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CSN: siderúrgica pode optar por Belo Vale


Mineração: projeto de proteção ambiental que tramita na Câmara Municipal pode tirar investimento da CSN e de outras mineradoras de Congonhas

CSN arma plano B para hipótese de proteção da serra

Tombamento da Casa de Pedra, em Congonhas, pode ainda afetar a Vale

Fonte: O Tempo

Belo Vale pode ser o destino da usina siderúrgica planejada pela CSN para a cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, segundo fontes ligadas ao projeto. A cidade, de 7.500 habitantes, estaria sendo sondada devido ao impasse político que se desenhou em Congonhas: tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que delimita o tombamento da serra Casa de Pedra, área pretendida pela CSN em seu processo de expansão. O prefeito de Belo Vale, porém, não foi localizado pela reportagem para comentar a informação.

Além de comprometer os planos da CSN de atingir uma produção anual de 100 milhões de toneladas de minério de ferro na cidade até 2015, a eventual aprovação, pela Câmara, do projeto de proteção à serra pode afetar também intenções da Vale na região, segundo a mesma fonte.

Até então, a Vale e outras mineradoras que atuam nas proximidades, como a Ferrous, ficaram à margem do debate público sobre a questão. Procurada para comentar os impactos do tombamento da serra Casa de Pedra, a Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, se limitou a responder que, “atualmente, não existem projetos de expansão aprovados para a região”. Já a Ferrous, também por meio da assessoria, disse que não iria se manifestar.

Pressão. No discurso oficial, a CSN nunca condicionou a aplicação do seu plano de investimentos de R$ 12 bilhões ao veto do projeto que inviabiliza a mineração no local, mas o próprio prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PT), já admite publicamente que a cidade pode deixar de ganhar uma grande injeção de recursos caso o atual projeto seja aprovado pela maioria dos nove vereadores.

A polêmica ganha maior dimensão porque o Ministério Público de Minas Gerais já emitiu um relatório para os vereadores da cidade aconselhando a aprovação do projeto de lei tombando a serra, em razão do acervo espeleológico e das nascentes. O órgão também já declarou que, caso o projeto que protege a serra seja vetado, vai pedir à Unesco que Congonhas perca o título de Patrimônio da Humanidade, já que o cenário que compõe a obra dos 12 profetas de Aleijadinho estaria comprometido. A Prefeitura de Congonhas rechaçou essa possibilidade.

Do outro lado, a CSN apresentou estudo garantindo a sustentabilidade do projeto. Para balizar a votação, marcada para o dia 8 de maio, os vereadores aguardam estudo independente encomendado pela Casa.

Compromisso
Siderurgia teria R$ 8 bilhões

No protocolo de intenções assinado em dezembro de 2007 entre o governo de Minas Gerais e a CSN, o plano de investimentos da siderúrgica era de R$ 9 bilhões para Minas Gerais. Em março de 2011, a empresa reviu seu plano para R$ 15 bilhões, dando maior peso a investimentos em mineração.

Desse total, cerca de R$ 8 bilhões seriam aplicados na construção de uma usina siderúrgica em Congonhas e numa fábrica de aços longos em São Brás do Suaçuí. Em outubro de 2011, a empresa apresentou novo planejamento, com investimentos previstos de R$ 12 bilhões até 2020, e não 2013, como no protocolo inicial.

Não há detalhamento sobre qual percentual desse montante seria destinado à siderúrgica, mas a previsão inicial era de produção de 1 milhão de toneladas de aço por ano.

Por meio de nota, a prefeitura diz que os investimentos vêm sendo exaustivamente negociados e que o projeto industrial terá apoio desde que sejam dadas garantias ambientais. Segundo a nota, 34 contrapartidas sociais foram negociadas pela prefeitura com a empresa e o governo. (PG)

Ibama adia LI da MMX

O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) retirou da pauta, ontem, a votação do pedido de Licença de Instalação (LI) do projeto de expansão de Serra Azul, da mineradora MMX.

A votação não aconteceu porque a empresa ainda não conseguiu, do Ibama, uma anuência para supressão de vegetação em área de Mata Atlântica. O pedido de licença deve voltar à pauta do Copam no próximo mês. (PG)

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