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Caso Dnocs mantém ferida aberta – partidos com espaço no Governo Dilma loteiam o estado e brigam por mais poder

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela (ITV)

Com a faca nos dentes

Partidos da base de apoio de Dilma Rousseff voltaram a expor a luta renhida que travam por nacos de poder. PT, PMDB, PSB e PP estão, novamente, envolvidos em casos escabrosos de disputa por porções do Estado para uso político-partidário. Pelo que, afinal, brigam tanto? Pelo bem do país é que não é.

A crise do momento foi detonada depois que um afilhado político do líder do PMDB na Câmara foi posto sob suspeita de malversação de dinheiro público. Trata-se de irregularidades milionárias cometidas de forma recorrente nos últimos anos no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), da alçada do Ministério da Integração Nacional.

Uma cabeça já rolou e outras estão ameaçadas de cair. Fala-se agora em mudar toda a estrutura subordinada à Integração, desde o Dnocs à Sudene, passando pela Codevasf. Mas o que poderia ser uma evolução em direção a uma maior eficiência da máquina pública revela-se mera briga por feudos. A sensação é de um regresso à era medieval.

Especificamente neste imbróglio, se engalfinham os peemedebistas, o PSB do ministro da Integração e o Planalto. Pouco interesse eles mostraram pelas falcatruas em si, tratadas como mero “fogo amigo”, percalços de um governo naturalmente fatiado. Pouco se interessaram em perceber que o órgão de obras contra as secas mal atua para atenuá-las.

O Globo mostra hoje a penúria em que vivem municípios nordestinos afetados pela falta d’água. Do Dnocs que tanta sanha provoca nos políticos aliados ao petismo, as populações pouca atenção recebem, na forma de esporádicos caminhões-pipa, se tanto. Enquanto isso, no extremo sul do país agonizam cidades gaúchas e catarinenses castigadas por estiagem severíssima, sem apoio algum.

Este é apenas “mais um capítulo da conhecida novela da degradação da administração pública causada pela norma lulopetista de barganhar cargos pela via do fisiologismo, do toma lá dá cá”, resume o jornal em editorial na edição de hoje.

Não é só na Integração Nacional que a barganha rola solta. Também na saúde, comensais do governo petista atracam-se na lama. Lá o que PT e PMDB disputam é o butim da Funasa. Os peemedebistas estão contrariados por perder poder desde que Alexandre Padilha assumiu o ministério. Melhorias efetivas no órgão de orçamento polpudo e alta capilaridade? São desconhecidas.

Neste caldo de enfrentamento, uma declaração do líder do PMDB, padrinho dos caciques do Dnocs defenestrados ou em processo de defenestração, resume bem os valores e o ânimo que movem este governo e seus “aliados”.

“O governo vai brigar com metade da República, com o maior partido do Brasil? Que tem o vice-presidente da República, 80 deputados, 20 senadores? Vai brigar por causa disso? Por que faria isso?”, disse Henrique Eduardo Alves à Folha de S.Paulo. Ele pôs a faca nos dentes para, em seguida, lembrar o envolvimento dos ministros petistas Fernando Pimentel e Paulo Bernardo em escândalos que o PMDB ajudou a abafar. Parece coisa de máfia, e é.

Assim como é mafioso o que acontece no Ministério das Cidades, novamente nas manchetes policiais. O caso da participação em negociações com empresários e lobistas interessados num projeto milionário da pasta, revelado pela Folha no fim de semana, resultou ontem na demissão do chefe de gabinete Cássio Peixoto. Ele estaria “desmotivado“. O que não dá para entender é como seu superior, o ministro Mário Negromonte, ainda continua lá.

A presidente da República prometeu para este início de ano uma reforma ministerial que se mostrou inexistente. Todas as trocas na sua equipe – com exceção, talvez, de Graça Foster na Petrobras – foram feitas de maneira reativa, para jogar ao mar mais um suspeito de corrupção denunciado pela imprensa.

Dilma Rousseff deve ter achado que agora poderia levar seu governo adiante, com cobranças apaziguadas após as primeiras baixas. Mas as primeiras semanas de 2012 deixaram claro que seu governo, em boa medida, está carcomido por interesses espúrios, por brigas comezinhas, por disputas menores – em síntese, sem rumo e sem alma.

São pecados de uma gestão que, até agora, não mostrou a que veio. Não se enxerga numa única disputa de poder protagonizada pelo PT e seus aliados o interesse público como motivação. Tudo gira em torno de brigas por estruturas paralelas, fontes sujas de receita, negócios escusos. Que projeto de país, afinal, nos oferecem?

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Empresários do Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri aprovam iniciativa do Governo Anastasia de ofertar crédito e estabelecer tratamento tributário diferenciado

Projeto de incentivo ao desenvolvimento do semiárido mineiro é festejado por lideranças

Fonte: Agência Minas

MONTES CLAROS – A iniciativa do governador Antonio Anastasia de encaminhar à Assembleia Legislativa projeto de lei criando condições mais vantajosas para utilização dos recursos do Fundo de Equalização do Estado de Minas Gerais e do Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento (Findes), beneficiando os Vales do Jequitinhonha e Mucuri e o Norte de Minas, repercutiu favoravelmente junto a lideranças empresariais da região. O objetivo do projeto é criar oferta de crédito mais atrativa para favorecer a instalação e operação de empresas na área mineira de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), além de estabelecer tratamento tributário diferenciado para as empresas que se fixarem na região.

A assinatura do projeto de lei aconteceu durante o Dia do Governo de Minas nos Gerais – Novos Investimentos e Sustentabilidade. O evento foi organizado pelo Governo do Estado em parceria com a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) e da Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas Gerais (Adenor).

O superintendente do Banco do Nordeste em Minas Gerais, José Mendes Batista, salienta que, em virtude das ações que o Governo do Estado já vem implementando nos últimos anos, visando acelerar o processo de desenvolvimento do Grande Norte, a demanda de empresários interessados em investir na região está aumentando. Só para este ano o BNB tem R$ 600 milhões disponíveis para aplicar na área mineira da Sudene, contemplando empresas de pequeno, médio e grande portes.

José Mendes acredita que, além de projetos voltados para o incremento da economia e do desenvolvimento social da região, a criação de uma lei específica visando incentivar a instalação de novos empreendimentos no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri proporcionará o aumento da demanda de financiamentos no BNB. “Vamos trabalhar para atendermos às demandas, se necessário até mesmo captando recursos junto ao BNDES”, garante o superintendente.

O presidente da Regional Norte da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Ariovaldo Melo Filho, entende que “a decisão do governador de criar um fundo de incentivo ao desenvolvimento da área mineira da Sudene é de fundamental importância, pois, até então, isso nunca havia acontecido”. Na opinião do empresário, “a decisão se constitui num fator histórico para o desenvolvimento regional. Aliando ações de incentivo financeiro e fiscal entre os governos estadual e federal, a região terá condições de receber novos e importantes empreendimentos. É preciso que, a partir da aprovação da lei de incentivos estadual, os prefeitos também criem, no âmbito dos municípios, condições para atração de novas empresas, visto que o retorno se dará através da geração de mais empregos e arrecadação de impostos por parte das próprias prefeituras”, avalia Ariovaldo Melo.

Por sua vez o presidente da Adenor, Geraldo Eustáquio Drumond, ressalta que “a iniciativa do Governo de Minas em criar um ambiente de sinergia de ações voltadas para o desenvolvimento regional é importante, visto que a região tem muitas potencialidades a serem aproveitadas, como a exploração de gás natural e de minério de ferro, além do incremento do setor agropecuário”.

Mais empregos

Na mesma linha de raciocínio, o diretor da Moc Steel, Ruy Lage Filho, destaca que diante dos novos investimentos que o Governo do Estado está direcionando para o Norte de Minas, a empresa, que é fabricante de componentes metálicos para calçados, tem perspectivas de, nos próximos quatro anos, ampliar de 20 para 100 o número de funcionários. Atualmente a empresa envia para o Rio Grande do Sul 90% da produção de componentes metálicos e, com a implantação no Norte de Minas de uma fábrica da Marluvas, fabricante de calçados de segurança, e de uma unidade da Alpargatas, “teremos condições de consolidarmos a empresa em Montes Claros e, com isso, aproveitarmos a mão de obra já formada na região”, comenta Ruy Lage.

O presidente da Cooperativa Agropecuária de Montes Claros (Coopagro), Fábio Rebello Filho, entende que o projeto de lei do Governo de Minas Gerais criando incentivos para a instalação de novos empreendimentos no Norte de Minas viabilizará, na prática, um desenvolvimento mais consistente para a região. “A iniciativa é extremamente salutar. Além de incentivar a instalação de novos empreendimentos, a decisão do governo propiciará o fortalecimento das empresas que já estão em funcionamento”, assinala Rebello.

Já o prefeito de Jaíba, Sildete Rodrigues de Araújo, acredita que “a decisão do governador Antonio Anastasia certamente atrairá novas empresas para a região, o que favorecerá, entre outros setores, o perímetro irrigado do Jaíba”. Na opinião do prefeito, além de uma lei específica de incentivos para a instalação de novas empresas nas três regiões mais carentes do Estado, a decisão do governo de viabilizar a construção de um aeroporto com capacidade para receber aviões de carga, propiciará o aumento das exportações de frutas do Jaíba. “Isso causará impacto positivo ao desenvolvimento regional contemplando, inclusive, a geração de mais empregos no campo”, conclui Sildete Araújo.

Presidente mineira: Anastasia e Aécio Neves lamentam veto de Dilma à Medida Provisória 512 que concederia benefícios fiscais para Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas,

Mineiros respondem a veto e alegam discriminação do Estado

Fonte: Carla Kreefft – O Tempo

Críticas. Aécio Neves e governador Anastasia lamentaram exclusão de Minas do mapa de benefícios fiscais

Para tucanos, decisão foi mais uma resposta negativa do PT 

O senador Aécio Neves e o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, ambos do PSDB, reagiram ontem ao veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à Medida Provisória (MP) 512, que atenderia aos municípios da região do Estado que fazem parte da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A emenda substitutiva à MP estenderia os incentivos fiscais para as indústrias de veículos, caminhões e tratores que viessem a se instalar no Norte e no Vale do Jequitinhonha e foi protocolada em março por Aécio Neves. O plenário do Senado aprovou a emenda no mês passado.

Ontem, Aécio Neves fez críticas à bancada do PT e ao governo federal que, segundo ele, não quis incluir os municípios mais pobres de Minas na proposta. “O PT disse que faria os esforços possíveis junto à presidente da República, mas infelizmente o que estamos percebendo é mais uma série de omissões do governo federal”. “Não sei onde está a bancada do PT, que tantos votos pediu nas últimas eleições para ver Minas Gerais ser alijada do mapa de investimentos importantes do Brasil”, criticou. Ele afirmou que o único objetivo da MP aprovada é a transferência dos investimentos da Fiat de Minas para Pernambuco.

O senador lamentou a decisão do governo federal e afirmou que, mais uma vez, os mineiros receberam “uma péssima notícia do governo do PT”. Ele ainda acusou o governo federal de não conceder um tratamento igualitário a Minas em relação aos outros Estados.

Já o governador Antonio Anastasia afirmou que a sanção da MP era esperada com grande ansiedade pelo governo de Minas, mas que a notícia do veto acabou gerando uma grande decepção. “Eu imagino o número de empregos que deixará de ser criado por conta desse veto. Minas já estava em tratativas avançadas com empresas do setor automobilístico para instalação de novas indústrias no Norte de Minas”, declarou.

O governador ainda disse que, com o veto, é preciso que o governo federal adote medidas de compensação para o Estado.

Anastasia lembrou que o Estado já foi penalizado duplamente. O prejuízo começou com a MP editada pelo governo federal, no fim do ano passado, que criou incentivo específico para Pernambuco, possibilitando a instalação de uma fábrica da Fiat no Estado. O Estado voltou a ser prejudicado, agora, com o veto.

“O Congresso aprovou dispositivo permitindo que a área mineira da Sudene recebesse o mesmo tratamento. Houve uma movimentação firme das forças políticas mineiras – até governo e oposição – na tentativa de ter a sanção do dispositivo que, lamentavelmente, não veio”, explicou.

Explicação tenta tirar caráter político
A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem a lei que determina que as indústrias automotivas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste recebam incentivos fiscais ao apresentarem seus projetos de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e modelos.

A proposta não foi aprovada em sua totalidade. A presidente vetou os artigos que estendiam os benefícios aos municípios abrangidos pela área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

De acordo com a presidência, a inclusão dos fabricantes instalados nesses municípios “extrapola os valores originalmente previstos para a renúncia fiscal”.

Além disso, foi vetado o artigo que punia o não- cumprimento dos requisitos legais por parte das empresas beneficiadas com a suspensão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), impedindo assim o seu funcionamento.

Para a Presidência, a sanção desses dois pontos seria “desproporcional” e acarretaria “consideráveis prejuízos sociais e econômicos ao país”. A justificativa tenta retirar o caráter político da medida presidencial.

A sanção da lei e os dois vetos foram publicados ontem do “Diário Oficial da União”. (CK)

Solução
Secretário ainda busca outra alternativa para evitar danos
O secretário de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira (PP), fez coro ontem às críticas do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia ao veto da presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que o sentimento dele e dos prefeitos dos municípios que seriam beneficiados com a aprovação da Medida Provisória (MP) 512 é de grande frustração.

Na tentativa de reverter a situação e garantir benefícios fiscais às empresas que têm mostrado interesse em investir no Norte de Minas, o secretário afirma que vai se reunir em Brasília, na próxima semana, com deputados federais e senadores da oposição ao governo federal e também da base governista para discutir o que ainda pode ser feito pela proposta. “Na próxima semana, também vou ter uma audiência com o ministro (de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) Fernando Pimentel. Acho que o Pimentel também poderia assumir essa mobilização”, declarou.

Gil Pereira classificou o veto da Presidência como prejudicial ao Estado e disse que “a aprovação dessa MP voltada para Minas seria uma forma de Dilma atestar e valorizar a união em torno do Estado”.

O secretário salientou que a sanção da MP voltada para Minas seria justa. “A área territorial abrangida em Minas seria maior que Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Paraíba juntos. Isso mostra a importância desse projeto para o Estado”.

Gil Pereira disse ainda que Minas Gerais continuará unida em torno dessa causa. “Contamos com o apoio de deputados federais, senadores e secretários. Queremos mudar essa situação”, completou. (Anderson Alves)

Minas terá 168 municípios sem incentivos fiscais federais

O substitutivo ao projeto original da Medida Provisória 512 apresentada pelo senador Aécio Neves (PSDB) propunha a extensão dos benefícios fiscais federais para 168 municípios da região Norte de Minas.

O objetivo do substitutivo seria desenvolver as regiões mais pobres do país, no entanto, o veto da presidente Dilma Rousseff impede que indústrias que se instalem em Minas recebam benefícios.

O veto do governo foi anunciado anteontem, quando o senador Humberto Costa, relator da matéria, afirmou que a emenda substitutiva não deveria passar pela Presidência.

Costa recebeu abaixo-assinado de deputados pedindo prorrogação do prazo de apresentação de projetos para instalação de indústrias no Estado. (CK)

Líder do Governo diz que Dilma pretende vetar incentivos que beneficiariam Norte de Minas e Jequitinhonha – PT das as costas para o Estado

Incentivo fiscal será vetado

Fonte: O Tempo

Assembleia. Movimento dos deputados mineiros não conseguirá benefícios para indústria automotiva 

Costa recebe abaixo-assinado, mas decisão de Dilma já está tomada
O líder do PT no Senado, Humberto Costa, afirmou, ontem, que a presidente Dilma Rousseff deve vetar hoje as emendas da Medida Provisória (MP) 512 que criam incentivos fiscais para empresas do ramo automotivo se instalarem na área mineira da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). “Pelo que eu conversei com a equipe econômica do governo, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com a própria presidente Dilma, ela vai vetar”, afirmou Humberto Costa.

A declaração foi feita no momento em que o senador recebeu das mãos dos deputados mineiros um abaixo-assinado que pede à presidente para prorrogar o prazo de apresentação dos projetos de instalação de indústrias do setor automotivo, que termina hoje.

O líder da bancada dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, Luiz Henrique (PSDB), afirmou que ainda tem esperanças de a presidente não vetar o texto e prorrogar o prazo. “O Lula fez essa medida para a Fiat ir para Pernambuco porque ele é pernambucano. Agora, nós esperamos que a Dilma, que é mineira, prorrogue o prazo para beneficiar o Estado dela”, disse.

A MP 512 foi editada no final do ano passado pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, para conseguir levar uma fábrica da Fiat Automóveis para Pernambuco. O texto recebeu emendas de parlamentares ampliando os benefícios para os Estados do Centro-Oeste, para o Espírito Santo e para a área mineira da Sudene, que compreende 168 municípios.

“A ideia é garantir a única coisa que tinha sido compromisso do Lula, que era criar condição para que a Fiat pudesse produzir veículos em Pernambuco”, afirmou o senador petista.

De acordo com Humberto Costa, a equipe econômica do governo federal está estudando um pacote de medidas para incentivar a industrialização dos municípios mais pobres, incluindo a área da Sudene mineira.”O governo deve apresentar, até o fim do ano, uma proposta global de desenvolvimento regional que abrangeria outras atividades econômicas, além da produção de automóveis”, anunciou, afirmando que o abaixo-assinado entregue ontem pelos deputados mineiros pode ajudar a pressionar a presidente na elaboração de uma política mais ampla de incentivos fiscais no Estado.

A promessa adoçou a boca dos parlamentares que compõem a base da presidente na assembleia deMinas. “Nós vamos cobrar que seja algo substancial para Minas”, disse o petista Rogério Correia.

Esquema
Presos dois suspeitos de fraude em prova de concurso
Dois homens foram presos em Sete Lagoas, região Central do Estado, suspeitos de participação em um esquema de fraude do concurso da Assembleia Legislativa de Minas de 2008. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado há quase três anos, sob sigilo, e outras oito pessoas são investigadas pelo mesmo crime.

A suspeita surgiu depois que uma denúncia anônima levantou a hipótese de fraude, já que os dez primeiros lugares do concurso eram de candidatos residentes em Sete Lagoas.

Durante as investigações, a polícia descobriu que uma faxineira que trabalhava na Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa (Fundep) ? órgão responsável pela impressão das provas ? teria furtado uma das avaliações, que seria aplicada a candidatos de 2º grau.

Interrogada pela polícia, a suspeita disse que cometeu o crime para ajudar a irmã, que estava desempregada. Com a prova em mãos, a irmã da faxineira contou o ocorrido ao cunhado e, juntos, resolveram chamar colegas de faculdade do curso de Direito para prestar o concurso.

Durante depoimento, as irmãs contaram que estavam sendo ameaças por outros envolvidos na fraude. Na última quarta-feira, a polícia conseguiu expedir um mandado de prisão contra os dois suspeitos de coação.

Os dez investigados por participação no esquema vão responder por fraude em processo licitatório, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. (Mábila Soares)

Tucano diz que não há perseguição
Apesar da frustração com a notícia de que a presidente Dilma Rousseff deve vetar a MP 512 para Minas, tucanos evitaram conferir tom político à postura do Planalto. “Não quero acreditar que foi uma perseguição. Estamos todos juntos lutando pelos interesses de Minas”, avaliou o deputado Luiz Henrique (PSDB), que é líder da bancada dos vales do Jequitinhonha e Mucuri.

A emenda que estende os benefícios da MP 512 para a área mineira da Sudene é de autoria do senador Aécio Neves (PSDB), tido como opositor de Dilma na disputa pela Presidência em 2014.

Anastasia inaugura fábrica de calçados no Norte de Minas, defende prorrogação da MP-512 e diz que Minas vai encarar a guerra fiscal

Minas vai encarar a guerra fiscal

Fonte: Estado de Minas

Governador avisa que pretende impedir fuga de investimentos para outras regiões do país

Capitão Enéas – O governo do estado decidiu endurecer o jogo com outros estados na concessão de incentivos fiscais para impedir que empreendimentos já instalados ou investimentos de empresários mineiros sejam deslocados para outras unidades da federação, por causa das vantagens oferecidas por elas. Essa posição foi anunciada ontem, pelo governador Antonio Anastasia (PSDB), que, ao participar da inauguração de uma indústria de calçados em Capitão Enéas, no Norte de Minas, enfatizou: “Nenhuma fábrica sairá de Minas Gerais. Estamos trabalhando para oferecer toda a infraestrutura para as empresas aqui”.

Anastasia presidiu a solenidade de instalação da fábrica de calçados Marluvas, que inicia as atividades com 400 empregos em Capitão Enéas, com a previsão de alcançar 1 mil postos de trabalho em 2012.Antecedendo à fala do governador, o presidente da empresa, Antonio Marcelo Arruda, declarou que, antes de decidir pelo Norte de Minas, a Marluvas iniciou gestões para a implantar a fábrica no Nordeste do país – especificamente em Pernambuco -, por causa de incentivos fiscais apresentados por aquele estado, onde também existe disponibilidade de mão de obra. Mas foi procurado pelo governo mineiro, que ofereceu vantagens, por intermédio do Instituto de Desenvolvimento de Desenvolvimento Integrado (Indi) e acabou optando por Capitão Enéas. A fábrica já tem outra unidade em Dores de Campo, na Região Central de Minas, fundada há 39 anos.

Para se instalar em Capitão Enéas, a partir de um entendimento com a prefeitura, a indústria de calçadosrecebeu doação de terreno e infraestrutura de geração de energia, abastecimento de água e rede de esgoto e melhoria do acesso, entre outros incentivos. Em entrevista, o governador Anastasia disse que “Minas Gerais nunca contribuiu para a guerra fiscal, mas reagimos, independentemente da reforma tributária. É claro que temos que trazer empresas para o Norte de Minas e para os Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Por isso, o governo de Minas está adotando todos os mecanismos para atrair empresas, como os próprios incentivos fiscais, a qualificação de pessoal e a rede de empregos”. Ele enfatizou que os incentivos são necessários para criar empregos na região, que sofre uma grande desigualdade em relação ao resto do estado.

ISENÇÃO AMPLIADA O governador disse que espera que a presidente Dilma Rousseff atenda a proposta de autoria do senador Aécio Neves (PSDB) e venha a prorrogar o prazo estabelecido pela Medida Provisória 512, que prevê isenção do Imposto de Importação para máquinas e equipamentos, além de isenção de parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que se instalarem na área que compreende as regiões Norte e Nordeste do país, além de 168 municípios do Norte de Minas e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. Uma das vantagens de Montes Claros seria o fato de estar na área da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e ser contemplada pela MP.

A prorrogação da medida provisória é de fundamental importância para que o governo do estado possa implantar uma política de atração de empreendimentos para as região do semiárido mineiro. O governo estadual mantém entendimentos com a BMW, que avalia o local par instalar uma nova fábrica no Brasil. Por meio da MP 512 poderiam ser oferecidas várias vantagens para a montadora implantar a fábrica na área mineira da Sudene, com Montes Claros se candidatando para receber o empreendimento. Porém, o governador evitou comentários sobre as negociações. Disse que os assuntos relacionados a novos empreendimentos precisam ser vistos com muita cautela, “porque as questões empresariais são tratadas sempre com reservas. No entanto, assinalou: “Nós estamos trabalhando em várias frentes, comandadas pela secretária (do Desenvolvimento Econômico) Dorothéa Werneck para termos mais empresas no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Mucuri”.

Em Capitão Enéas, o governador Anastasia participou também da inauguração de uma unidade básica de saúde. Ainda ontem, inaugurou obras em Rio Pardo de Minas e em Taiobeiras, no Norte de Minas.

Minas está na briga para atrair fábrica da BMW, que pode ir para o Vale do Jequitinhonha beneficiada pela MP-512

6 Estados disputam fábrica da BMW no país

Fonte: Claudia Rolli – Folha de S.Paulo

Matriz só deve anunciar em outubro país e local em que pretende instalar unidade

Seis Estados disputam a fábrica da BMW no Brasil, após a matriz da montadora anunciar em março deste ano, na Alemanha, que considera instalar uma unidade na América do Sul.
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia discutem com a empresa a possibilidade de conceder incentivos fiscais para sediar o novo empreendimento, segundo a Folha apurou. O sexto Estado seria da região central do país.

O presidente da companhia no Brasil, Jörg Henning Dornbusch, confirma o interesse e que há negociações em curso, mas não revela de que regiões do país as propostas começam a chegar.
“Existe interesse dos Estados, mas não há uma proposta fechada. O que está sendo feito é um mapeamento para avaliar o mercado não só no Brasil, mas em outros países. O México é um forte concorrente, apesar de o Brasil ser o maior mercado da América do Sul em termos de relevância”, afirma o executivo.

No ano passado, foram vendidos 8.400 carros da marca no país e pouco menos de 8.000 no México. As vendas no Brasil cresceram 72% no primeiro trimestre ante igual período de 2010.

A BMW atua no mercado de veículos de luxo e já tem no país uma fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), onde monta motos desde 2008.

Segundo Dornbusch, serão avaliados fatores como infraestrutura, logística, malha de transporte, além de cadeia de fornecedores, na hora de definir o local de instalação da fábrica. Em uma primeira etapa, a fábrica deve funcionar no sistema de CKD (veículos desmontados) para, com o tempo, poder fabricar os veículos no país.

Em São Paulo, levam mais chances para abrigar um empreendimento desse porte as regiões do Vale do Paraíba e de Campinas, Sorocaba e Piracicaba -áreas em que já existem cadeias de fornecedores e outras montadoras.

Em Minas, a região mais cotada é a do Vale do Jequitinhonha, na área da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), recentemente incluída na MP 512, aprovada no Congresso. A MP prevê isenção fiscal nas importações de máquinas.

Aécio alerta Dilma sobre MP-512 que atrai investimentos para Norte de Minas e Jequitinhoha – prazo para empresas receberem incentivos precisa ser ampliado – Governo do PT ameaça manobra

Aécio Neves protesta contra a ação do governo federal que prejudica Minas Gerais

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Norte, Jequitinhonha e Mucuri podem não receber investimentos porque bancada governista não ampliou prazo de incentivos

O senador Aécio Neves alertou nessa quinta-feira (28-04) a presidente Dilma Roussef que, se o governo federal desejar assegurar aos 168 municípios da área mineira da SUDENE (Norte de Minas, Jequitinhonha e Muricuri) os mesmos benefícios já dados ao Norte e Nordeste do País, é preciso estender o prazo para que empresas automotoras possam apresentar seus projetos para receberem incentivos fiscais ao se instalarem nessa região. Na noite dessa quarta-feira (27-04), foi mantida a inclusão desses municípios mineiros na MP 512 que dá incentivos fiscais para empresas automotoras implantarem unidades no Norte e Nordeste do país. Mas o prazo para apresentação de propostas pelas empresas se encerra no próximo dia 20 de maio.

Aécio Neves protestou contra o fato de a bancada do governo federal ter impedido a prorrogação do prazo, inviabilizando a apresentação de projetos pelas empresas e, assim, impedindo que os municípios mineiros sejam de fato beneficiados, deixando-se de criar os empregos que essas indústrias trariam para a população dessa região. A MP 512 foi responsável por transferir de Minas para Permambuco, no final do ano passado, novos investimentos da Fiat Automóveis.

“Apresentamos uma proposta ao governo que estendia o prazo colocado de 20 de maio para 31 de dezembro para que nós pudéssemos levar para as regiões menos desenvolvidas de Minas indústrias de autopeças e indústrias automotivas. Mas, no momento em que o governo federal não prorroga o prazo, ele, na prática inviabiliza que qualquer indústria venha para essas regiões de Minas Gerais. Lamentavelmente, o governo federal vira mais uma vez as costas para Minas Gerais”, protestou o senador.

Empregos

Aécio Neves ressaltou que não é contra a descentralização do parque automotivo brasileiro, mas que é preciso preservar os empregos em Minas Gerais. Ele lembrou que o governo federal, com a MP 512, permitiu que investimentos de R$ 3 bilhões da Fiat fossem para Pernambuco, mas impede, ao não estender o prazo, que outros investimentos sejam feitos na área mineira da Sudene, que tem as mesmas condições sócio-econômicas das regiões mais pobres do país.

“É lamentável. Nós estamos propondo que uma outra medida provisória estenda o prazo para esses benefícios. O que nós  queremos é que até 31 de dezembro, nós possamos, com os mesmos benefícios dados a Pernambuco, levar indústrias automotivas e de auto-peças para a região da SUDENE em Minas Gerais, gerando mais empregos para a população. Lamento a decisão do governo do PT, mais uma vez contra Minas Gerais”, disse o senador.

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