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Posts Tagged ‘BNDES’

Governo Anastasia: inovação e tecnologia

Governo Anastasia: inovação e tecnologia – fábrica de placas de silício já tem investidores. Unidade poderá ajudar a formar polo tecnológico

Eike e BNDES poderão ser sócios em fábrica de chip

Fonte: Chico Santos – Valor Econômico

Poderá ser implantada mesmo em Minas Gerais a primeira fábrica brasileira de placas de silício, os chamados “wafers” para a montagem de semicondutores. Embora ainda pendente de anúncio oficial, o grupo carioca EBX, do empresário Eike Batista, e o BNDES chegaram a um acordo para criar a Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS), que deverá ter também a participação minoritária da WS Consultant, presidida pelo ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer.

Segundo o Valor apurou, no começo da tarde de ontem foi batido o martelo para a construção da fábrica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O anúncio da instalação, sem definição dos investidores, já havia sido feito na semana passada pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB). O investimento estimado é de R$ 500 milhões e especialistas calculam que a indústria vai precisar de pelo menos dois anos para entrar em produção.

Se não houver retrocesso no projeto, a construção da fábrica de “wafers” é vista por analistas como, em termos de avanço tecnológico, algo próximo à decisão de construir a Embraer, por volta dos anos 70. A unidade demandará mão de obra sofisticada, favorecendo o surgimento de um polo tecnológico no seu entorno.

Com a produção local das placas de silício ficará mais fácil a instalação de uma unidade de semicondutores no país. A portuguesa Nanium vem há algum tempo negociando um local para construir essa fábrica de semicondutores que o Brasil também não possui até hoje.

O Valor procurou o BNDES e o grupo EBX, mas nenhum dos dois quis falar ontem sobre o assunto. De acordo com uma fonte próxima às negociações, o mais provável é que o grupo de Eike Batista seja majoritário no projeto, cabendo ao BNDES uma participação entre 25% e 30%.

O grupo de Eike Batista já mostrou que quer crescer na área de tecnologia da informação. Ontem foram divulgadas novas informações sobre o acordo anunciado na terça-feira, entre a SIX Automação, subsidiária da SIX Soluções Inteligentes, de Eike com a IBM. A multinacional comprou 20% do capital da SIX Automação. As empresas não revelaram o valor da operação.

Os planos são de atuação conjunta em pesquisa e desenvolvimento em um centro de soluções tecnológicas que será criado na SIX Automação.

O acordo também abrange terceirização de atividades operacionais de TI do grupo EBX com a IBM em valor estimado de US$ 1 bilhão em dez anos. A SIX Automação nasceu da compra da AC Engenharia, em 2011.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2603642/eike-e-bndes-poderao-ser-socios-em-fabrica-de-chip

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Eike Batista confirma investimento da Foxconn em Minas

Desenvolvimento em Minas

FonteLino Rodrigues – O Globo

Eike anuncia que nova fábrica da Foxconn terá sede em Minas Gerais

BNDES teria interesse no negócio. Para ONG, tédio causou suicídios na China

SÃO PAULO e PEQUIM. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX e homem mais rico do país, disse ontem que a fábrica de telas sensíveis ao toque que será montada em sociedade com a taiwanesa Foxconn terá sede em Minas Gerais. Segundo ele, que não especificou a cidade, os estudos estão em fase adiantada e, além da EBX e da Foxconn, o BNDES mostrou interesse no negócio. O investimento previsto é de US$ 2,5 bilhões.

Eike não deu detalhes sobre o montante que será investido pelo que ele chamou de consórcio brasileiro. Mas disse que os brasileiros terão uma participação de 60% no empreendimento. Para ele, os atuais parceiros são suficientes, embora não tenha descartado outros investidores.

– Por enquanto, nós (EBX) e a Foxconn estamos tocando esse negócio. O BNDES já disse que quer entrar – afirmou Eike, antes de participar do evento CEO Conference, organizado pelo BTG Pactual para investidores.

Eike contou que na conversa que teve com o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, no início do mês, a parceria com a maior fabricante mundial de componentes eletrônicos foi aprovada. Além de ter ficado feliz com a sociedade, Cook teria dito que, em breve, montará lojas no Brasil.

– Ele (Cook) me disse que ficou muito feliz em saber que estamos fazendo essa parceria com a Foxconn – disse Eike, lembrando que todo o esforço da taiwanesa e de outras multinacionais que estão se instalando no Brasil é para fugir das alíquotas de importação.

O projeto da Foxconn no Brasil, anunciado no ano passado, prevê US$ 12,5 bilhões em investimentos no país. No Brasil desde 2003, a empresa taiwanesa possui quatro fábricas em território brasileiro e, além da Apple, produz equipamentos para multinacionais como Sony, Nokia e Dell. As telas que serão produzidas na unidade de Minas Gerais, afirmou Eike, não serão destinadas apenas à Apple.

Mas as condições de trabalho nas fábricas chinesas onde iPads e iPhones são produzidos são melhores do que em unidades têxteis e demais instalações na China, segundo uma associação sem fins lucrativos que investiga o assunto. Auret van Heerden, presidente da Fair Labor Association (FLA), não apresentou conclusões imediatas, mas assinalou que tédio e alienação podem ter contribuído para o estresse que levou alguns funcionários da Foxconn ao suicídio.

A FLA estuda as condições de trabalho nos oito maiores fornecedores da Apple na China, após relatos de suicídios, uma explosões e condições de escravidão envolvendo a Foxconn. Após as primeiras visitas à empresa – que fabrica 70% dos produtos Apple – , Heerden disse que as instalações são de primeira classe e que as condições físicas são bem acima da média.

“Fiquei surpreso ao entrar no pátio da Foxconn, quão tranquilo ele é comparado a uma fábrica de roupas”, disse. “Então os problemas não envolvem o ambiente nocivo de uma unidade têxtil. É mais uma questão de monotonia, tédio e, talvez, alienação.”

Além da Foxconn, investigadores da FLA – que lida com suicídios na China desde os anos 1990 – visitarão instalações, como de Quanta, Pegatron e Wintek.

(*) Com agências internacionais

Belo Horizonte pode ganhar fábrica da Foxconn de computadores e componentes eletrônicos, empresa é fabricante dos iPads da Apple

Fonte: Geórgea Choucair – Estado de Minas

Minas na rota da Foxconn

A taiwanesa Foxconn, que fabrica os iPads da Apple, deverá montar mais cinco fábricas no Brasil, além da já anunciada planta para a produção de telas de cristal líquido. A informação é do secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Júlio Semeghini. Segundo ele, estão previstas fábricas de gabinetes para notebooks e PCs, componentes eletrônicos, conectores, baterias e de elementos de mecânica de precisão.

O Vetor Norte, na Grande Belo Horizonte, está na rota para receber o empreendimento, que pode ganhar investimentos superiores a US$ 4 bilhões, segundo fontes do setor. O investimento é um dos maiores do país na área de tecnologia da informação.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai coordenar as negociações com a Foxconn. Ele destacou que a disputa pelas plantas industriais envolvem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraná. As chances de o megaempreendimento desembarcar em Belo Horizonte aumentaram depois que Berry Goo, o diretor-executivo da Foxconn, esteve na capital. Se a fábrica da Foxconn desembarcar no Vetor Norte, vai ser o marco do divisor de água na região, que aposta na alta tecnologia para alavancar os negócios.

Semeghini informou que está aguardando os executivos voltarem das comemorações do ano-novo chinês para que as negociações sobre a nova fábrica sejam finalizadas. A Foxconn já recebeu do governo federal os benefícios fiscais para produzir tablets no Brasil. Segundo portaria publicada em 25 de janeiro no Diário Oficial da União, a empresa terá direito aos benefícios previstos no decreto 5.906 de setembro de 2006. A determinação prevê isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins para empresas que invistam em atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos de tecnologia.

Minas se transforma em polo de alta tecnologia: centro de pesquisas da Google, polo de biotecnologia e o Vale da Eletrônica colocam o estado em posição de destaque

Fonte: O Estado de S.Paulo

GOOGLE TEM CENTRO DE PESQUISAS EM MG

Em 2005, o Google anunciou a compra da Akwan, empresa de buscas criada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com sede em Belo Horizonte, a Akwan tornou-se o centro de pesquisa e desenvolvimento da gigante americana da internet na América Latina.

Com cerca de 100 pessoas, o centro trabalha em projetos em áreas essenciais para o Google, como buscas, anúncios, redes sociais e mapas, para a região e para o mundo. A equipe é responsável pelo Orkut e fez a localização do Google Maps para a América Latina. “A reputação do centro brasileiro na corporação é grande”, afirma Berthier Ribeiro-Neto, um dos fundadores da Akwan e responsável pelo centro.

Ribeiro-Neto é coautor do livro Modern Information Retrieval (Addison Wesley), que ganhou a segunda edição em 2011. O livro sobre recuperação de informações – escrito com Ricardo Baeza-Yates, vice-presidente do Yahoo – foi usado por Larry Page e Sergey Brin na pós-graduação que faziam na Universidade Stanford, no projeto de pesquisa que acabou dando origem ao Google.

Para Ribeiro-Neto, existem dois fatores importantes para incentivar a criação de empresas intensivas em conhecimento. “É preciso ter concentração de inteligência, com mão de obra altamente especializada e capital de baixo custo, a fundo perdido. Capital de banco não serve para empresas nascentes.”

O professor licenciado da UFMG diz que o Brasil criou concentração de inteligência em várias universidades com o programa de formação de pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que já tem mais de 50 anos. “Como eu, milhares de pesquisadores foram fazer pós-graduação fora do Brasil”, diz. “A grande maioria volta para as instituições de pesquisa.”

A disponibilidade de capital, com fundos dispostos a investir em empresas nascentes está em estágio inicial. Antes de ser adquirida pelo Google, a Akwan procurou o BNDES.

“Demoraram dois anos para nos dar resposta, e a resposta foi que internet não era negócio”, diz Ribeiro-Neto. “Uma das razões que nos levaram a concordar com a aquisição foi que o crescimento fundado no capital que gerávamos era muito lento.”

Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, foi aluno dos fundadores da Akwan e um dos primeiros funcionários da empresa. Segundo ele, um fator importante para um ambiente de inovação é não criar processos muito rígidos.

“O mais comum para o surgimento de um projeto novo é o cara fazer a demo no fim de semana e mostrar ao chefe, que acha legal e fala: vai em frente”, diz Golgher. “O gerente não fica bravo porque um programador gastou dois dias para fazer alguma coisa que não tem a ver com sua atividade normal.”

Victor Ribeiro, diretor de produtos do Google para a América Latina, foi o fundador de outra empresa de buscas que surgiu na UFMG, a Miner, que em 1999 foi vendida para o UOL. “Fui considerado louco quando deixei o emprego na Belgo Mineira para criar uma empresa de tecnologia. Hoje a situação mudou e muita gente quer empreender.”

EM BELO HORIZONTE, BIOTECNOLOGIA BUSCA O CAMINHO DO LUCRO

Empresas em incubadora na capital mineira tentam levar para o mercado o resultado de anos de pesquisa nos laboratórios das universidades

O Brasil descarta 4 bilhões de litros de soro de leite por ano. Usada em vários produtos de nutrição clínica e esportiva, a proteína de soro de leite, um derivado do produto descartado, não é produzida no País. Tudo o que é consumido localmente é importado.

Criada em 2006 por três pesquisadores e uma professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Edetec desenvolveu uma tecnologia para a fabricação dessa proteína, e ainda sem o sabor amargo que costuma caracterizar o produto importado. “Estamos negociando parceria com um laticínio”, conta Wendel Afonso, um dos fundadores da Edetec. Leia mais…

Gestão Pública: Antonio Anastasia deve obter novo empréstimo do Banco Mundial para programa que visa desenvolvimento e redução das desigualdades socioeconômicas

Gestão Pública Eficiente,

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia e diretor do Banco Mundial negociam novos investimentos em Minas

Omar Freire/Imprensa MG

Governador Antonio Anastasia e o diretor do Banco Mundial Mahktar Diop

Governador Antonio Anastasia e o diretor do Banco Mundial Mahktar Diop

BELO HORIZONTE (21/11/11) – O governador Antonio Anastasia recebeu nesta segunda-feira (21), no Palácio Tiradentes, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Mahktar Diop. Durante o encontro, os dois conversaram sobre a possibilidade de novas operações de crédito, pelo Estado, junto ao banco de fomento.

“O Banco Mundial nos oferece não só uma consultoria técnica de alto valor, mas também recursos com juros sempre muito subsidiados e de longo prazo. São muito interessantes para todos os estados. Estamos conversando, então, para novas operações, já que agora tivemos autorização do governo federal para mais R$ 3 bilhões”, disse o governador, após o encontro no Palácio Tiradentes, que foi de seguido de um almoço que contou também com a presença dos secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhenade Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, e de Fazenda, Leonardo Colombini.

No último dia 10, o governador assinou, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff, termo de entendimento para ampliação de crédito fiscal. Com isso, o Estado teve a sua capacidade de financiamento aumentada em até R$ 3 bilhões junto a instituições de fomento, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Japonês para Cooperação Internacional (Jbic), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o próprio Banco Mundial.

“A prioridade da destinação dos recursos é o programa Caminhos de Minas, que é o projeto de conclusão da rede viária inter-regional de Minas Gerais. Mas existem outras obras que temos que fazer também no sistema metropolitano e investimentos, por exemplo, no sistema de segurança pública e outras políticas públicas. Mas não temos definição, porque dependemos dessas conversas com o Banco Mundial, com o BID, com o BNDES, com o JBIC japonês e outros parceiros, que nós vamos definir até o primeiro trimestre do ano que vem”, explicou Antonio Anastasia.

O Programa Estruturador Caminhos de Minas é mais um grande passo para promover o desenvolvimento e diminuir as desigualdades socioeconômicas em todas as regiões do Estado. Seu objetivo é encurtar distâncias, diminuir o tempo das viagens e aumentar a capacidade de rodovias que exercem o papel integrador entre os municípios mineiros. No total, o Caminho de Minas prevê a pavimentação de mais de 7.700 quilômetros de rodovias, beneficiando 298 municípios.

Referência: Choque de Gestão – iniciado no Governo Aécio Neves, em Minas – chega aos órgão públicos com foco na boa governança pública

Choque de Gestão, gestão eficiente, eficiência na administração pública, governança pública

O Choque de Gestão iniciado no Governo Aécio Neves inspira outras iniciativas governamentais que tem como meta a busca da eficiência na administração pública. O Governo Federal já dá indícios de aderir ao sistema de boa governança pública, iniciado pelo Governo de Minas, e começa a aderir às novas práticas gerenciais.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, recorreu ao empresário Jorge Gerdau Johannpeter – o mesmo que ajudou a implementar o  modelo de gestão em Minas – para colocar em prática um sistema baseado na política de metas que ampliou a capacidade de investimentos em R$ 2,1 bilhões, quase quatro vezes mais em relação aos valores de 2006.

Hoje São Paulo e Minas Gerais, governos do PSDB, estão à frente e apostam no investimento em tecnologia para garantir maior eficiência na administração pública e no controle dos gastos. Todas as ações visam garantir mais transparência na gestão pública. Reportagem do Brasil Econômico mostra como essas novas práticas gerenciais começam a chegar na administração pública

Fonte: Simone Cavalcanti, Ana Paula Ribeiro e Rafael Abrantes – Brasil Econômico

Órgãos públicos avançam nos processos de governança

GESTÃO E INOVAÇÃO PÚBLICA

BNDES e BB mudam processos de análise para conquistar clientes; Embrapa se destaca mundialmente em tecnologia

Mais do que apenas avaliar o passado das empresas para conceder o crédito, como convencionalmente é feito pelos bancos privados, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está analisando os ativos intangíveis de seus futuros devedores. Há cerca de um ano e meio entrou em funcionamento a Metodologia de Avaliação de Empresas (MAE), projeto pelo qual o banco de fomento segue verificando todos os aspectos financeiros, mas volta o olhar também para as estratégias das companhias em relação ao capital humano, à governança, às ações socioambientais, aos processos e à inovação.

“Não queremos apenas emprestar dinheiro, queremos que a empresa melhore em diversos aspectos e se torne mais competitiva”, afirmou Helena Tenório, chefe do departamento de planejamento da instituição, ressaltando que o projeto que dá especial atenção a esses ativos é uma inovação até em âmbito internacional já tendo sido tema de discussão no Novo Clube de Paris.

As análises de crédito são feitas de forma colegiada envolvendo pessoas de várias áreas do banco. “A intenção é que essa metodologia de gestão do conhecimento e das competências das empresas seja incorporada à cultura da instituição, dando ainda mais sentido ao nosso objetivo de fomento.”

Atuando em uma área com forte presença de instituições privadas, o Banco do Brasil também alterou a forma de relacionamento com o cliente para garantir ganhos na participação de mercado. Pouco após o início da gestão de Aldemir Bendine, em abril de 2009, foi implementado o projeto BB 2.0, que consiste, em linhas gerais, na melhora da alocação de funcionários na rede de atendimento, reduzindo o número de correntistas atendido por cada gerente.

Também como um dos pilares no BB 2.0 está uma nova abordagem em relação ao cliente com base em um sistema de CRM (Customer Relationship Management). O objetivo é capturar as melhores oportunidades de negócio. Na oferta de crédito, é levado em conta o bom histórico de relacionamento, o que possibilita taxa de juros mais baixas e limites maiores de crédito pré-aprovado.

O avanço das empresas públicas se dá em várias frentes. Um exemplo fora das instituições financeiras é o da Embrapa, que se destaca pela inovação. São 47 centros com a marca distribuídos nos quatro cantos do país. “A grande revolução foi criar o conceito de agricultura tropical, com a adaptação genética de culturas como soja e cenoura em outras regiões. No manejo de biomas, uma grande conquista nossa foi a expansão do plantio no Cerrado”, diz o presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira. Os ganhos de produtividade e liderança no campo são uma amostra das inovações. De 1977 a 2011, a área plantada de grãos aumentou 31% no país, e a produtividade por hectare subiu 151%. A empresa foi a primeira no mundo, ligada ao poder público, a produzir um feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado, façanha realizada apenas por multinacionais do setor.

GOVERNANÇA E TRANSPARÊNCIA

Banco Central cria comitê para afinar estratégias, enquanto governos de São Paulo e Minas Gerais garantem informações on-line

Fonte:Natália Flach e Priscila Arroyo – Brasil Econômico

Ao assumir a presidência do Banco Central, Alexandre Tombini tinha dois desafios claros: suceder Henrique Meirelles, que por oito anos guiou a política monetária brasileira sob aplausos do mercado, e reduzir a taxa de juros do país quando o cenário se mostrasse oportuno. No entanto, quando a equipe do Comitê de Políticas Monetárias (Copom) diminuiu a Selic em 0,5 ponto percentual em agosto, economistas consideraram o movimento arriscado, já que a inflação estava acima do teto da meta. Pelo menos por enquanto, a projeção da autoridade monetária se mostra correta. A inflação acumulada em 12 meses recuou em outubro, depois de atingir o pico em setembro, e a expectativa do BC é de que encerre 2011 em até 6,5%.

Essa linha da política monetária adotada pelo BC é claramente mostrada nos relatórios de inflação, atas do Copom e discursos da equipe econômica,que pontuam que cortes moderados da Selic são consistentes com IPCA dentro da meta. E para definir as estratégias e as diretrizes para a condução dos processos relacionados à estabilidade financeira, o banco criou neste ano o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef).

A tarefa de avançar no processo de transparência e governança permeia também outros órgãos públicos. Os governos do estado de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, apostam no investimento em tecnologia para garantir maior eficiência na administração pública e controle dos gastos. Em São Paulo, o novo sistema de informática da corregedoria permite que os dados de relatórios das auditorias, ouvidorias e comissão de ética estejam disponíveis periodicamente on-line. “Essa ação valoriza a eficiência da estrutura. Antes, os relatórios eram encaminhados de forma esporádica, o que dificultava um controle mais rígido”, afirma Gustavo Hungaro, presidente da corregedoria geral da administração.

Ao mesmo tempo em que a comunicação integrada ajuda na fiscalização, também contribui para cortar custos. A implantação de um banco de dados de empresas prestadoras de serviços terceirizados padronizou as contratações,proporcionando uma economia de R$ 4,6 milhões somente neste ano. A utilização de pregão eletrônico, que já existe desde 2005, está consolidada, o que possibilita maior transparência. Hoje, 99% das contratações de produtos e serviços comuns são feitas via pregão eletrônico.

Já o governo de Minas Gerais lançou em setembro uma nova versão do portal da Transparência, que permite maior facilidade de acesso aos dados referentes a utilização de verba pública. “Por meio do portal, o governo oferece os indicadores necessários para o acompanhamento das ações do estado”, afirma o governador, Antonio Anastasia.

EFICIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Itamaraty e Pernambuco alcançam melhores resultados com novos modelos de gestão

Fonte: Simone Cavalcante e Rafael Abrantes – Brasil Econômico

O Ministério das Relações Exteriores apresenta nos fóruns internacionais sobre a agenda ambiental para dentro da administração pública. Essa é a tônica que norteia as ações em prol da eficiência e melhor gestão que vem sendo posta em prática no último ano.

Segundo a chefe da divisão de serviços gerais, Sonia Gomes, já há mudanças significativas em alguns padrões, como o fato de 90 das 200 embaixadas brasileiras estarem se comunicando com o Itamaraty por meio do sistema Voip -que usa a internet para fazer ligações telefônicas.

As substituições foram feitas primeiramente para as bases nos países dos continentes americano e africano, que eram as mais caras. O plano é estender o serviço aos postos na Europa.

Os esforços agora estão voltados para economia no campo da energia elétrica, cujas despesas mensais para o conjunto dos três prédios que abrigam a diplomacia brasileira na capital federal chegam a R$ 300 mil. Para tanto, foi licitado este ano um projeto para modernização e eficiência da estrutura elétrica, com troca de elevadores, sistemas de ar condicionado e de refrigeração da sala de processamento de dados, que atualmente ainda é resfriada pelo uso de água.

A execução de um modelo de gestão por metas com ênfase nas áreas da saúde, segurança e educação também destaca Pernambuco na administração pública. A busca por maior eficiência começou em 2006, logo após a primeira eleição de Eduardo Campos ao governo estadual, que procurou a colaboração do empresário Jorge Gerdau Johannpeter. Desde a implantação de novas políticas de metas a capacidade de investimento do estado superou os R$ 600 milhões por ano e chegou em 2010 a R$ 2,7 bilhões.

Eike Batista negocia captação de recursos para produção de 24 milhões de toneladas de minério de ferro em Serra Azul, Minas

Fonte: Nivaldo Souza – Brasil Econômico

MMX negocia crédito de R$ 3 bi para projeto em MG

Mineradora negocia contratação de dívida para 75% do aporte necessário para produzir 24 milhões de toneladas de ferro

A MMX Mineração e Metálicos, do empresário Eike Batista, prevê a captação de R$ 3 bilhões em bancos asiáticos para atingir a capacidade de produção de 24 milhões de toneladas de minério de ferro em Serra Azul (MG) até 2014. “Pretendemos levantar 75% do investimento total de R$ 4 bilhões em dívida”, diz o presidente da companhia, Guilherme Escalhão.

O executivo recebe representante de quatro instituições financeiras da China e Coreia do Sul na próxima semana, mas diz que as conversas não devem se restringir aos asiáticos. “Esse projeto não se restringe a uma ou duas linhas de financiamento. Como a produção será para exportação, o projeto pode ser financiado por eximbanks (mecanismos de crédito para comércio exterior), como o da Inglaterra”, indicou Escalhão.

A empresa também espera acessar linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico Social (BNDES) – apontado pelo presidente da MMX como “um banco próximo da casa”. A mineradora já acessa duas linhas do BNDES, com repasse total de R$ 1,2 bilhão alocados na construção do Superporto Sudeste – terminal em construção em Itaguaí (RJ). Outro pedido de crédito suplementar de R$ 552 milhões está em avaliação.

Porto terá novos aportes
Após elevar o investimento na construção no Superporto Sudeste em R$ 600 milhões, levando o aporte total a R$ 2,4 bilhões, a MMX sinaliza com mais recursos para atingir a capacidade de movimentação de carga de 100 milhões de toneladas. “Essa ampliação implica em comprar máquinas, correias de transporte, viradores de vagões e guindastes”, indicou.

Segundo Escalhão, essa estrutura adicional ainda não está contemplada no aporte adicional anunciado nesta semana. Dos R$ 600 milhões, R$ 200 milhões são para exercer a opção de expansão do porto, projetado inicialmente para 50 milhões de toneladas anuais. O valor reponde por obras de alargamento do túnel que liga o pátio de estocagem aos portos, o acesso rodo ferroviário para receber trens da MRS Logística e caminhões e um segundo píer no terminal. “Haverá um aproveitamento da estrutura atual e o segundo investimento será menor que o atual (de R$ 2,4 bilhões)”, diz. O presidente da MMX também disse que a instalação da mina Pau de Vinho, arrematada em parceria com a Usiminas, para adicionar 8 milhões toneladas de minério a Serra Azul, totalizando 36 milhões, exigirá a compra de mais equipamentos. As máquinas não integram os R$ 4 bilhões projetados para Serra Azul.

 

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