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Intermec em Itajubá dá início a nova linha de produção – ampliação custou US$ 5 milhões e foco está em coletores de dados para gestão de estoques e varejo


Intermec amplia produção no Brasil

Fonte: Moacir Drska – Valor Econômico

A americana Intermec está ampliando o número de produtos de seu portfólio fabricados no Brasil. Entre os principais equipamentos oferecidos pela companhia estão os coletores fixos e móveis usados na captura e transmissão de dados em segmentos como transporte, logística e serviços de campo. Além desses dispositivos, a empresa atua com sistemas e tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla em inglês).

Nos últimos 18 meses, a companhia investiu cerca de US$ 5 milhões para adaptar as instalações de sua fábrica em Itajubá, Minas Gerais, à nova estratégia. Com o aporte, a produção local – em operação desde 2005 – passará das atuais duas linhas de coletores para quatro famílias de equipamentos, até o fim do ano.

A partir deste mês, entra em operação a primeira nova linha, que produzirá os coletores de dados CK3, voltados à gestão de estoques, chão de fábrica, armazéns e varejo.

Em entrevista ao Valor, Patrick Byrne, executivo-chefe da Intermec, afirma que o pano de fundo para esses investimentos é o ritmo de crescimento mais acentuado da América Latina – e especialmente do mercado brasileiro – dentro da companhia. “O Brasil é uma das nossas cinco principais operações “, observa ele.

Em 2010, a Intermec registrou uma receita de US$ 679 milhões, ante os US$ 658 milhões de 2009. O crescimento no Brasil foi de 20%, comparado a um avanço de 9% na América do Norte e de 15% na região da Europa, Oriente Médio e África. No segundo trimestre, a companhia faturou US$ 221,1 milhões, alta de 37% frente ao mesmo intervalo de 2009. Impulsionada pelos números do Brasil, a América Latina reportou o melhor resultado mundial, com crescimento de 77% no período. “A estimativa é crescer 30% no mercado brasileiro em 2011”, diz o executivo.

Segundo Carlos Conti, diretor-geral da Intermec para a América do Sul, a projeção é fechar 2011 com 15 mil equipamentos fabricados no país, um aumento de 30% na produção local. “Temos planos de exportar parte desses coletores para os países do Mercosul”, afirma Conti. A fábrica de Itajubá começou a atender também o mercado argentino neste ano.

Como parte das estratégias para o Brasil, a Intermec passou a oferecer no país, desde o início do mês, um pacote de serviços e software de gestão remota em tempo real para os coletores de dados de seus clientes. Conti explica que a partir do centro de serviços localizado em Itajubá é possível baixar atualizações nos programas, além de antecipar e solucionar eventuais problemas nos dispositivos.

Depois dos Estados Unidos e do México, o Brasil é a terceira operação da companhia a contar com um centro de gestão remota. O serviço já cobre aproximadamente 4 mil dispositivos dos clientes Hypermarcas, Elma Chips e Marfrig no país. A base total instalada da Intermec no mercado local é de 150 mil equipamentos.

Para Byrne, as iniciativas que vêm sendo implantadas no Brasil vão permitir que a Intermec aprimore o atendimento aos clientes brasileiros e responda com mais rapidez às demandas do mercado nacional. A ideia de reforçar a oferta local vai ao encontro da estratégia global da empresa de ampliar seu foco para uma combinação de equipamentos, softwares e serviços, explica o executivo. “A proposta é ser um provedor de ponta a ponta, e agora temos uma operação completa no Brasil para encaixar outros produtos, além dos coletores”.

Conti acrescenta que a companhia planeja expandir o número de distribuidores e revendas, bem como ampliar esses acordos para regiões como o Nordeste. Os atuais 120 parceiros, em média, mais concentrados no Sudeste, respondem por 80% das vendas da empresa no país.

Ao mesmo tempo, o diretor afirma que a Intermec está buscando diversificar sua base atual de 2 mil clientes, mais da metade deles companhias de grande porte. “Por conta da adequação à nota fiscal eletrônica e da necessidade de maior controle em seus processos, as pequenas e médias empresas também estão no nosso radar”, diz Conti.

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