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Mercedes-Benz define fornecedores para fábrica de caminhões em Juiz de Fora – operação da unidade deve iniciar a partir de janeiro


Mercedes anuncia parceiros em Minas

Fonte: Agnaldo Brito – Folha de S.Paulo

Montadora alemã define fornecedores de partes para montagem de caminhões na fábrica de Juiz de Fora

Pela primeira vez na história do grupo, uma fábrica de automóveis é remodelada para produzir caminhões

Depois de interromper a produção de carros e anunciar a primeira remodelação completa de uma fábrica de automóveis para outra de caminhões, a Mercedes-Benz divulgou, em Wöerth, Alemanha, o nome de três fornecedores em Minas Gerais.

O projeto tenta reaproveitar a fábrica de Juiz de Fora (MG) para buscar a liderança do crescente mercado brasileiro de caminhões. A produção começará em janeiro.

A direção brasileira da marca anunciou acordos com a Maxion (que montará o chassi), a Randon (que fornecerá kits periféricos do motor) e a Seeber (que entregará peças de plástico).

As três farão partes do projeto para produção em Minas de dois caminhões: o Accelo (caminhão leve para volumes entre 7 e 9 toneladas), hoje montado em São Bernardo do Campo (SP), e o Actros (caminhão pesado), hoje montado na Alemanha. Em 2010, a Mercedes-Benz decidiu encerrar, pela segunda vez, a produção de automóveis em Minas Gerais, unidade onde estava concentrada a estratégia de montagem de carros de luxo no Brasil.

Para aproveitar uma unidade industrial de 176 mil metros quadrados de área construída, o grupo decidiu remodelar a fábrica inteira. O plano vai consumir ? 200 milhões para a montagem de 15 mil caminhões por ano.

Com um mercado que deve superar a marca de 150 mil unidades por ano (era de 35 mil unidades em 2003), a Mercedes-Benz vai redistribuir a produção de caminhões entre as duas fábricas, em Juiz de Fora e em São Bernardo do Campo (SP). “Achamos que o mercado brasileiro deverá continuar forte nos próximos 10 a 15 anos”, diz Mário Laffitte, diretor de comunicação corporativa da Mercedes-Benz.

EXPANSÃO
A capacidade atual é de 65 mil unidades por ano, em São Paulo, e a possibilidade é de expandir em apenas mais 10 mil a produção. Por isso, a unidade de Juiz de Fora pode dar novo fôlego para a montadora no negócio de veículos comerciais pesados. A mudança obrigou a marca a fazer investimento na requalificação da mão de obra.

A montadora montou um programa de treinamento de 49 trabalhadores de Juiz de Fora. Todos estão fazendo treinamento em Wöerth, a maior fábrica de caminhões do Grupo Daimler Trucks no mundo.

Será desse grupo a missão de repassar aos 800 trabalhadores de Juiz de Fora as informações sobre como serão montados os dois caminhões.

O projeto começa com um índice de nacionalização de 44% e deve progredir para alcançar 60% até 2014.

O jornalista AGNALDO BRITO viajou a convite da Mercedes-Benz do Brasil.

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