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Aécio Neves comemora super PIB de Minas de 10,9% e diz que resultado é reflexo do modelo de gestão

Aécio Neves comemora recorde do PIB de Minas superior ao nacional

Fontes: Assessoria de Comunicação FJP e Agência Minas

Ex-governador destaca vigor do Estado no apoio à economia mineira e a liderança firme de Anastasia

O senador Aécio Neves comemorou nesta quarta-feira (16/03), em Brasília, o recorde do PIB alcançado pelo Estado em 2010. O ex-governador de Minas disse que o crescimento de 10,9% da economia mineira, o maior em 15 anos e superior ao PIB nacional de 7,5%, demonstra o vigor do Estado no apoio à atividade econômica e a recuperação da crise mundial de 2009. O PIB de Minas no ano passado superou o resultado registrado nos estados brasileiros e até mesmo na China (10,3%)  e na Índia (8,6%).

“É a melhor notícia que poderíamos ter. Significa que o crescimento de todas as riquezas de nosso Estado alcançou 10.9% contra um PIB nacional de 7.5%, comemorado com toda pompa pelo governo federal. Isso significa que nós estamos no caminho certo em Minas Gerais. Significa mais empregos gerados em todas as regiões do Estado e Minas liderando o ranking da economia nacional”, disse o ex-governador.

Ele destacou que Minas tem se consolidado como modelo de gestão eficiente e de resultados, e destacou a liderança e a capacidade do governador Antonio Anastasia. Os principais indicadores do PIB foram anunciados pelo governador na manhã de hoje, a partir do estudo realizado pelo Centro de Estatísticas e Informações da Fundação João Pinheiro (FJP).

“É uma notícia que nos anima muito e nos aponta o caminho da seriedade, da administração austera que o governador Anastasia vem fazendo, dando prosseguimento a tudo aquilo que nós introduzimos como novo modo de operar e de gerir o Estado durante os oito anos que governei Minas Gerais. Portanto, acho que Minas Gerais é cada vez mais exemplo para o Brasil de gestão eficiente e de resultados”, afirmou Aécio Neves.

Minas superando resultados nacionais

O estudo do FJP pontou que a expansão do emprego, da massa salarial e da oferta de crédito no Estado, ao impulsionarem o mercado interno, foram fundamentais para o crescimento do nível de atividade econômica de Minas em 2010. No quarto trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, a taxa de crescimento do PIB estadual foi de 6,7%.

O levantamento mostrou ainda que o contínuo aumento da demanda internacional por produtos da pauta de exportações mineira, junto com a valorização de produtos siderúrgicos, commodities agrícolas e minério de ferro, também contribuíram para o resultado. O valor adicionado bruto da economia mineira aumentou 9,7% em 2010, enquanto, no país, o crescimento foi de 6,7%.

Segundo a FJP, em comparação aos resultados dos três primeiros trimestres de 2010, tanto para Minas Gerais, quanto para o Brasil, houve desaquecimento da atividade econômica. Mesmo assim, o valor adicionado bruto total de Minas Gerais foi 7,0% maior no último trimestre de 2010 se comparado ao mesmo período de 2009 e manteve expansão acima da observada na economia nacional (4,2%).

Informações dos respectivos institutos de estatísticas dos estados mostram que as variações percentuais dos PIBs trimestrais em relação aos quatro trimestres anteriores foram os seguintes: São Paulo 3o Trimestre/2010 – 7,8%. Pernambuco 4o Trimestre/2010 – 9,3%. Bahia 4o Trimestre/2010 – 7,5%, Rio Grande do Sul 4o Trimestre/2010 – 7,8% e Ceará 3o Trimestre/2010 – 7,4%

 

 

Aécio Neves critica escolha do 1º escalão do governo Dilma, por contar com apenas um representante de Minas

Aécio: ‘Faremos oposição leal ao Brasil e vigorosa’

Fonte: Adauri Antunes Barbosa, Cristiane Jungblut e Maria Lima – O Globo

Senador mineiro vai apresentar proposta de reformas política e tributária. Serra defende colaboração entre governos

Político mais aplaudido na celebração da posse do governador Antonio Anastasia (PSDB), o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) prometeu fazer uma oposição “atenta e vigilante” ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), mas disse que espera o apoio de senadores da base do governo para construir uma agenda de reformas de interesse do país.

– Como brasileiro, desejo a ela sorte em sua gestão, mas repito: não há governo forte sem oposição forte. Faremos uma oposição leal ao Brasil e aos brasileiros, mas vigorosa em relação às ações do governo – disse Aécio, acrescentando que deve concluir, em até dois meses, um esboço de uma agenda de reforma política etributária do país, além de medidas que julga necessárias ao fortalecimento de estados e municípios.

Aécio afirmou já ter mantido conversas com senadores da base da presidente e estar otimista em relação à construção das reformas, para que o Congresso não seja “caudatário de uma agenda de interesse exclusivo do Poder Executivo”.

– Isso apequena o Congresso e é o que tem acontecido ao longo dos últimos anos – afirmou.

Perguntado a respeito da ascendência do presidente Lula sobre Dilma e a influência do petista no novo governo, Aécio disse esperar que o ex-presidente cumpra a promessa de ter um comportamento exemplar:

– O presidente Lula disse algumas vezes que demonstrará na prática como deve agir um ex-presidente da República. Vamos aguardar e observar qual é a forma que ele compreende que seja a mais adequada.

Aécio disse esperar que Minas não sofra discriminação por parte do governo federal. O tucano criticou a escolha do primeiro escalão do governo Dilma, por contar com apenas um representante de Minas Gerais, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT).

– Como ele entra numa cota pessoal, vejo que do ponto de vista político Minas ficou excluída do atual governo – disse.    O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou, durante a posse do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que a população quer a cooperação entre os governos federal, estadual e as prefeituras:

– O que a população sempre espera é cooperação entre governos. Nós governamos assim em São Paulo. O Covas governou assim, o Alckmin também, eu governei assim e o Alckmin vai continuar governando assim.

Em rápida conversa com jornalistas, Serra se limitou a dizer que, daqui para a frente, vai “ganhar a vida” já que “não tem renda”, mas não abandonará a atividade política:

– Na atividade política, eu sempre estive e vou continuar.

Já em Brasília, num plenário dominado por aliados que gritavam palavras de ordem elogiosas, alguns integrantes da oposição marcaram presença na cerimônia de posse de Dilma, no Congresso. O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) chegou a ficar inquieto com a ausência de colegas da oposição:

– Fiquei sozinho no ninho! Aos poucos, outros foram chegando, e o deputado Antônio Carlos Magalhães (DEMBA) sentou-se ao lado de Dilma, porque é integrante da Mesa Diretora. Questionados, os parlamentares respondiam que cumpriam uma obrigação constitucional.

– Estou cumprindo meu dever constitucional – defendeu José Carlos Aleluia (DEM-GO). Já o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) não perdeu a chance de criticar o longo discurso de Dilma.

– Ela fez um discurso horroroso, para agradar todo mundo. Ela estendeu a mão para a oposição, e nós também lhe estendemos a mão. Mas não bastam só palavras – disse.

Governo Antonio Anastasia inaugura UAI no Barro Preto, unidade tem capacidade para 1.750 atendimentos diários

Governo Antonio Anastasia, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), entregou nesta quinta-feira (23), à população de Belo Horizonte, mais uma Unidade de Atendimento Integrado (UAI), desta vez no bairro Barro Preto. A nova UAI tem capacidade para 1.750 atendimentos diários em seus diversos serviços e é a segunda maior do Estado em capacidade de atendimento, atrás apenas da UAI da Praça Sete, também na capital, que atende cerca de cinco mil pessoas diariamente.

Com uma área de 580 metros quadrados, a UAI do Barro Preto recebeu investimentos de R$ 1,5 milhão, e teve suas obras de reforma e adaptação focadas em oferecer aos cidadãos uma agência de serviços dotada de conforto, funcionalidade e rapidez para qualquer uma das demandas da população.

Em seu pronunciamento, a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, destacou a preocupação do Governo de Minas com a qualidade do serviço prestado à população, afirmando que, com o Choque de Gestão, implantado a partir de 2003, foi feita “uma ampla reformulação não apenas na parte física, mas com grande preocupação com a forma de atendimento ao público”. Daí, segundo ela, a preocupação com o treinamento de pessoal e com o monitoramento constante dos serviços prestados.

O Barro Preto é um bairro de localização estratégica e central em Belo Horizonte, de fácil acesso e com várias linhas de ônibus atendendo à região por onde circulam milhares de pessoas diariamente. A nova UAI está instalada em prédio construído em 1937, quando a região, que abrigava parte importante da colônia italiana, se desenvolvia como uma zona industrial dentro da área urbana de Belo Horizonte. Por quase 50 anos, funcionou lá uma fábrica de cigarros e, em 1980, abrigou a primeira delegacia de mulheres da cidade. Atualmente, lá também funciona o Instituto de Identificação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Serviços

A UAI Barro Preto funciona com 112 funcionários, 28 guichês de atendimento e foi totalmente planejada para atender a população com conforto e rapidez, além de cumprir todas as normas de acessibilidade. A UAI oferece uma série de serviços à população, como guichês com serviços do Instituto de Identificação da Polícia Civil (onde o cidadão poderá solicitar a emissão da primeira e segunda vias da carteira de identidade e atestado de antecedentes criminais), da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão como obtenção de certidão de desconto e vantagens, emissão de contracheques e recadastramento de inativos. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) também está presente na UAI com serviços de capacitação de mão de obra e de vagas de trabalho, entrevistas de emprego e de seguro desemprego. Os serviços do Banco Popular do Brasil também estão disponíveis para pagamento de IPVA, DPVAT, INSS, DAE, entre outros.

Quem preferir, também pode realizar os serviços oferecidos pela UAI através de um toten de atendimento onde é possível a emissão de segundas vias de contas da Cemig e Copasa, verificação da situação de veículos, consultas a multas e pontuação de carteira de habilitação de motoristas (através do Detran/MG). O cidadão também pode registrar sugestões, elogios e reclamações dos serviços públicos estaduais através da Ouvidoria Geral do Estado, além de emitir certidões de quitação com a Justiça Eleitoral pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Para facilitar a inclusão digital, os cidadãos têm à disposição na UAI um Telecentro, com computadores acessando gratuitamente a internet, para utilização de correio eletrônico, realização de pesquisas escolares e elaboração de currículos, tudo isso com acompanhamento de monitores para auxiliar no caso de dúvidas. Um auditório também foi construído na unidade para treinamentos e palestras.

Uma das preocupações na instalação da nova UAI foi a de colocar a Unidade apta a receber os cidadãos com necessidades especiais que demandem seus serviços. No prédio existem banheiros especialmente construídos para atender esse público, com equipamentos seguros e higiênicos, portas que permitem a passagem de cadeiras de rodas e a circulação com total conforto. Após a conclusão das obras de reforma do Instituto de Identificação, haverá também portaria com facilidades para cidadãos com necessidades especiais, na rua Juiz de Fora, com acesso direto e mais facilitado ao interior da unidade. Para as pessoas portadoras de deficiência visual, a UAI implantou pisos direcionadores de borracha (podotátil) para atender de forma humanizada os cidadãos que necessitam de serviços prestados pelo Governo de Minas.

Investimentos

O Governo de Minas já investiu RS 19 milhões na implantação das 22 Unidades de Atendimento Integrado localizadas estrategicamente no Estado: são quatro em Belo Horizonte (Barreiro, Barro Preto, Praça Sete e Venda Nova). No interior elas estão instaladas em Araçuaí, Barbacena, Caratinga, Coronel Fabriciano, Curvelo, Divinópolis, Lavras, Muriaé, Paracatu, Passos, Patos de Minas, Ponte Nova, Poços de Caldas, Pouso Alegre, São João del-Rei, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Uberaba.

Segundo a diretora de Gestão das UAIs, Fernanda Girão, a UAI do Barro Preto, da mesma forma que as outras 21 unidades já em operação, cumpre seu compromisso de prestar atendimento rápido e cômodo à população, imprimindo um padrão de qualidade na prestação dos serviços públicos e fornecendo ao cidadão, em um único local, serviços de diversos órgãos, com qualidade e eficiência. Para ela, um bom exemplo da importância da prestação de serviços pelas UAIs é que com o modelo de operação é possível mensurar a eficiência do atendimento e melhorá-lo cada vez mais, uma vez que o próprio cidadão, logo após o atendimento, faz a avaliação do serviço demandado, imprimindo um modelo totalmente gerenciável.

A Uai Barro Preto funciona ininterruptamente de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas e aos sábados das 8 às 14 horas, na avenida Augusto de Lima, nº 1833, bairro Barro Preto, em Belo Horizonte.

UAI

 

Indio da Costa diz que Serra declara guerra: “Pode até ser que eu não seja pres. da República em 2014, mas Aécio também não será”

O clima na oposição

Fonte: Coluna Panorama Político –  Ilimar FrancoO Globo

Para mais de um interlocutor, por esses dias, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa tucana à Presidência da República, tem feito uma confidência bombástica. Relata ele que o ex-governador paulista José Serra, candidato derrotado nas eleições presidenciais, numa conversa com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teria afirmado: “Pode até ser que eu não seja presidente da República em 2014, mas o Aécio (Neves) também não será”.

Nosso comentário:

“Revoltante saber que o Serra ameaça desta forma o Aécio, como afirma o colunista de “O Globo”, Elimar Franco. Se fosse o contrário o mundo desabaria na cabeça do Aécio, mas o Serra tudo pode. Cadê a mídia paulista que sempre ataca o Aécio em defesa do Serra? Cadê o Reinaldo, o “Estadão”, que sempre atuam como porta-vozes do serrismo?”

Por uma refundação do PSDB, Fernando Henrique e Aécio Neves possuem todas as qualificações para essa tarefa, diz Jorge da Cunha Lima

Por uma refundação do PSDB

Fonte: Artigo – Jorge da Cunha Lima – Folha de S. Paulo

Fernando Henrique e Aécio Neves possuem todas as qualificações para essa tarefa, mas não para fazê-la a quatro mãos, em nome do partido

Refundar quer dizer fundar de novo, fazer outra coisa. Mas também quer dizer fazer o novo sob os princípios do ato fundador. Por um caminho ou por outro, o PSDB não escapa desse destino renovador.

Fernando Henrique Cardoso já afirmava isso antes mesmo do segundo turno das últimas eleições.

Aécio Neves, com instinto e DNA, escancarou o roteiro no “Roda Viva”, da TV Cultura. Alckmin, discreto, mas sempre com o futuro político a seus pés, concorda.

A maioria dos militantes ainda fiéis ao partido só pensa nisso, sobretudo as jovens lideranças, que nunca tiveram vez nem hora.

Mas há um risco nessa empreitada: produzir um receituário a quatro mãos. Não se trata de uma questão de talento nem de mérito dos proponentes. Nada mais no Brasil pode ser resumido a um plano de ação vindo de cima para baixo; da “intelligentzia” para a goela.Beatriz Sarlo, a eminente socióloga argentina, estava iluminada ao escrever: “Não são perguntas sobre o que fazer, mas como armar uma perspectiva para ver”.

Fernando Henrique e Aécio possuem todas as qualificações para essa tarefa, mas não para fazê-la em nome do partido. Podem fazê-la convocando o que resta de inteligência e generosidade entre os militantes, para montar vanguarda de reflexão e decisão. Podem e devem ir além das trincheiras do partido para recrutar pensamento novo.

Quando Montoro montou a Sorbonne, no início do processo de redemocratização, alguns companheiros acharam bisonho aquele telescópio coletivo para visualizar as perspectivas do Brasil.

É bom lembrarmos disso, porque essa miragem foi retirada das lentes do PSDB. A grande tendência da prática política no Brasil democratizado é o enclausuramento. Ora, a clausura do poder.

O PT sente-se quimicamente realizado na cápsula do poder. Já a clausura do PSDB é a de uma taba só de caciques. Desde a morte de Montoro, a pajelança nunca mais convocou a tribo. A terceira tentação da política é a cápsula do ego, de que Serra é sumo sacerdote. Não podemos dizer que Lula escape desse atributo, mas, por falta de consciência metafísica, age como um existencialista dos anos 60.

O político que se fecha é como um shopping center, alheio à “polis” que o rodeia. Por isso, nossas pesquisas eleitorais parecem pesquisas de mercado. Mede-se a satisfação consumista, não as necessidades humanas. Assim, o cacique autocentrado precisa de marqueteiro para corrigir sua solidão.

Mas torna-se difícil manejar a chave do consumo, fora do poder.

Por essa razão, ninguém mais sabe fazer oposição, nem aqui, nem na Argentina, nem na Venezuela.

A refundação do PSDB implica questões mais profundas do que uma retórica midiática.

Aliás, na atual conjuntura, com os problemas que o Brasil deverá enfrentar, diversos partidos precisam de refundação. Só o PMDB não precisa disso, pois sabe exatamente o que quer e o que querem seus líderes: participar do poder.

Em síntese, o PSDB precisa de um olhar novo sobre a estrutura do Brasil, sem a catarata política dos notáveis, sem a miopia econômica do consenso e sem o astigmatismo ideológico do banco de reservas.

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JORGE DA CUNHA LIMA, 79, jornalista, escritor e poeta, é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta e vice-presidente do Itaú Cultural.

Sérgio Guerra fala sobre nova unidade do partido e comenta sobre a transformação do PSDB proposta por Aécio Neves

“A escolha dos ministros de Dilma é uma esquizofrenia total”

Fonte: Pedro Venceslau – Brasil Econômico
ENTREVISTA SERGIO GUERRA Presidente nacional do PSDB

O senador Sergio Guerra saiu do encontro de governadores da legenda ontem em Maceió prometendo mais unidade no discurso e uma reforma na comunicação tucana

Enquanto a base do governo se digladia em Brasília por espaço no governo Dilma e o Congresso debate acaloradamente a sucessão de Michel Temer na presidência da Câmara dos Deputados, o PSDB discute seu futuro como oposição. O partido reuniu ontem, em Maceió, seus oito governadores eleitos para definir as linhas gerais do que Aécio Neves chamou de “refundação” da legenda depois de três derrotas consecutivas em eleições presidenciais. Escolhido porta-voz dos governadores, o governador do Paraná, Beto Richa, prometeu que o PSDB passará por um processo de “modernização” e buscará “uma nova imagem”. O tema mais delicado do encontro foi a relação entre as bancadas e os governos, que precisam passar por um processo de afinação de discurso. Por fim, os governadores disseram, em uníssono, que não há crise interna. Estiveram presentes Antonio Anastasia (MG), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Beto Richa (PR), Siqueira Campos (TO), Teotonio Vilela (AL) e Anchieta Júnior (RR). Presidente do partido, o senador Sergio Guerra (PSDB-PE) não gosta do termo cunhado por Aécio. Ele também é bastante cuidadoso na hora de falar sobre o espaço que caberá a José Serra no partido. Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO, Guerra bate forte nas escolhas de Dilma e reconhece que o maior gargalo do PSDB é a comunicação.

Aécio Neves fala em refundar o PSDB. Como será esse processo?
Não é questão de refundar. Essa palavra é muito ampla. A questão é modernizar o partido. O termo certo é outro. A agenda que os governadores empreenderam hoje (ontem) girou em torno de dois focos: a colaboração entre os estados – ou seja, a a ação entre eles mesmo – e providências para a organização partidária. Eles (governadores) vão se reunir a cada 3 meses em um fórum permanente de governadores. Haverá um processo de colaboração intenso com as bancadas e os governos. Divergências e convergências serão discutidas no Fórum.

O que precisa mudar no partido?
Todos concordam que é preciso fazer uma reforma no partido e atualizar o programa e as estruturas. Há uma demanda em relação à qualidade de comunicação do partido, que é ruim. O PSDB precisa se comunicar melhor nos governos e fora deles. Vamos, ainda, instalar uma estrutura de pesquisas de opinião pública. Vamos fazer uma partido mais nacional, dar mais unidade ao discurso.

Até quando vai o seu mandato na presidência do PSDB?
Termina no final demaio de 2011.

Pretende continuar no cargo? O José Serra é cotado?
Não há consenso em torno de meu nome, nem foi feita essa discussão. Não conheço a ideia de Serra assumir a presidência do PSDB, mas ele pode assumir qualquer presidência. Isso não está sendo discutido nem por nós, nem por ele.

Como os governadores farão para conciliar o papel de ser oposição e, ao mesmo tempo, manter uma boa relação com o governo federal para conseguir recursos?
Os governadores não vão liderar o processo de oposição. Quem vai cumprir esse papel serão os parlamentares e quadros do partido. Mas a palavra deles será simétrica.

A oposição a Dilma será mais contundente que a feita no governo Lula?
No que tange à oposição, não existe essa história de ser mais magra, agressiva ou moderada. O PSDB será oposição e pronto. A ideia de fusão com o DEM está descartada?Isso não foi pensado, nem seria o caso. Não tratamos disso aqui (em Maceió). Aliás, a direção do partido jamais discutiu uma fusão como DEM.

Com vê a movimentação de Gilberto Kassab rumo ao PMDB e, consequentemente, à base de Dilma?
Pelo que sei, isso não está confirmado. Não trabalho sobre hipóteses. O Gilberto Kassab vai continuar respirar a mesma atmosfera que vem respirando.

O PSDB pretende antecipar a escolha do candidato à Presidência em 2014?
Nós concordamos que discutir candidato agora é uma agenda que não nos interessa. Vamos deletar esse debate. Mas é evidente que o partido não vai ficar sem resolver no tempo adequado que será nosso candidato à presidência. A nossa agenda é não nos dividirmos emtorno disso.

Como avalia a escolha dos ministros de Dilma até agora e o processo de transição?
A escolha dos ministros da Dilma Rousseff é uma esquizofrenia total. Estamos vivendo momentos deprimentes da Nova República. Isso me lembra muito situações de tempos atrás, da época da morte de Tancredo que pegou todos de surpresa.

Entendimento: Aécio Neves e Geraldo Alckmin já definiram líderes do PSDB na Câmara

Em ação conjunta, Aécio e Alckmin definem líder

Fonte: Julia Duailibi – O Estado de S.Paulo

Em mais um movimento de aproximação, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves chancelaram um acordo em torno da nova liderança do PSDB na Câmara dos Deputados no ano que vem.

Segundo esse entendimento, que está praticamente consolidado, o próximo líder da bancada tucana na Câmara deverá ser o deputado paulista Duarte Nogueira (SP), aliado de Alckmin e de quem foi secretário da Agricultura entre 2003 e 2006. De acordo com as negociações, Duarte assumiria a liderança da bancada, por um ano. Os mineiros indicariam o novo líder da minoria, posto que deve ficar com Paulo Abi-Ackel (MG), e Eduardo Gomes (TO) ficaria com a indicação para um posto na Mesa Diretora.

Alckmin e Aécio conversaram ontem por telefone para selar o entendimento, que prevê o revezamento dos cargos: em 2012, seria a vez de Abi-Ackel ir para a liderança da bancada.

O acordo evidencia a aproximação de duas lideranças tucanas num momento de discussão no PSDB após a derrota eleitoral do ex-governador José Serra. Teve início com conversas entre os deputados Edson Aparecido, do lado de Alckmin, e Rodrigo de Castro, do lado de Aécio. Na semana que vem, haverá um almoço da bancada paulista para anunciar o entendimento.

A decisão final sobre a bancada sairá no dia 26 de janeiro. Para o deputado Otávio Leite (RJ), que corre por fora para ser o líder, o acordo entre os paulistas e mineiros não é fato consumado.

“Tenho apreço por Duarte e por Paulo, mas minha perspectiva é compreender o partido de maneira mais nacional”, disse Leite. “O PSDB não é São Paulo e Minas apenas.”

Link da matéria: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101216/not_imp654293,0.php

 

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