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“José Dirceu não está acostumado a ser contrariado e confunde debate com agressão”, critica Rodrigo de Castro


Royalties da Mineração, mentiras do PT, proposta do senador Aécio Neves

Fonte: Rodrigo de Castro – Deputado federal (PSDB-MG) – O Tempo 

Mais uma vez, a verdade

Ainda a polêmica com o ex-ministro 

O consultor de empresas José Dirceu é uma pessoa engraçada. Não sei se a fama que ele tem corresponde à realidade, mas parece que é verdadeira a sua determinação em tentar moldar a realidade aos seus interesses. Só mesmo isso para explicar seu artigo aqui, em O TEMPO, de 12.11.2011.

Dirceu iniciou essa polêmica comigo agredindo a verdade. Mentindo sobre a proposta do senador Aécio Neves sobre os royalties do minério, que multiplica por três os recursos hoje recebidos pelos municípios mineradores.

Pego em flagrante com a mentira, tentou voltar atrás em outro artigo, se atrapalhou, e quem tem acompanhado o debate percebeu com clareza a má intenção do ex-deputado.

Ele agrediu a realidade, agrediu o senador, agrediu os mineiros ao faltar com a verdade e, ao se ver confrontado, me acusa de atacá-lo. Pelo visto, Dirceu não está acostumado a ser contrariado e confunde debate com agressão.

O eixo central do novo artigo dele, sob pretexto de apresentar propostas do PT, tem o objetivo político de tentar justificar a omissão do governo federal na condução da reforma tributária.

Atribuiu, em síntese, a demora não à incapacidade política do governo em conduzi-la, mas à ausência de empenho por parte dos governadores, em especial, como ele disse em artigo anterior, dos governadores tucanos.

Volto a responder dizendo que se trata de mais uma falácia. Com a esmagadora maioria que tem no Congresso, o governo do PT só não aprova o que não quer.

Basta ver que o governo, em ato inimaginável, violou a Constituição ao retirar do Congresso a prerrogativa de fixar o valor do salário mínimo, o que passará a ser feito por decreto.

Mesmo com o posicionamento do Supremo, como parlamentar, não há como deixar de me insurgir contra essa medida, que deixa menor o Legislativo brasileiro.

Alguém já imaginou se isso tivesse sido feito por um governo do PSDB? Da mesma forma, o governo não aprova a Emenda 29 da saúde porque não quer. Não aprova a reforma tributária porque não quer.

Existem o ônus e o bônus de se ter maioria no parlamento. Pelo visto, Dirceu quer só os bônus, sem ser cobrado pelas omissões. Sujeito engraçado.

Quanto às propostas por ele mencionadas, não há novidade. Na verdade, elas repetem algumas questões que muitos de nós defendemos, como a taxação de grandes fortunas. E outras que, já há muito, praticamos, como a redução ou mesmo a eliminação de impostos.

Dirceu parece não saber que o então governador Aécio reduziu as alíquotas de ICMS de 150 produtos dentre alimentos, material escolar e de construção.

Como se vê, o PT está, de novo, atrasado.

No mais, como brasileiro, não posso deixar de manifestar a minha perplexidade com reportagem publicada em “O Estado de S. Paulo” na qual Dirceu condena as manifestações contra a corrupção. Não é preciso falar mais nada.

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