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Fiemg e Governo Anastasia atuam em parceria para identificar alternativas e oportunidades de expansão e fortalecimento da indústria mineira


Fonte: Paula Takahashi – Estado de Minas

Indústria busca saída para crescer

Estudo de medidas complementares ao programa Brasil Maior pode apontar caminhos para aquecer o setor em Minas

Para auxiliar o governo do estado a desenvolver medidas que protejam a indústria mineira, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) realiza um estudo das alternativas que poderiam ajudar a complementar o programa Brasil Maior, anunciado pelo governo federal. “São fatores ligados primeiramente à questão tributária e posteriormente à infraestrutura”, afirma Lincoln Gonçalves Fernandes, presidente do Conselho de Política Econômica da entidade.

O estudo é realizado num momento em que mais um levantamento comprova o cenário de acomodação do setor, um dos mais importantes para a economia mineira. De acordo com os indicadores industriais divulgados ontem pela Fiemg, a indústria regional apresentou retração de 1,12% no faturamento real em julho, em relação ao mês anterior.

A geração de vagas e a massa salarial também foram afetadas, com queda de 0,07% e 1,45% respectivamente, segundo o Relatório da Pesquisa Indicadores Industriais (Index), divulgado pela Fiemg. Dessazonalizado, o índice registrou relativa estabilidade, com variação negativa de 0,06%. Na contramão, as horas trabalhadas aumentaram 1,8%, puxadas pelo volume de horas extras, enquanto a utilização da capacidade instalada sofreu ligeira recuperação, saindo de 85,6% em junho para 86,14%, em julho.

“O resultado está relacionado principalmente ao peso da indústria extrativa mineral e da indústria de transformação, com destaque para a de celulose”, avalia Lincoln. Foram esses os setores que mais contribuíram para a queda do consumo de energia no estado, um dos termômetros da atividade econômica. Entre janeiro e março o avanço alcançou 6,7%, enquanto no trimestre seguinte ficou em 3,8%.

A indústria extrativa mineral mineira registrou queda de 0,71% entre junho e julho e de 2,08% na comparação com o mesmo período de 2010. Celulose, papel e produtos de papel registraram queda de 17,42% no faturamento. A retração de pedidos nos mercados interno e externo foi a responsável pelo resultado, puxando também os setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e artigos de vestuário e acessórios (veja quadro).

Metalurgia básica e o mercado de veículos automotores já demonstram arrefecimento, nesses casos influenciados pela concorrência com os importados que inundam o mercado interno diante de um câmbio altamente favorável. “Na metalurgia básica, a concentração de perdas está nos setores de ferroligas, impactado pela questão cambial e pela crise na Europa. Já em perfis laminados, o problema está na concorrência com os importados”, avalia Lincoln.

PARCERIAS Quando o assunto é a busca de saídas para a crise, o gerente de Economia da Fiemg,Guilherme Veloso Leão, diz acreditar que ainda há espaço para liberação de recursos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para que seja promovida a inovação. “É preciso também investir em infraestrutura que reduza custos. As PPPs (parcerias público-privadas) seriam uma alternativa”, antecipa Veloso.

Produção recorde e pátios lotados 

Apesar dos estoques elevados, a produção de veículos subiu 5,9% em agosto, para 325,3 mil unidades, na comparação com o mês anterior, e 5,5% em relação ao mesmo período no ano passado. O elevado número de carros no pátio levou várias montadoras a conceder folgas coletivas. Na Fiat, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 6,4 mil veículos deixaram de ser produzidos numa parada que emendou o último fim de semana ao feriado de 7 de setembro. Na fábrica da Ford, na Bahia, a parada foi mais longa e os funcionários em férias coletivas desde segunda-feira só retornam no dia 10 de outubro.

Na contramão das paradas, no entanto, no acumulado dos oito primeiros meses deste ano (2,343 milhões), a produção de veículos apresentou alta de 4,4% no confronto com o mesmo intervalo em 2010, segundo os dados divulgados ontem pela Anfavea (associação das montadoras).

As exportações de veículos montados somaram 44,9 mil em agosto, com redução de 3,5% em relação ao mês anterior e aumento de 4,7% no confronto anual. No acumulado do ano (341,3 mil), houve um incremento de 5,2%.

RECORDE As vendas de veículos novos bateram mais um recorde para meses de agosto (327,4 mil unidades) e no acumulado do ano (2,371 milhões), com acréscimo de 4,7% e de 8%, respectivamente, sobre igual período em 2010.

Considerando apenas os emplacamentos de automóveis e comerciais leves, a Fiat ocupa a liderança do mercado nos oito primeiros meses do ano, respondendo por 22,44% do total de licenciamentos, seguida de perto pela Volkswagen (20,66%). Na terceira colocação aparece a GM (18,39%), à frente da Ford (9,42%) e da Renault (5,12%), de acordo com levantamento da Fenabrave (federação das concessionárias)

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