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Archive for 29/02/2012

Eleição 2012: Aécio é elogiado por Patrus em ação de combate à miséria

Contradições do Patrus

Fonte: Turma do Chapéu

Patrus fala da sua alegria em trabalhar com Aécio pelos pobres

Em qual Patrus acreditar?

Nos últimos dias, o ex-ministro Patrus Ananias declarou seu apoio à reeleição de Marcio Lacerda para a Prefeitura de Belo Horizonte. São praticamente quatro anos de atraso, já que, em 2008, ele preferiu ficar contra seu partido e permanecer “neutro ma non troppo” na eleição daquele ano.

O que seria apenas mais uma contradição em sua vida política, acabou por gerar indignação e controvérsia por todos os lados. O ex-ministro poderia ter se limitado a uma autocrítica, reconhecendo que errou em 2008, mas preferiu lançar um factóide para marcar posição: disse que apóia a reeleição de Marcio Lacerda, desde que o PSDB não faça parte da aliança…

Ora, Patrus, o senhor chega com quatro anos de atraso e quer impor uma posição totalmente superada? O próprio prefeito e seu partido já declararam publicamente que a aliança será entre PSB, PSDB e PT, ou seja, esta discussão não está mais em pauta.

É compreensível que Patrus busque a aproximação com a candidatura de Lacerda, já que uma liderança de seu porte deveria se incomodar com o ostracismo a que foi submetido pelo PT, mas ficam dúvidas sobre a intenção de seu primeiro pronunciamento relevante após o fiasco nas eleições de 2010. Que dúvidas? Bem, vejamos:

  • Patrus desagradou o prefeito e seu partido por tentar reabrir uma discussão há muito sepultada.
  • Desagradou os defensores da tese de candidatura própria no PT, que tinham o “monopólio” da rejeição à aliança como principal argumento para tentar convencer as bases.
  • Desagradou o PSDB que, inclusive por orientação do senador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, sempre tratou o ex-ministro com respeito.

Diz o ditado que quem fala o que quer, ouve o que não quer.

No seu pronunciamento, Patrus foi extremamente deselegante com Aécio e ainda foi requentar um discurso antigo para justificar sua posição, o de que o senador e o PSDB não dão atenção à área social. Seria uma diferença inconciliável, disse. Patrus foi, então, lembrado de alguns fatos que talvez preferisse esquecer:

  1. Sua aliança entusiasmada com o ex-governador Newton Cardoso e com o ex-ministro Hélio Costa, em 2006 e em 2010, que joga por terra a imagem de bom-mocismo franciscano cultivada por ele. Em ambos os casos imperou o mero interesse pelo poder ou será que alguém diria que Newton e Hélio são exemplos de “preocupação pelo social”? Patrus afirmou que, na campanha de Marcio, não estará ao lado de Aécio, um governador aprovado pela esmagadora maioria dos mineiros, mas, repito, pediu votos para Newton e compôs com chapa com Hélio Costa. Santa incoerência, Patrus.
  2. Dos números apresentados recentemente pelo Ipea, que mostram que, graças à ação dos governos de Aécio e Anastasia, a miséria em Minas caiu em ritmo mais acelerado que no restante do Brasil. Leia: Ipea: Redução da pobreza avança mais rápido em Minas
  3. Que os investimentos e resultados em educação pública dão ampla vantagem ao governo Aécioem comparação com os números pífios da administrações do PT. Exemplos?
    • Apesar de ter o maior número de municípios, Minas foi o primeiro Estado brasileiro a oferecer um ano a mais de estudo no ensino fundamental, em 100% das escolas.
    • Apesar da situação de pobreza de mais de 160 municípios, os estudantes mineiros de escolas públicas ocupam os primeiros lugares nos rankings nacionais de avaliação, Minas fica em primeiro ou em terceiro lugares, perdendo apenas para Estados menores, mais ricos e homogêneos.
  4. Que o governo de Aécio foi colocado em primeiro lugar no ranking de aplicação de recursos e ações sociais do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, quando o próprio Patrus era o ministro.
  5. Que Minas foi o primeiro Estado a investir recursos próprios na implantação dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), previstos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), programas também sob responsabilidade do Ministério de Patrus.
  6. Que o PSDB considera que o objetivo de um governo não deve ser o de tutelar a miséria e ser “dono” da pobreza, mas, sim, criar oportunidades para a emancipação das pessoas em risco social.
  7. Por fim, foi lembrado que a população sabe a diferença entre discurso e trabalho, tanto que, na eleição de 2010, a chapa de Patrus com Hélio Costa não ultrapassou casa dos 20% dos votos em Belo Horizonte.

O ex-ministro Patrus Ananias é, seguramente, um homem sério e de boas intenções. Mas há muito a imagem de missionário dos pobres que desenvolveu para si já não combina com o figurino. Não dá para separar o Patrus dos discursos do que pediu votos para Newton Cardoso e Hélio Costa. Nem a Velhinha de Taubaté acreditaria que isso foi feito em nome dos pobres. Há muito a história já mostrou que os fins não justificam os meios, que os meios é que definem os fins.

Bem, você já assistiu ao vídeo que abre este post? Pois é, ele registra uma fala sincera de Patrus, na qual ele ressalta a alegria de estar trabalhando ao lado de Aécio pelos mais pobres e demonstrava ter estatura política, sem precisar ficar jogando para a plateia.

Apesar de tão antigo na política, Patrus deve ter aprendido uma lição de principiante: para ser respeitado, é preciso respeitar!

PS: Nos seus ataques contra o senador Aécio Neves, Patrus perguntou onde o senador estava nos anos da ditadura. Nós respondemos: no pré-primário, Patrus. Em 1964, Aécio tinha quatro anos de idade! E, na batalha pela redemocratização, ele estava ao lado de Tancredo no governo e nos palanques das Diretas Já. Bola fora, hein Patrus.

Leia:

PSB convida PSDB para aliança formal pela reeleição de Marcio Lacerda

Marcio Lacerda e as composições para as eleições de 2012

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/patrus-aecio-social-pobreza/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Rogério Correia: sem ética deputado usa verbas de gabinete para contratar advogada

Lista de Furnas, Nilton Monteiro, fraude, deputado do PT
Fonte: Leonardo Augusto -Renato Scapolatempore – Estado de Minas

Deputado do PT, Rogério Correia contratou advogada para lobista da Lista de Furnas

Deputado petista acusado de ter encomendado a Lista de Furnas usou R$ 19,4 mil da verba indenizatória para pagar consultoria de mulher que defendeu o lobista Nilton Monteiro
Correia disse não saber que Carla advogava para lobista</p>
<p> (JUAREZ RODRIGUES/em/d.a press - 28/10/08)
O deputado Rogério Correia (PT) pagou com verba indenizatória da Assembleia Legislativa R$ 19.450 por consultoria à advogada Carla de Moraes Firmino Santos, que aparece como uma dos responsáveis pela defesa do lobista Nilton Monteiro – suspeito de ser o falsificador da chamada Lista de Furnas – em outro processo por adulteração de documentos. O valor foi repassado em quatro parcelas ao longo de 2011: abril (R$ 4.450), junho (R$ 5 mil), julho (R$ 5 mil) e agosto (R$ 5 mil).Nilton foi preso em 20 de outubro do ano passado e libertado na semana passada. A Lista de Furnas reuniria nomes de 12 partidos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB) que teriam recebido recursos para gastar na campanha de 2002. No total, R$ 39,6 milhões teriam saído da estatal para despesas dos candidatos. A lista foi divulgada em outubro de 2005.

O processo em que Carla de Moraes aparece como advogada de Nilton Monteiro é por falsificação de contrato, no valor de R$ 150 mil, fechado com o advogado Joaquim Engler Filho no início dos anos 2000 em ação contra o estado do Espírito Santo por recolhimento de tributos. “Nilton colocou um aditivo no contrato afirmando que tinha quitado a dívida que tem comigo”, diz Engler. O processo corre na 11ª Vara Criminal do Fórum Lafayette.

O deputado Rogério Correia afirmou não ter conhecimento dos serviços prestados por Carla de Moraes a Nilton Monteiro. A reportagem não conseguiu contato com a advogada. O parlamentar disse ter conversado com ela na tarde de ontem, depois de falar com o Estado de Minas. A ex-prestadora de serviços do deputado teria dito que nunca atuou em petição para Nilton, e que só aparece como responsável pela defesa do suspeito de forjar a Lista de Furnas por trabalhar no mesmo escritório que William Santos, advogado do PT, que também aparece na defesa do lobista na ação que corre na 11ª Vara Criminal. O parlamentar disse ainda que contratou Carla por ser filha de um ex-funcionário.

No domingo, o Estado de Minas publicou reportagem mostrando que 43 deputados estaduais mineiros gastaram ao longo de 2011 R$ 1.422.913,47 da verba indenizatória com a contratação de consultoria jurídica parlamentar. Desses, 23 contrataram os mesmos advogados que também os defendem em ações cíveis, criminais e eleitorais, sem qualquer relação com o mandato.

O dinheiro deixou os cofres públicos por “consultoria, assessoria e pesquisa”, um dos itens previstos para uso da verba indenizatória de R$ 20 mil a que os parlamentares têm direito todos os meses. A justificativa é sempre a mesma: orientação jurídica na elaboração de projetos de lei e pareceres técnicos para as comissões temáticas. O gasto é registrado quase mensalmente, mesmo com os deputados tendo à disposição 85 consultores pagos pela Assembleia para assessoria jurídica.

Na rua

Nilton Monteiro ficou pouco mais de quatro meses preso. De acordo com informações da Polícia Civil, o lobista foi solto na semana passada. Ele esteve encarcerado na Penitenciária Dutra Ladeira, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A principal acusação que levou à prisão de Nilton foi a falsificação de assinaturas em títulos de crédito, para cobrar diversos políticos e empresários, que somados passam de R$ 300 milhões. 

Saiba mais…

Antonio Anastasia: governador vai à Brasília e entrega documento que reivindica mais investimentos para Minas Gerais

Agenda Minas, sem investimentos do Governo do PT

Fonte: O Tempo

Minas apresenta lista de prioridades e obras para União

Minas apresenta lista de prioridades e obras para União
Brasília. Dois movimentos, ontem, em Brasília, pressionaram a União a liberar mais recursos para os Estados e, especialmente, para Minas Gerais. A bancada mineira na Câmara se reuniu para apresentar o documento “Agenda Minas“, que deverá ser entregue em breve à presidente da República, Dilma Rousseff.O documento, criado pelo governo em parceria com parlamentares e empresários do Estado, contempla 16 projetos considerados “prioritários”. Os mineiros também decidiram promover debates em várias cidades do interior com ministros e outras autoridades do governo federal. A intenção é mostrar “in loco” os principais gargalos do Estado, divididos em cinco linhas de ação (veja na arte).

“Esta é a articulação de uma pauta mínima dos interesses de Minas”, avisou o coordenador da bancada mineira, Reginaldo Lopes (PT). “Estamos construindo a nossa unidade para fazer uma ação política conjunta. Trabalhamos em prol de Minas”, completa.

O senador Clésio Andrade (sem partido) complementou as palavras do colega. “Estamos trilhando um caminho junto com o empresariado mineiro, sem o qual não conseguiremos as mudanças de que precisamos”. Ele reclama da falta de investimentos federais. “Nossas rodovias estão abandonadas. Não estamos conseguindo indústrias de porte”. Na noite de ontem, o tema ainda seria discutido em um jantar da bancada com o governador Antonio Anastasia.

Governadores. Antes da reunião dos deputados mineiros, Anastasia e representantes de 19 Estados se encontraram para pressionar o governo federal e o Congresso a reverem seis pontos que – segundo eles – criam ônus para os cofres estaduais, sem que existam fontes de recursos. Em reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia, e o senador José Sarney, os governadores reivindicaram renegociação de dívidas e votação, na Câmara, do projeto de redistribuição dos royalties do petróleo. O movimento cobra ainda mudanças na Lei Kandir e na distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Repasse
Prefeitos cobram mais recursos
Brasília. Além do movimento dos governadores, se mobilizaram, no mesmo dia em Brasília, centenas de prefeitos de todo o país para defender uma nova distribuição dos royalties do petróleo como forma de aumentar o repasse de recursos para as prefeituras. Também esteve na pauta do movimento, organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a renegociação das dívidas das prefeituras com a Previdência Social, o pagamento das emendas parlamentares contingenciadas e a reforma do marco regulatório do minério.

“O que nos une aqui, prefeitos de todo o país, é a defesa de uma nova divisão dos recursos dos royalties do petróleo, em que todos ganham e a União perde um pouquinho”, explicou o vice-presidente da Associação Mineira dos Municípios, Acácio Mendes, prefeito de Passa Quatro.

No caso de Minas, têm causado preocupação os R$ 1,7 bilhão que 668 prefeituras devem ao Instituto Nacional de Seguridade Social. “Os municípios não estão aguentando pagar”, disse Mendes. (TF)

Aécio Neves: senador diz que Serra ao entrar na disputa pela prefeitura de São Paulo amplia relevância nacional

Aécio oposição, eleições 2012

FonteRaquel Ulhôa – Valor Econômico

Chalita vai fortalecer discurso, avalia Aécio

Com o apoio do prefeito Gilberto Kassab (PSD) à pré-candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, após recuo da aproximação com o PT, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) avalia que o petista Fernando Haddad terá um “discurso constrangido” de oposição à gestão municipal (Serra/Kassab) e o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, é que “estará mais livre para fazer uma oposição vigorosa”.

Ao comentar o quadro pré-eleitoral de São Paulo, Aécio elogiou a entrada de Serra na disputa e negou que sua candidatura tenha relação direta com a eleição de 2014. Ou seja, não considera o paulista fora da disputa presidencial. “O homem público é refém das circunstâncias que o cercam”, diz. Para ele, 2014 não está decidido.

O senador preferiu direcionar sua análise para o quadro atual. Disse que o PT deu “um tiro nos dois pés”, com a tentativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aceita pela cúpula partidária, de fazer aliança com Kassab. “Por um lado, fez ressurgir a candidatura mais vigorosa do Serra, que nós queríamos, mas estava adormecida. Por outro, desmoraliza o discurso que as bases e a militância do PT fazem de oposição à administração de Serra e Kassab nos últimos oito anos”.

Aécio previu que a viabilidade eleitoral de Haddad poderá começar a ser questionada internamente no PT. Fez referência a mensagens postadas ontem pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Twitter, na qual a petista diz que o PT errou no processo eleitoral em São Paulo (ver matéria nesta página).

Quase no mesmo tom de Marta, o senador tucano afirmou que, no “açodamento de fazer alianças a qualquer custo, o PT cometeu um equívoco e vai pagar um preço por esse equívoco”.

Aécio afirmou que Serra “volta a ser ator relevante na política nacional”. E terá protagonismo mais importante em 2014, sendo ou não candidato. Ele considerou a decisão do ex-governador um “gesto de grandeza”, que vai na direção da expectativa do partido. E afirma que a candidatura de Serra ajuda a “reunificar as oposições” e terá reflexo nas eleições do resto do país, pela dimensão nacional da disputa em São Paulo.

Aécio já está engajado na campanha de Serra em busca de ampliar o leque de alianças. Ontem, reuniu-se com o presidente nacional do Democratas, senador José Agripino (RN), e com o líder do partido na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Uma parte do partido, em São Paulo, queria ficar com Chalita.

Com relação à disputa de 2014, Aécio diz não ser possível, agora, antever o que vai acontecer, em relação à participação ou não de Serra. Para ele, não é hora de antecipar 2014. “Não temos que antecipar a agenda de 2014 em função disso. Não está resolvido 2014. Não deve estar e não tem por que antecipar. Não interessa à oposição definir algo tão fora do timing assim.”

Aécio Neves: senador atuará em São Paulo para fortalecer candidatura de Serra à prefeitura

Aécio oposição, eleições 2012

Fonte: Chico de Gois e Germano Oliveira – O Globo

Aécio diz que fará tudo para que Serra vença

Senador evita comentar possibilidade de colega, se eleito, renunciar para disputar candidatura tucana à Presidência em 2014

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo

BRASÍLIA. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou ontem a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. O mineiro disse que fará tudo para que o colega de partido seja eleito. Mas não quis fazer prognóstico a respeito de 2014, negando-se a dizer se defende que, uma vez eleito, Serra cumpra o mandato de prefeito até o fim – o que o impediria de concorrer à Presidência em 2014, deixando o caminho mais livre para a candidatura do mineiro.

Para Aécio, a decisão de Serra de participar das prévias do partido representa um gesto de grandeza que contempla as expectativas do PSDB. Aécio avaliou que a eleição em São Paulo tem significado nacional pela importância política da capital paulista. E afirmou que, ao aceitar disputar as prévias, Serra voltou a se tornar protagonista em âmbito nacional.

Aécio disse que ainda é cedo para falar sobre as eleições de 2014, mas adiantou que irá ajudar o PSDB a formar palanques em vários estados.

– 2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO), e não tem por que antecipar as decisões.

Aloysio e Aécio defendem que PSDB procure PSB

O tucano mineiro evitou analisar como Serra irá lidar com a questão da renúncia da prefeitura, em 2002, e do governo de São Paulo, em 2010, para concorrer à Presidência:

– Serra saberá conduzir esse processo. Quem está na vida pública não é dono de seu destino. Torço para que ele vença a eleição.

Já o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), serrista de primeira hora, propôs que as prévias do PSDB sejam adiadas, para que haja tempo para Serra fazer uma campanha entre os tucanos. Para ele, o adiamento não causará qualquer problema ao partido. Aloysio defendeu as prévias:

– Não tem por que revogar só porque Serra é candidato. Além do mais, ele mesmo já havia se declarado favorável às prévias.

Aloysio e Aécio defenderam que o PSDB procure o PSB para formar uma aliança; os socialistas são disputados também pelo PT. Aloysio lembrou que o PSB fez parte do governo Serra na prefeitura e no governo do estado. Para o senador paulista, é importante também procurar o PDT, embora respeitando o fato de o partido ter um pré-candidato a prefeito.

Entrada de Serra na disputa municipal divide socialistas

A entrada de Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo provocou uma divisão no PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ele é aliado de Dilma e quer conversar com o PT sobre a candidatura do petista Fernando Haddad, já que não deseja ficar mal com a presidente Dilma Rousseff, que tem o PSB em seu Ministério. Mas o PSB paulista, presidido por Márcio França, secretário de Turismo do governo tucano de São Paulo, quer apoiar Serra. Campos irá a São Paulo na segunda-feira para tentar a unidade do partido no estado.

– A posição do PSB em São Paulo, que tem uma secretaria de estado, é ficar com o governador Geraldo Alckmin e com o prefeito Gilberto Kassab. Até a semana passada, os dois não estavam com Serra, mas agora anunciaram que entrarão na disputa pela prefeitura de São Paulo ao lado de Serra. Então nossa tendência é ficar com Serra – disse França.

Campos estará em São Paulo na segunda-feira para uma palestra na Associação Comercial, mas pode ter encontros na capital para discutir o futuro do partido na cidade .

– Márcio França está no seu papel de defender o apoio a Serra porque ele está num governo tucano, mas o governador Eduardo Campos se dá muito bem com Dilma e pode desejar conversar com Haddad – disse um assessor do governador Campos, que ontem recebeu Dilma em Pernambuco e que, no carnaval pernambucano, esteve com Kassab.

O próprio governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pôs ontem mais lenha na fogueira entre o PSB nacional e o estadual.

– Temos a expectativa de que o PSB apoie nosso candidato em São Paulo. Como o PSB não terá candidato em São Paulo, esperamos o apoio deles, já que apoiamos o PSB em outras cidades do estado – disse Alckmin ontem.

Márcio França disse que o PSB tem aliança nacional com o PT, mas que as alianças municipais têm de ficar a critério do partido nos estados.

– Estamos com o PSDB no Paraná, em Minas Gerais, no Amazonas, na Paraíba e em Alagoas – lembrou França.

“2014 será decidido no tempo certo. Temos bons nomes, como os governadores Geraldo Alckmin, Marconi Perillo, e não tem por que antecipar as decisões

Torço para que ele (Serra) vença a eleição
Aécio Neves

Gestão do PT: Banco do Brasil é alvo de disputa por facções do PT, PF investiga suspeita de lavagem de dinheiro

Gestão do PT, Gestão Deficiente

Fonte: Artigo do Instituto Teotônio Vilela

Assalto ao Banco do Brasil

PT: MAIS CORRUPÇÃ, NINGUÉM AGUENTA MAIS

O Banco do Brasil tornou-se o exemplo mais vistoso da forma como o governo petista ocupa as estruturas de poder. A bicentenária instituição está no centro de uma disputa em que se digladiam grupos do PT. O que menos parece importar aos contendedores é o interesse público.

Desde a semana passada, a Folha de S.Paulo vem desnudando o clima de guerra que se instalou no maior banco público do país. “No governo, há o temor de que uma guerra de dossiês cause crise sem precedente e respingue em outras áreas”, informou o jornal na sexta-feira. A tônica é a disputa de facções petistas pelo comando do BB e da Previ, seu bilionário fundo de pensão.

Mais especificamente, debatem-se o atual presidente do banco, Aldemir Bendine, e Ricardo Flores, que comanda a Previ, e seus respectivos grupos de apoiadores. Um tenta derrubar o outro. Nenhum deles apresentou qualquer indício de que haja em favor do bem público. Na realidade, brigam pelo controle de muito, muito dinheiro.

O BB avizinha-se de ser o primeiro banco brasileiro a dispor de R$ 1 trilhão em ativos. Seu lucro em 2011 bateu em R$ 12,1 bilhões. Já a Previ é uma das principais investidoras do país – está, inclusive, no consórcio que assumirá o aeroporto de Guarulhos – e tem patrimônio na casa de R$ 152 bilhões, conforme números de seu balanço de 2010.

Não é de agora que a diretoria do BB tem sido usada como moeda de troca na gestão petista. Já serviu para abrigar aliados de outros partidos, derrotados em eleições e militantes problemáticos. Mas o epicentro das disputas no banco têm sido mesmo petistas sedentos por poder.

Ontem, a Folha revelou mais um episódio desta triste saga: depósitos suspeitos feitos na conta bancária do ex-diretor Allan Toledo. Foram quase R$ 1 milhão creditados ao longo de 2011, época em que ele dirigia a área de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking do BB.

“O BB abriu sindicância para apurar o caso por suspeita de lavagem de dinheiro, notificou a Polícia Federal e trocou informações sobre o caso com ela”, informa o jornal. A investigação teve início depois da demissão de Toledo e originou-se de relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda.

O dinheiro veio de uma aposentada, que, por sua vez, recebeu igual quantia de um empresário que é sócio do dono do frigorífico Marfrig. Teria sido fruto de venda de um imóvel, que, no entanto, continua habitado e em nome dos mesmos antigos proprietários um ano e dois meses depois da transação financeira. Ou seja, tudo na operação sugere uma mera triangulação de valores.

Vale ter presente que o Marfrig foi uma das empresas mais bem aquinhoadas pela política de escolha de “campeões nacionais” tocada pelo BNDES na gestão petista. O banco de fomento é hoje o segundo maior acionista individual do frigorífico, com 14%, só atrás das famílias fundadoras.

O BNDES aportou R$ 715 milhões na empresa. Foi, em tudo, um mau negócio: o frigorífico só gera prejuízo, está superendividado e vê-se obrigado atualmente a fechar unidades e demitir funcionários. Até meados do ano passado, o Marfrig tinha rendido perda de R$ 201,4 milhões para o banco oficial.

Petistas sempre viram no Banco do Brasil uma espécie de galinha dos ovos de ouro. Desde o início do governo Lula, o comando da instituição foi disputado por capas-pretas do partido, como Luiz Gushiken, Ricardo Berzoini e João Vaccari, ambos com larga militância no sindicalismo bancário paulista.

O banco também esteve no ápice do escândalo do mensalão. A Visanet, mantida pelo BB e por outras instituições financeiras, foi uma das fontes comprovadas de recursos desviados para o esquema de compra de votos mantido pelo PT no Congresso – conforme mostraram investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

O novo escândalo no Banco do Brasil é apenas o mais recente na seara do Ministério da Fazenda de Guido Mantega. Ao lado da Casa da Moeda e da Caixa Econômica Federal, desponta como parte de um esquema cujo maior objetivo parece ser drenar dinheiro público para benefícios privados e, principalmente, partidários.

Link da matéria: http://www.itv.org.br/web/noticia.aspx?c=3811

Gestão do PT: desvio de recursos e briga marcam disuputas no BB

Banco do Brasil, Gestão Deficiente, cúpula do PT, suspeita de lavagem de dinheiro

Fonte: Folha Online

Depósito de R$ 1 mi para ex-vice do BB é investigado

PF e Banco do Brasil examinam transferência de R$ 953 mil para Allan Toledo

Afastado em meio a crise na cúpula da instituição, ex-diretor afirma ter negociado imóvel com empresário

 Afastado em meio a crise na cúpula da instituição, ex-diretor afirma ter negociado imóvel com empresário
Toledo foi exonerado do banco depois de ser identificado pelo governo como participante de um movimento cujo objetivo seria desestabilizar o presidente do banco, Aldemir Bendine, e ficar com seu cargo, como revelou a coluna “Painel” da Folha.O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo, que até dezembro dirigia uma das áreas mais importantes da instituição, está sendo investigado por ter recebido quase R$ 1 milhão numa conta bancária em 2011.

O BB abriu sindicância para apurar o caso por suspeita de lavagem de dinheiro, notificou a Polícia Federal e trocou informações sobre o caso com ela. Toledo era vice-presidente da área de Atacado, Negócios Internacionais e Private Banking do banco.

A investigação só teve início depois da demissão de Toledo pela instituição e teve como origem relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda, sobre a movimentação bancária de Toledo no ano passado.

O executivo abriu uma conta no Banco do Brasil em janeiro de 2011 e recebeu cinco depósitos mensais no valor total de R$ 953 mil. O dinheiro foi transferido para a conta dele pela aposentada Liu Mara Fosca Zerey, de 70 anos.

Antes de fazer as transferências para a conta de Toledo, Zerey recebeu um depósito de R$ 1 milhão numa conta que até então havia movimentado apenas para receber o dinheiro da aposentadoria.

Quem depositou o dinheiro na conta da aposentada foi o empresário Wanderley Mantovani, que atua em vários segmentos e é sócio do dono do frigorífico Marfrig, Marcos Molina, numa usina de biodiesel, a Biocamp.

Mantovani afirma que comprou uma casa da aposentada, mas não existe registro oficial da transação em cartório. Toledo diz que atuou no negócio como procurador da aposentada e por isso movimentou o dinheiro em sua conta bancária pessoal.

O Marfrig recebeu nos últimos anos vários empréstimos do BB. O irmão do ex-vice-presidente do BB, Alex Toledo, é gerente de comunicação e marketing do Marfrig.

DISPUTA POLÍTICA

A exoneração de Toledo ocorreu em meio a uma disputa política que envolve a cúpula do BB e a Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários da instituição.

Como a Folha informou na semana passada, o presidente do Banco do Brasil, Bendine, homem de confiança do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acusa o presidente da Previ, Ricardo Flores, de conspirar para derrubá-lo.

O grupo de Flores diz que o presidente do BB quer um aliado na sua cadeira para ter influência no destino dos recursos do fundo de pensão.

Um dos indícios detectados pela cúpula do banco de que havia um movimento para derrubar Bendine no ano passado foi o vazamento para a imprensa de informações sobre a compra do Banco Postal pelo BB, um negócio bilionário concluído em 2011.

Uma reportagem da revista “Época” sugeriu que o negócio teria sido mal conduzido por Bendine e seus amigos enxergaram o dedo de Toledo no material publicado.

Poucos executivos do Banco do Brasil tinham informações sobre a transação. Toledo, que se aproximou de Flores nos últimos meses, era o vice-presidente mais bem informado sobre o assunto e por isso as suspeitas recaíram sobre ele. Toledo nega ter participado do vazamento.

Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1054386-deposito-milionario-para-ex-vice-do-bb-e-investigado.shtml

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