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Pestana comenta sobre a mobilização em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.


A Agenda Minas e a convergência necessária

A reação à falta de investimentos federais no Estado

Todo empreendimento coletivo, para alcançar sucesso, depende de alguns pressupostos: visão estratégica consistente e clara do futuro, força social e política, capacidade gerencial e financiamento adequado.

É preciso admitir que há uma percepção crescente de que Minas Gerais está perdendo espaço nos investimentos federais. Levantamento recente mostra que em 2010, enquanto Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro receberam respectivamente R$ 150, R$ 98 e R$ 71 per capita de transferências voluntárias, Minas obteve apenas R$ 52 per capita.

Também chama a atenção o fato inédito na história republicana brasileira de Minas ter apenas um ministro na Esplanada dos Ministérios.

Enquanto isso, se avolumam desafios e frustrações. Entra ano e sai ano, reivindicações essenciais como a duplicação da BR-381, o asfaltamento de dois trechos da BR-367, a ampliação do Aeroporto Tancredo Neves, a conclusão do metrô de Belo Horizonte, a duplicação da BR-040, entre outras, não saem do papel, alimentando um profundo ceticismo.

Existem casos emblemáticos como o da atuação e dos investimentos da Petrobras que circunscreveram a Refinaria Gabriel Passos a um alcance cada vez mais limitado, exclusivamente regional, com baixíssimos efeitos multiplicadores.

Mas, em boa hora, diversas entidades empresariais, capitaneadas pela Fiemg, com a solidariedade do governo de Minas e de toda a bancada federal mineira, desencadearam um rico processo de debate e mobilização em torno da chamada Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais.

Há que se ressaltar o caráter participativo e suprapartidário da iniciativa. Todos os partidos representados na Câmara Federal e no Senado tiveram vez e voz. O foco é nos interesses da sociedade e a ação proposta movida por boa dose de pragmatismo, visando resultados concretos.

A economia mineira, embora venha registrando taxas de crescimento acima da média brasileira e se destaque na balança comercial, ainda é concentrada excessivamente em bens primários e intermediários. Com a perversa combinação de juros altos, pesada carga tributária, câmbio sobrevalorizado e custo Brasil elevado, fica evidente um processo de desindustrialização, que ameaça setores importantes da economia mineira, como siderurgia, calçados e vestuário.

Questões macroeconômicas serão resolvidas em outro plano. Mas existem transformações ao nosso alcance para o aumento da competitividade da indústria mineira, a melhoria de nossa infraestrutura e a criação de um ambiente marcado pela capacidade de inovação. Para servir de bússola no enfrentamento desses desafios é que nasce a Agenda Minas.

Os primeiros passos foram dados. Alguns pressupostos do sucesso alcançados: ideias claras e união política e social. Precisamos agora de capacidade para gerenciar a implementação da agenda e de principalmente conquistar os recursos necessários para o ambicioso plano de investimentos proposto.

Fonte: Marcus Pestana – deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo

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