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Foi só um faz de conta: Sob pressão da base, Dilma desiste de continuar com a ‘faxina ética’ contra irregularidades e a corrupção


Dilma diz que faxina ética não é meta de governo e sim combate à pobreza

Fonte: Chico de Gois –  O Globo

A presidente elencou quatro princípios que balizam sua tomada de decisão contra as irregularidades

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de lançamento do Crescer - Programa Nacional de Microcrédito no Palácio do Planalto. Foto: Gustavo Miranda/agencia

Escândalos em série

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff voltou a dizer nesta quarta-feira que a faxina contra a corrupção e as irregularidades são “ossos do ofício” da Presidência. Dilma disse que não está interessada numa faxina ética, que essa não é sua meta de governo, e não vai assumir o que classificou de “ranking de demissões”, isto é, na aposta quase semanal na queda de ministros por conta de denúncias. Para a presidente, a principal faxina na qual está interessada é a “faxina contra a pobreza”.

Desde junho, quatro ministros já deixaram o governo, três por conta de denúncias de supostas irregularidades e um porque falou o que Dilma nem os outros colegas ministros queriam ouvir. Atualmente, estão na corda bamba os ministros de Cidades, Mario Negromonte, acusado por parlamentares de seu próprio partido de oferecer um mensalão de R$ 30 mil para controlar a bancada; o ministro do Turismo, Pedro Novais, cuja pasta é alvo de investigação; e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acusado de utilizar jatinho de um empresário.

Essa pauta de demissões, que faz ranking, não é adequada para um governo. Essa pauta eu não vou jamais assumir. Não se demite nem se faz escala de demissão nem se quer demissão todos os dias

– Essa pauta de demissões, que faz ranking, não é adequada para um governo. Essa pauta eu não vou jamais assumir. Não se demite nem se faz escala de demissão nem se quer demissão todos os dias. Isso não é de fato Roma antiga – declarou, destacando, no entanto, que se for constatada irregularidade tomará providências em todos os casos, ressalvando-se a presunção de inocência.

Dilma questionou o termo “faxina” utilizado pela imprensa para descrever as ações que tem tomado contra as denúncias de irregularidades.

– Eu não sei de onde saem as informações de vocês, mas tanto a forma como colocam a política do meu governo contra malfeitos, chamando-a de faxina, eu não concordo com isso, acho que isso é extremamente inadequado – afirmou.

– Eu acho que se combate o malfeito. Não se faz disso meta do governo. Faxina, no meu governo, é faxina contra a pobreza. É isso que é faxina no meu governo. O resto são ossos do ofício da Presidência. E ossos de ofício da Presidência não se interrompe. Se houver algum malfeito eu tomarei providência.

A presidente elencou quatro princípios que balizam sua tomada de decisão contra as irregularidades: respeito aos direitos individuais e liberdades; lei igual para todos porque, em seu entendimento, ninguém está acima da lei; respeito à dignidade das pessoas, sem submetê-las a condições ultrajantes – ela destacou que sabe do que fala porque já passou por isso – e, por último, presunção da inocência.

– Baseado nesses princípios, tomarei todas as providências para conter (irregularidades). Já quem pensa que alguém faz de seu governo um processo, num país como o nosso, nas condições do mundo, que transforma uma política como centro do governo, não é o centro do meu governo. O centro do meu governo é fazer esse país crescer, fazer uma faxina contra a pobreza. O resto, ou seja, tomar providência contra o malfeito, é obrigação da minha condição de presidente.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/24/dilma-diz-que-faxina-etica-nao-meta-de-governo-sim-combate-pobreza-925197171.asp#ixzz1W3TjJb5W

Leia mais:

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MÁRIO NEGROMONTE : Ministro das Cidades diz que PP sofrerá consequências do racha na base

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