSDB deve se dar a partir do segundo semestre do ano de 2013, independentemente do resultado da eleição de São Paulo.

Aécio Neves: senador fortalece alianças para eleições municipais em Minas

Aécio oposição, Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Entrevista do senador Aécio Neves na chegada à reunião com os presidentes do PSDB, PP, DEM, PV, PTB, PR, PSD e PPS

Sobre a reunião

Na verdade, é mais uma reunião entre os líderes principais, presidentes e representantes, dos partidos que vêm participando do nosso projeto em Minas Gerais desde 2002. Portanto, é um entendimento que caminha com muita naturalidade, que passa não apenas por Belo Horizonte, que tem suas peculiaridades, mas principalmente pelas principais cidades do Estado. Estaremos buscando, sempre que possível, alianças com esses companheiros. O nosso governo, o nosso projeto, vitorioso em Minas em 2002, 2006 e 2010, foi vitorioso porque contou com essa ampla aliança, e é preciso que ela prevaleça, obviamente respeitadas as circunstâncias de cada município, mas que ela prevaleça na maior parte dos principais municípios do Estado, já pensando em 2014. Então, vamos buscar sempre, óbvio que quando o PSDB tiver uma candidatura viável, lançá-la, mas, quando não houver, temos toda a disposição de disputar as eleições apoiando candidatos dentro desse arco de alianças. Então, essa reunião é preparatória, vamos falar de algumas cidades, mas sempre buscando garantir um fortalecimento da identidade que une esses companheiros, ou que vem unindo esses companheiros de todos esses partidos desde 2002.

Vão avançar sobre os redutos, as 13 cidades petistas, não vão? Uma estratégia mais firme, forte?

Olha, temos uma expectativa muito positiva de vitória em várias cidades hoje administradas pelo PT, seja na reunião metropolitana, como Betim e Contagem, por exemplo, seja na região Leste do Estado, em Valadares, seja em Teófilo Otoni. Enfim, há um conjunto de cidades onde a força dessa aliança pode nos trazer perspectivas fortes de vitória. E, na verdade, é também a consolidação do apoio ao governador Anastasia e ao projeto que ele vem conduzindo em Minas Gerais. Esse é grupo político que vem, repito, vencendo as eleições ao longo dos últimos 10 anos em Minas.

Municípios em que PT e PSDB estavam juntos em 2008, como ficam agora, em 2012?

Temos que compreender que a realidade municipal, nas eleições municipais, deve prevalecer. Obviamente, estimularemos sempre alianças com esse grupo de partidos que estão aqui hoje, participando dessa reunião, mas não há da nossa parte nenhum rancor ou medida de força que impeça onde para o municípios, para a população, determinada aliança seja importante. Não vai haver um veto do PSDB a essa aliança. Não haverá estímulos. Mas o PSDB  é um partido que não governa com ódio ou com rancor. É um partido que, na verdade, conduz as suas decisões com muita generosidade e pensando na população. A candidatura de Marcio Lacerda surgiu quando ele era ainda meu secretário de Desenvolvimento Econômico porque achávamos que ele tinha o melhor perfil para administrar Belo Horizonte. Nosso foco não foi a vitória do PSDB ou a derrota dos nossos adversários, foi o que era melhor para Belo Horizonte. E hoje as avaliações mostram que Marcio Lacerda é o prefeito de capital mais bem avaliado do País. Por isso que repito, todos aqueles que foram, lá atrás, contra à sua candidatura, mas que agora querem vir para nosso palanque são bem-vindos.

O PSDB nacional tem algum desconforto hoje com esta situação de Belo Horizonte?

Nenhum, ao contrário. Na verdade, a candidatura de Marcio Lacerda nasceu de uma construção nossa com apoio do então prefeito Fernando Pimentel. Para nós, ela sempre foi absolutamente natural. E a boa avaliação da administração Marcio Lacerda mostra que estávamos certos e vamos continuar contribuindo para sua administração . Ao contrário, acho que nacionalmente o PSDB de Minas Gerais, certamente é um dos mais fortalecidos no país. E é um bom exemplo da boa convivência, da boa coalizão com forças políticas diversas.

Aécio Neves: cientista político mostra o caminho acertado do senador em fazer oposição

Eleições, Aécio Oposição

Fonte: artigo de Alberto Carlos Almeida na Época

O jeito Aécio de fazer oposição

A candidatura Serra à prefeitura de São Paulo, caso confirmada nas prévias do PSDB, abre caminho para Aécio ser candidato à Presidência em 2014. Se Serra perder a eleição paulistana, estará mais do que sepultado politicamente; se ganhar, terá entrado no alçapão da prefeitura de São Paulo e será obrigado a abandonar seu eterno sonho de se tornar presidente. Pensando na corrida ao Palácio do Planalto, cada vez mais a paráfrase de um nossos maiores escritores, o mineiro Guimarães Rosa, se torna verdadeira para o PSDB: chegou a hora e vez de Aécio Neves.É interessante notar que muitos intelectuais, vários jornalistas e alguns políticos ligados à oposição têm criticado constantemente a decisão de Aécio de fazer uma oposição moderada ao governo Dilma. Os críticos afirmam que ele tem sido oposicionista de menos, ainda mais quando se comparam suas aparições públicas à de alguns senadores e deputados da oposição, entes muito mais aguerridos do que Aécio.

Há duas regularidades importantes que dizem respeito a tais críticas: a maioria delas se origina na elite de São Paulo e elas têm como principal motivação uma avaliação quase exclusivamente intelectual da conjuntura. Não supreende a distância que separa os críticos de Aécio: ele não é de São Paulo e não tem vícios intelectuais, Aécio foi formado na boa escola mineira de fazer política.

Os críticos intelectuais dizem que, se Aécio não fizer uma oposição dura a Dilma, ele não terá condições de derrotá-la em 2014. Em geral, recorre-se ao argumento de que Lula e o PT fizeram isso o tempo inteiro antes de vencer o pleito de 2002. Esquecem de dizer, todavia, que, para vencer aquela eleição, Lula contratou Duda Mendonça, passou a se vestir em ternos caros e da moda, aparou a barba, afastou-se do movimento dos sem-terra, reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso para se comprometer a pagar o empréstimo do Fundo Monetário Internacional e divulgou a Carta aos Brasileiros para acalmar o mercado financeiro. A atual moderação de Aécio não é nada diante da vitoriosa inflexão que Lula fez em 2002.

Cabe perguntar onde estavam esses críticos quando Serra fez o mesmo Não apenas em 2009, um ano antes da eleição, mas também em 2010, quando colocou Lula de forma elogiosa em seu programa eleitoral de candidato de oposição. Mais moderação do que isso é impossível.

A decisão de não fazer oposição frontal a Dilma não é uma decisão intelectual. É uma decisão política. Analisada sob esse ponto de vista, fica bem claro o acerto de Aécio. Não faz o menor sentido bater forte num governo tão bem avaliado como o de Dilma. Bater em governo bem avaliado não resulta na piora de sua avaliação. Jamais isso ocorre. Resulta, sim, no isolamento político de quem bate. Aécio não quer isso.

Mais importante ainda: não faz o menor sentido bater duro em Dilma simplesmente para agradar à carência intelectual de quem já é contra o governo e vai votar de qualquer maneira na oposição ao PT em 2014. Isso seria chover no molhado. Aécio age corretamente, porque está se situando mais ao centro. Ele deixa aberta a porta de negociação para aqueles que hoje apoiam o governo, mas eventualmente poderão romper com Dilma quando 2014 se aproximar. Aécio se colocaria no canto no canto do ringue se fizesse agora, mais de dois anos da eleição presidencial, uma oposição dura ou contundente ao governo do PT.

Aécio já tem os votos certos da oposição. O que ele quer, e mineiramente precisa conquistar, são os votos daqueles que mudam de voto, daqueles que votariam em Dilma, mas no futuro poderão não fazê-lo. Radicalizar agora afastaria o provável candidato da oposição daquilo que ele mais precisa: cativar o eleitor que ocupa o centro político. Os críticos intelectuais, lamentavelmente, não ocupam esse centro.

Serra é paulista demais, e o eleitorado mineiro não gosta disso. Essa rejeição ficou registrada nas urnas de 2002 e 2010. Aécio é suficientemente oposicionista para conquistar o voto antipetista de São Paulo. Os mapas eleitorais das duas últimas eleições presidenciais revelam a divisão geográfica da força do PT e do PSDB: o Nordeste vota PT, São Paulo vota contra o PT. Minas se divide: quanto mais próximo do Nordeste, maior a força do PT; quanto mais próximo de São Paulo, mais forte é o PSDB. Aécio, em que pese o nariz torcido de segmentos da elite paulista, terá o voto oposicionista de São Paulo à medida que se tornar mais conhecido naquele Estado.

Quando esses mesmos críticos vierem perguntar, em 2014, o que é preciso para o PSDB conquistar mais votos no Nordeste, poderá ser dito que Aécio já fazia isso em 2012, quando escolhera o caminho da oposição moderada. Se o assunto é política, quem vê mais longe é o saber político. Para a maioria dos nordestinos, bater demais num governo petista é o mesmo que bater demais em algo que ele gosta.

Se Serra se tornar o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, ele daria uma enorme prova de compromisso partidário, colocando-se claramente a favor da candidatura de Aécio em 2014. A eleição para a prefeitura de São Paulo, a julgar pelo ocorrido em 2010, não tem peso nenhum na eleição presidencial. Em 2008, Kassab, aliado incondicional de Serra, foi reeleito prefeito da capital paulista, mas Serra foi derrotado dois anos mais tarde na eleição presidencial.

O apoio de Serra a Aécio colaboraria, sim, para que o PSDB caminhasse unido rumo a 2014. Imagina-se que essa união seja o desejo de Serra e de qualquer tucano que queira ver seu partido mais competititvo no próximo pleito presidencial.

Alberto Carlos Almeida é cientista político, autor dos livros A cabeça do brasileiro e O dedo na ferida: menos imposto, mais consumo.

 

Aécio Neves: artigo critica concentração da União

Gestão Pública Deficiente. Gestão do PT

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Até quando?

O país fica a cada dia menos federalista e mais concentrador. Trata-se de crônica doença do Estado brasileiro, que se adensou perigosamente como nunca antes na nossa história.

Pouco importa a natureza do problema. O poder central contrapõe-se a qualquer iniciativa, por menor que seja, que possa lhe ameaçar ínfima fatia de um falso protagonismo salvacionista.

O governo que tudo pode, e só ouve o que lhe interessa. Simplesmente dá de ombros diante de prefeitos já incorporados à paisagem dos protestos inúteis sobre a Esplanada dos Ministérios, mobilizados por migalhas de recursos.

Agora, outro capítulo da anemia do pacto federativo se desenrola no campo dos Estados – governados por partidos diversos – engolfados por dívidas impagáveis com a União.

A aritmética é simples: mesmo depois de mais de uma década de pagamentos substantivos, o valor nominal dessa dívida é maior hoje do que era no início do financiamento.

E antes que me digam que aumentou em função do teto fixado para pagamento pelos Estados, respondo que a qualidade dos serviços públicos a que a população tem direito não pode ser regida pela lógica da matemática financeira.

A fórmula, do fim dos anos 90 e importante naquele momento, não nos serve mais.

Ofende o bom senso a diferença entre as generosas taxas praticadas para empréstimos subsidiados à iniciativa privada pelo BNDES -com claro prejuízo do poder público, que toma recursos no mercado a taxas muito mais altas para satisfazer a poucos escolhidos-, e aquelas que corrigem as dívidas dos Estados.

Se é importante que o desenvolvimento seja estimulado por financiamentos mais baratos para todos, como justificar que os Estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, sejam penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas? Como a União, ao mesmo tempo, incentiva o investimento privado e penaliza o investimento público?

Por que o governo federal não usa, na correção das dívidas dos Estados com a União, o mesmo indexador que usa para corrigir as suas?

O que não pode continuar prevalecendo é a lógica perversa que vem pautando o Planalto, de autorizar e estimular todas as demandas -ainda que justas- que geram ônus financeiro exclusivo para os entes federados, enquanto se exime de partilhar responsabilidades, optando por alternativas que fragilizam a federação e reforçam a concentração de recursos na União.

Este é o momento de perguntar até quando apenas o governo federal – e não o país- vai se beneficiar dos sucessivos recordes de arrecadação. Ao fechar os olhos para essa realidade, o Planalto dilapida o que ainda nos resta de federação.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna

Aécio Neves: senador diz que candidatura de Serra é gesto de desprendimento

Aécio Neves oposição, eleições 2012

Entrevista do senador Aécio Neves (PSDB/MG) a Rádio Itatitaia 

Assuntos: encontro com lideranças partidárias, eleições 2012, segurança pública

Senador Aécio Neves

Sobre o encontro com lideranças em Belo Horizonte na próxima segunda-feira.

Na verdade, vamos estar iniciando um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro. Então, as principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais, de que forma pode haver uma cooperação maior entre o Governo do Estado e os municípios. Mas será, também, um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais desse ano.

É um leque amplo de partidos.

É, mas, na verdade, hoje, com o quadro partidário extremamente plural que temos no Brasil, é impossível administrar seja no âmbito nacional, estadual ou mesmo presidencial sem uma coligação muito ampla. O que queremos é que essas nossas coligações em Minas tenham um sentido programático, sinalizem para determinadas prioridades, sobretudo no campo social. Portanto, dar nitidez a essas alianças é fundamental para que possamos ter êxito nessas eleições. E o nosso entusiasmo é muito grande. Achamos que essas coligações serão vitoriosas na grande maioria das 50 maiores cidades do Estado onde nos reuniremos.

Definida a questão de José Serra que vai tentar disputar a prefeitura de São Paulo, o senhor já está viajando pelo Brasil. O que muda a partir de agora?

Na verdade a candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional, obviamente ali também serão debatidos temas de interesse nacional. E como o próprio Serra tem dito, ali estarão em confronto dois modelos, duas visões distintas de país. No meu caso, estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que nos possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está.

O foco do senhor é viagens pelo Brasil?

É, tenho já viagens marcadas a partir do final desse mês de março, antes disso, a pedido do governador Anastasia, eu vou a Washington, na semana do dia 12 de março, para concluir uma negociação com o BID, com o presidente Luis Alberto Moreno, para que possamos trazer recursos para a área de segurança pública em Minas Gerais, e após essa missão que me foi delegada pelo governador, nós vamos iniciar uma série de viagens de discussões profundas sobre os problemas do Brasil em todas as regiões.

A questão da segurança pública é um nó que precisa ser desatado e precisa da ajuda do governo federal…

É verdade. Minas Gerais, durante meus oito anos de governo, foi o estado que proporcionalmente mais investiu em segurança pública, mais de 13% de nossas receitas foram investidos em segurança pública. Mas há uma omissão crônica do governo federal nessa questão. Ao contingenciar os recursos do Fundo Penitenciário e do Fundo de Segurança, o governo federal não cumpre com sua parcela de responsabilidade no enfrentamento dessa que é uma chaga nacional. Estamos buscando apoio externo, das boas relações que nos construímos com esses organismos internacionais, que na verdade têm em Minas Gerais seu melhor modelo, um exemplo a ser mostrado para o mundo, vamos aproveitar essas relações para trazermos mais recursos para Minas Gerais para investirmos em segurança pública.

Aécio Neves: senador participará de encontro com lideranças políticas

Eleições 2012

Fonte: Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves

Aécio Neves participa de encontro com líderes de partidos em Minas

Senador diz que viajará pelo país em apoio aos candidatos aliados

senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves anunciou que participa, na próxima segunda-feira (05/03), em Belo Horizonte, de reunião com lideranças dos partidos aliados para debater as eleições deste ano nos principais municípios mineiros. O senador disse que o encontro dará início ao processo de definição das alianças que serão formadas para as disputas municipais. 

“Vamos iniciar um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro”, afirmou.

Aécio Neves disse que o encontro político marcará uma nova mobilização dos partidos responsáveis pelos avanços sociais ocorridos em Minas Gerais nos últimos nove anos, hoje reconhecidos em todo país e pelo governo federal. 

“As principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais. Será um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais deste ano”, afirmou.

Prioridade social

O senador Aécio Neves afirmou ainda que as coligações a serem feitas pelo PSDB e por aliados possuem chances expressivas de vitórias nas cidades mais populosas de Minas. Mas, segundo ele, as alianças devem ser feitas com base em prioridades comuns, em especial no campo social. Levantamento nacional realizado pelo Ipea, divulgado mês passado, comprovou que Minas tem reduzido a pobreza numa velocidade maior que a média do país.  

Aécio Neves saudou a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo e disse que compatibilizará a agenda no Senado com viagens pelo país em apoio aos candidatos do PSDB nas eleições municipais.

“A candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional. Ali também serão debatidos temas de interesse nacional. Estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que  possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está”, afirmou.

Eleição 2012: Aécio é elogiado por Patrus em ação de combate à miséria

Contradições do Patrus

Fonte: Turma do Chapéu

Patrus fala da sua alegria em trabalhar com Aécio pelos pobres

Em qual Patrus acreditar?

Nos últimos dias, o ex-ministro Patrus Ananias declarou seu apoio à reeleição de Marcio Lacerda para a Prefeitura de Belo Horizonte. São praticamente quatro anos de atraso, já que, em 2008, ele preferiu ficar contra seu partido e permanecer “neutro ma non troppo” na eleição daquele ano.

O que seria apenas mais uma contradição em sua vida política, acabou por gerar indignação e controvérsia por todos os lados. O ex-ministro poderia ter se limitado a uma autocrítica, reconhecendo que errou em 2008, mas preferiu lançar um factóide para marcar posição: disse que apóia a reeleição de Marcio Lacerda, desde que o PSDB não faça parte da aliança…

Ora, Patrus, o senhor chega com quatro anos de atraso e quer impor uma posição totalmente superada? O próprio prefeito e seu partido já declararam publicamente que a aliança será entre PSB, PSDB e PT, ou seja, esta discussão não está mais em pauta.

É compreensível que Patrus busque a aproximação com a candidatura de Lacerda, já que uma liderança de seu porte deveria se incomodar com o ostracismo a que foi submetido pelo PT, mas ficam dúvidas sobre a intenção de seu primeiro pronunciamento relevante após o fiasco nas eleições de 2010. Que dúvidas? Bem, vejamos:

  • Patrus desagradou o prefeito e seu partido por tentar reabrir uma discussão há muito sepultada.
  • Desagradou os defensores da tese de candidatura própria no PT, que tinham o “monopólio” da rejeição à aliança como principal argumento para tentar convencer as bases.
  • Desagradou o PSDB que, inclusive por orientação do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, sempre tratou o ex-ministro com respeito.

Diz o ditado que quem fala o que quer, ouve o que não quer.

No seu pronunciamento, Patrus foi extremamente deselegante com Aécio e ainda foi requentar um discurso antigo para justificar sua posição, o de que o senador e o PSDB não dão atenção à área social. Seria uma diferença inconciliável, disse. Patrus foi, então, lembrado de alguns fatos que talvez preferisse esquecer:

  1. Sua aliança entusiasmada com o ex-governador Newton Cardoso e com o ex-ministro Hélio Costa, em 2006 e em 2010, que joga por terra a imagem de bom-mocismo franciscano cultivada por ele. Em ambos os casos imperou o mero interesse pelo poder ou será que alguém diria que Newton e Hélio são exemplos de “preocupação pelo social”? Patrus afirmou que, na campanha de Marcio, não estará ao lado de Aécio, um governador aprovado pela esmagadora maioria dos mineiros, mas, repito, pediu votos para Newton e compôs com chapa com Hélio Costa. Santa incoerência, Patrus.
  2. Dos números apresentados recentemente pelo Ipea, que mostram que, graças à ação dos governos de Aécio e Anastasia, a miséria em Minas caiu em ritmo mais acelerado que no restante do Brasil. Leia: Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas
  3. Que os investimentos e resultados em educação pública dão ampla vantagem ao governo Aécioem comparação com os números pífios da administrações do PT. Exemplos?
    • Apesar de ter o maior número de municípios, Minas foi o primeiro Estado brasileiro a oferecer um ano a mais de estudo no ensino fundamental, em 100% das escolas.
    • Apesar da situação de pobreza de mais de 160 municípios, os estudantes mineiros de escolas públicas ocupam os primeiros lugares nos rankings nacionais de avaliação, Minas fica em primeiro ou em terceiro lugares, perdendo apenas para Estados menores, mais ricos e homogêneos.
  4. Que o governo de Aécio foi colocado em primeiro lugar no ranking de aplicação de recursos e ações sociais do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, quando o próprio Patrus era o ministro.
  5. Que Minas foi o primeiro Estado a investir recursos próprios na implantação dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), previstos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), programas também sob responsabilidade do Ministério de Patrus.
  6. Que o PSDB considera que o objetivo de um governo não deve ser o de tutelar a miséria e ser “dono” da pobreza, mas, sim, criar oportunidades para a emancipação das pessoas em risco social.
  7. Por fim, foi lembrado que a população sabe a diferença entre discurso e trabalho, tanto que, na eleição de 2010, a chapa de Patrus com Hélio Costa não ultrapassou casa dos 20% dos votos em Belo Horizonte.

O ex-ministro Patrus Ananias é, seguramente, um homem sério e de boas intenções. Mas há muito a imagem de missionário dos pobres que desenvolveu para si já não combina com o figurino. Não dá para separar o Patrus dos discursos do que pediu votos para Newton Cardoso e Hélio Costa. Nem a Velhinha de Taubaté acreditaria que isso foi feito em nome dos pobres. Há muito a história já mostrou que os fins não justificam os meios, que os meios é que definem os fins.

Bem, você já assistiu ao vídeo que abre este post? Pois é, ele registra uma fala sincera de Patrus, na qual ele ressalta a alegria de estar trabalhando ao lado de Aécio pelos mais pobres e demonstrava ter estatura política, sem precisar ficar jogando para a plateia.

Apesar de tão antigo na política, Patrus deve ter aprendido uma lição de principiante: para ser respeitado, é preciso respeitar!

PS: Nos seus ataques contra o senador Aécio Neves, Patrus perguntou onde o senador estava nos anos da ditadura. Nós respondemos: no pré-primário, Patrus. Em 1964, Aécio tinha quatro anos de idade! E, na batalha pela redemocratização, ele estava ao lado de Tancredo no governo e nos palanques das Diretas Já. Bola fora, hein Patrus.

Leia:

PSB convida PSDB para aliança formal pela reeleição de Marcio Lacerda

Marcio Lacerda e as composições para as eleições de 2012

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/patrus-aecio-social-pobreza/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Aécio Neves: senador diz que Serra ao entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo amplia relevância nacional

Aécio oposição, eleições 2012

FonteRaquel Ulhôa – Valor Econômico

Chalita vai fortalecer discurso, avalia Aécio

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à pré-candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, após recuo da aproximação com o PT, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que o petista Fernando Haddad terá um “discurso constrangido” de oposição à gestão municipal (Serra/Kassab) e o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, é que “estará mais livre para fazer uma oposição vigorosa”.

Ao comentar o quadro pré-eleitoral de São Paulo, Aécio elogiou a entrada de Serra na disputa e negou que sua candidatura tenha relação direta com a eleição de 2014. Ou seja, não considera o paulista fora da disputa presidencial. “O homem público é refém das circunstâncias que o cercam”, diz. Para ele, 2014 não está decidido.

O senador preferiu direcionar sua análise para o quadro atual. Disse que o PT deu “um tiro nos dois pés”, com a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceita pela cúpula partidária, de fazer aliança com Kassab. “Por um lado, fez ressurgir a candidatura mais vigorosa do Serra, que nós queríamos, mas estava adormecida. Por outro, desmoraliza o discurso que as bases e a militância do PT fazem de oposição à administração de Serra e Kassab nos últimos oito anos”.

Aécio previu que a viabilidade eleitoral de Haddad poderá começar a ser questionada internamente no PT. Fez referência a mensagens postadas ontem pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Twitter, na qual a petista diz que o PT errou no processo eleitoral em São Paulo (ver matéria nesta página).

Quase no mesmo tom de Marta, o senador tucano afirmou que, no “açodamento de fazer alianças a qualquer custo, o PT cometeu um equívoco e vai pagar um preço por esse equívoco”.

Aécio afirmou que Serra “volta a ser ator relevante na política nacional”. E terá protagonismo mais importante em 2014, sendo ou não candidato. Ele considerou a decisão do ex-governador um “gesto de grandeza”, que vai na direção da expectativa do partido. E afirma que a candidatura de Serra ajuda a “reunificar as oposições” e terá reflexo nas eleições do resto do país, pela dimensão nacional da disputa em São Paulo.

Aécio já está engajado na campanha de Serra em busca de ampliar o leque de alianças. Ontem, reuniu-se com o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), e com o líder do partido na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Uma parte do partido, em São Paulo, queria ficar com Chalita.

Com relação à disputa de 2014, Aécio diz não ser possível, agora, antever o que vai acontecer, em relação à participação ou não de Serra. Para ele, não é hora de antecipar 2014. “Não temos que antecipar a agenda de 2014 em função disso. Não está resolvido 2014. Não deve estar e não tem por que antecipar. Não interessa à oposição definir algo tão fora do timing assim.”

%d blogueiros gostam disto: