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Sem liberdade para se manifestar: Polícia do Distrito Federal espanca manifestantes que defendem preservação da área indígena conhecida como Santuário dos Pajés


Sem liberdade para manifestar
Fonte: Folha Online
Polícia do PT no Distrito Federal espanca e prende manifestantes em Brasília; 13 presos:

Um grupo de manifestantes –incluindo indígenas– entrou em confronto com policiais militares no Setor Noroeste, região nobre de Brasília, nesta quinta-feira.
O grupo tenta paralisar a construção de prédios no local, por achar que as obras estão invadindo terra indígena.
Segundo a PM, 13 manifestantes foram presos no início da manhã por descumprir determinação judicial. Eles foram liberados no meio da tarde.
Tâmara Jacinto, 24 anos, uma das manifestantes liberadas, diz que os policiais usaram força desnecessária. “Jogaram a gente no chão e usaram spray de pimenta. Queremos apenas o respeito à área”, afirmou.
O coronel Sebastião Gouveia disse que cerca de 200 homens atuaram hoje para evitar a ação dos manifestantes e dos indígenas. Além disso, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) também encontra-se na região, diz. Segundo Gouveia, o grupo deve ficar no local por tempo indeterminado.
“Estamos aqui para garantir uma decisão judicial, eles estavam armados com lanças e flechas e queriam enfrentar os policiais”, diz ele.
Thiago Ávila, 25 anos, um dos coordenadores do movimento pró indígena, diz que enquanto as obras estiverem em andamento, o grupo também permanecerá no local. “Amanhã, às 6 horas da manhã estaremos aqui novamente. Hoje o dia foi positivo, pois conseguimos paralisar o trabalho”, disse.
Ávila explica que o pleito da comunidade é a preservação de cerca de 51 hectares do chamado “Santuário dos Pajés”.
Em nota, divulgada nesta quinta-feira, a Emplavi, uma das construtoras que atuam no local, diz que o andamento das obras está assegurado por medida judicial do Tribunal Regional Federal proferida no dia 21 de outubro. “A manutenção da área indígena segue fixada em 4,1815 hectares que é a área que a comunidade indígena efetivamente ocupa”, diz trecho da nota. “Além da força policial, a empresa de segurança privada contratada pela Emplavi continua no local para resguardar os funcionários e o patrimônio da empresa.”
Veja a Folha Online
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