Arquivo

Posts Tagged ‘Governo Anastasia’

Governo Anastasia: professores em Minas recebem acima do piso

Gestão da Educação – Considerada a proporcionalidade, salário inicial em Minas é de R$ 2.2 mil 40h semanais, 52% acima do que estipula a Lei


Remuneração dos professores estaduais de MG é superior ao piso nacional do MEC

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) divulgou em seu site matéria que traz um panorama dos estados que estariam em desacordo com a Lei n° 11.738/2008, que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Tal texto, entretanto, traz algumas inverdades.

A primeira delas é que o único valor legal do piso nacional estabelecido pelo MEC, para uma jornada de 40 horas semanais, é de R$ 1.451,00. O valor de R$ 1.937,26, citado na referida matéria, é apenas e tão somente uma reivindicação da CNTE.

Não é verdade também que a remuneração inicial dos professores de nível médio em Minas Gerais seria de R$ 369,89, como afirma o site do CNTE. Na realidade, o salário inicial dos professores que têm formação em nível médio no Estado é de, no mínimo, R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas semanais. Considerada a proporcionalidade para uma jornada de 40 horas semanais, este valor sobe para R$ 1.870,00. Trata-se, portanto, de uma remuneração 28,87% superior ao piso nacional estabelecido pelo MEC, que é de R$ 1.451,00 (já considerado o reajuste de 22% anunciado há duas semanas).

Importante ressaltar que desde 2007 só ingressam na carreira de professores com nível superior de escolaridade. O salário inicial desses professores é de R$ 1.320,00 para uma jornada semanal de 24 horas semanais. Aplicada a proporcionalidade para a jornada de 40 horas semanais, este valor corresponde a R$ 2.200,00. Trata-se, portanto, de uma remuneração 52% superior ao piso nacional estabelecido e já reajustado pelo MEC, que é de R$ 1.451,00 (já considerado o reajuste de 22% anunciado há duas semanas).

Além disso, no próximo mês, todos os profissionais da Educação de Minas Gerais terão um reajuste de 5% em seus salários, conforme estabelecido no projeto que instituiu o modelo unificado de remuneração dos professores e que entrou em vigor em janeiro deste ano. Com este reajuste, os professores de Minas Gerais terão salários praticamente idênticos aos do Distrito Federal, primeiro colocado no ranking de remuneração.

A lei que regulamentou a implementação do modelo unificado de remuneração em Minas Gerais assegura que os salários dos professores mineiros nunca serão inferiores ao valos do Piso Nacional da Educação.

É importante ressaltar que o modelo unificado de remuneração implantado em Minas Gerais é inteiramente legal e amparado em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).

Jornada extraclasse

O Governo de Minas informa ainda que em 2012 a Secretaria de Estado de Educação iniciará a implementação da jornada de 1/3 para as atividades extraclasse, em respeito à Lei Federal 11.738/2008. A Lei Estadual 19.837/2011, que unificou o modelo remuneratório das carreiras da educação de Minas Gerais, prevê, no seu artigo 23, que os parâmetros e critérios para a implantação da jornada de 1/3 da carga horária para atividades extraclasse serão estabelecidos em decreto.

Para a elaboração do decreto, é necessário, primeiramente, completar o processo de redistribuição dos alunos em turmas para o ano de 2012, de forma a identificar o número de horas-aula necessário no sistema, e, portanto, o quantitativo exato de professores. A Secretaria de Estado de Educação já está realizando esse processo e, a partir de sua conclusão, será elaborado o plano e o decreto de regulamentação acima mencionado. Ressalte-se ainda que,  atualmente, Minas Gerais já destina um quarto (ou 25%) da jornada dos professores para atividades extraclasse.

Além disso, em reunião na semana passada com os secretários de Estado de Educação das 27 unidades da federação, o Ministro da Educação Aloizio Mercadante assumiu o compromisso de liderar um fórum de negociações, que contará com a presença de representantes do MEC, do Consed (Conselho dos Secretários Estaduais de Educação), da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para regulamentar a implementação da jornada de 1/3 em todo o Brasil.

Fonte: Agência Minas

Copa 2014: Governo Anastasia cumpre cronograma da Fifa

Gestão Eficiente – Estádio estará pronto em dezembro deste ano, 34 hoteís já estão em construção em Belo Horizonte

Sem vigília e sem cobranças 

Muito se fala sobre 2014. Mas, antes disso, haverá a Copa das Confederações em 2013. Minas Gerais pretende não só testar, mas passar no teste e com louvor. A obra do Mineirão estará pronta até 21 de dezembro de 2012, seis meses antes da Copa das Confederações. Sabe-se, pela experiência de outras Copas, que a obra do estádio é simbólica e acaba ditando o ritmo das demais.

Se a Fifa se preocupa com atrasos nas obras para a Copa, provavelmente traria tranquilidade à instituição uma visita a Minas Gerais para ver de perto a obra do Mineirão e outros preparativos para a Copa, não a de 2014, como já foi dito, mas a de 2013.

Não obstante as ausências da Fifa, precisamos ressaltar que, em Minas, não há necessidade de vigília ou cobranças para que os trabalhos sejam feitos.

No momento, 34 hotéis estão em construção em Belo Horizonte, 17 estão em licenciamento e outros 23 estão previstos na região metropolitana da capital. A capacidade de leitos, atualmente de cerca de 30 mil, poderá aumentar para até 53 mil. Bem mais do que a Fifa recomenda, o equivalente a um terço da capacidade do estádio, ou seja, cerca de 21 mil leitos.

Pode até ser que todos não estejam prontos para a Copa de 2013, mas isso é hipótese, o fato concreto é que seis novos hotéis já estão em funcionamento na Grande Belo Horizonte, todos inaugurados de 2011 para cá.

Até o fim deste ano, cerca de 5.000 pessoas serão capacitadas dentro de projetos do governo em parceria com a iniciativa privada. Há treinamento para agentes de informação turística, guias de turismo, auxiliares de cozinha, camareiras, garçons, recepcionistas. Além disso, há cursos de línguas, informática, gestão de negócios, planejamento de emergência hospitalar externa e princípios de medicina de catástrofe.

Com intuito de interiorizar a Copa, o governo, por meio da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa), realizou três seminários em cidades mineiras que são candidatas a Centro de Treinamento de Seleção (CTS), local escolhido pelas seleções para realizar treinamento cerca de duas a três semanas antes do início da Copa. Dezenove cidades de Minas concorrem a ser CTS.

No quesito mobilidade, já foi inaugurado o novo viaduto da avenida Abraão Caram – importantíssimo no acesso ao Mineirão. Três corredores exclusivos para ônibus articulados, os chamados Bus Rapid Transit (BRT), estão em construção. Os BRTs transportarão por dia, em média, 700 mil passageiros, e um deles também será fundamental para facilitar o acesso ao estádio.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves já está em obras para a reforma do terminal 1. O projeto executivo para ampliação da pista e do pátio já está na reta final. A previsão é de que a obra do governo federal fique pronta em 2013. Após a reforma, o aeroporto terá a capacidade ampliada de 10,2 milhões (2011) para 16,5 milhões de passageiros ao ano.

Em Minas, a Copa já começou!

Fonte: Artigo de Sergio Barroso, secretário da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo O Tempo

Novo PSDB: ‘Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos’, comentou Marcus Pestana em artigo

Gestão do PSDB, Gestão Eficiente

Fonte: Artigo – deputado federal (PSBD-MG) – Marcus Pestana

As perspectivas do PSDB em Minas e no Brasil

Partido lançará candidato em centenas de cidades

Permanente é a cobrança sobre o papel e as ações do PSDB. Não é para menos. Em toda democracia consolidada, tão importante quanto acompanhar o dia a dia do governo e sua base política é estar de olho nos movimentos da oposição. Uma oposição firme, qualificada, norteada pelo interesse público e nacional é boa para o país, para a democracia e para o próprio governo.

Desde o afastamento de Collor, o desencadeamento do Plano Real e as eleições presidenciais de 1994, o sistema político brasileiro gravita em torno de dois eixos organizadores, duas colunas vertebrais: o PT e o PSDB. Não necessariamente será sempre assim. Existem outros atores, como Eduardo Campos e Gilberto Kassab, se movimentando. O PMDB tem também uma grande estrutura nacional, embora muito heterogênea e sem lideranças de expressão. Mas tudo indica que no médio prazo (estamos falando de 2014) o jogo continuará tendo sua órbita definida pelos projetos liderados pelo PT e pelo PSDB.

O PSDB tem um papel central graças ao seu protagonismo nas profundas transformações promovidas no país pelo governo FHC, pela forte presença nos governos estaduais em Estados estratégicos e pelas expressivas lideranças nacionais que formam seus quadros.

Em 2012, no plano nacional, teremos quatro tarefas essenciais: 1) organizar o partido para colher um expressivo resultado nas eleições municipais; 2) aprofundar o debate sobre o realinhamento programático visando consolidar um projeto para o futuro do Brasil; 3) avançar o processo de modernização da estrutura e da dinâmica do partido (mobilização, comunicação, recadastramento etc.); e 4) fortalecer o partido em Estados onde a estrutura é incipiente ou frágil. A Executiva Nacional, liderada pelo deputado Sérgio Guerra, está atenta a esses desafios.

A sucessão presidencial receberá atenção especial a partir de 2013 e aí deveremos afunilar a escolha do nome que nos representará. Temos história, temos capacidade de formulação e gestão, temos quadros técnicos e políticos. A visão hegemônica hoje converge para um projeto liderado por Aécio Neves, que é a maior expressão da nova geração de políticos brasileiros. Mas isso será discutido no momento certo. Temos outros nomes preparados e experientes.

Aqui em Minas, teremos um ano marcado pelas eleições municipais, em que o PSDB lançará candidato em centenas de cidades. Daremos ênfase em nossas candidaturas em grandes e importantes cidades como Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim e Ribeirão das Neves. Em Belo Horizonte, teremos papel decisivo.

Também será dada grande prioridade à consolidação e deslanche das ações do governo Anastasia, este notável gestor público, que, apesar das limitações de natureza fiscal, introduzirá inovações que aprofundarão as conquistas do governo Aécio Neves.

E assim, como no plano nacional, em 2013 começaremos a preparar o partido para os embates futuros. Nomes, experiência, história, ideias e compromisso com Minas não nos faltam.

Marcus Pestana cobra aprimoramento do marco legal da ocupação do solo e uma visão mais sustentável dos impactos ambientais

Chuvas em Minas, Governo Anastasia, falta de investimentos federais

Fonte: Artigo do presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana – O Tempo

Mudanças climáticas, catástrofes e ação de governo

Mais uma vez abrimos o ano absorvidos pelos nefastos efeitos das chuvas. São fatos recorrentes. As manchetes da imprensa povoadas de situações pessoais, familiares e comunitárias dramáticas. Mortes, desmoronamentos, enchentes, milhares de pessoas desabrigadas, estradas interrompidas, pontes destruídas. Só em Minas, são mais de cem municípios em situação de emergência.

A reversão da situação que ano a ano se repete não é fácil, nem se dará da noite para o dia. Mas faz-se necessária uma ação articulada e consistente entre as três esferas de governo e a sociedade, com intervenções de curto, médio e longo prazos que evitem a repetição previsível do quadro de catástrofes.

No primeiro plano há uma dimensão que se apresenta em escala mundial. O tema do século XXI é a sustentabilidade do desenvolvimento. Isto tem a ver com os padrões de crescimento econômico e seus impactos ambientais. Mudanças climáticas, aquecimento global, efeito estufa, desmatamento, matriz energética limpa, elevação do nível do mar são temas na ordem do dia. O tema é carregado de polêmicas em relação à sua real dimensão e seus efetivos impactos. Mas a observação a olho nu da realidade nos permite acreditar que algo grave está ocorrendo. O encontro Rio+20, que ocorrerá no Brasil, será uma boa oportunidade para aprofundar a discussão.

Paralelo a esse debate, temos que fazer o nosso dever de casa. É evidente que dentro do quadro dramático que assistimos em muitas cidades, a ação de curtíssimo prazo é assistencial e de reconstrução (alimentos, prevenção de endemias, medicamentos, recuperação de estradas e pontes, remoção de famílias de áreas de risco etc.). Mas a ação de médio e longo prazo tem que buscar virar o jogo para minimizar crescentemente os fortes efeitos das mudanças climáticas.

A começar pelo aprimoramento do marco legal que regula o uso e a ocupação do solo. A ação preventiva é sempre melhor e mais barata para a sociedade. E nesse caso é preciso tolerância zero com novas ocupações em áreas de risco.

Mas é evidente que as famílias que procuram se fixar em áreas de riscos, em geral de baixíssima renda, não o fazem porque querem, mas por falta de alternativas. É preciso uma ousada e agressiva política habitacional, fortemente subsidiada, focada nessa faixa da população.

Existem também situações de ocupação do solo historicamente consolidadas. E não envolvem apenas famílias de baixa renda. Dificilmente será viável a remoção, em larga escala, de toda a população que vive, por exemplo, às margens dos rios Doce, Muriaé, Pomba ou Paraíba do Sul. Ou de todas as encostas nas grandes cidades. Nesse caso, são inevitáveis investimentos mais pesados em barragens, dragagens, contenções.

O importante é que o governador Anastasia chamou a si a liderança do processo. E tem mantido relação republicana e democrática com a presidente Dilma. Precisamos fazer chegar esses princípios à definição dos investimentos federais.

Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=193149,OTE&IdCanal=2

Escola de Governo da Fundação João Pinheiro ganha destaque em artigo que aborda o papel deste modelo de ensino no processo de transformação social

Governo Anastasia, Gestão Pública, Gestão Inovadora, Empreendedorismo

Fonte: Artigo de Marina Cançado – Brasil Econômico

O projeto brasileiro de inovar a gestão

Em 2011, a empresa de tendências e inovação BOX 1824 lançou o estudo “O sonho brasileiro” sobre o Brasil e seu futuro sob o ponto de vista do jovem brasileiro de 18 a 24 anos (quase 26 milhões de brasileiros). A motivação do estudo estava relacionada com o fato de, hoje, no Brasil, existir uma combinação inédita: o país está num momento único de sua história, de grande reconhecimento nacional e internacional e a juventude é uma geração que nasceu digital e está vivendo em mundo com outra configuração.

Segundo a pesquisa, a maioria dos jovens possui como sonho coletivo relacionado ao país, a redução da violência e da corrupção, seguido de oportunidades para todos. O estudo também mostrou que mais de 50% dos jovens de hoje se conectam mais com discursos coletivos do que com individualistas.

Segundo a BOX 1824, hoje existem 2 milhões de jovens-ponte, o que corresponde a 8%dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos. 60% desses jovens estão envolvidos em organizações ou movimentos relacionados a questões públicas. Eles acreditam em heróis reais e possuem foco no presente, na transformação do Brasil, agora, por meio de micro-revoluções, isto é, de ações inseridas no cotidiano, de projetos que aos poucos vão mudando algumas realidades. Para esses jovens, os valores capazes de guiar a transformação do país são: participação, diversidade, criatividade e diálogo.

Não podemos neste momento de combinação inédita entre as condições do país e as características e sonhos da juventude perder a oportunidade de ser o país do presente

É interessante notar que embora esses jovens tenham grande vontade de contribuir para um Brasil com oportunidades para todos, eles estão buscando caminhos alternativos fora da administração pública, do Governo e da Política. Por mais fundamentais que sejam estas outras vias, é preciso criar um ecossistema favorável para os jovens também enxergarem que há oportunidade para dentro do Governo e da Política fazer diferente e trazer os valores que prezam.

Nesse sentido, as escolas de Governo, como a João Pinheiro são peça fundamental em inspirar o jovem a ver o Governo como um caminho possível de transformação social e lhe oferecer ferramentas para cumprir este papel.

Além da importância dos cursos nesta área serem mais focados em desafios práticos, baseados em projetos e atividades de campo e não apenas na teoria, para ajudar o aluno a se inserir no setor público, as escolas de Governo devem oferecer condições para que o jovem tenha experiências, contato e canais de entrada na administração pública com equipes nas quais ele realmente possam ser desafiado e possa canalizar sua energia transformadora.

Portanto, para efetivamente concretizarem sua missão de formar gestores e lideranças públicas, o grande projeto das escolas de Governo deve ter como base a estruturação de ambientes inspiradores e atuação como facilitadoras para que seus alunos se conectem com pessoas abertas e que estão promovendo transformação, tenham acesso a comunidades de troca de experiências e sintam que não estão sozinhos, mas possuem as condições e oportunidades de realmente entrar no setor público, ocupar posições desafiadoras e melhorar a vida das pessoas pelo Governo.

* MARINA CANÇADO – Diretora e cofundadora do Instituto Tellus

Leia também: Escola modelo: Fundação João Pinheiro inova na formação de novos gestores públicos – faculdade é a melhor de Minas

Escola modelo: Fundação João Pinheiro inova na formação de novos gestores públicos – faculdade é a melhor de Minas

Governo Anastasia, Gestão Pública, Gestão Inovadora, Empreendedorismo

Fonte: Rafael Palmeiras – Brasil Econômico

Escola inovadora garante eficiência no setor público

Curso pioneiro mantido pela Fundação João Pinheiro capacita os futuros ocupantes de cargos na administração pública

Pioneira quando o assunto é inovação, a Fundação João Pinheiro (FJP), em Minas Gerais, tem funcionado como um elo importante unindo governo e gestão criativa. Ao conciliar ensino qualificado com visão empreendedora e um processo seletivo diferenciado, a escola de governo da Fundação também consegue garantir aos alunos uma cadeira na administração pública.

Com mais de mil alunos formados desde sua fundação em 1992, o objetivo da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho um dos braços da FJP é capacitar pessoas para modernizar a gestão pública. Como resultado já vê alguns de seus ex-alunos nos principais cargos da administração pública mineira.

Luciana Raso, diretora-geral da Escola, explica que o diferencial do ensino está na grade curricular. “Com matérias que envolvem economia, ética, administração e até psicologia acreditamos que quanto mais capacitado o aluno mais frutos se colhe”, avalia.

Segundo ela, a gestão pública precisa ser inovadora além da visão de empreendedorismo. “Procuramos formar profissionais capacitados e dispostos a se empenhar no serviço público e que não fiquem acomodados no trabalho.”

A presidente da FJP, Marilena Chaves informa que a escola não é apenas a porta de entrada para a graduação, mas, no caso dos alunos que concluírem o curso com êxito, também para o serviço público.

Ao final dos quatro anos, os graduados em Administração Pública são remanejados pela Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado de Minas Gerais (Seplag-MG) para ocupar a atividade de especialista em políticas públicas em uma das secretarias do estado, com salário inicial de R$ 2 mil.

Seleção

Com um modelo de seleção inovador, os interessados na carreira pública passam por uma prova parecida com um certame. “O vestibular funciona como uma primeira etapa de um concurso público que só termina quando eles se graduam. No último concurso tivemos uma média de 13 candidatos por vaga”, explica Luciana.

De acordo com a diretora-geral da Escola do Governo, 80 alunos são aprovados a cada seleção. Em seguida são divididos em duas turmas com períodos de início para o primeiro e segundo semestre. “Percebemos cada vez mais o interesse de jovens na carreira pública. Muitos deles estão fazendo sua primeira tentativa no ensino superior.”

Além da garantia de ter uma vaga no serviço público ao final do curso, a Fundação oferece durante a graduação uma bolsa no valor de um salário mínimo para todos os alunos.

Para Marilena, presidente da FJP, mesmo sendo iniciantes no mercado de trabalho, os futuros funcionários públicos são uma grande contribuição para o setor. “Eles costumam responder rápido aos desafios e procuram fugir da rotina trazendo inovação para o governo. Aqui preparamos eles para criar e inovar, por isso investimos em educação”, destaca.

Luciana completa que esse modelo de educação ajuda a renovar o quadro de funcionários das secretarias. “Na última semana realizamos a colação de grau de uma turma e durante a cerimônia representantes da Seplag-MG informaram que têm pressa para colocar os formados atuando na gestão pública.”

APROVADOS 
80
é o número de alunos que iniciam o curso por ano

BOLSA
Valor mensal do auxílio-estudo para os alunos da FJP
R$ 545

Qualificação e comprometimento

Disposta a inovar no futuro da carreira pública, a FJP integra diversos centros de pesquisa nas atividades diárias dos alunos

Prestes a completar 20 anos de existência, a Fundação João Pinheiros (FJP) deu seus primeiros passos de inovação em 1992. “A escola é pioneira e foi fundada antes mesmo da reforma administrativa de 1998 que decretou a obrigatoriedade das escolas de governo”, avalia Luciana Raso diretora-geral da Escola do Governo.

Para Marilena Chaves, presidente da FJP, a Fundação proporciona um contato fundamental com a rotina de um órgão público. “Temos quatro núcleos de trabalho sendo eles a escola, o centro de estatística, o centro de políticas públicas e o de pesquisas aplicadas. Estar dentro de um órgão de inteligência do estado também ajuda os alunos a verem de perto como funciona o dia-a-dia de um servidor”, explica.

Com a preocupação em desenvolver profissionais cada vez mais capacitado, a Fundação também oferece para ex-alunos e público em geral cursos de capacitação, pós-graduação e mestrado. “Oferecemos cada vez mais formas de capacitar nossos alunos já que percebemos uma tendência de que muito deles conseguem chegar mais rápido aos cargos de chefia. Já temos vários subsecretários no estado que foram alunos da Fundação”, conta Marilena.

Como resultados das diversas possibilidades de enriquecer o trabalho na administração pública, a FJP recebeu em novembro deste ano, o prêmio de melhor faculdade de Minas Gerais de acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo Ministério da Educação.

Na Fundação João Pinheiro, após se formarem os alunos podem continuar a capacitação com cursos de pós- graduação e mestrado. Além disso, a instituição oferece contato com alunos intercambista de outros países

Para a coordenadora do curso de graduação em Administração Pública da Escola de Governo, Maria Isabel Araújo Rodrigues, a qualidade do ensino e o comprometimento dos professores são os fatores mais relevantes para o desempenho favorável da instituição no IGC. “93% do corpo docente é formado por mestres e doutores que, em sua maioria, possuem vivência prática na Administração Pública. Além disso, o curso é de dedicação exclusiva, proporcionando aos alunos mais envolvimento com conteúdos teóricos e práticos, os quais serão significativos para sua formação profissional”, explica.

E para ampliar o conhecimento dos alunos, a Fundação tem feito parcerias de intercâmbios. Na última visita, a FJP recebeu um grupo de estudantes italianos, cujo objetivo era conhecer práticas sociais de países em desenvolvimento. R.P.

PMDB em Minas abandona o ‘Bloco do Eu Sozinho’ – Posições radicais de Rogério Correia (PT) e o isolamento no Governo Dilma levou partido a deixar o Minas Sem Censura

Fonte: Amanda Almeida – Estado de Minas

PMDB sai e oposição balança

Partido confirma desembarque do grupo contrário ao governo Anastasia, que integrava com o PT e o PCdoB. Proximidade das eleições e radicalismo teriam motivado a decisão

Os deputados Adalclever Lopes, Vanderlei Miranda, Antônio Júlio, Ivair Nogueira e Tadeu Martins Leite durante entrevista ontem na Assembleia

A oposição ao governo estadual perdeu força na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Depois de duas semanas de impasses, os oito deputados do PMDB oficializaram ontem a saída do grupo que formavam com o PT e o PCdoB. Na prática, isso significa que desde ontem, entre os 77 parlamentares, apenas 13 atuam necessariamente em oposição ao Palácio da Liberdade. Os peemedebistas, que antes discursavam e engrossavam movimentos contra o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), assumirão uma postura de “independência”.

O bloco de oposição já havia perdido dois parlamentares na semana passada, quando o PRB anunciou a saída do grupo. Com a debandada do PMDB ontem, o bloco deixa de existir por não ter número suficiente para sua formação – são necessários no mínimo 16 parlamentares. Líderes petistas dizem que continuarão trabalhando informalmente com o PCdoB como bloco oposicionista. Com as mudanças, o até então líder da minoria, Antônio Júlio, perde o posto e torna-se líder da bancada peemedebista. Já o PT ganha duas lideranças, a da bancada e a da minoria, já que é a legenda oposicionista com mais deputados.

Desde a formação do bloco houve divergência entre os peemedebistas, sendo o deputado Vanderlei Miranda o mais resistente à união com os petistas. Antônio Júlio e Sávio Souza Cruz eram os únicos peemedebistas que insistiam na continuidade do bloco oposicionista. O então líder da minoria conseguiu adiar por duas vezes a decisão do PMDB, mas não alterou o resultado. Apesar de negar que o governo estadual tenha pressionado pela separação, Antônio Júlio confirmou que o secretário de Governo, Danilo de Castro, chegou a ligar para os parlamentares.

Seis deputados peemedebistas – apenas Bruno Siqueira e José Henrique não compareceram – deram entrevista coletiva ontem para falar sobre a saída do bloco. Anunciado como líder do PMDB, Antônio Júlio disse que o rompimento do bloco já era previsto, mas ocorreu “mais cedo do que o esperado”. “Já sabíamos que, com a aproximação das eleições municipais, ficaríamos numa posição desconfortável em cidades onde PT e PMDB disputaram vagas”, disse. Conforme vinham reclamando, os parlamentares disseram que as discussões sobre a Prefeitura de Belo Horizonte anteciparam o rompimento.

“Sabemos que a Prefeitura de BH já é um jogo jogado, em que o PSDB e o PT apoiarão a reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Mas esperávamos pelo menos ser chamados para uma conversa”, comentou Júlio. Entre os próprios peemedebistas, no entanto, surgem pré-candidatos à cadeira da PBH desde o início do ano. “Isso não significa que o PT não deveria ter nos tratado com carinho. Pelo contrário, até por isso deveríamos conversar sobre uma aliança, já que somos da base da presidente Dilma Rousseff (PT) no cenário nacional.” Articulações pré-eleitorais já foram motivo de rompimentos entre PT e PMDB na última legislatura. Unidas na Assembleia até julho do ano passado pela eleição de Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT) ao governo estadual, as legendas se separaram depois de os peemedebistas ficarem de fora da coligação proporcional para concorrer às cadeiras do Legislativo. O PT acabou se aliando em coligação ao PRB.

Os peemedebistas alegam ainda que a falta de espaço no governo federal também pesou na decisão da legenda. Segundo Antônio Júlio, o partido vai lançar um movimento pela “valorização” de Minas na gestão de Dilma Rousseff (PT). Eles pretendem apelar ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) por mais mineiros na esfera federal.

Nos bastidores, também é apontado o descontentamento do PMDB em relação ao comportamento de deputados do PT, especialmente o líder do bloco, Rogério Correia. Eles estariam adotando uma postura radical em relação ao Palácio da Liberdade, muitas vezes com discurso de caráter pessoal. Alguns integrantes do PT já teriam sido alertados sobre o assunto, mas as reclamações não teriam surtido efeito. (Colaborou Renato Scapolatempore)

Opinião do EM

O bloco do eu sozinho
A decisão do PMDB de abandonar a parceria com o PT na Assembleia Legislativa mostra que não é possível sustentar por muito tempo uma estratégia de bloco do ‘eu sozinho’, em que posições individuais prevalecem em detrimento do interesse de um grupo. A oposição faz parte do jogo democrático, mas deve ser sempre pautada pela responsabilidade e seriedade. Como demonstrou a decisão tomada pelos peemedebistas, quem não respeita esse processo corre o risco de acabar isolado, pregando solitariamente no deserto.

%d blogueiros gostam disto: