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ArcelorMittal vai ampliar unidade de João Monlevade, que será a maior fábrica de aços longos da empresa no continente


Mittal fará expansão da usina de Cariacica

Fonte: César Felício – Estado de Minas

Siderurgia: Fábrica capixaba deve receber laminador que vai elevar sua produção de aços longos em 40%

Um novo laminador deve aumentar em 40% a capacidade de produção de aços longos da ArcelorMittal na unidade de Cariacica (ES). O investimento deve ser anunciado ainda este ano, segundo afirmou o presidente da ArcelorMittal Aços Longos para América do Sul e Central, Augusto Espeschit, que não revelou o valor do empreendimento. A unidade de Cariacica atualmente é a que tem menor capacidade de produção dentro da divisão de aços longos: opera atualmente sem margem de ociosidade, fabricando 600 mil toneladas por ano.

A produção em Cariacica é voltada para vergalhões, produtos de uso na construção civil. A ArcelorMittal optou por expandir-se no Espírito Santo e não na unidade de Piracicaba (SP), que produz 1 milhão de toneladas anuais, porque não há mais espaço para ampliação na unidade paulista, que está dentro da área urbana.

O maior investimento da divisão de aços longos está acontecendo na unidade de João Monlevade (MG), que é abastecida com o minério produzido pela própria ArcelorMittal na mina de Andrade. A empresa começou em novembro um investimento de R$ 2,2 bilhões para duplicar a sua capacidade de produção, hoje de 1,2 milhão de toneladas anuais. A obra inclui uma nova aciaria e um alto-forno.

O foco principal da produção de Monlevade é o fornecimento de aço para a indústria automobilística, embora a unidade produza aços especiais aplicáveis em diversos mercados, como trefilados para mobiliária e arame farpado.

A decepção da empresa com o ritmo de investimentos em obras públicas fez com que a ArcelorMittal desacelerasse o projeto de tornar a unidade de Juiz de Fora (MG), que produz atualmente 1 milhão de toneladas, no polo nacional de produção de vigas de sustentação e outras estruturas pesadas, o que exigiria a construção de um novo laminador.

“Não há dúvida de que se existisse mais celeridade na área governamental a decisão sobre este investimento teria sido tomada. Os eventos esportivos como a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016 criaram uma demanda por obras públicas, mas o início dos projetos está demorando mais do que se previa e obras deste porte não são sujeitas a um encurtamento do cronograma. Existe sim o cenário de realizarmos estes eventos com a infraestrutura que aí está e os melhoramentos simplesmente não serem feitos”, disse Espeschit. Segundo ele, “o investimento em Juiz de Fora ainda é uma questão em aberto”.

A empresa deve anunciar no próximo mês o resultado no Brasil. Segundo Espeschit, o encarecimento da matéria-prima reduziu a receita esperada para 2010. “Vamos ficar próximos do que tínhamos orçado”, afirmou. Este mês, a ArcelorMittal divulgou o seu resultado mundial, que mostrou um prejuízo líquido equivalente a US$ 780 milhões no quarto trimestre do ano passado.

A ampliação de João Monlevade tornará a unidade brasileira, oriunda da antiga Belgo-Mineira e em operação desde a década de 30, na maior fábrica de aços longos da ArcelorMittal no continente. A empresa não tem planos de ampliar a Acindar, a filial argentina apta a produzir 1,7 milhão de toneladas em quatro fábricas.

“Na Argentina estamos produzindo 1,4 milhão de toneladas anuais, o que significa uma margem de cerca de 20% sobre a capacidade total. O que precisamos lá é de aumentar a nossa produção dentro dessa base”, disse Espeschit. O executivo projeta para 2011 uma expansão de até 100 mil toneladas na produção argentina, o que significa um crescimento da ordem de 7,5%. “Vai acompanhar a expansão nacional e manter a nossa fatia de 61% no mercado daquele País”, afirmou. A empresa vê com cautela as perspectivas de curto prazo na Argentina em função do ambiente político. “Há uma eleição presidencial este ano, um forte controle de preços por parte do governo, em um cenário em que existe uma inflação oficial de 8% e uma real da ordem de 26%”, resumiu.

 

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