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Choque de Gestão: A exemplo do que foi feito no Governo Aécio Neves, Dilma Roussef vai levar experiência mineira para o Planalto e valorizar a meritocracia


Modernização da gestão pública

Fonte: Fernando Exman – Valor Econômico

“É impossível administrar com 40 ministérios”, diz Gerdau*

*Jorge Gerdau Johannpeter foi que auxiliou Aécio Neves na implementação do Choque de Gestão em Minas

O presidente do Conselho de Administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo Dilma Rousseff, Jorge Gerdau Johannpeter, defendeu ontem a redução do número de ministérios no Executivo. A declaração foi feita durante o seminário “Os avanços da gestão pública no Brasil”, promovido pelo Valor.

Fontes do governo dizem que a presidente Dilma Rousseff estuda unificar as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para Mulheres na reforma ministerial a ser promovida nos próximos meses, ideia que já recebe críticas de alas do PT. Outra medida cogitada no Palácio do Planalto é a reincorporação da Secretaria de Portos pela Pasta dos Transportes. Atualmente, Dilma conta com 38 ministros.

“É pacífico que é impossível administrar com 40 ministérios”, destacou o empresário durante o seminário. “A presidenta já tem se movimentado no sentido de criar grupos de ministérios.”

Gerdau preside a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, colegiado formado por empresários e ministros. O grupo foi criado em maio para sugerir ao governo formas de reduzir custos, melhorar o controle dos gastos públicos, racionalizar processos e melhorar serviços prestados à sociedade. “Não se pode trabalhar com 23,5 mil assessores de confiança na estrutura política”, argumentou Gerdau, acrescentando que o país já tem exemplos de sucesso com burocracia profissionalizada, como o Banco Central, Banco do Brasil, Forças Armadas e Itamaraty. “Defendo a profissionalização absoluta.”

Neste primeiro momento, a Câmara de Gestão faz um diagnóstico da situação dos aeroportos, dos ministérios da Justiça, Saúde e Transportes, Infraero e Correios. O grupo também acompanhará os preparativos para a Copa de 2014 e o Ministério da Previdência.

Segundo, Gerdau os trabalhos do grupo ainda estão num período inicial. Ele disse que esse tipo de consultoria normalmente exige “muito estudo prévio” para começar a dar resultados. Geralmente, contou, um projeto de gestão passa seis meses estudando e analisando, seis meses introduzindo medidas e seis consolidando-as. Por ora, a Câmara de Gestão está buscando formas para melhorar os serviços públicos. Em seguida, tentará ajudar o governo a reduzir os gastos.

Gerdau citou como exemplo a experiência de um programa de modernização da gestão pública promovido pelo Movimento Brasil Competitivo junto a Estados, municípios e tribunais de Justiça, que recebeu investimentos de R$ 78,7 milhões e já gerou uma economia de R$ 14,2 bilhões. O MBC também é ligado a Gerdau. “Normalmente, leva de 12 a 18 meses um processo desses. O importante é que foi dada a arrancada e existe um apoio enorme, disposição. Tem dezenas de outras frentes solicitando apoio. Então, existe realmente uma vontade política de fazer as coisas andar”, disse.

O presidente do Conselho de Administração da Gerdau e da Câmara de Gestão descartou ainda a possibilidade de entrar na política ou aceitar um cargo no governo. Gerdau contou que se aproximou da presidente Dilma Rousseff quando ela presidia o Conselho de Administração da Petrobras, e chegou a conversar com ela quando o atual governo estava se formando. Na época, a imprensa publicou reportagens de que Dilma estaria sondando Gerdau para integrar seu ministério.

“Na minha vida eu tomei uma decisão clara de que não quero entrar em cargo político e em cargo no Executivo. Sou empresário e quero continuar empresário”, destacou Gerdau, para quem o empresário é o “principal agente social” das mudanças das condições de um país. “Tenho convicções filosóficas profundas sobre isso.”

Gerdau destacou que a gestão é um fator “definitivo” para gerar prosperidade e riqueza, além de um instrumento essencial para o Brasil competir com os países asiáticos e aumentar os investimentos públicos sem aumentar a carga tributária. “O Brasil tem que aumentar a taxa de investimentos, e isso só pode vir por meio de gestão.”

Os demais palestrantes do seminário também discutiram iniciativas para melhorar a gestão pública em outras esferas de governo. Sérgio Ruy Barbosa, presidente do Consad e secretário de Planejamento e Gestão do Estado do Rio de Janeiro, alertou que o gerenciamento dos recursos humanos é um dos maiores desafios que o poder público. Para ele, a carreira dos servidores públicos tem de ser repensada a fim de atrelar a promoção a critérios meritocráticos e incluir novos conteúdos nos concursos públicos. “Hoje, as provas medem decoreba”, disse, lamentando ainda a dificuldade em demitir servidores por ineficiência.

A secretária de Gestão do Ministério do Planejamento, Ana Lúcia Amorim, contou que o governo Dilma Rousseff estuda justamente medidas para aliar uma gestão dos recursos humanos baseada na meritocracia a políticas de reconhecimento e valorização dos servidores públicos. Disse ainda que o Executivo elevou de 17% para 80% a participação dos pregões eletrônicos nas compras do governo. “Esses pregões trazem mais agilidade e economia de recursos”, explicou a secretária.

Já o superintendente central de Governança Eletrônica da Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Rodrigo Diniz Lara, destacou que o governo mineiro trabalha para implementar o chamado governo digital, solução tecnológica que deverá integrar as áreas de planejamento, recursos humanos e contabilidade. “Assim, pode-se trabalhar de forma sistêmica, tendo padronização, flexibilidade e agilidade na tomada de decisão.”

Falaram também no evento Evelyn Levy, consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial, Sérgio Barbosa, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração, e João Lins, sócio e líder de serviços ao governo e setor público da PwC. No painel sobre planejamento estratégico para a otimização de processos, os palestrantes foram Eutálio Porto de Oliveira, desembargador de Justiça em São Paulo, Ana Lúcia Amorim, secretária de gestão do Ministério do Planejamento, e Luiz Navarro de Britto Filho, secretário-executivo da Controladoria-Geral da União (CGU). (Colaborou Roberto Rockmann, especial para o Valor)

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