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Governo Anastasia: Gestão pública e cidadania – em pauta o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado


Gestão pública e cidadania

Fonte: Artigo de Renata Vilhena* – Estado de Minas

Inovadora, a gestão moderna reconhece o indivíduo como protagonista do processo de desenvolvimento e o insere de forma ativa nesse esforço

Em seu discurso de posse, o governador Antonio Anastasia destacou que “o alcance do desenvolvimento não é uma dádiva, mas uma luta incessante que nos reúne todos os dias”. O Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que o governo de Minas acaba de encaminhar à Assembleia Legislativa, materializa essa afirmativa, pois retrata, mais do que objetivos de longo prazo, os passos concretos que devemos dar em direção a eles, fundamentados em nossa perene convicção de que Minas pode, de fato, ser o melhor estado para viver.

Acreditar que possamos ser os melhores talvez soe pretensioso, mas não o fazemos como um desafio às demais unidades da Federação nem a despeito delas. Nossa crença advém da própria necessidade de tê-la, pois a ousadia é elemento fundamental para grandes conquistas, como também o é quem atuará na empreitada – daí surgindo outro pilar que sustenta nossa confiança no futuro de Minas: os mineiros.

Desde 2003, quando “tornar Minas o melhor estado para viver” foi colocado pela primeira vez no cerne da agenda estratégica do estado, todas as ações empreendidas tiveram em sua essência a busca da oferta de melhores condições de vida aos mineiros. Se, em um primeiro momento, em razão das dificuldades econômicas então enfrentadas pelo governo, essas ações estiveram mais centradas na busca do equilíbrio orçamentário, uma vez recuperada a capacidade de governar, pudemos nos dedicar com mais ênfase à execução de programas voltados às demandas da sociedade, real destinatária das políticas públicas.

Hoje, ao apresentarmos nossa visão de longo prazo para 2030, por meio do PMDI, ousamos dizer que queremos mais. Queremos não só destinar nosso trabalho à sociedade, mas também tê-la conosco no planejamento, na execução e na avaliação do que é feito por Minas Gerais. Mais do que em uma boa gestão pública, que permanece como condição básica de governo, o PMDI 2011-2030 se baseia em uma “gestão para a cidadania”, que reconhece o indivíduo como protagonista do processo de desenvolvimento e o insere de forma ativa nesse processo. Buscamos colaboração entre Estado, empresas, terceiro setor e cidadãos, em verdadeiras redes de desenvolvimento integrado que persigam incessantemente o alcance das metas traçadas.

“Minas foi o nó que atou o Brasil e fez dele uma coisa só” – escreveu Darcy Ribeiro, em inigualável síntese do papel do nosso estado na história brasileira. Parafraseando o saudoso antropólogo mineiro, o propósito das 11 redes de desenvolvimento integrado definidas no PMDI é fazer com que os grandes temas de governo sejam vistos e tratados pelos envolvidos como uma coisa só. Indo mais além, o maior objetivo do plano de desenvolvimento ora anunciado é fazer com que Minas seja capaz de atar-se a si própria, superando as desigualdades regionais e tornando-se, do Vale do Jequitinhonha ao Sul do estado, o melhor local para viver.

Para tanto, e especialmente em função da vastidão de nosso território e consequentes diferenças geográficas, culturais e socioeconômicas, a estratégia delineada e a gestão participativa a ela associada serão efetivadas de forma regionalizada, por meio da inserção de variáveis, dados e análises locais ao longo das três grandes etapas administrativas: planejamento, execução e avaliação do que foi implantado. Com isso, teremos uma visão mais precisa das demandas específicas de cada porção de nosso estado – o que nos tornará mais aptos a atendê-las.

Ao nos debruçarmos sobre o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado para o período de 2011-2030 – como fizemos ao longo dos últimos meses em sua elaboração, e como faremos durante os próximos anos para acompanhar sua execução – nos deparamos com a grandiosidade dos números e desafios que temos pela frente, em nossa incessante busca por prosperidade, qualidade de vida, sustentabilidade e cidadania. Porém, com a adoção das práticas de gestão inovadoras aqui mencionadas, e com a inabalável crença no potencial de Minas Gerais e dos mineiros, temos convicção de que a realidade proposta pelo PMDI é factível, e será alcançada com grande coragem e trabalho de toda a sociedade ao longo das próximas décadas.

*Renata VilhenaSecretária de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais

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