Arquivo

Posts Tagged ‘Santa Catarina’

Em artigo Aécio fala sobre chuvas e tragédias: “brasileiros não estão condenados a viver apagando incêndios de incompetência ou submergindo em tempestades de omissões”

Gestão Pública, falta de investimento, 

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de São Paulo

Nossas tragédias

“As repetidas tragédias representam vidas perdidas. E, em respeito a cada uma delas, precisamos abandonar a demagogia, partilhar a solidariedade e cobrar responsabilidade.”

Iniciamos o ano, mais uma vez, sob a marca da tragédia.

É inevitável, em cada um de nós, uma mistura de solidariedade e de indignação diante de situações que se repetem e em que a única mudança é o endereço: Minas, Rio, Espírito Santo, Santa Catarina…

A dimensão e a gravidade de cada uma dessas situações não permitem que nos transformemos em torcidas organizadas no demagógico jogo de ver diferentes instâncias de governo empurrarem responsabilidades umas para as outras.

O fato de que ninguém, em sã consciência, considere possível corrigir, em poucos anos, danos provocados por erros acumulados em décadas não é pretexto para a aceitação da omissão. A pergunta que precisa ser feita a todo governante não é “por que não resolveu tudo antes?”, mas, sim, se fez, no seu tempo, tudo o que estava ao seu alcance.

Assim, o inexplicável contingenciamento de recursos do governo federal destinados à prevenção de enchentes e dos danos causados pelas chuvas, assim como a liberação deles sem que sejam respeitados princípios básicos do equilíbrio federativo, devem ser motivo de protesto e de cobrança não apenas da oposição, mas de toda a sociedade. Até porque a falta de critérios republicanos e a baixíssima execução orçamentária do governo não se dão apenas em uma área.

Acredito que, como agentes públicos, devemos examinar essas situações de duas formas, simultaneamente.

A primeira é olhando para trás e reconhecendo que há um grande passivo de erros que só poderá ser superado com muito trabalho, planejamento e integração de ações. Passivo que é fruto de omissões de administradores que, muitas vezes, até por desinformação, não avaliaram o gravíssimo problema das ocupações desordenadas de áreas urbanas. Passivo que é fruto de uma época em que nos orgulhávamos de domar rios em vez de respeitá-los. E como o longo prazo em política, para muitos, é sinônimo de problema dos outros, o ciclo em que todos perdem se impôs.

A segunda é olhando para o futuro, entendendo que não temos o direito de seguir reproduzindo os erros do passado.

Qualquer administrador, mesmo o do menor município, tem acesso a informações e sabe bem dos riscos de uma ocupação precária de encostas ou margens de rio. Obras feitas às pressas, sem planejamento, cobram da sociedade um alto preço, que não se restringe ao desperdício financeiro.

As repetidas tragédias representam vidas perdidas. E, em respeito a cada uma delas, precisamos abandonar a demagogia, partilhar a solidariedade e cobrar responsabilidade. Os brasileiros não estão condenados a viver apagando incêndios de incompetência ou submergindo em tempestades de omissões.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Injustiça fiscal: oito estados dão mais dinheiro do que recebem da União e ainda financiam caixa de estados deficitários

Quem paga o pato…

Fonte: artigo – Jorge Maranhão – O Globo

Uma interessante pesquisa foi divulgada pelo Instituto Mises, de São Paulo, que resolveu fazer as contas dovolume de recursos que cada estado recebe do governo federal em comparação com quanto cada um contribui sob a forma de impostos federais. Os dados são de 2009, mas foram consolidados em 2010 e continuam atuais. O resultado não chega a ser surpreendente, mas é um exemplo muito claro de como a desigualdade é grande entre os estados brasileiros.

Primeiro, para cada estado foram somados uma série de impostos pagos, como IPI, IRPF, IRPJ, IRRF, IOF, ITR, CPMF, Cofins, PIS/Pasep, CSLL, Cide, Fundaf, e alguns outros impostos dessa autêntica “sopa de letras” que é a carga tributária brasileira. Depois, com dados do Portal da Transparência do governo federal, foram somados os repasses de verbas federais que cada estado recebeu em um ano através do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

E aí descobrimos que são apenas oito estados que dão mais dinheiro para a União do que recebem de volta, na prática financiando o caixa dos outros estados deficitários. Evidentemente, são os estados mais desenvolvidos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina.

Na outra ponta, estados eternamente envolvidos com oligarquias retrógradas, coronelismo despótico, fisiologismo atávico, corrupção explícita e os mais variados tipos de boicotes ao desenvolvimento de uma cultura de plena cidadania, como Maranhão, Pará, Roraima, Piauí, Alagoas, Sergipe etc.

Não custa lembrar que toda a história da cidadania no mundo é no fundo uma história de cidadania fiscal, de cidadãos que se compreenderam como pagadores de impostos. Desde a revolta dos barões do século XIII, a Revolução Gloriosa inglesa no século XVII, a revolução americana no século XVIII e mesmo as várias insurreições havidas no Brasil durante os séculos XVIII e XIX. Todos esses movimentos, sem exceção, frutos da injustiça na repartição da arrecadação do bolo tributário.

Mas, longe de se pensar em qualquer tipo de separatismo entre estados ricos e pobres, a verdade é que a atual carga tributária, somada com a recorrente impunidade de políticos e gestores públicos, tem transformado o equilíbrio entre estados numa peça de ficção, fazendo com que aqueles que pagam mais acabem pagando o pato dos demais que sequer têm condições produtivas para serem independentes de fato. E que, por isso mesmo, ficam condenados à condição de meros feudos eleitoreiros ao sabor dos senhores caciques e demagogos do momento. Resta saber até quando a nossa vanguarda da cidadania vai suportar!

JORGE MARANHÃO é diretor do Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão.

Siemens investe US$ 50 milhões em centro de pesquisa e constrói unidades em Minas Gerais e Santa Catarina

Siemens investe US$ 50 milhões em centro de pesquisa

Fonte:  Glauber Gonçalves – O Estado de S.Paulo

Projeto, voltado para a área de óleo e gás, será no Rio de Janeiro; meta é aplicar US$ 600 milhões no País até 2016

A Siemens vai investir US$ 50 milhões em um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro voltado para o setor de óleo e gás, anunciou ontem a empresa. Esse aporte faz parte do plano de dobrar as atividades da companhia no Brasil. Até 2016, estão previstos investimentos de US$ 600 milhões no País. O presidente mundial da Siemens, Peter Löscher, afirmou que as tecnologias desenvolvidas no Rio devem abastecer também outros mercados.

“Será um polo de tecnologia chave para mercados fora do Brasil. Devemos ter aqui partes centrais de nossas iniciativas de inovação”, disse o executivo, ao afirmar que o novo centro atuará de forma complementar às outras unidades de pesquisa da empresa no mundo.

Embora o foco inicial seja petróleo e gás, segundo Löscher, posteriormente o escopo de atividades do centro será ampliado, voltando-se também para eletrificação submarina e outras áreas. O centro é uma parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e ficará pronto em 2012.

Do total do investimento previsto pela Siemens para os próximos anos, metade deve ir para pesquisa e desenvolvimento e o restante para a ampliação das instalações da empresa no Brasil. Já estão em construção duas unidades em Minas Gerais e outra em Santa Catarina.

Löscher afirmou que o investimento demonstra confiança no Brasil e acrescentou que ultimamente o País tem feito maiores esforços para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e a inovação. “O clima está muito sólido e propício para investimentos”, disse.

Petrobrás. Também presente no evento, o presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, afirmou que o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, vê com bons olhos iniciativas da empresa alemã de desenvolver mais equipamentos para uso submarino.

“A tendência é que tenha cada vez menos equipamentos nas plataformas (petrolíferas) e mais equipamentos “subsea””, disse o presidente da empresa, que quer se fortalecer no Brasil para captar parte da demanda de suprimento de tecnologias para a estatal e para o mercado de óleo e gás como um todo.

Segundo Primo, a empresa também vê oportunidades de negócios no País com a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, especialmente em projetos de mobilidade urbana, como sistemas de corredores de ônibus expressos, veículos leves sobre trilhos e metrôs, além da modernização de aeroportos e sistemas de segurança.

%d blogueiros gostam disto: