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Aécio Neves: senador apoia candidatura própria do PSDB no Rio

Aécio Neves: senador vai participar do lançamento da candidatura do deputado federal Otávio Leite à prefeitura do Rio.

PSDB lança candidato próprio no Rio

Fonte:  Raymundo Costa – Valor Econômico

Há 12 anos fora do governo estadual e sem nunca ter eleito um prefeito do Rio de Janeiro, o PSDB decidiu fazer a aposta de candidatura própria na cidade, nas eleições municipais de 2012. Trata-se do deputado federal Otávio Leite, escolhido pela executiva nacional do partido para uma missão considerada quase impossível: tornar competitivo os tucanos numa disputa entre dois grandes e tradicionais conglomerados políticos. A candidatura de Leite foi decidida pela executiva nacional do PSDB, contrariando outras correntes locais do partido.

O primeiro conglomerado, considerado favorito, é formado pela dupla pemedebista Sérgio Cabral (governador) e Eduardo Paes (atual prefeito) e o PT, à frente de uma coligação de 19 partidos. O núcleo do outro conglomerado é político-familiar, constituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, hoje no PR, e o três vezes ex-prefeito Cesar Maia, hoje no DEM, depois de trafegar do PMDB ao PDT e PTB. Rodrigo, filho de Maia será o cabeça da chapa. Clarissa, filha de Garotinho e Rosinha (também ex-governadora), a candidata a vice-prefeito.

O próprio Leite foi da juventude pedetista, na eleição disputada por Brizola a presidente em 1989. Afilhado do presidente Juscelino Kubitschek, autor do projeto que tornou obrigatório o registro do programa de governo dos candidatos a presidente, Otávio Leite contará com a presença de renomados tucanos em sua campanha para tentar abrir passagem entre a candidatura favorita de Eduardo Paes, o prefeito candidato à reeleição, e a de Rodrigo Maia. Ele deve lançar a candidatura no dia 20 com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da dupla rival tucana Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Visto em retrospecto, o apoio dos caciques tucanos ainda pode ser considerado pouco para o tamanho da empreitada. Desde o restabelecimento das eleições diretas nos três níveis do Executivo (em 1982 para os governos estaduais e em 1985 para os municipais), apenas dois candidatos do PSDB passaram bem pelas urnas do Rio: ex-governador Marcello Alencar, eleito em 1994 pela legenda, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, tendo como abre-alas o Plano Real. Alencar era um tucano saído do brizolismo.

Com breves intervalos, como Moreira Franco, eleito para o governo estadual em 1986, desde o restabelecimento das diretas os palácios do Rio de Janeiro sempre tiveram como inquilino um antigo correligionário de Leonel Brizola, eleito em 1982 – Brizola voltou em 1990, depois do intervalo Moreira Franco, foi sucedido por Marcello Alencar e, na sequência, por Anthony Garotinho (1998), sua mulher, Rosinha Matheus (2002), até a chegada do grupo que hoje controla o PMDB do Rio com forte influência no PMDB nacional.

FHC ganhou a reeleição no primeiro turno, em 1998, mas perdeu para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio. Em 2002, com Serra, o PSDB foi ao fundo do poço, com pouco mais de 360 mil votos. À época havia um nome regional e competitivo na disputa presidencial – justamente Garotinho, que dividiu com Lula a maior fatia do eleitorado carioca.

Terceiro e quarto maiores colégios eleitorais do país, respectivamente, Rio de Janeiro e Salvador são duas cidades em que o PSDB é muito vulnerável, portanto, são posições que a cúpula tucana julga necessário reforçar, se quiser manter vivo o projeto de reconquistar a Presidência da República. A Executiva recomendou que os caciques prestigiem os candidatos no maior número possível de capitais e grandes cidades, o que não é tarefa fácil: Serra estará empenhado na própria eleição, enquanto Aécio Neves precisa assegurar para os tucanos os maiores colégios eleitorais mineiros, se não quiser comprometer seu projeto presidencial de 2014.

A aposta de Otávio Leite é que o eleitorado esteja cansado do que chama de “mexicanização da política do Rio”. Num primeiro momento, com o desmembramento do brizolismo- Marcello Alencar, Garotinho, Cesar Maia e o ex-prefeito Saturnino Braga – e agora o “cabralismo”, núcleo constituído pelo PMDB desde que Sérgio Cabral era presidente da Assembleia Legislativa. Ele conta – ou sonha – com o ingrediente nacional, a polarização entre PT e PSDB, na cidade que ainda hoje guarda ares de capital da República.

O candidato tem currículo modesto, mas vencedor: vereador logo na primeira eleição que disputou, ampliou progressivamente seu eleitorado até 2006, quando teve mais de 90 mil votos para deputado federal. Foi eleito vice-prefeito de Cesar Maia, em 2004, mas em 2010 não passou dos 86 mil votos, novamente, para deputado federal. Agora está empenhado em aprovar uma emenda que julga bem do gosto do carioca: proibir a antecipação de feriados. Leite acha que a antecipação da comemoração do dia do servidor público, nas últimas eleições, aumentou em cerca de oito pontos a abstenção na Zona Sul do Rio, onde supõe se situar o maior foco de oposição à “mexicanização da política do Rio”.

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

PSDB Oposição, Aécio 2014

Disputa pela Prefeitura de São Paulo deixa PSDB mais forte e abre as portas para Aécio Neves em 2014

Fonte: Isabel Braga e Thiago Herdy – O Globo

Oposição a Dilma comemora decisão

Avaliação é que a candidatura de Serra nacionaliza a disputa em São Paulo

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE. Tanto a oposição quanto integrantes da base aliada avaliaram ontem que a entrada de José Serra nacionaliza a disputa pela prefeitura da capital de São Paulo. Os líderes de oposição ao governo Dilma Rousseff comemoraram o fato de ter, com Serra, um candidato com chance real de vencer a briga e evitar o que chamam de tentativa de hegemonização petista no cenário político.

– A decisão de Serra nacionaliza a eleição de São Paulo, polariza a eleição entre governo e oposição. A tradição paulista sempre leva à vitória um candidato com as características de Serra. O DEM apoia a candidatura de oposição, mas temos um pré-candidato. No momento oportuno, DEM e PSDB conversarão e irão avaliar a melhor estratégia para a candidatura de oposição – afirmou o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), deixando claro que o partido ainda não decidiu se encampa uma aliança com o PSDB já no primeiro turno.

Indagado sobre o fato de a candidatura de Serra ser apoiada pelo prefeito Gilberto Kassab, ex-DEM e hoje presidente do PSD, ele disse que isso não é um impeditivo para uma aliança do DEM:

– Qualquer reforço à candidatura de oposição é bem-vindo. Nosso objetivo é somar forças contra a candidatura do governo e no embate contra o PT.

Líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO) também vibrou com a decisão de Serra.

– Serra tem história e trabalho a ser mostrado. É o candidato ideal e tem tudo para vencer a eleição. A oposição passa a ter um candidato favorito.

Demóstenes também não descartou uma aliança com o PSD. Pragmático, ele afirmou que a briga com o partido se dá no campo judicial, pelo fundo partidário e tempo de TV, e que a briga ideológica é com o PT.

O ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) admitiu que a entrada de Serra altera o cenário nacional. Para Chinaglia, houve um movimento claro do PSDB diante da sinalização de que Kassab poderia apoiar Haddad:

– Mesmo com as divisões internas no PSDB, os que não gostam do Serra não terão coragem de se colocar contra. A entrada de Serra na disputa tende a elevar o nível do debate na disputa paulista, que foi nacionalizada. A eleição em SP terá o peso da máquina a favor de Serra, é bobagem negar. Haddad terá a força do Lula, do PT, que é grande em São Paulo, e, em terceiro lugar, das alianças que forem feitas.

Em Minas, tucanos ligados ao senador Aécio Neves comemoraram a entrada de Serra na disputa em São Paulo. Para os holofotes, eles enaltecem o fortalecimento do partido em seu reduto mais tradicional, a resposta ao risco de avanço do PT em praça estratégica e o alinhamento de forças políticas em torno do projeto do PSDB. Mas, nos bastidores, a decisão é interpretada como um importante passo para a candidatura de Aécio à Presidência em 2014.

– A decisão dele é muito importante para o futuro do PSDB – resumiu o presidente do diretório regional do PSDB, Marcus Pestana.

‘Somos um grupo político e só com unidade vamos conseguir nos contrapor ao governo’, disse Aécio Neves sobre o PSDB

Discurso de senador

Aécio diz que ‘é hora de baixar a bola’ e prega unidade da oposição

Fonte: Adriana Vasconcelos – O Globo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) pregou a unidade da oposição em sua chegada nesta segunda-feira ao Congresso Nacional. E aproveitou para conclamar os colegas a colocar em pauta uma agenda que atenda as demandas da sociedade, a começar pelas reformas estruturantes e em favor do fortalecimento da federação, mantendo paralelamente um canal de diálogo com os setores da base governista. ( Leia também: PSOL lança candidatura à Presidência do Senado)

( Veja a nova composição do Congresso Nacional )

– Chego com serenidade ao Senado para amalgamar a oposição. Somos um grupo político e só com unidade vamos conseguir nos contrapor ao governo. Estou confiante de que o PSDB saberá discutir seu destino. É hora de baixar a bola – afirmou Aécio, numa referência ao clima tenso registrado na semana passada dentro do PSDB em razão de um abaixo-assinado produzido pela bancada tucana da Câmara em favor da reeleição do pernambucano Sérgio Guerra para a presidência do PSDB.

Ele preferiu não comentar diretamente a reação negativa do ex-governador José Serra e seus aliados à iniciativa dos deputados tucanos em favor da reeleição de Guerra. Nos bastidores, Serra vinha alimentando a possibilidade de disputar o comando do partido. Aécio garantiu que não tem qualquer pretensão de concorrer à presidência do PSDB.

Sua prioridade este ano será ajudar na aprovação de uma reforma política. Aécio criticou, contudo, a proposta que vem ganhando força entre os governistas para incluir no texto desta reforma uma janela que permita o troca-troca partidário, o que viabilizaria o ingresso de alguns oposicionistas na base governo, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM.

– Não é por aí que se começa uma reforma política. O casuísmo não é um bom caminho para se iniciar esta reforma – observou.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/01/31/aecio-diz-que-hora-de-baixar-bola-prega-unidade-da-oposicao-923646781.asp

Aécio Neves defende com Alckmin atualização do programa do PSDB e aproximação com PSDB

Aécio defende aproximação com o PSB para reeditar parceria de 2008

Fonte: Valor Econômico

 

Aécio defende atualização do programa partidário em almoço com Alckmin: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil”

Fortalecido nas eleições deste ano, o senador eleito Aécio Neves (MG) defendeu a aproximação do PSDB com partidos que compõem a base do governo federal, como o PSB, repetindo a aliança vitoriosa na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, em 2008.

“Vamos conversar com outras forças políticas. Por que não é possível reeditar, se não da mesma forma, algo parecido com o que foi feito em Minas Gerais, por exemplo? Nós tivemos ali o PSB, PDT, PP, PTB ao nosso lado”, disse ontem, em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. “Em outros Estados também houve isso. Por que não tentar uma conversa em torno de programa com outras forças políticas?” questionou Aécio.

Em 2008, PT e PSDB uniram-se na capital mineira para apoiar Lacerda, candidato do PSB, em acordo costurado por Aécio e o ex-prefeito petista Fernando Pimentel.

Hoje o ex-governador de Minas deve se encontrar com o presidente do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos.

Na entrevista, Aécio criticou a defesa feita pelo presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, de antecipar a escolha do candidato à Presidência e lançar o nome em 2012. “Antecipar muito a identificação de um candidato é uma tática suicida e amadora”, afirmou. “Eu não tenho vocação para a primeira e nem tenho o direito de exercer a segunda”, disse, em tom ameno.

Aécio afirmou, no entanto, que o partido construir um discurso e se mobilizar desde já para falar “às regiões do país” onde não tiveram “espaço” nas eleições deste ano. “Não podemos, um partido que quer ganhar a Presidência, ter o desempenho que tivemos no Nordeste”, disse.

O ex-governador voltou a defender a “refundação” do partido e disse que vai trabalhar “no limite de suas forças” para que o partido seja mais democrático em suas decisões. Questionado sobre o episódio que marcou o partido em 2006, quando ele, o senador Tasso Jereissati (CE), Fernando Henrique e José Serra reuniram-se no restaurante Massimo para definir a candidatura presidencial, Aécio reiterou: “Não há mais espaço [para episódios como aquele]. Não. Foi um equívoco. Aquilo foi o símbolo de uma decisão fechada”, afirmou ontem. “Vou trabalhar à exaustão, no limite de minhas forças, para que o PSDB seja um partido nacional. Isso passa pela reorganização dos diretórios onde não tivemos expressão política”, declarou.

Na avaliação do mineiro, o PSDB retrocedeu ao aderir a pautas conservadoras, de direita, durante o período eleitoral: “É uma luz amarela que se acende. Mais uma razão para atualizarmos o programa partidário”, avaliou, pontuando as discussões sobre a legalização do aborto, utilizada na campanha presidencial. O PSDB, acredita, precisa voltar a ser uma referência de centro-esquerda no país, se aproximar dos setores mais populares e oferecer um discurso claro aos movimentos sindicais.

Aécio defendeu que o PSDB se descole de segmentos que defendam bandeiras estranhas ao partido em sua essência e se reconcilie com seu passado, em especial com os feitos dos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso: “Foi um erro nosso as principais lideranças do partido não assumirem o nosso legado”, observou.

No Congresso, o senador eleito disse que defenderá a reforma política e destacou três pontos: o financiamento público exclusivo para campanhas, a cláusula de desempenho para os partidos, para reduzir o número de legendas e o voto distrital misto.

A possibilidade de ocupar a presidência do PSDB foi descartada por Aécio, que defendeu a permanência de Sérgio Guerra no comando do partido. Pregou que a oposição aguarde antes de tomar posição em relação ao governo da futura presidente, Dilma Rousseff (PT): “Dilma representa uma grande incógnita. Até porque não a conhecemos na construção política. Devemos dar um tempo para ela. Temos que observar”.

Mais cedo, Aécio Neves almoçou com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin. Na saída, ambos convergiram no discurso sobre a necessidade de atualização do programa partidário: “O nosso programa foi construído em cima de uma realidade que não é mais a do Brasil. Então, isso tem de ser visto de forma absolutamente natural”, defendeu Aécio, que sugeriu que FHC, junto com o candidato derrotado à Presidência, José Serra, e Tasso Jereissati que não conseguiu a reeleição ao Senado, coordenem o processo.

“O partido foi fundado na década de 80 e hoje nós estamos em um outro momento”, afirmou Alckmin. “Então, é importante atualizar o programa partidário para fazer uma oposição propositiva, inteligente, que ajude o Brasil”, completou. No dia 15, o PSDB realiza um encontro com os oito governadores eleitos pelo partido, em Maceió (AL).

Veja: Os caminhos de Aécio Neves até 2014, desempenho nas urnas garante ao senador papel de líder do PSDB

Oposição
Os caminhos de Aécio Neves até a eleição de 2014

Fonte: Carolina Freitas – Veja

Desempenho nas urnas em 2010 garante ao senador papel de líder do PSDB. E ele precisa provar que é capaz de unir o partido

Nenhum outro tucano saiu das urnas tão vitorioso quanto Aécio Neves. Após oito anos à frente do governo de Minas Gerais, ele se elegeu senador com 7,6 milhões de votos e ainda empenhou seus 70% de aprovação no estado nas vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia, o antes desconhecido vice-governador que se transformou em seu sucessor.

Da popularidade de Aécio Neves, portanto, ninguém pode duvidar. A prova que se apresenta a ele agora é de outra natureza. Nos próximos quatro anos, o ex-governador mineiro precisa mostrar sua capacidade de liderança nacional para unir o PSDB e pavimentar o caminho até as eleições presidenciais de 2014.

Ao lado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, Aécio é hoje o principal nome do PSDB para a disputa. Alckmin, apesar da votação expressiva em São Paulo, já foi derrotado uma vez por Luiz Inácio Lula da Silva. Aécio é, no conteúdo e na forma, a grande novidade. Terá voltados para si todos os holofotes da oposição.

Para Marco Antonio Villa, historiador e professor de Ciência Política da Universidade de São Carlos, Aécio terá de evoluir para se firmar no cenário nacional. “A rotina de senador lhe exigirá outra postura. A cada dia ele precisa estar pronto a discutir uma pauta diferente”, analisa Villa. “Não basta ser conciliador, ter jogo de cintura. É preciso ter e defender ideias em um ambiente de tensão permanente.”

O voto de 44% dos brasileiros em José Serra no segundo turno das eleições de 2010 serve de recado para Aécio: há demanda por um discurso e uma proposta de oposição. “Aécio deve falar, antes de tudo, a esse eleitorado”, diz Villa.

O sociólogo Humberto Dantas, doutor em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo, lembra que, para construir a viabilidade de seu nome para 2014, Aécio precisa quebrar a centralização do PSDB em São Paulo. Seria a saída para suavizar a rixa entre tucanos mineiros e paulistas e seus reflexos negativos nas urnas – foi por causa dessa disputa interna que Serra se saiu mal em Minas, e se a questão não for resolvida, pode se voltar contra Aécio em São Paulo numa futura eleição nacional.

Para dar conta de tantas missões, bastaria a Aécio o cargo de senador? Ele jura que sim. Correligionários fazem eco. “Ele não procura títulos, é um líder nato. Aécio pode ser qualquer coisa, menos um qualquer”, afirma o fiel escudeiro Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.

Apesar do discurso, circulam pelos bastidores pelo menos três possibilidades, complementares ao Senado, para 2011. Aécio poderia assumir a presidência do Senado, poderia ainda presidir o PSDB, ou abandonar o partido que ajudou a fundar.

Presidência do Senado – O posto dos sonhos de Aécio é tão desejado quando improvável. E o mineiro dá sinais de que não pretende encampar essa guerra, ao assumir o discurso de que vai respeitar a proporcionalidade como critério de escolha do presidente da Casa. “Ele pode até sonhar com a presidência do Senado, mas não aposta em cavalo perdedor”, analisa Marco Antonio Villa. Para Humberto Dantas, assumir a tarefa seria “uma jogada de mestre”. “Ao mesmo tempo, porém, representaria um custo muito alto”, avalia.

A escolha preza pela representação proporcional dos partidos que compõe a Casa. Quem tem a maior bancada decide. No caso, o PMDB, com 20 cadeiras, e o PT, com 14, estão na frente do PSDB, que tem 11. “Há um acordo muito bem amarrado entre PMDB e PT para comandar o Senado. É uma posição com poder e visibilidade enormes. A base não entregaria isso a Aécio”, diz Villa.

Os galanteios do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), lançando Aécio ao posto, têm outra explicação. “São um recado ao PT, para que preste atenção ao PSB na partilha de espaço dentro do governo Dilma Rousseff”, diagnostica Dantas. “Aécio tem proximidade com Cid, Ciro Gomes e Eduardo Campos. Eles podem agir juntos, se quiserem.” PSDB e PSB firmaram alianças regionais em cinco estados nas eleições de 2010: Paraná, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Em todos eles, os candidatos a governador apoiados saíram vitoriosos.

Presidência do PSDB – O PSDB decidiu esticar até maio de 2011 o mandato do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, que terminaria em outubro. E não foi à toa. O objetivo é evitar o acirramento de ânimos entre apoiadores de José Serra e de Aécio Neves em um momento já delicado, após a derrota de Serra nas urnas. A disputa pela presidência do partido mobilizará os dois grupos, mas tende a terminar com uma decisão no melhor estilo tucano: um nome de convergência.

“Não seria bom para o PSDB ter Serra ou Aécio como presidente nacional, por conta das rusgas entre os grupos de cada um. Um deles assumir representaria que o outro foi derrotado, o que só aumentaria a cisão”, afirma Humberto Dantas.

Para Marco Antonio Villa, a tarefa de dirigir o partido exigiria de Aécio dedicação. “O PSDB é um condomínio de algumas lideranças regionais fortes. Precisa de alguém que o transforme em partido, com discurso, proposta e identidade”, diz o professor. “A tarefa envolve muito esforço interno. E Aécio precisa garantir visibilidade externa se quiser sair candidato a presidente em 2014.”

O caminho natural, portanto, será Aécio tentar colocar na presidência do partido um nome de sua confiança, avalia cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais. “Não interessa a Aécio que Serra assuma a presidência do partido. Isso daria ao adversário força para tentar mais uma candidatura à Presidência da República.” Um dos nomes de confiança de Aécio cotados para o cargo é o do senador em fim de mandato Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Por hora, tanto serristas quanto aecistas são só elogios a Sérgio Guerra. “Ele tem ido muito bem na condução do partido, mostra muita tranqüilidade e uma paciência incrível para acomodar correntes”, afirma a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das apoiadoras mais fieis do ex-governador paulista. “O partido está muito bem conduzido na mão de Guerra”, afirma o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG).

Fora do PSDB – Possibilidade remota, mas que ainda será muito ventilada nos próximos meses. Os boatos a respeito da saída de Aécio Neves do PSDB facilitam barganhas do mineiro dentro do partido e negociações de líderes do PSB e do PMDB com o PT. “Se houver alguma mudança de partido, so acontecerá depois das eleições municipais de 2012, quando o cenário eleitoral estiver mais claro”, acredita Villa. “Até lá surgirão muitos balões de ensaio.”

Sair de verdade só se a situação dentro do partido ficar insustentável, avalia Fábio Wanderley. “Aécio só sai se o partido estiver se desintegrando, que não é o que se vê agora.” Para Humberto Dantas, o perfil de Aécio deve garantir sua permanência entre os tucanos. “Sair seria difícil e arriscado. Aécio teve paciência para esperar o melhor momento para se candidatar, cedeu a vez a Serra. Além disso, tem uma boa relação com Alckmin. Juntos os dois darão identidade ao novo PSDB.”

Link da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-caminhos-de-aecio-neves-ate-a-eleicao-de-2014

Em entrevista à Folha, Aécio Neves defende refundação do PSDB e uma discussão aguerrida na defesa da ética e a democracia

Aécio defende refundação do PSDB e oposição propositiva

Fonte: Valdo Cruz – Folha de S. Paulo

Senador eleito afirma que partido não pode se envergonhar de privatizações

Ex-governador diz que PSDB precisa refazer seu programa e propõe que FHC, Serra e Tasso se encarreguem disso

Ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves defende a “refundação do PSDB” para recuperar sua “identidade”. Para isso, propõe refazer o programa partidário até maio de 2011.

O novo texto defenderia sem “constrangimentos” as privatizações de FHC e, ao mesmo tempo, fugiria de armadilhas eleitorais fixando que empresas como Banco do Brasil e Petrobras devem ser mantidas como estatais.

Ele promete uma “oposição generosa” a Dilma nas discussões sobre reformas e “aguerrida” na defesa da democracia e da ética. Aécio diz que o presidente Lula “atropelou” algumas instituições na campanha, mas Dilma “foi eleita legitimamente”.

Folha – Qual será o papel do PSDB no governo Dilma?
Aécio Neves – Existiu um pensador inglês que deixa um ensinamento tanto para o governo que assume como para a oposição. Benjamin Disraeli, primeiro-ministro da Inglaterra (1804-1881), dizia que para haver um governo forte é preciso haver oposição forte. É esse papel que temos de desempenhar.

O PSDB precisa de mudanças após as últimas três derrotas?
Estamos no momento de refundar o PSDB para recuperar nossa identidade partidária. Por isso estarei propondo ao partido que, daqui até maio, quando teremos nossa convenção partidária, possamos refazer e atualizar o nosso programa partidário.
Vou sugerir um grupo de três notáveis do partido para coordenar essa refundação.

Quem seriam os notáveis?
O presidente Fernando Henrique, o candidato José Serra e o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.

Qual a linha da refundação?
Que fale da nossa visão sobre privatização sem constrangimentos. Temos de mostrar como foi importante para o país a privatização das telecomunicações, Embraer, Vale. Ao mesmo tempo assegurar, de forma clara, que existem empresas estratégicas do Estado que não estarão sujeitas a qualquer discussão nessa direção, como o Banco do Brasil, a Petrobras.

O sr. quer acabar com as armadilhas eleitorais em que o partido caiu nas eleições?
Temos de falar disso com altivez, reconhecendo e assumindo o nosso legado. Não existiria o governo Lula com seus resultados se não tivesse havido os governos Itamar Franco e FHC.

FHC disse que não mais apoiará um PSDB que não defenda seu passado.
Eu compreendo a angústia do presidente, mas não vou, numa hora dessas, olhar para trás. Vou olhar para a frente. O governador Serra defendeu com extrema altivez e coragem pessoal as teses que achava que deveria defender. Foi um guerreiro nesta campanha, defendeu valores extremamente importantes.

E sobre lançar daqui a dois anos o candidato do PSDB a presidente em 2014?
Não sei se é hora de pensar nisso. A vida é feita por etapas. Não podemos é correr o risco de ter um processo atropelado no final.

O momento é mais de a “luta continua”, fala de Serra após a derrota, ou de estender a mão, de Dilma Rousseff?
Temos como exercer uma oposição aguerrida na defesa das nossas instituições, da própria democracia e na fiscalização permanente das ações do governo, colocando limites em eventuais excessos. E, ao mesmo tempo, exercermos uma oposição propositiva, que apresente propostas em torno de uma agenda de Estado, e não de governo. Aí entra na pauta a agenda das grandes reformas. Devemos estar dispostos a sentar à mesa na busca de construção de consensos em torno dessas reformas.

Quais?
Começo pela política, que reorganize nosso sistema político-partidário. A tributária, que aponte na direção da redução da carga tributária. Reforma do Estado, que fortaleça Estados e municípios; a construção de uma política industrial racional, que nos tire da armadilha em que entramos, que nos transforma em exportadores de produtos primários e importadores de manufaturados. Na discussão desses temas a próxima presidente encontrará uma oposição generosa e ao mesmo tempo firme na defesa das instituições democráticas, nos limites éticos.

O presidente Lula pediu à oposição que não seja raivosa em relação ao governo Dilma.
Não vamos fazer a oposição raivosa exercida pelo PT ao governo FHC, votando contra tudo. O próprio PT deve ter aprendido com isso. O Brasil está maduro para ter outro tipo de oposição.

Na eleição, sua relação com Lula ficou desgastada?
Temos de compreender isso como parte do processo eleitoral. Passado o calor eleitoral, todos temos de ter a disposição para conversar. Só uma oposição frágil e insegura se negaria a discutir com o governo temas essenciais à vida nacional.

Lula extrapolou na eleição?
A eleição está passada. Quem tem de fazer esse juízo é a sociedade. A presidente foi eleita legitimamente.

A fila andou no PSDB? O sr. é o candidato a presidente?

[rindo] O PSDB nunca teve dificuldades de quadros. Continua não tendo. Só alguém neófito em política se lança candidato de si próprio. Eu estarei à disposição do partido para cumprir o papel que me designar.

Quem foi o personagem da eleição de 2010?

O presidente Lula. Construiu uma candidatura à revelia do seu partido e venceu. Essa é a marca que fica. Atropelando em determinados momentos algumas das nossas instituições, mas venceu as eleições e temos de reconhecer essa vitória, não nos fragilizarmos a partir dela.

O sr. pode sair do PSDB?
Meu destino é no PSDB.

Defende a abertura de uma janela partidária para troca de partidos no próximo ano?
Não acho que seja o essencial. Deveríamos discutir a cláusula de desempenho.

Cobrança de Xico Graziano pegou mal no PSDB porque surgiu no momento em que Aécio Neves estava mais envolvido na campanha

No meio do caminho de Aécio, tinha o Bolsa Família

Fonte: Jorge Félix – Poder Online

A cobrança de Xico Graziano ainda pegou mal no PSDB porque surgiu no momento em que Aécio Neves, de acordo com tucanos ligados a José Serra, estava mais envolvido na campanha.

No primeiro turno, a reclamação foi grande, Serra chegou até a montar uma estrutura do B em Minas e fez tudo para laçar o arisco Aécio. No segundo turno, o quadro mudou. E tucanos da equipe do candidato – sempre atentos aos passos do mineiro – detectaram até prefeitos licenciados a pedido do ex-governador para se dedicarem à campanha de Serra.

Outro ponto contra Graziano:  o PSDB analisou o mapa de votação em Minas e percebeu que a presidenta eleita Dilma Rousseff foi imbatível no norte do estado, onde a pobreza é maior e há maior incidência do Bolsa Família.

Link para da nota: http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/11/01/no-meio-do-caminho-de-aecio-tinha-o-bolsa-familia/

 

 

 

 

 

 

 

 

Luis Ducci do PT tem medo da liderança de Aécio Neves e estimula fogo-amigo do PSDB paulista

Secretário-geral da Presidência diz que tucanos paulistas devem impedir Aécio de liderar oposição

Fonte: Tales Faria – IG

Secretário-geral da Presidência da República, o petista mineiro Luiz Ducci tem dúvidas se os tucanos paulistas deixarão o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) liderar a oposição ao governo Dilma Rousseff.

Ducci não acredita que José Serra, candidato derrotado à Presidência, terá condições de comandar a oposição.

Mas, com o governo de São Paulo nas mãos de Geraldo Alckmin, do PSDB, Luiz Ducci raciocina que os paulistas terão como de impedir a liderança do mineiro Aécio Neves no campo oposicionista.

Veja abaixo o vídeo que ele gravou para o Poder Online ontem, em meio às comemorações pela vitória da petista na campanha presidencial, no qual afirma que “São Paulo tem tanto poder econômico que não percebe a necessidade de fazer alianças com outros Estados para universalizar seus interesses”:

Link para vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=I94w0sOxun0&feature=player_embedded

Link do post: http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2010/11/01/secretario-geral-da-presidencia-diz-diz-que-tucanos-paulistas-devem-impedir-aecio-de-liderar-oposicao/

 

Eleição 2010 – Relação e número dos candidatos do PSDB em Minas Gerais – Antonio Anastasia, Aécio Neves, Itamar Franco

Veja relação dos candidatos do PSDB ao em Minas

Fonte: UOL Eleições

Link para consulta geral: http://eleicoes.uol.com.br/

Senado

Leia mais…

Antonio Anastasia e Aécio Neves participaram da convenção do PTB, que oficializou apoio à chapa do PSDB

O governador Antonio Anastasia e o ex-governador Aécio Neves participaram nesse sábado (19/06/2010) da convenção do PTB, que oficializou o apoio do partido à chapa do PSDB para as eleições de 2010. Os dois foram recebidos no hall das bandeiras, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, local onde aconteceu a convenção, por deputados do PTB, os presidentes do PP, PPS,  PSB, PSDB e DEM.

Para o governador Aécio Neves, essa parceria com o PTB e outras legendas que o acompanham há oito anos é um sinal de que essa caminhada foi feita com dignidade.

“O PTB participa conosco há oito anos do esforço de reconstrução de Minas, na valorização política do nosso estado, na redução das desigualdades sociais. O êxito do nosso governo reconhecido por mais de 90 % da população é o êxito do PTB”, afirmou Aécio Neves em entrevista durante a convenção. “O PTB é o legítimo representante dos principais avanços que tivemos no Brasil em defesa dos trabalhadores e é a garantia de que o governo Antonio Anastasia será sempre fiel a este extraordinário legado. Estamos extremamente felizes hoje de ter o PTB ao nosso lado e é muito bom terminar uma ação de governo após oito anos com os mesmos companheiros ao nosso lado, sinal de que foi uma caminhada feita com extrema dignidade”, completou Aécio Neves.

Para o ex-governador, o caminho natural é a de que os partidos da sua base de apoio caminhem com o governador Antonio Anastasia, mas a aliança mais expressiva será a da população.

“O que me tranqüiliza é que nós temos uma obra de governo a apresentar à população. É muito fácil lembrarmos como estava Minas e como está a Minas de hoje. Eu creio que aqueles que caminharam conosco nesses últimos anos terão muito mais tranquilidade na sua campanha de continuar conosco, até porque nesses últimos anos atuaram em defesa do governo, atuaram valorizando as ações do governo, participaram desses investimentos do governo. Então acho que o caminho natural de vários desses partidos que estiveram conosco é estar ao lado do professor Anastasia. Estou convencido de que Anastasia terá uma ampla aliança de partidos em seu entorno, mas terá  ainda mais expressiva que é a aliança da população mineira em torno desses avanços”, disse o ex-governador Aécio Neves.

O governador Antonio Anastasia, que também participou da convenção do PTB, afirmou que nesses sete anos e meio de governo o PTB esteve sempre firme ao lado do governo, em todos os momentos. O apoio do partido significa que o PSDB terá condições de apresentar uma chapa vitoriosa: “O partido é muito presente em Minas. Vamos trabalhar para fortalecer o PTB e, é claro, a nossa base”.

Point Barreiro

Foto: VICTOR SCHWANER- NITRO/PSDB-MG

Antes de participar da convenção do PTB, o governador Antonio Anastasia esteve no Barreiro, onde autorizou o início da segunda etapa das obras do Pólo de Integração do Barreiro, o Point Barreiro. O espaço será usado para a promoção da cidadania e inclusão social.  Serão oferecidos aos moradores dos 80 bairros da região uma Escola de Tempo Integral, biblioteca comunitária, Centro de Promoção do Trabalho, ginásio poliesportivo, pomar e playground. O Point será construído onde funcionava a antiga Fundação do Bem estar do Menor(Febem), desativada pelo governo em 2006.

Serra visita Uberlândia e Aécio Neves trabalha para consolidar PSDB na Região do Triângulo Mineiro

Campanha ao lado de Aécio

Em visita ao Triângulo Mineiro, ex-governador de Minas Gerais promete viajar com Serra pelo estado e pelo país. Lideranças do PP regional anunciam que estarão no palanque do tucano

Fonte: Alana Rizzo – Estado de Minas/Correio Braziliense

A troca de afagos entre o pré-candidato à Presidência José Serra e o ex-governador mineiro Aécio Neves deixa claro que o PSDB não quer correr o risco de perder a disputa no segundo colégio eleitoral do país. Durante a passagem do presidenciável pela região mais paulista de Minas, os dois não se descolaram. Logo que Aécio chegou na cidade, 15 minutos depois de Serra, os ex-governadores foram para uma sala ainda no aeroporto e tiveram uma conversa reservada de cinco minutos. Aécio prometeu reforçar a campanha do ex-governador paulista no estado e no país. Garantiu que vai viajar com o pré-candidato depois de uns dias de “férias”. A agenda ainda não está fechada.

“A força da sua juventude será fundamental para a nossa caminhada”, disse Serra. Ele elogiou também o talento do mineiro para escolher a equipe de trabalho, agradando, por tabela, o atual governador Antônio Anastasia, que era vice do tucano. O paulista ainda brincou do “conceito” de Aécio com as mulheres. “Muitas me pediram para dizer a ele que tirasse a barba”. Serra não pediu, mas o ex-governador mineiro apareceu de visual novo: sem barba, bronzeado e com os cabelos mais claros.

Desde que prometeu entrar de cabeça na campanha de Serra e viajar por Minas, esta é a primeira vez que o ex-governador mineiro colocou mesmo pé na estrada. O apoio do mineiro é essencial para a campanha do partido. Segundo aliados, Aécio deve ser o fiel da balança na região. Em 2002, a votação de Serra não foi tão expressiva. Teve, no primeiro turno, 17,9% dos votos. Contra 55,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno, ficou com 29,2% e Lula, 70%. “Em 2002, existia um nome chamado Lula”, disse Aécio Neves, que foi eleito na região do Triângulo Mineiro com 72,9% dos votos.

O ex-governador mineiro, entretanto, negou a possibilidade de ser vice na chapa e afirmou que este assunto será debatido pela coligação. O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é primo de Aécio, está cogitado para ocupar a vaga de vice. O partido integra a base aliada do governo Lula, que está rachado com relação ao apoio a Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.

Em Uberlândia, o prefeito da cidade, Odelmo Leão, que já foi líder do PP na Câmara dos Deputados, e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Alberto Pinto Coelho, cotado para vice na chapa do governador de Minas, Antonio Anastasia, garantiram que vão fazer campanha para o tucano no estado. Os dois acompanharam a comitiva de Serra na cidade. Ao lado de prefeitos, deputados estaduais e federais, o pré-candidato participou de um encontro na associação comercial. Do lado de fora do prédio, servidores da educação que estão em greve no estado protestaram e acabaram se enfrentando com a claque tucana. A comitiva entrou por outra porta e não viu a manifestação. Durante o encontro, militantes gritavam e batucavam o tempo todo “Serra, presidente, e Anastasia, governador”. Um jingle ecoava “Minas pode mais” e o “Triângulo pode mais”, em referência ao mote de Serra: “o Brasil pode mais”.

Em seu discurso de quase meia hora, Serra destacou lideranças locais e chegou a comparar o Triângulo Mineiro ao interior europeu. Mais uma vez, rasgou elogios a Aécio, a quem atribuiu os bons índices da região. “Isso é que é governar direito. Você nivela por cima.” Segundo ele, a região vai “decolar como um foguete”. Ontem, Serra deixou um pouco de lado o discurso do passado, em que contava seus feitos no Ministério da Saúde. Falou mais da sua experiência como prefeito da maior cidade do país.

Ministérios

Serra reforçou sua proposta de criação de novos ministérios. Nos últimos dias, o tucano vem batendo na tecla da necessidade de ter uma pasta específica para tratar de Segurança Pública. A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, criticou o projeto e disse que a medida vai inchar a máquina. Em resposta, Serra disse que, se eleito, iria acabar com algumas secretarias que ganharam status de ministério no governo Lula como a dos portos e de Assuntos Estratégicos. Serra prometeu também uma pasta para tratar dos portadores de deficiência.

O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, também atacou o governo. “As diferenças já começaram a aparecer. Queremos um Brasil servindo aos brasileiros. O PT um Brasil servindo ao partido”, disse. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, também participou da visita ao Triângulo Mineiro. Serra ouviu o tradicional “chororô” de prefeitos. Ouviu reclamações, lamentações e pedidos de obras. Por conta de uma reunião da Associação Mineira de Municípios que estava marcada para ontem também, cerca de 40 prefeitos participaram do encontro. O tucano foi cobrado a rever o pacto federativo e garantir a reforma tributária. Porém, as promessas para a região foram outras: o gasoduto e a transformação do aeroporto da cidade em internacional.

Atraso

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, chegou a Uberlândia por volta das 14h30. Ele foi recebido por lideranças da região e ficou esperando o ex-governador de Minas Aécio Neves chegar à cidade. “Aécio sempre brinca que ficava me esperando. Agora, eu sou o Serra pontual e ele está atrasado”. Serra comemorou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de derrubar a patente do Viagra. Para ele, o genérico vai agradar muita gente.

Para saber mais
Uma região bem rica

Com uma população em torno de 1,5 milhão de habitantes, o Triângulo Mineiro tem Uberlândia, Uberaba e Araguari como as principais cidades. É uma das regiões mais ricas de Minas Gerais, com a economia voltada para a distribuição. As principais indústrias ali instaladas relacionam-se aos setores de processamento de alimentos e madeira, açúcar e álcool, fumo e fertilizantes. Uberlândia, a maior cidade da região, com 634 mil moradores, é comandada pelo PP. O prefeito é Odelmo Leão. Já Uberaba (296 mil habitantes) e Araguari (111 mil habitantes) têm prefeitos do PMDB, Anderson Adauto e Marcos Coelho de Carvalho.

Ciro Gomes

Serra não quis comentar a decisão do PSB de retirar a candidatura de Ciro Gomes. Já Aécio fez questão de demonstrar insatisfação como afastamento do deputado federal da disputa pela Presidência. Ele disse que Ciro é preparado e que quem perde é a política brasileira, que terá uma eleição polarizada. Aécio disse que pretende conversar com Ciro para saber a possibilidade de, no futuro, estejam juntos”.

Link da matéria: http://www2.correiobraziliense.com.br/cbonline/politica/pri_pol_236.htm

Aécio Neves incendeia militância do PSDB no lançamento da pré candidatura de Serra à Presidência da República

Aécio, recebido aos gritos de ‘vice, vice’, diz que estará ao lado de Serra ‘onde for convocado’

Fonte: O Globo

Na festa de lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) , neste sábado, à sucessão presidencial, o ex-governador Aécio Neves externou seu apoio ao tucano e deixou uma porta aberta sobre seu futuro político.

No discurso, Aécio disse uma frase que foi interpretada por tucanos como uma sinalização de que pode ser o candidato a vice na chapa de Serra. Aécio saiu do governo de Minas Gerais para concorrer a uma vaga no Senado, mas o apelo de partidários é que ocupe a vaga de vice.

A partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas, (estou) ao seu lado ou onde eu for convocado

– A partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas, (estou) ao seu lado ou onde eu for convocado – disse Aécio, que em dezembro desistiu de disputar ele próprio da Presidência da República pelo PSDB.

Assim que terminou de falar, em discurso mais inflamado que o de Serra, a plateia gritou em coro: “Vice, vice!”

– Hoje Minas está presente… para dizer que o candidato de Minas é José Serra – afirmou Aécio.

Falando em nome dos governadores, o mineiro disse que o momento é de consagrar a unidade do PSDB, para que o povo possa ver no Brasil “o governo do mérito e do resultado”. Fez elogios iniciais a Serra, mas se dedicou em seguida a fazer grande homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Fez um apanhado das realizações dos dois mandatos de FH (1995-2002), citando a instituição da Lei de Responsabilidade Fiscal e as privatizações, e disse que de público “reconhece as virtudes do presidente Lula”.

Hoje Minas está presente… para dizer que o candidato de Minas é José Serra

– Mas uma (virtude) mais que as outras é manter inalterada a política econômica de FH – emendou.

O mineiro disse ainda que está aberto a discutir o passado do partido.

– Se quiserem, vamos discutir e debater nosso passado porque não há nada que nos envergonhe.

FH, que não compareceu à despedida de Serra do governo paulista no início do mês, não foi escondido pela organização do evento neste sábado, que reuniu cerca de 4 mil pessoas. Ele não só teve direito à palavra, como foi exaustivamente fotografado levantando o braço direito de Serra.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/10/aecio-recebido-aos-gritos-de-vice-vice-diz-que-estara-ao-lado-de-serra-onde-for-convocado-916310305.asp

Leia os principais trechos do discurso de Aécio Neves na festa do PSDB para Serra em Brasília

Confira os principais trechos do discurso de Aécio no lançamento da pré-candidatura de Serra à Presidência da República

Fonte: Globo Online

O ex-governador Aécio Neves externou seu apoio ao pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, e deixou uma porta aberta sobre seu futuro político.

Veja os principais trechos dos discursos de Aécio:

“Caminhei ao lado do governador José Serra durante todo o ano passado por várias partes deste país. Discutimos ideias, apresentamos propostas, mas, em todos esses encontros, dos quais muitos participavam, eu dizia sempre: nada, nada haverá de nos afastar do nosso compromisso prioritário com os brasileiros. Isso passa pela nossa unidade”

“No momento em que, no fim de dezembro do ano passado, declarei-me não mais pré-candidato do PSDB, eu dava o primeiro claro sinal de que estaria ao seu lado, governador José Serra, porque, acima de projetos pessoais, legítimos que sejam, está o interesse maior de construirmos um brasil diferente”

“O PSDB e os seus aliados estão, sim, preparados para um debate para o futuro do país. E também vamos debater o nosso passado”.

“Ao contrário do que alguns querem fazer crer, o Brasil não foi descoberto em 2003 . Os avanços que hoje ocorrem vieram a partir da luta e do trabalho de muitos democratas”

“A história do PT vem de longe e vamos a este debate. Se o Brasil é hoje um Brasil melhor, foi porque em 1985, ainda sem fundarmos o PSDB, todos os que estamos aqui estivemos do lado do presidente Tancredo Neves para reconstruirmos a democracia. A ele negaram seu voto porque o projeto partidário, para eles, sempre foi prioritário”

“Tivemos a Constituição, uma discussão extremamente complexa. Aprovamos, na constituinte de 1988, a nova Constituição brasileira. Mais uma vez, eles a negaram através das suas mais eloquentes vozes”

“Nós estivemos ao lado do presidente Itamar….”

“Nós estivemos lá ao seu lado, garantindo a estabilidade da economia (no Plano real). Eles, mais uma vez, não negaram seu voto à estabilidade econômica”

LRF: “Nós a compreendemos e votamos a favor. Eles, mais uma vez, não”.

Privatizações: “Privatizamos, sim, setores que precisavam ser privatizados, como a telefonia, como a siderurgia. E eles, mais uma vez, negaram espaço à eficiência”

Transferência de renda: “Me lembro da luta, do trabalho, da obstinação de dona Ruth Cardoso. O início dos programas de transferência de renda, que tiveram nosso apoio. “Mas o deles, não, porque não era deles a proposta”

MÉRITO DE LULA

“Ele manteve absolutamente inalterada a política econômica de FHC. Teve a responsabilidade de avalizar o que de bom foi feito neste país. É ele, mais do que ninguém, que avaliza o governo de Vossa Excelência”

Serra

“Quero dizer, agora diretamente ao amigo José Serra. A partir deste dia de hoje, a sua voz será a nossa voz das montanhas de Minas ao Nordeste deste país. Queremos um governo que avance mais, que faça menos propaganda e que trabalhe, sim, não para que o governo esteja a serviço de um partido, mas para que os partidos estejam a serviço do país”

“Ninguém tem proposta melhor para este país do que o companheiro José Serra e, ao seu lado, eu estarei, a partir de Minas Gerais, das montanhas de Minas, para, ao seu lado, onde seja convocado, governador, fazer com que a sua voz possa ecoar por todo o país”

“De público, quero convidar o governador para que inicie a sua peregrinação pelas terras mineiras para que os exemplos dos nossos homens públicos possam inspirá-lo cada vez mais e as nossas montanhas de ferro possam lhe dar força para esta caminhada que não será fácil”

“Hoje, Minas aqui está, presente e de pé, para dizer que, a partir deste momento, o candidato de Minas é o governador José Serra”

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/10/confira-os-principais-trechos-do-discurso-de-aecio-no-lancamento-da-pre-candidatura-de-serra-presidencia-da-republica-916312664.asp

Aécio Neves diz que o compromisso dele é com o PSDB e que estará ao lado de Serra

Aécio diz que ‘estará ao lado de Serra’

Fonte: Celia Roufe – Agência Estado

Embalado pelos gritos da plateia de “vice, vice, vice”, durante encontro do PSDB/DEM/PPS, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves disse que acompanhará de perto a pré-candidatura do colega de partido José Serra à Presidência da República. “Estarei ao seu lado onde quer que eu seja convocado”, afirmou Aécio.

Durante seu discurso, ele afirmou que a unidade do PSDB é o melhor instrumento para ter no Brasil novamente um governo que priorize resultados. Aécio lembrou que em dezembro do ano passado abdicou da possibilidade de encabeçar a chapa do partido e alegou que este era um claro sinal de que estaria ao lado de Serra. “Estamos iniciando um grande embate”, afirmou.

Aécio garantiu que o PSDB está preparado para debater sobre o futuro do País e também não se negará a discutir o passado do partido se assim os opositores desejarem. “Não há nada que nos envergonhe”, afirmou. O ex-governador disse que se o Brasil é um País melhor hoje, é porque o PSDB esteve ao lado do presidente Tancredo Neves (avô de Aécio), em 1985.

Ele também citou outros momentos históricos que receberam o apoio do PSDB, como o impeachment do presidente Fernando Collor e o lançamento do Plano Real. Em contrapartida, de acordo com Aécio, o PT passou ao largo de muitos desses acontecimentos porque não se tratavam de projetos que nasceram dentro do Partido dos Trabalhadores. “O Brasil não foi descoberto em 2003”, afirmou.

O ex-governador reconheceu as privatizações feitas no passado pelo PSDB. “Privatizamos sim, mas setores que precisavam, como o de telefonia e a siderurgia. Eles (PT) negaram a eficiência”, ressaltou. Depois dessas críticas diretas ao Partido dos Trabalhadores, Aécio disse que iria reconhecer, em pleno encontro do PSDB, virtudes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Mas uma delas esteve acima de todas as outras: Lula manteve inalterada a política econômica de Fernando Henrique Cardoso”, disse arrancando fortes aplausos da plateia.

Na avaliação de Aécio, não há proposta de governo melhor para o País do que a de José Serra. Ele disse também que deseja, a partir de agora, “um governo que faça menos propaganda

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-diz-que-estara-ao-lado-de-serra,536576,0.htm

Aécio Neves e diretório mineiro do PSDB vão apresentar a Serra lista de projetos e obras consideradas prioritárias em Minas

Aécio vai entregar a Serra lista de reivindicações de Minas

Fonte: Agência Estado – publicado no Portal R7

Lista deve integrar plataforma de governo do presidenciável tucano

O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o diretório estadual do PSDB irão apresentar ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, uma lista de projetos e obras consideradas prioritárias em Minas Gerais. A intenção é que a relação conste da plataforma de governo do presidenciável do partido.

No último encontro que tiveram, Serra solicitou a Aécio a elaboração de um documento contendo as demandas de grande repercussão no Estado. De acordo com o presidente do PSDB-MG, deputado federal Nárcio Rodrigues, o documento – inicialmente batizado de “Agenda Minas Gerais” – deverá ser entregue ao pré-candidato tucano no fim deste mês ou no início do próximo, durante uma visita de Serra ao Estado.

A lista inclui reivindicações como a ampliação do metrô de Belo Horizonte até o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins; a ampliação do próprio aeroporto, que já opera no limite de sua capacidade; a recuperação do Anel Rodoviário da capital mineira; a duplicação da BR-381, no sentido Belo Horizonte-Vitória, e a revitalização da bacia do rio São Francisco.

As obras e projetos já foram objetos de reclamações públicas de Aécio, principalmente quando ele se colocava como pré-candidato à Presidência. O ex-governador já cobrou diretamente a Casa Civil – quando ainda era ocupada por Dilma Rousseff, pré-candidata petista – pela falta de investimentos no metrô de Belo Horizonte.

Para enfrentar eventuais resistências ao nome do paulista no segundo colégio eleitoral do País, Aécio recomendou Serra a se comprometer efetivamente com o desenvolvimento do Estado e citou também a necessidade de uma política específica que dê estabilidade ao setor cafeeiro. O ex-governador – que continua categórico na rejeição à candidatura a vice – tem dito que não basta aos pré-candidatos visitar Minas, pois, mais do que visitas, o Estado “precisa de propostas”.

“Estamos entregando a ele (Serra) um conjunto de ações que considero complementares àquelas que o governo do Estado vem fazendo e que permita que ele tenha uma identidade maior com Minas Gerais”, disse Aécio na semana passada, durante uma visita à Serra da Piedade, em Caeté (MG). “O mais relevante para nossa vida não é o local de nascimento do candidato, mas o compromisso efetivo que ele tenha com o nosso estado”.

Para Nárcio, o governo Lula “se omitiu no que era estruturante para Minas”. “Será um documento muito importante porque sinaliza também uma relação de compromissos do governador Serra com Minas Gerais na elaboração da sua plataforma de governo”.

Link da matéria: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1560750-5601,00-AECIO+VAI+ENTREGAR+A+SERRA+LISTA+DE+REIVINDICACOES+DE+MG.html

Aécio Neves representará os governadores do PSDB no lançamento da pré-candidatura de Serra

FHC e Aécio discursam em lançamento de Serra no sábado

Fonte: Natuza Nery – Reutrs publicado em O Estado de São Paul0

Discursos cronometrados, escolhidos a dedo, e um vídeo sobre a trajetória política de José Serra no lançamento de sua pré-candidatura. Esse é o formato desenhado para apresentar, oficialmente, o tucano como postulante à Presidência da República no próximo sábado.

O humor no partido não podia estar melhor. Recente pesquisa do Datafolha, com números que apontam para a ampliação de sua vantagem sobre a adversária do PT, Dilma Rousseff, conferiu energia cinética à campanha.

Cerca de mil pessoas já reservaram hospedagem em Brasília, sede da solenidade. Ao contrário do que se esperava, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ganhou lugar no púlpito. Falará aos convidados, ao invés de ser escondido pelos pares.

O mineiro Aécio Neves, cortejado à vaga de vice, terá a palavra em nome dos governadores, assim como os presidentes dos três partidos (PSDB-DEM-PPS) que já constituem a pré-chapa.

“A gente quer dar uma demonstração de unidade e de nosso tamanho… Queremos mostrar nosso time para disputar a eleição no país”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que será o coordenador-geral da campanha.

Segundo ele, representantes de palanques em todos os Estados estarão presentes.

O discurso de Serra, a ser proferido por volta do meio dia, dirá “o que ele fez, faz e o que fará pelo Brasil”.

O vídeo apresentará aos convidados o filho único de feirantes da Móoca, bairro da zona leste de São Paulo. A peça publicitária está aos cuidados de Luiz González, marqueteiro do tucano.

Um dos objetivos é mostrar um José Serra moderado, mas combativo para rivalizar com Dilma, em recentes ataques ao passado tucano e à figura do pré-candidato.

Na véspera, a ex-ministra recebeu o apoio do PR, quando criticou duramente a gestão do adversário no Ministério do Planejamento, responsabilizando-o pelo apagão elétrico na administração FHC.

“Quanto mais brava ela ficar, melhor para a gente”, pontuou Sérgio Guerra.

A estratégia é colar na pré-candidata o estereótipo de agressiva.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,fhc-e-aecio-discursam-em-lancamento-de-serra-no-sabado,534640,0.htm

Eleição 2010: Valor Econômico diz que Aécio Neves como vice poderá tirar votos do PSDB em Minas

Aécio dirá a Serra que vaga de vice tira votos de tucanos em Minas

Fonte: Valor Econômico

Eleições: Ao rejeitar cobrança por eventual derrota de Serra, Aécio diz que só é responsável por governo de MG

O governador mineiro Aécio Neves (PSDB) volta para o centro das articulações da candidatura presidencial da oposição este ano, na semana em que entrega a principal obra de seu governo, a nova sede administrativa, formada por um palácio, dois prédios administrativos e um auditório, a um custo de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Aécio deverá receber para a inauguração o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), além do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que deve jantar na véspera com o colega mineiro e passar a noite no Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas Gerais.

No jantar, a expectativa no círculo mais próximo ao governador mineiro é que Aécio procure explicar a Serra que sua presença como candidato a vice na chapa do paulista à presidência seria contraproducente. Por este raciocínio, a candidatura a vice potencializaria uma frustração do eleitorado mineiro pelo fato de Aécio não ter sido escolhido o candidato presidencial. Uma frustração que no momento, não se traduz em perdas para o tucano: as pesquisas de opinião sobre a eleição presidencial em Minas mostram que Serra consegue no Estado o mesmo índice da pesquisa nacional. Ou seja: se Minas Gerais não está impulsionando Serra, também não está representando um peso.

A presença de Aécio como candidato a vice é ardentemente desejada pela ala serrista do PSDB, já que o candidato tucano não consegue gerar fatos positivos no noticiário nas últimas semanas, enquanto Dilma cresce nas pesquisas. Ontem, ao dar entrevista após o lançamento de um selo postal em homenagem ao centenário de nascimento do avô, o presidente Tancredo Neves ( 1910-1985), Aécio mais uma vez descartou a vice.

A posição de Serra é extremamente sólida nas pesquisas. Eu buscarei uma cadeira no Senado”, disse. Aécio atribuiu a queda do tucano nas pesquisas “a alguns problemas em São Paulo que podem estar impactando o resultado”. Desde o início do ano, São Paulo tem sido fortemente atingido por chuvas e inundações.

Aécio foi irônico ao ser questionado se poderia ser responsabilizado pela eventual derrota do colega paulista. “Cada um é responsabilizado pelo que faz e eu serei responsabilizado pelo governo que estou fazendo em Minas, e tomara que seja uma bela responsabilidade”.

O governador mineiro pela primeira vez admitiu que o PSDB faça uma chapa “puro sangue” à presidência, embora tenha voltado à ironia para se autoexcluir da composição. “Sou mestiço”, afirmou. Segundo Aécio, há várias possibilidades para a chapa e uma delas é o senador Tasso Jereissati (CE). “Ele tem belas condições, pela forte presença no Nordeste”, afirmou, ponderando que o tema precisa ser discutido pelos aliados do PSDB em nível nacional, que são o DEM e o PPS.

O governador mineiro cobrou de Serra propostas para o debate presidencial. “Se hoje o quadro parece mais favorável para um determinado candidato, pode ser que no futuro não seja assim. Basta apenas percorrer o histórico das últimas eleições e vamos perceber que candidatos que estavam muito atrás em abril, chegaram a ganhar as eleições em primeiro turno. E não me refiro a eleições perdidas no tempo. Então, vamos ter tranqüilidade, o PSDB tem que construir o seu discurso, o seu projeto , mostrando que tem condições melhores de avançar naquilo que foi conquistado até aqui”, afirmou.

Link para assinantes: http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/6134192/aecio-dira-a-serra-que-vaga-de-vice-tira-votos-de-tucanos-em-minas

PSDB faz encontro em São Paulo e define Aécio Neves para o Senado e Serra candidato à Presidência

‘O Serra é o candidato. Acabou’

Fonte: Soraya Aggege – Agência O Globo

À revelia do governador José Serra (PSDB), líderes tucanos bateram o martelo ontem: ele será o candidato à Presidência da República pelo partido, mesmo que retarde o anúncio até abril. O governador de Minas, Aécio Neves, não será o vice, mas candidato ao Senado e apenas fará palanque para Serra em seu estado. O assunto foi tratado durante um almoço que reuniu Aécio, o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, e o senador Tasso Jereissati (CE), com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em sua casa, no bairro de Higienópolis.

Guerra se encontra hoje com Serra (que ontem cumpria agenda no interior do Estado) para falar da reunião.

— Já passado o final de ano e a com a definição clara de Aécio, o governador Serra é o candidato.

Acabou. Agora é conversar para articular um trabalho efetivo — disse Tasso, que deixou a casa do ex-presidente mais cedo para se preparar para uma viagem ao Egito.

Dificuldades em cinco estados, entre eles o Rio Segundo o senador, é “difícil” e “improvável” que Aécio mude de posição. Mais tarde, ao ser perguntado por jornalistas se recebeu novas propostas para fechar uma chapa puro-sangue com Serra, Aécio foi interrompido pelo anfitrião, que o acompanhava até a calçada do prédio: — Ninguém aqui está insistindo com Aécio.

O governador de Minas concordou e disse que, no almoço, Guerra fez uma detalhada análise da situação do partido com relação às alianças regionais: — Agora nós vamos montar o bloco para depois do Carnaval.

O Sérgio (Guerra) fez uma análise detalhada e até lá vamos costurando as alianças regionais.

Abraçado a Aécio, Fernando Henrique brincou que o time está sendo preparado: — Mas ele ( apontando Guerra) é o capitão.

Guerra, por sua vez, disse que até o final de fevereiro o time entrará em campo. Na avaliação do presidente do PSDB, as situações mais complicadas estão no Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas. Ele afirmou ainda que há problemas a enfrentar no Paraná e no Pará.

Sobre o candidato a vice de Serra, Guerra disse que a decisão é não tocar no assunto até que Serra anuncie sua candidatura.

O anúncio de Serra, para Guerra, não é o mais “relevante”.

Para os tucanos, o importante agora é equacionar os palanques nos estados e fechar ofensivas e mobilizações contra o governo Lula e a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT).

Fernando Henrique evitou comentários contundentes sobre o almoço, mas, ao final, brincou sobre o cardápio oferecido e elogiado por Aécio: — Servimos carne assada e cuscuz à paulista. É que o Aécio é muito mineiro e precisa comer alguns pratos mais paulistas.

Leia mais: Tasso Jereissati diz que chapa puro sangue com Aécio Neves é “difícil e improvável”

Aécio Neves avisa, mais uma vez, que irá se dedicar a Minas Gerais

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/1/12/o-serra-e-o-candidato-acabou/?searchterm=Aécio%20Neves

Presidente do PSDB é contra pressão sobre Aécio Neves – Sérgio Guerra diz que tratar de vice agora só causa danos ao partido

Aécio será pressionado a ser o vice

Fonte: Agência O Globo

Serra ainda terá dificuldades para montar sua própria chapa. Ele e seus aliados não escondem de ninguém que o governador de Minas,Aécio Neves, é o vice dos sonhos, pois garantiria a simpatia do segundo maior colégio eleitoral do país. Aécio, porém, resiste à ideia, dizendo que precisa se dedicar ao estado, já que seu candidato, o vice-governador Antonio Anastasia, nunca disputou eleição.

Na verdade, Aécio ainda aposta na possibilidade de Serra desistir da candidatura presidencial, caso a vantagem que mantém em relação à candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, caia nos próximos meses. Aliados de Serra, porém, prometem aumentar a pressão sobre o governador mineiro, e dizem que Aécio poderá ser responsabilizado por eventual derrota de Serra, caso não aceite ser vice na chapa tucana. Uma estratégia, aliás, que corre o risco de ter efeito inverso.

— Acho que o PSDB tem de mostrar para Aécio a importância de sua participação na disputa presidencial. Mas sem faca no pescoço. Responsabilizálo antecipadamente por um resultado negativo é um raciocínio muito maniqueísta para o meu gosto.

É quase pedir para Aécio não ser candidato a vice — adverte o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Para o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), a vaga de vice é um assunto que só deveria ser discutido daqui a três meses: — Tratar de vice agora só nos causa danos. Não é prudente falar disso neste momento, pois nos submete desnecessariamente a um novo impasse.

Já o presidente do PPS, o ex-deputado Roberto Freire, diz que, nos bastidores, são discutidas outras alternativas: — A melhor chapa seria Serra e Aécio. Uma outra opção seria Serra e Marina, embora não ache provável.

Itamar também seria uma boa opção.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/1/4/aecio-sera-pressionado-a-ser-o-vice/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves descarta mais uma vez chapa puro sangue do PSDB

Fonte: Portal G1 com Agência Estado

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), participou hoje da partida preliminar do tradicional Jogo das Estrelas, organizado pelo ex-jogador Zico, no Maracanã. O tucano não quis falar de política. “Estou na muda”, brincou. Apenas reiterou que não tem planos de ser candidato a vice em chapa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

“Não é o melhor caminho. Me dedicar à eleição de Minas é a melhor maneira de ajudar o nosso candidato”, declarou, ao deixar o campo depois de jogar vinte minutos do primeiro tempo. O governador, que joga de meia-direita, voltou no segundo tempo e saiu quando seu time perdia por 5 a 3.

Aécio jogou ao lado de artistas como o sambista Diogo Nogueira e o ator Eduardo Moscovis, contra um time formado, entre outros, por Dado Dolabella, Marcelo Serrado e Kadu Moliterno. “Não dá para jogar a partida inteira, está um calor danado”, comentou. O placar final foi 6 a 6, sem gols do governador.

Link da matéria: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1427530-5601,00-AECIO+VOLTA+A+DESCARTAR+SER+VICE+EM+CHAPA+COM+SERRA.html

Jornal do Brasil: “Aécio Neves ofereceu uma demonstração de lucidez política singular ao explicitar, em carta dirigida ao comando do PSDB, as razões que o levaram a desistir da pré-candidatura à Presidência da República”

Aécio e o jogo dos preconceitos

Fonte: Cristian Klein – Jornal do Brasil

O GOVERNADOR DE MINAS GERAIS, Aécio Neves, ofereceu uma demonstração de lucidez política singular ao explicitar, em carta dirigida ao comando do PSDB, as razões que o levaram a desistir da pré-candidatura à Presidência da República. Em tom firme, lembrou a insistência com que defendeu o mecanismo das prévias partidárias para a escolha do candidato que iria carregar as bandeiras do partido nas eleições como forma de mobilizar as bases e democratizar as decisões do tucanato. Ressaltou sua convicção, certamente bem fundamentada, como ele mesmo observa no documento, de que poderia embaralhar o jogo das alianças que girarão em torno das duas principais candidaturas – a do PSDB e a do PT.

Mais interessante e, sem dúvida, mais vital para um eventual sucesso eleitoral do PSDB, no entanto, foram as observações do governador mineiro em relação à maneira como se desenha a disputa com o PT.

Aécio captou bem a tática governista para as eleições: uma incansável comparação entre as realizações de oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aquelas alcançadas durante os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com destaque para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que será apresentada como peça fundamental da engrenagem lulista neste período e a figura capaz de dar continuidade às “transformações” em curso. Mais – alerta o tucano mineiro – uma exposição do PSDB como um partido rígida e sistematicamente comprometido com os projetos da elite nacional, em oposição à maior “sensibilidade” social petista. O problema para os tucanos não é a suposta inveracidade do discurso petista, que tem sim sua dose de precisão. É que, se a campanha de Dilma executar bem o plano, as chances da ministra sair vitoriosa em outubro são enormes.

A perspicácia do PSDB, todavia, acaba por aí. O partido ainda não encontrou uma maneira de neutralizar a estratégia eleitoral petista. A ampliação do arco de alianças, com a incorporação de importantes setores do campo governista, notou Aécio, poderia ser um caminho.

Aécio argumenta que o PT quer dividir o país entre “pobres e ricos”, no que foi imediatamente seguido por Serra, para quem o lulismo estimula a disputa entre “classes”.

Um erro grosseiro dos postulantes tucanos. Não é o PT que quer dividir o país entre ricos e pobres.

A divisão existe. E ainda é gritante, por mais que ela tenha sido amenizada por determinadas políticas de distribuição de renda. O PT apenas pretende aproveitá-la eleitoralmente realçando as diferentes formas como os governos recentes abordaram o problema.

Curiosamente, o que o governo petista faz é quase o inverso do que o PSDB tenta denunciar. Se o abismo da desigualdade social não é ignorado, tampouco as políticas públicas nesses oito anos de Lula foram balizadas exclusivamente por este aspecto. Se programas como o Bolsa Família foram criados para as parcelas mais carentes da população, não faltaram medidas do governo para o empresariado. Da ampliação do crédito, do estímulo direto à atividade, como no caso da construção civil com o Programa de Aceleração do Crescimento a inúmeras isenções tributárias com o objetivo de manter o aquecimento da economia no período mais agudo da crise mundial, passando pela excessivamente lenta redução da taxa básica de juros, um benefício direto ao capital financeiro, é difícil dizer que o governo não tomou conta, com a mesma “sensibilidade” que guarda para os excluídos, dos grupos mais abastados do país. O presidente sabe disso e até mesmo gosta de destacar, quando está em círculos empresariais, os lucros recordes obtidos por grandes conglomerados financeiros ou industriais do país. Hoje são raros os setores empresariais que, mesmo mantendo uma relação de maior confiança e identidade com o PSDB, não reconheçam um ou outro benefício obtido com o governo Lula.

Este é outro drama do PSDB. O PT não só estimula a aversão de amplas parcelas da população ao partido oposicionista como também consegue angariar apoios na base social tida como a mais beneficiada pelos tucanos. Em termos de financiamento de campanhas, por exemplo, há tempos que o dinheiro flui do bolso das empresas para os dois lados com a mesma facilidade. No jogo eleitoral do país dividido entre ricos e pobres, como diz Aécio, o PT conseguiu superar muito dos preconceitos que pesavam contra ele. Já o PSDB ainda tem muito chão para superar os que hoje infernizam suas perspectivas eleitorais.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/21/aecio-e-o-jogo-dos-preconceitos/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves diz que PSDB deve se mobilizar para ampliar número de partidos coligados

Aécio sugere que PSDB se acomodou

Fonte: Luciana Nunes Leal – Estado de São Paulo

Se o comando nacional do PSDB persistir na estratégia de adiar ao máximo o anúncio do candidato tucano à Presidência, o governador de Minas, Aécio Neves, comunicará ao partido na primeira semana de janeiro a retirada de seu nome como possível concorrente à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A alternativa será disputar uma vaga ao Senado. Ele disse ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que não vai esperar além dos “primeiros dias de janeiro”.

Ontem, no Rio, o governador não quis falar em candidatura a senador, mas reiterou que janeiro é o prazo final para sua decisão. Até lá, afirmou, mantém a condição de presidenciável.

A direção do PSDB não deu sinais, até agora, de que pretenda anunciar no início do ano o nome do tucano que enfrentará a candidata do PT, ministra Dilma Rousseff. Com isso, favorece o governador de São Paulo, José Serra, que prefere esperar até o fim de março.

Ontem, Aécio afirmou que “o PSDB deve sair da comodidade de aliança com o DEM e o PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencer as eleições”. Disse que, em janeiro, poderia trabalhar pela aproximação com PSB, PDT, PP e setores do PMDB. Segundo ele, o DEM é um parceiro natural e o escândalo no Distrito Federal não afetará a aliança nacional com o PSDB. Mas defendeu a ampliação da coalizão.

Presidente do PSDB de Minas, o deputado Nárcio Rodrigues disse que, se Aécio optar pela candidatura ao Senado, os tucanos mineiros vão trabalhar pela eleição de Serra, mas não poderão “fazer milagre”. Nárcio lembrou que, em 2006, o PSDB de Minas fez campanha para Geraldo Alckmin presidente, mas, nas regiões mais pobres do Estado, Lula era imbatível.

PLEBISCITO

Na Firjan, Aécio chamou de “armadilha” a estratégia do PT de fazer da eleição presidencial uma disputa plebiscitária, com comparação entre a gestão Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “O programa de TV do PT partiu para um viés um pouco perigoso ao querer dividir o País entre pobres e ricos, entre os que pensam no povo e os que são contra o povo. É uma falsa discussão”, afirmou. “Se um extraterrestre pousasse sua nave aqui ia achar que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo foi feito de lá para cá”, ironizou.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/15/aecio-sugere-que-psdb-se-acomodou/?searchterm=Aécio%20Neves

Jornal de Brasília: “Aécio Neves quer que PSDB busque aliança com partidos governistas”

Aécio Neves quer que PSDB busque aliança com partidos governistas

Fonte: Jornal de Brasília

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse hoje (14) que seu partido, o PSDB, deve buscar alianças até com partidos governistas para a eleição presidencial do ano que vem. Segundo ele, o PSDB não deveria coligar-se apenas com partidos da oposição, mas sim deixar “as portas abertas para alianças com outras forças políticas”.

“Repito que devíamos estar buscando [parcerias], em parceiros do governo federal e em aliados do presidente Lula, ou seja, partidos que não apoiarão necessariamente uma candidatura do PT e poderiam, dentro de um projeto ousado para o Brasil, um projeto pós-Lula, se reunir ao nosso lado”, disse Aécio Neves, no Rio de Janeiro.

De acordo com Aécio, o PSDB poderia buscar apoio em partidos como o PSB, o PDT, o PP e até o PMDB. “Essas são forças que não tomaram ainda uma decisão formal de aliança com o PT. Vejo que a própria aliança do PMDB com o PT não é algo já decidido. Converso com lideranças do PMDB de várias partes do país e vejo que há no partido, também, setores importantes que prefeririam um outro caminho. O PSDB deveria sair da comodidade de uma aliança com o DEM e com o PPS, que é importante, mas que talvez não seja suficiente para vencer as eleições”, disse.

Segundo Aécio Neves, a ausência de um candidato do PSDB dificulta as conversas com os partidos. O governador mineiro voltou a dizer que o PSDB tem até o próximo mês para definir quem será o candidato do partido à Presidência da República, em 2010. Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, são os dois que disputam a candidatura.

Link: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/15/aecio-neves-quer-que-psdb-busque-alianca-com-partidos-governistas/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves defende uma definição do PSDB – ele acredita que a política de alianças pode ser prejudicada

Aécio critica comodismo

Governador defende a definição rápida do candidato a presidente

Fonte: Juliana Cipriani – Correio Braziliense

O governador Aécio Neves (PSDB) mandou ontem um recado ao seu partido: é perda de tempo deixar a escolha do candidato à Presidência para março, como quer seu oponente na disputa interna, o governador de São Paulo, José Serra. Esticando a corda por pouco mais de três meses, a legenda pode perder aliados importantes que hoje ocupam a base de sustentação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o mineiro, os tucanos devem sair da “comodidade” e buscar novos aliados, pois os atuais não serão suficientes para vencer o pleito.

“Acho que o PSDB deveria sair da comodidade de uma aliança com o Democratas e o PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencer as eleições”, afirmou no Rio de Janeiro, onde visitou a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Nesse sentido, o tucano defendeu a convergência com outros partidos e se colocou como “fato novo” que pode devolver ao partido o Palácio do Planalto.

A estratégia de antecipar a escolha do partido é justamente para valorizar o principal trunfo de Aécio na briga interna da legenda, o fato de ele atrair aliados que o paulista José Serra não teria condições de agregar. Inclui-se aí o presidenciável do PSB, deputado federal Ciro Gomes. Por mais de uma vez o socialista chegou a dizer que abriria mão de entrar na corrida pela Presidência em favor do amigo mineiro. “Se o partido optar por aguardar um tempo maior, acho que os ativos que eu poderia agregar à nossa candidatura já terão buscado outras alianças. Então, a partir de janeiro devo tomar minha decisão”, disse Aécio.

Para o governador mineiro, além das alianças no plano nacional, o atraso atrapalha as decisões nos estados. “Os palanques regionais demandariam uma ação mais forte e objetiva do eventual candidato à Presidência da República. Vejo que, de janeiro a março, estaríamos perdendo algum tempo, exatamente para a construção desses palanques regionais e até mesmo para a afirmação da nossa proposta”, disse.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/15/aecio-critica-comodismo/?searchterm=Aécio%20Neves

Com a presença de Aécio Neves e Anastasia, deputado federal Narcio Rodrigues é aclamado presidente do PSDB de Minas Gerais

Fotos: Alessandro Carvalho

O deputado federal Narcio Rodrigues assumiu a presidência do PSDB de Minas Gerais. Ele foi eleito numa chapa de consenso, nesta segunda-feira, dia 7, pelos mais de 800 delegados do partido que participaram da convenção estadual. Estiveram presentes, além de lideranças de todo estado, prefeitos, vereadores e parlamentares estaduais e federais tucanos, o governador Aécio Neves e o viceAntonio Anastasia.

Em entrevista coletiva à imprensa, Aécio afirmou que a convenção do PSDB celebrava uma grande convergência. “Eu acho que esse sentimento de unidade que o PSDB demonstra hoje é o nosso mais vigoroso instrumento para, mais uma vez, vencermos as eleições em Minas”, disse.

Sobre sua sucessão, Aécio disse que vê com simpatia o nome deAntonio Anastasia ter sido colocado por figuras importantes do partido como alternativa do PSDB e ressaltou que a legenda tem uma grande responsabilidade para com Minas, que é continuar o trabalho iniciado em sua gestão, há sete anos. “É muito importante consolidar esses avanços, sejam nos indicadores econômicos, sejam nos indicadores sociais ou nos investimentos em infra-estrutura. Hoje é o marco zero de uma grande largada já pensando nas eleições de 2010 no Estado”, garantiu Aécio.

Aécio também lembrou dos aliados que estão com o PSDB desde o início de seu primeiro mandato. “Existe uma aliança muito sólida, que não se fragilizou ao longo do governo. Nós temos hoje um número maior de partidos ao nosso lado do que tínhamos até à eleição e achamos que podemos atrair outros parceiros”. Aécio afirmou ainda que, a partir de janeiro, vai se dedicar à construção dessas alianças. Até lá, garantiu que também deve estar definido o nome do PSDB que vai concorrer às eleições para presidência da República. O governador de Minas e o de São Paulo, José Serra, são os dois pré-candidatos do partido. Os dois se encontram na sexta-feira, em Teresina (PI), em mais um evento do PSDB. “Eu vou conversar com o governador Serra na sexta-feira sobre este assunto”, adiantou Aécio.

Narcio

A união do PSDB também foi comemorada pelo deputado Narcio Rodrigues, que assume pela terceira vez a presidência da legenda dos tucanos em Minas Gerais. Ele informou que seu trabalho à frente do partido será lutar para que o estado tenha a continuidade das ações inovadoras do governador Aécio Neves. “Temos um patrimônio a oferecer aos mineiros”, ressaltou.

Antes da posse da nova Executiva, eleita para o biênio 2009/2011, também foram empossados Eliana Piola, como presidente do PSDB Mulher, e Marcus Pestana como presidente da seção mineira do Instituto Teotônio Vilela (ITV). A convenção do PSDB Jovem, que elegeu Adriano Faria, aconteceu no domingo, dia 6.

Marcus Pestana, que é deputado estadual licenciado e atual secretário de Estado de Saúde, adiantou que na próxima semana já inicia as conversações com dois outros partidos – o DEM e o PPS – para a formulação programática que será apresentada à população nas próximas eleições. O ITV é o órgão de estudos e formação política ligado ao PSDB.

Aécio Neves diz que definição do PSDB será anunciada na sexta-feira

Decisão sobre candidato pode sair na sexta, diz Aécio

Fonte: Eduardo Kattah – Agencia Estado

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse hoje acreditar que a definição de quem será o presidenciável tucano em 2010 ocorra na próxima sexta-feira, em uma conversa que terá com o governador paulista, José Serra (PSDB). Segundo Aécio, ele e Serra se reunirão durante um evento partidário no Piauí. O governador mineiro reafirmou que sua “prioridade absoluta” é a sucessão estadual.

“Vou conversar com o governador Serra na sexta-feira. O que posso garantir a vocês é que não passará do início de janeiro”, disse Aécio, que tem dito que desistirá da pré-candidatura à Presidência caso o partido não decida quem será o candidato tucano até o fim de 2009. Caso não haja uma definição, Aécio anunciará sua candidatura ao Senado.

Aécio e Serra disputam a indicação como candidato do PSDB à Presidência em 2010. Enquanto o mineiro quer uma definição até o fim desse mês, o paulista defende que a decisão ocorra somente no final de março.

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,decisao-sobre-candidato-pode-sair-na-sexta-diz-aecio,478142,0.htm?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

O Globo informa encontro de Aécio Neves com Tasso Jeiressati: “PSDB está louco para ter candidato”

Tasso: ‘PSDB está louco para ter candidato’

Fonte: Fábio Fabrini – O Globo

BELO HORIZONTE. Com a aproximação do prazo dado ao PSDB para definir o candidato à Presidência em 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aumenta a pressão sobre seu concorrente no partido, o governador paulista José Serra.

Em encontro com o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (MG), no Palácio da Liberdade, ele acertou investida para que a cúpula tucana anuncie uma decisão entre o fim de dezembro e o início de janeiro.

Após uma hora de conversa reservada, o senador disse que os militantes estão “loucos” para pôr o bloco na rua, a exemplo do PT, que há meses trabalha o nome da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

— Não posso negar que existe uma ansiedade muito grande dentro do partido para que haja uma definição. O partido está louco para ter um candidato, está louco para sair pregando, falando das nossas propostas, do que enxergamos para o futuro do Brasil — afirmou o senador.

Tasso frisou que, “contra a tradição do país”, o presidente Lula se precipitou ao fazer campanha para Dilma. Diante disso, os tucanos deveriam se adiantar, sob risco de prejudicarem sua candidatura. Segundo ele, esperar até março, como quer Serra, significa perder o timing para fechar alianças com vários partidos, que podem embarcar no projeto do Planalto: — Se a partir de janeiro não houver uma definição, pode ser que aí venhamos a perder tempo.

A investida seria a última aposta de Aécio por seu projeto presidencial. Nas conversas com jornalistas, ele não poupou elogios a Serra e não falou mais em prévias. Também parou com as viagens pelo país em busca de apoio. Ontem, disse que as eleições em Minas são uma prioridade pessoal: — Se o partido optar por estender essa decisão, cabe a mim mergulhar nas coisas de Minas, dedicar-me à construção dos nossos palanques, porque tenho uma prioridade pessoal: dar continuidade ao nosso projeto, que se iniciou em 2003.

Aécio frisou que uma eventual desistência de Serra em março não o fará voltar atrás.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/4/jereissati-no-time-de-aecio-neves/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves se encontra com Tasso Jeiressati, que entra na briga para que PSDB defina uma posição sobre o candidato do partido à Presidência da República

Jereissati no time de Aécio Neves

Fonte: Patrícia Aranha- Correio Braziliense

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-presidente do PSDB, engrossou o coro do governador AécioNeves (PSDB), para que a legenda decida até o início de janeiro quem será o candidato a presidente da República. Segundo ele, não é só Aécio que está ansioso pela definição. “Existe uma ansiedade grande dentro do próprio partido, que está louco para ter um candidato na rua, para sair pregando, falar das nossas propostas, o que enxergamos para o futuro”, afirmou, logo depois de encontrar-se com Aécioontem, no Palácio da Liberdade. 

A posição do outro pré-candidato do partido, o governador de São Paulo, José Serra, de adiar a decisão para o fim de março, segundo Jereissati, poderia comprometer a formação de uma coligação que inclua outros partidos, além do DEM e do PPS. “É preciso que a construção de uma proposta de alianças seja feita logo no início do ano. Se a partir de janeiro não houver definição, pode ser que venhamos a perder tempo”, comentou. A pressa do partido, segundo ele, é provocada pela antecipação da campanha presidencial por parte do Planalto. “O presidente da República e o PT anteciparam a campanha presidencial de uma maneira inédita no país. Diante desse fato, também temos que antecipar”, defendeu. 

Jereissati minimizou o efeito eleitoral para a aliança das denúncias contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), de suposto repasse de propina à base aliada: “Os problemas que o DEM está enfrentando são localizados e não vão afetar o DEM nacionalmente. É um problema localizado em Brasília e tenho certeza de que o partido está tomando as medidas enérgicas necessárias”.

Estratégia 

Desde que Aécio Neves deu um ultimato (1)ao PSDB, deixando claro que se a escolha do candidato a presidente não fosse feita até janeiro, seria candidato ao Senado, Jereissati avalia que a pré-candidatura do governador mineiro cresceu dentro e fora do PSDB. “A candidatura de Aécio é uma opção real do partido que, cada vez mais, assusta muito nossos adversários”, avaliou. 

Ontem, Aécio reafirmou sua posição. “Reiterei que meu nome está à disposição do partido, mas acho que a contribuição que posso dar como candidato a presidente seria mais efetiva num tempo mais curto, para exatamente construir outras alianças. O prazo para minha decisão pessoal é o fim de dezembro. Posso anunciá-la nos primeiros dias de janeiro”, afirmou. 

1 – Sem pressão 
Ex-presidente do PSDB, Pimenta da Veiga acredita que não será necessário pressionar José Serra por uma decisão. Ele acredita que o sentimento pela definição de um candidato no início de janeiro já é majoritário no partido. “Há três razões para que se decida rapidamente: o partido precisa enfrentar o comportamento de nossa adversária, que está em plena campanha, precisamos fazer as alianças partidárias, e isso demanda tempo, e é preciso que o candidato possa coordenar as questões regionais”, resumiu.

Link da matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/4/tasso-psdb-esta-louco-para-ter-candidato/?searchterm=Aécio%20Neves

Aécio Neves vai pressionar PSDB por uma decisão sobre eleições 2010

Governador de Minas explicou a deputados os motivos para pressionar o seu partido

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), garantiu a 49 deputados de sua base no Estado que segue disposto a ser candidato à Presidência em 2010. “Não estou dando para trás”, disse Aécio, segundo fontes que ouviram o discurso. No coquetel que ofereceu no Palácio da Liberdade, na noite de quinta-feira (29), ele explicou os motivos para pressionar o partido por uma decisão até dezembro. Segundo ele, a chance de atrair apoio de outras legendas em torno de sua candidatura ficará comprometida se não houver decisão do PSDB ainda este ano.

Aécio afirmou que tem um compromisso com Minas. Não sendo candidato à Presidência, precisa preparar, no tempo oportuno, sua sucessão no Estado. O vice-governador Antônio Anastásia, nome cotado para essa missão, estava presente ao coquetel. Aécio elogiou o vice, mas não fez discurso a favor de sua candidatura. Estavam no Palácio da Liberdade deputados dos 11 partidos da base aliada. O PMDB, que até recentemente se definia como “independente”, agora integra o bloco de oposição, ao lado do PT.

De acordo com a assessoria de Aécio, o motivo do coquetel era fazer um balanço de 2009. O encontro foi realizado no mesmo dia em que o governador contou à imprensa que, depois de um telefonema de quase uma hora, ele o governador de São Paulo, José Serra, não conseguiram chegar a um consenso. O paulista segue determinado a só definir em março se será ou não candidato à Presidência. O mineiro deixou claro que não estará mais à disposição do partido para essa missão a partir de janeiro. Disse que respeita a posição de Serra, mas o PSDB também terá de respeitar a sua. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: R7.com Notícias: “Aécio diz a aliados que vai disputar indicação”.

Aécio Neves: Em mais um encontro regional, PSDB discute emprego e inclusão social

 

Com a participação dos governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), lideranças nacionais e regionais tucanas e de outros partidos, como o PPS e DEM, o PSDB promoveu neste sábado, dia 17, em Goiânia (GO), mais um seminário regional, desta vez para discutir emprego e inclusão social.
O evento teve dois painéis: o primeiro, coordenado pelo secretário geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), “A Geração de Empregos e o Ingresso dos Jovens no Mercado de Trabalho”, contou com a participação do secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag), Renata Vilhena, além de Guiseppe Vecci, ex-secretário de Planejamento e de Finanças de Goiás.
Em entrevista à imprensa antes do seminário, o governador Aécio Neves falou da importância dessa série de encontros para definir o programa que o PSDB apresentará à população brasileira no ano que vem. “Andamos pelo país discutindo temas que são centrais na vida das pessoas e nos preocupando em apresentar não apenas um candidato, mas uma nova proposta para o Brasil. Mais ousado, do ponto de vista das ações sociais, mais responsável, do ponto de vista da gestão pública”, explicou Aécio.
Leia matéria completa em

 

 

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