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Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração faz acordo bilionário com chineses – empresa domina 80% da produção mundial de nióbio


Fonte: Ivo Ribeiro e Viviane Maia – Valor Econômico

Chineses pagam US$ 1,95 bi por 15% da CBMM

A CBMM, empresa de mineração e metalurgia de nióbio, fez uma novo acordo bilionário com clientes de seu produto na Ásia, menos de seis meses depois de ter acertado uma operação com um grupo da região formado por companhias do Japão e Coreia do Sul.

Ontem, a empresa confirmou a venda de 15% do capital a um grupo de companhias chinesas. O negócio foi fechado por US$ 1,95 bilhão com Citic Group e grandes companhias fabricantes de aço do país – Anshan Iron & Steel, Baosteel , uma das maiores siderúrgicas do mundo, Shougang e Taiyuan Iron & Steel.

Em março deste ano, um consórcio formado por companhias japonesas e sul-coreanas – entre as quais as japonesas Nippon Steel, JFE e Sojitz e Posco – já havia comprado 15% da companhia brasileira por US$ 1,8 bilhão.

A operação com os chineses foi efetivada por meio de uma sociedade de propósito específico, informou em comunicado a CBMM, sigla de Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração. A empresa extrai o mineral de nióbio em jazidas próprias e arrendadas do governo de Minas Gerais e faz a transformação metalúrgica de suas ligas em Araxá (MG).

A empresa é controlada pela família Moreira Salles, uma das donas do Itaú Unibanco e domina 80% da produção mundial de nióbio e percentual similar das reservas do Brasil. Em 2010, a CBMM teve receita líquida de R$ 2,9 bilhões e lucrou R$ 1,1 bilhão.

O preço pago pelos chineses avalia o capital total da companhia em US$ 13 bilhões, sem considerar prêmio de controle, caso a família decidisse vender a empresa, o que está fora de cogitação.

O nióbio é usado, por exemplo, na produção de aço inoxidável, especiais e autopeças. Tem aplicações também na indústria aeroespacial e em produtos da indústria de alta tecnologia eletrônica. Os principais segmentos de mercado atendidos pelos produtos de nióbio são automotivo, de transporte de óleo e gás, de estruturas metálicas pesadas (pontes, torres e edifícios) e em aplicações em temperaturas elevadas.

A empresa tem investimentos programados até 2015 de R$ 800 milhões. A empresa, na época da venda de 15% ao grupo japonês e sul-coreano, disse que o motivo da venda de um pedaço da empresa foi papel que as sócias terão em ajudar a desenvolver a tecnologia de inserção do nióbio no aço.

A China é a maior compradora de nióbio da CBMM, seguida pela Europa, com 27%. As aquisições do país, foram responsáveis por 30% das vendas externas de nióbio da companhia mineira. Os chineses se tornaram o maior consumidor do metal em 2005, tendo passado os americanos. chineses são também os maiores produtores de aço do mundo, com produção esperada de 700 milhões toneladas neste ano, quase 50% do total mundial. A América do Norte consome 15% do nióbio exportado pela CBMM, mas os Estados Unidos produzem bem menos aço – 80 milhões de toneladas por ano. “A China usa menos nióbio por tonelada de aço e por isso mesmo é o nosso mercado de maior potencial”, disse ao Valor, na época, Tadeu Carneiro, presidente da empresa.

Em 2010, a CBMM produziu 62 mil toneladas de nióbio. Segundo informou, a demanda cresceu 10% ao ano de 2002 a 2009 no mundo.

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