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Estado de Minas: ‘Bloco Minas Sem Censura já é dado como morto’ – líder Rogério Correia (PT) fica isolado e PMDB terá atuação independente


Tentativa derradeira de manter unidade

Fonte: Estado de Minas

LEGISLATIVO

 

Peemedebistas Bruno Siqueira, Vanderlei Miranda e Adalclever Lopes, em conversa ontem, no plenário

Peemedebistas Bruno Siqueira, Vanderlei Miranda e Adalclever Lopes, em conversa ontem, no plenário

Para tentar impedir a saída do PMDB do bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o líder da minoria, Antônio Júlio, conseguiu adiar pela segunda vez a decisão de seu partido, mas não deve garantir a mudança de resultado. Extraoficialmente, o bloco Minas Sem Censura já é dado como morto, uma vez que apenas Júlio e Sávio Souza Cruz defendem a permanência dos peemedebistas no grupo, sendo seis colegas de legenda contrários à continuidade. Sem o PMDB, a oposição não tem deputados suficientes para formar um bloco – pelo regimento, são necessários no mínimo 16 parlamentares. A decisão deve ser anunciada amanhã.

A oficialização da debandada seria ontem, conforme anunciado pelo próprio Antônio Júlio, que conseguiu convencer parte da bancada a esticar a corda. Teria pesado na decisão um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quinta-feira passada, Lula almoçou com integrantes do bloco, incluindo quatro deputados do PMDB e o presidente estadual da legenda, Antônio Andrade, e fez apelo pela unidade da base aliada para “dar tranquilidade” ao governo Dilma Rousseff (PT). Coube ao ex-ministro Luiz Dulci (PT) manter o diálogo com os peemedebistas.

Todos os esforços, no entanto, devem ser em vão. A maioria da bancada já teria decidido atuar de forma independente. Segundo Ivair Nogueira (PMDB), a gota d’água para a saída do partido do bloco foi a falta de diálogo com os petistas, em relação às eleições para Prefeitura de Belo Horizonte. “O PT decidiu apoiar o atual prefeito e não nos consultou. O que começa mal, tem tudo para terminar mal”, reclama, acrescentando que a legenda em Minas está se sentindo excluída do governo de Dilma. “Não só o PMDB. A presidente ignorou os mineiros até agora. Fernando Pimentel é o único, e é da cota pessoal de Dilma.”

Já Antônio Júlio diz que houve pressão do governo de Minas pela desestruturação do bloco oposicionista. “O vice-governador (Alberto Pinto Coelho) interferiu diretamente. O governo pode não querer, mas, mesmo se o bloco for extinto, continuará havendo oposição”, alega. Ele diz que continuará conversando com os colegas sobre a permanência no bloco. Antônio Andrade afirma que não vai interferir na decisão da bancada por ser assunto do Legislativo, mas pondera que institucionalmente o partido continua sendo oposição ao governador Antonio Anastasia.

Líder do Minas Sem Censura, o deputado estadual Rogério Correia (PT) diz que o bloco continuará a existir informalmente, reunindo os petistas e o PCdoB – os dois integrantes do PRB oficializaram a saída na semana passada. Ele afirma ainda que negociações de cargos no governo federal não estão em jogo. “Não fazemos o jogo do ‘toma lá, dá cá’, como fez o governo de Minas, que tem oferecido cargos aos peemedebistas”, diz.

A Mesa da Assembleia decidiu ontem abrir prazo de 90 dias para recolher sugestões de mudanças no regimento interno. Segundo o presidente da Casa, Dinis Pinheiro (PSDB), as alterações serão para dinamizar o trabalho dos deputados. Para Rogério Correia, a proposta é mais uma forma de pressionar a oposição. “Querem pôr obstáculos à capacidade da oposição de obstruir a pauta de votações.”

Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2011/08/24/interna_politica,246769/pmdb-faz-tentativa-derradeira-de-manter-unidade-na-oposicao.shtml

Parte do PMDB já decidiu sair da oposição

Fonte: O Tempo

A crise interna no PMDB de Minas fez com que parte da legenda optasse por sair do bloco de oposição. A decisão será anunciada até o fim da semana, dizem deputados ligados ao grupo. O desafio dos partidos é definir a forma de atuar com a mudança de forças. Ao mesmo tempo, a base diz acreditar em uma “independência” do PMDB, mas, nos bastidores, já comemora o novo quadro político.

Segundo o deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB), integrante do bloco, “nesta semana dissolve o bloco. Os deputados vão apresentar à Casa pedido para sair”. Apesar de a maioria afirmar ser necessário negociar antes de decretar o rompimento, deputados evidenciam a certeza de que não há volta. “A oposição perde força com certeza”, declarou Carlin Moura (PCdoB), lamentando a dificuldade que oposicionistas deverão ter com a saída do PMDB. O líder do governo, Luiz Humberto (PSDB), confia que as alterações “vão facilitar um pouco” o trabalho da base. Já o PT e a outra parte do PMDB procuram manter o status de oposição, afirmando que continuarão agindo como tal.

COBRANÇAS. Mesmo não admitindo a dissolução, Antônio Júlio (PMDB), líder da minoria, traça estratégias para o futuro, deixando à mostra as diferenças com o PT. A ideia é criar um movimento para cobrar da presidente Dilma “mais participação dos mineiros no governo federal”, o que significa mais cargos. O líder do bloco, Rogério Correia (PT), avalia como justa a reivindicação, desde que o PMDB apresente nomes “tecnicamente capacitados”.

Link da matéria:  http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=180334,OTE&IdCanal=1

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