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Archive for the ‘Aécio Neves’ Category

Aécio Neves: líder da oposição visita o Acre

Aécio Neves: lider da oposição – No Acre senador critica ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional.

Senador cobrou uma política de investimentos específica para a região

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participou de encontro com lideranças políticas no estado do Acre, nesta quinta-feira (22/03). Segundo Aécio, o Acre e a região da Amazônia merecem uma política dirigida de investimentos por parte do governo federal.

Aécio Neves criticou a ausência de políticas públicas que levem a um projeto de desenvolvimento nacional. O senador também destacou a omissão do governo federal nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

“Temos que deixar claro aquilo que nos diferencia daqueles que estão no governo. O que o governo federal pode fazer na questão da saúde, na qual vem se omitindo, na área de segurança, sobretudo na questão das fronteiras, como está a educação pública no País, assim como as obras de infraestrutura necessárias a um vigoroso projeto de desenvolvimento do País”, disse.

O senador Aécio enfatizou que o Acre e a região Norte merecem atenção especial dos brasileiros. Segundo ele, essa percepção o acompanha há 27 anos, quando esteve no estado ao lado do seu avô Tancredo Neves.

“Estive aqui, há 27 anos, na companhia do meu avô, Tancredo Neves, então candidato à Presidência pelo Colégio Eleitoral. Lembro de um comício que aqui fizemos, desde aquele momento percebia a atenção especial que essa região precisava ter e ainda não teve. Tenho tido o privilégio de conviver no Congresso com parlamentares que têm me ensinado cada dia mais sobre o Acre e sobre a região. O deputado Márcio Bittar, meu companheiro de partido, meu colega, senador Sérgio Petecão, o companheiro Tião Bocalon. Enfim, uma série de companheiros que têm dito sobre a importância de estar no Acre não só para falar sobre o Brasil e ouvir o que os companheiros da região.”

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves: líder da oposição defende mais cooperação

Aécio Neves: líder da oposição quer maior integração entre União e Estados. Senador defendeu a reforma do Pacto Federativo.

Aécio Neves tem recepção calorosa e agenda lotada em Rio Branco, Acre

Aécio Neves: líder da oposição - Senador defendeu a reforma do Pacto Federativo

Aécio Neves chegou a Rio Branco (AC) no início da tarde e já foi recebido no aeroporto por acreanos de diversos partidos. Aécio voltava ao Acre 27 anos após sua primeira visita, quando acompanhava Tancredo Neves em viagens durante o processo de redemocratização do Brasil. Logo ao chegar, a imprensa acreana iniciou uma ampla cobertura de sua visita. Ainda no aeroporto, Aécio apresentou propostas para o Acre e a Região Norte.

O senador defendeu uma cooperação maior entre União e Estados para melhorar a segurança das fronteiras brasileiras. Mas foi quando Aécio citou Euclides da Cunha, dizendo que o povo da região Norte não deve ser “exilado” no próprio país, que o público começou a gritar, chamando Aécio de presidente.

Os primeiros compromissos de Aécio em Rio Branco foram em emissoras de TV. Numa das duas entrevistas gravadas no dia, o senador destacou a importância da participação da juventude na política, que para ele “é mais que pregar cartazes”, e lembrou que é o autor do projeto que permitiu o voto aos maiores de 16 anos.

Fora da agenda original, Aécio fez uma visita à região do Taquari, que foi fortemente atingida pelas enchentes que aconteceram no início do ano no Acre. Aécio viu a dimensão dos estragos, falou com moradores que se surpreenderam com a visita do político mineiro e comentou, em mensagem para a Turma do Chapéu, que pouco adianta o Brasil ser a quinta maior economia do mundo, tendo 47% da população vivendo sem saneamento.

Aécio seguiu para a escola onde foi realizado o evento do PSDB. Lá, pré-candidatos a prefeito de diversos municípios do Acre formaram fila para tirar fotos com Aécio Neves. A popularidade do senador faz com que uma foto com ele seja item importante de campanha.

Aécio dá palestra no PSDB do Acre

Aécio dá palestra em evento do PSDB do Acre

A última atividade do dia foi a palestra no evento promovido pelo ITV e PSDB-AC.

Para um auditório com lotação excedida, o acreano Tião Bocalom ressaltou o sucesso do modelo do Choque de Gestão.

Aécio defendeu a reforma do Pacto Federativo, citou como as premiações por meritocracia melhoraram o ensino e o serviço público em Minas Gerais e expôs o descaso do governo federal com o Acre: “no governo FHC, mais de 300 milhões de reais foram destinados ao Acre por transferências voluntárias, enquanto hoje o governo transfere menos de 80 milhões.”

Aécio se posicionou a favor da preservação do meio ambiente no Acre, mas valorizando o desenvolvimento. “Não há maior tragédia ambiental do que a miséria”, disse o senador.

Encerrando a reunião tucana, que já contava com presença de líderes de diversos partidos, Aécio Neves lembrou o espírito conciliador que herdou de seu avô Tancredo, e o citou: “Me dá mais prazer apoiar um adversário num projeto correto do que um aliado num projeto ruim.

Nessa onda de conciliação, Aécio entregou o microfone à pré-candidata do PSC à prefeitura de Rio Branco, deputada federal Antônia Lúcia, e, surpreendendo a todos, convocou-a para apoiar a candidatura de Tião Bocalom. E ela aceitou o convite.

Fonte: Alberto Lage – Turma do Chapeú

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/aecio-rio-branco-acre/

Aécio Neves: líder da oposição revela artigo

Aécio Neves: líder da oposição, cientista político diz que tom moderado do senador é positivo. Aécio de 2012 é um político que faz oposição. 

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio Neves é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de Aécio. Tancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“.

Link: http://www.valor.com.br/cultura/2562294/lucida-estrategia-de-aecio

Aécio Neves: artigo diz que Governo do PT perpetua ineficiência

Gestão Ineficiente, Governo do PT

Crescimento?

O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.

O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.

Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.

O mais grave é que a indústria de transformação, que tem maior intensidade tecnológica, portanto maior valor agregado e estratégico, cresceu menos ainda -ínfimos 0,1%. Ou seja, nada. Abrir mão de avanços na indústria de transformação equivale a abdicar de inovar e desenvolver tecnologia, configurando um ciclo perverso que nos torna reféns de países que fazem exatamente o contrário.

Por fim, as lições. É preciso esquecer o retrovisor e olhar para o futuro, que, no curto prazo, nos cobra ações que neutralizem os efeitos nocivos da sobrevalorização do real e, no médio e longo prazos, nos exige as reformas estruturais (tributária, previdenciária e de relações trabalhista), cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira e, sobretudo, turbina o processo de desindustrialização.

A indústria de transformação, que por longas décadas manteve participação superior a 30% na formação do PIB, hoje oscila ao redor de 15% e com tendência de continuar caindo diante da inação oficial.

É ainda mais grave constatar que 2012 começa como terminou 2011: um dia após o anúncio do “pibinho”, confirmou-se a queda de 2,1% na produção industrial em janeiro, comparada a dezembro. A CNI aponta queda de 1,4% no faturamento no período.

Esse cenário afeta a todos e, em especial, setores mais expostos à concorrência externa, bem como economias regionais voltadas ao comércio internacional. Igualmente preocupante é ver, na contramão do sentido de urgência que a crise exige, que o governo toma medidas anacrônicas e ufanistas, que conduzem à perpetuação das ineficiências, ao encarecimento do custo de vida e ao afastamento dos investimentos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Fonte: Artigo do senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

PSDB amplia participação dos sindicados no partido

Aécio Neves já conseguiu adesão da Força Sindical em três estados

PSDB já tem filiados em três centrais sindicais

Depois de ter dificuldades de angariar sindicalistas em seu início, o núcleo sindical do PSDB conseguiu fincar o pé em mais uma central: a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), quarta maior do país, com quase mil sindicatos filiados. Os tucanos já estão fortemente presentes na União Geral dos Trabalhadores (UGT) e na Força Sindical, onde tomaram o lugar do PDT em muitos Estados – segunda e terceira maior centrais, respectivamente.

Com a filiação, o PSDB dá mais um passo para enfrentar o PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior das centrais, no movimento sindical. Os tucanos farão um congresso em São Paulo no dia 27 de abril para definir a pauta sindical do partido, que incluirá a redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e do trabalho escravo – temas que nunca estiveram entre as prioridades da legenda.

O presidente do núcleo sindical do PSDB, Antônio de Souza Ramalho, admite que, mesmo com a filiação de vários sindicalistas e um programa partidário para o movimento dos trabalhadores, será difícil fazer os deputados e senadores tucanos defenderem o movimento. “É possível que, dentro do PSDB, muita gente não concorde com a redução da jornada de trabalho, por exemplo, mas são coisas que teremos de conquistar”, afirmou.

Em reunião há uma semana, Ramalho acertou a filiação de cerca de 57 presidentes de sindicatos da Nova Central ao PSDB. O movimento será coordenado pelo presidente da Federação dos Funcionários Públicos Municipais do Estado de São Paulo (Fupesp), Damázio Sena, um dos diretores da NCST em São Paulo e que está filiado ao partido desde o fim do ano passado.

Damásio Sena, que é presidente do Conselho Fiscal da Confederação Nacional de Servidores Públicos (CSPB), também filiada à Nova Central, articulará para atrair sindicalistas para o PSDB em todo o país – a expectativa é filiar quase 400 dirigentes que representam o setor público.

Sena diz que ingressou no PSDB, um partido que historicamente não apoia o movimento sindical, por causa da mudança de postura da legenda. “Se um partido como o PSDB está se esforçando para atrair os trabalhadores, temos que aproveitar essa vontade deles para demarcar o nosso espaço”, argumentou.

Essa “mudança de postura” também atraiu muitos representantes da Força Sindical e UGT, segundo Ramalho, que é vice-presidente da Força. Da UGT, que tem representantes no PPS e no PSD, como presidente da central, Ricardo Patah, saíram os presidentes do núcleo sindical do PSDB de Pernambuco e Tocantins.

O PDT perdeu espaço na Força Sindical de vários Estados com a investida do PSDB. No Piauí, Sergipe e Minas Gerais – apoiado pelo senador e pré-candidato à PresidênciaAécio Neves (PSDB) -, a mudança atingiu praticamente toda a central. Em Goiás, administrado pelo tucano Marconi Perillo, 75% dos pedetistas da Força foram para o PSDB.

As trocas ocorreram com consentimento do presidente nacional da Força, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT). Em conflito com o governo federal e sem conseguir indicar o novo ministro do Trabalho, Paulinho tem se aproximado dos tucanos.

Não deve desistir de ser pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, mas tende a ficar do lado do ex-governador José Serra (PSDB) em um eventual segundo turno da eleição, e já garantiu apoio à reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com a nomeação de um representante da Força Sindical e do PDT para a Secretaria Estadual de Emprego e Relações de Trabalho.

Fonte: Raphael Di Cunto – Valor Econômico

Aécio Neves: cientista político diz que tom moderado do senador favorece oposição

Aécio oposição

A lúcida estratégia de Aécio

Aécio é o que qualquer pessoa imagina ser um político típico. A socialização primária de Fernando Henrique foi mais intelectual do que política, a de Lula foi uma socialização básica de líder de movimentos sociais, em particular do movimento sindical, Dilma foi socializada como tecnocrata. Aécio, por sua vez, foi inteiramente socializado dentro da arte de fazer política, aliás, fazer política em Minas Gerais. As diferenças entre esses grandes personagens de nossa história política recente são responsáveis pelo espanto com que alguns setores formadores de opinião estão encarando o desempenho de Aécio na oposição. Esses setores estão desacostumados a ver um político típico em atuação.

A forma como cada um de nós é socializado explica uma importante parte de nossas visões de mundo e comportamento. Aprendi com meus pais nordestinos a gostar do Carnaval, de festa junina, de praia, da cozinha tipicamente nordestina e também de comer frutos do mar. Criado no Rio de Janeiro, tive a chance de aprender a ver o Brasil como uma ex-capital, isto é, a ver o Brasil como um tudo, a compreender e considerar legítimo o interesse de todas as regiões do Brasil. Tão importante quanto isso, escolhi o Fluminense como time e aprendi a gostar de samba, esse gênero musical que, por meio de letras e melodias, tão bem retrata os dramas de nossa sociedade.

Casado que sou com uma catarinense oriunda do Vale do Itajaí, aprendi a reconhecer na prática o que tinha visto ao menos em parte nos livros de Max Weber: a ética do trabalho. Tendo me transferido para São Paulo, fui socializado, muito mais do que no Rio de Janeiro, a considerar a opinião do cliente a coisa mais importante que existe. Convivendo com funcionários de minha empresa, oriundos de cidades como Ribeirão Preto, Bebedouro e Flórida Paulista, aprendi a reconhecer de longe o espírito empreendedor e o desejo de melhorar de vida.

Aécio é filho de político por parte de pai e é neto de nada mais nada menos do que Tancredo Neves por parte de mãe. Seu avô paterno chamava-se Tristão Ferreira da Cunha. Tristão foi político, advogado e professor, exerceu o cargo de secretário da Agricultura, Indústria e Comércio quando Juscelino Kubitschek foi governador de Minas Gerais, entre 1951 e 1955. Aécio Cunha, filho de Tristão e pai de Aécio Neves, foi deputado estadual entre 1955 e 1963 e deputado federal entre 1963 e 1987. Tancredo, no MDB, era adversário de Aécio Cunha, da Arena, mas os dois dividiram por 18 anos um apartamento em Brasília.

Quem teve a chance de, como eu, ler as atas das reuniões de gabinete do curto período dos anos 1960 quando o Brasil adotou o parlamentarismo e Tancredo foi primeiro-ministro, pode atestar a enorme habilidade política do avô de AécioTancredo coordenava as reuniões sem assumir uma posição entre as diferentes visões de seus ministros. No decorrer da reunião, ele coordenava a discussão de tal maneira a atingir um consenso, era o líder em ação. A palavra final era de Tancredo, ao definir qual seria a decisão dogabinete. Em geral, essa decisão seguia o caminho de menor resistência, o caminho consensual, aquele em que todos ganhariam e perderiam um pouco, em que ninguém sairia totalmente vencedor ou totalmente derrotado. Aécio foi socializado na política dessa maneira.

Aécio de 2012 é um político que faz oposição ao PT e ao governo Dilma de maneira moderada e por isso tem sido duramente criticado por um pequeno grupo de formadores de opinião de São Paulo que se orientam, quando o assunto é politica, de forma quase inteiramente intelectual. Ao fazer oposição moderada a Dilma, Aécio está fazendo política. Ao ser criticado por essa elite, está sendo exigido dele que atenda a uma demanda intelectual, quase uma carência psicológica, que também seria atendida por um bom psicoterapeuta.

Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente.

O raciocínio político, e não exclusivamente intelectual, é simples. Analisando-se os resultados das últimas eleições, vê-se que a oposição tem 33% dos votos válidos em primeiro turno. Foi o que Serra teve em 2010. Naquele ano, as eleições ocorreram nas piores condições possíveis para Serra, com uma aprovação de 80% para Lula. O único que achava que poderia derrotar Dilma naquela situação era Serra. Além disso, ele é um político desagregador e sem carisma. Pode-se, inclusive, parafrasear Nelson Rodrigues para defini-lo como político: a pior forma de solidão é a companhia de José Serra. Ainda assim, ele teve 37% de votos no primeiro turno. É óbvio que Aécio terá mais do que isso. Esses votos já estão garantidos. Aécio não precisa bater duro em Dilma para conquistá-los. É preciso lembrar que Serra colocou Lula de maneira elogiosa em sua propaganda política na TV (será que fará o mesmo em 2012, caso seja candidato a prefeito?).

Se Aécio caminha para ter mais do que 37% de votos válidos em primeiro turno em 2014, o que ele precisa é construir o caminho para conquistar os votos que hoje estão mais próximos de Dilma do que dele. A maneira de fazer isso é por meio de uma oposição moderada, exatamente o que tem sido criticado pela elite intelectual do eixo Jardins – Itaim. Essa elite quer que Aécio bata duro em Dilma porque não conhece o Brasil tanto quanto Aécio conhece. Ela não é capaz, por exemplo, de se colocar na perspectiva de um nordestino que vem votando no PT e considera o partido responsável por ele ter melhorado de vida. Muitas pessoas que formam essa elite nunca pularam Carnaval, não sabem jogar futebol, não gostam de samba e nas férias de janeiro, em vez de irem para uma praia do Nordeste, entram em um avião rumo a Paris, Londres ou Nova York. Nada contra o roteiro Helena Rubinstein, mas não no verão brasileiro.

Obviamente, Aécio não deve dar ouvidos a essa elite ou a qualquer um que hoje exija dele uma oposição dura ao governo do PT. Aécio, como um político típico, como neto de Tancredo, quer agregar. Ele está buscando o caminho de menor resistência junto ao mundo político. Esse caminho é o da oposição moderada. Os atuais críticos de Aécio não gostam nem um pouco do governo Dilma. Isso significa que votarão em Aécio de qualquer maneira em 2014. O que o senador mineiro quer é o voto de milhões de nordestinos socializados bem longe do eixo Jardins – Itaim, pessoas que vêm aprovando o PT, mas que podem estar dispostas a votar em um opositor, desde que ele deixe claro que manterá, para o Nordeste, os benefícios trazidos por Lula e Dilma. Isso não se faz somente com palavras, isso se faz com uma imagem cuidadosamente construída. A decisão de construir uma imagem desse tipo não é feita com base em um raciocínio intelectual, mas sim em uma maneira de pensar política.

A comparação entre Brasil e Reino Unido mostra que nem sempre a socialização neste ou naquele contexto resulta nos efeitos esperados. O excelente filme sobre Margareth Thatcher, “A Dama de Ferro”, mostra isso. Ela era filha de quitandeiro e soube aproveitar essa experiência em sua vida política. Ter sido filha de quitandeiro foi fundamental para que Thatcher construísse um discurso genuinamente popular, baseado na defesa da iniciativa individual e no pequeno negócio. Ter sido filha de quitandeiro deu a ela a fibra e a coragem que faltavam a seus pares do Partido Conservador para enfrentar as dificuldades em que o Reino Unido estava mergulhado nos anos 1970. Ela governou seu país por quase 12 anos, um sucesso absoluto.

Cada país tem o filho de quitandeiro que merece. Serra foi derrotado duas vezes para presidente – na segunda vez, para uma candidata que nunca havia disputado uma eleição. Pior do que isso, ele nunca teve um discurso genuinamente popular, apesar de ter origem humilde. Na campanha presidencial (e não para prefeito) de 2010, sua mais memorável promessa foi a de promover mutirões de cirurgias de próstata, varizes e catarata. Claramente, ao contrário de Thatcher, ele não incorporou o que havia de melhor em sua socialização.

O Brasil precisa de políticos típicos. Aécio foi socializado na boa forma mineira de se fazer política. Essa afirmação causa horror a muitos intelectuais do eixo Jardins – Itaim, mas será graças a isso que o PSDB se fortalecerá no futuro próximo.

Fonte: Valor Econômico – artigo de Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de “A Cabeça do Brasileiro” e “O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo“. 

Senador Aécio Neves ganha corpo no PSDB

Aécio oposição

Candidatura de Serra favorece planos de senador

Se na ótica dos tucanos, a base da presidente Dilma Rousseff já mostra fissuras, o PSDB vive um momento de certa pacificação interna depois de José Serra ter entrado na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Serra promete ficar os quatro anos de mandato como prefeito se for eleito – ao contrário do que fez em 2006, quando deixou a prefeitura para se candidatar ao governo do Estado.

Com Serra dedicado a São Paulo, a convergência em torno do senador Aécio Neves parece ganhar corpo no PSDB. O senador tem dito reservadamente que o governador Geraldo Alckmin está alinhado com o seu projeto presidencial. Aécio esteve com ele em São Paulo, numa conversa no Palácio dos Bandeirantes, quando ainda não estava claro quais seriam os passos de Serra.

Uma das fontes do Valor em Minas contou o seguinte relato que ouviu de Aécio sobre os dias que antecederam o anúncio de Serra: “Alckmin teve uma conversa num tom até duro com o Serra, acima do que é o padrão. E disse: ‘Se você não se candidatar, não terá o apoio de São Paulo para disputar mais nada'”.

O próprio Aécio teve uma participação indireta na campanha interna do partido para que Serra entrasse na disputa pela prefeitura. Além de Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e outros governadores contribuíram com sua parcela na pressão.

Como muitos tucanos punham na conta de Serra a criação do PSD pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, um serrista convicto, a “decisão dele [Serra] serviu um pouco para compensar isso”, teria dito Aécio.

A um interlocutor, o senador fez a seguinte constatação sobre as chances de Serra boicotar suas articulações para 2014: “Ele vai ser obrigado a reafirmar todos os dias que vai continuar no cargo. E talvez chegue um momento em que ele tenha de fazer isso com mais veemência.” Tradução: Aécio aposta que para não deixar dúvidas nos eleitores paulistanos de que não tentará a Presidência, Serra terá de manifestar apoio a ele. (MMS).

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico 

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