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PMDB insatisfeito já ameaça romper com PT – diretório Mineiro do partido já teria recebido indicação para fomentar fim da aliança


PMDB estuda romper com PT e disputar Presidência

Fonte: Ana Flávia Gussen e Daniel Leite – O Tempo

2014
Articulação deverá incluir punição aos peemedebistas que não apoiaram Hélio

O PMDB, principal aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), estuda retirar o apoio ao PT e lançar candidatura própria à Presidência em 2014. Um dos motivos do afastamento do PMDB seria a insatisfação do vice-presidente Michel Temer com o PT.

De acordo com uma fonte ligada ao diretório do PMDB de Minas, representantes do partido receberam, por meio de carta, durante recente reunião da executiva estadual da sigla, uma determinação para romper com o PT.

A orientação da executiva nacional peemedebista seria um dos braços da reestruturação da legenda, que já está em andamento em Minas. O diretório mineiro, inclusive, está à frente do movimento, juntamente com outros que não apoiaram a campanha de Dilma Rousseff no ano passado.

Uma das consequências dessa medida será ser a dissolução de 110 diretórios municipais do PMDB de Minas, com a realização de novas eleições. Essa seria uma espécie de punição aos peemedebistas que não apoiaram a campanha de Hélio Costa ao governo estadual, em 2010, trabalhando até mesmo para o tucano Antonio Anastasia, vencedor nas urnas.

Reações. O deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG) afirma que “toda relação tem suas dificuldades”, ao comentar o possível descontentamento de Temer. Ele avalia como “um sinal de construção da liberdade” peemedebista a defesa feita por Temer à pré-candidatura, pelo PMDB, de Gabriel Chalita (PSB) à Prefeitura de São Paulo. Seria o início da estruturação do caminho até o Planalto que, antes, passaria pelo fortalecimento nas capitais. Corrêa lamenta um possível rompimento, mas argumenta que um “projeto nacional não se constrói da noite para o dia”. “O PMDB não tem um nome forte para concorrer à Presidência”, analisa o petista.

Sobre o assunto, tratado com discrição, o deputado estadual Antônio Júlio (PMDB-MG) afirma que “o PMDB nunca esteve tão perto do Planalto como agora”, não confirmando a possibilidade de distanciamento com o PT. Ele afirma, ainda, que “há pessoas ligadas ao PT que estariam instigando esse tipo de discussão para interferir nos planos” do PMDB.

A reportagem de O TEMPO tentou contato, ontem, com o presidente estadual do PMDB, deputado Antônio Andrade, e com o vice-presidente da República, Michel Temer, mas os telefones dos dois peemedebistas permaneceram desligados durante todo o dia.

Planos
Candidatura é meta de Temer
Apesar de que a possibilidade de o PMDB não apoiar o PT na próxima eleição presidencial  e ter candidato próprio para concorrer ao Planalto esteja sendo tratada nos bastidores, o vice-presidente da República, Michel Temer, já propôs que a legenda tenha um nome em 2014. Na festa dos 45 anos da sigla, ele propôs, em discurso, que o partido tenha candidato próprio à Presidência. “Depois que ganharmos, vamos dizer que não somos fisiologistas”, afirmou ele, no evento, realizado em março deste ano.

Temer disse ainda que, ao serem derrotadas no pleito, outras legendas é que passariam a lutar por cargos. Na festa peemedebista, ele defendeu, ainda, que o PMDB tenha direito a mais posições no governo federal ? deixando claro uma de suas insatisfações em relação aos petistas.

O evento de aniversário do PMDB, realizado em Brasília, reuniu diversas autoridades como governadores e deputados, e teve a presença, também, do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). (AFG e DL)

“Traição”
Partido define pela expulsão de Rosinha
Enquanto articula mudanças internas, o PMDB promove, também, uma reestruturação em seus quadros. Ontem, o PMDB de Campos (RJ) decidiu expulsar a prefeita da cidade, Rosinha Garotinho, de sua lista de filiados.

A desfiliação da ex-governadora e mulher do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) foi definida na semana passada, mas só foi formalizada ontem. Anthony Garotinho está fora do PMDB desde 2009.

Rosinha foi expulsa porque em 2010 apoiou o candidato Fernando Peregrino (PR) na disputa pelo governo do Rio, contrariando determinações da cúpula do PMDB. (Da Redação)

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