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Matéria da Folha de S.Paulo já tinha comprovado fraudes da Lista de Furnas e a participação de Rogério Correia do PT de Minas


Estelionato do PT, corrupção do PT, escândalos do PT, mar de lama do PT

Veja aqui trecho da matéria do jornalista Fernando Rodrigues publicada pela Folha de S.Paulo, que revelava a fraude e o envolvimento de Rogério Correia

Em 2006, o jornal Folha de S.Paulo já tinha apontado que havia indícios de falsificação e participação do deputado Rogério Correia do PT de Minas na fraude elaborada para forjar a Lista de Furnas – Escândalo do “mensalão”/Nova suspeita: “Lista de Furnas” tem erros e inconsistências

No dia 04 de fevereiro do mesmo ano, Fernando Rodrigues publicou a matéria que apontou dois pontos que se confirmariam com o tempo: a falsificação dos papeis e a participação de Rogério Correia do PT na montagem da fraude. Leia baixo trecho da matéria:

Fonte: Fernando Rodrigues – Folha de S.Paulo

Origem

A primeira dúvida sobre a “lista de Furnas” é com relação ao fato de o suposto documento original nunca ter aparecido. As fotocópias disponíveis na internet são derivadas parcialmente de uma iniciativa do professor aposentado Luiz Fernando Carceroni, 58, de Minas Gerais. Ele é filiado ao PT desde 1980, quando ajudou a fundar a seção mineira da sigla.

“[Foi] o deputado estadual Rogério Correia, aqui do PT de Minas, quem me passou o papel. Ele disse ter visto o original. Escaneei ospapéis e comecei a mandar para amigos e jornalistas. Fiz a minha obrigação, pois também representei para o Ministério Público, para a Polícia Federal e para a Controladoria-Geral da União”, disse Carceroni.

Segundo o petista, que vive em Belo Horizonte, o deputado Rogério Correia teria recebido a fotocópia de Nilton Monteiro, um lobista que seria o detentor do suposto documento original. Monteiro não admite em público ter esse papel em seu poder.

Rogério Correia, 47, segundo-vice-presidente da Assembléia mineira, confirma a história. “Vi o original em novembro. O Nilton me mostrou”, diz. Qual era a cor da suposta assinatura de Dimas Toledo no original? “Difícil lembrar”, responde o deputado.

Ao ver o papel dito original, foi possível notar se a assinatura estava escrita a caneta, deixando marcas no papel ou se poderia ter sido impressa eletronicamente? “Não posso afirmar nada sobre isso também. Seria necessário periciar”, responde Correia. Onde está o original? “O Nilton diz que não tem mais. Diz que deu para um advogado, que já morreu.”

Tio Patinhas

Nesta semana, começou a circular na internet uma versão da primeira página da “lista de Furnas” diferente da que vinha sendo divulgada. O nome de um dos políticos foi substituído. Em seu lugar aparece escrito “Tio Patinhas”, o personagem infantil de revistas em quadrinhos.

Com os recursos disponíveis em informática, é possível alterar totalmente os papéis e imprimir novas cópias. Como são fotocópias, não há como provar qual foi o primeiro a ser montado.

Mesmo que exista um original que tenha dado origem à autenticação das fotocópias –até porque um cartório no Rio atestou nesta semana ser verdadeiro o selo que está na cópia–, nada impede que o original também tenha sido montado.

Os recursos de computadores domésticos hoje permitem a alguém escanear uma assinatura verdadeira e imprimi-la com a cor azul, imitando a de uma caneta, sobre um outro documento. Ao levar ao cartório esse papel montado e com aparência de original, dificilmente o atendente terá condições de identificar a fraude e fará a autenticação “por semelhança” –conferindo com a assinatura disponível em ficha arquivada.

Como o original não está disponível, não é possível dizer se a assinatura ali impressa é fruto de uma montagem ou se foi mesmo produzida pela mão de Toledo.

Além dessas dúvidas técnicas, a “lista de Furnas” traz também erros factuais e inconsistências no que diz respeito à realidade política das pessoas citadas.

O redator do material teve o cuidado de usar um papel timbrado de Furnas, escreveu “confidencial” no cabeçalho das cinco páginas, listou a distribuição de milhões de reais, mas errou o Estado de um deputado e citou candidatos a deputado que não concorreram na eleição.

O corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), está na “lista de Furnas”. Nega ter recebido dinheiro do suposto esquema. “Meu nome está lá, mas com um erro grosseiro. Falam que eu sou de Pernambuco,e eu sou do Piauí”, afirmou.

Os nomes de Luiz Paulo Velloso Lucas (ex-prefeito de Vitória, no Espírito Santo) e de Francisco Luiz Gomide (ex-ministro de Minas e Energia em 2002) aparecem como candidatos eleitos a deputado federal, mas nenhum dos dois chegou a se candidatar nas eleições de 2002.

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