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Mineirão inova e é modelo de Parceria Pública Privada


Fonte: Artigo de Ricardo Barra* – Brasil Econômico

Estádios, nova fronteira das PPPs

A preparação para a Copa do Mundo Fifa 2014 dá ao Brasil uma excelente oportunidade para se comprovar a viabilidade das Parcerias Público-Privadas (PPP). A modernização do Mineirão, que adotou esse caminho, ajuda a consolidar um modelo de negócios que une esforços da administração pública e da iniciativa privada para suprir a demanda por um equipamento urbano de alta qualidade.

De um lado atua o governo de Minas na determinação de padrões e na fiscalização da obra e da prestação de serviço, incluindo indicadores de desempenho. De outro está o consórcio, criado especificamente para esse fim e reunindo as expertises da Construcap, Egesa e Hap, do segmento de engenharia. À concessionária cabe o planejamento e a execução das obras, na atual fase, e por toda a manutenção e gestão, a partir da inauguração, obtendo sua receita da operação do estádio.

Todo o empreendimento é de responsabilidade do consórcio, que, em troca, será remunerado pela administração do espaço, com direitos de exploração por 25 anos. Entre as receitas estão a comercialização e exploração dos espaços para lojas, bares e restaurantes; naming rights e cotas de patrocínio; comercialização de camarotes e cadeiras vip; e aluguel para realização de eventos. A renda dos jogos de futebol permanece como direito do clube mandante, como sempre foi.

Em tempos de incerteza quanto ao futuro de outros estádios, o Mineirão é a melhor opção que o Brasil tem para o jogo de abertura da Copa 2014

Ainda que sob administração privada, o Mineirão permanecerá como espaço público: a verdadeira casa do futebol mineiro. Para o torcedor a relação com o estádio não muda. O que muda é o acesso a um estádio moderno, confortável, limpo e organizado, nos mais elevados padrões do futebol mundial.

A sustentabilidade do negócio virá de um modelo calcado na tradição- o Mineirão é o templo do futebol mineiro-e na ampliação da oferta de serviços e atrações, de maneira que o estádio se transforme em um equipamento urbano integrado à vida das pessoas, 24 horas por dia, não apenas em jogos.

Uma das preocupações com relação a um evento do porte da Copa é quanto ao legado para as cidades-sede, tanto do ponto de vista esportivo quanto no que diz respeito aos investimentos em mobilidade e qualidade de vida.

Relevante também é a sustentabilidade ambiental do empreendimento em sintonia com as exigências do mundo contemporâneo. No caso do Mineirão, destacam-se a usina solar, a reciclagem dos materiais inservíveis da construção e o aproveitamento por artesãos populares do material oriundo da supressão vegetal, o reuso da água coletada nas redes pluviais.

Juntam-se a essas iniciativas ações sociais como uma escola dentro do canteiro de obra, ressocialização de presidiários, que trabalham na obra, e a possibilidade de emprego para mulheres, num segmento fortemente marcado pela presença da mão-de-obra masculina.

Em tempos de incerteza quanto ao futuro de outros estádios e pelas garantias de suas características, o Mineirão é, sem dúvida, a melhor opção que o Brasil tem para o jogo de abertura da Copa 2014.

*Ricardo Barra – Empresário e presidente da Minas Arena, consórcio responsável pela modernização do Mineirão

Link da matéria:  http://www.brasileconomico.com.br/assinaturas/epapers.html

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